Era tempo
O STF definiu, agora, todo jornalista é jornalista.
Jornalismo, perdoem os companheiros de profissão que discordam, é uma forma de exercício da liberdade de expressão. É um direito de todo cidadão, não pode ser restrito. E, em tempos de novas mídias que põem nas mãos de qualquer um os meios de publicar e distribuir informação e opinião, a lei era impossível de funcionar.
Ainda sobre o assunto:
- No tempo da censura Houve um tempo em que a censura à imprensa, no Brasil, era política de Estado. A TV Estadão fez este...
- Tempo sufocante: o AI-5 no Jornal do Brasil Há alguns dias, encabecei o Open Thread com a previsão do tempo publicada na primeira página do Jornal do Brasil...
- Senadora Kátia Abreu quer calar blogueiro Leonardo Sakamoto, jornalista, doutor em ciência política pela USP, coordenador da ONG Repórter Brasil e um dos maiores conhecedores...



concordo !
amém aleluia
Diploma diz por onde passou, mas não diz o que acumulou; por onde veio, mas não diz qual o recheio.
Ouso discordar e não sou jornalista.
Português, ética, direito civil e constitucional, informática, além de outras matérias técnicas obrigatórias deveriam fazer parte da formação profissional do jornalista. O conceito (e a responsabilidade da comunicação social) não podem ser reduzidos a questão da liberdade de expressão, pois banaliza e simplifica uma questão mais profunda (não tenho nada contra a liberdade de expressão).
Vou acompanhar os comentários.
Vou concordar em boa parte com Quasimodo.
Mas na verdade, Português, ética, direito civil e constitucional, informática, além MUITAS outras devem fazer parte da formação de um cidadão e não somente de jornalistas e/ou outros profissionais e se irá viver como jornalista é uma opção pois conhecimento não ocupa espaço é bem vindo em qualquer área e profissão.
E foi importante mesmo essa decisão, de bom senso pois em tempos onde a informação é farta e mais acessível, o autoditatismo que é (e sempre foi) uma ótima maneira de aprendizado permite que as pessoas possam buscar o que lhes convém. Nada contra quem queira manter e fazer curso universitário mas, o importante é não precisar esperar entrar e sair da vida acadêmica para abraçar essa, e outras, profissões.
O único voto contra de Marco Aurélio não é muito coerente. Se alegou que exigir diploma existe há 40 anos e que precisam ter as técnicas para entrevistar, editar ou reportar, isso pode ser resolvido com base nos manuais de redação onde o profissional for trabalhar.
E se obrigar a ter um diploma também fosse o caso de fotógrafos por exemplo? Quantos profissionais excelentes poderiam ser excluídos?
Concordo com o PD. O bom senso indica que o diploma não é necessário. Existem vários paises onde não é exigido. Creio que são a maioria, incluindo vários paises desenvolvidos. E existem vários jornalistas excelentes que nunca tiveram diploma. E blogueiros que escrevem e noticiam muito melhor que jornalistas formados.
É uma profissão que depende de saber observar, pensar e se expressar. É diferente de outras que exigem grande conhecimento técnico/científico. E o conhecimento exigido pode ser adquirido na prática.
As faculdades agora terão que se mostrar realmente uteis. Entramos na era da competência.
Ae, Gilmar Mendes, ficou bem na fita dos jornalistas, hein?
Tunico, meu tio-avô, era advogado e jornalista. Como Maciel, que escreveu a carta-testamento do Getulio. Como o Neco, advogado e jornalista.
Odylo Costa Filho era poeta e jornalista, e fez a grande reforma gráfica do JB em 1956. Ou Mario Faustino, poeta e jornalista, inventor do SDJB. Ou Alceu.
Aliás foi o Neco o introdutor do lead no jornalismo brasileiro. E das manchetes ao estilo do haiku japonês:
Sai Dutra.
Entre Goes.
Essa causou escândalo; no estilo da época (anos 1940, nem eu era nascido) deveria ser, “O excelentíssimo sr. General Eurico Gaspar Dutra deixa o Ministério da Guerra e é substituído pelo exmo. sr. general Gois Monteiro.”
Invenção do Neco (Pedro, põe um link para uma biografia do Neco).
Certas profissões, é bem melhor não ter diploma, aprender na prática, com um tutor, como os artesãos de antigamente.
O Gilmar Mendes é bom porque não e deixa pautar pela imprensa e opinião pública.
Sai Dutra.
Entra Gois.
Talvez ainda sejam necessários alguns esclarecimentos a respeito da decisão. O noticiário não aborda o teor completo e resta saber se ainda é necessário registro no MTb para exercer a profissão.
Antes, o registro só era concedido aos portadores do famigerado curso “superior” em jornalismo.
Talvez o esclarecimento da decisão, mediante embargo, apresente também o fim da necessidade de registro e a real abertura para o exercício.
Uma duvida: o STf decidiu que nao e preciso NENHUM diploma para exercer a profissao de jornalista? Ou ainda e preciso algum tipo de curso superior?
Não sei se vocês todos estão vendo isso pela ótica correta. O que está em questão aqui não é a qualidade ou não. O grande lance, nesse mundo capitalista de meu Deus, é que, agora, o que vai se demitir de jornalista no Brasil e colocar “cozinheiro” no lugar não tem tamanho. Não sou um defensor ferrenho da categoria, mesmo porque sou publicitário, mas defendo os direitos trabalhistas em geral, que cada vez mais estão sendo destruídos.
Sem falar nas faculdades. Não entendo os que dizem que Faculdade de Jornalismo não vai acabar. Pra quê que ela serve mesmo, a partir de agora, já que, como foi dito por alguns, qualquer “cozinheiro” pode escrever um artigo sobre economia, política etc.
Sou defensor da liberdade de expressão. Mas dizer tudo o que se pensa, sem um mínimo de responsabilidade - coisa que um profissional de comunicação judicialmente é responsável - é um retrocesso terrível.
é bom poder demitir um jornalista e colocar no lugar um cozinheiro se esse for mais competente na arte de reportar.
Quanto a jornalistas diplomados fazerem materias sobre economia e politico, acho que deveria evitado. Chamem economistas e cientistas politicos (com ou sem diploma).
“Quanto a jornalistas diplomados fazerem materias sobre economia e politico, acho que deveria evitado. Chamem economistas e cientistas politicos (com ou sem diploma).”
Matéria sobre economia escrita por um não-economista… medo
Se bem que temos faculdade de Economia Doméstica, nê? Acho que esse graduado pode assinar matéria sobre política, nê? Vamos chamar também aquele blogueiro que escreve sobre mangá pra escrever uma reportágem sobre o que está acontecendo agora no Irã, já que é a mesma coisa, nê?
ué, jornalistas são formados em economia? Já que jornalistas podem falar de economia, qualquer um pode.
Mais uma coisa, qualquer pessoa, com ou sem diploma, é responsável judicialmente pelo que diz.
O bom também, Chesterton, é que eu, como dono de veículo, posso pagar meu jornalista agora com adsense, nê? Posso até baixar o piso salarial! Que maravilha!
Bem vindos, amigos, de volta ao século dezenove!
Quem melhor do que o Jardel para escrever sobre futebol? Pra que que eu preciso de um Juca Kfouri?
“Diploma diz por onde passou, mas não diz o que acumulou; por onde veio, mas não diz qual o recheio. ”
Eu só trocaria o “acumulou” por “processou”.
De que adianta, em qualquer curso superior, acumular conhecimento e virar um “papagaio” com diploma ?
Este conhecimento deveria ter sido processado, reciclado, etc,etc.
Silvio César (16),
Cursos de “Economia Doméstica” não tem o mesmo caráter dos cursos de Economia, sendo estes, rigorosamente, cursos de “Economia Política” (não confundir com “política econômica”).
Economia Doméstica é curso destinado a, supostamente, formar donas-de-casa, governantas e afins. Moças que, no passado, queriam arrumar casamento e ter um certo colorido cultural sem, no entanto, buscar profissão, aderiam ao curso. Hoje é obsoleto.
Economia Política, vulgarmente chamada simplesmente de Economia, aborda micros e macros sistemas econômicos, tem caráter científico e, salvo raríssimas exceções, não há jornalistas capazes de compreendê-la.
As grades curriculares dos cursos de jornalismo são piadas de mau gosto, porque constituem amontoado de “disciplinas” supostamente técnicas e pseudo-históricas, incapazes de demonstrar a existência de uma área do conhecimento chamada jornalismo.
[...] render bastante. Ofereço dois pontos de vista sobre o fim do diploma, o primeiro de Pedro Dória (favorável) e logo depois o de Leandro Fortes (contra a queda do diploma). Boa leitura! AKPC_IDS += [...]
” … Vamos chamar também aquele blogueiro que escreve sobre mangá pra escrever uma reportágem sobre o que está acontecendo agora no Irã, já que é a mesma coisa, nê?”
Se o blogueiro estiver no Irã, fotografando e filmando, vendo, ouvindo, conversando e souber escrever com coerência, 1000 a zero para o blogueiro de mangá.
Pois cadê esse blogueiro iraniano que lê mangá, hein?
Uma faculdade de jornalismo ensina o aluno a ser onisciente em qualquer área ?!?!?!?!?
Quem disse que o registro profissional depende exclusivamente do diploma se o mesmo já não é mais considerado obrigatório?
Pesquisem a área de TI e notem que não há regulamentação porém, há muitas áreas que pagam muito bem sem depender de piso sindical. Ná decada de 60 e 70 era normal que se formassem de forma autodidata via manuais da IBM, sendo excelentes profissionais e muito bem pagos.
José Paulo Kupfer é jornalista a vida inteira mas formado em economia.
Foi o que disse o Gerson B, bem vindo a era da competência, quem a tiver se estabelece !!!!
“Pois cadê esse blogueiro iraniano que lê mangá, hein?”
Ué … o blogueiro de mangá não era seu ?
sílvio cesar, #13, eu não vou ficar lendo reportagem ruim; se o veículo publica texto com má qualidade, eu simplesmente paro de ler, seja o autor cozinheiro ou formado em jornalismo. Se o texto for ?egível e informativo, eu não poderia me importar menos se o autor é cozinheiro. De modo análogo, se o filé de salmão estiver bom, não vou ficar preocupado de o cozinheiro se formou em jornalismo mas resolveu partir p ara outra área e não tem diploma de gastronomia.
Se ninguém mais vai fazer faculdade de jornalismo, é sinal de que elas não são úteis, mesmo, e só essa lei arbitrária sustenta esses cursos. No meio do meu curso superior, eu já era um profissional capacitado e destacado no mercado; se seu curso não faz isso nem depois de formado, ele é inútil…
E se diploma de curso superior fosse obrigatório para presidentes da república ?!?!?!?!?!?!?!?!?!
pois é, Antonio M. Estaríamos nas mãos da família bem estruturada e educada (como ele mesmo citou) do senhor Zé Sarney.
Aliás, acho que a especialização leva a desordem socioeconômica.
Sei, o sarney que o Lula acha “especial”. Disse que não é uma pessoa comum, e por isso merece toda sorte de privilégios. Que cambada.
Um País com a educação abaixo da linha da mediocridade aplaude decisões como a do STF referente à obrigatoriedade do diploma de jornalista. Informar não é apenas escrever ou falar. Ser blogueiro, e sou um também, é emitir idéias e não necessariamente com funções jornalísticas. É interpretar fatos da sociedade e expor idéias. Isso sim qualquer cozinheiro pode fazer, não menosprezando a profissão dos que nos fazem delirar pelos sabores, mas apenas lembrando que não vou cozinhar pois posso deixar a comida queimar. Agora, ser advogado posso ser sem diploma. Posso fazer qualquer interpetação da lei como essa absurda do Supremo sem ter passado 5 anos emuma faculdade. Posso fazer uma defesa bem elaborada e tentar enganar ou não um juiz. Advogado não faz lei, apenas cumpre o que está escrito. Então, abaixo o diploma dos advogados também!
Estaríamos não Renato F, estamos de fato !!!!
Não seja demagogo, meu caro Chesteron. Você sabe muito bem do que está falando…
A discussão era sobre jornalismo. Jornalismo é uma área genérica e não especializada como engenharia, direito e medicina portanto, não é para generalizar a discussão da formação/diploma/não obrigatoriedade e sim adequar e evitar que determinados profissionais sofram impedimentos desnecessários.
Li sobre profissionais que se formaram em medicina mas, acabaram não atuando exatamente como médicos e passaram a ser administradores de hospitais e até desenvolvedores de sistemas/softwares especializados para sua área. E bastou que fizessem cursos e/ou especializações/pós-graduações. Se a regulamentação da área de administração de empresas e TI obrigassem o profissiona a ser formado (bacharel) em áreas correlatas, esse profissionais em medicina simplesmente não poderiam trabalhar na nova área que escolheram ou descobriram outra vocação. E o que os impediria de serem jornalistas?
E fica óbvio que mesmo um advogado, engenheiro, analista de sistemas, jornalista não podem simplesmente fazer um curso ou pós em medicina para serem médicos.
E não obrigatoriedade do diploma não significa “proibido fazer curso de jornalismo” !!!!!
Faculdade nenhuma gera bom jornalista. Assim como faculdade nenhuma gera bons cozinheiros, médicos, advogados. Mas ela baliza sim. Dá o norte para você ser um bom ou um mal profissional. Em comunicação, que é a área em que eu trabalho, fazer faculdade me ajudou a ser um profissional melhor. E olha que eu não comecei na profissão já formado. Mas o diploma me ajudou sim.
Quem defende o fim da obrigatoriedade do diploma nas redações deveria enxergar a realidade das pequenas redações de notícias do Brasil. Não ver a questão pela ótica dos grandes grupos de comunicação. No front das noticias locais, no dia a dia dos pequenos veículos, reinará o quem aceitar o menor salário fica.
E num país onde mais da metade das obras são feitas por pessoas que mal sabem ler ou escrever… abaixo o diploma de engenheiro e arquiteto também!
Eu não vivo num Maranhão com 8.500.000km².
o que ocorre é que faculdades de jornalismo viraram cursos de “formação” ideológica, tribuna de esquerdistas frustrados que tentam “fazer a cabeça” da garotada. Ora, era cargo privilegiado. Poder atingir estudantes jovens e imaturos com uma carga diaria de marximo era uma oportunidade com reserva de mercado.
ACABOU!
Silvio Cesar, não seria mau profissional?
“…Eu não vivo num Maranhão com 8.500.000km² …”
Muitas vezes sinto que vivemos em um Piauí de 8.500.000km² ……
Nesse país não se faz nada se não ter como aliado o PMDB. Quem é um dos manda-chuvas do PMDB?
Chasterton,
Não. É bom mesmo. E com diploma e tudo. E você?
Vivemos no pós-modernismo, colegas. Estamos incluídos na desordem do mundo. Essa questão do diploma para jornalistas só serve como prova disso. Quando afirmo que a especialização leva a desordem socioeconomica, estou avaliando um contexto muito amplo. Não estou dizendo que precisamos viver à ordem propriamente dita.
E eu respeito seus sentimentos, Antonio M. A realidade não é a mesma para todos.
Cesar, você escreveu “mal” profissional. Mal é o antônimo de bem. O antônimo de bom é mau.
Você não sabe escrever e se diz profissional?
Ok Renato mas, menos, menos……..
Fora de tema — PD
“O Gilmar Mendes é bom porque não e deixa pautar pela imprensa e opinião pública.”
Se eu fosse julgar uma opinião por um deslize ortográfico, Chesterton, eu procuraria corrigir sua falta de coerência. Afinal, o Gilmar é bom ou não?
Não é deslize. É falta de estudos no primeiro grau.
Tá explicado, então.
Cesar, você não percebe a diferença de problema no teclado e o erro de português. Você precisa de diploma para manter seu empreguinho de redator, pois teme a concorrência de moleques que estudaram a inculta e bela.
ACABOU!
“Gilmar Mendes foi nomeado para o Supremo Tribunal Federal pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Na ocasião, em artigo publicado na Folha de São Paulo, o professor da Faculdade de Direito da USP, Dalmo Dallari, professor catedrático da UNESCO na cadeira Educação para a paz, Direitos Humanos e Democracia e Tolerância, declarou:
“Se essa indicação (de Gilmar Mendes) vier a ser aprovada pelo Senado, não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional. (…) o nome indicado está longe de preencher os requisitos necessários para que alguém seja membro da mais alta corte do país.”
O empresário Gilmar Mendes carrega em sua biografia a denúncia de que foi favorecido com “incentivo” do poder executivo para fundar, em 1998, o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), uma escola privada que oferece cursos de graduação e pós-graduação em Brasília. Desde 2003, conforme consta das informações do “Portal da Transparência” da Controladoria Geral da União, esse Instituto faturou cerca de R$ 1,6 milhão em convênios com a União. De seus nove colegas no STF, seis são professores desse Instituto, além de outras figuras importantes nos poderes executivo e judiciário (não é à toa que ele contou com tanta “solidariedade” no episódio que envolveu a discussão com o ministro Joaquim Barbosa). O Instituto se localiza em terreno adquirido com 80% de desconto no seu valor graças a um programa do Distrito Federal de incentivo ao desenvolvimento do setor produtivo. O subsecretário do programa, Endels Rego, não sabe explicar como o IDP foi enquadrado no programa. O belíssimo prédio do Instituto foi erguido graças a um empréstimo conseguido junto ao Fundo Constitucional do Centro Oeste (FCO), gerido pelo Banco do Brasil, cuja prioridade de investimento é o meio rural. Entre os seus maiores clientes estão a União, o STJ e o Congresso Nacional. “
Chesterton, não sou redator. Sou publicitário. Minha formação é mais abrangente.
E não temo esse jovens que você teme e agora, com o fim da obrigatoriedade do diploma, você pode bradar aos quatro ventos que é a vez deles.
Provem que são melhores, aí eu me calo.
Recebi pelo Twitter:
“Você, que pretende ser jornalista, saiba que o mercado é saturado e os salários são baixos. Já pensou em tentar carreira de ministro do STF?”
Silvio Cesar, Dalmo Dallari? Você só pode estar brincando. Ele é o relógio parado que está certo pelo menos 2 vezes ao dia.
Publicitário petista? Que coisa….
A questão da exigência do diploma para exercício do jornalismo é na verdade até simples: a profissão de jornalista dispensa a formação universitária específica porque não existe nenhuma técnica, norma ou regra que não se possa aprender nas redações, trabalhando, ou seja, fora das salas de aula. Há diversas profissões com as mesmas características, além da de cozinheiro, citada ironicamente pelo ministro Gilmar Mendes. Publicitários, músicos, artistas, escritores são alguns assemelhados: é perfeitamente possível realizar o trabalho sem ter aprendido a teoria na escola.
Tudo que um bom jornalista precisa é de talento, curiosidade e vontade de aprender a exercer a profissão, seja na universidade ou no dia a dia de seu trabalho. E de preferência manifestar esta vontade ao longo de toda a sua vida, continuamente.
Luiz Antonio Magalhães
Editor Executivo do Observatório da Imprensa
É claro que a Fenaj e as faculdades privadas (ou seriam fábricas de diplomas?) não vão dar a batalha por perdida, certamente vem aí algum projeto de lei estapafúrdio como o do Conselho Federal de Jornalismo para reinventar a obrigatoriedade do diploma. Afinal, ninguém larga a rapadura assim de graça, portanto esta briga ainda vai longe, muito longe.
idem
Que mané pós-modernismo!? Nada contra a pessoa do Renato F, mas já que veio à baila, essa é uma ilustração perfeita do que ocorre algumas vezes, um jornalista se mete a ler uns livrinhos fashion de filosofia continental da década de 70 e sai por aí falando em era pós-moderna.
Abraço colegas!
Concordo que o pós-modernismo - praticamente - venceu (embora haja uma resistência salutar na academia), mas o lance da decisão do STF não tem nada a ver com isso!
[...] Pedro Dória resumiu com clareza e concisão o pensamento que este blog sempre defendeu: Jornalismo, perdoem os [...]
finalmente.
agora deveriam fazer o mesmo para a maioria das profissoes.
Na sequencia do Iconoclasta
Tudo muito bom,tudo muito bem, vamos sem diploma. Agora , será que a exigência é exagero só para jornalistas ? e os arquitetos autodidatas, historiadores diletantes, psicólogos de fundo de quintal , economistas de supermercado ? Deveriam abrir espaço para eles também.
Eu memos , acredito que o curso de jornalismo deveria ser especialização técnica, pós depois de alguma faculdade, para dar a médicos , cientistas, economistas e palpiteiros em geral ferramentas de linguagem e técnica para divulgar idéias e informações no jornal, rádio, tv, internet..
“É por isso que na Europa e Estados Unidos onde não existe a obrigatoriedade do diploma de jornalismo, são as empresas jornalisticas que preferem os profissionais formados em jornalismo, justamente para não correrem o risco de serem processadas e punidas com pesadas indenizações em ações por danos morais. ”
Alberto Dines, do mesmo Observatório da Imprensa.
É óbvio que a associação de donos de jornais não entrou na Justiça pensando na liberdade de informação, mas apenas na própria vontade de pagar menos aos jornalistas que emprega (isso, quando paga, que salário atrasado é lugar comum em nossos dinâmicos conglomerados de comunicação).
Claro que, em tese, ser um bom jornalista não depende de diploma universitário, haja vista os grandes jornalistas brasileiros, todos anteriores a tal exigência. Só que os jornais de sua época também eram diferentes.
A ditadura se encarregou de matar, na marra ou por inanição arranjada por debaixo dos panos, os jornais independentes deste país. Sobraram meia dúzia de grupos comprometidos demais com o poder econômico ou os jornais de província, de propriedade dos sobas locais (como os Sarneys e os Magalhães, por exemplo).
Se a Internet torna difícil a efetivação da exigência do diploma, torna também a sobrivivência dos jornais um problema. Não será baixando a remuneração de jornalistas sem diploma (alguém duvida que os jornalões o farão?) que os jornais conseguirão enfrentar a crise. Seu nível, claro, vai baixar também.
O Supremo, mais uma vez surrupiando o poder de legislar, resolveu uma inconstitucionalidade discutível, uma vez que para inúmeras profissões o diploma é exigido e todo mundo pode escrever em jornais independente de diploma (apenas não pode exercer a profissão formal de jornalista). Ou seja, na verdade a liberdade de expressão de qualquer um, via jornal, sempre existiu na legislação ora questionada.
O ideal seria que mudanças na lei fossem feitas por outra lei, beneficiando-se do debate no Congresso. Do jeito que as coisas foram feitas, temo pela sobrevivência dos jornais brasileiros, pelo menos como alguma coisa que valha a pena comprar.
Não deve mudar muito. Continuarão a contratar a mão de obra mais barata, diplomada ou não. Assim continuará a existir um direção com experiência, diplomada ou não, administrando um operariado da informação, diplomado ou não. E de vez em quando um dos operários, diplomado ou não, se destaca e sobe.
A arte de reportar bem ou de confundir mais, continuará nas mãos dos talentosos.
enquanto historiadora(ou penso que sou)…
sempre acreditei que a história não é -nem nunca foi - privilégio da nossa categoria
aliás -aproveitando para dar pitacos-, fiquei boba em saber que alguns cursos de jornalismo acabaram abolindo a disciplina de história em seu currículo :O
Peraí, jornalista que despreza a história? Realmente não consigo visualizar um de qualidade…
Acho curso de jornalismo uma coisa estranha, ainda mais em sentido estrito de bacharelado, mas enfim, apenas acho estranho, não sou a priori contra a existência desses cursos.
Não me surpreenderia se algum dia me deparasse com um “bacharelado em Escritor Mainstream - Venha vencer na vida escrevendo best-sellers!”
Abraço aos colegas. Desculpem-me, mas não pude conter essa ‘ampliação indevida’, hehehe.
gostei do coment #66 ! basicamente , diploma importa pouco…sem talento nao da pra exercer o
” quarto poder”…..
pimenta #63, é isso ai.
fazer caducar esse debate de dipoma p/ jornalista é mole, basta ver a incapacidade dos desgostosos com a medida em defender suas teses. é só tiro n’agua.
tem q discutir o pq de exigir formação para outras atividades. veja vc, em um exemplinho boboca, q todas as empresas tem q ter um contador, e para carregar esse titulo o caboclo tem q ter feito “contabeis”. nao importa se vc tenha dominio sobre a legislação tributaria, e q no fim vai ser mesmo quem vai arcar com as consequencias, vai ter q desembolsar mensalmente p/ camarada so assinar.
vc falou em arquiteto, mas esses dai nao chegam a ter essa moleza, pq as obras tem q ter um engenheiro responsavel, mas arquiteto nao.
se deixar nego regulamenta td, de barbeiro a DJ. sobre economistas, q alguns falaram acima, entre os mais destacados do pais estao graduados em engenharia, e aqueles q zanzam pelos “conselhos” nao tem expressao alguma.
faculdade - ai o Doria Velho pode falar com toda a pavonice peculiar - é, supostamente, centro de excelencia, mas tem se transformado em simples emissora de diplomas, pois ate os concursos publicos mais genericos oferecem vagas mais bem remuneradas para quem os possui.
censuré?
Não confundir “não obrigatoriedade de diploma para exercer a profissão de jornalista” com “pessoas que exercem o jornalismo e que tem um currículo ruim”.
Uma boa faculdade de jornalismo vai continuar fazendo bem ao currículo dos que tem a pretensão de fazer bom jornalismo.
Quem quiser contratar jornalistas a preço de banana já o faz e vai continuar fazendo.
Quem quiser contratar bons jornalistas já estabelecidos com bom currículo, ou jovens jornalistas promissores com curriculos promissores também continuarão fazendo.
O problema não é a desobrigação do diploma, é a mediocridade do mercado.
Patrões que pagam mal, “teto mínimo” de salários, profissionais menos que medíocres, profissionais que se sujeitam a trabalhar por sub-salários … desde quando isso tem a ver com obrigatoriedade de diploma ?
Isso tem a ver com movimentação de classe e situação de mercado de trabalho.
Aliás, isso tem a ver com a situação de quase todas classes profissionais do Brasil.
João Daltro, se o Gilmar Mendes diz que é bom para o país então deve ser ruim, e vice-versa. Mas os jornalistas com diploma nunca foram muito incisivos da defesa da qualidade da imprensa brasileira.
+ yeah… nem todos os Jornalistas estão reclamando… os que já tem carreira consolidada ou já encaminhada (como nosso blogueiro-mor) não estão incomodados. Por que será?
Estivesse Pedro Doria ainda fazendo faculdade, encararia isso com esta racionalidade? Nunca saberemos porque esta ótica pessoal não tem como ser testada, acho.
–X–
E quem não é estudante de jornalismo, bem, estes não estão nem aí mesmo de verdade. Talvez quando resolverem colocar em dúvida os diplomas de suas respectivas profissões.
Seria esse um caso de proverbial pimenta nos olhos dos outros?
Vou refletir a respeito.
pimenta, é isso ai.
fazer caducar esse debate de diploma p/ jornalista é mole, basta ver a incapacidade dos desgostosos com a medida em defender suas teses. é só tiro n’agua.
tem q discutir o pq de exigir graduaçao para outras atividades. veja vc, em um exemplinho boboca, q todas as empresas tem q ter um contador, e para carregar esse titulo o caboclo tem q ter feito “contabeis”. nao importa se vc tenha dominio sobre a legislação tributaria, e q no fim vai ser mesmo quem vai arcar com as consequencias, vai ter q desembolsar mensalmente p/ camarada so assinar.
vc falou em arquiteto, mas esses dai nao chegam a ter essa moleza, pq as obras tem q ter um engenheiro responsavel, mas arquiteto nao.
se deixar nego regulamenta td, de barbeiro a DJ. sobre economistas, q alguns falaram acima, alguns dos mais destacados do pais sao graduados em engenharia, e aqueles q zanzam pelos “conselhos” nao tem expressao alguma.
universidade, ai o Doria Velho pode falar com toda a pavonice peculiar, é, supostamente, centro de excelencia, mas tem se transformado em simples emissora de diplomas, pois ate os concursos publicos mais genericos oferecem vagas mais bem remuneradas para quem os possui.
e agora, sera q vai…
Bom mesmo foi o Roberto Marinho que nunca pisou numa universidade (claro, não tinha curso superior) e exigiu que lhes chamassem “jornalista Roberto Marinho”.
Também gostava de ser chamado de “Dr. Roberto”. Alguns poucos no seu circulo de amizade, ACM, por exemplo, poderia lhe chamar simplesmente de Roberto…
.
De quebra fundou e comandou o maior conglomerado de mídia deste país tupiniquim…
64, Cesar, esse é mais um argumento a eliminar de vez o diploma, e não o oposto, como quer o Dines.
A exigência de diploma para jornalistas é boa para regimes autoritários. Por quê? Assim fica mais fácil caçar licenças e silenciar críticos com qualquer desculpa. O controle é bem mais fácil.
Vocês podem dizer que o Brasil de qualquer modo é uma democracia. Bem, lembram da tentativa dos petistas de implementar a Confederação Nacional de Jornalismo? Então…
Agora ficou bem mais difícil a pataquada.
[...] - Agnes Arato - João Porto - Sabine Righetti - Laerte Braga; - Sérgio Murilo de Andrade; - Elias Machado; - Túlio Vianna; - André Forastieri; - Jorge Rocha; - Rafael Galvão; - Sérgio Leo; - Pedro Doria. [...]
Êba!!! Vou ver se arrumo agora uma boquinha na assessoria de comunição da Petrobras! O exército de um só milhar.
Bom, já que generalizaram…
A questão é simples, o que for essencialmente criativo-artístico, tem que ser livre; o que for atividade técnico-científica, dependente de estrita observância de padrões e regras, há de ser regulado.
Presta-se, mais, como garantia mínima de qualidade, usualmente necessário para questões irreversíveis e delicadas.
Sinceramente, alguém correria o risco de se consultar com um “médico” sem diploma? Ou num arranha céu moraria sem saber da qualidade do engenheiro de autoria?
Num processo judicial, até acredito que uma pessoa possa se defender sem representação, como, aliás, já se pode dar no caso da ação de habeas corpus ou no rito dos juizados especiais cíveis (e isto até um determinado valor de alçada, que varia da J. Federal para a Estadual). Mas, evidentemente, estando o “postulante” ciente de que arcará com os próprios erros que eventualmente venha a cometer.
E isso em Direito é muito fácil de ocorrer: o que , ao leigo, parece ser, no fim das contas, não é. É como o “portunhol”. Rojo não é Roxo, etc…
Creio ser muito complicado alguém arriscar-se a aprender Direito num prazo de 15 dias, usual para contestar uma demanda.
Agora, quem temeria ler uma matéria escrita por um jornalista que não passou por uma universidade ou faculdade? Li, gostei, não gostei, tanto faz. (Isso claro, sem eximir a responsabilidade pessoal pelo que se diz, comum a todos). O controle é pelo gosto, é mercado, quem tem público tem, que não tem azar. O mesmo eu digo em relação à turismo, relações públicas, publicidade, etc..
Infelizmente, o governo ainda tem muito controle via propaganda oficial. Acho os presidentes eleitos anteriores tentaram fazer isso sim, mas ninguém foi tão cara-de-pau e grostesco como o Lula e o PT no governo.
Alguém lá dentro deve ter dito: poxa, encher a Carta Capital assim de grana e quase secar a Veja vai dar muito na cara, o pessoal vai reparar. Bem, o PT decidiu pelo “que se dane”.
Sucinto, preciso e correto, assino embaixo.
Bão né…
Não discordo que para algumas atividades nobres e técnicamente complexas seja exigida a formação acadêmica.
Mas daí a querer que jornalista seja feito nas linhas de produção das faculdetecas furrepas?
Voces aí que são ligados podem me dizer quais do grandes jornalistas do século passado frequentaram faculdades?
Daqui uns tempos vão querer faculdade para fotógrafo, locutor, linotipista (cruzes!!) e partindo disso, dá-lhe faculdadezinhas de merda que fabricam diplomas na base do pagou passou…
Apoio a decisão.
Os sindicatecos e federabostas de jornalistas que mamam nas tetas das ‘contribuições sindicais’ e ‘imposto sindical” devem estar se roendo de raiva.
É impressionante como todo esse debate está completamente fora de foco.
A regulamentação do exercício de algumas profissões é decorrente da necessidade de se proteger alguns valores considerados essenciais, notadamente a vida e o patrimônio (muito embora o nosso ranço cartorial tenha produzido absurdos, como, por exemplo, a regulamentação da profissão de Arquivista – sim, para trabalhar num arquivo você ter que ter formação acadêmica).
Ninguém discorda da necessidade da regulamentação de determinadas profissões. É necessário mesmo que alguns valores sejam protegidos contra os danos que poderiam ser causados por charlatães sem preparo e sem escrúpulos.
E daí vai a minha pergunta: a honra do indivíduo não é um valor a ser protegido? Uma profissão cujo exercício irresponsável pode afetar a honra de alguém não merece ter seu exercício fiscalizado? Não deve haver um código de ética rigoroso cujo desrespeito leve ao banimento do infrator?
Bem ou mal, existe essa fiscalização por parte dos Conselhos de diversas corporações profissionais (advogados, médicos, dentistas, engenheiros e outras). Cada uma possui seu código de ética específico, cuja violação pode levar até à exclusão do infrator (quanto aos advogados, conheço vários casos).
E no jornalismo? Seguidamente nos deparamos com matérias sem contraditório, tendenciosas, irresponsáveis, com prejuízos irreversíveis para a honra de cidadãos. A quem se queixar? Ao Judiciário, apenas. Que no máximo imporá uma pena pecuniária irrisória, pois na área criminal um bom advogado e a prescrição se encarregarão de garantir a impunidade. Mas o profissional irresponsável, inescrupuloso, o charlatão, em suma, continuará por aí cometendo suas barbaridades.
Sim, há a questão da liberdade de imprensa. Mas nenhuma liberdade é absoluta. Liberdade de informar não inclui a liberdade de mal informar. A desregulamentação da profissão de jornalista tem como argumento básico essa “liberdade de imprensa” sempre invocada pelos proprietários dos grandes meios de comunicação quando seus interesses são contrariados. Regulamentar o exercício da profissão de jornalista, aos moldes das outras acima citadas, consistiria, em última análise, em limitar o poder desses barões da mídia, principalmente porque sua fiscalização se daria através dos próprios jornalistas, invertendo o jogo de poder das redações.
Portanto, a questão do diploma é acessória. Fundamental seria a regulamentação profissional, cuja possibilidade foi sepultada pelo STF, que decidiu que a lei ordinária que condiciona o exercício da profissão de jornalista à formação acadêmica específica é inconstitucional, pois viola a liberdade de expressão.
Essa condição era uma restrição mínima a tal exercício.
Se a constituição não permite, segundo o STF, sequer essa mínima restrição, qualquer regulamentação (e regulamentar é restringir, ou seja, condicionar o exercício a determinadas regras) também será considerada inconstitucional.
Os proprietários de jornais estão pouco se importando com diploma ou não diploma. O seu grande temor era uma regulamentação do jornalismo aos moldes das outras profissões que mencionei. Isto sim afetaria o seu poder. Devem estar felizes e tranquilos. Agora, só por emenda constitucional.
Desde quando exigir diploma para ser jornalista (não é colunista, nem articulista - é JORNALISTA) cerceia qualquer liberdade individual?
O jornalista - ao menos o bom jornalista - preza pela informação íntegra. Postar num blog, escrever uma coluna ou um artigo para jornais e revistas nunca foi e nunca será jornalismo (não que os jornalistas não possam fazê-lo com grande maestria). É dar opinião, é ter o direito a liberdade de expressão, agora o jornalista não é apenas o que escreve a matéria sem graça do caderno de cidades, ou o repórter que vai a rua entrevistar dona fulana e seu sicrano. Todos aqueles que pensam, planejam, editam, assumem a responsabilidade por uma publicação são jornalistas.
O que o Ministro Gilmar Mendes quer é retaliar a imprensa brasileira por publicar suas vergonhas, por fazer a população conhecer um pouco mais da sua “moral ilibada”. É um ataque a uma classe que lutou muito na ditadura, para enfraquecer quem ainda tem coragem de revelar os podres do poder.
Sinto muito pelo Brasil.
Mais do que isso, pelo que li sobre a decisão, ela afirma que a liberdade de expressão é cláusula pétrea da Constituição, o que significa que não pode ser derrogada nem objeto de emenda constitucional, como quer o ministro das comunicações, que pretende (vejam a estupidez) mandar um projeto de lei para o congresso reinventar o que o STF acabou de enterrar.
os comunicologos contrafeitos com a decisao poderiam se juntar e publicar um jornal, revista ou o q quer que queiram e contratarem apenas aqueles q considerarem jornalistas de fato. vamos la galera, o credito ta farto, fluxo de grana para esse pais so cresce, os brics vao arrebentar. gente boa, preparada, talentosa, e com valores éticos superiores como vcs nao vai ter dificuldade em tocar um periódico de primeira e se destacar dessa midia decadente.
ora, ora, onde já se viu se poder contar apenas com a justiça para se resolver questoes legais?! vamos burocratizar esse negocio, criar conselhos, ordens, comissões e o escambau, vamos dar um impulso no corporativismo. afinal, com toda essa liberdade de escolha, aonde é q vai parar a mediocridade? assim nao pode, pela preservaçao dos mediocres já!!!
Pavonisticamente, sou contra diploma ser necessário para exercício de profissão, qualquer profissão (sou engenheiro, viúvo de médica). Diploma, em qualquer área, é reserva de caça.
E - papai chamava Roberto Marinho de Roberto. Como todo mundo do tempo dele no Globo.
Bob Woodward se formou em história e literatura.
Carl Bernstein não chegou a se formar.
Encerro meu caso.
Doria Senior, vc podia estender essa tua visão com o conceito e historia de Universidade.
Esse tipo de legislação, que exige diploma para o exercício de certas profissões, é coisa recente no Brasil. Data de 1930, por aí. Antes existiam os rábulas (advogados sem diploma - Lincoln era um deles, e tive ao menos um na família), os mestres de obras, e os médicos práticos, assim como as parteiras ditas “curiosas.”
O problema, concordo, é: como controlar a qualidade do serviço prestado pelo profisional? Não sei, mas diploma, na vida real, não garante tal qualidade.
ha instituiçoes privadas, ongs e etc. q concedem selos de qualidade, q certificam padroes.
a desregulamentaçao das profissoes provavelmente levaria ao surgimento de entidades interessadas em avalizar aqueles profissionais capazes. inclusive o desenvolvimento do mercado de seguros.
as pessoas na posiçao de clientes, pacientes e etc se interessariam mais pela procedência de quem os serve. em atividades cujo um alto grau de conhecimento específico é fundamental, os profissionais com formação deficiente passariam, ao contrario do q se prega, a ter menos espaço. ja os mais preparados seriam ainda mais valorizados.
Se a lei requeresse algum tipo de responsabilidade maior daqueles que são profissionalmente regulamentados como jornalistas, até vai. Mas até onde eu sei, os jornalistas foram contrários à criaçãode um conselho e até comentadoers de blog sem ensino fundamental estão sujeitos às mesmas responsabilidades. Mas mesmo nessa questão, o fato de ser formado em jornalismo tecnicamente não parece acrescentar muita coisa. Afinal, ser formado garante um trabalho ético e equilibrado por parte do profissional? Assim, como se a faculdade fosse um tipo de seita que faz uma lavagem cerebral que garante que o seguidor sempre vai apurar sagazmente os fatos e nunca vai mentir ou manipular? Sei…
Acho que alguns que se mostram contrarios a essa decisão exageram. Se o curso é tão importante para a formação de um bom profissional, os meios de comunicação ainda vão dar preferencia aos que tem diploma, por que não? Assim como vão preferir contratar um motoboy que tem ensino fudamental em detrimento do que não tem. O importante é que fique garantido que qualquer cidadão, com ou sem diploma, tenha o direito gaantido de escrever e falar, opinando e/ou informando, seja num blog, num fanzine, em cima de uma caixa de tomates ou num grande veículo de comunicação. Do contrario, teremos uma “casta” que vai deter o monopólio da informação.
(sou arquiteto de formação, não exerço, mas acho que qualquer um pode fazer um bom projeto de arquitetura, desde que tenha a supervisão de um arquiteto formado ou engenheiro que assinariam a obra se responsabilizando por ela. Sim a obra pode dasabar na cabeça do cidadão e matá-lo, então um profissional regulamentado tem que se responsabilizar por isso, e é somente esse fator técnico que diferencia arquitetura do jornalismo no que se refere à exigencia de diploma)
Tive a honra de atender o Sr Rogerio Marinho quando ainda era recém formado. Não há pessoa mais simples.
A comparação de diploma com Carta de Corso (obrigado, Marton) tem muito de verdade, mas como controlar a formação de profissionais que lidam com a vida humana? Não sei.
Favelizaram a engenharia no Rio de Janeiro…
Deve ser por isso que a categoria (jornalistas) ganha mal, em sua maioria.
Pai do Pedro, a idéia de que qualquer um possa ser chamado - me desculpe, senhor- é absurda. Não por uma questão mercadológica, aliás é fácil falar de reserva de mercado, mas acho que a vida humana merece muito estudo, sistemático e intensivo.
A quantidade de conhecimento que se adquire para investigar e tratar doentes é imensurável. O médico utiliza muito a base do que aprendeu na faculdade, com seus professores e outros médicos. E vai, depois de formado, continuar sempre estudando, indo a congressos, discutindo casos clínicos e teóricos.
Quem pratica a medicina sem diploma ou é pajé da tribo ou é charlatão.
Correção:ser chamado de médico.
Sou a favor do diploma (apenas para esclarecer o post); lembremos que estamos no Brasil, e não nos Estados Unidos; esta decisão cheira a dinheiro - as empresas de mídia certamente irão demitir vários e vários jornalistas de formação, desprezar o piso salarial, e contratar hordas de estagiários para satisfazer seus compromissos politico-familiares, além de dar espaço a qualquer entusiasta das palavras - um perigo! Psicopatas adoram este tipo de situação…
O diploma não impedia quem escreve bem de se expressar, ninguém deixou de transmitir suas idéias seja em blogs, em colunas, etc, por conta da necessidade da graduação. Ou deixou? Seria um vaidoso da comunicação que queria ter seu texto no miolo da FSP, deixando claro não ter diploma de jornalista?
Muito do apoio aos ministros do Supremo emana de quem desconhece a formação da graduação em Comunicação Social (ou talvez de qualquer curso de graduação minimamente respeitável) e se embasa em preconceitos, em idéias práticas (no estilo executivo Morgan-Stanley-Subprime-is-great).
Quem conhece um jornalista de formação habitual sabe que o mesmo se esforça bastante para manter a reportagem dentro de padrões técnicos, sem puxar para um lado ou outro; claro que como em toda profissão há também os medíocres… Mas geralmente o problema está mais em cima, na LINHA EDITORIAL - os donos de jornais NA MAIORIA das cidades do país são POLÍTICOS, que tendem a os utilizar, na medida do que conseguem, como panfletões doutrinários… só não dá tão certo assim porque a maioria dos jornalistas tem algum compromisso etico e humanista com a população! e isso é o tipo de coisa que se aprende por insistência, numa faculdade normal, estudando e fazendo prova (faculdade medíocre, fazedora de dinheiro, não entra no mérito - que falta fez um conselho federal de jornalismo para mitigar isso…), ou vão me dizer que é “talento”??? Que tá “no sangue”? Seria muito ingênuo de nossa parte.
Liberou geral galera!
Qualquer “cerumano” agora pode ser chamado de jornalista.
O que é preciso pra ser um?
Absolutamente Nada…
Essa é uma discussão sem fim. Dou, em resumo, meus argumentos contra a exigência do diploma: Brunelleschi, quando, há seiscentos anos, fez a cúpula de Santa Maria del Fiore, usou seu talento, e não técnicas de engenharia. Arnolfo di Cambio, quando levantou, em 1290, aquela massa de granito toscano que é o Palazzo Vecchio, não usou integrais ou derivadas. Christopher Wren, ao projetar a cúpula de St Paul em Londres, idem ibidem.
Mais recentemente, Sir Joseph Paxton inventou as estruturas ultramodernas (de então, mas mesmo de hoje) dos chamados “palácios de cristal” não era nada — era o jardineiro de Sua Graça o Duque de Devonshire, e o edifício da exposicão de Londres de 1850 foi projetado por ele.
Vi, recentemente, no caso da doença de minha mulher, a diferença entre o médico habilitado e o que é talentoso. Buscamos então o talento, e não o diploma. Agora, definir talento em termos legais é complicado…
Doria Senior,
#100 eu devia deixar fechar assim, até pelo numero redondo,mas como eu provoquei, tive q retornar para enaltecer [;^)) o brilho desse comentario.
os exemplos sao otimos, e vindos de alguem com total dominio de calculo, e no caso medico, de um ente que atuava na area, podem ate nao ser definitivos, mas sao argumentos para la de sofisticados, sem perder a simplicidade.
Quem ganha no comércio da informação com esse
fato?
os exemplos sao ótimos, mas não se aplicam no nosso Nordeste e seus Collores; as consequencias dessa decisão no STF vão ser muito mais nefastas aqui e talvez no Norte, Centro-Oeste, onde o que manda é o poder político…
Sou estudante de jornalismo e gosto mto do seu blog. Mas gostaria que vc discutisse mais a respeito da exigência do diploma. Apesar de concordar com a decisão do STF, estou pensando em abandonar a faculdade, pois acredito que fazendo o curso de história, por exemplo, terei uma bagagem cultural maior do que fazendo jornalismo.
Meus colegas de faculdade não se conformam e se sentem injustiçados ao pagar a faculdade. Queria saber sua opinião sobre isso.
leonardo da vinci,
era genio,
nao tinha diplomas….
“O médico utiliza muito a base do que aprendeu na faculdade, com seus professores e outros médicos. E vai, depois de formado, continuar sempre estudando, indo a congressos, discutindo casos clínicos e teóricos.”
Num mundo ideal, sim. No mundo real…
Existem profissões em que as pessoas que atuarão nela precisam ser treinadas, por um tempo razoavelmente longo (de cinco anos para cima), por profissionais competentes, para que também se tornem profissionais competentes. E necessitam de atualizações, reciclagens, capacitações e cia, constantes.
O diploma, neste panorama, é um mero papel que atesta o que o cidadão fez. O que vale é a qualidade do profissional e sua ética, e idem para o local e as pessoas com quem ele aprendeu.
Antes do exercício da liberdade de expressão, o diploma é um requisito legal para o exercício de qualquer profissão.
Estou decepcionado com a decisão pelo desmerecimento com o curso superior e com os universitários.
Mas, como diz a poderosa Rede Globo: “A decisão do STF apenas ratifica uma prática que sempre foi nossa.”
Apesar da Globo considerar bem-vinda a não obrigatoriedade do diploma, ela deixou BEM CLARO que a faculdade é a base para a formação do profissional.
“Reconhecemos como fundamental o trabalho feito pelas Escolas de Comunicação Social no país e continuaremos a buscar nelas os nossos profissionais de jornalismo.”
Estou de pleno acordo!
Confa #105.
Era gênio, mas nunca construiu a maior parte de suas idéias.
Santos Dumont também não era engenheiro aeronáutico.
Você voaria em um avião construído por mim ou deixaria eu fazer uma cirurgia neurológica em você?
Ter boas idéias é uma coisa, coloca-las em prática, aí é que são outros quinhentos.
O diploma (desde que obtido mediante frequência regular na entidade de ensino) atesta que desde o medíocre ao mais talentoso, estão minimamente preparado para exercer a função.
Do jeito que ficou agora, até eu sou jornalista, pois basta que se declare como tal.
Na minha opinião, nivelaram a profissão por baixo.
Aqui tem um excelente contraponto à festa que alguns de vocês estão fazendo pela decisão do STF: http://beauvoriana2.zip.net/arch2009-06-01_2009-06-30.html#2009_06-18_14_52_48-127299368-0
“Antes do exercício da liberdade de expressão, o diploma é um requisito legal para o exercício de qualquer profissão.”
de onde vc tirou isso?
claro q nao é.
vamos pular a multiplicidade de exemplos e ficar só no caso atual: a exigencia de diploma para a atividade jornalistica é INCONSTITUCIONAL!
galera, larga essa mentalidade tutelada.
ninguem vai impedi-los de atuar nas atividades para a qual estudaram. se vcs forem competentes vao conseguir manter ou conquistar posiçoes, e a probabilidade disso acontecer com o preparo do estudo aumenta.
ha uma inversao total nesse choro, pois nao ha, seja pela lei, ou pelos de celebram a correçao da medida, menosprezo aos comunicologos. estimula-se inclusive a melhora na qualidade dos cursos. mesmo pq aqueles formados podem atuar em diversas areas q extrapolam o jornalismo.
essas lagrimas corporativistas so fazem sentidos se derramadas pelos proprietarios de instituiçoes emissoras de diplomas.
Pai do Pedro, com profundo respeito pelo que sua família passou, sim claro, existe sempre uma diferença entre um profissional habilitado e um que além de habilitado, é talentoso. O senhor fez bem em escolher o talentoso, mas não esqueça, ele era habilitado, e provavelmente por uma faculdade de bom ensino médico.
O talento é importantíssimo e algo que valorizo, mas a habilitação é condição sine qua non para o exercício da medicina. Qualquer coisa fora disso é charlatanismo, com grande prejuízo para os pacientes.
Aos pés da Cantareira,
“O diploma, neste panorama, é um mero papel que atesta o que o cidadão fez. O que vale é a qualidade do profissional e sua ética, e idem para o local e as pessoas com quem ele aprendeu.”
Discordo da palavra “mero”, aí. Concordo com todo o resto. É importante saber o que o cidadão “fez”, saber que estudou, muitas vezes onde estudou. Mas claro, pode ter aquele que pode ser um médico mais fraco, ou de um caráter duvidoso.
Eu mesma tenho um colega bastante famoso nacionalmente em sua especialidade, inteligente, estudioso. No entanto era péssimo colega, preguiçoso nos plantões, frio e antipático. Ninguém gostava dele, pois a falta de colaboração e a ausência de empatia eram absolutamente irritantes para todos.
number,
da vinci projetou helicopteros, submarinos,automoveis e um bric à brac incrivel de idéias avançadissimas pra seu tempo ! ele construiu quase nada, mas inventou conceptos que sao estudados até hj, um grande visionario o cara…
acho que exagerei em cita-lo nesse post, afinal o tema é “jornalismo” e nao medicina ou engenharia ou qualquer outra profissao que exija realmente estudo academico…eu quis enfatizar que nao acho “diploma” de jornalismo indispensavel….
Realmente, Confe
Não sabia muito bem disso até ver uma exposição de alguns de seus projetos…Fiquei boba com a engenhosidade do cara.
A questão é que se “todo jornalista é jornalista” como diz o Pedro(resumindo a decisão do STF), não tem sentido uma pessoa passar 4 anos numa faculdade, muitas vezes paga, para estudar uma profissão que não é regulamentada, e portanto fica desvalorizada, e portanto, com o profissional mal pago, óbviamente.
Muitas pessoas devem ter sido pegas de surpresa, felizmente não incentivei ninguém que conheça a estudar jornalismo.
“não tem sentido uma pessoa passar 4 anos numa faculdade, muitas vezes paga, para estudar uma profissão que não é regulamentada, e portanto fica desvalorizada, e portanto, com o profissional mal pago, óbviamente.”
falso.
se a pessoa acredita q este estudo vai deixa-la mais preparada para tal oficio, nao ha pq deixar de segui-lo.
sera q as pessoas nao estudam jornalismo nas universidades americanas, inglesas…enfim, escolhe o lugar…?
E por que um curso de jornalismo não poderia então ser um curso técnico, de 2 anos?
Não tem cabimento, então, segundo a minha interpretação da decisão do STF, um curso de jornalismo ser considerado de nível superior.
Não há nenhuma exigência para ser jornalista, é simplesmente isso.
Sr. Pedro Doria. Poderia dar um exemplo concreto sobre como a obrigatoriedade do diploma para o exercício da atividade jornalística prejudica a liberdade de expressão no Brasil?
Será verdade que o cara que inventou o alfabeto era analfabeto?
Quem seria mais importante, para uma nação, um jogador de futebol ou um (a) jornalista?
Ou melhor: Quem produz mais para o desenvolvimento de uma nação, um jogador de futebol ou um (a) jornalista?
Dias após o Brasil ter-se consagrado tetra campeão o Romário deu uma entrevista coletiva.
Uma jornalista da extinta TV Manchete fez-lhe uma pergunta que não lhe agradou.
O chutador de bola, que é um cara altamente arrogante e agressivo deu-lhe uma tremenda bronca.
Lembro-me + ou menos que ele indagou para ela:
- Quem é você para me fazer esta pergunta?
O que você já fez pelo Brasil?
A coitada timidamente calou-se.
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Daí eu pensei: Poxa Romário, e você com seu tetra campeonato contribuiu em que para o Brasil e seu povo?
Pelo Brasil ter sido Tetra o FMI perdoou parte de nossa dívida externa?
O Brasil foi aceito como membro permanente da ONU?
A educação, saúde e segurança do Brasil melhoraram?
Cresceu o nível de emprego em nosso país?
Futebol enche barriga?
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Infelizmente um chutador de bola semi analfabeto é mais valorizado e respeitado pela própria imprensa e pelo povão que uma pessoa que sentou durante 5 anos num banco de faculdade…
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Outra: Após o Brasil ter-se consagrado penta campeão em 2002 um repórter da TV Record perguntou ao Roberto Carlos (o chutador de bola e não o cantor) se este título tinha levantado a auto-estima do povo brasileiro e o mesmo respondeu:
- levantou sim! O povo brasileiro voltou a sorrir!
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Puta merda, é mole ou quer mais?
Então eu fiquei por aí rindo à toa porque o Brasil foi campeão de futebol?
Eu e + 99% da população brasileira vive de futebol? O futebol nos sustenta? O futebol nos dá casa, comida e roupa?
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Completando minha indignação, se pudesse, eu diria aos chutadores de bola e aos ufanistas do futebol que eu
prefiro ter em meu país um Shakespeare, um Isaac Newton ou um Einstein… do que 10 Ronaldos, 20 Romários… 30 Ronaldinhos Gaúcho…
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Eu sonho com um país que uma tenha uma “HARVARD OU UMA OXFORD” do que um país que tenha 10 Maracanãs.
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No dia que cientistas, médicos, economistas e escritores deste país ganhar alguns prêmios Nobel de Medicina, Física, Química, Economia, Literatura, aí sim, eu tiro meu chapéu e me curvo diante de tamanha façanha…
Saberei que estarei numa terra de gigantes sábios, de gênios e são os gênios que levam uma nação prá frente.
# 117
nao sei, alguem q estudou comunicaçao talvez possa te responder mas, no fim das contas, q diferença faz?
o sujeito cursa “artes plasticas” para ser considerado artista plastico, ter nivel “superior”, todas as alterntivas, ou nenhuma delas (pelo avançado da hora eu peguei o exemplo q vinha passando…)?
q diferença faz? ora, sao 2 anos de economia de tempo, de grana…
ah é, mas se sao 4 anos ate chegar ao diploma, devem ser 8 semestres ate se aprender o basico…isso é papo para quem ensina e quem pretende aprender…
“Discordo da palavra “mero”, aí. Concordo com todo o resto.”
Clara, o “mero” era só para acentuar que o diploma é para ser consequencia de algo que se fez, não para ser a principal meta de quem faz faculdade.
João #120
Assino embaixo.
Até o ED Delsio! estava por aqui!
Trabalho escravo e o Sakamoto!
Parabens PD!
essa Clara sempre foi in suma uma bela facista!
Como mulher ou ser humano ela é o piolho a la nhé!
Credo!
Devemos lutar para que todas as faculdades, cursos, categotias, profissões não sejam mais obrigatoriamente exercidas por quem haja feito cursos preparatórios:
Aquele que tiver mais dinheiro e tlento as exercerão!
Fora cursos de medicina, odontologia, advocacia, e todas as outras que tradicionalmente são exercidas depois de extenuantes 05,06,07 anos de estudos!
CLARA VOCE ESTÁ CERTISSIMA!
E mais:
Porque? Engenheiros, Ministros do STF e Arquitetos precisam de cursos especificos para serem admitidos em eus postos?
FIM DAS UNIVERSIDADES! JÁ!!!!!!!!!!!!!!!
ESTOU COM A CLARA!
FIM DAS UNIVERSIDADES!
JORNALISTA é ralé!
Confetti :
Voce , acho, não é indispensável…..mas !
Aliás…..o PD é o que é!….o tempo mostrará quem ele é……
Deus sempre faz a coisa certa…….
Confetti:
Que pena voce ser assim….mas não é novidade.
Pirou, H. Romeu????
De onde você tirou a conclusão de que eu sou fascista?? Eu, hein?!
Argumentos, caro, argumentos! Não adianta ficar na xingamento ridículo, você nem me conhece, não vem com “papo brabo” como se diz aqui no Rio.
Eu, fascista?? Só rindo…
Se você não entendeu, vou desenhar: fui contra essa decisão e totalmente a favor de cursos universitários e técnicos. Inclusive de jornalismo. Só a educação leva esse país para outro patamar.
Deixa de ser mal educado, rapaz, aqui a conversa se dá com respeito e argumentos, se você não tem nenhum dos dois, pior para você.
Ora, jornalistas estudam várias matérias técnicas referentes à profissão, como técnicas de redação e técnicas jornalísticas, assim como eles estudaram anos a fio e profundamente as leis para serem magistrados de direito. A formação técnica garante a qualidade.
Algumas pessoas argumentam que existem cursos ruins de jornalismo. Se for este o caso, então deveria se reivindicar uma maior qualidade, mas esta seria uma tarefa constante do MEC.
Tambem falaram que a necessidade de diploma é uma afronta à liberdade de expressão. Outro equívoco, pois liberdade de profissão é diferente de liberdade de expressão.
O jornalista não é aquele especializado em x, y ou z (conquanto exista especialização); o jornalismo é para o polímata: tudo tem de saber. São anos de preparo nas cruzadas dos fatos históricos e nos labirintos da linguagem: apreensão cultural e perspicácia filológica. Maior desafio que deparar-se com a dinâmica afluente e não linear da informação que este (o jornalista) é não só obrigado a conhecer, mas reinterpretá-la e apresentá-la inteligivelmente ao leitor? Todo aquele que nega o status técnico do jornalismo abriu vagas ao amadorismo: depois que não lamentem quando se interpretar A por B, por má escrita, por leviandade cultural, etc. Não é questão de dizer-se que a ausência do diploma é proporcional à incapacidade (grande parte dos jornalistas do passado não tinham tal diploma), mas é questão de ressaltar que os tempos mudaram: o jornalista hoje é filólogo, filósofo, historiador, sociólogo e antropólogo. Quem é que tem calibre para isso? Deixemos que a técnica fale, e que nos tempos vindouros não tenhamos que nos lamentar por decisões reacionárias e contraculturais que este país têm realizado.
Além disto tudo, um jornalista pode e deve buscar especialização em uma área específica, como o jornalismo esportivo, o cultural, o econômico etc. Para cada um destes, existe uma literatura técnica que um leigo que queira se aventurar como jornalista não tem conhecimento e nem preparo para assimilar.
Espero que os jornais e todos os veículos de comunicação sejam responsáveis e continuem contratando jornalistas devidamente formados e não palpiteiros papagueadores de besteiras e sequazes da ignorância que se acham jornalistas. Obviamente existem alguns nomes na imprensa nacional que não possuem diploma e exercem bem esta profissão, mas são exceções. Que não me venham com a falácia do apelo à autoridade, dizendo que “Mino Carta é jornalista e não tem diploma”.Exceções não podem fazer a regra.
O precedente para que um jornal contrate um palpiteiro para a vaga de jornalista é receoso.
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