O adeus a Walter Cronkite (1916-2009)

19/July/2009 - 11h29 - 115 Comentarios

Walter Cronkite, que morreu ontem aos 92 anos, foi um dos mais importantes nomes do jornalismo norte-americano de tevê. Ele representou, também, uma era que alguns de nós pegamos e muitos só conhecem por livros de história.

Houve o tempo em que veículos noticiosos com alcance nacional eram raros. Por quase vinte anos, entre as décadas de 60 e 70, Cronkite foi o principal âncora do principal telejornal da CBS. Ele anunciou ao vivo o assassinato de John Kennedy em uma das primeiras coberturas ao vivo da história.

No Brasil, o telejornalismo foi até bem tarde coisa para locutores. Cronkite não era do tipo – era repórter. A Guerra do Vietnã acabou de fato para o americano médio quando o veterano jornalista foi ao país e na volta declarou que o conflito havia chegado a um impasse. (O presidente Lyndon Johnson, quando ouviu Cronkite dizendo isso no telejornal, comentou com seus assessores – ‘perdemos a guerra na opinião pública’.)

Ele foi a voz ‘oficial’ dos EUA – uma voz que seguia a tradição de não se curvar ao governo. Era um grande editor de jornal, homem seriíssimo.

É bom que não exista mais ninguém como Cronkite, com tanto poder por representar quase sozinho informação confiável. Por outro lado, no tempo de Internet, com uma multiplicidade de vozes, a cacofonia às vezes faz ficar difícil descobrir que informação é confiável. Tudo parecem versões.

O jovem repórter que a CBS tinha em Dallas quando Cronkite confirmou a morte de Kennedy se chamava Dan Rather. Foi Rather que, em 1979, recebeu o bastão do CBS Evening News de Cronkite. Ele só foi cair em 2004, quando um grupo de blogueiros republicanos o derrubaram durante as eleições que recolocariam George W. Bush no poder. Rather, um repórter ainda mais repórter que Cronkite, veterano de inúmeras coberturas, o primeiro homem a entrar no Afeganistão invadido pelos soviéticos, presente na Queda do Muro de Berlim, na Praça Tiananmen, o homem que desafiou Richard Nixon e George Bush (pai) ao vivo, o homem que caiu porque já não dava para existir um Cronkite nesse mundo.

Cronkite marcou uma era que já não é mais possível.

Damásio e Castells: a mídia precisa
ir mais devagar com o ritmo

29/April/2009 - 13h45 - 27 Comentarios

Um novo estudo da Universidade do Sul da Califórnia (USC) demonstrou que emoções ligadas a valores morais precisam de tempo para se desenvolver no cérebro. Pesquisas do tipo devem sempre ser vistas com um quê de ceticismo. Esta, no entanto, foi realizada ela equipe do neurocientista português António Damásio, um dos mais reconhecidos do ramo.

A implicação é com mídia digital. Qualquer notícia que envolva um drama humano só é compreendida de fato após algum tempo. O ritmo virulento da Internet ou tevê a cabo não permitem este tempo. Como resumiu um colega de Damasio na USC, o espanhol Manuel Castells, ‘para que exista compaixão em relação a sofrimento psicológico, precisamos dedicar um tipo de atenção emocional de forma persistente.’

Damásio e Castells não atacam as redes sociais, espaços de conversação online nas quais, consideram, existe o tempo para que reflexão necessária. Mas a rapidez da tevê ou de alguns video-games os incomodam. Castells: ‘Numa cultura midiática na qual violência e sofrimento são transformados em um programa contínuo, seja na ficção ou no infoentretenimento, começa a nascer uma indiferença a respeito do sofrimento humano.’ Damásio completa: ‘o que mais me preocupa são as justaposições abruptas que você encontra no noticiário. No que elas se relacionam com emoções, já que estes sistemas são por natureza mais lentos, o que precisamos dizer é Um pouco mais devagar, por favor.’

Se estão certos? Os doutores são cientistas respeitados no ramo.

A crise do fotojornalismo

16/August/2008 - 11h07 - 41 Comentarios

O jornalismo de imagens tem um problema: seja em fotos, seja em vídeo, a tecnologia digital permite alterar a aparência da realidade. Cenas de destruição no Líbano foram falsificadas durante o ataque de Israel, mísseis foram adicionados ao recente teste iraniano. Até coisas mais tolas, como a adição de fogos de artifício à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos contribuem para que, lentamente, o público vá ficando mais cético. E com razão. O que ele vê não é necessariamente verdade.

Diretor de Ética da Associação Nacional de Fotojornalistas dos EUA, John Long fala à Newsweek:

Há um ano, você disse que ‘o público está perdendo sua confiança em nós. Sem confiança, não temos credibilidade, não temos nada, não podemos sobreviver.’ Como você vê a situação hoje?

O público não confia em nós. Não melhorou nada. Nós produzimos essa situação, nos atrapalhamos em nosso profissionalismo. No passado, aprendíamos na profissão que o instante era sacrossanto. Era um momento único, bidimensional, instantâneo. Agora você pode modificar aquele momento. [Os novos fotojornalistas] estão vendo a realidade de uma forma diferente.

Existe alguma maneira e evitarmos a publicação de fotografias falsificadas? O que deveria ter sido feito no caso dos mísseis iranianos?

Quem distribuiu aquela fotografia na agência de notícias deveria ter checado suas fontes melhor. Quando você é o editor de fotografia de um jornal, vê 35.000 fotos todo dia nas agências. Você não tem tempo para pensar ’será que essa é falsa?’ Você precisa confiar em suas fontes. Se vem da Associated Press ou da Reuters, que são serviços de boa reputação, você espera que eles tenham verificado e que se responsabilizem por aquelas imagens. É lá que houve um problema. Eles deviam ter verificado a procedência daquelas fotos.

Como fotógrafos podem reconquistar a confiança do público e convencê-lo de que as imagens são reais e que não foram alteradas?

Esse problema já aconteceu com repórteres. Também é possível mentir com palavras, mas nossa sociedade acredita que um repórter dirá a verdade com tanta precisão e correção quanto lhe seja possível. É assim que se faz com o jornalismo. Acreditávamos na fotografia, mas agora teremos que acreditar no fotógrafo que, como o repórter, tenta apresentar o momento com tanta precisão e correção quanto possível.

Philips, o depilador e um gay andrógino

17/July/2008 - 16h23 - 28 Comentarios

‘Como homem, não lido bem com a dor’, diz Karis. A propaganda é de um depilador Philips. É a primeira vez em que um anúncio de tevê apresenta não apenas um gay, mas um gay com identidade ‘trans’, andrógino, como personagem principal da narrativa. Conta de seu cotidiano, uma pessoa como qualquer outra.

Depilação a cera quente seria demais.

O site Boinkology fez uma entrevista com Karis.

dica do André Fucs

Não destrua Israel, Ahmadinejad

12/June/2008 - 13h58 - 23 Comentarios

Dion Nissenbaum, diretor da sucursal em Israel do grupo de jornais McClatchy (que inclui o Miami Herald), está a toda com seu excelente blog Checkpoint Jerusalem. A última é o comercial da distribuidora de tevê a cabo Yes.

Falado em persa, com legendas em hebraico, apresenta um ator interpretando o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad falando numa coletiva de imprensa e sendo assistido, via televisão, pelo povo.

Ahmadinejad: Meus irmãos, o urânio está em nossas mãos. Depois de segunda-feira, adeus Israel!

Povo: Adeus Israel!

Homem na coletiva: Como assim adeus Israel? Segunda tem o último episódio de Danny Hollywood (série popular da rede Yes).

Homem vendo TV: Como assim segunda-feira?

Outro na coletiva: As séries Papadizi e Srogim começaram agora.

Homem na rua: Não exploda, Ahmadinejad!

Pessoas na multidão: Estou no meio de um episódio! Vou enlouquecer se a série for interrompida! O que será de Teerã sem mais séries? Vou ficar perdida! O que podemos fazer? Deixe as bombas! Viva as estrelas das series do Yes!

Enquanto der para rir, ainda há esperança.

Roda Viva

12/May/2008 - 20h06 - 61 Comentarios

Hoje à noite vou estar no Roda Viva, da TV Cultura, acompanhando a entrevista do ministro do Desenvolvimento Miguel Jorge.

O objetivo é testar um acompanhamento ao vivo do programa via Twitter.

Atualização – O Roda Viva está ao vivo pela web.

Atualização 2 – Comigo, no Roda Viva (fotos), estiveram Lúcia Freitas e Trecker. O Pedro Markun tenta explicar, em seu blog, quais as intenções de interativas da TV Cultura. Fui desconfiando que não ia funcionar. Mas deixar gente conversando a entrevista enquanto ela acontece dá samba. Melhor seria se uma coisa ou outra do que rola no Twitter pudesse chegar ao âncora.

Uma entrevista aos sábados

15/March/2008 - 13h30 - 374 Comentarios

O roteiro tinha a sinopse conceitual. Tinha que ter um garoto, uma supergata, e eles viviam de biscate. Foi quando o Kadu foi chamado pra fazer uma novela das oito e marcou uma reunião com o Boni. Ele não tava a fim do papel, queria mais que nossa idéia desse certo. Eu disse: cara, quando abrir a porta do Boni, eu entro atrás e a gente fala o projeto. E levei uma cola numa agenda da Energia pra lembrar bem a idéia. Quando entramos na sala, ele só perguntou: o que o André tá fazendo aqui? Eu só disse que tinha um projeto pra mostrar jovem na TV, que meu filme Menino do Rio tinha dado o maior ibope. Aí ele me viu lendo a cola e tomou a agenda da minha mão. No fim estava escrito assim: se ele topar, ainda dou de gorjeta o slogan ‘entre nessa onda, entre na onda da Globo’. Ele me olhou com uma cara bizarra. Aí eu contei a história do Butch Cassidy, que eu sabia fazer. Aí ele me ofereceu para entrar na novela Partido alto, com o Kadu, e passar um ano no Havaí preparando a idéia da série.

Foi uma doideira. Mas o projeto que estava sendo escrito era muito infantil. O grande problema é sempre o roteirista. Ninguém sabia escrever como o jovem fala. A coisa estava totalmente artificial. E, como o texto estava ruim, eu acabei convencendo o Daniel Filho de que tinha que chamar o Calmon. No fim das contas, ele e o Daniel ficaram amigos pra caramba, ele deu um jeito no roteiro, e gravamos o primeiro programa. Lembro que no dia seguinte eu fui na praia e todo mundo aplaudiu. O Armação ilimitada foi uma criação coletiva que abriu portas para muita coisa.

A vida era muito mais romântica. As gatas tu tinha que conquistar, as mulheres eram diferentes. Usar drogas tinha um conceito diferente. As músicas eram mais ricas. Hoje é tudo muito mega, muito comercial, com uma batida forte. Eu acho mesmo que tinha uma coisa mais simples, no Rio de Janeiro pelo menos. Tem a ver com a perda do sonho. Hoje em dia não se sonha tanto. Tudo parecia mais ingênuo. Pensa no funk que toca hoje na rua. Nas letras, na batida, na violência. Mesmo a polícia era mais light até o fim dos anos 80. Era uma coisa muito mais ingênua. Acho que a violência em todos os níveis começou a crescer com a droga. Foi a cocaína que mudou e acabou com o Rio de Janeiro. Nos anos 90 a coisa piorou mesmo. E tem o descaso da política em deixar isso tomar o nível que tomou. Deixaram as favelas e o tráfico crescerem sem limites.

André de Biase

Amaury Junior e Mariana Weickert

03/February/2008 - 10h04 - 27 Comentarios

Cena impagável do programa de Amauri Júnior na Rede TV. Em uma festa em São Paulo, o apresentador encontra a modelo Mariana Weickert e faz o galanteio.

– É uma das mulheres mais lindas do Brasil.

Mariana dá uma piscada para a câmera, abre um sorriso e diz:

– Eu paguei para ele dizer isso.

Dá-se o silêncio – e o Ryff conta o resto.

A tevê como ela foi (4)

06/January/2008 - 20h16 - 41 Comentarios

A tevê como ela foi (3)

06/January/2008 - 17h24 - 17 Comentarios

A tevê como ela foi (2)

06/January/2008 - 14h57 - 28 Comentarios

A tevê como ela foi (1)

06/January/2008 - 11h57 - 28 Comentarios

Como é ser de esquerda nos EUA

28/November/2007 - 13h10 - 129 Comentarios

No Brasil, ou na França, ou na Alemanha – ou em boa parte do mundo ocidental, ser chamado de alguém ‘de direita’ pega mal. É verdade que aqui e ali começa a ter gente se declarando de direita com orgulho, mas ainda não é comum.

Nos EUA, funciona diferente. Ser um liberal, ser de ‘esquerda’, é que pega mal. Uma das coisas que a esquerda norte-americana faz para lidar com o problema é mudar a palavra. Sai liberal, entra progressive. E a ong de esquerda Center for American Progress quer promover com uma série de propagandas a idéia de que ser progressista é bom e um bocado americano.

Este comercial é um dos dois (há outro) parodiando a campanha da Apple com o sujeito Mac e o sujeito PC, e coitado do PC nos filmes da Apple, era sempre tão, bem, Windows. Incapaz. Neste caso, apresentam-se o senhor Conservador e o senhor Progressista.

Outro filme é mais ousado: toca ao fundo America the Beautiful, uma famosa música patriótica mais típica de um comercial de Ronald Reagan do que algo de esquerda:

Em todos os filmes o mote é o mesmo. Quando a esquerda era a favor do voto para mulheres, os conservadores eram contra; quando ela era a favor do New Deal de Franklin Roosevelt, eles eram contra; a esquerda foi pró-direitos civis que, enfim, terminou com a segregação racial nos anos 1960. Os conservadores? Contra. Hoje, a esquerda é a favor de um sistema de saúde universal – os conservadores são contra.

É comum, ao discutir política norte-americana, dizer-se que lá não há esquerda e que mesmo o Partido Democrata tende um tanto à direita. Não é verdade – jamais foi. Fica apenas essa impressão de um tempo em que o mundo esteve polarizado por uma Guerra Fria. Um tempo, aliás, que já devia ter sido enterrado.

O que os roteiristas de Hollywood têm a dizer

25/November/2007 - 14h51 - 32 Comentarios

Desde o início do mês, os roteiristas da tevê e do cinema norte-americanos estão em greve. (Escrevi sobre o assunto no Estadão, semana passada.) A greve paralisou os talk-shows, as séries embora, por enquanto, ainda não tenha atingido Hollywood, que tem scripts arquivados.

O motivo da greve é simples: para os investidores, grandes executivos de mídia anunciam fortunas em lucros angariados pela Internet; para os roteiristas, dizem que não podem dividir um tostão dos ganhos, não há percentual em direitos autorais, porque a rede é incerta. O discurso dúbio que muda conforme o cliente inventou esta greve.

É justamente na Internet que os roteiristas estão fazendo sua campanha. Muitos dos atores e apresentadores de tevê estão – ao menos por enquanto – ao seu lado. O blog Deadline Hollywood tem a série de vídeos da campanha dos roteiristas filmados com grandes estrelas.

O novo produto revolucionário
da Apple: iRack

23/November/2007 - 16h32 - 26 Comentarios

Mônica Veloso no DFTV

07/October/2007 - 03h24 - 131 Comentarios

Vanessa Hudgens está nua

19/September/2007 - 05h45 - 106 Comentarios

Vanessa Hudgens é estrela do High School Musical – e, se um dos prezados não sabe do que se trata, é porque não têm filhas entre 5 e 15 anos. Vanessa é uma graça de menina e quem passeia pelos cantos mais obscuros desta web – leia-se: as páginas de fofocas – sabe que Vanessa está circulando nua pela rede.

A atriz do maior sucesso infantil da Disney nua, pois é.

High School Musical é um telefilme de enorme sucesso da Disney, estúdio que obsessivamente mantém castas suas estrelas. Nada a ver com o fundador, Walt Disney – ele pode ser acusado de muitas coisas mas, certamente, não de puritano. (Basta citar as ninfas de Fantasia que, seminuas, só perderam os bicos dos seios porque a censura obrigou o velho Walt, que os apagou contrariado.)

O problema é que a Disney é norte-americana e aquele é um país que gosta de manter a aparência de horrorizar-se com sexo e nudez. A curtíssima aparição do bico dos seios de Janet Jackson no meio-tempo de um jogo de futebol americano, há uns anos, causou tremores na imprensa.

Mas algo mudou. Vanessa, estrela de crianças, está nua na web, pediu desculpas, a Disney aceitou e não há, na imprensa, qualquer rebuliço. Agora que há fotos nas quais ela flerta com beijos numa amiga, aparentemente também nada mudou.

Farhad Manjoo, repórter de tecnologia da Salon, sugere uma explicação:

O professor Paul Levinson, que dá aula de comunicação na Universidade Fordham, disse à Reuters que ‘a web, nos últimos 10 anos, fez com que a nudez ficasse mais accessível’. Assim, a cultura está começando a perceber que não há pecado tirar as roupas quando há uma câmera por perto. ‘Estamos crescendo enquanto sociedade e isto é saudável’, ele diz.

Ele não diz qual o mecanismo tecnológico que fez da nudez natural, mas o processo parece fácil de adivinhar. Hoje, todos têm uma câmera digital. E todos têm um corpo nu e acesso, com alguma sorte, a outros corpos nus.

É quase certo que esta situação produzirá fotos de gente nua. Aposto um iPhone que em algum momento de sua vida uma câmera, seu corpo nu e uma implacável sensação de joie de vivre se juntarão para produzir, sem nenhum planejamento, uma foto sua sem roupas.

Todos teremos uma destas. Aliás, talvez você já a tenha. E ela irá parar na web. Pode até já ter parado. E, com o tempo, não importa se as fotos forem de uma estrela dos adolescentes ou de um candidato à Suprema Corte, veremos tais imagens como sendo na mais do que as provas de uma vida bem vivida.

Manjoo é um irremediável otimista.

Joie de vivre – pois é. Uma expressão estupenda que os franceses nos legaram e cujo sentido compreendemos num piscar de olhos. Coisa boa esta alegria de viver. (Ainda que a mocinha Hudgens não seja nenhuma Sienna Miller.)

Grandes momentos da tevê

09/August/2007 - 15h28 - 16 Comentarios

O que pensam deles

02/November/2006 - 00h01 - 38 Comentarios

Stephen Colbert ancora um programa de entrevistas na tevê norte-americana. É um entrevistador agressivo, conservador, que não permite a seus convidados que escapem às hipocrisias cotidianas.

O último a passar por sua bancada foi Peter Agre, Nobel de Química em 2003:

Colbert – Certa vez você disse que ‘qualquer um que cresceu numa fazenda sabe que a Evolução Natural existe’. O que quer dizer com isso? Quer dizer que um macaco pode ordenhar uma vaca?

Agre – Bem, imagino que se eu posso ordenhar uma vaca, um macaco tão inteligente quanto eu também pode.

Colbert – E por acaso existem macacos tão inteligentes quanto você?

Agre – Na verdade, tenho certeza de que há alguns. Aliás há vários.

Colbert – Ah, é mesmo? E por acaso dão prêmios Nobel para quem atira melhor as próprias fezes?

Agre – Este é o Nobel de Economia, acho.

O programa de Colbert vai ao ar no canal Comedy Central.

(E, sim, é um programa de comédia.)