Império e República no Brasil de Sarney
Presidente do Conselho de Ética, o senador Paulo Duque (PDT) usou o que chamam ‘direito imperial’ na sessão que arquivou quatro acusações contra o senador José Sarney, uma contra Renan Calheiros. Sérgio Abranches comenta em seu blog:
A possibilidade de que um presidente pratique ‘atos imperiais’ é, portanto, uma ameaça ao princípio constitucional do equilíbrio democrático dos poderes republicanos. Isso, obviamente, se aplica ao Presidente da República. De fato, a idéia de que um parlamentar, no exercício de uma presidência eventual tenha ‘direitos imperiais’ representa a corrupção do ‘jus imperium’, que é uma prerrogativa exclusiva do chefe de estado, que exige enorme parcimônia no uso. Em um Conselho de Ética é uma aberração formal e substantiva.Erros dessa natureza parecem triviais, mas não são. Representam o desprezo e o desconhecimento na prática da política brasileira dos princípios elementares da democracia representativa em uma República. O próprio termo ‘republicano’ tem sido achincalhado diuturnamente no Brasil. Isso mostra como nossa democracia ainda é tosca e primitiva. Diga-se, até por respeito à realidade, que algumas das democracias mais avançadas do mundo não são republicanas.
A própria atitude corporal do presidente do Conselho de Ética, a desordem do plenário, o atropelo das formalidades mostram, pela forma, o desprezo pelos ritos democráticos. Uma encenação que se revela intimamente, como em uma metalinguagem inconsciente, mostrando o que queria esconder, escancarando sua verdadeira natureza: um ato contra a instituição legislativa e as instituições democráticas. Ato banal, mas expressivo. O dia de ontem no Senado foi em si irrelevante, até pelo grau de banalização, realizando o esperado. Mas foi primordial como metáfora dos descaminhos de nossa democracia, que se apresentam na forma – displicente, desmazelada – e no conteúdo – de afirmação da impunidade e do privilégio. Na democracia, a forma é tão importante, quanto o conteúdo das ações. Aquele foi apenas mais um momento de acobertamento do abuso de poder, do uso indevido de recursos públicos, do clientelismo nepotista e autocrático, do desprezo pelo eleitor, da ausência quase absoluta de accountability revelada pela própria ausência de termo equivalente no vocabulário português. Os parlamentares brasileiros e os presidentes não se sentem obrigados a prestar contas de seus atos a seus eleitores.
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Temos dar a resposta a esses canalhas no voto. Já que é para ter alguém da PF no Senado representando São Paulo, eu trocaria Tuma por Protógenes sem dor na consciência.
Ah, e as lambanças do PMDB só me fazem dormir tranquilo por ter me recusado a votar no Quércia para senador em 2002.
Pedro Dória, se o Paulo Duque com sua própria atitude corporal, a desordem do plenário, o atropelo das formalidades, o desprezo pelos ritos democráticos, tivesse acatado as representações contra o Sarney como ele seria retratado pela mídia? Como um suplente sem votos, ou como um herói que ajudou a limpar o senado?
Afinal, as representações foram feitas baseadas em recorte de jornal ou contavam com a documentação mínima necessária para esse tipo de processo?
André, se as representações fossem acatadas, o Sarney seria investigado. Teria oportunidade de provar sua inocência. Isso é democracia.
Tô com o André. Não foi essa mídia de sempre (FSP, O Globo, Estadão, etc etc etc.) que ajudou a eleger o Sarney? Agora ele é calhorda? Façam-em o favor… Calhorda ele sempre foi.
Logo, Inútil, ele não deveria ser investigado?
A diferença aqui é muito simples: alguns querem poupar os calhordas, por que agora eles estão do lado “certo”. Outros querem que caiam todos os calhordas, e o nível da política suba. Eu estou no segundo grupo.
Poderes imperiais para um indivíduo que sequer tem seus poderes legitimados pelo voto.
Por que não, realizar aqui também, a discussão da proposta unicameralista? A discussão ja acontece no biscoito fino, assim como no meu blog.
Mídia? Gente… a opinião no link leva a um blog.
Baixa a paranóia, vai. Isso não tem nada a ver com mídia. Tem a ver com o Senado e seus costumes.
E, Inútil, que mídia ajudou a eleger o Sarney? A do Amapá?
“Os votos do PT no Conselho de Ética do Senado decidirão o futuro de José Sarney (PMDB-AP) e Arthur Virgílio (PSDB-AM) -ambos podem responder a processos que resultariam em cassação de mandato, informa reportagem da Folha desta sexta-feira.
O PT tem três senadores no conselho: João Pedro (AM), Delcídio Amaral (MS) e Ideli Salvatti (SC). Para aprovar ou rejeitar os recursos contra as decisões de Duque são necessários oito votos. A oposição já conta com cinco”.
Vamos ver o que vai prevalecer no PT.
A oportunidade de resgatar os velhos valores do partido (existiam pelo menos no discurso) ajudando o Brasil a se livrar destas duas figuras nefastas da política nacional ou sua doutrina atual de compromisso com a corrupção.
Pedro, acho que você está sendo brando demais ao abordar todo esse caso sobre Sarney, seria porque protegê-lo é essencial para Lula e as eleições ano que vem?
Caro Pedro, me expressei mal. Quis me referir à eleição do Sarney pra presidente do Senado.
Caro Paulo Roberto Silva, não acredito em melhoria dos quadros no Senado e na Câmara. Não com o tipo de eleição que nós temos, em que a campanha custa uma fortuna e o sujeito acaba pegando dinheiro com empreiteira, banco, lobista, latifundiário… Acho que até são eleitas algumas exceções - e o Protógenes que vc citou será uma delas, mas o grosso dos representantes vem dessa massa formada por dinheiro, interesse e lobby. Talvez o voto distrital resolvesse isso em termos… realmente não sei.
o Arthur Virgílio é réu confesso. Deve renunciar ou ser cassado. A mídia devia ter feito todas essas denúncias quando da eleição para a presidência do Senado, quando Sarney poderia ter sido derrotado. Mas a única medida séria é extinguir o Senado.
De uns tempos pra cá tudo é culpa da mídia. é como se as pessoas não tivessem condições de pensar por conta própria e fossem todas, absolutamente todas, incapazes de avaliar e fazer julgamentos próprios a partir mesmo do que veem na mídia. Mas será que a mídia tb não reflete o que as pessoas - ou pelo menos a classe média dominante - quer ver? é uma indagação mesmo, não é uma pergunta retórica.
Qto ao caso específico do Sarney/senado, pra mim, como cidadã, pouco me importa. Eu estou adorando ver o Sarney todo enrolado e essa sujeira sair de debaixo dos carpetes da casa.
Inútil, também acho que precisamos de uma reforma política para tirar o poder dos cafagestes, mas não quero esperá-la para fazer as mudanças. Acho que algumas mobilizações podem levar a classe política a acordar, como não reeleger nenhum senador que seja candidato em 2010 (por mais que eu goste do Mercadante).
A mídia só teve acesso ao que acontecia no Senado porque houve uma briga pelo poder depois da eleição de Sarney. Se soubesse antes, teria publicado. Até porque, a maioria dos colunistas apoiava Tião Vianna, que era inclusive o candidato da bancada do PSDB.
Unicameralismo seria, nesse momento, algo como discutir para onde levar Ali Babá e sua turma.
A questão colocada é sobre a atitude generalizada dos “parlamentares brasileiros e os presidentes não se sentem obrigados a prestar contas de seus atos a seus eleitores.”
A mim o post parece tocar na causa, não no efeito.
Unicameralismo é uma excelente discussão mas, para outro momento, ainda seguindo minha opinião que li os debates no Tiago Pereira, no Idelber Avelar e a posição do Antonio Cicero, além de outras fontes.
O Paulo Duque não tem que prestar conta a seus eleitores porque não tem eleitores. Deputado estadual da velha guarda do MDB no interior fluminense, ocupou a ALERJ por mais 30 anos, até ver sua base minguar. Sem voto e sem cargo, foi encaixado na segunda suplência do Sérgio Cabral nas eleições de 2002. Quando o Serginho foi eleito governador em 2006, deixou vago os últimos 4 anos de seu mandato e ainda levou para seu secretariado seu primeiro suplente: Régis Fichtner. Soubrou uma vaguinha na câmara alta pro velho Duque. Alguém acha que ele vai fazer alguma coisa que não seja fazer o jogo sujo pra cúpula do PMDB?
Rodrigo, vc está sugerindo que estou sendo ‘brando’ com o Sarney para proteger o Lula?
Companheiro, eu estou legalmente sob censura por causa do Sarney.
Unicameralismo, culpa da midia, viramento de casaca…
nada vale, se não se mudar o básico: conceito de ética. è apenas disso que precisamos; uma nação com um pouco mais de ética.
Chegamos a irrelevancia total:
A imprensa e irrelevante.
A opiniao publica e irrelevante.
Os bloqueiros sao irrelevantes.
vamos para a praia que o sol ja vem.
gj
Realmente, o cara vai para o Amapá, se elege com 50 mil votos ou menos e a culpa é da mídia? Abre mais uma vaga de senador para o Maranhão, com isso a bancada do Nordeste conta com 27 senadores + 1.
Sudeste e Sul juntos, não que tenham políticos melhores -vide Tuma, Ideli, Mercadante Múltiplas-Faces, Dornelles, Azeredo - porém contam com quase 100 milhões de pessoas, têm juntos 21. Essa é uma desproporção colossal.
PRS, as representações foram feitas baseadas em recorte de jornal ou contavam com a documentação mínima necessária para esse tipo de processo?
A diferença aqui é muito simples: alguns aceitam numa boa a hipocrisia e a chantagem explícita que está rolando no senado outros não aceitam. Eu estou no segundo grupo.
Pedro Dória, sei muito bem que a análise que você citou vem de um blog, mas a minha pergunta é sobre a mídia. Como estaria sendo retratado o Paulo Duque caso tivesse acatado as representações? Aliás, um senador sem voto pode decidir sobre decidir sobre o destino de um senador com votos?
Rolando a idéia de um senado é essa mesma. No Brasil ele se torna desnecessário porque a câmara já não tem uma representação linear entre população e deputados. Além de o poder central já ter muita força.
Delenda Senado! A hora de discutir a reforma completa, senao a aboliçao deste anacronismo é agora, e nao daqui a 100 anos. E deveríamos também, no embalo, acabar de vez com este estupro da democracia que sao as medidas provisórias, que o Luisquináciao ama de grande amor apaixonado - é recordista absoluto!
A macacadada nao presta contas aos eleitores porque estes elegem e depois esquecem. E a cidadania (o campeao da caravana nao era o Lula?), onde fica?
Ótimo texto do Sergio Abranches. obrigada, Pedro.
ae Doria, o Fiuza é definitivo sobre esse assunto senado. cola nele q vc nao passa fome…
André, vc não deve ter percebido ainda mas o que foi publicado em jornal saiu de documentação do Senado.
Vc e a velhinha de Taubaté são os únicos que acham que o Paulo Duque estava sendo sincero, que sua argumentação tinha qq preocupação jurídica ou que algum senador acreditasse nisso. É evidente, companheiro, que para iniciar uma investigação basta a sugestão de que algo errado tenha sido feito. É para isso que servem investigações. Ninguém sugeria condenar sua Excelência com recortes de jornais. Só investigar o que todo o Senado já sabe ser verdade.
Mas, não… Sarney é de todo inocente e não merece ser investigado.
Pedro Dória, onde foi que eu afirmei que o Paulo Duque estava sendo sincero ou que o Sarney não devesse ser investigado? Caso você não tenha notado, existe um ponto de interrogação depois do que eu escrevi. O que eu li na mídia (não me culpe se a informação estiver errada), é que por um tal artigo vinte e alguma coisa do regimento é preciso anexar algum tipo de indício na representação. Se o Paulo Duque falou cascata que se dê o link para o regimento, mas ao invés disso a mídia prefere dequalificá-lo como senador sem votos. Além disso, se precisasse ser honesto para usufruir das firúlas jurídicas não existiriam advogados.
Muito mais interessante é discutir a candidatura Marina, discussão que não pegou aqui, mas que está esquentando em outros espaços da blogosfera
Eu acho que o sarney e outros políticos, o estadão e outros jornais são emblemas do passado, já morreram e não sabem
Quem duvida que o país seria melhor se eles desaparecessem
Já imaginaram um mundo sem a Folha, sem a Globo, sem o Estadão, sem os diários associados, como seria melhor!
Eu quero é o futuro!
O futuro vai ser necessariamente melhor, rebbit?
Que bom, discussão da política nacional. Nada contra os 347 posts sobre o mundo lá fora, mas prefiro o nosso daqui. Sobre o Sarna, Sarney, infelizmente, creio que ele continuará desgastadíssimo, mas em seu devido lugar. Tudo porque temos eleições em 2010 e o apoio do PMDB para o PT é fundamental para Dilma. Lastimável tudo isso!
“Pedro Doria 8/7/2009 - 16h53
André, vc não deve ter percebido ainda mas o que foi publicado em jornal saiu de documentação do Senado.
Vc e a velhinha de Taubaté…”
Pedro, ô Pedro, cê tá passando um atestado de incompetência (não que eles não sejam) à oposição? Quer dizer que Artur Virgílio, Geresaiti, e demais senadores (s) não têem assessoria jurídica para orientar como formar um processo ou petição ou representação…André a velhinha de taubaté têm outro endereço agora…
PD,
O Paulo Duque não é do PDT, mas do PMDB.
simone
eu não sei se o futuro vai ser melhor, mas que pelo menos seja diferente
Não tem nada a ver com a mídia? “Me engana que eu gosto”.
Ficam os questionamentos:
- O Mântra que ainda não foi respondido: Por que, só depois que o Sarney (com o apoio da oposição) ocupou a Presidência do Senado, a mídia se deu conta de que ele, um velho oligarca dos mais atrasados do país, que está aí não faz pouco tempo,deve deixar a Presidência?
- Por que com tal empenho não se age do mesmo jeito com os demais Senadores envolvidos? Inclusive os da oposição? Tem jatinho, tem ato secreto, tem locupletação dos cofres públicos, coisinhas erradas pra todo gosto.
- E por que não está na agenda dessa mesma mídia as esculhambações que ocorrem, bem ali pertinho, debaixo dos narizes das sedes, no Governo do Estado de São Paulo, sobre casos com a Alston, CTIs de teconologia, bingos e caça-níqueis, entre outras “cositas mas”. Será que o Serra está blindado?
E não vale aquelas notinhas nas páginas do meio, lá no cantinho, escondidinho e envergonhado, ou aqueles títulos “breves e efêmeros”, tipo: dois pro Sarney, um pro Virgílio; dez pro Sarney, meio pro Virgílio; Vinte pro Lula falando bobagens e abraçando o Chavez (ou o Collor), unzinho pra possível, remota, quase mentirosa e farsante alegação de irregularidades nos contratos da Alston.
Por sinal, como está a cobertura da mídia sobre a posição do Sen. Simon em relação à Yeda Crusius lá no RS?
Sei, a mídia está preocupada com os “costumes” do Senado…
Não consigo imaginar por que um sujeito de quase 75-80 anos como o Sarney, que já foi de tudo na política nacional, já conquistou terras, casas, apartamentos, dinheiro, indústrias, fábricas, empresas, rádios, TVs, jornais, enfim, tudo aquilo pelo qual um calhorda luta para desfrutar na velhice, o que um sujeito desse ainda faz se metendo nessas confusões, nesses meandros, brigando, tendo que discutir e se aborrecer com meio mundo pesado, quando poderia estar apeanas usufruindo de suas conquistas?
Deve ser o tal vício do roubo. O cara não rouba porque precisa, mas porque está tão acostumado a roubar, que não se vê fazendo outra coisa na vida. Esse vai infartar e morrer lutando pelo seu direito de ser ladrão, não importa qual seja o fruto do roubo. Só importa o direito de roubar.
O Sarney não é uma pessoa comum.
Aceitem.
O proprio presidente da Republica defendeu esse ponto de vista.
Adoro esse povo que vem aqui defender o Sarney e atacar a “mídia”, essa misteriosa entidade. Mas fazer o quê né? O Lula mandou a gente gostar do Sarney, então agora a gente gosta!
Acho perigoso o poder de processar alguém SOMENTE com base em recortes de jornal. Pelo preço da imprensa atual fica fácil providenciar algumas notas, matérias e até manchetes.
É muito poder em mãos de trombadinhas.
O fato do Kojak Karioka ter engavetado as 11 não impede que a oposição levante e reúna as provas necessárias e apresente uma nova denúncia.
Alias, onde estava o tal do Demostenes?
Advogado, membro do ministério púbico, ex-secretário de segurança, e com tudo isso, deixou passar essa infantilidade? Mui amigo.
Acho que o Artur deveria pedir algumas explicações.
Fico abismado em ver que alguns comentários acreditam que nas próximas eleições esses nomes que causam vergonha ao senado brasileiro não serão eleitos. Essas “pessoas” estão no senado porque tem poder político regional incondicional. Seja ele pela ignorância de alguns eleitores ou pelos benefícios que alguns eleitores recebem. Fundamentalmente a democracia no Brasil não existe simplesmente se resume em reunir o maior numero de pessoas que não se importam e comprar o numero que falta para ser eleito. Esse é o processo democrático no nosso país. Até o dia em que conseguirmos fazer aquela parcela majoritária do eleitorado brasileiro se importar não vamos obter sucesso, nem ao menos decência na casa dos nossos “representantes”.
…e o Brasil acorda igual a ontem, mais uma vez… daqui a a pouco , provavelmente apos um novo post, todos vão esquecer tudo isso… as próximas eleições só vão afirmar a “cultura política nacional” de sempre…
… não há luz no fim do tunel…
A mídia-oposição é um partido político. Não tem registro no TSE, mas tem agentes no Senado. E é lá, naquela casa (que muitos consideram despicienda), que ela exerce parte importante do seu poderio. A mídia-oposição por não ser partido não tem siglas, ou, pelo contrário, tem duas: o PSDB e o DEM.
Articulam seus interesses políticos com vistas a 2010 e à candidatura Serra (por enquanto). Todos os seus articulistas, juntos com seus senadores, estão a postos para minar ao máximo a candidatura Dilma. O Sarney é o entrave maior, “é a rainha, duas casas a frente do rei” que o Lula colocou, na prática da realpolitik, das alianças espúrias que, embora necessárias, nenhum governante parece estar muito interessado em acabar. Diriam: é suicídio político!
A mídia-oposição também concorda com isso. Mas ela tinha uma arma, outrora mortal: o monopólio da verdade. Dessa forma chegava-se à opinião pública, sensível aos apelos histriônicos, bem elaborados e de uma lógica irrefutável, apresentados sob a forma de senhos franzidos dos apresentadores dos telejornais a bradar jargões indignados como o “isto é uma vergonha!”, casoyano.
Assim como os governantes da vez se acostumaram a costurar alianças espúrias, a mídia se acostumou à seletividade das acusações, ao sabor dos interesses políticos, travestida de defesa da verdade e do interesse da sociedade. Ambos erram naquilo que é o objetivo comum: o projeto de poder.
Não, a mídia não é isenta! Ela tem lado, e esse lado não passa de maneira alguma pela prática do bom jornalismo. E é por isso que a cada dia ela perde a credibilidade e “consumidores”, e sim, graças a Deus!, o monopólio da verdade.
Bom dia!
E o bicho tá pegando!
1. O caso Alston vai dar problema pro PSDB paulista: mas a mídia não deu manchete
2. O Governador de Brasília capitaliza o seu banco com o dineiro do SUS!!!, mas a mídia não deu manchete
O ministério público, até o paulista, está agindo
A mídia está fazendo política
O caso de Brasília é passível de impeachment
O caso da Alstom vai arrastar muita gente
Mas a mídia acha que o problema do brasil é o Paulo Duque
Zbigniew,
apesar do nome, escreve com uma clareza e um bom senso a toda prova.
Só posso dizer que concordo com seus pontos de vista.
Caro Pedro, tenho mais respeito pelo mais fisiológico dos senadores do que pelo acadêmico que vem desfiar sua cartilha didática porque seu time perdeu uma partida. A regra tem razão de ser, é impedir que por manobra de qualquer das partes abarrote-se a pauta do conselho de ética. Como toda regra pode ser desvirtuada, se é esse o caso no momento cabe discutir, mas com argumentos pertinentes, inclusive com a defesa política da opção partidária. A propósito, esse Sr. deveria abster-se de colocar na boca do eleitor seus preconceitos de burocrata do saber.
viomundo.com.br/voce-escreve/o-editor-da-wired-e-o-futuro-da-midia-impressa/
“Talvez a mídia deixe de ser um emprego e se transforme num hobby”
Em entrevista à “Spiegel”, Chris Anderson, editor-chefe da revista Wired de tecnologia e cultura, discute o desafio da Internet à imprensa tradicional, os novos modelos de negócio na web e porque ele prefere ler o Twitter a um jornal diário.
Spiegel: Sr. Anderson, vamos falar sobre o futuro do jornalismo.
Anderson: Esta será uma entrevista muito tediosa. Eu não uso a palavra jornalismo.
Spiegel: Tudo bem, e quanto aos jornais? Eles estão em maus lençóis tanto nos Estados Unidos como no resto do mundo.
Andersn: Desculpe, eu não uso a palavra mídia. Não uso a palavra notícia. Não acho que essas palavras signifiquem alguma coisa hoje. Elas definem o mundo editorial do século 20. Hoje, são uma barreira. Elas estão bloqueando nosso caminho, como uma carruagem sem cavalos.
Spiegel: Quais palavras você usa?
Anderson: Não há outras palavras. Estamos numa daquelas épocas estranhas em que as palavras do século passado não têm mais significado. O que notícia significa para você, quando a maior parte das notícias é criada por amadores? São as notícias vindas de um jornal, de um grupo de discussão ou de um amigo? Eu simplesmente não consigo pensar numa definição para essas palavras. Aqui na Wired, nós paramos de usá-las.
Desculpem colocar citação aqui, mas é que a entrevista do editor da Wired é sensacional!!!
vale a pena acessa-la, ainda que a fonte seja o Azenha que muitos aqui não consideram
mas como o que importa é a mensagem e não o mensageiro…
Em vários exemplos de democracias (nenhum perfeito, diga-se), parte da mídia tem posição. Defendem o governo ou são oposição.
Há o eterno exercício de entender as mensagens das duas posições e concluir com uma terceira.
Quando veículos passam da informação para a desinformação, como alguns já passaram, a perda de credibilidade é um preço natural. Aos poucos morrem de suicídio pelas doses da cicuta da mentira.
Deu na Folha.
Li no Nassif
Vejam o que disse o Gilmar:
“Claro que não há censura. Trata-se de uma decisão judicial, que ainda é um ato monocrático do juiz e precisa ser analisado mediante recurso”, afirmou Mendes.”
Confesso que me surpreendeu.
O que causa estupor é o fato de que 11 representações contra José Sarney foram simplesmente arquivadas. Será que uma e tão somente uma dessas onze não mereceriam ao menos entrar na pauta de debates e discussões?
Com isso, o presidente do Conselho de Ética numa só tacada, ofereceu ao Brasil e ao mundo o perfeito e irretorquível retrato quadridimensional, sem qualquer sombra ou resquícios de dúvidas, de que a imoralidade e o corporativismo se impõem numa democracia leviana e impunemente praticada em nosso país.
E por quanto tempo ainda, voltamos a indagar a mesma inquirição enigmática da esfinge brasiliana: QUE PAÍS É ESSE?
Será que só o exercício obrigatório do voto, é suficiente para retirar do poder homens como esse Paulo Duque e todos os seus conselheiros?
Não seria necessário agora, nesse mesmo instante, exigirmos mecanismos legais de intervenção popular para expulsarmos rapidamente do poder representantes extemporâneos mumificados? Ou vai continuar tudo a mesma coisa década após década, não importando qual partido ou alianças conjuminados mandem e desmandem à revelia e diante de nossas caras apatetadas?
Ah…que raiva!!!
Rabbit (46) (8/8/2009 - 10h50),
Não penso que Chris Anderson esteja certo sobre o futuro do jornalismo, mas, sem ter formação como jornalista, dentro de minha capacidade, é o que eu escolhi para fazer como hobby nos meus últimos 20 anos. Antes, aproveitando provas sem importância para deitar falação, depois nos comentários para colegas de trabalho, fazendo análises para justificar uma ou outra ação no setor de trabalho e agora nos blogs em assuntos de meu interesse.
Não vou falar aqui neste post, mas aqui no blog do Pedro Dória se você der um oi lá no post “Em tempo” de 23/07/2009 ás 10h50 eu lhe arranjo uma obrigação que você poderá cumprir como se dá conta de um bom hobby. Não aproveitei a oportunidade que tive de lhe repassar a obrigação no comentário (1334) que eu fiz para o seu comentário (1317), (Na época com numeração (1306)), mas não faltarei na próxima vez.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 08/08/2009
Ok, Clever
e a Marina, heim?
não é melhor falar dela do que dos Sarney, um dos quais aliás é figura de proa do PV?
Patriarca, agradeço a deferência.
O Pax (47) diz que a mídia tem lado, tem posições, o que é comum em todo regime democrático. E é verdade.
É nos editoriais que ela exerce este seu direito (coisa que no Brasil, só a Carta Capital teve coragem de fazer, ao declarar sua posição favorável à candidatura do Lula). Entretanto, esta posição não pode, de forma alguma, influenciar na forma como uma notícia deve ser dada.
Se assim não for não se está praticando jornalismo, mas sim política. Passamos a ter “panfletos proselitistas” de várias naturezas, e, no Brasil, um fenômeno mais interessante, que é a tutela das consciências.
Esse “negócio” do Senado não é uma coisa simples, como querem fazer crer. É complicado. Não passa só pelo roubou, bota pra fora. Tem muito mais coisas por trás disso, e nenhum dos lados que se engalfinham é santo.
Cabe à sociedade não se deixar manipular, tutelar pelos “consensos fabricados”, sob pena de ser cúmplice com todos esses desmandos que se cristalizaram no Parlamento e na política brasileira.
Interessante.
Cada vez mais me pego pensando o que quero de um político majoritário nas esferas federais, nas estaduais, nas municipais e os ditos “proporcionais” nas mesmas esferas.
E cada vez menos consigo responder.
Estas próximas eleições vão ser complicadas…
E a mídia-oposição resolver pegar pesado contra a governadora do RS.
Porque será que a mídia oposição está querendo derrubar a YC?
Sangraal no # 50: Gostei muito de ler seu comentário. Bem escrito, vai direto ao ponto.
Apesar da nossa impaciência, estupor, revolta e mesmo desespêro, tudo irá continuar do mesmo jeitinho, pois nenhum politicanalha é doido de dar poderes ao povo de tirá-lo de lá. Os tais “mecanismos legais de intervençao popular para expulsar rapidamente do poder” político safado simplesmente nao existem. O que existe para atingir este objetivo é o que se chama de revoluçao popular. No Brasil?!?
Por outro lado imaginemos o Congresso brasuca aprovando uma lei que permitiria o “recall” de um político mentiroso e safado. Jamais!
Tem muito incendiário de cabeça baixa. Fora da linha de tiro.
Estou começando a desconfiar que já rolou um “acordão”.
Se minha suspeita se confirmar será uma pena.
Vai tudo voltar ao que era.
Tem um selo pra você no Diário de um Liso…olha-lá!
;)
Engraçado que esses notícias sobre Alston, Metrô, que envolvem políticos do PSDB, DEM, PQP! etc. eu costumo ler na mídia tradicional.
O que querem afinal? Que as notícias sejam gravadas em voz e colocadas em megafones 24 horas por dia?!
E no tange às eleições, estou esperando pelo voto facultativo que a própria esquerda defendeu durante décadas mas, que na chegada ao poder se esqueceu até mesmo de dicscutir o assunto…….
E quanto a candidatura de Marina Silva, pensei que depois de Lula tinham deixado de acreditar nesse tipo de herói, que vai ganhar a eleição e simplemesmete limpar a sujeira toda, acreditam na volta de um discurso
Se sair do PT par entrar no PV e se for de fato por esse partido, lembrem-se que é um tradicinoal aliado do PSDB e tem em seus quadros ninguém menos do que Sarney Filho!!!
E será de novo aquela ladainha de que ela no poder não pode fazer o que queria devido aos interesses imperialistas, das classes dominantes, da campanha contra que a mídia faz e bla, blá, blá, blá de sempre.
E com o PSDB e Sarney Filho, renovação pouca é bobagem. E uma Marina Silva só, mesmo com Gabeira “Passagens para Deputados dadas para a Filha”, não faz verão ….
correção: “…acreditam na volta de um discurso da época da fundação desse mesmo PT que está aí.”
Em um otimo filme de vampiros recente (30 dias de Noite)…os monstros usam um humano para preparar sua entrada na cidadezinha do Alaska, que fica as escuras durante um mes inteiro no auge do inverno. Nao preciso descrever as intençoes dos sanguessugas quanto aos moradores né? Seu agente infiltrado espera ser bem recompensado por sua traição. Quando o vampiro-senador-mor o encontra, escuta suas reinvindicações e sumariamente torce seu pescoço e o joga num canto como um trapo. Mas tudo isso é so pra citar a frase do lider ao eliminar o fantoche…”tem gente que acredita em cada coisa”…
sempre penso nisso quando vejo “bem pensantes” comentado em blogs sobre corrupção de politicos
e dizendo coisas “sensatas” como: - vamos dar o troco nas urnas…ou temos de renovar o congressso, temos de votar consciente, temos de pesquisar a vida dos candidatos e coisas bacanas assim…aí nao dá para não pensar…”tem gente que acredita em cada coisa”….rssss
Caramujo, quando vemos situação como essa na políticalha brasileira e nos sentimos impotentes e enojados, chegamos até a sonhar o quase impossível. Você tem razão, jamais o congresso, por si só, iria permitir-se apontar uma arma sobre sua própria cabeça e nem uma revolução popular poderíamos esperar. E ainda, que esperemos uma nova geração de políticos que, a curto prazo, venha incorporar um salto mágico de qualidade, colocando ordem na casa.
E como não existem essas botas mágicas de sete léguas, vamos continuar os mesmos passos da tartaruga, obrigados a engulir os imorais, e vê-los sorridentes, mentirosos e caras de pau, entrevistados pela mídia também sorridente, desejosa de audiência.
O coronelismo, por exemplo, você sabe, com suas dinastias e poderosas ramificações, é ainda a mesma pele sintética, secular e pegajosa, que não conseguimos descolar da política, sob qualquer regime que o Brasil já provou.
E lembro com inveja que na Inglaterra, e se não me falha a memória também na Alemanha, candidatos a cargos políticos que sejam empresários, se vêem compulsados a renunciar de seus cargos ou poderes privados das empresas, delas se desligando enquanto durar a representatividade política, e somente cinco anos depois de terminados seus mandatos é que poderão reassumir seus cargos empresariais. Dura lex sed lex!
Abraços.
Caros, sou pesquisadora de Relações Internacionais e membro da Anistia Internacional. Estou aproveitando o espaço desse blog bem frequentado para divulgar nosso novo projeto. Por favor, precisamos da ajuda de todos para ajudar a salvar as mulheres grávidas da Nicaragua.
Visitem meus blogs e se interem do assunto, não vai demorar nem 10 minutos. Se quiserem emails do governo da Nicaragua deixem comments que eu responderei.
Obrigada a todos! Espero vocês!
http://humanrightsjournal.blogspot.com/
http://passodecaranguejo.blogspot.com/
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Li no Josias que já existem tratativas.
“Foram ao gabinete do líder do PT Demóstenes Torres (GO) e José Agripino Maia (RN), líder do DEM.”
Pelo visto já estão asfaltando a estrada que leva ao “acordão”. Se o Sarney cai, alguém da oposição também vai ter que cair.
O candidato mais à mão é o Artur.
Aí tudo se acalma com certeza. Já descobriram que o teatro da “defesa da ética” está causando muito prejuízo. Precisam descobrir um novo disfarce, um novo marketing. Talvez a defesa da produtividade. Ou da racionalização do sistema.
De quebra podem reaver o controle do circo que ficou nas mãos dos limpadores de jaula. Os domadores e ao equilibristas vão brilhar novamente.
Nossa chance, como sempre, é que surjam novos palhaços, que como todos sabem, adoram ver o circo pegar fogo.
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Julgamento no conselho de etica ( tanto na camara quanto no senado) e’ como aqueles julgamentos nos presidios em quem se decide qual presidiario sera morto para demonstrar que ali tem “diretoria”.
Chato, o rei do brasil. Basta ler um livro para saber o que a nossa midia e’ capaz. Por favor, nao me digam que a coisa e’ diferente hoje.
Dória,
Você está acompanhando o Sergio Abranches em seu erro palmar. Não há que se falar em “direito imperial”, quando se trata de mero juízo de conhecimento. No caso, sem fazer juízo de valor a respeito da decisão do Paulo Duque, o mesmo não conheceu das denúncias, que considerou ineptas, o que está dentro das suas atribuições, negando seguimento ao processo.
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Uma das hipóteses é restringir a uma única acusação.
Devem estar consultando advogados para escolher qual fará menos estrago. Tem que ser algo aparentemente imoral mas que não seja de fato ilegal.
Assim livra o acusado e de quebra também livra a cara do resto que, digamos, praticou o mesmo ato. Nesse contexto, o que o Artur fez vai atrapalhar muito. A ginástica para livra-lo vai ser cansativa.
Rabbit (52),
Não tenho muitas expectativas com relação a capacidade política de Marina Silva para liderar e arregimentar forças em prol de uma idéia de mudança mais profunda na política brasileira. O PV se encontra hoje, nos estados da federação, dominado pela turma do José Serra. Aqui em Minas Gerais ele está nas mãos do Vittorio Medioli, um anti-lulista ferrenho. No Brasil, o PV apóia o governo, mas apenas para ter as benesses e não por ideologia. Daí que não considero despropositada a idéia que li no blog do Luis Nassif de que a candidatura da Marina Silva tenha sido lançada para dividir o apoio a Dilma Rousself. Penso, entretanto, que no segundo turno a Dilma sairia ganhando se houvesse essa divisão e a estratégia divisionista me parece ser mais um tiro no pé. O que não seria a primeira vez que a oposição se disponhe a dar um tiro pela culatra.
Há mais tempo, quando o blog do Luis Nassif era o projetobr, eu mandei uns comentários para dois textos dele na aba de economia (Um intitulado “A arte de governar articulando” de 16/05/08 às 08:00 e o outro intitulado “Propostas para a Amazônia” de 15/05/08 às 08:00. Se se chegar até o web/blog/6 que é a aba do blog em economia chega-se aos textos pelo histórico no mês). Ali, sem defender a Marina Silva, eu fazia um contraponto à avaliação de Luis Nassif sobre a capacidade de gerência da Marina Silva. O Luis Nassif elege alguns como grandes gerentes e outros como maus gerentes. Para Luis Nassif, ele faz essa eleição por critérios técnicos, do qual ele seira possuidor. Eu insisto em dizer que nós não temos esta capacidade. E a nossa avaliação é ideológica. Há um livro recente “Management Rewired – Why feedback doesn’t work and other surprising lessons from the latest brain science” de Charles S. Jacobs que já teve duas resenhas no Valor Econônico, uma há cerca de 2 meses, se não me engano, do Financial Times e outra mais recente do BusinessWeek (A do BusinessWeek saiu na seção “Eu & Livros, pág. 8, da edição de 16/07/2009). O livro, embora seja com base na neurociência que eu não levo muito a sério, parece-me ter bons argumentos para mostrar que há pouco de objetivo no gerenciamento.
Há, entretanto, um post recente do Luis Nassif, intitulado “Os limites do pragmatismo político” de 07/08/2009 às 11:13, em que ele faz uma análise mais elaborada da Marina Silva, da atual situação política brasileira e da possibilidade da candidatura dela. Não gosto da imparcialidade que eu considero um vazio. A maior profundidade da argumentação de Luis Nassif não significa que ele esteja sendo imparcial e também não significa que eu esteja concordando com ele. Em suma acho que vale uma lida no post dele porque há muitos pontos interessantes sendo discutidos lá. Como eu me voltei mais para análise de um post anterior intitulado “A entrevista rocambole de Giannotti” de 07/08/2009 às 08:13 em que ele discute uma entrevista do José Arthur Giannotti ao jornal O Estado de São Paulo eu acabei não fazendo comentários em “Os limites do pragmatismo político”, mas penso se tratar de um bom post para analisar as implicações e perspectivas e também as origens e razões da candidatura de Marina Silva.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 09/08/2009
Clever
não acho que a Marina venha ser uma nova Soninha, apesar de todo partido pequeno agora inventar essa de se “refundar”, de se “organizar em novas bases”, sempre buscando alguém do … PT para protagonizar esses momentos
mas acho fundamental a discussão política abordar alternativas ao pibismo, ao crescimento pelo crescimento
e para isso a Marina, como candidata, fora ou dentro do PT, teria papel importante
Inútil (4) (07/08/2009 às 12h25),
Eu concordo um pouco com você em (4) e discordo um pouco do Pedro Doria em (8) ou dito de outra forma discordo um pouco de você em (4) e concordo um pouco com o Pedro Doria em (8).
A mídia tem uma influência maior do que as pessoas pensam, mas não foi ela que elegeu José Sarney governador do Maranhão, eleição de que o post aqui no blog do Pedro Doria intitulado “Glauber e Sarney” de 09/08/2009 às 19h26 trata. Digo que a influência é maior porque em geral as pessoas acham que eleger um presidente ou um governador é fácil, Para essas pessoas Collor era incompetente e se elegeu só a custa da Globo e, portanto, é fácil a mídia eleger um candidato.
O Plano real elegeu FHC e a Globo até tentou mostrar que ela estava ajudando a eleger FHC e se ela quisesse, ela impediria que FHC fosse eleito, pois foi isso que o episódio da parabólica quis indicar. Foi uma tentativa de mostrar força por quem via o poder escapulir, pois FHC estava se elegendo sozinho.
Não foi, entretanto a Globo que elegeu Collor. Quem elegeu Collor foi o carisma dele, associado ao marketing e a rede Globo. Só o marketing e a rede Globo, no entanto, não elegem ninguém.
Era preciso entender melhor porque José Sarney se elegeu governador do Maranhão em 1986. deixo isso para historiadores. Como fatos já conhecidos penso que José Sarney tinha carisma. Alem disso pertencia a corrente da UDN que embora desacreditada com a renúncia de Jânio em 1961 ainda utilizava a vassoura da corrupção como bandeira política. Preste atenção para as palmas quando José Sarney fala em combater a corrupção no filme de Glauber. E depois todos dos estados mais pobres preferiam ficar do lado que estava próximo aos militares. É um tempo que precisa ser mais entendido. Como era já o início da ditadura militar, o processo eleitoral como formador de liderança não serve muito de exemplo, mas além de ser via eleição direta, há um histórico de José Sarney em disputa em processo democráticos que indica que ele possuía uma competência mínima que faz quase todos os políticos iguais. Só quando ocorre um Plano Cruzado ou um Plano Real e a pessoa não tem tradição de disputar cargos políticos é que não se pode garantir que o candidato tenha esta capacidade mínima.
O que aconteceu com José Sarney desde então também merece uma história bem contada.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 09/08/2009
Inútil (4) (07/08/2009 às 12h25),
Um pouco mais sobre José Sarney, mas em opinião de leigo e não de historiador está no comentário que eu enviei em 08/08/2009 às 10:52 para o comentarista Renato junto a um post no blog do Luis Nassif intitulado “A entrevista rocambole de Giannotti” de 07/08/2009 - 08:13. O comentarista Renato dizendo ter mais de 40 anos passou nos últimos tempos depois de tanto falarem mal do José Sarney a ficar com raiva do Senador. E depois ele se questionou: “O que o Sarney fez agora que ele não fez a vida inteira?”
Faço a seguir a transcrição do meu comentário referido acima:
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Renato (08/08/2009 às 03:55),
Muito bom o seu comentário acima. Há um post no blog do Pedro Doria intitulado “Império e República no Brasil de Sarney” de 07/08/2009 ás 11h16. Vou levar para lá esse seu comentário. O Pedro Doria é agora editor-chefe de conteúdos digitais. Penso que os jornalões vão chamando os seus editorialistas segundo a linha editorial que eles pretendem adotar. É claro que o setor dele é mais técnico, mas a opinião dele sobre José Sarney, como se depreende no post é a mesma do jornal.
Por ser provavelmente mais velho do que você eu tive raiva do José Sarney há muito mais tempo. Ali em 1986, por exemplo, quando através do Plano Cruzado, que não foi culpa dele, eu sei, mas teve a concordância dele para ser implementado, ou ele se mostrou incapaz de opor resistência a trupe do PMDB que queria a deflagração do Plano, destruiu-se o processo de relançamento da economia brasileira que estava então em curso.
Se o Brasil tivesse continuado com o Francisco Dornelles como Ministro da Fazenda, muito provavelmente teríamos o Brasil com o PIB da China, e o juro real muito próximo de zero.
E lá naquele período em que cresceu a minha raiva a José Sarney, pelo menos no primeiro momento, em que não se sabia que o PMDB iria ser o grande beneficiado do Plano Cruzado a mídia, em especial , a rede Globo incensou José Sarney o tempo todo. O Estadão também, pois era um jornal mais vinculado aos quatrocentões paulistas que tinham apoiado o grupo ligado ao PFL. O PFL não chegara a ser o partido de José Sarney, mas era formado pelo grupo que dera sustentação ao José Sarney para ser o vice-presidente de Tancredo Neves e mantivera esse apoio durante o mandato de José Sarney de modo muito mais firme do que o apoio do PMDB.
E mais importante, como mineiro, do nordeste de Minas, e brizolista houve uma razão a mais para eu não gostar de José Sarney. Sem o Plano Cruzado, certamente em outubro de 1986 o Rio de Janeiro teria homenageado Darcy Ribeiro, um grande brasileiro, embora eu não o considerasse uma pessoa ideal para desempenhar as funções de chefe de executivo, e eleito a ele governador do Rio de Janeiro em 1986.
Não se pode, no entanto, negar que sem o Plano Cruzado também não teríamos a mais democrática Constituição brasileira de todos os tempos e jamais a esquerda teria conquistado tanto em uma época que ela estava em retração no mundo inteiro. É claro que isso não devemos aos acertos de José Sarney, mas sim aos erros dele. Talvez a grande revolta que a grande mídia conservadora tenha do José Sarney seja o caráter democrático da Constituição de 1988. Ela permitiu que a grande massa - e isso os conservadores detestam - tivessem um pouco do naco dela no poder.
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Com alguns consertos o comentário é o mesmo que eu levei lá para o blog do Luis Nassif. Ficou faltando dizer que a candidatura de Antônio Ermírio em 1986 contou com o apoio de O Estado de São Paulo, afinal o Antônio Ermírio era um pau-de-arara quatrocentão. E ficou faltando dizer que a candidatura de Antônio Ermírio contou também com o apoio de José Sarney.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 08/08/2009
A Marina Silva é o fator político da vez. Fico com a carta de Mariza de Melo Foucher à mesma:
“Espero que não entres no jogo maquiavélico de Gabeira! A tática dele é dividir o campo aliado e dar vitória a banda de FHC. Existe no fundo um espírito de vingança, algo de jogada política interrompida ou não entendida, uma certa frustração de Gabeira. Sinceramente, se participas desse jogo político, tu estarás contribuindo para interrupção do plano Brasil Para Todos, do qual fostes co-partícipe. Fiz duas viagens com jornalistas franceses nesses últimos anos e pude ver muitos bons projetos de inclusão social jamais posto em pratica no Brasil.
Logicamente Marina, nossa bandeira de luta por um eco-desenvolvimento integrado e sustentável ainda é um desafio. Não conseguimos ter uma adesão total em nosso partido. Mas diga-me, se, com toda nossa militância de mais de 40 anos ( eu sou mais velha que você), com todo o engajamento de movimentos sociais, ongs dentro do PT, sem negar os avanços, restam ainda uma longa caminhada…
Eu te pergunto que nível de representatividade nacional tem o PV e o que ele fez de concreto em prol de nossa bandeira? Apesar de muitas decepções quem fez mais que os governos do PT nesse campo? (…)”
(Do blog “Òcio Criativo” da própria Marilza).
desculpem a pressa mas,
1) cogitar, que seja, candidatura de Marina Silva só pode ser desespero (olha q eu sou uma “verde” bem chata, mas o PV brasileiro não pode ser levado a sério, infelizmente) e
2) pra mim, essa “coisa” toda em cima do Sarney é articulada pelo próprio palácio do planalto, que o defende pra ter o pmdb na mão por causa das eleições próximas. Portanto, Sarney não cai nem vai a lugar nenhum.
3)nossa mídia é cheia de pecados, mas está melhor do que já foi há algumas décadas. A pressão do consumidor (tomara) que a faça melhorar sempre.
4)já disse em outros blogs e repito aqui: não acredito que o proclamado “fim do jornalismo” seja saudável pra sociedade (nada a ver com democracia, atenção!). o jornalismo passa por transformações como negócio (a mais drástica, na verdade) e como atividade, ao incorporar novas plataformas.
É isso. abraços
caramba..como tem gente “séria” que leva politica a “serio”…
BraZil! Zil! Zil!
Simone (74),
Concordo em parte com você. Eu também penso que o PV não pode ser levado a sério. Só que eu li esta semana no jornal “O Tempo” do Vittorio Medioli que ele também não leva o PV a sério. Ele é PV e é também PSDB. Portanto, ele dizer que não leva o PT a sério não tem o mesmo significado de eu dizer coisa igual. E assim não sei o significado de você dizer que o PV brasileiro não pode ser levado a sério.
Penso também que o inferno astral do José Sarney é articulação do executivo. É, entretanto, articulação do chefe do executivo contra o parlamento. Pode até ter outros objetivos, mas o principal é de enfraquecer o parlamento.
Veja o trecho a seguir que eu tirei do “Painel do Leitor” da Folha de S. Paulo por volta de 1997. A carta é do Deputado Federal pelo PTB-SP Vicente Carcione. Uma carta que os cursos de jornalismos deveriam ter no currículo por tratar e demonstrar a manipulação da mídia. (Já transcrevi esta carta em comentário que enviei em 24/07/2009 às 01:24 para o blog do Luis Nassif junto ao post “Globo e Abril: parceiras de empresa “fantasma”” de 23/07/2009 às 19:33 e também aqui no blog do Pedro Doria em comentário (111) enviado em 24/07/2009 às 01h40 para o post “O adeus a Walter Cronkite (1916-2009)” de 19/07/2009 às 11h29):
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“ Quem não recebe a informação correta acaba por construir seu pensamento sobre areia movediça.
O Brasil inteiro viu, na TV e nos jornais, a imagem do deputado Luis Eduardo Magalhães discursando no plenário da Câmara absolutamente vazio. No “Jornal Nacional”, após a noticia, Arnaldo Jabor, como sempre – e só isso -, atacou o Congresso.
O leitor pergunta: a informação não é correta? Aparentemente, sim. O plenário estava, de fato, absolutamente vazio. Luís Eduardo falou para ninguém. Ora, se os fatos são verdadeiros - dirá o leitor -, nesse caso não há areia movediça. Há, sim. A informação está incorreta.
1) Na sexta-feira, como em todos os Parlamentos do mundo, não há sessão.
2) Nas sextas-feiras, no plenário, não se encontra nem um jornalista sequer, uma única câmara de TV, um fotógrafo, um repórter de rádio. Simplesmente porque nada ocorre na Câmara e no Senado. Os parlamentares, na maioria, viajam para seus Estados e retornam na segunda à noite ou na manhã de Terça.
3) Luis Eduardo Magalhães escolheu – por inexplicável razão – o plenário vazio de sexta-feira para falar.
4) Mas não ficou nisso. Montou-se um esquema – por inexplicável razão – para levar à Câmara, numa sexta–feira morta, em que jamais houve sessão, equipes de jornalistas, repórteres, câmaras, radialistas e fotógrafos.
5) Mas ainda não ficou só nisso. Montou-se um esquema – por inexplicável razão – um esquema para todos os telejornais, naquela noite darem destaque à palavra de Luis Eduardo falando para o plenário vazio. No dia seguinte, os principais jornais também ressaltavam a notícia, como se fosse um fato incomum.
6) Mas não foi apenas isso. Por explicáveis razões, o cínico Arnaldo Jabor, cansado de saber que na sexta-feira os Parlamentos não funcionam, já tinha a crítica, na ponta da língua, para o seu comentário no “Jornal Nacional” naquela mesma noite.
O Congresso tem pecados suficientes. Mas é preciso inventar fatos, montar cenários e criar farsas para que o processo de desmoralização que o Palácio do Planalto vem lhe impondo seja ainda mais arrasador”.
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Naquela época, como sempre, era de interesse do planalto que o parlamento ficasse desacreditado.
Quanto a evolução da mídia eu também acredito nela, e talvez a redução do espaço da mídia empresarial seja uma manifestação da evolução, pois não creio ser possível o jornalismo ser feito como um negócio capitalista.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 12/08/2009
Clever, você deve saber melhor que eu: PV por ser minúsculo teve de se abrir pra gente que de ecologia não manja nada. Legenda de aluguel talvez seja meio forte, mas diante da ineficácia do partido, da incapacidade de crescer, fica nessa. Culpa de quem? De quem tá lá, é claro! Os caras são muito fracos. Eu assisto a propaganda do PV e me pergunto “quem são essas pessoas?” “de onde vieram?”. Eu, q leio jornal, leio blog, sou interessada em meio ambiente. Que dirá o dito cidadão médio.
Qto ao sarney, se como pensamos a articulação parte do Planalto, mas é pra enfraquecer o legislativo (na sua opinião), aí é muito grave. Assustador. Eu ainda penso que é “só” uma questão eleitoral pra ter um partido de joelhos.
Rabbit (70)(8/9/2009 às 19h47),
Era para mandar antes esse comentário para você, mas perdi o local onde eu o deixei arquivado. Agora pensando em responder a Simone voltei a encontrar o texto original e assim só com os acréscimos de finalização envio-o para você.
Ao dizer pequenas as chances eleitorais de Marina Silva, eu não pretendia dizer que ela estivesse errada, mas que era uma empreitada difícil alguém se destacar no Brasil se não for de São Paulo e São Paulo vier unido ou não tiver o apoio de um governo nacional popular. A popularidade de um candidato não garante a correção das teses desse candidato ou do governo que o apóia e muito menos garantem a correção das teses de um candidato, as coincidências delas com as nossas ideologias.
Em meu comentário (1208) de 7/30/2009 às 20h33 para o post “Em tempo” de 23/07/2009 às 19h25 aqui no blog no Pedro Doria eu discuto um pouco sobre essa questão do PIBismo x defesa do Ambiente.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 08/09/2009
Simone (78) (12/08/2009 às 21h44),
Aproveitei para mandar para Rabbit um ponto que eu também queria comentar com você. Assim vale ver o meu comentário (79) de 08/14/2009 às 13h57.
Antes de falar sobre esse ponto que o comentário de Rabbit e o seu me troxeram à lembrança, faço a seguinte correção no meu comentário (77) aqui no post enviado em 12/08/2009 às 13h55, pois houve um erro por ato falho ou por outra razão qualquer. A frase “Portanto, ele dizer que não leva o PT a sério . . . .” deve ser corrigida para: “Portanto, ele dizer que não leva o PV a sério . . . .”
Quanto o fato do PV ter sido assaltado por outras correntes, penso que constitui problema que se apossou de todos os partidos. Talvez só o PT se mantém mais firme, mas desconfio que no interiorzão haja muito político de direita tomando conta do partido. De todo modo, embora sem ser petista, voto praticamente só no PT para o legislativo (Para o Executivo eu votava no Brizola e aqui em Minas Gerais e em Belo Horizonte eu votava de acordo com a realidade do momento) por querer que o meu voto seja para alguém da esquerda e com o qual eu compartilho um mínimo de idéias comuns. Por enquanto, o partido me dá esse nível mínimo de segurança. Tenho divergência com o PT em relação a crença de algumas correntes do partido na possibilidade de construir o processo democrático em um modelo não capitalista no mundo de hoje. Em meu entendimento só daqui uns cinqüenta anos talvez se tenha essa realidade. Em minha opinião há ainda muito o que se explorar do sistema capitalista.
Outro partido que é mencionado como sendo um partido mais coerrente é o PSDB. Ocorre que o PSDB nasceu como um partido de esquerda e hoje só tem de esquerda o grupo que o fundou. Um Geraldo Alckmin não é de esquerda, embora não seja de direita. Mas a maioria dos eleitores do PSDB é de direita e no futuro os quadros formadores do partido consistirão de figuras com o matiz muito de direita.
O PV antigo não era de minha preferência porque embora eu seja defensor do meio ambiente eu penso na questão do desemprego como sendo a maior praga para uma sociedade. A minha resistênica ao PV era e é eles colocarem o meio ambiente acima de tudo. Eu mencionei o comentário (79) de hoje, 14/08/2009 às 13h57 que eu enviei para o Rabbit porque lá eu faço referência à discussão sobre o PIBismo x defesa do ambiente que eu trabalhei um pouco em meu comentário (1208) de 7/30/2009 às 20h33 para o post “Em tempo” de 23/07/2009 às 19h25 aqui no blog no Pedro Doria. Aliás, o primeiro comentário em que eu me posiciono aqui no blog do Pedro Dória sobre a discussão PIBismo x defesa do ambiente foi o de nº 118 enviado em 02/04/2009 às 18h03 para o post “A entrevista de Lula na Newsweek “ de 01/04/2009 às 13h26.
A candidatura da Marina Silva deve ser bem vinda pelo PV mais autêntico, pois isso levará o PV a se aproximar mais do que ele deveria ser. Não foi surpresa para mim que o Vittório Medioli tenha se manifestado contra essa possibilidade.
Não se pode pretender que a candidatura da Marina Silva salve o PV, mas creio que melhorará bastante o perfil do partido. De todo modo, pelo que você disse sobre não levar o PV de hoje a sério, penso ser razoável admitir que as nossas idéias sobre o PV são parecidas.
Quanto à articulação para enfraquecer o Legislativo, eu concordo quando você diz que se ela existir ela é grave. Eu penso que ela existe. Não a vejo, entretanto, como um problema que ocorreu especificamente no governo Lula. Ela existe em toda a América Latina e ela é antiga embora a reeleição tenha aprofundado o uso dos meios de comunicação para enfraquecer o Legislativo. Essa articulação não tem condição de acontecer nos Estados Unidos, porque o Congresso já é uma instituição historicamente forte, tanto assim que o Congresso americano reduziu a reeleição nos Estados Unidos só para um período. E também, porque, ao contrário que muitos pensam, o chefe de executivo nos Estados Unidos tem um poder menor do que o que nós os latinos americanos, acostumados com o presidencialismo imperial, avaliamos ser a realidade dos Estados Unidos. E nós nos deixamos enganar por duas outras razões. Primeiro o Presidente americano tem muito poder fora dos Estados Unidos e, segundo, porque, ainda que seja pequeno o poder interno do Presidente dos Estados Unidos, nós superestimamos esse poder ao levarmos em conta que este poder reveste o presidente da maior potência do mundo, ou como eu gosto de expressar para mostrar a importância dos tributos na construção de um Estado, avaliamos o presidente dos Estados Unidos como sendo um presidente poderoso porque ele administra a mais alta carga tributária em termos absolutos do mundo.
O desprestígio do Legislativo recebe o incentivo da mídia de forma muito acentuada. Por isso que eu, no meu comentário (77) de 12/08/2009 às 13h55, tenha trnscrito a carta do Vicente Carcione. Além disso, pela data, 1997, ficava claro que eu pretendia mostrar uma prática do período de FHC.
Não se pode esquecer da figura do Alexandre Garcia com as pegadinhas no Congresso Nacional. Acho que se iniciou na época do José Sarney e se manteve com Collor. A finalidade era deixar o Poder Executivo mais livre para adotar as políticas públicas. Não me pergunte que políticas públicas? Se as de interesse da nação (Que ninguém sabe definir o que é), se as do interesse do partido no poder, se as do interesse dos meios de comunicação, ou seja, lá o que for, eu não saberia responder.
Nos outros países da America Latina a situação é semelhante porque o Chefe de Executivo possui muito poder. Com a reeleição o poder do Chefe de Executivo aumentou. E a imprensa é subserviente. Aliás, após 90 os países da América Latina acabaram com a inflação elevada que assolava a região. Para acabar com a inflação foi e é preciso aumentar os impostos. Ao aumentar os impostos os Estados se fortaleceram e com eles os governantes de plantão. E a grande imprensa capitalista, que precisa investir e, portanto, precisa tomar dinheiro emprestado para crescer, é subserviente dos banqueiros ou dos governantes. E penso que a imprensa faz o descrédito do Legislativo como uma troca, você nos concede empréstimos favorecidos que nós o incensamos e criticamos o Legislativo.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 14/08/2009
O senador (apagado) Paulo Duque é filiado ao PMDB.
vivemos atualmente uma grande crise de etica seria bom se privatizassem a familia sarney.