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@stefaniegaspar O caderno de música estreia no sábado que vem. 2010/03/14
A moça, se não estou enganada, foi uma atriz dos anos 20, cujo nome me escapa, mas sobre quem o PD escreveu um dos mais belos textos no finado No Mínimo.
Faz assim, ó! Mata o blog, mas mantém esta seção :P
8
Confetti*acordou chorando na segunda....
8/17/2009 - 03h42
louise brooks…
a ultima moça do vicio…
buaaaaaaaaa
9
Confetti*acordou chorando na segunda
8/17/2009 - 05h44
olhando melhor : essa nao é louise brooks !
maquillage e iluminaçao modernos demais…
deve ser algum enigma que pd esta tentando nos propor…
caralho putain shit merde porra !! para com essa brincadeira de hora da despedida pd !!
=/
10
Nat
8/17/2009 - 07h58
A última moça… Odeio despedidas…
11
Nat
8/17/2009 - 08h06
Do Pd, no NO
Lulu estende os braços para Jack em meio à neblina do fim do século 19 londrino. A essas alturas, ela que já foi tanto não passa de uma prostituta de rua. Sobem as escadarias para seu quarto, pretos, brancos e sombras do cinema mudo expressionista alemão atormentam o espectador. Lulu sorri repentina, um sorriso leve, espontâneo, encantador. Jack seduzido larga sua faca no chão.
São as cenas finais de “A caixa de Pandora”, obra-prima de Georg Wilhelm Pabst, filmado na Alemanha de Weimar em 1928. Hollywood já tinha lançado seus primeiros filmes falados e, por conta, ninguém mais queria ver filme mudo. Foi um fracasso. O papel de Lulu, tirado de duas peças do Tchekov alemão, Frank Wedekind, tinha sido disputado por várias atrizes suas compatriotas, entre elas Marlene Dietrich.
Pabst escolheu uma americaninha de 21 anos chamada Louise Brooks.
No quarto, Lulu se dirige a Jack. Ele não tem dinheiro, mas ela diz que está tudo bem. Gosta dele. Senta-se em seu colo. Num close, os olhos do ator Gustav Diessl arregalam à moda dos Eisensteins, dos Griffiths, dos Langs e dos Murnaus, do cinema mudo quase todo. Muda o plano. Brooks se aconchega nos braços do amante, o close é seu. Seus olhos apenas se entreabrem – lânguidos. Ela é uma mulher que deseja. Jack não tira os olhos de outra faca que encontra à mesa.
O espectador sabe como terminará.
Neste novembro, Louise Brooks, uma das maiores atrizes da história do cinema, faria cem anos, não tivesse morrido aos 78, em Rochester, Nova York, vítima de um ataque cardíaco. Ela tinha sido redescoberta por seu país natal apenas um tempinho antes.
Teve uma carreira fulminante. Começou aos 20, com 25, talvez 26 já estava praticamente aposentada. Tudo – absolutamente tudo: as bilheterias, as críticas, o número de cartas de fãs – dizia que ela estava prestes a se transformar numa das maiores estrelas da história. Um daqueles nomes que seria lembrado e relembrado por décadas.
Aí jogou tudo para o alto.
Se seu fim repentino no cinema já não é um mistério, como foi por tanto tempo, se já é compreendido no encadeamento dos fatos e decisões equivocadas, continua sendo uma perda. Uma perda terrível. E, no entanto, mesmo que seu nome não seja reconhecido como poderia ter sido, sua imagem continua uma das mais impactantes da história do século 20.
Seu corte de cabelo, solto, negro e liso até pouco abaixo das orelhas, que ela sempre usou desde criança, espalhou-se por Nova York, por Hollywood, pelos EUA todos e então pelo mundo: é o corte típico de uma mulher moderna dos anos 20.
“A invenção de Morel”, obra-prima do escritor argentino Adolfo Bioy Casares, foi inspirado em Brooks. Por conta, um dos grandes filmes da nouvelle vague francesa, “O ano passado em Marienbad”, de Alain Resnais, tem no papel principal a atriz Delphine Seyrig incorporando Louise. Assim como, décadas depois, Melanie Griffith a incorporaria em “Lulu”. Mira Sorvino é novamente ela, no filme “O mistério de Lulu”, roteirizado e dirigido por Paul Auster, o maior escritor de sua geração nos EUA.
Dixie Dugan, uma tirinha de jornal publicada entre 1929 e 66, era na verdade Louise Brooks. Valentina, personagem do mestre quadrinista italiano Guido Crepax, era Louise Brooks. Hugo Pratt, outro mestre quadrinista, cansou de espalhar entre suas histórias personagens à sua semelhança, não raro chamadas Lulu.
Uma atriz fenomenal
É quase desconfortável ver Louise Brooks em seus pouquíssimos filmes. Eles fogem ao padrão da interpretação muda. Não há exageros. Olhos esbugalhados, cenhos franzidos, corpos tensionados, bocas escancaradas – nada. Sua interpretação é tão moderna, faltam-lhe tantos dos cacoetes do tempo, que é aflitivo. Ao feitio de Michelângelo perante seu Moisés dá vontade de dizer: Fala!
Seu pai era um advogado do interior do Kansas e sua mãe uma moça de boa vida fascinada com as artes que incentivava os filhos a viver em liberdade. Ainda menina, Louise se encantou com dança e no princípio da adolescência começou no circuito local de Rotary Clubs apresentando-se no salão. Largou a escola aos 15 com destino a Nova York.
Foi um choque. Do sotaque caipira, riam. Da falta de trejeitos sociais, faziam pouco. Louise Brooks educou-se: seduzia garçons de bons restaurantes para que lhe ensinassem os talheres. Com os amantes ricos, doutrinou-se à pronúncia nova-iorquina, pausada e elegante. Foi aceita na Companhia de Dança Denishawn, que inventou a dança moderna e lançou Martha Graham.
Não há menina nas classes médias do Ocidente que não busque os jazzs da vida, a dança contemporânea que Graham inaugurou. E Brooks, ali ao lado, era ainda muito jovenzinha a segunda melhor da companhia. “Eu aprendi a atuar vendo Martha Graham dançar”, diria anos mais tarde. “Como aprendi a me mover perante a câmera assistindo Charlie Chaplin.”
Não durou muito. Por anos ela diria que nada lhe foi mais caro do que a dança. Mas Brooks não respeitava horários, era por demais afeita aos cavalheiros, turrona, respondia à chefia quando quisesse e bem entendesse. Pela indisciplina, foi demitida.
E imediatamente contratada por Florence Ziefgeld Jr. Era um dos maiores gênios empresariais da Broadway. Do seu teatro de revistas, as Ziefgeld Follies, saíram Irving Berlin, os irmãos Gershwin, o comediante W.C. Fields, o primeiro grande caubói Will Rogers. Ficou em cartaz entre 1907 e 31, quando finalmente o crash da Bolsa e a Depressão que o seguiu custaram-lhe a fortuna.
Pura lascívia
Louise Brooks estreou como corista em 1924, era a estrela após poucas apresentações. E a moça de 19 anos posou nua. Desavergonhadamente. Os seios pequenos, seu corpo curvilíneo sem qualquer sombra de pêlos senão na vulva – farta. Negra.
Ela não o fazia pelo dinheiro. Bem mais jovem que isso, decidiu que aquilo que a sustentaria não seria propriamente o trabalho e sim os namorados. Um dono de time de beisebol, por exemplo. Em 1925, Charlie Chaplin estava em Nova York lançando “A corrida do ouro”, ela viveu em seu quarto de hotel por dois meses.
“Ele fazia imitações de todo mundo”, ela escreveria anos depois. “Isadora Duncan dançava em meio a rolos de papel higiênico. John Barrymore (um galã) tirava meleca do nariz enquanto fazia o Hamlet. Uma garota de Ziefgeld corria pelo quarto, aí comecei a chorar enquanto Charlie negava efusivamente que estava me imitando.”
Mas será possível definir como prostituição o que fazia Louise Brooks? Ela era uma libertária. Mesmo no ápice, ganhando a fortuna para o tempo de 1.000 dólares a semana, mantinha seus namorados e o fluxo de presentes. Vivia alheia à moral do tempo. Gostava, e sempre repetiu isso, de sexo – e sexo estava no centro de sua vida. Dava porque queria, para quem queria, e por prazer. Dominava os homens e os dispensava.
Durante sua carreira cinematográfica, é ela própria quem conta em um de seus artigos, encantou-se por um dublê, rapaz humilde – se virou para ele e disse, “à 1h a porta de meu quarto estará aberta”. No dia seguinte, um quê publicamente, ele perguntou-lhe se tinha sífilis, já que era namorada de um executivo do estúdio que tinha. “Dependo de minha saúde”, disse ríspido, “e minha namorada estará aqui daqui a pouco.” Ela nunca tinha ouvido falar do executivo, a namorada era uma gordota sem graça. A história ela conta de forma seca, apenas pensando consigo, “Deus, como desceu tão baixo Louise Brooks”.
Os homens não a entendiam. Jamais a entenderiam. “Eu nunca fui capaz de amar realmente”, ela disse a um repórter já velha. “E, mesmo que fosse capaz de amar, será que seria capaz de ser fiel?” Carregava uma melancolia profunda, Louise Brooks.
As portas de Hollywood se abrem
Foi demitida em 1926 pela mesma inconseqüência de sempre do teatro de Ziegfeld – e imediatamente contratada pela Paramount. Uma ponta no primeiro filme, estrela já no segundo. Quando veio o cinema falado e os estúdios decidiram suspender a renovação de contratos enquanto os atores não se mostrassem capazes de falar em cena, Louise disse que não aceitava. Todos aceitaram. Menos ela. Não era ainda uma estrela de primeira grandeza, embora estivesse nesse caminho.
Greta Garbo vinha da Suécia para a América. Marlene Dietrich vinha da Alemanha para a América. Era o caminho da Europa rumo a uma profunda crise econômica para o lugar onde o cinema não era nicho, mas uma indústria nascente de potencial estrondoso. Brooks fez o contrário: aceitou o convite de G.W. Pabst para filmar no Velho Mundo.
E “Die büchse der Pandora” é brilhante. Um dos maiores feitos da história do cinema. A história de Lulu, uma jovem hedonista que gosta prazenteira de homens, e na qual esse gostar tão intenso custa a eles e finalmente a ela um fim terrível. Não é um filme moralista, não é o sexo ou mesmo a intensidade do tesão, da vontade, que custa a tantos a vida – é o viver da vida que cobra seu preço na visão de Pabst. “A caixa de Pandora” é uma tragédia no sentido clássico: os deuses, o destino, conspiram contra.
Enquanto Fritz Lang, de “Metrópolis”, e Friedrich Wilhelm Murnau, de “Nosferatu”, rumaram para os EUA com a decadência da República de Weimar e a ascensão do nazismo, Pabst ficou por conta da sua, clássica, tragédia pessoal. Tudo se explicava: a morte do sogro o fez retornar à Alemanha, a doença de sua mulher o fez prorrogar a temporada, sua saúde o manteve – e aí Hitler estava no poder e o fez filmar coisas nazistas.
O mundo lembrou do expressionismo como Lang e Murnau, Pabst quedou esquecido. “Como nas histórias do escritor de romances policiais Edgar Wallace”, disse mais tarde a crítica Lotte Eisner para Pabst, “o homem com mais álibis é o assassino.” E não importa se Pabst era nazista ou não. Esquecido, por algumas décadas a obra-prima de Louise Brooks também permaneceu esquecida.
A queda
“Num canto”, lembra a própria Eisner dos sets de filmagem de Pabst muito antes de Hitler, “estava uma moça muito bonita lendo os aforismos de Schopenhauer. Me pareceu absurdo que uma moça tão bonita pudesse ler Schopenhauer e pensei zangada que estavam tentando me enrolar numa tramóia de publicidade para o filme.”
Mas Brooks lia Schopenhauer. Ou será que lia?
De volta aos EUA, após sua temporada na Europa, a Paramount a procurou para que dublasse um de seus últimos filmes para o estúdio. Aquilo que fora rodado ainda em mudo ficou repentinamente obsoleto. Brooks se recusou. Os executivos do estúdio espalharam pela poderosa imprensa de fofocas do tempo que o motivo era sua voz. Estava condenada como tantas outras estrelas pela inépcia vocal.
Só que não era verdade: sua voz era, e persistiu até quase a morte, doce. Sua pronúncia, elegante. A RKO, estúdio que lançaria Orson Welles e tantos outros nos anos seguintes, ofereceu um contrato. Louise Brooks o recusou.
Teimosa. Egocêntrica.
Quando a Depressão veio e o dinheiro sumiu do bolso de todos, aceitou papéis em filmes de segunda, um num ano, outro três anos à frente – o seu último, “Overload”, de 1938, foi um dos primeiros de John Wayne. Mas é tudo filme menor, seus papéis não mais que pontas. Esquecidos, perdidos pelo tempo.
Um dia, um amigo sugeriu que deixasse Hollywood. Sua carreira não mais aconteceria e ela terminaria como prostituta. “Eu era orgulhosa demais para ser uma prostituta.” Brooks voltou para sua cidade natal, onde não durou dois anos. “Não gostavam de mim porque abandonei a cidade e não gostavam de mim porque não virei uma estrela”, escreveu mais tarde.
Quando a Segunda Guerra terminou, Louise Brooks trabalhava como vendedora numa loja de departamentos em Nova York.
Aí arranjou um namorado rico.
Redescoberta
Ninguém mais lembrava de seu nome quando, em 1955, um grupo de críticos franceses organizou uma semana do cinema, pôs de um lado na entrada um cartaz de Falconetti fazendo “A Paixão de Joana d’Arc”, do outro Louise Brooks como Lulu. Quando cobraram ao turco feito francês Henri Langlois, fundador da primeira cinemateca do mundo, a presença de Brooks e a ausência de outras, ele respondeu: “Não há Garbo, não há Dietrich, há apenas Louise Brooks!” E Langlois inventou para o mundo François Truffaut, Jean-Luc Godard e Alain Resnais.
Mas ela permaneceu esquecida em sua terra natal. Por conta da influência francesa, a Fundação Eastman Kodak convidou Brooks a morar na cidade em que nasceu o filme fotográfico em troca de uma mesada. Em princípios dos anos 70, Louise, já uma senhora, foi. Lá, começou uma carreira de escritora de artigos sobre cinema para revistas especializadas. Até hoje, é na Fundação Kodak que está o maior arquivo de seus filmes: sete. O que sobrou.
Em 1979, a revista “The New Yorker” publicou um perfil da senhora. O dramaturgo e crítico teatral Kenneth Tynan, velho admirador, a procurou. Primeiro por cartas, então num telefonema – aí para uma visita à fundação, na qual em dois dias assistiu todos seus filmes que podia, para então procurá-la. “Quando estávamos conversando por telefone, alguns domingos atrás, algum compartimento secreto dentro de mim estourou e fui tomada por esse sentimento de amor”, lhe disse a senhora Louise. “Foi uma sensação que jamais senti por outro homem.” Tynan está tão surpreso que não se manifesta. “Será que você não é alguma variação de Jack o estripador que finalmente me traz o amor que jamais pude aceitar, dessa vez não imposto pela faca, mas pela idade?”
Com a publicação do artigo, um novo cult surgiu em seu país.
Quando, em princípios dos anos 80, Brooks lançou uma coleção de seus artigos em livro, William Shawn, editor máximo da “New Yorker”, assinou o prefácio. Shawn, talvez o maior editor de revistas do século 20, não escrevia fazia 30 anos. E deu-se ao trabalho para dizer que Louise Brooks escrevia. Bem.
Ela teve dois maridos, de quem se divorciou após um curto tempo. O seu é o rosto dos anos 20, mas o nome foi esquecido. Foi uma atriz do cinema de hoje no tempo em que era tudo em preto-e-branco, mudo. Tentou se transformar no que achava tinha que ser: criou para si bons modos da elegância, reinventou o próprio sotaque para um cosmopolita, quis ler o que liam os intelectuais. Tentou ser uma pessoa que não era, ao mesmo tempo em que recusou tudo que suas conquistas lhe permitiram. Foi recusada por sua cidade, por Nova York, por Hollywood, até que sobrou uma cidadezinha na fronteira com o Canadá que oferecia três vinténs pelo que foi.
Foi recusada: seu portar-se demasiadamente livre, sua insistência em ser diferente, por fim custaram-lhe a carreira. Uma mulher fascinante, forte, ao mesmo tempo o pesadelo de qualquer homem. Uma mulher que se comportava como homem no corpo, no jeito, no contorno, no sorriso, na avidez de uma mulher que era – e é – tudo o que um homem quer de uma mulher.
Uma estrela.
Louise Brooks faria 100 anos este mês.
Não há Garbo, não há Dietrich. Não há Marilyn. Não há Bardot, não há Basinger, Sharon Stone ou Angelina Jolie. Há, somente, Louise Brooks.
12
André
8/17/2009 - 10h30
É justo que o blog se encerre com a mais bela de todas.
13
faraoh
8/17/2009 - 13h58
Nat,
já que vc gosta tanto assim de escrever sobre as moças de segunda, tem ainda um monte delas esperando a biografia. Manda ver.
14
Paulo Braga
8/17/2009 - 14h23
Pô Pedrão, agora que eu estava gostando… Se voltar, por favor, avise. E as gatinhas de 2ª-feira?
Sacanagem, Pedrão, Organiza melhor o horário, faz alguns dias na semana, mas não deixe em branco este espaçõ tão importante pra tanta gente. Repense, repondere.
Um abraço, Paulo Braga
15
Alba
8/17/2009 - 15h59
Isso mesmo, Natinha. É o texto do PD, no No Mínimo. Maravilhoso! Aliás, como se faz pra assinar o feed?
16
Radical Livre
8/17/2009 - 21h07
Eu achei que a última seria a Betty Boop…
17
Confetti*
8/18/2009 - 03h48
gente, essa moça nao é louise brooks !
comparem imagens dela…nada à ver…
Ô PD, seguinte…
Nunca fui propriamente fã de moças nem de estantes (a não ser pra fazer analogias um tanto capengas no causa). Mas é o seguinte - pq não mantém ativas pelo mns essas seções, no Weblog, e abre uma espécie de Open thread dirigido, apenas indicando os principais tópicos da semana, sem a análise q vc faz. Assim, os mais fanáticos (como eu) contiinuarem se degladiando? Com a pouca experiência q tenho, imagino q seria mais fácil de editar, e vc poderia pegar na coisa uma ou duas vzs por semana…
19
Confetti*
8/18/2009 - 09h45
bitt me explica mehor essa historia :
” Nunca fui propriamente fã de moças nem de estantes”
:-))
20
Jose Aparecido
8/18/2009 - 19h37
Hum,
realmente parece mais um foto homenageando o ícone Louise Borroks do que realmente ela.
lendo o texto, e lembrando de outros ícones dos anos 20, é interesante pensar que, ainda que sempre pensemos que os “tempos dos nosso avós” era mais “conservador”, na verdade o que acontece é que o conflito liberdade versus moral é meio cíclico. Os loucos anos 20 não devem em nada aos loucos anos 70 (que começaram com Pet Sounds e Sgt peppers ainda nos anos 60, eheheh). Mas na maior parte do tempo não damos o devido crédito a essa década na formação do tal “mundo ocidental”, me parece.
Até + PD.
Torço sinceramente para que vc melhorar o jornalão, ao invés de ser consumido por ele.
21
cjb
8/18/2009 - 21h51
Out with a bang.
22
Fabio
8/20/2009 - 22h06
A moça é a atriz inglesa Mischa Barton, “pretending to be” Louise Brooks.
Temos o melhor custo beneficio para você em rotas de terminação (minutos voip), entre em contato e faça um teste sem compromisso, msn: contato@proxytdm.com.br.
Uma moça dos tempos do cinema mudo pro último dia de um blog que se cala. Boa escolha.
Snif
Darw,
Analogia precisa!
Linda moça.
O PD fechou com chave de ouro!
:(
maravilhosa!!!!!!!!!
Belíssima.
A moça, se não estou enganada, foi uma atriz dos anos 20, cujo nome me escapa, mas sobre quem o PD escreveu um dos mais belos textos no finado No Mínimo.
Uma boa lembrança
Faz assim, ó! Mata o blog, mas mantém esta seção :P
louise brooks…
a ultima moça do vicio…
buaaaaaaaaa
olhando melhor : essa nao é louise brooks !
maquillage e iluminaçao modernos demais…
deve ser algum enigma que pd esta tentando nos propor…
caralho putain shit merde porra !! para com essa brincadeira de hora da despedida pd !!
=/
A última moça… Odeio despedidas…
Do Pd, no NO
Lulu estende os braços para Jack em meio à neblina do fim do século 19 londrino. A essas alturas, ela que já foi tanto não passa de uma prostituta de rua. Sobem as escadarias para seu quarto, pretos, brancos e sombras do cinema mudo expressionista alemão atormentam o espectador. Lulu sorri repentina, um sorriso leve, espontâneo, encantador. Jack seduzido larga sua faca no chão.
São as cenas finais de “A caixa de Pandora”, obra-prima de Georg Wilhelm Pabst, filmado na Alemanha de Weimar em 1928. Hollywood já tinha lançado seus primeiros filmes falados e, por conta, ninguém mais queria ver filme mudo. Foi um fracasso. O papel de Lulu, tirado de duas peças do Tchekov alemão, Frank Wedekind, tinha sido disputado por várias atrizes suas compatriotas, entre elas Marlene Dietrich.
Pabst escolheu uma americaninha de 21 anos chamada Louise Brooks.
No quarto, Lulu se dirige a Jack. Ele não tem dinheiro, mas ela diz que está tudo bem. Gosta dele. Senta-se em seu colo. Num close, os olhos do ator Gustav Diessl arregalam à moda dos Eisensteins, dos Griffiths, dos Langs e dos Murnaus, do cinema mudo quase todo. Muda o plano. Brooks se aconchega nos braços do amante, o close é seu. Seus olhos apenas se entreabrem – lânguidos. Ela é uma mulher que deseja. Jack não tira os olhos de outra faca que encontra à mesa.
O espectador sabe como terminará.
Neste novembro, Louise Brooks, uma das maiores atrizes da história do cinema, faria cem anos, não tivesse morrido aos 78, em Rochester, Nova York, vítima de um ataque cardíaco. Ela tinha sido redescoberta por seu país natal apenas um tempinho antes.
Teve uma carreira fulminante. Começou aos 20, com 25, talvez 26 já estava praticamente aposentada. Tudo – absolutamente tudo: as bilheterias, as críticas, o número de cartas de fãs – dizia que ela estava prestes a se transformar numa das maiores estrelas da história. Um daqueles nomes que seria lembrado e relembrado por décadas.
Aí jogou tudo para o alto.
Se seu fim repentino no cinema já não é um mistério, como foi por tanto tempo, se já é compreendido no encadeamento dos fatos e decisões equivocadas, continua sendo uma perda. Uma perda terrível. E, no entanto, mesmo que seu nome não seja reconhecido como poderia ter sido, sua imagem continua uma das mais impactantes da história do século 20.
Seu corte de cabelo, solto, negro e liso até pouco abaixo das orelhas, que ela sempre usou desde criança, espalhou-se por Nova York, por Hollywood, pelos EUA todos e então pelo mundo: é o corte típico de uma mulher moderna dos anos 20.
“A invenção de Morel”, obra-prima do escritor argentino Adolfo Bioy Casares, foi inspirado em Brooks. Por conta, um dos grandes filmes da nouvelle vague francesa, “O ano passado em Marienbad”, de Alain Resnais, tem no papel principal a atriz Delphine Seyrig incorporando Louise. Assim como, décadas depois, Melanie Griffith a incorporaria em “Lulu”. Mira Sorvino é novamente ela, no filme “O mistério de Lulu”, roteirizado e dirigido por Paul Auster, o maior escritor de sua geração nos EUA.
Dixie Dugan, uma tirinha de jornal publicada entre 1929 e 66, era na verdade Louise Brooks. Valentina, personagem do mestre quadrinista italiano Guido Crepax, era Louise Brooks. Hugo Pratt, outro mestre quadrinista, cansou de espalhar entre suas histórias personagens à sua semelhança, não raro chamadas Lulu.
Uma atriz fenomenal
É quase desconfortável ver Louise Brooks em seus pouquíssimos filmes. Eles fogem ao padrão da interpretação muda. Não há exageros. Olhos esbugalhados, cenhos franzidos, corpos tensionados, bocas escancaradas – nada. Sua interpretação é tão moderna, faltam-lhe tantos dos cacoetes do tempo, que é aflitivo. Ao feitio de Michelângelo perante seu Moisés dá vontade de dizer: Fala!
Seu pai era um advogado do interior do Kansas e sua mãe uma moça de boa vida fascinada com as artes que incentivava os filhos a viver em liberdade. Ainda menina, Louise se encantou com dança e no princípio da adolescência começou no circuito local de Rotary Clubs apresentando-se no salão. Largou a escola aos 15 com destino a Nova York.
Foi um choque. Do sotaque caipira, riam. Da falta de trejeitos sociais, faziam pouco. Louise Brooks educou-se: seduzia garçons de bons restaurantes para que lhe ensinassem os talheres. Com os amantes ricos, doutrinou-se à pronúncia nova-iorquina, pausada e elegante. Foi aceita na Companhia de Dança Denishawn, que inventou a dança moderna e lançou Martha Graham.
Não há menina nas classes médias do Ocidente que não busque os jazzs da vida, a dança contemporânea que Graham inaugurou. E Brooks, ali ao lado, era ainda muito jovenzinha a segunda melhor da companhia. “Eu aprendi a atuar vendo Martha Graham dançar”, diria anos mais tarde. “Como aprendi a me mover perante a câmera assistindo Charlie Chaplin.”
Não durou muito. Por anos ela diria que nada lhe foi mais caro do que a dança. Mas Brooks não respeitava horários, era por demais afeita aos cavalheiros, turrona, respondia à chefia quando quisesse e bem entendesse. Pela indisciplina, foi demitida.
E imediatamente contratada por Florence Ziefgeld Jr. Era um dos maiores gênios empresariais da Broadway. Do seu teatro de revistas, as Ziefgeld Follies, saíram Irving Berlin, os irmãos Gershwin, o comediante W.C. Fields, o primeiro grande caubói Will Rogers. Ficou em cartaz entre 1907 e 31, quando finalmente o crash da Bolsa e a Depressão que o seguiu custaram-lhe a fortuna.
Pura lascívia
Louise Brooks estreou como corista em 1924, era a estrela após poucas apresentações. E a moça de 19 anos posou nua. Desavergonhadamente. Os seios pequenos, seu corpo curvilíneo sem qualquer sombra de pêlos senão na vulva – farta. Negra.
Ela não o fazia pelo dinheiro. Bem mais jovem que isso, decidiu que aquilo que a sustentaria não seria propriamente o trabalho e sim os namorados. Um dono de time de beisebol, por exemplo. Em 1925, Charlie Chaplin estava em Nova York lançando “A corrida do ouro”, ela viveu em seu quarto de hotel por dois meses.
“Ele fazia imitações de todo mundo”, ela escreveria anos depois. “Isadora Duncan dançava em meio a rolos de papel higiênico. John Barrymore (um galã) tirava meleca do nariz enquanto fazia o Hamlet. Uma garota de Ziefgeld corria pelo quarto, aí comecei a chorar enquanto Charlie negava efusivamente que estava me imitando.”
Mas será possível definir como prostituição o que fazia Louise Brooks? Ela era uma libertária. Mesmo no ápice, ganhando a fortuna para o tempo de 1.000 dólares a semana, mantinha seus namorados e o fluxo de presentes. Vivia alheia à moral do tempo. Gostava, e sempre repetiu isso, de sexo – e sexo estava no centro de sua vida. Dava porque queria, para quem queria, e por prazer. Dominava os homens e os dispensava.
Durante sua carreira cinematográfica, é ela própria quem conta em um de seus artigos, encantou-se por um dublê, rapaz humilde – se virou para ele e disse, “à 1h a porta de meu quarto estará aberta”. No dia seguinte, um quê publicamente, ele perguntou-lhe se tinha sífilis, já que era namorada de um executivo do estúdio que tinha. “Dependo de minha saúde”, disse ríspido, “e minha namorada estará aqui daqui a pouco.” Ela nunca tinha ouvido falar do executivo, a namorada era uma gordota sem graça. A história ela conta de forma seca, apenas pensando consigo, “Deus, como desceu tão baixo Louise Brooks”.
Os homens não a entendiam. Jamais a entenderiam. “Eu nunca fui capaz de amar realmente”, ela disse a um repórter já velha. “E, mesmo que fosse capaz de amar, será que seria capaz de ser fiel?” Carregava uma melancolia profunda, Louise Brooks.
As portas de Hollywood se abrem
Foi demitida em 1926 pela mesma inconseqüência de sempre do teatro de Ziegfeld – e imediatamente contratada pela Paramount. Uma ponta no primeiro filme, estrela já no segundo. Quando veio o cinema falado e os estúdios decidiram suspender a renovação de contratos enquanto os atores não se mostrassem capazes de falar em cena, Louise disse que não aceitava. Todos aceitaram. Menos ela. Não era ainda uma estrela de primeira grandeza, embora estivesse nesse caminho.
Greta Garbo vinha da Suécia para a América. Marlene Dietrich vinha da Alemanha para a América. Era o caminho da Europa rumo a uma profunda crise econômica para o lugar onde o cinema não era nicho, mas uma indústria nascente de potencial estrondoso. Brooks fez o contrário: aceitou o convite de G.W. Pabst para filmar no Velho Mundo.
E “Die büchse der Pandora” é brilhante. Um dos maiores feitos da história do cinema. A história de Lulu, uma jovem hedonista que gosta prazenteira de homens, e na qual esse gostar tão intenso custa a eles e finalmente a ela um fim terrível. Não é um filme moralista, não é o sexo ou mesmo a intensidade do tesão, da vontade, que custa a tantos a vida – é o viver da vida que cobra seu preço na visão de Pabst. “A caixa de Pandora” é uma tragédia no sentido clássico: os deuses, o destino, conspiram contra.
Enquanto Fritz Lang, de “Metrópolis”, e Friedrich Wilhelm Murnau, de “Nosferatu”, rumaram para os EUA com a decadência da República de Weimar e a ascensão do nazismo, Pabst ficou por conta da sua, clássica, tragédia pessoal. Tudo se explicava: a morte do sogro o fez retornar à Alemanha, a doença de sua mulher o fez prorrogar a temporada, sua saúde o manteve – e aí Hitler estava no poder e o fez filmar coisas nazistas.
O mundo lembrou do expressionismo como Lang e Murnau, Pabst quedou esquecido. “Como nas histórias do escritor de romances policiais Edgar Wallace”, disse mais tarde a crítica Lotte Eisner para Pabst, “o homem com mais álibis é o assassino.” E não importa se Pabst era nazista ou não. Esquecido, por algumas décadas a obra-prima de Louise Brooks também permaneceu esquecida.
A queda
“Num canto”, lembra a própria Eisner dos sets de filmagem de Pabst muito antes de Hitler, “estava uma moça muito bonita lendo os aforismos de Schopenhauer. Me pareceu absurdo que uma moça tão bonita pudesse ler Schopenhauer e pensei zangada que estavam tentando me enrolar numa tramóia de publicidade para o filme.”
Mas Brooks lia Schopenhauer. Ou será que lia?
De volta aos EUA, após sua temporada na Europa, a Paramount a procurou para que dublasse um de seus últimos filmes para o estúdio. Aquilo que fora rodado ainda em mudo ficou repentinamente obsoleto. Brooks se recusou. Os executivos do estúdio espalharam pela poderosa imprensa de fofocas do tempo que o motivo era sua voz. Estava condenada como tantas outras estrelas pela inépcia vocal.
Só que não era verdade: sua voz era, e persistiu até quase a morte, doce. Sua pronúncia, elegante. A RKO, estúdio que lançaria Orson Welles e tantos outros nos anos seguintes, ofereceu um contrato. Louise Brooks o recusou.
Teimosa. Egocêntrica.
Quando a Depressão veio e o dinheiro sumiu do bolso de todos, aceitou papéis em filmes de segunda, um num ano, outro três anos à frente – o seu último, “Overload”, de 1938, foi um dos primeiros de John Wayne. Mas é tudo filme menor, seus papéis não mais que pontas. Esquecidos, perdidos pelo tempo.
Um dia, um amigo sugeriu que deixasse Hollywood. Sua carreira não mais aconteceria e ela terminaria como prostituta. “Eu era orgulhosa demais para ser uma prostituta.” Brooks voltou para sua cidade natal, onde não durou dois anos. “Não gostavam de mim porque abandonei a cidade e não gostavam de mim porque não virei uma estrela”, escreveu mais tarde.
Quando a Segunda Guerra terminou, Louise Brooks trabalhava como vendedora numa loja de departamentos em Nova York.
Aí arranjou um namorado rico.
Redescoberta
Ninguém mais lembrava de seu nome quando, em 1955, um grupo de críticos franceses organizou uma semana do cinema, pôs de um lado na entrada um cartaz de Falconetti fazendo “A Paixão de Joana d’Arc”, do outro Louise Brooks como Lulu. Quando cobraram ao turco feito francês Henri Langlois, fundador da primeira cinemateca do mundo, a presença de Brooks e a ausência de outras, ele respondeu: “Não há Garbo, não há Dietrich, há apenas Louise Brooks!” E Langlois inventou para o mundo François Truffaut, Jean-Luc Godard e Alain Resnais.
Mas ela permaneceu esquecida em sua terra natal. Por conta da influência francesa, a Fundação Eastman Kodak convidou Brooks a morar na cidade em que nasceu o filme fotográfico em troca de uma mesada. Em princípios dos anos 70, Louise, já uma senhora, foi. Lá, começou uma carreira de escritora de artigos sobre cinema para revistas especializadas. Até hoje, é na Fundação Kodak que está o maior arquivo de seus filmes: sete. O que sobrou.
Em 1979, a revista “The New Yorker” publicou um perfil da senhora. O dramaturgo e crítico teatral Kenneth Tynan, velho admirador, a procurou. Primeiro por cartas, então num telefonema – aí para uma visita à fundação, na qual em dois dias assistiu todos seus filmes que podia, para então procurá-la. “Quando estávamos conversando por telefone, alguns domingos atrás, algum compartimento secreto dentro de mim estourou e fui tomada por esse sentimento de amor”, lhe disse a senhora Louise. “Foi uma sensação que jamais senti por outro homem.” Tynan está tão surpreso que não se manifesta. “Será que você não é alguma variação de Jack o estripador que finalmente me traz o amor que jamais pude aceitar, dessa vez não imposto pela faca, mas pela idade?”
Com a publicação do artigo, um novo cult surgiu em seu país.
Quando, em princípios dos anos 80, Brooks lançou uma coleção de seus artigos em livro, William Shawn, editor máximo da “New Yorker”, assinou o prefácio. Shawn, talvez o maior editor de revistas do século 20, não escrevia fazia 30 anos. E deu-se ao trabalho para dizer que Louise Brooks escrevia. Bem.
Ela teve dois maridos, de quem se divorciou após um curto tempo. O seu é o rosto dos anos 20, mas o nome foi esquecido. Foi uma atriz do cinema de hoje no tempo em que era tudo em preto-e-branco, mudo. Tentou se transformar no que achava tinha que ser: criou para si bons modos da elegância, reinventou o próprio sotaque para um cosmopolita, quis ler o que liam os intelectuais. Tentou ser uma pessoa que não era, ao mesmo tempo em que recusou tudo que suas conquistas lhe permitiram. Foi recusada por sua cidade, por Nova York, por Hollywood, até que sobrou uma cidadezinha na fronteira com o Canadá que oferecia três vinténs pelo que foi.
Foi recusada: seu portar-se demasiadamente livre, sua insistência em ser diferente, por fim custaram-lhe a carreira. Uma mulher fascinante, forte, ao mesmo tempo o pesadelo de qualquer homem. Uma mulher que se comportava como homem no corpo, no jeito, no contorno, no sorriso, na avidez de uma mulher que era – e é – tudo o que um homem quer de uma mulher.
Uma estrela.
Louise Brooks faria 100 anos este mês.
Não há Garbo, não há Dietrich. Não há Marilyn. Não há Bardot, não há Basinger, Sharon Stone ou Angelina Jolie. Há, somente, Louise Brooks.
É justo que o blog se encerre com a mais bela de todas.
Nat,
já que vc gosta tanto assim de escrever sobre as moças de segunda, tem ainda um monte delas esperando a biografia. Manda ver.
Pô Pedrão, agora que eu estava gostando… Se voltar, por favor, avise. E as gatinhas de 2ª-feira?
Sacanagem, Pedrão, Organiza melhor o horário, faz alguns dias na semana, mas não deixe em branco este espaçõ tão importante pra tanta gente. Repense, repondere.
Um abraço, Paulo Braga
Isso mesmo, Natinha. É o texto do PD, no No Mínimo. Maravilhoso! Aliás, como se faz pra assinar o feed?
Eu achei que a última seria a Betty Boop…
gente, essa moça nao é louise brooks !
comparem imagens dela…nada à ver…
Ô PD, seguinte…
Nunca fui propriamente fã de moças nem de estantes (a não ser pra fazer analogias um tanto capengas no causa). Mas é o seguinte - pq não mantém ativas pelo mns essas seções, no Weblog, e abre uma espécie de Open thread dirigido, apenas indicando os principais tópicos da semana, sem a análise q vc faz. Assim, os mais fanáticos (como eu) contiinuarem se degladiando? Com a pouca experiência q tenho, imagino q seria mais fácil de editar, e vc poderia pegar na coisa uma ou duas vzs por semana…
bitt me explica mehor essa historia :
” Nunca fui propriamente fã de moças nem de estantes”
:-))
Hum,
realmente parece mais um foto homenageando o ícone Louise Borroks do que realmente ela.
lendo o texto, e lembrando de outros ícones dos anos 20, é interesante pensar que, ainda que sempre pensemos que os “tempos dos nosso avós” era mais “conservador”, na verdade o que acontece é que o conflito liberdade versus moral é meio cíclico. Os loucos anos 20 não devem em nada aos loucos anos 70 (que começaram com Pet Sounds e Sgt peppers ainda nos anos 60, eheheh). Mas na maior parte do tempo não damos o devido crédito a essa década na formação do tal “mundo ocidental”, me parece.
Até + PD.
Torço sinceramente para que vc melhorar o jornalão, ao invés de ser consumido por ele.
Out with a bang.
A moça é a atriz inglesa Mischa Barton, “pretending to be” Louise Brooks.
A foto está em http://www.dlisted.com/node/10500
A moça tem enfrentado alguns problemas recentemente:
http://www.dlisted.com/taxonomy/term/207
é isso fabio !! a ilusao pode ser perfeita num first look…nao conseguia colocar um nome no narizinho !
mischa barton, aquela bobinha-trash que vive no shopping de melrose avenue…:))
[...] } Agora que a moça do Pedro Doria se [...]
É a Micha Barton!
eu ainda nao vi nada
podem me dizer como se faz?
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Nem dá medo essa porra.