Liveblogging: Fraude no Irã
22h50 – Informação do Twitter oficial de Mousavi: Povo iraniano: Mousavi não os abandonou, ele está em prisão domiciliar impetrada pelo Ministério da Inteligência.
Quando o líder da oposição é preso, já não dá para chamar mais nem de meia democracia. O Golpe de Estado é oficial.
22h25 – Vários blogs e gente no Twitter informam que Mousavi, o segundo candidato oposicionista Mehdi Karroubi e o ex-prefeito de Teerã Gholamhossein Karbaschi foram presos. Não custa lembrar: as notícias, segundo me informam de Teerã, são difíceis de confirmar mesmo de lá. Boatos correm a cidade. E os protestos continuam noite adentro:
20h35 – Mousavi não é o único candidato que acusa fraude eleitoral. Mehdi Karoubi está a seu lado, e sua campanha está se comunicando com quem tem acesso à Internet via Twitter. Dois twits traduzidos (via New York Times):
O grupo de Karoubi acredita que se ninguém resistir agora, os políticos nunca mais poderam contar com qualquer apoio do povo.
Tomar decisões é difícil, estamos numa situação difícil, qualquer protesto deve ser cuidadosamente calculado.
20h30 – A Wikipedia está listando o 13 de junho em sua página de Golpes de Estado.
O site Tehran Bureau apresenta uma carta que informa ser a tradução para o inglês de uma carta de Mir Hossein Mousavi à população. Trecho: Aproveito esta oportunidade para fazer honra às emoções da nação iraniana e lembrar a todos que o Irã, este ente sagrado, pertence ao povo, não aos fraudadores. Fiquem alertas. Os traidores dos votos da nação não temem se esta Casa Persa arder em chamas. Nós continuaremos com nossa onda verde de racionalidade inspirada pelos ensinos religiosos e nosso amor pelo profeta Maomé. Vamos enfrentar as mentiras que mancham a imagem da nação.
Se a carta for confirmada, a intenção é de resistir.
18h10 – O estatístico Nate Silver, que cobriu brilhantemente as eleições dos EUA e acertou todas suas previsões, analisou os números do gráfico a respeito das eleições no Irã. Ele acha que tais números não provam nada. Nem que houve fraude, nem o contrário.
Em seu blog, por outro lado, o professor Juan Cole, especialista em xiismo, vê outros indícios de fraude. Mir Hossein Mousavi, oficialmente, perdeu até em sua província natal, onde seus comícios foram intensos. Ahmadinejad recebeu mais de 50% dos votos em Teerã – onde ele não tem essa popularidade. Mehdi Karoubi, o terceiro colocado, também teria ido muito mal em sua província natal. Ahmadinejad venceu por mais ou menos o mesmo percentual em todas as províncias. E o governo, por praxe, costuma esperar três dias para validar as eleições. Sempre espera que quem tem dúvidas quanto aos resultados venha à frente manifestá-las. Desta vez, não: apressaram-se todos.
17h45 – Anônimo da Pérsia: obrigado pelos updates =)
17h40 – Um grupo de funcionários do Ministério do Interior, que tem a responsabilidade de supervisionar as eleições, em carta aberta: como funcionários dedicados, com experiência na gerência e supervisão de várias eleições como as que levaram ao poder Khamenei, Rafsanjani e Khatami, anunciamos nossa impressão de que a décima eleição presidencial não foi correta.
16h20 – Aos matemáticos de plantão, mais uma explicação a respeito dos votos. Dar um parecer definitivo a respeito deste gráfico está além das minhas capacidades… mas, ao menos, esta versão é em inglês. Vou puxar aqui pra cima a análise de quem desejar fazê-la.
16h13 – Do Anônimo da Pérsia, nos comentários: Acabo de voltar das ruas, onde passei por mais de três horas. O norte de Teerã está virado numa praça de guerra. Várias barricadas nas ruas e jovens enfrentando a polícia com pedras e coquetéis molotov. Vi pelo menos um carro incendiado. Dezenas de caçambas de lixo incendiadas. Bancos, lojas, estações de ônibus, sinais de trânsito e telefones públicos depredados por todo lado.
16h05 – Ponham dúvidas na história aí embaixo de que Mousavi foi preso. Ele não apareceu em público, ainda, mas segundo o professor Milani – meu analista preferido – o site que originou a notícia não é confiável e ninguém mais confirma a informação.
15h10 – Mousavi preso! Ele estava a caminho da casa do aiatolá Khamenei. Há notícias ainda não confirmadas de que Rafsanjani renunciou a todos seus cargos. Atenção: todas informações a confirmar. Há caos em Teerã.
15h05 – As ruas de Tabriz e Urmiye estão ocupadas por protestos, assim como as de Teerã. Há notícias de que alguns aiatolás pediram que as eleições sejam anuladas, mas meus links a este respeito são em persa. Estou buscando quem me dê notícias. Se for verdade, será a primeira vez que o clero desafia frontalmente o aiatolá supremo desde a revolução de 1978.
Cantos nas ruas: “Morte ao ditador, Morte a Ahmadinejad”
14h15 – A telefonia celular acaba de ser cortada em Teerã. Ninguém fala ao telefone na capital
14h06 – O que gritam as pessoas que protestam no Irã? “Onde está meu voto?”
14h05 – A internet, alimentada por cidadãos iranianos que conseguem driblar o bloqueio imposto à rede no país, apresenta uma cobertura melhor sobre os protestos nas ruas do país do que a grande imprensa. Aqui, fotos no Flickr.
13h40 – Há focos de incêndio por toda capital, enquanto manifestantes pró-Mousavi lançam fogo em pneus nas ruas.
13h35 – Como se faz uma fraude: o gráfico compilado por iranianos mostra como a diferença entre Ahmadinejad e Mousavi se mostrou constante durante todo o processo de apuração dos votos. O presidente jamais foi um pouco à frente em uma região, nem Mousavi jamais piorou um pouco. Não. A milagrosa uniformidade matemática.
13h30: Nas ruas de Teerã, ainda há pouco. (O verde é a cor da campanha Mousavi.)
13h20 – Tem um tipo de gente que não entendo. Quando a polícia invade a USP e desce o cacete nos estudantes, acham um absurdo. E é mesmo. Mas quando as universidades do Irã são fechadas, todas as redes sociais da internet censuradas, SMS bloqueado, imprensa de oposição suspensa e a polícia desce o cacete nos estudantes que tinham esperanças de mais liberdade, no Irã, aí é a polícia que está certa. Lógica impecável.
12h40 – O aiatolá Ali Khamenei foi à televisão iraniana dizer que a eleição de Ahmadinejad foi ‘intervenção divina’. Talvez. Todos esperavam uma entrevista coletiva do candidato derrotado Mir Hossein Mousavi. Ele não apareceu e policiais informaram que a coletiva não ocorreria. Ninguém sabe onde está Mousavi. Assim como ninguém sabe onde está seu principal apoiador, o aiatolá Akbar Rafsanjani.
A informação é de que estão ambos reunidos para planejar um contra-ataque político.
Neste exato momento, metade do Estado iraniano já apoiou o resultado da eleição: Khamenei e o Conselho dos Guardiães. Mas os dois importantes conselhos liderados por Rafsanjani permanecem em total silêncio.
Rafsanjani, o segundo homem mais poderoso do país, tem duas escolhas. Se decidir enfrentar a fraude, terá de bater de frente com o aiatolá Khamenei. Neste momento, o regime iraniano terá rachado. Rafsanjani tem apoio no clero. A dúvida é: será apoio suficiente para se bater com o Guardião da Lei Islâmica, senhor supremo, Ali Khamenei? Talvez não. Mas não custa lembrar: Khamenei não inspira o respeito que seu antecessor, Ruhollah Khomeini, fundador da República Islâmica, inspirava. Em um dos comentários abaixo, o Anônimo da Pérsia designou Rafsanjani a um ‘José Sarney iraniano’. É uma ótima comparação porque, entre outras, mostra sua habilidade de permanecer no poder. É uma raposa política.
Nas ruas, segundo a correspondente do jornal espanhol El País, as pessoas encontram dificuldades de enviar SMSs, suspensos ao menos parcialmente pelo governo para evitar organização de protestos.
Também nas ruas, a repórter da Newsweek apanhou da polícia enquanto tentava acompanhar uma marcha até o comitê eleitoral de Mousavi. Perto dela, um rapaz sangrava.
7h30 – As universidades do Irã foram fechadas e os exames, suspensos. Todas reuniões públicas nas ruas estão proibidas até que o resultado oficial das eleições seja anunciado. Durante a madrugada, a polícia dissipou o início de agrupamento de militantes em frente ao comitê de Mousavi. A milícia islâmica-conservadora Basij, fundada pelo aiatolá Khomeini, ocupou tanto o prédio do Ministério do Interior, que fiscaliza as eleições, quanto o comitê de Mousavi.
5h27 – Os indícios começam a confirmar que o grupo de Mahmoud Ahmadinejad promoveu uma fraude eleitoral de larga escala nas eleições de ontem.
Troquei emails ao longo da madrugada com Abbas Milani, analista iraniano. Seu comentário: Com exceção dos sites próximos a Ahmadinejad, todos falam de irregularidades maciças. O grupo do presidente anunciou sua eleição muito antes de a contagem de votos poder determinar qualquer coisa próxima disso. Eles decidiram garantir a eleição com uma vitória atordoante, deixando a oposição com duas únicas opções: ou partir para o racha, acusando a fraude frontalmente, ou se encolher. É um dia negro para o Irã.
Outra fonte com quem troquei mensagens está no Irã, mas por motivos profissionais pede para que não publique seu nome. Estão todos chocados nas ruas. Um assessor de Mousavi chamou o resultado de um ‘golpe de estado eleitoral’. O grupo de Mousavi diz que o órgão responsável pelas eleições espelhou os resultados, apresentando os números de Mousavi como os de Ahmadinejad e vice-versa. Mousavi falará à imprensa logo mais, vamos ver o que acontece.
Nos comentários do post abaixo, nosso informante local, Anônimo da Pérsia, diz que a conversa sobre fraude já ocupa as ruas de Teerã, mas o clima está calmo. Ainda é preciso esperar para ver se a oposição decidirá por uma escalada do conflito interno descrito no post abaixo ou se deixará passar.
Ainda sobre o assunto:
- Liveblogging: Teerã de Mousavi 15h05 – Há várias notícias de que a polícia abriu fogo contra os manifestantes em Teerã. Notícias do tipo difíceis...
- Liveblogging: O domingo no Irã 18h30 – Sobre a história que publiquei às 13h15, uma mensagem do professor Milani: Não creio que as coisas tenham...



Fraude ou desejos contrariados?
Pesquisa ou torcida?
Demônio, ou apenas um sujeito que realmente representa aquilo que o povo iraniano pensa?
Tenho cá as minhas dúvidas.
O Grande cabo eleitoral do Ahmadinejad foi mesmo o recente massacre dos palestinos.
Em lugar de ficar tentanto apenas ridicularizar ou demonizar o Ahmadinejad, porque não tentar compreender o que ele diz?
Ahmadinejad pode até ter sido legitimamente eleito. Jamais por uma difernça tão expressiva de votos. A oposição vinha fazendo um excelente trabalho capitalizando o desejo generalizado por mudanças. Devemos aguardar novos acontecimentos. A pressa em sufocar atos de insatisfação pública é bastante sintomático de ocorrência de fraude eleitoral.
Quasimodo
bom dia
a reitora da USP cometeu alguma fraude eleitoral ou de outro tipo?
porque ela também teve pressa em sufocar ato de insatisfação pública
cmd. Jåµë§ ßønd
parece que não é so a republica Morumbi-Leblon a unica descontente não. Parece que mais da metade do Irã coaduna com o Morumbi-Leblon.
Patriarca,
os palestinos serviram ao presidente do Irã como plataforma eleitoral, servem aos ditames do Hezbollah, servem aos motivos da Siria, servem para o Egito mante-los fechados dentro das suas fronteiras fortemente vigiadas, servem de bucha de canhão, servem de bola da vez, servem disso, servem daquilo, e uma porrada de coisas para os arabes. Só não servem para serem ajudados com os petrodolares dos “brimos”. Esse negocio de ajudar palestinos deixa que Israel mesmo ajuda.
cmd. Jåµë§ ßønd,
parece que mais da metade do Irã no momento coaduna com a republica Morumbi-Leblon.
Patriarca,
os palestinos servem de plataforma eleitoral no Irã, servem de pretextos para o Hezbollah, servem de muchochos para Siria, servem para o Egito mante-los presos fora de suas fronteiras fortemente vigiadas, servem de bucha de canhão, servem de bola da vez, servem disso e daquilo. Só não servem para receber ajuda dos petrodolares dos “brimos”arabes. Esse negocio de ajudar palestinos é trabalhinho que Israel mesmo faz.
faraoh
mas então o irã está correto quando ajuda os palestinos, não é?
quanto aos petrodólares árabes, seu controle ( e sua proibição de chegar aos palestinos) pelos eua é mais do que conhecido
acho que com o obama, vai até começar a fluir um troquinho para lá
abçs
(4) “Sufocar ato de insatisfação pública?” Eu vi o vídeo dos estudantes provocando os policiais na USP, doidos por um confronto. Não foi nada disso. Mas o que importa é a versão, não? Vamos repetir e, claro, aproveitar e culpar o Serra.
Quanto à eleição, não sei se houve fraude. Parece, pelo motivo dado no com. (3) e pela disparidade do resultado. Se isso ocorrer, pode ser indício de perda da influência islâmica.
Mas esse é meu argumento, Gerson: não existem fatos, só existem as versões
Já estamos palpitando sob algo lá do outro lado do mundo, revelando ,mais que objetividade, nossos preconceitos, os meus inclusive
Do mesmo mdo que analisamos o que aconteceu na USP sob a luz de nossas diferentes convicções
Eu acho mesmo que são situações similares: o estado usando sua violência contra os que argumentam sem armas
Rabbit,
o Irã esta muito correto. O povo palestino esta achando otima essa ajuda. Eles adoram comer misseis, bombas e foguetes, especialmente as enviadas do Irã que tem gostinho de chocolate.
Os petrodolares que podem comprar armas não entram mesmo, vc esta certo. Mas os que poderiam vir sob a forma de tratores, tijolos, sementes etc, esses tambem quase não chegam…. e quem se importa, ne?
Faraó,
tenho lido bastante o argumento “por que os árabes não levam os palestinos para morar com eles?”
Eu te pergunto, seria justo um pai levar para morar com ele uma filha, genro e netos, que tiveram casa e bens expropriados?
Um pai quer mais é que sua filha, genro e netos vivam bem e confortavelmente naquilo que lhes pertence.
No mínimo, o Serra provou que não está preparado para lidar com situações de grande pressão.
As próximas pesquesas indicarão o resultado.
Mas faraoh
não é esse o uso que israel faz da ajuda americana: armas e muros?
Rabbit, eu estava sendo irônico quando falei sobre as versões. Pra mim os fatos importam. E não são situações semelhantes, pelo menos pros meus olhos. Não entendo quase nada do que ocorre no Irã, mas tenho uma boa ideia do que ocorreu na USP. Não foi um “Sufocar ato de insatisfação pública”.
Ok, Gerson
discordamos nisso, com toda a tranquilidade
Bom dia Rabbit.
“Repressão de atos de insatisfação pública”, no caso específico, denota sintoma de fraude sim. O que ocorreu na USP foi inabilidade política no trato com os estudantes. Não acompanhei o caso, mas pessoalmente não gosto de comfronto em campus universitário, pois inda tenho a idéia de autonomia, independência, distanciamento universitário para proporcionar liberdade de pensamento. Ou seja, a velha idéia original de Campus em si.
Comfronto = Confronto.
Atulaização para o PD: A oposição já está esperneando contra a fraude e o pau já comeu.
Não resisto à tentação de brincar de ser um “antropólogo marciano”
relato:
em vários cantos do planeta os nativos se dedicam auma curiosa atividade
divididos em dois lados, um com exóticas armaduras e instrumentos contundentes, ataca o outro, esse sem qualquer aparato especial
isso foi observado em favelas em São Paulo, nas selvas peruanas, em universidade paulista, em teerã
parece ser uma das atividades preferidas dos nativos desse planeta
no entanto, como costuma acontecer, em cada um desses locais existe um mito justificador diferente relativo a essa atividade, confirmando as ideias de levi-strauss
Não dexa de ser uma novidade esse negócio de corrupção em país islâmico.
Seria um evolução?
Os indígenas eram pessoas altamente honradas, dentro daquilo que acreditavam. “Civilizado” é entender a arte da dissimulação .
Será que o Ocidente está finalmente conseguindo influenciar Oriente?
O pau está comendo em algumas partes de Teerã: há relatos de pancadaria na Fatemi Square, nas imediações do Ministério do Interior (órgão rsponsável por organizar as eleições) e na Vanak Square, zona comercial de classe média.
O trânsito está engarrafado em várias das vias da cidade.
O Khamenei foi para a televisão e chamou o resultado da eleição de “divine assesment”. Pediu para todos os candidatos apoiarem o presidente eleito e evitarem “comportamento provocativo”. O Ahmadinejad vai fazer um pronuciamento hoje à noite que pode desencadear mais protestos.
O cheiro é notadamente de fraude.
Aquele mundo é muito estranho, mas me lembra nosso país nos anos depois de 64 até a morte de Vladimir Herzog.
Um país com seus demonios totalmente a solta……
Alguns produzem “análises” que “garantem” chance de vitória de candidatos mais palatáveis aos interesses externos. Depois, pretendem que seus prognósticos se transformem em realidade.
Para completar, setores da mídia iniciam suas atividades terroristas, via manchetes viciadas e comprometidas. Como exemplo, o portal Uol afirma que “Tensão explode em Teerã com resultado da eleição”. O portal não informa que tipo de aparelho sensível utiliza para fazer as medições para aferir o grau de tensão.
Se aproximadamente 70% dos eleitores compareceram à votação e Ahmadinejad obteve pouco menos de 70% dos votos, o resultado (pouco menos de 50% do eleitorado a favor da continuidade do atual presidente) parece razoável e, salvo eventuais irregularidades, nada indica fraude generalizada.
Se alguém mencionou a expressão “golpe de estado eleitoral”, significa que o autor da frase não sabe o que é Estado e pouco conhece de eleições.
Preferível o depoimento do comentarista Anônimo da Pérsia, que menciona “relatos de pancadaria”, plausíveis quando se trata de interesses contrariados.
Rabbit,
vc esta certo, Israel faz armas e muros, mas só que eles ja tem o que comer, produzir, exportar, vender, comprar e os palestinos ainda não.
Patriarca,
bens expropriados é o jus esperneandi. Faz parte do legado de quem perde o jogo, quando se dispõe a jogar.
Acontece que a premissa “quando se dispõe a jogar” não se faz presente.
Para os palestinos não houve nenhum jogo e sim uma imensa tragédia.
Paatriarca,
Não importa o nome do boi; boi é boi.
Se é jogo, tragedia, comédia, guerra, guerrilha, nakba, hudna, Hamas, Fatah, OLP, tudo é uma questão de escolha, livre arbitrio, uma relação custo-beneficio.
No jogo do bicho isso se resume a: escreveu, não leu, o pau comeu.
E a premissa que voce diz que não se faz presente, faz sim senhor. É so ver que os palestinos ainda preferem trocar pedras, misseis e odios do que conversas. Papo furado de perdedor.
Falou e disse Nada!
É o que eu digo sempre.
Israel dispõe de grandes e renomados cientistas e intelectuais que poderiam encontrar uma saída aceita pelo bom senso das pessoas, mas opta sempre pela opções mais simples do “direito do lobo devorar o cordeiro etc.”
Pois é Faraó, os árabes são milhões, (com descendentes, bilhões), convença-os que eles devem se conformar em ser perdedores.
Enquanto isso o Ahmadinejad vai continuar faturando fácil eleições.
O pronunciamento do Ahmadinejad foi transferido para amanhã de manhã. Ele vai fazer um comício na Praça Azadi, coisa que geralmente só acontece “22 de Bahman” no dia do aniversário da Revolução. Alguns manifestantes estão sendo levados de camburão na Vali-e-Asr Square. Há um quebra-pau generalizado na esquina da Vali-e-Asr Avenue com a Beheshti Street, com direito a vidraças quebradas e pneus pegando fogo.
Sei não, mas acho que confiar em ibope iraniano não é uma atitude muito sensata. e pelo visto nem em justiça eleitoral iraniana. Só teremos uma visão clara quando começarmos a ver mais detalhes, como foi o comparecimento na capital e interior, etc. Se for igual aqui, o pessoal mais educado classe média do Moussavi-Gabeira pode muito bem ter ido curtir o feriadão na praia e esquecido de votar, aí da o tranqueira de novo… Agora ficar bradando fraude e incitando a turba ignara para o confronto só pode dar em massacre. é pura irresponsabilidade com o sangue dos outros. vai o cara então pra praça ele mesmo protestar, na frente da polícia!
O Yahoo News está com a melhor galeria de fotos, com material da AP, Reuters e AFP. Recomendo.
Como disse em comentário ao tópico anterior, seria melhor esperar pelos resultados das eleições. Todos os especialistas citados, como o consultado pelo PD, têm a característica comum de serem partidários da oposição, alguns mesmo auto-exilados nos EUA. São remanescentes da classe rica do tempo do Xá ou da classe rica de hoje. Quem analisa o povão iraniano? Gostemos ou não, nas democracias a voz do povão é que deve definir as eleições, visto que ele é maioria.
Então, como não li ninguém que falasse em nome da maioria iraniana, me eximi de arriscar minhas amadorísticas análises.
A choradeira vai ser grande, todos falarão em fraude, muitos vão culpar a “fraqueza” do Obama, muitos mais vão culpar o “fanatismo” islâmico, mas a realidade é apenas uma: o Irã seguirá seu caminho, sem invadir país nenhum (esporte favorito dos EUA e de Israel), sem discursos demagógicos, parecendo estranho ao Ocidente mas fiel a seu próprio destino.
Antes que alguém me mande mudar para o Irã, eu direi que me sinto muito satisfeito no Brasil, com a minha cultura brasileira, que tembém tem por base a não-intervenção. Assim, respeito o fato de os iranianos quererem sua cultura, sual religião, sua independência. Ao contrário de muitos aqui, eu gosto de ser brasileiro e admiro os iranianos que gostam de ser iranianos.
Imagina se eu tivesse de mudar para os EUA, terra onde terroristas religiosos assassinam médicos e guardas de museus, sob os aplausos da Fox News? Aí, sim, eu brigava…
João Daltro, o Milani não é remanescente da ‘classe rica’ do Irã. Ele era de oposição ao xá e frequentou as mesmas prisões políticas que quem está hoje no governo. Esteve preso com o Rafsanjani e foi professor, na Universidade de Teerã, de metade do gabinete de Ahmadinejad.
Acabou que a vitória do Ahmadinejad se deu em percentuais muitíssimos semlhantes à anterior. A aparente falta de vontade do aiatilá Khamenei em apoiara a reeleição não se confirmou e o próprio Khamenei já pediu apoio ao presidente reeleito. Mousavi fala em não aceitar essa “perigosa charada”. um professor de relações internacionais ouvido aqui no Brasil ontem à noite falou que esqueceram de ouvir o que tinha a dizer ” o Irã profundo..” As denúncias de fraude pululam, mas não chegam a comover os sensatos Guardian, BBC e que tais..
Parece que é isso aí mesmo, não ?
Se tivesse sido uma vitória apertada, ainda se poderia arguir com uma certa credibilidade pela possibilidade de fraude, mas do jeito que as coisas estão se encaminhando penso que o eixo Morumbi-Tel-Aviv-Leblon vai ter que engulir mais uma derrota.
Gente… o que me impressiona é que a maioria de vocês está discutindo isso como se o que ocorre lá tivesse algo a ver com ideologia. Não se trata, aqui, de analistas que deixaram de entender alguma coisa.
O regime iraniano está rachando. É isto que está ocorrendo. É uma crise de política interna que nada tem a ver com Israel ou EUA ou mesmo Morumbi e Leblon.
Marola –, não sei de que Guardian e de que BBC vc está falando… deve estar lendo aqueles permitidos no Irã. No Guardian e BBC da Inglaterra só tem imagem de iraniano tomando porrada da polícia na rua enquanto protesta, notícia de imprensa sob censura etc.
Pedro, imagem de iraniano tomando porrada da polícia, imagem de torcedor protestando quando seu time perde e tomando porrada da polícia, imagem de estudante e professor protestando e tomando porrada da polícia em SP, só prova que a tendência a protestar quando perde e tomar porrada da polícia é um esporte universal. daí a gritar fraude vai uma distância enorme. por que o ahmadinejad, o bush, o chavez e o hamas nao podem ganhar uma eleição sem que haja fraude? só por que não gostamos deles?
A coisa toda parece indicar que parte da sociedade, a que deseja reformas, está frustrada com o resultado. E realmente, fica um sabor de dados mal explicados, já que, na véspera, falava-se até em empate técnico. Somando-se a isso os dados demográficos fornecidos pelo PD, é ainda mais crível falar em fraude.
De toda forma, o Irã parece viver pressões sociais que já se manifestavam mais timidamente antes. Gostaria que o Anonimo da Pérsia falasse mais a respeito.
E, rabbit, desculpe, mas não acho que a brutalidade na USP possa ser comparada à situação no Irã, sabe?
Mesmo que a confusão termine nesse exato momento, milhares de iranianos acabam de perder o medo de protestar. Pode ser o inicio de uma nova revolução.
[...] O blog de Pedro Doria acompanha passo a passo as últimas informações. [...]
Pedro o gráfico é impressionante. Se for mesmo verídico, só a matemática para explicar um R-squared de 0.9986. É quase uma regressão linear perfeita.
Veja aqui uma explicação rápida de como interpretar o número: http://en.wikipedia.org/wiki/Coefficient_of_determination#In_a_linear_model
Pedro, ou o seu link para o gráfico está errado, ou você tem agora qualidades perceptivas realmente milagrosas para intuir tudo o que falou a partir de um gráfico com legendas em árabe, no qual uma das linhas é uma linha de tendência…
A imprensa mente e manipula, como sempre.
O que se divulga pelo mundo, dentro do irã, no mundo árabe ou no mundo ocidental é fruto dos intereses dos grupos divulgadres.
Confundir para dominar, esta é a ordem.
Não há ruptura alguma no regime iraniano. Não há crise política alguma na sociedade daquele país. O que há é a tentativa de desorganização financiada por Israel (que ai pro mar, com certeza!!) e EUA, aproveitndo a ganância pelo poder, de alguns grupelhos pervertidos.
Israel relmente levou um grande tapa na cara… dado por cada um dos quase 70% de cidadãos iranianos que gritaram fortemente contra mais est tentativa de intervenção ilegal, imoral e nogenta.
Qual o problema da linha de tendência, American Turkey? Ela apenas indica a trajetória estimada com base nos números reais (a outra linha).
Mas concordo contigo que, além de poder ser um gráfico fabricado, não sabemos o que significam as legendas.
In Crivel: isso aí, cara… Flickr, YouTube, toda a imprensa mundial e todo o povo nas ruas de Teerã manipulados por Israel!
Ricardo, problema nenhum. Só que este gráfico, como está não quer dizer absolutamente nada. Se eu disser que este gráfico quer dizer que o faturamento da minha loja de picolé em Teerã é correlacionada com o número de habitantes da cidade, vc pode dizer que não significa isto?
A menos que vc saiba ler árabe, como o PD…
Ora, até acredito em inocentes ou inconsequentes (mesmo que motivados pela necessidade de ganhar dinheiro)…mas não acredito em bobos.
Já aprendemos bastante sobre as técnicas e táticas de manipulação de massas… você não, Sr. Pedro?
Pergunta nada inocente:
Quem é que domina 99% da imprensa ocidental?????
Ahmadinejad falando na TV ao vivo. CNN está cobrindo.
PD, você é muito paciente.
Caro PD, não estou contestando a capacidade do Abbas Milani de analisar o Irã, muito menos dizer, a despeito de minha frase mal construída, que ele seja partidário do Xá. Apenas quis dizer que todos os especialistas citados, talvez por serem especialistas, gente de universidades e organismos semelhantes, não são sensíveis ao que o eleitorado de massa deseja.
Veja o caso do Brasil, o PT é um partido cheio de intelectuais universitários, mas é também um partido incapaz de produzir um candidato que não seja o Lula. Ou seja, se não fosse o elemento povão o PT ainda seria um partido cujos membros escreviam livros maravilhosos e profundos explicando por que não chegavam ao poder.
O que eu vi no tocante às eleições do Irã foi muita gente torcendo para que os partidários de maior liberalização dos costumes fossem eleitos. Mas se esqueceram de perguntar ao povão de lá que ele pensa. Sou como o Garrincha perguntando ao técnico da seleção, depois de uma exposição tática primorosa: você já combinou tudo isso com o adversário?
Claro que vai haver muita confusão no Irã. Se eleições em países menos problemáticos geram protestos, por que não o fariam no Irã? Mas o Irã está longe de rachar, como você analisa. Inclusive porque nem o vencedor é um monstro nem o perdedor um santo, ambos são políticos, que saberão se compor, como sempre. As labaredas que já lambem Teerã por enquanto só existem na imprensa adversária. Haverá muitas passeatas e polícia baixando o pau (como há em outros lugares, da USP à City), mas o espírito de Sir Ney, o Castelão de Cintra, prevalecerá e o Irã continuará nos eixos, para tristeza do protopornógrafo Murdoch.
Pedro Doria
Acho que vc endereçou errado a nota sobre a cobertura do Grauniad e da BBC. :-)
Impressionante o vontade sincera de alguns
( muitos ) a ser submetido - em nome da ideologia., mesmo que a mesma seja difusa como um aerosol mental.
Realmente a liberdade, e sua filha dileta a democracia, são descartáveis para esse tipo de auto- neoescreavos.
fora isso, tudo bem.
Eu até concordo que possa haver universitários protestando em Teerã, tumultos etc. O que é também uma contradição, visto que, pelo que dizem os jornalões, ninguém lá tem liberdade sequer para fazer uma piadinha inocento com o presidente.
No vídeo vi apenas uma grande multidão, até bem calma e apenas “ouvi” alguns apitos.
Mas o Irã não é apenas a capital e a eleição foi nacional.
Que se entre pelos meios legais para apontar as irregularidades, que se mostre as provasm etc.
Por enquanto há apenas reação de torcida - palmeirenses e corintianos fazem bem pior que isso.
Se os dois homens mais fortes do Irã estão em lados opostos, há todas as condições das diferenças serem resolvidas por tribunais.
Muito interessante isso aqui:
13h20 – Tem um tipo de gente que não entendo. Quando a polícia invade a USP e desce o cacete nos estudantes, acham um absurdo. E é mesmo. Mas quando as universidades do Irã são fechadas, todas as redes sociais da internet censuradas, SMS bloqueado, imprensa de oposição suspensa e a polícia desce o cacete nos estudantes que tinham esperanças de mais liberdade, no Irã, aí é a polícia que está certa. Lógica impecável.
O seu amigo trotskyísta, Idelber Avelar, que o diga!
Aliás, ele até convidou o presidente iraniano para tomar uma cachacinha:
Portanto, sem prejuízo nenhum ao meu apoio aos que, no Irã, lutam por uma democracia real, não posso deixar de retrucar: Bem vindo, Ahmadinejad. Tome sua cachacinha com Lula (sim, sim, sei que é proibido…), visite algumas das maravilhas desse que é um dos mais belos países do globo e não ligue para a meia dúzia que protesta. Estão em vergonhosa minoria. Já não sabem em que se agarrar.
É essa a lógica tosca dessa gente.
Eh eh eh! É engraçado ver os esquerdistas do blog apoiando Amadinehjad e querendo pancada na população. Mostram sua verdadeira cara!
Eu, claro, que jamais me iludi. Sei desde sempre que esquerdistas gostam tanto de tiranos porque eles próprios o são. Aliás, o único modo de impor a “igualdade” é pela força bruta mesmo.
Quanto aos “palestinos”, os iranianos, que são persas e não árabes, os odeiam. O “apoio” de Amadinehjad responde a outros interesses, de dominação xiita sobre os sunitas.
Acho engraçado também que, para o JD, se o “povo” quiser que as mulheres sejam apedrejadas e os judeus executados em um holocausto nuclear, tudo bem. Não existe certo ou errado, existe apenas a vontade popular, que é sábia. Salvo quando é contra o aborto e a favor da pena de morte, aí precisa ser “educada”.
Do meu ponto de vista, estou adorando essa confusão do Irã. Quanto pior as coisas por lá, melhor.
Quero dizer que essas brigas apressam o fim do regime dos mulás, que ocorrerá em poucos anos, se Obama não impedir.
Patriarca,
Você é muito burro mesmo. Sabe quantos blogueiros foram presos no Irã, sem que sequer tenha sido explicado por qual motivo? E olha que são blogueiros de esquerda, pró-gay, ateus, etc. Agradeça aos céus que mora no Brasil, onde os petistas ainda não conseguiram impor o modelo chavista, embora o desejem ardentemente.
“Meios legais”… Sonha, besta!
Alguem me explica porque os esquerdistas são a favor dos “conservadores” (sic) no Irã, e contrários a eles em todo o resto do mundo?
Viva a Pérsia livre. Pelo fim do islamismo e a volta do zoroastrianismo.
American Turkey, eu sei ao menos que ler árabe é inútil para entender o que se passa no Irã.
Gente: estou passando links em Persa, sim, e descrevendo o que me falam que está escrito neles. Estou buscando confirmar as informações com mais de uma fonte, vcs saberão conforme eu o faça.
Tenho, neste momento, três fontes dentro de Teerã, dois falam Persa. Mas os três são jornalistas, encontram profunda dificuldade de acessar a internet e têm que informar, primeiro, seus empregadores.
PD!….beleza suas atualizações, e triste esse negocio de aceitar invasão de universidades!
Viva o IRÃ! LIVRE!
CHEGA DE RELIGIÃO SORDIDA E DE DITADURA.
DEUS não quer guerra, quer harmonia…..
Deus quer homens e mulheres livres e no rumo da evolução! IRÃ LIVRE!
E PALESTINA LIVRE!
Realmente, comparar os casos da USP com o Irão é ridículo.
A polícia na USP estava cumprindo uma determinação da justiça (não do governo) e estava lá não para impedir protestos, impedir pessoas de exprimirem suas idéias, impedir de pessoas de aproveitar da democracia.
Muito pelo contrário. Estava lá para garantir que a imensa maioria que não estava em greve tivesse seu direito constitucional de não participar de uma greve garantido.
Porque os preguiçosos partidários em plantão daqui não vão conversar com alunos que NÃO queriam estar em greve, que queriam realizar suas provas e terem aulas da maneira que a constituição garante. Vão perguntar sobre a violência que esses alunos ficam sujeitos. As agressões físicas e morais. Isso vocês não querem saberm…
Talvez achem que o direito de não aderir a uma greve seja um direito “burguês” e passível de cancelamento. Aliás como alguns dizem da constituição.
São ridículos.
In Crivel: Não sei. Quem domina a imprensa ocidental? Os judeus?
pv……FALA SÉRIO!
Caro Mr. X, sinto cortar seu barato, mas a confusão no Irã vai durar muito pouco. Entretanto, você deve estar calejado, afinal tudo o que você propugnou nos últimos tempos se desmanchou no ar…
Mas pode continuar sonhando com mulheres apedrejadas e judeus morrendo em holocaustos nucleares (embora o apedrejamento de mulheres tenha sido inventado nas tribos bíblicas, somente Israel tenha a bomba atômica na região e somente os EUA já tenham queimado gente com ela). Isso parece que lhe dá um certo frisson, como os filmes de massacres com motosserras fazem com os adolescentes.
Sei que para você a ideia de igualdade, ou seja, de que a vontade de qualquer um tenha o mesmo valor na hora do voto, dever ser repugnante. Mais de uma vez você aqui defendeu a tese de que os homens não são iguais, portanto já sabemos como seria sua democracia ideal. Não é a minha.
Tampouco a mim o Irã, com ou sem mulás (e eles vão continuar por lá), agrada como uma forma ideal de organização de estado, mas somente os iranianos têm o direito de decidir isso.
Pronto, pode voltar para seus enredos de terror de filme B.
Pedro, ficamos todos perplexos como a questão ideológica domina a apuração dos fatos, que é ainda uma questão maior do que a apuraçao dos votos e a engloba.
As pessoas em Teerã estariam protestando a troco de nada? E a polícia dando porrada, a censura e o corte de todas as formas de comunicação estariam ocorrendo a troco de nada?
Mas sabe como é, né, Pedro, o Irã com seu presidente negador do Holocausto é apoiado por Chávez e tem o apoio incondicional da Venezuela e seus satélites.
Até o time de Maradona já perdeu para Bolívia e Equador, só falta perder para Cuba, mas parece que o futebol não é um esporte muito apreciado por lá.
Isso aqui soa por demais adolescente:
Sei que para você a ideia de igualdade, ou seja, de que a vontade de qualquer um tenha o mesmo valor na hora do voto, dever ser repugnante. Mais de uma vez você aqui defendeu a tese de que os homens não são iguais, portanto já sabemos como seria sua democracia ideal. Não é a minha.
Fatos da vida:
As pessoas não são iguais. Cada um deve viver de acordo com os méritos próprios e receber tratamento isonômico perante a lei.
Se uma pessoa conseguiu atingir um bom nível de riqueza e sucesso material, o mérito é todo dela e que sirva de exemplos aos demais.
A desigualdade entre as pessoas sempre existirá, pois somos todos desiguais e com méritos diferentes. Que cada um atinja a fortuna que seus talentos pessoais permitem.
Ninguém, nunca, jamais. deve pedir desculpas ou dar concessões às outras pessoas por ter qualidades que os outros não têm.
Simples.
Vejam lá nos regimes, que tentaram igualar todos os indivíduos, o que aconteceu de fato.
Já não se mais Sr. Pedro…
Desculpe, me enganei de blog… depois que li os comentários de HRP e MrX me dei conta de onde cai.
É tudo bricadeirinha viu?deixa prá lá.
le hime
Esse Mr. X é uma mula desembestada mesmo - coices, murdidas e patadas até no vento!
Faço minhas as palavras do João0 Daltro.
“Mais de uma vez você aqui defendeu a tese de que os homens não são iguais, portanto já sabemos como seria sua democracia ideal. Não é a minha.
Tampouco a mim o Irã, com ou sem mulás (e eles vão continuar por lá), agrada como uma forma ideal de organização de estado, mas somente os iranianos têm o direito de decidir isso.
Pronto, pode voltar para seus enredos de terror de filme B.”
M.AGUSTO:
aS PESOAS SÃO TODAS IGUAIS EM DIREITOS E DEVERES.
nÃO SE PODE fugir disso, SOBE PENA DE NOS TORNARMOS RADICAIS ISRAELITAS, RADICAIS ISLAMICOS OU APLICADORES DE WALL STREET.
e CLARA O TEMA É ALTAMENTE IDEOLOGIZADO!
NÃO HÁ COMO SAIR DESSE CANAL…..
MAS NO MOMENTO A RADICALIDADE XIITA É QUEM É O VILÃO…..
Caro Marcelo Augusto (eis um nome sonorosamente imperial!), que acha adolescente a ideia de que o voto de todos têm o mesmo valor, você defende o quê? Um voto ponderado? O de um meritoso vale 5, o de um perdedor vale 0,5? O de um remediado vale 1,5, o de um Bill Gates vale 1055? Afinal, somos todos desiguais e com méritos diferentes, por que o seu voto ponderadamente magnífico deveria valer o mesmo que meu voto “adolescente”?
H. ROMEU PINTO: Foi exatamento o que eu disse quando me referi ao tratamento isonômico perante a lei.
João Daltro: Obrigado pelo elogio ao meu imperioso nome. É exatamente isso que a isonomia leva em consideração: Tratar igualmente os cidadãos perante a lei e no exercício de seus direitos e deveres, sem importar a riqueza, cor da pele, etc. e tal.
Marcelo Augusto,
Uma perguntinha, você vive em sociedade?
Experimenta colocar em prática, na repartição onde você trabalha, essa tua filosofia.
Nietzschet viveu só, isolado e morreu louco.
Acabo de voltar das ruas, onde passei por mais de três horas. O norte de Teerã está virado numa praça de guerra. Várias barricadas nas ruas e jovens enfrentando a polícia com pedras e coquetéis molotov. Vi pelo menos um carro incendiado. Dezenas de caçambas de lixo incendiadas. Bancos, lojas, estações de ônibus, sinais de trânsito e telefones públicos depredados por todo lado.
Mas pode continuar sonhando com mulheres apedrejadas e judeus morrendo em holocaustos nucleares (embora o apedrejamento de mulheres tenha sido inventado nas tribos bíblicas, somente Israel tenha a bomba atômica na região…
Alguém podia, por favor, dar um mapa-mundi pro João Daltro e mostrar onde fica o Paquistão?
Obrigado Sr Anonimo da Persia,
Que maravilha poder nos passar suas informações via internet.
Os contatos do Sr Pedro não conseguem tal façanha; veja o que ele escreveu:
“Tenho, neste momento, três fontes dentro de Teerã, dois falam Persa. Mas os três são jornalistas, encontram profunda dificuldade de acessar a internet”.
A informação é manipulada ou não é?
Quem é bobo aqui levanta a mão!!!
Patriarca da Paciência:
Esses pontos que coloquei são as coisas mais básicas para que haja uma vida em sociedade civilizada. Retirar isso é admitir que há uma casta de privilegiados garantidos pela letra da lei.
Ter uma casta de privilegiados é perigoso, pois pode chegar ao ponto de essas pessoas substituírem a própria lei.
Conheço muitas pessoas ricas e algumas que ficaram ricas e, uma característica dominante nestas pessoas, é o trato cordial e a modéstia.
Pessoas arrogantes e cheias de empáfia logo caem do cavalo.
E, cientificamente, está provado que todas as pessoas são iguais, apenas “estão” em situações diferentes que, a qualquer momento, podem ser revertidas.
Caro Marcelo Augusto (agora sem piadinhas bobas com o Augusto), se o que eu defendia ao dialogar com nosso amigo Mr. X era exatamente a igualdade dos votos (que você chama de isonomia legal) por que fui taxado de adolescente? Confesso que gostei, afinal lembrar-me da minha jurássica adolescência, ainda que de forma tão canhestra, sempre é uma saudade boa. Mas tentarei explicar o que eu quero dizer:
Todos aqui discutimos muito o que achamos melhor para o Irã, não o que a maioria dos iranianos quer para o Irã. Privilegiamos a opinião de doutos analistas e esquecemos a opinião do homem da rua, que não costuma chegar aos blogues e às colunas de jornal. Se os iranianos querem o Ahmadinejad, é questão que diz respeito apenas a eles. Afinal, o Irã dos aiatolás nao invadiu nenhum país nem provocou nenhuma guerra na região, coisa que não se pode dizer de Israel e dos EUA.
Apesar das cores fauvistas com que nosso maestro PD está pintando a festa, o Irã não está se desfazendo, o regime religioso não está periclitando e não haverá massacres nas ruas de Teerã. Não é previsão nem análise, apenas estou lendo as notícias nas fontes que não aderem ao sensacionalismo. Dentro de um ou dois dias o assunto será tão enfadonho como era há um mês atrás.
Caro Microempresário, se você quiser me dar um mapa-múndi, eu agradeço, gosto muito de mapas. Mas é óbvio que estou me referindo aos países do Oriente Médio e ao conflito entre eles. O Paquistão e a Índia não estão envolvidos no problema nem ficam no Oriente Médio. Se for caso de olhar o mapa, veremos que Ásia e Europa são um mesmo continente, então varios serão os incluídos no time atômico.
In Crivel: eu dei sorte porque que a internet aqui da minha casa ainda está funcionando, apesar de meio lenta. As fontes do Pedro podem estar hospedados em hotéis (os principais são controlados pelo governo) onde o acesso a internet tenha sido cortado. Não faço idéia se o regime está se esfacelando ou não, mas no tempo que estou aqui, nunca vi um tumulto dessa magnitude.
João Daltro – Não nego que meu sangue esteja fervendo no momento. Mas isso sempre acontece quando vejo povo na rua… e, bicho, é isso que está acontecendo no Irã. Acredite: estou me esforçando para não confundir informação com torcida, embora sei – e vcs sabem – onde está meu coração.
Mas não estou enchendo o blog de cada notícia de gente espancada e morta, o que seria sensacionalista, e não tenho como confirmar. E, se é verdade que errei ao informar que Mousavi estava preso, corrigi a informação tão logo soube do erro. Há um descompasso, aqui, entre as infos que recebo e o que minhas fontes conseguem confirmar.
Minha idéia sobre o tal gráfico é a mesma que o PD já expôs: para manter essa proporção quase constante seria necessário que:
a) o resultado de todas as cidades e regiões eleitorais mantivesse a mesma proporção entre os candidatos.
b) ou que o progresso na apuração de toas as cidades e regiões eleitorais fosse perfeitamente simultâneo.
Ambas são bastante improváveis.
Meu palpite é que houve fraude e no antigo método coronelista: ignora-se o resultado da urna e computa-se diretamente o resultado desejado.
João Daltro, desculpe-me. Olhando um mapa-mundi, percebi o quanto o Paquistão está distante do Irã.
nossa, não via internet desde ontem, não sabia que o Irã estava assim. Vamos torcer sim pelos jovens que enfrentam a opressão! Aqui, no Irã, na Palestina, em qualquer lugar ! Como nada posso além disso, escreverei uma breve mensagem ao embaixador iraniano no Brasil pedindo que não se massacrem os jovens - na Usp também não.
Tocaram fogo numa caçamba de lixo e numa motocicleta na esquina da minha casa. Na frente da minha janela, acabo de ver uma turma de “basijis” passar um corridão num grupo de jovens manifestantes.
E, cientificamente, está provado que todas as pessoas são iguais, apenas “estão” em situações diferentes que, a qualquer momento, podem ser revertidas.
chest- Patriarca não é só burro, é a personificação da imbecilidade.
PD, pra escolher as mulheres peladas você é muito fraco, mas nesse blog se encontra a melhor cobertura sobre o que acontece agora no Irã.
Tá de parabéns, rapaz!
Se eu entendi seu argumento, PD, ele parece querer dizer que a Esquerda tem uma atitude totalmente diferente diante de uma intervenção da Polícia, se ela se faz contra estudantes da USP, do que teria se ela se faz no Irã contra manifestantes da oposição do atual governo. Só a Esquerda? Me desculpe, mas a sua frase é absolutamente reversível, e poderia ser colocada assim: “Não entendo esta Direita. As mesmas pessoas que se identificam com a luta dos iranianos contra os mulás apluadem a repressão policial quando ela se exerce contra os estudantes da USP”.
A coisa parece ter dado uma acalmada agora. Os carros voltaram a circular e removeram as placas de trânsito postas abaixo pelos manifestantes para bloquear o trânsito na minha rua. Não se ouvem mais gritos ou buzinaços. A motocicleta incendiada na esquina continua em chamas. Aqui em Teerã já são 1h da manhã e acho que vou me recolher. Boa noite a todos e volto amanhã com mais notícias.
Carlos, se você não compreende fica difícil explciar.
explicar
Carlos – Eu sou de esquerda. Não disse que estranhava o comportamento da esquerda. No meu mundo, quem é de esquerda está nas ruas protestando a falta de liberdade no Irã.
Só maniqueístas acham que se Ahmadinejad é contra Bush, então sou pró-Ahmadinejad. Se Chávez é pró-Ahmadinejad, então sou pró-Ahmadinejad. Coerência ideológica passou ao largo…
O Nate Silver fez um post sobre a suposta evidência estatística da fraude na eleição iraniana:
http://www.fivethirtyeight.com/2009/06/statistical-evidence-does-not-prove.html
Apenas um detalhe interessante: o olhar de Khomeini em direção a Rafsanjani na foto do cabeçalho deste Weblog.
Acabo de ler, no Guardian, um artigo de Abbas Barzegar, um iraniano doutorando numa universidade de Atlanta (EUA) e que cobriu as eleições. Diz ele que desde a revolução dos aiatolás os acadêmicos e outros sábios preveem a derrocada do regime religioso, mas que tal não passou, como não passa, de, literalmente, wishful thinking (o mesmo que eu chamei aqui de nosso desejo ocidental para o Irã).
Mais importante, diz ele que na semana que precedeu as eleições, poucas pessoas que ele consultou achavam que Ahmedinejad fosse perder, por uma razão simples: enquanto os partidários de Mousavi faziam muito barulho em Teerã, visando principalmente aparecer na cobertura da mídia mundial, o presidente se dedicou a percorrer todas províncias do país, pelo menos duas vezes, fazendo campanha, por saber que o Irã não é apenas Teerã.
Por que, então, os analistas ocidentais não acertam com o Irã? Por que, segundo ele, não admitem a realidade de que o povo iraniano é profundamente religioso e que se os liberais e os socialistas combateram o Xá, foram os ataques do ditador à religião que realmente provocou a queda de seu regime. Logo, os iranianos não vão mudar do dia para a noite, eles veem em Ahmedinejad um líder sinceramente religiosos e austero.
Conta ainda que, na segunda-feira passada, a mídia ocidental cobriu uma ruidosa manifestação dos partidários de Mousavi, que fizeram uma corrente humana com umas 100 mil pessoas, mas deixaram de cobrir uma manifestação dos partidários de Ahmedinejad, no mesmo dia, que reuniu cerca de 600 mil pessoas. Também esclarece que a mídia ocidental criou uma imagem de que há um conflito de gerações, onde uma juventude liberal se opõe a uma velhice de clérigos, mas que não é bem assim. Há muitos jovens religiosos e eles veem em Ahmadinejad um líder que encarna bem os ideais de honestidade e lealdade para com a independência iraniana. Ahmedinejad teria sabido explorar habilmente tal imagem, caracterizando a eleição como uma opção entre a revolução islâmica e os inimigos da nação.
Então, onde está a surpresa dos resultados?
Continua o autor, dizendo que houve sempre denúncias de fraude nas eleições das últimas três décadas, mas elas não levaram a nada. O mecanismo governamental de vetar candidatos indesejáveis é efetuado antes das próprias candidaturas (que devem preencher diversas prescrições), não através da manipulação grosseira das eleições. O que está havendo (e aqui sou eu que falo) é muito chororô, aquilo que os flamenguistas disseram (indevidamente, claro) ser coisa de botafoguense. Pelo visto é coisa de Mousavisense.
Para aqueles aqui que só conseguem ler coisas em inglês, o artigo está lá no Guardian, em toda a glória do idioma shakespeareano. Divirtam-se.
“Me desculpe, mas a sua frase é absolutamente reversível, e poderia ser colocada assim: “Não entendo esta Direita. As mesmas pessoas que se identificam com a luta dos iranianos contra os mulás apluadem a repressão policial quando ela se exerce contra os estudantes da USP”.”
.
de fato…
PD: A resolução do problema da falta de liberdades individuais no Irã atual não pode ser resolvida, no que diz respeito à imensa maioria da sua população, senão através da garantia da liberdade nacional do Irã. Se isso é uma escolha limitada, não fui eu que inventei o mundo em que vivemos. Não que eu seja pessoalmente contra o candidato de oposição, mas dá para sentir um clima de “revolução laranja” ou outra coisa parecida em torno dele, que não é do meu agrado.
Chest, 89,
é tão doído assim saber que todas as pessoas são iguais?
Está bem, Chester é uma ave diferente das outras, por ter mais carne no peito tornou-se um frangão diferenciado.
Patriarca, as pessoas não são iguais, elas tem os mesmos direitos. Mas isso não significa que as pessoas tem direito ‘as mesmas coisas.
Você já ouviu falar em respeito a diversidade?
E o Obama, hein?
hahahahaha. Aquela conversinha mole de “CHANGE” não colou no Irã.
A resposta dos iranianos aos iluministas ocidentaiss foi :”Vão à merda”!
Pedro Doria
Carlos – Eu sou de esquerda. Não disse que estranhava o comportamento da esquerda. No meu mundo, quem é de esquerda está nas ruas protestando a falta de liberdade no Irã.
chest- pena que a realidade estraga esse seu mundo , né PD. (lol)
Ah, e eu ia esquecendo: Agora que o “Ahma” ganhou as eleições ele poderá finalmente vir ao Brasil.
A visita renderá umas fotos ótimas ao lado do Lula.
Maria, exatamente, quem diz que o oriente deu bola para o Obama? Eles vem com tudo, que nos preparemos!
João Daltro, desculpe: não sei de ninguém prevendo o fim do regime dos aiatolás. A disputa, estou falando desde o início, é interna.
Não vejo nada demais nesses protestos em teerã.
Vemos na CNN pouco mais de uma centenas de baderneiros fazendo arruaças…. provavelmente insitados e pagos por Israel.
Há poco tempo vimos muitíssimo mais pessoas (cabeças igualmente infelizes, indecentes e mal intencionadas) nas ruas de Santiago, defendendo o ditador e assassino Pinochet.
Lamento estragar o prazer de alguns mas eu repudio totalmente o que a polícia fez na USP e sou totalmente contra o Ahmadinejad.
Não que a democracia ocidental seja coisa muito melhor.
O que também não significa que eu seja a favor da tirania.
Aliás, a esquerda não defende uma igualdade que só pode ser imposta pela força. Ao contrário, é a direita que impõe sua desigualdade pela ideologia e, quando esta não é mais suficiente, pela força - o que é sempre, afinal, um claro sinal de fraqueza.
Não existe disputa interna NENHUMA em um lugar onde quase 70% dos eleitores reelegem seu lider. Ê, pelo amor da santa coerência, rendan-se às incontestáveis evidências
Da mesma forma que não existe disputa interna em um país onde o Sr. Presidente obtém mais de 80% de aprovação da população.
O resto é balela, torcida esportiva irresponsável e ganância daqueles que ficaram à margem e agora querem virar o jogo na marra.
Esclarecendo: Ahamdinejad é de direita. Como qualquer um que pretenda impor uma teocracia. Mesmo quando for o presidente da maior democracia do ocidente.
Pode ser que Mousavi nem seja mais favorável ao ocidente, inclusive…
Brasil, 2010.
O país latino-americano tem uma história diferente da de seus vizinhos. Única monarquia resultante do processo de Independência, evitou um golpe republicano ao ter entrado em acordo com a Santa Sé, em 1884. Ao contrário das repúblicas do continente que, levadas por um forte ímpeto liberal proibiram a Igreja de ter terras e outros bens imóveis e criaram um sistema público laico de educação, o Império de Pedro II submeteu-se ainda mais ao Trono do outro Pedro e, em 1886 passou o Colégio Pedro II para a Cúria do Rio, que, em 1910 o rebatizou de Colégio Cardeal Arcoverde. A Igreja ganhou terras e passou a supervisionar a educação e, em 1930, as primeiras universidades. Criou-se, na mesma época, um dízimo obrigatório. Antes, nos anos 20, quando o movimento operário anarquista e socialista capitaneou uma leva de greves, a Imperatriza Isabel I proibiu qualquer outra religião de se manifestar e as comunidades recém instaladas de “turcos”, judeus e metodistas imigraram para a Argentina.
Os sucessores de Isabel mantiveram a interpenetração entre Igreja e Estado, mas após a II Guerra Mundial, vários setores sociais se agitaram e passaram a denunciar o caráter repressivo do Regime, que, em resposta, nomeou como Primeiro-Ministro o reformista católico mineiro (um dos estados mais integristas do país) Juscelino Kubitschek, descendente de uma família católica da Boêmia. Kubitschek manteve os privilégios da Igreja, mas permitiu a liberalização dos costumes, não reprimiu os movimentos sociais e começou a industrializar o país. Influenciado pelo líder exilado Getúlio Vargas, que tentara um golpe republicano nos anos 30 e que pregava uma política econômica nacionalista, o Primeiro Ministro nacionalizou as reservas de petróleo, empresas de iluminação pública e outras companhias, boa parte delas americanas, canadenses e de outros países. Contudo, em 1960, patrocinados pela CIA, setores integristas do exército obrigaram D. Pedro III retirar Kubitschek do poder, e as empresas voltaram às mãos de seus antigos donos, mas com um aumento de impostos direcionados para a Igreja, que passou a construir novos templos, universidades e escolas. D. Pedro centralizou o poder e instaurou um regime de perseguição a líderes trabalhistas de esquerda e facções da Igreja ligadas à Arquidiocese do Rio de Janeiro, cujo Arcebispo, D. Eugenio Sales, foi removido pela Santa Sé para a Argentina. Estas facções denunciavam a aproximação do Brasil com países hereges, como os Estados Unidos.
Após a crise do Petróleo de 73, o país entra numa grave crise econômica e o dinheiro do Estado deixa de ser repassado à Igreja. As guerrilhas de esquerda são derrotadas, mas muitos estão no exílio. Em 1980, em plena crise da Dívida Externa, o Papa João Paulo II, grande amigo de Sales, visita o país. As suas missas campais se tornam exibição das forças de oposição, sobretudo as católicas. Após sua partida, milhares saem às ruas e exigem a volta dos exilados. Há manifestações lideradas pelos padres da Teologia da Libertação, como Frei Betto e Leonardo Boff, e outras por Patrick Peyton (esta intitulada “Marcha com Deus, pela Família e pela Liberdade”). Esta vertente de direita consegue trazer de avião D. Eugênio Sales, horas após o nonagenário D. Pedro fugir para a Inglaterra. Líderes como Leonel Brizola (Trabalhistas laicos), Miguel Arraes (da social-democracia), Luís Carlos Prestes (Comunistas), e Luís Inácio da Silva (Novo Trabalhismo católico) voltam nos dias seguintes. Um governo de coalizão é montado, com Brizola, Arraes e Silva como ministros, além do Católico liberal Tancredo Neves, dos Católicos integristas Carlos Lacerda e Patrick Peyton (que ganhara nacionalidade brasileira para poder ser alçado ao ministério), além do militar Sylvio Frota. Prestes morre em um estranho acidente de carro. Todas as tendências católicas se unem para expulsar do governo Brizola e Arraes e, em 1981 o ministério, com apoio do Congresso e das Forças Armadas e da Teologia da Libertação, proclamam o Brasil a Revolução Evangelizadora das Américas, o Papa polonês o Sumo Líder do país. A imprensa compara a situação à relação do Canadá e da Austrália com a Rainha da Inglaterra. D. Eugênio Sales é escolhido o Guardião da Revolução e a nova constituição o consagra líder religioso e político do país. A República é instaurada. Em 1981 os líderes moderados que permaneceram no país (Luís Inácio da Silva, Frei Betto, Tancredo Neves e Leonardo Boff) são condenados por apostasia e heresia, sendo executados no Estádio do Maracanã, através do garrote vil. Brizola, Arraes e outros conseguem fugir. Intelectuais e artistas de vários matizes como Celso Furtado, Mário Henrique Simonsen, Roberto Campos, Darcy Ribeiro, Fernando Henrique Cardoso, Elis Regina, Chico Buarque, Rogéria, e Miguel Fallabella, fogem do país. Caetano Veloso, Fernando Gabeira e Renato Russo são enforcados por sodomia, após Autos de Fé que saem da Igreja da Candelária, na capital do país.
cnn
O Nate Silver é economista, né PD?
Atualizações, 18:10,
bate exatamente com a minha opinião.
Há uma guerra com a Argentina entre 1982 e 1990 que custa 5 milhões de mortos. Algunas batalhões foram dizimados em batalha, compostos de adolescentes que portavam bombas ao corpo e liderados por párocos que corriam os pampas gaúchos portando imensas cruzes. Sua função era atrair o fogo argentino, para que os meninos cruzassem os campos minados, abrindo espaço para os tanques do famoso general Figueiredo, conhecido como o “ungido de Deus”. A Argentina fora armada pelos EUA e o Brasil, ironicamente, pela URSS, através de Cuba e Angola. Armas também chegam contrabandeadas da Itália, mas são sobretudos armas leves (Berettas, por exemplo). A partir daí o regime se estabiliza, pois apesar de manter atrito constante com o Grande Herege Luterano, com quem cortou relações, aprofunda a presença da Igreja no país. A Petrobrás passa a ser um braço da CNBB, assim como a Vale do Rio Doce, a Mafersa, a Gurgel, a Embratel, a Eletrobrás, Furnas e Embraer. Todas as universidades federais são integradas às Pontifícias Universidades Católicas. O ensino, que já era todo católico, é difundido ainda mais. Seus índices socias melhoram um pouco entre 1990 e 2010, mas o país ainda mantém números de país de terceiro mundo. O Lema oficial de seus líderes passa a ser “O Maior País Católico do Mundo”. O Santo Ofício, reinstalado em 1985 após o protesto de centenas de milhares de católicos após a exibição por uma cinemateca privada do Rio de Janeiro de “Je vous Salue Marie”, mantém a censura oficial. A Constituição obriga (algo que boa parte da população já fazia, algo único no Catolicismo contemporâneo) todos a irem à Missa todos os dias, rezar Aves Maria e Pais Nosso ao início e fins de aulas (na Universidade inclusive). A Ministra para os Assuntos Femininos, Sandra Passarinho, proíbe a mini saia, e lidera imensas manifestações biquínis nas praias oceânicas do Rio de Janeiro. O Carnaval (festa que se mantinha restrita a alguns grupos urbanos e era tolerada apenas como continuação da Quaresma) é abolido; terrenos de candomblé são fechados e vários líderes umbandistas, kardecistas e afins são executados por feitiçaria. Apenas partidos católicos são permitidos e todos os candidatos têm que ser, antes das eleições, aprovados pela CNBB. O Santo Ofício controla a internet e os jornais. A gravata é abolida, substituída pela gravata borboleta e a gola alta.
Caro PD, quem falou da “previsão esperançosa” da queda da revolução pelos acadêmicos foi o tal de Barzegar, não eu. Para ser franco, eu tenho o pé um pouco atrás com cientistas políticos, sejam eles de esquerda ou direita, cristãos ou islâmicos, até com os zoroastristas do Mr. X. Eles tanto teorizam que perdem a realidade de vista.
In Crivel, isso aí, cara!
Esses iranianos nas ruas são uns arruaceiros a soldo de Israel!
Uma mudança ocorrida no início do século XXI é a penetração de novas correntes católicas menos restritivas quanto aos costumes. As músicas pop e letras leves dos padres Marcelo Rossi, Fábio de Melo, e o Pe. Zeca, se tornam um sucesso entre a juventude, que lê nas entrelinhas de suas letras que falam de um mundo idílico e sem culpa, uma apologia à liberdade e individualismo. Neste momento o Regime começa a ser contestado. Cineastas como Fernando Meirelles, Bruno Barreto e José Padilha, que na universidade acessaram antigas revistas francesas dos Cahiers du Cinéma (uma das poucas coisas que a censura deixa passar no Brasil é material de países católicos o que, em sendo muita coisa, permite a chegada de livros, revistas e sites outrossim classificados como hereges), criam o “Cinema Novo”. Baseados na máxima “Uma câmera na mão e uma idéia na Cabeça”, se tornam sucesso nacional e mundial com filmes ambíguos que, com fortes elementos católicos misturados à modernidade, passam pelo Santo Ofício: respectivamente “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro”, “Deus e o Diabo na Terra do Sol” e “O Pagador de Promessas” (cuja versão completa só foi vista fora do país). Escritores como Paulo Coelho, também com uma prosa mística, são permitidos e fazem grande sucesso no circuito alternativo de cidades mais cosmopolitas, como Rio e São Paulo. As universidades e outros locais passam a contestar os modos católicos e a onipresença do preto nas roupas, assim como dos lenços e mantilhas femininos. A cerveja e a cachaça, proibidas pois somente o vinho produzido no sul do país é permitido, são produzidos privadamente e traficados para as maiores cidades, onde festas clandestinas alimentam os debates políticos.
Em 2002 um político católico que fora exilado, José Serra, lidera a Ação Católica Democrática do Brasil e vence as eleições para presidente. Desafeto de Sales, encontra apoio em D. Paulo Hummes, Arcebispo de São Paulo, maior diocese do país e, por isso, cargo que preside da CNBB e segundo posto político mais importante da nação. Todavia, Serra não consegue implementar reformas, nem decidir se o programa nuclear de Angra dos Reis Magos deve ter caráter apenas pacífico. Desde os anos 70 o país realiza pesquisas nucleares e a usina de Goiânia, que teve um nunca confirmado caso de vazamento de Césio em 1987, chegou a ser bombardeada pela aviação Argentina em 1990. Serra não se candidata novamente em 2006, quando o conservador (chamado de populista pelos Estados Unidos) Geraldo Alckmin vence o pleito. Vindo do interior, de uma região próxima ao Grande Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, o jovem político fizera carreira no conservador estado de São Paulo.
Manuel Amaral Bueno, acho que ele é economista de formação, sim.
Brasil, 2010. Alckmin é confrontado nas eleições por um outro político reformista católico, Patrus Ananias que, com as credenciais de sua origem (do estado de Minas Gerais) e fortes laços com os remanescentes da Teoria da Libertação e entre jovens e universitários, ameaça reintroduzir a agenda das reformas. Alckmin fizera um governo de atrito com a Argentina, os Estados Unidos, Israel (“o povo perdido”, como o líder chama os judeus) e os países árabes. Reutilizando a imagem de D. Eugênio Salles, morto há poucos anos, Alckmin cria o Bolsa Família, mas as indústrias estatais continuam a dar imensos déficits, sobretudo a Petrobrás, cujo manejo é confiado a bispos paulistas. Alckmin denuncia a perseguição aos bispos norte-americanos e irlandeses, é acusado de manter o apoio à máfia italiana (diferentemente de seus antecessores, parece que ele prefere a Camorra à Cosa Nostra) e reforça os laços com Roma após a eleição de Ratzinger, por quem fizera ampla campanha.
PD, no twitter começaram a circular o que seriam os resultados reais da eleição, divulgados pelos mesmos funcionários do ministério do interior que se rebelaram:
Rumors about real election results: 1- Moussavi (45.54%), 2- Karroubi (31.95%), 3- Ahmadinejad (13.60%), 4- Rezaei (8.91%) #IranElection
gustavo,
ahahahahahahahahahaha
ahahahahahahahah!!!!!!!!!!!!!
Alckmin é acusado de aprofundar a política desenvolvida nos anos 80 de apoio aos grupos terroristas palestinos e libaneses. Apesar do Brasil não mantar laços com os países islâmicos, enviou (assim acusam os EUA), através de sua ampla comunidade maronita de origem libanesa, dinheiro e armas para os cristãos palestinos e libaneses, fazendo jus à proclamada missão anunciada pela liderança católica desde os anos 50 de fazer vitoriosa “A Cruzada Final”, pela qual a Terra Santa seria definitivamente recristianizada e o Novo Messias desceria à Terra no Monte das Oliveira, em Jerusalém, abrindo as portas ao Juízo Final.
Frangão Diferenciado, 102,
“as pessoas não são iguais, elas tem os mesmos direitos. Mas isso não significa que as pessoas tem direito ‘as mesmas coisas.
Você já ouviu falar em respeito a diversidade?”
Tem certeza, frangão diferenciado?
Para que servem as coisas, os bens, os cargos, as conquistas etc.?
Pois eu te respondo, apenas para fornecer uma nesguinha daquilo que todos os humanos procuram, uma tal de “felicidade”.
E você tem certeza que um sujeito podre de rico seja mais feliz que um saudável caipira da roça?
Ou que um louco que se julga muito feliz?
Frangão Diferenciado,
o Surf descobriu que você é parecido com o Heráclito Fortes.
O Heráclito Fortes também é um cara diferenciado, se destaca no meio de todo mundo!
João Paulo Rodrigues,
gostei dessa sua “história paralela”. Você esteve recentemente em outra dimensão?
H Fortes é muito feio……sou completamente diferente dele.
Patriarca,
Não. Mas imagino o que certa esquerda (que não é a minha) falaria deste Brasil anti-americano e “alternativo”…
Há 2 questões que não batem bem para as esquerdas:
1. como é que, depois do discurso de Obama no Egito, os aiatolás nãom perderam as eleições?
2. porque depois do “advento” do Oabanana as esquerdas não estão lutando plo fim do regime iraniano dos clericais islâmicos?
E você tem certeza que um sujeito podre de rico seja mais feliz que um saudável caipira da roça?
Ou que um louco que se julga muito feliz?
chest- Patriarca, você está “variando”
JPR,
depois da eleição do Obama, a direita é que virou anti-americana, é só ver os comentários do Chest e do famigerado Mr.X.
Mas essa história paralela é bem interessante.
Já pensou se o Brasil tivesse se tornado mesmo uma teocracia católica?
Quem seria o nosso Ahmadinejad?
Ué, o Alckmin, na minha brincadeira pelo menos.
É, Chest, é a tal guerra de civilizações.
Obama praticamente colocou-se de joelhos no Cairo e está aí a resposta do Oriente a ele: “Ahma” na cabeça.
Variando, Frangão Diferenciado?
Esse um dos temas que acompanha a humanidade desde que ele começou a escrever, ou a pensar.
Mark Twain tem uma famosa história sobre o assunto e é ele que chega à conclusão que “o único sujeito feliz é um louco que se julga feliz”
Maria, as esquerdas ainda querem os aliados islâmicos contra o ocidente tradicional. Não compreendem quando a aliança não dá certo.
Patriarca, e quem liga para a felicidade?
Maria,
O Obama ajoelhou, mas será que ele rezou?
Vai ver que ele não rezou.
Vai ver que foi por isso que o Ahmadinejad ganhou.
Anônimo da Pérsia,
Obrigada pelos comentários. É sempre valioso o testemunho de alguém que está onde as coisas estão acontecendo e conhece o país.
JPR,
ADOREI! Isso é que é uma distopia ajeitada à nossa história, némêss?
Por fim, reclamei com o rabbit, pela comparação com a pancadaria da USP, mas ainda sigo achando que são coisas diferentes: no Irã, para o bem ou para o mal, como nota o André Egg, parece estar se desenvolvendo uma pressão social por mudanças que vão muito além de uma eleição presidencial, com todas as características distintivas desse tipo de movimento, que sempre vale a pena acompanhar e a pancadaria na USP, onde uma reitora insegura e incompetente, chamou a PM pra invadir o que, por definição, jamais se invade - o local onde se produz conhecimento.
Quem achou a melhor definição pra dona Suely, foi a Memento, no Open: “Suely com ipsilone e seus meganhas amestrados”
local onde se produz conhecimento? Ou greves? Os piquetes eram para que as pessoas que procuram algum conhecimento fossem impedidas de entrar, ora pois…
Chest,
Nem vale a pena responder, sabe?
Quem deu a melhor resposta foi Olgária Matos, como se vê aqui: “OLGÁRIA MATOS - É inadmissível que uma manifestação pacífica de estudantes e funcionários tenha de se enfrentar com a polícia dentro do campus universitário. Os manifestantes podiam até ter objetivos criticáveis -ou não-, mas, desde a Academia de Platão até as universidades modernas, esse recinto é o único preservado da violência policial porque é definido como o local que luta contra a violência, contra a barbárie. É o local em que se produz conhecimento, especulações, ciência. O local que faz parte do repertório da humanidade para se humanizar. Então não é o lugar que comporte a ocupação policial contra uma manifestação de estudantes desarmados.”
Quaisquer argumentos legalistas esbarram , a meu ver, nos MESMOS argumentos legalistas que a ditadura usou, por exemplo, ao invadir a PUC, em 1977.
E veja que mesmo na ditadura, houve sempre o cuidado de não invadir universidades.
Ânfãm, depois dessa, o Serra não se elege pra absolutamente nada, se depender do meu voto.
PD, acho também que vc está olhando o que está acontecendo e vendo o que vc gostaria que estivesse acontecendo. acho o ahmadinejad uma merda, mas os oponentes estão pouco abaixo na escala de escrecencia. entretanto, não acho que só por que ele é uma merda, tenhamos que pintá-lo muito pior distorcendo a realidade. ela já é ruim para ele. e acho que povo nas ruas é algo muito diferente de partidários do mousavi nas ruas…
Gostei do What if do JPRodrigues.
Acho o verbo “invadir” inadequado para descrever o que a PM fez na USP. A USP não é uma fortaleza inimiga. É uma instituição. Que não pertence aos grevistas (são minoria). A reitora é a autoridade lá, e está no seu direito garantir a ordem.
E depois do que assisti no Youtube ficou claro que os caras queriam mesmo provocar uma reação nos PMs.
A violência é uma merda mas, os “alunos” da USP sabem que se não cumprirem as determinações, a polícia será acionada. e lembram da última vez que fizeram isso? Um mês de ocupação, o vadalismo, destruição de imóveis, mamão levando lanchinho para eles, roubo de vários computadores etc. e produziu o que de positivo?!?!?! As medidas recentes foram em resposta a isso. E esses alunos manifestara solidariedade aos movimento dos funcionários da USP e vejam como seu sindicato é bonzinho, fraterno e humanista.
chipre iqm unicamp br/pipermail/pg-net/2006-April/000197 html
trecho:
RESOLUÇÕES DO 4º CONGRESSO DOS FUNCIONÁRIOS DA USP
DEVERÁ CONSTAR NO PROGRAMA DA CONLUTAS.
P Barrar todas as reformas neoliberais que visam à retirada de direitos históricos dos trabalhadores;
P Lutar pelo salário mínimo do DIEESE, que hoje é de R$ 1551,41;
P Lutar por reajuste mensal pelo ICV-Dieese;
P Pelo não pagamento das dívidas externas e internas;
P Impulsionar uma Campanha Nacional e Estadual em Defesa da Escola Pública, Gratuita e de Qualidade;
P Lutar contra a desvinculação de verbas públicas para a educação e saúde, das receitas do Estado;
P Lutar pela incorporação do valor máximo da PLR (Participação nos Lucros e Resultados ) e dos bônus aos salários;
…..
RESOLUÇÕES PARA POLÍTICA INTERNACIONAL E NACIONAL
P Fora as tropas imperialistas do Iraque e Oriente Médio, do Haiti e de todos os países onde os Estados Unidos e seus aliados mantém bases militares, inclusive a de Guantánamo, em Cuba;
P Fora Brasil do Haiti;
P Lutar pela destruição do Estado terrorista de Israel e pela Constituição de uma Federação de Republicas Socialistas do Oriente Médio;
P Lutar contra a ALCA, MERCOSUL e demais tratados comerciais impostos pelo imperialismo e pelas multinacionais instaladas na América Latina;
P Não Pagamento das dívidas externas dos países do chamado terceiro mundo; ”
Quando o cara é concursado, ganha bem e está ocioso vai dar nisso mesmo. O que o SINTUSP tem a ver com outros países? Como diz HRP, por quê querem ingerir neles?!?! Esse podem né HRP?!?!?
E por quê não há movimentos iguais nos colégios técnicos e FATECs igualmente mantidos pelo Estado???? Será que é porquê não tem cursos de geografia, história e sociologia???
Gerson,
Só porque alguns jovens extrapolaram na provocação, a PM está certa em usar bombas de efeito moral, gás lacrimogênio, e benzódeus, metralhadoras?
E os canais do diálogo, onde estavam? Cadê a habilidade de Dona Suely com ipsilone de preservar a instituição?
Brigado Alba, brigado Gerson.
Fiquem com Deus. Ou Alah. Ou Xangô.
Bom, até o Jornal da Globo reconheceu que a imprensa ocidental fez um imenso ôba ôba com a possível vitória da oposição no Irã, baseado-se apenas no que acontecia nas universidades, sem levar em consideração a grande população do interior.
É isso aí, não estou torcendo pelo Ahmadinejad, mas o bom senso diz que ele ganhou mesmo.
E continuo achando que o massacre dos palestinos foi um grande cabo eleitoral nessas eleições.