Em busca de uma solução iraniana
A notícia publicada aqui, ontem, de que Akbar Rafsanjani teria em mãos um documento pedindo a anulação das eleições e assinado por 40 membros da Assembléia dos Especialistas não saiu em nenhum outro veículo iraniano. A fonte original é o site PeikNet, que pertence a gente que, nos tempos do xá, era do Tudeh, o Partido Comunista do Irã. O PeikNet arranja documentos inéditos com alguma frequência e, neste caso, eles apresentaram o documento inteiro. Mas também é verdade que o PeikNet publica tudo o que tem em mãos, sem se dar ao trabalho de checar.
A essas alturas, acho que a notícia é falsa. Desculpem.
Roger Cohen, do New York Times, esteve com Mehdi Rafsanjani, filho do aiatolá Rafsanjani. O filho informa que seu pai está trabalhando nos bastidores para conseguir a anulação das eleições perante o Conselho dos Guardiães. Cohen reconhece que o Conselho é leal a Khamenei, mas o fato de que já reconheceu que há discrepâncias nos resultados de 50 cidades que afetam 3 milhões de votos num universo total de 40 milhões é um grande passo.
Ali Larijani, presidente da Majlis, o Parlamento, criticou o Conselho dos Guardiães na IRIB, a tevê do governo. “A maioria do povo está certa de que o resultado das eleições é diferente do que foi anunciado oficialmente.” Larijani é leal ao aiatolá Khamenei – e isto faz diferença. Ex-presidente da IRIB, ele também criticou a tevê estatal por não noticiar aquilo que o povo vê na rua: que a maioria dos protestos foram pacíficos.
Que fique claro: não foram críticas veementes. As fissuras aparentes no regime são discretas.
Um dos rumores que não cedem é o de que o comandante da Guarda Revolucionária em Teerã, Ali Fazli, se recusou a cumprir ordens de partir contra os manifestantes e, dependendo da fonte, foi afastado do cargo ou preso.
O governo está preocupado, evidentemente. Mas a opressão de sábado certamente conteve o ímpeto dos manifestantes. Há relatos – alguns confiáveis – de levantes por parte de minorias étnicas. Há preocupação, muita preocupação, com a história da menina Neda. Dentro do país, chamam-na de ‘Joana D’Arc do Irã’. Na tradição muçulmana, um morto deve ser lembrado em cerimônias religiosas no terceiro, nono e trigésimo dia. Segunda-feira, o governo proibiu a família de Neda de celebrá-la publicamente.
É uma proibição quase ofensiva. Para quem tiver interesse, não custa indicar a entrevista da BBC com o noivo de Neda.
Mas o que realmente está acontecendo no Irã? Segue aqui a tirada de Gary Sick, um dos analistas que mais citei nesta última semana e meia, com algumas décadas estudando o país:
Não esperem um vencedor e um perdedor claros num período curto de tempo. A Revolução Iraniana teve início em janeiro de 1978 e o xá só deixou o país em janeiro de 1979. E esta é considerada uma das mais rápidas derrubadas de um regime com estrutura estável da história. Ao longo daquele ano, houve longas pausas e períodos de calma que, muitos imaginaram, indicava que a revolta popular havia morrido. Isto não é 100 metros rasos. É uma maratona. Resistência é no mínimo tão importante quanto velocidade.
Provavelmente não haverá vencedor ou perdedor claros. Os políticos iranianos são espertos. Preferem xadrez a futebol e uma ‘vitória’ pode ser, na verdade, uma solução negociada na qual todos saiam aparentemente bem. A atual liderança provavelmente cometeu um erro ao partir para a demonstração de força, mas se ela concluir que não há como vencer, vai partir para uma saída negociada. Que acordo seria esse, neste momento, é impossível dizer. Mas provavelmente significará concessões disfarçadas por uma aparência pública de que o regime está unido.
Sick estava dentro da Casa Branca quando acompanhou a Revolução que o aiatolá Khomeini liderou.
O Weblog, evidentemente, continuará a acompanhar atento e diariamente o Irã. Mas, ao menos por enquanto, vou diminuir o ritmo dos vários updates por dia.
Ainda sobre o assunto:
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Existe alguma manifestação pública de autoridades iranianas em repúdio à proibição da cerimônia em respeito à morte de Neda?
Fabio Negro – O Mehdi Karoubi, um dos candidatos derrotados à presidência, soltou o berro. Ele é ex-presidente do Parlamento, um político importante. Mas as manifestações de autoridades são da oposição, evidentemente.
Agora não para, não para, não para, não!
Pô! Agora tem até grito da torcida! Se não tiver fatos é só buscar factóides!
Mehdi Karoubi é político importante em que sentido?
não há como construir uma democracia sem o povo na rua. os iranianos estão construindo a deles. é triste a morte de jovens.
Para salvar as aparências de erudição e seriedade, os “analistas” começam a lenta desmontagem dos prognósticos alarmistas de uma semana atrás.
Lapidar o trecho do texto do “especialista” :
….”provavelmente significará concessões disfarçadas por uma aparência pública de que o regime está unido.”
O amadorismo é evidente. Qualquer principiante em análises políticas deve saber que, em relações políticas, não se faz concessões, mas alianças, ainda que parciais e/ou temporárias.
Há menos de uma semana os factóides eram apresentados como inequívocos sinais de revolução ou golpe de Estado. Agora o discurso afirma que não haverá vencedores e perdedores claros no curto prazo.
Afirmamos aqui (Dino, João Daltro, poucos outros e eu), desde o primeiro dia do bombardeio de factóides, que não havia sinais claros de golpe e, muito menos, processo revolucionário.
Os ânimos exaltados de alguns comentaristas chegaram ao paroxismo e, na sequência dos comentários, por razões indiretas ao tema central, fui chamado de arrogante pelo dono do blog.
Certamente ainda poderão ocorrer distúrbios políticos no Irã. Até pequenas reformas estruturais no regime poderão vir mais tarde. Mas o decêndio iraniano do blog também poderá provocar mudanças.
O que li aqui, na última semana, foram tentativas de detecção de sinais de que uma crise mais forte estaria acontecendo no regime iraniano.
Orientadas pela vontade do autor de uma mudança progressista? Sim.
Mas nada do tipo: “gente, o regime está caindo!”
Como jornalista de boa formação, o Pedro Doria sabe usar o condicional…
Muito boa contextualização. Valeu, PD. Tá difícil encontrar boas análises sobre o tema por aí.
Houve reação sim, se não popular de um a classe média mais estudada e remediada sim, e daí?!?! Infelizmente vai passar…..
O problema é que parece tender a uma solução política do tipo “centrão” vide o passado dos políticos envolvidos. O que pode sair nessa é no máximo algum tipo de bolsa família mais aperfeiçoado do que já teria feito Ah.me.da.o.poder.jah e mais impostos para a classe média, igual a um país que conhecemos…..
Se o regime cubano se segura na corda bomba, por que o do Irã não se sustentaria não é mesmo?!
Existem uma grande ansiedade por parte de todos para que mais liberdade ocorra para o cidadão iraniano, sem dúvidas.
Algumas almas infelizes, entretanto, torcem para que o regime dos aiatolás endureça e continue com seu expansionismo atômico.
Quem é quem?
caro pd,
ontem à noite, ao assistir o “manhattan conection” da gnt me lembrei de alguns comentaristas daqui.
os especialistas globais esbravejavam contra obama por não mover uma palha pelos milhões (sic) de manifestantes que tomaram as ruas das grandes cidades do país. rogavam por boicote econômico e militar contra a terra dos aiatolás. esse filme assisti à época da primeira invasão do iraque no mesmo “batcanal”. talvez, não lhes avisaram que a era bush foi morta e sepultada pela nova política de relações internacionais de obama.
pô, como a inteligência do paulo francis faz falta numa hora dessas!
no mais, a indústria armamentista do império agradece ao pessoal de ali kamei e seus acólitos.
abçs
enquanto o bicho nao pega…
ora galera, vcs nao sabem q é muito melhor ser apedrejado por causa de uma escapadinha do q ter q decidir sobre como refinanciar sua hipoteca?!
a era Obama é a era da omissão. Do fodam-se de verde.
13, isso mantem a chama a cesa.
Não há sinais evidentes de golpe? Meu caro nada será como antes, houve uma fraude eleitoral com o objetivo de impor a linha-dura no poder.
O golpe foi dado e a fraude, agora, é oficialmente reconhecida (ainda que parcialmente). E a estrutura política iraniana rachou em público pela primeira vez.
Aconteceu *muita* coisa na última semana e meia, já. O regime teve que ir às ruas matar gente. Mais de um milhão de pessoas marcharam contra o regime. O líder supremo foi desafiado em público por políticos veteranos da revolução e pelo povo pela primeira vez na história!
Vc acha que não aconteceu nada???
E vc foi chamado de arrogante por outro motivo… porque disse que quem não concorda com Lacan é porque não entendeu.
Podia te chamar de arrogante, tb, por chamar de amador um analista que deve ter o dobro da sua idade, aconselhou três presidentes dos EUA sobre o Oriente Médio e já era PhD em ciências políticas provavelmente na época em que vc estava se formando. Mas não vou fazer isso, não.
carlos anselmo-fortaleza-cerá , esse pessoal da globo, os neocons ultrapassados, não enxergam que a doutrina bush do prendo e arrebento fracassou, os Eua estão afundados no Afeganistão, no Iraque e a Coreia do Norte segue firme no caminho das armas nucleares apesar dos boicotes etc. são absolutamente patéticos. ah, o bin laden continua livre. ontem havia entrevistadores patéticos no roda viva querendo que o Celso Amorin adotasse a doutrina bush.
Carlos, algum deles pediu ao Obama que fosse firme em exigir direitos humanos, em especial para as mulheres, da Arábia Saudita?
o bush fez do Irã a grande potência do Oriente Médio ao substimar a resistência dos povos. ah, como são tolos os que subestimam o povo, nos Eua ou no Irã.
o antiamericanismo cega.
sacanagem nao malandro, a gente pensa q ta sendo caricato mas nao consegue nem chegar perto das personagens (ir)reais.
“…ontem havia entrevistadores patéticos no roda viva querendo que o Celso Amorin adotasse a doutrina bush. …”
Engraçado, o Celso Amorim & militância enchem a boca para alardear seu antiamericanismo, que ninguém deve se intrometer nos assuntos internos do Irã mas, não reclamam uma vírgula da ingerência de Hugo Chaves em Cuba e Bolívia.
O regime está se isolando e se fechando nas velhas práticas repressoras.
Tempos negros?
Antonio M, e a intervenção iraniana nos assuntos internos de Israel? E nos assuntos internos do IUraque? O Amorim não fala nada porque já escolheu lado 9errado, como bom petista).
Pois é mas ele, sr. Celso, recebe salário para cuidar dos interesses de quem hein?!?!
Aquele papo sobre Lacan fez estrago, hein?
No mais, alguém acha que Khamenei e Ahmadinejad estão fortalecidos?
Lacan? De novo? Arghhh…..
Israel se renova
Judeus convertidos do Peru fazem êxodo para Israel
Simom Romero
Em Iquitos (Peru)
Se algum dia Ronald Reategui Levy tornar-se o último judeu de Iquitos, isso poderá ser culpa dele próprio.
O sonho que ele procurou vigorosamente concretizar era persuadir os descendentes de mercadores sefardins que instalaram-se nesta região remota da Amazônia peruana há mais de um século a reafirmarem os seus vínculos com o judaísmo e emigrarem para Israel.
cnn
Olavão critica a imprensa. Será ele um neo-comunista?
quem tem estômago para ler isso até o fim?
cnn
Irã diz que tribunais darão uma lição em manifestantes
terça-feira, 23 de junho de 2009
Emir Sader: “Há personagens com uma tal estatura histórica que, independente dos adjetivos e de todos os advérbios, ainda assim não conseguimos retratá-los em nada do que podemos dizer ou escrever. O que falar de Marx, que permaneça à sua altura? O que escrever sobre Fidel? … O Che é um desses personagens cósmicos.”
chest- agora se vê donde Lula tira inspiração para chamar sarney de intocavel
Emir Sader viajou na batatinha cósmica ……
E é possível escrever, falar um monte de coisas de tais personagens.
Culto à personalidade pouco é bobagem……
‘…O que falar de Marx, que permaneça à sua altura?…”
hmmmmm…….Ah! já sei!!!
‘Mais-valia um pássaro na mão do que dois voando!’
Sim, é possível, mas ninguem faz.
e por falar em Lacan….
cnn
Impressão minha ou quando é preciso opinar sobre soluções, certos bastiões da verdade somem dos comentários?!??!
Pedro Doria (16),
Se houve fraude parcial na contagem dos votos, isto não autoriza a afirmação de que o Irã passou ou passa por golpe de Estado.
Convém lembrar que a presidência daquele país controla, apenas parcialmente, a chefia de governo, não do Estado. Por ai se vê quão desnecessário seria um golpe de Estado.
Golpes promovem alterações nítidas, nunca camufladas. No Irã, pelo menos até o momento, nada indica que os acontecimentos da semana têm caráter mais amplo do que lutas internas entre personagens que continuam atuantes, sem expurgos, mudanças institucionais ou medidas de exceção.
O fato de ter havido repressão aos manifestantes em nada altera o quadro político. Polícias européias, americanas (continentais), asiáticas reprimem e matam cidadãos diariamente, sem que isso provoque análises alarmistas.
Conforme escrevi no comentário # 6, acima, você me chamou de arrogante “por razões indiretas ao tema central” (o Irã). Mas minha expressão sobre os que não entendem a filosofia de Lacan se deu em pleno debate sobre o tema principal e onde, como você sabe perfeitamente, a referência me foi dirigida para ofuscar minhas análises.
Se você quiser, me chame novamente de arrogante, mas mantenho o que escrevi sobre o “PhD em ciências políticas” que aconselhou três presidentes dos EUA sobre o Oriente Médio.
A “política” norteamericana para o Oriente Médio (e para boa parte do globo) é grotesca, conforme tem mostrado o atual presidente país que, em falas recentes, propôs um novo diálogo e esquecimento do passado. Logo, os conselhos do PhD devem ser pitorescos.
Títulos acadêmicos, como você deve saber, nem sempre expressam capacidades absolutas.
Se o PhD tivesse o dobro de minha idade, como você afirma, certamente estaria enterrado há décadas.
E, como ele mencionou, se o regime fizer “concessões”, é amador em política e coloca à sua frente, Pedro Doria, um dado a esclarecer.
Se houve um golpe de Estado, como você afirmou diversas vezes nos últimos dez dias, certamente é um golpe “sui generis” porque, depois de aplicado, os golpistas se prestam a fazer agrados aos vencidos. Golpistas bonzinhos que distribuem presentes?
Análises políticas são extremamente complexas e é preciso aplicar métodos convenientes. Mantenho integralmente meus comentários.
“…Se houve fraude parcial na contagem dos votos, isto não autoriza a afirmação de que o Irã passou ou passa por golpe de Estado. …”
Como se “tipifica” um golpe? Direito internacional?
“…O fato de ter havido repressão aos manifestantes em nada altera o quadro político. Polícias européias, americanas (continentais), asiáticas reprimem e matam cidadãos diariamente, sem que isso provoque análises alarmistas. …”
É ! todo dia, na mesma proporção, com os mesmos “critérios” que o das autoridades iranianas.
“…Análises políticas são extremamente complexas e é preciso aplicar métodos convenientes. …”
Ou são “complicacionadas” de propósito?!?!?!
Praticamente uma tragi-comédia……
londres e teheran expulsando seus diplomatas respectivos…primeiras bandeiras us e uk sendo queimadas frente à embaixada inglesa de teheran…sensation de déjà vu, intensa….
Nada Será Como Antes = A Mesma Merda de Sempre
nada será como antes, então, tá…
Pois é, Confetti*, o Gordon Brown devia aprender como fazer essas coisas com o Obama… tudo que o governo iraniano queria.
Pedro Doria,
Pois é.
Queria entender como funciona essa martirização da Neda. Se a história está circulando internamente, é por boca-a-boca, já que os meios, até fixo, celular e sms, estão completamente dominados. Por isso é estranho imaginar que a repercussão quica nas páginas do mundo ocidental e volta uma “joana d’Arc” do Irã…
Parece que o governo já fez o que tinha que fazer. Disse que foi atingida por vândalos que se faziam passar por guardas e abafou o enterro. Se o sistema de segurança for permeável, de fato, eles tem que se preocupar mesmo, mas não tá tudo dominado?
Vi artigos que analisam a tecnologia do sistema de repressão iraniano, um sistema centralizado, moderno, mais eficiente que o chinês.
“…primeiras bandeiras us e uk sendo queimadas frente à embaixada inglesa de teheran…”
Putz!!! Nossos antiamericanistas, antiocidente etc devem estar aos prantos de tanta emoção!!!
Será que Lula fará um discurso de apoio aos manifestantes? Celso Amorin aparacerá com seu sorriso err…. digamos… lacônico? E Marco Aurélio Garcia fazendo top-top para os gringos e povo iraniano?!!?
É o paraíso……
nada será como antes
não tenho procuração para defendê-lo nem nada disso, mas …
concordo integralmente com seus útimos dois comentários
assim como concordo com a postura anti fla-flu que você e outros procuraram manter durante esse bombardeio verde (pois pouco maduro) que acompanhamos aqui
abçs
Sr. Coelho e NSCA fazendo apologia de transtorno bipolar.
Pensei que somente anoréxicos faziam essa apologia.
Bem, se levarmos em conta que certos alinhamentos ideológicos são um tipo de anorexia cerebral, então está certo……
O bravo povo iraniano pode ter uma certeza. Ajuda de fora não receberá, estão por conta própria.
45, perfeito. O povbo iraniano está sozinho, ajuda de fora não virá. Ligaram o fo….digo, danem-se.
” Iran faces a long, hot summer. Though it is tempting to suppose that the situation will be resolved, one way or the other, over the next few weeks, the crisis facing the Islamic republic may continue for far longer. Gary Sick, the White House’s main expert on Iran during the revolution and now at Columbia University, writes that “this is not a sprint; it is a marathon. Endurance is at least as important as speed.”
tirado daqui…..
Saiu no UOL: “Irã anuncia data da posse de Ahmadinejad; autoridades prometem lição aos “desordeiros”" (http://noticias.uol.com.br/ultnot/internacional/2009/06/23/ult1859u1138.jhtm) isso me parece o caso de forçar ganhar, “mas não vai levar”. Será que Ahmadinejad terá condições de ser reconhecido como presidente legítimo do Irã? Uma posse enquanto há muitas dúvidas da legitimidade e veracidade da eleição mostra o qual fraco e desesperado o parlamento está. Certamente, perante ao povo iraniano e aos outros líderes mundias, irá pairá a dúvida, a desconfiança e o sentimento de falta de credibilidade sobre Ahmadinejad.
mesmo um Ph D, assessor de presidentes para a sempre eficaz “política” americana para o Oriente Médio tem seus momentos de wishful thinking (é assim que se escreve?)
mas é estranho, ainda, que prognósticos sejam feitos sem acompanhamento de dados para os sustentarem
acontecimentos similares tem ocorrido na Bolívia, no Haiti, na Venezuela, na Ucrania, no México e em “países” africanos onde parcelas significativas da população se levantam para questionar fraudes eleitorais ou políticas
os PhDs só apresentam racionalizações óbvias a respeito desses fatos
mas quando, como na Argélia, no Egito ou no Líbano (não estou falando da eleição recente), fraudam eleições que os islâmicos venceram, matam-se dezenas, centenas ou milhares de pessoas,argumenta-se diferentemente
o caso iraniano, nesse sentido, aparentemente não tem nada de mais
Antonio M, o que voce acha da Arabia Saudita e do governo estadunidense apoiar tão fortemente esse regime? O bush até dava beijos e andavam de mão dada com os chefes de lá, estou enganado?
Chesterton, realmente é impossível o Celso Amorim estar do seu lado. Eu adoro muito dos EUA, o John Reed, o Steinbeck, os beatniks, as universidades do país, dos “redgreens” da California, a lista seria longa . Agora a oligarquia política, a mídia e os fundamentalistas cristãos, fica difícil…
rabbit, um PhD assessor de presidentes pode ser incompetente, pode ser iludido, pode errar, pode muitas coisas… amador, não.
A diferença do caso iraniano é só uma: o povo foi às ruas enfrentar o regime.
Ralph Nader, Carter, Luther King, Michael Moore - as atrizes e cantoras maravilhosas não dá para citar senão entupo a caixa. O Obama somente saberei daqui oito anos.
arpex, eles conseguem controlar celular muito bem, no Irã, graças a tecnologia vendida por uma joint-venture da Nokia com a Siemens.
Internet é mais difícil controlar… a turma tem uma extensa rede de proxies que usa pra driblar a censura online. Os mais experientes, conseguem. O que a rapaziada iraniana do Twitter está dizendo, agora, é que a maioria das fontes de informação deles sumiu para não ser presa ou foi presa.
O fluxo de informação está sumindo.
E na Argélia, no Egito, na Bolívia, etc, o povo não foi às ruas?
rabbit – Na Bolívia, depende de quando. Se vc está falando do período da privatização da água, não só foi às ruas como iniciou um processo que culminou com a eleição de Evo Morales.
No Egito, as manifestações são tímidas e ocorrem com uma razoável aquiescência do governo. De qq jeito, aumentaram a participação da Irmandade Muçulmana na sociedade e na política.
Na Argélia vc se refere a que momento?
De qq forma, o que importa aqui é o escopo. Comparativamente foi talvez tão importante quanto o levante contra a privatização da água na Bolívia, sim. Jamais havia acontecido de uma desobediência frontal ao líder supremo, no Irã.
Eu cheguei ao ponto em que não tenho mais argumentos além dos fatos. Vcs acham que nada demais está acontecendo no Irã. É uma teimosia disfarçada de moderação que esconde, apenas, o fato de que não gostam dos fatos. Uma semana atrás punham em dúvida até que havia fraude. Como nessa linha não dá pra seguir, vão mudando lentamente o discurso. Tudo bem. Vamos ter que concordar em discordar nessa…
“…algum deles pediu ao Obama que fosse firme em exigir direitos humanos, em especial para as mulheres, da Arábia Saudita?”
Chesterton, responda à pergunta do Jorge. Assim você terá mais credibilidade.
E assim os pit-bulls enturbanados do Iran se acomodarao entre si depois de usar o povao escravizado como bucha-de-canhao para alavancar suas disputas pelo poder e suas benesses ($$$$$$). Hoje de manha ouví no rádio que o Conselho dos Guardiaes irá declarar vencedor das eleiçoes, semana que vem, o aloprado Ahmadinejad. É provável, depois desse tiro no pé do Khamenei (que perderá poder e autoridade, tenhamos certeza), que o Ahmad fique mais mansinho. Porém, ainda vem tempestade pela frente no quesito nuclear, e talvez mais uma guerrinha regional.
E sabe de uma? O Ocidente se acomodará, como se acomoda da China, Israel, Burma, Arábia Saudita ,Egito, Rússia, Coréia do Norte, Cuba e todos os regimes despóticos por aí. O que vale mesmo pra elite usurpadora, pessoal, é isto: $$$$$$. Muito mais que qualquer direito humano e liberadade individual.
Esse retrocesso no Irã está mais do que claro:
repressão desmedida para implantar o temor cego na população é o sintoma maior de recrudecimento da republica teocratica……
Tempos negros…..
Eu ainda quero saber o que é “política externa agressiva” para essa gente, mas deixa pra lá…
Como já observei, à medida que o assunto Irã avança, vai se multiplicando o ad hominem, esse papo de “torcida”, “amadorismo” etc.
Concordo com o Caramujo em #60. A linha-dura fez lambança, mas não foi erro fatal. Caminha-se para uma acomodação, interna e externamente. E o Ocidente voltará a engolir esse Irã que está aí, um pouco abalado e ligeiramente modificado em suas próprias elites políticas.
Desqualificar os argumentos do oponente!
Quem disse que não está acontecendo nada no Irã?
Eu só acho, com as informações disponíveis até aqui, que está acontecendo algo muito diferente do que você acha!
Acho que é uma disputa interna à elite
Acho que não há milhões nas ruas
Não acho que está acontecendo uma repressão violenta
Acho que o país está trabalhando, rezando e muitos estão protestando sei lá contra o quê
Não acho que há uma batalha liberdade x opressão, ao menos não é isso que o Moussavi representa
Acho que se milhões estivessem protestando, o fluxo no tuiter seria ” imparável”
ainda estou no achismo pois as certezas estão difíceis
pd # 59,
na argélia nao rola nada ! bouteflika acabou de ser “triunfalmente” reeleito, sua familia mafiosa domina tudo, a corrupçao é condiçao sine quoi non de sobrevivencia ! nao ha trabalho, nao ha incentivo, os jovens vem viver clandestinamente na frança, vender cigarros de contrabando nas ruas…o dinheiro do petroleo vai direto pras contas “pessoais”do presidente e seus proximos….ainda ha algum foco de terrorismo, alguns atentados quase nao noticiados, etc…who cares….
rabbit, apenas reitero o que vc acha…
Não há milhões nas ruas.
Não está acontecendo uma repressão violenta.
Não há uma batalha liberdade x opressão.
Cara… o que eu posso dizer?
aliás me interessa muito saber se uma polícia de um país totalitário consegue efetivamente controlar algo como o tuiter, acho que é uma discussão para logo mais, quando os ânimos serenarem
não quero perder a fé nas possibilidades da rede
rabbit !! qual seu horoscopo ? :))
( tenho a impressao de estar em pleno teatro do absurdo…algumas réplicas de ionesco…coitado do boss…)
Confetti
aquario, ascendente em aries, lua em cancer, marte no meio do céu
milhões havia na Parada Gay em SP
garanto que havia muito mais gente que nas manifestações no Irã
james bond
não se consegue fotos por satélite das manifestações no Irã?
rabbit – A única maneira de bloquear completamente a internet é o método norte-coreano: basta não haver internet à disposição.
É possível controlar bastante, mas tanto quanto os chineses fica complicado. Os chineses têm a vantagem de que Google, Cisco, Microsoft, Yahoo etc, empresas que têm a ver com a infra-estrutura da rede, querem prestar favores para a China. Outras ditaduras não têm essa vantagem.
Pra maioria dos cidadãos comuns, ainda assim, é possível filtrar boa parte do conteúdo ou mesmo suspender acesso a alguns sistemas como, por exemplo, o Twitter.
O que o Irã tem de incomum é uma cultura online muito rica, que nasceu com blogs lá por 2003, quando começaram a fechar todos os jornais mais ou menos independentes. Então vc soma uma classe média urbana ampla, população com média etária de 28 anos e uma cultura de buscar e contrabandear informação online já pré-estabelecida. Muitos sabem encontrar proxies pra desviar dos filtros.
É difícil repetir este padrão, de todo iraniano, em outros lugares.
vocês já viram fotos do desfile da timbalada no fim do carnaval em Salvador?
ou do desfile do Monobloco em Copacabana?
pelas fotos, e essa é a única informação recebida, as multidões iranianas deem ser relativizadas
valeu PD # 71
Bom, o recado da Guarda Revolucionária para os manifestantes, de que vão lidar com eles de um “modo revolucionário”, não me inspira a ideia de repressão controlada e cuidadosa.
Robert Fisk: Everyone in Iran, even those too young to remember the 1988 slaughter of the regime’s opponents – when tens of thousands were hanged like thrushes on mass gallows – knows what this means.
Unleashing a rabble of armed government forces on to the streets and claiming that all whom they shoot are “terrorists” is an almost copy-cat perfect version of the Israeli army’s public reaction to the Palestinian intifada. If stone-throwing demonstrators are shot dead, then it is their own fault, they are breaking the law and they are working for foreign powers.
so pra dar um breakzinho humor, aqui os verbos correspondendo aos signos :
aries - querer
touro - ter
gemeos - pensar e ir
cancer - sentir
leao - ser
virgem - analisar
libra - amar
escorpiao - controlar
sagitario -ver
capricornio - poder
aquario - saber
peixes - crer
:-))
+ Como de costume, eu sou muito fã dos assuntos e textos trazidos pelo Pedro Doria, mas por um motivo que não consigo explicar, os comentários do Nada Será Como Antes me parecem muito bem estruturados. Acho que é a pitada a MENOS de moderação sobre o assunto mas com o pensamento anti-gangues que me identifico.
Apesar da leve rusga, acho que ambos são partes fundamentais para esta discussão. E, desta vez, concordo com a visão do NSCA…
idem, djei ! alias a ultima frase dos 2 foi massa :
pd : entao ta…
nada : pois é…
kkk*
( eu dessa vez, concordo com a visao de pd …)
Pedro, tem um artigo do Datanews, site de TK belga, que compara os sistemas chinês e iraniano, repercutindo matéria do WSJ sobre a tecnlogia ocidental no Irã. Diz que os sitema iraniano é mais sofisticado por combinar o tal do deep package inspection com uma inspeção centralizada, do único sistema de telefonía iraniano, ao contrario do chinês que, é descentralizado. Link no meu link.
Não judiem do nosso Rabbit!
O que existe é só uma discordancia…..
Beijos!
O pessoal é pau, não quer dar liberdade ao povo iraniano de jeito nenhum.
Nada Será Como Antes no #38:
Sua réplica ao Pedro Doria é impecável. Este, sem argumentos, utilisa a ironia e perde pontos.
Apesar de já termos cruzado o ferro no passado, considero-o um dos melhores comentaristas e debatedores deste blog. Sempre leio com atençao seus comentários, os do Elias, do Bitt, da Alba, do Ricardo Cabral, do Dino (com o qual também já argumentei) e outros bambas deste excelente blog (óia aí o elogio, Pedro Doria!). Por incrível que pareça, até leio as tiradas do esfuziante general-da-banda Chesterton, que de vez em quando acerta uma boa! :o))
Há sempre algo a aprender, de todos um pouco…
A resposta só falhou na questão do Lacan e do “ofuscamento” de análises que não foram feitas — o que houve foi o uso de réplica e tréplica para: (1) falar de si mesmo; (2) exercitar as diferentes maneiras de insultar “de leve”…
Nada Será Como Antes,
Não adianta, o Pedro Dória é cabeça dura igual a você. Até que surja um a voz do conhecimento supremo esclarecendo todo esse imbloglio ele argumentará incansavelmente em favor de uma revolução iraniana como você argumentou lá no post “A Petrobras e a imprensa golpista” de 08/06/2009 em favor da correta paridade do Real. Espero que a voz da autoridade apareça para ele (E que não seja nada como esse Gary Sick, que depois da entrada triunfal do Paulo Coelho eu pensei que se trataria da opinião da Grace Slick) como aparece hoje para você no Valor Econômico. Trata-se de artigo de Delfim Netto intitulado “O Câmbio e os fundamentos”. Com o título de “A farra do câmbio” de 23/06/2009 às 09:58, o Luis Nassif faz chamada para o artigo. Magister Dixit e não se discute mais.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 23/06/2009
É questionável minimizar as manifestações populares. Protestos por suspeitas de roubo eleitoral podem até ser corriqueiros em boa parte do planeta — mas não nesse Irã que está aí.
1. O governo fraudou as eleições para expurgar os moderados do poder e a linha-dura assumir o controle total. Mas isso não é golpe.
2. O governo decreta que quem for às ruas reclamar vai apanhar. As pessoas vão, morrem, são presas, apanham, mas isso não é repressão violenta.
3. O governo manda prender dentro dos hotéis todos os correspondentes estrangeiros, suspende desde o dia da eleição o fluxo de mensagens por celular, bloqueia a internet o que pode… mas não há uma luta por liberdade.
4. E aí eu não tenho argumentos… É. Não tenho.
A Confetti* tem toda razão… Ionesco assumiu as rédeas e quem há de querer razão…
Lá no Ryff uma terrivel descoberta:
Pessoas mortas pela policia iraniana só tem seus corpos liberados após os familiares pagarem uma taxa de 06 mil reais!
Só na China tem coisa parecida……..
E questiono, também, que o Estado esteja por demais protegido da questão de governo pelo fato de o presidente iraniano ter poderes limitados. Claro que Mousavi não ameaçaria Khamenei como presidente em si — o que valeria, na sua eleição, seria demonstração de força de Rafsanjani e seu grupo, o impacto disso na teia de forças entre os grandes aiatolás.
Aliás, se o filho de Rafsanjani estiver certo, teremos muitos tópicos quentes para comentar, aqui.
Confetti,
Deixei você fechando o post “O domingo após a pancadaria no Irã” de 21/06/2009. Ia fazer um comentário, mas a sua explicação tornou-o desnecessário e para manter a praxe preferi trazer a minha observação aqui para este post.
Minha memória recente é fraca e me firmo de mau jeito na memória antiga. Agora reconheço que embora não seja essas coisas, ela ajuda. Mas, ela também começa a dar os primeiros sinais de falência. No final da década de 60 eu acompanhava a Guerra do Vietnam todos os dias. Cheguei a desenhar ampliando um mapa do Vietnam para saber melhor o que acontecia lá. Assim não era para seu comentário (207) no post “O domingo após a pancadaria no Irã” em que você diz “ih…. pow!” só me fazer lembrar de pancada. Hoje, entretanto, talvez até com a discussão sobre Lacan tendo atiçado a memória, veio-me outro termo à lembrança. Por isso ia escrever um comentário em que dizia que tinha entendido a sua mensagem: “você também começava a achar que as discussões sobre a guerra no Irã estavam nos levando a nos tornar prisioneiros de guerra” (No blog, é claro).
Clever Mendes de Oliveira
BH, 23/06/2009
Intervenção quase tardia para indispensáveis agradecimentos pela solidariedade.
rabbit,
Agradeço suas palavras no # 47 e me associo às escritas nos seus comentários 53 e 64.
Não tenho nenhuma crença, nem atenção a horóscopos mas, por coincidência sou, como você, aquariano com ascendente em áries.
____________
James Bond,
Agradeço seu apoio, especialmente porque você costuma discordar de meus comentários.
_____________
Caramujo,
Suas palavras mostram desprendimento pelas discussões que tivemos em algumas ocasiões.
Esta não é a primeira vez que você me dirige elogios e me deixa ruborizado. :-)
______________
Clever,
Somos, muitos aqui, cabeças duras.
Vou procurar e ler o artigo que você menciona.
Confetti,
Achei interessante os verbos que você apresentou.
Beijos doces.
Caro Pedro Doria
O tratamento dado pelo blog aos fatos iranianos eu só encontrei correspondência com a cobertura dos grandes jornais do exterior. A cobertura da nossa imprensa foi ridícula. Parabéns pelo seu trabalho nesse episódio.
Ao sabidão que se apresenta como “nada será como antes”
“Golpes promovem alterações nítidas, nunca camufladas. No Irã, pelo menos até o momento, nada indica que os acontecimentos da semana têm caráter mais amplo do que lutas internas entre personagens que continuam atuantes, sem expurgos, mudanças institucionais ou medidas de exceção.”
Não senhor. Golpes de estado podem ou não ter a visibilidade que você reclama.
É feio falar de boca cheia. O correto e educado é pensar antes de falar. Volte a ler Maquiavel e, principalmente, Gabriel Naudé, se é que já os leu alguma vez.
Gabriel Naudé, nas Considerações Políticas sobre os golpes de Estado (1639) fala do segredo e da desconfiança universal que obrigam o governante a se preservar “dos engodos, ruindades, surpresas desagradáveis” QUANDO A CRISE DE LEGITIMIDADE SE INSTALA. É preciso cautela, diz Naudé, contra o animal de muitas cabeças, “vagabundo, errante, louco, embriagado, sem conduta, sem espírito nem julgamento….a turba e laia popular JOGUETE DOS AGITADORES: oradores, pregadores, falsos profetas, impostores, políticos astutos, sediciosos, rebeldes, despeitados, supersticiosos”.
Ao contrário de você, que fala bastante antes de pensar, os aiatolás sabem muio bem do que estão falando e fazendo quando mandam reprimir as manifestações populares. Como se vê, em termos de teoria política você é mais atrasado que os aiatolás.
Muito bom o comentário do Robert Fisk. Enquanto isso a legitimidade do regime iraniano vai se desvanecendo no simples desespero em não largar o osso.
Talvez não seja tão grande quanto se fala, mas é óbvio que a luta não tão velada continua correndo por lá.
A situação talvez leve a um novo pacto entre povo e governo semelhante ao modelo chinês. Nós te damos brinquedos, vcs ficam na sua.
Zictor
acho que todos nós aqui desejamos, exigimos até, toda a liberdade para os iranianos
esse ponto não é questionado por ninguém
a questão, ao menos para mim, é uma definição de critérios
EUA, GrãBretanha, Israel, todos censuram a imprensa em momentos “excepcionais”, todos bombardeiam indiscriminadamente matando quem se atreve a permanecer nas ruas; todos tem presos políticos incomunicáveis fora do ordenamento jurídico
Ao que eu saiba, o combate, a busca pela liberdade, sempre será, de algum modo, violenta
Qual a novidade?
Mas a luta entre coronéis no nordeste, entre capitães de guerra na África, entre líderes tribais no afeganistão também é violenta e a maioria das vítimas é de inocentes
Qual dessas situações está ocorrendo no Irã?
Não consigo entender..
Calma,
Vocês viram os videos?????
não precisa falar nada, ali mostra tudo…
o irã tá de ponta cabeça…
a eleição foi fraudada ao ponto do ridiculo que ninguém acreditou…
+ Há algo que me deixou confuso no comentário #86 do PD sobre: “o governo fraudou as eleições para expurgar os moderados do poder” … Mousavi é moderado?
Porque pelo dossiê dele em Maryland eu jamais adivinharia. Segundo anotações ex-operativos da NSA, Mousavi era só mais um líder cooptando com terroristas. Inclusive seria responsável direto e indireto por ataques a embaixadas americanas no Líbano.
Alguém manda um scrap no Twitter do Mousavi perguntando sobre o ataque em beirute de 83? Aliás, alguém verifica se um tal de Ali Akbar Mohtashami-Pur é amigo dele na comunidade “Explodo ou Não Explodo” do Orkut…
Reagan sabia… mas o que ele disse?
“Deixa rolar…”
–X–
Pra mim ainda, nesta eleição, é o roto falando do rasgado…
+ ops, desculpa o plural… só existia UMA embaixada, é claro… os outros ataques foram só a Fuzileiros.
paulo araujo (92),
Não sou “sabidão”.
Ao que parece, você acaba de criar o golpe de Estado secreto e imperceptível. Deve ser um conceito curioso.
Conheço a obra de Maquiavel e sugiro que você a releia.
Boa leitura
Teóricos do século XVI pouco servem para a definição ou análise de golpes de estado feitos em repúblicas (no sentido contemporâneo do termo) nos últimos 150 anos, mais ou menos.
Nasca me parece certo ao apontar a discrepância entre o que ocorre no Irã e as ações mais comuns em golpes de estado, embora ele mesmo não defina o que é um golpe de estado “típico”, termo que ele uso em um de seus primeiros comentários quando do estouro da crise atual. Também não concordo com o tom de seus comentários que tende a minimizar tal crise. Todavia, repito, o núcleo de seu argumento permanece, mesmo que precisasse de maior esclarecimento. Se tanto me é permitido, eu diria que é estranho um golpe de estado que não é dirigido contra um governo instalado e que não resulte na remoção do governante.
Errata:
“termo que ele uso” deve ser lido “termo que usou”.
PD,
ouvi boates de greve geral do Irã…
http://napraticaateoriaeoutra.org/
Alguém ouviu algo a respeito??
rabbit,
Imagino que o tratamento privilegiado que o PD tem dado ao Irã, corresponda à importância do país no jogo político mundial, que é mesmo maior do que o do Peru. Outra coisa é que também gostaria de ler mais sobre os acontecimentos com os nossos vizinhos.
Não vou me imiscuir na discussão sobre as declarações do Nasca, porque acho que já argumentei o que tinha que argumentar no post anterior.
No entanto, seja lá o que estiver ocorrendo no Irã - uma revolução ou um acomodamento entre lideranças que, pressionadas pelas manifestações populares e cada vez mais esvaziadas de legitimidade, pode levar a um amordaçamento total por algum tempo, ou à concessão de reformas - acho que a observação do prof. Garry Slick (Grace Slick foi engraçado, viu, Clever?) procede. A coisa toda tende a demorar um tempo bem difícil de mensurar.
Beijos a todos
A teocracia iraniana tenta, a todo custo, proibir as pessoas de enxergar os fatos.
Parece que faz mais efeito aqui do que lá.
Creio que alguns comentaristas gostariam de ter este blog intitulado “Irritando Pedro Doria”.
Especialmente depois que alguns pontos defendidos por esses comentaristas mostraram-se um equívoco — a inexistência de fraude eleitoral, por exemplo.
Daí que as observações começaram a vir carregadas de insultos sutis. Sobrou, até, para o Anônimo da Pérsia.
E supostas imprecisões terminológicas vêm sendo pretexto para mais insultos.
No fim das contas, o que importa, de fato, é que houve um estremecimento no círculo de poder do Irã, com o Chefe de Estado tendo apelado para fraude e radicalizado sua posição.
Isso foi devidamente tratado pelo Pedro Doria, aqui. Com grandes contribuições do Anônimo da Pérsia.
Alba (102),
Desculpe-me por ter lhe confundido com os nomes. O nome dele é Garry Sick e não Slick.
Alias se você for lá na biografia que o Pedro Dória disponibilizou para a gente vai ver esta seqüência de palavras: “Sick retired captain US Navy”. Não há nada de bom nessas palavras. É mais ou menos o que esse analista é.
Depois eu vou fazer umas duas observações sobre o comentário dele. Não é nada importante até porque ” Nada Será Como Antes” já disse o que precisava.
Clever Mendes de Oliveira
BH,23/06/2009
Vou trabalhar daqui a pouco e não poderei voltar tão cedo, mas reforço a recomendação do Gustavo Tavares sobre o post no NPTO que a esquerda daqui acho que ganharia em ler.
No mais, concordo com o comentário 104, do Astronauta.
Sworry pipol. Só voltei agora, quem quiser tirar alguma dúvida-caramujo- estou ‘as ordens.
Dando uma olhada por cima…coitado do PD, só tem avestruz aqui….
Ora é coisa de vascainos e flamenguistas……..
rs,rs,rs,rs….
Gustavo Tavares e Alba
bom post do NPTO o citado por vcs
Alba
eu sei que o interesse do PD pelo Irã não é de agora e acho que ele deve postar o que quiser
a gente pressiona um pouco por outros assuntos, faz parte, muitas vezes consegue
a questão no caso é uma discordancia da análise sobre o que está ocorrendo agora
discordancia, nunca falta de respeito pela visão do PD
abçs
Nada impede que o Pedro Doria use “golpe político” quando se referir à fraude seguida de repressão executada pelos conservadores no poder. Assim ele se livra de maledicências quanto ao uso informal de “golpe de Estado”.
Bem me lembro da birra dos pedantes pelo uso impreciso e popularizado de “monopólio”…
Nada será como antes (98) e JPR (99)
“Ao que parece, você acaba de criar o golpe de Estado secreto e imperceptível. Deve ser um conceito curioso.”
Não fui o inventor do segredo na política em nome da Razão de Estado. Não poderia. Simplesmente porque não nasci durante o Renascimento. Leia Naudé. Está tudo lá. Sim, se você de fato leu Maquiavel, tudo indica que deve reler. Insisto, sabidão.
Enfim, não lhe parece, sabidão, um tanto esdrúxula a tese de golpes de Estado tramados na transparência da luz do dia? No Irã, quem acusou o golpe não foi a “mídia golpista” e os seus “jornalistas a soldo”, mas, por exemplo, os singelos um milhão de iranianos que saíram às ruas para protestar contra o golpe promovido (fraude eleitoral) contra a soberania do povo iraniano.
Vamos ao Naudé
Os aitaloás insistem na pretensa conspiração do grande Satã.
A quem interessa fraudar as eleições e contra quem elas foram fraudadas? Antes de parolar sobre o assunto, é preciso estabelecer com fatos (apresentados aos montes pelo blogueiro) os beneficiários daqueles intentos (fraudes eleitorais) e contra quem eles seriam empreendidos (a vontade soberana do povo iraniano).
Gabriel Naudé, em “Considerações Politicas sobre o Golpe de Estado” (1639), diz que golpe é um conjunto de ações ousadas que os governantes executam contra o direito, em desrespeito à Justiça.
Naudé indica cinco regras dos golpes.
1. Trapacear, porque “as leis perdoam os delitos que a força obriga a cometer”.
2. Sempre golpear a pretexto de salvar o bem público.
3. Nunca golpear apressadamente.
4. O golpista não deve ser carrasco. Ele deve apresentar-se como o médico que extirpa do corpo social a parte infectada. Ele inicia o corte pelas partes frágeis da oposição política (prisão dos oposicionistas), deixando as demais para o fim (repressão violenta dos populares que se manifestaram em praça pública)
5. Dissimular o golpe, agindo como hipócritas.
Entre as técnicas do golpe, vêm os boatos de calamidades e infiltrações de agentes provocadores. Assim, “alguma coisa” precisa ser feita para prevenir e salvar o povo do o suposto golpe da oposição (os perdedores da partida futebolística, no dizer de Lula). Para dar vazão à boataria, o governo aciona os seus intelectuais orgânicos, de preferência os que parecem isentos.
A astúcia dos aiatolás os levou a fraudar as eleições, em aplicação magistral das cinco regras de Naudé. No Irã, eles acusam sem provas e espalham boatos sobre uma fantástica conspiração do grande Satã. Fora do Irã, os desonestos seguem a receita infalível: repercutem a gritaria ideológica, com ou sem metáforas futebolísticas, sem provar a existência do dedo do grande Satã. O que eles dizem? “É plausível a hipótese de que as manifestações populares estão sendo dirigidas por agentes provocadores a serviço dos interesses imperialistas”.
Fraudulentos e, claro, falaciosos também são os métodos usados na tarefa nauseante de caluniar jornais e profissionais da imprensa.
Pergunta: se toda imprensa ocidental que acusa o golpe é PIG, por que a que aceita a tese futebolística seria isenta? Se apenas esta última é confiável, por que os “teóricos” das metáforas futebolísticas insistem em ler e escrever nas demais?
Se não há golpe de Estado em marcha, então, como explicar essa notícia do Washington Post sobre os tribunais de exceção para julgar os opositores? Coisa da “mídia golpista”?
Iran Establishes Special Court to Try Protesters
http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/story/2009/06/22/ST2009062200440.html
Tribunais de exceção são os recursos de sempre dos governos fascistas. Vide Alemanha de Hitler e todas as ditaduras que infestaram o século XX.
O que dizem os teóricos da Razão de Estado no Renascimento é seguido à risca pelos aiatolás. Para estes governantes teocráticos e absolutistas, é inaceitável a manifestação de soberania soberania popular, bem como a ideia de que os dirigentes devem prestar contas de seus atos (accountability) ao povo, mas sem guardar segredos.
O século XVII viu prevalecer a ideia da accountability invertida: o rei não mais devia prestar contas apenas ao ser divino, mas ao povo: Vox populi, vox dei.
John Milton expressa com clareza o que se vê na prática no hoje no Irã: “Se o rei ou magistrado provam ser infiéis aos seus compromissos o povo é liberto de sua palavra”. Os iranianos vão às ruas provando assim que conhecem as teses democráticas inglesas como o princípio moderno da nova legitimidade política.
Os golpes de Estado, João Paulo Rodrigues, não são simplesmente endereçados contra governos, mas sim contra o summus magistratus popular que exige responsabilidade e accountability dos que agem em seu nome.
nada será como antes, você é a favor da ditadura iraniana.
Seria mais honesto admitir isso.
Mais simples, também.
Pouparia a todos nós esse duvidoso status de genérico de Fábio Passos, a que você, de maneira consciente, suponho, se presta nesse momento.
Isso para falar de maneira delicada e polida sobre seus contorcionismos sermânticos, com os quais tenta demonstrar ( para quem? ) que não aconteceu o que aconteceu.
Se for para você mesmo, beleza, é necessário extravassar a paranóia. Ajuda a dormir bem.
Se for para uso externo, o desastre é total. Você consegue apenas ser o primus inter pares dos insanos de sempre.
A impressão que fica,meu caro, é patética.
Você dá a impressão de que seria capaz de negar que um dia o Vesúvio explodiu e soterrou Pompéia, caso o Vesúvio fosse um aiatolá feito em chamas e Pompéia uma cidade estadunidense.
fora isso,tudo bem.
ps- fique a vontade para me responder, é seu sagrado direito.
Mas saiba que eu não pretendo alimentar um debate sobre o nada, sobre as matérias das quais são feitas os sonhos, os pesadelos, as loucuras, as insanidades auto induzidas, que a cada novo comentário ( seu ) parece estar se aproximando, perigosamente, do primal e final uivo para a floresta em noite de lua cheia.
Quanto aos demais, os pares do primus, á partir de hoje, favor se referirem ao golpe de estado de 1964 como os autores da mesma gostariam que ficasse conhecido - ” período de excessão democrática.”
Fica mais coerente.
@rabbit,
Acho que o povo aqui fica mudando muito de assunto. Ontem conversei com um amigo meu, filho de iranianos que cresceu na Alemanha (mas ele ainda se sente iraniano).
Ele tem medo, mas ele também está cansado dessa baderna que tem acontecido no Irã.
Sinceramente, criticar EUA, Inglaterra e outras potências é válido quando o assunto é criticar EUA, Inglaterra ou outras potências.
Mas eles não são assunto agora. Agora, o assunto é o Irã. E aquele povo corajoso que vai às ruas merece que nós prestemos atenção neles e os apoiemos de todas as formas que forem possíveis.
@marco #111,
Nunca pensei que diria isso, mas concordo.
Marco (111),
Você també tem o direito, claro, de se posicionar. Mas atenção com os termos, por favor, para não extrapolar e continuar com agressões sem sutileza.
Não sou “genérico” de ninguém. Sou específico e direto.
Escrevo com=scientemente e não extravaso paranóia, termos, aliás, que certamente domino melhor do que você.
Você me chama de insano e insinua que sou patético. Tomarei tais termos como licenças pseudo-literárias, semelhantes àquelas que, vez ou outra, você apresenta no pandorama.
Não sou sonhador, não uivo, não tenho pesadelos e não costumo desfilar frases oníricas.
Não sou a favor de nenhuma ditadura e desafio sua perspicácia para apontar alguma menção contrária em meus comentários neste blog ou nos textos de meu próprio blog.
Seria insensato explicar, aqui, as questões estratégicas (não táticas) que me levam, apenas conjunturalmente, a preferir o Irã politicamente estável, porque não sei se você entenderia os conceitos.
Não se precipite com conclusões parciais e apressadas.
també = também
com=scientemente = conscientemente
O script manjado que o Nada Será segue: (1) falar de si mesmo; (2) exercitar o insulto e o ad hominem sempre na linha de chamar o interlocutor-desafeto de ignorante.
São as “tendências lacanianas”…
Pronto marco, você venceu, o nasca é a favor da ditadura iraniana, agora diz aí, você é a favor do que? Da democracia iraniana? Então por isso que você apóia o Moussavi e o Rafsanjani? Porque eles são altamente democráticos, testados e aprovados em gestões anteriores, certo? Não, não pode ser por isso, o Moussavi é conhecido linha dura, assassino de milhares e seguidor de rígidos padrões islâmicos xiitas, homem de confiança do Khomeini e o Rafsanjani é corrupto há não mais poder.
Talvez porque você acredite que está surgindo uma republica laica e democrática através desta classe media que está saído às ruas. Seria isso? É isso mesmo que eles estão pedindo? Gritando “Alá é grande” no telhado? Levando pôster do Khomeini? Pouco provável, né?
Bem, a diferença fundamental que vejo, nesta luta por poder no Irã é que existe uma oposição de calça arriada, que irá baixar a guarda e deixar o imperialismo dar as cartas na região. É esse o motivo?
Seu sonho é um mundo onde os interesses imperialistas são hegemônicos, seria mais fácil se você admitisse isso.
Zictor: E aquele povo corajoso que vai às ruas merece que nós prestemos atenção neles e os apoiemos de todas as formas que forem possíveis.
Espero que a oposição não chame seus partidários às ruas nos próximos dias. Os conservadores já levaram o susto com as manifestações populares. Devem estar abertos a alguma conversa nos bastidores, mas vão manter a dureza para o povo e os observadores do exterior. O melhor para quem protesta, agora, é contornar a violência de Estado, respirar e pensar em rearticulação.
Dino: Bem, a diferença fundamental que vejo, nesta luta por poder no Irã é que existe uma oposição de calça arriada, que irá baixar a guarda e deixar o imperialismo dar as cartas na região.
Mas o Moussavi não é “conhecido linha dura, assassino de milhares e seguidor de rígidos padrões islâmicos xiitas, homem de confiança do Khomeini”???
Fico com a análise do Bruno Mota, num comentário do dia 21:
Todos os protagonistas fizeram parte da revolução e compartilham em graus variados do onus moral decorrente. Porém, eles diferem fundamentalmente nas lições que aprenderam de 1979 até aqui. Uns acham que a solução para os problemas do Irã é voltar aos principios da época do Khomeini (uma especie de salafismo xiita); outros acreditam que a revolução precisa mudar para sobreviver. Ahmadinejad, Musavi e cia. são todos xiitas devotos, mas acho um erro essencialista quase Chesteriano assumir que são portanto iguais. É a diferença entre um Dubcek e um Brejnev.
Ué! Kosmonauta, você não sabe diferenciar política interna de externa? Estou falando com que nível de intelecto? O que me interessa é a política externa e a vocês também, é lógico, mas vocês jamais admitirão.
Dino, pode me explicar como seria a política externa “entreguista” de alguém que, nas suas palavras, é “conhecido linha dura, assassino de milhares e seguidor de rígidos padrões islâmicos xiitas, homem de confiança do Khomeini”?
Nada será como antes (98 ) e JPR (99)
“Ao que parece, você acaba de criar o golpe de Estado secreto e imperceptível. Deve ser um conceito curioso.”
Não fui o inventor do segredo na política em nome da Razão de Estado. Não poderia. Simplesmente porque não nasci durante o Renascimento. Leia Naudé. Está tudo lá. Sim, se você de fato leu Maquiavel, tudo indica que deve reler. Insisto, sabidão.
Enfim, não lhe parece, sabidão, um tanto esdrúxula a tese de golpes de Estado tramados na transparência da luz do dia? No Irã, quem acusou o golpe não foi a “mídia golpista” e os seus “jornalistas a soldo”, mas, por exemplo, os singelos um milhão de iranianos que saíram às ruas para protestar contra o golpe promovido (fraude eleitoral) contra a soberania do povo iraniano.
Vamos ao Naudé
Os aitaloás insistem na pretensa conspiração do grande Satã.
A quem interessa fraudar as eleições e contra quem elas foram fraudadas? Antes de parolar sobre o assunto, é preciso estabelecer com fatos (apresentados aos montes pelo blogueiro) os beneficiários daqueles intentos (fraudes eleitorais) e contra quem eles seriam empreendidos (a vontade soberana do povo iraniano).
Gabriel Naudé, em “Considerações Politicas sobre o Golpe de Estado” (1639), diz que golpe é um conjunto de ações ousadas que os governantes executam contra o direito, em desrespeito à Justiça.
Naudé indica cinco regras dos golpes.
1. Trapacear, porque “as leis perdoam os delitos que a força obriga a cometer”.
2. Sempre golpear a pretexto de salvar o bem público.
3. Nunca golpear apressadamente.
4. O golpista não deve ser carrasco. Ele deve apresentar-se como o médico que extirpa do corpo social a parte infectada. Ele inicia o corte pelas partes frágeis da oposição política (prisão dos oposicionistas), deixando as demais para o fim (repressão violenta dos populares que se manifestaram em praça pública)
5. Dissimular o golpe, agindo como hipócritas.
Entre as técnicas do golpe, vêm os boatos de calamidades e infiltrações de agentes provocadores. Assim, “alguma coisa” precisa ser feita para prevenir e salvar o povo do o suposto golpe da oposição (os perdedores da partida futebolística, no dizer de Lula). Para dar vazão à boataria, o governo aciona os seus intelectuais orgânicos, de preferência os que parecem isentos.
A astúcia dos aiatolás os levou a fraudar as eleições, em aplicação magistral das cinco regras de Naudé. No Irã, eles acusam sem provas e espalham boatos sobre uma fantástica conspiração do grande Satã. Fora do Irã, os desonestos seguem a receita infalível: repercutem a gritaria ideológica, com ou sem metáforas futebolísticas, sem provar a existência do dedo do grande Satã. O que eles dizem? “É plausível a hipótese de que as manifestações populares estão sendo dirigidas por agentes provocadores a serviço dos interesses imperialistas”.
Fraudulentos e, claro, falaciosos também são os métodos usados na tarefa nauseante de caluniar jornais e profissionais da imprensa.
Pergunta: se toda imprensa ocidental que acusa o golpe é PIG, por que a que aceita a tese futebolística seria isenta? Se apenas esta última é confiável, por que os “teóricos” das metáforas futebolísticas insistem em ler e escrever nas demais?
Se não há golpe de Estado em marcha, então, como explicar essa notícia do Washington Post sobre os tribunais de exceção para julgar os opositores? Coisa da “mídia golpista”?
Iran Establishes Special Court to Try Protesters
washingtonpost (retirei o link, que prendeu o comentário)
Tribunais de exceção são os recursos de sempre dos governos fascistas. Vide Alemanha de Hitler e todas as ditaduras que infestaram o século XX.
O que dizem os teóricos da Razão de Estado no Renascimento é seguido à risca pelos aiatolás. Para estes governantes teocráticos e absolutistas, é inaceitável a manifestação de soberania soberania popular, bem como a ideia de que os dirigentes devem prestar contas de seus atos (accountability) ao povo, mas sem guardar segredos.
O século XVII viu prevalecer a ideia da accountability invertida: o rei não mais devia prestar contas apenas ao ser divino, mas ao povo: Vox populi, vox dei.
John Milton expressa com clareza o que se vê na prática no hoje no Irã: “Se o rei ou magistrado provam ser infiéis aos seus compromissos o povo é liberto de sua palavra”. Os iranianos vão às ruas provando assim que conhecem as teses democráticas inglesas como o princípio moderno da nova legitimidade política.
Os golpes de Estado, João Paulo Rodrigues, não são simplesmente endereçados contra governos, mas sim contra o summus magistratus popular que exige responsabilidade e accountability dos que agem em seu nome.
PS: nada será como antes (116)
“Seria insensato explicar, aqui, as questões estratégicas (não táticas) que me levam, apenas conjunturalmente, a preferir o Irã politicamente estável, porque não sei se você entenderia os conceitos.”
Gostaria imensamente de ler a respeito da sua visão estratégica que o leva a preferir a estabilidade política promovida pelos aiatolás, mesmo que a custa de fraude eleitoral, repressão e mortes de manifestantes.
Também gostaria de saber mais sobre o seu conceito de estratégia condicionada pela conjuntura. Acho sui generis. foi você quem inventou? Que a estratégia muda conforme a conjuntura ou que a conjuntura determina a estratégia?
Um tanto confuso para o meu entendimento. O clássico é dizer que as táticas mudam conforme a conjuntura, mas o objetivo estratégico, este permanece. Já alguma coisa do Lenin? Ele fala bastante disso.
paulo araújo, por gentileza, pergunte ao Nada Será o que ele entende por “política externa agressiva”…
Kosmonauta, se você não tem 15 anos e creio que não, deve ter lembrança de inúmeros ditadores linha dura em nossa américa latrina, corruptos e entreguistas. Poucos foram ditadores sem ser corruptos e quase nenhum que não fosse fantoche dos EUA.
Mas, mudando de assunto, sinto em decepciona-los, não sairá revolução nenhuma, por um motivo simples, não por questão de apoio ou não das forças armadas, como diz meu amigo caramujo, e sim porque o agente de uma revolução é a classe operaria e ou camponesa, só quem não tem nada a perder é que faz revolução. Rapaziada de classe média pode fazer bagunça, atirar pedra e sair correndo, logo vai dando uma saudade de blogar, twitar, do colinho da mamãe, tomar um suquinho…
na frança e aqui tambem…
Dino,
desculpe intervir no debate mas acho que o astronauta estava se referindo ao fato do ditador em questao ser “seguidor de rígidos padrões islâmicos xiitas, homem de confiança do Khomeini”, e nao por ele ser linha dura.
Pronto, se o que o Irã tem não é uma ditadura, a nossa certamente foi ditabranda.
Obrigado, Pepe. É isso mesmo.
O Fla x Flu é tanto que Mousavi fica parecendo Ferdinand Marcos…
Pronto. Alívio geral para todos, poderemos ir dormir sossegados. O grande estadista Luísque Inácio da Silva garantiu o sono tranquilo.
“É improvável que Ahmadinejad não tenha vencido o pleito. Quando a diferença é de 62% a 30% e poucos, não é possível. É difícil ter (fraude)” – reiterou o estadista.
Paulo Araújo, nao há golpe - entendeu? Pode deixar o NASCA em paz e o Maquiavel e Naudé engavetados. Nada de fraude e, por conseguinte, nadinha de golpe. O Grande Guia garante. É….parece que o Pedro Doria se equivocou.
Muros de ferro, palavras de aço
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No fundo, Obama acredita na bondade de um regime que mente à sua própria população
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O MUNDO dá muitas voltas. Uns anos atrás, quando alguém falava da “agenda Bush”, os sábios faziam piada. Agenda Bush? O plano consistia em defender a democracia, a liberdade e o respeito pelos direitos humanos nas mais variadas regiões do globo, de forma a evitar a existência de estados párias, exportadores do terrorismo e, claro, agentes da opressão para os seus próprios povos.
Alguns anos passados, toda a gente clama pela agenda Bush, ainda que o seu nome não seja pronunciado e o pobre George esteja, algures no Texas, a comer tartes de maçã. Basta prestar atenção à telenovela iraniana e aos textos que os mais ferozes anti-bushistas escrevem a respeito. Eles parecem mais neoconservadores do que os próprios neoconservadores. Mas o que mudou no Irã?
Paradoxalmente, pouca coisa e muita coisa: há trinta anos que o Irã é uma teocracia violenta e repressiva, dominada por um grupo de clérigos que decide a política interna e externa do país. Verdade: existem eleições regulares. Mas as eleições são controladas pela teocracia, que escolhe os candidatos e depois escolhe o candidato vencedor, em total desrespeito pela vontade popular.
Esse ano, algo mudou: uma população crescentemente jovem, urbana, educada e com sede de Ocidente resolveu contestar, não apenas a fraude eleitoral mas a própria legitimidade do regime. Os sábios podem desprezar os valores da agenda Bush. Mas os iranianos que vão para as ruas são a prova tangível e audível de que essa agenda não está morta nem enterrada.
Infelizmente, é pouco provável que alguém os ouça.
Para começar, e mesmo que Mir-Hossein Mousavi fosse o vencedor, ele não é o Barack Obama da Pérsia, disposto a inaugurar um novo capítulo de abertura ao Ocidente e de concessão de liberdades individuais a todos os iranianos. Mousavi, antigo premiê de Khomeini, é um revolucionário de formação, responsável pela execução de milhares de opositores políticos e um entusiasta do programa nuclear do país. Na imprensa internacional, Mousavi é apresentado como arquiteto, poeta, provavelmente trapezista ou palhaço nas horas vagas. Mousavi é o contrário dessa imagem bucólica que corre no mundo. E os iranianos que gritam nas ruas por Mousavi gritam apenas por uma substituição de carrascos.
Mas se Mousavi não é o Barack Obama da Pérsia, que dizer do Barack Obama real?
Até o momento, o presidente americano persiste no seu silêncio ensurdecedor. E, quando quebra esse silêncio, é para mostrar preocupação com a violência e alguma esperança de que os votos sejam recontados pelo regime iraniano.
Os apoiantes de Obama aplaudem a contenção do presidente. E recordam que qualquer outra palavra só serviria para reforçar a violência do regime e enfraquecer a causa dos manifestantes. Regimes totalitários sempre precisaram de fantasmas externos, certo?
Errado. O regime não precisa das palavras de Obama para culpar o Ocidente pelas tragédias internas do Irã. Pela boca do Líder Supremo, Khamenei; ou pela boca do presidente “reeleito”, Ahmadinejad, os Estados Unidos ou a Grã-Bretanha já estão sendo apontados como os principais instigadores do ódio e dos confrontos. Obama não precisa falar para que os outros falem dele.
Resta a esperança otimista do presidente americano de que o seu silêncio será tido em conta no momento de negociar o dossiê nuclear iraniano. Obama acredita que, depois de anos consecutivos de fracassos diplomáticos, a sua bondosa pessoa irá convencer o regime a aceitar a existência de Israel e a desistir da bomba nuclear. No fundo, Obama acredita na bondade de um regime que mente à sua própria população; que manipula os resultados eleitorais; que prende e espanca barbaramente os seus cidadãos.
Longe de mim sugerir a aplicação da agenda Bush até às suas últimas consequências. Enviar o exército para Teerã não é opção de gente sensata. Muito menos alguns operacionais da CIA, como sucedeu na década de 50, com as consequências conhecidas.
Mas existem palavras que devem ser ditas para que milhares de pessoas, arriscando a própria vida, saibam que o mundo as apoia. O passado é o único guia que temos. E o passado ensina que não foram apenas as contradições econômicas dos regimes comunistas que levaram às suas quedas. Reagan, Thatcher e mesmo João Paulo 2º nas suas viagens pelo Leste da Europa mostraram como os muros de ferro não resistem às palavras de aço.
JP Coutinho
o passado ensina que não foram apenas as contradições econômicas dos regimes comunistas que levaram às suas quedas. Reagan, Thatcher e mesmo João Paulo 2º nas suas viagens pelo Leste da Europa mostraram como os muros de ferro não resistem às palavras de aço.
Oi Chest: Meses atrás você tava vidrado no Chávez e no “índio” Morales, e quase que invadia a Bolívia para apear o “índio” no tapa, com a caridosa ajuda do Mr. X e do corajoso Brancaleone. Parece que agora é o Obama que tem todo o seu amor, né?
Que sé passa, hombre? Pega leve nesse baseado aí, rapaizzzz…
Cadê o Reagan de hoje? É esse passaperna ducacete aí? Vocês queriam a decadência americana e pronto. Aí a tem.
O Air Force 51 vai zarpar de novo. No começo de julho, Lula vai à Líbia do caricato ditador Muamar Kadafi, para a 13ª Cúpula da União Africana.
chest- esse aqui?
Dino,
Permita que eu lhe apresente, ton sur ton, o tipo de argumentação com que você me brinda.
Pássaro voa?
Voa.
Pássaro tem asa ?
Tem.
Então, segundo seu brilhante modo de pensar, marco, xícara também voa, pois tem asa, certo?
Vamos começar pela sua frase inicial: o nada é a favor da ditadura iraniana.
Segunda frase: agora diz aí, você é a favor de que:? Da democracia iraniana ?
E daí você, Dino, você começa a voar com xícaras e asas nas mãos, colocando idéias e palavras na minha boca.
Deixe que eu fale por mim, certo?
1- Sou contra a ditadura iraniana.
2- Sou a favor de uma democracia iraniana.
3- Não sou a favor de nenhum político – visto que as eleições do Irã são realizadas entre candidatos pré aprovados pelos turbantes mor. Uma disputa entre inimigos íntimos.
4-Porém, pela primeira vez, um rasgo de luz brilhou , no instante em que protestos por uma eleição despudoradamente roubada levou á uma contestação ao regime ditatorial. Todo ele.
5-Isso é inédito. Os turbantes piscaram. Seja lá o que acontecer o Irã mudou. Uma ditadura religiosa, até então impenetrável, teve que mandar matar para continuar no poder.
Isso nos leva, ou pelo menos me leva, a pensar em três conseqüências principais :
A- a ditadura e a crueldade iraniana se mostraram sem véus.
Perdeu-se a imagem de um país puro e ético á procura de seu caminho- pacífico e respeitador de sua milenar cultura - ameaçado por um Ocidente decadente e uma Arábia temerosa de um poder crescente ,que não ameaça ninguém.
Principalmente Israel, esse país vítima de traduções equivocadas, que confundem - eliminação - com amor eterno.
Ajuda muito saber que a briga é entre aiatolás milionários, assim como os chefões da Guarda Republicana – outra que perdeu a aura de heróicos combatentes que desfilam marchando em cima da bandeira dos EUA - para a duvidosa condição de riquíssimos construtores civis com reserva de mercado. Máfia.
B- A certeza de que o candidato “ vencedor “ é um fantoche. Fala o que se manda e faz o que se ordena. Quem manda é o turbante dono dele.
E, finalmente, a pergunta que se instalou em toda cabeça pensante – é essa gente que irá mandar na Bomba? Medo.
Quanto a sua última frase – “ Seu sonho é um mundo onde os interesses imperialistas são hegemônicos, seria mais fácil se você admitisse isso” eu respondo: xícara tem asa, Dino?
Dino: …só quem não tem nada a perder é que faz revolução. Rapaziada de classe média pode fazer bagunça, atirar pedra e sair correndo, logo vai dando uma saudade de blogar, twitar, do colinho da mamãe, tomar um suquinho…
Pô… pensei que a garotada estava usando a Internet para organizar os protestos, denunciar a brutalidade da repressão, passar dicas para jornalistas e observadores internacionais etc.
Agora, falando sério, pergunto: a que ponto a mão pesada sobre os costumes desespera essa juventude?
1 - Sou contra a ditadura do Irã
- Não a do Egito, não a da Arábia Saudita, Jordânia e etc, onde sequer tem eleições, você se aflige com quem peita o estado judeu, com quem não se curva aos EUA. É uma questão de princípios.
2 - Sou a favor de uma democracia iraniana.
- Acho que todos aqui são, pena que isso não esteja em cogitação neste momento por nenhum dos lados envolvidos por lá.
3- Não sou a favor de nenhum político – visto que as eleições do Irã são realizadas entre candidatos pré aprovados pelos turbantes mor. Uma disputa entre inimigos íntimos
- Bom aí o assunto terminou, a não ser que você vá lá e lance sua candidatura.
5-Isso é inédito. Os turbantes piscaram. Seja lá o que acontecer o Irã mudou. Uma ditadura religiosa, até então impenetrável, teve que mandar matar para continuar no poder.
- Não, isso não é inédito. Isso é uma perola! Eu nunca tinha visto uma frase tão sem sentido antes. Acaba de ganhar o troféu jóinha!
O marco acaba de descobrir que os pés que pisavam sua amada bandeira estadunidense não são imaculados, que decepção!
Depois dessas só resta dizer…
Boa noite dona xicrinha!
A GloboNews (no Em Cima da Hora de 01:00h), acabou de anunciar o recuo de Mousavi e parece a retirada das acusações de fraude. Disseram que a fonte era a France Press. Tentei confirmar na internet e nada. Será barriga? Aguardemos…
Dino,
Leio bastante todos os comentários, e aprendo bastante com todos eles, mas desculpe, depois desse seu comentário: Dino: …só quem não tem nada a perder é que faz revolução. Rapaziada de classe média pode fazer bagunça, atirar pedra e sair correndo, logo vai dando uma saudade de blogar, twitar, do colinho da mamãe, tomar um suquinho…
Me pergunto, a Neda Agha-Soltani, estava blogando? Twitando? Tomando suquinho?
Isso não é generalizar? Não é menosprezar uma luta? Uma morte?
Quer dizer que todos que tentam lutar por algum ideal, são filhinhos da mamãe?
Vc é inteligente, só me resta concluir, que talvez vc seja descrente. Vc me deu a entender que não adianta fazer nada, pq nada mudará, para ninguém!
Não me parece que vc realmente acredita nisso.
http://www.afp.com/afpcom/fr/taglibrary/thematic/actuality
Iran: le candidat conservateur Mohsen Rezaï retire sa plainte pour irrégularités
06/24 | 04:38 GMT
TEHERAN (AFP) - Le candidat conservateur à l’élection présidentielle iranienne Mohsen Rezaï a décidé de retirer sa plainte pour irrégularités dans le scrutin du 12 juin en arguant notamment du peu de temps accordé par les autorités pour les examiner, selon une lettre citée mercredi par l’agence officielle Irna.
M. Rezaï a justifié aussi sa décision par le fait que « la situation politique, sécuritaire et sociale du pays est entrée dans une phase sensible et déterminante qui est plus importante que les élections » Le candidat malheureux a déploré le « peu de temps qui reste »pour examiner les plaintes, malgré l’annonce mardi par le Conseil des Gardiens de la Constitution qu’il avait obtenu du guide suprême, l’ayatollah Ali Khamenei, un délai supplémentaire de cinq jours, arrivant à échéance lundi prochain, avant de rendre son verdict.
Barriga!
Tão dando de novo a notícia: “O principal candidato de oposição, Mousavi, retirou as denúncias de fraude”. GloboNews, Em Cima da Hora 2:05h
A notícia não teria sido “O principal candidato de oposição, ou o que restou dele, retirou as denúncias de fraude”?
O site da France Press fala que foi o candidato 3º colocado Mohsen Rezaï quem recuou. Como é que o pessoal da GloboNews confunde isso?
Iran: le candidat conservateur Mohsen Rezaï retire sa plainte pour irrégularités
06/24 | 04:38 GMT
TEHERAN (AFP) - Le candidat conservateur à l’élection présidentielle iranienne Mohsen Rezaï a décidé de retirer sa plainte pour irrégularités dans le scrutin du 12 juin en arguant notamment du peu de temps accordé par les autorités pour les examiner, selon une lettre citée mercredi par l’agence officielle Irna.
M. Rezaï a justifié aussi sa décision par le fait que « la situation politique, sécuritaire et sociale du pays est entrée dans une phase sensible et déterminante qui est plus importante que les élections » Le candidat malheureux a déploré le « peu de temps qui reste »pour examiner les plaintes, malgré l’annonce mardi par le Conseil des Gardiens de la Constitution qu’il avait obtenu du guide suprême, l’ayatollah Ali Khamenei, un délai supplémentaire de cinq jours, arrivant à échéance lundi prochain, avant de rendre son verdict.
Faxi, ao que parece foi uma barrigaça mesmo… no Em Cima da Hora de 01:00h e no de 02:00h. Bizarro.
Procurei, PG. Não achei nada, nem na AFP.
Tá só em francês:
http://www.afp.com/afpcom/fr/taglibrary/thematic/actuality