Estivemos fora do ar por duas horas, hoje. Problemas no servidor. A instabilidade já vem ocorrendo há duas semanas, aproximadamente.
A informação do serviço de hosting é de que não ocorrerá novamente.
Pedro Doria | Weblogum pouco do mundo, todos os dias |
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Estivemos fora do ar por duas horas, hoje. Problemas no servidor. A instabilidade já vem ocorrendo há duas semanas, aproximadamente.
A informação do serviço de hosting é de que não ocorrerá novamente.
Tags: Administrativas
Com o retorno de Xico Vargas à blogosfera, o NoMínimo está quase todo de volta ao ar, ainda que numa rede difusa.
Anotem: xicovargas.com.br.
Para quem busca compreender um tanto da política carioca, é desde já o melhor blog na rede.
Tags: NoMínimo
Obrigado a todos vocês pelos emails, pelos comentários e pelos bons fluidos dos Open threads.
O Weblog – assim como a vida – estão de volta a suas operações normais.
Tags: Administrativas · Open thread
Prezados leitores: após quatro anos de luta contra um câncer brutal e um último mês particularmente difícil, minha mãe morreu, ontem. Tinha 55 anos.
Este Weblog dá, hoje, uma pausa. É curta, dois ou três dias, enquanto junto os cacos. Mais tardar na segunda-feira torna às operações normais.
Há um mundo todo à frente e boa conversa para se ter.
(Abrirei um Open thread nas próximas horas.)
Tags: Administrativas
É um pouco como se o NoMínimo estivesse para estar de volta, embora separado em vários fragmentos Internet afora.
Carla Rodrigues trouxe de volta à rede seu Contemporânea. Está com design novo, bem aprumado, cuidadosamente editado.
Tags: NoMínimo
Em agosto, este Weblog mudará de sede física pela terceira vez em sua vida. Depois do Rio e de São Paulo, seguirá para Palo Alto, Califórnia.
Vou passar um ano na Universidade de Stanford.
Já faz algum tempo que tenho estudado a relação entre democracia, imprensa e as novas tecnologias de comunicação. E é a isto que me dedicarei, agora formalmente, ao longo do ano letivo 2008-09.
Vou na posição de Knight Latin American Fellow. Stanford aparece entre as cinco melhores universidades do mundo em todos os rankings e a Knight Fellowship é um dos programas voltados para jornalistas mais disputados do mundo: só nove candidatos estrangeiros são aprovados a cada ano. Tem uma turma de peso, comigo. Repórter etíope exilado, jornalistas do Iraque, Zâmbia, China, Índia, Bielorrússia, Nicarágua e Itália.
Tem também uma turma de peso brasileira que fez este programa antes de mim: Merval Pereira, de O Globo e da Rede Globo; Mario Vitor Santos, ex-ombudsman da Folha de S. Paulo, hoje no iG; Marcelo Rubens Paiva, colunista do Estadão; além de meus amigos Sérgio Dávila, correspondente em Washington da Folha, e Denis Burgierman, diretor de redação da Superinteressante.
O Denis está lá, ainda.
É o lugar certo na hora certa para estudar este encontro entre democracia, imprensa e tecnologia. Stanford fica no meio do Vale do Silício. HP, Yahoo! e Google nasceram dentro da universidade. A Apple, ali ao lado. É o principal celeiro de cérebros da Internet. E o período é justamente aquele em que estará correndo uma das mais importantes eleições presidenciais norte-americanas em décadas.
E, sim: o hotel já está reservado, as passagens de avião compradas, para assistir em Washington à posse do substituto de George W. Bush.
Vocês acompanharão tudo aqui, no Weblog.
Tags: Administrativas · EUA
Guilherme Fiuza tem blog. O endereço: www.guilhermefiuza.com.br
Há um certo pedaço da blogosfera política brasileira que andava carecendo de provocação inteligente. Pronto: lacuna preenchida.
Tags: Blogosfera · NoMínimo
Segunda-feira.
Aí à direita está a possibilidade de assinar o Weblog por email. Todos os dias, uma mensagem com os posts novos. A quem interessar possa.
Tags: Administrativas · Open thread
Foi uma longa noite seguida de uma longa madrugada.
Após um upgrade automatizado do sistema que serve ao blog, parte do banco de dados foi desta para melhor. Restaurar um backup de 60Mb importando-o para dentro do banco de dados, descobri, não era tão simples quanto parecia.
A bruxa anda solta por aqui. Na terça-feira, o case de um HD externo deu o último suspiro, morreu. É onde estão todas minhas músicas, coisas da vida digital. O primeiro medo é de que fosse o disco. Não era, está à espera de uma caixa nova.
E o Weblog está de pé novamente. Os comentários publicados das 18h de ontem para cá foram perdidos. É isso que dá jornalista mexer com siglas do tipo MySQL, PHP e quetais. Ao menos as categorias de todos os posts e a lista de blogs parceiros voltou ao ar. A culpa é minha e peço desculpas.
Uma boa idéia, agora, é encerrar esta série de Administrativas e tornar à vida cotidiana.
Tags: Administrativas
A primeira tentativa, a princípio, frustrou-se.
Gostei da idéia de ter votos para comentários mas o servidor não agüentou o tranco. O Weblog estava ficando muito lento, a ponto de cair.
Quaisquer sugestões técnicas são bem-vindas.
Tags: Administrativas
Às vezes, lendo comentários no Weblog, fico francamente horrorizado. Como é possível que boas pessoas cedam tão facilmente e com tanta rapidez a seus instintos mais bárbaros?
Bem: esta é a Internet. Não deveria me surpreender.
Mas surpreende. Tenho uma história na lida com gente em rede. Fui sysop de dois BBSs antes de haver Internet comercial no Brasil. Fui moderador de várias listas. O Weblog tem cinco anos e meio. No conjunto, tenho uns 15 anos de experiência com comunidades digitais. É um ano mais do que minha carreira de jornalista. Já li um bocado a respeito de psicologia de massas. E tenho estudado muito democracia nos últimos tempos. Quero entender como ela será viável neste nosso mundo em que a praça central é eletrônica.
Agressividade no nível que tenho lido nas caixas de comentários nos últimos meses já vi igual em vários cantos da rede. Em comunidade eletrônica sob minha responsabilidade, é uma experiência nova.
Sempre fui a favor do uso de apelidos. Sempre fui de todo avesso a qualquer forma de censura. Sempre estimulei o diálogo. Há alguns blogs mais visitados do que este na Internet. Nenhum fora de grande portal é tão comentado. O Weblog é o que sempre quis que ele fosse: uma área de diálogo, não de monólogo do blogueiro.
Já ouvi de muitos companheiros da blogosfera que o Weblog era legal mas a caixa de comentários, intransitável. Queriam dizer que tinha muita gente que defendia com ardor opiniões contrárias às deles. Sempre considerei, comigo mesmo, este tipo de coisa elogio.
Mas ultimamente, não de todo mundo, apenas de alguns, mas com cada vez mais freqüência, com cada vez mais constância, não vêm mais idéias e sim ofensas; não há mais ironia e sim indelicadeza. Ser delicado, ser gentil, ser cortês: isso a gente não ensina. Mas todo mundo aqui é alfabetizado e sabe como se faz quando queremos ser agradáveis.
Quero a ajuda de vocês.
A primeira ajuda é um exercício de cortesia. Não é o tipo de coisa que a gente exige. Só se pede. Peço, por favor, respeito. A mim, como anfitrião. E a todos. Antes de falar, não custa, pergunte-se: ‘ofendo?’ Se achar que sim, evite. Ver duas pessoas se esmurrando num botequim é desagradável.
Não somos bárbaros, somos civilizados. Isto aqui é uma democracia. Todos são bem-vindos não importa o credo, a cor, as convicções, a idade, o sexo. Numa democracia, aquele com quem não concordamos tem pleno direito de expressar suas idéias. Podemos discordar; podemos até discordar enfáticos, mas jamais fazer suposições a respeito de seu caráter. Quem considera mau caráter ou ingênuo aquele no campo ideológico oposto é apenas alguém que tem muito ainda a amadurecer socialmente.
A segunda ajuda é para o caso de o primeiro pedido não surtir efeito.
Não vou moderar comentário por comentário. Não tenho equipe para isso. Não tenho tempo. O Weblog é meu segundo emprego. No dia-a-dia tenho cartão para bater e patrão a quem servir, outros leitores para quem escrever. Pela primeira vez, de três ou quatro meses para cá, a falta de tempo me impede de ler todos os comentários publicados. É impossível.
Além do mais, não sou deste tipo que anda comum na Internet. Gosto de diálogo corrido. De gente para discordar. Não quero comentário que só confirme o que penso, que só tenha elogio.
O que posso fazer? Quero ouvir vocês.
Posso vir a impor registro de nome, sobrenome, email, com login e senha, para todos comentaristas. Proibir o uso de apelidos (nicks). Ou que outras medidas?
Estou aberto a propostas. Isto aqui, afinal, é uma democracia. Mais do que isso, é uma comunidade. É um ambiente de todos vocês também.
Eu disse 15 anos de experiência com comunidades digitais? É verdade. Mas jamais estive à frente de uma comunidade com o tamanho que o Weblog adquiriu nos últimos poucos meses. Talvez seja uma questão de escala. Talvez a Internet à qual fui apresentado como usuário quase duas décadas atrás, nos tempos da Usenet antes da web, jamais volte. Tinha pouca gente. Quando estamos todos na mesma sala, falando ao mesmo tempo, deixamos de nos ouvir. Talvez a nostalgia de um ambiente cordial, na selva da Internet, seja a nostalgia de algo que passou e nunca mais voltará.
Talvez eu tenha que me conformar com o fato de que é assim e será para sempre.
Tags: Administrativas
Quem estiver na área abarcada pela Rádio Eldorado FM pode sintonizar, hoje, às 21h. É quando começa o Link, programa semanal de música e tecnologia no qual sou comentarista.
Nesta edição de Páscoa a programação musical toda vai por conta deste blogueiro.
Tags: Administrativas
Existem algumas maneiras de me acompanhar e ao Weblog além das visitas diárias cá a este endereço: Twitter, Orkut, Facebook, LinkedIn e pelos feeds de RSS.
Tags: Administrativas
Outra para quem estiver interessado e nas redondezas: participarei de um debate amanhã, quinta-feira, às 17h, sobre o jornalismo na era digital com Herodoto Barbeiro, Zeca Camargo e Paulo Markun.
A Campus Party está rolando desde segunda-feira no prédio da Bienal, no Parque do Ibirapuera, cá em Sampa. Devia ter WiFi para todo mundo – mas ele funciona mal. Quem trouxer o computador, no entanto, encontra cabo de rede espalhado por toda parte. É só plugar.
Tags: Administrativas
Quem acaso estiver passeando pela Campus Party de bobeira amanhã, terça, e quiser dar um alô: darei uma palestra às 17h na área de criação.
Tags: Administrativas · Blogosfera
O Weblog publicou, na última sexta-feira, a Marchinha do Bolsa Família. É uma crítica ao programa dos governos FH e Lula – e marchinha de carnaval crítica ao governo é tradição brasileira. O link para a marchinha veio por email. O critério que adotei para decidir publicá-la foi a acusação de que teria sido censurada num concurso de marchinhas de carnaval.
A idéia não me surpreendeu de forma alguma, o governo atual já se mostrou disposto a censurar outras vezes.
Alguns de vocês cobraram de mim provas de que houve censura. Fui buscá-las, não encontrei. Só o que há é a alegação de seu autor. Não será o primeiro que, rejeitado por uma banca em concurso, terá acusado censura.
Isto quer dizer que cometi um erro de avaliação. Sem a história de censura, sobra apenas uma crítica ingênua, se não boba, ao governo federal. Por conta, devo aos senhores leitores um pedido de desculpas.
Tags: Administrativas · Brasil
Uma novidade aqui no Weblog: volta a área ‘Na cabeceira’, que havia nos tempos de NoMínimo na barra lateral. São vários livros que li recentemente ou estão na fila para leitura.
Tags: Administrativas · NoMínimo · Open thread
Cá este Weblog apareceu, indicado pela gentileza de alguém, dentre os 10 mais da categoria Política do Prêmio iBest da Internet brasileira.
Na falta de uma categoria Política Internacional, há de estar bem caracterizado.
Tags: Administrativas
Esta aqui é uma comunidade que tem cinco anos e meio. Gente bacana vem para cá porque gente bacana anda por aqui. E, ao longo do tempo, colecionamos todos um grupo bom e variado.
Tenho, já há algum tempo, batido na tecla de que elegância e educação são necessárias. Alguns de vocês me cobram que modere previamente os comentários. Bem, este nunca foi e não é agora que começará a ser um blog típico da Internet tupinambá. Mesmo que considerasse a idéia de pré-moderação boa, ela seria impraticável. Eu passaria o dia fazendo isso.
Para funcionar, uma comunidade virtual tem que ser auto-sustentável. Tem que encontrar mecanismos internos de moderação.
É evidente que quando cometaristas antigos começam a falar abertamente de suas frustrações, a comunidade não vai bem. Um blog agitado não se conta apenas pelo número de comentários que ele gera, mas também pela qualidade destes comentários – seja pelo valor informativo, seja pelo humor ou pelos insights que desperta.
O Weblog pode levar meu nome, mas a comunidade não é criação minha, é criação conjunta. É de todos nós. Compreendo quem gostaria de me ver no papel de polícia, mas isso não é divertido. Quando um exagera, é a comunidade que deve pedir moderação.
Há novos usuários diariamente. O blog cresce num bom ritmo. Mas a graça estará sempre na manutenção do mesmo clima agradável de conversa que sempre houve. Exageros vez por outra fazem parte. Este, pois, é um convite à retomada da conversa. Uma conversa na qual todos têm o direito de cobrar cortesia.
Tags: Administrativas
A blogosfera brasileira é um poço de intolerância ideológica. Imagino que seja muito divertido estar à direita chamando a esquerda de ‘petralha’ ou estar à esquerda acusando a existência de uma ‘mídia golpista’. Pois bem, de minha parte não sento na torcida do Vasco de jeito nenhum. Mas futebol serve mesmo à irracionalidade.
O mundo é um pouco mais complexo. Há espaço de sobra para as torcidas organizadas na web tupinambá. Aqui, não.
Promover a intolerância é fácil, basta ter a capacidade de criar refrões. Não é preciso raciocinar. Decora-se uma fórmula para olhar o mundo que de presto heróis e vilões são estabelecidos, nítidos que só. Daí: ‘eis aqui este sambinha, feito de uma nota só.’
Este Weblog não serve para quem quer ver os EUA como o maior vilão em existência. Também não serve para quem acha que Israel é só vítima no trato com palestinos. Se alguém acha que Lula é a melhor coisa que já aconteceu na história deste país, este não é o espaço mais adequado para compartilhar sua admiração. Mas quem acredita que Lula é a pior coisa, não sabe ler números. Neste Weblog, chefes de Estado não se dividem entre heróis e vilões. Dividem-se, isto sim, entre competentes ou não, totalitários ou não, corruptos ou não, inteligentes ou não, e nenhum adjetivo positivo necessariamente exclui um negativo. Assim, Vladimir Putin, da Rússia, pode ser um político hábil no trato popular e corrupto, ter tendências autoritárias enquanto é competente na lida com política externa. E nenhuma qualidade é absoluta. Quem acerta quase sempre, pode – e erra – vez por outra.
O mundo é assim e está ficando mais, não menos complexo. Se não fosse, um espaço para tentar compreendê-lo seria desnecessário. Esquerda e direita continuam existindo. E este é o problema de quem fala em ‘petralha’ e de quem fala em ‘mídia golpista’. Antes, quase toda geopolítica se resumia à corrida armamentista entre União Soviética e EUA. Não houve guerra, golpe de Estado ou crise internacional, nas últimas décadas, que não estivessem diretamente ligadas a este único conflito. Não mais.
Hoje, temos de lidar com a grande crise entre um mundo religioso e o secular. A discussão se dá no Oriente e no Ocidente de múltiplas formas, envolve em níveis distintos aborto, casamento homossexual, uso de células tronco para pesquisas, o direito de aparar a barba, de escolher com quem casar, às vezes até, para mulheres, o direito de mostrar o rosto. Temos de lidar com as transformações climáticas, questão que envolve a energia que movimenta o planeta e, daí, fortunas, interesses nacionais, reações nacionalistas, promoção de ditaduras, guerras para derrubar ditaduras, discussões científicas, campanhas de marketing para questionar discussões científicas, morte. Este é, de um ano para cá, um mundo mais urbano do que rural, e o mundo urbano é dois terços favela. O planeta não é particularmente mais violento, mas também não é menos e rigorosamente tudo está interligado. Armamento nuclear não se divide mais nos padrões da Guerra Fria – se espalha. Então, seja pelo clima, seja pela intolerância religiosa, seja por uma única bomba nuclear, o mundo é mais perigoso e as causas e conseqüências são tão embaralhadas que é difícil, dada uma situação, compreender dela todo o contexto.
Não bastasse, tecnologia de informação nos deixou a todos mais próximos. A proximidade causa fascínio mas também choque e rejeição. Migração, terrorismo, intolerância ao diferente, comércio internacional, o sistema financeiro intenso que cruza fronteiras de um segundo para o outro. O mundo jamais produziu tanta riqueza e sua instabilidade jamais foi tão perceptível.
Francamente, viver no mundo da blogosfera lá fora, aquele que acredita em ‘petralhas’ e em ‘mídia golpista’, é tão redutor, tão pobre, que me surpreende que o maniqueísmo construa blogs tão populares. Mas, vá, é mais confortável reduzir à fórmula polarizante do que se assoberbar com o peso da existência como ela é.
Então este é um convite: quem quiser manter a toada reducionista encontra na blogosfera lá fora um público ávido. Ao menos aqui, o objetivo é outro. Aqui exercemos o fascínio com a complexidade, o prazer de mudar de opinião, e a surpresa com as mudanças.
Vivemos numa democracia. Numa democracia, as pessoas mais interessantes são aquelas com quem discordamos.
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