Hora da despedida
Minha rotina mudou um bocado no último mês de uma forma que afeta diretamente o Weblog.
Flertei com várias editorias ao longo da carreira – política carioca e brasileira, ciências, cinema, resenha de livros, sexualidade, até polícia – mas me fixei em duas áreas: tecnologia e política internacional. São os dois assuntos que sempre acompanhei com atenção. No caso de inter, o Weblog me ajudou muito. Me manteve afiado, atento a pautas, sempre foi complementar ao trabalho na redação que, afinal, me garantiu por tantos anos o sustento.
Pela primeira vez nos últimos dez anos, acompanhar com profundidade o que ocorre no mundo não faz parte do meu cotidiano. Minha intenção era partir para a jornada dupla. Descobri que não dá.
O novo trabalho exige que eu esteja atento à cobertura de todas as editorias, o que ocupa uma quantidade acachapante de tempo. Devo acompanhar com ainda mais profundidade a maneira como tecnologia afeta o jornalismo e a sociedade. De olho no futuro para manter o compasso.
Se fosse tudo assim cartesiano, o que é útil e o que não é, o que dá tempo para fazer e o que não dá, as decisões todas eram mais fáceis. Cá este Weblog é muito minha vida, também. Amigos, disputas, conversas. Conversas. Conversas. É uma casa na qual, diariamente, recebi muita gente. Vocês. Não era o plano acabar, muito pelo contrário. O plano era outro – mas a vida é assim.
O Weblog nasceu dentro do NoMínimo no dia 8 de agosto de 2002. Deixa de existir hoje, aos sete anos recém-completos. Este não é o último post. Haverá uma moça ainda. Saideira.
Um novo blog nascerá com um escopo um quê diferente. Quem assinar o RSS daqui será informado.
Gente: foi um prazer. Nesses anos todos, tenho muito a agradecer pela companhia de vocês. Esta é uma despedida que faço com o coração apertado. Um motorista nO Dia tinha o hábito, sempre que ouvia uma história triste, de fazer cara de sério e dizer ‘vida que segue’. É que às vezes não há muito mais do que isso a dizer.
Vida que segue, pois.
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Luiz Carlos Barreto, em 1966, produziu um curta-metragem de propaganda para José Sarney. O curta-metragem foi dirigido por um conhecido marqueteiro: Glauber Rocha. Desde aquele tempo, Luiz Carlos Barreto, “o Filho do Brasil”, é quem melhor sintetiza o caráter nacional. Durante a ditadura militar, ele tomou conta da Embrafilme. No período de Fernando Henrique Cardoso, ele fez propaganda para a Embratur e para o BNDES. Quando o lulismo foi desmascarado, em 2006, ele disse: “O mensalão não era mensalão. Era uma anuidade. Faz parte da ética política. E a ética política é elástica”. A ética cinematográfica é igualmente elástica. E, no caso de Luiz Carlos Barreto, é uma anuidade.
Gente, legal tá por aqui.
Não enontro motivos pra zucrinar o povo dacolá, alguns sei que vem aqui mas não comentam, outros comentam com outro nick (considero covardia).
De resto, de minha parte, toquemos a vida, nada de analogias.
:-)
Proftel,
acho que vc bebeu alem da conta hoje no almoço. Se voce reparar, verá que Israel cuida dos palestinos melhor do que o Lula cuida dos nossos aposentados, Israel cuida dos palestinos melhor do que Lula cuida dos favelados, Israel cuida dos palestinos melhor do que Lula cuida dos nossos doentes, Israel cuida dos palestinos melhor do que Lula cuida dos nossos moradores de rua, Israel cuida dos palestinos melhor do que o Hamas e por ai vai. Se vc não sabe, Israel cuida dos palestinos tão bem, que o PIB da Cisjordania nesse ano deve crescer 7%.
Quando ao que vc escreveu, ficar mais pianinho com os palestinos, vc deve estar de porre.
Moçada, o Pandorama fechou?
Falavamos em covardia?
Eu gostaria de perguntar!
Alex e Surf receberam o E-mail dos 12 sintomas?
Não tem a ver com o “Monsoeres”!?????
Romeu, calor insuportável que me faz ficar em casa no ar condicionado. Veja só, o Pandorama adotou a moderação em todos os assuntos. Não existe outra explicação. O Pax talvez queira acabar mesmo com aquilo, pois não é ovacionado e não faz platéia. Tenho até a impressão de que estava com ciúmes de mim com aquele papo de palco. Uma coisa é verdade, ninguém gosta de trabalhar para os outros e ainda ser criticado. Por isso, até o entendo. Agora, deveria dar satisfação aos frenquentadores, que não era só eu, o Reginaldo.
Romeu, recebido.
Faraoh, e você acha que algum Estado cuida bem de pobre?
Tem dó…
O PIB da Cisjodânia até que vai, quero ver o PIB da Faixa de Gaza kkk.
Olha, você tem seu posicionamento eu o meu, já disse o que entendo, você falou seu lado, deixa rolar o tempo, daqui uns anos (guarde bem essa conversa) se estiver errado me redimo.
De resto, o espaço (os 25,8ºC daqui) e a companhia da patroa e da Duda me fazem feliz pacas.
Hojej é sabadão, não tô afim de polemizar nem a páu.
:-)
Ah, Faraoh, há mais, se estou de porre ou não não é da sua conta, a patroa é que manda “nimim”, não você kkkkkkk.
Por falar nisso (nas minhas libações etílicas), sempre digo quando estou perto do limite, é só conferir.
Hoje ainda não é o caso.
:-)
Surf, não sei porque você sem assunto ainda fala do cara, por nada não, deixe o infeliz no canto dele, dê uma sapeada de vez em quanto só pra conferir que aquilo tá às moscas e pronto.
O papo aqui é melhor, mais manso (desde que a gente não caia numas de provocação como a que fiz com o Faraoh - que daria briga boa mas não tô com saco pra entrar numas hoje).
:-)
O FIM DA utopia marxista, que apostava na derrota do capitalismo, deu lugar, na América Latina, ao neopopulismo que, fazendo-se passar por socialista, explora, em vez da contradição classe operária versus burguesia, a oposição entre pobres e ricos. Se, no caso anterior, os sindicatos funcionavam como instrumento de organização e mobilização do operariado para a tomada revolucionária do poder, agora constituem uma burocracia de neopelegos, que passaram a ocupar posições estratégicas no aparelho de Estado e na máquina política.
Assim, pressionam o governo e os patrões para que façam pequenas concessões aos trabalhadores, com a condição de mantê-los quietos, enquanto eles, os neopelegos, enriquecem a se fortalecem politicamente. A ascensão de Lula à Presidência da República foi resultado desse jogo e, ao mesmo tempo, um salto qualitativo para a elite sindicalista.
A fórmula é sempre aquela: inimigo dos poderosos e amigo dos pobres, defensor dos negros e mulatos, inimigo dos brancos de olhos azuis. Isso transparece, a todo momento, em suas declarações e discursos. Não faz muito tempo, falando aos catadores de lixo, criticou os ricos que, deliberadamente, sujam a cidade para que os lixeiros, humilhados por eles, a limpem.
É um presidente da República que, sem qualquer escrúpulo, faz questão de instigar ressentimentos e conflitos entre os cidadãos, jogar uns contra os outros. Isso no discurso, porque, de fato, usa a máquina do Estado para favorecer grandes empresas nacionais e estrangeiras.
Uai!
Conflito entre humanos sempre houve, o grau/intensidade variam, só isso.
Quem não tem conflito no trabalho é porque é dono ou chefe, quem não tem conflito no condomínio é porque virou síndico, quem não tem conflito com a patroa em casa é porque ela é burra bacarai. kkkkkk
:-)))))))))))))
Bom, aqui não tem moderação! OI PROF!!! OI TIA!! OI a todos!
Proftel,
olha só o que o cara colou acima: o texto do Gullar que discuti com o Cícero. Agora já está parecendo assombração. Depois vc. quer que eu diga o que?
Falar em coisa diferente, os vascaindos estão festejando o retorno ao grupo A. Eu também, afinal são sempre 6 pontos para o Mengão. Sei lá, hoje é um dia parado pelo calor. Vc. diz que o sertão vai virar mar e o mar virar sertão, mas acho é que vamos acabar com temperaturas de 50 graus no Rio. Fui à prai e fiquei mais vermelho que camarão. O amigo médico disse que posso ter câncer de pele se voltar a insistir em bombardear minha carcaça. Talvez a idéia de andar de burka não seja tão ruim e aqueles árabes estão apenas querendo proteger a derme das suas mulheres, pois Maomé já teria descoberto essa vantagem.
Faraó é uma múmia e não muda com o tempo.
Celso Pitta se foi (tarde).
Um cara que acompanhei bem as cagadas quando morava em Sampa, não me deixa saudades…
Pena que ele não leva o Maluf junto, talvez o passamento seja interessante, quem sabe ele joga mais carvão na fornalha, quando o chefe dele descer a coisa tá mais quente…
hehe
*digo isso sem dó.
Oi, ana. Sem censura, mas a gente não garante a educação alheia.
Oi Ana!
:-)
Surf, é aquilo que eu disse nas entrelinhas, somos blindados e blindamos.
Não precisa ficar descendo a lenha naquele pedaço que pra mim na verdade é o velório.
Colocamos pauta, discutimos, travamos embates de boa por aqui, conversamos (melhor dizendo, eu digo) da vida no dia-a-dia, se panelinhas há, existem (que se lasque quem não se inserir numa) kkkkk.
:-DDD
Proftel,
o PIB de Gaza? kkkkk Gaza tem PIB? O comercio de flores que alguns palestinos de Gaza tem com Israel ainda sustenta algumas migalhas do seu PIB. Talvez devessemos medir o PIB de Gaza pelos “buns” dos foguetes que eles exportam para Israel, mesmo depois de terem as suas terras de volta. Ou talvez pelos contrabandos egipcios que é o único comercio que o Egito tem com eles, não me pergunte por quê, que hoje ainda é sabado e eles lá que se (des)entendam. Da boa.
Oi Ana,
calor du cacete. Ventilador em cima de mim, eu só de cueca, com a patroa nos braços de Morfeu.
Hoje assistimos Bastardos Inglorios; filme legal, ne? Musica show, atores otimos, cenas fortes e engraçadas ao mesmo tempo. Ótima distração.
OI Surf!!! Ta calor mesmo… Nem fui a praia.
Fara. vou te chamar assim, é mais facil! Esse fileme é o melhor do Tarantino! Simplesmente maravilhoso!
Prof estava com saudades! Manda um beijo para a Duda e para a Tia!
Ana, a patroa tá aqui do lado só checando a conversa, não está a fim de teclar (não tiro a razão dela, costurou/atendeu gente desde oito da manhã).
Bom, estamos caindo de sono por conta do dia pesado (pra você ter idéia, só a Duda almoçou, eu e a patroa só jantamos).
:-)
*inda bem que o sabadão está terminando com temperatura amena por aqui (26,1ºC sem vento).
Tio Rei (3895) (21/11/2009 às 16h22),
Quando a declaração de Caetano apareceu, eu defendi Caetano não pela declaração, mas pela idéia que ele queria passar: “que Lula era uma nulidade na poesia”. Não o defendi pela declaração porque me pareceu que ela não era própria de um poeta. O termo analfabeto carrega uma carga pejorativa e preconceituosa de tal ordem que só um analfabeto poético seria capaz de utilizá-lo. Não via, entretanto, razão em criticar a idéia de Caetano. Não vejo nenhum demérito em Lula o considerar uma nulidade na poesia. É claro que conhecendo Caetano sabia que a declaração dele tinha a ver com o show que ele ia produzir em São Paulo.
De todo modo considerei cômico que uma declaração sem significância viesse substituir pelo zum zum zum na mídia o artigo de FHC que para mim também não dizia nada.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 21/11/2009
Gente, fui convidada para pre estreia do filme do Lula, e nem sei se quero ir! Acho sinceramente tão fora de hora esse lançamento, vcs nao acham não?
Tinha me esquecido dessa figura do Clever!!! KKKKKKKK ele realmente existe!
Surf, vc ja viu esse filme?
Ana, uma turma de estudantes do Bolshoi esteve por aqui, lembrei de você e por tabela da Raquel (que mora perto e conversamos direto).
O que pegou foi o preço do ingresso, 40 contos a “inteira”.
Assisti partes do ensaio porque onde trabalho na tarde/noite é em cima do Teatro Municipal, ouvi as músicas por dois dias - gostei.
Bom, só pra registro mesmo.
:-)
Eu nem me abalo para ver um filme desses. Já sei a vida toda dele.
Clever, genial, não tinha pensado sobre esse ângulo, o Lula é péssimo poeta provavelmente, agora o Caê é um analfa político.
Vi umas fotos de umas bailarinas russas no portal da uol. Lindas.
Ana, pode até ser fora de hora mas, filme é filme, campanha é campanha e, prestígio é prestígio (se bem que chocolate com côco dá uma azia lascada) kkkkkk.
:-)))))))))))))
Oi Ana! Beijos querida!
Só passei aqui pra dizer oi! To muito cansada hoje! Beijos a todos da Tia! E sobre o filme do Lula, dizem que a oposição ficou brava por que ele não morre no fim. kkkk
Putz!
A patroa cansada mas de bom humor, isso é bão passado…
:-))
Prof, sinceramente, não estou mesmo a fim de ir, só tem um motivo para me fazer ir ,talvez, é ver se vão ou não vaiar! Pq é o q estão fazendo! Essa companhia que veio não é a melhor deles não é a terceira companhia. Mas São muito bons. Elas são lindas mesmo! Surf, o filme do Tarantino é maravilhoso!
Essa é boa Tia! rsrs
Pessoal, vou nessa, tô caindo de sono…
Uma boa noite a todos (as).
:-)
Pode ser que seja só a minha opinião, mas eu NÃO gosto de filme nacional. E por que isso? Sempre tenho a impressão de que os cineastas brasileiros filmam como se filmassem uma peça de teatro, como se fazia nas priscas eras de Oscarito e cia. Talvez por uma questão de orçamento mesmo.
Mas fico satisfeito por ter uma pá de gente que gosta.
Surf, me conte o q aconteceu enquanto estive fora. Acho que vc se sentiu todo poderoso, pq não me tinha como censora, e brigou com muita gente? É isso? Vou acreditar no que vc falar!
Boa noite Prof!
Fara, ja tive momentos assim, mas depois que vi alguns ótimos filmes nacionais, fui mudando a minha opinião! E hoje gosto!
Bom, o filme ajuda a criar o mito. Coisa que não gosto é de personalismo. Gostei dessa da Tia. Mas com o filme ou sem filme, o cara está bombando.
Grand Moscow Classic e a mulherada é muito bonita.
Vc vai ver o filme do Lula, Surf? e vc não me respondeu. E eu estou com saudades de vc!
Nada disso, ana.
Me porté como quien soy.
Como un gitano legítimo.
Le regalé un costurero
grande de raso pajizo,
y no quise enamorarme
porque teniendo marido
me dijo que era mozuela
cuando la llevaba al río.
Sei lá, num belo dia, disse que ele reproduzia coisas do Caiado só para encher o saco, mas fingia estar descontente com aquelas frases, que na realidade gostaria de dizê-las. Ou seja, que era um farsante. Posso ter me excedido, como me deu bronca a Albita falante, que espero venha para cá, conversar. Então o Pax, furibundo e meditabundo, escreveu que achava o fim ficar mantendo um palco para um adolescente de 45 anos. Achei que ele estava sofrendo do fígado opilado, tal qual o Tuim das Mortes, o cara mais depressivo e negativo que conheci. Ora, é preciso ter certo humor, galhardia, frescurinha e paciência para manter um espaço de conversa virtual, atributos dos quais o Pax só possui o de frescurinha. Mas vou seguir o conselho do Proftel e deixar essa conversa para lá. Posso arrematar que achei uma desconsideração dupla com os participantes, um que não é só meu palco, aliás, palco é com vc., ana, e dois é que nem deu satisfação para a galera.
Ana, logo vc., que ficou meses sem dirigir-me-se a palavra? Mas isso já passou, né.