Cuba, a OEA e a pressão sobre os EUA
Atualização – Cuba foi reincluída na OEA, o post acima trata disso.
Se trazer Cuba de volta à OEA (Organização dos Estados Americanos) fosse realmente a intenção dos líderes da América Latina, a decisão teria sido tomada ontem. Todos os países latinos do continente são favoráveis, do outro lado apenas EUA e Canadá. Reincorporar Cuba não era a intenção. Há votos mais do que suficientes. A intenção era outra: botar os EUA contra a parede.
Conseguiram.
Oficialmente, Cuba afirma que não tem qualquer interesse de participar da OEA. É doce. Sua inclusão no grupo traria uma incrível legitimidade internacional, coisa que o regime precisa.
Mas, na OEA, essa é uma daquelas discussões difíceis na qual ambos os lados têm razão.
Quando Cuba foi excluída, numa reunião no Uruguai, em 1962, a razão oficial declarada foi que ‘a aderência de qualquer membro da OEA ao marxismo-leninismo é incompatível com o sistema interamericano e o alinhamento de qualquer governo com o bloco comunista quebra a unidade e a solidariedade do hemisfério’.
Aos ouvidos contemporâneos, soa como uma razão datada e um tanto autoritária. A orientação ideológica de cada governo cabe a ele decidir. E o mundo já não tem sua geopolítica dividida pela Guerra Fria há quase duas décadas. Quando os ministros das relações exteriores latino-americanos argumentam que as razões não se sustentam mais, eles têm razão.
Mas, pelo lado norte-americano, Hillary Clinton diz que Cuba deveria conduzir sua política de Estado de acordo com as diretrizes da OEA. Ou seja: deveria ser, como os outros países do hemisfério, uma democracia. É evidente que os EUA tem suas próprias neuroses com Cuba. Mas antes de descartar seus argumentos com base nas idiossincrasias de Washington, é bom lembrar que tem gente muito boa de seu lado.
É o caso da ong Human Rights Watch. Poucas entidades são tão confiáveis quanto esta pois poucas são tão imparciais. Batem em todo mundo. Diretor para as Américas da HRW, José Miguel Vivanco lembra que Cuba é o único país da região que ainda faz prisioneiros políticos. Em 2003, 75 jornalistas, lideres sindicais e militantes da causa dos direitos humanos foram presos pelo regime de Fidel Castro; 54 destes permanecem nas prisões de Raúl. Cuba, não custa lembrar, é o único país da região que não realiza eleições. É uma ditadura – ditadura mesmo, sem figura de expressão.
Um argumento contrário é o de que ser ditadura ou não jamais foi problema. Afinal, de 1962 para cá quase todos os membros passaram por regimes fechados sem que isso jamais ofendesse sensibilidades norte-americanas. Historicamente, o argumento é correto. Mas também é correto dizer que, de 1962 para cá, todos os que viveram períodos de interrupção de suas democracias já resolveram o problema. Não é o caso cubano.
A OEA é um organismo de cooperação diplomática que ajuda um quê na negociação comercial entre seus membros mas, principalmente, serve de sistema jurídico internacional, uma última instância à qual recorrer para questões, justamente, como as de direitos humanos. É à OEA, por exemplo, que as famílias das vítimas da tortura no Brasil pretendem recorrer para questionar a legalidade internacional da Lei da Anistia brasileira.
Há dois grupos distintos entre as nações latino-americanas que pretendem trazer Cuba de volta ao grupo. Um, composto por Venezuela e Nicarágua, é movido por um intenso sentimento pró-Cuba e anti-EUA. Não se trata de política sofisticada. Outro, que reúne a maioria dos países, vê três pontos. O primeiro é que o argumento para excluir Cuba, em 62, não faz mais sentido; o segundo é que a fricção das relações entre EUA e Cuba são ditadas mais por uma certa histeria do que por pragmatismo diplomático. O terceiro e mais importante é que, trazendo Cuba de volta à OEA, haverá um instrumento para cobrar de Cuba o tipo de respeito aos direitos humanos e à liberdade que o regime, hoje, nega a seus cidadãos.
Os EUA não questionam o primeiro motivo e, nos bastidores, tampouco discutem o segundo. Há mais gente no governo Obama convencida de que a política para com Cuba é irracional do que jamais houve em qualquer governo norte-americano desde a descida da Sierra Maestra. (Cuba mexe com irracionalidades do outro lado, também.)
O que Washington considera irreal é o terceiro argumento. Em 2007, Cuba aderiu formalmente ao Conselho de Direitos Humanos da ONU. Não fez qualquer diferença. A ilha continua negando a entrada de inspetores da ONU que gostariam de conferir pessoalmente a situação dos direitos humanos no país. Estas são visitas rotineiras – o Brasil as recebe toda hora, e sempre leva uma surra no relatório final. A readmissão em troco de nada por parte da OEA seria premiar Cuba sem conseguir qualquer contrapartida.
É mais provável que os diplomatas de Hillary Clinton tenham razão do que o contrário. Mas existe um outro jogo, paralelo, sendo jogado – e este nada tem a ver com Cuba. Barack Obama foi eleito dizendo que tocaria um governo sensível à voz de outras nações.
Se quisessem ter incluído Cuba na OEA, os chanceleres das Américas o teriam feito. Mas passaram os últimos dias fazendo algo diferente: seu objetivo primordial era testar a nova diplomacia norte-americana.
Ainda sobre o assunto:
- ¡Que viva Yoani! – sobre Cuba e liberdade Mauro Malin entrevistou, para o site do Museu da Pessoa, a blogueira cubana Yoani Sánchez. A entrevista é uma lindeza....
- Cuba bem-vinda na OEA Os chanceleres reunidos na OEA votaram, hoje, pelo reestabelecimento da presença de Cuba na organização. Há duas condições: que Cuba...
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movimentos de xadrez Raul Castro demitiu ministros fiéis a seu irmão, Fidel. Colocou em seus lugares novos ministros, oriundos do Exército, que lhe... - Fidel Castro é reeleito em Cuba Certamente não causará surpresa aos leitores cá do Weblog a notícia de que Fidel Alejandro Castro Ruz foi reeleito deputado...



qualquer lugar, de onde para sair, o elemento precisa fugir ou de uma autorização especial das autoridades só pode ser uma prisão..
E o mundo já não tem sua geopolítica dividida pela Guerra Fria há quase duas décadas. Quando os ministros das relações exteriores latino-americanos argumentam que as razões não se sustentam mais, eles têm razão.
chest - pelo contrario.
Um argumento contrário é o de que ser ditadura ou não jamais foi problema. Afinal, de 1962 para cá quase todos os membros passaram por regimes fechados sem que isso jamais ofendesse sensibilidades norte-americanas.
chest- o problema é o marxismo-leninismo.
O terceiro e mais importante é que, trazendo Cuba de volta à OEA, haverá um instrumento para cobrar de Cuba o tipo de respeito aos direitos humanos e à liberdade que o regime, hoje, nega a seus cidadãos.
chest- sei, é a lógica de jogar celulares e coca-cola….
A readmissão em troco de nada por parte da OEA seria premiar Cuba sem conseguir qualquer contrapartida.
chest- foi o que eu disse.
teste
PD, não chame Cuba de ditadura senão os esquedopatas vão te apedrejar!! Abaixa a cabeça aí!!! E aguente as comparações entre Cuba e quaisquer outros países sempre “provando” que Cuba sempre é melhor!
03/06/2009 - 08h03
Cuba enfrenta pior crise desde fim da era soviética
“…segundo o jornal “El Nuevo Herald”, o governo estuda adiar Congresso do Partido Comunista previsto para 2009. Raúl prometeu que as mudanças estruturais no sistema comunista seriam debatidas na reunião.
A população que forma filas para o transporte público em Havana –a melhora no setor, com a compra de novos ônibus, era visto como símbolo da recuperação–, se prepara para um verão de restrições. As altas temperaturas nas casas superlotadas da capital cubana somadas à ordem de economizar com ventiladores compõem cenário adverso para os apelos de “apertar os cintos” do governo. ”
Duvido que Fidel, Raul, seus puxa-sacos, membros do partido e CDRs etc. tenham que entrar no aperto!!! E que se dane OEA, direitos humanos etc,. enquanto essa quadrilha puder comer do bom e do melhor, viajar para onde quiserem em seus novos aviões presidencias Yliushin etc. que se dane o povão que vai ter menos do que tem e trabalhar mais!!!!
E que idiotice a diplomacia brasileira e de outros países irem defender alguma coisa para Cuba. Para Cuba exatamente não, e sim para seus irmãos fraternos Fidel e Raul!!!!!!!
A OEA não apita nada.
E Cuba, idem.
A primeira não se interessa pelo segundo e vice-versa.
Se em 62 usaram esse argumento estúpido, é porque já na época a OEA de nada servia…
Aliás,
Cuba está em crise porque é um país que não vive pelas próprias pernas. Nos tempos de batista era um enorme bordel dos EUA. Com Castro, virou a fazenda de açúcar da União Soviética e nos ultimos tempos, tem sido o bibelô de Hugo Chaves.
Agora que o petróleo de Chaves caiu de preço e ele não tem como jogar dinheiro fora em Cuba, a crise se instalou… de novo!
Mas o povo de Cuba tá acostumado e continua feliz, afinal, é o melhor lugar do mundo para se viver, segundo os esquerdofrênicos brasileiros!
Direitos Humanos em Cuba, no Brasil e nos EUA. Problemas graves. Acho que na América somente se livra o Canadá. Nâo conheço muito sobre Costa Rica, tão falada em certa época.
Cuba precisa mudar, mas para melhor, incorporar a liberdade, sem perder as conquistas sociais (comparem Cuba com as capitalistas Haiti, Jamaica, Antilhas Francesas) Nós brasileiros devemos ajudar para que a mudança chegue o quanto antes. Sim, nos podemos!
Para sabermos se a anulação da decisão de 1962 pode ser feita sem o apoio dos EUA e suas últimas marionetes da região (ilhotas do Caribe e a Colômbia), seria necessário saber quais são os mecanismos exatos de votação, coisa que nem o Washington Post, nem o PD, nem qualquer outro jornal que eu tenha lido sobre o assunto se deu ao trabalho de pesquisar e expor.
A questão inicial é que a decisão de 1962 é ilegal frente à carta da OEA, que diz claramente (e já o dizia em 1962) que todos os países membros têm todo o direito de decidir por sua orientação política e econômica e que os demais países têm o dever de não interferir. Então, a despeito de opiniões políticas, ela é uma excrescência jurídica.
Quanto ao blá blá blá de que Cuba mantém prisioneiros políticos (sim, mantém, e os tortura, em Guantânamo, para os íntimos, Gitmo) e de que não é uma democracia (parece que a China é, tão paparicada por Washington, não importa a cor do ocupante da Casa Branca), isso não passa de papo de jornalista que quer parecer comedido e imparcial.
Cuba cometeu apenas um crime: libertou-se, estando em pleno quintal dos EUA. Os EUA não vão aceitar isso nunca, não há qualquer diferença entre Obama e qualquer outro quanto a isso, só é “democracia” se ajoelhar diante deles. O resto é papo furado, inclusive por parte do blogueiro.
Chest,
No caso de Cuba eu acredito que atirar coca-colas e celulares funcionaria. A sociedade cubana, pelo que chega da sua propaganda, é bem instruida e não possui fanáticos religiosos demonizadores do ocidente.
Ele preferem comprar leite de caixinha no supermercado mais próximo, ao invés de acordar as 5:30 pra ordenhar vaca.
João Daltro,
Por que você não compra um bote e se muda pra ilha-prisão?.
Cuba se libertou e o preço disso foi o aprisionamento dos seus cidadãos.
Recuso-me a falar sobre Cuba.
O mundo já perdeu muito tempo com isso. Cuba é totalmente irrelevante.
Só serve para alguma meia dúzia dizer que se “libertou”. Coisa que qualquer ameba sabe que não é verdade.
Aguardemos assuntos mais relevantes no mundo.
Alguns debatedores aqui deveriam defender Cuba. Lá a legislação sobre as religiões é tão restrita quanto gostariam alguns lacistas liberais que frequentam este local.
Por falar nisso, Rodolfo, porque você não se muda para Israel? Lugar ótimo para judeus sionistas viverem… Demoraux.
“Cuba cometeu apenas um crime: libertou-se, estando em pleno quintal dos EUA. Os EUA não vão aceitar isso nunca, não há qualquer diferença entre Obama e qualquer outro quanto a isso, só é “democracia” se ajoelhar diante deles. O resto é papo furado, inclusive por parte do blogueiro.” (João Daltro, # 11)
Retire a venda que tapa os teus olhos, caro João Daltro. Dá perfeitamente para admirar muita coisa sobre Cuba, e sou um dos que o fazem. Mas negar seus problemas, desconhecer que lá se cometem abusos que não combinam com os seus méritos, é ser tão míope quanto parte da intelectualidade europeia foi em relação às atrocidades de Stalin. E cá entre nós, a esquerda que se preza já parou com isso.
Em tempo: não dá para negar que os abusos de Cuba são postos em excessiva evidência, muito mais do que o que ocorre com países vizinhos. Ainda há muitos problemas na Guatemala, o Haiti está a décadas de tornar-se um mar de rosas, a Colômbia tem problemas históricos de violência ligada não apenas ao narcotráfico, mas tb aos grupos paramilitares…
Mas garanto que existe uns 100 milhões de latinos americanos, famintos, descalços, desdentados, sem assistência médica, sem educação básica, morando em favelas, barracos, palafitas, que gostariam de ter o padrão de vida cubano, verifique o IDH deles, agora, para pequeno burguês de bosta o sonho é ir para a Disneylândia…
vamos mandar os favelados para o paraiso cubano!
magina! Cuba é muito longe, eles vão entrar em sua casa e fazer umas expropriaçãozinhas…
Vamos quem, cara pálida? Quem está no poder?
Obrigado pelo sugestão Dino, mas eu estou satisfeito aqui no Brasil. Israel eu só vou de férias.
1962? Nesse meio tempo pratimente todas as democracias ao sul do Rio Grande foram derrubadas por “liberais-democratas” da direita e a OEA ficou pianinho. Nem quando o Fujimori fechou o parlamento. Hoje, só serve pra falar mal do Chavez.
OEA não é organismo internacional, é um cartoriozinho do departamento de estado dos EUA…
Aliás, toda vez que o PD fala de Cuba, parece que abre uma privada pra reaçada desfiar a sabedoria dela. Cruz Credo…
Quer me mandar pra Cuba? Primeiro vai no Haiti pra ver como é que funciona o capitalismo.
“No caso de Cuba eu acredito que atirar coca-colas e celulares funcionaria. A sociedade cubana, pelo que chega da sua propaganda, é bem instruida e não possui fanáticos religiosos demonizadores do ocidente.
Ele preferem comprar leite de caixinha no supermercado mais próximo, ao invés de acordar as 5:30 pra ordenhar vaca.
Rodolfo #12
Depois que a Tetra Pack descobriu os poços de leite na camada do pré-açúcar na Lua ficou fácil.
Um cosmoduto ligando a fábrica da empresa na Terra aos laticínios lunares transporta o leite envazado mais vendido no mundo.
Realmente, só Cuba mesmo para ainda ordenhar vacas em pleno século XXI.
Um traço distintivo da ignorância da classe média brasileira é querer julgar o mundo de acordo com padrões ideais sem pensar na realidade. Exemplo: “Cuba não tem eleições”. Primeiro, que Cuba tem eleições, para o Parlamento e as eleições internas do PC, que são eleições não competitivas no sentido de que não preveem programas partidários rivais, mas tem competição entre pessoas e servem para montar equipes de governo. Segundo, no dia em que Cuba tiver eleições competitivas, os EUA e a Máfia de Miami fariam uma orgia de gastos em propaganda que garantiria que só chegassem ao poder direitistas raivosos que transformariam o país num desastre econômico e social ao nível do Haiti. Terceiro: serão eleições para um parlamento burguês o traço distintivo de uma democracia real? Estamos satisfeitos com o desempenho do “livre” Congresso Nacional? Bem ou mal, Cuba é um país infinitamente mais livre do que o Brasil, na medida em que não mede o sucesso do seu governo pela sua capacidade de agradar o FMI, o “Mercado” ou os “investidores”.
E OEA não interessa mesmo, uma organização que congrega a potência imperialista e suas dependências, das duas uma: ou vai ser uma agência imperial de dominação (como era em 1962) ou será um foro completamente inoperante.
E essa de dizer que parte da intelectualidade européia foi “cega” diante das atrocidades de Stalin, é tolice de reaças ao estilo daquele inglês que escreveu uma história (ou estória) neoliberal da Europa do Pós-Guerra. Há um trabalho do Sartre em que ele explica bem a coisa: eu posso achar Trotsky genial e Stalin um criminoso, mas se sou um intelectual francês do final da década de 1940 e quero fazer política de Esquerda, tenho de levar em conta que o movimento operário francês real está com os stalinistas, que Stalin venceu Hitler que foi o PCF que organizou a Resistência…não posso ficar esperando que a realidade se ajuste ao meu ideal.
Avatar 1,
Espero que você tenha apenas se travestido de microcéfalo, porque é fácil entender a metáfora para a escasses e a falta de acesso à produtos básicos na ilha, no meu comentário.
Rodrigo,
Um erro não justifica o outro. O Haiti não é pobre por causa do capitalismo. Que tal falarmos da Inglaterra?
Avatar1, desculpe o Rodolfo, ele está acostumado que em Israel as vaquinhas devido peculiaridades da região, só dão leite em pó(lvora)…
Não tem jeito. Vamos lá…
Dino, sabe como é falso mascarar os números do IDH??
O IDH é calculado com base em: a) expectativa de vida; b) alfabetização e c) renda per capta.
Sobre o item b não há nada o que falar sobre Cuba. Praticamente a totalidade da população é alfabetizada. Lembro que o IDH não fala sobre “educação” e sim “alfabetização” que resume-se na capacidade de uma pessoa escreve um bilhete simples e também na frequência escolar.
Ou seja, isso não quer dizer educação de qualidade. O sujeito pode estar aprendendo qualquer coisa na escola, sabendo escrever um bilhete simples, para fins do IDH conta.
No item renda Cuba também utiliza um artifício que infla o seu PIB. Cuba informa que sua renda per capta e de US$ 6 mil dólares. O que é um total absurdo. Os médicos cubanos que são un dos mais bem pagos, recebem cerca de US$ 240/ano! E como falar em Poder de Paridade de Compra (PPP) em uma economia fechada onde a taxa de compra é arbitrada pelo governo?
O fato é que a própria ONU sabedora disso já está tentando criar mecanismos para estudar o PIB cubano.
Mas falaremos sobre o item a que seria a expectativa de vida.
Cuba possui “oficialmente” uma alta expectativa de vida de 77,27 anos. Perde para poucos países do Caribe. Apenas para Porto Rico (78,58), Costa Rica (77,4) e Ilhas Cayman (80,32).
Como Cuba faz isso? Indiscutivelmente Cuba possui uma medicina preventiva bastante desenvolvida. Ponto final. Encerra-se aqui o capítulo da medicina cubana. Não tem nada de avançada, nada de miraculosa. Ninguém que tem condições irá para Cuba procurar tratamento médico de ponta.
Mas mesmo assim o regime utiliza-se de dois artifícios.
O primeiro é não registrar crianças que morrem nas duas primeiras semanas de vida. Simplesmente essas crianças não existem. E isso joga lá para o alto o índice de expectativa de vida. Matemática pura.
A segunda é a alta taxa de aborto. Em 2006, quase 40% das grávidas em Cuba realizaram aborto. Estima-se que em 2025 um em quatro cubanos terá mais de 60 anos. A porca vai torcer o rabo.
Aliás, Cuba só passou a existir para o IDH após 2002 quando esse índice passou a fazer sucesso. O regime foi inteligente em perceber o potencial propagandístico do IDH e o manipula ao seu bel prazer já que os dados enviados não são auditados de nenhuma forma.
Acredita quem quiser…
De mais a mais, pelo que sei, os chanceleres já decidiram retirar a exclusão de Cuba, sobre o que mesmo está se falando aqui?
Vale uma atualização. A OEA aprovou o retorno de Cuba à instituição. Os Estados Unidos não se opuseram.
Outra coisa anacrônica na ilha de Fidel: quase a totalidade da população é criminosa.
Eu explico. De acordo com o regime empreendimentos privados são proibidos salvo raras excessões. Como o salário que as pessoas recebem não dá para o mais básico, inclusive comida, grande parte da população tem dois empregos. Um do governo e outro privado. Pode ser motorista particulpar, alugar um quarto (aqueles que tem a sorte de ter um sobrando em casa, o que é raro), um pequeno restaurante, venda de quinquilharias…
Com isso a população consegue renda suficiente para complementar a ração disponibilizada pelo governo.
Mas o anacronismo do regime é tão grande, que aos olhos das leis, essas pessoas são criminosas pois não podemo ter empreendimentos privados.
Por isso é ridículo achar que é o regime ou o socialismo cubano que faz com que as pessoas comam. São as próprias pessoas que se viram nos 30 para buscar renda para comprar comida.
Rodolfo
O Haiti não é capitalista? Não existe miserável na Inglaterra?
O problema dos EUA e do resto da reaçada com Cuba não é com a falta de democracia de lá, senão não apoiariam a aproximação dos EUA com a China ou Arábia Saudita, muito menos apoiariam a ditadura militar brasileira. Também não é com a pobreza de Cuba, porque a última coisa que reaça vai querer se preocupar na vida é com pobre, se pudessem jogavam todos ao mar o invés de mandar pra Cuba. De modo que eu tendo a concordar com o João Daltro…
Pois é, Pablo, mas se Cuba tem seus vieses no IDH, os outros países da AL também tem: por exemplo,no caso da expectitiva de vida, o fato de que em regiões carentes do país há muitos nascimentos (e consequentemente mortes infantis) não notificadas. Você ser contra o aborto legal é uma posição válida, mas em Cuba ele é legal e derruba os índices de mortalidade infantil. Alfabetização só mede a capacidade de escrever um bilhete simples, e daí? O que interessa é que fora Cuba, uma dependência colonial americana (Porto Rico), um paraíso fiscal (Cayman) e um caso especial de país da Am.Central mais ou menos socialmente pacificado e desmilitarizado (Costa Rica), nehum outro país da Am. Latina conseguiu generalizar a capacidade de escrever um bilhete…
Rodolfo, Rodolfo…
Leite em caixinha e Coca-cola não são produtos básicos, e sei disso apesar de microcéfalo.
Produtos básicos, como você deve estar careca de saber, são Celular 3G com o último disco da Madonna na memória, TV LCD 42″ HD full, banda larga 12 Mb e Audi A4 com DVD player em uma das 12 vagas privativas do condomínio fechado.
Rodrigo,
Pobre existe e, infelizmente, sempre existirá. Existe em Cuba, existia na falecida URSS. Sinceramente, eu não dou a mínima pra Cuba, a considero irrelevante, até o momento em que algum lunático comece a defender este modelo como o ideal ao Brasil.
O Haiti é capitalista, não neguei isto. Preste a atenção no que é escrito! O que eu defendo é que a pobreza haitiana não é produto do capitalismo.
A fantasia (neo)liberal de sempre, o Haiti não é capitalista, capitalismo é abundância, o Haiti um dia chega lá….Isso se chama historicismo. Como se o Haiti não fosse o que é por haver sido incluído na economia capitalista internacional como um produtor de açucar em regime de trabalho escravo há 400 anos atrás?!
Pablo Vilarnovo,
parabéns, você nos brindou com a melhor explicação do porque os Castro não deixam ninguém sair da ilha.
São todos criminosos, então estão todos presos!
Cuba é uma imensa penitenciária…Como ninguém pensou nisso antes?
Se Cuba é boa ou ruim, depende demais do que você considera bom ou ruim. Mas tem uma coisa que não dá para discutir: a política de isolamento piorou a situação na ilha em todos os aspectos. O embargo e a exclusão endureceram o regime e deram a ele uma história boa para se perpetuar no poder. É fácil para os Castro argumentar que o imperialismo americano é inimigo do povo cubano. Admitir Cuba na OEA pode ou não mudar algo na ilha. Deixá-la de fora já se provou absolutamente ineficaz.
Reaça é meio esquizofrênico, uma hora fala que quem implantar o comunismo no Brasil, ou que não faze outra coisa senão seguir o FHC.
O Lula devia criar o bolsa-Haldol pra reaçada, ou bolsa-Prozac…
Rodrigo, espero que você não esteja se referindo a mim. Por que se estiver, mais vez vai provar que não sabe interpretar texto.
Rodolfo, quem aqui defendeu o modelo cubano como o ideal ao Brasil? Dê um nome. Porque eu não vi ninguém até agora defender isto…
Carlos - Eu não me posicionei contra o aborto. Sendo um liberal tenho mais a tendência de ser favorável ao aborto. O problema é que faltou a ti uma análise mais aprofundada pela causa de alto número de aborto. Se a vida em Cuba fosse tão boa, com serviços públicos tão bons, com uma proteção social tão boa assim, porque esse alto número de abortos?
No ponto da educação você está certíssimo. É por aí mesmo. Mas nem de longe podemos dizer que Cuba possui uma população educada. Entre alfabetização e educação há um oceano de diferença.
Porque o ranço com Porto Rico? Cuba sempre foi um satélite da URSS. Sempre precisou de ajuda externa. Nunca conseguiu caminhar por contra própria.
Nenhum país da América Central recebeu a quantidade de dinheiro a fundo perdido que Cuba recebeu da URSS.
E que o regime fez? Muitas coisas. Melhorou o acesso a alfabetização e saúde. Esses foram os aspectos positivos.
Os negativos, e não vou nem entrar no assunto Direitos Humanos, foi que o regime foi incapaz de criar em Cuba uma economia que andasse com as próprias pernas. A economia de Cuba era totalmente dependente da URSS como hoje é parcialmente dependente da Venezuela.
O Pablo Vilarnovo está correto.
Quem quiser que acredite que a sociedade cubana é um exemplo, quer seja pela sua democracia, quer seja pela sua justiça social.
Não é.
Não vou discutir qual modelo de democracia deve ser adotado: por si só eleições não são símbolo de democracia, bem como podem ser manipuladas aqui, nos EUA e em Cuba.
Mas por certo Cuba não é democrática, uma vez que o acesso livre às informações mediante a internet não é possível lá. Isso basta para dizer que Cuba não é democrática.
Aliás, participar de um debate como esse não é possível lá, em que se contesta o regime de forma livre, sem restrições. Isso é suficiente para afirmar que Cuba não é democrática.
De um ponto de vista econômico Cuba não tem relevância, e a sua tão propalada estrutura social é uma farsa que não se sustentará ao longo do tempo, pois não possui nenhuma atividade econômica de relevo que gere riqueza capaz de propalar a melhoria de vida da população.
E se a educação cubana fosse esse portentado todo, veríamos uma indústria militar ao menos desenvolvida, devido a qualidade do corpo de engenheiros de Cuba. Cade essa industria, ou outra qualquer, que se baseie nos bem formados cubanos?
O que escutamos de Cuba é o Cubalé, é o esporte olímpico cubano, é a medicina (preventiva) de Cuba. Nada que indique solidez econômica.
Por falar nisso, alguém se lembra de alguma técnica médica por lá desenvolvida, ou um remédio novo por lá pesquisado, ou alguma descoberta que mudasse o estado da arte da medicina?
No mais, dizer que o embargo fere a sociedade cubana, mas ao mesmo tempo afirmar que ela está livre dos EUA demonstra contradição.
Se está livre, porque precisaria comerciar com os EUA? Essa é uma pergunta que gostaria de ver respondida?
Reaça acha que direitos humanos é “direito pra bandido”. Reaça que é reaça não vê problema nenhum em viver cercado de miserável. Francamente, eu tento entender a pinimba que a reaçada tanto tem com o regime de Cuba.
Vai ver a famosa e irresistivel vontade de engolir os bagos do Tio Sam explique…
Rodrigo,
Aqui ainda não, mas normalmente quando o assunto Cuba vem a tona, começam a compará-lo com o Brasil. Não seria a primeira vez. A minha opinião é que qualquer modelo que interfira diretamente na minha liberdade individual é ruim.
Ah, e em nenhum momento eu defendi que se siga o cegamente o modelo FHC.
Rodrigo,
Por que eu seria um reaça? Só por que não eu não me ajoelho pra Fidel e não rezo pra Stalin e Marx?
Alias, o que voce define por reaça?
julio meirelles e pablo, voces precisam comparar Cuba com o liberal Haiti, Antilhas Francesas e Jamaica - história e recursos naturais semelhantes à Cuba.
Entendo que voces, como o Rodolfo, tenham restrições a sociedade cubana, não entendo, contudo, porque a tentativa de desqualificação sistemática de tudo que a Ilha fez e possui. Eu não quero o modelo cubano para o Brasil, assim como não quero o modelo estadunidense. Não quero tampouco que os EUA e Cuba desapareçam do mapa - cada um poderia evoluir, embora, hoje, sejam governados por oligarquias políticas.
O povo cubano é muito bem educado, a criminalidade no país é baixissima, inclusive a relação dos cubanos com a sexualidade é bastante liberal. Desenvolvimento científico depende de recursos financeiros, e a ilha não os possui, já que é um país pobre - quantos brasileiros educados em unviversidades brasileiras não desenvolvem suas pesquisas no exterior por falta de laboratórios?
Parabéns a OEA pela decisão histórica tomada hoje! Viva Cuba !
Prece que foi:
G1: A OEA (Organização dos Estados Americanos) deixou sem efeito nesta quarta-feira (3) a resolução que excluiu Cuba da organização em 1962.
A nova resolução da assembleia, aprovada por unaniminada, abre as portas para que a ilha seja reintegrada à entidade.
Ela foi tomada por representantes dos 34 países na cidade hondurenha de San Pedro Sulá.
Agora, cabe a Cuba a iniciativa de aceitar ou não a volta à entidade. Antes da decisão, o governo cubano vinha dizendo não ter interesse em retornar.
A OEA estava envolvida em um debate sobre a readmissão de Cuba. Os países latino-americanos argumentam que a decisão é uma maneira de estimular a reaproximação entre o regime comunista cubano e os EUA, agora sob a administração democrata de Barack Obama.
Os cubanos haviam sido expulsos da organização por conta da pressão norte-americana, ainda no contexto da Guerra Fria.
Uma corrente liderada pelos EUA defendia a volta da ilha, mas condicionava-a ao cumprimento das resoluções da organização. Após a aprovação da resolução, o Departamento de Estado norte-americano disse que o retorno de Cuba está condicionado a “respeito de princípios, objetivos democráticos e dos direitos humanos”.
A Carta da OEA estabelece que seus integrantes sejam países com regimes democráticos, representativos e pluralistas.
Já Venezuela, Nicarágua, Bolívia e Honduras não aceitavam a imposição de condições para o retorno.
Jorge - Eu não tenho que comparar Cuba com ninguém. Principalmente por países que VOCÊ escolhe. Haiti liberal?? Acorda homem.
Eu não tenho nenhuma restrição à sociedade cubana. Tenho restrições ao regime cubano. São coisas totalmente diferentes.
“inclusive a relação dos cubanos com a sexualidade é bastante liberal.”
Vê-se que não conhece patavinas de Cuba… Até pouco tempo gays em Cuba eram presos, colocados em cadeias ou hospitais psiquiátricos.
“Desenvolvimento científico depende de recursos financeiros, e a ilha não os possui, já que é um país pobre - quantos brasileiros educados em unviversidades brasileiras não desenvolvem suas pesquisas no exterior por falta de laboratórios? ”
Concordo em gênero, número e grau. Daí cai por terra a famosa medicina cubana.
Jorge - E outra coisa. Nenhum país do Caribe, nem mesmo Porto Rico, recebeu a quantidade de dinheiro que Cuba recebeu a fundo perdido. Nenhum.
E corroborando a insignificância de Cuba, um interessante artigo do El País. Dica do Arranhaponte.
Coloca um embargo no Haiti pra ver como é que fica…
Advogado Turco
Uma instituição de caridade nunca tinha recebido uma doação de um dos advogados mais ricos da cidade, que era também turco.
O diretor da Instituição decidiu ele mesmo ir falar com o advogado:
- Nossos registros mostram que o senhor ganha mais de R$ 3.000.000,00 por ano e assim mesmo o senhor nunca fez uma pequena doação para nossa caridade. O senhor Gostaria de contribuir agora?
O advogado respondeu:
- A sua pesquisa apurou que minha mãe está muito doente e que as
contas médicas são muito superiores a renda anual da aposentadoria dela?
- Ah, não! - murmurou o diretor.
- Ou que meu irmão mais novo é cego e desempregado? continuou o advogado.
- O diretor nem se atreveu a abrir a boca.
- Ou que o marido da minha irmã morreu num acidente e deixou ela sem um tostão e com 5 filhos menores para criar, sendo que um deles tem Down? - falou o advogado judeu já com ar de indignação.
O diretor já se sentindo humilhado disse:
- Eu não tinha a menor idéia de tudo isso…
- E a sua pesquisa apurou que meu pai é diabético, cardiopata e que
está na cadeira de rodas há mais de dez anos???
- Não, senhor…
- E foi, por acaso, verificado que eu tenho dois sobrinhos surdos-mudos ? perguntou o turco.
Silêncio do diretor.
- Além de tudo isso - disse o advogado - vocês já sabem que meu irmão
mais velho pediu falência e perdeu todos os seus bens????
- Não, absolutamente não, senhor - respondeu o diretor totalmente
envergonhado com o papelão que fez.
- Pois então, disse o advogado,
SE EU NÃO DOU UM TOSTÃO PARA ELES, por que é que eu iria dar alguma coisa para vocês???
É Frangão. No tempo dos nazistas, eles colocavam “judeu” no lugar de “advogado turco”…
“E essa de dizer que parte da intelectualidade européia foi ‘cega’ diante das atrocidades de Stalin, é tolice de reaças ao estilo daquele inglês que escreveu uma história (ou estória) neoliberal da Europa do Pós-Guerra.” (#28)
Carlos, como fez referência a comentário meu, dou-me ao trabalho de contestar uma parte das tuas simpáticas palavras.
Entenda, antes de desqualificar o que não caiu bem aos teus olhos: há muitas formas de não enxergar algo, algumas delas inclusive estratégicas. Só que fazer vista grossa a aspectos reprováveis do governo cubano a esta altura do campeonato é desconhecer que o jogo de forças deixou de ser bipolar, que a própria concepção do que seja revolução, luta armada e assemelhados não é mais a mesma. Raciocinar como no pós-guerra era adequado no pós-guerra, não hoje. Falar da OEA como se ela fosse a mesma de 1962 e os atores continuassem jogando o mesmo jogo é desconhecer a passagem do tempo.
Por outro lado, Carlos, só para colocar um pouquinho mais de complexidade nessa conversa, e aproveitando a sua referência ao sindicalismo francês: sabia que este (e o sindicalismo europeu em geral), outrora poderoso, perdeu parte considerável de seu poder por, entre outras coisas, desconsiderar o sofrimento psíquico na esfera do trabalho, achando que isso era “coisa de pequeno burguês”? O curioso é que se eles estivessem à frente desse assunto talvez tivessem mantido muito do tal poder e relevância perdidos em função das transformações na esfera do trabalho trazidas pelos avanços tecnológicos das últimas décadas, globalização aí incluída. (O psiquiatra e psicanalista francês Christophe Dejours fala algo sobre o assunto em seu conhecido “A banalização da injustiça social”, vale uma lida.)
E na boa, essa referência a reaças e neoliberais dá uma canseira danada. Só falta apelar pro falecido Consenso de Washington — que já foi tarde — e falar dos Chicago boys, que por sinal já viraram avôs. Que tal pular logo pros neocons e, de preferência, discutir com eles? Prometo tentar ler com atenção.
Jorge,
Eu não desqualifico o que Cuba fez.
O que faço é demonstrar que Cuba não é o que se propagandeia, e que todas as suas conquistas são falsa, pois não decorrem do desenvolvimento econômica cubano, e irão se desmantelar ao longo do tempo mantidas as estruturas econômicas plantadas nos últimos 60 anos.
Ou como disse o Pablo, com dinheiro recebido a fundo perdido é fácil, difícil é fazer por conta própria.
No mais, quem compara Cuba com outras sociedade é vc, não eu. Releia o meu post que irá ver que a única referência a outra sociedade é os EUA, para falar de democracia.
Haiti, Jamaica ou outra ilha caribenha é citada por vc para tentar tapar o sol com a peneira.
Por que vc não cita a Finlândia ou a Suécia ou quem sabe a Dinamarca, ou mesmo a Islândia e verifica a evolução dessas em comparação a Cuba nos últimos 60 anos, verificando capacidade industrial, desenvolvimento tecnológico, qualidade de vida e outros ítens.
Eu da minha parte só preciso ver Cuba por si só. Aliás alguém conhece alguma empresa cubana de porte em alguma atividade econômica relevante?
Ne
Quando Fidel morrer e o Raul for para o exílio certamente Cuba terá tudo para se tornar um dos países mais prósperos da América Latina.
As bases estão dadas. O problema é que a geração atual talvez já não se contente com as bases.
Vamos lembrar que a URSS era uma potência militar, podia destruir o mundo, mas não conseguia fazer um jeans decente. E por isso acabou.
É um erro ignorar os desejos comezinhos do dia-a-dia. Em último caso é isso o que define a política.
Julio,
Nem precisamos “europeizar” tanto. Que tal compararmos o hemisférios da península Koreana? Ou então o nosso quase vizinho Chile?
Caros Julio meirelles e Rodolfo, comparem Cuba com países que possuem história e recursos naturais semelhantes: o liberal Haiti, Jamaica e Antilhas Francesas. Se Cuba recebeu dinheiro a fundo perdido da URSS, fez a escolha certa no momento histórico determinado. Por que o Haiti não recebeu o mesmo tratamento dos Eua?
Julio, eu adoro a Suécia, país da social democracia (a verdadeira), claramente obra da esquerda (mas somente pelas suecas, já seria o paraíso). Rodolfo, península coreana não vale, outro contexto, guerra fria, China, Japão. O que voces precisam explicar é porque o Haiti, Jamaica e Antilhas Francesas não decolaram. Chile, será que o Chile está assim tão bem? Eu não sei. Dia desses os liberais diziam que o paradigma era o México, agora, o país sumiu do mapa da América. Quem sabe alguém no blog pode ajudar na discussão sobre o Chile.
Cuba teve o apoio soviético e mesmo assim foi incapaz de criar uma estrutura econômica que fosse capaz de sustentar seu progresso.
Viveu da esmola soviética, e agora vive da esmola do Chaves, o que denuncia a incapacidade do regime regime montado pelo Castro, incapaz de produzir seu sustento.
Cade o corpo de engenheiros e técnicos competentes capazes de formar uma economia forte, baseada na extraordinária educação cubana?
Quanto a falta de recursos minerais, se é para comparar, a Coreia do Sul é um exemplo de economia que é desprovida de recurso mas que foi capaz de promover seu desenvolvimento com base na educação de seu povo. Dou esse exemplo pois a Coreia iniciou sua arrancada na década de 60.
O Japão é outro exemplo.
Esse papo de falta de recuros não cola mais.
Esse é o ponto para mim, e não mais do que isso. Se Cuba tivesse contruído uma economia robusta eu aplaudiria seu progresso social.
Não foi capaz de fazer isso, por isso não passa de uma miragem. Quem quiser se iludir, vá em frente.
Cuba tem sim eleições. Não para o cargo de presidente, é verdade, mas para o legislativo - que no final escolhe o presidente e os ministros - tem sim, e o Robert Dahl atestou como limpas…