A revolução sexual do Irã
Está nas bancas a última edição da Trip e, nela, dois textos meus. Um conta a história de Karen Junqueira, a atriz moça desta segunda que o Duran fotografou e que fará Bruna Surfistinha no cinema. O outro texto é de onde vem esse trecho:
Entre 2000 e 2007, Pardis Mahdavi havia viajado todo verão para o Irã, terra de seus pais. Quando pisou pela primeira vez em Teerã e conheceu as primas de sua idade, tinha 21 anos. Falava fluentemente a língua persa, embora com um ligeiro sotaque que todos logo identificavam como americano. A vida em Teerã não era nada como imaginara. Esperava encontrar na terra dos aiatolás um mundo repressor – encontrou entre as primas e suas amigas mais liberdade do que ela, criada na comunidade do exílio nos arredores de Los Angeles, tivera. Descobriu o que ela, nos anos seguintes, passou a chamar de Revolução Sexual Iraniana. Mas nada do que vira até ali a preparara para aquela festa em sua última visita.
Eram 40 ou mais jovens. No meio da grande sauna, uma piscina esvaziada. Calor, vapor. Ecstasy rolava e a batida do tecno ensurdecia. Pardis encostou-se numa parede. Buscou sua amiga, mas ela estava abraçada a três homens que a beijavam e despiam. Todos nus. Sexo – sexo de todas as formas praticado ali na sua frente. Ainda vestida, a jovem antropóloga sentia calor, suava, sua roupa encharcada. Achou melhor ir-se embora, deixou a sauna e de longe viu a casa grande. Entrou pela porta da cozinha, bebeu um copo de água gelada. Um empregado a encontrou. Tinha a cara amarrada. “O que você quer?”, ele perguntou. “Um táxi”, ela disse. Ele pediu pelo telefone.
Escrevi a primeira versão desta reportagem antes de as eleições presidenciais terminarem no impasse. Por baixo dos panos, uma profunda mudança social está acontecendo no Irã. Mudanças de comportamento raramente deixam o status quo inalterado. Foi assim com os anos 1960 no ocidente. Faltamente será assim na antiga Pérsia.
Ainda sobre o assunto:
- Turismo sexual negro para o Brasil Faz algum sucesso, entre os negros nos EUA, o livro Don’t blame it on Rio. Ele descreve uma crescente onda...



O Meirelles é o “warrant” do mercado, para garantir a “governabilidade”.
A figura era dispensável, uma vez que o controle da inflação e as metas de superávits primários seriam mantidos. Isso o Palocci fez também. O problema foram (e são) os juros. E aí o Lula aceitou o dogma. Se isto o faz um governo de direita…uma “direitice” à esquerda ou uma “esquerdice” à direita?
A verdade é que, mais uma vez, o Lula foi brilhante. De uma só tacada “amarrou” o mercado e deu um chega pra lá na oposição, que ficou sem discurso.
Mas o Meirelles, esse menino levado, dá trabalho. Num é que ele já tá querendo elevar os juros, de novo?!! Sementinha do PSDB…
Clever, data venia. A razão profunda é essa mesma. A esquerda não sabe produzir riquezas.
Ainda sobre a questão do mercado, é possível que estejamos caminhando sob os auspícios de um plano de recuperação econômica, sem empregos. Isto não é inverossímel, uma vez que o capital financeiro não larga o osso nem a pau. Será que as forças políticas serão suficientes para equalizar o problema?
Essa é de um comentarista lá do Nassif:
http://delong.typepad.com/sdj/2009/07/we-are-live-at-the-week-with-the-jobless-recovery-has-begun.html
Seo Pedro,
Esse boteco virou um hebdomadário?
Abçs.
Inútil, faz tanto tempo que provavelmente já nasceram as crianças geradas na suruba noticiada.
Um bom dia do Caramujo, pessoal. Aproveito para reproduzir aqui algo interessante saído do Estado de Sao Paulo. Nao é sobre surubas no Iran (who cares?) nem sobre Honduras, aquele republiqueta de bananas. Sao duas cartas de cidadaos deste país, gente como nós, ou quase. Dois médicos; duas visoes diferentes do que se passa no país. É um pouco longo, e de antemao peço desculpas, mas vale a pena ler e tirar suas próprias conclusoes, após reflexao.
“”Carta do Dr. Aldo Pacinoto
Date: Thu, 4 Jun 2009 12:35:10 -0300
Subject: CARTA ESTADÃO
From: producao197
To: hlffilh
Prezado senhor Humberto.
Sei perfeitamente que os leitores do jornal O Estado de S.Paulo são conservadores, muitas vezes reacionários,claramente de direita. Mas algumas cartas chegam ao cúmulo do absurdo.
Ontem um leitor disse que a culpa dos erros nas cartilhas do governo do senhor José Serra é culpa de algum “petista infiltrado” na Secretaria da Educação. Hoje, o senhor faz uma observação completamente equivocada. Não é apenas o presidente americano Obama que elogia o nosso presidente. Os elogios estão vindo de todos os continentes. É o presidente francês, é o presidente sul-africano, o premiê inglês, finlandes, alemã.
Só não vê em Lula um grande líder pessoas preconceituosas que ainda o enxergam como um metalúrgico analfabeto. O senhor deve ser de classe média média ou alta.
Pergunto: o que piorou em sua vida com o governo Lula? O que vai melhorar com o governo Serra? É claro que a classe média não quer enxergar em Lula um presidente que tem enfrentado crises econômicas internacionais como ninguém.
O senhor lê a Economist? O El País? O Le Monde? Se ficar lendo apenas o Estadão e a Veja terá uma visão burguesa e centrada em críticas e mais críticas. Radical.
O senhor sabe o quanto o atual governo melhorou a vida dos menos favorecidos? O senhor não quer que ele melhore a vida dos mais pobres? Sou médico, não sou petista, sou classe média até digamos alta. Tinha tudo para pensar como os leitores do Estadão que mandam frases de efeito, às vezes engraçadinhas, que o jornal adora publicar. Mas, felizmente, penso exatamente ao contrário desses leitores. Graças a Deus e ao meu pai que me ensinou a olhar a vida sem radicalismos.
Atenciosamente.
ALDO PACINOTO
Curitiba
RESPOSTA DO DR. HUMBERTO DE FREIRE LUNA FILHO
Date: Fri, 5 Jun 2009 01:54:52 +0000
From: hlffil
To: producao1972@
Subject: RE: CARTA ESTADÃO
Prezado colega Aldo (Também sou médico - Neurocirurgião)
Antes de mais nada quero deixar claro que não sou eleitor do Sr.José Serra, sou apolítico, não filiado a nenhum partido, tenho nojo de politíca e consequentemente, de políticos, principalmente dos atuais.
Sou a favor sim, dos princípios morais, mas, para meu desapontamento, isso transformou- se em fruta rara nos três Poderes da República no atual governo. Quero também informar ao colega que leio qualquer publicação e não só O Estado de S. Paulo e a Revista Veja, como também já viajei por meio mundo, portanto vou responder suas indagações com conhecimento, e o que é mais importante, com a independência de um profissional liberal não comprometido com governo nem com imprensa nem com igreja nem com sindicatos ou com quem quer que seja.
Quanto à sua pergunta sobre o que piorou na minha vida durante o governo Lula e as possíveis melhoras em um possível governo Serra, eu diria que não houve nem haverá nenhuma mudança. Nem eu quero que haja, porque de governo, qualquer que seja a tendência ideológica, eu só desejo uma coisa: DISTÂNCIA.
Não dependo nem nunca dependi de nenhum deles. Uma outra afirmativa sua é sobre a melhoria da vida dos mais pobres (por conta do bolsa família, imagino). Minha opinião é que bolsa família não é inclusão social, é esmola, mais precisamente compra disfarçada de votos. O pobre não quer esmola, quer escolas, hospitais,ambulatórios que funcionem na realidade. Nos palanques eleitorais já foi dito até que a medicina pública brasileira está próxima da perfeição. Só que a cúpula do governo, quando precisa de assistência médica, dirige-se ao Sirio-Libanês ou ao Hospital Israelita e chega em São Paulo em jatos particulares. O colega, como médico, não deve ignorar essa realidade.
Na área rural, falta mão de obra porque o dito trabalhador rural virou parasita do governo e não mais trabalha. Para que trabalhar? eu fico em casa e no final do mês o governo me paga. Essa foi a frase que tive que engolir, não faz muito tempo, antes de abortar um projeto em minha propriedade rural que empregaria pelo menos de 50 pessoas. Quando optamos pela mecanização, vem um bando de sindicalistas hipócritas junto com a quadrilha do MST, diga-se de passagem foras da lei e baderneiros, financiados com dinheiro público, dizer que a máquina está tirando o emprego no campo.
Outro item a que você se refere é sobre a minha observação, completamente equivocada (equivocada na sua opinião), publicada hoje no jornal O Estado de S.Paulo. Pois é, aquela é a MINHA observação e eu espero que o colega a respeite como eu respeitaria a sua se lá estivesse publicada. E mais se você quiser fazer um giro maior, saindo portanto, da esfera do Estadão e da Veja para fugir do conservadorismo dos mesmos, (conservadorismo também opinião sua - respeito) , verá que existem muitas outras publicações minhas dentro do mesmo raciocínio, coerência, independência e coragem que tenho para falar o que quero, e assumir totalmente a responsabilidade pelo dito . Colega, por favor, pesquise os seguintes jornais: Diário de Pernambuco (Recife-PE), Diário da Manhã (Goiânia-GO), Gazeta do Povo (Curitiba-PR) , O Dia (Rio de Janeiro-RJ), Jornal O Povo(Fortaleza- CE) e outros, além de dezenas de sites e blogs.
Agora faço a minha primeira pergunta: são todos conservadores e reacionários? Não! são independentes. Não são parte da imprensa submissa e remunerada com dinheiro público, não fazem pubilicidade da Petrobras, do Banco do Brasil da Caixa Economica Federal, do PAC, e o mais importante, não recebem ordens de Franklin Martins, (o Joseph GoebbelsTupiniquin) , manipulador de informações, prestidigitador que usa o vulnerável substrato cultural brasileiro, para transformar câncer em voto.
E para encerrar, permita-me fazer mais essas perguntas: O The Economist, o El País,O Le Monde etc. informaram a opinião pública européia sobre as dezenas de escândalos financeiros e morais ocorridos no País nos últimos sete anos e que permanecem impunes por pressão do grande lider e asseclas? Informaram que o Congresso Nacional está tomado por uma quadrilha manipulada pelo Executivo ( 80% envolvidos em algum tipo de delito) e que conseguiram extinguir a oposição? Informaram que a maior empresa brasileira é estatal e ao mesmo tempo usufruto do governo, e que o mesmo tenta desesperadamente blindá-la contra qualquer fiscalização? Informaram que 40% dos ministros e ex-ministros desse governo respondem a processos por malversação de dinheiro público?
Eu acho que os chefes de estados da Europa não sabem dessas particularidades. Por muito menos estão rolando cabeças no Parlamento Britânico, e com uma grande diferença, o dinheiro lá desviado é devolvido aos cofres públicos; enquanto aqui parte é rateada; parte é para pagar bons advogados, e outra parte é incorporado ao patrimônio do ladrão.
Casos exaustivamente comentados na imprensa vem ocorrendo há anos com pelo menos cinco indivíduos que hoje fazem parte ativa da base de sustentação do grande líder. Isso para não falar de coisas mais graves como os assassinatos dos prefeitos de Campinas e de Santo André, envolvendo verbas de campanha. Crimes esses nunca esclarecidos e cujos cadáveres permanecem até hoje no armário do PT. Portanto, ver Luiz Inácio Lula da Silva como um líder é querer forçar um pouco. Para mim, ele não passa de papagaio de pirata de Hugo Chavéz. Veja a sua última pérola: “O Brasil acha petróleo a 6 mil metros de profundidade, por que não acha um avião a 2 mil”. Isso não é pronunciamento de líder em um evento público envolvendo dezenas de chefes de estado. Isso cairia bem em reunião de sindicato ou em mesa de botequim. Caracteriza oportunismo vulgar.
Moro no Brasil, sei ler e não sinto azia quando leio. Não sou preconceituoso nem radical, modéstia a parte, sou esclarecido, e se combater corrupção é radicalismo, aí sim, sou RADICAL, e estou pronto para qualquer coisa como todo nordestino.. . de caráter.
Atenciosamente.
Humberto de Luna Freire Filho
São Paulo*
teste
essa josta esta com Pobrema….
A única coisa que eu peço é que o Ministério Público tenha o direito e a obrigação de agir com o máximo de seriedade, não pensando apenas na biografia de quem está investigando, mas na biografia de quem também está sendo investigado
- Luiz Inácio Lula da Silva, na posse do novo Procurador da República, Roberto Gurgel.
Nossa, quanta ignorância do HUMBERTO DE FREIRE LUNA FILHO.
Primeiro, impossível ficar distante do governo, pois é o governo um dos fatores determinantes as condições em que iremos viver. O nosso humberto pode não gostar do governo mas ser prejudicado por uma decisão governamental equivocada (como manter o real sobrevalorizado) ou acertada (como promover o aumento real do salário mínimo, como o atual governo fez). A insegurança pública do Brasil, é, em parte, responsabilidade dos governos estaduais incapazes de controlar a polícia e os presídios - ele deve ter medo de ser assaltado, imagino.
Depois confunde alhos com bugalhos, pois mesmo sem SUS os pobres jamais iriam se tratar no Sirio Libanês.
Depois a velha ladainha que o bolsa familia é esmola… francamente, sem comentários…
Enfim, o Humberto de Freire Luna pode ser um grande médico, mas é bastante limitado quando se trata de entender a sociedade em que vive.
Chesterton,
Em (145) você procura explicar o que o Zbigniew disse em (140) ao analisar criticamente o seu comentário em (132) quando você disse que “a esquerda quer distribuir pobreza porque não sabe criar riqueza”.
Já lhe disse em (138) para tomar cuidado com as explicações. Não dá para as pessoas dizerem que a maçã é vermelha porque a banana é amarela. É preciso de um certo nexo para ligar as duas frases.
Bem mais isso não é importante. É bem provável que o Zbigniew tenha realmente pensado o que você expressou interrogativamente em (145), ou seja, ele estava chamando o governo Lula de esquerda. Bem, mas você acrescentou mais uma frase, como que refutando ao que seria a explicação do Zbigniew dizendo que “O Meirelles não concordaria” em achar o Lula de esquerda.
De novo penso que uma coisa é o que o Lula é, e outra coisa é com que ou com quem o Meirelles concorda, não havendo relação sobre quem é o Lula e as posturas de concordância do Meirelles.
O melhor, entretanto, é tentar entender a importância de Meirelles. Talvez eu venha ter alguma atividade em explicar isso a você, de um lado porque não sou economista e de outro em razão do seu nome. De todo modo vou tentar.
O Luis Nassif fez durante muito tempo uma campanha sistemática ao Henrique Meirelles. Nos últimos dois anos, mais precisamente desde dezembro de 2007 freqüento o Blog do Luis Nassif. E o censuro pela crítica que ele faz a Henrique Meirelles. Falo nos últimos dois anos porque em agosto de 2007 enviei alguns comentários para um post sobre o Mário Henrique Simonsen que o Luis Nassif fez para abordar a premiação de maior economista brasileiro para o Mário Henrique Simonsen considerando que ela não fora justa.
A censura que eu faço ao Luis Nassif parte do princípio que considero que o Henrique Meirelles é presidente para inglês ver do Banco Central. É um mantra antigo que eu fazia e que no meados do ano passado ficou ainda mais fortalecido quando um outro comentarista Andre Araujo , que se juntava a Luis Nassif nas críticas ao Henrique Meirelles, fez um post no blog do Luis Nassif intitulado “O modelo de metas de inflação” de 03/08/2008 às 07:59, dizendo que o Henrique Meirelles não atendia aos requisitos de Presidente de Banco Central que se adotava nos países mais desenvolvidos.
Como o Andre Araujo vem na ascendência materna de família americana e o Luis Nassif tem ascendência argentina eu acrescentei ao meu mantra a expressão: “ou que se tomam por ingleses”. Assim, o Henrique Meirelles é presidente para inglês ver ou para os que se tomam por ingleses do Banco Central. Como você é gaúcho e traz esse nome inglês eu penso que vale repetir a piada sobre o argentino. É um gaúcho, descendente de índio, que fala espanhol com sobrenome italiano, e pensa que é inglês.
A política do Banco Central é uma política de Lula e não de Meirelles. E Lula a adota porque é de interesse eleitoral essa política. Se não existisse reeleição e o mandato fosse maior talvez ele pudesse ser mais aventureiro como foi o JK que fez quase um novo pais em cinco anos embora tenha deixado uma inflação elevada que corroborou para que o governo dele fosse considerado bastante corrupto.
Um pouco mais de evidência de que é assim como eu falei que funciona essa dobradinha Lula –Meirelles pode ser visto em um comentário que eu enviei para texto de Rolf Kuntz, intitulado “A fascinante história da meta única porém múltipla” de 03/07/2007 no Observatório da Imprensa de nº 440 (ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 440) e nos vários que enviei para “Os juros, a inflação e o comício” de 22/04/08 no Observatório da Imprensa de nº 482
Clever Mendes de Oliveira
BH, 22/04/2009
——– (154),
Pelo amor de Deus, vai ler as lições que eu passei para ê lá no comentário (195) no post “O inacreditável fim de José Sarney?” de 3/07/2009 às 11h24. E leia várias vezes, que castigo pouco é bobagem.
Trazer a resposta do DR. HUMBERTO DE FREIRE LUNA FILHO é um despautério. Primeiro o missivista vem com o título de Dr. Será que custava tanto ele se chamar só HUMBERTO DE FREIRE LUNA? E depois há o filho. Freire parece nome nordestino. Ela já devia ser o tataraneto com esse nome, mas como eles não sabiam mais como é que era a seqüência resolveram chamar de filho e reiniciar a saga.
E a primeira frase é um primor. Como “similia similibus curentur” é de se esperar que a releitura dela o possa curar desse mal. Assim sendo, justifica-se eu transcrever o que diz lá o Dr.:
“. . . . sou apolítico, não filiado a nenhum partido, tenho nojo de politíca e consequentemente, de políticos, principalmente dos atuais”.
Se ele tivesse dito isso pelo menos a semelhança de William Butler Yeats que, diante da observação de Thomas Mann “In our time the destiny of man presents its meanings in political terms” escreveu o poema Politics
“Politics
How can I, that girl standing there,
My attention fix
On Roman or on Russian
Or on Spanish politics?
Yet here’s a travelled man that knows
What he talks about,
And there’s a politician
That has read and thought,
And maybe what they say is true
Of war and war’s alarms,
But O that I were young again
And held her in my arms!”
Eu até entenderia. Mas assim, de supetão, sem tir-te nem quar-te. Assim não dá. Leia as lições que eu fiz para ê lá em “O inacreditável fim de José Sarney?” de 3/07/2009 às 11h24 e mande meu comentário também para o Dr.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 22/07/2009
Clever, toma uma maracujina.
Seu Clever, Seo Jorge, menas, menas.
Gostei do que disse o douto Doutor, teor & estilo. Clever, dá pra ser menos chato? Contigo parece que regressei aos anos 50. E Jorge, pára cuisso, tá sofrendo do mal de que acusa o Dotô?
Clever, com todo respeito, dizer que a política do BC é do Lula é uma redundância. Assim como dizer que as políticas de todos os Ministérios também o são. Certo, o BC não é um ministério, mas é como se fosse.
Lula adotou a política de juros à la Meirelles (PSDB) por conveniência política.
O que se diz aqui e alhures? Que Lula só foi ao poder quando deixou certos discursos para trás. Isto inclui engolir “sapos”. Um deles foi a política de juros elevados. Não que fosse de todo ruim, mas tinha que ter limites, e, no auge da ciranda financeira mundial, talvez o Brasil tivesse se beneficiado muito mais se Lula botasse o pé na jaca e decidisse remunerar menos o capital. Não é desse período que a oposição e a mídia engajada tanto falam. Da oportunidade perdida?
O Nassif tem razão. Ele é um desenvolvimentista e como tal não pode aceitar que o Brasil, via BC, seja um dos elementos de estímulo à jogatina global.
Tem até um comentário dele sobre a questão da inflação em queda, quando ele resume bem essa política de juros insana: “Segundo o “manual do jurista”, se a inflação estiver caindo, juros altos para impedir que suba.”
A esses “crentes do mercado” ele chamou de “Cabeças de Planilha”, título de um livro muito bom dele.
Quanto a ser um governo de direita ou de esquerda, eu o considero um pragmático e conciliador. Na maior parte de suas ações a vertente é de esquerda para as políticas sociais e do trato com a Administração Pública e a gerência do Estado.
Quanto ao BC, aí ele é “direitíssimo”, sem sombra de dúvidas.
O Estadão prova mais uma vez (como disse o doutor aí em cima) que não passa de um veículo conservador, reacionário e claramente de direita ao continuar perseguindo o Sarney, este quadro progressista da esquerda nacional.
Que absurdo publicar as conversas privadas da netinha, do papi e do vovô quando inocentemente preenchiam mais um cargo no senado com o namorado da pimpolha.
Espero que o ministério público siga o conselho do Lula e entenda que mais este ato secreto assinado pelo valoroso Agaciel e patrocinado pelo Sarney é de uma reles insignificância diante da biografia do grande senador.
Ué? o artigo não é sobre a esbórnia sexual e orgiástica que assola e solapa o modus vivendi iraniano?
Prá mode de que descambar para a esbórnia político canalha da petelhada?
Suruba por suruba, depravação por depravação, fiquemos com o que acontece no Irã…
Pelo menos as surubas iranianas põe em risco os rabos dos iranianos, já os aquadrilhamentos partidários brasileiros põe em ainda mais riscos os nossos rabos…
E Caramujo…
Sençassional a idéia de colocar a resposta (lei-as cala a boca) do Dr. Humberto. Voce só cometeu um erro que foi pedir que tirassem conclusões. Isso eliminou todo o pessoal petista do blog. Petista não tira conclusões mas no máximo procura no “Manual do Petista” a resposta certa.
Aliás, o “Manual do Petista” me lembra a introdução do “Manual do Mochileiro das Galáxias” onde se Lê que
–Quado a Realidade divergir do que esta escrito neste manual, a realidade estará errada…–
Zbigniew (162),
Os três post que eu indiquei no meu comentário (158) são importantes para entender que quando eu digo quem manda no Banco Central é o Lula e não o Henrique Meirelles eu não estou tratando da redundância de ser o Lula o presidente do Brasil e o Meirelles o presidente de um Banco sem autonomia e, portanto, subordinado a vontade do presidente do Brasil.
Na seqüência em que os post apareceram tem-se:
1º post de Rolf Kuntz intitulado “A fascinante história da meta única porém múltipla” de 03/07/2007 no Observatório da Imprensa de nº 440 (ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 440).
2º post de Rolf Kuntz intitulado “Os juros, a inflação e o comício” de 22/04/08 no Observatório da Imprensa de nº 482 e
3º post de Andre Araujo intitulado “O modelo de metas de inflação” de 03/08/2008 às 07:59 no blog de Luis Nassif na aba de economia.
Vou entretanto transcrever aqui uma parte do comentário que eu enviei para o post no blog do Luis Nassif intitulado “Preparando o álibi” de 23/12/07 às 07:00. Enviei o comentário em 02/01/2008 às 23:22 e no meu comentário eu faço referência a um comentarista que se autodenominava “Economista”. A parte que interessa no meu comentário é a seguinte:
“Pretendo esclarecer ao “Economista” o que eu quis dizer com a frase: “a inflação não é problema econômico, mas sim político”. . . . . Suponhamos que haja vários métodos filosóficos de combate ao diabo. O método aristotélico, o hegeliano, o sartriano, etc. Bem, um dia um gaiato pergunta: por que combater o diabo? Ninguém sabe, até alguém responder, ora, o diabo aumenta a produção de CO2 que provoca o aquecimento do planeta. Sendo assim, o diabo deixa de ser um problema filosófico e passa a ser um problema ecológico. Assim é a inflação. Os métodos de combate: aumento de receita tributária, aumento de endividamento público, aumento do juros, valorização da moeda, etc são métodos econômicos. Mas o objetivo de combatê-la é político. Ela é, portanto, um problema político.”
Para mim, a essência da discussão é saber se a inflação é um problema econômico ou um problema político. Se for como eu penso um problema político, o mundo econômico tem pouca influência no estabelecimento da taxa de juro. E no caso, esquecendo o Henrique Meirelles, que qualquer que for a situação se a inflação for um problema econômico ou um problema técnico ele não tem o perfil de o mandão no Banco Central, os técnicos do Banco Central vão apenas operar a taxa de juro exata que atenda a demanda política de combate a inflação.
Se a inflação fosse um problema econômico, o mundo econômico é que decidiria qual a taxa de inflação ideal. E estabeleceria aquela taxa ideal de inflação como uma meta que o Bano Central deveria seguir. E o mando do Presidente seria apenas de caráter formal, isto é, por lei o Banco Central estava submetido a ele, mas ele teria pouca margem de atuação Não é assim que eu penso que se dá o processo de comando na esfera do Banco Central. O presidente vai analisar qual nível de inflação ideal para que a popularidade seja máxima.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 22/07/2009
Matusalem (161),
Eu não tenho muito como fugir da minha época. Você está certo em dizer que eu lembro a você os anos 5o, pois eu sou daquela época mesmo. Agora, você tem que aprender o verbo certo para realizar a viagem certa no tempo. Assim, pelo menos a julgar pelo seu nome e pelas idéias que, como eu diria, você perfilha, você deveria dizer que o meu estilo o faz avançar (e não regressar) aos anos 50
Clever Mendes de Oliveira
BH, 22/07/2009
Olha, PD, eu tenho cá pra mim que esse auê citado já acontece tem muito tempo, hein…
Matusalem, voce gostou da parte em que o sujeito diz que ninguém quer trabalhar para ele no campo pois o bolsa família transformou todos em vagabundos? Voce realmente acredita nisso? Ou ele sente saudade do tempo em que os pobres tinham que trabalhar por um pedaço de pão velho?
Matusalem, responda, voce acha que todos os trabalhadores pobres do campo viraram vagabundos por causa do bolsa familia?
Clever (166), acho que as vertentes são indissociáveis. É uma questão de política-econômica.
A fixação da taxa de juros é um dos elementos do controle da inflação.
Existem outros consubstanciados em providências do Estado junto ao diversos setores de sua própria estrutura e dos agentes econômicos que atuam no mercado brasileiro.
É uma engrenagem bem complexa e que o Brasil levou tempo para “azeitar”. Lembro-me da época do Sarney, do Funaro, dos diversos planos mirabolantes, do boi no pasto. Tempos difíceis!
Mas aí tem os liberais (não os “neo”, aliás, quase tudo que é “neo” é pernicioso, já percebeu? “Neoconservadores”, “neoliberais”, “neonazistas”, etc.) E eles, mesmo de forma enviesada, foram importantes, pois, no afã de liberar o capital de todas as amarras que prejudicavam as suas “potencialidades”, elaboraram uma “cartilha” ideológica (não necessariamente escrita, mas essencialmente costumeira) segundo a qual, se seguida à risca, ajudaria a resolver os problemas de ordem econômica, e ainda por cima, autorizaria o acesso dos países ao crédito nas instituições financeiras internacionais (o capital exigia a garantia, claro!).
E aí entra o controle da inflação. Porque o capital financeiro não pode se aventurar em mercados voláteis, a não ser que as taxas de juros cubram o risco.
Veja, digo que para o Brasil, este foi o elemento principal de estímulo à política de controle inflacionário, até porque, a partir de FHC, a elite que assumiu o poder já estava devidamente “doutrinada” com tal ideologia.
E isso não foi de todo ruim! Porque exigiu uma nova forma de pensar o Estado, e suas relações com a economia. E até acredito que eles pensaram no povo.
Mas nunca foi a prioridade! Claro que a inflação sob controle é imporante, e beneficia o povo. Mas qual o estado deste mesmo povo nas suas várias vertentes sociais naquele momento?
A insistência em reformas do Estado sem a devida contrapartida social minou o FHC e sua ideologia de “estabilização econômica” no que tinha de apelo eleitoral. O povo cansou de esperar.
E aí veio o Lula…
Ainda sobre Honduras, lá do Azenha:
“(…) Durante a mesma roda de imprensa no Departamento de Estado o dia 20 de julho, o porta-voz Phillip Crowley ainda disse algo mais revelador sobre a posição de Washington frente aos eventos de Honduras. Quando lhe perguntado sobre uma suposta ruptura entre o governo venezuelano e o presidente Zelaya devido à negociação na Costa Rica, Crowley disse o seguinte: “Se nós tivéssemos que escolher um governo e um líder modelo para serem seguidos na região , a liderança atual de Venezuela não seria aquele padrão. Se essa é a lição que aprendeu o Presidente Zelaya deste episódio, bom, seria uma boa lição.”
Essa declaração de Washington confirma que o golpe em Honduras é um esforço para atentar contra a ALBA e o bolivarianismo que cresce e se expande pela região inteira. Também indica que o golpe contra Zelaya é uma mensagem a outros governantes de América Latina que estão estreitando suas relações com a Venezuela. É como lhes dizer: “se ficarem mais pertos da Venezuela, poderão ser derrubados por um golpe ou outra agressão” , que seria respaldada por Washington e justificada como uma medida para livrar a região da “ameaça chavista.” (…)”.
Menino! Qualquer semelhança com alguns discursos por aqui…
Mas alguem aqui acha que Chavez ´e modelo a ser seguido?
Pois é.
Interessante é como as coisas ainda se resolvem. Mas neste caso, veio bem a calhar para os éuas.
Pro Zelaya ainda tem os outros países da AL, Brasil à frente. Pros éuas “tanto faz seis quanto meia dúzia”, desde que Chavez não se anime a prejudicar certos “interesses” aqui no quintal.
Aí vale um “golpezinho” com os auspícios do Judiciário.
Srs. Clever & JOrge, honrado coma vossas menções.
Se esta mardita asthma (arf, arf, arf, ããhhhããnn) me permitir chegar ao fim, vos direi
Clever, meu coetâneo, uns ajustezinhos aqui e ali, no estilo + um aggiornamento maneiro e você, com o vasto cabedal dos 50, dá a sua bela contribuição vazada em texto + enxuto, imposição inescapável deste meio. Capisce, caro?
Jorge, pero no Luis Borges.
Menino, eu vi quando militava no serviço público: a estabilidade, via de regra, fazia com que só quem gostasse de trabalhar, trabalhasse a veras. Muitos outros zanzavam por ali que nem moscas mortas.
A trabalho passei um bom tempo percorrendo as periferias. Os vale-qualquer-coisa ajudavam na renda de muitas famílias que nem por isso deixavam de dar duro. Outras já “tavam dominadas” e não tinham força pra quase mais nada. Sobreviviam daquilo e de outros expedientes. Reerguer esse pessoal é trabalho pra mais de uma geração e muitíssimos ficarão pelo caminho. Na área rural do Sul e do Sudeste, pelo menos hoje em dia, poucos trabalham por pão velho, caro.
Bem, a mardita foi boazinha. Deu pra chegar até aqui, Amplexos.
Falar em “conveniências”, alguém soube da visita do Ministro das Relações Exteriores de Israel ao Brasil?
“Na quase visita ao Brasil do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, nossa mídia só faltou convocar seus leitores a irem às ruas protestar contra sua presença. Manifestações aconteceram, com amplo destaque na mídia. Editoriais e colunistas amestrados não economizaram palavras contra o “representante do atraso”, que não respeita os direitos humanos, que defende a destruição do Estado de Israel etc.
Agora, no Brasil, temos a visita do ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Liberman, que tem tanto respeito aos direitos humanos como tinha Gengis Kahn, e nossa mídia não tem um único editorialzinho para lembrar de quem se trata. Nenhuma indignação, apenas seu jeito de fofocar e fazer intriga contra o governo, criticando declarações do secretário de assuntos internacionais do PT, Valter Pomar, que o chamou de racista e fascista. Exagerou? Nem um pouco.”
É la do Abundacanalha.
nossa, PD.
suruba mesmo ta sua caixa de comentario.
cuidado pra não se melar an hora de limpar.
Matusalem procure no google “cortadores de cana” “morte” “exaustão” “São Paulo”. Ai voce terá uma idéia do que é a vida do trabalhador rural.
+ Poxa, Pedro Doria… deixou ao Tupã-dará o blog.
Sempre gosto dese negócio de qualificar o bolsa-família como bolsa-esmola e dizer que o pobre não quer mais trabalhar. Ué, é só o empreendedor-moderno-visionário-socialmente responsável perguntar quanto o pobrim ganha do governo e pagar mais. Capitalismo é isso aí, meus filhos.
E agora que já demos o intervalo, voltemos à suruba.
Zbigniew (170),
Atendendo ao apelo do Inútil em (179) vou ver o que posso fazer para trazer a questão da Revolução Sexual do Irã para a suruba desta discursão.
Não há revolução sem inflação. Havia hiperinflação na França da Revolução Francesa, havia hiperinflação na Russia da Revolução Russa. Havia hiperinflação na China da Revolução Chinesa.
O povo não gosta de inflação. Se fosse só não gostar de inflação, não se daria muita importância à inflação. Só que para o povo a inflação é uma comprovação de que o governo está em conluio com o empresariado e passa a considerar que o governante foi corrompido. Já coloquei aqui uma história que saiu na Folha de S. Paulo e ela vale ser repetida. Delfim Netto, um economista, falando sobre a inflação em campanha eleitoral disse: “A causa do processo inflacionário é o déficit orçamentário”. O Jânio Quadros repreendeu o Delfim Netto dizendo que o povo não sabe o que é processo inflacionário e nem o que é déficit orçamentário. Assim se o Delfim quisesse ter maior empatia com o eleitorado ele precisava mudar o discurso e repassou para Delfim a fórmula correta de se falar sobre a inflação: “A causa da carestia é a roubalheira do governo”.
Eu tinha pouco conhecimento sobre o Irã até passar a freqüentar o blog do Pedro Dória. Lá no post “O futuro incerto de Ahmadinejad” de 10/05/2009 às 13h36 em que o Pedro Doria faz referência a entrevista que ele fizera para o caderno Aliás do Estadão com Abbas Milani sobre as eleições presidenciais no Irã enviei um comentário (48) em que há a seguinte passagem:
“Eu [que sei muito pouco sobre o Irã] também tenho a minha previsão [sobre as eleições]. É só fazer um levantamento da inflação no período anterior a Mahmoud Ahmadinejad (Se ela era alta no período anterior, talvez ele tenha ganhado mais pelo descontentamento do eleitor do que pelo mérito próprio e assim pode-se fazer sentido a acusação que a ele faz Abbas Milani de que seria de uma incompetência fenomenal) e no período seguinte, se ela subiu ou permaneceu em patamar elevado, Mahmoud Ahmadinejad terá muitas dificuldades nas próximas eleições.”
A inflação no Irã antes da crise girava em torno de 15% a 17%. Com a crise ela vai cair e penso que o Mahmoud Ahmadinejad vai aumentar a popularidade. De todo modo, nessa faixa de 15% a 17% não se tem uma inflação capaz de fazer uma revolução sexual. Provavelmente, como alguém já disse antes, a Pardis Mahdavi, teve uma fantasia sexual ao voltar ao Irã da sua juventude e desejado desfrutar aqueles momentos de luxúria que a vida no estrangeiro ñão a permitiram usufruir sonhou uma noite de verão.
Não existindo inflação o que há é
O futuro incerto de Ahmadinejad
Brasil · Irã · 10/05/2009 - 13h36 - 69 Comentários
Está hoje, no caderno Aliás do Estadão versão papel, a entrevista que fiz com o professor Abbas Milani sobre as eleições presidenciais no Irã.
48Clever Mendes de Oliveira 5/11/2009 - 13h55
Pedro Dória,
Muito boa a entrevista.
Não vou ficar repetindo aqui o que eu tenho já dito em outros posts. Como por exemplo, que eu não entendo essa sua insistência com o Irã, ou que eu concordo com o que diz o Rabbit em (18) para Patriarca. Não, não vou dizer isso.
De todo modo, para um leigo como eu sobre o Irã (sei a população (lá cabe a marchinha: “setenta milhões em ação . . .”), a área, a religião, a tomada de funcionários da Embaixada americana como reféns por estudantes iranianos e a Guerra Irã x Iraque) o texto é instrutivo. A partir de agora sei muito mais sobre o Abbas Milani. E sei também sobre o Irã, até porque a informação que eu estou obtendo sobre o Irã é dada por pessoa que eu passo a conhecer mais.
Gostaria de que o Paulo Roberto Silva considerasse duas declarações do Abbas Milani sobre o Mahmoud Ahmadinejad e as levasse para o comentário dele em (32) e para o meu em (103) enviados para o post “Recado ao deputado” de 7/05/2009.
Na primeira Abbas Milani diz:
“Ignorância e inteligência são coisas distintas. Ele pode ser ignorante, mas é muito hábil”.
Bem, creio que habilidade também não é sinônimo de inteligência, embora pareçam estar associada. Um jogador virtuoso, um cantor de voz maravilhosa podem não ser inteligentes. A idéia que eu gostaria de que o Paulo Roberto levasse para o texto “Recado ao deputado” era de que muitas vezes o técnico possui só o conhecimento que o tira da ignorância, mas não usa a inteligência se a possui e nem tem a habilidade.
A segunda frase de Abbas Milani é:
“Como administrador, Ahmadinejad é de uma incompetência fenomenal.”
Penso ser muito difícil comprovar a veracidade de uma informação deste tipo. O oposto também pode ser dito sem se poder refutar. Como eu menciono no comentário (103) enviado para “Recado ao deputado” só podemos avaliar a incompetência absoluta. A partir da competência mediana não temos na gerência pública um critério ou mecanismo que nos permitisse dizer que um gerente é melhor do que outro. E é muito pouco provável que um gerente incompetente alcance o poder em um processo democrático.
Parece a declaração do Romário justificando porque passaria de Lula para FHC em 1994: “o Plano Real foi muito bom para os pobres, só é ruim a valorização do real”. Alias o Romário é o cara. Muito antes dos economistas ele apontou as virtudes e defeitos do Plano Real.
E há mais palmas para bater para você e o Abbas Milani. Vocês fazem projeções arrojadas sobre as eleições. Se elas não se confirmarem, pega muito mal para vocês, pois significaria que se trata apenas de desejos e não da realidade.
Eu também tenho a minha previsão. É só fazer um levantamento da inflação no período anterior a Mahmoud Ahmadinejad (Se ela era alta no período anterior, talvez ele tenha ganhado mais pelo descontentamento do eleitor do que pelo mérito próprio e assim pode-se fazer sentido a acusação que a ele faz Abbas Milani de que seria de uma incompetência fenomenal) e no período seguinte, se ela subiu ou permaneceu em patamar elevado, Mahmoud Ahmadinejad terá muitas dificuldades nas próximas eleições.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 11/05/2009
Pedro Doria,
O Publicar muito próximo da barra de rolamento pode levar a clicar nele sem querer como ocorreu comigo quando estava fazendo o comentário anterior.
Não posso reclamar muito porque desta vez foi até sorte eu o ter enviado sem querer, pois logo depois houve um apagão e eu perdi tudo que havia digitado. E foi sorte o que eu havia digitado se encontrar arquivado no seu post.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 23/07/2009
Zbigniew (170),
(Continuação do comentário (180))
Antes de dar continuidade ao que eu ainda pretendia dizer no meu comentário (180) eu vou fazer o seguinte acerto de frase em meu comentário (166). Na frase eu digo: “Se [a inflação] for como eu penso um problema político, o mundo econômico tem pouca influência no estabelecimento da taxa de juro”. O que eu queria dizer é que “A necessidade de se combater a inflação não advém do fato de a inflação ser um problema econômico, mas de ser um problema político. Sendo então a inflação, como eu penso, um problema político, o mundo econômico não teria interesse em influenciar no estabelecimento da taxa de juro que é um dos mecanismos econômicos de se combater a inflação”. O problema é que é difícil eu provar que a inflação não é um problema econômico. Eu poderia passar a vida toda pesquisando que ainda assim ao final alguém poderia mostrar que a inflação aumenta o índice de desemprego e reduz a taxa de crescimento econômico. Por comodidade, eu estou esperando que esse alguém publique essa prova dos malefícios econômicos da inflação para que assim eu não tenha necessidade de fazer a pesquisa. Espero não ter que aguardar como Matusalém asmático para ser apresentado a essas provas irrefutáveis dos malefícios econômicos da inflação.
Passo agora a dar continuidade ao que eu dizia no comentário (180). Continuo da última frase que ficou inacabada.
Não existindo inflação o que há é suruba, como quis, creu ou viu a Pardis Mahdavi, ou é golpe. Como o que ocorreu em Honduras tal qual se vê em outros posts mais recentes do Pedro Doria tal como “Honduras, seus golpistas, Zelaya que grita e o incrível Evo Morales” de 14/07/2009 às 8h46. Na verdade, os paises de periferia salvo o Zimbabwe não têm mais inflação desde o final da década de 80. Se no início da década de 80, os dólares que sobravam no mundo foram enxugados pela elevação da taxa de juro americana por Paul Volcker, e os países de periferia foram obrigados a desvalorizar a moeda o que agravou o processo inflacionário que crescera com a inflação mundial da década de 70, após o governo de Reagan, com os déficits públicos astronômicos, após a crise de poupança dos fundos dos empregados nos Estados Unidos e após a redução do crescimento econômico nos Estados Unidos nos primeiros anos do governo Bush pai que obrigou a redução dos juros e a injeção maciça de recursos financeiros na economia americana, os dólares voltaram a sobrar no mundo e eram encaminhados aos paises de periferia a tiracolo dos grandes financistas internacionais que precisavam com segurança que a taxa de juro do país de periferia fosse superior à taxa de inflação que até então grassava nesses países.
Ficaram retardatário nessa corrida o Brasil, e a Turquia e uma meia dúzia de uns dois ou três outros países. O Brasil em 1994 e a Turquia no final da década foram obrigados a seguir a tendência mundial. Com uma inflação na faixa de 30% a Colômbia só veio controlar a inflação no governo de Álvaro Uribe Vélez. Democraticamente ele fez na Colômbia o que dez anos antes o Fujimori havia feito não tão democraticamente no Peru. Bem, sob o ponto de vista dos banqueiros internacionais a inflação é um problema econômico. Para o interesse dos banqueiros brasileiros que precisam ter o retorno das aplicações superior à taxa de inflação a inflação também é um problema econômico. Para os demais agentes econômicos a inflação não é um problema econômico.
Para o presidente da República a inflação é um problema político. A questão é saber se o presidente que é como você disse quem manda no presidente do Banco Central deixa por conta de outrem a escolha sobre em aceitar a inflação por interesse econômico ou combatê-la por interesse político. É claro que a situação quase nunca ocorre assim de se ter que optar entre uma maior inflação por interesse econômico ou uma menor inflação por interesse político, pois sempre se alega que se combate a inflação porque ela é nociva ao crescimento econômico.
Há agora uma situação particular. O interesse econômico quer que a inflação comece a aparecer nos Estados Unidos. Ocorre que se a inflação voltar, o governo americano terá duas alternativas: ou aumenta o juro ou aumenta os impostos. Só que se o juro aumentar a economia americana não se deslancha. E para aumentar os impostos nos Estados Unidos é preciso uma situação muito especial e teria que ser feito no momento em que a economia esteja recuperando para que o efeito da elevação da carga tributária não seja visível nem se constitua em contrapeso a retomada do crescimento econômico.
Assim, sob o ponto de vista político é preferível que a inflação não dê sinal de vida e o governo dos Estados Unidos continue a injetar grandes quantidades de dinheiro na economia sem ter que mexer na taxa de juro nem na caixa de marimbondo do aumento dos impostos. É claro que mesmo havendo mais independência do Banco Central americano do que no nosso, mesmo lá, a decisão só é tomada se atender o interesse político.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 23/07/2009
Trecho da carta do “Dotô” Humberto:
“…Na área rural, falta mão de obra porque o dito trabalhador rural virou parasita do governo e não mais trabalha. Para que trabalhar? eu fico em casa e no final do mês o governo me paga…”
Há se isso fosse verdade!
Que maravilha!
As grandes cidades desinchando, milhares voltando pro campo, mesmo que seja para não fazer nada, e o consumo em alta com a “mesada” paga pelo governo.
Imagine só, menos congestionamentos, mais consumo, mais acesso aos bens de consumo, possibilidade de pagar planos de saúde e não depender do SUS…
Esse é mais um “medicuzinho chinfrim” metido a “intelequitual” de direita escrevendo asneiras, tal e qual alguns colegas aqui no blog.
Bom, mas voltemos a SURUBA IRANIANA.:o))
Clever (185), de fato há muitos interesses envolvidos no jogo de poder. Aqui no Brasil a mídia nativa das “quattro famiglia” entrou de vez no processo sucessório e tá fazendo de tudo para engatar algo que dê segurança à candidatura do Serra. Talvez os números não sejam animadores, pois já faz algum tempo que as pesquisas não circulam.
E o povo brasileiro, mais precisamente a classe média que se informa pelo JN e pela Veja (ou Folha, ou Estadão…oops! Foi mal PD) é acostumado a “emprenhar” pelos ouvidos, embora acredito que desta vez vá ser diferente. Esse expediente de derrubar o Sarney a qualquer custo passa pela CPI da Petrobrás e o marco regulatório do pré-sal e as eleições 2010, claro!
Quanto à sua tese, eu gostei dela. Embora a minha linha seja outra.
Talvez o que o post represente seja realmente um delírio da Pardis Mahdavi, um escape. Lá no Irã, a repressão sobre a mulher levou-a a uma orgia. E aqui no Brasil, a que levaria? Com certeza passaria por um papel numa novela e fotos para uma revista masculina. Ou quem sabe o posto de comentarista econômica num jornal matutino na televisão. Vai saber.
Caramujo (156). Os argumentos do Dr. Humberto me lembram o quanto a nossa sociedade ainda é sensível aos “ditames” da mídia tradicional. Senão vejamos:
1. A questão da mão-de-obra e o “parasitismo estatal”. Não sei qual a dele, mas depende das condições de trabalho. O que faz um trabalhador rural deixar a lavoura pra ser “parasita” do Estado. Ou o cara é muito vagabundo, ou as condições de trabalho na lavoura não são das melhores. Como, com certeza, a maioria não é vagabunda…Ou é?
2. Como sempre a visão simplista de que o “bolsa família” é visto como esmola ou máquina de captar votos. Não existe a capacidade de enxergar que, ao se retirar milhões da linha da miséria, ao se criar um mercado incipiente, ainda que de baixo poder de compra, ao se abrir uma porta para uma perspectiva de melhora, o programa já deveria ser considerado como um ativo importante do Estado, no que se refere a um projeto social efetivo de distribuição de renda. Claro que tudo isto não invalida as críticas, que devem existir e são bem vindas pois o programa carece de melhorias. Reequalizar o “bolsa família” seria aperfeiçoá-lo o que não anula os esfoços do governo neste sentido. Mas a má vontade não deixa que se enxergue tais predicados, além do que nada do governo ou do PT presta, não é verdade?
3. As demais observações do missivista reverberam as opiniões “independentes” da midia tradicional, em contraponto àqueles órgãos “aparelhados” pelo governo. Essa assertiva revela a competência que os órgãos da mídia tradicional ainda têm em influenciar a sociedade brasileira. Primeiro: qual parte da imprensa é submissa e remunerada com dinheiro público? Porque, se ter propaganda oficial é ser submisso, então todos são. Não é a Petrobrás que patrocina eventos ligados à Fundação Roberto Marinho? E a Veja, a Globo, etc., não veiculam propaganda oficial, também?! E outra, por ser “independente” não se pode ser conservador ou reacionário? Aliás, “independência” que ele não soube conceituar.
4. Mas o cerne do opinativo está quando ele falou no Hospital Sirio-libanês. Lembro-me de ter assistido no CQC da Band uma reportagem sobre a inauguração de uma ala nova naquela instituição, que atende, primordialmente, pessoas de alto poder aquisitivo. Houve uma crítica do repórter ao fato de que apenas poucos leitos seriam destinados a pacientes do SUS. Olha, a crítica é válida, mas precisa ser colocado o outro lado da questão. O que de bom o SUS tem até agora e o que podemos fazer para melhorá-lo. Sim, porque, embora falar bem do SUS seja uma heresia, há muitas coisas boas no sistema, e os problemas nos hospitais públicos não se limitam apenas a iniciativas da esfera federal. Isso não foi abordado, e é claro que não foi pois o intento era fazer “humor” com a crítica política (engraçado como o Serra tem aparecido cada vez mais no programa).
Falta-nos uma maturidade política para observarmos sempre os dois lados de uma questão. Mas isto está sendo conseguido, aos poucos. Há uma classe média cansada desses escândalos “fabricados” pela mídia tradicional. Digo “fabricados” porque eles nunca acabam, embora tal mídia esteja sempre “atenta”. Não tem algo errado aí? Talvez o Dr. Humberto ainda não tenha se apercebido deste detalhe, mas tenho certeza e fé que um dia ele se aperceba, ou seus filhos, ou netos…
Prezado Zbigniew,
Agradeço a sensata resposta.
1) Nao acredito que revelar e ir ao fundo dos escândalos políticos - e o pior de todos tem sido a mais que provada canalhice que se passa no Senado sob a batuta do probo SirNey - seja “ditame da mídia tradicional”. Nao é questao de ser “visao simplista”; é uma questao sobretudo de expediente político;
2) O Bolsa-Família, apesar de ter seu lado positivo (no curto termo, reitero, como “bolsa”) é, queira ou nao, um dispositivo demagógico nas maos da politicalha brasileira. É utilizado, matreiramente, para angariar votos, seja no tempo do FHC, seja agora com o Lula;
3) Nunca afirmei que “nada do govêrno ou do PT presta”. Pessoalmente, sou simpático à política exterior da administraçao Lula, que tem sido independente e relativamente livre da nefasta interferência americana. O que nao é o caso de Honduras, claro. Nesta área, acredito que deixamos de ser “pau-mandados”;
4) O que faz o SUS é positivo, e talvez melhor do que tivemos no passado. Mas de lá a afirmar, como fez o Lula, que temos saúde pública de nível sueco, é demais. Demais nao, mentiroso, demagogo e irresponsável;
5) Acredito que estamos cansados NAO da revelaçao sem fim de escândalos cabeludos - “fabricados”, segundo você, pela mídia tradicional (diga: O que entende você por “mídia tradicional”? A mídia que nao é aliada ao PT? Enfim, que diria você da mídia aliada ao PT? Seria ela “nao tradicional”?), mas SIM do fato que os escroques, apesar de identificados e “pegos com a mao na cumbuca”, nunca vao a processo e, se vao, NUNCA sao condenados e obrigados a DEVOLVER aos cofres públicos o produto do roubo. Em países mais civilizados, essa gentalha já estaria presa e cumprindo pena, e seus bens impugnados. Viu o que aconteceu ontem nos USA, mais precisamente na Nova Jérsey? Leu sobre a politicalha acusada e que brevemente responderá a processo e fará cadeia? Porque razao nao temos isso no Brasil? Alguns senadores americanos se demitiram por falcatruas INFINITAMENTE MENORES do que as barbaridades perpetradas pelos nossos oligarcas poíticos, e imediatamente. Por que lá e nao aqui? Diga: Por quê o Lula nao se pronuncia sobre isto? Respondo à minha própria pergunta: Por hipocrisia; depende da “base aliada”, né?
Nao acredito que a carta do Dr. Pacinoto tenha mais valor ou veracidade que a do Dr. Humberto.
Cordialmente,
Caramujo
Caramujo (189),
1) Que tal uma reforma política de peso? Pra não ficarmos neste jogo de “A neta de Sarney” e “a filha de FHC”, “As passagens do Sarney” e “As contas do Virgílio”, “O safado do Sarney” e “os demais vestais do Senado”? Do ponto de vista ético, o que tem mais peso?;
2)Quanto ao bolsa, já discutimos isto, respeito sua opinião, embora não compactue com a mesma;
3)Em relação à “mídia tradicional”, não é a que não é aliada do Lula. Acho que um governo não deve prescindir de uma mídia aliada. A mídia tradicional é a mídia desonesta, que potencializa os erros, que fabrica factóides (como o dos cartões corporativos entre tantos outros), e que age como um partido político de oposição. Mas não oposição propositiva. Oposição destrutiva, que subsume os interesses da nação aos interesses do grupo de poder por ela apoiado. Ou a Veja, a Folha, a Globo, o Estadão, a Band, e demais não apóiam o projeto de poder do PSDB. Quem eles preferem: o PT ou o PSDB? E assim sendo, eles tratam as notícias com equanimidade?;
4) Estamos cansados, sim! Basta destes escândalos fabricados. Cadê a proposição? Cadê a discussão séria dos grandes temas relevantes da agenda política brasileira? Nunca fomos capazes disso! O que vale é o escândalo da hora. O que vale é o “zé mané” inescrupuloso e charlatão que é colocado nos altos cargos de prestígio e poder da República e que, são tolerados, até que interesses contrariados apontem o que eles têm de podre e que todo mundo sabe de há muito tempo. E assim se sucedem os escândalos, um após outro, “ad eternum”.
Zbiniew: Concordo inteiramente com seus pontos 1, 3 e 4.
“Cadê a discussão séria dos grandes temas relevantes da agenda política brasileira?”
Ótima pergunta para o Lula, para a media, para o povo. Eu diria: Cadê a discussao séria sobre o futuro do país, a curto, médio e longo prazos?
O caminho para a soluçao seriam dispositivos sérios de contrôle, contrôle, contrôle. Auditorias sérias e efetivas, distribuídas ao público e à imprensa, como se faz em países sérios.
Diga: Por quê o SirNey nao demissiona? Por que o Lula o apoia? Seja franco, quero ver.
Caramujo (191),
quem dera todo problema do Senado, e de corrupção no país fosse o Sarney.
Ok. Façamos o seguinte: investiguemos a fundo todos os senadores. Por que esta sanha investigativa pra cima só do Sarney?
Porque o Sarney e a parte que lhe cabe do PMDB são os peões que o Lula moveu para “empulhar” a oposição naquilo que é a esperança de enfraquecer a agenda política do governo: a CPI da Petrobrás.
Não se trata apenas de enfraquecer a agenda política, trata-se também de enfraquecer uma empresa pública, de envergadura internacional, e que tem puxado investimentos no âmbito interno e externo, ajudando o país a surfar nas ondas da crise internacional. E isso tem muito a ver com o marco regulatório do pré-sal.
Pra que uma CPI se órgãos da República como o Tribunal de Contas e o Ministério Público estão fazendo o papel de fiscalizar quaisquer irregularidades? Pra politizar o fato e transformar, qualquer irregularidade que, com certeza deve existir em alguns dos milhares de contratos que uma empresa deste porte tem, em fato relevante. Foi assim com o regime tributário adotado pela Petrobrás, e que depois demonstrou ser algo dentro dos distames legais.
Enfim, Lula apóia o Sarney e deve fazê-lo porque ele vai ser um contrapeso na quebra de braço da CPI. E não só da CPI, mas também para as eleições 2010, em face do poder eleitoral de partido.
Ora, derrubando Sarney (com os auspícios do próprio PT) a imprensa tradicional (PIG) ajuda a oposição a enfraquecer o apoio do PMDB ao Lula e sua candidata, a Dilma. Este é o ponto puramente político.
É por isso que o partido da imprensa só quer o Sarney. O resto fica na gôndola pro próximo escândalo, e a conveniência da vez.
“…trata-se também de enfraquecer uma empresa pública, de envergadura internacional, e que tem puxado investimentos no âmbito interno e externo, ajudando o país a surfar nas ondas da crise internacional. E isso tem muito a ver com o marco regulatório do pré-sal….”
O que podem pegar também são as centenas de companheiros pendurados lá ganhando muito bem sem fazer nada !!! Vide o que há na assossoria de imprensa/comunicação e que já foi comentado ………
“…trata-se também de enfraquecer uma empresa pública, de envergadura internacional, e que tem puxado investimentos no âmbito interno e externo, ajudando o país a surfar nas ondas da crise internacional. E isso tem muito a ver com o marco regulatório do pré-sal….”
II - Amissão !!!
Já ia esquecendo: E que ainda nos vende uma das gasolinas mais caras do mundo para manter essa fachada que deu uma bela balançada com a queda do preço do petróleo mas que foi socorrida pela mão amiga dos bancos estatais…….
E na hora que cismarem de lembrar de Furnas e seu fundo de pensões é que vai voar merda para todos os lados ……….
Antonio M., a gasolina pode até ter um preço elevado, mas, jamais vi, em nenhum momento de nossa história recente, um período em que tal combustível esteve com seus preços estabilizados por tanto tempo, e, em muitos casos, até diminuídos. Os próprios cartéis têm que, muitas vezes, permitir a livre concorrência.
Mas o mais importantes, e isso você não disse, é a questão do gás de cozinha, que, mesmo quando o preço do petróleo estava na estratosfera, o governo conseguiu segurar os valores, já que isso reflete mais diretamente no bolso da população pobre. Fosse o governo do PSDB e estaríamos com a faca no pescoço há muito tempo.
“…gasolina pode até ter um preço elevado, mas, jamais vi, em nenhum momento de nossa história recente, um período em que tal combustível esteve com seus preços estabilizados por tanto tempo, e, em muitos casos, até diminuídos …”
Pois é…e esses descontos continuam não chegando até o consumidor, que quando aconteciam em governos anteriores Lula e o PT criticavam e diziam que fariam diferente…………
E o gás, ninguém está usando nem mesmo nosa carros pois o preço não compensa e com os “belos” acordos com a Bolívia, não deveria estar com os preços bem melhores? Aliás, que eu saiba na revenda de gás de cozinha os preços não são regulados. Outro exemplo: Dez/1999 - Sal. Mínimo R$ 136,00 e Gás 16,78 (Ultragás) / jun/2009 - Sal. Mínimo R$ 465,00 e Gás 41,00 (Ultragás) = mais ou menos 10% do SM. Não mudou muita coisa. Tem muita bravata isso sim.
Antonio M, respostas pra essas questões não podem ser apressadas. Tu pensas que a gente é menino, rapaz!
A pobreza é relativa nas diversas regiões do país, onde temos variação da cesta básica. Tomando São Paulo e Recife, já encontramos uma variação no valor de até 40% (pesa mais em São Paulo do que em Recife, porque será?).
Claro que o poder aquisitivo em São Paulo é maior que em Recife, mas isso não vale tanto quando se faz comparação em relação a salário mínimo.
Mas, como você mesmo disse, os preços de gás não são regulados, e em Recife você encontra gás por até R$ 28,00, R$ 29,00. Na verdade, não é incomum que numa mesma cidade você possa achar variações.
No Nordeste e nas regiões mais pobres do país os valores também são bem menores do que este apresentado por você (que ainda pensa que o Brasil é São Paulo… e que a gente é menino).
O importante é que o pobre tá tendo acesso a este valor a menor, o que já ajuda na batalha do dia a dia.
“…Tomando São Paulo e Recife, já encontramos uma variação no valor de até 40% (pesa mais em São Paulo do que em Recife, porque será?).
Claro que o poder aquisitivo em São Paulo é maior que em Recife, mas isso não vale tanto quando se faz comparação em relação a salário mínimo.
Mas, como você mesmo disse, os preços de gás não são regulados, e em Recife você encontra gás por até R$ 28,00, R$ 29,00. …”
Reportagem semana passada na Band mostrou que várias regiões do NO e NE, inclusive Recife, as revendas são clandestinas, são pequenos comércios, casas, bares etc que adquirem bujões vazios e compram em destribuidoras pois não há como fiscalizar e está forçando revendas legais fecharem as portas e atuar clandestinamente pois assim conseguem essa diferença de R$ 10. Fora o risco de vazamentos e explosões. Vai se informar antes de glamourizar o factóide.
Antonio M, as revendas no NO e NE são clandestinas???!!! Mêu, no NO e NE já tem até coca-cola! Peraí! Sem humilhar!
Não sei não, mas hoje houve protestos em mais de 100 cidades iranianas ainda consequencia das ultimas eleiçoes.
Tem jeito de guerra cibernetica israelense.
O texto parece mais inspirar nossos pensamentos orgiasticos com as belas persas…por outro lado, o “faltamente” do ultimo paragrafo revela a pressa em publicar…
Caramba, ninguém achou site iraniano pornô?
Se acharem tasquem aqui, fiquei curioso kkkk.
:-DDDD