O inacreditável fim de José Sarney?
Não faz muito tempo, pesquei do Marcelo Tas – nosso Sarney Watcher extra-oficial – o seguinte post:
Ele está no poder há exatos 54 anos. Deu ao Brasil a maior taxa de inflação do mundo. Voraz como uma cobra caninana, repartiu com a escória política verde-amarela o maior lote de canais de rádio e TV da história. Matreiramente, montou um império de comunicação no Maranhão, onde atingiu status de semi-deus imortal (lá, até sua tumba já foi construída com dinheiro público!). Com a morte de Tancredo, chegou à Presidência da República. Depois, diante de queda moral vertiginosa, teve a cara-de-pau de criar domicílio falso no Amapá para poder continuar aboletado no carguinho de senador em Brasília.
Dentre os gaviões da política brasileira, ninguém voou tão alto, ninguém foi mais esperto, ninguém sobreviveu por tanto tempo. Esteve no comando de dois dos três poderes. Até seu par Antônio Carlos Magalhães foi obrigado a reununciar ao Senado. Sarney, não: sempre escapou incólume.
Agora parece que ele vai.
Se e quando ele deixar a presidência do Senado, o último coronel, dono de um (dois?) estado(s), representante legítimo da velha estrutura oligárquica brasileira, terá tido sua queda e provavelmente não mais se levantará. O quanto o Brasil mudou desde a democratização? Terá mudado o suficiente para que um oligarca regional consiga tanto poder na esfera nacional? Minha impressão é de que não mais.
Ainda sobre o assunto:
- José Sarney Incrível. Fantástico. Extraordinário. E ninguém melhor descreve o tudo e o todo quanto o Sarney Watcher oficial do Brasil, Marcelo...
- José Sarney sem bigode José Sarney, sem o bigode, em reunião da cúpula da UDN em 1959. A história desta foto está contada...
- Império e República no Brasil de Sarney Presidente do Conselho de Ética, o senador Paulo Duque (PDT) usou o que chamam ‘direito imperial’ na sessão que arquivou...
- José Dirceu, sua quadrilha e o mensalão Do Noblat: Por maioria, os membros do STF acabam de aceitar a denúncia de crime de formação de quadrinha contra...
- De como José Dirceu intermediou
a relação Brasil-EUA No Valor Econômico, via Sérgio Leo: O ex-ministro José Dirceu virou um interlocutor privilegiado do governo americano no primeiro mandato...



PD está na caminha que hoje fez frio no sudeste Confetti!
pescado no twit do pd ai na coluna da direita :
” Meus leitores dão um banho em mim, discussão inteligente à beça sobre #honduras … viva a web! =) http://migre.me/3920 2009/07/02″
viva !!
Só dá para encarar como piada e até como uma ironia ao politicamente correto falar de pessoas “geograficamente prejudicadas”.
Mas diante do rumo que o assunto tomou por aqui, chegando a se falar sobre limitações intelectuais do povo nordetino”, a graça acabou totalmente.
Eu acho wishfull thinking do Tas, mas confesso que desejo a mesma coisa, só não acho que vai acontecer assim
Uma dica off-topic para quem gosta de música e história.
http://www.betobrito.com.br/100anos/index.htm
well…..que o Sarney é, sempre foi e será um filho da puta, todo mundo sabe.Uma excrescência do coronelismo brasileiro. Mas quem está no poder precisa desses filhos da puta para governar. Assim foi com ACM, Jader Barbalho, Maluf, Quércia, Garotinho e outros sempre adulados por Collor, Itamar, FHC e Luís Inácio, o culto.
Nossa política é feita com um pé na sarjeta.
Mas Luís Inácio vai quebrar o galho de Sarney. Segura ele no poder e ganha um fantoche no comando do senado.
Tão vendo só? Luís Inácio não mexeu um dedo e já manda no congresso. Sarney vai virar um Michael Jackson reciclado e mumificado,fazendo sucesso por tabela.
Depois que a Dilma for eleita, manda ele se fuder e pronto.
Parece que “o assunto Sarney” cansou. Ou é falta de novas denuncias? No Globo de hoje ele não está na primeira página.
Acho que a investigação midiática sobre SirNey tem limites. Futucar seu passado quando FHC era presidente, não pode.
A oposição procura desgastar a presidência com esse “levante moralizador”. Será que consegue? Lula é revestido de teflon, nada gruda: sua popularidade não cai.
O PT tá engolindo um sapo gigantesco. Imagina se o partido que caregava todas as bandeiras éticas estivesse na oposição….
Que barulho!
well…..para quem quiser se despedir do Michael Jackson…..definitivamente!
http://www.whackajack.com/
Sikera…..isso não deu para deixar barato……
Intelectualmente menor, tento fazer o povo culto deixar suas esquisitiçes e maneirismos e sofismas dogmaticos de lado….., então…..
CARISMA, CAPACIDADE de conquistar a confiança e o voto do eleitor é uma coisa; capacidade de governar, administrar, é outra. Esse é um dos percalços do regime democrático: a possibilidade de eleger-se um candidato carismático, que ganha a simpatia do eleitor, mas que não é um administrador competente ou não é honesto ou não tem gosto pela tarefa administrativa. Dependendo de alguns fatores conjunturais ou da habilidade desse personagem, pode ele se manter no poder por anos a fio, fazendo da preservação de sua imagem e da confiança do eleitor, sua tarefa precípua. Caso as circunstâncias o favoreçam, essa capacidade inescrupulosa de manipular a boa fé do povão pode gerar consequências altamente negativas para a sociedade, que terá sérias dificuldades para evitá-lo.
Esse tipo de líder surge, com maior frequência, em países onde a desigualdade social é mais acentuada, o que propicia o uso de medidas assistencialistas e demagógicas, que lhe garantem a popularidade e os votos. Certamente, atender a necessidades vitais da população carente tem seu lado positivo, desde que seja feito em caráter emergencial, seguido de medidas visando inserir o cidadão no mercado de trabalho, em vez de mantê-lo como um indigente que vive às custas do governo.
Como essa reconquista da autonomia do desempregado não interessa ao líder populista, a tendência é ampliar e manter os programas assistencialistas como investimento a fundo perdido, em prejuízo do crescimento econômico, da ampliação do mercado de trabalho e do progresso social.
O programa assistencialista, como toda intervenção no processo social, pode ter aspectos positivos e negativos. Os positivos, sabemos quais são; os negativos, às vezes, nos surpreendem, ainda que, se nos detemos a refletir, veremos que são quase inevitáveis. Tomemos como exemplo o programa Bolsa Família, que nasceu para servir politicamente ao presidente Lula. Isso ficou evidente, desde o início, quando ele mandou fundir os programas Bolsa Alimentação e Bolsa Escola, para fazer de conta que um programa novo estava sendo criado pelo seu governo.
Pouco lhe importou o fato de que a fusão dos dois programas, com objetivos essencialmente diferentes, prejudicaria a execução de ambos e dificultaria sua fiscalização. O resultado previsível não se fez esperar: parentes de prefeitos, de vereadores e deputados passaram a receber os benefícios a que não tinham direito nem deles necessitavam. Mas a coisa não parou aí: a engenhosidade popular pôs-se logo a serviço dos oportunistas. Hoje, à exceção talvez do governo, todo mundo sabe o que ocorre com o Bolsa Família, que abrange nada menos de 40 milhões de pessoas.
Inventaram-se os mais diversos modos de burlar as normas que o regem, chegando-se ao ponto de, quando o beneficiado pelo programa consegue um emprego, pede ao patrão que não lhe assine a carteira de trabalho, para que possa, assim, fazer de conta que continua desempregado. Vejam vocês a que leva esse tipo de ajuda demagógica, quando sabemos que ter a sua carteira de trabalho assinada pelo patrão sempre foi uma aspiração de todo trabalhador. A carteira assinada é imprescindível para comprovar o tempo de serviço e garantir a aposentadoria.
Aqueles, porém, que abrem mão disso, estão certos de que o Bolsa Família os sustentará pelo resto da vida, sendo, portanto, desnecessário aposentar-se. É como se já estivessem aposentados, uma vez que ganham sem trabalhar.
Um conhecido meu, que cria algumas cabeças de gado, contou-me que o vaqueiro de sua fazenda separou-se aparentemente da mulher (com quem tinha três filhos) para que ela pudesse receber a ajuda do Bolsa Família, como mãe solteira e sem emprego.
Ao mesmo tempo, embora já tivesse decidido não ter mais filhos, além dos que já tinham, mudaram de ideia e passaram a ter um filho por ano, de modo que a filharada, de três já passou para sete, sem contar o novo que já está na barriga.
Esse procedimento se generaliza. Um médico que atende num hospital público aqui do Rio, declarou na televisão que uma jovem senhora, depois de sucessivos partos, teve que amarrar as trompas. Com medo de morrer, aceitou a sugestão do médico, mas lamentou: “É pena, porque vou perder os R$ 150 do Bolsa Família”. Pois é, ter filhos se tornou, no Brasil do Lula, um modo fácil de aumentar a renda familiar.
Em breve, o número de carentes duplicará e o dispêndio com o programa, também.
O Brasil precisa urgentemente de um estadista.
Ferreira Goulart, que no meu tempo era comunista
Eu não disse?
Eu não disse?
Eu não disse?
Eu não disse?
Eu não disse?
Eu não disse?
Eu não disse?
Eu não disse?
Eu não disse?…………………..
***Política gerada por troca de favores***
Um bom exemplo de “ADMINISTRAÇÃO POLÍTICA”
***para um governador ter seus projetos aprovados
pela Assembléia, ele tem que agraciar deputados com aumento de salários entre outras…***
É só converter o Nível político pra +> as trocas de favores continuam……..
“Se você ordenhar uma vaca vai ter leite, se você
ordenhar um touro vai ter um amigo para sempre.”Confúcio
***Nossa política é feita com um pé na M#R#A***
ainda este assunto… o blog está meio parado.
Ótimo texto do Ferreira, que no meu tempo era Gullar. Goulart era o Jango. Gullar é maranhense, como o Zé de Sarney. Quer dizer, o Maranhão produz inteligência e talento, não só malandros e boa maconha.
Vou fazer aqui um despacho para que o Zé de Sarney morra, mas morra de vergonha. Olhem o Maranhão aqui, brasileiros:
Só a fala do Homem
crucifica o Verbo.
Só o hálito do Homem
– suas rosas, suas vísceras –
sopra o ânus do eterno.
No alto desse abismo
se executa Deus.
(Beber à saúde
dessa enfermidade!)
–
Este é o poema PROCTOLOGIA do poeta Nauro Machado, que está vivo por lá, ativo, mas já meio velhinho. O Maranhão, hein? São Luis, perdida lá no norte… muito mais que cosmopolita.
Este verso é do poema BALANÇA COMERCIAL, do mesmo grande poeta
Onde estamos não nos cabe,
onde estamos não comporta
a nossa alma que é uma morta
que do corpo nada sabe.
Olhe, Sarney, velhaco pequeno, o eco do Souzândrade num blog de política internacional:
(…)
– Harlem! erie! Central! Pennsylvania!
= Milhão! cem milhões!! mil milhões!!!
– Yong é Grant! Jackson,
Atkinson!
Vanderbilts, Jay Gouds, anões!
(…)
– Rochedo de New Malborough!
Gruta de Mammoth! a Mormão
Palrar antes foras!
Desdouras
Púlpito ond’ pregou Maranhão!
Off topi mas, que na verdade tem a ver!
“05/07/2009 - 16h25
Exército de Honduras bloqueia pista do aeroporto e presidente deposto pousa na Nicarágua
….Em entrevista coletiva em Washington, o presidente deposto disse que uma comissão integrada pelos presidentes do Equador, Rafael Correa, da Argentina, Cristina Kirchner, e do Paraguai, Fernando Lugo, irá viajar para El Salvador para acompanhar o seu retorno.
“Se Zelaya aterrissar e considerar oportuno, iremos”, disse o presidente equatoriano. “Há uma grande mobilização da população em Tegucigalpa e nós não sabemos se o governo interino vai se atrever a reprimir essas pessoas. Então nós decidimos que o mais prudente era que o presidente da Assembleia Geral da ONU, Miguel D’Escoto, acompanhasse o presidente Zelaya na volta a Tegucigalpa”, afirmou Correa.
Além da desistência dos colegas presidentes, o governo interino de Honduras informou neste domingo que não permitirá a aterrissagem de nenhum avião que transporte o presidente deposto. ….”
Desistiram de ajudar o amiguinho é ?!?!? Que coragem!!!! quer dizer, na hora H mandaram o amiguinho sozinho e “depois eles vão” ou seja, querem hologotes e “dar a cara” de jeito nenhum!!!! Bando de bravateiros!
Quem está demonstrando ter culhões é o Micheletti enquanto Zelaya contava com ajuda “dos irmãos maiores” e disse uma coisa e ganhou outra, um belo abraço de urso…por trás …..
Mas muita coisa ainda vai rolar, vamos acompanhar……
Chesterton (160),
O Ferreira Gullar continua como comunista. Normalmente os comunistas não acreditam na capacidade do povo escolher seus governantes e preferem outro modelo em que um grupo seleto de sábios escolhe o dirigente do país.
Eu também não acredito que a escolha do povo tem o condão de transformar o eleito em um bom governante. Sempre considerei falaciosa a tese de que “governos bons ficam e governos ruins o povo tira”. Além de falaciosa penso que esta é tese propalada ou por ingênuos ou por aqueles de má-fé que sabendo que a frase é falsa aproveitam de uma situação em que se poderia tirar proveito da frase. Embora eu não creia nessa capacidade de o povo escolher corretamente o seu governante eu sou a favor da democracia, não pelo resultado que ela alcança, mas pelo processo em si. O processo em si privilegia o princípio da igualdade sobre todos os demais e por isso eu sou a favor desse processo sobre todos os demais. Para os que não toleram a igualdade a democracia é imprestável.
O Ferreira Gullar para o meu gosto é um grande poeta. Não faço essa mesma avaliação das análises políticas dele. Elas servem para percebemos um pouco da ideologia dele. Afinal ele vai manifestar a ideologia em qualquer poema que ele faça e conhecendo a ideologia dele podemos compreender melhor os poemas que ele escreve.
Quanto ao artigo, Ferreira Gullar revela mais a antipatia dele para com Lula do que propriamente conhecimento sobre o que ele fala. A primeira frase que ele diz é correta. Uma coisa é o carisma outra é a capacidade de governar. O carisma é mensurável, se não com precisão pelo menos com certo grau de segurança. Para a capacidade de governar não se inventou um mecanismo que permita assegurar que um governante possui ou não possui aquele atributo. Historiadores, usando critérios subjetivos tentam fazer essa medição, mas há mudanças nas avaliações no decorrer do tempo. É claro que uma incompetência absoluta também é perceptível. A partir de um nível médio ficam todos iguais.
A possibilidade de se eleger um candidato carismático é maior do que a de eleger um candidato não carismático. Clinton era carismático e venceu George Bush pai, que era pouco carismático. George Bush filho era carismático e venceu Albert Gore que não era carismático. Barack Obama, carismático, venceu McCain que era pouco carismático, embora fosse herói de guerra e isso também fosse uma espécie de carisma.
O caso de McCain leva a lembrar que FHC tinha muito carisma junto aos alunos dele. E depois do Plano Real, FHC adquiriu o carisma de herói do Plano Real. O fato de ser carismático não transforma ninguém em um administrador competente, ou honesto ou ter gosto pela tarefa administrativa, mas não ser carismático não é garantia que se terá esse atributo. Há de reconhecer, entretanto, que o sistema democrático em regimes presidencialistas dá preferência aos candidatos carismáticos e permite a eles adquirir um mínimo de habilidade gerencial.
É importante observar a formação das lideranças políticas de um país em um regime democrático. Primeiro, eles se tornam líderes de turma em eleição em que não há dirigismo ( Uma foram de dirigismo sereia estabelecer que só os alunos com as notas mais altas podem concorrer). São escolhidos porque tem carismas e ainda em idade juvenil exercem uma função em que é preciso exercitar a liderança e uma ou outra habilidade gerencial. Mais tarde se elegem presidente de um grêmio recreativo, depois se elegem em um diretório acadêmico, até voltar-se para a política. Se o carisma permanecer - às vezes era o cabelo na testa que dava ensejo ao carisma, ou a voz fina, ou o rosto juvenil, ou o vocabulário pobre, etc. que podem ser perdidos com a idade, ou com a mera passagem da adolescência para a juventude – e houver interesse pelo setor público podem se torna presidente de um partido, prefeito de uma cidade, governador e Presidente da República. Em cada um desses estágios haverá mais aperfeiçoamento nas habilidades gerenciais do carismático.
Uma característica importante do carismático é o poder de convencimento que eles possuem. Uma forma de se perder o carisma é ser pego na mentira. Collor era extremamente carismático. Ao ser mostrado como um mentiroso o carisma dele se esvaiu. Ciro Gomes que tem um carisma no discurso muito a semelhança de Barac Obama também foi desconstruído pelo José Serra. O esforço que José Serra fez na eleição de 2002 para desconstruir Ciro Gomes produziu duas conseqüências:uma boa para Lula: Lula ganhou os votos de Ciro Gomes sem precisar atacá-lo e uma ruim para José Serra: os eleitores de Ciro Gomes ficaram contra José Serra.
Mesmo aprendendo e desenvolvendo as habilidades gerenciais há que se reconheçer que não temos como garantir que um político que vem exercendo todos os cargos políticos desde a tenra idade seja um administrador competente (Embora pareça que há maior possibilidade de ele ser do que o que surge do nada). Também nada garante que ele seja um administrador honesto (Embora estando presente na atividade política há mais tempo e havendo certa rivalidade entre os ocupantes de cargos públicos por concursos e os ocupantes dos cargos públicos mediante eleição é de se supor que se for corrupto, a polícia e o Ministério Público já se encarregaram de persegui-lo há mais tempo). E é de se supor que aqueles que estão há mais tempo disputando cargos executivos possuem maior gosto pela tarefa administrativa.
É claro que o Ferreira Gullar tem as limitações de caracteres que a redação da Folha de S. Paulo impõe a ele. É, entretanto, totalmente extemporâneo o surgimento da expressão: “Essa capacidade inescrupulosa de manipular a boa fé do povão”. A que capacidade eles se refere? Por que ele diz que ela é inescrupulosa? Como ele sabe que o objetivo dessa capacidade é a manipulação? E o que garante que a capacidade vai permitir a manipulação da boa-fé? E por que é boa-fé do povão e não da elite?
Enfim, trata-se de uma frase sem caráter científico e que nada diz a não ser revelar uma personalidade preconceituosa e elitista do emitente. Daí em diante as frases que ele diz são cada vez menos científicas e mais revelam o caráter elitista dele. Afirmar que a liderança carismática surge mais em países onde a desigualdade social é mais acentuada é afastar-se completamente dos fatos. Brasil, Estados Unidos e Argentina se assemelham apenas por se tratar de países federativos com regimes presidencialistas. Em todos eles houve surgimento de candidatos carismáticos. As eleições da semana passada na Argentina mostram o surgimento de novos valores carismáticos na política Argentina. Dizer que isso se deve à desigualdade social mais acentuada que por lá ocorre é esquecer que no Brasil a desigualdade é maior e é esquecer que Barack Obama, Clinton e George Bush filho foram eleitos com base no forte carisma que possuíam. Bush filho abraçado com um soldado do corpo de bombeiro americano na homenagem aos mortos do 11/09 manifestava um gesto de forte carisma. O carisma pode estar no olhar, na linguagem, no timbre da voz, nos gestos. Clinton era um carismático de lábios. Os discursos dele no Congresso americano eram puro carisma labial. Barack Obama tem um carisma do discurso (Ancorado também em ser uma espécie de herói da competência negra).
Todo mundo sabe que o bolsa família não é um projeto para toda a vida de uma nação. Enquanto a nação não resolve os graves desequilíbrios regionais, o combate às desigualdades sociais só pode ser realizado da forma como está sendo feito. Combater o Bolsa Família é negar as desigualdades ou não querer que as desigualdades sejam mitigadas. Nesse último caso só não deseja a redução das desigualdades aqueles que criaram a expectativa de o povo na miséria adquirir consciência e se revoltar ou aqueles que desejam esse destino para o povo ou que não importam se esse seja o destino da massa ignara e rude.
E não me alongo mais porque nada do texto é aproveitável. Quando ele diz que se inventam as mais variadas formas de burlar as normas ele está falando de uma realidade que não é só brasileira, mas universal, mas ao mesmo tempo em que esquece que no Brasil como no mundo todo tudo o que se faz é tentar reduzir essas variadas formas de burlar as normas mediante a existência de uma série de controles (auditorias internas e auditorias externas (Tribunais de Contas), polícia e Ministério Público) que às vezes pecam pela ineficiência não de não realizar o controle, mas de o fazer em demasia, desnecessariamente.
E no final há o truísmo: o Brasil precisa de um estadista. Alguém poderia acrescentar: “triste o país que precisa de heróis”. Outro um pouco mais adiantado, diria: “mais triste ainda é, precisando-os, não os ter”. Alguém menos preso a esses ditos do passado poderia perguntar: “existe algum país que não precisa de heróis, ou que, precisando, tem-nos?” Com certeza a resposta seria negativa. Se ocorrer de não ser pode-se perguntar se não daria para emprestar. Se não der para emprestar pode estar certo que não vai fazer nenhuma diferença.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 05/07/2009
Quanto ao artigo, Ferreira Gullar revela mais a antipatia dele para com Lula …
chest- já ganhouy vários pontos comigo.
É, entretanto, totalmente extemporâneo o surgimento da expressão: “Essa capacidade inescrupulosa de manipular a boa fé do povão”.
chest- Clever, por acaso Lula não manipula de modo inescrupuloso o povão? Essa confesso que não entendi vossa senhoria.
Enfim, trata-se de uma frase sem caráter científico e que nada diz a não ser revelar uma personalidade preconceituosa e elitista do emitente.
chest- 1. ótimo que não é científico, quem diz qwue tem que ser?
2. elitismo ou apenas constata que o cara é um enganador. Se não se pode cair no elitismo, tb não se pode cair no “povismo”. (I claim credit for that expression)
Clever, desisti, teu texto é enorme, sintetiza.
Clever: Onde é mesmo que você quer chegar com o seu blá, blá, blá?
Nao há nada no artigo do Ferreira Gullar que demonstre que ele seja elitista. O Gullar demonstra, com FATOS escabrosos que todos conhecemos e que tendem a aumentar e tornar um hábito, que o programa Bolsa-Família se transformou numa muleta e numa mutreta a serviço de um demagogo comprador de votos.
Segundo você, estaria o Gullar sendo elitista quando afirma que “Certamente, atender a necessidades vitais da população carente tem seu lado positivo, desde que seja feito em caráter emergencial, seguido de medidas visando inserir o cidadão no mercado de trabalho, em vez de mantê-lo como um indigente que vive às custas do governo.” Onde, segundo você, se situa o elitismo nesta frase?
Um estadista - nao, nem precisa ser estadista para isto - digamos um administrador competente e honesto terá como objetivo o de proporcionar educaçao e formaçao de base “visando a inserir o cidadao no mercado do trabalho” a fim de melhorar sua vida a longo prazo, exatamente como afirma o Gullar. O de melhorar um sistema de saúde que atenda às necessidades básicas do povo em geral. O de proporcionar segurança ao povo no seu quotidiano. O de zelar para que os cofres do país nao sejam escandalosamente assaltados por uma classe de escroques aliados (estes sim, elitistas) sem a menor preocupaçao com o povo. O de nao aparelhar o Estado com seus cupinchas com o fim de se perpetuar no poder, visto que o estadista ou administrador competente é capaz de vislumbrar a competência (e atraí-la) mesmo em quadros que nao sejam de seu próprio partido. E por ai vai; poderia dar centenas de exemplos do que seja um estadista, que nâo necessariamente seria um indivíduo “carismático”.
você afirma: “Quando ele diz que se inventam as mais variadas formas de burlar as normas ele está falando de uma realidade que não é só brasileira, mas universal, mas ao mesmo tempo em que esquece que no Brasil como no mundo todo tudo o que se faz é tentar reduzir essas variadas formas de burlar as normas mediante a existência de uma série de controles (auditorias internas e auditorias externas (Tribunais de Contas), polícia e Ministério Público) que às vezes pecam pela ineficiência não de não realizar o controle, mas de o fazer em demasia, desnecessariamente.”
“Tudo o que se faz…”?!? Onde? Série de controles… quais controles?!? Em demasia? Desnecessariamente? No Brasil?!? Rapaz, seja sério e pare de contar piadas…
“Enfim, trata-se de uma frase sem caráter científico e que nada diz a não ser revelar uma personalidade preconceituosa e elitista do emitente.”
É, o companheiro Mendes de Oliveira viajou no angu molengo. Que história é essa de exigir que as frases de um articulista tenham caráter científico? A história que é a história não é ciência, o que dirá a análise jornalística. Aquilo é opinião, no caso opinião muito bem fundamentada. E essa satanização da palavra elite é outro ponto. Gullar compõe a elite intelectual brasileira, ora essa. Elite é palavrão pra pelego. Glauber Rocha, outro comunista inteligente, foi profético quando em seu Terra em Transe fez o jornalista e poeta Paulo Martins segurar um pelego pelo cangote e perguntar para a câmera: “Vocês já imaginaram Jerônimo no poder?”
Não é mais questão de imaginar.
Não considero o Gullar grande poeta, mas é um poeta. Isso, porém, não garante que as musas vão segredar ao pé de seu ouvido as melhores análises políticas, absolutamente. Mas nesta coluna ele mostrou competência e independência. Mandou bem. Tão bem quanto Luis Gonzaga e Zé Dantas, vozes do povão: “… Mas, doutor, uma esmola / Para um homem que é são / Ou lhe mata de vergonha / Ou vicia o cidadão/…” O que não quer dizer que não possam ser necessários e saudáveis mecanismos emergenciais para garantir os direitos básicos. Está aí Lord Keynes. Frentes de trabalho.
sobre o Bolsa Família…
DIABOS, O CREDENCIAMENTO É FEITO PELAS PREFEITURAS.
Precisa falar algo mais?
faxi 165…:-))
Eu acho que ele sai, mas não é em função do povo, é mais para dar satisfação aos pares dele de lá. Alguma coisa do tipo: “Sarney, você tá zoando demais. Desse jeito chama demais a atenção. E nós, como ficamos? Perderemos a boquinha?”
Sarney é imortal e imorredouro como o velho jeito de roubar de nossos políticos. Ele e esses políticos comprometidos só com seus próprios bolsos, apenas se extinguirão quando o eleitorado mudar sua forma depensar e de votar.
Car (172),
Oh, a storm is threat’ning your very life today If you don’t get some shelter Oh yeah, you’re gonna fade away. É, parece que há uma praga rodando seu nome aqui no blog do Pedro Doria e se você não tomar cuidado seu nome vai desaparecer silenciosamente na poeira da eternidade.
Eu tenho um comentário seu mais antigo que eu preciso responder. Depois dele, eu vejo se dá para dar uma olhada nesse ai de cima.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 06/07/2009
Chesterton (171),
Reconheço que sou prolixo e difuso (Um pouco de aprendizado invertido do livro “Português pelo método confuso” de Mendes Fradique), mas no caso a culpa não foi minha, mas do texto do Ferreira Gullar.
Assim, a síntese para mim é um tormento, mas já a havia feito, pois está lá:
“E não me alongo mais porque nada do texto é aproveitável”.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 06/07/2009
Faxi (173),
Há dois agradecimentos a lhe fazer (três se eu incluir a sua leitura do meu tijolaço e o seu comentário). Primeiro quando você utiliza os versos de Luis Gonzaga e Zé Dantas, “… Mas, doutor, uma esmola / Para um homem que é são / Ou lhe mata de vergonha / Ou vicia o cidadão/…” e complementa dizendo: “O que não quer dizer que não possam ser necessários e saudáveis mecanismos emergenciais para garantir os direitos básicos”. De certo modo você está reforçando o que eu dissera com outras palavras como se vê no trecho do meu comentário mostrado a seguir: “Todo mundo sabe que o bolsa família não é um projeto para toda a vida de uma nação. Enquanto a nação não resolve os graves desequilíbrios regionais, o combate às desigualdades sociais só pode ser realizado da forma como está sendo feito”. Reconheço, entretanto, que o só está na frase por um descuido, pois eu mesmo defendo que o governo realize esforço no sentido de melhorar a educação pública e ser mais ativo na luta pela reforma agrária. Deve-se estar atento para o fato de que a ênfase em políticas públicas de incentivo à educação trará resultados mais a longo prazo e a reforma agrária talvez venha sofrer uma reversão daqui a 20 trinta anos, funcionando a meu ver apenas como um paliativo para evitar a formação de grandes favelas nos entornos das nossas maiores regiões metropolitanas.
E agradeço também por você ter corroborado minha opinião sobre o caráter não científico da frase de Ferreira Gullar “Essa capacidade inescrupulosa de manipular a boa fé do povão”. Como você disse: “Que história é essa de exigir que as frases de um articulista tenham caráter científico? . . . . Aquilo é opinião, . . . .”
Lembro-me de um elogio que me fizera um professor e que eu não canso de repetir. Aqui no blog já o mencionei uma vez em discussão com “Surfando na Jaca”. Escreveu então o professor depois de ficar certamente admirado com a profusão e afluência de conceitos e idéias que eu lançara em trabalho:
“Seu trabalho é uma obra prima de tautologia enriquecida com pérolas de truísmo”? Nunca dantes alguém me fizera um elogio como esse. Envaidecido desde então, mas evitando ser pedante, eu procuro dentro do possível e também do impossível aparar, apurar ou eliminar frases ou expressões onde eu vejo sobressair uma ou outra tautologia. Assim, ao dizer que a frase “Essa capacidade inescrupulosa de manipular a boa-fé do povão” não possuía caráter científico eu queria dizer apenas que era uma opinião. A tempo você fez o acréscimo que eu por comedimento evitara. Concordo com o acréscimo que você propõe. Com ele, que era o meu pensamento original, eu teria esclarecido mais.
Em relação a eu ter dito que a frase de Ferreira Gullar revelava uma personalidade preconceituosa e elitista dele, talvez eu não tenha feito boa figura ao referir à personalidade dele como elitista junto com preconceituosa. A palavra preconceituosa carrega uma conotação negativa e não é desaprovada pelo politicamente correto. Enquanto o termo elitista para uns é elogio e para outros crítica e, além dessa ambigüidade, vem sendo banido pelo politicamente correto.
Pode ser que ao dizer “trata-se de uma frase sem caráter científico” eu tenha transparecido ser um técnico imbuído dos rigores da academia. Ledo engano e longe disso. Dou os meus pitacos e por puro deleite e se são longos é apenas pela minha natural incapacidade da concisão. E pode ser que ao colocar junto elitista e preconceituosa eu tenha aberto o franco para as críticas despropositadas. Na frase pensei até usar outro termo. Não o fiz por que elitismo expressava bem o que eu queria dizer. E eu posso muito bem não ficar submetido às limitações do politicamente correto se for do meu interesse. Se a frase fosse dita por pessoas como as que durante muito tempo repercutiam a frase “governo bom o povo deixa, governo ruim o povo tira” querendo expressar a superioridade da manifestação popular sobre as demais - o que o Chesterton em (170) chamou de “povismo” com direito a crédito sobre a expressão – e eu já houvesse lido o comentário de Chesterton eu acusaria a frase de preconceituosa e povista. Agora é sintomático que a frase “governo bom o povo põe ou deixa, governo ruim o povo tira” tenha sido paulatinamente retirada de cena. E era sintomático que um dos grandes defensores dessa frase fosse o antigo PCB quando defendia o parlamentarismo.
Em minha opinião, a frase de Ferreira Gullar é elitista, pois revela a crença dele de que os grandes sábios brasileiros têm a solução para os nossos problemas. Nem o povo, nem as nossas elites sabem qual é a resposta. E não me pergunte qual é a resposta como se eu a soubesse. Acredito que o processo democrático não tem a resposta, mas é o que responde sem fazer distinção entre elite e povo, tornando-nos mais iguais. Mesmo que a solução democrática venha se mostrar inferior à outra (venha se mostrar menos eficiente, ou menos qualquer outro critério que seja tomado no momento como superior) eu a preferirei.
E que cada solução que o processo democrático (Bolsa Família, por exemplo) traga seja analisada e criticada ou elogiada por defensores e detratores da solução. Eu aproveito as análises dos outros para conhecê-los melhor, e verificar a lógica da construção dos elogios ou das críticas e para, quando achar de bom alvitre, dizer como dizem os mineiros da região do triângulo: tem base?
Clever Mendes de Oliveira
BH, 06/07/2009
Chesterton (168),
Também preciso agradecê-lo pelo reforço que você deu ao que eu pretendia dizer com o o meu comentário sobre o artigo de Ferreira Gullar. Você está certo em dizer que o Ferreira Gullar ganhou pontos com você, apesar de ele ser comunista, por ele ter demonstrado antipatia para com Lula. Como se dizia nas aulas do antigo curso ginasial: “como queria demonstrar”.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 06/07/2009
Videozinho legal estrelando um certo bigodudo que já foi muito amado pelo povo:
http://www.youtube.com/watch?v=n7uBejqQJlc
Clever no #178:
“Eu tenho um comentário seu mais antigo que eu preciso responder. Depois dele, eu vejo se dá para dar uma olhada nesse ai de cima.”
Xiiii, rapaizz. Mió dexá pra lá. Vou ferrar no sono de tédio lá pela metade de sua resposta, senao antes, tenha certeza. É tanta “escreveçao” pra nao dizer absolutamente nada… “Prolixo e difuso”, concede o pedrazulense sobre si mesmo, como se já nao sabíamos disso!
Perái, espertao, teria você enfim algo de concreto a dizer ou só quer encher linguiça? Ou o saco?
Oh yeah, you’re gonna drown, clever boy
In the sea of your own empty words
‘Cause your name is just a ploy
Prolixity and diffuseness aren’t the mark of cleverness
But the proof of vacuity…
Chesterton e o Ferreira Gullar têm pelo menos o mérito de ir direto ao ponto, sem passar por Bagdá e Plutao. Seja conciso, cara!
Sob condições “normais”, a imolação pública de José Sarney mereceria lautos festins. Acontece que a febre moral da grande imprensa visa apenas desgastar o PMDB governista antes das disputas de 2010. É pura campanha eleitoral.
As sucursais brasilienses existem há décadas, com repórteres alimentados por centenas de fontes em todos os níveis de poder, e nenhum deles, nenhunzinho, jamais soube de falcatruas operadas por diretores do Senado antes do governo Lula (nunca é demais lembrar que Agaciel Maia esteve lá por 14 anos). O Sarney que presidiu a Casa e coordenou a base parlamentar do governo FHC (1995-97) era probo, literato e elegante.
Parece que duvidar da imprensa virou elogio ao coronel maranhense. Sei. Então tá. Proponho o seguinte: aspiremos bons fluídos republicanos, montemos na vassoura ética e investiguemos o PMDB de uma vez por todas. Que tal começar pelo quercismo?
Sugiro um levantamento dos órgãos e cargos ocupados por peemedebistas na atual gestão paulistana de Gilberto Kassab. Como se sabe, a vice-prefeita, Alda Marco Antônio, foi secretária dos “polêmicos” governos estaduais de Orestes Quércia (1987-90) e Luiz Antônio Fleury (1991-94) – aquele do massacre do Carandiru.
Alguém pode aproveitar o embalo para escarafunchar também o governo de José Serra, que se aliou a Quércia para vencer a disputa estadual e manter sólida maioria na Assembléia. Não parece razoável que uma aliança dessa envergadura tenha transcorrido sem qualquer, digamos, retribuição. Ora, deve restar alguma irregularidade, mínima que seja, escondida nos milhares de departamentos e incontáveis gabinetes dessas portentosas máquinas administrativas.
Ops. Cadê o furor investigativo? Agora deu preguiça?
Chesterton, (167),
Quando comecei a ler o texto que você trouxera em (160) quedei-me em estupor pálido de espanto. Finalmente, eis o Chesterton se alongando em fartas elucubrações de linguagem grandiloqüente. E do estupor quase ia a apoplexia ao confirmar pelas idéias expostas no texto que era você próprio se expressando. Pelo estilo, entretanto, eu me indagava a todo momento ensaiando a dúvida: “não pode ser, o Chesterton não é de fazer essas parolações sem fim” ou então “por que o Chesterton está a borboletear despudoradamente?” e mais “ qual o motivo dele tergiversar-se se não é nisso que ele é capaz de exceler?”. Com um monitor de 14 polegadas e as letras em tamanho gigante para meus olhos de presbita quase varava a noite até descobrir ao fim e ao cabo que se tratava de artigo de Ferreira Gullar.
Melhor assim. Por uma, pois percebia já ser capaz de identificar o que você escreve do próprio punho. E por dois porque pensava que me seria mais fácil argumentar contra Ferreira Gullar. Não imaginava que ele teria tantos defensores entre os comentaristas deste blog.
Em (169) você me questiona por ter eu dito em (167) que é totalmente extemporâneo o surgimento da expressão: “Essa capacidade inescrupulosa de manipular a boa fé do povão”. E você complementa indagando-me: “por acaso Lula não manipula de modo inescrupuloso o povão?”. De antemão posso dizer que em (169) você se faz presente no seu estilo direto e preciso. Enquanto Ferreira Gullar evitou mencionar o nome de Lula, você o coloca à frente de tudo.
Em minha opinião na frase - essa capacidade inescrupulosa de manipular a boa fé do povão - Ferreira Gullar faz uma espécie de pegadinha, caso alguém pergunte se ele está acusando o Lula de manipular de modo inecrupuloso o povão. Ele prontamente responderia que inescrupulosa é a capacidade e não a manipulação e acrescentaria que ele não citou o nome de Lula, e quem mencionou o nome de Lula foi quem fez a pergunta. E além disso ele poderia dizer que a palavra inescrupulosa não é tão vergonhosa assim. O Santo Ricupero não se considerou desprovido de escrúpulo no episódio da parabólica em 1994?
E insisto, é frase que veio de inopino, pois na frase anterior, ele apenas refere-se à habilidade desse personagem (que ele não diz quem é, mas supõe-se se tratar do candidato carismático) para se manter no poder por anos a fio, fazendo da preservação de sua imagem e da confiança do eleitor a tarefa precípua dele. Em síntese, Ferreira Gullar faz um elogio, ou, no mínimo, uma constatação de uma realidade universal: no mundo todo os políticos buscam manter-se no poder por anos a fio, fazendo da preservação de imagem deles e da confiança do eleitor a tarefa precípua deles. Não faz o elogio a todos porque sabe que alguns não conseguem chegar até lá. E então ele surge com a frase que tanto causou admiração entre os asseclas do séquito das correntes mais exaltadas e radicais: “. . . . essa capacidade inescrupulosa de manipular a boa fé do povão pode gerar consequências altamente negativas para a sociedade”.
Não havia encadeamento da frase com as afirmações anteriores. E solta, a frase permitia muito bem as questões que eu formulei como se vê a seguir (corrigindo só os erros de português que eu perceber):
“A que capacidade ele se refere? Por que ele diz que ela é inescrupulosa? Como ele sabe que o objetivo dessa capacidade é a manipulação? E o que garante que a capacidade vai permitir a manipulação da boa-fé? E por que é boa-fé do povão e não da elite?”
E se fosse ainda corrigir mais a frase eu acrescentaria umas duas questões: “o que ele entende por manipular” e “o que ele entende por inescrupulosa”? Será que para Ferreira Gullar inescrupulosa refere-se a um ato sem escrúpulo estéril, sem qualquer conotação negativa? Se for assim, talvez ele não queira ver mal em ter capacidade inescrupulosa de manipular a boa-fé do povo. A frase poderia significar que o político com habilidade para governar gerencia com competência sem se deter em detalhes periféricos a boa-fé do povo para construir um país melhor.
Quando você me pergunta em (169) “por acaso Lula não manipula de modo inescrupuloso o povão?” eu sei que você não perguntou com o mesmo sentido que eu dei por último à frase, mas se a tivesse formulado no mesmo sentido que eu dei, eu responderia que não sabia. E observe que você transferiu a falta de escrúpulo da capacidade para a manipulação. Sempre me preocupei quando leio ou penso sobre o fenômeno do carisma em saber se faz diferença o país ser governado por um líder carismático ou por um líder sem carisma. Eu prefiro um líder carismático, mas não creio que os acadêmicos em estudos mais profundos acharão a resposta para essa minha dúvida.
Dúvida que pode ser posta também em termos práticos, embora não se poderia testá-la. Alguém poderia perguntar: “Foi o carisma (inescrupuloso?) de Lula manipulando de modo inescrupuloso a boa-fé do povão que levou o Brasil a transformar o tsunami que acometeu à economia mundial em uma marolinha ou foi por que os gerentes políticos da economia brasileira estavam alertados sobre a crise que viria e bem preparam a economia para superá-la com galhardia?”
Ainda restam dois pontos para eu apresentar nessa resenha sobre a sua questão em (169). Primeiro eu disse que a afirmação de Ferreira Gullar fora extemporânea porque me pareceu que não houve uma conexão lógica entre o conteúdo das frases anteriores e a frase “essa capacidade inescrupulosa de manipular a boa fé do povão”. E, além disso, ele usa essa que se refere ao que já foi dito e não esta que se referiria ao que ele vai dizer e que no caso ficaria mais lógico. Se ele iniciasse a frase com a afirmação: “A capacidade inescrupulosa . . . . pode gerar conseqüências altamente negativas para a sociedade”, eu talvez não colocasse tanto óbices.
O segundo ponto a considerar é em relação a você ter utilizado a frase de Ferreira Gullar para aplicá-la em Lula. Em minha opinião Lula tem manipulado a boa-fé, mas é a boa-fé das elites, da nossa casta superior de cosmopolitas aculturados impregnados das teorias mais reacionárias que o vulgo houve por bem chamar de direitona. A direitona que acredita ser José Serra a grande esperança branca que a retirará do opróbrio a que por justa causa fora condenada. É ela que se deixou convencer pela Veja que a economia brasileira estava um pujança quando Lula na época da quebra do sigilo do caseiro quis repassar a idéia que a economia ainda era tão frágil que não suportaria os achincalhes a que os jornais de maior influência na opinião pública submetiam os nossos melhores homens públicos. Alias, o Palocci era médico como o Geraldo Alckmin, o provável adversário de Lula, e nada melhor do que mostrar para a sociedade o que um médico era capaz de fazer e com a demissão posterior do Palocci mostrar que quem manda era Lula e que além disso ele não admitiria que se ficasse bisbilhotando o extrato bancário do caseiro. Se Lula agiu assim ele manipulou inescrupulosamente a boa-fé de quem?
Não será a direitona que se deixou convencer que eram verdaderos os contratos do PT com o Banco Rural que a Veja mostrou enquanto a CPI afirmou que eles eram falsos e a Veja não deu um pio sobre isso? Será que não foi o PT que os repassou para a Veja? E essa campanha contra o Congresso será que não tem o dedo do executivo, pois é o poder que mais beneficia da desmoralização do Poder Legislativo. Não custa lembrar que a Editora Abril e a Rede Globo são empresas com um volume muito grande de débitos. E ninguém oferece melhores facilidades para um grande devedor que o caixa do governo, principalmente quando esse governo se ancora em uma receita de quase 30% do PIB.
Sem mudar de assunto e só para terminar um adendo. Eu sou a favor do Estado forte e penso que nada revela mais a força do Estado do que a carga tributária, mas há uma frase de Paul Valéry que, nesses momentos de reflexão sobre quem é quem, sobre quem financia quem, sobre quem manipula quem, deve ser levada em consideração. Diz ele: “Si l’Etat est fort, il nous écrase; s’il est faible, nous périssons”.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 07/07/2009
Ô Clever, pelo amor de Zeus!!!!! Cada comentário seu é uma tese de doutorado, só que vazia, vazia, vazia… salve a frase de Paul Valéry no final, claro, com a qual estou de acôrdo. No mais, que mistureba mais insôssa!
ZZZZZZZZZZZZZZZZZZ ZZZZZZZZZZZZ ZZZZZZZZZZ
abre um blog que lá vou eu….
Chesterton (197),
Uma andorinha só não faz verão, mas um frangão, até me encorajaria se eu fosse do ramo.
Uma vez você estranhou um elogio que eu fiz ao populismo. Relembro os meus argumentos para pelo menos ficar esclarecido o meu entendimento sobre o assunto aqui nesta discussão sobre carisma. Distingo o populista do demagogo. O populista tem carisma junto à camada mais popular do povo e com essa camada mantém uma interação maior. O demagogo procura agradar o grupo ao qual ele se dirige. Manter o dólar desvalorizado é um ato de demagogia seja a desvalorização do governo Lula, seja do governo FHC. Reduzir os impostos seja o Reagan ou o Bush filho nos Estados Unidos é um ato de demagogia. Populistas podem ser demagogos, como mostram dois dos mais demagogos presidentes americanos: Reagan e Bush filho, mas o mais comum é quem não sendo populista utilizar a demagogia para se aproximar da população. Os democratas americanos têm-se esforçado para não demostrar demagogia no tocante ao tributo. Assim desde a campanha de Reagan contra Carter e principalmente na campanha de 1984, de Mondale contra Reagan, enquanto os Democratas prometiam aumentar os tributos os Republicanos prometiam diminuir. Com Bush pai contra Dukakis em 1988 houve também esse posicionamento austero dos Democratas enquanto o Bush pai – que foi demagogo só na campanha, pois depois governou com austeridade – prometia não aumentar os tributos. Só quando foi Clinton contra George Bush pai é que o Clinton ficou calado no que diz respeito a aumentar ou não os impostos, mas utilizava a promessa de George Bush pai contra o aumento dos impostos em que Bush dizia: “Read my lips, no more tax”. Na campanha Clinton se omitia sobre a política tributária dele - depois de eleito ele aumentou os tributos - e maldosamente só fazia lembrar essa declaração do Bush pais.
O populista é maltratado pela academia. Não só dizem que é aquele que, pelo carisma, mantém uma relação mais próxima com o povo, como acusam o populista de passar sobre as instituições nessa relação com o povo. Lula tem carisma. Lula é populista. E por isso ele estaria passando sobre as instituições? Só se for como um gigante cujas passadas tivessem esse poder mágico.
Devo ter lembrado, no meu comentário em que eu explicava o meu entendimento sobre populismo, da diferença entre o Lula e o FHC no tocante à comunicação sobre a inflação junto ao povão. Para FHC “a inflação é o mais injusto dos impostos”. Para Lula “A inflação é uma desgraça”. A fala de FHC só faz sentido para uma plêiade de economistas e lá vai gerar controvérsias. Se fosse na época de Ignácio Rangel ele diria: “não, o mais injusto dos impostos é o desemprego”. O povão jamais vai entender isso. E há também o ensinamento de Jânio Quadro para Delfim Netto em uma campanha política e que saiu publicado no Painel do Leitor da Folha de S. Paulo provavelmente no início da década de 90. Delfim Netto, como bom economista encaixou no discurso dele a frase: “a causa do processo inflacionário é o déficit orçamentário”. Jânio Quadros foi ao socorro de Delfim Netto e disse: “Delfim Netto, o povo não entende o que é processo inflacionário, o povo não entende o que é déficit orçamentário, assim da próxima vez diga somente: a causa da carestia é a roubalheira do governo”. Jânio era outro grande populista da linguagem. Era mais ator, pois possuía um português escorreito, mas sabia usar a linguagem que mais o aproximava do povo. Lula é um populista da linguagem, mas ao contrário do Jânio Quadros o é naturalmente, sem impostação ou sem precisar de atuar.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 07/07/2009
Chersterton,
Consertando um erro que cometi no final do comentário (185). Na frase: “E ninguém oferece melhores facilidades para um grande devedor que o caixa do governo, principalmente quando esse governo se ancora em uma receita de quase 30% do PIB” o certo é: “se ancora em uma receita que ultrapassa 35% do PIB”. Esses 5% fazem uma diferença e tanto. Para mim é motivo de gáudio e para você certamente de desespero.
E pensar que toda essa carga vem da época de Fernando Henrique. E que a nossa esquerda não consegue vê-lo como incompetente, mas o acusa contra as evidências de neoliberal. Só durante a ditadura militar o Estado se fortaleceu tanto como na época de FHC.
E embora seja de somenos importância cabe lembrar que o meu comentário (188) deveria ter sido destinado a Chesterton (187) e não a Chesterton (197).
Clever Mendes de Oliveira
BH, 08/07/2009
chesto, m.a. e clever, vcs sao otimos !! kkkk*
Confetti*
Paris,08/07/2009
Confetti, ma chère. Non seulement je suis “bon”, mais je suis aussi “beau”. :o))
Um abraço do Caramujo.
Prezado Clever:
Já descobrimos que vosmecê é apaixonado pelo demagogo e, devo dizer, também populista (sendo o mesmo, segundo vosmecê, carismático) Lula. OK, cada macaco no seu galho…
Olha a concisâo aí, rapaizzz. Continue trabalhando duro; você chegará lá.
Faço-lhe um elogio: Sua memória é prodigiosa. Se você fosse menos prolixo e difuso, seria um excelente papo. :o))
Tenho tanta coisa para escrever sobre esse cidadão,mas iria perder muito tempo.
Em resumo, é um grande SAFADO.
O BIGODE VAI OU FICA?
Fato ocorrido no sertão de Pernambuco, anos 30.
O coronel e seu belo bigode entram na barbearia com barba de 10 dias por fazer e ordena: “- Quero minha cara lisa e rente feito pele de cereja. Vou à festa de 15 anos de minha afilhada”.
O barbeiro olha o amontoado de pêlos e fica na dúvida: “Escanhoarei tudo ou o bigode ficará no rosto?”. Pergunta: “- O bigode vai ou fica?”.
Pensando como chegará na festa, o coronel responde: “- É claro que o bigode vai!” O barbeiro não titubeia e lhe rapa fora o estimado adorno facial.
E a parabellum berrou três vezes para deixar mais uma pobre viúva no sertão.
Publicado no Blog do Corsário: http://blogdocorsario.blogspot.com/
Ca (67),
Tenho observado seu reclamos sobre os meus comentários. Por vezes enriquecidos com censuras acerbas, outras vezes diatribes jocosas a ridicularizar com analogias metafóricas meu jeito de expressar raramente direto e nunca conciso. Há diatribes que as tomo por elogio como o que recentemente li no seu comentário (80) junto ao post aqui no blog do Pedro Doria intitulado “Forças Armadas e Democracia na América Latina” de 30/06/2009 às 14h26 onde você compara o meu estilo de escrever ao movimentar incessante de Mohammad Ali no ringue.
Sou mineiro, mas ao contrário dos demais não dou sequer um boi para não entrar em uma briga, simplesmente não entro. Nem dou uma boiada para não sair de uma briga: saio. E é assim, com esse espírito pacífico de um grande admirador do general Rondon, mas sem o exagero de dar a própria vida que eu espero que a sua analogia sobre Muhammad Ali não lhe tenha surgido em virtude de efeitos físicos dos meus escritos a lhe atingir como um gancho na forma de um uppercut.
Alias, com o seu comentário (80) era de se esperar que a praga que rola no blog que o seu nome iria esvair-se na poeira da eternidade tivesse um fim. Afinal em (80) você se propõe a responder o que eu perguntei em comentário (123) enviado para o post aqui no blog do Pedro Dória intitulado “Embaixador iraniano sugere que a CIA matou Neda” de 26/06/2009 sobre seu comentário (75) para o mesmo post. E a praga dizia exatamente que enquanto não houvesse resposta seu nome iria desaparecer paulatinamente. Para que se entenda melhor a razão da discórdia é o caso de se transcrever os três comentários:
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1 - Primeiro na íntegra o seu comentário (75) enviado em 06/26/2009 às 13h15 para o post “Embaixador iraniano sugere que a CIA matou Neda” de 26/06/2009:
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“Ô HRP (no # 65), perguntinha chata procê: Quem mandou matar o Celso Daniel e o Toninho do PT? Teria sido a CIA? Teria sido o PSDB? Ou quem sabe o PMDB? O PPS? o PC? Os ruralistas?
TODAS as testemunhas do caso Celso Daneil foram assassinadas ou mortas em condiçoes mais que estranhas. Nao sobrou uma. O próprio perito contratado para analisar o caso Daniel morreu envenenado; segundo o govêrno Lula, o pobre senhor se “suicidou”. Membros da família Daniel vivem hoje na França como refugiados políticos, pois corriam perigo de assassínio em Pindorama. Por quem? O PSDB? O neoPT? O próprio Sombra? O PCC? O Serra? O Ociólogo? Quem sabe o Ciro Gomes, a Dilma Roussef?
Rapaizzz, o petralhas nao querem apurar nada direitinho, nadinha. Enterraram os DOIS casos. Além disso, adoram o Sir Ney.
Nao seria o caso de também afirmar que nossoa “democracia” diminiu muito com a resistência manifestada pelos caciques do neoPT - incluindo aqui o próprio Luísquinácio, hoje metamorfoseado em amigo do infância do infame José Sir Ney, “que tanto fez pelo Brasil”, segundo o cachaceiro? Nao seria legítimo também exclamar, tal como você: “Adeptos do arbítrio travestidos de democratas, isso é o que sao os engravatados do PT! ”
Ah! E a cupinchada do neoPT ocupando TODO o aparelho do Estado e sugando o que conseguem para seus próprios bolsos, com salários de marajá e bolsa cartao-corporativo de lambuja pra gastar à vontade os impostos que você e outros assalariados brasileiros pagam na fonte? Tem algo a dizer? Veja bem que nao fui eu quem foi reeleito duas vêzes “para limpar o Brasil” - foi o seu Lula. E aí?”
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2 – Agora, também na íntegra porque daquela vez fui direto, sendo curto o comentário (123), a minha dúvida sobre o seu comentário (75) e que foi enviado em 6/26/2009 às 18h44 para o mesmo post “Embaixador iraniano sugere que a CIA matou Neda” de 26/06/2009 às 06:17:
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“Caramujo,
Não entendi o seu comentário em (75). Todos os crimes são da alçada estadual e a polícia de um estado governado pelo PT só poderia atuar para algum crime que aconteceu no estado governado pelo PT. O que Lula tem a ver com isso?”
Quer dizer mais curto, lacônico e sucinto impossível.
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3º comentário: E o que você me responde, como se pode ver do comentário (80) enviado em 07/02/2009 às 13h56 para o post “Forças Armadas e Democracia na América Latina” de 30/06/2009 às 14h26, é o que consta da terceira transcrição colocada a seguir e na íntegra, pois você não disse muita coisa:
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“Clever no #75: Você é o máximo! Nao é por nada que seu nick é “Clever” - espertinho.
Cara, nao respondí à sua perguntinha tipo “porque seria o Lula responsável pelo assassinato do Celso Daniel?” simplesmente porque ao lado do nome Lula botei um ponto de interrogaçao (?). Você, Clever esperto, notou? Nao acusava o Lula de ter mandado matar o Danile, apenas duvidava (ponto de interrogaçao), o que é o meu direito. Nao somente eu, mas muitos no Brasil pensam que o Lula tem responsabilidade no caso.
Você escreve por corolários, dando mil voltas em tôrno do pote. Vá direto ao assunto, rapaizzz! Dê sua opiniao pessoal, como eu faço, “sem medo de ser feliz”, ao invés de ficar dançando como o Mohamed Ali no ringue. Seria capaz?”
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Você chama isso de resposta? Deveria ter feito o seu nome desaparecer por completo. Onde em seu comentário (75) e que foi enviado em 6/26/2009 às 18h44 para o post “Embaixador iraniano sugere que a CIA matou Neda” de 26/06/2009 às 06:17 e que venho de transcrever há a interrogação ao lado do nome Lula. Se fosse Cogumelo eu poderia imaginar as viagens intergaláticas que você realizava enquanto me respondia ou quando escreveu o comentário em (75) motivo de todo o meu espanto.
Nesse ritmo de lançar aleivosias ao PT chegará o momento em que você dirá que a transferência do Paulo Lacerda para Portugal foi para acompanhar mais de perto os membros da família de Daniel que, segundo você, moram na França.
É preciso ter o pé no chão. Acusar desbragadamente políticos de corruptos, é arte para qual não é preciso muito esforço. O que custa esperar uma decisão transitada em juízo? Ah, dirá você, mas ai não tem graça. Ora, corrupção não é fato para se divertir. Se não houver seriedade ela fica ai em todo o esplendor para sempre. É, volta a retorquir você, mas ficará também se houver seriedade. E você acrescenta: “ridendo castigat mores”. É, mas não é para esse caso que se aplica o ditado latino. Corrupção se combate com método e paciência e se deve deixar por conta das pessoas com conhecimento técnico suficiente para se encarregarem desse mister. Se você tem ciência de alguma irregularidade relacionada com o setor público vá primeiro nos órgãos de controle interno, como as auditorias e faça a sua representação, ou se achar mais importante ir para os órgãos de controle externo procure os Tribunais de Conta ou a Polícia Estadual ou se se tratar de irregularidade na Administração Federal procure a Polícia Federal ou o Ministério Público.
Ir para os jornais ou para a internet e criticar os políticos, acusando-os de ladrões e de safardanas ou assacando aleivosias em profusão como se eles fossem seres extraterrestres em nada comparável aos nossos pares concidadãos só depõe contra nós mesmos, no caso contra você. É o que todo mundo que não sabe nada, ou que nada sabe, sabe fazer. E se comportam assim há muito tempo. É de se perguntar se com a crítica tinham interesse da mudança ou se por só saberem dizer isso dizem exatamente porque não sabem nem perceber a mudança que ocorre, pois afinal tudo muda, e assim podem continuar dizendo o mesmo nada de sempre.
E há essa crítica inferior no conteúdo e que se pretende superior na arrogância e soberbia com que apraz em dizer que os políticos são todos balaios do mesmo saco, uma escória que um ser superior como o de quem o declara não pode imiscuir. Se não a tomo como da presunção da soberbia, tomo-a como infantil, pois então teria que a tomar como crítica de um ET. Um extraterrestre impregnado dos mais puros rigores éticos impostos por uma sociedade tirânica infernal que controla o cérebro (Se como os humanos ele o tivesse) e o impede de ter qualquer outro comportamento que não aquele que uma norma da ética heterônoma estabelece e o envia para os rincões do universo para espraiar a boa nova do mandamento supremo. E essa tarefa ele assume e quer cumprir sem trégua sem saber a serviço de quem está nem que as regras que ele toma como profiláticas não são dele e ele apenas as reproduz como um autômato. Não creio em ETs. Não lembro de você ter feito críticas aos políticos em tom de superioridade. E pelas críticas que fez não as tomarei por infantil, mas por um descuido que a pressa em enviar um comentário pode as vezes nos fazer cometer.
Nem faz sentido essa idealização de que nós brasileiros somos um povo especial administrados por políticos ímpares – ruins, mas ímpares – diferentes dos políticos encontrados em outros países do planeta. Somos muitos parecidos. Na nossa sociedade como alhures há ladrões, entre os políticos também eles existem aqui como lá. Combatê-los aqui no Brasil e em qualquer lugar do mundo é um dever de todos, acabar com eles é uma pretensão que deve ficar como tal, mera pretensão, pois concretizá-la requer, sem ser suficiente, a implantação da tirania.
E como última moda, reproduzindo textos de cerca de 50 anos, chama-se a todos que ficam há mais tempo no poder como oligarcas. Porque o termo? É um elogio ou é uma crítica? A pergunta é válida, pois quem lidera em uma oligarquia possui capacidade de comando sobre vários, capacidade que poucos possuem. Afinal o que se pretende em chamar alguém de oligarca? E imputar-lhe a pecha de conservador? Não há na iniciativa privada muitos gerentes que representam o avanço na gerência e sendo um grupo pequeno a comandar inúmeros não poderiam ser classificados como oligarcas?
Talvez o interesse em usar o termo oligarca fosse classificar aqueles com essa alcunha como políticos de direita. Se for o caso não seria mais adequado chamar um político de representante da direita. Essa construção não seria suficiente para distinguir um político de direita da sua concepção de defensor dos ideais da esquerda, supondo que seja de esquerda a sua concepção política? E se direita não baste, você ainda pode usar a expressão reacionário de direita.
Bem, depois de lê o meu comentário em (33) você me faz em (67) a seguinte questão:
“Entao, Clever, segundo você, quem seria o maior representante do que de mais atrasado existe na política nacional?”
Não sou muito de ler meus comentários – deixo esse martírio para os outros – instado por você vi-me na obrigação. Depois reli o seu. E relendo-o vejo que você sente falta de eu não haver indicado nominalmente os políticos mais atrasados. É bom reler seus textos. Para quem como eu que sente a memória já carregada é um alívio a leitura dos seus comentários, pois eles nada acrescentam. E pensar que faço meus comentários na expectativa que o outrem possa aprender um pouco. Não é o que eu vejo ao ler o que você escreve. É melhor você voltar a ler os meus escritos, mas sem fazer a má leitura que a mim parece que você realiza.
E por isso fico sem entender o significado que você dá em dizer que leu meus textos e que falta os nomes dos bois se afinal lá há os nomes dos bois que você sente falta. Não os dei em “numerus clausus” para não cometer injustiça, pois sei que eles existem em uma imensidão. E ademais o número crescerá ou se reduzirá a medida que seja definido o sentido do atraso.
A relembrar que é de Luis Nassif a idéia de considerar José Sarney como representante do que de mais atrasado existe na política nacional. E eu recriminei Luis Nassif não haver esclarecido o termo atraso. Poderia ter vários sentidos. Pelo texto de Luis Nassif, embora dito de forma indireta ao apontar para atos que o governo José Sarney praticou, o atraso para ele significa causar prejuízo aos cofres públicos. Eu dei nome aos bois, isto é, eu dei o nome de políticos que causaram mais prejuízos aos cofres públicos.
O que me parece é que você quer que eu denomine alguém de corrupto. Não faço parte dessa corrente infantil que pega a chamar todo mundo de corrupto. Menores são inimputáveis e podem bem servir como inocentes úteis a interesses que como menor não se tem capacidade de compreender. Não é o caso de Luis Nassif e, portanto, não era de corrupção que ele estava tratando. E não seria de corrupção que eu trataria.
Atraso pode ter outros significados. A volta a um passado remoto pode bem ser entendido como atraso. É essa a visão de Francis Wheen que, no livro “Como a picaretagem dominou o mundo”, acusa Margaret Thatcher e o aiatolá Khomeini de terem feito o tempo retroceder, como se vê no comentário (12) que enviei para o Gustavo Lisboa no post “A quarta-feira no Irã” de 17/06/2009 às 16h47. Sim, José Sarney é retrocesso, mas a essa maneira desses dois ícones mundiais? Não creio, mas e no Brasil? Pois a acusação de Luis Nassif diz respeito só à atividade política brasileira. Bem, também não me parece que ele seja “o maior representante do que de mais atrasado existe na política nacional” se se toma atrasado com o sentido de retrógrado. Você, entretanto, quer que eu dê o nome aos bois. Eu não conheço os nossos senadores. Pelos que eu conheço eu sei que há mais retrógrados do que José Sarney. Na época dele, o Jorge Bornhausen, era muito mais retrógrado. Aqui em Minas Gerais eu poderia mencionar o Hélio Costa. Entre José Sarney e o Hélio Costa eu consideraria muito mais modernizador o José Sarney. Poderia mencionar o Eduardo Azeredo, mas, apesar de ele patrocinar uma legislação atrsada para a internet não o considero menos modernizador do que o José Sarney. Talvez o José Sarney seja maior do que ele, pois Sarney fez-se mais por ele mesmo, enquanto Eduardo Azeredo precisou de Tancredo Neves para colocà-lo na Prodemge, Pimenta da Veiga para colocá-lo na vice prefeitura de Belo Horizonte e Hélio Garcia para colocá-lo no governo de Minas Gerais.
E não utilizei retrógrado com o sentido de direita. Utilizei o termo retrógrado para qualificar aquele que pretende gerenciar com os métodos de antigamente ainda que o desejo dele fosse de implantar um projeto de maior igualdade social e, portanto, um projeto de esquerda. Restringir o significado de retrógrado exatamente porque queria indicar que há retrógrados na esquerda.
E posso dar um outro significado para o termo atraso. Atrasado é ser de direita. É subjetivo, como lá no post do Luis Nassif se percebia a subjetividade do termo atrasado e como é subjetivo considerar o retrocesso como atraso. Há os que defendem uma vida no campo, mais próximo da natureza, livre da poluição como no início da humanidade. Não é o meu pensar. Penso, entretanto, que ser de direita representa atraso. Nesse sentido José Sarney é um homem atrasado. Seria ele o representante do que há de mais atrasado. Eu não concordaria. Muito mais de direita e muito mais reacionário é o senador paulista Romeu Tuma.
Você pediu nome aos bois. Já os havia mencionado no meu comentário em (33). Você não me parece tão alienado da arena política para não os conhecer. Não me parece possível que você desconheça o senador paulista Romeu Tuma e você já o sabia mais de direita do que José Sarney. Talvez o que você quisesse era simplesmente fazer troça do governo Lula e retrucar após ouvir o nome do senador: “é mais ele apóia o Lula”. Sim isso é verdade, mas agora seria eu a perguntar onde você pretende chegar? Afinal, que a direita enfrente esse dilema: ou Lula (por ele mesmo ou travestido de Dilma) ou José Serra, é castigo que eu gosto de observar e não significa que o governo vai deixar de ser de esquerda. Significa, é verdade, que se o governo tivesse uma base de apoio mais de esquerda ele estaria implementando mais políticas de esquerda do que se contando com tantos políticos de direita. É verdade. Esse é o modelo democrático e é assim que ele funciona, aqui como algures, a não ser que você queira que ele funcione não democraticamente.
Bem, se eu dissera tudo isso, se os nomes dos bois já estavam todos declarados por que eu me dediquei a me repetir? Houve um outro comentário seu que me levou a fazer isso. Em “Sobre Honduras, sobre golpes” post de 30/06/2009 às 17h56 você referiu-se em comentário (130) a uma observação minha sobre a superioridade da democracia representativa em relação à democracia direta e você acrescentou no início que você também era “pela democracia representativa, mas a politicalha tem pavor dela, por razoes óbvias” e no final.: “Não consigo imaginar o Lula como 1° ministro num parlamento - inconcebível! Sorte dele….”. O segundo comentário me fez lembrar de um filme antigo que nem lembro se ele teria aparecido no cinema, pois o vi diretamente na televisão. Chamava-se Jake Grandão e era de 1971, um dos últimos filmes de John Wayne. Alias, quando na era dos vídeos cassetes, tentei assistir de novo o filme tive dificuldade de saber o nome original do filme, pois me parece que ele teve outro nome quando apareceu na televisão. Encontrei-o uma vez em uma locadora na década de 90 e o assistir várias vezes em razão de um diálogo que eu quase o decorara. Agora o filme está disponível em DVD e não está caro nas Americanas (Cerca de R$20,00). No filme, o neto (o pequeno Jake) de John Wayne (Jake Grandão) fora seqüestrado e John Wayne vai com o resgate buscá-lo. O baú com o resgate era um engodo. Quando foi fazer a troca do menino pelo resgate John Wayne dá uma rabiada de olho para tomar conta da situação. O seqüestrador chefe da gangue Richard Boone (John Fain) inicia o diálogo que me atraiu no filme. Diz ele para John Wayne: “Há alguma coisa no seu olhar que eu não gostei. Se acontecer alguma coisa, minha culpa, sua culpa, culpa de ninguém, meu atirador explode a cabeça do menino” Na seqüência John Wayne consegue-se recuperar e vai reproduzir o diálogo um tanto como dono da situação. Nos filmes, John Wayne sempre conseguia dar a volta por cima. Não é o caso aqui desse comentário.
Lembrei-me do diálogo por que eu também vi alguma coisa no seu comentário que eu não gostei. Nada a importar pois como eu mencionei anteriormente, eu não sou de briga. De todo modo, há um tanto do que eu não gosto na primeira parte em que você se refere à politicalha, termo que eu tomo como aqueles vícios de linguagens que por descuido mesmo as pessoas com um nível melhor de preparo ainda cometem. De outro modo penso que essas expressões revelam uma crítica inferior no conteúdo e que se pretende superior pela vanglória de um comportamento impecável e inaudito e que se apraz em dizer que os políticos são todos ladrões, corruptos, gente sem caráter, desprovidos de ética e o que de mais atrasado existe na sociedade. Como disse é crítica que tomo por descuido, pois senão a tomaria como infantil ou preguiça ou então a teria que tomar como crítica de um ET.
Não foi, entretanto, pela acusação tacanha, canhestra se não leviana e pueril de referi-se aos políticos como politicalha que o seu comentário me chamou a atenção. Foi ao dizer que Lula seria incapaz do exercício de primeiro ministro em um regime parlamentarista. Ali na sua afirmação esparge o sentimento da arrogância autoritária da pretensão da sapiência que encontro no tucanato e em alguns partidos de esquerda como o PPS e assemelhados. Sim é verdade que Lula não se sairia bem como primeiro ministro. E que ao contrário de Lula, pessoas como José Sarney, Renan Calheiros desempenhariam muito melhor a função. Não pense que isso é proveniente da falta de instrução de Lula como a sua afirmação um tanto extemporânea no comentário deixa antever. Não sairia tão bem como saiu John Mayor (que não tinha curso superior, mas que tomou o poder de Margaret Thatcher e ficou como primeiro-ministro britânico de 1990 a 1997) porque Lula não desenvolveu durante a vida política uma atividade no parlamento que permitisse o desenvolvimento de capacidades próprias de chefe de parlamento e de executivo. Alias, com a pouca experiência do atual primeiro-ministro britânico, é de se esperar que Lula talvez se saísse melhor do que Gordon Brown que se percebe completamente deslocado do cargo. E é bom observar que embora Gordon Brown atue mal como primeiro-ministro na relação com os demais políticos do Partido Trabalhista, ele no comando direto do governo vem tomando medidas acertadas, pois para isso ele deve contar com boas acessórias. O seu comentário dá a sensação de que você opta pelo parlamentarismo para ficar livre de Lula, não porque você considere o parlamentarismo o melhor regime.
Que fique clara a minha idéia da superioridade da democracia representativa. Considero o poder legislativo mais democrático do que o poder executivo. O poder executivo é monolítico na eleição e é monolítico na sua ação. E salvo a necessidade de atuar em acordo com o poder legislativo a ação do poder executivo é pontual.
Há um outro problema que enfraquece o caráter democrático na eleição do chefe de executivo. Na eleição em dois turnos, embora haja a oportunidade de acordo com grupos diferentes do primeiro para o segundo turno, o chefe do executivo eleito no segundo turno ainda possui um acréscimo de poder que é o de representar a maioria. O excesso de poder leva ao império e o exercício do império não é exercício da democracia.
O poder legislativo é fruto de uma eleição proporcional. Assim frações mínimas de interesse podem estar representadas. Nesse sentido não é saudável a eleição majoritária para o representante no poder legislativo. É sabido que quando se compara um parlamento originado de eleições majoritárias (embora as eleições distritais pudessem ser proporcionais, nos países que adotam as eleições distritais elas possuem sempre a característica de eleição majoritária sendo eleito o candidato mais votados e não na proporção de votos do partido) com um parlamento eleito proporcionalmente a presença dos grupos minoritários na sociedade é maior no parlamento originado da eleição proporcional. Para uma pesquisa seria difícil estabelecer os grupos minoritários. O grupo feminino, embora majoritário numericamente, é um grupo minoritário no que diz respeito ao poder econômico. As pesquisas mostram que mesmo sendo um grupo numericamente maior quando a eleição é majoritária no parlamento fica menor a representação das mulheres.
E a atuação do parlamento é contínua. O poder legislativo não se faz por atos pontuais, mas em um processo contínuo. Nesse processo, há acordos, conchavos, barganhas, fisiologismo. É no toma-lá-dá-cá que os interesses dos grupos minoritários podem ser protegidos, pois em troca de um apoio para uma votação se consegue apoio em outra votação. Quanto mais fisiológico for o parlamento mais ele será democrático. É nesse sentido que eu considero a democracia representativa superior à democracia direta. Nesse sentido prefiro as decisões tomadas no parlamento do que aquelas tomadas nos referendos ou plebiscito.
Poderia dizer mais alguma coisa, mas penso que está de bom tamanho o que já lhe transmiti nos argumentos acima. Talvez, ao chegar agora ao final você se dê conta que uma ou outra idéia já lhe tenha escapado ou mesmo que quando leu não teve a paciência suficiente para sedimentar com correção o ensinamento mostrado. Não se desespere. Faça uma ou mais leituras. Relembre a canção do seu conterrâneo e com um pouco mais de ensaio você estará apto a dizer: “a lição eu já sei de cor, só me resta apreender.”
Enfim não sei ensinar, das poucas vezes em que me vi forçado a exercer o ofício de professor não tive êxito. Mas tendo apreendido o ditado que eu penso ser de Drummond, eu tenho calma. Avalio como posso os meus interlocutores. Para aqueles mais novos que penso serem passíveis de assumir uma concepção mais aberta eu faço o meu esforço. Ao longo do caminho vou elaborando as lições que eu creio serem mais importantes e as disponibilizo. Faça delas o proveito que for capaz.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 18/07/2009
Se o Brasil conhecesse a verdadeira história dos Sarney, que só se locupletaram com a miséria do hoje paupérrimo Maranhão, o “marimbondo de fogo” não seria mais político. Mas todo o povo merece os
ladravazes que elegem.
Por isso, o nordeste padece de desenvolvimento enquanto os ‘coronéis e lárápios’ continuarem vivos e enganando a população.
2010 VEM AI, “ELEJA, NÃO REELEJA”, VAMOS LIMPAR O CONGRESSO, AQUELE SHOW DE HORRORES, COM CPIS TERMINANDO EM PIZZA, DEPUTADOS E SENADORES ARROGANTES, ACOBERTANDO UNS AOS OUTROS. OS ATUAIS DEPUTADOS E SENADORES SABEM O QUE ALI OCORRE, POREM SÃO CONIVENTES! ALGUNS CRITICAM SEUS PARES, MAS FALTA CORAGEM. LAMENTÁVEL PORQUE PRECISAMOS DE HOMENS QUE MORALIZEM AQUELAS INSTITUIÇÕES. caranovanocongresso.blogspot.com ou http://caranovanocongresso.wordpress.com
Você não pode deixar de assistir.
No Senado:
http://www.youtube.com/watch?v=n7uBejqQJlc