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		<title>O racismo da al-Qaeda e Obama</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Nov 2008 18:05:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Doria</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[EUA]]></category>

		<category><![CDATA[Terror]]></category>

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		<description><![CDATA[No primeiro comunicado da al-Qaeda sobre Obama, o número dois de bin-Laden, Ayman al-Zawahiri, chama o presidente eleito dos EUA de 'negro de casa'. É uma citação de Malcom X, o líder negro radical dos EUA nos anos 60, que separava os seus entre 'negros de casa', dóceis perante o senhor branco, e 'negros da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No primeiro comunicado da al-Qaeda sobre Obama, o número dois de bin-Laden, Ayman al-Zawahiri, chama o presidente eleito dos EUA de &#8216;negro de casa&#8217;. É uma citação de Malcom X, o líder negro radical dos EUA nos anos 60, que separava os seus entre &#8216;negros de casa&#8217;, dóceis perante o senhor branco, e &#8216;negros da plantação&#8217;, aqueles que se rebelavam contra a escravidão.</p>
<p>Ao menos, esta é a tradução que a própria al-Qaeda forneceu para o termo árabe utilizado por al-Zawahiri. Segundo a revista <a href="http://blog.foreignpolicy.com/node/10350" target="_blank">Foreign Policy</a>, a tradução correta seria &#8216;house slave&#8217;, &#8216;escravo da Casa Grande&#8217;; mucamo.</p>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/pedrodoria?a=EXUfLG"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/pedrodoria?i=EXUfLG" border="0"></img></a></p><div class="feedflare">
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		<title>A bela ministra Marcela Aguiñaga, o Equador e o modelo Obama para preservar florestas</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Nov 2008 15:51:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Doria</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>

		<category><![CDATA[Energia e Aquecimento global]]></category>

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		<description><![CDATA[A bela ministra equatorenha do meio-ambiente, Marcela Aguiñaga, está circulando a Europa com uma proposta de baixo do braço. A maior reserva petrolífera de seu país está sob o solo da Floresta Yasuni, Reserva de Biosfera da UNESCO e parte  da Amazônia. A pressão das empresas petroleiras para que o governo autoriza a exploração [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A bela ministra equatorenha do meio-ambiente, Marcela Aguiñaga, está circulando a Europa com uma proposta de baixo do braço. A maior reserva petrolífera de seu país está sob o solo da Floresta Yasuni, Reserva de Biosfera da UNESCO e parte  da Amazônia. A pressão das empresas petroleiras para que o governo autoriza a exploração da área não é pouca e o petróleo já é a maior fonte de renda em exportações do país.</p>
<p>Aguiñaga propõe que o Equador se comprometa a não explorar o petróleo de Yasuni. Seria o primeiro país do mundo a abrir mão de uma reserva. Mas ela quer ser paga por isso. O petróleo do Equador <a href="http://www.spiegel.de/international/world/0,1518,591638,00.html" target="_blank">seria vendido</a> no mercado internacional de certificados de carbono e empresas européias, que buscam compensação para suas emissões, pagariam a conta.</p>
<p>A dificuldade que ela e o presidente Rafael Corrêa encontram é simples: e se os sauditas exigirem ser compensados pelo petróleo que não produzirem? E se uma onda compensatória do tipo surge e o mundo pára de produzir petróleo mas continua esperando ser pagos pela energia que não é entregue? A ministra argumenta que o modelo serviria apenas para países que têm uma biosfera a proteger.</p>
<p>A pressão para autorizar a exploração de Yasuni é grande e o país precisa do dinheiro. Mas, para o caso de a Europa não concordar em trazer Yasuni para o mercado internacional de créditos de carbono, a ministra ainda tem uma carta na manga. É a venda online destes títulos para gente comum. Com um cartão de crédito e alguns dólares, seguindo o modelo de arrecadação da campanha Obama, cidadãos de todo o mundo poderiam investir na preservação de um trecho de mata ao passo em que impedem a emissão de algum carbono. O título pode servir de presente para famílias preocupadas com o meio ambiente.</p>
<p>E a ministra pode ter encontrado um modelo muito interessante de preservação, aí.</p>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/pedrodoria?a=PYMmdt"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/pedrodoria?i=PYMmdt" border="0"></img></a></p><div class="feedflare">
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		<title>Uma estante às quintas</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Nov 2008 02:01:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Doria</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Estantes]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><center>
<p><a href="http://www.guardian.co.uk/books/2008/jan/11/writers.rooms.eric.hobsbawm#" target="_blank"><img src="http://pedrodoria.com.br/wp-content/uploads/2008/11/hobsbawm.jpg" alt="Hobsbawm" border="0" /></a></p>
<p></center></p>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/pedrodoria?a=TgolAM"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/pedrodoria?i=TgolAM" border="0"></img></a></p><div class="feedflare">
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		<title>Open thread</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 16:56:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Doria</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Open thread]]></category>

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And just like the guy whose feet are too big for his bed
Nothin' seems to fit
Those raindrops are fallin' on my head, they keep fallin']]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><i>Rain drops keep fallin&#8217; on my head<br />
And just like the guy whose feet are too big for his bed<br />
Nothin&#8217; seems to fit<br />
Those raindrops are fallin&#8217; on my head, they keep fallin&#8217;</i></p>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/pedrodoria?a=opqUOv"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/pedrodoria?i=opqUOv" border="0"></img></a></p><div class="feedflare">
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		<title>Adam Smith e o Islã</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 16:44:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Doria</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[História]]></category>

		<category><![CDATA[Islã]]></category>

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		<description><![CDATA[Boa parte de A Riqueza das Nações, o clássico fundador dos economistas, tem por base a descrição que o escocês Adam Smith faz da Divisão do Trabalho.

No livro, Smith puxa do bolso a descrição de uma fábrica de agulhas para explicar como ela funciona. Após visitá-la, ele conta dezoito tarefas diferentes que devem ser executadas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Boa parte de A Riqueza das Nações, o clássico fundador dos economistas, tem por base a descrição que o escocês Adam Smith faz da Divisão do Trabalho.</p>
<p>No livro, Smith puxa do bolso a descrição de uma fábrica de agulhas para explicar como ela funciona. Após visitá-la, ele conta dezoito tarefas diferentes que devem ser executadas para que metal bruto seja transformado numa ferramenta útil para costureiras. Proporcionalmente, 18 pessoas fazendo todo o processo não seriam capazes de produzir tantas agulhas quanto o mesmo número de pessoas executando tarefas específicas.</p>
<p>O argumento é maior, naturalmente: assim como numa fábrica a divisão de trabalho aumenta a produtividade, o mesmo se dá em toda a sociedade. E é sobre este processo de especialização do trabalho que nasce o capitalismo.</p>
<p>Não custa dizer que Smith jamais clamou para si a autoria do conceito. (Ele só disse que realmente visitou uma fábrica.)</p>
<p>Um texto obscuro do século 12 descoberto pelo economista sino-australiano Guang-Zhen Sun é provavelmente <a href="http://adamsmithslostlegacy.com/2008/11/early-islamic-scholars-on-division-of.html" target="_blank">o inspirador do escocês</a>. O autor é al-Ghazali, um dos mais importantes filósofos sufis da Pérsia. O pensador parte da importância da divisão de trabalho na sociedade para explicitar sua importância, incrivelmente, numa fábrica de agulhas. A diferença é que al-Ghazali identifica 25, e não 18 etapas.</p>
<p>Embora não exista uma data de publicação para o ensaio persa, sabe-se que al-Ghazali morreu em 1111. A Riqueza das Nações foi publicado em 1776. Mais de seis séculos separam os dois estudos. E não vai, aqui, qualquer demérito para o escocês. Embora seu estudo tenha por base a divisão do trabalho, ele vai muito além.</p>
<p>Mas, se Adam Smith é o pai do capitalismo, seu avô é um teólogo islâmico.</p>
<p><em><a href="http://ohermenauta.wordpress.com/" target="_blank">via O Hermenauta</a></em></p>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/pedrodoria?a=vRd2Hk"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/pedrodoria?i=vRd2Hk" border="0"></img></a></p><div class="feedflare">
<a href="http://feeds.feedburner.com/~f/pedrodoria?a=vsLKN"><img src="http://feeds.feedburner.com/~f/pedrodoria?i=vsLKN" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~f/pedrodoria?a=sc3Dn"><img src="http://feeds.feedburner.com/~f/pedrodoria?i=sc3Dn" border="0"></img></a>
</div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Dupondts keep falling on my head</title>
		<link>http://feeds.feedburner.com/~r/pedrodoria/~3/458079129/</link>
		<comments>http://pedrodoria.com.br/2008/11/19/dupondts-keep-falling-on-my-head/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 07:13:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Doria</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[HQ]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><center>
<p><a href="http://www.oleahlberg.dk/galleri-eng.html" target="_blank"><img src="http://pedrodoria.com.br/wp-content/uploads/2008/11/dupondt.jpg" alt="Dupondt" border="0" /></a></p>
<p></center></p>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/pedrodoria?a=gbXrQ0"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/pedrodoria?i=gbXrQ0" border="0"></img></a></p><div class="feedflare">
<a href="http://feeds.feedburner.com/~f/pedrodoria?a=LDWgN"><img src="http://feeds.feedburner.com/~f/pedrodoria?i=LDWgN" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~f/pedrodoria?a=geRmn"><img src="http://feeds.feedburner.com/~f/pedrodoria?i=geRmn" border="0"></img></a>
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		<title>Joschka Fischer e sua União Européia ideal entre EUA, Rússia, G20 e o mundo que muda</title>
		<link>http://feeds.feedburner.com/~r/pedrodoria/~3/457092209/</link>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 11:44:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Doria</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Europa]]></category>

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		<description><![CDATA[O El País de hoje publica uma entrevista com o ex-chanceler alemão Joschka Fischer, um dos mais influentes políticos europeus. Fischer é um dos proponentes da idéia de que a União Européia deve ser fortalecida para que a Europa continue a ter influência, no futuro. 

Como vê a UE em meio à tormenta financeira? E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O El País de hoje publica <a href="http://www.elpais.com/articulo/internacional/Durao/Barroso/debil/sera/premiado/mandato/elppgl/20081118elpepiint_12/Tes" target="_blank">uma entrevista</a> com o ex-chanceler alemão Joschka Fischer, um dos mais influentes políticos europeus. Fischer é um dos proponentes da idéia de que a União Européia deve ser fortalecida para que a Europa continue a ter influência, no futuro. </p>
<blockquote><div>
<p><b>Como vê a UE em meio à tormenta financeira? E a Comissão Européia?</b></p>
<p>Precisamos fazer referência ao euro. Não entendo porque os líderes europeus não são mais agressivos em sublinhar para a opinião pública a importância do euro e do Banco Central. Onde estaríamos agora sem eles? Este é o maior bem que temos e esta é a hora de convencer os europeus do que é a UE: nossa força, nossa proteção, nosso interesse, nossa voz comum no mundo de amanhã. O que vimos no sábado em Washington foi histórico. O G8 é o passado. O G20 é o futuro. Nosso futuro é a Europa, mas a Europa vai mal. Perdemos a constituição. O Tratado de Lisboa está no limbo. Os EUA elegeram o futuro, sabem se reinventar perante suas piores crises. A Europa está no caminho contrário.</p></div>
</blockquote>
<p>O Tratado de Lisboa tinha por objetivo aumentar a relevância política da União Européia. O Parlamento teria mais poderes, entre outras questões, ampliando a importância da União em detrimento das nações individuais. O Tratado entraria em vigor no primeiro de janeiro próximo após, este ano, ser ratificado pelos eleitores em todo o continente. República Checa e Suécia ainda devem votar por sua aceitação. Em junho, os irlandeses o rejeitaram, bloqueando todo o processo.</p>
<blockquote><div>
<p>Cada vez mais pensamos em todo o processo como nações. E a Comissão Européia é fraca. Seu presidente é ainda mais fraco. E sua fraqueza será premiada com outro mandato. É preocupante porque o mundo está mudando muito rápido. É este o momento de decidir. A Europa, dividida e fraca, corre o risco de terminar sendo um lugar agradável para viver e visitar, mas sem qualquer influência no mundo de amanhã.</p>
<p><b>A Europa também aparece dividida perante a Rússia, principalmente após a crise na Geórgia. Por um lado, os defensores de uma atitude mais dura, por outro os que propõem uma saída pelo diálogo.</b></p>
<p>Sempre teremos interesses distintos. Internamente, os EUA também têm impulsos diferentes. Mas, no fim do processo, falam com uma só voz. Alemanha, Itália, França e Reino Unido têm interesses importantes na Rússia. É claro que não podemos aceitar que a Rússia volte à dinâmica imperialista que um dia teve. Mas o presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili deu a Putin uma oportunidade de ouro. Antes, Sarkozy e Merkel fizeram bem em bloquear a adesão da Geórgia à OTAN. Não estava madura. Para o futuro, a melhor resposta ao desafio russo é a formação de um mercado de gás europeu plenamente integrado. E o desenvolvimento de um fórum de política energética. Juntos, temos interesses comuns. Só desta forma podemos impedir que a Rússia jogue uma partida de <i>divide et impera</i>.</p>
<p><b>Independência do Kosovo. Ampliação da OTAN. Escudo antimísseis. Você crê&#8230;</b></p>
<p>[Interrompe.] O Kosovo é idferente. Conheço a posição espanhola. Mas o Kosovo é outro assunto, não o misturaria com o escudo etc.</p></div>
</blockquote>
<p>Fischer está falando a um jornal espanhol – por isso sua informação. A Espanha viu e vê com maus olhos qualquer movimento separatista por conta de suas questões com os bascos.</p>
<blockquote><div>
<p><b>Mas todos esses itens são percebidos como provocações pela Rússia.</b></p>
<p>Não. Não. O Kosovo não foi uma provocação. O Kosovo foi o resultado das ações de Milosevic.</p>
<p><b>E o escudo? E a ampliação?</b></p>
<p>Essas são políticas dos EUA. O Kosovo é fruto de um amplo debate internacional que deu uma resposta realista a um problema. A Rússia interpretou a independência como uma provocação de uma forma míope, burra. E sejamos claros: o escudo antimísseis também é uma política míope.</p></div>
</blockquote>
<p>Fischer é um homem ouvido e respeitado – mas não tem mais poder. Atualmente, presta serviços à empresa de consultoria da ex-secretária de Estado dos EUA Madeleine Allbright. Persiste sendo um dos políticos mais populares da Alemanha. É a melhor voz para se ouvir o que pensam os melhores dentre os defensores do Projeto Europeu. Ele imagina uma UE que não tem qualquer animosidade em relação aos EUA mas que age de forma independente, de acordo com seus interesses. Tem uma visão aguda de como funciona a geopolítica.</p>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/pedrodoria?a=GKIvGs"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/pedrodoria?i=GKIvGs" border="0"></img></a></p><div class="feedflare">
<a href="http://feeds.feedburner.com/~f/pedrodoria?a=m6YXN"><img src="http://feeds.feedburner.com/~f/pedrodoria?i=m6YXN" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~f/pedrodoria?a=sLzwn"><img src="http://feeds.feedburner.com/~f/pedrodoria?i=sLzwn" border="0"></img></a>
</div>]]></content:encoded>
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		<title>Hillary vai à Casa Branca?</title>
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		<comments>http://pedrodoria.com.br/2008/11/18/hillary-vai-a-casa-branca/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 06:44:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Doria</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[EUA]]></category>

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		<description><![CDATA[O jornal britânico The Guardian informa que Hillary Clinton aceitará o cargo de secretária de Estado oferecido por Barack Obama. É o ministério mais importante de um governo norte-americano, aquele responsável pela parte diplomática da política externa. (Afinal, o secretário de Defesa toca a parte militar.)

É a primeira vez que um órgão de imprensa importante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O jornal britânico The Guardian informa que Hillary Clinton aceitará o <a href="http://www.guardian.co.uk/world/2008/nov/18/hillary-clinton-obama-white-house" target="_blank">cargo de secretária de Estado</a> oferecido por Barack Obama. É o ministério mais importante de um governo norte-americano, aquele responsável pela parte diplomática da política externa. (Afinal, o secretário de Defesa toca a parte militar.)</p>
<p>É a primeira vez que um órgão de imprensa importante publica a informação com cara de certa, e não apenas de rumor.</p>

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		<title>Os melhores filmes brasileiros</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Nov 2008 16:41:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Doria</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Está impecável a lista dos melhores filmes brasileiros de todos os tempos feita por Luiz Biajoni e Rafael Galvão. A discussão sobre que filmes incluir, e quais tirar, nos comentários, tem bons pontos.

Pessoalmente, eu puxaria Bye-Bye Brasil para o topo da lista. É o filme que Glauber Rocha passou a carreira tentando fazer e jamais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Está impecável a lista dos <a href="http://www.rafael.galvao.org/2008/11/nos-cagamos-para-limite-os-25-melhores-filmes-brasileiros-de-acordo-com-galvao-biajoni/" target="_blank">melhores filmes brasileiros</a> de todos os tempos feita por Luiz Biajoni e Rafael Galvão. A discussão sobre que filmes incluir, e quais tirar, nos comentários, tem bons pontos.</p>
<p>Pessoalmente, eu puxaria Bye-Bye Brasil para o topo da lista. É o filme que Glauber Rocha passou a carreira tentando fazer e jamais conseguiu, uma síntese perfeita do país que o Brasil foi um dia.</p>
<p>Eu também sacaria da lista Tropa da Elite e substituiria por Terra Estrangeira, do Walter Salles.</p>
<p>Senti séria falta de Cabra Marcado para Morrer, de Eduardo Coutinho. (Podemos tirar Redentor para isso.) Por razões emocionais, incluiria Podecrer!, de Arthur Fontes, um filme absolutamente modesto mas, por sua discrição, uma graça. (Além do quê, retrata minha cidade naqueles inícios de anos 80, em que esperança havia de sobra.) E cogitaria listar Pra Frente Brasil, de Roberto Farias.</p>
<p>Excelente lembrança dos dois é Todas as Mulheres do Mundo, de Domingos de Oliveira, que de fato é brilhante.</p>

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		<title>G20 ou Como uma reunião de burocratas pode até mesmo mudar o mundo</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Nov 2008 09:05:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Doria</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[É bom prestar atenção nesta sigla: G20. Grupo dos 20. Ainda ouviremos muito falar dela – talvez tanto ou mais quanto ouvimos, nas últimas décadas, falar do G7/G8.

União Européia e EUA não gostam desta substituição.

Nas últimas semanas, participei de vários seminários, muitos incluindo gente graúda que pertenceu ao governo de George W. Bush e assessores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É bom prestar atenção nesta sigla: G20. Grupo dos 20. Ainda ouviremos muito falar dela – talvez tanto ou mais quanto ouvimos, nas últimas décadas, falar do G7/G8.</p>
<p>União Européia e EUA não gostam desta substituição.</p>
<p>Nas últimas semanas, participei de vários seminários, muitos incluindo gente graúda que pertenceu ao governo de George W. Bush e assessores de política externa do presidente-eleito Barack Obama. Eles, assim como pensadores diversos de Europa e EUA, sabem que o G8 não decide mais nada. Os líderes daqueles oito países, sozinhos, já não têm poder para impor decisões. Mas eles não gostam do G20. Em um dos seminários, o brilhante intelectual britânico Timothy Garton Ash propôs um G14. Os mestres do Brookings Institute querem um G16.</p>
<p>Todos sabem que qualquer discussão no mundo, hoje, tem que incluir China, Índia, Brasil e África do Sul. Mas quanto menos países estiverem no grupo, mais fácil é para os países desenvolvidos imporem seu peso.</p>
<p>Mas não custa lembrar uma distinção: há dois G20 por aí.</p>
<p>Este <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/G20_major_economies" target="_blank">G20</a> que se encontrou em Washington, nascido em 1999, inclui os ministros da Fazenda das 20 maiores economias. Era um grupo de pouca importância. Foi fortalecido por <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/G20_developing_nations" target="_blank">outro G20</a> – aquele inventado pelo chanceler brasileiro Celso Amorim, em 2003, para enfrentar os oito mais ricos na reunião da OMC de Cancún. O segundo G20 é o grupo dos 20 maiores países em desenvolvimento.</p>
<p>A despeito das manchetes nos jornais de hoje, é cedo para dizer que a reunião deste fim de semana, em Washington, deu resultados. Dois pontos da pauta são interessantes.</p>
<p>O primeiro é o acordo por mais rigor na fiscalização de empresas das finanças. Bancos serão obrigados a ter mais dinheiro em caixa para garantir suas operações. O Wall Street Journal critica: neste momento de crise, bancos precisam emprestar mais para que o dinheiro circule e a economia seja aquecida. Obrigá-los a ter <a href="http://online.wsj.com/article/SB122679484106131155.html?mod=googlenews_wsj" target="_blank">mais reservas</a> pode piorar o problema. Não deixa de ser irônico que uma instituição liberal como o WSJ cite um professor do MIT para sugerir que a criação de um déficit maior seja a saída do buraco. No céu, Lorde Keynes sorri e Milton Friedman franze o cenho.</p>
<p>O segundo resultado é que a OMC já <a href="http://www.business-standard.com/india/storypage.php?autono=340422" target="_blank">marcou para dezembro</a> uma reunião extraordinária para, quem sabe, encerrar a fatídica rodada de Doha. (Aquela mesma que um dia foi emperrada pelo G20.) As negociações estão emperradas desde julho por conta da agricultura. China e Índia não abrem mão do direito de proteger seus mercados internos em caso de falta de alimentos no mundo. Em compensação, uma penca de países europeus se recusam a rever os subsídios a seus próprios fazendeiros ou as tarifas que impõem ao alimento que vem de fora. Os EUA, por sua vez, que um dia fingiram lutar pelo livre comércio no mundo, não ficam atrás. Escondem-se atrás da Europa – enquanto a UE não ceder, eles não precisam se movimentar.</p>
<p>Estes encontros multilaterais dão sempre em reuniões entediantes. Mas as coisas estão mudando.</p>
<p>Em Bali, no início do ano, enquanto discutia-se aquecimento global, os EUA usaram da mesma tática que usam na OMC. Não cediam no compromisso pelo corte de emissões de carbono enquanto a China não fizesse o mesmo. Repentinamente, a China cedeu. Por muito pouco um acordo não foi bloqueado porque os EUA, solitários perante as nações do mundo, não sabiam o que fazer. Por fim, cederam também.</p>
<p>Não é difícil fazer a China ceder um quê na OMC. Com a Índia é mais complicado – mas se ela se mover um pouco, União Européia e EUA podem se encontrar no pior dos cenários. Defendendo seu protecionismo contra os mais pobres.</p>
<p>G20 é o nome que dois grupos diferentes têm. Um é o G20 de 1999, que reúne os ministros da fazenda das 20 maiores economias. Outro é o G20 de 2003, dos vinte maiores países em desenvolvimento. Importante não confundir um com o outro. Mas G20 quer dizer também uma idéia: o mundo está mudando e rápido.</p>
<p>Barack Obama se elegeu com um discurso protecionista. Periga o mundo mudar tão rápido que, antes mesmo de sua posse, ele já não tenha mais muitas escolhas.</p>
<p><strong>Atualização</strong> – O mestre <a href="http://verbeatblogs.org/sergioleo/" target="_blank">Sergio Leo</a> – que entende muito do assunto – faz duas observações pertinentes por email. A primeira é que não dá para chamar o G20 do chanceler Celso Amorim de os 20 maiores países em desenvolvimento. A Colômbia, já alinhada com os EUA, não aderiu. A Turquia aderiu mas os europeus fizeram cara feia e ela, com vontades de Europa, saiu. Os países do Leste Europeu não estão. Ainda assim, o grupo – por conta de seu núcleo forte África do Sul, Brasil, China e Índia – conseguiu e consegue pressionar EUA e EU.</p>
<p>A segunda observação transcrevo ipsis litteris: <em>E cuidado com a China. Ela fez muitas concessões para entrar na OMC e argumenta não ter muito mais o que fazer. Espertos, os chineses ficaram calados, por trás da Índia, mais vocal. Mas, na última reunião, um dos obstáculos foi a recusa da China em aceitar os termos do acordo costurado entre Brasil, EUA e Europa. A Índia, por motivos eleitorais, fez mais barulho, e saiu como vilão. Mas os chineses ainda não mostraram a cara, inteligentemente reservando-se para o momento certo.</em></p>

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