A crise da imprensa virá
Este é o Episódio 1 do videocast cá do Weblog. Ele pode ser assinado por RSS ou pelo iTunes.
Aprendi um bocado, aqui no Vale do Silício, ao longo dos últimos 10 meses. Foi um bocado de tempo pesquisando, lendo, entrevistando e discutindo o impacto da tecnologia na imprensa e na democracia. O projeto inicial era começar a escrever uma série de posts explorando cada tema. Mas decidi optar por outro formato – o destes videocasts. Eles têm inspiração: Larry Lessig. Professor aqui de Stanford e um dos maiores especialistas em Internet e Política que há, ele adaptou suas palestras ao formato de vídeo.
Estes não são exatamente palestras. São, por assim dizer, posts ilustrados. A princípio, serão curtos.
O primeiro episódio trata da Regra dos 30%. Se o estudo de um jornalista respeitado pacas aqui dos EUA estiver certo, a grande imprensa brasileira está a dois anos de encarar sua crise.
Ainda sobre o assunto:
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- Daniel Dantas, a imprensa e
aquilo que realmente importa Está vazando por todo lado, em ritmo de pinga-gotas, detalhes do relatório do delegado Protógenes Queiroz que embasou as prisões...



nice stuff !
adoro ser sua residente, pd ! é um prazer te ver evoluir, criar, descobrir, dividir conosco…:))
“imprensa brasileira a 2 anos de encarar sua crise “? nao, acho que ela ja começou…a imprensa como meio de comunicaçao esta vivendo seu grande shift…aqui, ali ou acola…
É interessante para pegar informação imediata - por sinal, tvz seja um bom suporte para aula, não sei não. Afinal, mesmo a técnica de aula muda. Mas não é substituto para texto escrito, pelo mm motivo q um texto falado tem de ser editado para ser publicado, ainda q seja bem feito e bem narrado, como esse. O grande problema, me parece, é o fato de que a lógica memorial - o modo como “navegamos” por uma mensagem longa, é diferente, se estamos ouvindo ou lendo. A decodificação é diferente e a remontagem (a interpretação) também. Lógico, o q não significa q tudo isso não possa mudar. Alguns especialistas, hj em dia (como por exemplo, Roger Chartier já afirmam que a leitura, inevitavelmente, passará por mudanças, nos próximos 50 ou 100 anos. Tive um exemplo disso outro dia, no Rio, no Museu Nacional de Belas Artes, ao ver um garoto de 8 anos interpretando um quadro de Djanira. Ele agia como se estivesse diante da tela de um computador.
mas de que tipo de crise vc fala, PD? A minha visao eh de que a imprensa brasileira estah em profunda crise desde a reeleicao de lula, quando ficou provado que ela nao reflete a opiniao publica de verdade.
boa, pedro.
a voz é de narrador de filme de sacanagem.
a reflexão promete ser apurada como de costume.
e dá-lhe micro posts!
A diferença, no caso brasileiro, é que a banda larga, pelo menos no estado de São Paulo, também está em crise. Várias paralizações e/ou lentidões ocorrem no sistema, graças à privatização/doação realizada há mais de 12 anos atrás.
Os espanhóis que controlam a empresa telefônica podem entender de touradas e cozidos primitivos da “culinária” de seu país, mas são incapazes de gerir telefonia de qualidade.
A “grande” imprensa brasileira já está em crise. A diminuição das tiragens de jornais é constatada, seu conteúdo é cada vez mais rarefeito, a credibilidade é mínima e as pautas não refletem a realidade ou, pelo menos, são atrasadas.
Gostei. Mas procure um fono, então vai ficar muito bom.
Pedro, ponto pra minha palestra. Obrigado.
A propósito, pra quem não trabalha com isso, você edita bem um video.
Abraço
Show de bola seu post
[...] Vale a pena assistir e acompanhar. [...]
As coisas estão sendo colocadas como se a internet fosse a maldição do milênio.
Gravadoras dizem que a internet está acabando com venda de CDs. Produtoras afirmam que a internet está acabando com a venda de DVDs, as editoras estão perdendo leitores para ps e-books e os jornais estão se borrando de medo de serem substituídos por blogueiros ou seja: A internet está destruindo tudo por onde passa.
Verdade? claro que é.
Do mesmo modo que a invenção do automóvel tirou o emprego dos juntadores de bosta de cavalo das ruas, dos ferreiros, dos cocheiros e do mesmo jeito que os aviões substituiram os navios no transporte de passageiros.
Solução? não tenho a mínima idéia. Isso é problema dum monte de MBAs pagos a peso de ouro. Eles que resolvam afinal é para isso que são pagos e é para isso que estudaram uma porrada de tempo e se não sabem a solução, estão na profissão errada.
Isso me lembra que por volta de 1800 e bolinhas um pesquisador americanos renomado divulgou que: Se a quantidade de cavalos nas ruas das cidades americanas continuasse aumentando na proporção que estava, em 50 anos as ruas estariam recobertas com uma camada de 50 cm. de estrume de cavalo. A coisa foi levada tão a sério que até o congresso americano começou a estudar soluções para a porcaria futura…
E PD: Parabéns. Simples e completamente exposto. Genial.
Eu tenho banda larga, e não dispenso o bom e velho Estadão impresso. E acho que nunca dispensarei
E nada será como antes…
Por favor!! reclamar das privatizações? aqui?
Fosse nos velhos tempos da telefonia estatal vc. estaria pagando um daqueles ”Planos de Expanção” - uns cemzão por mês - para ter banda larga daqui a uns 5 anos e a uma linha telefônica ia estar custando uns 10.000. Esqueceu como era? Eu não. O telefone que está na casa de minha mãe foi adquirido com plano de expançaõ. 4 anos pagando para daí ligarem… Quando me divorciei, a linha telefônica da minha casa entrou na lista de bens…
A telefonia estão uma merda após as privatizações? está sim e mesmo estando uma merda está um zilhão de vêzes melhor e mais barata que nos tempos das estatais.
E mesmo assim a banda larga continua avançando.
Porque os jornais estão acabando? porque aqui onde moro o jornal de hoje só chega amanhã… porque revistas semanais que saem nas bancas de Curitiba na segunda chegam aqui na quarta e olha lá…
Nem todo o brasileiro mora em Copacabana ou Jardins. Eu moro no interior e aqui a internet é rápida e barata e tão ou mais confiável que qualquer jornal…
Loura? se chama Denise? Putz!!!!!!!!
Minha ex mulher me achou!!!
sem dúvida que a mídia jornalistica do futuro NÃO SERÁ o papel impresso, por “n” razões (inclusive a poluição e aquecimento global que causa a logística da distribuiçao de jornais) mas não acho que serão os videoblogs, ou pelo menos nao para mim, não tenho ’saco’ de ficar na frente do computador vendo um apresentador - nem sempre afeito à esse tipo de mídia - passando seu recado. Cairemos de uma mídia de alto custo para outra… Eu, particularmente, prefiro análises, prefiro qualidade à quantidade e acho que o vídeo não me dará. Preconceito? Talvez sim talvez não, mas se o PD mudar para VideoPD eu vou ter que procurar outro blog para me atualizar… :( pena…
Abs
M
Legal, a história é boa, tirando o “tioria”… Mas eu acho que se a crise vier, vai ser nos grandes jornais… Há uma crescente busca pelos jornalecos rápidos com linguagem, digamos, singular. No mundo real, dia-a-dia, cotidiano por aqui, eu vejo é um aumento incrível de gente lendo jornal. Mas não é qualquer jornal, é claro. Se você pegar uma barca ou um ônibus aqui no Grande Rio, você vai contar um sem-fim de gente lendo o Meia Hora (Se tempo é dinheiro, meia-hora são cinquenta centavos…)
A questão, para mim, não é a queda do mundo de leitores, é a queda, brusca, da qualidade da informação prestada…
os jornais terão que se adaptar, imagino diários internéticos com conteudo para aprofundar as discussões dos blogs. Eles já perceberam isso, e aproveitam os ganchos internauticos para a pauta.
A profissão de jornalista deverá sofrer mudanças imensas.
Para mercados desenvolvidos como europa e américa do norte+ Japão pode ser essa possivel realidade, mas por aqui é bem diferente……não sei porque mas não acredito em previsões.
Verdade, Nat. Nos últimos três anos houve o fenômeno dos tablóides vagabundos. No Rio, é o Meia Hora (que encareceu, já custa R$0,70) que pertence a O Dia (que está em crise) e o Expresso (que continua 50 centavos) que pertence a O Globo. Não vejo um futuro próximo no qual a classe média baixa e as classes populares que andam de ônibus, barca, trem e metrô no Brasil andem massivamente por aí com palmtops conectados. Eu por exemplo, compro a revista piauí em papel e a leio majoritariamente no transporte público.
well…voltando ao mote do post anterior, o distinto público atualmente padece da síndrome da instantaneidade, onde a informação tem que vir obrigatoriamente de hora em hora, devidamente embalada e com prazo de validade.
Um ônibus virou em Lagoa do Brejo matando 10 passageiros? Tem que mostrar as imagens ao vivo. Um macaco fugiu do zoológico de Viena? Tem que mostrar o bicho correndo alegre da polícia. Teve uma enchente no Piauí? Tem que entrevistar o pessoal com água no pescoço senão ninguém acredita.
Virou Twitter. Os jornais embarcaram nessa doença do público e agora não tem mais como segurar a onda. Veio a internet e fudeu tudo com sua instantaneidade vazia e ôca.
Agora, com licença que eu vou ouvir a voz das ruas.
Há alguns pontos e contrapontos:
- Tem um cara, Michael Rosemblun, que faz algumas comparações. Uma delas é com a indústria de venda de gelo no final do século XIX. Cortavam gelo de geleiras, transportavam em navios, estocavam, tinham uma logística com carroças de venda de gelo, tinham fábricas de armazenadores de gelo que vendiam pras casas etc. Aí… apareceu a geladeira. Ou seja… a indústria simplesmente acabou.
- No Brasil, as classes mais desfavorecidas subiram. Muitos das classes D e E subiram, hoje estão na classe C. Tem gente que não gosta de aceitar, mas é fato, comprovado. E a turma passa a comprar jornal… ou seja, há uma sobrevida diferenciada no Brasil.
Mas que “Energia, Transporte e Comunicação” vão mudar o mundo que vivemos, não tenho menor dúvida. Já está mudando com velocidade inacreditável.
Também não faço previsões. Há futurologistas bem melhores que eu, bem mais capacitados. Só constato.
Os meninos de hoje não usam mais e-mail. Se falam por Orkut, Chat, Twitter e sei lá mais o que. E alguns não tão meninos já usam as ferramentas dos meninos, entendendo que o mundo tá mudando rápido.
no Brasil, isso significa: LIBERDADE !
Zé Bush - Para mim os jornais estão pagando o preço por abandonarem a “veia” investigativa. Os jornalistas não buscam mais os fatos, não questionam nada. Apenas publicam declarações.
Pode ser a mais absurdas do mundo, mas o sugeito falou, tá falado.
Com o perdão da palavra, mas tá muito foda esse videopost e espero ansioso pelos próximos da série…
Pax, a população que mais acessa a internet no Brasil é a classe C.
Arpex, o Pindorama está esvaziando o blog do PD…
( pd…wp engoliu meu coment…ha horas…))
Velhinho, gostei e não gostei. Boas imagens, achados de edição, texto irreprochável, como sempre, mas algumas vezes é texto com imagem reiterativa, não é fiel à linguagem televisiva que é a do vídeo e parece um post lido com projeção de power point.
Tua voz é ótima, mas a pronúncia é coloquial e a entonação formal, tem uma dissonância aí. Se mantém o sotaque e o jeito suave de falar, deveria ser mais espontâneo, falar como quem conversa, não como quem lê.
Nesse mundo corrido, de tempo medido, em que mesmo os posts são lidos meio na pressa, retomados depois com tempo, relidos em outras oportunidades, a narração não deveria ser um pouco mais rápida (até porque tem o apelo mnemônico-reiterativo das imagens)? Quem pode ficar parado por longos minutos (e ter de esperar um bom tempo para baixar o vídeo, se não se quiser ficar à mercê das interrupções insuportáveis do streaming) para saber algo que uma leitura de um minuto daria?
Sei não; no próximo, acho que deveria ou acelerar essa história contada aí ( só para comparação: as matérias do JN tê, em geral, 1,5 minutos,) ou dar um link pro texto com imagens para quem estiver com presssa…
Chesterton: só se for na sua cabeça. Devo bater um recorde de audiência esse mês.
Nat: do meu tioria cuido muito bem. É uma espécie em extinção. Sotaque carioca na veia que até carioca está perdendo. Não falo Diodoro, como meu pai, mas me deixa com meu tioria que dele não abro mão. Tioria, tiatro, futibol. =)
MNobre: Só essa série sobre as coisas que levo aqui do Vale do Silício será em vídeo… o resto do blog continua com a programação normal.
thks :))
Interessante mesmo é a regra dos 30%.
Em contabilidade há o tal ponto de equilíbrio.
Conforme o capital empregado, será necessário um x faturamento par o tal ponto de equilíbrio.
Acima disso a empresa começa a dar lucro, abaixo é prejuízo.
Me pareceu uma análise um tanto contábil.
Ou poderia aconselhar seus leitores a contratar uma internet mais veloz.
PD, tiatro e futibol eu concordo.
Mas tioria é tão, tão…
Na próxima gravação, dê um jeito de pronunciar tomate pra eu ver como fica.
Acabo de ver o outro vídeo, um seu em close no qual começa falando do Nomínimo, a que eu cheguei clicando em “more”, depois desse dos 30%.
Rapaz, depois me conte se você pegou a anãzinha que te filmava. Porque essas caras e bocas que fez para ela,… desse charme ninguém escapava. A baixinha deve ter ficado hipnotizada.
Tumati =)
eu so percebo sotaque se a pessoa disser “tEatro, tEoria,futEbol…ai fica ixxtranhu…
Oliveira, vc me visitando, quanta honra… conheço muito um amigo seu. Foi Repórter Esso.
A anãzinha se chama Webcam. Peguei. E vou tratar de apagar de presto aquele vídeo! =)
Só pra registrar: adorei conhecer o novo formato. Ainda mais com um pouco de sotaque carioca, que eu sinto falta desde que vim morar em São Paulo.
mas o blog anda as moscas….os comentaristas sumiram.
de qualquer modo , não me entenda mal, torço pelo futuro do blog.
Por enquanto, ainda tenho dúvidas se realmente ocorrerá essa crise no Brasil. Aqui em BH, principamente na Região metropolitana, temos visto um fenômeno editorial, que é a publicação de derivados dos grandes jornais, com apelo popular, que vendem igual a pão (R$0,25). Chega-se ao absurdo de concorrentes terem as mesmas manchetes principais e as pessoas comprarem os dois jornais. Pesquisei e verifiquei que esta é uma tendência, que está se espalhando pelo país.
A última moda de sotaque carioca é “naiscimento”…
Edmort68, a imprensa popular segue regras próprias. De qq forma, ela também vai enfrentar a crise…
será que o efeito dessa crise no Brasil será menor pela falta de inserção do povo na economia formal? (a la crise mundial?)
Comentário 26:
Frangãio:
Eu acho que o que o PD queria fazendo o Pandodrama!
Sou pela pluralidade de idéias, bem como de sotaques … O importante é ter conteúdo relevante. Continuo leitor, ouvinte, “tele”? “inter”? espectador- interessado pelos assuntos tratados aqui.
Pedro,
Muito legal seu videocast. Essa forma é interessante, porém requer mais tempo de pesquisa. Tem que ter imagens para cobrir todo o off, etc. Percebi que em alguns momentos vc poderia ter aparecido, ao invés de deixar alguma imagens que se perdem rapidamente e esvaziam nossa atenção. Misturar sonoras e offs pode ser uma boa.
O “Tioria” me chamou a atenção tb. E acho que é uma questão que extrapola ao sotaque. Quem trabalha com voz e imagem, precisa passar credibilidade, profissionalismo. E “Tioria” não tem nada a ver com sotaque carioca, mas com uma pronúncia que é feia e errada. Me desculpe a franqueza. Mas enquanto referência, vc é um jornalista que tem que manter seu nível em todos os meios. Mais uma vez, me desculpe. Não sou sua amiga, portanto não tenho o direito de avançar dessa maneira. Mas é para o bem.
Mari, desculpe… É raro, na minha geração, o uso da Tioria. Mas pra turma por volta dos 50, 60… era assim que se falava português no Rio. O Fernando Henrique fala Tioria. Conheço várias pessoas… tudo com diploma superior e em profissão intelectual.
Isso de que a maneira como vc pronuncia as palavras passa credibilidade ou não é a batida de todo mundo em tevê. Sei disso – sou casado dentro do meio. Mas a regra não pode ser levada ao extremo. Eu não falo errado ;-)
Sei que é uma pronúncia em extinção. Mas é tb o padrão culto carioca de décadas atrás. É claro que é uma idiossincrasia. Só que essa eu cultivo =)
A quantas anda a credibilidade dos jornais americanos? Acho que quando eles passarem definitivamente para a internet, essa será a moeda que vai valorizá-los, tornná-los interessantes.
Já aqui no Brasil, a grande imprensa… nem sei se temos grande imprensa ou apenas empresas com muita gente trabalhando.
Crise de credibilidade já aconteceu com a nossa mídia aqui, afinal nem presidente da republica os coitados tão fazendo mais.
Concordo com você. Talvez uma solução de assinaturas eletrônicas mais baratas e acessíveis mantenha os jornais ainda em atividade por um bom tempo.
Muito legal o videocast! =)
O Sérgio Heron Domingues Leo acertou no que deixa o resultado desta experiência dissonante: a pronúncia coloquial e a entonação formal.
Eliminar isto, valendo-se dos remédios utilizados até aqui pela mídia eletrônica, exigirá um tempo e lugar que o PD luxuosamente talvez não disponha. O que é ótimo. Horas de fono, eliminariam o charme “cepacol” do sujeito, que resiste ao cinza paulistano.
A solução é simples: faça radio puro! Ou “podcast”, se preferir.
Abandone o encadeamento pictórico do Lessig porque senão daqui a pouco você roubará as suas horas de travesseiro pra decupar suas reflexões. Contar carneirinho é melhor!!!!
Mas, entretanto, se quiseres manter o modelo, elimine a edição, ajeite a plumagem e nos diga frontalmente, sem teleprompter, nem fotos coloridinhas.
Fale tomati, catiguria, frite os seus esses, mas o faça on screen e no máximo em 1′, como você fez na posse do Obama. A voz de narrador off não te cabe.
E já que você ainda está no Silício, invista alguns caraminguás na compra de uma interface de audio ou um microfone de lapela para sua câmera. Clique no meu nome, PD.
Se for só mic, sugiro o AT2020USB. Ou a primeira opção de kit na página. Se quiseres mobilidade plena, as duas últimas opções da página 3 ajudam. Boa sorte!
Ou seja, o PD é cabeça-dura e vai continuar falando tioria.
Quando pegarem no seu pé, diga que é influencia de theory. Muito tempo nos isteits.
Sobre essa coisa de sotaque, no caso do PD vou parar de pegar no pé, mas é muito comum ouvirmos pessoas aqui em SC dizendo “onti” e “tenhos muitas coisa pra fazê” e quando criticadas, dizerem que é o sotaque.
Claro que são coisas diferentes, PD. Não estou comparando, por favor.
Pedro, será que a imprensa brasileira estará preparada para enfrentar a crise, quando vier? Nos anos 1990, os grandes grupos fizeram fortes investimentos, com empréstimos ancorados ao câmbio. Isto levou todas a uma forte crise financeira com a adoção do câmbio flutuante, em 1999.
De 1999 a 2004, todos os grandes grupos fizeram fortes ajustes enxugando equipe, contratando gente mais nova, achatando salário e elevando o turn over das redações. De 2004 a 2008, o boom imobiliário levou a uma explosão de anúncios de página inteira nos jornais, permitindo que eles tivessem fortes lucros, mas nem assim houve investimento em conteúdo. Mantiveram o formato de redação barata.
Se um jornal como New York Times, que não contrata jornalista com menos de 10 anos de experiência, está em crise, o que dizer da capacidade de reação do Agora SP?
Nossa! ‘Tioria’ de tanto combatida vai acabar caindo na boca do povo. Mais uma gíria criada sem querer.
Se ele não pode ter o prazer de usar o sotaque carioca no próprio blog; onde mais ele iria usar?
Aliás, tentei ver o vídeo tanto elo mozilla quanto pelo IE. Não funciona, o vídeo carrega, mas não anda.
Paulo Roberto Silva, o problema não é nem contratar gente… é fazer a transição para a web, que é tímida. E é natural que seja tímida. A web ainda não dá dinheiro que o impresso dá.
Pedro, também acho que o problema não é contratar gente, mas ter inteligência. Os grandes grupos ainda tem inteligência, mas boa parte dela migrou para outros focos, como a comunicação corporativa ou projetos pessoais. Conheço um jornalista que ganhou prêmio Vladimir Herzog e prefere atuar na ONG Repórter Brasil, ao invés de ir para a grande imprensa.
Outra coisa: coloca legenda no vídeo, por favor. Eu, como alguns aqui, acesso a internet do trabalho, e não posso colocar áudio.
Bacana a idéia, PD.
Quanto à regra dos 30%, não sei, mas me parece dificil generalizá-la. Se tivesse que chutar, diria que aqui no Brasil ela não vai se aplicar, por motivos outros que agora me deu preguiça de abordar.
E sou a favor de “Tioria” e “Adevogado”.
ACT
PD,
no caso do Brasil, a conta não deveria ser 30%, mas bem menos.
Porque dada a desigualdade de renda (e de escolaridade) o público máximo dos Jornais não corresponderia aqui aos 100%, mas a algo tipo, chutando seilá, 50% do país.
Se assim fosse, os nossos 30% na verdade corresponderiam a 15%. (a depender do chute inicial, pode ser maior ou menor).
Não sou especialista em mídia nem nada disso, mas acho que a crise já está em curso quando jornaloes e semanarios se tornam crescentemente maniqueistas - manchetes enormes e vazias, e não é uma questão só do Lula. O FHC teve tb seus problemas como a “Pastarosa” e o “Caso Eduardo Jorge”. O noticiario policial com suas “escolabases” e seus julgamentos sumários tb são uma face disto, eu acho.
Não sei o quanto disto está correlacionado a uma necessidade de vender jornais a todo custo pra manter circulação e assim não perder anunciante, mas talvez tenha a ver tanto quanto aversões ideológicas etc.
[...] no blog dele uma série de videocasts sobre a crise na mídia. O vídeo inteiro dá para assistir aqui – é bem curtinho e a ainda rola um jazz no BG. Mas o resumo da ópera é o [...]
[...] crise da imprensa brasileira tem data: 2011 Maio 19, 2009 Acabei de ver no site do Pedro Doria um post afirmando que a crise na imprensa brasileira virá quando o número de casas com internet [...]
PD, a crítica é em nome da sua credibilidade, nada mais. Conheço uma professora, doutora, que fala errado. Eu relevo, pois presto atenção no conteúdo e não na forma. Aqui no NE é mto comum isso. Entendo sua posição. Mas eu estava me dirigindo ao profissional que está começando a implementar mais uma ferramenta de disseminação de informação e conteúdo. Estou analisando enquanto profissional de comunicação e não enquanto leitora do seu blog. Quero compartilhar seus videocasts, citar você como fonte de informação.
Mas tudo certo, se vc assume e banca, It’s up to you. Continuo te admirando do mesmo jeito.
45 ele nega…..
Mari, no nordeste existe o termo dicionarizado “amostrar” que para mim era errado. Tioria meu avô falava.
Ufa! Finalmente pude ver o tal vídeo à rá-tim-bum! (eu tb sou uma sem-áudio).
Gostei! Até do tioria!
=-)
Pessoalmente prefiro ler, PD.
Mas o formato não é ruim. Você fala bem, de forma clara e agradavel.
Tive a impressão que você está fazendo quase uma catarse, falando com seus botões. Ao mesmo tempo que compartilha as ideias. Isso seria um videoblog, creio.
,b> Pedro Dória, muito bom.
Você fala pausado e claro. Fácil de compreender. E se essa é uma pequena amostra da imprensa do futuro, conteúdo com imagens, que chegue logo.
Uma resalva, a imprensa não irá entrar em crise, nunca. A forma de apresentar as notícias, essa será a grande novidade.
E não custa lembrar que quando a TV chegou no Brasil todos profetizaram a morte do rádio.
Resultado: a Tv se tornou a rainha dos meios de comunicação, mas o rádio continua firme e forte. Alíás, muito mais forte do que nos tempos dourados da Rádio Nacional.
Pode-se dizer que o rádio, hoje, no Brasil, é um dos principais competidores da Internet.
Explico: 8 h da manhã. Jornal lido durante o café apresenta as notícias de ontem. ( estou falando de notícias, não de artigos opinativos e de fundo )
TV, evidentemente desligada enquanto se vai ao trabalho. O chofer de táxi sabe tudo, ouviu tudo e está surfando na crista das últimas notícias.
Para acompanhar o chofer só ficando em casa ligadão na internet.
Durante o dia que corre correm as notícias principalmente pelo rádio.
Chester, se amostrar é um expressão comum aqui e não tem nada de errado. Mas na boca de um comunicador, teria que ser colocado de maneira certa. Na boca de um âncora num telejornal, não dá. Mas num programa de auditório, de entrevistas, sem problemas. Tudo é uma questão de contexto.
Parabéns pelo post. Já vou assinar no Itunes.
Abraços,
Leandro
Muito bom o video cast, pena que serão poucos.
Mas nada vai me tirar o grande prazer, de acordar e tomar um café, lendo o jornal, papel! Ah, como é bom!
Caro Pedro, em primeiro lugar parabéns por abordar um tema tão importante como esse no blog. Acho que a imprensa no Brasil segue a linha dos comerciantes, até quando vai bem, os donos do negócio reclamam.
Mas eu parto de um argumento do Paulo Roberto Silva em # 56 e acho que falta investimento pra encarar essa crise da parte dos veículos no Brasil.
As redações são pequenas e os jornais sobrevivem cada vez mais de agências. Se esses jornais começarem a cobrar por conteúdo, aos poucos o consumidor vai pereceber que vale mais a pena assinar os serviços de agências e comprar conteúdos que atendam seus interesses.
Sem análises e nem conteúdos originais quem vai querer ficar com jornais. A eles só vai restar a marca e os nomes.
Não é sem motivo que o NY Times venha diminuindo o conteúdo de agências internacionais nos últimos anos.
Acho que a abordagem única e a amostragem da notícia com alto grau de confiabilidade (e daí a importância do conteúdo multimídia) sejam alguns produtos indispensáveis para os veículos informativos - seja lá no que eles se transformem - se firmarem no futuro.
Outra coisa que me interessa, qual será a regra pra que essa banda larga comece a ameaçar a rádio e a TV? Como as emissoras estão se preparando para esse avanço ?
Mais uma vez parabéns e grande abraço
Mari, e desumilde?
Ao final, abri um sorriso, Pedro. Que bela iniciativa.
E que belo começo. Interessantíssima a teoria dos 30%. Qual vai ser a periodicidade dos videos?
Abração!
Bom, Pedro, muito bom.
E pelo jeito, achou o que fazer nos 6 minutos e meio de folga que ainda tinha por semana…
Parabéns, e aguardamos os próximos!
Pedro, que tal colocar legenda pra galera surda/sem-som-no-trabalho que lê o weblog? Hoje se permite até colocar legenda intercambiáveis nesses players. Coloca aí Português/Inglês…
Que o politicamente correto vá as favas, questão de praticidade mesmo.
Amplexos
Nossa, quantos fonaudiólogos. O blog é do PD e acho natural ele falar como ele mesmo, uai. Desencanem do Tioria.
PD,
parabéns pela iniciativa. Outros tantos brasileiros já passaram por Stanford como fellow, poucos se dignaram a dividir a expri~encia obtida.
ENQUANTO é adjunto adverbial de TEMPO. Portanto, não o tome por “como” , “na qualidade de” etc, que são adverbial de MODO.
É para a Mari.
Dica, thanks. Estou falando como profissional de comunicação, é isso? Estou falando na qualidade de profissional de comunicação. :)
Ricardo, o problema das legendas é que legendar dobra a quantidade de trabalho…
[...] informação que se instaurou com as grandes corporações de mídia nos últimos 200 anos. “A crise que virá“, se vier na forma como diz nesse videocast, é expressão da crise em [...]
Excelente resumo, Pedro. Eu, pessoalmente, ADOREI o tioria ;-)
[...] vezes a Web e o impresso trazem as mesmas notícias, gerando a tal “crise” da imprensa, que pode ser resumida como uma ampla falta de entendimento sobre mídias sociais e [...]
[...] E, como o vinil lutou contra o CD ou o rádio contra a TV, a Folha quer impedir o que este vídeo mostra ser inevitável. Pois bem, o locutor do vídeo e o Marcos Guterman tem questionamentos [...]
[...] Rio. Depois desse tempo, vendo o mercado de jornais tentar manter-se respirando, e esbarrando com raciocínios interessantes , que a cada dia se tornavam mais constantes, nós (a galera toda aqui da agência + eu) fomos [...]