A China cresce para dentro
Durante os últimos anos, a China alimentou seu estupendo crescimento econômico vendendo para os EUA. O que os chineses conseguiam manufaturar, norte-americanos compravam. Com a crise interrompendo a ânsia compradora dos consumidores daqui, o medo imediato foi de que a maior locomotiva econômica mundial – lá – parasse repentinamente, piorando ainda mais o quadro global.
As vendas no varejo chinês aumentaram 16% entre março de 2008 e de 2009. Uma pesquisa recente envolvendo 64 milhões de famílias chinesas em 189 cidades revelou que 51% dos habitantes de cidades de médio porte pretendem gastar mais dinheiro em compras, neste ano, do que gastaram no ano passado. Pelo menos uma empresa hoteleira tem planos de abrir 250 hotéis até 2010. Em pelo menos uma cidade, Chongqing, a Wallmart pretende abrir mais 4 lojas, saltando de 5 para 9. É mais do que existe em Beijing e Shangai.
Segundo o analista James Kynge, do Financial Times, os indícios são de que o mercado interno chinês, o das cidades médias, está crescendo. De superpoder exportador, a China está se transformando numa economia capaz de crescer por conta própria, movida pelo consumo interno.
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estão gastando, coisa que os EUA solicitavam há muito tempo.
Vão ter que começar a dar jeito na miséria, distribuir um pouquinho, umas esmolinhas…
Crescer para dentro pega meio mal, não te parece? “Consumo interno sustenta crescimento chinês” não ficaria melhor?
Ora, quem diria, louva-se agora o estabelecimento de um mercado interno em países em desenvolvimento! - coisa que a esquerda prega há séculos. O “exportar é a solução”, do amorfo ministro ditatorial Delfim Neto, não engana nem mais a China, terra onde, diz a tradição, os negócios são mirabolantes.
Mais interessante ainda são os estadunidenses correndo atrás de seu prejuízo capitalista investindo em massa na China. Ainda bem que a China não é uma ditadura, como Cuba, não desrespeita os direitos humanos, como Cuba, nem jamais foi comunista, como Cuba ainda é. Senão, o atento presidente Obama proibiria a festa e exigiria que a China fizesse concessões.
Sorte nossa que nos livramos do Bush. O simpático presidente Obama se declarou chocado com a morte de cinco soldados invasores estadunidenses, no Iraque, mortos por um colega de farda. Não se declarou chocado com a morte de dezenas de civis inocentes no Afeganistão, mortos semana passada por soldados estadunidenses invasores, mas isso, claro, não interessa. Interessa que ele não é o Bush.
Pra economia mundial hoje isso é ótimo. Mas para o futuro, ecologicamente falando, é um desastre. Um dia os Euá recuperarão seu poder de consumo e tudo por lá voltará ao normal. Com a China crescendo internamente, a coisa vai degringolar de vez.
thiago
tem uma reportagem legal em
noticias.uol.com.br/midiaglobal/nytimes/2009/05/12/ult574u9344.jhtm
Comunidade alemã decide ter uma vida sem automóveis e vira referência
abçs
Hummm…
Esquerda e mercado (seja interno ou externo) não são duas palavras lá muito amigas…
thiago,
Pois é, quase sempre que se fala em crescimento, a questão ambiental é pouco lembrada. E isso, a longo prazo, vai ter um preço muito caro.
Mais um indício de que o gigante acordou e vai engolir o mundo todo. Bilhões de consumidores ávidos formam um mercado imbatível que não tardará a fazer muita gente boa comer em suas mãos. (mais do que já comem hoje)
Manutenção do pique econômico — ou, pelo menos, redução do impacto da crise geral — com base no mercado interno é a melhor estratégia para quem não está com o Balanço de Pagamentos bichado.
Poucos países em desenvolvimento podem fazer isso. China é um. Brasil, outro.
Isso não se aplica a quem depende de créditos externos pra continuar funcionando.
Foi o caso do Brasil há alguns anos. É o caso de um monte de países em desenvolvimento, agora.
Eles têm que gerar divisas pra pagar pelo menos os juros do endividamento externo e, assim, não ter cassado seu alvará de licença de localização.
Aí ficam se virando mais que charuto em boca de bêbado. Têm que continuar exportando, num momento em que o mercado externo se retrai.
Resultado 1: subsídio às exportações, sendo a conta repassada ao distinto público interno.
Resultado 2: inflação, né?
Poucos entendem disso melhor do que nós.
Bem, pelo menos por ora, estamos fora desse barco.
De um lado, porque o setor mínero-metalúrgico não submergiu de vez. De outro, porque, com as contas externas arrumadas, dá pra ir tocando as coisas via mercado interno.
No caso o Brasil, o problema é a dependência do estímulo ao mercado interno em relação ao Orçamento Fiscal da União (p.ex., redução do IPI pra manter a indústria automobilística rodando com as quatro).
E isso tem limite…
Aqui essa idéia anda, a passos de tartaruga não?
Como complemento desse post, recomento o post que o Celso escreveu lá no “Na Prática a Teoria é Outra”.
Muito bom.
Outro dia ouvi o comentário de um entendido bem mais que eu nesses negócios aí de bussiness, que dizia mais ou menos o seguinte: a China tem uma baixa taxa de consumo em relação ao PIB, quase o inverso da americana. Isso deriva do fato de que lá não tem apoio estatal para nada na vida das pessoas (da saúde à educação, são as famílias que se financiam). Não tem previdência pública, aposentadoria, nada. Se ela começar a consumir, tornando-se a locomotiva no lugar dos EUA, sem resolver este desequilíbrio, uma hora quebra. Assim, vai ter que maneirar no estímulo ao consumo. Resumo (tinha mais coisa): vamos mesmo é ver por um período de médio prazo é crescimento mundial na casa do 1% mesmo.
Alguém aí pode comentar?
João Paulo - Isso pode ser equalizado com o desenvolvimento de produtos bancários. Basta que os chineses contribuam para uma previdência privada que conseguem consumir.
Acho que a coisa é mais cultural: povos que passaram por muitos anos de escasses tem muito mais chance de poupar do que consumir.
Aconteceu com a Europa, acontece no Japão e muito provavelmente acontecerá na China.
Muita gente sustentou, nos primeiros meses, que o consumo do nosso mercado interno iria compensar o desaquecimento brutal que ocorreu no mercado externo e refletiu em nossas exportações. A siderurgia, por exemplo, sentiu horrores a queda de encomendas, inclusive da China, a partir de Outubro/Novembro de 2008. Eu cá tenho com meus botões que o efeito precoce da crise foi enorme no comportamento dos brasileiros, que puxaram o freio de mão ao primeiro sinal de histeria em toda a mídia.
Histeria porque todos sabiam que os reflexos viriam alguns meses depois. Ao invés de “vai chegar” a realidade se transformou em “já chegou”.
Em tempos outros, sem tanta evolução tecnológica nos meios de comunicação, este efeito comportamental teria demorado mais a chegar, principalmente em terras tupiniquins.
Não vejo aí, antes de aproveitarem o ensejo, nenhuma conspiração global ou de colunistas dos principais veículos. Vejo que a velocidade da informação acabou influenciando de tal forma o consumidor brasileiro que o primeiro efeito real da crise acabou sendo muito mais a adoção da boa e velha “precaução” por parte calejado consumidor brasileiro.
Sim, sim, bem verdade.
Mas apenas pra não passar batido, a informação que o Wallmart vai mais que dobrar de tamanho em Chongquing não serve muito pra falar da expansão chinesa. A zona metropolitana da cidade possui mais de 30 milhoes de habitantes, isto é, bem mais que Pequim ou Xangai. Logo, expansão natural…
João Paulo Rodrigues,
Que eu saiba, a educação na China é estatizada. As empresas que atuam na área têm expressão suplementar.
Bem, pelo menos era assim. A última avaliação que eu li sobre o assunto foi do Wladimir Pomar (”O enigma chinês”). E já faz uma pá de tempo.
Assim, na China, o consumo privado em determinadas áreas é (ou era) inexpressivo, porque a oferta e a demanda são (ou eram) predominantemente estatais.
De qualquer modo, tudo faz crer que a ênfase no mercado interno é passageira. Algo pra se fazer enquanto se espera a chuva — que atende pelo vulgo de “crise” — passar.
Minha curiosidade é sobre o desdobramento político desse embrulho todo.
Uma vez ativado, o mercado interno é refratário a recuos. Geralmente, as tentativas de recuo geram crises políticas de bom tamanho.
Não dá pra chegar pro sujeito e dizer: “Olha, camarada, lamentamos bastante mas, daqui pra frente, você não vai mais poder usar esse tipo de sapato nem esse tipo de camisa. Acabou, camarada. A brincadeira agora é outra. Você vai ter que voltar a usar batinha tipo camarada Mao, de fazenda grosseira, e calçar sandália de sola de pneu velho. Entendeu, camarada?”
Ele vai ficar p… dentro das calças. Vai subir nas tamancas.
Agora, imagina esse cara multiplicado por dezenas de milhões…
A China tem 500 milhões de pessoas fora do mercado consumidor. Vivem no interior, longe das cidades. Não podem ” emigrar ” para os centros urbanos sem a utorização das graciosas autoridades chinesas. Que fecham os olhos nos momentos de bonança, pois cada um que tenha idéias sobre direitos no trabalho e outras bobagens burguesas é logo pressionado
por outro, louco para agarrar qualquer possibilidade de vida que não não o interior miserável. Nos momentos de incerteza, como agora, milhões de desmpregados são gentilmente convidados a voltar para o inferno.
Os que vivem nas cidades tem fome de tudo. Energia é a principal delas. Existem outras, tão importantes como. Para importar é necessário exportar.
Importações/exportações e mercado interno forte não são excludentes Pelo contrário.
Pode-se optar por ser um país amish. Ou albanês quando a Albânia era o amor da vida da Jandira. A China, pelo contrário, quer voar.
Coitada da Africa.
Caro Dória e comentaristas:
Num apanhado geral dos comentários, acho que muitos erram em comparar Brasil e China: são realidades muito distintas. Não dá para dizer que a população de lá não vai consumir pq não tem direitos civis ou trabalhistas; consumo é imediatismo, e quem tem dinheiro na mão…
E a China tem. Se os chineses terão tb, é questão de acompanhar se o governo de lá irá manter políticas de “dispersão de prosperidade”. Porque todo o crescimento empresarial chinês emana do governo: só ele pode ditar quais empresários ou corporações locais deverão assumir papéis empreendedores na economia. Agora, um paradoxo: apesar de realidades distintas, só há um remédio para fugir da crise, lá e cá: um crescimento de mercado interno que compense a crise nos mercados externos. E tanto o Brasil qto a China possuem potencial para isso.
Um grande diferencial da China é que, ao contrário do Brasil, não é mais uma colônia.
Aqui nós continuamos seguindo as ordens dos ianques… erro crasso.
Me assusta a hipótese de que a China se torne um imenso “buraco negro” sugando tudo o que o mundo produz, consumindo tudo o que o mundo conseguir produzir…imaginem que após um certo período, ficaria mais lucrativo exportar comida pra China, do que abastecer o mercado interno: isso geraria uma inflação sem precedentes. Imaginem que, consumindo mais, a China cresça mais…imaginem agora, todos os setores que poderiam ser afetados por esse crescimento, do meio-ambiente ao milionário de Wall Street, passando pelo peão de boiadeiro lá de Miracema do Norte. Imaginem que isso pode ser o fim do mundo.
Não consigo entender como eles mesmos conseguem consumir. Não são mal remunerados? Não são explorados pelas megaempersas, como a Nike?
Abraço,
w.m.carvalho
O que mais me espanta é a idéia, aceita quase sem questionamento, que os chineses são um bloco monolítico de 1 bilhão e meio de pessoas com os mesmos padrões de comportamento.
Não vejo comentários apontando as diversidades da China.
Para mim a China é o país de maior diversidade do mundo, onde se encontra de tudo.
Acredito mesmo que é o país que resolverá seus problemas climáticos da maneira mais satisfatória.
well….a busca de um mercado interno pujante pode ser mesmo a redenção da China, com tudo de ruim que isso possa acarretar, seja em termos ambientais ou políticos.
Ambientalmente aquilo vai virar uma Mega-Cubatão anos 80, com todo tipo de poluição e degeneração ambiental.
Politicamente, mais e mais gente quer tornar-se “consumidor”, de preferencia urbano, deixando a zona rural entregue ao atraso tecnológico. Resultado: pressão por mais comida prá alimentar tanta gente.
Não é a toa que a China já “aluga” países africanos, levando a destruição ambiental onde chegue. Estão destruindo Angola e (se não me engano) o Sudão, com suas escavações em busca de minérios. Coisa de não deixar pedra sobre pedra. A imprensa ocidental, passiva e deslumbrada, não dá um solene pio.
Marco,
O Bussunda dizia que a Albânia era o país mais chato do mundo, porque lá todo mundo era obrigado a ser do PC do B.
Nos últimos 10 anos, a China fez migrar para a classe média cerca de 200 milhões de pessoas. Dá 100 milhões a cada 5 anos, ou 20 milhões por ano.
Ou seja, o consumo interno chinês já vinha crescendo em rítmo bastante acelerado.
Agora, pelo que se diz, eles vão turbinar. Mas não se trata, propriamente, de uma novidade por lá. Eles sabem como fazer, até porque já vêm fazendo isso há muito tempo.
Acho que o nó é político.
Pra continuar a desenvolver sua infraestrutura, os chineses têm que importar. Pra importar, têm que produzir divisas. Pra produzir divisas, têm que exportar.
Daí porque o mercado externo, como via principal para manter o rítmo de crescimento, tem seus limites. Chega o momento em que é preciso voltar a exportar.
Tanto mais que mercado externo é como política: nos dois não há espaço vazio.
Qualquer brechinha que se insinue é imediatamente ocupada por alguém.
Exemplo: a China garfou o mercado de calçados norte-americano (um portento!) ferrando com o Brasil.
O produtor brasileiro vendia a 10 - 12 dólares e vivia adoçando o marquês de rabicó pra chegar a 12 - 14 dólares. A China chegou com 8 - 10 dólares e levou tudo.
A indústria calçadista brasileira levou farelo. Mas já está dando a volta por cima e, no momento, funga no cangote dos chineses. Se estes marcarem bobeira e saírem da raia, perigam não conseguir voltar. Pelo menos, não voltam pro mesmo lugar que conquistaram.
É aí que o nó político interno pode complicar as coisas, acho.
Se a retomada das exportações tiver que ocorrer com sacrifício para o mercado interno — o que é a regra em países em desenvolvimento — vai ter muita gente descontente naquele pedaço do mundo.
O que esses descontentes vão fazer, pra mim, é outro enigma chinês.
No comentário # 25.
Onde se lê:
“Daí porque o mercado externo….”
Leia-se:
“Daí porque o mercado INTERNO…”
Acho que daqui a pouco veremos um grupo hegemônico, num mundo multipolar, como gostam de dizer os candidatos a protagonismo na esfera internacional: o G2, ou EUA+China. Quem esperava que seria o G20+1 (emergentes e outros+ EUA) devem botar as barbas de molho.
O debate aqui tá ótimo, cadê Zictor?
Tô sentindo falta do Zictor também, a opinião dele é fundamental nessas horas.
Nesse quadro de complexidade criado pela crise financeira global um dos aspectos a criar mais expectativas é a possibilidade de alguma mudança política na China.
Uma eventual compressão no consumo interno por conta da volta com força às exportações seria o motor dessa alteração. O contingente populacional afetado, independente do seu percentual em relação ao total chinês, seria maior do que a população da maioria dos países.
A prática do consumo regular e extensivo, uma vez instalada, enraíza-se. Se cerceada, pode vir a produzir abalos sociais.
E, suprema ironia, o consumismo torna-se elemento subversivo.
Mas os desígnios dos dirigentes chineses são inescrutáveis.
“Pra importar, têm que produzir divisas. Pra produzir divisas, têm que exportar. ”
1) divisas nao faltam.
2) se fosse o caso de escassez, poderia se ter acesso aquelas por outros meios, seja recebendo investimento externo direto, ou através de empréstimos.
3) é possível sustentar a demanda interna por um período relativamento extenso, ainda q limitado, com a geração de deficits de conta corrente. alias, é desejável para o mundo atual que a china siga por aí.
Pedro Dória,
Um pouco mais de tempo e eu comento sobre a mudança no modelo chinês, embora pouco vá acrescentar ao que já disseram outros tanto na mesma direção do que eu penso como na direção contrária.
Com um pouco de presunção de leigo, penso que ajuda no melhor entendimento da situação do Brasil de modo a compará-lo com a China como alguns vêm fazendo, a leitura de uma colcha de retalhos dos últimos comentários que havia feito para o blog do Luis Nassif e que enviei para o texto intitulado “O BC e o mundo real” de 13/05/2009 às 08:56 sobre artigo de Antônio Calos Lemgruber no Jornal do Brasil com o título de “O mundo real e o modelo do Banco Central”.
E trazendo tema que ficou fora do lugar e lembrando que sou favorável ao crescimento econômico, bem vale uma referência à indicação de Mari no comentário (13) que ela inseriu em seu post “O futuro incerto de Ahmadinejad” de 10/05/2009. Lá ela remete para um artigo do Ladislau Dowbor. A inserção caberia melhor ser feita aqui e por isso eu transcrevo a seguir a parte do comentário em que ela traz o link para o artigo:
“Outro belíssimo texto que li hj foi sobre o PIB, cujo link está no Biscoito e reproduzo aqui. Vale a pena conferir. É do Ladislau Dowbor.
http://www2.fpa.org.br/portal/modules/news/article.php?storyid=4613”
Aproveitando a chamada de Mari, eu lembrei a ela, em comentário enviado 11/05/2009 às 21:00, de artigos que traziam o mesmo enfoque do texto do Ladislau Dowbor e que eu já comentara anteriormente. Faço então a seguir a transcrição do meu comentário (60) lá no “O futuro incerto de Ahmadinejad”:
“Mari,
Excelente a sua indicação em (13). E parece que o Ladislau Dowbor tem o histórico em defesa de uma nova olhada para o PIB. Isso é importante, porque agora estão chegando neófitos que fazem a mesma alegação apenas para desmerecer o crescimento econômico que o Brasil passou a desfrutar nos últimos anos.
Enviei para texto de Pedro Dória “Entrevista de Lula no Newsweek” de 1/04/2009 um comentário (118) em que faço a indicação de vários textos do José Eli da Veiga com essa mesma abordagem e (faço) referência ao economista romeno Nicholas Georgescu-Roegen que provavelmente quando as idéias dele forem adotadas estaremos entrando no crepúsculo do capitalismo (Para os que conseguirem chegar até lá).
Clever Mendes de Oliveira
BH, 11/05/2009″.
Aproveito agora para trazer um vídeo com Joe Cocker cantando “With a little help from my friends” que bem vai ficar fora do lugar. Era melhor levá-lo para
“Maconha, o direito de se manifestar e o crime de apologia” de 11/05/2009. Espero que aqui ele sirva pelo menos para melhor entender a situação da China. Certamente nem todos saibam a respeito, mas quem conhece não poderá deixar de rir. (Não sei se já foi feito o link para o vídeo, mas ele vale mesmo que repetido, a critério do dono do blog, é claro).
Recebi o vídeo hoje com esse texto prévio que ajuda um pouco:
“It is all made clear when you go to the website.
Have you ever asked: What the hell were the lyrics to Joe Cocker’s version of ‘A Little Help
From My Friends’ at the Woodstock concert held in Bethel , New York in August 1969?
Joe Cocker was so wigged-out and loopy on a multitude of drugs, no one has been able to
understand his garbled, mush-mouth version . . . . . .
. . until now!
Click link below for the sub-titled lyrics. FINALLY IT’S CRYSTAL CLEAR!
http://www.elwp.com/Joe Cocker.html
Clever Mendes de Oliveira
BH, 13/05/2009
Elias, caríssimo, concordo com o que você diz.
Quanto ás exportações brasileiras de calçados, que já chegaram a 1 bilhão de dólares ano, acho que, além do que você falou, fungar no cangote deles e ocupar a mínima brecha, uma outra providência se impõe: fazer nossos produtores entenderem que vender não é o mesmo que ser comprado.
Explico : 99 % de nossas exportações de calçados funcionava ( funciona? ) assim. Um gringo vinha até aqui, mostrava para as fábricas um modelo, negociava o preço mais baixo e fechava negócio.
Exportação ” comprada”
Exportação ” vendida ” é sair do conforto de receber encomendas, produzir, e receber a grana
( pequena), e partir para o ataque.
Criar, produzir e distribuir lá fora, através de acordos com cadeias de lojas - sócias, com capital brasileiro - e ganhar dinheiro ( muito )
Italianos fazem isso á perfeição. Claro que não temos o mesmo charme deles, por isso temos que ganhar o mercado com ótima qualidade, na realidade ótima durabilidade, um desing clean, com preços em conta. Imbatível. Tipo aqueles sapatos que aguentam vários invernos, chuvas, não perdem a pose.
Com a vantagem que a exportação ” vendida ” tem mais jogo de cintura financeira para competir com quem usa mão de obra que trabalha 12 horas por dia, todo dia, inclusive sábados e domingos, e não conhece nem de longe a palavra férias.
Pedro Dória,
Desculpe o incômodo, mas no caso o link do Joe Cocker no original que me fora enviado Joe Cocker veio separado. Não entrei direto no link no meu email, mas via google, e como apareceu o vídeo, eu imaginei que o link era tal qual estava no meu email com o espaço entre Joe e Cocker.
No meu computador só sei Word e Excel e na internet só copiar e colar, os transtornos que eu causo, como eu diria . . . não são da minha alçada.
Bem, fiz dia 11/05/2009 a questão que transcrevo a seguir para o Lula Borges encaminhar ao Ministro, mas talvez em razão desse desconhecimento da internet não tenha conseguido inseri-la no blog dele. Se for o caso, a questão poderá ser repassada para ele.
“Lula Borges,
Proponho a seguinte questão:
Ministro, o sr parece ter o DNA do Plano Cruzado, pelo menos nunca houve uma crítica incisiva ao plano seja como acadêmico seja como economista do partido da sua parte. Com o governo Lula, o Brasil experimentou até 2007 uma alternativa de política econômica que privilegiou o saldo na balança comercial e a retomada do crescimento puxado pelo mercado externo, o que era o oposto do Plano Cruzado e também do Plano Real do período FHC e que requeria impor um maior sacrifício (Sacrifício que os economistas chamam de poupança, mas como essa só é feita pelos ricos é melhor chamá-la de sacrifício) à população para se ter o excedente para as exportações. Ao mesmo tempo, o governo Lula adotava algumas políticas que pelo menos para os mais excluídos conseguia minorar o sacrifico que a ela era imposto. Bem, a partir da crise do subprime americano em meados do primeiro semestre de 2007, a economia brasileira começou a ter um boom de crescimento puxado pelo mercado interno com o aumento de financiamento para aquisição de veículos e outras formas de facilidades creditícias. Houve uma recaída do DNA do Plano Cruzado, ou o governo brasileiro fora alertado por especialistas do desfecho da crise do subprime e que a retomado do crescimento puxado pelo mercado interno seria a melhor forma de enfrentar o auge da crise que viria? (E claro que em se tratando de uma pergunta para o ministro poderia ser dado a ele uma terceira alternativa à Benedito Valadares)”
Clever Mendes de Oliveira
BH, 13/09/2009
Pedro Dória,
Como está no vídeo do Joe Cocker, o endereço correto e: (http://www.elwp.com/Joe%20Cocker.html).
Clever Mendes de Oliveira
BH, 13/05/2009
Pedro Dória,
Parece que a minha indicação do vídeo de Joe Cocker já não é mais útil. O sujeito criou uma coisa fantástica, mas só para a satisfação pessoal de atingir 1.000.000 de internautas. Uma pena.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 14/05/2009
Iconoclasta,
“Divisas não faltam”. Isto é verdade agora. Mas elas não duram pra sempre.
Claro que o “mundo” — leia-se, os EUA (e o Brasil também, por que não?) — gostaria que a china passasse a exportar menos e importar mais.
Quando o estoque de divisas começasse a dar adeus ao passarinho do Jarbas Papagaio, a China passaria a financiar o déficit da Balança Comercial com empréstimo.
Ao ouvir isso, o governo chinês deve perguntar: “…e pra beber, um Perignon 1957 ou serve um Romanée Conti 2004?”
Marco,
Bola dentro!
A diferença entre “exportação comprada” e “exportação vendida”, deveria ser posta num quadro, que seria pendurado em cada compartimento de cada Centro Internacional de Negócios do Brasil.