Lendas Urbanas Brasileiras
(com direito a louras, cemitérios e rins)
Na maioria das vezes, a lenda fala de uma mulher loira (que pode ser trocada por uma índia ou prostituta) que fica na beira da estrada pedindo carona para os motoristas que passam, quando um resolve parar (muitas vezes caminhoneiros) ela conduz a pessoa até um cemitério próximo, chegando lá a bela mulher desaparece deixando o motorista sem entender nada, logo depois ele a reconhece na foto de uma das lápides. Em outras versões ela simplesmente desaparece dentro do próprio veículo, depois o motorista descobre pelos moradores das redondezas que a moça havia sido atropelada há muitos anos naquela mesma estrada.
Na versão que minha avó conta, o motorista a percebe entrando por entre as grades do cemitério. A turma do Nerds Somos Nozes tem uma boa compilação de lendas urbanas brasileiras. Inclui a adaga no boneco do Fofão, a loura no banheiro da escola e a brincadeira do copo.
Senti falta de duas, ambas passadas dentro dum quarto de motel. Na primeira, o sujeito acorda para ver escrito no espelho – em batom, evidentemente – ‘Bem-vindo ao mundo da Aids’. Talvez seja um quê início dos anos 90 demais – Aids não assusta mais como assustou um dia. Na segunda, o pobre acorda com frio, numa banheira cheia de gelo, cortes nas costas e sem um ou dois rins.
Durante o século 20, Luís da Câmara Cascudo mapeou o folclore brasileiro, contando suas lendas e costumes. Era um país rural, de sacis e curupiras. O Brasil urbano de hoje tem um folclore um bocado distinto e próprio. Divertido o levantamento da turma.
dica do Interney, via Twitter
Uma escada aos domingos?
No blog do Gabriel Toueg.
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Duas teorias explicam as origens do ponto de interrogação.
Uma é a simplificação do latim Qo, abreviatura para questão. O Q era desenhado acima, o O embaixo.
Outra sugere que é um ponto e vírgula de cabeça para baixo. Em grego, o ponto e vírgula é usado para indicar que a frase é uma pergunta.
Pela forma ou pela cor: busca de fotos
Escolha as cores. O software pesca no Flickr fotografias com aquela palheta.
Ou faça diferente: desenhe a forma. O software pesca fotos que seguem aqueles contornos.
O adeus a Randy Pausch
Randy Pausch morreu ontem de câncer pancreático. Muitos de vocês o conhecem por conta de sua ‘última aula’.
Alguns desdenham de sua aula pelos lugares comuns que encostam na auto-ajuda.Talvez tenham razão. Mas o que você faria se, repentinamente, tivesse sido diagnosticado com um câncer mortal particularmente agressivo e soubesse com clareza que a vida, agora, se conta em meses e não anos? Pausch encarou de frente e tentou somar, numa aula para seus alunos e colegas, aquilo que fez para ser feliz.
Foi uma tentativa honesta pacas.
Open thread da semana que começa
…alguém quer viajar aí? Há hotéis de todo tipo no mundo.
Open thread de sábado
Ele demora. Mas sempre chega, às vezes com um simpático convite de casamento feito para distribuição online:
Philips, o depilador e um gay andrógino
‘Como homem, não lido bem com a dor’, diz Karis. A propaganda é de um depilador Philips. É a primeira vez em que um anúncio de tevê apresenta não apenas um gay, mas um gay com identidade ‘trans’, andrógino, como personagem principal da narrativa. Conta de seu cotidiano, uma pessoa como qualquer outra.
Depilação a cera quente seria demais.
O site Boinkology fez uma entrevista com Karis.
dica do André Fucs
A piscina mais funda do mundo
Trinta e três metros até a base, com direito a cavernas e túneis. Fica na Bélgica e tem água filtrada, sem cloro.
Jessica Rabbit de carne e osso
Ela – e também o filme que mostra o processo no Photoshop. Mas, também, Homer Simpson. E, horror dos horrores, Super Mario.
O Jogo Real de Ur
Na década de 20 do século passado, o arqueólogo inglês Leonard Woolley escavou cinco tabuleiros de um jogo das tumbas reais de Ur, a antiga cidade da Suméria localizada no atual Iraque. O mais luxuoso deles misturava pedras coloridas várias cuidadosamente encaixadas e data de 2.600 a.C.
Com o tempo, novos tabuleiros ou indícios de sua existência foram descobertos no Irã, Síria, Egito, Líbano, Sri Lanka, Chipre e Creta.
Ele ficou conhecido como o Jogo Real de Ur. E ninguém sabia como jogá-lo até que Irving Finkel o descobriu.
Desde menino, Finkel era fascinado com o mundo dos jogos de tabuleiros e o da Mesopotâmia. Na universidade, estudou a escrita cuneiforme e, em 1979, foi contratado pelo Museu Britânico como especialista para decifrar a coleção 130.000 de tabletes de argila. Num deles, descobriu instruções.
Cuidadosamente, ao longo dos anos, ele recuperou a forma de jogar o Jogo Real de Ur, fez o Museu botar a venda uma reprodução com instruções, descobriu sua história.
O Jogo Real de Ur foi o mais popular da antigüidade até que, uns 2.000 anos atrás, ele morreu de vez, substituído por outro jogo bem mais sofisticado no seu equilíbrio entre sorte e técnica. O Gamão.
Ou quase morreu: há alguns anos, folheando uma obscura revista técnica israelense de arqueologia e história, Finkel passou por fotos da comunidade judaica de Cochin, na Índia. Eram imagens do início do século 20 e, ali no meio, havia um tabuleiro de jogo. Era do Jogo Real.
Não há mais judeus em Cochin, todos vivem em Israel. O velho professor rastreou, num kibutz, uma senhora que ainda tinha memória de como jogar. Pegou um avião para encontrá-la. Havia algumas modificações nas regras, mas era ele próprio. Passaram uma tarde gasta em partidas. Ainda vivo até, ao menos, o início dos 1900s.
(No site do Museu Britânico, há uma versão online para ser jogada. É preciso instalar o plugin Shockwave.)
Desastres em Photoshop
No tempo em que vivemos, as moças nas páginas das revistas vão sendo retocadas ao nível da irrealidade. Suas curvas não têm mais dobras, suas micro-cinturas fazem parecer que ao menos a primeira linha de costelas não existe e as peles sugerem que nasceram ontem, não há rugas, espinhas, verrugas – às vezes, nem umbigos.
O abuso do Photoshop é conhecido e não apenas nas fotos das moças belas, famosas e nuas. Mas há aqueles momentos em que o Photoshop não é apenas abusado. Com a ferramenta que permite retoques mil, a realidade é abusada. Estes casos, nas capas de revistas ou na publicidade, são o tema do delicioso blog Photoshop Disasters.
40 horas no elevador. (Ou quase.)
Há algumas semanas, pintou por aqui a excelente reportagem da revista The New Yorker a respeito de Nicholas White, que ficou preso por 40 horas num elevador em Manhattan.
O vídeo de White circulou a Internet. Agora é a vez da paródia.


