Pedro Doria | Weblog

um pouco do mundo, todos os dias

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Tudo publicado sobre 'Esportes'

Enquanto isso, nas Olimpíadas de bronze

19/August/2008 · 80 Comentários

La Selección humilló a Brasil y llegó a la final de los Juegos.

La Argentina cortó la paternidad con una goleada inolvidable.

El partido perfecto.

Tags: Argentina · Brasil · Esportes

Quanto vale um país em medalhas?

7/August/2008 · 21 Comentários

Mapa Olímpico

Após o link, o gráfico do New York Times mostra o tamanho de cada país em cada Olimpíada.

Tags: China · Esportes

Ameaça do terror olímpico

7/August/2008 · 23 Comentários

Dois norte-americanos e dois britânicos conseguiram pendurar, ontem, uma faixa entre postes de iluminação pedindo a liberdade do Tibete próximo do Estádio Olímpico, em Beijing.

Também ontem, três norte-americanos, ativistas cristãos, fizeram um protesto contra as políticas do governo chinês para com os direitos humanos na Praça da Paz Celestial (Tiananmen).

O fato de que não consegue controlar os ativistas que desejaria calar é problema da China e apenas dela. Mas por onde se infiltram ativistas com faixas também escorrem terroristas com bombas. A China é um país grande com extensas fronteiras. E as Olimpíadas têm um histórico próprio com o terrorismo.

Tags: China · Esportes · Terror

Open thread do Surfando na Jaca

15/July/2008 · 231 Comentários

dica da Rachel Juraski, via Twitter

Tags: Esportes · Open thread

Open thread do Roberto Dinamite no Vasco

13/July/2008 · 122 Comentários

Um pouco de civilização torna ao futebol carioca.

(Mas que os vascaínos não esqueçam: 3 a 1)

(Há mais duas imagens na barra aí de cima.)

Tags: Esportes · Open thread

Hoje é dia de Portugal

11/June/2008 · 54 Comentários

Com direito a gol no último minuto. Bonito.

Tags: Esportes · Europa

Max Mosley, o espião do MI5
e a prostituta sua mulher

23/May/2008 · 32 Comentários

Certos escândalos são irresistíveis – típica decadência vitoriana, no caso do presidente da FIA, Max Mosley, filmado com algumas prostitutas numa simulação de campo de concentração. Fetiche por nazistas é bizarro.

Mais bizarro – e sabe-se lá como este Weblog perdeu a notícia quando ela saiu no início da semana – é que um agente secreto do MI5, o serviço secreto britânico, foi demitido por conta do escândalo.

Uma das prostitutas era sua mulher.

Mosley diz que foi tudo armação do MI5. Claro. Agora, qualquer desculpa vale.

O pior é o MI5 que, teoricamente, tem um superesquema que revela quaisquer fragilidades de seus funcionários. Como, por exemplo, o fato de que a mulher de um de seus agentes trabalha como prostituta de luxo. Um pequeno detalhe que a organização de 007 não percebeu dentro de sua própria casa.

(Por que espiões não podem ser casados com prostitutas? Porque outros espiões têm fácil acesso a elas. Porque ficam susceptíveis a chantagem. Vários motivos. Por outro lado, prostitutas são excelentes espiãs. De repente estavam mesmo investigando o pobre fetichista da Fórmula 1.)

Atualização – Como foi bem corrigido nos comentários, James Bond não pertence ao MI5, exclusivo para o trato das questões de inteligência interna. 007 e seus pares são do MI6, espionagem externa.

Tags: Esportes · Europa

O pesadelo olímpico chinês

8/April/2008 · 113 Comentários

Quando Hillary Clinton cobrou do presidente George W. Bush o boicote dos EUA à cerimônia de abertura dos Jogos de Beijing, aquilo era esperteza política. A campanha de Hillary está por um fio e ela acabara de demitir Mark Penn, seu número dois. Um pedido ao boicote fez os jornais mudarem de assunto.

Mas as vaias, primeiro nas ruas de Londres, depois num tom mais alto em Paris, o símbolo da tocha três vezes apagada e dos atletas carregando a chama olímpica circundados de policiais não têm nada de planejamento político.

São várias as ONGs, incluindo os Repórteres Sem Fronteiras, que estão planejando criar alarde no mundo a respeito das ações internacionais da China. Essas coisas colam ou não colam. Neste caso, agora está claro, colou.

As Olimpíadas serão um pesadelo incontrolável para o governo chinês.

O Comitê Olímpico Internacional tinha uma experiência de sucesso em mente quando escolheu Beijing para sediar os jogos: Seul, 1988. Quando a Coréia do Sul foi escolhida, o país vivia uma ditadura. Com a oportunidade de reapresentar sua imagem ao mundo, houve pressão popular e política para maior abertura. Os estudantes foram às ruas – um terminou torturado e morto. As eleições diretas foram marcadas para o ano das Olimpíadas.

Ninguém achava que o Partido Comunista Chinês deixaria em poder como fizeram os generais sul-coreanos. Mas havia uma clara esperança de que o holofote dos jogos produzisse um clima interno favorável a abertura. Talvez, como no caso sul-coreano, isto envolvesse protestos e alguma violência. Mas, no mundo ideal do COI, o governo chinês não teria opção que não ceder.

De sua parte, o governo chinês também fez planos. A televisão local mostra tudo com delay – assim, há tempo para cortar uma imagem de protesto ou outra; há postos de acesso a Internet voltados especialmente para jornalistas. A rede deles não tem censura, mas não é aquela que os chineses vêem. O governo tinha esperanças, também, que os jornalistas, em geral especializados em esportes, estariam tão envolvidos com a cobertura que a ditadura não ficaria exposta demais. Com manhas tecnológicas e um brutal empenho em propaganda, achava que mostraria ao mundo uma ditadura, assim, mais humana.

Não é que daria para prever o que está começando a acontecer. A aposta do COI poderia dar certo. A do governo chinês, também. Só que os planos de ambos vazaram água.

Nos últimos anos, a imprensa internacional vem cobrindo a China como a grande potência do futuro. Este ano, um bocado por conta dos Jogos, isto acaba de mudar. A China é a potência do presente. A segunda maior depois dos EUA. E, assim como acontece com os EUA e como aconteceu noutros tempos com a URSS, sua política externa será vigiada. Haverá gente empenhada em mostrar ao mundo o que esta superpotência faz de mal. É, por assim dizer, uma benesse que acompanha o posto. Uma superpotência não pode fazer o que bem quiser e achar que ninguém vai reparar.

O curioso é que o governo chinês sempre reclamou que havia um duplo padrão, que os EUA podiam fazer o que bem quisessem mundo afora e eles, não. Os EUA descobriram com o Iraque que há limites: o desgaste de sua imagem nos últimos anos foi violentíssimo.

A China é uma ditadura. Seu governo está acostumado a fazer o que bem quer sem que o público interno ligue. Agora, há a pressão externa.

A tocha chega quarta-feira a San Francisco, na Califórnia. Os protestos estão armados. Esta volta ao mundo já virou um pesadelo.

Durante os jogos, será muito pior. Em metade das cerimônias de entrega de medalha, através de gestos diversos, de protestos nas arquibancadas, o mundo estará sendo lembrado dos desmandos chineses.

A ditadura não conseguirá controlar nenhum destes momentos. E não há marqueteiro que consiga restaurar depois.

Tags: China · EUA · Esportes

Intolerância ideológica e o mundo como ele é

9/January/2008 · 289 Comentários

A blogosfera brasileira é um poço de intolerância ideológica. Imagino que seja muito divertido estar à direita chamando a esquerda de ‘petralha’ ou estar à esquerda acusando a existência de uma ‘mídia golpista’. Pois bem, de minha parte não sento na torcida do Vasco de jeito nenhum. Mas futebol serve mesmo à irracionalidade.

O mundo é um pouco mais complexo. Há espaço de sobra para as torcidas organizadas na web tupinambá. Aqui, não.

Promover a intolerância é fácil, basta ter a capacidade de criar refrões. Não é preciso raciocinar. Decora-se uma fórmula para olhar o mundo que de presto heróis e vilões são estabelecidos, nítidos que só. Daí: ‘eis aqui este sambinha, feito de uma nota só.’

Este Weblog não serve para quem quer ver os EUA como o maior vilão em existência. Também não serve para quem acha que Israel é só vítima no trato com palestinos. Se alguém acha que Lula é a melhor coisa que já aconteceu na história deste país, este não é o espaço mais adequado para compartilhar sua admiração. Mas quem acredita que Lula é a pior coisa, não sabe ler números. Neste Weblog, chefes de Estado não se dividem entre heróis e vilões. Dividem-se, isto sim, entre competentes ou não, totalitários ou não, corruptos ou não, inteligentes ou não, e nenhum adjetivo positivo necessariamente exclui um negativo. Assim, Vladimir Putin, da Rússia, pode ser um político hábil no trato popular e corrupto, ter tendências autoritárias enquanto é competente na lida com política externa. E nenhuma qualidade é absoluta. Quem acerta quase sempre, pode – e erra – vez por outra.

O mundo é assim e está ficando mais, não menos complexo. Se não fosse, um espaço para tentar compreendê-lo seria desnecessário. Esquerda e direita continuam existindo. E este é o problema de quem fala em ‘petralha’ e de quem fala em ‘mídia golpista’. Antes, quase toda geopolítica se resumia à corrida armamentista entre União Soviética e EUA. Não houve guerra, golpe de Estado ou crise internacional, nas últimas décadas, que não estivessem diretamente ligadas a este único conflito. Não mais.

Hoje, temos de lidar com a grande crise entre um mundo religioso e o secular. A discussão se dá no Oriente e no Ocidente de múltiplas formas, envolve em níveis distintos aborto, casamento homossexual, uso de células tronco para pesquisas, o direito de aparar a barba, de escolher com quem casar, às vezes até, para mulheres, o direito de mostrar o rosto. Temos de lidar com as transformações climáticas, questão que envolve a energia que movimenta o planeta e, daí, fortunas, interesses nacionais, reações nacionalistas, promoção de ditaduras, guerras para derrubar ditaduras, discussões científicas, campanhas de marketing para questionar discussões científicas, morte. Este é, de um ano para cá, um mundo mais urbano do que rural, e o mundo urbano é dois terços favela. O planeta não é particularmente mais violento, mas também não é menos e rigorosamente tudo está interligado. Armamento nuclear não se divide mais nos padrões da Guerra Fria – se espalha. Então, seja pelo clima, seja pela intolerância religiosa, seja por uma única bomba nuclear, o mundo é mais perigoso e as causas e conseqüências são tão embaralhadas que é difícil, dada uma situação, compreender dela todo o contexto.

Não bastasse, tecnologia de informação nos deixou a todos mais próximos. A proximidade causa fascínio mas também choque e rejeição. Migração, terrorismo, intolerância ao diferente, comércio internacional, o sistema financeiro intenso que cruza fronteiras de um segundo para o outro. O mundo jamais produziu tanta riqueza e sua instabilidade jamais foi tão perceptível.

Francamente, viver no mundo da blogosfera lá fora, aquele que acredita em ‘petralhas’ e em ‘mídia golpista’, é tão redutor, tão pobre, que me surpreende que o maniqueísmo construa blogs tão populares. Mas, vá, é mais confortável reduzir à fórmula polarizante do que se assoberbar com o peso da existência como ela é.

Então este é um convite: quem quiser manter a toada reducionista encontra na blogosfera lá fora um público ávido. Ao menos aqui, o objetivo é outro. Aqui exercemos o fascínio com a complexidade, o prazer de mudar de opinião, e a surpresa com as mudanças.

Vivemos numa democracia. Numa democracia, as pessoas mais interessantes são aquelas com quem discordamos.

Tags: Administrativas · Ciências · Esportes · História · Mundo

Direto da Globo, Futebol 2008

7/December/2007 · 41 Comentários



As coisas que circulam nos emails de jornalistas… ou as coisas que jornalistas fazem quando não têm mais o que fazer.

(Não recomendado a corintianos.)

Tags: Brasil · Esportes

E o Corinthians, hein?

3/December/2007 · 116 Comentários

Tipo… só perguntando. Sem opinião formada a respeito.

Tags: Esportes

Despeito

31/October/2007 · 70 Comentários

Cinco brasileiros?

Demorou o quê? 15 anos para igualar a marca?

Certo.

Tags: Esportes

Ronaldinho, agora cidadão espanhol

29/August/2007 · 29 Comentários

Este craque espanhol, Ronaldinho, agora que é cidadão de lá, como de cá, em que seleção jogará?

Atualização: Uma determinação da FIFA proíbe quem já tenha jogado oficialmente por uma seleção de jogar por outra.

via Contra capa

Tags: Esportes

Duas moças nesta segunda

23/July/2007 · 33 Comentários

Bia e Bianca

Tags: Esportes · Moças

Brasil 3 x 0 Argentina

15/July/2007 · 77 Comentários

A Seleção não conseguiu se achar na partida e caiu sem respostas perante a equipe de Dunga. Julio Baptista abriu o placar cedo, Ayala aumentou contra e Alves selou a goleada. O time dirigido por Basile teve momentos de brilho na Copa América mas, como aconteceu em 2004, perdeu a final contra seu maior rival.

Triste final para a Argentina na Copa América. Porque caiu, perante ninguém menos que o Brasil, após 90 minutos de impotência, dúvidas, confusão, aquém de si mesma. Ficou para trás, muito longe, o time que havia chegado aqui como candidato, por conta de seu futebol elegante, de sua contundência, do respeito que inspirava, a ganhar o jogo. Hoje, a Argentina não teve vida. Na defesa, acumulou erros; no meio campo, não impôs o jogo; no ataque, passou despercebida. Seu rival, por outro lado, aplicou com perfeição seu plano de jogo, meteu três gols e merecia um quarto. O pior dos piores é que tudo ocorreu no momento que parecia ideal para nos livrarmos desta cruz que são 14 anos sem títulos.

Editorial do diário esportivo Olé.

Tags: Argentina · Brasil · Esportes

A maldição dos Yankees

11/October/2006 · 39 Comentários

Quando os Yankees voam, os pilotos não estão apenas no cockpit. Há um outro piloto entre os passageiros, é um dos jogadores. Ele provavelmente está checando seu receptor GPS, atento ao tempo, à velocidade e à altitude do avião.

Este é Cory Lidle, que tem sido um dos principais arremessadores da liga nos últimos nove anos e um piloto nos últimos sete meses. Ele recebeu sua licença de vôo entre a última temporada e a atual e comprou seu avião de quatro lugares por 187.000 dólares. É um Cirrus SR20, construído em 2002, com menos de 400 horas de vôo.

Um jogador que também pilota persiste sendo assunto delicado entre os Yankees. Thurman Munson, um de seus capitães, morreu num acidente quando voava em 1979.

A reportagem do New York Times foi publicada no dia 9 de setembro último.

Os New York Yankees, dentre os mais importantes times de beisebol dos EUA, agora têm uma escrita com a qual lidar.

Tags: Esportes

Não era dinamarquês

26/June/2006 · 118 Comentários

O lance, amanhã, é ficar de olho em John Pantsil, atacante de Gana. Da última vez em que jogou, quase criou uma crise internacional.

Pantsil joga no Hapoel Tel Aviv, mora na capital israelense, e para modo de agradar os anfitriões sacou da meia após seu gol a bandeira azul e branca com estrela de Davi ao centro.

Para quê.

A África em peso torce pelos times africanos e um bom naco dela é muçulmano. A imprensa egípcia caiu em cima.

Tags: Esportes · Islã · Judaísmo

Erro tático

13/June/2006 · 64 Comentários

A Copa do Mundo, diferentemente das Olimpíadas, é incrivelmente difícil de manipular politicamente. Ao longo de sua história, sucesso nas Olimpíadas vem sendo uma maneira acurada de mensurar poder político. Embora o mundo hoje lembre do drible de Jesse Owens nas teorias nazistas de superioridade racial, os alemães vieram no topo do quadro de medalhas em 1936, refletindo o crescimento do poder do regime nazista. Durante a Guerra Fria, os Estados Unidos e a União Soviética repetidamente lutaram para ganhar vitória simbólica ao vencer mais medalhas nas Olimpíadas. Uma batalha parecida, carregada politicamente, já está em curso entre EUA e China, que se encontrarão nos jogos de Beijing, em 2008.Por contraste, a Copa do Mundo tem sua própria hierarquia, agradavelmente divorciada da ordem global. Só há um superpoder – o Brasil. Italianos e franceses, em aparente decadência no mundo real, continuam competidores formidáveis nos campos de futebol. E há os poderes que podem crescer, em geral vindos da África ou da Ásia. Os EUA até têm um bom time, mas ninguém espera que vençam algo. Os chineses, que estão apaixonados pelo futebol, não conseguiram sequer se qualificar para o torneio.

Os editores da Economist acham que a Copa do Mundo é o maior evento esportivo que há; as olimpíadas chegam em segundo. É que dinheiro e condicionamento físico garantem medalhas; no futebol, ajudam, mas o que faz a diferença é o lampejo de criatividade naquele momento ímpar. Na Copa não dá para fazer cálculo.

Tags: Esportes · Mundo

Tempo de Copa

9/June/2006 · 92 Comentários

Dave Eggers, que é um escritor bem-humorado, sugere que dois motivos explicam o desgosto de seus compatriotas norte-americanos pelo futebol. O primeiro é que não foi inventado pelos EUA, então quem é dos EUA não gosta; segundo por conta da catimba. Em beisebol ou em futebol americano, não tem catimba; em basquete tem um pouco de fingir a falta maior do que é – mas nada como futebol. Norte-americano prefere transparência, malemolência passa ao largo.

Eggers é divertido. E vai além:

É inevitável, dada a maneira como a Seleção dos EUA tem melhorado a cada ano, que em algum momento chegaremos à semifinal e, provavelmente, devemos supor, os EUA vencerão a Copa no futuro próximo. Afinal de contas, este é um país com riqueza incontável e 300 milh?es de pessoas. Quando dedicamos os recursos necessários a um projeto sempre o concluímos com êxito (basta ver os casos de Vietnã, Líbano e Iraque). Mas até que vençamos a Copa – e desta vez não temos qualquer chance já que estamos no Grupo da Morte, que nos consumirá irremediavelmente – o futebol receberá no máximo um sorriso ligeiro da população. E, no fim das contas, será que realmente queremos – ou podemos mesmo imaginar – uma América na qual o futebol é amplamente popular e até respeitado? Se você fosse o futebol, o esporte de reis, você iria querer a adulação de uma gente que elegeu Bush e Cheney não uma mas duas vezes? Você não iria.

Tags: EUA · Esportes