Conversa com a trupe do Blog da Petrobras
Hoje, às 16h, em Porto Alegre

25/June/2009 - 11h30 - 26 Comentarios

Minha conversa com a turma do Blog da Petrobras será às 16h (hora de Brasília). A transmissão ao vivo será feita pela TV Software Livre.

Regras para uso da Internet em 2010

25/June/2009 - 09h11 - 18 Comentarios

O Fernando Rodrigues conta, em seu blog, como os deputados estão imaginando a legislação para regulamentar o uso eleitoral da Internet. Ainda não é lei aprovada. Certamente é melhor do que existiu na eleição passada, mas permanece conservadora. O Fernando indica os piores pontos bem, sua análise é clara, mas não custa destacar o pior dentre os piores:

Sátiras, animações, entrevistas, humor – tudo realmente ficará proibido ou restrito. A ideia dos deputados, dizem, é transportar para a web as regras que vigoram em parte dos meios de comunicação. Por exemplo, o site que entrevistar um candidato e deixar os outros de fora certamente estará correndo o risco de ser processado. Sobretudo se o entrevistado ousar fazer algum tipo de crítica aos adversários. Um trecho da proposta de lei fala, explicitamente, que é proibido “dar tratamento privilegiado a candidato, partido ou coligação”. Ou seja, qualquer coisa pode ser interpretada dessa forma.

Obrigar blogueiros que entrevistem um candidato a só poder publicar se entrevistarem os outros é desleal e pressupõe que operam em igualdade de infra com os grandes veículos. Eles não vão necessariamente conseguir outras entrevistas. É uma tentativa de coibir a Internet.

Agora: proibir ou restringir sátira de políticos na web? Essa quero ver implementarem. Se isto não é censura, o que é?

Outros pontos resumidos:

Aparentemente, os eleitores poderão fazer doações em dinheiro via Internet para políticos.

Para os sites, debates ficarão difíceis de fazer – será preciso a aceitação de 2/3 dos candidatos, mesmo que a disputa real seja entre apenas dois deles.

O que chamam de ‘propaganda eleitoral’ só pode depois de 5 de julho. O que acontece com sites hospedados no exterior? Os deputados não sabem dizer. A porta para censura como houve deste Weblog continua aberta, quando uma declaração de voto pode ser interpretada pelo TRE como propaganda.

Propaganda mesmo, banners pagos, provavelmente serão completamente proibidos. Por quê? Porque os senhores deputados não têm certeza sobre como definir propaganda na web. Por via das dúvidas, proíbe-se.

Enquanto os deputados tentam regular o que não é tão regulável assim – o fluxo de informação na Internet – vários deles e de seus pares políticos já operam livremente no Twitter. O Link do Estadão tem a lista.

O blog da presidência

23/June/2009 - 11h28 - 116 Comentarios

Isso mesmo: Lula terá um blog. E um Twitter.

Twitter não é conversa, diz Harvard

02/June/2009 - 01h54 - 34 Comentarios

Há dois estudos novos sobre o Twitter, ambos interessantes e de boas fontes. Um é da Nielsen – o Ibope dos EUA; o outro, da Universidade de Harvard.

Segundo a Nielsen, o Twitter vem operando com um grau de retenção de 40%. Quer dizer: 60% dos novos inscritos não voltam ao sistema depois de um mês. Não é bom. Para quem considera o Twitter uma rede social, tipo Orkut ou Facebook, a comparação é a seguinte: o Facebook em um grau de retenção de 70%.

O estudo mais revelador é o de Harvard em duas informações distintas. A primeira, na relação entre os sexos. Tanto homens quanto mulheres, no Twiter, costumam seguir mais homens do que mulheres. Não é a norma em redes sociais – nos Facebooks da vida, mulheres são mais seguidas do que homens.

A segunda informação dá mais idéia da natureza do bicho: os 10% dos usuários que mais contribuem com microposts são responsáveis por 90% do conteúdo do Twitter. Numa rede social típica, os 10% mais prolíficos respondem por 30% do conteúdo; na Wikipedia, que é bastante atípica, os 15% dos usuários mais prolíficos produzem 90% do conteúdo.

O Twitter, segundo o estudo, não é chat nem conversa: é um ambiente no qual uns poucos publicam e muitos lêem.

Atualização – Se o Twitter não é conversa, é fonte de informação dada por uns poucos, duas listas podem ser de interesse. Uma é a de quem jornalistas que trabalham no New York Times lêem no Twitter. A outra é a de quem os funcionários do Twitter lêem.

Twitter 2010

20/May/2009 - 13h26 - 32 Comentarios

José Serra está no Twitter. É esperto: @joseserra_.

Cadê a Dilma?

Batismo Digital em Minas

07/March/2009 - 00h41 - 13 Comentarios

Você está em Minas? Tem um pai, mãe – talvez um dos avós – que não se sente muito à vontade no mundo digital? De repente um filho mais novo? Pois aproveite este fim de semana:

O objetivo do Batismo Digital é permitir que pessoas que têm pouco ou nenhum acesso ao computador e internet sejam ‘batizadas’, ou em outras palavras, ‘iniciadas’ no mundo digital. O público-alvo deste evento é, especialmente, idosos e crianças em fase primária. Pessoas que talvez, não tenham a mínima familiaridade com o computador e suas ferramentas, e portanto, poderão ter dúvidas primárias, como manusear o mouse, sua função, navegador que permite acesso à internet, etc. Assim sendo, é necessário que cada voluntário seja didático e paciente, levando em consideração o respeito pelo outro, o conhecimento do usuário, situação social e história dele.

No site do Batismo Digital há endereços e descrição dos ‘batismos’ oferecidos. É uma festa que dura o fim de semana inteiro – e uma bela iniciativa. Quem quiser comentar sobre o assunto no Twitter pode usar a tag #bdigitalmg – e o livestreaming do Twitter pode ser acompanhado online.

Israel responde ao público

29/December/2008 - 22h55 - 64 Comentarios

Todos podem fazer perguntas direto ao governo de Israel via Twitter. Basta direcionar as perguntas à conta IsraelConsulate.

A Coletiva online será realizada ao longo do dia 30.

dica da Guta Nascimento

Evan Williams e o Twitter no Brasil

09/December/2008 - 13h46 - 18 Comentarios

Alguns de vocês certamente usam o Twitter, segunda criação de Evan Williams na Internet. (Ele também é pai do Blogger.) Estive com Williams na semana passada e escrevi sobre ele, esta semana, no Estadão: coluna, entrevista. Talvez interesse.

Qual é o tamanho do Twitter no Brasil?

É o segundo ou o terceiro maior país no sistema. Nós não sabemos ao certo porque boa parte dos links que vêm do Brasil para o Twitter são via Orkut. Impossível saber se é spam ou se são mesmo pessoas se comunicando ou buscando informação no sistema. O Orkut se transformou no paraíso do spam. Você acha que traduzir a interface do Twitter é fundamental para crescermos mais no Brasil?

O Blogger traduziu, o Orkut também…

É. Estamos numa fase de crescimento. Em 2008, consolidamos o Twitter, que andava muito instável. Em 2009, queremos crescer bastante. Eu gostei muito do Brasil quando estive lá para licenciar o Blogger. Hoje, o Twitter está deixando de ser um ambiente utilizado apenas por geeks, interessados em tecnologia. Ouço histórias de famílias que moram dispersas pelo país. Ninguém conseguiu fazer a irmã escrever um blog, mas enviar mensagens curtas via Twitter ela faz.

#terremotosp: eu sobrevivi!

22/April/2008 - 22h41 - 81 Comentarios

Camisetas e mais camisetas.

via Interney

Com a palavra, o juiz blogueiro

18/April/2008 - 15h36 - 19 Comentarios

Venho fazendo críticas à Justiça brasileira e sua falta de compreensão da Internet. Nada mais justo, portanto, que dar palavra a um juiz. No caso, mais que isso: Jorge Alberto Araújo é juiz e blogueiro:

Apenas para se dar um exemplo a Associação dos Magistrados do Brasil – AMB e a Escola Nacional da Magistratura - ENM, em convênio com a Fundação Getúlio Vargas, promoveram um curso de atualização em Informática para juízes a ela vinculados.

O conteúdo do curso envolveu desde noções básicas sobre a Internet até questões bem pertinentes aos recentes debates na rede acerca de privacidade, colaboração on line e responsabilização dos provedores de conteúdo.

Foram dados elementos suficientes para que os juízes presentes pudessem refletir acerca dos prós e contras da disponibilização de espaços para a publicação livre de conteúdos em páginas como Blogger, WordPress.com, Flickr e YouTube, dando-se como exemplos situações atuais como os protestos em Myanmar, China, Tibet, em contraposição a situações de exposição pública como o caso Cicarelli que, redundou no bloqueio do servidor do YouTube para todo o país, em uma atitude que repercutiu de forma extremamente negativa internacionalmente, colocando o Brasil ao lado de países autoritários como a China, no que diz respeito ao bloqueio de sítios de Internet.

Nada obstante se debateu, por igual, a responsabilidade objetiva (independente de culpa) de empresas que disponibilizam o acesso gratuito ou pago à Internet pelos atos de seus usuários sem os identificar previamente – as lan houses – estabelecendo-se que se devem criar meios para rastrear e identificar os maus usuários, de forma a permitir a sua punição no caso de práticas ilícitas, sob pena de se perseguir os próprios provedores negligentes nesta atividade, como por exemplo o que já teria ocorrido com a empresa Terra, em um episódio no qual uma pessoa cadastrou um telefone de uma desafeto em um serviço de classificados, identificando-a como prostituta, o que teria gerado ao provedor uma ação em que fora condenada, isso sem que se impossibilitasse identificar o verdadeiro culpado para lhe pleitear o ressarcimento também em juízo.

Não apenas se pode, mas se deve exigir do Poder Judiciário uma maior aproximação com as novas realidades. Todavia não se pode admitir que as grandes empresas de informação se abstenham integralmente de sua responsabilidade no que diz respeito à utilização de seus espaços para a prática de crimes. É importante que os juízes atuem com bom senso no que diz respeito, principalmente ao bloqueio geral do acesso à Internet, mas, por igual, é necessário que as empresas que disponibilizam tais serviços desempenhem seu papel com responsabilidade, dispondo-se a colaborar com o Poder Público na prevenção e punição dos ilícitos praticados através dos meios que colocam à disposição dos usuários.

No blog Direito e Trabalho, Jorge Alberto discute várias questões que têm a ver com a Justiça brasileira, pondera e busca contato com seus leitores. Ele é antenado, conhece o mundo, está no Twitter. É também uma boa fonte de informação.

O TSE não sabe, mas…

02/April/2008 - 00h01 - 59 Comentarios

O TSE pode não ter a mínima idéia do que é Twitter.

Mas o governo britânico sabe.

TSE virtualmente proíbe campanha na Internet

26/March/2008 - 08h38 - 56 Comentarios

Algo de gravíssimo acaba de acontecer e afetará brutalmente a condução das eleições municipais brasileiras, no fim do ano. Está na resolução 22.718 do Tribunal Superior Eleitoral, no artigo 18, que trata das restrições à campanha online: ‘A propaganda eleitoral na Internet somente será permitida na página do candidato destinada exclusivamente à campanha eleitoral.’

O TSE acaba de proibir toda comunicação política eleitoral via YouTube, Orkut, Twitter. É possível que, dependendo da interpretação que se dê à resolução, um cidadão – qualquer cidadão – se veja proibido de manifestar suas opiniões políticas em seus blogs pessoais com banners. É como proibir o sujeito de vestir a camisa de seu candidato ou pendurar um button na lapela.

No momento em que campanhas eleitorais em todo o mundo aumentam seu escopo, atingem públicos que jamais atingiram, levam os mais jovens às urnas em massa, o TSE joga o Brasil repentinamente na Idade da Prensa de Gutenberg.

O pior, certamente, é que não houve má fé. Houve incompreensão. Aos 63 anos, é bem possível que o ministro relator Ari Pargendler não saiba distinguir um YouTube dum Yahoo!; um Orkut dum BitTorrent. Sua boa intenção é evidente: quis proibir o spam.

Mas, ao tentar impedir o abuso, inviabilizou qualquer campanha eleitoral que sirva para agregar a população em seu direito pleno de se informar, se relacionar, se organizar politicamente, trocar idéias para então escolher. Ao confundir um perfil no Orkut ou um canal no Twitter com um galhardete que suja a cidade ou mensagens mil que entopem a caixa de email, o ministro proibiu que os candidatos circulem nas ruas da Internet e se manifestem em busca de seus eleitores da mesma forma que fazem nas ruas das cidades, pessoalmente.

No Brasil de 2008, Barack Obama e Hillary Clinton não poderiam fazer a belíssima, disputada e plenamente democrática campanha que fazem e a blogosfera política norte-americana, partidarizada como é, sustentada com propaganda eleitoral, não poderia agir e organizar eleitores.

via Blog do Sergio Amadeu