We Shall Overcome
We shall overcome foi popularizada durante os anos 1950, no movimento dos negros por seus direitos civis, nos EUA. Ela simbolizava a resistência à violência do Estado com paz. É uma letra simples, de olho no futuro: We shall overcome, some day; Oh, deep in my heart, I do believe; We shall overcome, some day.
Nós vamos conseguir, um dia; do fundo do coração, eu acredito que conseguiremos, um dia.
Joan Baez popularizou a música mundialmente, na década de 60. Semana passada, regravou-a.
Em persa.
Ainda sobre o assunto:
- Uma entrevista aos sábados A música que fiz ainda é música para jovens, percebo isso porque muitos jovens ainda falam delas para mim....



Mas justamente disse que é maldade sua ficar implicando assim com Senior. Quem consegue tirar minha mãe da casa dela? Dá um trabalho tremendo, mas diz para ela que assim ela está dando trabalho e não poupando os filhos? E a sensação de que cada vez que sai está deixando meu pai (já falecido) sozinho em casa? Naaaannn… Não implique com Senior, apesar dele suportar sua impertinência com um estoicismo admirável. Seus filhos foram adolescentes terríveis sem dúvida, rsrsrs…
Senior, o senhor deveria ler Amós Oz se ainda não leu. Grande escritor.Estou na dúvida se compro o Penther in the basement, mas espero uma opinião de alguém, livros estão caríssimos e não estou disposta a gastar dinheiro a toa.
Fico admirada do senhor não ter lido Memmi, outro grande escritor e sempre muito inquieto com a identidade judaica. Devo esclarecer que esse é meu campo de estudo. Identidades nacionais desprovidas de Estado-nação. Pessoalmente acredito que Israel é menor que a identidade judaica. Ser judeu não cabe na idéia de Israel. Por isso ainda incluo os jueus nesse conjunto de nação desprovida de Estado.
Por isso minha pergunta sobre Memmi e Oz.
Fui trabalhar. Tchau!
Tô lendo um livro sobre as desigualdades de Bell em mecânica quântica, The Infamous Boundary, de David Wick.
Godzila,não estou implicando pois sou assim mesmo. Como tenho alguma consideração pelos Doria, estava tentando ajudar ou esculhambar. Já chamei a atenção do Pedroca com o Francisco Pai Todo Poderoso. Pai é pai, sabe como é que é… Enchem o saco dos filhos, até que os filhos vão embora de casa e então, ficam querendo notícias etc e tal. Entendo muito de engenharia familiar, por isso estou aconselhando gente mais careca do que eu. Sei que não tenho nada com isso.
careca eu?
O papo tá realmente ótimo, mas definitivamente, parece que vocês não querem voltar a Pandorama, némêss? Não que eu também tenha voltado a propósito.
Beijo
Acho que podia encerrar esse tópico agora. estou ouvindo o primeiro movimeto do op. 132, lá menor. Huxley considerava esse quarteto o topo, o sanctus sanctorum, da história da música.
Ciao, gente querida… Volto ao Ludovico.
Panther in the basement. Panther in the basement.
Alba, não sei do que você está falando :-)))). Acho que estou com alzheimer, esqueço de tudo, apesar de estar desconfiada de que minha amnésia é seletiva como a surdez do pai de Sissi a Imperatriz.:-)))) (Romy Schneider realmente não dava sorte…)
Muito interessante Senior. Fico me perguntando como se pode fazer upgrade de livro (???)O autor acrescenta capítulos, anotações? É o livro ideal, não acaba nunca.
Um amigão meu, que anda sumido por conta de seu doutorado, está estudando teoria dos sistemas complexos e como na ocasião eu estava tendo que me atualizar em epistemologia, acabei com uma tonelada de coisas sobre teoria do caos, fractais etc… Achei muuuuito interessante a teoria do caos, mas não consegui terminar de ler uma coletânea de entrevistas com físicos sobre a dita cuja. O livro da teoria do caos para imbecis, aquele tijolinho que todo mundo carregou debaixo do braço na ocasião, lá pelas tantas ficou chato e muito parecido com os primos dele: wordstar para imbecis, wordperfect para imbecis etc… me deu um tédio profundo. Já as entrevistas estavam bem mais interessantes e quando eu tinha dúvidas, perguntava para ele, que estava preparando o projeto na época. Agora ele sumiu de vez. Físico e poeta, o cara escreve muito bem. A esposa dele está com câncer, criança para cuidar e a tese para fazer. Coisa demais para um só homem.
Albita,
o pessoal do Pandorama me acusam de causar a discórdia e esvaziar o papo, tipo espalha rodinha.Então, vim conversar com o Todo Poderoso,que é culto e só não faturou o Nobel porque é brasileiro e o pessoal mandou a indicação para Buenos Aires. Hoje, eu e memento escutamos a morte da bezerra,digo, da donzela de Schubert. Não devia ter assistido aquele filme argentino, em que o torturador adorava essa obra. Foi uma alusão ao Joseph Mengele, que quem diria morreu em Bertioga. Uma boa indicação de leitura é o livro do Alex Ross, O resto é ruído. Não se trata de análises musicais esmiuçadas, mas de uma história da música contemporânea,do início do século XX até os nossos dias. A leitura é agradável e foi sucesso de venda e crítica nos EUA. É divertido narrando as fofocas e desavenças no meio musical, passo às noites folheando-o-lhe.
me acusa-me-lhe. Hoje estou escrevendo com um estilo prómesocliano.
Promesocliano? Parassematografemos, então…
Acabou o op. 132.
Vou para o 135, Muß es sein? Muß es sein?
Agora, ou mais tarde, ou amanhã, que hoje é o último episodio de Grey’s Anatomy e finalmente o hobbit vai para o Iraque, a chata vai se casar, e parece que o hospital vai sofrer uma inundação, talvez acabando a série, enfim, e por isso não posso de jeito nenhum perder esse especial de DUAS horas! Então assim que o apocalipse levar os médicos loucos do Seattle Grace, escutaremos as Beatitudes de Franck.
Surf sobre o filme temos que conversar. Revi minha interpretação da coisa. Aquele filme é maravilhoso. Vamos rever, por favor…
Conversem, anjinhos. Deixo-os a sós.
Pai Doria,
então deixo-o-lhe uma frase do rockeiro Renato Russo:
É preciso amar as pessoas como se não houvesse o amanhã.
Uma boa noite, canarada Doria e Albita.
Surf, Memento e Pai Doria,
Desculpem-me por não voltar mais cedo, mas estava, ainda, a trabalho. Se bem que sou mesmo uma atenta ouvinte do saboroso papo de vocês. Mas como já é tarde, só digo que gostei do filme A Morte e a Donzela, embora certamente eu precisasse vê-lo de novo.
Beijos!
Albita,
a memento entendeu que foi uma ironia com a situação da falta de punição aos torturadores após o regime militar na Argentina.Pode ser uma forma de entender o final.
Até amanhã.
Eu até comentaria o filme, mas acho mesmo que este post expirou. Pena.
Sem falar que há uma pá de coisas a comentar, na conversa toda. :)
Para mim, enquanto você quiser comentar filme por aqui, o post está de pé. Não tenho a menor vontade de comentar aquela loucura hondurenha, nem as sarneyzices. Não sei o que mais pode ser dito sobre o bigode e sobre mais essa bomba retardada montada pelos americanos. Mas filme e música sempre é interessante.
Memento,
Pois é, pelo que me lembro do filme, um político traz um convidado pra casa. A mulher, ainda longe, ouve e reconhece a voz do cara que a torturou longamente, durante a ditadura, no Chile, desculpe, Surf, porque o filme é baseado na peça homonima de Ariel Dorfman e, parece-me apesar da melequeira geral, que os processos foram diferentes nos dois países. No Chile, sobrou espaço pra acochambramentos com torturadores, por conta da quantidade de apoiadores de Pinochet que sobraram por lá, enquanto na Argentina até pelo número absurdo de vítimas, (putz,30.000!), ficava mais difícil essa opção.
Bom, mas o marido queria mesmo que a mulher “esquecesse” a coisa toda em nome dofuturo da pátria-mãe, que corria o risco de cair nas suas competentes mãos, mas essa parte a gente conhece por aqui, até muito além da conta. :(
Na verdade, nem pensei tanto na falta de punição para torturadores, mas num certo trecho, se a memória não me engana, que sugere uma ligação entre vítima e algoz,mais lightezinha, e nãoaquela coisa barra pesada do “Porteiro da Noite”, da Liliana Cavani. Acabou que acho que não avançou numa direção e nem em outra, acho.
E gosto muito do Amós Óz, embora dele só tenha lido “A Caixa Preta”. Vou procurar mais títulos na estante virtual.
surf,
Vou dar um tempo em Pandorama, por motivos que acho que nem vale a pena comentar, sãm? :)
Albita,
Punir os torturadores tem sido uma tarefa que todos os governos democráticos da América Latina não levaram a cabo. A Argentina ainda colocou uns generais genocidas na cadeia.
Quanto ao Pandorama, acho que se estiolou por si próprio. Fazer o que? Vou esperar o Doria refazer esse blog.
Quando vi o filme, fiquei com muita raiva e nojo daquele bizarro ménage à trois no final do filme. E passei por cima da questão política, ficando apenas no superficial julgamento individual da situação, de que eu jamais seria capaz de nada daquilo, muito pelo contrário, aquele cara não teria saído vivo da minha sala de jantar. Ira parar no vinagrete com estricnina.
Hoje, mais velha, acho que colocaria cianureto na crème brûlée. Mas consegui lembrando do filme, fazer a ligação com o tremendo oba-oba que virou a redemocratização do Cone Sul (e todas as outras, vamos combinar?). Acho que foi reflexo de estar começando a estudar as teorias sobre redemocratização. A cabeça fica funcionando em off e aí dá um estalo de Vieira com coisas assim. Ontem acabei apagando antes da metade do último episódio da Gray’s. O penúltimo foi tão, mas tão ruim que superou todas as minhas expectativas! Incrível, quando acho que já vi a maior porcaria, sempre tem alguém que se supera!
Ressuscitei o Paul Simon, Graceland! Ótimo, vou sair pulando pela casa… :-)))
De Oz, li O mesmo mar e Contra o Fanatismo. Achei muuuuuuuito melhor O mesmo mar que o último romance de Roth que li, A marca humana, que foi lindamente destroçado naquele filme que não vi, mas NÃO pode ser bom. A lindíssima Kidman não tem o menor talento e o de Sir Hopkins foi devorado por Lecter com molho rosé.
A comparação vem do fato de ter lido esses dois no mesmo mês. E ambos são melhores que Reparação, (li no mês seguinte) que não é ruim, mas… sei lá… a personagem me irritou muito.
Gente, acreditem, estou no intervalo de uma aula pra turma pra concurso público. Prometo responder direito depois porque aí acho que há pano pra várias mangas. :)
Estamos esperando em paz e tranquilidade. Faremos um chutney depois com as ditas mangas??
Memento,
Começando pelo fim, eu gosto muito mesmo de Roth, principalmente de “Pastoral Americana”, texto soberbo sobre a incapacidade de comunicação entre as gentes. Já o filme, que eu vi, bate com a sua avaliação: a Nicole Kidman é mesmo lindissima e até, de vez em quando, tem uns relances de atriz, como em “As Horas” e “Os Outros”. Já o Sir Hopkins, que revi outro dia novinho, como Ricardo, filho da Eleanor de Aquitania da grande Katharine Hepburn - acho que entrou na mesma onda do Laurence Olivier que, no fim de carreira, aceitava qualquer porcaria que lhe oferecessem pela grana. Tá certo.
Sobre o Óz, vou procurar os títulos que você recomenda, embora conste que ele abandonou sua posição de pacifista e eu não saiba mais que apito ele anda tocando, mesmo que posição política não se traduza necessariamente em talento literário. E sobre as nações sem estado, também tendo a achar que Israel é menor do que o ser judeu, mas o fato é que não vejo volta pra essa situação específica e de certa forma, entendo, a partir recentemente, de conversas com uma querida amiga, a importância da manutenção do Estado para a maioria dos judeus. Memória preservada, o que respeito, das muitas perseguições, sacumé?
Chutney de manga? Nossa! Faz séculos que não como isso. Excelente sugestão, viu? Ainda mais acompanhando um lombinho esperto porque realmente começo a ficar preocupada com a bendita gripe suína: fui à médica levar o resultado de uns exames, só pra ser informada de que a dita cuja está de quarentena por ter atendido alguém tb suspeito de ter a própria. Em São Paulo, prazócéus, porque a última coisa que quero é ver esta província sendo atingida por uma epidemia, como foi no caso da dengue: campeã do estado de SP, pode?
Voltando ao filme, a indecência toda estava justamente no tal menage à trois, que talvez por isso, tenha me lembrado a relação sadomasoquista do Porteiro da Noite. Sim, no lugar dela, o tal cara sairia mortinho da minha sala e se bobear, acompanhado do marido. Arrgghh!
Surf,
A gente sabe dos acochambramentos diversos aí dos hermanitos, mas nenhuma situação é tão vergonhosa como a da pátria amada, salve, salve! O PD escreveu vários bons posts sobre isso, tendo que resignadamente, imagino, acolher a fúria dos direitobas defensores de torturadores. Essa discussão é tão antiga por aqui, que decidi que ler determinadas barbaridades me faz mal. Evito.
Albita,
quer dizer que a gripe suína chegou no seu litoral?
Nem vejo os comentários quando o assunto é tortura nunca mais. Já briguei feio com aquele gente fascista e sem-vergonha. Aliás, foi numa dessas que o Doria me censurou, como minha opinião fosse exagerada. Desde o Nominimo, brigo com essa gente que defende a tortura nos blogs. A primeira vez foi com um tal de Luiz Chupinsky, que parecia irmão ou alma gêmea daquele Mengele galináceo. Quem defende ilegalidade deveria é estar preso.
Quando assisti ao tal do filme, fiquei enojado com o final, uma sem-vergonhice. Hoje tenho certeza de que foi uma ironia do Ariel Dorfman, um cara de esquerda.
Foi a Memento que me atentou para o fato.
Surf,
Espero que não tenha chegado. Já a basta a dengue, endêmica e com 4 (quatro) subtipos, submetendo a vítima que tem o azar de adoecer duas vezes, literalmente ao risco de morte. Dois anos atrás, fiz o maior esforço pra levar meus alunos a uma sessão na câmara municipal pra justamente tratar do assunto, porque Itanhaém aparecia como a campeã do estado. Debalde.
Alguns meninos foram, mas é claro que o espetáculo todo foi ouvir nossos valorosos edis se marquetearem às custas das regras de funcionamento daquela casa excelsa. Quando finalmente decidiram abrir a palavra ao distinto público, claro que não havia mais público. Desconfio que depois dessa, nem que eu fale que vai rolar mulher pelada, eu consigo convencer os moleques a ir a qualquer lugar. Desânimo.
Ah, sim, essa discussão sobre a tortura produz umas coisas que são inacreditáveis. Os caras simplesmente não lêem o que lhes desagrada e babam aquela fúria homicida, às vezes repetindo com as mesmíssimas palavras, as melecas que já disseram em posts anteriores de meses, até. Vai ver, copiam e colam.
Não lembro com detalhes do filme, mas essa coisa da ironia pode muito bem ser. Sempre gostei do Dorfman. O livro dele na série dos Pecados Capitais, sob o tema da Avareza, gostei demais. Interessante é que recentemente, o Idelber e o Sérgio Leo tiveram um bate-boca sobre ele, com o Idelber afirmando que era um oportunista. Fico com a posição do S Leo.
Primeiro a gripe Alba. O grande perigo mesmo é estar distante de bons centros de reanimação. Em caso de complicações sérias como pneumonia viral. Uma pessoa gozando de boa saúde supera, com ajuda de aparelhos. Não é exatamente um picnic na campina, mas é superável. Já a dengue nem com bons equipamentos de reanimação. A dengue é pior, dito e afirmado por médica que está lidando com ambas em algum ponto do Pacífico Sul.
Não conheço muito Dorfman. Li o Pato Donald, acho que toda minha geração leu. E há pouco tempo um livrinho infantil dele, sobre coelhos rebelados. Chaaaaaaaaato demais o livro.
Roth é maravilhoso. A pastoral realmente é excelente, estou buscando Casei com um comunista. A mãe do Portnoy me lembrou minha avó. Ela tinha o mesmo senso dramático. rsrsrsrs…
Tinha uns loucos desse calibre batendo boca no Globo outro dia. Já nem sei porque… Mas lá estavam eles misturando tortura com guerrilheiro, militante de esquerda preso naqueles bizarros anos, enfim, a mesma sopa de sempre. Revoltante. Também não fiquei lendo, meu terapeuta me aconselhou a economisar minhas reservas emocionais. :-))))
Vou te mandar um email mais tarde ok? Agora vou jantar.
Ôuquêi, Memento. Estou desfrutável que só, escrevendo numa fúria quase direitobística, eu diria, o que nem sempre faço. Mas espero seu e-mail e anuncio que mais tarde saio porque, vejam só, não resisto a gravar o Indiana Jones 3 que vai passar na Sky. Meu lado adolescente. :)))
O Junior poderia publicar uma foto do Indiana Jones e uma do pai de Indiana na sessão “Homem Objeto”… rsrsrs
Grande, Memento!
E anuncio, aos (poucos) interessados, que meus fetiches nada tem a ver com Brad Pitt e quejandos. Gosto de tipos machochôs, tipo Javier Bardem, Liam Neeson, Russell Crowe. E últimamente, ando abrindo exceção pro Hugh Jackman, que não apareceu em nenhum filme apresentável de que me lembre, maaassss…:))
Gostei muito desse time que você armou Alba. Incluindo o Wolverine. se os homens podem achar Kidman o máximo, então também podemos ver Austrália e suspirar porque não? Acrescento Jason Isaacs,um caso perdido… Está esplêndido como Mr. Darling/Capitão Gancho no filme Peter Pan. Esse foi o melhor filme que ele já fez. Oxigenado como Lúcio Malfoy em Harry Potter está irreconhecível e completamente eclipsado por Sirius Black,(Gary Oldman). Melhor que isso tudo só as pernas do Batistuta… Aah… Benicio del Toro. Vamos editar e exigir a publicação de fotos desses encantadores homens-objeto!!!
Justo! Benicio del Toro! Se bem que, como escrevi lá em cima, acho que essa nossa reivindicação periga se tornar mais uma letra morta, sacumé?
E agora, vou sair e aproveitar um belo dia com sol de inverno lá fora.