Glauber e Sarney
Documentário sobre a posse do governador do Maranhão, 1966.
O curta-metragem é de Glauber Rocha. Foi assim que tudo começou.
Ainda sobre o assunto:
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Pedro,
Até pouco tempo acreditava que as instituições estavam se fortalecendo no Brasil, mas veio o Sarney e mostrou que ele é mais forte que as intituições. Você consegue ver algum futuro para nós?
Amigos
vou fazer como o Surf e dizer que só retorno a ler posts e comentar aqui quando o Pedro ultrapassar essa fase infantil de tentar transformar o Sarney no principal assunto
tanta coisa importante acontecendo, e nós aqui vamos voltar a ser pautados pela mídia tradicional?
até a volta
O Grotão parindo seu Fruto.
O Maranhão estava melhor em 66…
Sarney enche de dinheiro a mãe do Glauber.
Perguntinha cretina: há algum comentarista do Maranhão por aqui?
Sei que há da China, EUA, Irã, Sampa, Rio, até d’os quintos do inferno mas, do Maranhão e do Piauí e principalmente do Amapá nunca vi!
Tem dó.
Assisti a pobreza de cabo a rabo (não por ser em preto e branco, é coisa de “Cananéia” anos setenta, Vale do Ribeira (região mais pobre do Estado de São Paulo), muito parecida com o que mostra o filme.
:-/
Uma arma na mão e uma idéia na cabeça e muita coisa seria evitada…
Tai, Glauber, cinema novo e a maldita obrigação que qualquer ”rebelde” dos anos 70 e 80 tinha de conhecer e gostar da filmografia do Glauber…
Me lembro dumas brigas brabas entre eu e o Marcos Prado (libadas com chopp e caipiras). Lá tava eu, tentando demolir as alucinações celulósicas do Glauber e o Marcos Prado tentando fazer do Diretor uma espécie de herói incompreendido…
Já com relação a Sarney…
Nada a declarar. Ele é igual aos outros e como vai ficar no poder por alguns anos ainda…
E Renato, a corrupção é a instituição mais instituida neste pobre País e cada dia mais sólida!!
De fato a nossa corrupção movimenta mais a economia desta nação ( e de alguns paraisos fiscais) que muita industria grande.
Só lamento não fazer parte deste grupos que locupletam-se. Pura inveja. Cum povinho deste, que vota a troco de merda, só mesmo sendo safado.
Corrupção é apenas um bom negócio para o qual não nos convidaram.
TÔ de volta despois de varias parrilladas!
O Uruguay me entorpece com os coñaques espanhóis e a carne sem descrição!
Montevideo é um sonho que quantas vezes eu visitar não me cansara!
E o Sarney , colegas, ficará!
Pessoal, menos né. Em 96 o Sarney já era o Sarney de 2009, mas em 66?
Em 2009 Temos um corrupto de cabelos brancos
em 66 era um corrupto sem cabelos brancos…
É a única diferença visível…
O eleitorado ainda é o mesmo ou pelo menos, se comporta do mesmo jeito que em 66…
Se Sarney & cia. tivessem alguma qualidade outra que a de enriquecer às custas da miséria alheia e do erário público, o Maranhão, que ele domina há tantas décadas, não seria o que é. O Amapá, por onde ” foi eleito” senador, tampouco. Agora, quem anda com Sarney e com ele negocia, trama e planeja, está cansado de saber disso.E aceita.
E Glauber e Sarney eram amigos. Em 1985 Glauber entre outras homenagnes, teve um selo postal em sua homenagem e Sarney era presidente. Pouco tempo antes de morrer, Glauber disse que apoiava, era grato ao então presidente Figueiredo por causa da anistia e que iria se candidatar a presidente da república pela Arena.
Mas escondem muito essas declarãões.
E parece que o Maranhão não mudou nada em 43 anos………
“…comentar aqui quando o Pedro ultrapassar essa fase infantil de tentar transformar o Sarney no principal assunto
tanta coisa importante acontecendo, e nós aqui vamos voltar a ser pautados pela mídia tradicional? …”
Se a mídia fosse para falar o tempo todo de Lula e Dilma para alavancar sua candidatura e o alinhamento do Brasil ao bolivarianismo (atual substituto do stalinismo) aí póóóóóóde e não sairiam daqui !!!!
E isso prova o que? Que o Glauber era “tanto quanto”, numa época de militares no poder, censura, “beija mão” institucionalizado?
Não podemos nos deixar abater com a questão do Sarney. Existem coisas acontecendo no país e que vão nos fazer superar essa fase de heróis e vilões únicos, nos tornar mais maduros para enfrentar as excrescências políticas. Pode até demorar, mais vai acontecer.
Não é assim que nos sentimos quando vimos notícias desse jaez?:
“De acordo com dados fornecidos ao Jornal do Brasil pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), desde o início do programa de transferência direta de renda com condicionalidades, em 2003, até julho deste ano, 1,96 milhão de famílias saíram do Bolsa Família por alcançarem um nível de renda per capita superior à estabelecida para o recebimento dos benefícios, de até R$ 140,00 por pessoa – ou porque já tinham renda acima desse patamar, por fraude ou equívoco.
Outras 50.643 pediram voluntariamente o desligamento do programa desde 2003, muitos também por não precisarem mais do benefício.”
(Do Luis Nassif).
Exceto pela “birra”, quando a mídia quer ela traz bons subsídios para reflexões acerca da questões políticas afeitas ao país. O Estadão publicou um artigo com o cientista político Carlos Melo, do qual é interessante destacar:
“O Sarney não é santo, mas quem pode jogar pedra? O Arthur Virgílio tentou e a pedra voltou na testa dele. A oposição está perdida. Não tem programa, não tem discurso, não tem postura. O PSDB critica o governo federal, mas passa por um problema sério com a governadora Yeda Crusius no Rio Grande do Sul. Faz só críticas moralistas. Devia era pegar as bandeiras das reformas política e eleitoral e se bater por isso. [...]
Dizem que é impossível governar sem o PMDB. Eu digo que também é impossível governar com o PMDB. Agora, um presidente com 80% de aprovação popular poderia se envolver mais com as mudanças que o País necessita. No jogo político que está aí é até compreensível que se faça uma aliança ruim para poder governar. Mas não dava para negociar mais caro? Fazer a aliança e ao mesmo tempo arrancar as mudanças? Não precisava entregar de mão beijada. Estamos numa armadilha: precisamos de reformas, mas quem pode fazer é quem se beneficia dos problemas. E eu não vejo no horizonte eleitoral alguém capaz de apresentar novos valores, novas propostas. “
canalha.
hoje nao é dia de moça ? cadê ela ?
Sarney era da bossa-nova da UDN, uma espécie de esquerda do partido. Era tido em boa conta pelos adversários do governo militar, tipo assim um conservador-progressista. Lembro que, em virtude disso, Darcy Ribeiro alimentou esperanças no início do seu governo presidencial.
1966? não tinha nada mais antigo não? Que tal falar dos tempos de hoje e demonstrar como a mídia tá comprada prá atacar qualquer um a mando de quem lhe pagou?
Divertido ver como a petistosfera fica revoltada quando se fala dos seus aliados mais importantes: Sarney, Collor e Renan. Sem argumentos, eles repetem o mantra “da midia golpista”. Quando essa mesma midia serviu para atacar seus adversarios ou derrubar o Collor, aei não era golpista.
hehehehehehehehhe!
Epicuro no 21: Nao é “mídia golpista” nao; agora virou “oposiçao-mídia”, mas só quando revela as falcatruas do Luisquinácio e seus aliados cafajestes, que nao sao “homens comuns”, segundo o Noço Guia, mas grande patriotas. Pergunte ao Zbigniew, que conhece tudo a respeito…
Quando a mídia revela as falcatruas da quadrilha dos Crusios no RGS, nao é mais “oposiçao-mídia”, é mídia virtuosa, pois ataca os malfeitores do PSDB.
Quanto ao Gláuber Rocha, sua imensa simpatia pelo SirNey nao deve surpreender. Lembram-se do grande Hermeto Paschoal, que dedicou todo um CD ao Fernando Collor, inserindo patriocamente aqui a alí longos discursos do lunático “caçador de marajás”?Comprei a coisa por engano. Depois da 1a. escutada, joguei no lixo. Depois apedrejam o Simonal, suspeito de ter sido dedo-duro - vai entender…
Me surpreende que a imprensa descubra agora que Sarney é… Sarney!!!! O homem retransmite a Globo no Maranhão, tem coluna na Folha de São Paulo…
E Epicu.. o negócio é o seguinte: Sarney, este jaquetudo canalha recém-descoberto, foi presidente do Senado no governo Fhc, que teve Renan como ministro. Portanto, nessa luta na lama ninguém tem um canalha pra chamar de seu. Na verdade, ninguém é de ninguém e o PMDB de todo mundo. E a única verdade que sobra é que o goveno Lula, para desespero oxiúrico da direita, é melhro do que o Fhc. Pegue qualquer número e compare. Você vai ver com os seus próprios olhos.
O pessoal “pegou ar” com o “mídia-oposição”. Mas, e não é não?
Achei legal essa aqui do Azenha:
“Na Globo houve um episódio famoso: quando, numa dessas crises inventadas pela mídia, se descobriu que o problema vinha do tempo de FHC, um redator esperto da emissora escreveu do governo anterior, em vez de dizer do governo FHC, dos tempos do Fernando Henrique, do governo do PSDB ou equivalente.
Mais recentemente, numa edição do Jornal Nacional, o Eduardo Guimarães notou que quando trataram do escândalo da Alstom falaram como se fosse coisa lá do tempo do Covas. Mencionaram o PSDB, sim, mas nada que chegasse perto de José Serra. Não deixa de ser uma evolução. Pelo menos citaram o PSDB, embora as crises e os caos continuem exclusivamente federais. Em São Paulo há problemas que o Serra já está resolvendo.(…)”
Inútil: claro que o govêrno do Lula é melhor do que o do Ociólogo boca mole, sobretudo porque copiou, tintin por tintin, a política econômica deste, melhorando-a um pouquinho. ;o))
Como se diz, a diversidade dentro da continuidade…
Caro Zbig: Nao leve a mal minhas brincadeiras. Sao ironias caramujínicas… ou caramujônicas.
Seria talvez bem a propósito - quem sabe? - também cunhar o termo “mídia-situaçao”. Quê pensas?
Em todos os países do mundo, salvo em ditaduras brutais, as duas coexistem perfeitamente.
Eu entendo, Caramujo. Não te levo a mal.
Sim, e isto é exemplo de que a mídia tem lado.
Não vejo problema nisto.
O errado é quando a mídia age como partido político, quando faz proselitismo, quando omite, quando pressiona, quando fabrica crises.
E isso a nossa querida mídia sabe fazer muito bem.
Há um tratamento diferenciado e nós sabemos qual o lado que se quer beneficiar.
Aí entra a credibilidade! Deveria ser o “índice” a regular o quão “ousados” serão esses mesmos meios de comunicação na defesa de seus “interesses”.
Mas parece que, ultimamente, eles não estão muito preocupados com isso…
Em 1966 o Glauber devia estar fazendo estudos de personagens para o Terra em Transe, lançado no ano seguinte. Um dos protagonistas é o governador Felipe Martins (José Lewgoy). Populista com discurso transformador, governa um estado pobre do fictício Eldorado e é a esperança da esquerda para as eleições presidenciais que se aproximam. No entanto, ao ser confrontado com momentos-chave das disputas de interesse de classe, após ficar provado que um fazendeiro ordenara o assassinato de um lavrador, prefere fazer o mesmo de sempre: acobertamento, repressão do povo e conciliação com a elite.
Mas no fim da vida o Glauber andou mesmo dizendo coisas muito simpáticas ao regime, principalmente do Geisel e do Figueiredo. Além da famosa classificaçã do Golbery como “Gênio da Raça”. Muito coerente, visto que Golbery e Geisel inventaram o João Baptista. Diz o Olavão que o Gláuber nunca deixou de ser coerente com o que pregava anos antes, pois foi um raro elemento orgânico da esquerda brasileira a perceber que o regime militar era “de esquerda”, por estatista, dirigista e terceiro-mundista. Obviamente ninguém deve ter apresentado ainda a ele (o Olavo), o conceito de Capitalismo de Estado.
Caramujo, como pode a mesma política econômica quebrar o país depois de uma crise na Argentina e não quebrar depois de uma crise nos EUA?
Sabe qual foi a proposta apresentada pelos Tucanos para sair da atual crise? Corte de gastos, ajuste fiscal, etc. Eles ainda não saíram do século passado. Como a direita acreditava (ou fingia acreditar) que o Lula iria confiscar a poupança e cortar três zeros da moeda, eles pensam que o Lula é um adendo do FHC.
Dá-lhe André! Nem precisei responder.
Essa tática tucana de repetir isso ad infinitum é incrível. Até poderia funcionar se eles tivessem melhores publicitários, estrategistas e marqueteiros.
E, Caramujo, pra facilitar a sua vida, pesquise acesso a crédito ou crédito na participação do PIB. Aí você vai ter bons indícios da diferença entre os dois governos e mais: vai perceber porque o governo atual é melhor do que o anterior.
Queria que o Lula sucedesse o Sarney ou o Collor para vê-lo se queimar. Acabaria que nem a Erundina, muitas expectativas e promessas não cumpridas, incapaz de criar um plano decente para a economia e terminaria na política como vereador ou deputado.
Sorte que teve a herança bendita do plano Real para poder continuá-lo………..
André e Inútil. E isso está tão na cara, não?!
Que se diga que não se gosta do Lula, até por sua suposta ignorância. Mas porque o governo dele é ruim, aí não dá. O “cara” criar empregos no meio de uma das maiores crises financeiras que o planeta já viveu, senão a maior… é brincadeira.
Olha só, são só boas notícias:
“Jornal do Commercio Brasil - O volume de financiamentos imobiliários com recursos da caderneta de poupança cresceu 5,07% no primeiro semestre, em relação a igual período do ano passado, e atingiu R$ 13,605 bilhões. “Esse foi o melhor primeiro semestre da história”, afirmou o presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Luiz Antonio França, para quem em 2009 o volume de crédito acumulará R$ 30 bilhões. “Nossa expectativa é conservadora”, disse França, acrescentando que a perspectiva é que os financiamentos do segundo semestre fiquem em nível semelhante ao dos R$ 17 bilhões da segunda metade do ano passado.(…)”
Já imaginou se esse “Minha casa, minha vida” consegue atingir os seus objetivos? Como vai melhorar a vida de tanta gente!
O “cara” tem seus defeitos, mas o “cara” tá fazendo um ótimo governo, não se pode negar.
Falasse muito na criação de empregos no governo Lula mas, nunca na qualidade desses empregos.
“…Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança …”
Notaram como os Bancos e entidades acima faturam alto mas, a militância nunca mais reclamou dos lucros recordes dos Bancos e congêneres?
Mas Antonio M, o próprio Estadão “censurado” confirma a atual fase de bonança:
“O Estado de S. Paulo - O otimismo dos profissionais que trabalham com crédito imobiliário beira a euforia. Depois de décadas de desempenho errático, que deixaram o Brasil na lanterna do ranking que mede a relação entre esses financiamentos e o PIB, a maioria deles não tem dúvidas: agora, o negócio vai deslanchar. (…)”
E você tem que concordar que isso não beneficia apenas as instituições financeiras. Maior crédito, melhor movimentação da economia, melhor pra todo mundo!
E a geração de empregos:
“Folha de S. Paulo - A Lojas Americanas, que divulgou lucro líquido de R$ 6,8 milhões no acumulado dos seis primeiros meses do ano, ante prejuízo de R$ 2,4 milhões no mesmo período de 2008, ampliou a inauguração de unidades previstas inicialmente. No primeiro trimestre, a rede abriu quatro lojas, e a previsão era fechar o ano com outras quatro. Entre abril e junho, não houve inaugurações. Ontem, Roberto Martins, diretor da companhia, disse que a rede deve terminar este ano com até dez novas lojas. Para 2010, a estimativa inicial é de 50 unidades. A empresa prepara um projeto de expansão para os próximos três anos e vai pedir financiamento ao BNDES.(…)”.
No fundo, independentemente de governo, o que importa é que o Brasil melhore.
Mas o “cara” tem feito um grande trabalho.
Apenas disse que, pouco tempo atrás lucro de Bancos era coisa ruim mas, de repente virou coisa boa para a militância, agora militância pibista….
O que ocorre agora na economia pode ser apenas uma bolha causada por otimismo e grana vinda do Estado via BNDES que tem seus interesses nesse otimismo, que pode ser exacerbado, por causa das eleições.
A maioria dos salários pagos no Brasil não tem como sustentar uma economia que tanto tem se baseado no crédito, principalmente o crédito popular e ainda arcar com a carga tributária altíssima.
Prefiro aguardar depois das eleições como fica …..
FHC recebeu uma herança bendita (baixo endividamento, patrimônio elevado, contas em dia, inflação abaixando) do Itamar Franco.
Lula recebeu uma herança maldita (alto endividamento, pouco patrimônio, déficit externo, inflação aumentando) do FHC.
FHC enfrentou algumas pequenas crises (Russia, Argentina).
Lula enfrentou a mãe de todas elas.
“…FHC recebeu uma herança bendita (baixo endividamento, patrimônio elevado, contas em dia, inflação abaixando) do Itamar Franco….”
FHC era minitro do Itamar, ou não se lembram mais disso?
“…FHC enfrentou algumas pequenas crises (Russia, Argentina)…”
Vou entender como piada ou ironia. Nessa época não haviam os instrumentos que Lula usa atualmente contra a crise munidal. O que chama de pequenas, e não foram só essas houve na Coréia e México também, ensinaram não somente o Brasil mas outros países como se comportarem em épocas de crise e mesmo nem tudo sido perfeito, criaram-se novas ferramente e atitudes que hoje em dia mostraram-se bons ensinamentos. A crise que Lula encontrou ao assumir o governo foi criada por ele mesmo, devido às expectativas do mercado, na socieade se ele cumpriria o “plano de governo” do PT ou não e, como não seguiu e preferiu ser um pouco mair realista, optou por continuar com o plano Real e aderir ao mercado, pelo menos em parte, os temores diminuiram.
Ciro Gomes e Rúbens Ricúpero também foram ministros de Itamar. FHC sucedeu Itamar, e não o Collor ou o Sarney.
FHC enfrentou as crises da Argentina, Russia, México e Coréia. Mas só o Lula que descobriu como enfrentar uma crise externa? Assim o cara fatura o Nobel da Paz e o Nobel de Economia.
A crise de 2002 foi decorrente da situação das contas brasileiras, o fator Lula foi só uma desculpa. Crises políticas tem fôlego curto quando as contas estão em dia. Lembram que em 2005/2006 teve um tal de mensalão? Como se comportou a economia?
“…Ciro Gomes e Rúbens Ricúpero também foram ministros de Itamar. FHC sucedeu Itamar, e não o Collor ou o Sarney. …”
Ciro Gomes e Ricúpero foram ministros em outras áreas e não foram presidente. FHC que gerenciou o plano Real, Itamar não tinha essa capacidade por isso que caiu no ostracismo e até hoje segue não sendo lembrado que foi presidente um dia. Que aliás foi por sorte.
“FHC enfrentou as crises da Argentina, Russia, México e Coréia. Mas só o Lula que descobriu como enfrentar uma crise externa”
Desde quando Argentina, Russia, México e Coréia estão dentro do Brasil?!?!?! Quer dizer que nessa época eram “crises internas”? Se o mundo e a economi já eram globalizados?!?!!? Se não nasceu nessa época ou é do time que acredita que o Brasil foi descoberto em 2002, aí é compreensível…….
“A crise de 2002 foi decorrente da situação das contas brasileiras, o fator Lula foi só uma desculpa. Crises políticas tem fôlego curto quando as contas estão em dia. Lembram que em 2005/2006 teve um tal de mensalão? Como se comportou a economia?”
A crise de 2002 foi de desconfiança a Lula pois as contas continuam com problemas. Mensalão? Que mensalão?!?!? como diz Lula, José Dirceu et caterva… Graças as bases econômicas do Real e ao BC que Lula convidou um tucano para dirigir, as coisas se seguraram mas o mensalão não tinha força para atingir a economia….
Ciro Gomes e Ricúpero foram ministros em outras áreas?
Crise na Argentina, Russia, México e Coréia não são crises externas?
Crises externas não podem ser enfrentadas por não serem internas?
Eu nasci em 75, mil NOVECENTOS e setenta e cinco.
Em 2005/2006 a crise política não gerou crise econômica porque as contas estavam em ordem. O governo quer evitar uma crise política agora, porque (devido à maior crise da história do capitalismo) as contas não estão muito boas.
Mensalão. Aquele pagamento que saia todo 5o dia útil para que os aliados do governo votassem matérias de interesse do governo.
Graças às bases econômicas do Real e ao BC não tivemos crise em 99 nem em 2002. Ou não.
Oi galera,
Que fique bem claro aqui para os apressadinhos de plantao: O Caramujo nunca declarou que o desgovêrno do fulaninho de tal era melhor que outro desgovêrno do beltraninho de tal. O que afirmei foi que o Lulinha paz e amor pegou uma boa onda na economia mundial desde que caiu de paraquedas na Ilha da Fantasia. Banânia nao se ferrou na crise atual, como os USA e Europa, porque os banquinhos patropi nao tinham o mesmo problema de liquidez que tinham os bancos do “primeiro mundo” metidos até o pescoço com derivativos podres. Pudera! Com a mae dos banqueiros a vigiar o grao, e taxa bancárias usurárias e política de juros estratosféricos, Banânia parece que está se safando sem muitas escoriaçoes.
Em suma, quem serviu de paravento - ou mesmo de para-raios - à crise que fez ajoelhar Titio Sam, Albion e outros safados pela aí, foi o trabalhador brasileiro, sufocado por impostos e taxas de todo tipos, além de juros escorchantes. Quem está pagando a dívida externa somos nós, caros amigos, e nao o Luisquinácio. Quanto à dívida INTERNA, está ainda beira a catástrofe. O Lulinha, gastador e aparelhador do Estado, deixará a batata quente nas maos do próximo. Isto, estamos cansado de saber, é praxe em Banânia.
Sem dúvida que reconheço que o Ociológo boca mole criminoso pegou uma dívida externa de uns 85 bilhoes das maos do Itamar e elevou-a para mais de 800 bilhoes, largando-a nas maos do Luisquinácio, além de fazer aquelas privatizaçoes fajutas, vendendo a patrimônio nacional a preço de banana, sobretudo para os cupinchas. Foi obra de gangster e só por isto deveria ter sido fuzilado em praça pública. Nao sou contra privatizaçoes per se, quando bem negociadas sem prejuízo aos verdadeiros donos da coisa: NÓS. Mas o que fez o Ociólogo foi canalhice sem par, crime de lesa-pátria.
Agora, o Lulinha paz e amor nao fez nadinha para combater a corrupçao que corroe o país - COMO HAVIA PROMETIDO NA PRIMEIRA CAMPANHA (na 2a. ficou mudo) e tampouco a violência endêmica que nos sufoca. O MP manda prender, o Luisquinácio (pelos amiguinhos do STF - lembram-se do Nelsao Jobim, ou já esqueceram?) manda soltar. Vejam a controvérsia atual que aprontou a Dilma Roussef com a auditora-mor, senhora digna e competente que investigava as tramóias das cias. SirNey e sua Cosa Nostra: Dilmao mandou parar a investigaçao - para proteger o mafioso imperador do Maranhao - e o Lula já anda cuspindo aos 4 ventos que a ex-auditora divaga, é mentirosa. O govêrno neoliberal atual sucumbiu à própria corrupçao que pretendia, mentiroso, combater. Explica aí, Zbigniew. É coisa da “mídia-oposiçao”?
Poíticamente, o Dilmao acabou de dar mais um tiro no pé. E ainda quer ser presidente!
“..Graças às bases econômicas do Real e ao BC não tivemos crise em 99 nem em 2002. Ou não…”
Não só o Brasil mas essas crises ensinaram muito e com o plano Real é que deu a base para combater essa crise, não tem discussão.
Aloysio Mercadante indagado sobre o lançamento do plano Real disse que não duraria 15 dias. E dura 15 anos. Lula e Mercadante perderam 2 eleições criticando o plano Real. Lula ganhou duas vezes quando parou de critica-lo e mantendo-o.
Qual era o plano econômico de Lula e PT nas duas eleições presidenciais que perdeu? Nenhum e isso foi admitido pelo próprio Lula. Simplesmente não tinham, iriam improvisar alguma coisa. Tanto que foi chamado o Meirelles para tocar o BC e no próprio ministério de Lula há tucanos e demos e não há espaço para Suplicy, Mercadante, Maria da Conceição, André Singer e tantos outros teórios pois são teóricos apenas e não sabem por a mão na massa. O Mantega está lá como decoração e para acalmar o PT.
isso é realidade, o resto é só torcida……
sobre o #15 Zbigniew, tenho uma impressão similar à sua, de que vagarosamente estamos melhorando.
Caramujo, concordo com muito do #44. Preferia alguns adjetivos a menos, e acredito que o MP, a PF e a CGU são contribuições relevantes para o combate à corrupção. Mas a atual crise foi uma marolinha por dois motivos: os bancos brasileiros emprestam pouco (e só para quem pode pagar) e o consumo interno se manteve aquecido. Foi preciso que um operário, burro e bêbado ensinasse ao príncipe dos sociólogos que sem dinheiro no bolso do povo a economia não gira. Dose é ter que aturar os chutes do Antonio M que não respondeu nenhuma pergunta minha. Com o plano real na mão e três crises no lombo o FHC não conseguiu evitar a quarta? Será que em nenhum momento os tucanos chegaram a desconfiar que estavam fazendo algo errado? Qual ferramenta econômica utilizada pelo Lula não estava disponível na época?
Caramujo,
você diz que um dos colchões para a crise foi o sistema bancário brasileiro e faz remissão às características do PROER.
Concordo com você no aspecto do saneamento do sistema às custas do trabalhador brasileiro (do povo como um todo), com o agravante da prática dos juros escorchantes em face da política cambial adotada pelo governo FHC.
Sabe-se que no Brasil bancos privados não emprestam dinheiro a pobre, em face da prática de tais juros (lembram-se dos juros do cheque-especial?) e de que o nincho de mercado não era atrativo (a política de crédito só veio a ter aquecimento no governo do lulinha “paz e amor” - assim mesmo ainda relutam um bocado, sabe como é que é, não é da cultura).
Ouso dizer que a única coisa boa do governo PSDBista foi a regulação do sistema financeiro, coisa que o Bush jr. (tão adorado por aqui em vista do tamanho do seu tacape) fez o favor de destruir lá pras bandas dos éuas. E o resultado da história todos já sabem.
Sim, o Lula foi favorecido pelo bom momento da economia mundial, que, pra falar a verdade, tinha muito dessa bolha contaminada pelos tais derivativos podres e sua capacidade de disseminação a nível global. Mas aí a fonte secou, e manter uma economia aquecida não é pra qualquer um. Fora isso tem a questão da desconcentração de renda, do aumento do mercado interno, e outras coisinha que ajudaram o Brasil a surfar nas ondas da crise (a tal marolinha).
Quanto à Dilma, vamos ver o desenrolar dos fatos. O sistema político-midiático está muito contaminado por ressentimentos e desesperos o que dá brechas a julgamentos antecipados. Já imaginou o que é pra essa turma do DEM e PSDB e pra mídia-oposição mais quatro anos longe do poder? Engraçado como o Planalto é um lugar ao mesmo tempo tão execrado e tão desejado!
Votando à Dilma, se ela ou o Lula têm algo a ver com a saída da Secretária da Receita por questões políticas ligadas ao Sarney, que paguem o preço político pelo fato. A mídia deve fazer o seu papel, investigar e principalmente, dar os dois lados das versões.
Só acrescento um senão à questão da responsabilidade do combate à corrupção pelo governo Lula. Nunca antes na história deste país (sic) a PF, o MP e a Justiça (principalmente a Federal) atuaram tão efetivamente contra os crimes de colarinho branco.
Sem dúvida a questão politica (vejam o que a aconteceu com a Satiagraha) está manchando o desempenho do governo nesta seara. Mas os avanços também são muitos e não podemos fechar os olhos para eles.
Zbigniew aí acima:
“…Só acrescento um senão à questão da responsabilidade do combate à corrupção pelo governo Lula. Nunca antes na história deste país (sic) a PF, o MP e a Justiça (principalmente a Federal) atuaram tão efetivamente contra os crimes de colarinho branco.”
De fato. Mas, por favor, aponte-nos UM SÓ que foi a processo e condenado a ressarcir o Erário do que roubou do povo brasileiro. Aponte-me a METADE DE UM que esteja cumprindo uma pena de prisao bem merecida.
Alguns setores do MP e da PF (nao ouso acrescentar a estes dois a tal inJustiça brasileira) trabalham duro e bem, mas os engavetadores de 2 metros, tal o funesto Nelsao Jobim, hoje ministro de nao sei o quê, e um mafioso-anao chamado Gilmar Mendes, trabalharam e trabalham duro com a inJustiça para libertar os cupinchas. Cadê o Pitta? Cadê o Maluf, cadê o Dantas? Cadê o Valério do mensalao? Cadê o marqueteiro baiano cheirador de pó, pego por um bom delegado apostando fortunas em rinha de galo? Todos livres como passarinhos. O delegado que prendeu, coitado, este sim levou ferro, enviado pra lá da Lua. O juiz De Sanctis levou ferro, o Protógenes levou ferro, a competente auditora-chefe levou ferro, despedida sem cerimônia pelo poderoso chefao Guido Mantega. Enquanto isto o Barbalho, o Collor, o SirNey, o Renan e mais uma penca de capangas (até o Severino Cavalcanti!) recebem abraços, tapinhas nas costas e elogios do Noço Guia. Nao venha dizer-em que isto é “realpolitik” - é sem-vergonhice e vigarice mesmo!
É…. ainda estamos esperando o MP e a PF dar uma olhadinha nas contas e propriedades do Baby Lula, filhinho do Grande Guia, o rapaz que ficou multi-milionário e grande fazendeiro da noite pro dia nos meandros do pudê, com uma bem dado “maozinha” do presidente papai-coruja. Nepotismo eficaz é isto aí!
Você fala em “desconcentraçao de renda”. Ouquêi, tudo bem. Vários economistas tarimbados, inclusive aquele húngaro professor USP (ou PUC) do qual esquecí o nome, além do Márcio Pochman, já demostraram, apoiados em números e dados, que o acontece no Brasil atual é justamente o contrário, nao obstante os cheques do bolsa-família.
Sim, existe avanço, mas a passo de caramujo. Dentro de mil anos chegaremos lá…
Quanto ao DEMônio, PSDB e outros malfeitores que nos azucrinam, a incompetência e vigarice dessa gente face ao nao menos incomptente e vigarista neoPT é tanta que merecem ficar um século longe do poder.
“… A mídia deve fazer o seu papel, investigar e principalmente, dar os dois lados das versões.”
Qual mídia, Zbigniew? O monstro “mídia-oposiçao” que você ojeriza ou a virtuosa “mídia- situaçao” que come nao mao do Executivo? Em qual delas você confia?
Caramujo, o último presidente que fazia e acontecia, que tinha aquilo roxo, etc. não se saiu muito bem. Esquemas antigos de corrupção estão sendo desmontados e a economia está girando. Estamos no paraíso? Claro que não, mas pelo menos saímos da paralisia da época do FHC. Como o próprio Lula já disse, o próximo não poderá fazer menos. Em algum momento o legislativo e o judiciário terão que se adequar a uma nova realidade, mas não é com esse joguinho hipócrita da imprensa que eles se sentirão pressionados. Evolução consistente geralmente é um processo lento. O caminho rápido das revoluções nós já conhecemos bem e não interessa.
Caramujo,
não está preciso, mais foi mais ou menos assim: vinha voltando da rua e escutando a CBN (a que toca notícias). Num determinado momento a repórter que cobre a CPI da Petrobrás informou que o Secretário Adjunto (ou coisa parecida), em depoimento sobre a operação tributária da Petrobrás, teria ficado em cima do muro, ao declarar que não havia unanimidade em relação à operação, e já que o Sen. Álvaro Dias havia declarado que a diretoria da Secretaria não concordara com tal operação.
O Sen. Romero Jucá, em defesa da empresa, disse que não teria como a empresa advinhar quais os problemas com o câmbio, e teria que se resguardar em face da crise mundial. Por isso a operação tributária.
A repórter adotou a posiação do Sen. Ávlaro Dias. O Secretário “ficou em cima do muro”. Isto é só pra começar.
No ensejo, a repórter disse que a Secretária demitida havia recebido da Dilma a ordem para acelerar os processos das empresas ligadas ao Sarney. E que teria entendido que acelerar para ela significava retardar.
Oras! Se pra ela acelerar é retardar, mereceu ser demitida!
Como uma imprensa que se quer isenta pode tomar partido na veiculação de uma notícia?! Se assim ela procede não está dando uma notícia, está proferindo uma opinião que é a linha da emissora. Com isso perde-se a objetividade. O que abre espaço pra outro questionamento: e se fosse o contrário? O Serra presidente, e o Sen. Álvaro Dias na situação? O Secretário estaria em cima do muro? Sim, porque nem todos têm a mesma opinião da emissora.
Sinto em muitas pessoas uma tremenda desilusão com todo este estado de coisas. Respeito e dou razão. Tem horas que só dá vontade de chutar o pau da barraca.
Fiquei perplexo com a questão da operação Satiagraha, porque ali sim tinham-se dados concretos. A impressão que dá é que pode ter havido algum acordo nos bastidores entre governo e oposição, mas não dá pra dizer com certeza. São suposições. Nem o Protógenes, nem o Lacerda sabem ao certo, ou se sabem, ficaram para eles. E isso parece ser mais corriqueiro do que nós pensamos.
Temos, entretanto, que tomar cuidado para que não fiquemos “céticos” a todo e qualquer avanço, pois somos tentados, principalmente aqui no Brasil, a desqualificar qualquer melhora sob o argumento de que nosso sistema político é dominado por uma “corja de ladrões”. Por isso a importância do debate. Do se “pensar o Brasil”.
Acredito nas instituições democráticas, inclusive quanto ao papel de uma imprensa realmente independente. Os governantes passam, e elas ficam para servir aos que vierem. Como elas são moldadas hoje fará a diferença depois. Lula passará, Serra, Dilma, Sarney, Collor, Arthur Virgílio, etc., etc., mas as instituições ficarão. É nisso que devemos focar.
Os fundamentos do nosso país estão melhorando. Já não dá pra oposição voltar ao poder apenas com o discurso do “choque de gestão”. Tem que fazer algo pra “patuléia”. Isto era inconcebível há alguns anos atrás.
Você diz, “indique um só que foi condenado a ressarcir ao erário”. Já existem pessoas condenadas, inclusive prefeitos cassados e processados, vereadores, deputados, empresários e por aí vai. Talvez alguns figurões ainda fiquem um tempo fora do alcance, mas isso não será para sempre. Não é o fim do mundo. Sou otimista quanto ao futuro do nosso país.
OK, Zbig. Concordo. Os fundamentos da democracia estao melhorando, mas é praticamente na paulada. E graças também à imprensa livre (que a politicalha, inclusive o Lula, quer ver no cabresto), oposiçao ou situaçao, torchon ou pas, que você goste ou nao. Cabe ao leitor e eleitor ponderar, discutir, tirar as conclusoes que cabem e agir, exercendo a cidadania, pegando no pé e utilisando o voto como arma - a única que tem. Esperemos que que povo saia desta apatia e conformismo que paralisa e reduz.
Pessoas condenadas? Sim, sem dúvida. Assistidas por batalhoes de advogados e com milhoes de recursos à disposiçao. Mas, note que falei de “condenadas a ressarcir o Erário, devolver o que foi roubado do povo e cumprir pena.” Cite-me um, por favor.
Quanto à sua versao Dilma X “secretária”, sua estória está muito mal contada. Pelo menos pros ouvidos do minerim aqui. Conte-me outra pra ver pega! No mais, estamos no mesmo diapasao, prezado. Foi boa a discussao, obrigado.
Abraço do Caramujo
“12/08/2009 - 05h19
Em meio à crise, Lula propõe concessão de rádio a filho de Renan
Em plena crise no Senado, o presidente Lula encaminhou ao Congresso o processo para aprovação de uma concessão de rádio FM para a família de Renan Calheiros, líder do PMDB e um dos comandantes da tropa de choque para a manutenção de José Sarney na presidência da Casa…”
Na página do UOL hoje esse link está assim:
“Política
Em meio à crise, Lula dá rádio para filho de Renan”
Em primeiro momento, pensei que a notícia era :
“Em meio à crise, Lula DÁ O RABO para filho de Renan”
Acho que estava com um pouco de sono né?! rsrsrsrsrsrsrsrsr!!! Alías, é só o que falta nessa novela, um pouco de sexo.
E eu que pensei que esse negócio de distribuir a rodo concessões de rádio era coisa do Sarney quando presidente da república. Bem, é tudo farinha do mesmo saco, o que se poderia esperar……
Boa deixa, Antonio M, pra se discutir por que, até agora, não se modificou esses sistema de concessões de radiodifusão. Um sistema que vem desde a década de 60, recepcionado pela CF/88 com pequenas modificações e durante o governo FHC, regulada a participação estrangeira. Tudo centralizado no Chefe do Poder Executivo Federal. Deve ser porque, assim como o Sarney, serve para todos os gostos.
Veja o que diz a Anita Simis (UNEP - SP. UNIrevista - Vol. 1, n° 3: (julho 2006)), citando Othon Jambeiro:
“(…) Portanto, para Jambeiro as forças políticas então existentes não favoreceram a transformação, ao contrário,
continuaram a impedir um “maior progresso na democratização” e acrescenta:
Particularmente grave, no que se refere à democratização dos processos de concessão do uso de
canais na indústria de tv, é o fato de que o poder do Presidente para fazer concessões de rádio e TV,
que antes era uma simples disposição legal (Código Nacional de Telecomunicações e Regulamento
dos Serviços de Radiodifusão) passou a ser um dispositivo constitucional. Na prática isto significa que só uma reforma da Constituição pode permitir o estabelecimento de um órgão coletivo
autônomo e deliberativo, semelhante ao que se pretendeu criar na Assembléia Nacional Constituinte
de 1987/88, para conceder e cancelar o direito de exploração de emissoras de TV (p.163)”
É interessante observar como esses sistema foi utilizado, principalmente durante o governo Sarney. Sim! Esse que só agora a imprensa se deu conta de sua “perniciosidade”. Continua Anita:
“Em outro momento, Jambeiro (2001, p. 141) chega a ser enfático em relação à manutenção das regras e do
caráter político nas concessões a partir de Nova República, inclusive por conta das pessoas que assumiram
os cargos chaves na questão das concessões:
No setor da indústria televisiva, por exemplo, não houve mudança estrutural, e pode-se dizer que
conjunturalmente mudou-se para pior. De fato, a Nova República tornou praticamente impossível
reais alterações na regulamentação da TV ao empossar José Sarney na Presidência da República, e
Antonio Carlos Magalhães no Ministério das Comunicações, e a manter Rômulo Villar Furtado como
Secretário Geral desse Ministério.
Os novos Presidente e Ministro eram notórios e históricos beneficiários do regime militar, inclusive quanto à concessão de canais de rádio e TV; o poderoso Secretário Geral, por sua vez, tinha em sua esposa, a deputada Rita Furtado uma grande empresária de rádio e televisão, e havia exercido a mesma função, nos três últimos governos militares, por onze anos seguidos.
Não causou espanto, portanto, o fato de a comissão criada pelo Ministro Antonio Carlos Magalhães,
no início de outubro de 1985, para examinar possíveis irregularidades nas concessões feitas no
último período do regime militar, ter concluído pela absoluta regularidade de todos os processos.
Igualmente não causou surpresa a continuação e mesmo o aumento do uso de critérios políticos e
político-eleitorais nas concessões de rádio e TV. Por exemplo, em setembro de 1988, um mês antes da promulgação da nova Constituição, embora um só canal de TV tivesse sido anunciado para
concessão em determinada área geográfica, o Presidente concedeu 4 canais. A razão foi que, ao
invés de apenas um, 4 amigos do Presidente estavam concorrendo pela concessão. O Assessor de
Imprensa do Ministério das Comunicações disse publicamente que na opinião do governo aqueles
que mereciam a confiança do Ministro e do Presidente deveriam ganhar a concorrência. O próprio
Presidente, quando interpelado por repórteres para explicar porque tinha autorizado 4 concessões,
ao invés de uma, como previsto, disse que tinha sido difícil para ele deixar de atender às solicitações dos amigos.”
Isso pra falar só em concessões. Tem também a questão dos perdões das dívidas previdenciárias pelo então todo-poderoso ACM. Mas aí já é outra história…
O rádio ainda tem um alcance muito maior que a TV e milhões de vezes maior que a internet.
O uso eleitoral é certo e muito barato para os donos dessas rádios que precisam de uma antena apenas para espalhar o sinal longe e um pequeno rádio é muito barato e acessível às camadas mais pobres.
Mamão com açucar para a politicanalha. Por isso que o modelo não muda e, pelo mesmo motivo que nem se fala mais em voto facultativo……
E quem está mentindo? Dilma ou Lina?
Pelo histórico (doutorado fake, dôssie gastos FHC), a chefa do gabinete civil larga na frente.
Dilma = Sarney
O rádio é, de fato, o meio mais barato e mais eficaz de se fazer propaganda eleitoral, sobretudo porque escuta aquele que o ligou e os que estão a sua volta.
Na zona rural, sobretudo no Nordeste, há um meio de divulgação mais barato que o rádio e tão eficaz quanto. Trata-se da “Voz do Poste” - autofalantes afixados no alto dos postes. Tal veículo, em tempos eleitorais, é o ‘mamão com açucar’ que o Antonio M se referiu, haja vista que a legislação eleitoral limitou-se a regulamentar propaganda em carros de som, em rádio, televisão etc, mas se esqueceu de falar da bendita “Voz do Poste”. Enquanto isso, os ‘politicanalhas’ vão ‘deitando’, ‘rolando’ e enrolando o povo. Tem hora que o gerundismo é necessário, até porque a gente vai ‘acreditando’ que isso um dia vai acabar.
E a denúncia contra o Arthur Virgílio também foi arquivada. Com isso todos os senadores bandidos continuarâo livres, leves, soltos.
A cassassão do Sarney e do Vírgilo não acabaria a corrupção por lá, mas acho que os senadores iriam pelo menos pensar duas vezes antes de empregar o namorado da neta ou mandar um assessor estudar no exterior bancado pela viúva. Agora liberou geral!
E teve comentarista por aqui que defendeu a permanência do Sarney porque assim a merda do Senado iria toda para o ventilador.
É muita ingenuidade (ou será esperteza?).
Outros defendem a permanência dos corruptos porque eles fora denunciados e estâo sendo perseguidos pela “mídia-oposição” golpista. A mesma que levantou a história da viagem da filhota do presidente do PSDB para os EUA bancada com nosso dindin. Por isso este nobre senador também deve ser poupado da sanha denuncista.
E assim segue o Brasil e a tropa de choque tropa de choque comemora. UH! UH! AH! AH!
E porque agora liberou geral?! Fechou-se a caixa de pandora? Ou porque não foi feito o jogo que sempre foi feito? Sabe aquela história da “era dos extremos”: se não sai quem eu quero, deixa aquela merda assim mesmo?!!
Não foi a “mídia atenta”, junto com a oposição, que começaram a sanha investigativa pra cima do Sarney? Que continuem! Que a sociedade continue! Ou será que isso só deve ser feito quando interesses políticos mais específicos estiverem em jogo?!
A FGV não está lá dentro fazendo uma mudança na estrutura organizacional do Senado? Que tal esta mesma mídia “atenta” continuar atenta a esses fatos. Tenho certeza que nenhum senador, no atual momento, vai querer constar das manchetes como empregador de parentes ou agregados. Este sim é o momento para que as verdadeiras mudanças tenham seguimento. Só se isso não for dedo interesse de parcela da mídia ou não der o ibope que eles tanto apreciam.
Agora, se fizer “beicinho” e deixar a coisa esfriar, aí, meu amigo, realmente, o negócio degringola.
Foi, eles se compuseram politicamente. Não é assim que eles agem? Eu livro o Sarney e tu livras o Virgílio. Na realidade todos se livraram ali. Todos para quem palavras como “jatinhos e empreiteiras” fazem parte de um vocabulário comum. Valores muito mais altos e absurdos do que empregar A ou B, e, tenha certeza, não tem nada a ver com a ética tão defendida!
Mas só queriam pegar o Sarney para que a mudança de costumes no Senado pudesse começar…
Vocês realmente acreditam nisto?!!!
Sersikera, funciona assim: a oposição vaza a denúncia, a mídia orquestra a indignação, os inocentes (ou espertos) indignados pedem a solução em forma de algumas cabeças, a situação põe um espelho no mal-feito, a oposição faz um acordo, a mídia indignada deixa o assunto esfriar, os inocentes (ou espertos) indignados ficam com cara de tacho esperando a próxima convocação para se indignarem novamente.
Perfeito, André! Desenhou legal!
Zbigniew e André.
Concordo com muitas coisas que vocês escreveram. Temos de desconfiar sempre da imprensa e ficar atento ao que está por trás de suas denúncias (no caso do Sarney, certamente 2010), onde ética passa longe. Assim como os discursos indignados dos oposicionistas que também se locupletam das falcatruas.
Mas me incomoda que na época de outros escândalos, como o do Collor, dos anões do orçamento (que acabou cassando um inocente), do ACM e tantos outros nos governos passados, estas ponderações não eram feitas.
A impressão (quase convicção) é que sua real intenção é servir como defesa para os corruptos aliados ao governo atual.
Quanto ao Sarney, está claro que ele foi um dos patrocinadores (talvez o principal) de todo este esquema corrupto no senado de atos secretos, festival de nomeações, vantagens indevidas, etc, etc, etc.
O exemplo da nomeação do namorado da neta foi meramente ilustrativo.
Gente, um dos funcionários envolvido neste esquema tem uma casa de milhôes de doláres!!!
Não dá para aceitar que o Sarney continue a frente do poder legislativo.
Se a saída dele vai mudar os costumes do senado? Certamente não. Mas tem de ser feito. Pior não dá para ficar. Masmo com o FGV por lá, quem continua mandando é o Sarney com a força (e a tutela) de sua tropa de choque.
A política ideal não existe. Existe a real onde vale arte do possível. E a oportunidade de se livrar de uma figura nefasta do comando de um dos poderes da república está sendo literalmente arquivada.
Depois da pizza gigante é que vai ser o momento para que as verdadeiras mudanças ocorram?
Nem as verdadeiras nem a possível, que seria pelo menos a troca de um presidente comprometido com a banda mais podre existe no senado, de quebra levando mais uma ou duas cabeças junto.
Sersikera, concordo que é preciso repudirar essas práticas políticas citadas nas reportagens. O problema é, com isso, dar o aval a uma disputa política que não tem nada a ver com a correção dessas práticas. A corrente que rascunhei no #61 tem de ser rompida para que não continue se repetindo indefinidamente. A história mostra que a queda do Presidente do Senado não é a solução. Ao contrário, tende a piorar a situação visto que fortalece esses processos de chantagem moralista. Ao invés de cobrar o afastamento do Sarney, por que não se cobra a identificação e eliminação do nepotismo direto e cruzado? Ao invés de chamar o Paulo Duque de senador sem voto, por que não ir atrás das justificativas apresentadas por ele e derrubá-las ou comprová-las? Ao invés de apenas ficar indignado com o plano de saúde VIP da mãe do Arthur Virgílio, por que não identificar todas as mordomias desse tipo e propor uma regra clara e justa para todos os senadores? Na minha opinião, a mídia gorda é quem teria as melhores condições de executar essa tarefa.
Uma pequena correção. É evidente que por mais gorda que seja, a mídia não tem estrutura para identificar todos os mal feitos de todos os senadores, mas poderia ao menos tentar ser menos dependente dos vazamentos de denúncia e dos analistas/repercutidores de sempre.
“…a mídia…..mas poderia ao menos tentar ser menos dependente dos vazamentos de denúncia e dos analistas/repercutidores de sempre.”
André: A mídia nao é polícia. Pode ser investigativa, mas nao é a PF ou o FBI. Vazamentos de denúncias existem no mundo inteiro, assim como analistas e repercutidores que, às vêzes, sao os mesmos de sempre, pois sao analistas conhecidos e respeitados (nem todos, claro). Em qualquer país do mundo é assim. Em certos países a mídia é mais responsável, enquadrada que é pelas leis que se aplicam a todos os cidadaos e por um código de ética. Cidadaos vigiam o grao e fazem denúncias; é o exercício da cidadania. Se as denúncias sao infundadas e mesmo caluniosas, o neguim se arrisca a sérios processos no lombo. Em outros países a coisa é mais confusa e mesmo rasteira. Tudo depende do grau de civilizaçao de cada povo.
Caramujo, é claro que a mídia não é polícia. E é bom que não seja, pois a polícia não pode pressionar os parlamentares para acabar com o nepotismo, nem estabelecer limites de gastos para as suas mordomias. Por outro lado, os grandes esquemas de corrupção precisam de uma atuação da PF e do MPF. Em ambos os casos é a pressão da opinião pública que dificulta o abafamento dos casos. Mas tem que ser uma pressão que não fique apenas na indignação hipocritamente adjetivada. Infelizmente, devido ao comportamento da própria mída, há um divórcio entre a opinião pública e a publicada. É justamente por isso que os nobres parlamentares não se sentem pressionados a atacar os problemas.
André, estou totalmente de acôrdo com você. A tragédia, prezado, é quando os desgovêrnos dao de de presente aos politiqueiros licenças de estaçoes de rádio, TV e mesmo umas gordas verbas pra seus jornalecos particulares, sobretudo se sao da situaçao. Tais ilegalidades sao tradiçao no Brasil. Daí, nao é de se espantar o fato que existe, como você bem apontou, um divórcio entre a opiniao pública e a publicada.
No Brasil, praticamente nao existe separaçao entre a mídia e o Estado, seja este estadual ou federal. Nao há mídia realmente independente. Daí, nao é uma surpresa constatar que nossos “nobres parlamentares” nao se sentem nadinha pressionados a atacar os verdadeiros problemas do país. Eles sao donos da mídia. Nos grotoes, entao…
É o estado patrimonial, coisa dos “donos do poder”, a cosa nostra, la famiglia, como bem relatou Raymundo Faoro no seu livro de mesmo título.
Caramujo, não dá para esperar que a rádio do filho do Renan vá fazer bom jornalismo. Mas Globo, Estado, Folha, etc. devem ter fôlego para bancar bom jornalismo. Para te dar um exemplo, quando o Paulo Duque arquivou as representações contra o Sarney, o Estadão apresentou como contraponto de suas alegações a opinião do Demóstenes Torres. Mas este é parte interessada. Enquanto isso, o Jornal da Cidade aqui de Bauru mostrava a opinião de alguns juristas e advogados, sem em nenhum momento desqualificar o Paulo Duque de qualquer maneira. Do meu ponto de vista o Jornal da Cidade praticou um jornalismo superior ao do Estadão (não vi a versão impressa), que é o mais sério dos três grandes.
nao é de hj que o povo gosta do que nao presta.
cara agora admirei vc, Glauber Rocha, puxa vida, esse era o cara, talvez o maior cineasta brasileiro de todos tempos.
Excelente!
Vale a pena assistir a esse vídeo aqui tb: http://www.youtube.com/watch?v=5WCm49I5R6E