A China cresce para dentro

China · 12/05/2009 - 11h17 - 37 Comentários

Durante os últimos anos, a China alimentou seu estupendo crescimento econômico vendendo para os EUA. O que os chineses conseguiam manufaturar, norte-americanos compravam. Com a crise interrompendo a ânsia compradora dos consumidores daqui, o medo imediato foi de que a maior locomotiva econômica mundial – lá – parasse repentinamente, piorando ainda mais o quadro global.

As vendas no varejo chinês aumentaram 16% entre março de 2008 e de 2009. Uma pesquisa recente envolvendo 64 milhões de famílias chinesas em 189 cidades revelou que 51% dos habitantes de cidades de médio porte pretendem gastar mais dinheiro em compras, neste ano, do que gastaram no ano passado. Pelo menos uma empresa hoteleira tem planos de abrir 250 hotéis até 2010. Em pelo menos uma cidade, Chongqing, a Wallmart pretende abrir mais 4 lojas, saltando de 5 para 9. É mais do que existe em Beijing e Shangai.

Segundo o analista James Kynge, do Financial Times, os indícios são de que o mercado interno chinês, o das cidades médias, está crescendo. De superpoder exportador, a China está se transformando numa economia capaz de crescer por conta própria, movida pelo consumo interno.

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