Hora da despedida

16/August/2009 - 20h44 - 4,594 Comentarios

Minha rotina mudou um bocado no último mês de uma forma que afeta diretamente o Weblog.

Flertei com várias editorias ao longo da carreira – política carioca e brasileira, ciências, cinema, resenha de livros, sexualidade, até polícia – mas me fixei em duas áreas: tecnologia e política internacional. São os dois assuntos que sempre acompanhei com atenção. No caso de inter, o Weblog me ajudou muito. Me manteve afiado, atento a pautas, sempre foi complementar ao trabalho na redação que, afinal, me garantiu por tantos anos o sustento.

Pela primeira vez nos últimos dez anos, acompanhar com profundidade o que ocorre no mundo não faz parte do meu cotidiano. Minha intenção era partir para a jornada dupla. Descobri que não dá.

O novo trabalho exige que eu esteja atento à cobertura de todas as editorias, o que ocupa uma quantidade acachapante de tempo. Devo acompanhar com ainda mais profundidade a maneira como tecnologia afeta o jornalismo e a sociedade. De olho no futuro para manter o compasso.

Se fosse tudo assim cartesiano, o que é útil e o que não é, o que dá tempo para fazer e o que não dá, as decisões todas eram mais fáceis. Cá este Weblog é muito minha vida, também. Amigos, disputas, conversas. Conversas. Conversas. É uma casa na qual, diariamente, recebi muita gente. Vocês. Não era o plano acabar, muito pelo contrário. O plano era outro – mas a vida é assim.

O Weblog nasceu dentro do NoMínimo no dia 8 de agosto de 2002. Deixa de existir hoje, aos sete anos recém-completos. Este não é o último post. Haverá uma moça ainda. Saideira.

Um novo blog nascerá com um escopo um quê diferente. Quem assinar o RSS daqui será informado.

Gente: foi um prazer. Nesses anos todos, tenho muito a agradecer pela companhia de vocês. Esta é uma despedida que faço com o coração apertado. Um motorista nO Dia tinha o hábito, sempre que ouvia uma história triste, de fazer cara de sério e dizer ‘vida que segue’. É que às vezes não há muito mais do que isso a dizer.

Vida que segue, pois.

O Weblog se muda para o Rio

09/June/2009 - 03h23 - 55 Comentarios

Embarco daqui a pouco de volta para o Rio de Janeiro. Vai ser um voo pinga-pinga, San Francisco, Los Angeles, Panamá, Rio. Ao menos foi barato. Chego quinta-feira de manhã, exausto. =)

Cá este Weblog enfrentou algumas mudanças, fez outras tantas viagens.

Atravessou a Espanha a pé no Caminho de Santiago. Nascido dentro de NoMínimo, o viu morrer.

Viveu o caos aéreo viajando semana sim, semana não, entre Rio e São Paulo.

Mudou-se para a Califórnia e foi a Washington ver Obama tomar posse.

É hora de mais uma mudança. O ritmo será bem lento nos próximos dias.

Mas, como sempre e principalmente: obrigado pela paciência. Sei que muitos de vocês se irritam com algumas das posições tomadas aqui. O que vale, sempre, é o debate.

Apresentando: Pandorama

27/April/2009 - 03h56 - 228 Comentarios

O Weblog nasceu, como muitos de vocês sabem, em NoMínimo. Depois, ganhou vida própria e ficou independente.

A partir de hoje, tem início uma terceira fase. O Weblog faz parte de Pandorama.

Pandorama vem sendo idealizado há mais de um ano. Um de seus braços, As Últimas, nasceu prematuro e já está no ar há alguns meses. Outros braços virão. Gosto de pensar no Pandorama como um organismo: um site e uma rede, que ajuda a entender o que anda pela Internet, que ajuda a encaminhar e organizar as conversas.

Na página Quem Somos há uma explicação melhor e a lista de um time do qual me orgulho de participar: a partir do mestre Villas-Bôas Corrêa, seguem Alice Ruiz, Antonio Cícero, Idelber Avelar, Lula Borges, Luiz Antonio Ryff e o Pax.

Um bocado de gente ajudou no processo. Como cabe a um site que aposta em comunidades virtuais, o Pandorama nasceu por aqui e vários de vocês contribuíram em determinados momentos: Luiz, Ricardo Cabral, Darwinista, Jåµë§ ßønd e Monsores: obrigado.

Durante essa madrugada, a turma da Chuva, em Campinas, trabalhou duro para ajustar os últimos detalhes do novo site para que estivesse pronto hoje. O primeiro site no qual trabalhei com um time bacana para ver nascer e ir ao ar foi o da Rede Globo, uns 13 ou 14 anos atrás. (Para quem é do ramo: era tudo html feito na mão, como o Michel há de lembrar.) Desde então, foram vários, incluindo NO. e NoMínimo. Não mudou nada: é a mesma pressa, a mesma corrida madrugada adentro, as mesmas surpresas aparecendo repentinamente e esse frio na barriga de agora foi, não tem mais jeito. Vamos ver no que dá.

Ao longo dos próximos meses, o Weblog ganhará novo visual e vai se integrar completamente ao Pandorama. No futuro próximo, o login de lá poderá ser usado aqui – e quem estiver logado nunca mais terá um comentário preso no filtro. Os Open Threads vão ficar elásticos e se dissolverão na Comunidade Pandorama, permitindo que vocês mesmos criem assuntos para discussão, ou persistam no tema livre.

E também o Pandorama crescerá, agregando alguns dos melhores sites e blogs da web brasileira.

Em 2010, tem eleição presidencial. A cobertura também ocorrerá online. Pandorama fará parte dela, mas que ninguém se confunda: a gente acredita em debate. Não somos de esquerda, nem de direita; nem governistas, nem anti-governistas. Queremos discutir, debater mas, principalmente, entender.

Senhores leitores, bem-vindos ao Pandorama.

O significado do Natal

24/December/2008 - 04h28 - 96 Comentarios

Hoje é véspera de Natal.

Como é um quê tradição neste Weblog, repito aqui links para três reportagens que escrevi ao longo dos anos para esta época:

Uma conta a história de Papai Noel. De onde veio a lenda, qual o fundo religioso e mítico e tudo o que a Coca-Cola tem com o bicho.

A segunda é a história do Homem. Já que este é o período em que simbolicamente celebramos inícios, o texto conta como o Homo sapiens veio dar na Terra.

A terceira, conta a história de Jesus Cristo. Não é exatamente a história do rabino Yeshua ben Youssef, tampouco é a história do Jesus da Bíblia. É a história de como nasceu uma religião, uma vertente do judaísmo chamada cristianismo, num período particularmente confuso da Terra Santa: a época entre os primeiros anos após a morte do rabino Yeshua e a queda do Templo, na década de 70 do primeiro século.

Relendo esta última, que é minha favorita dentre as três, percebi que há outra história que ainda não contei por aqui mas que é igualmente fascinante: nos últimos dez a quinze anos, houve uma revolução na historiografia do rabino Yeshua. A partir de análise comparativa literária dos livros do Novo Testamento e de evangelhos apócrifos igualmente antigos, é possível ter uma idéia bastante exata de o que ele realmente pregou, em que acreditava.

Detalhes de seu nascimento e sua vida particular provavelmente estão perdidos para sempre. Mas já existem teorias sólidas que recontam seus últimos dias – teorias de historiadores, não de teólogos.

Yeshua morreu judeu, pregando um judaísmo farisaico de todo típico em seu tempo, sem jamais sequer desconfiar que esta potência chamada cristianismo seria criada em seu nome.

Vou me organizar, reunir os livros, e fazer algo que devia fazer mais vezes: escrever uma reportagem para o Weblog. Fica para a Páscoa o Jesus parte 2.

Esta festa que comemoramos entre hoje e amanhã, o Natal, não nega as origens judaicas e tem um quê de Hanukkah, não é à toa que usamos tantas luzes. Mas também tem, como está lá contado na história de Papai Noel, boas pitadas das religiões pagãs nórdicas.

O dia 25 de dezembro foi instituído como aniversário de Jesus Cristo no século 4, pela Igreja Católica. Aproveitavam duas celebrações romanas: a Saturnália, que era a principal festa de Roma, celebrando o solstício de inverno entre os dias 17 e 23 de dezembro; e a festa do Sol Invictus, que tinha por tradição a troca de presentes.

O teólogo Joseph Ratzinger – atual papa Bento 16 – contesta esta leitura. Ele sugere que o aniversário de Cristo foi fixado no dia 25 de dezembro porque a data de sua concepção milagrosa é o 25 de março. A Igreja do século 4 simplesmente teria feito a conta aproximada somando nove meses.

Aí, é matéria de fé.

O Natal é uma das mais importantes celebrações humanas porque expõe uma de nossas melhores características: o Natal é mestiço. Multicultural. Uma soma, uma mistura de várias culturas de vários povos, que deixaram de alguma forma esta marca. Então, não importa como celebramos o Natal – mesmo que nem o celebremos com este nome. O que comemoramos hoje, no fundo, é nossa própria humanidade. É aquilo que temos, todos, em comum.

Um feliz Natal para todos.

Ricardo Calil no ar

13/May/2008 - 12h44 - 14 Comentarios

Junta-se à turma do iG, acessível pelo bom e velho ricardocalil.com.br e também, agora, no ricardocalil.ig.com.br.

Sérgio Rodrigues de volta

11/May/2008 - 00h05 - 7 Comentarios

Agora, com casa no iG. Responde no bom e velho todoprosa.com.br, mas também pode ser acessado via sergiorodrigues.ig.com.br.

Albert Hofmann e o LSD, 1906-2008

30/April/2008 - 12h02 - 308 Comentarios

O químico suíço Albert Hofmann, que sintetizou a molécula de LSD, morreu ao longo da madrugada após um ataque cardíaco. Tinha 102 anos. Muitos o viam como um doidão – mas era só um cientista. Seu passeio de bicicleta mítico, após ingerir uma superdose de LSD, aconteceu no dia 19 de abril de 1943. É celebrado hoje como o ‘dia da bicicleta’, todos os anos. Apesar de uma ligeira simpatia, jamais se adaptou muito ao movimento psicodélico. Não era sua praia.

Em 2006, quando Hofmann completou 100 anos, publiquei um perfil seu em NoMínimo. É um texto do qual gosto bastante, escrito com sincera admiração pelo professor. No dia de sua morte, republico aqui no Weblog.


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NoMínimo quase completo

14/April/2008 - 13h04 - 23 Comentarios

Com o retorno de Xico Vargas à blogosfera, o NoMínimo está quase todo de volta ao ar, ainda que numa rede difusa.

Anotem: xicovargas.com.br.

Para quem busca compreender um tanto da política carioca, é desde já o melhor blog na rede.

Contemporânea de volta ao ar

08/April/2008 - 14h36 - 68 Comentarios

É um pouco como se o NoMínimo estivesse para estar de volta, embora separado em vários fragmentos Internet afora.

Carla Rodrigues trouxe de volta à rede seu Contemporânea. Está com design novo, bem aprumado, cuidadosamente editado.

Mais um do NoMínimo no ar

31/March/2008 - 12h51 - 29 Comentarios

Guilherme Fiuza tem blog. O endereço: www.guilhermefiuza.com.br

Há um certo pedaço da blogosfera política brasileira que andava carecendo de provocação inteligente. Pronto: lacuna preenchida.

Open thread de sábado

26/January/2008 - 00h01 - 58 Comentarios

Uma novidade aqui no Weblog: volta a área ‘Na cabeceira’, que havia nos tempos de NoMínimo na barra lateral. São vários livros que li recentemente ou estão na fila para leitura.

Olhando para o futuro

27/December/2007 - 05h37 - 35 Comentarios

Esta semana segue lenta. Semana que vem será o mesmo. No ritmo típico de audiência da Internet, haverá muito pouca gente online neste período, parte do público retorna em meados de janeiro, mas o ritmo de hábito, em terras de tupinambá, só depois do Carnaval.

Para não perder público interessado, a série O mundo visto pelos leitores pulará as duas semanas de festas e torna ao Weblog na quinta-feira, 10 de janeiro. As outras seções fixas – estantes, moças, entrevistas e open threads – continuarão normalmente.

Quanto a este blogueiro, passará seu primeiro período prolongado longe dos computadores em muitos anos entre a sexta-feira, dia 28, e a terça-feira, dia primeiro quarta-feira, dia 2. No dia 3, de volta ao batente.

Há posts programados para aparecer a cada dia. Mas, fora uma catástrofe política internacional repentina, qualquer assunto novo ficará para o ano que vem. O mesmo será o destino dos comentários que porventura caiam na armadilha do sistema anti-spam. Não é toda hora que acontece – mas uma dica: mais de dois links é batata. Não sairá publicado antes de um okay do administrador.

Este foi um ano de transições, por aqui – e a vida independente, embora mais trabalhosa, tem sido de aprendizado. Em NoMínimo, o Weblog costumava encerrar os meses com umas 80.000 páginas visitadas que, num mês particularmente produtivo de 1996, atingiu a marca de 110.000.

Mesmo com a queda de audiência ditada pelo período de festas, nos 30 dias entre 25 de novembro e 25 de dezembro, o Weblog fechou com 163.000 páginas lidas.

Dobrar em seis meses deixa um gosto bom para este fim de ano.

Nos quase 5 anos de operação em NoMínimo, o Weblog chegou a receber links de 162 blogs diferentes, seguindo medições do Technorati. Mais integrado à blogosfera, neste período de independência o Weblog partiu do zero para alcançar a marca dos 340 links nestes últimos seis meses. O índice Technorati mede, através destes links, a relevância de um blog na conversa contínua da Internet em todo o mundo. Contam-se nos dedos de uma mão o número de blogs fora de grandes portais, no Brasil, com estes números.

Principalmente, a conversa aqui dentro é contínua – e graças a vocês. Recebi muitos emails, muita oferta de ajuda, livros e filmes de presente, comentários eventuais e até alguns telefonemas. Está sendo um prazer.

Senhores leitores: muito obrigado. E feliz ano novo =)

Casa nova

06/December/2007 - 08h06 - 20 Comentarios

O mestre José Paulo Kupfer está de casa nova em jpkupfer.blig.ig.com.br.

Sobre o Weblog: 5 coisas

29/September/2007 - 10h27 - 251 Comentarios

Tópico 1.

Há alguns focos de tensão neste Weblog. Pessoalmente, acho natural que a questão do ódio racial deixe muitos com os nervos à flor da pele. Ódio entre grupos humanos – sejam eles definidos pela religião, pela língua, pela etnia ou por qualquer outro aspecto de suas culturas – foi (e ainda é) a causa dos piores crimes praticados por nossa espécie.

Aí de presto na discussão um me acusa de favorecer um grupo; o segundo acusa o terceiro de tolerância excessiva; o quarto vem e diz que o ódio do grupo azul é na verdade menor do que o sofrido pelo verde.

Só que esse ódio é todo igual.

Hora de esfriar os ânimos – discutir nosso lado mais negro sem nos acerbarmos é difícil, mesmo. Não custa lembrar a todos que, para alguns dentre nós, a experiência do ódio racial não vem de livros; vêm das histórias que o pai contava de sua infância em casa. Ainda assim, isto não é desculpa para que ninguém perca a elegância.

Tópico 2.

Off topics estão passando do limite. É injusto dado que a política recente do Weblog provê Open threads suficientes para a discussão de qualquer assunto.

Os últimos tempos me forçam a mudar as regras do Weblog. Ponham o link para textos que queiram recomendar aos outros. Toda citação de outros sites que passe do tamanho que eu considerar razoável – tenho em mente um parágrafo, mais ou menos quatro ou cinco frases – será eliminada independentemente de seu conteúdo.

Tópico 3.

Os dois itens anteriores se referem a civilidade e elegância. A maioria das pessoas aqui sabem portar-se em comunidade. Sabem que há uma diferença entre opinar e doutrinar. Sabem que este não é um jogo de o quanto vou conseguir irritar todos ao meu redor.

Manter o Weblog dá trabalho – e não é pouco trabalho. É um trabalho do qual gosto por dois motivos. O primeiro é o que aprendo e o quanto me mantenho informado enquanto busco o que publicar; o segundo e igualmente importante é o debate. É outro aprendizado. O debate é com vocês – e o prazer do debate, de ouvir, de se surpreender com novos ângulos apresentados, de aprender com novas informações, de ser surpreendido com um ponto de vista antagônico e pensar como se deve retrucar é um prazer muito sofisticado.

Alguns dos que mais enchem a boca para falar em democracia, por aqui e pelo mundo, não entendem esta forma de prazer. Acham que democracia é tolerar quem pensa diferente. No fundo, são ditadores. Estes não entenderam nada. Azar o deles.

Ou azar o meu quando começa a dar trabalho demais.

Tópico 4.

Este Weblog vai bem. Entre 29 de agosto e 28 de setembro, recebeu 51.748 visitas, dentre as quais 53% foram visitas de gente nova. Quase 70% de quem vem pela primeira vez retorna. O visitante passa uma média de 4 minutos no site. No período, 117.960 páginas foram visitadas. São todos números superiores à média do Weblog em NoMínimo. Os números do Technorati, que mede os links entre blogs, o confirmam. No último ano de NoMínimo, o Weblog foi citado por 162 blogs diferentes. De junho para cá, foi citado por 183.

Não são, certamente, números grandiosos quando comparados a blogs constantemente presentes nas primeiras páginas dos portais. E há, sim, uns dez blogs independentes brasileiros com números maiores do que estes.

O forte do Weblog está noutro ponto: a comunidade. Há vida aqui. Comentários, gente se expondo, gente lendo. Vida mesmo: não é um pequeno grupo que reforça as idéias uns dos outros. Discorda-se. Mas a conversa segue. A comunidade é muito maior do que os comentaristas. Muitos de vocês se surpreenderiam em saber que há torcidas. Muitos que só participam via email vêm aqui ao Weblog diariamente, mais de uma vez por dia até, para ler o que disseram aqueles com quem sempre concordam ou o que aprontaram os de quem sempre discordam.

São mais de 15 anos trabalhando em comunidades virtuais. Eu gosto – é o barato da Internet.

Tópico último.

O que nos traz à questão do trabalho. Fazer o Weblog dá trabalho mas dá prazer. Se eu tiver que virar um censor constante de quem está tentando mudar o assunto onde não cabe, o prazer diminui e trabalho não remunerado sem prazer não tem graça alguma.

Os anúncios do Google renderam até hoje 60 dólares. O sistema de relacionamento com a Livraria Cultura, 25 reais. É um passatempo.

Há muitas maneiras de me remunerar pelo trabalho. Uma delas é mantendo o prazer do ambiente. Um bom botequim a gente até paga para freqüentar.

Outra é, na hora de comprar um livro pela Internet, cogitar fazê-lo seguindo um dos anúncios para a Livraria Cultura que estão sempre por aqui. Não custa um tostão a mais e pingam 4% deste lado.

Uma terceira forma é não deixar de clicar em qualquer anúncio do Google que possa interessar. O clique faz uns centavos de dólar pingarem.

Se eu enchesse de anúncios o espaço, aumentaria a renda. E sujaria o lugar também, tirando o prazer. Sem prazer não vale. Acho que o banner grande ali em cima e o pequeno, na área de comentários, dão uma média bacana. De repente porei um terceiro na barra lateral ou no pé – a ver.

Há uma quarta forma possível de colaboração. Boa parte do meu trabalho como jornalista é ler. Há uma lista reservada para minhas compras futuras na Amazon e outra na Livraria Cultura. Alguns de vocês me perguntaram se há alguma forma de fazer uma doação ao Weblog. Pois um livro cai bem.

Esta lista estará na terceira coluna do Weblog a partir de agora.

Tutty Vasques está de volta

04/September/2007 - 10h56 - 26 Comentarios

Em blog.estadao.com.br/blog/tutty/

O Weblog aos 5 anos

29/August/2007 - 09h40 - 18 Comentarios

No dia 8 de agosto de 2002, este Weblog entrou no ar em NoMínimo com o seguinte post:

Primeiros

O topless foi moda na Europa pela primeira vez em 1388; a primeira mulher a tirar toda a roupa no palco o fez em Paris, em 1912; o explorador inglês vitoriano Sir Richard Burton foi o mais prolífico tradutor de literatura erótica. Tudo no livro dos recordes sexuais.

World Sex Records

Ao invés de usar um software para blogs, ele foi criado dentro do Notitia, o programa que regia o resto do site. No primeiro ano, os links não iam nos posts mas ao pé deles: era o Notitia que não o permitia. Também por conta do software, boa parte de seu conteúdo está inacessível, via bugs mil. Mas seus arquivos estão intactos até que seja possível exportá-los para outro formato.

A cópia mais antiga disponível no Web Archive inclui o final de setembro, início de outubro, daquele ano.

Salvo engano, Nelson Moraes foi o primeiro blogueiro a citar um post do Weblog, interligando-o com a blogosfera. (O Nelson ainda é um freqüente copidesque deste Weblog, sempre com um email indicando onde cá este blogueiro derrapou com a pobre língua de Camões.) O primeiro link, dando as boas vindas, veio do falecido dbth.

Mais noticioso e, principalmente, um quê impessoal, o Weblog era um bicho diferente na blogosfera tupinambá de antanho. Ele nasceu a partir da coluna diária O que há, que era assinada originalmente por Arthur Dapieve e, ao longo de 2001 e início de 2002, por mim, no falecido NO. O conteúdo era o mesmo: notas para o que havia de interessante na Internet. A diferença é que a coluna ia ao ar pronta, com todas as notas, uma vez ao dia. No Weblog, como em qualquer blog, os posts vinham um a um.

Quando o Weblog veio ao ar, eram dois os blogs que eu lia com mais freqüência: o Metafilter e o Scripting News. Ambos, de certa forma, foram um bocado inspiradores.

Oito de agosto, pois é. E, por pouco, na distração, quase que o aniversário de cinco anos passava em branco.

Quatro semanas

27/July/2007 - 19h37 - 35 Comentarios

Este Weblog entrou no ar no dia 29 de junho – há quatro semanas, hoje. E há novidades no sistema. Mas, antes de entrar nelas, um pequeno balanço.

Os posts mais lidos são:

1. Harry Potter e as relíquias da morte aqui
2. Cinco capas da Playboy
3. + Sobre Congonhas e o vôo da TAM
4. Adolescentes e a possibilidade do sexo
5. Reino Unido quer proibir Tintim

Pelo ranking dos posts mais comentados, aí à direita, dá para perceber que os critérios de visitação não são, necessariamente, os mesmos que definem discussão.

Alguns números: 30% da audiência encontra o site via buscas. As palavras chaves que trouxeram mais leitores são:

1. Pedro Doria
2. Harry Potter e as relíquias da morte
3. Playboy julho 2007
4. Harry Potter e as religiões da morte

57% chegam aqui seguindo links de outros sites. Os sites que mais trouxeram leitores, nestas quatro semanas, são o endereço antigo do Weblog e o Nonsense, do Ryff´e outros blogs dos NoMínimos. Tanto as buscas quanto o alto número de pessoas que vêm orientadas por outros sites são indício de que os leitores da revista ainda estão se encontrando.

Os números de audiência cresceram todas as semanas. Não são os mesmos de NoMínimo, mas estão mais próximos do que eu esperava. Mantido uma fração do ritmo de crescimento deste mês – o que não necessariamente acontecerá – dá para empatar e passar. O otimismo não morre jamais. =)

Agora, às novidades.

Alguns de vocês pediram e ampliei a lista dos posts recentes e dos posts mais comentados, aí ao lado.

Dentro de cada post, abaixo do título, há um link agora para enviá-lo por email. Espero que seja útil. O sistema ainda está inglês mas será traduzido – tudo uma questão de tempo. Há de ser bastante intuitivo, já.

Outro dos novos links é o para inclusão do post no del.icio.us, um sistema de favoritos colaborativo que alguns de vocês utilizam.

Por fim, feeds. É possível assinar o Weblog e recebê-lo via RSS. Alguns leitores de blogs preferem fazê-lo assim, já que são informados de atualização a toda hora.

Tenho dúvidas a respeito do sistema de notas para os posts. Vou mantê-lo por um tempo mais. No futuro, pode contribuir para um ranking de melhores posts. Mas também não pretendo lutar contra algo que não colou, se for o caso.

Tem sido uma viagem divertida. Obrigado pela companhia de todos vocês.

Adeus

11/July/2007 - 09h48 - 131 Comentarios

A rebordosa vai passando, e a gente vai deixando a ressaca seguir seu curso.

Uma turma muito bacana lembrou o NoMínimo nas últimas semanas: Elio Gaspari, Ancelmo Góis, Cora Rónai, Júlio Hungria, Lúcia Guimarães.

Isto, sem citar o mestre Ivan Lessa.

É boa demais esta sensação de que tinha gente do bem nos acompanhando.

À próxima, pois.

+ NoMínimos

04/July/2007 - 14h43 - 1 Comentarios

Ricardo Calil se despede do cineasta que fez um dos filmes mais comoventes da última década.

José Paulo Kupfer explica porque as taxas de juro tupinambás promovem o dólar especulativo que aporta por aqui.

Gentileza de Ivan Lessa

04/July/2007 - 13h25 - 27 Comentarios

Tergiverso, divago, devaneio. O uso devido dessas andanças me seria explicado.Eu fico rondando e rondando o assunto e o que eu quero dizer mesmo é que fiquei fulo da vida dentro das calças ao saber que as páginas do NoMínimo sumiram dentro de si mesmas, como um gato Cheshire, sem sequer sorriso matreiro sumindo por último.Encerraram, sérios, seus expedientes. Deixaram de pegar às 9 e largar às 5. Não estão em obras nem nada.

O mestre se despede. E, cá deste lado, a trupe agradece.