Liveblogging: O domingo no Irã
18h30 – Sobre a história que publiquei às 13h15, uma mensagem do professor Milani: Não creio que as coisas tenham acontecido exatamente desta forma. Bem antes das 2h, quase que imediatamente após as urnas terem sido fechadas, já havia gente o declarando vencedor. É verdade que, durante a madrugada e no início do dia seguinte, muitos reformistas importantes foram presos. Alguns foram soltos pouco depois.
Nos comentários, o American Turkey já havia apontado o mesmo.
Essas histórias são sempre impossíveis de confirmar por inteiro. Em geral, vamos pelas beiradas: confirmando a prisão, por exemplo, ou os horários. Ainda não descobri se Kalantari estava entre os presos.
15h20 – Gente – é noite no Irã, em toda rede está contada a história do comício de Ahmadinejad, amanhã haverá uma marcha de Mousavi. Sua mulher falou mais cedo: eles vão resistir.
Tenho que correr atrás do discurso de Bibi Netaniahu em Israel, e preciso pegar o carro para voltar para o Rio. (Estou na serra.) Amanhã promete ser um dia agitado.
13h15 – Essa história me chegou por outra fonte. Essa pessoa ouviu de quem estava presente ao evento:
Representantes (entre eles, meu amigo) de todos os candidatos compareceram ao Ministério do Interior, logo após o fechamento das urnas, para acompanhar a apuração dos votos. Tudo ia muito bem até umas 2h da manhã. Nesse momento, Mousavi estava em primeiro, com 8 milhões de votos, Karroubi em segundo (ele disse não lembrar quantos votos) e o Ahmadinejad em terceiro, com 5 milhões. De repente, uma multidão de meganhas do “Etellad” (Ministério da Informação) adentrou o recinto, prendeu metade do pessoal que estava presente e expulsou o resto de dentro do prédio. Entre os presos, estaria o ex-ministro da Agricultura dos governos Rafsanjani e Khatami, o político reformista Issa Kalantari, que estava apoiando o Mousavi. Veja se você consegue confirmar essa história com uma de suas fontes. Se tiver algum fundamento, é uma boa pista.
Estou tentando confirmar ao menos algum dos detalhes, como por exemplo a prisão de Kalantari.
13h – Um amigo jornalista me escreve: As coisas estão loucas por aqui. Acabei de chegar da coletiva do Ahmadinejad, ele se anunciou ‘presidente de todos os iranianos’. Dois quilômetros à frente, em frente à Universidade de Teerã, caos. Milicianos armados e a polícia jogavam gás lacrimogêneo e batiam com bastões elétricos nos estudantes, que respondiam com pedras. Acho que estes não o consideram seu presidente.
Vários líderes reformistas, incluindo Mohammed Reza, o irmão do Khatami, foram presos ontem à noite. Ele foi solto, já, mas dúzias permanecem na prisão.
Acesso à Internet vai e vem, celulares funcionam e deixam de funcionar toda hora. Twitter, YouTube e Facebook estão inacessíveis há dois dias. No mais, tudo vai bem. Estou tentando trabalhar sem tomar uma cacetada da polícia.
12h50 – Mais um grão-aiatolá vem à frente: Yousef Sanei, reconhecido membro do clero reformista, declarou a presidência de Ahmadinejad ilegítima do ponto de vista religioso.
10h55 – Há uma nova carta circulando atribuída a Mousavi. Ele comunica que pediu oficialmente a anulação da eleição. Pede que os protestos continuem sem violência. Que as pessoas continuem a vestir verde. Ele se esforça para deixar claro que o objetivo não é mudança de regime mas impedir o que ele chama de trapaça.
10h40 – A experiente repórter Christian Amanpour perguntou a Ahmadinejad, durante a coletiva, se ele garantia a segurança de Mousavi. O presidente foi, voltou, enrolou, não respondeu.
9h55 – A carta de Mousavi traduzida para o português.
9h50 – Há uma linha de argumentação correndo a rede que vai assim: Ahmadinejad ganhou. Quem esperava uma vitória de Mousavi só olhou para a classe média alta de Teerã e achou que ali havia representatividade do voto popular. Juan Cole tem o contra-argumento melhor estruturado.
Em 1997, 70% da população votou no reformista Mohammad Khatami. Em 2000, os reformistas venceram as eleições parlamentares também por larga margem. Em 2001, Khatami recebeu 78% dos votos em sua reeleição. Em todas as eleições passadas os indícios são de que os conservadores tinham algo entre 20 e 25% dos votos no país. Há uma única exceção: o pleito que levou ao poder Mahmoud Ahmadinejad, em 2005.
Houve um contexto para aquela eleição. Os reformistas não conseguiram tocar nenhuma das reformas que a população queria, trazendo mais liberdades para os dois mais importantes grupos demográficos no Irã: jovens e mulheres. Havia desilusão. Houve boicote, um dos mais baixos índices de comparecimento às urnas. Ainda assim, Ahmadinejad só venceu apenas no segundo turno, numa disputa dura com Akbar Rasfanjani.
A história eleitoral do Irã em nada aponta para uma vitória acachapante de Ahmadinejad.
9h15 – A BBC informa que pelo menos 100 líderes oposicionistas, incluindo o irmão do ex-presidente Mohammad Khatami, estão presos por incitação à revolta.
Em entrevista coletiva à imprensa estrangeira, Mahmoud Ahmadinejad acusou os jornalistas de se recusarem a aceitar um resultado legítimo. “40 milhões participaram das eleições. Como vocês podem colocar em dúvida?” Um grande comício de vitória está programado para a tarde de hoje.
8h40 – Do Anônimo da Pérsia, nos comentários abaixo: Mousavi continua preso. Não vão deixar ele falar. Pau comendo solto nas imediações da Fatemi Square.
Corre a informação de que há um protesto marcado para a praça Vali-Asr, hoje, ao meio-dia. A campanha Mousavi pede que ninguém vá. Ele não estará lá. A polícia estará.
8h30 – Terei prazer em tê-los por aqui ao longo do dia. Mas, para quem lê inglês, há outras fontes de informação na rede. Os sites Tehran Bureau e niacINsight, por exemplo. Tanto o New York Times quanto o Huffington Post estão fazendo um liveblogging também. Apenas, no caso do HuffPost, atenção: tenho tomado, aqui, cuidado em explicar quando uma informação é segura e quando não é. Eles publicam um bocado do que lêem – e nem tudo que lemos na web é necessariamente verdadeiro. Não há maldade – é só que num mundo em que a informação foi suspensa, só sobram os boatos. Alguns são verdadeiros. Nem todos. Outro blogueiro acompanhando a agitação iraniana é Andrew Sullivan.
Mas uma das melhores fontes segue sendo o Twitter. As duas hashtags a acompanhar são #iranelection e #mousavi. Vale aqui, no entanto, a mesma ressalva: nem tudo é verdade. O Twitter oficial da campanha de Mousavi é o @mousavi1388. Com o sistema ao menos parcialmente suspenso dentro do Irã, no entanto, é difícil saber que está atualizando os microposts. Aparentemente, alguém de fora do país.
Ao longo do dia, manterei contato sempre que possível com meus amigos em Teerã e com o professor Milani. Se tudo der certo, teremos por aqui também o Anônimo da Pérsia.
8h10 – Bom dia.
Ao longo do dia de ontem, mesmo comentaristas que não se furtam à apologia eventual de Mahmoud Ahmadinejad – como Juan Cole e Robert Fisk – reconheceram que todos os indícios de fraude estão no ar. O primeiro passo para um Golpe de Estado é controlar o acesso do público e da oposição às fontes de informação. O desaparecimento ao longo de todo sábado dos principais líderes oposicionistas como o aiatolá Akbar Rafsanjani e os candidatos à presidência Mir Hossein Mousavi e Mehdi Karroubi indicam este curso.
A comunicação por texto via telefones celulares foi suspensa, no país, desde a noite da eleição. Redes sociais na internet foram sendo cortadas ao longo do dia. O próprio acesso à rede nos locais onde jornalistas estrangeiros se encontram foi cortado em vários momentos. A imprensa anti-Ahmadinejad foi pesadamente censurada.
Os iranianos foram arrancados do mundo – o aiatolá Ali Khamenei e o presidente Mahmoud Ahmadinejad deram um golpe de Estado.
Informação vinda de dentro do Irã continua difícil de ser acessada. É um momento novo na Revolução Islâmica. Se há um padrão que os aiatolás sempre seguiram foi o de respeito às eleições que eles permitiam ocorrer. Os candidatos que podem disputar sempre foram filtrados, mas mesmo com cartas marcadas, o jogo tinha regras. É evidente, pelos protestos que ocorreram até o fim da madrugada nas principais cidades, que um bom naco do povo iraniano não reconhece a legitimidade das eleições. Em seu blog, Bruno Mota reforça a impressão de que os dados estatísticos apontam para uma fraude em larga escala. O fato de que Karroubi praticamente não teve votos em sua província natal e que Mousavi perdeu feio na sua reforçam a análise unânime entre todos os analistas.
O regime dos aiatolás, quando surpreso há alguns anos pela vitória estrondosa do moderado Mohammad Khatami, permitiu que ele assumisse o governo. Impediu quase todas suas reformas no parlamento, é verdade. Mas era um jogo de regras conhecidas com a aparência de democracia. Neste momento em que os EUA buscam o diálogo, em que o povo iraniano parecia querer colocar um moderado disposto a este mesmo diálogo na presidência, o núcleo duro do regime achou melhor não.
Nas ruas de Teerã, o povo grita ‘Morte ao Ditador’. É o grito da Revolução Islâmica de 1979. Era dirigido ao xá. Agora, é a Ahmadinejad. Mousavi, não custa lembrar, foi o primeiro premiê iraniano sob o aiatolá Khomeini. Ele era primeiro-ministro no tempo em que o aiatolá supremo atual foi presidente. Os dois têm uma longa história de desavenças, ambos sempre a serviço da Revolução. O racha é interno. A linha dura deu um golpe dentro do golpe.
Que ninguém espere uma revolta popular no estilo Rússia, em 1992, a que permitiu a Boris Yeltsin subir em cima dos tanques e assumir o controle do país. Os aiatolás têm total controle do aparato repressivo e dos meios de comunicação – os generais soviéticos não tinham mais. Khamenei e Ahmadinejad provavelmente sairão vitoriosos desta. Não quer dizer que não venha por aí um banho de sangue. Pode ocorrer. Será um dia tenso.
Ainda sobre o assunto:
- Liveblogging: Teerã de Mousavi 15h05 – Há várias notícias de que a polícia abriu fogo contra os manifestantes em Teerã. Notícias do tipo difíceis...
- Liveblogging: Fraude no Irã 22h50 – Informação do Twitter oficial de Mousavi: Povo iraniano: Mousavi não os abandonou, ele está em prisão domiciliar impetrada...
- Uma construção posto que é domingo ...
- O domingo após a pancadaria no Irã 17h50 – Um amigo, o repórter e fotógrafo Maziar Bahari, da Newsweek, foi preso esta manhã em Teerã. Ele foi...
- A vitória de Ahmadinejad Números atualizados às 5h – A se confirmar os resultados oficiais, os conservadores liderados por Mahmoud Ahmadinejad venceram por larga...



Para o João Daltro, caso ele apareça aqui, hoje:
Por Raul Juste Lores, na Folha:
Uma auréola que cerca o presidente Ahmadinejad e que deixa sem piscar quem o vê provoca um dos embates mais debochados do final da campanha eleitoral no Irã.
Em um vídeo que está circulando por todo o país, Ahmadinejad aparece contando a um dos principais líderes religiosos locais, o aiatolá Abdollah Javadi Amoli, que uma auréola o iluminou durante seu primeiro discurso na Assembléia Geral da ONU, em 2005.
“Um membro da delegação me contou que havia uma luz me cercando, uma auréola”, diz Ahmadinejad no vídeo.
“Eu também senti isso. Toda a atmosfera mudou. Todos os líderes no público ficaram sem piscar por 27, 28 minutos. Não exagero quando digo que ninguém piscou”, relata.
“Eles abriram os olhos e os ouvidos para ver a mensagem da República Islâmica [do Irã]“, completa.
No domingo passado, Mousavi contou a história do vídeo em um comício e chamou Ahmadinejad de “supersticioso”, colocando em dúvida a seriedade religiosa da qual o presidente se orgulha.
Na segunda-feira, Ahmadinejad negou que houvesse falado de sua auréola. Então a campanha de Mousavi se encarregou de espalhar o vídeo.
Já há dezenas de versões do vídeo no Youtube, enviadas por celulares e até distribuídas em CDs pela oposição nas principais ruas de Teerã. Uma versão utiliza a canção “Halo”, da cantora americana Beyoncé, com as imagens de Ahmadinejad - ao som de “Baby, I can see you halo” (Meu bem, eu posso ver sua auréola).
é fim de jogo. o mundo deve acompanhar o que virá para diminuir a letalidade da onda repressiva - mortes e torturas. realmente havia um estado de direito no Irã, fundamentado nos valores do país. ele foi quebrado se tudo que o Pd informa se confirmar. os comentaristas do blog podem entrar em contato com as autoridades iranianas no Brasil desejando que o governo iraniano haja com equilibrio, evite mortes e garanta um julgamento aos acusados de rebelião.
Farei aqui o que os palpiteiros do pedaço não costumam fazer, rever minha posição.
Pelo desenrolar das notícias, os distúrbios no Irã serão mais fortes e duradouros do que eu esperava. Ainda acho que não provocarão a mudança dos resultados da eleição, mas seria irreal achar que ainda não vão render muitos problemas.
Aceito a perspectiva de um golpe dentro de um golpe, afinal isso é mais do que comum em países com estruturas constitucionais dúbias (ocorreu, por exemplo, na ditadura militar brasileira).
Não se pode dizer com certeza se as eleições foram fraudadas, os argumentos de um lado valem tanto quanto os do outro. Se um órgão governamental adequado confirmar as eleições, será algo em tudo igual à decisão da Suprema Corte estadunidense quanto às eleições na Flórida, então não me venham com faniquitos de vestais ofendidas.
O que não aceito é essa ilusão de que um lado é democrático e o outro é ditatorial. Isso é infantilidade interpretativa. O que está havendo é uma briga de foice entre os clérigos que dominam os concelhos religiosos. Secundados por tais facções, Ahmadinejad e Mousavi brigam pelo poder, mais nada.
Ahmadinejad não é palatável para a direita do ocidente, menos ainda para judeus de qualquer orientação política, porque fala a verdade sobre Israel. Ótimo, todo mundo tem o direito de gostar ou não gostar de alguém. Mas somente os iranianos têm o direito de decidir o que querem para o Irã.
Se Mousavi realmente contava com a maioria do povo, muita coisa vai ainda ocorrer. Se, ao contrário, Ahmadinejad teve a maioria (o que é perfeitamene possível, não importam as comoções do nosso maestro PD), os distúrbios vão cessar e voltaremos ao ramerrão do dia a dia.
Minha interpretação dos fatos opta pela segunda interpretação. Posso estar errado, o PD pode estar mais do que certo. O tempo dirá. Claro que se eu estiver certo vou fazer questão de afirmar: eu não disse? (Senão, qual seria a graça do blogue?)
Então, cedo a vez aos demais comentaristas, pois na verdade eu gosto mais de ler o que aqui se escreve do que escrever o que eu já sei. Mandem bala (metaforicamente, svp).
o noticiário da Al Jazeera sobre os acontecimentos no Irã.
http://english.aljazeera.net/
Cara Maria, a Folha Ditabranda andou vendo auréolas no Ahmadinejad? E é verdade porque o candidato da oposição confirmou? E há vídeos no youtube com a cena? Provavelmente deve haver um vídeo com o Bin Laden dizendo a mesma coisa, embora um seja xiita e o outro sunita. Só falta ter sido mostrado no Fantástico. Sinto muito, mas isso é o mesmo que acreditar que o Forrest Gump cumprimentou o John Kennedy.
Bom domingo para todos. Tchau.
( jd, grande colega…bom domingo ! :))
Para não perder minhas virgens, vou repetir o comentário que fiz para o post anterior.
Caro Pedro, Parabéns pela cobertura. Ahmadinejad possui dois tipos de apoiadores no ocidente (se é que somos ocidente), de um lado a esquerda que sofre de remorsos, que é de esquerda para purgar-se da culpa de ser ocidental, de encontrar-se do lado rico do planeta. De outro a direita que precisa comprovar que não há diálogo possível com o Islã, que aquilo só se resolve a bala. Os extremos se encontram: Ahamadinejad e seus apoiadores (tem também aqueles que torcem por Ahmadinejad para atingirem o presidente brasileiro, mas aí já é doença, né não?). Acho que a busca de negociações sérias com o Islã é a questão mais urgente da pauta do ocidente (não sei se possível) e o Irã é o interlocutor que deve ser privilegiado. Seu labirinto institucional parece uma tentativa de conciliar a lei islâmica e a democracia ocidental, a crise confirma o que era sabido, que o sistema está longe de ser uma democracia, mas também que não pode ser visto como pura farsa: divisão explícita da elite governante e população na rua que não é simplesmente abatida a bala, são evidencias de certo grau de democracia. O Irã está resolvendo seus problemas a seu modo (que eu não tenho a pretensão de entender) mas que evidencia a forte legitimidade dessa democracia limitada. O pior que poderia acontecer é o país regredir para o despotismo, não me parece que o fim dessa história já esteja escrito.
Se eu fosse um bom fdp, diria que vou pegar minha cervejinha e ficar assistindo pela TV o caos no Irã, como se fosse um circo pegando fogo, torcendo sempre pelo pior. (quem sabe assim aprendem que pimenta no olho dos outros é refresco, né?)
Mas como sou um cara gente fina pra caraca, lamento muito o que esta acontecendo. Lamento que os iranianos estejam amadurecendo e perdendo o medo de protestar, lamento que estejam perdendo o medo de se indignar, lamento que estejam perdendo o medo de discordar dos seus dirigentes, lamento que estejam perdendo o medo de impor limites, lamento que estejam perdendo o medo de serem mortos pela guarda revolucionaria, lamento que estejam perdendo o medo de começar uma revolução.
Calma e serenidade, Pedro Doria.
O Estado iraniano é de natureza teocrática. As facções políticas envolvidas na disputa não questionam a natureza teocrática do regime e estão, meramente, em disputa pela parte de poder que lhes cabe.
Não existe nenhum dado concreto que autorize o argumento de que esteja em curso ou tenha sido cometido um golpe de Estado.
Acusações de fraude eleitoral são relativamente comuns, especialmente quando parte respeitável da sociedade (qualquer que seja) espera reformas.
Se articulações e decisões de tribunais eleitorais confirmam supostas fraudes, então é necessário afirmar, também, que o episódio da Flórida, naquela eleição conhecida, também teria sido um golpe de Estado. Os casos são bastante semelhantes.
Alguém afirma que os USA tiveram um golpe de Estado?
Prisão de candidato perdedor de eleição não constitui golpe. Talvez, se ele fosse preso ANTES da eleição, poderia ser configurado um golpe, mas não após. A intocabilidade de candidatos perdura até o fim da eleição.
Ao que parece, partidários do oposicionista não aceitam o resultado eleitoral, talvez com razão (veremos). Articulam manisfestações de protesto, desafiam o regime e, como é EVIDENTE, contam com forte torcida, apoio e mídia articulada no ocidente, o que torna suspeitas a pressa e a voracidade com que as “notícias” são divulgadas e interpretadas.
Não é possível afirmar, até o momento, a existência de indícios de golpe de Estado. Ninguém foi derrubado de qualquer instância de poder, as instituições estão intactas, o regime não é questionado e as forças do Estado estão presentes e a disciplina, até onde se sabe, não foi quebrada.
Em tempo : o fundamento essencial das alegações de fraude eleitoral consiste em projeções matemáticas e na presunção (equivocada) de que qualquer candidato deve ser vencedor em sua própria província.
nada será como antes, ninguém presume que Karroubi deveria vencer em sua província. Apenas que ele deveria ter uma boa votação. Quanto a Mousavi na sua é outra história… todos os analistas, dentro e fora do Irã, esperavam sua vitória lá.
A estrondosa vitória de Ahmadinejad desmente todo o passado eleitoral recente do Irã. Não é que Ahmadinejad não poderia vencer… é só que, por goleada, não vai.
Caro Faraoh.
Uma das citações preferidas de Machado de Assis era um poema latino, acho que do Lucrécio, que começa com o verso: “Suave mari magno…”. Chegou a ser o título de um conto machadiano. No poema, o autor descreve como é agradável assistir a um navio naufragar no mar bravio estando tranquilamente sentado na praia. Ora, se o Lucrécio e o Machado podiam se dar a esse luxo, você, que além do mais é realeza, não se avexe não de fazer o mesmo.
Ahmadinejad concedeu entrevista coletiva à imprensa para os correspondentes estrangeiros no Palácio Presidencial. Não há notícias sobre seus opositores.
Pra não perder as minhas virgens tambem, vou repetir que concordo com o Alberto no 7 e dizer que discordo do João Daltro. Quer dizer que se o Ahmadiseilá tiver a maioria os protestos cessarão? Eles não poderão cessar simplesmente porque foram esmagados, como acontece em qualquer ditadura? Pelas prisões de líderes e bloqueio das comunicações me parece exatamente o que está acontecendo. A “maioria” que importa ai é a armada.
Nunca vi o Juan Cole tão citado neste blog. :-)
(9)E eu acho que houve um golpe de estado na Florida sim. O povo americano saiu logrado na 1a eleição do bandido.
Pena que os golpistas não ouviram os discursos do Obama, certamente se comportariam mais civilizadamente……
Isso mesmo Joao Daltro, dá gosto ver o Irã em polvorosa. Prazer semelhante espero ter quando a Venezuela for pelo mesmo caminho.
Da mesma forma que voce gostaria de ver com Israel. E daí? Nada de mais, não é mesmo?
Agora vê se não me enche o saco com babaquices que eu quero mais é aproveitar.
Fora de tema — PD
Será que existe algum “não judeu” neste mundo tão preocupado assim (com medo mesmo) com que está acontecendo no irã???
Quem cutuca a onça com vara curta que se prepare para correr!! é muito….
Será que para resolver suas crises políticas e economicas, a bola da vez prá invadir, é o Irã??
Tá tudo muito parecido com o iraque:
- tem petróleo,
- riquesas,
- posição estratégica,
- o factóide foi criado para desestabilizar a sociedade (tiro o chapeu prá essa capacidade)
- os judeus do mundo todo estão apoiando,
- principalmente a mídia judia.
Temo pela integridade daquele governo (ELEITO POR DIREITO) nos próximos dias.
[...] Mahmoud Ahmadinejad, poderá nos próximos dias ter um sonho de reeleição virado em pesadelo. Pela força policial usada e devido ao isolamento que causou à oposição logo após anunciado os resultados das eleições, Ahmadinejad poderá passar à história como um [...]
A India não tem bomba atomica? Pois o paquistão também tem direito de ter a sua.
Qual o prblema da Corea ter sua bomba atomica?? Porque os EUA não ameaça invadir a corea do sul para obrigá-los a desmontar a sua????
Qual o problema do Irã ter sua bomba atomica??? Porque o EUA não ameçam invadir Israel para obrigá-los a desmontar a sua???
O ocidente pró EUA/Israel são os donos da verdade….
…essa farra está acabando!!!
Lembram dos “barbudinhos” do Maluf??
Pois é… a seu tempo, vi muito mais deles, pelas ruas, quebrando e distribuindo coices, do que vejo, arruaceiros em teerã, ontem e hoje…
Lá, só vejo cameras fechadas (para parecer que há correria de milhares de pessoas em vez da dezena real), focadas em alguma lata de lixo queimando, alguma janela quebrada (isso gera bom efeito na tv).
Fruto manipulatório da midia judia mundial, em pânico desesperador, pela coragem que o povo iraniano demonstrou em lhes bater na cara e chamar prá briga !!!!
tudo culpa do Bush, né?
“célebro” é prá ser usado
Pedro Doria (10),
Meu questionamento essencial é a respeito do suposto “golpe de Estado”.
Sua resposta se prende a um detalhe menor de meu comentário # 9.
Considero mera presunção que um candidato deva ter maior votação em sua província.
Pelo tom de sua resposta, você admite que Ahmadinejad possa ter vencido, mas não por “goleada”.
Então, cabe a pergunta : onde estão as evidências do suposto golpe de Estado?
O Irã não se resume a Teerã, a população é grande e a vontade da mídia e analistas foi contrariada.
hilario cnn
Pois é…
parece que deram um tiro no pé!!!!
Demorou muito prá invadir, tomar, arrebentar e matar… olhá só que começa a acontecer:
“Mulheres palestinas andam em frente a posters com o presidente dos EUA, Barack Obama, usando o tradicional lenço palestino, em Jerusalém. Os cartazes, colocados por grupos da extrema direita judaica, acusam o presidente americano de ser “anti semita” e “odiar os judeus”. ”
Esse tipo de “atualização” o blogueiro não coloca lá em cima da página né?
É fato que os judeus estão em pânico, desesperados e aterrorizados depois que seu plano de “ganhar” as eleições no Irã falhou. Agora o negócio é cobrar a promessa de invasão dos amiguinhos, EUA.
Pedro, sua leitura do Fisk é seletiva. O texto dele é bem mais nuançado do que um simples lançamento de “suspeitas no ar”.
Outra coisa: o texto do Cole é bom, mas não fecha questão alguma, a não ser que se apele ao argumento de autoridade. Alguns comentários no próprio site dele apontam bem para a inconsistência de algumas pesquisas que davam vantagem ao Mousavi e, mais importante, para o papel de uma “clivagem social” nesta história toda.
Para fechar: “consistência eleitoral” é um conceito para lá de questionável. Tão questionável que, neste caso do Ahmadinejad, você tem que considerar a vitória anterior dele como uma “exceção”. A idéia de “exceção” só se sustenta se você (1) acreditar que a história do Irã tem um “sentido” que os especialistas podem destravar, decifrar e antecipar ou (2) achar que os fatores internos continuaram os mesmos no Irã de 2005 para cá.
PD, não viaje na maionese, “generais soviéticos” nunca tiveram controle de aparato repressivo e de meios de comunicação. Os militares soviéticos sempre foram legalistas ao extremo e jamais compactuaram com repressão militar a população. Tanto é verdade que golpe e contra golpe por lá ocorreram com um mínimo de envolvimento militar. Não sabendo equacionar fatos que foram bastante divulgados como os que aconteceram na ex-URSS, fico imaginando a validade destas analises baseadas em disse-me-disse de exilados e curiosos.
Quanto à prisão de centenas de oposicionistas, caso a eleição tenha transcorrido sem fraudes e penso que sim, acredito ser correta. Houve sim uma incitação a violência e a protestos que em caso de provir de perdedores de uma eleição, essas sim corresponderiam a uma tentativa de golpe.
Veja como as acusações de fraude vão sendo ampliadas pela “torcidas” contrarias a Ahmadinejad, o próprio adversário, Mir Hossein Mousavi protestou somente contra o fechamento antecipado de colégios e da falta de cédulas para votação, como se isso pudesse mudar o resultado de tão acachapante vitória adversária, como somente seus eleitores chegassem atrasados. Daí a mídia ocidental já dá como certa e aberta a fraude. Ora se o atual governo iraniano fosse constituído de tal maneira que pudesse e quisesse fraudar abertamente uma eleição. Sequer haveria eleições por lá.
O que “analistas” ocidentais não aceitam é que o pensamento conservador religioso possa ser referendado pela maioria e inclusive pelas mulheres e jovens. Constroem um mundo fictício em suas mentes e se decepcionam da realidade teimar em não se encaixar em suas teorias.
Agora é uma corrida maluca para criar factóides e dar a impressão de uma revolução que não existe, está em andamento…
Pelo jeito as forças armaas no Irã não estão divididas. Khamenei atuou para concentrar o poder em suas mãos e enfraquecer seus adversários. Tem todo o formato de um golpe de estado.
Será que novamente o Irã será a pedra no sapato de um presidente norte-americano democrata que fala em paz e foi eleito em meio a uma crise? Pergunte ao Carter.
O Libano, na sua eleição, só escapou de uma pressão golpista deste tamanho porque seu povo, mais uma vez, foi obediente…
Comício-monstro do Ahmadinejad na Vali-e-Asr Square. Chefe de Polícia de Teerã nega que Mousavi esteja em prisão domiciliar.
Buzinaços generalizados no norte de Teerã ensaiam repeteco do quebra-pau de ontem.
O comentário de Dino (# 30) encerra a questão.
O que “analistas” ocidentais não aceitam é que o pensamento conservador religioso possa ser referendado pela maioria e inclusive pelas mulheres e jovens. Constroem um mundo fictício em suas mentes e se decepcionam da realidade teimar em não se encaixar em suas teorias.
chest- Dino, esse é o “me engana que eu gosto” dos obamistas em geral.
Como assim, encerra a questão? (#34) Para encerrar a questão, é preciso que se mostre aqui quando e como os líderes que estão sendo acusados aqui (note-se que não na mídia estatal iraniana) de “sedição” incitaram as pessoas à violência. Continua sendo estranho que tantos perdedores estejam incomunicáveis, que a apuração tenha sido tão rápida (o voto lá é como no Brasil?) e que telefones e internet estejam fora do ar.
Se os líderes sumidos convocaram manifestações, estão em seu direito, pelo menos como nós o entendemos. Seria preciso que alguém versado nas leis iranianas nos diga quais os limites legais naquele país para manifestações. É preciso lembrar que o país tem um histórico recente de repressão a manifestações em universidades, fechamento e processo contra jornalistas e outros dissidentes. Portanto, acreditar num viés democrático das autoridades iranianas é ingenuidade, para dizer o mínimo.
E não venham com esse papo de que os reformistas são do mesmo balaio. Podem não ser gente boa, podem ser corruptos, podem ser hipócritas, podem chutar a santa (digo, fotos do Obama), o que for. Mas se fossem golpistas, creio que teriam armas, ou ao menos investido em infriltar aquilo que conta em qualquer golpe dado em qualquer lugar do mundo em qualquer momento dos últimos 200 anos: alguma força armada, pombas. Esse papo de falar que manifestantes na rua são golpistas é risível, para dizer o mínimo.
Mais importante é o fato de que foram cortadas as comunicações do Irã internas e com o resto do mundo. É isso em especial que reforça a ideia de fraude nas eleições e uma composição golpista de Kamenei com Ahmadinejad.
Chávez vira ditador e esquerda brasileira arruma motivos para justificar.
Ahmadinejad dá um golpe dentro do golpe e esquerda brasileira arruma motivos para justificar.
Isso apenas mostra falta de vocação democrática. E não é à toa que o PT não queria a privatização das estatais que os militares criaram, e agora se encastelou no antigo domínio do Geisel, a Petrobras. Autoritários são da mesma laia.
Dino, algumas dúvidas observações.
O que afinal é legalidade soviética?
Quanto a prisões de candidatos, eles foram pegos conspirando, matando, destruindo propriedade ou outra coisa, ou simplesmente contestam a lisuda do resultado, um legítimo exercício da liberdade de expressão (mesmo que a eleição não tenha sido fraudada)?
Porque para mim somente
Continuando o post anterior (# 39)
Porque para mim somente nesses casos a prisão se justificaria.
Há fatos que são tão óbvios e incontestáveis que até a Globonews é obrigda a mostrar, como ocorru agra no “em Cima da Hora” das 13:00h:
“a Multidão sai as ruas emdefesa de Ahmadinejad”. Mais de 100 Mil (!!!!!!) pessoas estã nas ruas de Teerã, agitando bandeiras e defndendo o governo (legitimamente) eleito.
Fica tanquilo vi sr blogueiro, eu vou ajudando a atualiza as noticias que o sr “esquece”.
Por falar nisso, cade o “Anonimo da Persia”, heim? Nem o PD e nem ele nos atualizam sobre “estes” fatos que citei… será, meu deus, que o governo lgitimamente eleito está censurando os olhos das pessoas???????????????????? ou será que preferem ser só tendenciosos mesmo???
David, nada será como antes, gente o suficiente dentro do Irã está me dizendo que houve Golpe.
Detalhes de como o Golpe se deu estão começando a vir à tona.
Lobo: leia o comentário do AP no #33.
ok, valeu…
Até no post sobre o Irã esses caras se metem a falar da Petrobras como se a empresa toda estivesse a serviço do PT… triste, essa guerrinha ideológica…
Dizer que o Exército Vermelho tinha “controle do aparato repressivo e dos meios de comunicação” pq o exércitio tinha um serviço de inteligência, um jornal (o “Estrela Vermelha”, o Dino pode confirmar) e um canal de TV é mais ou mns a mm coisa q dizer q o Exército dos EUA, por ter um jornal (em diversas cidades vendodo em banca) ele “controla os meios de comunicação dos EUA”, e, por ter um departamento de inteligência militar, controla a CIA. O desconhecimento sobre a ex-URSS é espantoso, basta dizer q a maioria das pessoas q comentam aqui parece achar que “URSS” e “stalinismo” é a mesma coisa, e que o país era a mm coisa entre a 2a GM e o colapso dos anos 1980.
Tvz não seja de espantar, não. Com algumas excessões, os “formadores de opinião” parecem ter a pp opinião formada exclusivamente pela imprensa, e, mais recentemente, pela tias “redes sociais” - blogues e quetais. Com raras excessões, ninguém mais parece ler livros.
Aa opiniões sobre os acontecimentos no Iran parecem ir por aí. Tenho achado interessantes as informações q o PD coloca sobre o q está acontecendo em Teerã, e mais ainda como esses conjuntos de informações parecem confundir Teerã com o Iran. Curioso, não é? Está comendo a porrada entre governo e oposição. Mas e no resto do país? Dado que me parecem confiáveis (são do governo dos EUA)dizem que existem pelo mns 68000 aldeias rurais no Iran, que variam de algumas famílias até estabelecimentos com mais de 5000 habts. Nessas vilas a hierarquia política e social e os padrões de interação se baseiam numa estrutura que cruza proprietários rurais, líderes religiosos e camponeses com status médio. Nas maiores aldeias, o estrato intermediário inclui comerciantes e artesãos. Na categoria mais baixa estão camponeses sem terra, q trabalham em popriedades maiores com base em laços sociais ou de parentesco. Toda a vida social concentra-se em torno da mesquita e são todos altamente tradicionalistas. Além do mais, a geografia do país dificulta mto as comunicações - as regiões são divididas por cadeias de montanhas que tem a média de altitude de 2500 mts, cortadas por estradas q nem sempre estão transitáveis. Como está a situação nesses lugares? O pau está comendo lá tb? A oposição iria “ganhar” nesses lugares? Na conjuntura tual, acho meio difícil acreditar nisso. Tamb fico curioso sobre como está a situação em outras cidades grandes. Como estão as coisas em Isfahan, Tabriz e Shiraz, cidades com qse um milhão de hbts (dados retirados da Internet)? Como está a situação no resto do páis, enfim?
Tamb achei curioso o fato de que o PD aponte “resultados acachapantes” em 1997, sem considerar q esses “resultados acachapantes” tb pudessem ser “produto de fraude”. Não foram, mas seria interessante ter informações sobre a estrutra da votação, nessas oportunidades. E, principalmente, esclarecer que Khatami era um clérigo xiita. Fazia parte de uma ala moderada do Conselho da Revolução, mas é interessante saber o q significa isso - e pra começar, dificilmente poderia ser considerado um dissidente no sentido q essa conceito tem no Ocidente). Que eu saiba, a extensão das reformas q ele propos ia até a extensão dos direitos das mulheres (que no regime xiita é bem diverso do regime sunita) e a criação de empregos e abertura de maiores oportunidades para acesso a cursos universitários. Tvz isso explique parte de sua vantagem, mas acho q não só. O problema não foi esse, mas a tentativa q fez de aumentar o poder do presidente, usando como via para isso a defesa da constituição da República Islâmica. Essa mudanças é q foram vetadas pelo Conselho de Guardiães da revolução (existe um livro interessante sobre esse assunto). Entretanto, em 2001 ele estava longe de ser uma unanimidade, principalmente por causa da política econômica desastrosa, q acabou colocando tanto a classe média urbana qto os trabalhadores contra ele, e a política de “Diálogo das Civilizações”, que foi mal entendido tanto dentro qto fora o Iran. Portanto, acho q a coisa está colocada em termos inconsistentes (e não tem outra maneira, infelizmente), visto q não é possível entender a política iraniana eleitoral como se entende no Ocidente. Mas é um exagero dizer que “a população queria … mais liberdades para os dois mais importantes grupos demográficos no Irã: jovens e mulheres. A desilusão era pela crise econômica, q foi provocada pelas políticas dele mm, e boa parte da população atribuia - como ainda atribui - a crise à pressão estrangeira. Aí reside outro fator interessante: a maioria da população iraniana não quer ver o país “ocidentalizado”; considera a pressão sobre o programa nuclear como ingerência indevida e acha q Israel é uma ameaça à segurança da região e à deles. É bom pensar que, na época, “Houve boicote, um dos mais baixos índices de comparecimento às urnas”… pq boa parte da população (principalmente os tais “mais jovens” queria um endurecimento do regime. Tvz tb, em vez de demonizar Ahmadinejad, seja interessante pensar nos limites possíveis naquele momento e no momento atual.
Lobo Mal: favor ler o post 33 e pare de encher o saco, mané!
Lobo Mau, escreva seu nick direito.
cnn
Não me parece que o PD e outros simpatizantes do reformismo iraniano desprezem o lado conservador do Irã. Nem que entendam o reformismo como uma ocidentalização ou, mesmo, tolerância para com a política externa dos EUA ou a política de Israel para os palestinos…
Só que um conjunto de informações apontava para um pleito equilibrado, até porque o lado reformista da sociedade iraniana não é marginal e, desta vez, apoiou com força e organização um dos candidatos.
E se os conservadores tiveram uma vitória limpa, com base num forte apoio de população, isso é incoerente com o silêncio dos opositores, o corte das comunicações e outras atitudes que lembram um golpe de Estado…
Concordo totalmente q o comentário #34 não fecha questão, como comentário nenhum fecha. Mas q foi bastante consistente, foi.
Julio Meirelles
“legalidade soviética” diz respeito ao conjunto de leis q vigoravam (e mtas das quais ainda vigoram) na União Soviética - ou vc acha q não existiam leis lá? É, mais uma vez , a confusão entre o período stalinista (que terminou em 1953) e os outros governos. Os militares soviéticos nunca se imiscuiram em política, mas, em determinadas épocas (o fim do período Brejnev foi uma) em q havia forte oposição - até mesmo da KGB contra o governo. Kostantin Chernenko não foi indicado premiê por causa de suas ligações com o regime Brejnev, e o indicado foi Andropov, um reformista moderado oriundo da KGB. Havia política na URSS. Recuso-me a discutir se era lícita ou não, e se a democracia em estilo ocidental serve como contraponto argumentativo para um debate desses.
Gente… eu disse que os generais soviéticos não tinham esse controle =/
João Paulo Rodrigues (36),
Quando afirmei (# 34) que o comentário de Dino (#30) encerrou o debate quis dezer, claro, que seus (dele) argumentos são mais sustentados do que os da mídia ocidental e dos “analistas” que alegam fraude eleitoral e golpe de Estado.
Sobre sua afirmação e de outros, de que a Internet estaria fora do ar no Irã, seria conveniente que você notasse que o comentarista “Anônimo da Pérsia”, que reside em Teerã, comparece aqui, desde ontem e, como é evidente, utiliza a ligação da rede mundial de computadores.
E não é preciso, como você afirma …” que se mostre aqui quando e como os líderes que estão sendo acusados aqui (note-se que não na mídia estatal iraniana) de “sedição” incitaram as pessoas à violência”…
É imprescindível, isto sim, que os “analistas”, veículos da imprensa e Pedro Doria mostrem dados CONCRETOS a respeito do suposto golpe de Estado que teria sido aplicado.
As imagens televisionadas, inclusive CNN e outras estrangeiras, mostram claramente distúrbios localizados, pessoas que observam e alguma repressão policial. Também mostram enorme concentração popular no comício de vitória do candidato reeleito.
Quem afirma a existência de golpe de Estado deveria, também, expor a consistência de um golpe que, estranhamente, promove comício nas ruas.
Caros filopersas domingueiros, de certo certo mesmo no Irã, acho que temos mesmo é amobilização popular e a expressão dessa mobiliação nas ruas das grandes cidades, mainly Teerã, de uma forma pouquíssimo ou nunca vista desde a revolução de 79. É esta voz das ruas, confirmado ou não o golpe, a grande fraude, que certamente não pode mais ser ignorada pelo status quo. As informações que pingam do Irão aina são confusas, pouco precisas e deixam margema muitas dúvidas. A leitura do R. Fisk confirma a virulência do Estado, na tentativa de reprimir os eleitores de Mousavi, mas deixa no ar também uma gamade razões,de ações do governo, que podem ter feito aumentar o apoio ao Ahmadinejad na reta final.
Na BBC o velho e sempre alerta John Simpson faz um bom relato do clima nas ruas. Parece mesmo que o Irã acordou diferente e que pela primeira vez emmuito tempo, o mundo está vendo as coisas acontecerem.
Lobo Mal: Venha tomar um achaque de meganha iraniano e cheirar um pouco de gás lacrimogênio e fumaça de gasolina como eu fiz ontem à noite para ver como isso vai te fazer “abrir os olhos”.
Ué? Se houve uso da força para calar a dissidência, no que isso impede o grupo que está no poder de chamar seus simpatizantes para as ruas? O golpe em questão, se houve, é de quem já está encastelado e quer continuar lá, não é uma onda para tomar o castelo.
E desde sempre jornalistas encontram meios de burlar corte de comunicações…
Bitt,
Pelo jeito vc confunde existencia de leis com legalidade.
Realmente lamentável que não tenha estudado a história da evolução do direito mundial depois do século XVVIII.
Quanto aos militares sovieticos se intrometerem ou não em política, eu prefiro observar que o elemento dinâmico na sociedade e economia soviéticas eram os militares, que de um jeito ou de outro rivalizavam com os americanos.
Daí pode-se dizer que a real política soviética era a desenvolvida dentro dos quarteis.
E essa não é minha opinião, mas a de Cornélio Castoriadis, por certo um conhecido ideólogo de direita (para que não tenhas dúvida, isso é uma ironia).
Vc descubriria que um sistema de lei não indica que se tenha respeito ao princípio da legalidade.
Por isso, é certo que se pode falar de um direito soviético, mas não de um princípio da legalidade.
Bitt,
Pelo jeito vc confunde existencia de leis com legalidade.
Realmente lamentável que não tenha estudado a história da evolução do direito mundial depois do século XVVIII.
Vc descubriria que um sistema de lei não indica que se tenha respeito ao princípio da legalidade.
Por isso, é certo que se pode falar de um direito soviético, mas não de um princípio da legalidade.
Quanto aos militares sovieticos se intrometerem ou não em política, eu prefiro observar que o elemento dinâmico na sociedade e economia soviéticas eram os militares, que de um jeito ou de outro rivalizavam com os americanos.
Daí pode-se dizer que a real política soviética era a desenvolvida dentro dos quarteis.
E essa não é minha opinião, mas a de Cornélio Castoriadis, por certo um conhecido ideólogo de direita (para que não tenhas dúvida, isso é uma ironia).
João Paulo Rodrigues, antes que apareça esse “alguém” versado em leis iranianas o que nesse espaço maluco é só o que falta acontecer. Você pode ter suas próprias impressões sem o intermédio de mídia alguma. Ao se ter uma policia anti-motim bem equipada com uso de munição não letal, cassetete e gás, verifica-se facilmente que o país do “eixo do mal” ao contrario de nossa “democracia ocidental” fez em Eldorado dos Carajás, não fuzila a própria população. Ao verificar a faixa etária e social dos “revoltosos” nota-se que quem está fazendo parte dos protestos é rapaziada de jeans e t-shirts, pró-ocidente, ou seja, não é algo da população, é meia dúzia de gatos pingados, deste jeito vamos ter que firmar caráter revolucionário a baderna acontecida após o jogo anterior do Corinthians…
Re: 58 - Ué? Alguém espera que os protestos contra a suposta fraude venham dos conservadores? Islâmcos carolas gritando e quebrando o pau contra o Armadinejad? E no que exatamente o fato de a multidão que protesta ser de classe média e “pró-ocidente” retira a legitimidade política dessa ação? Por acaso, os reformistas são uma minoria quase insignificante da sociedade iraniana???
julio meirelles, já para não ter que escutar essa sua encheção de saco eu disse militares soviéticos são legalistas e não em “legalidades soviéticas”, eles (os militares) por doutrina interna militar se colocam em posição legalista perante o governo que estiver em vigência, procurando atuar em seus próprios interesses é lógico, mas com mínima ingerência na vida política. Agora quanto a imbecilidades, podem ser ditas por quem quiser se dispor a dize-las, seja quem for… O poder militar soviético era uma política decidida pelo Politburo. Nunca foi decisão militar e os militares russos, mesmo os de altas patentes sempre andaram “as cascas”… De a pé e de metrô.
Astronauta, SIM e a eleição provou isso. Onde você viu “multidão”???
Eu sou contra fraudes eleitorais nos EUA ou no Irã. Confirmada a fraude, toda revolta é legítima e somente um sistema oligárquico como o estadunidense pode conter a revolta dos estadunidenses que não aceitaram a vitória fraudulenta do Bush.
O Irã organizado, próspero e pacífico é o que de melhor podemos desejar ao Oriente Médio e aos vizinhos da Asia Central. Eu torço pelo Irã pois ele tem um poder civilizador sobre uma parcela importante da Humanidade.
Bitt, gostei dos dados geográficos a respeito do Irã. A mesmo fonte possui informes de outras localidades do mundo? Há um site de consulta?
Re: 61 - Dino, sem essa: ainda que esta eleição iraniana seja legítima, 35% da população votante não são “minoria insignificante”; como os reformistas não foram insignificantes nos pleitos passados. No mais, o que é multidão para você? As fotos dos protestos da Teerã não mostram gatos-pingados — se fosse isso, nem teríamos tantos policiais nas ruas, como as imagens revelam.
Interessante entrar nessa caixa de comentários e examinar a fauna esquerdinha atual:
- gente elogia que Armadinejad, um sujeito que nega o Holocausto, como os neonazistas e financia o terrorismo.
- gente que apoia a repressão do povo iraniano que votou, mas não teve o seu voto levado em conta.
- gente que volta a defender o aparelho soviético.
- gente que defende a bomba atômica nas mãos de Kim Jong Il.
Hoje a esquerda é o atalho mais curto para o barbarismo.
Hoje, ontem e sempre…..
Vale a pena ver o HuffPost, pelo menos a esquerda dos EUA está denunciando esse golpe de estado. Há vídeos chocantes, com esse aparentemente de ontem:
http://www.youtube.com/watch?eurl=http%3A%2F%2Fwww.huffingtonpost.com%2F2009%2F06%2F13%2Firan-demonstrations-viole_n_215189.html&feature=player_embedded&v=dSECAvBTanQ
julio meirelles,
de fato, não estudei “a história da evolução do direito mundial depois do século XVVIII”, nem acho isso lamentável. Não sou advogado e nem historiador do direito. E, embora, pelo q entendi, vc deva ter estudado essa evolução em profunda profundidade, continuo dizendo - me permita a franqueza - q ou está desinformado, ou enrolando. Ou, mais provavelmente, as duas coisas. Confundir “existencia de leis com legalidade” é vc q está fazendo. Que eu saiba, “agir dentro da legalidade” significa “agir nos limites do conjunto de leis em vigor”, portanto, uma coisa decorre da outra. Se vc está querendo dizer que a União Soviética era uma ditadura militar e, ainda por cima, na qual os militares (gostaria de saber o q vc, em seus profundos estudos de direito mundial entende por “militar”) se colocam acima de qq lei, ao agir “fora da legalidade”, é uma coisa; se quer dizer que a URSS não tinha leis, para q toda uma instituição do Estado, e não setores dela, possa agir “fora da legalidade”, é outra. Se prefere “observar que o elemento dinâmico na sociedade e economia soviéticas eram os militares, que de um jeito ou de outro rivalizavam com os americanos”, aí já é outra coisa, visto q essa observação não poderia usar chapéu e sapato, por ausência de pé e cabeça… Visto que “o element dinâmico da sociedade e da econômia”, que eu saiba, tamb tem de observar os limites da lei, ou seja, da legalidade.
Quanto as opiniões reunidas em copiosa bibliografia pelo autor de “A instituição imaginária da sociedade”, “O social-histórico”, as encruzilhadas do labirinto” , etc, etc, posso dizer q o ilustre filósofo poderia, qdo vivo, dizer o q bem entendesse, junto com seus companheiros de “Socialismo ou barbárie”. Agora, se vc quer toma-las como argumento de autoridade, tome-a para si. Prefiro as opiniões a linha de estudos da União Soviética da Universidade da Pensilvãnia, q tem analisado arquivos abertos depois do fim da URSS. é uma questão de gosto.
Dino,
A afirmação de que um determinado grupo é legalista indica que segue de forma estrita as leis que regem uma determinada situação.
Por exemplo, o Brasil sempre foi considerado legalista no plano internacional pq sempre defendeu a tese de respeito ao direito internacional, em oposição ao uso da força, mesmo quando presentes fortes elementos humantários.
Por isso os militares soviéticos poderiam ser muitas coisas, mas duvido que fossem legalistas, ainda mais quando se verifica que eles não se levantaram em diversos momentos para manter a lei na URSS (a queda de Khrushchev teria sido um bom momento para eles demonstrarem seu apego à legalidade, não acha?).
Aliás, quando se intrometeram foi para derrubar o Gorbachev. Grandes legalistas esses militares soviéticos.
Quanto ao que disse citanto Cornélius Castoriadis, foi que a questão militar era o centro da política na URSS especialmente depois de Khrushchev, de tal modo que os militares não teriam do que se queixar dos políticos enquanto recebessem de quem estive no poder os fundos e o apoio para agirem de acordo com os objetivos militares.
Aliás, foi com Gorbachev que esse apoio sumiu.
Re: 64 - Basta um sujeito atacar os podres de isralenses e norte-americanos que um monte de esquerdistas lhes dão apoio automático e incondicional. É o mesmo fenômeno que leva anticomunistas a considerar “aceitáveis” as ações de Pinochet, Videla, Ferdinand Marcos, Somoza etc.
Jorge,
há, sim. Chama-se “Contry Studies”, um site mantido pela Divisão Federal de Pesquisas da Biblioteca do Congresso dos EUA. É o melhor recurso de pesquisa existente na Internet. Tirei boa parte dos dados q tenho sobre o Iran de lá. Tamb tem o Iranian Cultural Information Center, site da Univ de Stanford, com um mapa excelente, e centenas de artigos sobre diversos tópicos (embora tenha de ter um pouco de paciência pra navegar lá).
Clima tenso na noite de Teerã. Muita gente na ruas, mas a repressão corre solta. Dezenas de tropas de choque e “basijis” de prontidão no “Park-Way” (cruzamento de duas das maiores avenidas no norte da cidade). Buzinaços esporádicos e gritos de “Morte ao Ditador”. Os “basijis” estão batendo primeiro e perguntando depois. Meu vizinho teve o carro todo quebrado
É golpe mesmo; mas como bem disse a Alba pode ser o inicio do fim dessa ralé radical religiosa usando o nome de Deus em vão.
Democracia já no irã e fora direitões!
Dino,
1. Não sei o que você entende por multidão. Para mim, todas as imagens mostradas, inclusive neste blog, mostram alguns milhares nas ruas. Podem ser menos do que os partidários de Ahmadinejad? Sim. Mas ainda multidão. Não há como negar.
2. A eleição não provou nada, já que subsistem fortes dúvidas, a não ser que haja uma imensa conspiração que vai de milhares de iranianos desarmados à Israel, passando pela imprensa internacional, blogueiros estrangeiros em Teerã e sei lá mais quem. Pode haver um exagero, muitos boatos, mas que todo mundo esteja errado ao mesmo tempo sobre os mesmos pontos, parece exagero para mim. Fico com a máxima churchilliana.
3. Não há nenhuma relação entre Eldorado de Carajás e o que ocorre em Teerã, a não ser nos aspecto formal. De qualquer maneira, o regime já fuzilou quem tinha que fuzilar nos primeiros anos da Revolução, notadamente esquerdistas.
4. A origem social e os aspectos da indumentária de quem protesta não inside em minha avaliação sobre os mesmos e nem mesmo sua pauta, embora quem peça coisas legítimas e civilizadas, como eleições limpas, conta com a minha simpatia quanto a se tratar de gente honesta e merecedora de respeito, sobretudo se suas aspirações são bloqueadas por Conselhos de Guardiães, congregrações de religiosos, polícias secretas, milícias de costumes e gente do gênero.
NSCA:
Bom, é o que a imprensa e nosso bravo PD está tentando fazer. Concordo que é prematuro julgar como “golpe de Estado”, embora entre jornalistas honestos, e militantes ou simpatizantes de um movimento político que defende coisas básicas semelhantes a algumas coisas que eu acredito, como direitos iguais entre homens e mulheres, e os Aiatolás plutocratas, políticos negadores do Holocausto distribuidores de cestas básicas que se acham ungidos por Deus, e outras coisas do gênero, eu tenda a ter a desconfiar das credenciais democráticas destes frente àqueles.
De qualquer forma, aqui e alhures já se levantaram elementos prováveis dos interesses que ficarão satisfeitos com a eleição do Ahmadinejad. Mas, como disse o David, efetivamente pode ter havido uma ampla mudança eleitoral. Ocorre que está difícil saber até isso, com algumas das informações levantadas até o momento (mudanças na apuração, prisões, declaração de vitória em tempo recorde, reclamações quanto à votação etc.) compondo um quadro muito suspeito. Sendo o regime o que é, só ingênuos acreditam que isso é intriga da oposição aliada a um mega-esquema planetário com sede no eixo Langley-Tel Aviv.
PD, a historinha de 13:15 não bate com o calendário e números da divulgação da eleição, conforme está no gráfico publicado em http://www.fivethirtyeight.com/2009/06/statistical-evidence-does-not-prove.html. se quando isto aconteceu, já se tinha um resultado de 8 milhões de votos para mousavi, como pode ter havido um primeiro boletim com 3×1,6 para Ahmadinejad, depois um de 7×3, etc. verifique os horários de divulgação dos resultados, se forem antes das 2h da manhã, a historinha está furada…
Doria,
o discurso do Bibi está aqui:
http://www.pmo.gov.il/PMOEng/Communication/PMSpeaks/speechbarilan140609.htm.
Abreu
Num tô intendeno nada, nadinha, da celeuma aqui neste blog sobre o tal “golpe dentro do golpe” e sei lá mais que bobeiras sobre o Iran.
O Iran sempre foi uma ditadura, desde minha bisavô, senao tataravó. O único, brevíssimo período de democracia RELATIVA que existiu no país foi durante o govêrno do primeiro ministro Mohammed Mossadegh, deposto por um golpe da CIA por ousar nacionalizar o setor petrolífico, quando enfrentou os USA e a Inglaterra, e perdeu. Morreu exilado em sua província natal, em prisao domiciliar, aos 85 anos.
Democracia no Iran? Piada.
Eleiçoes por lá nao passam de simulacro, de fachada, “pra inglês ver”.
Govêrno moderado no Iran? Outra piada. É bom lembrar que o Kathami ganhou, mas nao levou e nem governou merda nenhuma. Porque razao o Mousavi iria levar desta vez? Porque nós queríamos, os USA queriam? Israel queria? A imprensa ocidental queria, os jornalistas ocidentais queriam, o Pedro Doria queria?
Quem manda alí sâo os clérigos, e vâo continuar mandando, na porrada, na prisao e na torura, pura e simplesmente. É uma ditadura, pessoal! Tem mulá, aiatolá, militares, guardas “revolucionários” e todo tipo de cupincha que ficaram milionários durante a ditadura dos clérigos. Cês tao pensando o quê? Que essa turma vai largar o osso, abandonar os privilégios prum gato pingado soi-disant moderado qualquer? Para que a outra galera mande e mame no lugar deles?
Suponhamos que o Mousavi fosse eleito. Algum beócio pela aí imagina que o Iran iria abandonar, de mâo beijada, para agradar os USA e Israel, seu programa nuclear? Que a ditadura dos clérigos iria amenizar, ficar boazinha, converter-se aos “meigos” valores ocidentais? O cara seria um outro Kathami, um outro pau-mandado, completamente impotente.
Prezados: Tirem o cavalo da chuva. Qualquer revolta das elites iranianas, dos metropolitanos, dos “progressistas”, dos universitários, dos “bem pensantes”, será massacrada. Essa gente é minoria num Iran ainda rural, feudal, conservador e profundamente religioso. E nem os USA, e nem a Europa, e nem o Pedro Doria, e nem qualquer comentarista por aqui poderá mudar ou fazer o que quer que seja.
O fato é que o Iran continuará a ser a “pedro no sapato” dos USA, Israel, Egito, Arábia Saudita e todo e qualquer tiranozinho sunita vassalo e pau-mandado do Oriente Médio. Mais cedo ou mais tarde, o que irá acontecer naquelas plagas será uma outra - dessa vez muito mais mortífera - guerra regional. Com bombas atômicas (o Chesterton Chupa-Cabra, o Dr. Strangelove do blog, amante da Bomba, terá orgasmos múltiplos), químicas e bacteriológicas. A questao fundamental, e que devemos perguntar é a seguinte: Os ocidentais estariam dispostos a pagar o preço da carnificina que virá? Pois vai sobrar pra nóis também, queridinhos.
A esquerda latinoamericana vai apoiar em peso esse golpe no Irã, pois como vocês acham que Chávez e Evo Morales vão se manter no poder depois de que a população mais ao centro político cansar das suas palhaçadas?
Eles vão aceitar derrotas nas urnas? Claro que não. O governo de Chávez é um golpe progressivo. Basta lembrar de como ele tirou poderes de governos locais quando a oposição venceu. Esse caminho de ditadura que se nomeia democracia, falsamente respaldada nas urnas é o caminho da esquerda atual.
Muito engraçado ver aqui no comentários: fatos gritantes vs. ideólogos de esquerda rebolando para apoiar um antisemita. Patético.
O Irã tem e continuará tendo um regime repressivo sob o controle de religiosos, mas não é impossível que fique mais moderado na repressão e menos agressivo na política externa — ou alguém acha que o regime, hoje, está igualzinho aos tempos de Komehini?
Claro, Mousavi representa essa relativa “suavização”.
Você viram a cara-de-pau do Ahmadinejad na coletiva de imprensa? Agora quando ele der aquele sorrisinho e aquela fala mole quando falar das intenções pacíficas do seu programa nuclear, vou ficar com mais medo ainda.
Você viram a cara-de-pau do “Bibi” (!!!) na coletiva de imprensa? Agora quando ele der aquele sorrisinho e aquela fala mole quando falar das intenções pacíficas com relação a Palestina vou ficar com mais medo ainda.
Eu tbém topo brigar com o Mike Tyson se amarrarem as mão dele… é muito hipócrita mesmo esse bibi.
Bom, enfim, chegou a hora… muitas dezenas de milhares fazem a festa da democracia nas ruas de Teerã. Vamos acabar de construir nossa amiga e limpar a fossa, jogando a merda no mar. Desta vez, Definitivamente, por favor!!!
Israel e a ganância megalomaniaca dos judeus, são hoje , sem a menor sombra de dúvidas, a maior ameaça à paz mundial e à boa convivência entre os povos!!!
De uma maneira ou de outro, com Fraude ou sem Fraude, com Mudança ou aprofundamento da Repressão, estou acompanhando por aqui as notícias e informações vindas do Irã.
Creio, acima de tudo, num mundo de repleto de especialistas a destruir dúvidas e espalhar verdades acimentadas, que a dúvida é uma energizante companheira de nossos neurônios.
A verdade é dos fundamentalistas. Prefiro ser perdidinho da Silva.
“Ganância megalomaniaca dos judeus”. Antisemitismo realmente está de volta e aceito pela esquerda.
Re: 81 - Alguém pode me explicar que “festa da democracia” é essa quando o país está com as comunicações cortadas, as universidades fechadas, os líderes de oposição calados e as ruas cheias de forças de segurança?
OK, depois de ler o comentário 82, já tenho a resposta para essa “festa da democracia”…
um depoimento vindo do Irã
http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/06/14/a-visao-de-quem-chegou-do-ira/
Para ser justo: o antissemitismo (como dois Ss, desculpe meu erro, é só lembrar da SS) está sendo aceito por parte da esquerda - mas uma parte cada vez maior. Esse pessoal já nem tem mais vergonha, como esse Sergio L.
vc pode mostrar seu preconceito.
eu não posso.
todo megalomano é arrogante e mesquinho.
Eu não falei nada em geral sobre o povo iraniano, cuja complexidade está ficando ainda mais clara com esses eleições, infelizmente roubadas pela elite política. Você falou sobre os judeus em geral..
Vc falou da “esquerda” em geral…
nem sei o que é isso.
cara, se toca! leia o que escreve.
Stephen Kinzer, correspondente do New York Times, autor do livro All the Shah’s Men.
O vídeo que estou indicando foi postado por um blogueiro iraniano em abril de 2008.
Assistam. Vale a pena.
“Ganância megalomaniaca dos judeus”. Realmente, lamentável.
PD,
a forma como voce coloca em ordem cronologica dos fatos que aparecem esta muito dinamica e interessante.
Sergio L,
a devolução do Sinai não confirma a megalomania de Israel.
a devolução de Gaza também não.
E viva a porradocracia clerical dos aiatolas uranianos.
Bibi deixou absolutamente claro hoje que, no que depender dos palestinos, as coisas não mudarão pelos proximos 10, 50, 200 anos.
Resuminho do discurso do Natanyahu. Link no meu nome.
Se Israel fosse megalomaníaca seu território englobaria o Cairo e Damasco.
Ainda sobre o Irã.
julio meirelles, assim a conversa começa a beirar a esquizofrenia, quer dizer que a não ingerência das forças armadas na vida politica da URSS, permitindo que o “homem cucuruza” fosse afastado em 1964, transforma as forças armadas soviéticas em uma entidade a favor de ilegalidades?
Por outro lado veja que Gorbatchov foi deposto por políticos linha dura do politburo, diga-se de passagem de sua esfera de influencia. Lembra da humilhação a que foi submetido por Ieltsin devido a isso? Se houvesse um levante militar realmente, Ieltsin não teria a menor chance. Quanto a questão militar ser altamente relevante por lá, até hoje, assim como o é nos EUA, não confere nem poderes nem privilégios especiais. Nunca houve governo na ex-URSS em que os militares dessem as cartas. Inclusive prova disso é a doutrina militar que era praticada até então com origem na doutrinação politica de ajuda aos povos, que no Afeganistão e na primeira guerra da Chechenia na tentativa de uma guerra “limpa” com preservação de civis, sem bombardeios, levou a um alto numero de perdas de seus soldados. Repare que após 11 de setembro e o massacre de Beslan com a mudança de doutrina, ficou fácil, mesmo estando debilitados devido a questões econômicas, derrotaram os chechenos e georgianos rapidamente. Ou como diz um ditado Israelense: Se a força não está dando resultado, é porque você não está usando força suficiente…
Em suma, o PD falou besteira, os militares soviéticos nunca controlaram nem mídia, nem aparato repressivo, (essa ultima ele deve ter tirado de algum filme de roliude). Controlavam o time ruim do CSKA … (isso pode ser considerado trafico de drogas se quiser).
Re: 86 - Bacana, o depoimento no blog do Nassif. Mas há alguém sensato que negue a popularidade do Armadinejad? Parece-me que sua vitória tenha sido possibilidade considerável nas análises publicadas no Ocidente. E, de todo modo, apoiar o lado reformista, no Irã, está longe se representar repúdio à cultura islâmica e apoio a uma ocidentalização em geral.
O que continua inquietando é: se Armadinejad teve uma vitória limpa, se sua superioridade nas urnas foi obtida naturalmente, por que o governo iraniano está com medidas repressivas desde o fim das apurações?
Gabriel, o problema é que vocês pensam ser uma nação, quando na verdade não passam de um posto avançado do colonialismo ocidental no oriente médio, não faz a menor diferença o que o bibi fala, deixa de falar e de pensar. Importa o que os EUA querem para a região, se Obama pretende REALMENTE a construção de um estado palestino na região, isso ocorrerá, se for só retórica para árabe ver, no que depender de QUALQUER politico israelense, não ocorrerá.
Astronauta, uma briga de clérigos para chegarem ao poder não é uma hipótese viável? Quem perdeu e quer dar um golpe é a oposição, o que você acha que deveria ser feito? Esperar a baderna total ou um golpe?
Dino,
verdade, verdade mesmo, é que não faz a menor diferença o que VOCE e outros iguais a voce pensam, peidam e falam.
E se voce acha que Israel é posto avançado do colonialismo ocidental, puxa… e dai? fazer o que com isso???? Falou e não disse nada.
O Bibi passou a bola pros palestinos, pois sabe muito bem que eles não jogam porra nenhuma. Agora o Obama vai esperar o Abbas tomar uma atitude e dizer que fez o que podia. Ponto final !
O proximo passo fica pra quando os palestinos forem capazes de fazer eles mesmos o que todos os povos fizeram na conquista da sua cidadania, sem ficar esperando que os outros povos façam alguma coisa por eles. Como SEMPRE foi.
Testemunha ocular, direto de Teheheheran
Golpe de estado no Irã
O general Ciro assumiu o controle do Estado e dos poços de petróleo. Seu filho, Cambises, pretende invadir o Egito, Israel, Síria e Líbano. O marechal Dario prefere ocupar a Grécia pra correr a Maratona e bater o recorde de Fidípides. O coronel Xerxes, é a favor da guerra das Termópilas contra Leônidas, o Diamante Negro, mas está muito triste porque levou uma chifrada da judia Esterzinha, que continua trepando com o Morde e Cai. Daí, perdeu a fome e não quer mais comer Salaminho. Artaxerxes, filho de Xerxes, reconhece o declínio do país e pretende fazer as pazes com Alexandre do Pau Grande, o que dorme na rede com Aristóteles que ainda não é Onassis nem casado com a Jackie.
O baitolalá Zaratustra saiu do armário, fugiu para a Alemanha, onde vai morar com Nietzsche.
Não houve levante militar algum na tentativa de golpe contra Gorbatchev. Algumas unidades militares da área de Moscou foram para a rua qdo se noticiaram disturbios, mas voltaram dois dias depois. Lembro mto bem de unidades blindadas desfilando diante do Ieltsin. Este sim, deu um golpe.
Por outro lado, Dino, não sei na Chechênia, mass no Afeganistãome houveram operações aéreas desde o início, inclusive com o uso de bombardeiros estratégicos TU160 adaptados para lançamento de bombas convencionais. Os (então) soviéticos inclusive modificaram o projeto so SU25, que era bastante novo na época, com base na experiência adquirida em ataques de baixo nível. O número de danos colateriais é considerado baixo no Aeganistão em função dos vazios populacionais daquele teatro de operações. Mas seria impossível uma campanha COIN sem apoio aéreo aproximado.
PD, Deixa eu colocar aqui um temor: de que toda a cobertura - TODA MESMO! - dos fatos no Irã esteja sendo feita superficialmente, e muito à distância - não física, já que vc mesmo pediu a ajuda do Anônimo da Pèrsia, algo louvável e que mostra sua intenção de mostrar a realidade dos fatos com isenção e profissionalismo. Mas eu peço que você e os comentaristas leiam este depoimento:
http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/06/14/a-visao-de-quem-chegou-do-ira/#comments
Desde já, adianto: não sei quem está certo. O que eu sei é que as coberturas internacionais - em época de grana curta e crise econômica - são muitas vezes levadas à distância, por entidades, mídias e observadores que podem não ser totalmente isentos, pois não levam em conta (nem mesmo conhecem) as particularidades da política de cada país, de cada processo, de cada povo.
Bitt, não houve bombardeio de cidades e aldeias no Afeganistão e o ato de bombardear montanhas pode ter até efeito psicológico, já prático… Osama Bin Laden acredita que não. Os soviéticos usavam helicópteros com certo resultado, isso até a CIA fornecer stingers para o seu aliado e agente OSAMA BIN LADEN, daí o custo humano e material ficou insuportável.
Waldyr Kopezky, não sei quanto aos outros jornais brasileiros… mas o Estadão tem um repórter no Irã. A imprensa americana e européia tem vários jornalistas dentro do Irã. A grande imprensa não está cobrindo à distância.
Eu estou, evidentemente.
Mas as pessoas com quem converso, lá, são jornalistas experientes que falam persa. O Anônimo da Pérsia não passou uns dias em Teerã e tirou conclusões. Ele vive no Irã há anos. Os dois analistas que tenho citado, Juan Cole e Abbas Milani, não só são fluentes em persa (Milani, aliás, é iraniano) como têm pencas de livros escritos sobre o xiismo iraniano e a política iraniana.
Com todo respeito ao leitor do Nassif… deixa pra lá.
PD,
boa essa cobertura, nao fosse isso eu nao dimensionaria a caca, ate pq a repercussao global é baixa. pelo menos por enquanto.
é possivel q nao seja nda disso, mas vc trazer infos de fontes (abertas) q estao la dentro torna crivel a versao.
nao é a minha, mas ao contrario do q neguinho reclama ai, vc conseguiu atrair atenção sem apelar.
Re: 100 - Dino, que golpe você vê da parte do Mousavi? Civis quebrando o pau nas ruas contra forças de segurança inteiramente alinhadas a quem está no poder? Se o golpismo pró-Mousavi existisse, você acha que teríamos showmício do Armadinejad? Ô, loco…
Re: 104 - Waldyr, já estávamos comentando esse texto.
Ahmadinejad, Hamas, Hezzbolah não se preocupam com a situação objetiva dos palestinos, em construir um estado para eles, na devolução dos territórios ocupados. O seu objetivo declarado é a extinção do Estado de Israel. Isso não é segredo, eles mesmo falam. Por isso, esses pilantras mórbidos nunca deixarão existir a paz.
outra coisa, PD.
tem rolado uns comentarios com informações falsas q podem ser facilmente desmascaradas. apesar de a principio vc nao ter nda com isso, pois nao as estimula, esse espaço acaba sendo veiculo de propagação de mentiras. como eu nao domino HTML, e nem sei se seria possivel publicar imagens, quero saber se posso te mandar informações em arquivo por e-mail.
;^/
Legal, PD…
É importante isso: você está em uma casa que eu estive (o Estadão) e que eu gostei de trabalhar. Você defende a cobertura da tua mídia. Eu também reforço isso: sempre tive liberdade na AE, quando estive lá.
Mas eu quero pôr a coisa desta forma: UM correspondente apenas, que tem UM guia local para interagir com a população (que não fala inglês) e que está constantemente posicionado junto de OUTROS correspondentes internacionais, sitiados em UM hotel e vendo a realidade local de UM único ponto de vista (sem contar que eles trocam informações entre si). Em caso de um profissional excepcional, que foge das coletivas e da cobertura “de manada”, se embrenhando na sociedade desconhecida, estranha e - consequentemente - potencialmente perigosa, coletando dados que fogem à cobertura usual - chegando mesmo a confltar com a cobertura de Reuters, France Presse, AP,BBC e congêneres - eu pergunto: o editor vai colocar o quê pra rodar?
Astronauta: foi mal, passei batido pela discussão. Valeu!
Dino,
O seu raciocínio é interessante.
Primeiro afirma terem sido legalistas os militares soviéticos, o que importaria em eles serem sempre a favor de soluções dentro das leis, se possível o mais próximas de sua literalidade.
Eu questiono esse fato, dizendo que eles não são legalistas, pois jamais foram conhecidos por apoiarem o estrito cumprimento das leis. Não me lembro deles terem a queda do Khrushchev.
A rigor, eles sempre foram realistas, atendo-se a realidade política soviética. E ser realista não os equipara a praticantes de ilegalidades. Significa somente que se preocupam com o que o que ocorre e com o que é eficiente. Se legal ou ilegal não é uma questão relevante.
Recomendo a leitura de Ferdinand Lassalle. Seria instrutuvo.
A popularidade desse tal de AH……… é tão tenebrosa quanto a daquele tal de Fernando Collor de mello!
ME DÁ CALAFRIOS ATÉ HOJE…….
Gente……só no estdo democrático há alguma chance de gente simples como nós vicejar!
O 109 é correto……pilantragem a toda prova…….Palestina livre e fora aos radicais islamicos !
E fora direitões!
PD, você disse que os generais soviéticos não tinham MAIS esse controle. Subentendesse que, anteriormente tiveram, o que não é verdade.
Para quem quiser ver, vá ao G1 e na galeria de imagens a quarta imagem, tem um rapaz com o rosto coberto com pano verde e um ramalhete de flores semi-automatico na mão…
Por falar nisso, quantos mesmo, as terríveis forças de repressão iraniana já fuzilaram? Foram mais ou menos que o governo do PSDB em Eldorado dos Carajás?
Ah, é preciso que civis sejam fuzilados para que seja configurado golpe?
Em 64, então, tivemos transição democrática no Brasil…
“Para quem quiser ver, vá ao G1 e na galeria de imagens a quarta imagem, tem um rapaz com o rosto coberto com pano verde e um ramalhete de flores semi-automatico na mão…”
Claro. Esse guerreiro solitário aí é um supersoldado que vale por cem homens… A vanguarda das forças revolucionárias de Mousavi…
Blog do Luis Nassif hahaha. O dito jornalista…
Então é aqui que veio parar a esquerda latrina do séc. XXI, apoiando Ahmadinejad. E falando da legalidade na URSS… Agora entendo com se calavam com a invasão da Hungria e Tchecoslováquia.
Vamos esperar pelo artiginho do Emir Sader, capa dos Meus Caros Amigos, alguma bobagem dita pelo Tarso Genro.
Porca miséria!
O que aconteceu com os ícones hippies que regavam as utopias esquerdistas?
Luis, alem de cair de pára-quedas falou besteira, os militares soviéticos foram a Tchecoslováquia e a Hungria não por vontade própria nem para mostrar seu poderio, foram obedecendo as ordens do politburo que sempre foi quem mandava, assim como os militares estadunidenses a mando de seus governantes e grupos de interesses já invadiram alguns países.
Entre as várias INVASÕES das forças armadas dos Estados Unidos fizeram nos séculos XIX, XX e XXI, podemos citar:
1846 - 1848 - MÉXICO - Por causa da anexação, pelos EUA, da República do Texas
1890 - ARGENTINA - Tropas americanas desembarcam em Buenos Aires para
defender interesses econômicos americanos.
1891 - CHILE - Fuzileiros Navais esmagam forças rebeldes
nacionalistas.
1891 - HAITI - Tropas americanas debelam a revolta de operários
negros na ilha de Navassa, reclamada pelos EUA.
1893 - HAWAI - Marinha enviada para suprimir o reinado independente anexar o Hawaí aos EUA.
1894 - NICARÁGUA - Tropas ocupam Bluefields, cidade do mar do Caribe, durante um mês.
1894 - 1895 - CHINA - Marinha, Exército e Fuzileiros desembarcam no país durante a guerra sino-japonesa.
1894 - 1896 - CORÉIA - Tropas permanecem em Seul durante a guerra.
1895 - PANAMÁ - Tropas desembarcam no porto de Corinto, província Colombiana.
1898 - 1900 - CHINA - Tropas dos Estados Unidos ocupam a China durante a Rebelião Boxer.
1898 - 1910 - FILIPINAS - As Filipinas lutam pela independência do país, dominado pelos EUA (Massacres realizados por tropas americanas em Balangica, Samar, Filipinas - 27/09/1901 e Bud Bagsak, Sulu, Filipinas
11/15/1913) - 600.000 filipinos mortos.
1898 - 1902 - CUBA - Tropas sitiaram Cuba durante a guerra hispano-americana.
1898 - Presente - PORTO RICO - Tropas sitiaram Porto Rico na guerra hispano-americana, hoje ‘Estado Livre Associado’ dos Estados Unidos.
1898 - ILHA DE GUAM - Marinha americana desembarca na ilha e a mantêm como base naval até hoje.
1898 - ESPANHA - Guerra Hispano-Americana - Desencadeada pela misteriosa explosão do encouraçado Maine, em 15 de fevereiro, na Baía de Havana. Esta guerra marca o surgimento dos EUA como potência capitalista e militar mundial.
1898 - NICARÁGUA - Fuzileiros Navais invadem o porto de San Juan del Sur.
1899 - ILHA DE SAMOA - Tropas desembarcam e invadem a Ilha em conseqüência de conflito pela sucessão do trono de Samoa.
1899 - NICARÁGUA - Tropas desembarcam no porto de Bluefields e invadem a Nicarágua (2ª vez).
1901 - 1914 - PANAMÁ - Marinha apóia a revolução quando o Panamá reclamou independência da Colômbia; tropas americanas ocupam o canal em 1901, quando teve início sua construção.
1903 - HONDURAS - Fuzileiros Navais americanos desembarcam em Honduras e intervêm na revolução do povo hondurenho.
1903 - 1904 - REPÚBLICA DOMINICANA - Tropas norte americanas atacaram e invadiram o território dominicano para proteger interesses do capital americano durante a revolução.
1904 - 1905 - CORÉIA - Fuzileiros Navais dos Estados Unidos desembarcaram no território coreano durante a guerra russo-japonesa.
1906 - 1909 - CUBA -Tropas dos Estados Unidos invadem Cuba e lutam contra o povo cubano durante período de eleições.
1907 - NICARÁGUA - Tropas americanas invadem e impõem a criação de um protetorado, sobre o território livre da Nicarágua.
1907 - HONDURAS - Fuzileiros Navais americanos desembarcam e ocupam Honduras durante a guerra de Honduras com a Nicarágua.
1908 - PANAMÁ - Fuzileiros Navais dos Estados Unidos invadem o Panamá durante período de eleições.
1910 - NICARÁGUA - Fuzileiros navais norte americanos desembarcam e invadem pela 3ª vez Bluefields e Corinto, na Nicarágua.
1911 - HONDURAS - Tropas americanas enviadas para proteger interesses americanos durante a guerra civil, invadem Honduras.
1911 - 1941 - CHINA - Forças do exército e marinha dos Estados Unidos invadem mais uma vez a China durante período de lutas internas repetidas.
1912 - CUBA - Tropas americanas invadem Cuba com a desculpa de proteger interesses americanos em Havana.
1912 - PANAMÁ - Fuzileiros navais americanos invadem novamente o Panamá e ocupam o país durante eleições presidenciais.
1912 - HONDURAS - Tropas norte americanas mais uma vez invadem Honduras para proteger interesses do capital americano.
1912 - 1933 - NICARÁGUA - Tropas dos Estados Unidos com a desculpa de combaterem guerrilheiros invadem e ocupam o país durante 20 anos.
1913 - MÉXICO - Fuzileiros da Marinha americana invadem o México com a desculpa de evacuar cidadãos americanos durante a revolução.
1913 - MÉXICO - Durante a Revolução mexicana, os Estados Unidos bloqueiam as fronteiras mexicanas em apoio aos revolucionários.
1914 - 1918 - PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL - Os EUA entram no conflito em 6 de abril de 1917 declarando guerra à Alemanha. As perdas americanas chegaram a 114 mil homens.
1914 - REPÚBLICA DOMINICANA - Fuzileiros navais da Marinha dos Estados invadem o solo dominicano e interferem na revolução do povo dominicano em Santo Domingo.
1914 - 1918 - MÉXICO - Marinha e exército dos Estados Unidos invadem o território mexicano e interferem na luta contra nacionalistas.
1915 - 1934 - HAITI- Tropas americanas desembarcam no Haiti, em 28 de julho, e transformam o país numa colônia americana, permanecendo lá durante 19 anos.
1916 - 1924 - REPÚBLICA DOMINICANA - Os EUA invadem e estabelecem um governo militar na República Dominicana, em 29 de novembro, ocupando o país durante oito anos.
1917 - 1933 - CUBA - Tropas americanas desembarcam em Cuba, e transformam o país num protetorado econômico americano, permanecendo essa ocupação por 16 anos.
1918 - 1922 - RÚSSIA - Marinha e tropas americanas enviadas para combater a revolução Bolchevista. O Exército realizou cinco desembarques, sendo derrotado pelos russos em todos eles.
1919 - HONDURAS - Fuzileiros norte americanos desembarcam e invadem mais uma vez o país durante eleições, colocando no poder um governo a seu serviço.
1918 - IUGOSLÁVIA - Tropas dos Estados Unidos invadem a Iugoslávia e intervêm ao lado da Itália contra os sérvios na Dalmácia.
1920 - GUATEMALA - Tropas americanas invadem e ocupam o país durante greve operária do povo da Guatemala.
1922 - TURQUIA - Tropas norte americanas invadem e combatem nacionalistas turcos em Smirna.
1922 - 1927 - CHINA - Marinha e Exército americano mais uma vez invadem a China durante revolta nacionalista.
1924 - 1925 - HONDURAS - Tropas dos Estados Unidos desembarcam e invadem Honduras duas vezes durante eleição nacional.
1925 - PANAMÁ - Tropas americanas invadem o Panamá para debelar greve geral dos trabalhadores panamenhos.
1927 - 1934 - CHINA - Mil fuzileiros americanos desembarcam na China durante a guerra civil local e permanecem durante sete anos, ocupando o território chinês.
1932 - EL SALVADOR - Navios de Guerra dos Estados Unidos são deslocados durante a revolução das Forças do Movimento de Libertação Nacional - FMLN -
comandadas por Marti.
1939 - 1945 - SEGUNDA GUERRA MUNDIAL - Os EUA declaram guerra ao Japão em 8 de dezembro de 1941 e depois a Alemanha e Itália, invadindo o Norte da África, a Ásia e a Europa, culminando com o lançamento das bombas atômicas sobre as cidades desmilitarizadas de Iroshima e Nagasaki.
1946 - IRÃ - Marinha americana ameaça usar artefatos nucleares contra tropas soviéticas caso as mesmas não abandonem a fronteira norte do Irã.
1946 - IUGOSLÁVIA - Presença da marinha americana ameaçando invadir a zona costeira da Iugoslávia em resposta a um avião espião dos Estados Unidos abatido pelos soviéticos.
1947 - 1949 - GRÉCIA - Operação de invasão de Comandos dos EUA garantem vitória da extrema direita nas “eleições” do povo grego.
1947 - VENEZUELA - Em um acordo feito com militares locais, os EUA invadem e derrubam o presidente eleito Rómulo Gallegos, como castigo por ter aumentado o preço do petróleo exportado, colocando um ditador no poder.
1948 - 1949 - CHINA - Fuzileiros americanos invadem pela ultima vez o território chinês para evacuar cidadãos americanos antes da vitória comunista.
1950 - PORTO RICO - Comandos militares dos Estados Unidos ajudam a esmagar a revolução pela independência de Porto Rico, em Ponce.
1951 - 1953 - CORÉIA - Início do conflito entre a República Democrática da Coréia (Norte) e República da Coréia (Sul), na qual cerca de 3 milhões de pessoas morreram. Os Estados Unidos são um dos principais
protagonistas da invasão usando como pano de fundo a recém criada Nações Unidas, ao lado dos sul-coreanos. A guerra termina em julho de 1953 sem vencedores e com dois estados polarizados: comunistas ao norte e um governo pró-americano no sul. Os EUA perderam 33 mil homens e mantém até hoje base militar e aero-naval na Coréia do Sul.
1954 - GUATEMALA - Comandos americanos, sob controle da CIA, derrubam o presidente Arbenz, democraticamente eleito, e impõem uma ditadura militar no país. Jacobo Arbenz havia nacionalizado a empresa United Fruit e impulsionado a Reforma Agrária.
1956 - EGITO - O presidente Nasser nacionaliza o canal de Suez. Tropas americanas se envolvem durante os combates no Canal de Suez sustentados pela Sexta Frota dos EUA. As forças egípcias obrigam a coalizão franco-israelense-britânica, a retirar-se do canal.
1958 - LÍBANO - Forças da Marinha americana invadem apóiam o exército de ocupação do Líbano durante sua guerra civil.
1958 - PANAMÁ - Tropas dos Estados Unidos invadem e combatem manifestantes nacionalistas panamenhos.
1961 - 1975 - VIETNÃ. Aliados ao sul-vietnamitas, o governo americano invade o Vietnã e tenta impedir, sem sucesso, a formação de um estado comunista, unindo o sul e o norte do país. Inicialmente a participação americana se restringe a ajuda econômica e militar (conselheiros e material bélico). Em agosto de 1964, o congresso americano autoriza o presidente a lançar os EUA em guerra. Os Estados Unidos deixam de ser simples consultores do exército do Vietnã do Sul e entram num conflito traumático,
que afetaria toda a política militar dali para frente. A morte de quase 60 mil jovens americanos e a humilhação imposta pela derrota do Sul em 1975, dois anos depois da retirada dos Estados Unidos, moldou a estratégia futura de evitar guerras que impusessem um custo muito alto de vidas americanas e nas quais houvesse inimigos difíceis de derrotar de forma convencional, como os vietcongues e suas táticas de guerrilhas.
1962 - LAOS - Militares americanos invadem e ocupam o Laos durante guerra civil contra guerrilhas do Pathet Lao.
1964 - PANAMÁ - Militares americanos invadiram mais uma vez o Panamá e mataram 20 estudantes, ao reprimirem a manifestação em que os jovens queriam trocar, na zona do canal, a bandeira americana pela bandeira e seu país.
1965 - 1966 - REPÚBLICA DOMINICANA - Trinta mil fuzileiros e pára-quedistas norte americanos desembarcaram na capital do país São Domingo para impedir a nacionalistas panamenhos de chegarem ao poder. A CIA conduz Joaquín Balaguer à presidência, consumando um golpe de estado que depôs o presidente eleito Juan Bosch. O país já fora ocupado pelos americanos de 1916 a 1924.
1966 - 1967 - GUATEMALA - Boinas Verdes e marines americanos invadem o país para combater movimento revolucionário contrario aos interesses econômicos do capital americano.
1969 - 1975 - CAMBOJA - Militares americanos enviados depois que a Guerra do Vietnã invadem e ocupam o Camboja.
1971 - 1975 - LAOS - EUA dirigem a invasão sul-vietnamita bombardeando o território do vizinho Laos, justificando que o país apoiava o povo vietnamita em sua luta contra a invasão americana.
1975 - CAMBOJA - 28 marines americanos são mortos na tentativa de resgatar a tripulação do petroleiro estadunidense Mayaquez.
1980 - IRÃ - Na inauguração do estado islâmico formado pelo Aiatolá Khomeini, estudantes que haviam participado da Revolução Islâmica do Irã ocuparam a embaixada americana em Teerã e fizeram 60 reféns. O governo americano preparou uma operação militar surpresa para executar o resgate, frustrada por tempestades de areia e falhas em equipamentos. Em meio à frustrada operação, oito militares americanos morreram no choque entre um helicóptero e um avião. Os reféns só seriam libertados um ano depois do seqüestro, o que enfraqueceu o então presidente Jimmy Carter e elegeu Ronald Reagan, que conseguiu aprovar o maior orçamento militar em época de paz até então.*
1982 - 1984 - LÍBANO - Os Estados Unidos invadiram o Líbano e se envolveram nos conflitos do Líbano logo após a invasão do país por Israel - e acabaram envolvidos na guerra civil que dividiu o país. Em 1980, os americanos supervisionaram a retirada da Organização pela Libertação da Palestina de Beirute. Na segunda intervenção, 1.800 soldados integraram uma força conjunta de vários países, que deveriam restaurar a ordem após o massacre de refugiados palestinos por libaneses aliados a Israel. O custo para os americanos foi a morte 241 fuzileiros navais, quando os libaneses explodiram um carro bomba perto de um quartel das forças americanas.
1983 - 1984 - ILHA DE GRANADA - Após um bloqueio econômico de quatro anos a CIA coordena esforços que resultam no assassinato do 1º Ministro Maurice Bishop. Seguindo a política de intervenção externa de Ronald Reagan, os Estados Unidos invadiram a ilha caribenha de Granada alegando prestar proteção a 600 estudantes americanos que estavam no país, as tropas eliminaram a influência de Cuba e da União Soviética sobre a política da ilha.
1983 - 1989 - HONDURAS - Tropas americanas enviadas para construir bases em regiões próximas à fronteira, invadem o Honduras
1986 - BOLÍVIA - Exército americano invade o território boliviano na justificativa de auxiliar tropas bolivianas em incursões nas áreas de cocaína.
1989 - ILHAS VIRGENS - Tropas americanas desembarcam e invadem as ilhas durante revolta do povo do país contra o governo pró-americano.
1989 - PANAMÁ - Batizada de Operação Causa Justa, a intervenção americana no Panamá foi provavelmente a maior batida policial de todos os tempos: 27 mil soldados ocuparam a ilha para prender o presidente panamenho, Manuel Noriega, antigo ditador aliado do governo americano. Os Estados Unidos justificaram a operação como sendo fundamental para proteger o Canal do Panamá, defender 35 mil americanos que viviam no país, promover a democracia e interromper o tráfico de drogas, que teria em Noriega seu líder na América Central. O ex-presidente cumpre prisão perpétua nos Estados Unidos.
1990 - LIBÉRIA - Tropas americanas invadem a Libéria justificando a evacuação de estrangeiros durante guerra civil.
1990 - 1991 - IRAQUE - Após a invasão do Iraque ao Kuwait, em 2 de agosto de 1990, os Estados Unidos com o apoio de seus aliados da Otan, decidem impor um embargo econômico ao país, seguido de uma coalizão anti-Iraque (reunindo além dos países europeus membros da Otan, o Egito e outros países árabes) que ganhou o título de “Operação Tempestade no Deserto”. As hostilidades começaram em 16 de janeiro de 1991, um dia depois do fim do prazo dado ao Iraque para retirar tropas do Kuwait. Para expulsar as forças iraquianas do Kuwait, o então presidente George Bush destacou mais de 500 mil soldados americanos para a Guerra do Golfo.
1990 - 1991 - ARÁBIA** SAUDITA - Tropas americanas destacadas para ocupar a Arábia Saudita que era base militar na guerra contra Iraque.
1992 - 1994 - SOMÁLIA - Tropas americanas, num total de 25 mil soldados, invadem a Somália como parte de uma missão da ONU para distribuir mantimentos para a população esfomeada. Em dezembro, forças militares norte-americanas (comando Delta e Rangers) chegam a Somália para intervir numa guerra entre as facções do então presidente Ali Mahdi Muhammad e tropas do general rebelde Farah Aidib. Sofrem uma fragorosa derrota militar nas ruas da capital do país.
1993 - IRAQUE -No início do governo Clinton, é lançado um ataque contra instalações militares iraquianas, em retaliação a um suposto atentado, não concretizado, contra o ex-presidente Bush, em visita ao Kuwait.
1994 - 1999 - HAITI - Enviadas pelo presidente Bill Clinton, tropas americanas ocuparam o Haiti na justificativa de devolver o poder ao presidente eleito Jean-Betrand Aristide, derrubado por um golpe, mas o
que a operação visava era evitar que o conflito interno provocasse uma onda de refugiados haitianos nos Estados Unidos.
1996 - 1997 - ZAIRE (EX REPÚBLICA DO CONGO) - Fuzileiros Navais americanos são enviados para invadir a área dos campos de refugiados Hutus onde a revolução congolesa ?Marines evacuam civis? iniciou.
1997 - LIBÉRIA - Tropas dos Estados Unidos invadem a Libéria justificando a necessidade de evacuar estrangeiros durante guerra civil sob fogo dos rebeldes.
1997 - ALBÂNIA - Tropas americanas invadem a Albânia para evacuarem estrangeiros.
2000 - COLÔMBIA - Marines e “assessores especiais” dos EUA iniciam o Plano Colômbia, que inclui o bombardeamento da floresta com um fungo transgênico fusarium axyporum (o “gás verde”).
2001 - AFEGANISTÃO - Os EUA bombardeiam várias cidades afegãs, em resposta ao ataque terrorista ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001. Invadem depois o Afeganistão onde estão até hoje.
2003 - IRAQUE - Sob a alegação de Saddam Hussein esconder armas de destruição e financiar terroristas, os EUA iniciam intensos ataques ao Iraque. É batizada pelos EUA de “Operação Liberdade do Iraque” e por Saddam de “A Última Batalha”, a guerra começa com o apoio apenas da Grã-Bretanha, sem o endosso da ONU e sob protestos de manifestantes e de governos no mundo inteiro. As forças invasoras americanas até hoje estão no território iraquiano, onde a violência aumentou mais do que nunca.
Na América Latina, África e Ásia, os Estados Unidos invadiam países ou para depor governos democraticamente eleitos pelo povo, ou para dar apoio a ditaduras criadas e montadas pelos Estados Unidos, tudo em nome da “democracia” (deles).
Vixe. Por mais que eu quisesse que o Ahmadinejad fosse pego no pulo e se ferrasse, é impossível não me colocar ao lado do ceticismo do Waldyr Kopezky.
PS: aposto que algum direitoba ensandecido vai pensar que minha posição sobre as eleições do Irã reflete meu posicionamento político. Então lá vai: gostaria de ver Mousavi eleito. Mas ceticismo é bom… ceticismo é bom…
A obamanização do mundo
Publicidade
LISBOA - Estou cansado da obamanização do mundo. Inventei agora a palavra. Vocês sabem o que ela significa: a obamanização consiste em substituir a realidade pela fantasia, esperando que nos quatro cantos do globo surja sempre um candidato capaz de imitar a retórica bondosa e evangelista do original Barack.
Aconteceu agora no Irã. Li os jornais disponíveis. Acompanhei as reportagens televisivas. O tom era semelhante: pela primeira vez desde 1979, altura em que Khomeini deixou o seu exílio dourado em Paris para regressar a Teerã, os iranianos iriam escolher novo presidente. Pior: iriam escolher um “moderado” (Mousavi) por oposição a essa grotesca criatura chamada Ahmadinejad.
A fantasia esquecia dois pormenores básicos, quase dolorosos. Primeiro: o Irã não é uma democracia. O Irã é uma teocracia, o que significa que as decisões (iniciais e finais) pertencem ao Líder Supremo, Khamenei.
É o Líder Supremo quem escolhe os candidatos presidenciais. Em todas as eleições, aparecem centenas ao cargo. Esse ano, foram 485 candidaturas. Quatro foram selecionadas, depois de verificação apertada, ou seja, depois de se verificarem os créditos revolucionários dos quatro candidatos, rigorosamente do sexo masculino e rigorosamente muçulmanos xiitas. Mas a influência do Líder Supremo não termina aqui. O Líder Supremo, independentemente do resultado da votação, escolhe o presidente do Irã. Os iranianos que foram às urnas são apenas figurantes de um teatrinho sórdido.
– João Pereira Coutinho (cliquem no meu nome)
Mas há mais. Nos últimos dias, surgiu igualmente a fantasia de que Ahmadinejad poderia ser derrotado por um “moderado”. E quem é o moderado? Precisamente: Mir-Hossein Mousavi, um antigo primeiro-ministro de Kohmeini, responsável pela execução maciça de opositores políticos na década de 80 (20 mil? 30 mil?). Alguns jornalistas, sem um pingo de vergonha na cara, chegaram mesmo a acrescentar que Mousavi iria inaugurar um novo período de relações amigáveis com o Ocidente e, pasmem, Israel. Para os relapsos, relembro que Mousavi esteve envolvido no atentado terrorista ao centro cultural judaico de Buenos Aires. Morreram 85 pessoas.
E agora? Agora, coisa nenhuma. A vitória de Ahmadinejad, seguramente forjada, cumpriu na perfeição o roteiro pré-definido pela teocracia iraniana. O que significa que, depois dos Guardas Revolucionários fazerem o seu trabalho, prendendo ou espancando os manifestantes, o Irã continuará o seu glorioso caminho rumo à pobreza, à opressão das suas minorias e, claro, à bomba nuclear, para uso cirúrgico contra Israel. A obamanização do mundo é uma idéia simpática. As idéias simpáticas, pelos vistos, não chegam a Teerã.
Humm… Atestar rigorosidade de fé islâmica de denominação xiita até acho fácil… Agora, vai saber como é que faz para chegar à conclusão da rigorosidade da masculinidade dos candidatos… Cada texto demente…
Astronauta
Ah, é preciso que civis sejam fuzilados para que seja configurado golpe?
Dino - É lógico que não, se você for governador do PSDB de um estado do norte do Brasil, já é mais que suficiente para fuzilar civis. Não necessita de golpe nenhum.
Nada Será Como Antes,
Não é por nada não, mas penso que você obteria melhor proveito se em vez de ficar lendo os textos sobre a Revolução no Irã que não irá acontecer fosse para o post “A Petrobras e a imprensa golpista” de 08/06/2009 às 6:22 para ler a minha resposta (311) a sua réplica (300).
Clever Mendes de Oliveira
BH, 14/06/2009
Danilo, sei lá, mas você não está superestimando a capacidade cientifica-tecnologico-militar iraniana? Construir uma bomba nuclear anti-sionista é um pouco demais não?
Primeiro, o texto é do João Pereira Coutinho…
Segundo, países mais mambembes como Paquistão e Coréia do Norte já chegaram à bomba. Por que não o Irã? O fator decisivo aí é o fato de o país ser uma ditadura capaz de concentrar todos os esforços na construção da bomba. Até o Kim tem uma, oras.
Dino: vc tem toda razão. Me expressei mal.
Pedro,
No blog do Nassif tem um relato de um brasileiro que esteve por lá. De uma olhada, por apresenta um outro ponto de vista, e bagunça mais ainda as poucas informações que vêm do Irã.
http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/06/14/a-visao-de-quem-chegou-do-ira/
abraço!
Terceiro dia de protestos em Teerã amanhece calmo, mas a tensão continua. A marcha do Mousavi teve sua permissão negada pelas autoridades, mas não há relatos de confrontos nesse momento. A Associação dos Clérigos Combatentes (entidade reformista cujo ex-Presidente Khatami é um dos principais líderes) teria se posicionado contra Ahmadinejad, dizendo que essa eleição estaria ameaçando a natureza republicana da “Jomhuri-ye Eslami”. Relatos de tiroteios na parte oeste de Teerã.
Durante a madrugada, presenciei dezenas de ônibus chegando a Teerã, provavelmente trazendo “basijis” de cidades do interior para apoiar Ahmadinejad.
Começam a circular rumores de que vários dos policiais participando da repressão não falam persa, apenas árabe.
Ontem à noite, a confusão parece ter se alastrado para outras vizinhanças de Teerã que haviam sido poupadas pelo conflito na noite anterior.
Clever (128),
Sobre sua resposta, que procurei por mais de 24 horas e não encontrei, naquele outro post, farei a leitura a partir de agora.
Obrigado e escreverei resposta, se for o caso.
Clever (128),
Está feito.
Já respondi, no comentário # 312 do post sobre a Petrobrás, à sua tréplica.
[...] está muito presente nessa época em que o povo iraniano luta pela sua, combatendo a fraude monumental patrocinada pelos regime dos [...]