Honduras e o que ela muda no jogo de poder das Américas
O fotógrafo James Rodriguez, em seu blog, apresenta cenas dos protestos contra o Golpe em Honduras.
O complemento vem por conta de Alon Feuerwerker:
A situação pode mudar rapidamente, dada a precariedade do equilíbrio. A estratégia agora dos partidários de Zelaya é aprofundar o isolamento internacional do país, inclusive com mecanismos de bloqueio econômico. Contra Cuba o recurso não tem funcionado. Só que Honduras não é Cuba. Vamos aguardar.
Merece registro que os aliados continentais de Havana, inclusive o Brasil, peçam aos Estados Unidos pelo isolamento de Honduras. É a legitimação do papel hegemônico de Washington, contra o qual a esquerda latino-americana se batia, quando interessava. O demonizado George W. Bush deve estar sorrindo no Texas, enquanto Barack Obama, a pedido inclusive de Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez, faz uma faxina na biografia do antecessor.
Outro subproduto da inédita unidade continental em torno de Zelaya é a criação de um ambiente mais confortável para o Senado brasileiro votar a adesão da Venezuela ao Mercosul.
Ainda sobre o assunto:
- Os golpistas de Honduras se firmam no poder O avião venezuelano que levava o presidente deposto de Honduras Manuel Zelaya de volta a seu país não conseguiu aterrissar...
- Honduras e seu Golpe Foi golpe ou não foi golpe em Honduras? Uma pista é o fato de que do premiê canadense à presidente...
- Honduras, seus golpistas, Zelaya que grita e o incrível Evo Morales Em Honduras, o dinheiro que vem dos EUA, Europa e vizinhos na forma de ajuda internacional, compras e empréstimos, fundamental...
- O governo de Franklin Roosevelt, alternância
de poder, democracias e nosso Hugo Chávez Por que alternância de chefes de Executivo é necessária? A pergunta nos comentários abaixo vem rapidamente acompanhada do exemplo do... - Clinton, Obama e a mini Superterça:
O que está em jogo Os eleitores norte-americanos de ambos os partidos sairão hoje para votar em primárias de Ohio, Texas, Vermont e Rhode Island....



Ou seja, Zelaya deixa claro ao adotar essa tática, que está pouco se lixando para o bem estar social dos hondurenhos. Eles que se danem, que morram de fome ou coisa parecida, porque se essa tática colar, o país não terá nem os EUA, nem a Rússia ou a antiga URSS ou mesmo a Venezuela para lhe dar as esmolas que sustentam Cuba contra o tal embargo.
Assim como Chaves, que tem por único intuito tumultuar o continente, vez que suas falácias militares são insustentáveis e sua ajuda econômica duvidosa. Ele, Chaves, quer um pau-mandado no governo hondurenho, que o fortaleça como homem forte e ditador na AL, só isso.
Mais ou menos, Feuerwerker.
Se por um lado há sim uma certa capitulação à força hegemônica, não dá para ignorar que a estratégia do bloqueio econômico seja uma praxe por parte de organismos transnacionais quando uma das nações-membro quebra a norma “democrática” ou ameaça romper a “ordem” das coisas. Muito diferente da ação do Bush, que simplesmente ignorava apelos, resoluções e consensos internacionais…
Pois é. Quem é o golpista? Zé da Laia!
ou seja: embargo yankee é imperialismo; embargo bolivariano é legalista
Mereçe repeteco:
“Merece registro que os aliados continentais de Havana, inclusive o Brasil, peçam aos Estados Unidos pelo isolamento de Honduras. É a legitimação do papel hegemônico de Washington, contra o qual a esquerda latino-americana se batia, quando interessava. O demonizado George W. Bush deve estar sorrindo no Texas, enquanto Barack Obama, a pedido inclusive de Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez, faz uma faxina na biografia do antecessor….”
Alon Feuerwerker será rotulado imediatamente de PIG, com a chancela de Paulo Henrique Amorin……..
O Alon é supreendentemente independente para bancar com solidez posições contrárias à corrente.
“Merece registro que os aliados continentais de Havana, inclusive o Brasil, peçam aos Estados Unidos pelo isolamento de Honduras. É a legitimação do papel hegemônico de Washington, contra o qual a esquerda latino-americana se batia, quando interessava.”
acho q ja vi algo parecido por ai…
;^))))))
E se a população sofre por causa de embargo ianque, é devido aos interesses dos porcos capitalistas, do grande capital mas, se sofre por causa do embargo bolivariano, estão se sacrificando pela causa, pela pátria.
Malditos comunistas.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Eu continuo curioso quanto a “Desde o Golpe de Estado, a imprensa hondurenha opera sob pesada censura” que você escreveu no post anterior.
Que censura é essa? De onde você tirou essa informação?
Todos os jornais contunuam a funcionar. Tudo que acontece é documentado amplamente por diversas redes. Para se ter uma idéia a grande maioria dos vídeos postados no you tube sobre Houduras não é feito por amadores e sim pedaços de transmissão de redes de televisão (muito ao contrário do Irã…)
Muito engraçado ler isso no site…
“The armed forces have fired live rounds against unarmed civilians. For over five hours, the protesters behaved respectfully of the army and police. There had been no confrontations.”
Basta baixar qualquer vídeo dos confrontos para se ver dezenas de pessoas jogando pedras nos policiais… Inclusive pode-se ver uma arma entre os “unarmed” civilians…
O governo brasileiro — comunista, certo? — aliado ao governo norte-americano — também comunista, claro! — juntamente os os governos uruguaio, argentino, chileno, mexicano, peruano, todos comunistas, e o restante da comunistalhada das Américas do Norte, Central e do Sul, formaram uma camarilha (termo em desuso que, neste ato, estou ressuscitando, juntamente com o também ex-finado, agora morto-vivo comunismo), para massacrar Honduras e seu governo democrático, valoroso bastião do capitalismo e da civilização cristã e ocidental.
“…legitimação do papel hegemônico de Washington”?
É… O Alon Feuerwerker ainda não superou por completo o fim do também falecido PRC…
“O demonizado George W. Bush deve estar sorrindo no Texas, enquanto Barack Obama, a pedido inclusive de Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez, faz uma faxina na biografia do antecessor.”
Ora, Alon…
Se você ainda não percebeu a diferença entre Nabuco e Nabucodonosor, seus bons ofícios como analista internacional perigam tornar-se desnecessários.
Se bem que não faltará esquema de agit-prop disposto a fazer deles bom proveito.
Mas o complemento precisa ser lido juntamente com este outro post do Alon:
Ao trabalho, itamaratecas!
Se precisamos justificar certas ditaduras num dia e condenar outras no dia seguinte, é desejável um pouco mais de sofisticação.
http://www.blogdoalon.com.br/2009/06/ao-trabalho-itamaratecas.html
O referido post deste blog de esquerda, escrito, vejam bem, em 30/06/2009, se lido em relação com todos os outros escritos na mesma data (momento) e pela turma da mesma grei é, e continua sendo, único.
#1 Idelber chamou o plebiscito ilegal de “não-vinculante”. Que cheiro de novilíngua.
#2 Só a posição americana - ou melhor, do governo Obama - no episódio mereceria um poste próprio.
#3 Dada a disposição do Zelaya em fazer o plebiscito não-vinculante, com claro propósito de emparedar o Judiciário e o Congresso - golpe populista de manual - , eu pergunto: qual seria a adequada reação dos demais poderes? Deixar fazer o plebiscito e iniciar um processo de impeachment?
O que Honduras muda no jogo de poder das Américas?
Nada!
É só que a maioria dos atuais governantes americanos não está a fim de assinar cheque em branco pra gorila golpista.
Não tem a ver com Honduras. Tem a ver com o tipo de governante que a maioria dos países americanos elegeu nos últimos anos.
Se o golpe fosse na Bolívia, a reação seria mais ou mesmo a mesma.
A situação pode mudar radicalmente em pouco tempo. Basta que seja eleita nova fornada de governantes, desta vez pouquinha coisa mais conservadores que os atuais.
Um FHC, p.ex., faria um longo e erudito discurso, demonstrando a equaminidade das equinolácias e a influência dos ventos alísios na menstruação da borboleta azul.
Ao fim, mandaria todos pras lonjuras, tomar nas honduras e catar mucuím com luva de boxe.
Diria que o Brasil está onde sempre esteve, à direita de sua esquerda, à esquerda de sua direita, por baixo de quem está por cima, por cima de quem está por baixo, e blá, blá, blá… pediria a realização de uma cúpula pan-americana, onde ele faria um longo e erudito discurso, demonstrando a equaminidade…
Quanto à hegemonia política, somos todos crescidinhos o bastante para dizer que ela se legitima quando se estabelece, e se mantém legitimada enquanto existe.
Os EUA nunca necessitaram — e continuam não necessitando — do aval de ninguém, pra exercitar sua hegemonia nas Américas.
A gringolândia é hegemônica nas Américas porque é mais rica, mais poderosa, tem as armas (até porque as armas sempre vão parar nas mãos de quem tem dinheiro).
A única maneira de mudar isso é se tornar cada vez mais rico e poderoso. Influir cada vez mais no entorno e tornar esse entorno cada vez maior. No processo, matar a pau os vira-latas e puxa-sacos de sempre que, como pardal, todo lugar tem.
O que Honduras tem a ver com isso?
Nada. É areia demais pro caminhãozinho hondurenho.
Embargo ianque a Cuba é imperialismo. Embargo à Coréia do Norte, por exemplo, ou a Honduras, não.
Simples. Primeiramente pelo fato do embargo a Cuba se tratar de uma decisão unilateral contra um país meramente pelo fato dele representar um ideal anti-americano (Marcatisticamente falando), e o à Coréia do Norte e a Honduras representarem um consenso internacional contra rupturas ao equilíbrio geopolítico.
Merece registro que os aliados continentais de Havana, inclusive o Brasil, peçam aos Estados Unidos pelo isolamento de Honduras.
chest- alguem pode me dizer se o alon usou corretamente o sujuntivo do verbo pedir? nã seria melhor o indicativo?
Ah, Honduras mudou muita coisa. Depois da chapuletada do presidente colombiano nas Farc, é o golpe mais grave do Forod e Sao Paulo.
#18:
Nao sei se você viu, mas o “prolixo e difuso” (palavras dele próprio) Clever de Oliveira mandou-lhe uma loooooonnnnnnngggggaaaaaaaa missiva (#185) lá no post sobre o Sir Ney. Cuidado! Você arrisca ferrar no sono logo depois do 1° parágrafo….
É bem diferente um isolamento acordado entre TODA a comunidade internacional, em especial a latinoamericana, de um “outro” isolamento, imposto unilateralmente e com intenções imperialistas.
O isolamento em questão não legitima os anteriores cometidos pelos USA, que foram impostos em outros contextos.
Pedro,
Queria saber o que você acha desse argumento daqui:
http://www.realclearpolitics.com/articles/2009/07/07/a_solution_for_the_conflict_in_honduras_97335.html
Abração.
Caramujo,já avisei a ele que não leio mais nada daquele tamanho, se ele fizesse um blog ( e tempo e disposição não lhe falta), até poderia dar uns pitacos.
Zelaya, ao ser detido, já não era presidente do país. Já estava automaticamente impedido. Já havia, ao descumprir a constituição no seu mais pétreo artigo, o de número 239, renunciado a qualquer direito. O artigo é claro:
“El ciudadano que haya desempeñado la titularidad del Poder Ejecutivo no podrá ser Presidente o Designado. El que quebrante esta disposición o proponga su reforma, así como aquellos que lo apoyen directa o indirectamente cesarán de inmediato en el desempeño de sus respectivos cargos, y quedarán inhabilitados por 10 años para el ejercicio de toda función pública”.
Para Vilma Morales, ex-presidente da Corte Suprema de Justiça, “a Constituição se defende por ela mesma. Expulsa do seu cargo as pessoas que intentem derrogá-la e por esta razão, no momento da publicação do decreto que buscava mudá-la, Zelaya perdeu o seu cargo, ele mesmo se excluiu, deu um auto-golpe ao transgredir a norma constitucional”. Zelaya “violentou a Carta Magna em reiteradas oportunidades”, explica a ex-presidente da CSJ.
Se outros tempos fossem, os EUA estariam rindo à toa com o golpe militar em Honduras. Também as elites direitobas dos países latinos. Estariam rosnando apenas os esquerdistas. Hoje, com o golpe militar, riem as elites direitobas dos países latinos. A elite estadunidense ainda não sabe o quê é Honduras, onde está. Portanto, estão unidos no embargo os presidentes dos EUA, das nações latino-americanas (exceção, quem sabe, da Colômbia e Peru) e os esquerdistas.
Existe uma grande diferença: não vai haver invasão como a da Baía dos Porcos com o intuito de derrubar e assassinar o Presidente. Ou mesmo apoio no golpe do Chile. Ou apoio nos golpes como os do Brasil, Argentina, Uruguai, invasão no Panamá, etc.
Resumindo, há uma pressão legítima com o não-reconhecimento de um governo que chegou ao poder através de golpe militar. Da parte do Brasil e de outros latino-americanos, acredito, não haverá invasão ou mesmo fornecimento de meios para apear os golpistas do poder e reconduzir o presidente legitimamente eleito.
Iran leader’s aide: Mousavi is a U.S. agent
Top adviser also accuses opposition leader of ‘murdering innocent people’
TEHRAN, Iran - A top aide to Iran’s supreme leader called the country’s main opposition figure a U.S. agent and accused him in an editorial Saturday of committing crimes against the nation. While hard-line figures had previously demanded Mir Hossein Mousavi to be prosecuted for describing Iran’s June 12 elections fraudulent and leading demonstrations afterward, the editorial was the first public declaration that the opposition leader was a foreign agent. After quashing the post-election street demonstrations, Iran’s leadership has been trying to erase any lingering doubts about the legitimacy of President Mahmoud Ahmadinejad’s re-election by portraying the unrest as sparked by foreign meddling.
Alon parece querer coerência. Mas nesta altura do campeonato, isto signicaria o apoio dos EUA aos gorilas reaças.
Sendo um pouco pedante, a análise do Alon carece de uma certa visão holística …
o Doria, eu sei q vc se ofende com criticas, fica magoado e tal, mas eu vou fazer so uma ligeirinha q pode até poupar teu tempo de pesquisa:
esse texto q vc colou uma parte, e os contidos (bons por sinal!) nos links dos comentarios #15 e #23 não trazem nda q ja nao tenha sido dito aqui em outros posts.
portanto…
Chamei o Alon de Fireworks uma veza e ele não gostou….
com toda a sua irrelevância, parece que esse episódio de Honduras contribui para colocar um ponto final de vez nessa história de terceiro mandato para o Lula.
Para quem escreveu aí em cima que embargo americano contra Cuba é imperialismo e nesse caso é consenso dos países da OEA, vale lembrar do já manjado argumento da soberania das nações. Se tal país não quer comercializar com o outro, problema é dele.
De nossa parte, continuaremos a reconhecer Ahmadinejad como presidente democraticamente eleito do Irã, bem como negociaremos com o Sudão e chamaremos de companheiro o colega (terrorista) Kadafi.
# 27: Se os velhinhos/velhacos enturbanados continuam o teatro senil deles, nao demora acusam o Ali Khamenei de ser agente do Mossad.
Por outro lado, enquanto o mundo se diverte com o golpe militar em Honduras e em decifrar sua constituiçao fajuta, e com os clérigos velhacos do Iran, a ditadura chinesa, neste exato momento, chacina alegremente os uigures (depois de massacrar os tibetanos nao faz muito tempo). E NINGUÉM, mas NINGUÉM mesmo, dá um pio, ninguém espernea, todo mundo assiste anestesiado ao massacre. Nem Obamarama, nem a Europa, nem o grande estadista Lula, nem o Idelber Avelar, nem o Pedro Doria abriram a boca sobre mais outra estripulia dos velhacos ditadores chineses. Seria devido ao fato que os uigures sao muçulmanos? Ah, e todo mundo continua fazendo negócios fabulosos com gorilada psicopata de Burma, que cospe na cara e dá banana pra todo o mundo.
O que move o mundo é grana, muita grana. Ética, moral, ideologias políticas, responsabilidade social, respeito aos valores humanos e ao meio ambiente - isso é pra babaca disposto a servir de bucha de canhao. Os golpistas hondurenhos sabem disso. Todo demagogo sabe disso, inclusive o nosso Luísquinácio que lança seu suado impostozinho aos 4 ventos comprando votos e aparelhando o estado com sua cupinchada que usufrui de salários milionários para nao fazer nada. E também o sabem nossos dignos senadores e deputados em avançado estado de putrefaçao moral.
Que pizza esta do Sir Ney, ein? Mais uma que você engoliu, caro cidadao. Num país onde 3 milhoes saem às ruas para assistir a desfile gay e 70 gatos pingados saem em protesto no Rio contra o descalabro moral do senado sob a batira do Sir Ney, nao é pra menos.
Perdao, batura e nao “batira”. Esse teclado desgraçado…
Merda! Batuta. Desculpem-me.
Pode crer, Caramujo dixit!
Caramujo para presidente!
Comentário 32 avassalador!
Go Caramujo go!
m.a., a coisa esta tao feia na china que hu jintao nao esperou o G8 em aquila…voltou ontem pra pekin ! conflito inter-etnico é o que de pior poderia acontecer…hans X uigures se matando nas ruas… em xinjiang( regiao do nordeste chines com maioria musulmana) internet ja off line….
reparou que atualmente,a primeira providencia das autoridades de paises “em crise” é suspender a conexao internet ? mordaça virtual….
salut trixpan…
Perfeito o comentário do Alon.
Batou uma análise bem feita como essa, com a realidade jogada na cara dos bolivarianos, que já reduzem Honduras a nada.
Enquanto havia possibilidade (talvez ainda haja!) de se tornar um novo país satélite dos caprichos de Ogro Ghaves estavam a comemorar e agora desdenham.
Ô raça!
Essa raça de reaças está brincando com fogo. Do Edu Guima:
“A embaixada dos Estados Unidos em Honduras reagiu indignada nesta terça-feira às “declarações desrespeitosas e racistas” contra o presidente Barack Obama feitas pelo chanceler do governo “de fato” hondurenho, Enrique Ortez Colindres, que se desculpou pelo que havia dito.
“Como representante oficial e pessoal do presidente dos Estados Unidos da América, expresso minha profunda indignação em relação aos desafortunados comentários desrespeitosos e racialmente insensíveis do chanceler Enrique Ortez Colindres sobre o presidente Barack Obama”, disse em nota o embaixador de Washington em Tegucigalpa, Hugo Llorens.
O chanceler do governo “de fato” de Roberto Micheletti havia se referido a Obama como “Esse negrinho que nem sabe onde fica Tegucigalpa”.
“Tais comentários são profundamente indignantes para o povo americano e para mim no âmbito pessoal. Estou chocado com esses comentários, que condeno fortemente”, concluiu o embaixador dos EUA em Honduras.”
Falar nisso, o Grande Estadista Lula ganha o Prêmio da Paz da Unesco Felix Houphouët-Boigny em Paris. Coincidentemente na comemoração dos 15 anos do Real. O LULA lá em Paris e o FHC aqui, no Congresso, falando mal do LULA. Realmente, o mundo dá muitas voltas.
Com o Nobel vai haver um suicídio coletivo dos reaças brasileiros.
Comentário racista do sabujo do Dictador?
Hummmmmm…….por esse incidente se pode medir o carater dos golpistas……
INFAME o carinha.
32, caramujo é meu herói. Porem….cnn.
Zig Stardust, Obama vai se vingar das declarações de que ele é neguinho?
Essa frase do “chanceler hondurenho” tá na ponta da língua de muita gente.
PRC, Elias? Nunca fui do PRC…
Salve Alon!
Mil perdões, Alon (# 48)
É que li seu nome no expediente de publicações do falecido Paulo Roberto.
Agora, esse negócio de colocar o Brasil como “aliado continental” de Cuba tá meio forçado, né?
Confere à Cuba uma importância e uma liderança que ela está longe de ter na América Latina, especialmente em relação ao Brasil.
O Brasil, sim, tem pretensões e não faz segredo disso, em que pese a discrição com que a diplomacia brasuca costuma trabalhar.
Mais correto, se fosse o caso (e não é), seria colocar Cuba como aliada do Brasil.
“Zelaya, ao ser detido, já não era presidente do país. Já estava automaticamente impedido.” (Chest)
Nem por isso, Chest, o Exército poderia invadir a casa do carinha e despachar o dito cujo pra outro país, na marra.
Estar “automaticamente impedido” não é o mesmo que “ser automaticamente expulso do país, vestido de pijama”.
Lembra do Collor? Ele saiu do Palácio pela porta da frente e foi pra casa dele (da Dinda, aliás).
Noticiaram que ele saiu apressado porque estava com indisposição intestinal. O Bussunda, que não deixava por menos, cravou: “Vai ver que ele comeu uma ex-primeira dama estragada…”
Depois, Collor se mandou pros EUA, porque quis. Ninguém o obrigou a isso.
Foi um momento difícil, mas o país soube fazer jus a ele. A população em geral, os partidos políticos, o Congresso, as Forças Armadas e o próprio Collor, evidentemente, souberam se portar com decência e civilidade.
Lamento que brasileiros cultos se manifestem a favor dessa macaquice ocorrida em Honduras.
Dá a medida do que essas pessoas seriam capazes de fazer, se estivessem no poder, no Brasil.
“…Grande Estadista Lula ganha o Prêmio da Paz da Unesco Felix …”
Por causa do quê? De seu apoio ao Foro de São Paulo ou de defesa das FARC ?!?!?!?!!?
Elias, se o cara estava armando um golpe em conluio com um chefe de potencia estrangeira, como é o caso dele e Chaves, poderia ser sumariamente executado. Foi expulso, e deve estar agradecido pela sua vida. Aliás, os Castro, que você tanto preza, usaram muito desse método
Estão tão precoupados com um covarde como o Zelaya por quê?
Por quê não manifestaram essa preocupação com os boxeadores cubanos por exemplo?!!?
Vendo a reaçada aqui, penso que o governo deveria lançar o Bolsa-Hadol…
Haldol, Rodrigo, aprenda que pode lhe ser útil.
A imprensa brasileira, com exceções aqui e ali, segue a sua rotina vergonhosa de submissão ao golpismo bolivariano, ignorando todas as evidências de que Manuel Zelaya preparava um assalto à Constituição democrática. Pior: ignora a sua confissão. Agora, deve dar de ombros também para o fato de que Chávez coordenou pessoalmente a tentativa de retorno do chicaneiro a Honduras e apostava num banho de sangue.
A agência AFP captou o momento em que o ditador da Venezuela comandava, de seu gabinete, a operação. Até aí, já se sabia, não? O avião em que estava o ex-presidente hondurenho pertence ao braço da PDVSA nos Estados Unidos. Um repórter da TV de Chávez acompanhava a viagem, tudo transmitido ao vivo pela emissora oficial da Venezuela. O que não se tinha era a prova de que se planejava um massacre. Reportagem do jornal hondurenho El Heraldo.hn conta a história.
Estão vendo aquela lousa ao lado de Chávez? Está tudo ali. Traduzo trechos de reportagem do jornal hondurenho:
Mais do que ver um ex-militar golpista apontando para seu televisor Panasonic e aplaudindo a “façanha” de Zelaya, que era transmitida ao vivo pela Rede Telesur, especialistas em temas políticos e segurança chamaram a atenção para a mensagem escrita na lousa de fórmica e que pode ser uma clara manifestação de que o objetivo era provocar um massacre.
Afinado com as intenções que revela o escrito na lousa, Zelaya pedia, do avião, por intermédio de uma comunicação por satélite, que a população invadisse a pista do aeroporto para retirar os obstáculos que haviam sido colocado pelas forças militares. Houve a tentativa, mas a ação foi reprimida pelos soldados e pela polícia, que, segundo a Comissão de Direitos Humanos, usavam balas de borracha.
cnn
A mensagem textual na lousa de Chávez diz:
“051345JUL09 Enjambre de abejas africanas, Tribuna Presidencial, heridos por picadas y desesperación de las personas.”
Mario Berríos, advogado e especialista em temas políticos e de segurança, assegura que se trata de uma mensagem escrita em código. O escrito “051345JUL09?, segundo ele, é o que se chama, em doutrina militar, “grupo-fecha-hora”. A mensagem revela o dia (05), o ano (2009) e a hora (13:45), e foi precisamente a hora em que a manifestação estava vencendo os policiais nas imediações de Camosa, sendo insuficientes os cordões de segurança para conter os que protestavam e impedir que se aproximassem do aeroporto Toncontín.
“Enxame de abelhas (Enjambre de abejas) africanas” se refere à manifestação, que, em alguns países, tem sido capaz de derrubar governos. No caso da ocorrina no domingo, em frente ao aeroporto, Berríos observa que, com efeito, os manifestantes chegaram de todos os cantos do país e “felizmente, não foi tão numerosa a ponto de derrubar o governo e vencer as Forças Armadas e a polícia”.
“Tribuna presidencial” significa que, ali mesmo, se daria posse a Zelaya, declarando-o novamente no poder da nação. A expressão “feridos por picadas”, segundo Berríos, pode ser o mais preocupante da mensagem e da Operação Chávez, já que denota que o objetivo era provocar uma resposta violenta das forças militares e policiais ou que, mesmo entre os manifestantes, haveria feridos, com tiros a queima-roupa para provocar novos mártires”.
Cabe destacar que, um dia antes, o cardeal Óscar Rodriguez lembrou que não era recomendável o retorno de Zelaya. E observou que, afinal, no país, não havia um só morto em razão da crise política.
“Desespero das pessoas” poderia significar que a estratégia final era provocar o caos e um estado de ingovernabilidade diante de mortos e feridos.
Telespectadores brasileiros e, sobretudo, hondurenhos reclamam da cobertura que a CNN faz da crise resultante da deposição de Manuel Zelaya, em Honduras. É… Nas manifestações de apoio ao governo provisório, a CNN é chamada, com justeza, já disse, de Chávez News Network. Se bem que,convenha-se, chega a ser injusto que se reclame som da CNN. A idiotia segundo a qual, entre um civil e um militar, seremos sempre a favor de um civil contamina a imprensa do mundo inteiro - e há, é evidente, a questão ideológica. No caso da CNN em Espanhol, que é o que interessa agora, as coisas se complicam um pouco.
O Frangão é entendido em Haldol…
não sou psiquiatra, mas as vezes pessoas como você aparecem por aqui.
1. É mentira que Zelaya estivesse automaticamente impedido se fizesse isso ou aquilo, seja porque é preciso um processo legal para qualquer medida, dã, legal ser implementada, seja porque está para ser provado que Zelaya estivesse querendo um segundo mandado. A simples cronologia impede que isso fosse possível. A consulta seria no fim de novembro (dia 27). As eleições presidenciais seriam em janeiro. Não dá tempo de fazer uma Constituição em menos de dois meses, ainda mais que Zelaya tem cinco (cinco!) deputados num universo de 128. Nem Chávez conseguiu. Seria um verdadeiro milagre Zelaya passar de 128 deputados para mais de 80 numa Assembléia Constituinte, aprovar uma nova constituição, fazer campanha e vencer ainda por cima.
2. Todas as informaçõs passadas pelos jornais El Heraldo ou La Prensa podem ser taxadas, no mínimo se extremamente suspeitas, e no mais provável de mentirosas. Seu dono tem processo nas costas por tráfico de drogras (sim, ele é dono dos dois jornais) e somente suas empresas de comunicação operam sem censura. Jornalistas internacionais, inclusive o enviado da Globo, além de outros veículos hondurenhos, testemunham que sinais de tvs e rádios não alinhados com o golpe são reiteradamente tirados do ar. O mesmo vale para a CNN e outras redes a cabo. Jornais de oposição desaparecem antes de chegarem às mãos dos leitores.
3. Chester, como sempre, mente, mente descaradamente.
4. NSCA já apontou: trata-se agora de um bloqueio aprovado pela comunidade internacional, e não a represália unilateral, como é o caso dos EUA com Cuba. Além do mais as restrições americanas à ilhota caribenha duram uns 40 anos, sem efeitos práticos no que se refere aos intentos originais. Vamos dar o mesmo prazo à Honduras, gente!
5. O melhor paralelo, neste caso, não é Cuba, mas África do Sul. Lá, deu certo. Aqui, também.
Ato falho do Chester no #61. Hehehehe.
Humildemente agradeço os elogios de meus admiradores neste blog. Fucas: Nao pretendo me candidatar a presidente (que ganha mixaria) mas sim a Senador e, se possível(e sem dúvida seria) chegar a presidente da casa. É melhor que ganhar o lote maior da Mega Sena…
Chesterton: Eu sempre soube que eu era, e sou, seu herói. Só que, orgulhoso e soberbo que é, somente hoje você só teve a coragem de confessá-lo. O Caramujo agradece….
Blz, Elias. Eu militava junto com a turma do PRC ANTES de eles serem PRC. Foi no PCdoB. E o Brasil é mesmo aliado de Cuba. Tem lutado tenazmente pela reintegração da ilha ao sistema continental.
“4. NSCA já apontou: trata-se agora de um bloqueio aprovado pela comunidade internacional, e não a represália unilateral, como é o caso dos EUA com Cuba. Além do mais as restrições americanas à ilhota caribenha duram uns 40 anos, sem efeitos práticos no que se refere aos intentos originais. Vamos dar o mesmo prazo à Honduras, gente! ”
A questão aqui não é se o bloqueio a Cuba é unilateral ou não. Ou se foi aprovado ou não pela comunidade internacional. Estamos discutindo as bases conceituais que justificam o bloqueio (ou não?). Se bloqueará Honduras PORQUE o país não está seguindo regras democráticas. A mesma justificativa cabe com MUITO mais ênfase a Cuba (ou Coréia do Norte, China, Arabia Saudita, Líbia, etc…).
O fato é que é uma ginástica verbal imensa tentar justificar o bloqueio a Honduras sendo CONTRA o bloqueio a Cuba. Mas há um mérito nisso. Com suas desculpas esfarrapadas esse pessoal me faz dar boas risadas!
Hahahaha! É a reaçada pelo fim do Embargo a Honduras!
JPR, estava no consultório onde atendo pacientes. Mas, como disse, não sou psiquiatra.
65, Alon, só falta os Castro sumirem, né?
Zelaya roubou mais de U$ 10 milhões de dólares do Banco Central de Honduras, em espécie, para financiar as despesas do referendo. Ou seja, para comprar votos. O vídeo mostra um dos saques e forma parte de uma denúncia apresentada pelo Ministério Público ao Juizado de Letras do Tribunal Penal de Tegucigalpa, contra o ex-ministro da Presidência, Enrique Flores Lanza, por atos de corrupção cometidos pela administração do ex-presidente. Era através dele que o desvio de dinheiro era operado. Uma espécie de Delúbio hondurenho.
cnn
Chesterton, controle-se rapaizzz! Se continuar assim, deixará uma horrível impressao por aqui que escapou da Pinel e tá dando plantao num hospital por aí, passando-se por médico…
Menas, seu dotô, menas.
# 65:
“E o Brasil é mesmo aliado de Cuba. Tem lutado tenazmente pela reintegração da ilha ao sistema continental.”
Inda bem, né? E, porque nao?
Caramujo, se a imp0ressão que causo me importasse não viria até aqui. Eu não entendo sua atração por tiranias.
Chesterton: Será que você pirou de vez? Meus comentários por aqui - que certamente o dotô aí gosta de ler - demonstram que nao suporto tiranias.
No que toca Cuba, somente quebrando seu isolamento e reintegrando-a ao “sistema continental” que o povo cubano poderá se livrar da tirania dos irmaos Fidel, e Cuba tornar-se um país livre e soberano, sem interferências de quem quer que seja, e sobretudo, repito, sobretudo, do Titio Sam. Neste ponto, a diplomacia brasileira tem inteiramente razao.
Quem parece nutrir simpatia por ditaduras e govêrnos pseudo-democráticos é você, meu caro. Isto se vê claramente pelos seus comentários neste blog, há anos.
Que diferença entre o Irã, distante e difícil, e este imenso quintal americano. Aqui, contrariamente ao vaticínio marxista, a história só faz se repetir. Zelaya pode ser colocado junto a Chávez e Evo Morales, mas também junto a João Goulart, Álvaro Uribe e Fernando Henrique Cardoso. Em uma democracia frágil, o eventual ocupante do poder busca fortalecer sua posição e sobrepor-se ao restante das zelites locais, e perenizar-se no comando. Aqui, na maior república bananeira, vivemos esse ciclo desde 1930. A diferença é que a Constituição Hondurenha já previa (e se antecipava a) esse movimento. Imagino que a pisada no tomate do grande irmão do norte se deve a algum burocrata do Departamento de Estado encarregado pela América Central, mas sem paciência com republiquetas que escrevem suas leis sem copiar direito (temos ainda de dar um desconto pela pouca experiência da dupla Hilary e Obama, Alon tem razão, Bush deve estar rindo a esta altura). Pobre grande irmão, a menos imperialista das potências na história sofre com a desproporção de seu tamanho, se disser sim é imperialista por um lado, se disser não pelo outro. Mas a lei hondurenha, se original no conteúdo possui uma característica muito comum a democracias relativas: a tentativa de ganhar no grito, como se as palavras fossem suficientes. Citação que o Chesterton fez de uma magistrada hondurenha (#25): “a Constituição se defende por ela mesma”. São as nossas cláusulas pétreas: não é estranha uma lei ao mesmo tempo democrática e que não pode ser alterada? Não é uma fina ironia da história que a ação de nossos gorilas fardados, em meados do século passado, garanta hoje a liberdade de quem espera por um Zelaya tupiniquim ou um novo João Goulart?
Alon (65)
Foi no PC do B-E, certo? (mais um pouco, e faltariam letras no alfabeto…)
Também passei por lá (minha origem era APML).
Vejamos quanto às relações Brasil x Cuba.
A expulsão de Cuba da OEA se deu com voto contrário do Brasil, lembra?
Era presidente o Jânio, que designou o Brizola pra chefiar a delegação brasileira em Montevidéu.
No desdobramento, o Brasil vendeu tratores a Cuba, que pagou com produtos agrícolas e agro-industriais.
Aproveitando o embalo, Jânio (a pedido do Vaticano)obteve a libertação de uns sacerdotes católicos, que Fidel havia encarcerado. Atendido, ele condecorou o Che Guevara, que conduziu as negociações com Cuba e foi a Brasília agradecer a Jânio o apoio brasileiro em Montevidéu.
Nessa Jânio foi bem: a indústria brasileira de máquinas e implementos agrícolas exportou sem disputar com nenhum concorrente; a diplomacia brasileira faturou na Europa, destacando o Brasil entre os “não alinhados”; o Brasil comprou baratinho produtos agrícolas e agroindustriais pra reforçar seu abastecimento interno; Jânio faturou horrores junto ao Vaticano (ficou prestigiadíssimo) e, de quebra, Fidel ainda fez aquela declaração pública de que, para Cuba, um pedido do Brasil era uma “ordem”.
Aí veio 64, a milicada padrão javali tomou conta da cena e deu no que deu.
Já com Sarney, o Brasil retornou à conduta equilibrada que estabelecera antes do golpe militar, e passou a defender a reintegração de Cuba ao sistema continental (como nosso país é doido, mesmo, ninguém estranha que uma política externa equilibrada tenha sido conduzida por um presidente desequilibrado).
Essa linha foi mantida, com naior ou menor ênfase, pelos presidentes seguintes.
Não dá pra falar em “aliança”, até porque ela não existe. A posição brasileira está consonante com a Constituição do país e se aplicaria a qualquer outro país na mesma situação de Cuba.
“Aliança” haveria se, em outros fóruns (ONU, p.ex.), Cuba apoiasse as pretensões brasileiras, o que nem sempre acontece.
De qualquer modo, se e quando isso acontecer, a aliança certamente será liderada pelo Brasil que, agora, é o único país latino-americano a manter interesses de peso em praticamente toda a América Latina.
Antes, só a Argentina teve condições de ocupar a mesma posição.
Só que os portenhos, como se sabe, perderam o trem…
Elias, maquiar curriculos melhor que você, só a Dilma. Do Fiuza:
Ela não sabia
Ter, 07/07/09por gmfiuza |categoria GeralDilma Rousseff teve um momento de heroísmo ao mentir para os carrascos da ditadura, protegendo seus companheiros. Na democracia, continuou mentindo. E agora pode ser presa de novo, por uma causa menos nobre.
Dilma concedeu a si mesma o diploma de mestrado em teoria econômica pela Unicamp. Na realidade abandonou o curso, mas aparece como mestra no site do CNPq. O sistema só é acessível ao titular do currículo, mediante senha pessoal e CPF. A ministra declara que não sabe quem melhorou seu histórico acadêmico.
O delito é classificado como falsidade ideológica, com pena prevista de um a cinco anos de reclusão (regime fechado).
Como em tudo que envolve os aloprados do governo popular, vai aparecer um álibi para safar a ministra. Se os 40 do mensalão estão leves e soltos por aí, não será para a mãe do PAC que a lei vai funcionar. Mas o episódio poderia ter ao menos um efeito pedagógico.
Não para Dilma, naturalmente. É o distinto público quem tem a chance de aprender um pouco sobre ela. E entender de uma vez como funciona a lógica da guerrilheira.
Quanto estourou a farra dos cartões corporativos do primeiro escalão, surgiu imediatamente um “dossiê” com os gastos pessoais no governo Fernando Henrique. A devassa foi realizada pela assessoria direta de Dilma. Mas ela… Não sabia. E o escândalo sumiu.
Nos palanques da ministra pelo país, os números do PAC, seu filho, voam. Os cabalísticos 500 bilhões de reais freqüentemente aparecem como “esse investimento que nós fizemos” – como declarado por Dilma a Jô Soares, diante dos milhões de telespectadores da Globo. Se colar, colou.
Infelizmente, não colou a maquiagem no currículo. A “grande gestora” que nunca geriu nada vai ter que buscar outro truque para pôr no lugar do título postiço. Nunca é tarde para descobrir que carreira acadêmica não pode ser embelezada com bisturi.
Stalin mandava retocar fotografias para sumir com seus desafetos. Dilma Rousseff, hacker de si mesma, inventou a reputação não contabilizada.
Chávez forneceu o modelo do golpe; depois forneceu o modelo da reação mundial; depois forneceu o avião; aí forneceu a manifestação “popular”. Chávez forneceu até o cadáver (embora ele possa dividir este feito com Barack Hussein). Sua lousa sugere que ele queria muito mais.
Só há um jeito de Hugo Chávez sair vitorioso da crise hondurenha: a reinstalação no poder do golpista Manuel Zelaya, a punição dos constitucionalistas (que a imprensa chama “golpistas”) e o encaminhamento da reforma que gerou a crise. Sem esse conjunto, Chávez perde. Se o bandoleiro de Caracas e seu lacaio hondurenho não levarem todo o pacote, terão quebrado a cara.
Reinaldão
O governo da Colômbia deteve ontem 80 venezuelanos que tentavam cruzar a fronteira rumo a Honduras para participar das manifestações em favor da volta de Zelaya. A notícia está no El Herald.hn.
No grupo, encontravam-se supostos estudantes e professores que diziam pertencer à “Caravana Continental Bolivariana pela Pátria de Morazán e Lempira”. O governo colombiano considerou que deixar a “caravana” passar por seu território seria o mesmo que permitir no páis a atuação política de um grupo estrangeiro.
Honduras já enfrenta dificuldades com a invasão de nicaragüenses sandinistas que atravessam a fronteira para promover baderna no vizinho. Quem gosta dessas coisas é aquela moça da CNN, como é mesmo? Ah, sim: Krupskaia Alis.
Agora minha opinião.
Chaves está ensinando aos militares brasileiros como se faz (e por consequencia como se evita) subversão em países vizinhos.
Chester,
Qual foi mesmo o currículo que eu maquiei?
de Fidel.
Chest,
Bem, de Fidel, dei 3 informações:
1 - ele meteu na cadeia uns sacerdotes católicos;
2 - soltou os sacerdotes a pedido do Jânio, então presidente do Brasil;
3 - disse, na época, que um pedido do Brasil era uma “ordem” para Cuba.
As 3 informações foram amplamente noticiadas na imprensa, à época. Uma pesquisinha maneira dá conta.
Pra não ter trabalho: o episódio está narrado em vários livros, dentre os quais um dos “Ditadura…” do Élio Gaspari.
Na verdade, Fidel estava agradecido pelos tratores e pelo apoio brasileiro em Montevidéu. Na ocasião, a maior parte dos governos latino-americanos abanou o rabinho, obediente. Tanto que a ilha foi expulsa da OEA.
Na época, já não interessava ao Brasil assinar em cruz junto com os americanos.
Hoje, menos ainda. Há uma porção de áreas em que o Brasil concorre com os EUA.
O que não significa não assinar nunca junto com os americanos.
Não se trata de chamar Fidel de bonzinho, até porque isso ele nunca foi. Era um típico ditador latino-americano.
A questão é que o presidente do Brasil deve agir na esfera internacional segundo os interesses do país que governa.
O Chesterton pode se tornar um sobrevivente da Guerra Fria, e terminar seus dias pensando e agindo como se estivesse sob a eterna ameaça do falecido “perigo vermelho”.
O Chesterton pode fazer isso.
Já um presidente do Brasil não pode se dar ao luxo desse tipo de desmiolice. Ele tem que agir com equilíbrio, serenidade e inteligência.
Mesmo o Jânio, que jamais pecou por excesso de equilíbrio emocional, percebeu isso.
Reinaldao ladra, e o Chávez passa…
sei, o Janio percebeu isso…..ora, dar razão a desequilibrado é não ter razão nenhuma.
Janio e seu antiamericanismo deu em renuncia, Geisel em seu antiamericanismo deu no programa nuclear brasileiro-alemão, uma trolha.
Agora, quando o próprio presidente americano é um anti-americanista (sim, ele é um world citizen), é a vez dos próprios EUA se afundarem na lama.
Caramujo agora assumiu que é bolivariano?
Chest, sua obsessao com o Chávez frisa o irracional.
Nao tenho nada contra o Chávez. Isto nao significa que eu seja “bolivariano”, apesar de reconhecer que o Simón Bolívar é uma grande figura histórica na América Latina, quase ao mesmo nível do nosso amigao Lula, né? :o)) Até acho o Chávez simpático (lembra da piada dele na ONU, referindo-se ao Baby Bush “cheiro de enxofre” quando este deixou o pódio? O pessoal explodiu na gargalhada, e eu também). Ao contrário de muito ditadorzinho mixuruca pela aí, o cara foi eleito e reeleito majoritariamente pelo povo venezuelano, em eleiçoes presenciadas por dezenas de observadores internacionais. O que nao é o caso do Fidelitos, Kim Il Sungs e Ali Khameneis da vida.
Seja paciente; o Chávez nao é eterno. Agora, se você nao tem paciência de esperar, sugiro que organise seu exército brancaleone e vá lá dar um golpe no bolivariano.
My God!
cnn
Chester,
Jânio anti-americano?
Que eu saiba, ele viveu e morreu vidrado nos EUA e na Inglaterra. Era admirador extremado de Lincoln (algo elogiável, por sinal).
A questão, rapaz, é que um Chefe de Estado não pode se portar feito uma macaca de auditório (mais uma que ressuscito).
Paro por aqui.
Muita gente cuja inteligência eu respeito está elogiando o golpe de estado hondurenho. Tem até quem elogie porque acha que deve elogiar qualquer coisa que seja feita pela “direita”, tipo: “É de direita? Então é bom.” (por pior que seja).
Isso não me surpreende, embora entristeça.
É por essas & outras que, pra muita gente dos países do centro, os latino-americanos são pessoas atavicamente apegadas aos degraus mais baixos da civilização. Aquele tipo de gente que adora um tirano — de preferência fardado — para dar ordens e desobrigar do ato de pensar, formular soluções e assumir responsabilidades.
Enfim, uma espécie de sub-povo. Macaquitos, sempre prontos a abanar o rabo para el general-presidente da la República de Garrotal de Mierda.
O diabo é que, ao sul do Rio Grande, há um monte de gente de gente séria e sinceramente empenhada em fazer com que essa noção se eternize e, o que é pior, se eternize com toda a razão.
Um abraço.
“…O diabo é que, ao sul do Rio Grande, há um monte de gente de gente séria e sinceramente empenhada em fazer com que essa noção se eternize e, o que é pior, se eternize com toda a razão.”
Seria o Chesterton parte do tal “monte de gente”?
A crise em Honduras preocupa. Vai subir o preço das bananas vendidas pela Chiquita-United Fruit.