No dia em que a colunista do
New York Times plagiou o blogueiro
Maureen Dowd é uma das colunistas mais respeitadas da página de opinião do New York Times – e isso não é pouco. Repórter experiente, responsável.
Mas ontem, em sua coluna, plagiou Josh Marshal, editor do TPM, um dos melhores (se não for o melhor) blogs políticos dos EUA.
Dowd simplesmente copiou e colou o parágrafo em sua coluna dominical. Mudou duas palavras. Só.
Flagrada, pediu desculpas como cabe. Explicou que conversava com uma amiga ao telefone e ela sugeriu um conceito que Mrs. Dowd imediatamente anotou para incluir no texto. O que a explicação não explica é como, de uma conversa ao telefone, veio um parágrafo inteiro, palavra por palavra.
No momento em que a grande imprensa dos EUA tenta explicar por que é melhor do que blogs, pega mal uma das vozes mais importantes do jornal mais importante copiar blogs sem dar crédito. (Blogs muitas vezes copiam sem dar crédito; Josh Marshall sempre diz de onde tirou suas citações.)
Mrs Dowd é experiente. Provavelmente não sabia que estava copiando e colando Marshall. Se o soubesse, não o faria. Seria desmascarada imediatamente, claro. Copiou e colou de algum email e achou que não havia problema. Sempre há.
Quando o NoMínimo era jovem, vivi isso. No Jornal do Brasil, a colunista Márcia Peltier pescou um texto meu, quebrou-o em notas e publicou sem citar a fonte. Ela não sabia que o material vinha do NoMínimo. Recebeu-o por email. Desmascarada, ao invés de pedir desculpas, acusou a mim de ter plagiado outro texto. No tal texto, não havia praticamente nenhuma das informações que eu listara.
A Internet está aí e é tentador copiar e colar. Continua feio. Muito feio.
Ainda sobre o assunto:
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Não só é tentador, é muito fácil também. E a quantidade de blogs e sites torna mais difícil detectar os casos de plágio. Devem acontecer aos milhares.
O Jabor chegou a plagiar a si próprio. Pegou uma coluna de cinco anos antes, mudou a nacionalidade dos personagens e republicou na Folha, no mesmo espaço. Quem pegou foi uma fã.
Na faculdade, o Cláudio Tognolli era o professor mais favorável aos impactos positivos da era da internet. Até que um dia uma aluna copiou uma matéria de blog e vendeu como se fosse toda dela, inclusive a pauta. Desde então, ele passou a dizer que a internet era uma grande oportunidade, mas também um grande risco.
Acho que essa é a tal mentalidade do ‘quem não cola não sai da escola‘.
O que eh joia. Sorte nossa que comentaristas deste blog nao fazem esse tipo de coisa ;-)
Falando serio: tem muita gente boa por ai que tem dificuldade em explicar o que pensa, e sai por ai pegando textos dos quais concorda e entende para ilustrar um ponto. Isso eh comum nas caixas de comentario daqui, por exemplo.
Mas o que me indigna totalmente eh gente que tem a pachorra de fazer copy/paste nos proprios pensamentos! Nao em seus comentarios e ilustracoes, mas na propria essencia.
O pessoal parou de pensar e passou a copiar o pensamento de outros.
Fora de tema – PD
Well, sendo a Márcia Peltier esposa de quem é, não é de se admirar que ela tenha algum talento na apropriação do alheio
# 2
Se o plágio é a maior das homenagens, o auto-plágio é a manifestação suprema da egolatria.
Portanto, tudo bem arnaldojaboriano.
Pedro, meio fora da Topic: algum comentário à coluna do abundadasmulheres da Folha de domingo, celebrando o aumento e não a diminuição dos leitores de jornais? Procede? Cuméquié essa história aí?
Muitos famosos já passaram por isso: Coldplay com a música Viva la vida, William Shakespeare com a peça Romeu e Julieta, que é na verdade um adaptação de um livro de um escritor Italiano. Até o grande Tom Jobim já foi acusado de plágio.
Se eu estivesse no Nonsense do Ryff, eu escreveria: “vocês não sabem o que um TPM é capaz de fazer”.
Mas como estou no Weblog, digo: “Pedro, realmente é feio, muito feio”.
Essa é uma prática comum. Infelizmente as pessoas acham que o que está na rede não tem dono e que jamais serão cobradas por isso. Aqui no Brasil, ainda pesa o problema do baixo valor que se dá a criação intelectual.
E isso é dose! Até mesmo quando você pede autorização para replicar textos, os caras se assustam com isso e simplesmente não respondem (celebridades jornalísticas). Fiz um pedido assim no blog do PHA e sequer obtive um não como resposta. (e olha que sou leitor assíduo e comentarista lá).
Achei um desrespeito e não citei o artigo dele. Penso que o leitor é o maior patrimônio que temos e, se ele entra em contato conosco, deve ser respeitado e respondido; mesmo que seja para negar o pedido.
Um abraço.
Aí, D, te dei um link de um cara que escreveu bobagens de propósito na Wiki só para ver os grandes jornais copiarem o texto.
Mas o principal ainda continua: por que copiar e não citar, ou no mínimo colocar o famoso “autor desconhecido” ?
Pressa ? Desleixo ? Ego ? Maus costumes ?
Só canalhice não explica.
E pensar que em certas áreas do conhecimento se cita adoidado só para se parecer culto…
André Veiga
É por aí…
chesterton, e quando o blog do Noblat usou a desciclopédia como fonte de informação sobre a Catedral de Burgos? Entre as pérolas, constava que a igreja havia sido obra de “góticos emos do mal”.
essa eu perdi, ótima…..
well…talvez resida aí o ponto fraco do jornalismo na internet: a necessidade alucinada de sempre “ter algo a dizer”. A cultura da instantaneidade não pode servir de moldura e modelo para a informação, seja online ou impressa. Estaremos fadados a ser “informados” de inutilidades e insignificâncias apenas pelo fato de estar online? O jornalismo será reduzido a um grande twitter de “novidades” e “furos descartáveis?
Blogs (e toda a parafernália online) representam outra linguagem, onde o imediato dá as cartas e quase sempre o fato é divulgado de forma estanque, ou com uma análise convenientemente supérflua.
In other words,”copiar e colar” é o piloto automático da absoluta falta do que dizer.
hahahahahahahaha, que ridículos, hahahahahahahaha, deviam pedir demissão e prestar serviços comunitários como penalidade - nada de cesta básica.
Mais este assunto de novo?
De novo a imprensa linda, honesta, decente e verdadeira?
Plagiar é feio? claro que é mas é necessário as vêzes pelo menos para dar uma coerência a notícia.
Já vi o mesmo acidente ter 5 versões sobre o num. de mortos e 4 previsões meteorológica diferentes… Se pelo menos tivessem combinado…
Mas acontece que jornalistas são humanos ( tá, alguns se consideram semi-deuses e até ficam sabendo de segredos contados em ”off” - né PD?) ) e como humanos eles mentem, enganam e trapaceiam como médicos matam, políticos roubam e juízes se vendem. Por que cargas d’água seriam os jornalistas diferentes?
Claro que é feio. Muito feio como disse o PD mas profissionais de outras categorias tambem fazem belas e vastas cagadas e sequer se desculpam…
A explicação da tal faz sentido. Frequentemente somos traídos pela tal “memória de trabalho”, uma espécie de “memória flash” do cérebro. Os registros são apagados quase de imediato.
Eu, com frequência, pesco textos de bom conteúdo mas péssimos, em termos de redação, reescrevo tudo e acrescento material. Não deixa de ser um “corte e cola”, pq a arquitetura interna do texto segue a mesma, o q muda é o estilo e algo do conteúdo. Na universidade, atualmente, não tem quem não faça isso. Não sei se já existem regras com relação a esses procedimentos. Regras claras, certamente, não existem.
Pedro Dória,
Tenho como ponto de honra as poucas censuras que sofri. Copio daqui para lá e de lá para cá e não me censuram. Salvo a pedido, ai censuram o que eu pedi para deixar sem censura e deixam cem censura o que eu pedi para censurar.
Só quem me censura é Alon Feuerwerker. Justamente o blogueiro com quem mais identifico. A identificação é tanta que eu pouco vou ao blog dele para comentar. E é lá que eu sou mais censurado, ou melhor, é só lá que eu sou censurado. Uma vez com razão, mas na maioria das vezes eu nem entendo porque. Pode ser problema do computador, mas parece que ele não aceita minha prática de copiar colar. É maldade dos blogueiros achar que os comentaristas são um manancial de informações e criatividade e que vão encher a caixa de mensagem com comentários inéditos.
Agora mesmo li a sua frase introdutória deste texto com os dizeres:
“Maureen Dowd é uma das colunistas mais respeitadas da página de opinião do New York Times – e isso não é pouco. Repórter experiente, responsável”,
É uma afirmação boa para contraditar e pensei, epa! já montei um texto sobre a Maureen Dowd e agora é só copiar e colar. Não encontrei o texto, talvez não o tenha feito ainda. De todo modo fiz duas menções recentes a Maureen Dowd aqui no seu blog. Uma para o texto “Recado ao deputado” de 07/05/2009 às 18:29 em comentário (43) enviado para Nhé! em 08/05/2009 às 14:31. Era uma deixa para depois fazer a minha crítica a ela.
Antes, um pouco antes houvera o texto “Lula, brancos de olhos azuis e quem tem culpa nesta crise” de 30/03/2009. Lá também eu mencionara a Maureen Dowd como se vê em parte do comentário (222) que eu enviara em 02/04/2009 `s 1:22 (eu não resisto ao copiar colar):
“. . . . Acompanhei três textos com críticas a frase de Lula (Um de Eliane Cantanhêde, o de Alberto Dines (Os rituais da demagogia) e esse de seu) . . . . Bem, encontrei mais dois textos com o mesmo arrazoado seu sobre os olhos azuis. Um é do Caio Blinder com título de “Lula, comporte-se, o mundo está de olho, de qualquer cor” de 30/03/2009 às 07:39:02. O outro é da Maureen Dowd no New York Times intitulado “Blue Eyed Greed?”, publicado em 28/03/2009. A Maureen Dowd fez questão de dizer que ela não tinha olhos azuis, mas os irmãos dela tinham.
Na minha avaliação até que no Brasil vocês estão em boa companhia”.
E complemento com o comentário (223) enviado em 02/04/2009 às 13:54 cujo conteúdo é o que se vê a seguir:
“Ao redigir o email anterior, na referência a Maureen Dowd, eu me lembrei da fábula do lobo e do cordeiro. Talvez por pensar em outras coisas, não conseguia entender a razão de a fábula ter despertado a minha atenção.
Com mais vagar, percebi que se tratava de uma nova versão em que o cordeirinho se oferecia para o lobo. Pobrezinhos desses ingênuos cordeirinhos!”
Não eram esses os comentários que eu queria copiar e colar a respeito de Maureen Dowd. Há um outro artigo dela em que ela faz gato e sapato (epa!) de Bush. O título do artigo saído em The New York Times é: “Cheney and the Goat Devil” de 17/02/2009. A idéia era que o Bush fora uma criança que se deixou conduzir por Dick Cheney. Só se recuperara no fim do mandato quando ele se recusra a perdoar Scooter Libby
Parecia que infantil era a jornalista. Se Bush conseguiu esconder do mundo que a invasão do Iraque visava ganhar as eleições americanas, como chamar esse presidente de débil.
Parece que faz bem para os Estados Unidos criarem uma cortina de fumaça sobre o período Bush. Principalmente na imprensa, pois isso permite encobrir a grande participação que ela teve na contrafação que foram a invasão do Iraque e, de certo modo, as justificativas utilizadas para dourar a pílula da invasão.
Bem se se pensar nesses termos, isto é, que até hoje os jornalistas estão enganando, eles não podem ser avaliados como eu quero, isto é, eles não podem ser avaliados como ingênuos e incompetentes. Ai faz sentido sua frase: “Maureen Dowd é uma das colunistas mais respeitadas . . . . Repórter experiente, responsável”.
Alias, faz mais sentido quando se lê aquelas discussões intermináveis sobre qual teria sido a razão para a invasão do Iraque: difundir a democracia, difundir o cristianismo, difundir o dólar, abocanhar a produção de petróleo, mostrar poder de império, proteger Israel, gastar munição envelhecida e que precisava ser renovada. E faz sentido que até Oliver Stone tenha participado dessa farsa com o filme W sobre Bush. E faz mais sentido quando se sabe que todas essas causas secundárias tiram da vitrine a razão principal para a invasão, qual seja, ganhar as eleições americanas.
Só não entendi porque a revista Veja esculachou o filme de Oliver Stone sobre Bush. A ser assim críticos como Maureen Dowd precisam antes aprender a lição de casa nas páginas da Veja
Clever Mendes de Oliveira
BH, 19/05/2009
E isso sem falar nas cópias de trabalho universitário. Já peguei aluna de graduação em artes plásticas copiando texto de tese de mestrado em inteligência artificial. Mas o google é o pastor dos professores e evidência não nos faltará para pegá-los.
Bitt, convenhamos uma das coisas mais básicas ensinadas em cursos de metodologia científica é como apresentar citações. E ainda assim esquecem com uma incoveniência irritante. :-)
Se bem que existe o fenômeno da cryptomnesia (linkado no nome), onde a memória de um evento (como a leitura de um texto) pode ser confundida com inspiração. Ou seja, a pessoa realmente acredita que está criando o texto ao invés de estar apenas lembrando seletivamente.
Algum pensador inteligente por aí disse que o segredo da criatividade é esconder as fontes. Ela só não escondeu! haha
Abraçõ!
http://www.formigueirocomunista.com
O título deste post poderia ser simplesmente “No dia em que a colunista plagiou o blogueiro” hehehe…
Pedro Dória,
No meu comentário (22) de 19/05/2009 às 8:23 na terceira frase do primeiro parágrafo há um sem com “c”. É sem explicação, a menos que eu estivesse escutando “A hundred miles”. Há outros erros, mas a referência a este já é suficiente.
O jornalismo não é minha praia e até mesmo não tenho muita admiração por jornalistas como se pode ver em alguns dos comentários que enviei para chamada aqui no seu blog denominada “Recado ao deputado” de 07/05/2009 às 18:29. Ontem no blog do Luis Nassif um comentarista copiou e colou um artigo bom que creio poderia se transformar em um bom tema de discussão. O artigo transcrito no comentário de 19/05/2009 às 22:24 do comentarista PB está em inglês e se encontra no espaço aberto “Fora de Pauta” de 19/05/2009 às 12:00. O título do artigo é “Why journalists deserve low pay” e é de autoria de Robert G. Picard.
Lá no blog do Luis Nassif eu também recomendei que se abra uma chamada do artigo para discussão.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 20/05/2009
Pedro Dória,
Trago um comentário em que discuto com um comentarista principalmente do blog do Luis Nassif e morador nos Estados Unidos sobre o plágio da Maureen Dowd no artigo “Cheney, master of Pain” e sobre os dois artigos que eu menciono no meu comentário (22) acima de 19/05/2009 às 8:23. O que me interessou na Maureen Dowd não foi o plágio, mas como se deu e, em relação aos outros dois artigos, em especial ao artigo “Cheney and the Goat Devil” de 17/02/2009, interessou-me a maneira que a Maureen encontrou para responsabilizar George Bush por tudo. George Bush passa a ser visto como ingênuo manipulado por Cheney.
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O comentário é o que se segue:
“Ivan Moraes,
Não havia lido o texto da Maureen Dowd que foi motivo de post no site de Pedro Dória intitulado “No dia em que a colunista do New York Times plagiou o blogueiro” de 18/05/2009 às 15:03. Ontem, em casa, ao ver que o texto era sobre a Maureen Dowd, eu lembrei que não gostara do artigo “Cheney and the Goat Devil” de 17/02/2009 que ela escrevera na coluna dela em The New York Times. E tratei de montar o texto com referência aos dois artigos dela: um sobre os olhos azuis e o outro sobre Cheney. Era uma forma de contraditar o Pedro Dória não só em relação ao artigo dele sobre a frase de Lula a respeito dos olhos azuis como também em relação ao trecho no post “No dia em que . . . o blogueiro” onde ele diz:
“Maureen Dowd é uma das colunistas mais respeitadas da página de opinião do New York Times – e isso não é pouco. Repórter experiente, responsável”.
Minha intenção ao lembrar os dois artigos era mostrar que ela não era assim tão responsável, por trazer teses que não bateriam com os fatos: a forma boba como ela tratou a frase de Lula sobre os olhos azuis e a forma um tanto falsa em transformar o Bush em um ingênuo.
No seu comentário acima (20/05/2009 às 03:33) você defende que foi uma distração e que se trata de pessoa inteligentíssima. Entretanto, você se preocupou com o artigo que eu nem lera e nem sabia qual fora o plágio que ela teria praticado. Não estou podendo acessar o post de Pedro Dória, mas resolvi ler a discussão sobre o plágio e achei muito interessante a troca de duas palavras que fora feito no artigo. Como transcrito a seguir, primeiro o texto de Maureen Dowd e depois o texto do blogueiro Josh Marshall:
(M. Dowd): “More and more the timeline is raising the question of why, if the torture was to prevent terrorist attacks, it seemed to happen mainly during the period when the Bush crowd was looking for what was essentially political information to justify the invasion of Iraq.”
(Josh Marshall): “More and more the timeline is raising the question of why, if the torture was to prevent terrorist attacks, it seemed to happen mainly during the period when we were looking for what was essentially political information to justify the invasion of Iraq.”
Verificando os dois textos observa-se que Maureen Dowd trocou “we were” por “Bush crowd”.
Esta é minha tese: o pior não foi Bush ter feito tudo o que fez, mas os jornalistas dizerem que ele fez o que ele fez em nome pessoal dele e não em nome do povo americano.
Não estou aqui acusando o povo americano, mas apenas mostrando que ele é igual aos povos de outros cantos do mundo. Somos todos bárbaros em processo de civilização. Penso que se o povo americano fosse mais civilizado e entendesse que um pais forte como os Estados Unidos não pode invadir um país fraco como era o Iraque, pois isso configuraria um ato de terror, é barbárie pura, e, como repulsa, não elegesse o presidente que comandasse uma invasão como a do Iraque, o Iraque nunca teria sido invadido.
Pela minha tese, Bush invadiu o Iraque para ser reeleito, pois sabia que fazendo a guerra e a ganhando (No caso ele só precisava tomar a decisão de fazer a guerra) o povo americano o retribuiria assegurando mais quatro anos de governo.
Os jornalistas se comportaram no primeiro momento insuflando a população para a guerra e depois de tudo feito, eles passaram a dizer que a culpa é do Cheney e da ingenuidade do Bush e não do povo americano.”
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O comentário transcrito acima foi postado ontem, 20/05/2009 às 13:30 para a chamada no blog do Luis Nassif “Fora de Pauta” de 19/05/2009 às 12:00. No parágrafo que se inicia com “Esta é minha tese . . . .” eu retirei a vírgula após o tese e coloquei dois pontos que era como eu queria escrever.
O comentarista não concordou comigo. Para ele, o plágio foi distração (Embora em relação ao plágio eu não entre no mérito) e a troca foi corriqueira como se de “Não estou acusando o povo americano . . . .” se dissesse em seguida “Não estamos acusando o povo americano . . . . .”. Além disso ele considera que o George Bush ganhou a eleição em razão do poder judiciário dominado pelos republicanos.
Para mim a troca seria corriqueira se de “The Bush crowd was. . . .” se passasse para “We were . . . .”. E quanto a eleição de Bush penso que nela houve a participação do Poder Judiciário Americano, mas há que se sopesar o carisma de Bush comparado com a pasmaceira do Albert Gore que perdeu a eleição pela falta de carisma ainda que estivesse ancorado em um dos melhores momentos da economia americana. A crise só foi percebida pelo FED em dezembro de 2000. No entanto, na reeleição o que prevaleceu foi o espírito nacionalista do povo americano satisfeito com o resultado que a época a invasão do Iraque produzira, pois o Bush teve que concorrer com um candidato carismático, o John Kerry.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 21/05/2009