A linha dura iraniana já perdeu
(Mesmo que Ahmadinejad continue presidente)
A melhor análise para se ler das muitas publicadas ontem é a do professor Abbas Milani, na New Republic.
O regime ainda tem a capacidade de conter os manifestantes e, talvez, de cooptar seus líderes. Mas o incrível poder de multidões pacíficas que sentem o gosto da vitória no processo de desobediência civil está lá. O número de pessoas reunidas por tecnologias que o governo não consegue controlar acabará aumentando e produzindo multidões ainda mais disciplinadas. Quando o povo desafiou as ordens de Khamenei e saiu maciçamente para a passeata, segunda-feira, a aparência de invencibilidade do regime – essencial para o controle autoritário – ruiu. Sem essa autoridade, o regime não conseguirá sobreviver. Para restabelecê-la, só o conseguirá derramando muito sangue.
Se Khamenei desejar um ataque sobre os manifestantes de grande magnitude, ele precisará lançar mão da Guarda Revolucionária. Isso não ocorrerá sem custos políticos. A Guarda foi criada por Khomeini pouco após a Revolução Islâmica para ser uma alternativa religiosa e mais leal ao exército tradicional. Aos poucos, ela se transformou em um dos principais poderes no Irã, desenvolvendo sua própria academia de preparação de oficiais, sua força aérea, serviço de inteligência. Muitos dos comandantes deram início a empresas que rapidamente dominaram a economia ao garantir contratos do governo. Hoje, um grande número de governadores, prefeitos, ministros, embaixadores e executivos das grandes estatais pertencem à Guarda.
A teoria de Milani é que se as multidões continuarem a crescer neste ritmo, a única maneira de contê-las e manter Ahmadinejad na presidência será lançar a Guarda Revolucionária sobre os manifestantes. A Guarda vem ganhando mais e mais poder nos últimos anos. Se ele precisar dela para o trabalho sujo, Khamanei pagará um custo político alto. A Guarda vai querer ainda mais poder no governo que virá e, dada sua atual situação, mais poder representa um novo tipo de ditadura: uma ditadura militar com o clero à frente no papel de fantoches.
Outra análise interessante é a de Reza Aslan, que esteve na MSNBC, tevê a cabo de notícias dos EUA, ontem. Ele lembrou o óbvio: 1979, a Revolução Islâmica, está se repetindo.
Não quer dizer que acontecerá uma revolução.
Mas Mousavi, Khatami, Kerroubi, Rafsanjani, os líderes da atual oposição são justamente as pessoas que ocupavam posições de liderança em 1979. Eles já fizeram isso antes. Hoje, quinta-feira, Mousavi não pede mais manifestações. Pede luto pelos mortos. Como ocorreu em 1979 – e, na prática, despolitiza para atrair ainda mais gente à rua, um clima mais tenso. Amanhã, sexta-feira, é o dia sagrado islâmico. E Mousavi pede um dia de orações. O homem que sábado passado estava preso porque o aiatolá Khamenei achava que conseguiria controlar tudo impondo o resultado hoje está coordenando o povo na rua com as lições aprendidas como revolucionário.
Enquanto tudo ocorre, Ahmadinejad, sem qualquer sombra de poder e apenas um cargo, continua na Rússia. Despacharam-no pra longe para que não atrapalhe.
Nate Silver segue estudando as estatísticas eleitorais do Irã. Nessa, desmonta os analistas de primeira viagem com suas teorias sobre o poder político de Ahmadinejad. Comparando os resultados das eleições em que ele venceu, quatro anos atrás, diz:
Vocês certamente já ouviram que a principal força de Mahmoud Ahmadinejad está no interior enquanto Mir Hossein Mousavi se deu melhor nas cidades do Irã. Não está claro que foi assim. Em 2005, certamente não foi o que aconteceu. Ao contrário: naquele ano, Ahmadinejad se deu melhor nas zonas urbanas. [...]
Isto quer dizer que uma de duas versões é verdadeira. Ou que a dinâmica entre campo e cidade no Irã mudou tão profundamente nos últimos quatro anos que afetou a percepção de um candidato como Ahmadinejad. Ou que a eleição foi fraudada e aqueles que fraudaram acharam mais fácil roubar os votos do campo do que os da cidade.
Enquanto isso, o povo está nas ruas. De novo. E o alto clero de Qom está silenciosamente reunido sob o comando de Akbar Rafsanjani. E Khamenei não é mais obedecido pela população.
Há um movimento crescente. Onde dará?
Alguns lembram que este tipo de movimento pode ser que nem o da Alemanha Oriental, em 1989, que culminou com mais liberdade. Outros lembram de Tiananmen, na China, no mesmo ano.
Mas não custa lembrar que, embora o governo chinês tenha em teoria ganho a disputa contra os estudantes, em 1989, essa análise é superficial. O resultado de 89 foi que a China mudou sua ditadura. Deu mais liberdades individuais, abriu o mercado, para manter o poder político. Aprendeu a conter, assim, os ânimos populares.
Esta fórmula – mais liberdades individuais em troca de manutenção do poder político – é justamente a bandeira dos reformistas representados por Mousavi.
Mesmo que Ahmadinejad continue presidente e Khamenei continue líder supremo, a linha dura do regime já perdeu. O povo já disse que não aceita seu sistema e já percebeu que o controle do regime não é mais absoluto.
Ainda sobre o assunto:
- Ahmadinejad é presidente. Por ora. Pela primeira vez desde a Revolução Islâmica, um presidente do Irã tomou posse, ontem, sem que a cerimônia fosse veiculada...
- Agora é oficial: Mahmoud Ahmadinejad presidente Ontem, enquanto o Weblog estava fechado para mudanças, o Conselho dos Guardiães anunciou seu veredito final, no Irã. Por certo...
- Golpe à iraniana Em pelo menos 30 cidades iranianas, mais de 100% dos eleitores foram às urnas. Em Yazd, 141% dos eleitores votaram....
- Em busca de uma solução iraniana A notícia publicada aqui, ontem, de que Akbar Rafsanjani teria em mãos um documento pedindo a anulação das eleições e...
- A vitória de Ahmadinejad Números atualizados às 5h – A se confirmar os resultados oficiais, os conservadores liderados por Mahmoud Ahmadinejad venceram por larga...



Mudar para conservar?
Talvez.
abs,
ACT
Wishful thinking. Alguma coisa mudará para que tudo fique como era. Tirar a guarda revolucionária do poder (ela controla todo o aparato do estado) exigirá uma revoluçao sangrenta. Duvido que o povao vá nessa.
Ichi, acho que peguei o bonde andando, tbem porque não é que estão dando “aquela” cobertura pra crise iraniana na Itália… :o/
Deixa eu ver se entendi bem a coisa:
1.) Khamenei é, como Guardião da Fé Islâmica, aquele que tem mais poder no Irã, sendo até mais potente que o presidente; mas o alto clero (que é aquele que, num certo senso, endossa o poder de Khamenei) nesse momento é reunido extraordinariamente (coisa que raramente aconteceu, pra não dizer nunca) e ele mesmo não é obedecido pela população;
2.) Ahmadinejad foi re-eleito (ok, de modo fraudolento). Em todo caso era sustentado por um bom naco da população iraniana (rural e religiosa até a medula); agora está na Rússia, estranhamente num período turbolento (pra não atrapalhar mais, como disse Pedro).
3.) Mousavi não foi eleito (sempre por culpa dessa fraude), e, em teoria, o seu eleitorado deveria ser menor daquele de Ahmadinejad. Foi preso, teve uma reunião com Khamenei e, pelo jeito, é um daqueles quem dita as regras do jogo.
Entendi direitinho?
Portanto, numa dessas, a pergunta surge espontânea: quem é que realmente está guiando o Irã, agora? O que falta pra ser cristalizada essa nova liderança?
Valeu pela (santíssima) paciência, pov0. :o)
Sabrina - Não está claro se Ahmadinejad era apoiado por um bom naco da população iraniana… não sabemos qual foi o resultado da eleição, afinal.
No mais, a leitura é mais ou menos essa. Incluindo aí o fato de que ninguém sabe exatamente o que está acontecendo.
Poder pelo poder, são todos a mesma merda…….
Sem tanta profundidade, já que não entendo muito de Irã, palpitei sobre. Acho, mesmo, que a grande vitória será o início da sensação de poder por parte do povo iraniano. Se os dois candidatos são fairnha do mesmo turbante, o resto vem depois. No meu blog tem o link de um video excelente, que também está no blog do Tas. Abraço.
Aliás, só porque perguntar não ofende, onde está o Fábio Passos desde o sábado?
Fábio Passos ?? O bolivariano??
fabinho deve estar em ekaterinbourg com o gigante !
:-D
Pablo,
Por falar em bolivariano, recebi um comentário lá no meu blog que é … uma coisa.
Até pra mim foi demais…
Confetti,
Não foi em Ekaterinburg que mataram o Czar?
Ou ele foi massacrado pelo exército peruano, ou está nos arredores de Teerã, com foice, lutando em nome do “grande” Ahmadinejad.
Uma outra possibilidade é ele ter atrasado o pagamento da conta do Virtua.
Sim, foi lá que se encarregaram que a Rússia jamais tivesse uma família real outra vez.
Pablo, esqueci de avisar: é no post sobre Autodeclaração de Raça.
Para mim está em alguma caverna em Tora Bora aguardando orientações de algum órgão oficial para saber o que falar…
Luiz - Eu tava procurando lá… rs
É pitoresca a maneira com que os “analistas” passam a arrefecer os termos de seus prognósticos.
Um deles raciocina com base em projeções estatísticas e certamente esquece o fato de que eleitores comuns oscilam, segundo as circunstâncias, entre candidatos conservadores e outros nominalmente progressistas. Ademais, se projeções desse tipo fossem confiáveis, eleições seriam desnecessárias e as sociedades seriam paralíticas.
O discurso sobre golpismo agora aborda as possibilidades políticas do regime, seus custos e perspectivas.
Se o derrotado repete algumas das táticas da movimentação de 1979 estamos diante, claramente de uma encenação de farsa.
diante, claramente de = diante, claramente, de
João Paulo Rodrigues - O que foi uma pena. Se a Rússia tivesse seguido o caminho de outros países europeus e se tornado uma Monarquia Parlamentar talvez não tivesse passado pelos problemas (sendo muito bonzinho) que passou.
“Se a Rússia tivesse seguido o caminho de outros países europeus e se tornado uma Monarquia Parlamentar talvez …”
E se o autor do comentário acima conseguisse por um dedo sobre a Lua…então… Não se chega a lugar nenhum trabalhando sobre possibilidades impossíveis, e se a Rússia tivesse instaurado um regime burguês formalmente constitucional em 1917 ela seria apenas mais um país capitalista periférico dominado por uma burguesia ultrareacionária, como o Leste Europeu Latrinoamericano que emergiu das “revoluções” “democráticas” de 1989, com a estátua de um comandante da SS entronizada em Riga como “herói da independência”, os irmãos Tusk e sua Direita clerico-homofóbica na Polônia, Vaclav Havel e o ex-primeiro ministro “homo erectus” tcheco amigo do Berlusconi agitando contra Cuba, etc.etc. Não sou admirador do atual presidente do Irã, mas vendo quem está contra ele na midia ocidental, sinceramente, é fácil perceber o caráter reacionário desta agitação toda. É como eu disse ao PD: os que pedem “democracia” no Irã aqui, são os mesmos que aplaudem a repressão policial na USP…
E por falar em sumidos o Darwinista também não tem aparecido… alguém sabe dele?
Nem vou perder meu tempo…
Como diz o ditado:
“É inútil tentar fazer um homem abandonar pelo raciocínio algo que não adquiriu pela razão.”
“A teoria de Milani é …”
po bicho, o texto ta ai, teus leitores devem conseguir entender qual é, afinal, a teoria…
Um estatístico renomado chamado Walter Megane fez uma análise comparativa entre os resultados distritais das eleições presidenciais iranianas de 2005 e 2009 (é o mair nível de detalhe possível com os dados disponíveis). Chegou a conclusão que existe evidência ‘moderadamente forte’ de fraude. (aqui, reportado aqui)
De forma mais específica, o que ele fez foi criar um modelo mínimo que prevê que o Ahmadinejad iria comparativamente melhor em 2009 em lugares onde foi bem em 2005; e que iria comparativamente pior em lugares onde o comparecimento cresceu mais entre 2005 e 2009 (já que muitos da oposição boicotaram ou não se deram ao trabalho de votar em 2005).
Verifica-se que o modelo explica boa parte dos resultados em 2009 (como esperariamos se for um modelo realista), mas que uma fração considerável e acima do esperado de distritos não é explicada pelo modelo; e que dentre estes últimos, a grande maioria têm um excesso de votos (estatisticamente significativo) para o Ahmadinejad.
Análises necessariamente apressadas baseadas em notícias quentinhas da hora.
O candidato vencedor não dispõe do menor cabedal político e moral para governar. O candidato campeão moral não vai governar porque o processo não pode ser (mais) desmoralizado.
A liderança religiosa em franco processo de desgaste, contestada pelo povo e pela elite clerical.
Vácuo de poder. Espaço aberto para uma perspectiva tenebrosa de uma ditadura (para) militar justificada por um falso messianismo religioso.
Os aiatolás e o seu 18 Brumário. Farsa, encenação, tragédia, tudo junto.
(Mister X apareceu lá no Idelber, num post sobre Wilson Simonal, e cunhou uma expressão, inexata, é verdade, mas interessante: mulocracia).
Não entendo porque ser contra a mídia ocidental coloca alguém necessariamente a favor do Ahmadinejad & seus amigos aiatolás linha dura. Nos anos 70 o governo brasileiro denunciava uma campanha difamatória da mídia internacional contra o Brasil a cada notícia de tortura por aqui. O papel da esquerda era se alinhar ao governo brasileiro de então?
“massiçamente”? cadê o corretor ortográfico?
A fraude eleitoral está ficando cada vez mais clara. O tiro saiu pela culatra. Duvido que uma eleição do Mousavi tivesse o poder mobilizador que a campanha contra a fraude está tendo. No máximo haveria multidões nos comícios da vitória, e a vida seguiria com o regime na mesma toada, como seguiu nos oito anos do Khatami. Multidões na rua por conta própria são muito mais perigosas pro regime no médio e longo prazo.
Daniel: (1) Era outra época , muito menos reacionária; (2) as denúncias de tortura vinham de fora do establishment, e o Kissinger & Nixon apoiavam os torturadores por baixo do pano. Lembre-se que o impoluto parlamento sueco atendeu ao dono da Ultragás e negou o Prêmio Nobel da Paz a D.Hélder.
Então vamos lá, para além da retórica do “Grande Satã”, em quê a manutenção do 6º presidente da República Islâmica do Irã no cargo favorece qualquer projeto de esquerda?
Me parece que a solução é tão simples quanto óbvia: recontagem de todos os votos. Se vão fazer ou não, e os interesses por trás de uma decisão dessas, é outra história. A verdade é que enquanto a recontagem não ocorrer, a perspectiva sombria de um golpe (que pode estar vindo de qualquer um dos lados) pairará no Irã.
Só uma recontagem justa parece ter o poder de pacificar a sociedade daquele país. Contra os fatos não haverá argumentos, vencendo A. ou M.
Outro grande aiatolá protesta contra a conduta do governo.
Até agora, até onde eu sei, nenhum clérico importante de Qom congratulou o Ahmadinejad pela ‘vitória’… Tem muita coisa acontecendo abaixo da superfície no Irã, mas um dos resultados aparentes é que o clero está se afastando do governo, cuja base de apoio parece se limitar à (consideravel) guarda revolucionaria e seus apêndices.
Uma recontagem justa nesse ponto é muito difícil. Se der vitória pro Mousavi, o regime sai muito desmoralizado. Se der vitória pro Ahmadinejad, ninguém vai acreditar. Se der segundo turno, também é desmoralizante porque a diferença do Ahmadinejad acima dos 50% foi muito grande. É uma sinuca de bico.
Aproveito um breve momento livre numa semana por demais atarefada para dar um pulinho aqui e ler tópicos e comentários, como sempre gosto de fazer. Vejo que o PD já nomeou o Ahmadinejad a nova rainha da Inglaterra: preside mas não governa. Bem, uma vez que a hecatombe tão ansiada por ele ainda não aconteceu e os candidatos da oposição continuam soltos e fazendo suas declarações demagógicas de praxe, talvez ainda dê tempo de o Ahmadi pegar um páreo ou dois em Ascott.
Daqui a uns 30 anos vocês lerão, com as providenciais tarjas de sempre, tudo o que a CIA está aprontando no Irã de hoje e quais os jornais “amigos” do ocidente estão seguindo suas instruções.
Como é pouco provável que eu alcance esses prazos de “liberação” das informações, continuarei esperando para ver o que acontece na velha Pérsia, sem me preocupar muito com os atarefados analistas iranianos de plantão, todos torcedores do mesmo time. Aúra-Masda saberá o que fazer.
Pablo #21,
O Darw está com problemas de acesso à vários sites. Blogs, especialmente.
PD, não vale. Fui o primeiro a lançar a pergunta cruciante dias atrás: Fabio Passos, cadê você?
Mas já tenho a resposta: mais que frequentador assíduo - macaca de auditório do bom velhinho Burdoukan, imitou a tática do seu mentor, mestre e guru quando o Hamas barabarizou em Gaza, jogando fatenses do alto de prédios: poemas, caluda e silêncio ensurdecedor.
O Fabinho provisoriamente desceu do velho caixotinho de guerra pra tratar da vida.
Volta quando “a história lhe der razão”.
Pedro: Chamou-me a atenção hoje nas imagens vindas do Irã, os cartazes mostrados pelos manifestantes. Todos em inglês, perguntando “onde está meu voto?” Será que isso não está cheirando a Mossadegh?
João Daltro,
Se espremer tudo a única coisa que vai prestar é o seu comentário.
Mas se a ordem vier do líder supremo, Khamenei, me parece que ele se colocaria numa posição de “magistrado”, ficando “acima” do problema. Teria aparentemente então, autonomia para decidir com menor pressão, uma vez que a seu lado teria o auxílio da expressão da vontade popular, conforme os votos dados. Por decidir, entenda-se referendar o resultado das urnas nesta recontagem difícil, sim, mas possível, ou até a convocação de novas eleições (isso seria quase impossível, por demasiado arriscado politicamente).
Sem dúvida que se o Khamenei ceder vai queimar algum intermediário, tipo o ministro do interior, acusando-o por todo o mal do mundo, e seguir na pose de grande magistrado.
C.A.L.A #37 ,
o slogan “where is my vote” virou simbolo globalizado dessas eleiçoes iranianas… o cara ( os caras ? quem ? ) que o lançou nao deve ter previsto que daria a volta ao mundo…até eu tou apoiando, ja tou com camiseta “where is my fucking vote”…..:))
Dá para afirmar que o Mousavi não é da linha dura? Em termos de Irã o que seria a linha mole?
o bruno mota joga umas aspas legais no coment…ja tinha percebido. .
Confetti - Quando criarem a camiseta “Dude, where is my vote?” Eu compro.
khamenei ta chamando o povo pra oraçao publica nas ruas, amanha….mania de misturar religiao com estado…:))
pablo, em paris ja tem
Na Folha há uma frase interessante atribuida a um iraniano:
” “Os iranianos são monarquistas”. A Revolução Islâmica de 1979 não expulsou o xá, diz. Só o substituiu por um líder supremo cuja palavra é literalmente lei.”
Na Folha há uma frase interessante atribuida a um iraniano:
” “Os iranianos são monarquistas”. A Revolução Islâmica de 1979 não expulsou o xá, diz. Só o substituiu por um líder supremo cuja palavra é literalmente lei.”
O engraçado é que muitos fundamentalistas islâmicos destestam as famílias reais do Oriente Médio. Costuma chama-las de corruptas. Não é muito diferente da elite clerical iraniana.
eu usei hj num sit-inzinho frente à embaixada iraniana …mas nao quis apoiar moussavi ; eu apoio o direito dos caras de elegerem quem quiserem, so
Por que os cartazes estão em inglês? Os manifestantes esperam algum tipo de apoio internacional ou eles querem deixar claro para o mundo contra o que estão protestando?
A sua análise coincide em quase tudo (com o “pequeno detalhe” do verdadeiro papel presente e futuro da banda Rafsanjani e seus Guardinhas) com a que fiz ontem em outro grupo:
“Estou aqui montando um cenarinho: sou iraniano, e sou a favor da abertura para o Ocidente, a favor da liberalização do regime, de mais democracia, mais liberdade de imprensa, pelo fim da polícia moral. Enfim, sou igual a cerca de 70% dos iranianos, segundo a pesquisa concluída no dia 12 passado pela ONG americana A Terror-Free Tomorrow, apoiada entre outras pela Rockefeller Foundation, a mesma pesquisa que dava ao Ahmadinejad uma vantagem ainda maior que a que ele acabou tendo na eleição. Mesmo assim, conhecendo o Rafsanjani e sabendo que é ele quem está por trás do Moussavi, voto no Ahmadinejad (como fez, aliás, se não houve fraude, a maior parte desses 70% de iranianos como eu). Quero democracia e quero o fim do isolamento do Irã, mas não quero o Rafsanjani, como já não quis nas últimas eleições.
“A partir de um certo momento, se a cisão nas hostes do poder ficar aparente e as manifestações contra a “fraude” se mantiverem firmes, eu mesmo, apesar de ter votado no Ahmadinejad, vou acabar me unindo a elas, porque vou enxergar nelas uma possibilidade de conseguir o que quero, tirar a polícia moral do meu pé. Afinal, não votei no Ahmadinejad porque gosto dele, mas porque não gosto do Moussavi, marionete do Rafsanjani. É então que qualquer coisa pode acontecer. Se o aparato de opressão que me manteve bem-comportado até hoje está dividido e, consequentemente, enfraquecido, incapaz de me bater coordenadamente, agora é a hora de mandar esse povo pra casa.
“É o momento clássico das grandes convulsões sociais: os baixo não querem mais, e os de cima não podem mais.
Espero que as manifestações continuem. Apesar dos esforços que o Moussavi tem feito para as controlar, elas vem se mantendo. Mais uma semana disto e tudo é possível.”
“Dude, where is my vote?” = “Martike, raye mam kojast?”
Alguém crê que haja uma verdadeira revolução? Não foi isso que li no post do Pedro Doria. O que li foi que os conservadores se deram mal com essa história de fraudar eleições — isso catalisou a insatisfação de boa parte da população urbana com o arrocho nos costumes e liberdades individuais, sentimento que não é de hoje. O episódio todo deixa os situacionistas mais fracos, com os “moderados” deitando e rolando, usando os protestos para reforçar seu prestígio político e seus argumentos.
O aparato repressivo do Estado iraniano está muito bem assentado; e, de todo modo, não me parece que os manifestantes pró-Mousavi queiram “derrubar o sistema” — eles querem é que o regime afrouxe o aperto, toque o país com mais tranquilidade.
Pedro, vosmecê está viajando e muito. Não ocorreu fraude. Esquece. O Islã não refresca traidores e o tratará de forma radical. A implantação do caos naõ funcionou. Só isso!
Leia aí…
Teerã, 18 jun (EFE).- O Irã anunciou hoje que desarticulou um grupo que seria integrado por “terroristas com vínculos estrangeiros” que planejavam cometer atentados em mesquitas e centros de votação durante as polêmicas eleições presidenciais de 12 de junho passado.
Em comunicado divulgado nesta quinta pela TV estatal, o Ministério detalha que os supostos terroristas foram detidos no mesmo dia das eleições e que alguns têm laços com inimigos do Irã, em clara alusão a Estados Unidos e Israel.
“Felizmente pudemos desarticular vários grupos que planejavam atentar. Um deles pretendia atacar a mesquita de Ershad, no norte de Teerã, e a mesquita de Abu Nabi”, uma das mais movimentadas da cidade, afirma a nota.
Desde que no sábado passado o Ministério do Interior confirmou uma surpreendente vitória do atual presidente Mahmoud Ahmadinejad, o Irã é palco de manifestações da oposição que denuncia uma fraude maciça, e de ferrenhos enfrentamentos que custaram a vida de pelo menos oito pessoas.
Antes mesmo das eleições, o Ministério de Inteligência anunciou que tinha desarticulado outros grupos que supostamente planejavam atentar durante as eleições. EFE
Resumindo: o plano dos sionistas deu errado e agora a meninada boba vao dançar como dançaram na China. Está lembrado?
Dória, quem com ferro fere com ferro será ferido. O mundo Árabe não engolirá jamais um povo invasor de terras palestinas e deixará um pais amigo sem proteção. Voce se esquece que arabe não é igual a brasileiro que corre com um traque…
A maioria deu a vitória ao lider iraniano e voce e toda corja sionista terá que engolir. Ou voce já se esqueceu de que os sionistas assasssinaram milhares de palestinos; voce se esqueceu que foi os USA quem financiou Sadam para destruir o regime dos guardiões e não deu certo?
Vá masturbar o primeiro sionista que encontrares na esquina e aproveita leve alguns colonizados com voce! POU!
Mais: a maioria do povo iraniano não embarca no modus vivendi norte americano. Acorda que arabe tem sangue nas veias e votou no representante da resistência contra o poder sionista corruptor. Infelizmente existem gente como voce, alimentando inverdades na rede. Pobre diabo, voce é! Idiota!
matias, por favor, nao se exploda no blog….
#54
“Voce se esquece que arabe não é igual a brasileiro”
e vc nao sabe q persa nao é arabe…
Acho que a Cia e o Mossad estão ficando com falta de agentes…
Toda semana Hugo Chavez afirma que impediu um plano para assassina-lo.
Pelo menos a cada duas semanas Evou Rouballes afirma que impediu um plano para assassina-lo.
Agora o isentíssimo Ministério do Interior iraniano afirma que impediu um plano para um ataque.
O mais impressionante é o timming da divulgação disso.
O mais legal é que o cara começa falando da fraude e coloca um texto que não tem absolutamente nada a ver com fraude (ou não) nas eleições!
Pois é, os profundos conhecedores do Irão pensam que eles são árabes.
Tava demorando pra aparecer a mao sionista nessa historia… ;-)
O Matias de Albuquerque é cupincha do Fabio P, ambos egressos do Bourdukan. A diferença é que o cara é menos divertido e precisa se alfabetizar mais em assuntos gerais.
O Matias deve estar precisando de uma namorada, pra aliviar a tensão…
Matias = Fabio Passos genérico
Revendo o site do Jornal Nacional de sexta feira 12/06, dia das eleições no Irã, noticiou-se que:
as 21h de Brasilia, 03h da manhã de Teerã, ou seja, 9 horas após o fechamento das urnas, 61% dos votos ja haviam sido contabilizados.
Estimou-se que 75% dos 46 milhões de eleitores votaram (votação record). Isso equivale a 34,5 milhões de votos.
Fazendo as contas verificamos que em 9h foram contabilizados mais de 21 milhões de votos no papel em todo o país.
Qual o tipo de tecnologia ou esquema de escravidão consegue contar mais de 21 milhões de votos de papel em 9 horas??????
Agora refaçam a pergunta:
Houve fraude na contagem dos votos no Irã?
Recomendo a leitura desse artigo do Gary Brecher, conhecido com o Warnerd:
http://exiledonline.com/war-nerd-irans-cedar-show-aka-dont-get-excited-the-protestors-are-just-letting-off-some-steam/
Aliás, os textos dele são excelentes.
Matias de Albuquerque,
Eu posso estar errado (não é incomum) mas eu acho que no Iran não existem árabes. A população dominante ali tem outras raízes (Persa) . Acho até que a misigenação entre persas e árabes não é das maiores.
Estou certo Anônimo??
Tomas Rosa Bueno (51),
Boa idéia essa de falar que a análise do Pedro Dória coincide em quase tudo com a sua. Isso atiçou-me a curiosidade e tive de ler novamente o post do Pedro Dória. O que na verdade significa ler o post pela quarta vez, pois primeiro ele linca e reproduz a análise de Abbas Milani no New Republic e depois, como bem observou o Iconoclasta no comentário nº (23), ele se propõe a explicar o que o Abbas Milani disse. Assim, na primeira leitura se fazem duas.
E li também a sua análise. E li umas duas vezes para saber onde ela coincide com a de Pedro Dória.
Como já disse sou um leigo sobre o Irã e talvez decorra disso eu não ter encontrado a coincidência. Vou reler sua análise.
Sobre comentários, lembro que hoje de madrugada, 18/06/2009, em comentário enviado às 02:18, elogiei o seu comentário no blog do Luis Nassif para o post “O fator China” de 17/06/2009 às 12:14. Alias vou recomendar o post para o “Nada Será Como Antes” como complemento à troca de comentários que fizemos (comentários 298 e 311 meus e 300 e 312 dele) sobre a necessidade de desvalorização do Real aqui no blog do Pedro Dória junto ao Post “A Petrobras e a imprensa golpista” de 08/06/2009.
Tenho questionado a insistência com que o tema do Irã tem sido tratado nesse blog. Ontem eu li um artigo do José Luis Fiori que me deixou impressionado. Fiz referência ao artigo no post no blog do Luis Nassif intitulado “As denúncias contra Sarney” de 17/06/2009 às 15:59. A guisa de defender José Sarney da campanha que se faz contra o ex-presidente atualmente, Luis Nassif refere-se a José Sarney como um dos políticos mais atrasados da política nacional. Fiz vários comentários refutando a afirmação de Luis Nassif . Em um dos comentários, enviado em 17/06/2009 às 18:29, eu aproveitei para mencionar o artigo de José Luis Fiori como se vê a seguir:
“Não, eu não considero Sarney o maior representante do que de mais atrasado existe na política nacional. Principalmente se eu tomo atrasado por um termo que eu posso definir a minha maneira. E nem o consideraria o maior representante do que de mais atrasado existe na política nacional, ainda que eu tome o termo atrasado como um termo definido a partir dos exemplos no seu texto que poderiam indicar atraso.
Atrasado para mim é o lema da Democracia Cristã alemã, na campanha recente para o parlamento, segundo eu li hoje no artigo do José Luis Fiori intitulado “Entre Berlim e o Vaticano” e publicado hoje, 17/06/2009 no Valor Econômico. Diziam os democratas alemães:
“Por Deus, e contra a Turquia”.
Por Deus, isso é que é atraso. E tenho certeza que José Sarney jamais difundiria lema semelhante em uma campanha política. Para que ele fosse o que de mais atrasado a política nacional possuísse era necessário que a política brasileira estivesse muitos passos à frente da política alemã. Sou ufanista, mas nem tanto.”
Transcrevi tudo isso para manifestar a minha estranheza em se vê dando tanto destaque ao Irã e nenhum destaque a uma frase como essa que sem dúvida é uma das piores coisas que os políticos ocidentais cometeram nos últimos anos.
Tenho que reconhecer, entretanto, que o blog é de Pedro Dória e ele o faz conforme o interesse e ideologia dele.
PS. Fui querer ser muito rápido e enviei este email para o blog do Luis Nassif no post “As denúncias contra Sarney”
Clever Mendes de Oliveira
BH, 18/06/2009
Rapaz, Matias de Albuquerque, vc entende tanto de Irã que pôs até árabes lá… caramba!
Ainda bem que tem gente como vc pra me explicar coisas que eu não sabia sobre o país, não é?
Por falar em golpe, em contra golpe, em arrepiar a lei e resumindo: FODER o povo, nenhuma palavrinha sobre o calote petista nos precatórios?
Qualé seu PD? Os iranianos liberais tão levando umas porradinhas sim, mas aqui no Brasil a Viúva tá sacaneando legal os credores…
Não é razão para um artigo?
Desculpe aí galera petista (sim, eles ainda existem…) mas vamo falá sério né!!?? é uma puta duma sacanagem!!!
Cade o Fábio Passos???
Volta Fábio!!!
Volta senão vamo tê que aguenta o Matias!!!
Seguinte Matias. Tudo bem que voce seja partidário das burkas, do apedrejamento de adulteras ( deve ter uma razão para isso…) e certamente frequenta o blog da Guarda Revolucionária…
Mas ó meu, pode ser anti EUA, a gente entende (a educação no Brasil piorou muito nos últimos anos e a gente é tolerante…). Pode odiar os EUA, não faz mal ( se bem que um tratamento a base de demerol e eletrochoque amenizasse) mas pôxa né, ve se por conta disso não se junta na mesma fossa dos Armedinejade, Evos e Hugos da vida.
Ser anti EUA tudo bem, mas pró armedinejade? fala sério!!!
Lí com atenção o artigo do Matias. Cheio de ”corja sionista’ pra cá, conspiração judaica prá lá. Só posso saudá-lo como seus amigos fazem :
Zig Heil!!
Hora da janta.
Carneiro de forma, purê, arroz e salada de agrião.
E é claro, libações com Guspe do Çatanaiz!!
Fui.
Só Khomeini teria poder e influência sobre o povo iraniano, para manter um regime ultra-conservador por tempo indefinido. Isso porque ele foi mais que um líder do país, ele foi o elo que manteve o país unido e impediu uma guerra civil na queda do Xá.
Logo após a sua morte, os movimentos moderados começaram a tomar corpo e chegaram e eleger um presidente (cujo nome não lembro), mas no movimento pendular da história, Ahmadinejad foi eleito pensando que vai manter indefinidamente a linha dura que representa.
Não vai. Pode até ficar mais 4 ou 5 anos presidente, mas a pressão será tão grande que acabará entregando o poder aos moderados para impedir uma guerra civil… os iranianos estão dando um aviso: desta vez pode até passar, mas na próxima, eleição fraudada será respondida com armas!
Concordo com o título do post!
Enquanto centenas de milhares protestam, alguns até morrem, tem aqui quem defende o que pensa que sabe só porque é “bonito” ser do contra.
Foi dito no artigo o seguinte:
“Alguns lembram que este tipo de movimento pode ser que nem o da Alemanha Oriental, em 1989, que culminou com mais liberdade. Outros lembram de Tiananmen, na China, no mesmo ano.”
Mas no caso do Irã há uma diferença fundamental: A China comunista não tinha religião (Mao reprimiu todas) e Alemanha era cristã. No islã as coisas são bem diferentes… Por acaso existe (ou já existiu) liberdade de expressão em algum país islâmico? O próprio Maóme governou e fez guerras com punhos de ferro. Algo que nem Buda, nem Confúcio, nem Lao Tse e muito menos Jesus fizeram.
João Daltro 74.
Verdade? Jura mesmo que a conspiração judaico-cristã-captalista- ocidental através da CIA está por trás dos protestos iranianos? e aqui em 64? e em Paris 68? Na Hungria em 56? na Praça da Paz Celestial? Puxa!!! Finalmente temos a quem agradecer!!! Viva!!!
Obrigado meninos da CIA !! valeu!! Parabens!! Continuem assim!!! O mundo agradece.
Só uma critica: Quando é que finalmente as centenas de tentativas de assassinato do Hugo Chávez vão dar certo?
Fala sério João. Imagina se daqui a trinta anos o Irã abrir seus arquivos e mostrar ao mundo quanta grana e material investe nos terroristas palestinos…
Vamos combinar: Tem filhas da puta dos dois lados. Do meu e do seu. a única diferença é que voce gosta dos safados cretinos que simpatiza e eu gosto dos safados cretinos que simpatizo mas tantos os seus quanto os meus são safados cretinos…
Fácil e de uma obviedade atordoante!
Carlos.
Du-vi-de-o-dó que aquele bando de velhos pervertidos que manipula o Armedinejade acredite numa única vírgula do Corão. Eles simplesmente usam a religião como meio de controlar o povo. São como pastores evangélicos milionários…
Carlos #77 - A Turquia é um país islâmico. E uma democracia parlamentar laica e estável. Com um partido islâmico no poder. Que não destruiu o sistema.
Fábio Passos exerce no momento o importante cargo de contador de votos em terras iranianas.
A secção eleitoral aonde trabalha pode ser facilmente identificada:
Todos os 143 % de votos apurados tem, escrito a Bic nas cédulas, GIGANTE, antes do nome de um certo candidato.
fora isso, tudo bem.
Daniel Soares#80 - A Turquia, um país quase Europeu, é uma quase exceção. Porque a população está em conflito em seguir os valores do Islã tradicional ou deixar estes valores e seguir os valores ocidentais. Conciliar estes valores é quase como misturar água com óleo, porque Maóme foi muito rígido e claro: ou você segue o Islã ou é infiel. Ao passo que, Jesus disse que você é livre para aceitar ou não o cristianismo.
Eu torço que a Turquia (e o Irã) encontre a solução definitiva para este problema medieval. Mas não será tão simples como foi para a China e a Alemanha Oriental.
4% dos iranianos são árabes, e 250.000 iranianso falam o árabe.
Brancaleone#79 - Há uma diferença: Os pastores evangélicos milionários são criticados (e muito) pelos próprios evangélicos. E fica a pergunta: O que é um clérigo islâmico? um político? um militar? um religioso? Até mesmo terroristas agem como ser fossem clérigos, comentendo atrocidades (segundo eles) apoiadas no Corão. O próprio Maóme foi governante, religioso e fez guerras. Não consigo enxergar a linha que separa o politico do clérigo no Islã.
Carlos (84),
não consegue enxergar porque não há diferença: a religião muçulmana regula todos os aspectos da vida de seus seguidores, regula tanto o privado quanto o público.
Esses dias a Confetti enviou um link fabuloso explicando isto. Pede pra ela bisar.
Carlos (84),
não consegue enxergar porque não há diferença: a religião muçulmana regula todos os aspectos da vida de seus seguidores, regula tanto o privado quanto o público.
Esses dias a Confetti enviou um link fabuloso explicando isto. Pede pra ela bisar.
A noção de indivíduo como temos aqui no Ocidente, pelos fundamentos islâmicos, parece ser algo inconcebível.
Clever,
sendo breve, a “semelhança” entre a minha análise e a do Pedro está antes de mais nada na conclusão: se as manifestações se mantiverem, o regime iraniano tal como o conhecemos já era. Nesta altura do campeonato, se houve ou não fraude deixa de ter importância. Duvido que a maioria dos manifestantes acredite que de fato houve. Eles estão lá por outros motivos, e não me espantaria nada que eleitores do Ahmadinejad se juntassem a eles em breve.
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O que eu queria mesmo comentar é o seu comentário sobre “O fator China”. Não respondi lá porque preciso insistir muito para que o Nassif publique os meus posts. Este que você comenta, por exemplo só saiu porque o venci pelo cansaço: ele não aprovava, eu postava de novo. Ficamos nisto o dia todo.
O Nassif tem uma agenda particular sobre o câmbio. Já o desafiei várias vezes a apontar uma solução para o que não vejo como problema, e ele se limita a me chamar de chato. E insiste nessa história do “real supervalorizado”. O Serra também, diga-se de passagem, é praticamente o único que ele tem a dizer sobre a política econômica do governo - logo quem.
Ora, o real não está de maneira alguma “supervalorizado”, o que suporia, para início de conversa, algum tipo de manipulação das cotações. Se você levantar gráficos de evolução de outras moedas frente ao dólar, verá que, com exceção da Rússia, as moedas do BRIC e de alguns outros países (Canadá, Austrália, África do Sul, Turquia, Nova Zelândia) tiveram flutuações quase paralelas nos últimos anos. Houve momentos em que umas subiram mais que outras, mas, no geral, a tendência foi a mesma. Por “coincidência”, as moedas que se valorizaram são também as dos países que estão passando com relativa impunidade pela crise.
Discordo de você completamente sobre o papel do câmbio na “competitividade” chinesa. A China não paga salários mais baixos por causa do câmbio, paga salários mais baixos porque o poder aquisitivo do yuan, *internamente*, é maior que o de outras moedas. Os chineses conviveram durante décadas com taxas de inflação próximas de zero, e mesmo agora, a 6% a.a. no ano passado, elas estão entre as mais baixas do mundo. O resultado é que o consumidor chinês paga pelo que compra, na prática, preços da década de 60 ou 70, e recebe salários equivalentes. Tanto que a relação do PIB PPP para o nominal é de quase duas vezes - 7,8 trilhões para 4,225 trilhões (no Brasil, para comparar, o PPP é de 1,99 trilhão, e o nominal está em 1,665 trilhão; nos EUA a relação é de quase 1:1 e na França o *nominal* é 42% maior que o PPP). A diferença para mais entre o PIB PPP e o nominal na China deve ser a maior do mundo. Além disto, é preciso considerar que o trabalhador chinês tem saúde grátis, educação grátis, transporte público subsidiadíssimo, aluguel subsidiadíssimo, e compra alimentos em cooperativas sindicais, com preços controlados. Junte tudo, e um *operário* chinês sobrevive “bem” ganhando em média 1200 yuans por mês, ou 170 dólares - setenta a menos que o salário *mínimo* brasileiro, e um operário brasileiro ganha uma média de 3,5 salários mínimos por mês, ou cinco vezes mais que um chinês. Com salários assim, fica fácil exportar barato.
Finalmente, a lógica do câmbio menor = preços menores é furada na base: segundo ela, deveria haver uma relação inversa entre o volume das exportações e a apreciação da moeda: se as exportações chinesas estão crescendo, deveria ser porque o yuan se está desvalorizando.
E não está, ao contrário.
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Não é possível que o Nassif não saiba disto. Portanto, a insistência dele no câmbio só pode ser por motivos que não têm nada a ver com moeda.
Para mim a raiz de tudo está no Corão.
E o que é o Corão? É um livro pequeno, do tamanho do Novo Testamento. O livro é imposição, imposição e imposição (que algumas vezes chega a ser violento). Há algumas passagens que lembram mais ou menos o Cristianismo.
O Bhagavaghita, por exemplo, é um livro belo e profundo. Na minha opinião, o segundo livro mais importante da humanidade. Não há comparação entre os dois. Já Antigo Testamento contém algumas passagens tribais, principalmente, no Deuteronomio e Levitico. Mas, como um todo, é um grande livro de sabedoria. O Novo Testamento, dispensa comentários.
Qual a fonte do Corão? Será que é Deus? Alguns dizem que Maomé era epilético. Não acredito, porque seus momentos de transe são similares aos momentos de transe dos médiums modernos. Foi Maomé um médium? Aquele que é considerado o maior médium dos tempos modernos (Chico Xavier) afirmou, no livro “A Caminho a Luz”, que Maomé, durante parte de sua vida, foi influenciado por espíritos belicosos que o induziram a guerra. O Corão, de fato, apresenta grandes contradições…
Clever,
começou: postei no blogue do Nassif uma cópia da minha resposta a você (sem, é claro, as menções a ele) e ele não aprovou.
Postei de novo. Amanhã, por volta das três da tarde, quando “O fator China” estiver no fundo da terceira página e ninguém mais estiver prestando atenção, ele aprova.
Tomás Rosa Bueno,
Vi seu blog Absoluto e o achei muito bonito. Fica para depois um olhar mais atento. Por ora, volto para o câmbio da China.
Não sou economista, mas algumas relações econômicas não requerem muito saber. Em 83, 84 e 85 os salários no Brasil eram baixos, por causa da maxi de março de 83. Em 86 os salários ficaram altos porque o câmbio ficou parado e os salários aumentavam. Os salários só caíram com a desvalorização que ocorreu após as eleições de 86. No Plano Collor II os salários voltaram a ficar baixos e o Brasil voltou a ter saldo na Balança Comercial. Com o Plano Real, o Real ficou valorizado, o saldo desapareceu e os salários ficaram altos. O câmbio ensaiou melhorar em 1999 e melhorou em 2002.
Vou tentar consolidar meu questionamentos por itens:
1) Quando eu digo a China paga salários mais baixos por causa do câmbio, eu quero dizer que se houver uma valorização do yuan isso representará salários mais altos em dólares pagos internamente na China. Você nega e dizendo , a “China não paga salários mais baixos por causa do câmbio, paga salários mais baixos porque o poder aquisitivo do yuan, *internamente*, é maior que o de outras moedas (e que fique subentedido: nos países das outras moedas)” É, mas desde que o yuan permaneça com essa paridade, pois se o yuan valoriza-se a expressão dos salários em dólar internamente será maior, ou seja, os salários deixarão de ser tão baixo. No Brasil, se o câmbio for 1 para 1, o salário mínimo será muito alto (465 dólares), se for 1 para 4, 65, o salário mínimo será de 100 dólares. É o câmbio que faz o salário ficar baixo ou alto comparativamente com os outros países. Internamente ele é indiferente com o câmbio, a não ser pelo fato que quando a moeda nacional valoriza-se, os preços da prestação de serviços sobem aumentando a renda de quem faz a prestação do serviço, e os preços de alguns produtos caem (os importados, e alguns produtos fabricados internamente pelo aumento da oferta interna em decorrência ao desistímulo para a exportação).
2) fiz um comentário para o post aqui no blog do Pedro Dória intitulado “A quarta-feira no Irã de 17/06/2009. No comentário (12) eu lembrava ao Gustavo Lisboa que há certa semelhança do Irã de agora com a China de 1989. Naquela época a inflação na China foi de 20%, portanto, bem mais alta que os atuais 6%. Lá como agora as manifestações, na minha opinião estão relacionadas com a inflação. Almadiejah não garantiu a vitória em razão da inflação. No indexmundi os dados são os seguintes para a inflação (2000-30%; 2001-16%; 2002-17,3%; 2003-15,3%; 2004-16,4%; 2005-15,5%; 2006-13,5%; 2007-15,8%; 2008-17,0). Nos países em desenvolvimento duas coisas fazem um governante ter sucesso: ter carisma e combater a inflação. A inflação estava mais forte e isso deve ter atingido a popularidade do carismático Ahmadinejad. Para ele voltar a ter sucesso no Irã é necessário fazer a inflação recuar.
3) Não dá para levar a sério a metodologia da paridade do poder de compra. O PIB, com uma metodologia padronizada pela a ONUI suscita tanta polêmica, imagina-se o PPP.
4) O aumento das exportações não são uma relação direta com o câmbio, mas isso não siginifica que não haja essa relação nem que ela não seja positiva. O Câmbio, o aumento de produtividade, a concessão de benefícios para a classe trabalhadora, tudo isso poui relação com as exportações.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 18/06/2009
Tomás Rosa Bueno,
Eu sou muito crítico com o Luis Nassif. Mais recentemente eu encharquei dois posts com comentários críticos a ele. É claro que ninguém deu a merecida atenção, mas eles estão todos lá. Veja, por exemplo, o post “As denúncias contra Sarney” de 17/06/2009 às 15:59 e também qualquer post dele com elogios para os amigos dele cono o Nakano, o Bresser, o José Roberto tanto o Mendonça de Barros como o Afonso, ou então a minha postura diferente em relação ao Banco Central. Outro post recente em que enviei muitos comentários com críticas a ele foi para o post “Serra tratorando os aliados” de 16/06.2009 às 09:01.
No entanto, nunca fui censurado. Nem quando eu peço para ser censurado, como no email acima que eu coloquei por engano la no blog dele junto com o post sobre José Sarney. Talvez haja problemas com o seu computador ou com a rede onde você acessa ou mesmo o fato de você vir associado com algum link. Espero que seja isso e possa ser solucionado.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 18/06/2009
Clever,
primeiro, isso é parte do que estou dizendo. Fazer uma relação direta câmbio-preço, como fez o Nassif, é primário. Há muitos outros fatores envolvidos. Mas volto a afirmar que o principal deles é o custo de produção. Nisto entra a mão-de-obra, a matéria-prima, maquinaria, enfim, tudo aquilo. E *tudo isto* tem na China, internamente, um custo muito inferior ao dos outros países. *Não* é uma função do câmbio, mas de *custos internos*. Um yuan compra, na China, do que o seu equivalente em dólares compra em outros países. É para isto que existe o PPP, e é *por isto* que ele existe. Se é imperfeito e pouco confiável como medida do PIB, é útil como medida de comparação.
Uma experiência pessoal para ilustrar: nos anos 70, durante o governo do Allende no Chile, o cobre tinha uma cotação internacional que independia da cotação do escudo chileno. No entanto, o Chile conseguia produzi-lo com custos *muito inferiores* aos da concorrência, porque, internamente, em dólares, os custos de mão-de-obra eram ridículos: o salário mínimo, que cumpria as suas funções, ou seja, era o bastante para suprir as necessidades do trabalhador que o recebia, equivalia a TRÊS dólares. Isso mesmo, três dólares. Um mineiro de Chuquicamata recebia por mês o equivalente a nove dólares. Eu recebia do meu pai uma mesada de quinze dólares e só andava de táxi, comprava livros e ia ao cinema toda semana, comia em restaurantes três refeições por dia, pagava aluguel em um bairro bom e ainda contribuía generosamente para a caixinha dos exilados. Claro, o escudo só valia no Chile, mas *lá* valia.
Claro que o câmbio afeta. Mas, no caso da China, deveria afetar negativamente, porque o yuan se está valorizando e, portanto, os produtos chineses estão ficando mais caros em dólares. E, mesmo assim, a China continua tendo produtos muito mais baratos que a concorrência. Por quê?
Produtividade? Com certeza, não. A produtividade dos trabalhadores chineses está aumentando muito mais rapidamente que a dos brasileiros, mas ainda não nos alcançou.
Então, o que sobra? Salários “baixos”, leis ambientais frouxas ou inexistentes, sindicatos domados, material e acabamento vagabundos.
Eu sei que a minha sugestão não vai ser popular, mas eu acho que para o bem desse blog , os comentários deviam ser moderados.
Porque os comentários são úteis como um meio de discussão com o PD. Ele já demonstrou muitas vezes que respeita a dissensão e está disposto a aprender com ela.
O acúmulo de xingamentos, posts totalmente off-topic, assuntos esdrúxulos e chatices em geral tem transformado , o que já foi uma discussão pertinente sobre as idéias e informações do PD , numa leitura tediosa e irrelevante.
No meio de um monte de besteiras ainda há aqui e ali um post inteligente , que revela uma informação ou um ponto de vista discordante de alguma relavância, mas cada dia é mais difícil encontrá-los no meio de tanto lixo.
Beni Borja,
Concordo com você em relação aos posts off- topic e aos xingamentos. Não penso que você esteja certo em relação ao monte de besteiras.
No meu caso, em relação aos posts off-topic, considero que não caberia a quantificação de totalmente. Sei que o problema maior no Irã é de resistência ao regime teocrático, assim como na China em 1989, havia a resistência ao modelo de ditadura comunista. Em comentário (12) enviado para o post aqui no blog do Pedro Dória, intitulado “A quarta-feira no Irã” de 17/06/2009, o Gustavo Lisboa chamou a atenção para similaridades que poderiam existir entre os dois casos. Fiz um comentário (12) que endossava o comentário de Gustavo Lisboa. O Pedro Dória, no comentário (13) faz uma fraca refutação da similaridade que o Gustavo Lisboa aponta. No meu comentário, eu enfatizava um lado da relação de semelhança que não era analisado e que era o lado econômico cuja percepção mais relevante para a população é a geração de empregos e a taxa de inflação. Indiretamente a taxa de câmbio está ligada à geração de emprego e a taxa de inflação. E para muitos (os comerciantes importadores, os exportadores) a taxa de câmbio é um lado de percepção visível. Também para os jogadores de futebol que jogam no estrangeiro a taxa de câmbio é dado econômico de impacto direto. Eles gostam de um câmbio desvalorizado para comparem, a preço mais barato, patrimônios nos seus paises de origem.
Para o post “O futuro incerto de Ahmadinejad” de 10/05/2009 aqui no blog do Pedro Dória em que o Pedro Dória faz o link com entrevista com o guru dele sobre o Iran: Abbas Milani, eu me apeguei a seguinte declaração do entrevistado:
“Como administrador, Ahmadinejad é de uma incompetência fenomenal. . . . . . . . Ahmadinejad também teve idéias estúpidas, como a dos empréstimos para geração de empregos. Gastou US$ 40 bilhões emprestando dinheiro para indivíduos na esperança de que criaria empregos. Eram empréstimos altos, de US$ 1 milhão cada. Em vez de criar empresas, a classe média tomou os empréstimos e comprou imóveis. Isso gerou uma inflação galopante no custo de apartamentos. Um imóvel em Teerã, hoje, é mais caro que um em Nova York. Com US$ 1 milhão não dá para comprar sequer uma quitinete na capital. Ele inventou uma bolha no mercado imobiliário e não criou empregos no caminho”.
Em razão da declaração do Abbas Milani há o seguinte trecho no meu comentário (48) que transcrevo:
“A segunda frase de Abbas Milani é:
“Como administrador, Ahmadinejad é de uma incompetência fenomenal.”
Penso ser muito difícil comprovar a veracidade de uma informação deste tipo. O oposto também pode ser dito sem se poder refutar. Como eu menciono no comentário (103) enviado para “Recado ao deputado” só podemos avaliar a incompetência absoluta. A partir da competência mediana não temos na gerência pública um critério ou mecanismo que nos permitisse dizer que um gerente é melhor do que outro. E é muito pouco provável que um gerente incompetente alcance o poder em um processo democrático.
Parece a declaração do Romário justificando porque passaria de Lula para FHC em 1994: “o Plano Real foi muito bom para os pobres, só é ruim a valorização do real”. Alias o Romário é o cara. Muito antes dos economistas, ele apontou as virtudes e defeitos do Plano Real”.
No meu entendimento o Abbas Milani não estava satisfeito com o câmbio no Irã e por isso toda a bronca dele. Se o câmbio não for um câmbio arrastado, isto é variando com a inflação, a inflação atinge o câmbio imediatamente. Por todo isso penso que a inflação é um fator bem relevante na análise da atual crise iraniana. Semelhantemente ao que ocorreu na China em 89.
Ahmadinejad fracassou um pouco porque nos últimos anos a inflação ficou crescente. Talvez a crise mundial possa ter o mesmo impacto que teve no Brasil reduzindo as expectativas inflacionárias e trazendo no longo prazo mais ganhos de popularidade para o Ahmadinejad. No curto prazo há a memória da inflação crescente em 2007 e 2008 e há o problema dos primeiros reflexos da crise na economia iraniana.
É como eu estou tentando explicar para o Tomás Rosa Bueno, se se entende o câmbio até sobre o Irã, eu que sou leigo a respeito daquele país, posso falar.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 19/06/2009
Pedro Dória, quem te financia prá perder tempo defendendo sionistas assassinos?
Voce cometeu um crime ontem em tirar meu post alertando que voce pegou bonde errado.
Mas vou postar novamente. Os USA juntamente com os sionistas, orquestraram o tumulto no Irã.
Não dará certo porque os guardiões não vão aafagar manipulados e irão agir com rigor. Já, já, a coisa vai pegar e aí adeus. Te lembra da praça celestial?
Voce, tanto como os sionistas sabem, que não ocorreu fraude. O nacionalismo espalha-se pelo mundo, enquanto o império sionista e seus vassálos começam a perder a batalha. Veja o que os índios no Perú fizeram com o boneco Garcia.
Vá até a esquina e masturbe o primeiro sionsita que encontrares e aproveite leve alguns colonizados contigo. Abra do olho e de ixe de ser idiota. Aliás, vou lhe receita dosi bons livros: De pernas pro ar, As veias abertas da américa latina de Eduardo Galeano.
Acorda que estamos em guerra!
Tomás Rosa Bueno (89) e (92),
Sei qual é seu problema com o blog do Luis Nassif. Você envia os emails em horários em que ele não faz atualizações. E como o seu email não aparece você manda de novo e ai o Luis Nassif não aceita. Lá é diferente daqui. Só raramente o Luis Nassif faz a censura posterior de um comentário. Aqui o comentário entra direto qualquer hora do dia ou da noite e depois alertado ou por conta dele mesmo o Pedro Dória faz a censura. Há horários em que os comentários ficam armazenados (café da manhã, almoço, jantar, e noite) e só depois é que o Luis Nassif vai liberá-los.
O conselho que eu lhe dou, eu li na década de 70 no Jornal do Brasil. Belíssima crônica de Natal em que o autor (Eu sempre pensei se tratar de Carlos Drummond de Andrade, mas em pesquisa que solicitei uma vez ao Jornal do Brasil não acharam a crônica.) dava como título o conselho que ele recomendava a todos no Natal: “Calma, rapaz!”.
Quanto ao câmbio o seu exemplo do Chile é contra o seu argumento. Alias todos os seus exemplos são contra os seus argumentos. Você os apresenta, mas na hora agá você foge do desenlace. É sabedoria fugir do desenlace, mas não precisa atropelar o câmbio.
Não esqueça que o golpe militar não teve condições de adotar a política recomendada por Roberto Campos de desvalorização cambial. No livro “A lanterna na popa” o Roberto Campos tece loas a desvalorização cambial, mas no governo Castello Branco tudo que ele faz é entregar para o Costa e Silva uma desvalorização de 10%. E como sobravam dólares no mundo (os Estados Unidos estavam em processo de devorar a dívida pública deles via processo inflacionário) o Brasil não se preocupou muito em ter um câmbio competitivo, preferindo desenvolver-se via mercado interno, e assim, o dinheiro brasileiro valia muito. O chileno não valia nada e assim você fazia farra com a mesada aparentemente pequena.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 19/06/2009
clever, afe maria !! :-))
Confetti,
Li algum comentário em que diziam que você mora na França. Tenho uma irmã que mora em Paris. Chama-se Raquel. Se for o caso, um dia vocês se encontram ai.
Há um livro novo na praça. O nome é “Pipocas!” 1ª ed., Belo Horizonte, Edição do Autor, 2009. O autor chama-se João Victor F. Velloso. Ele é filho do diretor do colégio onde eu estudei de 10 aos 14 anos em Pedra Azul, MG. Não é um romance, é, conforme o autor, um “Dicionário Quase Etimológico do Gerais - Para “Estrangeiros” - Entremeado por Diversos Circulnlóquios que Fazem Algum Sentido”.
Não tem Afe Maria!!, mas tem esta outra aqui:
“Árv´- ah, ouvi uma ótima, de Sô Clarindd para minha irmã Lêda:
- “Ôcês catól’cu, é muitt’ch’ingraçádd.”
- “Por quê?”
- “Cham’a mãe di Dêus di árv’.”
- “Árvore não Sô Clarindd, é ave! Ave Maria!”
- “Á, tábão.”"
Vai ser o que melhor Minas vai produzir por muito tempo. E são mais de quinhetas páginas com letras pequenas e do tamanho das letras e do formato do Aurélio. E assim tem uma vantagem sobre os melhores livros, pelo tamanho, você nunca vai conseguir terminar de o ler.
Se precisar de saber o siginificado de alguma palavra ou expressão eu poderia copiar e colar aqui no blog, mas no livro diz que a reprodução só é permitida sob autorização. Vale a pena ter um exemplar. Se estiver na França, a vantagem do livro é ainda maior. As palavras da língua materna são os amigos de todas as horas e com que mais convivemos em terras estrangeiras.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 19/06/2009
clever, ja disse que vc me deixa de bom humor né ? confirmo !!:-)))
(sim , moro , como, durmo, curto, trabalho e masco chicles em paris )
“afe maria” ta no dicionario de baianês… tenho alguns livrinhos desses…minha lingua de origem é carioques! ai da sua terra, conheço o lidileite, kidicarne, cetra…
tudo ai é petroleo e nada mais…quero ver árabes e russos comendo capim e bosta quando essa brincadeira de petróleo acabar…vão ter que fazer chantagem at
Ômica por comida como a coreia do norte..é isso,pobre humanidade