Hora da despedida

Administrativas · NoMínimo · 16/08/2009 - 20h44 - 4,594 Comentários

Minha rotina mudou um bocado no último mês de uma forma que afeta diretamente o Weblog.

Flertei com várias editorias ao longo da carreira – política carioca e brasileira, ciências, cinema, resenha de livros, sexualidade, até polícia – mas me fixei em duas áreas: tecnologia e política internacional. São os dois assuntos que sempre acompanhei com atenção. No caso de inter, o Weblog me ajudou muito. Me manteve afiado, atento a pautas, sempre foi complementar ao trabalho na redação que, afinal, me garantiu por tantos anos o sustento.

Pela primeira vez nos últimos dez anos, acompanhar com profundidade o que ocorre no mundo não faz parte do meu cotidiano. Minha intenção era partir para a jornada dupla. Descobri que não dá.

O novo trabalho exige que eu esteja atento à cobertura de todas as editorias, o que ocupa uma quantidade acachapante de tempo. Devo acompanhar com ainda mais profundidade a maneira como tecnologia afeta o jornalismo e a sociedade. De olho no futuro para manter o compasso.

Se fosse tudo assim cartesiano, o que é útil e o que não é, o que dá tempo para fazer e o que não dá, as decisões todas eram mais fáceis. Cá este Weblog é muito minha vida, também. Amigos, disputas, conversas. Conversas. Conversas. É uma casa na qual, diariamente, recebi muita gente. Vocês. Não era o plano acabar, muito pelo contrário. O plano era outro – mas a vida é assim.

O Weblog nasceu dentro do NoMínimo no dia 8 de agosto de 2002. Deixa de existir hoje, aos sete anos recém-completos. Este não é o último post. Haverá uma moça ainda. Saideira.

Um novo blog nascerá com um escopo um quê diferente. Quem assinar o RSS daqui será informado.

Gente: foi um prazer. Nesses anos todos, tenho muito a agradecer pela companhia de vocês. Esta é uma despedida que faço com o coração apertado. Um motorista nO Dia tinha o hábito, sempre que ouvia uma história triste, de fazer cara de sério e dizer ‘vida que segue’. É que às vezes não há muito mais do que isso a dizer.

Vida que segue, pois.

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