O Irã que poderia ter sido, o Irã que existe
Ontem, publiquei aqui no Weblog uma cena de morte em vídeo. Em seis anos de existência, tenho quase certeza de que foi a primeira vez. É uma cena que me ofende, me deprime. Tenho certeza de que causa a mesma sorte de reação em vocês.
Publiquei por um motivo: a quantidade de vozes, aqui e alhures na rede, dizendo que era exagero. Que nada demais ocorria no Irã.
Sim, tem sido uma cobertura com informação incerta e a temperatura sempre alta. Não há como fazer diferente. Não há como ter informação mais certa. O governo do Irã está fazendo tudo o que pode para que informação não circule enquanto desce o cacete. Ditaduras são assim.
Alguns me acusam de não estar cobrindo, estar torcendo. Perdoem: não inventei a ditadura iraniana. Não tomei a decisão de proibir os iranianos de se manifestarem. Tampouco optei por abrir fogo.
Não adianta matar o mensageiro.
Tampouco adianta cobrar manifestações pró-Ahmadinejad. Não sei se elas ocorrem. Se elas ocorrerem, tenho certeza de que ninguém está morrendo por dizer que prefere ele.
Não, não acho que Mir Hossein Mousavi seja o melhor para o Irã. Quando foi premiê, muita gente foi fuzilada no país. Mas acredito que o grupo político que ele representa, dos reformistas, é melhor para os iranianos do que os conservadores, representados por Ahmadinejad. Sim, o ideal é que não exista ditadura. Só que entre uma ditadura que permite alguma liberdade individual no modelo chinês e outra que proíbe mulheres de entrarem num estádio de futebol ou apedreja quem faz sexo antes do casamento, fico com Mousavi contra Ahmadinejad.
Sim, os EUA têm culpa. O Irã ideal era um em que Mohammad Mossadegh pudesse ter governado sem que um golpe com influência estrangeira o tivesse apeado do poder para implantar a ditadura do xá.
Tem graça quem defende o xá achando que ele é o oposto dos aiatolás. Foi Reza Pahlavi quem deu poder ao clero. Não houvesse a ditadura do xá, não teria havido a tremenda multiplicação de mesquitas, a evangelização das massas nos bolsões pobres urbanos que culminou com a Revolução Islâmica.
Pois é: se Mossadegh tivesse continuado seu governo. Teria sido possível mesmo sem a CIA interferindo? Quem há de saber? Havia instabilidade política. De repente, mesmo que ele caísse, outro premiê o sucederia e o xá continuaria quieto em seu lugar.
Não importa porque não aconteceu. O Irã ideal não existe, o que existe é este que está aí. Não adianta brigar comigo ou achar que minha ‘torcida’ deturpa os fatos. O que está acontecendo é simples. Tem gente infeliz por lá. E o governo quer tratar essa infelicidade na base do porrete. Em geral, funciona. Nos últimos dias a turma está enfrentando.
Povo que se levanta contra um governo opressor merece respeito em qualquer lugar do mundo.
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Teus leitores, Pedro, com raras exceções, não sabem o que é ditadura: a brasileira terminou, na prática, em 1979, com o fim do AI-5 e o governo Figueiredo, um governo onde apesar de tudo havia liberdade.
Sexta-feira, num jantar, me encontrei com Flora Frisch, advogada de presos políticos nos anos 70, e como o Chaim estava presente, lembramos do tempo en que Flora e eu fazíamos `ponto’ para trocar notícias sobre a psisão do Chaim, e como conseguir libertá-lo. Foi preso no estilo Irã - estilo universal das ditaduras - capuz na cabeça, gente sem identificação, carro de placa fria, sendo levado para lugar desconhecido. Tortura light: só deixaram ele e a mulher nus, com frio.
Vi muita covardia: gente que se esquivava de ajudar. Papai dizia que ajudar preso pilítico não era questão de ideologia; era questão de caráter, de decência humana. Noblesse oblige.
Bom, meu caro Pedro Doria,
“Povo que se levanta contra um governo opressor merece respeito em qualquer lugar do mundo.”
Eu concordo totalmente, agora, povo que defende o Mousavi, para mim, não está lutando contra opressão nenhuma. Acho, inclusive, que o Mousavi pretende retornar à origem da “Revolução Islâmica” pura , à doutrina original de Khomeini. A não ser que ele tenha mudado da água para o vinho.
Esta caixa de comentários está muito fina hoje. :-)
Nao sou especialista de nada, mas este tipo de reacao nao e de apoio a alguem (no caso Mousavi) e sim uma reacao de repudio a algo (o atual regime). O fim e totalmente incerto !!!!
Concordo com o LP e justamente por isso me solidarizo a causa, já dizia o Bad Religion: “Ignorance is the root of fear
Fear is the kindling of anger
War is the bringer of shame
But never has the burden lain so heavily upon the victim
Rage and desolation
Pain and loneliness
Isn’t it all alarmingly familiar?
Hey, hey, hey, silence is a killer. “
A maioria dos que agora criticam a cobertura do Pedro (baseada em noticias) sao os mesmos que atiravam lantejoulas para o alto sobre textos do Idelber sobre qualquer conflito na Palestina (baseado em opinioes).
Nao eh questao de conhecer ou nao ditaduras
Nao eh uma questao de entender como funciona o processo de averiguacao de noticias
Na verdade nao tem nem a ver com ideologia.
Eh flaXflu mesmo. Torcida de arquibancada. Gente que tem uma certa “afinidade” por esses e outros.
Concordo que eh mais facil, nao exige pensar.
Não exige saber o horror que é a vida sob uma ditadura.
Dá uma espiada nesta notícia aqui, acabei de receber ela pelo Breaking News, via Twitter
Authorities arrest daughter of former President Rafsanjani along with four family members for taking part in unauthorized protest rallies-TV23 minutos ago from BNO Headquarters
Provavelmente as coisas esquentarão mais não?
clap, clap, clap. bravo, pd.
“Crackdown on Reformists: Kourosh Za’eem, a member of Iran’s National Front party, is arrested.” tem como confirmar isso pd?
Deixa de hipocrisia Pedro Dória, sua reação quando das atrocidades em Gaza foi muito menos contundente. Sua “cobertura” da eleição iraniana tem sido no mínimo desonesta. Logo de cara já assumiu a tese da fraude sem ao menos ponderar sobre a possibilidade de Ahmadinejad ter realmente ganho o pleito (o que é bem provável ter acontecido). Vc não dá a mínima para a sorte do povo iraniano, seu único interesse é avançar a causa do sionismo na região, o que significa em última análise lutar pela manutenção do poder dissuassório de Israel como o único estado no Oriente Médio a possuir armas nucleares. O fato da fina flor da boçalidade direitoba postar no seu blog não é mera coincidência.
Aos que apoiam o negador do Holocausto, fiquem tranquilos, pois nada disso que voces estão vendo acontece de fato no Irã. É tudo uma manipulação muito bem orquestrada da midia sionista imperialista.
PD, muito obrigada pelo excelente trabalho que você vem fazendo. A incerteza das informaçoes está muito clara, e, na minha opinião, você, mesmo sendo jornalista, tem todo o direito de torcer para um lado. O blog é seu. Lê quem quer. E a temperatura alta é o que mais nos motiva. Ontem tentei assitir a um vídeo no uol, comentando a crise no Irã, e nem consegui, tamanha a frieza, a monotonia da matéria. Ontem também pela primeira vez quis ter um celular moderno prá receber notícias via celular, vez que tive que largar sua cobertura ao vivo para ir a uma festa. E esse mérito é seu. Não tenho conseguido conversar online com meu amigo iraniano, mas ele hoje me escreveu um e-mail falando que tem ocorrido mortes nas ruas, e dos filhos de 20 e poucos anos que às vezes saem, porque “we really need this freedom”. Você está certo: tem gente infeliz por lá. E muita! E a maioria de nós, aqui, crescidos numa cultura cristã e sem ditadura, realmente não consegue nem chegar perto do que move as pessoas lá. Mousavi não é o santo que trará a liberdade tão sonhada, mas está trazendo indignação, revolta, esperança, sonho. É sem dúvida o começo de uma vida nova. Quanto anos serão necessários? Não sabemos. Mas é o começo. É História. E estou vivendo essa história pelas suas mãos, e pelos seus olhos. E estou gostando. Obrigada!
Marola – A fina flor da direita está por aqui pelo mesmo motivo que gente como você está. Diferentemente da maioria dos blogs na web, aqui há liberdade de expressão e espaço para todos.
Não cobri a Palestina como estou cobrindo o Irã porque antes eu estava fazendo um mestrado e não dava. Agora não estou mais. Além disso, havia gente o suficiente publicando fotos do sangue palestino na web. Os mesmos não estão demonstrando a mesma preocupação com sangue iraniano.
Se vc me toma por um defensor incorrigível de toda política israelense, não me conhece.
Agora o Xá é culpado de não ter perseguidos os religiosos, que por isso ficaram mais radicais. Nonsense.
Esqueceu, PD, de citar o papel dos comunistas, de colocar em contexto o fato na guerra fria, a fronteira com os EUA…detalhezinhos.
14: na mosca. É um mérito do PD, posso discordar de tudo, mas ele mantem o blog aberto. Isso não faz o PD mais ou menos “democrático”, pois esse blog é dele, não é um lugar público. Não conheço sítio assim em outro lugar.
Primeiro a morte da moça. O que se impõe ali é o silêncio. Respeito ao que morre, pouco importando o que defende politicamente. foi assassinada covardemente defendendo algo que acreditava. Parabéns pela publicação pois esta dimensão do que acontece com as pessoas é muito mais importante do que o xadrez politíco analisado com frieza neo-liberal.
Segundo sobre a sua cobertura. convido aqueles que o criticam que entre no Twitter para checar in loco que o que você está colocando aqui é pouco perto das informações que vem de lá.
Parabéns Pedro
7, é só dar um pulinho em Cuba que se descobre.
“Vc não dá a mínima para a sorte do povo iraniano, seu único interesse é avançar a causa do sionismo na região” (#11)
Marola, seu comentário é de uma miopia atroz, além de raso, tosco e ofensivo, por não passar de um amontoado de juízos de valor.
Sou frequentador tanto do Weblog quanto do Idelber, a quem cito para aludir a alguém que já se mostrou antagônico ao Pedro Doria em diversas ocasiões — inclusive com um posicionamento mais cauteloso sobre o que ocorre no Irã, ao menos no início dos acontecimentos pós-eleição, e que até o momento não cobriu o que ocorre por lá por motivos análogos aos do PD (cf. comentário #14) por ocasião do massacre palestino. E se você não consegue ver honestidade nem mesmo neste post, dá mostras de um raciocínio tão anaeróbico (cf. Hermenauta) quanto os mais raivosos direitobas que tb frequentam o pedaço.
chesterton, os religiosos jamais foram perseguidos no Irã. Não foi isso que o xá fez. O xá lhes deu poder, lhes deu dinheiro, lhes deu proximidade ao trono, lhes deu o monopólio da educação pública, lhes concedeu voz no Judiciário…
Volta lá, estuda a história do Irã para além dos estereótipos. Este clero poderoso que existe hoje foi inventado pelo Reza Pahlavi que, após o golpe, sem apoio de políticos, precisou de outro grupo para sustentá-lo politicamente.
Pois é, os religiosos ficaram ao lado dele contra os comunistas.
E a CIA mantinha o clero subornado, com dólares e mais dólares, para que ficassem quietos, aí o Jimmy Carter, que resolveu lutar contra as injustiças cósmicas do mundo suspendeu a grana. Aí o clero se rebelou e o resto você sabe.
chesterton – O clero não se rebelou. O clero chegou tarde à revolução que já estava em curso. Eles só aproveitaram um vácuo de lideranças. E só tinham condições de aproveitar este vácuo porque tinham poder concedido pelo xá.
vacuo originado na retirada de apoio da CIA ao Xá. Ora vamos, PD, em 79 quem poderia fazer revolução. Os comunistas não mais.
O autor dessa cagada tem edendeço conhecido
Jimmy Carter, peanut plantation, Georgia, USA.
endereço
Tá bom, chest, tá bom.
Vc não dá a mínima para a sorte do povo iraniano, seu único interesse é avançar a causa do sionismo na região…
O Pedro Doria é mesmo do bem, tem a paciência de criar um post exclusivo para responder lixo desse tipo.
Bom, esse é um espaço autoral de um jornalista; ele tem direito de dar destaque ao que quiser. De todo modo, tem a decência de declarar, aqui, a sua torcida aberta; e as pessoas bem-intencionadas que acompanham sua cobertura percebem o esforço para trazer informação séria.
well….concordo com Mr. Doria. Rehza Pahlevi cooptou a elite religiosa islâmica, fazendo surgir a oligarquia que atualmente manda no país.
Tá lá no Manual do Bom Ditador: todo ditador precisa do auxílio de uma oligarquia. Na falta, aluga-se uma. Deu-se força ao que já tinha penetração e voz na sociedade e criou-se um monstro no quintal. O monstro ficou maior que o quintal e o resultado é esse hoje. Impasse, desmando e a lei da chibata no couro do povo.
Ditadura misturada com oligarquia e religião só pode dar nessa merda. Sempre foi assim e sempre será.
Marola exprimiu com muito mais desenvoltura tudo que eu quis escrever no post 6. Um genio.
faraoh, para de espalhar. Daqui a pouco eles vao descobrir que tem agente israelense nas geleiras, com secadores de cabelo, a causar mais essa desgraca global pelo bem do dominio do mundo.
Pedro, creio que a guerra com o Iraque foi bastante nociva aos dois países, exarcebando as ditaduras nos dois lugares.
Pai do Pedro, realmente é uma felicidade viver em uma democracia, embora ainda haja muitos brasileiros vivendo sob o tacão do terror policial ou criminoso. É preciso ensinar os jovens o que foi a ditadura no Brasil, alguns pensam que foi branda.
PD, estou acompanhando sua cobertura desde o anúncio da fraude. Algumas vezes, fiz algunas perguntas sobre se realmente a eleição foi fraudada, se Ahmadinejah não poderia ter ganho etc. etc. mas fiz as perguntas por dúvida mesmo, não tentando apontar a “influência do seu sionismo na cobertura” ou qualquer outra babaquice assim.
Enfim, o que quero dizer é: leitores como eu têm muito a agradecer por sua cobertura (especialmente considerando as alternativas), e estou fazendo isso agora. Continue! Seu trabalho é importantíssimo.
Gabriel,
expulsaram um reporter da BBC. Dai para descobrirem que ele tinha uma tia que uma vez deu pr´um judeu e acusarem o cara de sionista e de Israel estar por tras disso tudo não custa.
Segundo o Anonimo da Persia informou em outro post, prenderam 5 familiares do aiatola Rafsanjani, que é quem estaria bancando o material de campanha do Moussavi.
Bem que dizem, pimenta nos olhos dos outros é refresco. Os aiatolas e Ahmadinejad estão com os olhos e o rabo queimando, tanto quanto eles gostariam de ver Israel queimando. Que se danem, que se ferrem, que se explodam e que se f…m. E que carreguem o Chaves e o Hamas pelo mesmo caminho.
Esquerdobas, o Chaves solicita uma prece coletiva em prol do regime iraniano. Vamos lá, façam a sua parte. Rezem com força. Nem que seja pro diabo, mas rezem.
Fez bem em publicar o video, PD. Não ligue pros falsos moralistas.
PD, alguém sempre estará insatisfeito, não importa o que vc escrever aqui. Porque, sejá lá o que for, não se enquadrá dentro da visão de mundo preestabelecida do sujeito.
Só alguém completamente fechado em uma visão de mundo concebida de antemão não consegue enxergar que, por mais que vc tenha as suas simpatias, está fazendo o esforço sincero de tentar trazer até nós o que está ocorrendo no Irã com a correção que lhe é possível.
Só alguém petrificado numa cegueira dogmática é capaz de ver sua cobertura jornalística como parte de um projeto político absolutamente planejado e executado com vistas a um fim outro que não o de entender o que está acontecendo — apesar da dificuldade de se obter informações e do risco inerente à qualquer interpretação.
Seu trabalho é ótimo. Aos que o acham péssimo, que procurem informação em outro lugar, e parem de encher o saco.
abs,
ACT
Em primeiro lugar, aplausos à cobertura do PD, que apesar de ser de esquerda e tal está fazendo um acompanhamento exemplar.
Sobre quem criou o fanatismo religioso, não foi o Xá, não foi nem mesmo o Khomeini, foi o próprio Islã, esse é o problema da região. Teria que mudar essa religião, mas como?
Não adianta tampouco idealizar o Mossadegh, seu governo não seria grande coisa. E não esqueçamos que os comunistas eram aliados do Khomeini e dos mulás, embora tenham sido traídos e presos ou executados após a Revolução Islâmica.
Viram as últimas declarações do Ahmadinejad? Está aí alguém que está se lixando para o “seu povo”.
Leitor chato é assim, Pedro. Lê todos os dias, mas gosta de reclamar. Provavelmente a melhor cobertura da blogosfera brasileira sobre a crise no Irã esteja saindo daqui. Continue. O leitor chato também continuará aparecendo. Mas, mesmo reclamando, vai aprender alguma coisa. E isso é o que importa.
Abs.
Pedro Doria,
Há alguns dias fiz pequenos comentários para criticar seu blog, por causa da publicacao daquela foto, sem um texto acompanhando para esclarecer melhor as coisas.
Agora mando um comentário para elogiar: parabéns pela sua cobertura do caos do Ira. É uma das melhores que tem na Internet. Eu nao tenho problema para ler Inglês, mas nem preciso sair do Português para ter melhor informacao possível. No seu blog, dá pra saber tudo que acontece no presente no Ira, e ainda tem uma bela aula para leigos sobre o passado do país. Continue assim.
PD não é de esquerda, ele finge que é para não desgostar seu pai, viúva do muro de Berlin.
“Marola, seu comentário é de uma miopia atroz, além de raso, tosco e ofensivo, por não passar de um amontoado de juízos de valor.”
Ricardo,
Míope, raso, tosco e ofensivo, 4 adjetivos desabonadores amontoados em 1 sentença e vc vem me falar em juízos de valor levianos?
De vez em quando dou uma passada neste blog, Tenho feito isso a um período de tempo pra lá de razoável, suficiente para ter uma opinião formada sobre as tendências políticas do blogueiro e mais do isso, da agenda que êle tenta avançar.
Meu caro, as urnas ainda estavam “quentinhas” e o weblog já tava com uma chamada clamando fraude. Acho isso um desrespeito a capacidade de discernimento do leitor. Diante dos graves questionamentos que foram levantados quanto à lisura do pleito, se requeria maior comedimento e isenção no reportar os acontecimentos.
O problema é que Ahmadinejad é uma pedrinha no sapato desse esquemão todo que teima em se manter na região. A suposição do Irã atingir a paridade em armamentos nucleares com Israel, é o pesadelo inconfessável dos sionistas e seus aliados, que para evitar isso, lançam mão de todos os meios disponíveis em termos de propaganda (NYT puxando o bonde como sempre, lembrem-se da cobertura anterior à guerra do Iraque) para inviabilizar e dificultar a reação do governo atual do Irã. Evidentemente em tal estratégia, as fraquezas e deficiências do regime dos mullahs vão ser exploradas. Se há um impulso liberalizador dos costumes reprimido na sociedade vamos esquentar o tema de forma a criar antagonismos insuperáveis, e assim por diante.
Sinceramente, tô vendo tudo isso mais como uma tentativa de golpe da turma do Rafsanjani, (que é economicamente poderosa e acena com um possível recuo na questão do programa nuclear) do que qualquer outra coisa. Pode ter havido fraude beneficiando Ahmadinejad, mas não que isso só pudesse responder pela expressiva diferença de votos entre o 1° e o 2° colocado. Embora se pudesse arguir também em contrapartida, que Khamenei não desejasse um 2° turno, tendo pra isso que engordar os números de Ahmadinejad com uma retumbante votação.
A referência aos direitobas foi só pra dar ao blogueiro uma tábua em que pudesse se agarrar. Há liberdade de expressão no blog, inquestionávelmente. Mesmo assim, ainda acho que a cara do blog tá mais pra Chesterton (peace be upon the writer in his grave), Zé do Bush, Mr Eco e quetais, do que para, digamos, Ricardo Cabral, Dino ou qualquer outro valoroso debatedor. ;-)
Grande, Pedro!
Acho que a turma aqui, com poucas exceções, divide-se entre flamenguistas muçulmanos e vascaínos judeus - como quer o Lula. Provavelmente acham que a moça é corintiana cristã e não devia estar ali.
Perfeito, PD. Os criticos são aqueles de sempre que alimentam um ódio freudiano pelos EUA e na mente deturpada deles, o regime do Irã, do Chaves, da Coréia do Norte e assemelhados, representam a “luta contra o imperialismo capitalista-burgues”. Fazer o que, se alguns tem essa deficiencia de aprendizado e, talvez, por questões psicológicas ou cognitivas, precisam viver num mundo simples, polarizado entre o bem e o mal, que a cabecinha deles criou.
Política e historia são assuntos complexos, não é tema para piqueteiro bom de copo.
Marola,
Como é que conta honestamente 36,5 milhões de votos em 9 horas?
Se vc ou alguém me responder isso sem que haja “um desrespeito a capacidade de discernimento do leitor” eu te dou alguma razão.
Caso contrário, escreva mais sobre os tentaculos do sionismo diabolico e suas influencias na revolução iraniana.
“Papai dizia que ajudar preso pilítico não era questão de ideologia; era questão de caráter, de decência humana.”
E eu completo dizendo que, independentemente de raça, cor, religião, ideologia, time que torce, etc,etc,etc, ainda vale a cartilha da declaração universal dos direitos humanos.
Obama descobriu uma maneira de lidar com os terroristas islamicos.
Assino por baixo quando diz que “povo que se levanta contra um governo opressor merece respeito em qualquer lugar do mundo”.
Ela chamava-se Neda e morreu pedindo o que de mais nobre há: liberdade.
Os meus pensamentos estão com ela e o video do falecimento dela não me sai da cabeça.
Fica a minha homenagem.
Caros, acho que o artigo publicado na edição de hoje do “Observer”, que vai abaixo (sem tradução, desculpe), é o melhor antídoto para os comentaristas que insistem em ver uma realidade em preto e branco onde há vários tons de cinza.
The urge to split the world into two warring camps is childish
The Iran crisis is being hijacked by those who see themselves as anti-imperialists or pro-democrats, missing its true complexity
Peter Beaumont
The Observer, Sunday 21 June 2009
Article history
Visiting Iran last year to cover parliamentary elections, I discovered a country utterly at odds with most of its depictions. I found myself discussing the sociologist Durkheim with a classical record producer in a cinema-cafe and debating the political situation in Iraq’s Shia holy cities with a conservative mosque guard in southern Tehran. I sat with artists drinking bootleg vodka at a party and discussed the limits of personal freedom over the Islamic dress code with a liberal but headscarf-wearing teacher. Even the attitudes among supporters of President Ahmadinejad, whom I encountered in the countryside, were complex, confounding what I thought I knew. Iran, you see, makes a mockery of how the west would like to frame its reality.
Which makes reading many of the views expressed in the west during Iran’s election crisis often baffling - I have struggled to recognise the place depicted. It is worrying, because if I have learnt a single thing from the last 15 years covering international crises, it is how simplified or distorted depictions of events are more easily established as given truths than challenged. And how dangerously, as Iraq made clear, those false images feed into the decision-making processes of western governments.
In the case of Iran, what has been visible in the west has been two competing versions of the country, coloured by political imagination and appropriated by the two rival - and confrontational - camps that have dominated our debate on foreign affairs since 11 September and the invasion of Iraq. Parties to a new cold war of ideas, their narrow and mutually antagonistic positions have reinterpreted each emerging international crisis to suit their own agenda and in defiance of the other’s.
On one side are the remnants of the old left, bolstered by a new generation radicalised by anti-poverty, anti-globalisation and climate change activism. Informed by writers like the veteran activist Noam Chomsky and journalists such as John Pilger, their world view is characterised by an “anti-imperialist” narrative that is hostile to western interventions.
Opposing them is a more diffuse group with a far greater influence on policy-making, whose members range from broadly liberal to neoconservative. The unifying conviction that has glued this group together has been an almost religious belief in the transformative power that western democratic habits possess when transplanted into societies and cultures that have experienced largely restricted freedoms. It’s a belief, it should be said, that remains strangely unshaken by the multiple failures in recent years.
The two tendencies, however, do mirror each other in one crucial aspect: the way in which they tend to describe a more homogenous Iran than exists - either more universally desperate for change or more supportive of Ahmadinejad.
More widely, the consequence of the domination of the debate on international affairs by these two world views is that each international crisis is co-opted as self-reinforcing evidence for their arguments, producing a degraded conversation full of finger-pointing and name-calling. Those who intervene, by and large, do so to confirm their credentials to their own audiences. The framing of issues like Iran in terms of a western-style, pro-democracy argument can also have unintended consequences. In a country whose leaders have an almost paranoid suspicion of the US and the UK, it offers an open invitation to interpret commentary as “interference” as inevitably has happened in the last few days.
In the case of events in Iran in the last two weeks, the reaction has been drearily familiar. For the dissenting left, confronted by what looks suspiciously like another “colour revolution” - after the “rose revolution” in Georgia and the “orange revolution” in Ukraine, which received support from the pro-democracy groups - the response has been to back the “anti-imperialist” Ahmadinejad, friend of the poor and foe of Zionism, as the likely victor. More victim of an attempted coup than responsible for a coup in office, it is a version of events that, through the necessity of bolstering his case, has tended to airbrush out the more unpalatable features of Ahmadinejad’s Iran.
That critique has been more than matched by an equal barrage of opinion, often by those more familiar with Tel Aviv or Tallahassee than Tehran, who have bought wholeheartedly into a “freedom” narrative that seeks to interpret the mass demonstrations of those supporting Mir Hossein Mousavi in an equally simplistic fashion - as representative of the aspirations of all of Iran.
It is a version with its own lacunae. Investing so much in the reformist opposition, and beguiled by a particular version that emanates from north Tehran’s unrepresentative suburbs, it fails to acknowledge either the nature of Mousavi’s agenda - a self-described “fundamentalist reformist” who is far less radical than they assume - or the reality of the huge support both for Ahmadinejad in his constituency and the Islamic revolution.
The domination of the debate by two such facile and self-interested arguments is important, precisely because the picture that we have of Iran matters.
And over Iran right now, there is an overwhelming need for a careful examination of what is occurring, which goes beyond the usual glib depictions of Ahmadinejad as nothing more than a dictatorial Holocaust-denier or Mousavi as a receptacle for hopes of a kind of liberal western reformation of Iran’s revolution.
The crisis of legitimacy that has been unfolding in the wake of Iran’s contested elections is one that cannot be expressed through simplistic nostrums. The social and political tensions that have been building since the Islamic revolution have gained pace since the emergence of the Reformists as a serious political force. What they speak to are a set of concerns that can only be understood in an Iranian context. The problems encompassed include the pressing issue of how to reconcile the increasingly conflicted question of how people behave in private in their homes and in the more restrictive public spaces. There is the tension, too, that has been growing for over a decade between the concept of velayat e-faqih - clerical jurisprudence - and the desire for more meaningful democratic representation in the context of a socially conservative Islamic state.
Critically, too, for both the hardliners anxious to preserve the legacy of Ayatollah Khomeini’s revolution and reformists, the current crisis is being driven by a fraught anticipation of precisely what will happen to one of the most important keystones of the revolution, the role of Supreme Leader, which even the incumbent ayatollah Ali Khamenei has questioned. Also brought into focus has been the issue of the shifting boundaries of the toleration of political expression and the terms on which they are set by an increasingly nervous regime, in a state that enjoys more freedoms than generally supposed, but which remain severely circumscribed.
Last, and perhaps most important of all, there is the issue of how Iran’s brittle institutions negotiate a growing divide that - by the nature of the arithmetic involved on both sides - cannot be solved by either the ascendancy of Ahmadinejad’s faction or the Reformists.
We are at a crucial moment not only for the Iranian nation, but for the geopolitics of the wider region. The challenge is not to mould Iran’s reality into a shape we feel most comfortable with; to confirm our prejudices or our hopes. The challenge is to understand. Because only in understanding will we avoid setting up the conditions to repeat the worst errors of the last decade.
• The Secret Life of War by Peter Beaumont is published by Harvill Secker
Pedro,
Temos de torcer, sim, pelo povo rebelde do Irã, sem o menor pudor. Objetividade jornalística não se confunde com tolerância ao abuso do poder, o que é claramente o caso da ditadura iraniana.
Torcer, aliás, não só pela vitória dos reformistas sobre os obscurantistas, mas que o povo perceba que pode derrubar o regime como um todo.
[...] O Irã que poderia ter sido, o Irã que existe Ontem, publiquei aqui no Weblog uma cena de morte em vídeo. Em seis anos de existência, tenho quase certeza de que foi a primeira vez. É uma cena que me ofende, me deprime. Tenho certeza de que causa a mesma sorte de reação em vocês. O amigo Paulo Amorim de Lisboa, sempre conectado, enviou a imagem abaixo… IRAN, Tehran : An Iranian protester stands next to a burning bus during clashes with Iranian police at a demonstration in Tehran on June 20, 2009. Thousands of Iranians clashed with police as they defied an ultimatum from supreme leader Ayatollah Ali Khamenei for an end to protests over last week’s disputed presidential election. © Ali Safari/AFP A morte feia de se ver aqui e aqui. [...]
Pedro Dória, concordo em parte com o Marola (embora não ache que no seu contraque tenha alguma ajuda de custo do Mossad). Que história é essa de se comover com a morte de uma moça depois de fazer uma cobertura tão fria da morte de centenas de crianças?
A melhor parte do texto, sem dúvidas:
‘Povo que se levanta contra um governo opressor merece respeito em qualquer lugar do mundo’
=)
Excelente, claudia. Na mosca.
Exatamente, André, a nossa empatia, infelizmente, depende do lado onde estamos, e os que mostram aqui empatia com mortes em manifestações anti-Ahamadinejad são os mesmos que gostam de fazer uma contabilidade macabra de mortes e dizer que a ditadura brasileira era branda porque matou “apenas”…
Sobre Irã, como sempre, a imprensa brasileira nada faz para localizar raciocínios e tomadas de posição, apenas moraliza. No dia em que eu encontrar em algum jornal brasileiro coisa parecida com a matéria do Le Monde Diplo de junho (”L’Iran sous l’emprise de l’argent”, de Ramine Motamed-Nejad), eu mudo de idéia. Pelo que o artigo descreve, o regime iraniano é um regime burguês autoritário e nacionalista, e certamente bem longe dos sonhos de qualquer Esquerda. Mas na medida em que o papel de quem faz política é fazer a crítica concreta das situações concretas, o fato é que a oposição a este regime parece ter mais a ver com o desejo de pequenos-burgueses desterrados na sua própria terra, a la Marjane Satrapi, de serem moderninhos e se aproximarem da “democracia” burguesa de um Ocidente mistificado, do que com qualquer democracia real. A queda do regime iraniano, nas circunstãncias concretas do momento, significaria apenas e tão-sómente estimular as forças mais reacionárias que agem no Oriente Médio - para começar, a Prússia farsesca israelense. E no término deste processo hipotético, não haverá democracia alguma, só alguma coisa como o Iraque, o Afeganistão ou o Paquistão atuais. Há massas na rua, mas há massas reacionárias, especialmente por que existe umna coisa chamada “alienação”, a incapacidade ideológica de ser senhor do seu prório destino.
Excelente, o texto que a Claudia trouxe. Destaco:
The crisis of legitimacy that has been unfolding in the wake of Iran’s contested elections is one that cannot be expressed through simplistic nostrums. The social and political tensions that have been building since the Islamic revolution have gained pace since the emergence of the Reformists as a serious political force. What they speak to are a set of concerns that can only be understood in an Iranian context. The problems encompassed include the pressing issue of how to reconcile the increasingly conflicted question of how people behave in private in their homes and in the more restrictive public spaces. There is the tension, too, that has been growing for over a decade between the concept of velayat e-faqih - clerical jurisprudence - and the desire for more meaningful democratic representation in the context of a socially conservative Islamic state.
No mais, sinto profundo desgoto com o patrulhamento ideológico, especialmente num momento dramático que nem esse no Irã…
Ui, ui, ui, Pedro, você não está equalizando a sua empatia, não está distribuindo sua indignação de forma equilibrada e politicamente correta…
É de virar o estômago.
Cereja do bolo:
Há massas na rua, mas há massas reacionárias, especialmente por que existe uma coisa chamada “alienação”, a incapacidade ideológica de ser senhor do seu prório destino.
Claaaaaaro! Ser patrulhado dia a dia por fanáticos religiosos é uma coisa tranquila. Censura é uma coisa tranquila. Porrada de basij e prisões arbitrárias são coisas tranquilas. Malditos reacionários!!! Alienados malditos que não entendem que esses são sacrifícios necessários à luta contra o Imperialismo!!!
Claudia no # 47
O artigo do Peter Beaumont é excelente. Valeu a leitura - obrigado.
Caramujo
André – Vc está me acusando de ser frio e impassivo perante a morte de centenas de crianças?
Dessa nunca me acusaram…
André, PD é sensivel ao sofrimento das crianças israelenses, vítimas de misseis jogados pelos palestinos, e dos filhos desses palestinos, que são usados como escudos humanos por seus pais, os maiores covardes sustentados por esquerdistas europeus, principalmente os franceses.
Só agora à noite entrei na Internet, mas quis deixar aqui um elogio para o texto do tópico. Eu que tenho sido um dos mais reclamões nesse assunto do Irã, sou obrigado a fazer o contrário quando acho que é devido. Bola dentro!
Há dois aspectos importantes no seu post. O primeiro é o informativo. Impressionante o quanto você informa a todos nós, Pedro. Fico grato por isso.
E, claro - o que é natural num blog - dá seu passo nos caminhos subjetivos etc. Tem sua opinião. Não estou aqui para julgá-la, endossá-la ou condená-la.
Mais aprendo que qualquer coisa. Mas, pelo que leio, concordo.
Abração, meu caro!
Faraoh,
Ao que eu saiba, tratou-se de uma eleição solteira (apuração fácil), essa informação de que a apuração da totalidade dos votos durou 9 horas é sua, não a vi corroborada por nenhuma das habituais fontes a que recorro para ficar bem informado, e vamos ser honestos, se essa suposta excessiva presteza em apurar fosse considerada inusitada, a patota do Rafsanjani provávelmente estaria fazendo o maior escarcéu a respeito. E não me parece que esse seja exatamente o caso. Pra dizer a verdade, até agora não sei bem quais são os argumentos concretos do lado perdedor, se é que êle os têm. Até agora só o que vi foi o Mousavi antes do início da apuração já se declarar vencedor. Muito estranho,
Agora começou a fase mais repugnante, foi conseguido um cadáver para servir de mártir para essa causa duvidosa de instaurar no poder um títere do clã Rafsanjani.
Pedro, veja esse artigo reproduzido pelo Azenha.
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/ira-outra-revolucao-orquestrada-pelos-eua/
Mas uma coisa nós temos que admitir: a ditadura do Xá era bem menos repressora e bem menos delinquente (que eu saiba ela não financiava grupos terroristas fora de suas fronteiras) do que a ditadura clerical de hoje em dia.
Marola,
A informação não é minha, veja no site do Jornal Nacional. Em 9h de apuração o FDP ja estava reeleito.
Texto bom como o usual PD. Agora, acho engraçado é gente ainda dizer que a eleição foi legítima quando o próprio conselho iraniano já admitiu irregularidades.
Os poderosos de lá estão sentindo o bafo do povo na nuca e isso é sempre um momento bonito de se ver.
Francamente Faraoh, recorrer ao site do JN como fonte de qualquer informação crível, é piada de mau gosto. Pelo que eu entendi, o período de 9 horas poderia se referir ao tempo que levou para Ahmadinejad ser declarado o virtual vencedor, não o tempo total da apuração. Há uma diferença aí.
Piada de mau gosto é voce usar isso como desculpa para deixar de enxergar o obvio do absurdo que voce mesmo escreve sem reconhecer. Entenda como quiser, não faz a menor diferença. Tanto que os iranianos estão até mesmo morrendo por isso. Fica voce aqui com a sua opinião e ficam lá os iranianos com a opinião deles.
Acho bom então vc se encerrar no seu sarcófago de novo, ar livre claramente não lhe faz bem, tá arriscado a vc se desfazer em pó a qualquer questionamento que se faça dos seus argumentos.
“Deixa de hipocrisia Pedro Dória…”
“Vc não dá a mínima para a sorte do povo iraniano, seu único interesse é avançar a causa do sionismo na região.” (Marola #11)
“Marola, seu comentário é de uma miopia atroz, além de raso, tosco e ofensivo, por não passar de um amontoado de juízos de valor.” (Ricardo Cabral #19)
Volto com muito atraso, Marola, dizendo que negritei partes dos nossos respectivos comentários para estabelecer uma diferença: enquanto você dirige seus juízos à pessoa do Pedro Doria, o que chamei de míope, raso, tosco e ofensivo foi o seu comentário.
No mais, seria bom que você fosse crítico do processo eleitoral iraniano como um todo, e não dando pesos e medidas diferentes à oposição e à situação. Só para dar um exemplo tirado de outro blog, é desconfortável ler um post do Azenha que começa falando em “juventude ocidentalizada de Teerã” para referir-se aos que estão protestando nas ruas, uma expressão sutilmente depreciativa no contexto do arrazoado daquele jornalista.
Em resumo: seja crítico sempre, mas não caia na tentação das simplificações e das agressões. A esquerda agradece.
Este louco, seguidor de Chavez em suas ações antidemocráticas e ditatoriais, deveria receber pena de morte. Se eu fosse iaraniana, seria uma mulher bomba… na casa dele.
primeiro:nosso governo apoia o Iran o que me envergonha,pois só apoia tiranos ditadores,essa é uma questão incoerente p/um país que se diz democrata.Segundo:Como vamos analisar a situação(que é horrivel ainda mais com a morte de uma menina)qdo nem sabemos ao certo como é a nossa e pior como sera o nosso futuro nas mãos da classe canalha que nos governa?Já passei pela ditadura estou nesse governo cujo nome não ouso dizer e não vejo o meu Brasil, meu ter o padrão que merece.Ex:Meu marido tem 60 anos e trabalha mais e mais tempo do qdo era jovem e olha que hoje ele tem dois filhos juntos na firma.Ele não tira férias,trabalha doente e se aposentar vai continuar na firma e pasmem ele trabalha desde os 6 anos de idade!!!Este é o meu país que ampara bandidos,MST,politicos sacanas,mas não cuida daqueles que fazem a grandeza da NAÇÃO!!!!!!!!! LadyCat 23-06-2009 13-56hrsObrigada.
#69
RC: “… enquanto vc dirige seus juízos à pessoa do PD, o que chamei de míope, raso, tosco e ofensivo foi o seu comentário.”
Não vejo relevância na diferença salientada, vez que o meu comentário não pode ser dissociado da minha pessoa. Se eu lhe pareci rude, a impressão que vc me causou também não ficou atrás.
Também não me agrada o tom “benevolente” empregado ao criticar as minhas supostas posições, ainda mais utilizando como exemplo um comentário do Azenha que nem li, tentando estabelecer uma analogia de pensamento no mínimo discutível. Não seria mais simples vc se reportar ao que eu escrevi?
Tentar me enquadrar no típico figurino do esquerdista radical consumido pelo maniqueísmo não vai te levar a lugar nenhum, as fontes das quais me socorro para me manter bem informado, estão inseridas dentro de um espectro ideológico bem amplo. A título de exemplo:
http://tinyurl.com/kp4wer
http://tinyurl.com/ma7xmt
Outra coisa, desde quando vc se arvora porta-voz da esquerda? Quem lhe conferiu essa suposta honra? Parafraseando Tancredo: a minha esquerda não é a esquerda do Ricardo Cabral.
Talvez vc se surpreenda em saber que subscrevo até a última vírgula, a crítica que Nelson Ascher faz sobre o marxismo mal digerido que infesta o pensamento reinante no establishment esquerdista que domina as universidades brasileiras. Também acho o Emir Sader, um porre.
Por falar em última vírgula, Marola #72, a última vírgula do seu último parágrafo, e mais outras antes dela, não está cumprindo nenhum papel ali. Você bem podia dar folga à bichinha. No mais concordo que o Emir não merece o emirado que o PT lhe dá. Aquele rapaz tem problemas…