Pedro Doria | Weblog

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Tudo publicado sobre 'Música'

Música que nasce na Internet

28/February/2008 · 32 Comentários

A primeira vez que ouvi falar de Mallu Magalhães acho que foi através do Bressane. Corri para MySpace da menina-de-14-anos-cantando-folk. De lá não saí mais. Um dos principais motivos para ter gostando tanto eu confesso que foi a completa falta de saco para menininhas cantando sambas e variações disso com ruidinhos eletrônicos, um lance que não me convence e passa sinceridade zero algumas vezes. Depois me rendi por afeição à sua música. Mallu canta e compõe folk, de violão e gaita em punho e é fruto dessa geração que aprende a navegar na internet antes de sair para ver o sol. Não precisou revisitar Cartola nem Nelson Sargento, ela gosta é de Bob Dylan, Johnny Cash e Moldy Peaches. Em dois meses suas músicas saltaram de pouco mais de uma centena de execuções para dezenas de milhares, foi capa dos principais jornais do país, matéria em TVs e muita, muita falação entre os entendidos do (blergh!) jornalismo de cultura pop. E nessa discussão (um tanto restrita a São Paulo, AINDA) sobre talento, assédio, expectativa (coisa covardemente cobrada de quem entrou nesse bonde sem pretensão alguma) resolvi ver de perto qual é a do hype, a apresentação que ela realizou nessa sexta no Studio SP.

As aspas vêm do blog do Rodrigo Levino, Adeus Columbus. E aqui vai a página da moça está no MySpace.

Tags: Blogosfera · Música

Como nasce a música
(Ao menos, como nasceu um dia)

19/February/2008 · 14 Comentários

Parte 1, Parte 2 | via Metafilter

Tags: História · Música · Tecnologia

Uma entrevista aos sábados

16/February/2008 · 27 Comentários

Chegando ao Rio, papai me levou ao renomado show de calouros que Ary Barroso apresentava na rádio Tupi. Eu sabia que aquilo poderia ser importante para meu futuro. Segundos antes de entrar no palco, ouvi Ary Barroso gritar com a produção que não queria por ali nenhuma criança prodígio, que só aceitava maiores de idade. Um rio correu por minhas bochechas enquanto guardava o acordeão. Shows de calouros podem ser, sim, muito, muito traumatizantes. Eu fiquei apenas triste.

Um de meus maiores prazeres foi descobrir que o meio-fio de Copacabana é um ótimo lugar para fazer amizades. A minha com João Gilberto floresceu na calçada do Copacabana Palace. Nos intervalos dos shows do Golden Room, eu saía para respirar um pouco a brisa noturna do mar e jogar conversa fora com o João. É bom que as pedras portuguesas sejam mudas.

Esfomeados, era comum acabarmos nossas noites na casa de Bené Nunes, na Gávea. Lá, João, Tom Jobim e eu descobrimos duas coisas fantásticas: que uma frigideira com seis ovos passados na manteiga combina bem com os discos de Chet Baker, e que se pode decorar acordes de bossa nova como se fossem números de telefone. Basta dar ao polegar o número um, e ao mindinho, o cinco.

Não sou arredio em relação a nenhum ritmo, mas não abro mão de uma coisa: o volume tem que ser agradável. Outro dia, um barco ancorou na baía, bem em frente a minha casa, e ligou um bate-estaca no máximo para animar uma festa no mar. O cara só pode ter feito aquilo para anestesiar os convidados e evitar que percebessem que as músicas eram de quinta. Som nas alturas impede que as pessoas pensem. É algo que vai contra as leis da natureza. Ou alguém já ouviu um trovão durar cinco horas?

Outra sugestão é apostar nas campainhas de celular: os ringtones. No meu telefone tenho três músicas de minha autoria: Doralinda, Nasci para Bailar e Bananeira. Dependendo de quem liga, toca uma. Fantástico. Bossa nova combina demais com celular. Aliás, deixa eu escrever isso aqui, combina com tudo, ok?

João Donato

Tags: Gente · Música

Os Beatles alternativos

14/February/2008 · 43 Comentários

Em fevereiro de 1964, os Beatles se apresentaram no Ed Sullivan Show, o programa de maior audiência da televisão norte-americana.

Foi o suficiente para o grande estouro.

A indústria fonográfica, que não era sofisticada em suas técnicas de marketing como hoje, mas já tinha lá seus impulsos, se pôs de presto a lançar no mercado toda sorte de imitações: Os Liverpools, Os Manchesters, os Wyncote Squirrels e a verão feminina, as Beatle Buddies.

O blog da rádio norte-americana WFMU está apresentando uma lista de gravações desta turma, os seguidores perdidos dos Beatles. Já estão no ar as partes um, dois e três. A caminho da próxima.

via Boing boing

Tags: Música · Pop

E já que é domingo de carnaval

3/February/2008 · 12 Comentários

Paulinho da Viola, Sinal Fechado

Tags: Música

Uma entrevista aos sábados

2/February/2008 · 23 Comentários

Complemento à entrevista: Fita meus olhos

Cartola

Tags: Gente · Música

Open thread do Sábado de Carnaval

2/February/2008 · 221 Comentários

O meu samba se marcava na cadência dos seus passos
O meu sono se embalava no carinho dos seus braços
Hoje de teimoso eu passo bem em frente ao seu portão
Pra lembrar que sobra espaço no barraco e no cordão

Todo ano eu lhe fazia uma cabrocha de alta classe
De dourado eu lhe vestia pra que o povo admirasse
Eu não sei bem com certeza porque foi que um belo dia
Quem brincava de princesa acostumou na fantasia

Hoje eu vou sambar na pista, você vai de galeria
Quero que você assista na mais fina companhia
Se você sentir saudade, por favor não dê na vista
Bate palmas com vontade, faz de conta que é turista

Tags: Música · Open thread

Alô, alô Marciano

1/February/2008 · 20 Comentários

The Lede, principal blog do New York Times, dá o toque que de presto aqui se passa: os leitores que porventura estejam fora do planeta podem ligar seus receptores radiofônicos na próxima segunda-feira, dia 4, às 19h, hora de Brasília. (Corrija a hora levando em conta sua distância da Terra à velocidade da radiação eletromagnética de 300.000 quilômetros por segundo.)

Neste horário, a NASA celebrará o 50o aniversário de sua primeira missão espacial – o lançamento do satélite Explorer 1 – irradiando Across the Universe, dos Beatles.

Acaso ajude: as antenas estão apontando para Polaris, a Estrela do Norte.

Tags: Ciências · Música

Melô do Bolsa Família

25/January/2008 · 59 Comentários

Tags: Brasil · Música

Este é o violão mais antigo
em existência

8/January/2008 · 18 Comentários

guitar1.jpg

É português, construído pelo luthier Belchior Diaz em 1590.

via Bifurcated rivets

Tags: História · Música

Uma entrevista aos sábados

29/December/2007 · 299 Comentários

Que eu amo o amor é verdade. Mas por esse amor eu compreendo a soma de todos os amores, ou seja, o amor de homem para mulher, de mulher para homem, o amor de mulher por mulher, o amor de homem para homem e o amor de ser humano pela comunidade de seus semelhantes. Eu amo esse amor mas isso não quer dizer que eu não tenha amado as mulheres que tive. Tenho a impressão que, àquelas que amei realmente, me dei todo. Na minha vida tem sido como se uma mulher me depositasse nos braços de outra. Isso talvez porque esse amor paixão pela sua própria intensidade não tem condições de sobreviver. Isso acho que está expresso com felicidade no dístico final do meu soneto da fidelidade: ‘que não seja imortal posto que é chama / mas que seja infinito enquanto dure.’

Minhas maiores emoções foram ligadas ao amor. O nascimento de filhos, as primeiras posses e os últimos adeuses. Mesmo tendo duas experiências de quase morte – desastre de avião e de carro – mesmo essa experiência de quase morte nem de longe se aproximou dessas emoções de que te falei.

Eu amaria Marilyn Monroe. Foi um dos seres mais lindos que já nasceram. Se só exisitisse ela, já justificaria a existência dos Estados Unidos. Eu casaria com ela e certamente não daria certo porque é difícil amar uma mulher tão célebre. Só sou ciumento fisicamente, é o ciúme de bicho, não tenho outro.

É curioso, a alegria não é um sentimento nem uma atmosfera de vida nada criadora. Eu só sei criar na dor e na tristeza, mesmo que as coisas que resultem sejam alegres. Não me considero uma pessoa negativa, quer dizer, eu não deprimo o ser humano. É por isso que acho que estou vivendo num momento de equilíbrio infecundo do qual estou tentando me libertar. O paradigma máxima para mim seria: a calma no seio da paixão. Mas realmente não sei se é um ideal humanamente atingível.

Detesto tudo o que oprime o homem, inclusive a gravata. Ora, é notório que o diplomata é um homem que usa gravata. Dentro da diplomacia fiz bons amigos até hoje. Depois houve outro fato: as raízes e o sangue falaram mais alto. Acho muito difícil um homem que não volta ao seu quintal, para chegar ou pelo menos aproximar-se do conhecimento de si mesmo.



Vinícius de Moraes entrevistado por Clarice Linspector.

Tags: Gente · Livros · Música

Uma entrevista aos sábados

22/December/2007 · 166 Comentários

O Saturday Night Live ofereceu 3.200 dólares para que os Beatles aparecessem ao vivo, juntos. Eu e Paul estávamos assistindo, ele tinha vindo aqui no apartamento do Dakota. A gente estava assistindo e quase fomos ao estúdio, só de brincadeira. Quase entramos no táxi, mas a gente estava cansado. Essa era uma época em que o Paul sempre aparecia à porta com um violão. Aí eu deixava ele entrar, mas um dia disse ‘Liga antes de aparecer. Não estamos em 1956, mais, e simplesmente aparecer às vezes atrapalha. Tipo: só dá uma ligada.’ Ele ficou chateado com isso, mas eu não queria que levasse a mal. Era só que eu estava cuidando do bebê o dia todo e aí um cara aparece à porta… mas, enfim, naquela noite ele e Linda chegaram e nós estávamos sentados lá, assistindo tevê, e ficamos nessa de ‘ha-ha, não ia ser engraçado se a gente aparecesse de repente no estúdio?’, mas aí não fomos. Foi a última vez que nos vimos.

Você poderia dizer que ele trazia uma certa leveza, um otimismo, enquanto eu sempre ia pra tristeza, pras discordâncias, uma coisa mais blues. Houve uma época em que eu achava que não fazia melodia, que era o Paul que as fazia, que o que eu fazia era só rock ‘n roll. Mas aí quando penso em algumas das minhas músicas – In my life – ou algumas das coisas mais antigas – This boy – eu tinha boas melodias ali. O Paul é muito educado musicalmente, ele tocava vários instrumentos. Ele dizia ‘Por que a gente não muda aqui? Você pôs essa nota 50 vezes nessa música.’ Por outro lado, era eu quem sacava por onde ir numa música – o Paul começava uma história, e eu levava essa história para algum lugar. Sempre tive mais facilidade com as letras, embora o Paul seja um letrista muito melhor do que ele acha. Ele não se arrisca.

John Lennon, 1980

Tags: Gente · Música · Pop

Aumenta que isso aí é roquenrol

20/December/2007 · 13 Comentários

Os Beatles tocam um clássico. Mesmo. Ou há algo de estranho nisso tudo…

(Há centenas de versões por aí.)

via Boing boing

Tags: Música · Pop

Ouça as FARCs

9/November/2007 · 20 Comentários

Um grupo de DJs suecos adaptou músicas que os guerrilheiros das FARCs cantam nas selvas colombianas.

Há seis arquivos mp3 para download dos interessados.

Tags: América Latina · Música

Uma entrevista aos sábados

27/October/2007 · 63 Comentários

Tom Jobim

Tags: Brasil · Gente · Música

Uma entrevista aos sábados

20/October/2007 · 61 Comentários

Consigo envolver o público porque, pessoalmente, estou envolvido com a música. Não faço isso deliberadamente. Acontece. Se a música é um lamento pela perda de um amor, sinto esta dor nas tripas, sinto a perda e choro a solidão. Não sei o que outros cantores sentem quando articulam as letras, mas eu sou um maníaco-depressivo que passou a vida encarando contradições emocionais violentas. Tenho uma capacidade extrema para ir da tristeza à felicidade. Sei o que o sujeito que escreveu a música quis dizer. Já vivi aquilo tudo e saí do buraco. O público sente isso.

Acredito em mim e acredito em você. Sou como Albert Schweitzer e Bertrand Russel e Albert Einstein no sentido de que respeito a vida em qualquer de suas formas. Acredito na natureza, nos pássaros, no oceano, no céu e em tudo que posso enxergar ou que possa ser provado. Se é isto que você quer dizer com Deus, então acredito em Deus. Não é que não ligue para a necessidade dos homens por alguma fé. Acho que qualquer coisa vale para enfrentarmos a noite, não importa se é rezar, se são tranqüilizantes ou uma garrafa de Jack Daniel’s.

Tem coisas que não gosto na religião organizada. Reverenciam Cristo como um príncipe da paz mas jorrou-se mais sangue em seu nome do que no de qualquer outro na história. Você me aponte um passo adiante dado pela religião e eu mostrarei uma centena de retrocessos. Foram homens de Deus que destruíram Alexandria, que cometeram a Santa Inquisição espanhola, que queimaram as bruxas em Salem. Mais de 25.000 religiões organizadas florescem no planeta mas os seguidores de cada uma delas acreditam que todos os outros estão errados e, se bobear, que representam o mal. Na Índia, reverenciam vacas brancas macacos e uma represa no Ganges. Os muçulmanos aceitam a escravidão e se preparam para Alá, que lhes promete vinho e mulheres virgens. Feiticeiros ainda existem na África ou mesmo nos pequenos anúncios dos jornais dominicais em Los Angeles. Lembra daquela turba raivosa que queria linchar aquela menininha negra de 12 anos que queria matricular-se na escola pública, em Little Rock? Aquela turba toda era composta por cristãos devotos que vão à igreja. Detesto esta gente que finge bondade mas são pequenos ditadores em suas pequenas esferas de influência.

Frank Sinatra, 1962

Tags: Cristianismo · Gente · História · Igreja Católica · Islã · Música · Religião

Os Beatles completo em uma hora

10/October/2007 · 9 Comentários

Tudo comprimido num único arquivo mp3.

A obra – é uma obra de arte? – é de Steve McLaughlin.

via Boing boing

Tags: Música · Pop

A história de dona Canô

23/September/2007 · 10 Comentários

Santamarenses em peso, “tirando alguns da soberba aristrocracia”, como lembra o ex-vereador Chico Porto, vêem Dona Canô como embaixatriz do município. Nascida em 16 de setembro de 1907 de mãe simples, só veio a conhecer o pai pouco antes de ele morrer, quando seu Anízio Cezar mandou chamá-la ainda menina. Desde pequena fez parte de “dramas”, “bailes pastoris” e “reisados” que aconteciam nas usinas de Doutor Batista e Dona Sinhazinha. Apurou a voz gostosa nas Capelas de Capanema e Passagem e, no Colégio das Irmãs Sacramentinas, aprendeu a costurar, a tocar piano e a falar francês. Namoradeira ela era, mas apaixonou-se por José Telles Velloso, funcionário dos Correios e Telégrafos. Em um ano e meio estavam de matrimônio marcado, vindo a morar na casa dos pais dele com mais 24 pessoas. Mudaram-se para a moradia atual, esta branca e azul, hoje com 9 quartos embaixo e dois salões em cima, depois que ela achou um trevo de quatro folhas e seu Zeca ganhou na Loteria Federal.

Criaram os filhos sem exaltação, com amizade. Não eram pais de exigência, mas…

– Antigamente a liberdade demorava até os filhos se aprumarem. Os meus, quando criaram asa, já estava tudo bem de vida. Hoje os filhos compram logo um carro, alugam apartamento e saem de casa. É a evolução do mundo.

Tem mais.

Tags: Brasil · Música

Uma entrevista aos sábados

15/September/2007 · 8 Comentários

A música que fiz ainda é música para jovens, percebo isso porque muitos jovens ainda falam delas para mim. Lembro de um concerto que dei há pouco tempo, eu estava olhando pro público e lá estava um garoto, devia ter uns 14, 15, ele pronunciava cada palavra, Greetings from Asbury Park, literalmente cada palavra. Quando toco Thunder road ou algo do tipo, canto com muita facilidade porque muito da música é sobre a perda da inocência, há inocência dentro de nós mas também há inocência no processo que faz com que nos percamos. O país estava assim, perdendo sua inocência, quando escrevi aquela música. Eu a escrevi no período do finalzinho da Guerra do Vietnã quando esta sensação sufocava o país. Uma parte de mim buscava a inocência do rock dos anos 50 e 60, mas eu não era uma daquelas pessoas. Percebi que eu não era como meus heróis, eu era outra coisa e tinha que considerar isso. Quando escrevi aquelas músicas e trouxe para elas muito do que gostava das músicas antigas, também reconheci e trouxe o que estava acontecendo comigo e com todo mundo onde eu vivia.

Nós éramos uma amálgama de coisas daquele período. Aquelas músicas eram tão familiares que fazia com que muitos se sentissem em casa: elas tocavam em suas memórias reais ou em sua casa imaginária, o lugar no qual você pensa quando imagina a cidade onde cresceu ou sua idéia de como você foi enquanto crescia ou mesmo quem você poderia ter sido. A música reunia todas essas coisas então havia um elemento de conforto. Ao mesmo tempo, estávamos nos mudando para uma coisa nova e eu apontava isto na música e é por isso, acho, que muitas pessoas se relacionaram com as canções de forma tão profunda.

Trouxe conforto para algumas pessoas e tinham lá umas coisas estilísticas que o ouvido das pessoas pescou, coisas que estavam acostumadas a ouvir. Mas só isso não faria com que sentissem assim tão profundamente o impacto. O que faz Born to run ou Thunder road ressoarem é que as pessoas pegaram estas músicas para si. Trabalhei duro para que isto acontecesse. Como vejo, forneço um serviço que, acredito, é necessário. No fundo, é tentar fazer tudo certo um ano após o outro. É o motivo que me faz sair de casa todos os dias. Você quer aquela reação: ‘hey, eu conheço o cara desta música! Sou eu!’ Porque eu ainda lembro o quanto eu precisava ouvir certas coisas e que as ouvia de lugares que as pessoas, na época, consideravam lixo, que eram música popular e filmes B. Eu me encontrei naquele mundo e ele me ajudou num processo de auto compreensão. Esta cultura fez de mim quem sou.

Bruce Springsteen.

Tags: EUA · Gente · História · Música · Pop

The times they are a-changin’

10/September/2007 · 4 Comentários

Que Bob Dylan sirva de seu mensageiro.

via Metafilter

Tags: Música · Pop