No tempo da censura
Houve um tempo em que a censura à imprensa, no Brasil, era política de Estado. A TV Estadão fez este documentário que segue a respeito – é um bocado interessante.
Ainda sobre o assunto:
- Começou a censura à Internet
na campanha eleitoral de 2008 Lei é o diabo. Regulamentação de lei, idem. No início deste ano, o ministro Ari Pargendler, do TSE, soltou a... - Censura à marcha da maconha A Marcha da Maconha, marcada para se realizar nos dias 2, 3 e 9 de maio, em 14 cidades brasileiras,...
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- Sobre o que é censura e o que podemos dizer Há uma boa discussão acontecendo no post sobre a censura ao Weblog. Acho que algumas questões valem ser trazidas à...
- Era tempo O STF definiu, agora, todo jornalista é jornalista. Jornalismo, perdoem os companheiros de profissão que discordam, é uma forma de...



eu !
so pra nao perder o habito !
=))
o Estadão não deve ser impedido de divulgar nada. Mas também não deveria ter condenado a divulgação das fitas que atingiam Daniel Dantas.
O Estadão foi bastante incoerente.
Desde que levantaram a censura minha avó desaprendeu a cozinhar. Naquela época, sempre tinha uma receita nova no Estadão.
pb kkk*
E os poemas que sempre eram publicados pela metade. Agora entendo de onde surgiu a poesia concreta.
( desculpe os off pd…assunto sério…pode deletar ))
Não vi, não verei e não gostei!
Eu tb não vi. O censor mandou cortar.
Eu fico pensando: os repórteres do Estadão passam o dia sentados, tranquilos até que: tchan, tchan, tchan… aparece uma fita de uma gravação sigilosa da família Sarney
Puxa, que sorte, que coincidência… vamos publicá-las, já que as ganhamos de mão beijada!!!
É claro que não é assim, né , gente
Os repórteres incidem em crime sim, pois SÃO ELES QUE VÃO ATRÁS DAS FITAS QUE LHE INTERESSEM NAQUELE MOMENTO!!!
Provavelmente oferecem dinheiro ou outras vantagens a suas “fonte$$$”
Será que não há nenhuma fita comprometendo Serra, Kassab, Tasso Jereissati, os Mesquita, o bispo Hernandes, Demóstenes Torres, Gilmar Mendes, Daniel Dantas?
Não há esquema de vazamento de fitas: o que há é uma máfia de compra de gravações
Quem disse que denúncias contra os Sarney são serviço público? Que brasileiro não sabe disso?
Isso é “cachorro morde o dono”, é chover no molhado
Lembro daqueles curso de marketing: que produto a empresa tal vende?
O Estadão, como outros jornais, vende qualquer coisa, mas com certeza não é informação
Essa história do censura me lembra uma brincadeira infantil, não lembro o nome, era como se fosse uma variação da cabra-cega.
Joga-se assim: uma fila de meninos e meninas alinhados de costas pro muro. À frente o jogador e o árbitro. O árbitro, com as mãos tapa os olhos do jogador e vai perguntando “é esse? é essa? é esse? é essa?…” apontando para os meninos enfileirados, até que o jogador escolhendo um, indica uma fruta. A fruta, maça, uva, pêra, laranja é a prenda, e corresponde a abraços, apertos de mão, beijos no rosto. Dependendo da criatividade, pode chegar a salada-mista. O bom da brincadeira era ser amigo do árbitro, com a pressão dos dedos ele podia controlar a visão do jogador.
Rabbit, existe sim esquema de compra e venda de fitas, mas ele não é financiado pelas redações. São os grupos de interesse que pagam pela informação, e levam aos jornalistas para que as divulguem.
Do ponto de vista da guerra interna dentro das máfias, esses vazamentos são uma excelente forma de chantagem e de pressão. Geralmente, uma fita vaza com o objetivo claro de queimar algum inimigo que já foi amigo no passado.
Agora, do ponto de vista da imprensa, isso não importa. É quando os bandidos brigam entre eles que as informações aparecem. Quando ela chega ao jornalista, a avaliação é feita a partir do interesse público. Ou não é de interesse público saber o que o Sarney faz com dinheiro público?
Rabbit, se aparecesse uma fita com gravações do Dantas, você seria a favor da publicação? Eu as avaliaria da mesma forma que avalio as fitas do Sarney.
Tá na Wiki. É mentira?
“Durante a República Nova (1946-1964) o Estado perfilou-se à União Democrática Nacional de Carlos Lacerda e fez oposição a todos os governos, em especial o de João Goulart. Em 1962, o diretor Julio de Mesquita Filho chegou a escrever o “Roteiro da Revolução”, procurando unir a oposição civil aos militares, o chamado “partido fardado”, que desde o início da República costumava intervir na política brasileira. Em 1964, o Estado apoiou o golpe militar e a eleição indireta de Castello Branco. Logo após o Ato Institucional nº 2, que dissolveu os partidos políticos, o jornal rompeu com o regime.”
Aí é que está o busílis!
Quem disse que o Estadão é bom julgador do que seja o interesse público? Só hoje ele soube das falcatruas dos Sarney? Se sim, isso depõe contra sua competência. Se não, isso depõe contra seu caráter.
Afinal, o Estadão teve acesso a fitas do Daniel Dantas e não as publicou!
Seja Daniel Dantas, seja Sarney, e eu detesto a ambos, não devem ser divulgadas fitas obtidas ilegalmente ou sob segredo de justiça, na minha opinião
Agora, me convencer que os jornalistas são passivos na obtenção de fitas ilegais, isso não!
É verdade. O Cláudio Abramo (A Regra do Jogo) diz textualmente: “O Estado defendia em seus editoriais todos os privilégios da alta burguesia e da classe dominante (…) sempre manteve ligações estreitas com setores militares até que, em 1961, depois da renúncia de Jânio, o dr. Julinho [Julio de Mesquita Filho] passou a se apoiar cada vez mais em Carlos Lacerda e na ala radical da União Democrática Nacional”.
Contudo, faça-se o registro que houve poucos jornais submetidos à censura prévia. O Estado de S. Paulo era um deles.
Rabbit, e quem é qualificado para avaliar o interesse público? Por isso existem jornais diferentes com abordagens diferentes. O que o Estado não dá, a Carta Capital dá. De uma forma ou de outra, o distinto público fica sabendo.
exatamente
o distinto público fica sabendo aquilo que o Estadão e a Carta Capital resolvem divulgar
o que resolvem esconder, o que eles decidem não ser de interesse público, o distinto público não fica sabendo
Esses posts lembram meu tempo de ginásio. Havia um garoto (desses brigões) que queria “pegar” (no tempo em que isso era sinônimo de surra) um colega meu. Na saída, esse colega acertou-lhe uma pedrada nas costas e saiu num carreirão. O garoto ficou xingando tal covardia. O detalhe era que esse “garoto” era uns 20cm e 30kg maior que o covarde que se recusou a um briga mano a mano.
Claro que depois do fim da ditadura todo mundo lutou contra ela, até a família Mesquita que comeu na mão dos homens. Só falta a Globo declarar como resistiu aos anos de chumbo, graças ao espírito indomável da família Marinho. De qualquer forma, é um documentário legalzinho, com fatos pitorescos da época da censura.
O Sarney também lutou contra a ditadura, no finalzinho…
Se a gente quisesse a opinião do governo, bastava comprar o Globo e o tijolo chatéssimo do Estadão, uma beleza para quem tem cachorro ou gato.
Líamos Isto É, Folha e JB, os que estavam na oposição. Essa é que é a verdade e quem viveu o período dos anos 80 sabe disso.
muito barulho sobre os grampos e tal, mas o q falam e fazem o moluscao, dilmao e trupe sao coisas muito mais escabrosas, de forma publica e notoria, do q qq dialogo ou ato desse pegos na surdina…
… inclusive aquilo q eles nao fazem, mas dizem q fazem…q nao é pouca coisa…
A censura enoja, não obstante o regime que censurava os digníssimos mesquitas fora por eles incensado quando do seu surgimento.
Quanto aos grampos, coerência de c… é r…. Se o grampo me interessa eu publico como digno do interesse público, se não me interessa, condeno como o ovo da serpente de um regime protogenético (de protógenes) que descambará na mais cruel ditatura Psolista. Alvíssaras.
Aliás, no que me diz respeito, a última grande contribuição do estado de sumpaulo ao brasil foi enviar Euclides da Cunha para cobrir a guerra de canudos. Digo a última, mas deveria dizer a penúltima, pois agora o jovem PD é editor da vetusta casa que busca novos rumos. Boa sorte ao dono do blog e tente não votar no Serra ;0)
Até os milicos lutaram contra a ditadura, no finalzinho …
Pedro Dória, você trabalha na mídia, recebe seu salário dos Mesquita (salário não é suborno) e está preso a certas formalidades das relações entre empregado e empregador. Portanto, é inevitável que certos assuntos poderão lhe causar uma saia justa. Na minha opinião você deveria pura e simplesmente se omitir. Prefiro a omissão do que postar esse documentário como resposta à discussão sobre a hipocrisia do Estadão no tocante aos grampos que podem e os que não podem.
O Estadão fez o seu, que poderia fazer parte de um documentário político sobre o que sofreram com a ditadura a imprensa na figura d’o Correio da Manhã, a Veja de Mino Carta, o Pasquim, etc..
A Folha de São Paulo apostou suas fichas na vitória do general Sylvio Frota na tentativa de golpe contra Geisel (o que atrasaria a abertura sabe-se lá quanto tempo), tirou Cláudio Abramo de campo e encostou-o no Conselho Editorial. Só que Geisel segurou o taco, Frota foi para o pijama e a distensão lenta e gradual seguiu o curso planejado.
Com a consolidação do projeto Geisel/Golbery, a Folha teve o timing perfeito e transformou-se no jornal da redemocratização. Era o que líamos na década de 80, de fato, junto com a Isto É (os alternativos já não existiam mais e o Pasquim capengava). Veja já tinha iniciado o seu processo de putrefação.
Como não participei da Marcha do Mil Coments, saúdo aqui a volta dos que não foram.
Anrafel, companheiro perdeu o bonde, mas pode fazer sua reclamação em prol do movimento de retorno dos opens.
Gente, o principal ativo de um jornal e de um jornalista é sua credibilidade. Tem jornalista que se vende? Tem vários. Tem jornal e revista que vende a própria visão editorial? Muitos. Mas estes acabam colocando em risco a própria credibilidade.
Quem aqui acredita na Veja? Quem acha que a Istoé não vende publicidade como se fosse reportagem? Quem usa a TV Record como fonte quando se trata de Igreja Católica? Quem acredita na isenção de Reinaldo Azevedo, Paulo Henrique Amorim etc? São exemplos de mídias e jornalistas que perderam credibilidade.
Gente, voces viram o Collor alterado, com os olhos vidrados e espumando de raiva no Senado? Vai ver baixou o espirito do pai dele que matou um dentro do plenario a tiros. E matou o cara errado.
Ou será que essa sangria é genetica?
Epicuro,
faz um antidopping no Collor que tudo se explica.
E o Sarney disse que não renuncia.
Qual foram as fitas do DD que o Estadão não publicou e condenou a divulgação?
\\ Ué… post pago já?
Vai ficar igual ao Marcelo Tas…
Tem um texto do Argemiro Ferreira no blog dele sobre o assunto Estadão e censura.
Seguem partes:
“Nunca é demais lembrar a resistência de O Estado de S.Paulo (e Jornal da Tarde) à censura - com os versos de Camões, as receitas de bolo e as fotos de flores. Mas é injusto esquecer que quando Fernando Gasparian, diretor de Opinião, decidiu impetrar mandado de segurança contra a censura em 1973, o mesmo Estadão, através do diretor Ruy Mesquita, ficou atemorizado, negando-se a ser parte da causa.
O motivo real dos Mesquita (o irmão Júlio estava então fora do país), além do medo de represálias, era o fato de já ter a promessa de Ernesto Geisel de que a censura do Estadão seria levantada.
Como Estadão e Veja estavam também sob censura, explicou a Gasparian: a causa ganharia força se um deles (ou os dois) se somasse a ela. O dono de Opinião não tinha ilusões sobre os Civita, mas procurou Ruy Mesquita.
Ficou desapontado com a resposta negativa. Naqueles dias o Estadão, que participara do complô do golpe, apostava na troca de generais, a se consumar no Planalto. O então presidente, Garrastazu Médici, tinha Orlando Geisel à frente do ministério do Exército - uma garantia de que só um grave acidente de percurso seria capaz de impedir em 1974 a ascensão do irmão dele, o também general Ernesto Geisel.
Um amigo comum do jornal e do futuro presidente, segundo Gasparian, já tinha assegurado aos Mesquita que o novo governo ia tirar a censura do Estadão. De fato, isso ocorreria em 1975. Mas as vítimas menores - Opinião, O São Paulo, Tribuna da Imprensa, Movimento, etc - continuariam sob censura implacável. Ao confiar em Geisel, a família Mesquita ficou indiferente à sorte dos demais”.
rabbit,
Seus comentários # 9, 13 e 16 são primorosas demonstrações de perspicácia, lógica e inteligência.
Parabéns.
nada
obrigado
James, se esse for o rumo, o próximo livro do Pai Doria será: Os Mesquitas e a invenção da imprensa: como os Mesquitas financiaram Gutemberg.
pedrodoria,
Vc deve ter batido algum tipo de record nacional com o numero de commentarios do post passado.
duas observações
1- enquanto isso, na venezuela, um bando de
“militantes ” do chavismo, de camisas vermelhas, invade uma estação de TV que faz oposição ao Lider Supremo, ameaça, grita, e solta bombas de gás lacrimogêneo.
Depois vai embora sorrindo.
Prelúdio do empastelamento final da TV.
E do fechamento sumário de algo como 200 estações de rádio. Chavez não usa censores, detona a imprensa. Na Venezuela, a ditadura galopa alegremente.
2- os jornalistas que dão depoiementos nesse documentário sobre a censura à liberdade de imprensa, perseguidos pela ditadura em seu local de trabalho, não solicitaram nem ganham bolsa ditadura.
Outros jornalistas, sim. E com grande prazer.
Questão de caráter.
Não custa relembrar a frase do velho Robertão.
O importante não é o que publicamos.
O importante é o que não publicamos.
A mais cristalina explicação do que é a imprensa brasileira.
Alguém disse num comentário anterior que o maior capital do jornal ou do jornalista é a credibilidade.
Sim, concordo. Mas um dono de jornal talentoso consegue administrar a dose de manipulação de forma a retardar muito a percepção de seus leitores. As vezes restringindo a manipulação a temas específico. Manipulação seletiva. De vez em quando, com concordância da turma, publica algo que já é “leite derramado”. Ajuda no disfarce.
Bem administrado até dá tempo de voltar atrás.
Hoje ninguém mais lembra que os jornais apoiaram 1964. Só lembram das receitas e dos poemas de 1970.
Pedro, quando chegar o primeiro censor da polícia do congresso nos avise.
pd,
se te “amordaçarem” no estadao, vc fica ?
até que ponto esse blog e seus residentes contam na sua vida profissional ?
vc nos “censuraria” ?
sua maquina de lavar ja esta funcionando ?
Na Bahia, decisão de um juiz proibiu o jornal “A Tarde” de publicar o nome de um desembargador acusado pela polícia de envolvimento em venda de sentenças.
O trágicômico é que quando a censura for suspensa o sujeito já será o mais famoso desembargador do colegiado.
Proibiram o jornal de colocar o nome do ladrão?
No Brasil?
Não!AHAHAHAHAH!!!!!!!!!!!!!!
Tinha que ser na terra do meu pai!
Bahia!
Confetti*, não sei a resposta para nenhuma dessas perguntas. Eu gosto do Weblog. Muito. E gostaria de mantê-lo. Pretendo mantê-lo. Opiniões diferentes da minha não me incomodam de forma alguma.
Vamos ver como é que fica. Se há alguma fórmula compatível.
Mas… sim, a máquina de lavar já funciona =)
boss, nao perguntei se vc nos “censuraria” por termos opinioes diferentes da sua, isso eu tenho certeza que nao…
mas se forem opinioes “diferentes” do estadao, do qual vc é atualmente dependente ?
( e a cama… é confortavel ? as vidraças sao duplas ? ta curtindo a paulista ? )
HRP.
“Pense num absurdo, na bahia tem precedente”.
A frase de Otávio Mangabeira continua atualíssima.
Há uns dois anos atrás a justiça baiana proibiu a rádio do ex-prefeito Mário Kertz de falar o nome do atual João Henrique.
Passsou a ser citado como o inominável…
HA,HA,HA.
Anrafel.
Já em Brasília, que saiu do anonimato foi o Desembargador Dásio, Abraçado ao Sarney, Renan e Agaciel. Todo gente boa.
#48 mostrar a decisão do desembargador, mostrar a opinião de juristas sobre a decisão do desembargador, fazer um levantamento das decisões discutíveis do desembargador, etc. Isso é jornalismo, isso é vigiar o poder. Gritar censura e provar com uma foto do desembargador ao lado do Sarney não é jornalismo, é baixaria. Isso só serve para que o desembargador se diga perseguido pela imprensa, com razão.
Além de um levantamento das decisões discutíveis do desembargador, seria bom também fazer um levantamento nas suas contas bancárias.
#50 que tal riscar o carro dele, matar o cachorro, dar-lhe uma surra e ligar de madrugada ameaçando sua família?
Pedro Dória, tu agora é chefe da bagaça? Por que não manda colocar na rede a íntegra da decisão do Desembargador?
Sersikera #48,
Aí Armando Oliveira completou: “a Bahia é o Brasil levado às últimas consequências.”
50, Sersikera, será que o neto dele pediu um empreguinho no Senado?
O cara furunfunfa com a neta gatinha do bigodudo e ainda pede emprego. Sujeito exigente…
Nesses dias em que currículos são inflados ao sabor das conveniências, vai aí a “história pregressa” profissional do tal desembargador que proibiu o Estadão de citar o Fernando Sarney (extrato tirado de http://www.jusbrasil.com.br/noticias, de 21/1/2009):
“Vieira foi conselheiro e 1º secretário da OAB (Ordem dos Advogados) de Brasília e, na condição de advogado, ocupou o cargo de consultor jurídico do Senado Federal. Tomou posse como desembargador do TJ-DF em maio de 1994, em vaga destinada ao quinto constitucional da OAB. Integrou o conselho da Amagis, presidiu a 5ª Turma Cível, 1ª e 2ª Câmaras Cíveis.”
Tem duas informações interessantes aí: cargo de consultor jurídico do senado (ohhhh, em que período terá sido isso?) e entrou na magistratura via OAB (ohhhh, isso quer dizer alguma coisa?). Aí você junta com aquela foto em que o Desemba aparece ao lado do Agaciel, do Sarney e dos nubentes (tá rolando por aí; a primeira vez que a vi foi no Noblat)e pode fazer um monte de ilações…
Seria um interessante um documentário sobre os censores. Acredito que pelo menos 1 não gostava do que fazia
Meu Deus!!!
Os esquerdopatas aqui do blog defendem a censura abertamente, claro, porque ela hoje é favorável ao governo que eles julgam “deles”.
Há 8 anos atrás, se um episódio assim acontecesse, eles diriam que o mundo ia acabar e gritariam contra a censura, dando urras em favor do Luis Francisco, aquele procurador que desapareceu, depois que os esquerdopatas como ele assumiram o poder.
André.
Imagino que a decisão do desembargador Dacio esteja muito bem fundamentanda num pomposo juridiquês.
Mas determinar que um meio de comunicação está proibido de divulgar informações sobre um determinado assunto é CENSURA PREVIA mesmo, seja de qual forma venha embalada.
E todo mundo deve gritar contra mesmo, seja ela a favor dos Sarneys ou a favor dos Dantas.
Quanto a foto do Sarney ladeado pelo Renan e pelo desembargador Dácio na casa do famigerado Agaciel, num alegre e luxuoso convívio social, continuo achando que diz muito sobre este episódio. No mínimo, que o desembargador é chegado à família. E é pública e notória no Brasil a tendência de decisões judiciais favoráveis aos poderosos tupiniquins de juízes “amigos”.
A foto tem valor jornalístico. Baixaria nenhuma divulgá-la.
Pedro Doria,
Onde estão os links do Estadão com as gravações?
Vocês se renderam ao juiz? Acataram a censura? Mesmo com os pareceres de ministros do STF e de juristas que o juiz Dácio deveria ter se declarado impedido pela proximidade com os autores da ação?
Sersikera, não faço nem idéia se a decisão do desembargador Dacio está muito bem fundamentanda ou não, porque essa decisão ainda não apareceu. O Estadão ainda não entendeu que em tempos de internet não basta noticiar, tem que dar o link.
Pelo que saiu, eu entendi que o Estadão não pode usar material da Operação Faktor em suas reportagens. Denunciar as malfeitorias do Sarney e família continua permitido.
Uma foto do Sarney ladeado pelo Renan e pelo desembargador Dácio em um evento social tem impacto. A foto sozinha é baixaria (assim como qualquer insinuação, como a famosa foto do jantar entre emissários de Dantas e Gilmar Mendes, que nunca apareceu), a foto acompanhada de informações que corroborem a ligação entre eles é jornalismo. E é pública e notória no Brasil a tendência de decisões judiciais favoráveis aos poderosos tupiniquins de juízes “amigos”. Isso não quer dizer que todos os juízes estejam corrompidos pelo poder.
Uma hora o Pedro Simon oferece a retirada de todas as representações em troca da renúncia do Sarney. Depois o Arthur Virgílio diz que a renúncia irá salvar sua biografia. Chantagem feita à luz do dia. Esses são os campeões que querem moralizar o senado.
Alguém viu o “debate” entre o Pedro Simon e o Collor?
André.
Você acha que o Sarney deve continuar presidente do Senado, porque os seus adversários também sâo bandidos? É por aí?
A questão não é se o Sarney deve continuar Presidente do Senado. Essa resposta todos nós temos. A questão é porque ele foi eleito e agora querem tirá-lo. Eleito, inclusive, com o apoio do PSDB e do DEM.
A nossa mídia tupiniquim (parte dela), que age como partido político, não se pergunta porque, após toda a onda de “moralidade” em favor da cassação de alguns componentes do Congresso Nacional, durante tantos anos, só agora deu-se conta de que o Sarney é um escroque da mais alta patente. A resposta também é bem conhecida: 2010 e pré-sal.
Ou seja, não tem nada a ver com ética ou reforma das instituições políticas. É oportunismo político, mesmo.
Pra ilustrar o clima que hoje existe no Senado:
“(…)
Como a imprensa trabalha no mundo maniqueísta, tem sido incapaz de traduzir isso para o leitor. Continua dizendo que o Conselho de Ética é o Conselho de Ética, mas o que se está fazendo ali é política.
Do ponto de vista jurídico - diz esse observador - todas as representações contra Sarney podem ser derrubadas com dois minutos de argumentação. Considera todas extremamente frágeis.
Por exemplo, o Estadão, em mais de uma matéria em que o texto não entrega o que o título vende, insiste na tese de que o grampo na neta, pedindo emprego para o namorado, provaria que Sarney conhecia os tais atos secretos. Não prova nada. A suposta prova foi a dica do avô, para que procure Agaciel Maia. Ora, se a vaga pleiteada era na diretoria geral, quem arruma empregos lá é Agaciel. Sugerir que o procurasse não liga Sarney a nenhum ato secreto.
Além disso, a revelação dos atos de Arthur Virgílio ajuda a relativizar os supostos crimes de Sarney. O que é mais grave, diz o analista, o senador que faz um favor à neta, apenas sugerindo que procure Agaciel, ou Virgilio que admite na tribuna que manteve por mais de um ano um funcionário em Paris, abonando suas faltas, pagando pelo Senado inclusive horas extras?
No caso do crédito consignado, não existe um fato que mostre favorecimento. Pelo contrário, diz ele, a mídia omite informações que mostram o contrário. Quando assumiu, Sarney baixou um ato reduzindo os juros de 4,5% para 1,5% por um ato. O neto já estava descredenciado pelo HSBC. O faturamento da empresa dele no Senado correspondia a menos de 5% do Senado. Que favorecimento é esse?
No caso de nomeações de parentes, até o Supremo baixar a súmula do nepotismo, era uma prática disseminada por todo o país.
Ou seja, Sarney tem uma montanha de pecados, o filho está envolvido em inquéritos da Polícia Federal. Mas não existe nada, na sua atuação no Congresso, que possa consubstanciar uma condenação pelo Conselho de Ética.” (excerto do Nassif).
E aí, será que o homem vai ser mesmo derrubado?
ei zbig, sinto falta de seus argumentos embasados quando vc nao vem ao blog !
bom dia !!
Olá, Confetti. Obrigado. É o corre-corre de todo dia. Mas procurarei vir sempre por aqui.
Zbigniew.
Do ponto de vista jurídico o Collor foi inocentado, o Pimenta Bueno continua solto, o juiz Lalau está em casa e o Dantas não ficou um dia preso. O que não faltam são argumentos jurídicos para aliviar a barra dos poderosos. E tenho para mim que com o Sarney vai acontecer o mesmo.
Vamos ser inocentes e achar que é coincidência seu neto faturar uma grana fácil as custas do Senado e que o Sarney nunca soube dos atos secretos que beneficiaram sua família (será que tem gente que acredita nisto?). Para mim só o fato de centenas de atos terem sido baixados sob seus bigodes sem que ele ficasse sabendo bastaria para impedí-lo de continuar a ser o principal líder legislativo nacional.
O julgamento é político, como o foram (ou teriam sido se não renunciassem) os do Collor, do Jáder, do ACM, do Arruda e do Renan.
Certamente as motivações da mídia não são as mais nobres. Mas este não é o ponto principal da questão, como muitos que defendem a permanência do Sarney, mas não tem coragem de escrever isto abertamente nos blogs (Nassif é um deles), tentam fazer crer. Pelo menos sua tropa de choque no Senado assume abertamente a defesa do Senador, sem voltas.
O que importa é que o Sarney representa o que há de pior na política nacional e não tem condições políticas e morais de continuar senador (como outros mais, Artur Virgilio incluso). E muito menos como presidente do Senado.
Afinal, não é esta a resposta que todos nós temos, Zbig?
Que seja defenestrado. Antes tarde do que nunca!
E quem viu ontem os Sarneys no Casseta e Planeta, travestidos da Grande Familia, em frente ao congresso, cantando alegremente:
“Emprega pai, emprega mãe, emprega filha.
Eu também sou da família, também vou me arrumar”.
Sersikera, faço minhas as palavras do Zbigniew (se ele me permite). E acrescentaria que ninguém (muito menos a mídia e o PFL, que sempre fez parte da mesa diretora) quer um julgamento justo para o Sarney, porque isso poderia abrir a caixa de Pandora. Eles querem matar o assunto com a renúncia do Sarney. Eu prefiro que ele fique, que a merda venha toda ao ventilador e que no futuro tenhamos um congresso unicameral.
Sim, sersikera (68). Você fala do julgamento político. E nisto eu também insisto: se é pra julgar politicamente, como o André disse, que a “merda” toda venha ao ventilador, e julguemos a todos e não só ao Presidente, por questões de oportunismo. Mas como eles não querem, o que querem é uma jogada de cunho eminentemente “politiqueiro”, o que de bom isto vai trazer para o Parlamento e para a melhoria das instituições políticas? Porque se a defenestração de presidentes fosse a panacéia para todos os males de corrupção neste país nós já devíamos estar livres deste mal há muito tempo.
É bom lembrar que outros presidentes do Senado já renunciaram, mas o Agaciel Maia e as prática que ora horrorizam os jornais sobreviveram a todos eles.
Pedro Dória, não vai rolar um pdf com a decisão do Desembargador Dácio Vieira? Ou a liminar também é protegida por sigilo?
A base do governo vai barrar todas as representações contra o Sarney no Conselho de Ética e não vai denunciar nenhum oposicionista.
Quer manter o vergonhoso status quo do Senado.
O Sarney vai continuar e a merda toda vai para debaixo do pano. Nenhuma para o ventilador.
E agora, ao contrário de episódios anteriores, com o apooio de parcelas consideráveis da sociedade, que se contorcem em argumentações para defender corruptos.
Os processos contra o Collor, contra o Acm, contra o Jáder, também foram “jogadas de cunho eminentemente politiqueiro”?
“Porque se a defenestração de presidentes fosse a panacéia para todos os males de corrupção neste país nós já devíamos estar livres deste mal há muito tempo”.
Não são, mas e daí? Devemos aceitá-los?
E quem precisa de Senado? Este que aí está, a exemplo de todos os outros que vieram antes, nao fará falta alguma.