Liveblogging do Senado
O Estadão está fazendo a cobertura online da sessão. José Sarney deve falar a qualquer momento.
Ainda sobre o assunto:
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Agora é a vez da Câmara O Projeto de Lei para Crimes na Internet foi aprovado ontem, no plenário do Senado, quando já era tarde à... - José Sarney sem bigode José Sarney, sem o bigode, em reunião da cúpula da UDN em 1959. A história desta foto está contada...
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Pena que, se eu entendi direito, apenas assinantes do Estado podem comentar no live.
E Sarney resgatando AI-5 e Plano Cruzado no começo do discurso já mostra o nível do que vem por aí…
Uma crítica, Pedro: as atualizações do live do Estadão estão demorando muito, e pelo que eu estou vendo não são automáticas, é preciso ficar apertando o F5, o que é pouco prático.
winis !! be my guest !=))
Confa!
Sei lá, deu uma brecha aqui, to aproveitando enquanto dá!
\\ ladies and gentlemen, boa tarde … ouvindo aqui na redação o #mimimi de José Sarney.
Sarney, o injustiçado X a mídia perversa!
Sorte do senador ele ter gente de bem ao lado dele, como o Collor, o Renan e o ilustríssimo presidente da República.
\\ “a decisão cabe ao Senador e ele resolveu ficar no cargo” … e com esta declaração, nada mais a comentar.
Do Live do Estadão:
“18h36 - … diz Paulo Duque, … “Em suma, o STF exige qe a denúncia seja feita por recortes de jornal”. (sic)
O que escutei ele dizer foi exatamente o contrário.
Ele afirmou que o STF NÃO admite denuncia feita só por recortes de jornal.
Precisa puxar a orelha de quem está transcrevendo.
KKKKKKKKK!
E tinha gente que acreditava que o homem renunciava hoje! ahahahahahahha!
Sarney não só não vai renunciar. Ele não vai pedir licença. E se duvidar muito, consegue a cassação de Pedro SImon e Arthur Virgílio no conselho de “ética” que ele e Renan Calheiros escolheram a dedo!
José Sarney para presidente!
Pedro,
Sei que mudanças não são fáceis, mas parabéns pela novidade no Estadão.
Go!
Sou mais seus tempos de Condolezza Rice.
A “ética de supermercado”. Tira-se o Sarney porque ele é corrupto, assim como ocorreu com outros “coronés” que deram sua contribuição ao sistema “político-midiático” que mandou e desmandou neste país (mas ainda vai dar muito trabalho até largar o osso), e que, na hora conveniente, foram descartados para o “bem de toda a nação”.
Vamos ver o que o Nassif diz de tudo isto no seu ponto 3. É bom ouví-lo:
“Ponto 3 - golpe e legalidade.
(…)É aí que a porca torce o rabo. A derrubada de Sarney faz parte de uma manobra político-midiática visando desestabilizar o jogo político. Quer-se no Senado alguém que facilite CPIs e articulações que precipitem crises políticas.
Não fosse esse o intuito, não haveria a fulanização da crise do Senado em Sarney. Haveria interesse em identificar todos os beneficiários de atos secretos (não sobraria um Senador de pé), de exigir a punição de todos ou - melhor ainda - de batalhar pelas reformas no Senado.
Já tenho experiência suficiente para saber o significado de crises políticas. Afetam a vida de todos, dependendo de sua intensidade paralisam a economia, provocam terremotos no mercado, criam divisões que levam anos para serem corrigidas.(…)”.
E aí, como precisamos de heróis, também é imprescindível os vilões, para que as coisas se “acertem”.
E assim é que o nosso sistema político-midiático vai arrastando nossas instituições ao sabor de sua “desinteressada vigilância”, na certeza de que a qualquer momento é só ir alí, naquele supermecardo, e escolher a ética que lhe convier e que atrairá muitos indignados, que, depois de algum tempo, esquecerão o escândalo da vez, até que outro se suceda.
A culpa é da mídia!
Sim, claro. Não fosse a mídia golpista, direitista e reacionária, Lula jamais abraçaria Sarney, Renan, Collor, Wellington e todos esses nobilíssimos senadores defensores do império capitalista.
Lula, caso a mídia fosse decente, seria igual.
Como a mídia é corrupta e golpista, Lula precisa se defender. Em situação contrária jamais abraçaria em elogios e carinhos os acima citados como bons companheiros. Jamais. Atesto e boto quase fé.
Pela lógica, Pedro Doria é do time que faz esse pais um poço de lama e distorce o projeto de um grande estadista brasileiro.
Sabia, cariocas flamenguistas só fazem merda.
Viva Lula, abaixo Pedro Doria.
#13- Zbigniew
Vamos ver o que o Nassif diz de tudo isto no seu ponto 3. É bom ouví-lo:
“Ponto 3 - golpe e legalidade.
(…)É aí que a porca torce o rabo. A derrubada de Sarney faz parte de uma manobra político-midiática visando desestabilizar o jogo político. Quer-se no Senado alguém que facilite CPIs e articulações que precipitem crises políticas.
comentário- Sarney então é o homem certo no lugar correto. Pois, graças a seus desmandos, roubos, despotismo, ele facilita CPIs e precipita, dia sim neta também, crises políticas.
Não fosse esse o intuito, não haveria a fulanização da crise do Senado em Sarney. Haveria interesse em identificar todos os beneficiários de atos secretos (não sobraria um Senador de pé), de exigir a punição de todos ou - melhor ainda - de batalhar pelas reformas no Senado.
comentário- Claro. depois do - eu não sabia - agora vem o - todo mundo faz -
Quem fulanizou o crime foi Sarney e sua família. A filha é corrupta, o ex-marido é ladrão, o filho de sarney é ladrão e proto ditador, censurador de jornais ‘ incomodos ‘, e por aí vai….
Já tenho experiência suficiente para saber o significado de crises políticas. Afetam a vida de todos, dependendo de sua intensidade paralisam a economia, provocam terremotos no mercado, criam divisões que levam anos para serem corrigidas.(…)”.
comentário- por isso mesmo o ideal é limpar o senado. começando por Sarney, o corrupto.
E aí, como precisamos de heróis, também é imprescindível os vilões, para que as coisas se “acertem”.
comentário - ?
E assim é que o nosso sistema político-midiático
comentário- sistema do rouba que ninguém vai fazer nada…
vai arrastando nossas instituições ao sabor de sua “desinteressada vigilância”, na certeza de que a qualquer momento é só ir alí, naquele supermecardo, e escolher a ética que lhe convier e que atrairá muitos indignados, que, depois de algum tempo, esquecerão o escândalo da vez, até que outro se suceda.
comentário- o autor é francamente a favor da inesquecível frase de Delúbio,” esquece. daqui a pouco o mensalão vai virar piada de salão. “
E não esquece? No momento em que Sarney for alijado da Presidência, o que acontecerá? Nada!
Na improvável hipótese dele ser cassado, poderá voltar nos braços do povo, e isto não irá importar para a mídia e a oposição, porque ele poderá ser útil novamente.
A questão é: qual a reforma necessária? Ela é mais profunda do que a retirada do Presidente do Senado, por atos que todos, inclusive a mídia, há muito sabiam que eram praticados. Mas só agora se pronunciaram.
Então, a ética é a última preocupação dos envolvidos, inclusive a mídia. A questão é política e esbarra em 2010, não se enganem.
Eu sinto que a única chance de mudança é a crise continuar.
Se o Coronel Sarney for defenestrado agora da presidência a crise acaba. A maioria vai entrar em acordo, talvez o Artur Virgílio vá para o sacrifício, só para equilibrar as perdas.
Mas acaba aí. Nenhuma mudança nos costumes. Só vão tomar mais cuidado com as aparências.
Se a guerra continua, a chance da sujeira ser tirada de debaixo do tapete é maior. A grande fonte de informações são os funcionários do senado. Os que estão perdendo ou com raiva. Vazam por vingança talvez.
E se vazarem bastante talvez sobre alguma coisa para o Ministério Público fazer.
Se o Coronel cair a paz voltará a reinar no dia seguinte.
Não tenho ilusões.
Se Sarney cair um outro pior tomará seu lugar.
E também não tenho duvidas,a questão esbarra em 2010.
Seria bom para Lula( Dilma? )contar com os préstimos do velho canalha. Junto com Collor,o alucinado, Renan, e aquele a quem se deve beijar a mão, Jader, o atual presidente do senado poderá fazer um bom trabalho para manter o lulismo no poder.
Marco,
o jogo político está sendo jogado. Isso é no Congresso, nas Câmaras Legislativas, em qualquer lugar que se admite uma democracia representativa.
Mas até pra isso deve haver limites.
Veja o caso da Assembléia Legislativa de São Paulo. Quantas CPIs são barradas naquela Casa pela maioria governista. É do jogo.
Só que lá a mídia não se intromete, porque pra ela não é interessante. Não importa com quem o Serra esteja fazendo aliança.
E se ele for para o Planalto, vai ser do mesmo jeito.
O Lula costurou uma “aliança” de forma legítima. Não importa se o Sarney é um crápula (e ele é). Esta lá pelo voto popular e ainda é uma liderança importante no que se refere ao peso que tem no PMDB. Se com isso o governo está conseguindo anular o peso político que a oposição tinha no Senado, paciência. Isso com certeza não irá calar a oposição (e é bom que isso ocorra).
O que não dá é aceitar um mote político com a participação da imprensa com o objetivo único de acabar com a aliança. Isso está fora das regras do jogo. É duro, mas é isso mesmo!
É por isso que se diz que a ética midiática (parte dela) é de conveniência.
Zbigniew - Aceitando 100 % sua tese
1-Dá para aceitar uma aliança com um canalha.
2-Não dá para aceitar que a ” midia ” queira acabar com a aliança entre canalhas.
3- Quem decide ” o que está fora das regras do jogo?
4- Uma vez a mídia ajudou a colocar Collor no olho da rua. Estava dentro das regras do jogo, então?
Percebes que Sarney é um símbolo do atraso de uma nação? Não te dá um tênue esperança de que as coisas possam ser diferentes, caso esse velho coroné que mantém o povo de seu estado, que governa há décadas, em estado de pobreza profunda, possa ser detonado do puder?
Emfim…
enfim
“Só que lá a mídia não se intromete, porque pra ela não é interessante. Não importa com quem o Serra esteja fazendo aliança.
E se ele for para o Planalto, vai ser do mesmo jeito”.
Em 2001 o presidente era FHC. No ano seguinte seria a eleição que elegeria Lula. Estoura o escândalo do painel do Senado, amplamente noticiado pela mídia, envolvendo ACM, o principal cabo eleitoral do candidato Serra no PFL e o líder do PSDB na casa. Os dois foram obrigados a renunciar para não serem cassados, em grande parte em função da pressão da mídia.
Não lembro de nenhum blogueiro (já havia?), jornalista, comentarista ou palpiteiro defendendo os dois com a renca de argumentos furados que desfilam hoje em dia pela rede para livrar a cara do Sarney.
Não sei se é comparavel.
Na cabeça dos senadores, manter funcionário fantasma é muito menos importante que a espionagem em painel do senado.
Funcionário fantasma quase todos tem ou patrocinam.
Mas a espionagem do painel é um crime contra todos os senadores. Alias, quem não tinha acesso ao fruto da espionagem não gostou nem um pouco. Inimigos e aliados.
Era uma arma que o ACM tinha contra todos.
” O presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque (PMDB-RJ), rejeitou
quatro pedidos de investigação contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), e um contra o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), na sessão do órgão desta quarta-feira (5)…”
o que é “conselho de ética” ? de que “ética” ?
putain, parece um pesadelo verdeamarelo….
gente, essa historia de “nao se negar nada à neta” é…pqp !!
“E aí, como precisamos de heróis, também é imprescindível os vilões, para que as coisas se “acertem”.
E assim é que o nosso sistema político-midiático vai arrastando nossas instituições ao sabor de sua “desinteressada vigilância”, na certeza de que a qualquer momento é só ir alí, naquele supermecardo, e escolher a ética que lhe convier e que atrairá muitos indignados, que, depois de algum tempo, esquecerão o escândalo da vez, até que outro se suceda….”
perfeito, zbig !!
mas nao seria hora do pessoal ir pra rua e tirar o bigode do senado à força ?
tipo uma class action do povo brasileiro…o que impede ?
Boa, Confetti*
Se ele não nega nada a neta, não deveria negar também ao filho.
- Pai?
- Fala filho.
- Tem um jornalista do Estadão que está colocando uns grampos da Operação Boi Barrica no site.
- É, filho?
- É, pai.
- E o que você quer que eu faça?
- Manda prender ele, pai.
- Tá, filho.
Pedro Doria, te cuida!
Pois é, Confetti. O Conselho de Ética não é um Conselho de Ética, é um conselho político. Qual ética será discutida?!
Então vamos às ruas exigir uma mudança geral nos costumes do Senado!
Tira-se o Sarney e tiram-se todos os demais que usufruiram das “benesses” do Senado, incluindo os coniventes, pois os coniventes são também co-autores. Aí sim, as coisas estariam sendo feitas de acordo com uma “ética aceitável”, e não com aquela que nos querem fazer crer é suficiente para mudar os costumes do parlamento.
E já que estamos falando de ética, que os meios de comunicação também dêem o exemplo, e substituam os seus correspondentes junto ao Congresso, que sabiam desses fatos e jamais relataram à população.
#23.
Minha comparação foi com o comportamento da mídia nos dois casos, e por tabela com o de parcela considerável da sociedade que embora cheia de voltas, no fundo defende as falcatruas e o mandato do Sarney.
A comparação não foi com o comportamento dos senadores, embora tenho poucas dúvidas de que se o crime do sarney tivesse sido a mesmo do ACM, a tropa de choque o estaria defendendo igualmente.
Afinal, depois do mensalão não existe corrupção por parte dos amigos do rei que não possa ser justificada no Brasil.
O própio Lula já foi capaz de defender um ex-presidente da câmara num caso que tinha até o cheque compensado da corrupção. O Severino seria mais um pobre nordestino perseguido pela mídia/elite paulista.
O mesmo argumento pode ser usado para o Sarney, mas neste caso devemos ser justos. Apesar de também ser nordestino, seu habeas corpus é não ser uma pessoa comum.
Vamos Tomar as Ruas, Entao!!
Meu irmao mais velho chapou o coco na paulista para tirar o Collor de Brasilia e deu certo!!!
Vamos barbear el Bigodon!
AVANTI PROPOLI!!
Ficar na fulanização do engodo é mentir para a sociedade. É selecionar alvos de acordo, repito, com interesses outros.
Assim é que os que defendem a saída do Sarney, reconhecem que, politicamente, é importante a sua manutenção para o governo Lula e ruim para os interesses da oposição-mídia.
As mudanças que o parlamento precisa não são o objetivo final. A questão é o jogo de poder. E isso é uma verdade inexorável.
Como a questão traz em si uma vertente de corrupção, passa-se a idéia de que a oposição-mídia faz o jogo certo. E faz! Mas por objetivos outros. Sob esse aspecto fica fácil relacionar Lula à defesa da corrupção. É uma saia justa. Por isso que parte do PT não se aliou ao Presidente da República na defesa do Sarney.
Talvez aqui deva-se aplicar o “principio da instrumentalidade”, segundo o qual não importa a forma, mas sim o objetivo a ser alcançado.
É um princípio que se amolda muito bem aos interesses da oposição-mídia, e, aparentemente, ao da sociedade.
Como o problema não é de A ou B exclusivamente, mas de todo um sistema político, fica difícil entender quem defenda a manutenção de Sarney, o que também é uma posição política, de defesa do governo.
Os que defendem a manutenção do Sarney, rejeitam o poder da oposição-mídia e optam pela mudança profunda do parlamento, inclusive na sua relação com a mídia. E isso parece um contrasenso!
Para parte da sociedade brasileira é mais fácil entender que a saída do Sarney é benéfica para o Brasil, do que a reforma séria do Senado, a começar pela saída de todos que incorreram nos mesmos erros, pois a sensação é de que, com a saída do Sarney, o dever estará cumprido. Ledo engano.
Quem não ouve falar, desde tempos imemoriais, em escândalos no parlamento? Ou quem não é tentado a falar que o Brasil só vai tomar jeito daqui a uns mil anos? Que somos um país de ladrões e por isso não vamos pra frente?! Será que essas providências são realmente suficientes para o aperfeiçoamento das instituições públicas, ou estamos insistindo numa tecla de atalho que, de modo algum, resolve o problema? É pra se pensar…
Esse movimento oposição/mídia não tem por objetivo sanear o senado. O Pedro Simon e o Arthur Virgílio já deixaram isso muito claro ao oferecer anistia em troca do afastamento do Sarney. Esse jogo de controlar o legislativo para abafar CPI é antigo, funcionou no governo FHC e funciona no governo Serra em São Paulo. E a mídia não faz carnaval por causa disso. A hipocrisia faz parte da política, é bem aceita por inocentes e mal-intencionados, mas não deveria ser praticada pela mídia.
Problema não me parece ser fulanização, mas relativização sobre corrupção (em todas acepções do verbete) da casa do povo.
Pouco me importa se é uma opinião da situção ou da oposição, o que me importa é - o que me parece ser - a realidade dos fatos:
Sarney, Renan, Collor e uma turma que a sociedade não suporta mais está com a bola toda, mandando e desordenando uma casa que deveria representar federativamente o povo brasileiro.
Não representa. Tão simples quanto isso.
O processo de renovação desse tipo de parlamentar é lento, por mais decepções que tenhamos com o episódio, de certa forma saio com otimismo. A repugnância causada em boa parte da sociedade terá, acredito, consequências no momento de renovação de boa parte da casa, ano que vem.
Tomara que sim.
Conselho de étitica.
Pax, você está errado. Sarney, Renan e Collor foram eleitos, não por nós paulistas, mas foram eleitos. Sarney, Renan e Collor não mandam no Senado, existem outros 78 senadores. Quem são eles? O que estão fazendo? O que já fizeram? Você acha que criar repugnância à política é saudável para a sociedade? Eu não.
Que papo é este de tomar a presidência do Senado?
Oras, se cassarem o Sarney haverá outra eleição para a presidência da casa.
Esse é o lado bom da coisa, Pax. A maturidade da sociedade se dá pelo exercício do voto, pela renovação das cadeiras do parlamento, e pela capacidade de não mais se deixar tutelar por interesses, no caso específico, políticos-midiáticos.
É um processo lento, principalmente no nosso país, em vista das amarras que conhecemos: a pobreza, a educação e os costumes (políticos).
Já a relativização se dá pelos maus costumes reiterados. E eles só são reiterados porque não se vai ao fundo do problema. A saída do Sarney, ao contrário do que muitos pensam, ao invés de combater, só reforça tais costumes, porque não se deixa ir a fundo no problema, alimentando um sistema pernicioso que é interessante ao jogo de poder.
Com isto, de uma certa forma nos tornamos “pragmáticos”, assim como os poderosos também sabem sê-lo. É assim que funciona. Não é um conceito absoluto, mas é mais ou menos assim: A economia vai bem, o Sarney é corrupto. O Lula apoiou o Sarney. Mas o FHC também. E como ele chegou à Presidência do Senado? A oposição não sabia disto antes? E eles não apoiaram o Sarney para a presidência? Sabe de uma coisa? É tudo ladrão! Mas a economia vai bem…
não faz sentido existir um senado no Brasil.
Deveriamos aproveitar a crise e extinguí-lo.
O resto é paliativo.
André,
Muito ao contrário. A sociedade precisa gostar de política, precisa votar e cobrar. Leia de novo o que escrevi.
Maturidade implica que o voto seja facultativo……
Para que serve mesmo o senado brasileiro? Alguém aí pode responder honestamente, sem papo furado professoral estilo Zbniniew?
Zbigniew: Você é professor de filosofia? Ou de ciências políticas por acaso? Seu papo está muito relativista e condescendente, diria “patronizing”, um termo inglês que define melhor suas intervençoes.
Vejam só esta: “…Com isto, de uma certa forma nos tornamos “pragmáticos”, assim como os poderosos também sabem sê-lo. É assim que funciona.”
Pragmáticos? É assim que funciona… É um processo lento… Que papo furado! Somos conformistas, mermao, senao covardes. Boiada marcada e caminhando a êsmo.
Diga: Quem nao deixa ir a fundo no problema? Quem fará a reforma séria no Senado? Lula, Dilma, Serra, Ciro, os senadores, você? Nem dentro de mil anos!
Diz o Pax: “A repugnância causada em boa parte da sociedade terá, acredito, consequências no momento de renovação de boa parte da casa, ano que vem.”
Aposto uma boa grana com você, Pax, que nada se renovará, tudo ficará do mesmo jeito. Boa parte da sociedade tornou-se “pragmática” (vide o Zbigniew); “é assim que funciona”, afirma o professor.
m.a. ta com ciume de zbig…:-)))
Pax, admiro seus esforços contra a corrupção, você não é daqueles que só reclamam e anelam que se cada um fizesse sua parte…
Mas no seu comentário você diz que Renan, Collor, Sarney e cia. não representam federativamente o povo brasileiro. Pelo atual sistema político eles representam sim, pois foram eleitos.
Você diz também que a repugnância causada em boa parte da sociedade terá consequências no momento de renovação de boa parte da casa. Normalmente, a única coisa que fica dessas campanhas da mídia contra a corrupção é esse sentimento de repugnância amorfa que faz com que os eleitores desistam da política ou votem no caçador de marajás da vez.
Caramujo,
Não vou apostar dinheiro, não nos conhecemos pessoalmente. Talvez, a guisa de papo de blog, aposte simbolicamente uma cerveja.
Minha aposta: alguns desses velhos representantes do coronelato não serão reeleitos. E, pelo que entendo, parte disso será por conta desse nojo causado por esses episódios.
Do ParlamenTurismo ao Coliseu de escândalos do Senado, tudo contribuiu para que a sociedade civil voltasse a se preocupar um pouco mais com a qualidade dos que os representa. (reforço o “um pouco mais”)
A imprensa tem um papel importante nesse processo, foi quem apontou a maioria dos escândalos. No episódio do turismo congressual, o site Congresso em Foco foi capaz de pautar toda a mídia em abril/março. Nesse episódio da divulgação dos grampos da Boi Barrica, o Estadão, enfim.
De engatinhada em engatinhada, a democracia anda.
Na Folha de hoje (06/08/09)
“Oposição diz que discurso “técnico” a desarmou
VALDO CRUZ
FÁBIO ZANINI
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
…
Ao final, tucanos comentavam que pela defesa de Sarney, tecnicamente, não há fatos que possam levar à cassação do seu mandato. Mas insistiam que a questão é política e dependerá da evolução da crise nos próximos dias e da posição de aliados dele no Conselho de Ética.”
Ou seja, tecnicamente não há fatos.
Mas politicamente podemos derrubar o cara.
Interessante. E dizem que é uma questão de ética.
André,
Você tem razão, o que eu disse ficou ambiguo.
Uma coisa é o de direito e outra é o de fato.
De direito eles representam sim, você tem toda razão.
Mas, de fato?
A sociedade, ou uma enorme parte dela, vai na valsa, ao sabor do vento, ou dos currais eleitorais. Mas quando se cansa de ouvir e ouvir sobre a política praticada por exemplares desse modelo, uma hora aprende. Demora, mas aprende. Volta a errar e tenta de novo. Democracia não é um processo barato.
Pra aliviar um pouco o ambiente…
Caramujo , cuidado com as apostas do Pax. Eu ganhei uma garrafa de vinho dele (nem me lembro mais porque) e ate’ agora nao recebi. Se bem que nunca mandei pra ele meu endereco nem apareci no Brasil pra cobrar… ;-)
Por mais patético que tenha sido o espetáculo de ontem, era esperado, de certa forma. Tudo foi preparado para conduzir àquele resultado, sem esquecer a nomeação daquele Kojak senil para presidente do Conselho de Ética. Ora, ele já havia declarado antes que somente crimes graves, como homicídio caberiam julgamento.
De toda forma, concordo com o Pax no sentido de que houve sim, um custo político para o Senado e que talvez, isso se traduza nas urnas, embora demore. Afinal, o ACM, o dono da Bahia, não se reelegeu, némêss?
Verdade que também liderava um estado comparativamente rico em contrate com o Maranhão, o Amapá e Alagoas. Mas caiu.
ACM caiu porque atentou contra os outros senadores, mas nunca nem balançou no cargo por todas as vezes que atentou contra o Brasil. E na queda ele não levou o Agaciel Maia nem as práticas nefastas dos senadores.
Caramujo,
o que tu queres? Que saiamos batendo em tudo e em todos. Não é relativismo. É a realidade.
Chamar de ladrão, cafajestada, esculhambação, empulhação, zorra, tudo isso é senso comum, cara! Temos que sair disto. É difícil, mas de uma forma ou de outra a gente aprende a pensar.
Práticas reiteradas de corrupção toleradas pela mídia-oposição (neste sentido mesmo) “atenta” são a regra neste país. Eu quer ver é a gente sair disto.
A mudança da mídia-oposição está a caminho.
O PD está lá. Foi chamado para ajudar a achar a solução para o grande problema. Como caminhar para a era eletrônica e manter, ou não perder, ou não diminuir tanto o faturamento.
Se conseguir indicar um bom caminho, e tem talento para isso, assumirá uma boa parcela de poder.
E aí poderá introduzir algumas mudanças. Ele sabe quais.
Oyez, oyez, Confetti!
O Zbig tá precisando de baixar umas Salinas no gargalo. Quem sabe fica menos condescendente e professoral?
Pax: “A imprensa tem um papel importante nesse processo, foi quem apontou a maioria dos escândalos.” Sim, de fato. Mas, segundo o professor Zbig, é “oposiçao-mídia”. Daí, inválida, senao “golpista”.
“De engatinhada em engatinhada, a democracia anda.” É… anda, mas nao vai a lugar algum. Anda em círculos, sobretudo em Banânia. Na terrinha de Macunaíma, seu otimismo me fascina.
Reitero (e quem sabe o Zbigniew responde?): Para que serve mesmo o senado brasileiro?
Caramujo, pra que serve o Senado brasileiro?
Aí já é outra história. A idéia do unicameralismo está aí. É bom que seja debatida.
Olha, tem hora para tudo. Pra pensar, pra debater e pra fazer acontecer. Reza a prudência que sigamos nesta ordem.
E é bom que este circo esteja armado, uma vez que, em tempos de internet nada será como dantes.
O Boi Barrica é uma manifestação tão bacana lá do São João maranhense
Não precisavam ter dado esse nome à operação da PF
Agora, gente, essa os golpistas já perderam; ninguém, a não ser os “indignados úteis gabeiristas” (citando o Mello), ninguém tá nem aí para a destituição ou não do Sarney…
Arrisco dizer que o povão concorda com a visão de que é melhor ele ficar lá para não atrapalhar o Lula
Mas a justiça tá andando: Yeda Crusius começa a dançar, Maluf tá perdendo mais um pouquinho de dinheiro, as licitações da prefeitura de SP vão causar problemas para Kassab/Serra,o Fernando Sarney vai dançar mais cedo ou mais tarde…
A imprensa está completamente desacreditada
pesquei isso no site di senado.gov.br
” A Polícia do Senado Federal é o primeiro órgão policial brasileiro a utilizar a arma não letal “TASER”:
A arma que paralisa o agressor com a emissão de ondas paralisantes “T” passa a fazer parte do novo instrumento de trabalho dos policiais do Senado Federal. A diferença entre o disparo de uma arma de fogo comum e o da pistola TASER é que o agressor continua vivo e consciente depois do disparo, porém fica paralisado por alguns segundos.
Leia a reportagem completa. Clique aqui….”
:-))
isso tbm vem do site do senado.gov.br….comico !!
” SÚMULA No 397
O poder de polícia da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, em
caso de crime cometido nas suas dependências, compreende, consoante
o regimento, a prisão em flagrante do acusado e a realização do
inquérito. “
“…desses velhos representantes do coronelato não serão reeleitos….”
Disseram isso do Collor e Severino Cavalcanti. E voltaram com tudo o que tem direito.
“..Yeda Crusius começa a dançar, Maluf tá perdendo mais um pouquinho de dinheiro, as licitações da prefeitura de SP vão causar problemas para Kassab/Serra,o Fernando Sarney vai dançar mais cedo ou mais tarde…..”
Faltou gente aí, sempre esquecem de algum companheiro(a):
“Quarta-Feira, 05 de Agosto de 2009 Máfia da merenda financiou políticos
Testemunha diz que ex-prefeita Marta Suplicy recebeu R$ 1 mi de cinco empresas para tentar se reeleger ”
E que dance o mais rápido possível. E ja vai tarde……
Confetti, não entendeu que a A Polícia do Senado Federal tem um único propósito: emtrar para o Guiness Book como a polícia mais aparelhada e que menos trabalha no mundo ?!?!
Confetti: O TASER é uma arma muito controversa. Tem causado muitas mortes nos EUA e outros países que aprovaram sua utilisaçao. Só em 2009, desde o início do ano, policiais usando Tasers já mataram 25 americanos. Isto é, até 21/7. Vem mais por aí. A maioria das vítimas nao estava armada e poderiam ter sido subjugadas “no braço”, sem utilisaçao do Taser.
Nao vejo porque policiais do senado brasileiro teriam necessidade de portar um Taser. Vá no google, entre taser e verá…
m.a….it’s a hint ! :-))
A próxima implantação “Jornada nas Estrelas” do Senado será a utilização do teletransporte entre os senadores e suas residências/currais eleitorais para economizar com passagens aéreas e poder gastar essa economia em outras coisas.
Espero que não estejam pensando em mandato vitalício com clonagem para permanecerem “ad eternum” no poder…..
Ou mudamos o senado ou acabemos com ele.
Os senadores representam o que?
Vejamos:
Regiões Norte e Nordeste:
PIB: 19%
População: 36%
48 Senadores, equivalente a 59%
Regiões Sul, Sudeste, e Centro Oeste
PIB: 81%
População: 64%
33 Senadores, equivalente a 41%
Penso que os Senadores representam a si mesmo. Dos dez ultimos presidentes do senado, 9 sairam das regiões Norte e Nordeste. E tambem dominam as comissões que decidem para onde vai uma grande parte dos recursos da União.
Sarney se elegeu com 100 mil votos, um senador por São Paulo precisa de 7 milhões. Que representatividade é esta?
Já passou da hora de mudar isto.
Antonio M.: Espero que entre uma mosca, ou uma ratazana, no teletransporte junto com o senador….
Imagine uma ratazomem de bigodao saindo do outro lado! Você viu o filme “The Fly”?
Ei, pessoal: Já que o Pedro Doria nao muda o disco/post ultrapassado (o discurso do SirNey já era, e o bigodudo tá mais forte do que nunca), que tal transformer isto aqui num open?
#62
Já ouviu falar em um bicho qeu vive escondido em praias arenosas, medem de 2 a 20 centímetros e tem o nome de corrupto?! Se entrar desses com os senadores no teletransporte corremos o risco de surgir um monstro invencível que rouba muito e que curte uma vida boa no litoral.
Seriam imbatíveis, melhor nem pensar nisso…..
Off topic: alguem pode explicar por que o twitter tá fora do ar desde manhã, será o Sarney?
Klaus no 61: Sua proposta é como música aos nossos ouvidos.
Mas como mudar? É necessário convocar uma Constituinte para começar a discutir o assunto. E de Constituinte a politicanalhada nao quer nem ouvir falar. Em suma: O país e seu povo é refém dos escroques políticos membros do seleto clube da cosa nostra, aquele para quem o Estado é propriedade da família. Piores que hienas, nao largam o osso nem a pau.
Quem sabe o Luisquinácio, que adora medidas provisórias, poderia passar uma, permanente, abolindo para sempre o Senado? Ah… mas tem que ser aprovada pelos senadores…. É… morreu na praia.
Rapaz, o Brasil é um Estado mafioso, de norte a sul, de este a oeste. Um domínio de fanfarroes. Como mudar isto? A Itália nao conseguiu, porque Banânia conseguiria? Talvez o mui ponderado Zbigniew possa propor uma soluçao que seria aceita por todos? Ele tem resposta a tudo, ou quase…
# 63: Seria o bicho uma “lula”? Cruz-credo!
Alba no #47: O Toninho Malvadeza, vulgo ACM, nao “caiu”, morreu. Se nao, ainda estaria a aporrinhar os brasileiros. Já imaginou, hoje, o sucesso da dobradinha SirNey/ACM, com o apôio irrestrito do Luisquinácio?
Incrivel essa subita descoberta das safadezas do Sarney pela Folha, Estadao, o Globo, PSDB e DEmos.
Caro Caramujo, também não sei ao certo como mudar.
Mas, começar a ensinar como é formado e como funciona o senado é um começo.
Outra hipotese: pode ser um plebiscito.
Os defensores do Lula não vivem dizendo que ele é “obrigado” a se juntar com esta “mafia” pra poder governar?
Oras,com esta popularidade e com a “mídia golpista” mostrando dia a dia os podres do senado, porque o Lula não coloca esta questão num plebiscito e se livra de uma vez desta corja?
Desconfio que ele goste mesmo é da companhia, de Barbalho, Collor, Sarney, Renan, etc…
Talvez o próximo presidente tenha culhões pra colocar esta questão na mesa.
No caso de presidenta, não haverá culhões, mas que ela pode bater o pau na mesa pode. :)
Caramujo, não tenho ilusões de que o Sarney caia, mas de fato, o ACM não conseguiu se reeleger, talvez porque governasse um estado com um padrão de modernidade, digamos assim, muito maior do que os confins em que mandam os caciques de sempre. E ele foi muito poderoso enquanto pôde, inclusive como Ministro das Comunicações de Sarney, se não estou enganada. André, os tempos eram outros. Há sinais de mudança, lentos, mas sinais.
E finalmente, concordo em que o Senado é desnessário, uma despesa inútil para a nação. Quando esta discussão for posta, mesmo truncada e lentamente, já será um avanço.
William no #68:
Meu caro, dia mais dia menos alguém tem que botar a boca no trombone. A mamata dessa gentalha tem que acabar. E, apesar dos pesares, a mídia brasileira, ao revelar, ao fio desses anos, os escândalos escondidos debaixo do tapête, tem sido exemplar. E também o Ministério Público. Só que ninguém vai pra cadeia nem devolve os milhoes que roubou. Tá tudo livre e lesto como passarinho. Ah! Se fosse nos USA… tava tudo em cana. Pelo menos isso os USA tem de bom, e a politicanalhada lá tem a decência de renunciar por muito, mas muito menos, qunado surpreendida com a mao na botija. Lembra daquele senador xereta - Newt Gingrich ou algo parecido - algoz do Bill Clinton? Pois é, o virtuoso preacher foi flagrado papando uma prostituta…
Nao é “súbita” nao, William; é que antes a impunidade imperava totalmente e absolutamente, apesar das denúnicas da mídia. Mas já começa a ruir, graças à mesma mídia, perdao, “oposiçao-mídia”, palavrinha cunhada pelo Zbigniew. Pena que levou tanto tempo! Mais de 500 anos para ser exato. Cabe agora aos eleitores levar a limpeza adiante, mas nao ponho muita fé nisto nao. Eleitor brasileiro tem memória de passarinho.
Ô Klaus: Se começar a ensinar como é formado e como funciona o nosso senado, a turma exigirá que as portas sejam lacradas e o recinto reduzido a cinzas com uma meia-dúzia de bunker-busters americanas. Aquelas bombinhas, conhece? E a Ilha da Fantasia de lambuja; nao fará falta.
Klaus: Falando de “presidenta”, a única que poderia “bater com o pau na mesa” era aquela alogoana do PSOL, que metia mais mêdo nas nossas digníssimas excrescências políticas que o Tinhoso em pessoa. Ou a acreana do ex-meio ambiente, despachada sem cerimônia pelo Luisquinácio, amiguinho das motoserras e dos banqueiros. Ou quem sabe, incompetentes como somos, nao poderíamos pedir emprestado a Bachelet do Chile? Aquela tem “pau” pra bater; sou fanzaço dela.
Alba: Você tem razao. O ACM perdeu a crista com o Itamar topetudo, mineiro valente que mandou passear o baiano safado quando este veio fazer chantagem com ele.
Reitero, no seu rastro: Pra quê Senado? Vários países do mundo aboliram o Senado e sao unicamerais, incluindo a Grécia e Japao. E funcionam nuito bem. É evidente que o Senado de Banânia é uma questao de privilégios da cosa nostra, da oligarquia que adora nepotismos, corrupçao e a perpetuaçao no pudê.
Alba e Caramujo.
O ACM renuncoiu em 2001 para não ser cassado e recuperou seu mandato nas urnas em 2002.
Porém perdeu muito da sua força política. Até porque foi para a oposição.
Não conseguiu eleger o prefeito de Salvador em 2004, nem o governador em 2006.
E morreu melancolicamente num dia que ficou conhecido como “o dia que a Bahia não parou”.
Primeiro comunicado do comitê de desobediência civil:
Pô, Doria, não vai ter open não?
Cangaceiro de terceira é um expressão que descreve razoavelmente o Renan. Já cangaceiro de primeira caberia ao Collor, o chefão do cangaço.
Esses senadores nordestinos entendem de cangaço.
Deixa o pau comer que é melhor.
No meio do empurra-empurra pode ser que descubra mais maracutaias. Um xinga de “coronel” e o outro xinga de “cangaceiro”. Se esquentarem a cabeça bastante podem fazer alguma barbaridade.
Quem sabe surja mais alguma informação que permita alguma ação do Ministério Público.
Se a coisa acalmar eles vão acabar fazendo acordo. E aí tudo vai novamente para debaixo do tapete. Se a briga das quadrilhas continuar é melhor pra nós.
se fosse nos estados unidos, a “associaçao dos cangaceiros” ia fazer um processo por difamaçao ! e ganhariam certamente ! naquela vibe de politicamente correto….
Excertos da representação do PMDB contra o Sen. Arthur Virílio. Interessante para se observar como são as “práticas” dos nossos representantes, e que, com certeza, não se resumem ao nobre Senador:
“(…)
07. Por parte.
II – AS CONDUTAS INDECOROSAS E ANTIÉTICAS
- A orgia com dinheiro público
08. Pondo em prática escabrosa manifestação de generosidade com dinheiro público, o Representado abrigou em seu gabinete quatro pessoas de uma mesma família. Nomeou em cargos de elevado padrão remuneratório os três filhos do amigo Carlos Homero Vieira Nina, seu subchefe de gabinete - então candidato a diretor-geral do Senado - e filho de um ex-aliado político no município de Parintins (AM): Guarani Alves Nina, Tomas Alves Nina e Carlos Alberto Nina Neto. Comenta-se que parte dos valores recebidos teria sido repassada ao Representado e essa suspeita precisa ser tirada a limpo por esse Conselho de Ética.
09. Esclarecedora reportagem publicada na edição 2068 da Revista Istoé, em 1º de julho de 2009 (documento 03), revelou que o sortudo Carlos Alberto Nina Neto morou na Espanha recebendo seus confortáveis vencimentos, por autorização do Senador Arthur Virgílio, fato confirmado no discurso pronunciado em 29 de junho de 2009. O servidor auferiu até mesmo gratificação por horas extras não trabalhadas.
(…)
15. O experiente Senador Arthur Virgílio define como mero equívoco o fato de autorizar (“autorizado por mim e só por mim, responsabilidade minha e apenas minha”) um ocupante de cargo de provimento em comissão a afastar-se de suas atividades para estudar no exterior, sem prejuízo dos vencimentos (“Esse é o equívoco do qual me penitencio, porque esse equívoco não é pouco”).
(…)
17. De fato “esse equívoco não é pouco”. A conduta, dolosa e gravíssima sob todos os aspectos, consistiu na autorização pessoal do Representado para que um servidor de seu gabinete, de nome Carlos Alberto Nina Neto, fosse estudar e morar na elegante cidade de Barcelona, na Espanha, recebendo vencimentos integrais e, agora sabe-se, acrescidos de gratificação por serviços extraordinários, resultando num prejuízo de R$ 210.696,58 (duzentos e dez mil, seiscentos e noventa e seis reais, cinquenta e oito centavos) para os cofres do Senado (documento 04).
(…)”
O coronelismo é mesmo uma prática perniciosa, da qual os Sarney são exemplo máximo na atualidade. Vocês lembram do caso do juiz Jorge Moreno? Vale a pena lembrar. Do blog do Gilberto Lima, citando a Carta Capital:
“Sob a ira dos coronéis
POR LEANDRO FORTES - Carta Capital - 03/04/2006
NO ESCURO - Premiado por defender os direitos humanos, o juiz Luís Jorge Silva Moreno quis levar luz elétrica aos grotões do Maranhão. Foi afastado por uma rápida orquestração.
(…)
A história do juiz Jorge Moreno é um pequeno retrato de como as elites nacionais reagem com quem mexe em seus currais eleitorais. Juiz titular da comarca de Santa Quitéria, Moreno recebeu, em 2004, um prêmio da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, reconhecido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), da ONU, por ter comandado a erradicação - único caso no Brasil - do subregistro civil de certidões de nascimento no município onde trabalha. A ação, no entanto, desagradou aos políticos do grupo de Sarney e aliados da oligarquia local, a ponto de se ter iniciado uma campanha persecutória que culminou com o afastamento do magistrado pelos desembargadores do Tribunal de justiça do Estado. “A emissão de certidão de nascimento sempre foi uma moeda de troca nas eleições”, denuncia Moreno.
O pecado capital de Jorge Moreno, em princípio, foi o de garantir certidão de nascimento para os brasileiros de Santa Quitéria (30 mil almas no Semi-Árido maranhense, onde 12% não tinham registro civil algum). Mas ele também ousou colocar a mão em uma cumbuca de 300 milhões de reais destinados ao Maranhão pelo programa Luz para Todos, do governo federal. Ao assumir o cargo de juiz do município, em 2004, uma das primeiras providências do magistrado foi a de dar andamento a uma ação civil pública do Ministério Público Estadual contra a Companhia Energética do Maranhão (Cerrar), logo depois de sua privatização. O MP acusou a empresa de prestar maus serviços ao contribuinte local. Apenas em multas, a Cerrar devia 12 milhões de reais.
Para resolver o problema, o juiz Jorge Moreno fechou um acordo, em 2005, que incluía uma obra de ajuste em todo o sistema de fornecimento de energia elétrica de forma a garantir a participação de Santa Quitéria no programa Luz para Todos, junto com outras 20 comunidades da região. Foi quando o Tribunal de justiça agiu pela primeira vez: suspendeu a multa da Cerrar no meio das negociações. Mas não houve prejuízo, porque o acordo já estava feito. O magistrado, então, estabeleceu um cronograma de cadastramento. A int romissão iria lhe custar caro.
Em 29 de janeiro de 2005, ele foi convidado pelo então coordenador nacional do programa, João Ramiz, para participar da inauguração da rede elétrica, dentro do Luz para Todos, no distrito de Lagoa Seca, próximo a Santa Quitéria. Chamado a discursar, lembrou que as prioridades do programa deveriam ser determinadas pelos conselhos comunitários, e não por políticos, haja vista que 68% das residências da região não terem energia, até então. Lembrou, ainda, que no Maranhão há 300 mil famílias (1,5 milhão de pessoas) sem luz elétrica, em pleno século XXI.
Além disso, 10 mil escolas maranhenses funcionam sem energia, como se ainda estivessem na Idade Média. “Isso bastou para que alegassem que eu tinha exacerbado as minhas funções”; disse.
De fato, o programa Luz para Todos (orçamento de 2,6 bilhões de reais para 2006) está totalmente controlado pelo senador José Sarney. De sua bolsa de aliados do Maranhão ele indicou o ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau, o diretor nacional do programa, José Ribamar Lobato Santana, e o coordenador estadual maranhense, Luiz Adriel Vieira Neto. “Por causa disso, quem está fazendo as inaugurações do Luz para Todos no estado é o PFL”, reclama o juiz Jorge Moreno. No Maranhão, o PFL é controlado pela senadora Roseana Sarney, filha do senador.
Em seguida ao discurso do juiz, orquestrou-se, então, uma série rápida de ações. O deputado estadual Max Barros, do PFL, entrou com uma ação disciplinar contra o magistrado no TJ. O relator do caso foi o desembargador Milhão Vasconcelos Gomes, sogro de outro desembargador, Jamil Gedeon Neto, indicado por Roseana Sarney. Contou com a ajuda e o entusiasmo da desembargadora Nelma Sarney, casada com Ronaldo Sarney, irmão do senador. Max Barros, autor da ação, foi secretário de governo de Roseana.
Na votação em plenário, o juiz perdeu por 7 a 6. Na liminar concedida pelo CNJ, o relator do processo, conselheiro Eduardo Lorenzoni, conclui que o afastamento de Jorge Moreno foi ilegal. Isso porque a Constituição estabelece que as decisões administrativas dos tribunais devem acontecer em sessão pública, e as punições só podem ser aplicadas pelo voto da maioria absoluta dos membros da corte.
Moreno, além de ter sido afastado de forma irregular, nem sequer foi notificado oficialmente do ato. Um dia, foi trabalhar e tinha uma juíza substituta em seu lugar.”
“Os votos do PT no Conselho de Ética do Senado decidirão o futuro de José Sarney (PMDB-AP) e Arthur Virgílio (PSDB-AM) -ambos podem responder a processos que resultariam em cassação de mandato, informa reportagem da Folha desta sexta-feira.
O PT tem três senadores no conselho: João Pedro (AM), Delcídio Amaral (MS) e Ideli Salvatti (SC). Para aprovar ou rejeitar os recursos contra as decisões de Duque são necessários oito votos. A oposição já conta com cinco”.
Vamos ver o que vai prevalecer no PT.
A oportunidade de resgatar os velhos valores do partido (existiam pelo menos no discurso) ajudando o Brasil a se livrar destas duas figuras nefastas da política nacional ou sua doutrina atual de compromisso com a corrupção.
Zbigniew no # 80 e 81:
Excelente. Sobretudo o # 81, patente exemplo de feudalismo que ainda vigora no norte e nordeste do Brasil.
O povo brasileiro tem que reagir e se livrar desses baroes feudais - será que conseguirá? E quem disse que os dinossauros desapareceram da face da Terra?
E onde está, hoje, o juiz Jorge Moreno? (o artigo é de 2006). Espero que nao tenha sido executado…
O Conselho de Ética come da mao do SirNey. Já absolveu o oligarca (um pobretao quando foi eleito pela primeira vez e construiu um império com os impostos do trabalhador brasileiro) antes mesmo que seja julgado…
Procurem no site do Estadão para ver como foi tratado esse caso do juiz Jorge Moreno. Terão uma surpresa.