Meu nariz e Condi Rice no New York Times

É uma reportagem sobre as mudanças no jornalismo e os programas das grandes universidades norte-americanas para jornalistas em meio de carreira. (Inclui, neste caso, a Knight Fellowship, cá de Stanford.)
A foto com a ex-secretária de Estado de George W. Bush foi tirada em março, quando Ms Rice sentou-se conosco para uma longa conversa. Não a citei cá no Weblog por um motivo simples: estas conversas são em off. O que lá é dito serve para que compreendamos um pouco melhor o mundo, uma oportunidade para conversarmos francamente com quem esteve no poder e ouvir aquilo que, em geral, não dizem a jornalistas.
Muito do que ouço acaba fluindo para os posts por aqui – embora nem sempre creditado.
Ainda sobre o assunto:
- No dia em que a colunista do
New York Times plagiou o blogueiro Maureen Dowd é uma das colunistas mais respeitadas da página de opinião do New York Times – e isso não... - Larry Rohter, do New York Times, fala pela 1a vez Soltamos uma edição particularmente boa do Aliás, no Estadão de hoje. Há uma reportagem minha que me divertiu fazer, conversando...
- A Nova York do Versiani Quando as fotos são do Claudio Versiani, editar caderno de jornal dá sempre prazer em dobro. ...
- No Arkansas, Tennessee e Nova York O ex-governador Mike Huckabee (R) e a ex-primeira-dama Hillary Clinton (D) são os vencedores no Arkansas. Tudo conforme o que...



+ Bom dia, ladies and gentlemen… suponho que isso seja meter o nariz onde se foi chamado, han? A insônia me atacou e eu vim ver o que rolava de novo no blog.
Conversas em off com gente estilo Condoleezza Rice servem para que compreendamos melhor o mundo. Quem? Isso não parece muito com democracia.
‘conversa em off só pra entender o mundo um pouco melhor’… hum… em outras palavras, isso é o que chamamos de informação privilegiada.
O nariz é o da esquerda ou da direita?
bom dia
A reportaem fala de um aspecto interessante: a dificuldade dos jornalistas alcançarem a mid-career
Isso me lembra os diversos amigos que se iludiam com o mundo da TV Globo e da produção
Um bando de jovens promissores se entregava a tarefas vis, a jornadas de trabalho extorsivas, ficavam orgulhosos e passavam a defender a globo, o empresário roberto marinho…
dois, três anos depois, estavam por aí desiludidos, decepcionados, desmpregados, sem currículo, a não ser o de office-boy de luxo
parece que a imprensa empresarial agora está assim também: aproveita-se da juventude e os descarta logo a (tem crase?) frente
os jovens e promissores reporteres se sujeitam a fazer o trabalho sujo, para serem limados depois
e ainda há quem diga que essa indústria tem futuro!
Assisti a poucos anos atrás na MTV uma gravação dessas conversas em “off” com Bill Clynton num evento mundial sobre AIDS com as MTVs do mundo inteito interligadas simultaneamente e o papo foi com os jovens que estavam no autiditório da emissora americana. foi muito melhor do que quase o evento todo pois foi sem comerciais e as gracinhas dos VJs.
Mas mesmo assim o que eles dizem em momentos do artigo, pode-se acreditar, vale alguma coisa mesmo ou vai ficar no “eu não disse nada disso!!!!” e cair no campo das meras especulações para sempre ?!?!?!?!?!
Rabbit, já falou isso para os estagiários do Caco Barcelos do ‘Profissão Repórter’ ?!?!?!?!?!!?
Não acredito tratar-se de uma questão de democracia. Acreditar que os jornalistas colocam no ar tudo o que sabem sobre determinado fato seria ingenuidade. Para isso, creio, foram criados os manuais de redação: para que os trabalhadores da instituição jornalística possam delimitar o que pode e o que não pode ser divulgado. Não se expõe o planejamento da ação da polícia em caso de sequestros, por exemplo. Na cobertura de guerras, não podem ser veiculadas informações que possam ameaçar as vidas dos soldados ou, em caso de represálias, da população civil. Ou, o que é pior ainda para as empresas de mídia em países como os EUA, não se pode divulgar como notícias, informações sem comprovação, que possam render milionários processos contra a empresa jornalística.
Quem oferece informações “em off” são pessoas, com interesses próprios e institucionais. Faz parte da técnica da profissão a “desconfiança” sistemática da fonte - mesmo quando parece sincera. “Por que ela está falando isso agora”? “Quais as vantagens que, pessoal ou institucionalmente, auferiria com a exposição, mesmo “em off”, dessa informação”? “Quem seria beneficiado e quem seria prejudicado”?
É isso que diferencia um “New York Times” de “O Globo”, “Folha de SP” e “Veja”. Não é a dimensão da circulação, mas sua confiabilidade, cultivada e mantida zelosamente por anos a fio.
Isso reforça minha convicção de que o maior patrimônio da empresa jornalística é a sua confiabilidade. É o leitor saber que o que está divulgado é confiável, e que os critérios de selecionar o que é divulgado e o que ainda não pode ser são baseados em um sentido de interesse público, e não privado. É claro que equívocos existem aos montes, mas uma política coerente e honesta de reconhecimento dos erros deveria fazer parte de todos os organismos que lidam com notícias. O caso Dilma-FSP é modelar nessa comparação, como o próprio ombudsman da FSP chamou a atenção, comparando a postura da Folha com a de jornais americanos sobre seus equívocos.
E aí entra em questão um dos veículos para uma exposição mais livre dessas informações, on/off the records: os blogs. Posso não concordar com tudo que PD diz, mas percebe-se, até agora, uma proposta coerente com relação às fontes e às informações. Assim, ele pode, como revela neste post, soltar aqui e ali algumas informações importantes, que ajudem a compreensão de fatos os quais temos pouco ou nenhum acesso. Pena que, no jornalismo brasileiro, esse tipo de proposta é raramente praticada. Nossos colunistas e blogueiros se especializaram em oferecer “revelações” selecionadas por critérios nada jornalísticos do poder (Noblats, Josias, Claudio Humbertos da vida) , nos quais interesses privados e políticos misturam-se com a seletividade das notas e posts. Nestes últimos casos, vale uma paródia de Birmarck, de que as pessoas não consumiriam as notícias se soubessem como essas são feitas…
Loura, o PD diz que o nariz é de esquerda mas, muito aqui no blog dizem que é de direita. Eu sei que não interessa mas meu é centro, entre dois olhos bem no centro, abaixo da testa e em cima da boca ou seja, no centro entre a testa e a boca.
Para quem não conseguiu localizar, o nariz do PD está a minha direita, mas está a esquerda da Condoleezza, o que já é alguma coisa…
Mas convenhamos, ver o mundo pelos olhos dela é como ser guiado por um cego em um passeio num campo minado…
dra condi rice nao deixou lembrança nenhuma de seu tempo de secretaria de estado…nao concretizou p* nenhuma,so viajou o mundo inteiro fazendo rp pra bush, apagando o fogo que o incendiario botava…
no regrets, ja foi tarde ! espero que em stanford faça algo mais que tocar piano….
“… é como ser guiado por um cego em um passeio num campo minado…”
Isso está mais para o Chomsky……
( pd, quando liberar meus coments, delete um deles please..)
sempre acho estes tais comentários ‘em off’ uma coisica muito da esnobe. Tipo assim ” ela só contou para mim” ou então ‘’só eu sei”.
É uma maneira de jornalistas se diferenciarem dos mortais comuns, tipo assim tartaruga com asas em meio a tartarugas comuns.
Ou melhor ainda - ‘’soube em off mas por uma boa grana eu conto tudo…”
De qualquer maneira ficaremos sempre a mercê da imprensa que pode manter ”em off” o que convém.
E para completar: Belo nariz PD.
josua !!
Confetti!!!
Tô acumulando uma milhagem considerável entre POA e CWB e muito guaraná e ovo de codorna of course…
e eu, morta de saudade de seus beijos e uma ciumeira da porra…))
Olha o offtópic…
olhando….))
”em off” via e-mail eu comento Confetti, mas só ”em off”. Citando a palavra ”em off” não é considerado ófitópique…
Hmmmm….seria uma “fofoca direcionada sofisticada’ nénão?!?!!?
E vai servir para os livro auto-bigráficos desses repórteres, igual ao que o PD vai escrever daqui uns 60/70 anos.
Então …… deixa o PD fofocar!!!!!
“Um bando de jovens promissores se entregava a tarefas vis, a jornadas de trabalho extorsivas, ficavam orgulhosos e passavam a defender a globo, o empresário roberto marinho…
dois, três anos depois, estavam por aí desiludidos, decepcionados, desmpregados, sem currículo, a não ser o de office-boy de luxo”
Mas alguns com talento e sorte vão trabalhar pra Record e passam a maldizer a Globo e o Roberto Marinho.
That would be Dr. Rice, Mr. Doria.
cjb, nao seja fofoqueiro…condi “ficou” com peter mckay….
(boss acordou..))
Pedro Doria,
Estás devendo a apuração das eleições indianas.
Obrigado.
sobre o off, os jornalistas sabemos sempre mais do que publicamos. Até porque, só dá para publicar o que é possível comprovar. E nem tudo o que sabemos podemos comprovar.
Agora, esta informação que sobra nos ajuda a apurar melhor as informações publicáveis.
Te
pois é, dá para confiar em jornalistas desses?
Record, Globo, tudo a mesma b…
Toda vez que ouço alguém falar com reverência das grandes universidades estadunidenses eu acho engraçado. Lembrem-se, o boçal George W. Bush era graduado por Yale, que disputa com Harvard o posto de melhor universidade do país. Ou seja, se você é rico e poderoso, você se diplomará numa das duas, independentemente de nunca ter lido literatura mais extensa do que o rótulo de um uísque de milho.
Agora, os jornalistas dos EUA estão correndo atrás dos cursos ilusórios na esperança de manter seus periclitantes empregos. Numa época em que os jornais mais tradicionais dos EUA aderiram à fórmula notícia = press release do governo, para não falar dos jornalecos claramente engajados na santa cruzada de defender os interesses escusos de seus proprietários (em português da Folha, publishers), é curioso achar que cursos com nomes altissonantes farão diferença.
Que os jornalistas tenham uma cultura que lhes permita uma correta expressão de fatos e idéias é uma coisa boa. Mas jornalismo não é ciência. Jornalismo é uma prática que só se aprende de fato batendo o pé pelas ruas e enfrentando, não cooptando, os que querem matar as notícias. Escrever se aprende lendo e escrevendo, não em manuais de redação. Por que o povo cada vez mais deixa de ler jornalões como Folha, Estadão, Globo? Porque seus jornalistas ainda não têm PhD? Não, porque o jornalismo que eles oferecem há muito deixou de ser jornalismo.
Não há programa de aperfeiçoamento com nome de milionários “bonzinhos” que vá mudar isso. Como já disse o Chico Buarque, bom cabrito é o que mais berra. O jornalismo de hoje fala mais baixo do que gente educada em missa de sétimo dia. Pena que o defunto seja ele mesmo.
‘… Jornalismo é uma prática que só se aprende de fato batendo o pé pelas ruas e enfrentando, não cooptando, os que querem matar as notícias….”
É…. Tim Lopes que o diga………..
E por que o Tim Lopes ?!?! Não podia ter sido o Paulo Henrique Amorin ??!?!?!?!?!?!?!?!?!?
( barack e netanyahu, sorrisos crispados em washin dc…agora )
Parabéns, Pedro!
É uma nareba de respeito!
=]
Não dá pra confiar mesmo, lembro sempre da “preparação da salsicha” do PD.
Vê-se que a Condi ficou perturbada pelo modo incisivo com que você aponta seu apêndice nasal na direção dela, toda sua agudeza ralçada pelas sobrancelhas contraídas no melhor estilo do jornalismo investigativo.
Botou a moça em xeque mesmo, e sem as mãos. Grande Dória.
Se fosse autoridade, não gostaria de ter esse nariz mirando para cá.
cool, a teoria dos 7 em ação, entre eu e o bu$h 2 pessoas, sendo q algumas nem são propriamente seres humanos no sentido romântico…
A proximidade do poder gera informações e notícias. Mesmo que em off. Essa é a função do jornalista. Meter o nariz aonde está o furo.
Ta parecendo Danilo Gentilo do
Cqc
Ta parecendo Danilo Gentile do CQC !!!!!