O futuro incerto de Ahmadinejad
Está hoje, no caderno Aliás do Estadão versão papel, a entrevista que fiz com o professor Abbas Milani sobre as eleições presidenciais no Irã. Milani, que já citei por aqui mais de uma vez, é um dos dois ou três nomes para quem o presidente Barack Obama liga quando tem dúvidas sobre o país.
Atualização – A entrevista completa já está online.
Quando ele fala da política, lá, não é apenas como estudioso. É como um iraniano que conviveu com gente como Akbar Rafsanjani na prisão, durante a ditadura do xá, que foi professor na Universidade de Teerã de muitos dos assessores de Mahmoud Ahmadinejad – mas é, também, como um democrata secular. Sua experiência no Irã foi a prisão política nos tempos do xá e o exílio com os aiatolás.
Ele de presto informa que o cancelamento da visita presidencial nada tem a ver com qualquer coisa no Brasil. Ahmadinejad, cujo governo quebrou economicamente o país, tem nas mãos uma pesquisa interna que aponta o sério risco de não chegar sequer ao segundo turno. Em se tratando do candidato declarado do aiatolá Ali Khamenei, é sinal de que, dentro do regime, a briga está pesada. Um trecho:
Como Ahmadinejad é percebido no Irã?
Depende de quem o vê. No Irã, grupos diferentes têm impactos políticos diferentes. Da última vez em que Ahmadinejad falou em um evento internacional, na Conferência sobre Racismo da ONU, em Genebra, 20 ministros do exterior deixaram a sala. A população sabe que isso é um embaraço diplomático e o voto, no Irã, faz diferença. As pesquisas internas mostram que os iranianos entendem o resultado dessa combinação de uma retórica explosiva com incompetência administrativa. Ele fracassou no combate à corrupção de forma retumbante e essa havia sido sua maior promessa de campanha. Quando ele disputou a presidência pela primeira vez, era um ataque atrás do outro ao ex-presidente Akbar Rafsanjani, que ele chamava de chefe da quadrilha. Hoje, Rafsanjani é mais poderoso e mais rico do que jamais foi. O aiatolá Khamenei, o vê de maneira diferente. Ele declarou seu apoio categórico a Ahmadinejad, e Khamenei é certamente a pessoa mais poderosa do país. Essa é uma novidade. Nem o aiatolá Khomeini antes dele, nem o próprio Khamenei, jamais haviam saído em defesa de um candidato de forma tão explícita. Se não fosse por este apoio, Ahmadinejad teria sofrido um impeachment, no ano passado.
O que houve?
É preciso compreender como o Irã funciona. Além do que pensa a população e do que pensa Khamenei, há um terceiro grupo muito importante, que é o clero. As pessoas que fazem parte do pequeno grupo que estrutura o regime teriam derrubado Ahmdinejad com um impeachment se não fosse o apoio de Khamenei. Este regime funciona como uma família mafiosa e há muita insatisfação interna. Eles controlam um governo, um negócio, que vale US$ 70 bilhões por ano. Não querem que seu regime seja perturbado. Não desejam que um lunático qualquer venha, solte sua verborragia, e perturbe seus negócios. A insatisfação que Ahmadinejad gera na população não é de seu interesse.
Quando o link estiver disponível, nos próximos dias, publico.
Ainda sobre o assunto:
- A vitória de Ahmadinejad Números atualizados às 5h – A se confirmar os resultados oficiais, os conservadores liderados por Mahmoud Ahmadinejad venceram por larga...
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a ausência de Ahmadinejad Publiquei uma informação errada por aqui, ontem: Ahmadinejad não está mais na Rússia, voltou ao Irã na terça-feira à noite.... - O Hizbolá e o futuro do Líbano De Robert Fisk, no Independent: Quando o Hamas foi eleito para o governo palestino, o Ocidente o rejeitou. Então o...



http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup368416,0.htm
O link, pra quem não quiser esperar ;-)
A matéria completa, no cliping do MRE:
http://www.mre.gov.br/portugues/noticiario/nacional/selecao_detalhe3.asp?ID_RESENHA=574938
Pedro Doria, em primeiro lugar, parabéns.
Uma matéria sua impressa no Estadão matará alguns de inveja.
:-)
*de boa, volto aqui mais tarde, quero dar uma lida na matéria, depois comento.
:-)
Bom, lido.
Os problemas do Irã encontram paradoxo por aqui, lá são os aiatolás, por aqui os políticos.
Difícil conviver com um poder paralelo dentro do Estado, não rola (e não venham com essa de que a política no Brasil não é um poder paralelo, é sim, a indicação de cargos no Executivo faz isso, infelizmente sinto na carne o que estou colocando).
:-/
Imagina, Proftel, sou colunista do Estadão há quase cinco anos, e fui editor por lá até me mudar pra Califórnia… textos meus no Estadão não são tão raros assim, tem pelo menos um por semana =)
Pedro Doria, o buraco é mais embaixo, no barraco houve polêmica recente sobre o mesmo assunto, não se faça de desentendido.
Parabéns aí.
:-)
=)
Bem, noto que há uma incrível semelhança entre políticos aqui, no Oriente ou na China.
O homem fala quase as mesmas coisas que falavam e falam os adversários do Lula.
Como dizem as mães - as casas são diferentes… mas filhos são todos iguais.
Falta entrevistar uma aliado de Ahmadinejad,
para que a gente possa ter uma opinião mais abalizada.
Tenho pra mim que a estrutura de poder no Irã não guenta muito tempo.
Se me parece, aqui de longe, que a coisa não irá alem de mais duas eleições.
Cada grupo busca maior influência e poder, aparentemente não há delimitação dessa influência prevista em lei, é um pega prá capar, um Estado não vai pra frente desse jeito.
Revolução na região é mato, governo forte prevalece.
Essa briga interna dará pano pra manga, classe média historicamente não se dá bem com poder eclesiástico, ainda mais quando chafurdado no Estado e na corrupção.
:-/
O que há de concreto é que Ahmadinejad pode não ser reeleito e todos os “desejos” dele cairão no esquecimento e ninguém pode acusá-lo de ter concretizado qualquer ação agressiva contra um vizinho ou qualquer país distante.
E caso Ahmadinejad seja reeleito, a política externa do Irã está se desenvolvendo dentro de certa tranquilidade, desde a posse do presidente Obama, como disse o entrevistado.
Patriarca da Paciência:
Você há de convir que o Ahmadinejad é tão e somente um representande de classe, não vejo tanta tranquilidade assim…
Pessoal, seguinte, vocês sabem que converso com um ex-aluno meu que mora em Haifa, trabalha de segurança num templo da religião dele, ficará por lá um ano.
A mãe desse ex-aluno é iraniana.
Já especulei muito sobre a situação política do Irã com ele, não entro num post desses “de graça” só com informações lidas no Dr. Google.
De boa, falei isso só pra deixar a coisa transparente.
:-)
PD, belíssima entrevista. Parabéns. Nada como ouvir alguém que entende do assunto, passou por experiências e fala sem paixões a lhe turvarem os pensamentos.
Outro belíssimo texto que li hj foi sobre o PIB, cujo link está no Biscoito e reproduzo aqui. Vale a pena conferir. É do Ladislau Dowbor.
http://www2.fpa.org.br/portal/modules/news/article.php?storyid=4613
Com essas duas leituras, meu domingo está gordo.
Magro está meu tricolor paulista, que esse ano, parece time de várzea.
Bom finalzinho de domingo a todos.
Esclarecedor. Muito bom.
Cadê o povo?
Creio que quando voltarem “da casa da sogra” a coisa anima.
:-)
Qualquer que seja o futuro líder do Irã, a superioridade Ética sobre o ocidente permanecerá…
O discurso de Mahmoud Ahmadinejad na conferência da ONU foi fabuloso.
Penso que é bem pouco razoável supor que o antagonismo de Ahmadinejad para com o racismo ocidental seja mal recebido no Irã.
Aliás… é bem provável que seja exatamente o oposto.
O combate ao racismo é sempre bem recebido.
Naturalmente que não apenas entre os racistas…
De qualquer forma, quemquer que seja eleito no Irã, não terá dificuldade alguma em continuar desmoralizando os eua e o ocidente.
A realidade é evidente demais, embora ignorada pela mídia-lixo-corporativa.
Proftel,
Eu li a entrevista completa do professor Abbas Milani e, respondendo à última pergunta ele diz:
“Se Mousavi ou Karubi forem eleitos, as relações com os Estados Unidos serão normalizadas após um ano. Se Ahmadinejad for eleito, ainda assim acredito que a relação vai melhorar. Obama é um oponente muito esperto. Ele já virou o jogo. Seu nome, Barack Hussein, quer dizer “a graça de Hussein”, uma referência ao neto de Maomé, o principal ícone do xiismo. Ou seja: os aiatolás não podem mais chamar os americanos de intolerantes.”
Patriarca
eu estou aprendendo, ou voltando a aprender muita coisa com esse mergulho na blogosfera, acho que você sabe que eu sou acompanhante/participante recente de espaços como esse
e umas coisas tem ficado claras
uma delas, a quase impossibilidade da blogosfera de fato resover a questão do pluralismo da informação
concordo que a entrevista me parece parcial, é a manifestação de um ponto de vista, não importa se o cara é PHD ao cubo sobre assuntos iranianos
há uma resposta do moço, inclusive, que poderia se aplicar perfeitamente, por exemplo, ao Bush, se substituíssemos o Ahmadinejad por ele, olha só
Ahmadinejad (George Bush) é um populista e um político muito religioso. Ele realmente acredita que o imã desaparecido, o messias dos xiitas, está para retornar à Terra (ele realmente acredita que jesus esteve na terra e que os americanos são os escolhidos). É um homem ignorante, que não entende bem como funciona o mundo fora do Irã (dos EUA). Como populista, é talentosíssimo. Sabe intuitivamente o que falar para levantar os setores mais radicais do mundo islâmico, como negar o Holocausto. (sabe como levantar os setores mais radicais da imprensa, das igrejas evangélicas, sabe o que falar para fazer esses setores acreditarem que o Iraque possui armas de destruição em massa, que o Irã é o eixo do mal)
assim o pluralismo, que o PD, o Sérgio Léo, entre outros acreditam que existe na imprensa brasileira, só seria possível se outro jornal, por exemplo, apresentasse alguma outra opinião sobre o assunto
no caso em tela, a tomada de partido pelo entrevistado é transformada em virtude, em objetividade
ele é parte interessada, mas é tratado como uma voz sensata e imparcial
essa semana foi central para mim no entendimento do que é a tal blogosfera, não quero de jeito nenhum ficar marcando o PD em cima, discordando sempre
acho que aprendi a ler sua opinião, entendendo que ela é muito diferente da minha, com alguns contatos ocasionais
a riqueza dos assuntos aqui levantados é o mais bacana, assim como os comentários do povo
daqui pra frente, tudo vai ser diferente
vou participar de forma bem mais light
e vou sentir falata sempre dos opens para falar que o Fluzinho e o Galo laragram razoavelmente bem no brasileirão
Patriarca da Paciência:
Olha, essa é a visão “de fora”, um prisma distinto de quem está “lá dentro”.
Até o tanto que falei com aquele meu ex-aluno, a classe média no Irã já tá de saco cheio com a crentaiada.
Quanto eu queria que aquele confrade que mora no Irã conseguisse chegar aqui pra tascar suas impressões…
:-)
rabbit,
Eu sempre questionei um tanto o tal “peso da blogosfera”, a não ser em casos muito específicos.
E isso exatamente porque a discussão que se trava nos blogs é necessariamente fragmentada, inconclusiva, aliás, como observou o Surf, lá no “De Saída”. O que não invalida que muita informação valiosa seja trocada. Aprendi à beça por aqui, por exemplo.
Agora, quanto à entrevista em si, sem negar que expressa UM ponto de vista entre vários possíveis, trouxe a virtude, na minha modesta, de mostrar que o jogo no Irã é muito mais cheio de nuances do que a simples demonização X santificação do Aindachegocá.
E sinceramente, acho isso importante.
Sobre a relação Irã X Israel, o SLeo publicou um artigo que saiu na FSP, que me pareceu bastante interessante. Já acho o link e posto aqui.
Como prometido,
http://verbeat.org/blogs/sergioleo/2009/05/o-o-ahmadin-de-novo-ai-gente.html
Ops,
Cliquem no meu nick
Ops,
Cliquem no meu nick, plís!
“…no caso em tela, a tomada de partido pelo entrevistado é transformada em virtude, em objetividade
ele é parte interessada, mas é tratado como uma voz sensata e imparcial”
Perfeito rabbit,
É bem isso que entendo também.
Quanto ao ao PD, pelo tempo que já estou por aqui, observo que ele aceita de forma bem democrática qualquer tipo de argumentação, desde que sem exageros extremos.
Patriarca
nenhum reparo ao PD, eu não tô gostando é da minha postura
Alba
concordo totalmente
Rabbit ,
Você tá fazendo falta lá no Pandorama, o Open tá aberto, a Alba passou lá agora pouco, o Surf já desencanou, também tá lá.
Se o problema é o “@” (arroba), faça uma conta pirataça e se ligue (ou “se logue”) logo.
:-)
Proftel
registradíssimo, obrigado, tô mesmo sentindo falta da moçada
Alba, seu comentário sobre a blogosfera foi muito pertinente. Na Folha de hoje há um debate epistolar de dois estadunidenses, Paul Starr e Steven Johnson, em que o assunto foi, na minha opinião, tratado de forma muito interessante.
O melhor da entrevista efetuada pelo PD é ser matéria original. Gostei. A Folha e o Estadão abusam de matéria traduzida, ao contrário do JB, que dá preferência a matéria produzida por brasileiros. Já é hora de explorar o talento da prata da casa.
O entrevistado entende de Irã, claro. Mas representa, decididamente, um dos lados em oposição. Seria interessante descobrir um guru que pertença ao outro lado e entrevistá-lo, como já foi dito acima. Aí poderíamos tirar a média.
rabbit,
Quanto a essa questão de postura, sei lá, as pessoas são várias, o que é maravilhoso, porque muuuito chato seria termos um rebanho, bovinamente concordando com tudo que seu mestre mandar.
Aí, acho, entram desde as objeções de conteúdo até as objeções que ferem, sei lá (tô me repetindo) as crenças e até os medos das pessoas, num universo cada vez mais invasivo.
Não que a apresentação do projeto não tenha sido democrática, porque foi. Mas acho que todo mundo se perde em alguma medida, ao imaginar as reações a uma inciciativa, em perfeita boa-fé.
E nem vou falar mais sobre isso, pra não ser tesourada. :-)
últimos momentos ranzinzas
não tenho nenhum problema de privacidade relativos ao Pandorama
eu acho é o conteúdo ruim mesmo
mas os opens, esses são sempre bons ou muito bons
João Daltro,
Nessa coisa de dia das mães, nem terminei de ler a Folha. Vou lá ver o debate que indicou, viu?
rabbit,
Então faça o login, que é chatinho, aviso logo, e entre, pois!
tô providenciando, nesse momento
Desculpem-me a fuga ao assunto do tópico, mas acabo de ler num blogue via Biscoito Fino que a geringonça da Amazon para livros eletrônicos, que nesses dias tem um novo modelo lançado, não consegue pronunciar o nome do Barack Obama; fá-lo (como diria o Jânio) mais ou menos como “black Alabama”! PD, você que é um dos poucos brasileiros privilegiados a possuir um Kindle, esplique-nos esta. Imaginem o que fará com o nome do Ahmadinejad…
Pessoal, vou quebrar um pouco o esquema por aqui.
Uns caras do Estado já estão meio que bombando no Rio de Janeiro (e vocês sabem que por lá a coisa acontece né?).
Bom, se me parece uma versão aprimorada e melhorada dos Mamonas assassinas, se for assim, o PD tá na crista da onda da divulgação.
Colo abaixo um comentário lá do Open só pra vocês sacarem a coisa.
O Pedro Doria pode excluir esse comentário aqui de boa, entendo que está completamente fora do post.
:-)
“Pessoal, muitas expressões que utilizo aqui estão nesse vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=h0RZXp7WsSY
:-)”
:-)
Pessoal, muitas expressões que utilizo aqui estão nesse vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=h0RZXp7WsSY
:-)
joão daltro
valeu a dica
É muito bom que o queniano mande a avó para Meca.
Só que o Irã (na verdade toda a civilização…) espera por ações concretas.
Aqui mesmo neste blog um dos candidatos de oposição no Irã já bateu a fita… apenas sorrisos não resolve.
É preciso ação…
… e infelizmente, a última ação dos eua foi promover um massacre bárbaro no Afeganistão.
Mais de 150 mortos… a maioria mulheres e crianças.
Malditos covardes!
Abaixo os ianques assassinos de crianças!
rabitt “… uma delas, a quase impossibilidade da blogosfera de fato resolver a questão do pluralismo da informação
…há uma resposta do moço, inclusive, que poderia se aplicar perfeitamente, por exemplo, ao Bush, se substituíssemos o Ahmadinejad por ele, olha só
Ahmadinejad (George Bush) é um populista e um político muito religioso. Ele realmente acredita que o imã desaparecido, o messias dos xiitas, está para retornar à Terra (ele realmente acredita que jesus esteve na terra e que os americanos são os escolhidos). É um homem ignorante, que não entende bem como funciona o mundo fora do Irã (dos EUA). Como populista, é talentosíssimo. Sabe intuitivamente o que falar para levantar os setores mais radicais do mundo islâmico, como negar o Holocausto. (sabe como levantar os setores mais radicais da imprensa, das igrejas evangélicas, sabe o que falar para fazer esses setores acreditarem que o Iraque possui armas de destruição em massa, que o Irã é o eixo do mal) ”
rabbit, leve em conta que na blogosfera a pluraridade também e principalmente é dada pelos comentários.
O seu por exemplo.
Ao inverter Ahmadinejad para George Bush você criou um outro ponto de vista que foi lido por todos nós.
Pluraridade, portanto.
Lá no panorama existe algo fantástico em matéria de liberdade editorial : a possibilidade de abrir tópicos. Uma arma poderosa ao alcance de todos nós.
Pense nisso.
Li a entrevista no “Estadão papel”. Esse Ahmadinejad é o Hogo Chaves do Irã.
Abraço,
w.m.carvalho
http://esquinasludicas.blogspot.com/
Primeiro ministro Israelita vai ao Egipto tentar aliança contra o Irã??????
Hummmmmmmmm…….
O Obama está tirando o sono dos israelenses!
PD ou alguém pode explicar o que está acontecendo na fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão? De repente, ficou todo mundo contra o Talibã. O que houve?
Já descobri na AFP:
O acordo de paz assinado em fevereiro estabelecia que os talibãs aceitavam um cessar-fogo em troca da instauração de tribunais islâmicos em Swat e outro seis distritos.
Mas ao invés de entregar as armas, como exigia o acordo, os talibãs, que há dois anos impõem um regime de terror no vale de Swat, aproveitaram a retirada do Exército para assumir o controle dos distritos vizinhos de Bruner e Baixo Dir.
O governo dos Estados Unidos, para quem Islamabad é um aliado chave na ‘guerra contra o terrorismo’, denunciou o acordo de Swat como uma “abdicação”.
Sob a pressão de Washington, o Exército iniciou a reconquista de Baixo Dir no dia 26 de abril e, dois dias mais tarde, de Bruner. Desde terça-feira, o Exército também enfrenta os talibãs em combates violentos no próprio vale de Swat.
Paulo:
A própria Hillary Clinton foi ao Paquistão instar o governo a voltar ao Swat e afugentar o Taleban.
A cada dia são mais mortos nas fileiras dos extremistas.
Entendo a atitude da Hillary, o Afeganistão é a prioridade da política de segurança de Obama.
“Este regime funciona como uma família mafiosa e há muita insatisfação interna. Eles controlam um governo, um negócio, que vale US$ 70 bilhões por ano. Não querem que seu regime seja perturbado. Não desejam que um lunático qualquer venha, solte sua verborragia, e perturbe seus negócios.” (Abbas Milani, citado pelo PD)
Modestamente, venho cantando essa pedra há bastante tempo.
Dinheiro. Mufunfa. Grana. Muita grana. Esse é o deus do clero xiíta iraniano e os aiatolás são seus profetas.
Por causa desse deus eles ferraram com Mossadegh e com Reza Pahlavi.
Pelas mesmas elevadas razões de fé e piedade religiosa, eles ferrarão ou tentarão ferrar com qualquer um.
No fundo, os aiatolás não querem confusão. Basta um discursinho anti-imperialista aqui, outro ali e… um dinheirinho maneiro nas mãos de uma ou outra ong autoproclamada progressista na banda ocidental. De preferência, na Europa. Daí sempre vai sobrar uma migalha pra turma do rodapé (América Latina e Ásia).
O maior sucesso aiatolano em política externa foi e continuará sendo no sul do Líbano.
Sem gastar muito dinheiro e sem aparecer mais que que o necessário, eles mostraram ao mundo que, pra dar as cartas naquele pedacinho do planeta, Israel vai ter que Hezbolah, Hezbolah, Hezbolah…
Elias
e o negócio do vice-presidente anterior, e a Halliburton, não eram negócios ou negociatas de mais valor que esse 70 bi de dólares
não adianta, é tudo a mesma coisa, grupos privados são donos de seus respectivos estados
só que nós achamos os iranianos feios
marco
valeu…
quanto ao Pandorama… não o Pandorama eu não comento (mas tôcadastrado para participar dos opens)
Pedro Dória,
Muito boa a entrevista.
Não vou ficar repetindo aqui o que eu tenho já dito em outros posts. Como por exemplo, que eu não entendo essa sua insistência com o Irã, ou que eu concordo com o que diz o Rabbit em (18) para Patriarca. Não, não vou dizer isso.
De todo modo, para um leigo como eu sobre o Irã (sei a população (lá cabe a marchinha: “setenta milhões em ação . . .”), a área, a religião, a tomada de funcionários da Embaixada americana como reféns por estudantes iranianos e a Guerra Irã x Iraque) o texto é instrutivo. A partir de agora sei muito mais sobre o Abbas Milani. E sei também sobre o Irã, até porque a informação que eu estou obtendo sobre o Irã é dada por pessoa que eu passo a conhecer mais.
Gostaria de que o Paulo Roberto Silva considerasse duas declarações do Abbas Milani sobre o Mahmoud Ahmadinejad e as levasse para o comentário dele em (32) e para o meu em (103) enviados para o post “Recado ao deputado” de 7/05/2009.
Na primeira Abbas Milani diz:
“Ignorância e inteligência são coisas distintas. Ele pode ser ignorante, mas é muito hábil”.
Bem, creio que habilidade também não é sinônimo de inteligência, embora pareçam estar associada. Um jogador virtuoso, um cantor de voz maravilhosa podem não ser inteligentes. A idéia que eu gostaria de que o Paulo Roberto levasse para o texto “Recado ao deputado” era de que muitas vezes o técnico possui só o conhecimento que o tira da ignorância, mas não usa a inteligência se a possui e nem tem a habilidade.
A segunda frase de Abbas Milani é:
“Como administrador, Ahmadinejad é de uma incompetência fenomenal.”
Penso ser muito difícil comprovar a veracidade de uma informação deste tipo. O oposto também pode ser dito sem se poder refutar. Como eu menciono no comentário (103) enviado para “Recado ao deputado” só podemos avaliar a incompetência absoluta. A partir da competência mediana não temos na gerência pública um critério ou mecanismo que nos permitisse dizer que um gerente é melhor do que outro. E é muito pouco provável que um gerente incompetente alcance o poder em um processo democrático.
Parece a declaração do Romário justificando porque passaria de Lula para FHC em 1994: “o Plano Real foi muito bom para os pobres, só é ruim a valorização do real”. Alias o Romário é o cara. Muito antes dos economistas ele apontou as virtudes e defeitos do Plano Real.
E há mais palmas para bater para você e o Abbas Milani. Vocês fazem projeções arrojadas sobre as eleições. Se elas não se confirmarem, pega muito mal para vocês, pois significaria que se trata apenas de desejos e não da realidade.
Eu também tenho a minha previsão. É só fazer um levantamento da inflação no período anterior a Mahmoud Ahmadinejad (Se ela era alta no período anterior, talvez ele tenha ganhado mais pelo descontentamento do eleitor do que pelo mérito próprio e assim pode-se fazer sentido a acusação que a ele faz Abbas Milani de que seria de uma incompetência fenomenal) e no período seguinte, se ela subiu ou permaneceu em patamar elevado, Mahmoud Ahmadinejad terá muitas dificuldades nas próximas eleições.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 11/05/2009
Substituíram um monstrengo por outro. À época, 1979, a esquerda internacional, baseada no universal princípio do “o inimigo do meu inimigo (os EUA) é meu amigo”, defendeu a troca de uma ditadura (laica) por outra (que fatalmente viria a ser teocrática).
Li no Antonio Cícero pandorâmico que Michel Foucault enalteceu a subida dos aiatolás. Nunca entendi mesmo o pós-estruturalismo.
À medida que tomamos contato com textos e especialistas no Irã as coisas vão ficando mais claras, a cortina fundamentalista-religiosa vai ficando menos espessa. Governos são grandes negócios; a marquetagem e a diplomacia são técnicas amorais de serventia vária.
De perto, ninguém é normal.
# 48…so fresh ! kkk*
rabbit estamos xavecando sem vc la no PAN…))
Anrafel
o inimigo do meu inimigo é meu amigo, não foi o que os EUA disseram para justificar o apoio ao Iraque na Guerra contra o Irã ou a luta ao lado da União Soviética na 2º guerra?
À medida que tomamos contato com textos e especialistas nos EUA as coisas vão ficando mais claras, a cortina fundamentalista-religiosa-aramamentista vai ficando menos espessa. Governos são grandes negócios; a marquetagem e a diplomacia são técnicas amorais de serventia vária.
anrafa, reposicione-se em 1978…khomeiny estava exilado no suburbio parisiense e tinha um role de “bom moço”, alternativa à reza pahlavi e sua savak…foucault esteve no iran nessa epoca…e por aqui, ele nao foi o unico a fazer julgamentos irreais….((
Substituíram um monstrengo por outro. À época, 1979, a esquerda internacional, baseada no universal princípio do “o inimigo do meu inimigo (os EUA) é meu amigo”, defendeu a troca de uma ditadura (laica) por outra (que fatalmente viria a ser teocrática).
Li no Antonio Cícero pandorâmico que Michel Foucault enalteceu a subida dos aiatolás. Nunca entendi mesmo o pós-estruturalismo.
À medida que tomamos contato com textos e especialistas no Irã as coisas vão ficando mais claras, a cortina fundamentalista-religiosa vai ficando menos espessa. Governos são grandes negócios; a marquetagem e a diplomacia são técnicas amorais de serventia vária.
De perto, ninguém é normal.
Anrafel
Substituíram um monstrengo por outro. À época, anos 80, os EUA, baseados no universal princípio do “o inimigo do meu inimigo (o IRÃ) é meu amigo”, defendeu e apoiou, fornecendo armas e consultores militares,uma ditadura (laica) a de Sadam Hussein.
À medida que tomamos contato com textos e especialistas nos EUA as coisas vão ficando mais claras, a cortina fundamentalista-religiosa-imperialista vai ficando menos espessa. Governos são grandes negócios; a marquetagem e a diplomacia são técnicas amorais de serventia vária.
Confetti
agora não posso ir lá, infelizmente
Anrafel,
Acho que sua análise está correta.
Quando os aiatolás se puseram contra o Xá, já tinha havido o episódio Mossadegh há muitos anos.
Qualquer pessoa minimamente informada sabia que os aiatolás eram os grandes latifundiários do Irã, garfavam uma parte da receita tributária do país e ainda recebiam um “por fora” dos EUA (a esquerda então dizia que o claro xiíta recebia dinheiro da CIA).
As mesmas pessoas minimamente informadas sabiam que os aiatolás romperam com o Xá numa briga de divisão de butin. O Xá cortou a mesada e eles ficaram p…íssimos.
Ocorre que os EUA tomaram partido nessa briga de quadrilha: ficaram com o Xá.
Aí os aiatolás começaram a amaldioçoar o governo americano.
Pronto! A esquerda européia passou a abanar o rabinho pro clero xiíta. Por imitação — como sempre — a esquerda latino-americana, africana, etc, foi atrás.
Não foi por desinformação. Foi a célebre obtusidade de sempre — temperada com as pitadas habituais de maucaratismo — que marcou presença.
Mais tarde, os aiatolás retribuiriam, injetando bastante dinheiro em ongs ditas “progressistas”, iniciando uma relação promíscua que, provavelmente, existe até hoje.
Pra você ter uma idéia, cá ao sul do Equador, houve até ongs de direitos humanos (!) financiada com dinheiro xiíta.
Obviamente, essas ongs se abstinham de fazer qalquer referência à questão dos direitos humanos no Irã.
Participei de um debate no qual, lá pelas tantas, propus uma moção de repúdio à sentença de morte que pairava sobre a cabeça do autor de “Versos Satânicos”.
Aí o vinho virou água, a carruagem virou abóbora e os cavalos se tornaram ratinhos.
Os representantes das duas ongs mais vociferantes, presentes ao evento, ganharam, cada um, mais 10 dedos em cada mão. Como se pronunciar publicamente contra quem lhes pagava as contas?
Confetti e rabbit,
É claro que é fácil fazer essas análises em retrospecto. Há 30 anos atrás, o fundamentalismo islâmico ainda não tinha apresentado suas armas; apresentou naqueles dias como um grande mobilizador popular, daí a simpatia e adesão das esquerdas.
Não sei até que ponto foi colocado no debate a possibilidade de que um regime chefiado por aitolás não seria nunca um bom ambiente para comunistas, socialistas e social-democratas com todas as demandas políticas e de costumes. Talvez tenha ocorrido o tal do “depois a gente vê isso”.
Aqui no Weblog, num outro post sobre o Irã, acho que foi o Magiozal que nos informou sobre uma tentativa de Reza Pahlevi de reformar o regime, com algumas iniciativas já em curso. Certamente, uma j0gada para tentar recuperar o controle da situação, mas a Revolução Islâmica já estava em marcha e um eventual apoio da esquerda a essa reforma por dentro apenas anteciparia a dicotomia entre ala e o fundamentalismo xiita.
Confetti,
Nos últimos dez dias, Salvador se dissolveu na chuva. Estragos de todo tipo pra tudo que é lado. De ontem pra hoje o tempo melhorou - até o sol já arrisca uma saída.
anrafa, eu soube ! na manoel barreto corria enxurrada , itapoa acinzentou de barro…amigos deprimidos me contaram…puxa, que pena…
vi imagens de enchentes ai no norte…no amazonas se nao fosse tragico, eu diria que as fotos eram maravilhosas…:((
Pedro Dória,
No meu comentário em (48) ficaria menos ruim a frase a seguir reproduzida se eu tivesse feito as correções como mostrado na nova transcrição:
“A idéia de que eu gostaria que o Paulo Roberto levasse para o texto “Recado ao deputado” era que muitas vezes o técnico possui só o conhecimento que o tira da ignorância, mas não usa a inteligência, se a possui, e nem tem a habilidade.
Alem disso, há um acréscimo de conhecimento que tenho sobre o Irã. Sou leigo em economia, mas quando um economista vem apresentando uma nova medida de política econômica dizendo que já foi aplicada no Chile, em Israel, na Nova Zelândia e que tais, eu costumo contrapor perguntando se a medida já foi aplicada na Argentina (40 M hab, 2,8M km2 e U$400 b), México (110 M hab, 2,0M km2 e U$1.000 b), Turquia (70 M hab, 0,8M km2 e U$800 b), Indonésia (240 M hab, 1,9M km2 e U$800 b), na Nigéria (150 M hab, 0,9M km2 e U$300 b) e evidentemente no Irã (70 M hab, 1,6M km2 e U$500 b).
Sei que o Irã é bem diferente do Brasil, mas para esse tipo de comparações que pelo menos se adote uma base mais semelhante.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 11/05/2009
Sei que copiar e colar é coisa que não se faz, mas o discurso do primeiro ministro de Israel, Netanyahu, hoje no Egito merece uma rapida lida.
Leia quem quiser.
Israeli PM in Egypt Says “We Wish to Resume the Peace Talks Between Ourselves and the Palestinians”
Bio for Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu
Following is the statement by Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu at Sharm el-Sheikh during a meeting with Egyptian President Hosni Mubarak (May 11, 2009, courtesy of Israeli Prime Minister’s Office):
Thank you very much Mr. President. I am delighted to see you again. I brought with me an old friend of yours and of Egypt, the Minister of Industry, Trade and Labor, Benjamin Ben-Eliezer.
I came to Sharm el-Sheikh today in order to express the appreciation of the new Government in Israel towards Egypt and towards you, Mr. President, its leader, President Hosni Mubarak, a strong and brave leader who acts for his country and his people, first of all by strengthening and establishing peace. Mr. President, you already mentioned that the peace between us has been in existence for more than 30 years. It has withstood all the tests of time and I know that Egypt shares our view that this peace is a strategic asset, a cornerstone of stability and hope.
We wish to expand this peace, first and foremost with our Palestinian neighbors. We want to see Israelis and Palestinians living together with the prospect of peace, security and prosperity. We believe that these three things go hand in hand, one does not come at the expense of another, one does not come in place of another, but rather peace, security and prosperity go together.
Therefore, we wish to resume the peace talks between ourselves and the Palestinians as soon as possible and I fervently hope that they will be renewed in the coming weeks which in turn will set in motion the processes which will strengthen the economic cooperation between us and of course the activities of the Palestinian security apparatus that serve the security for both peoples.
Mr. President, we greatly appreciate Egypt’s assistance in this field, which is of vital importance to us, as is your assistance in the struggle with the extremists and the terrorists who threaten both the whole region and the peace which we all desire.
I came to Egypt today in order to strengthen the relationship between the State of Israel and the largest and most important of the Arab states, but I came to Sharm el-Sheikh today also in order to strengthen the relationship between the ancient Jewish people and the great Arab nation. The Jewish people want harmonious relations with the Muslim world. The State of Israel aspires to peace with its Palestinian neighbors and with all the Arab states. We all live in this region and we are all human beings. Our forefathers wandered in the deserts just as your forefathers did, and our mothers, like your mothers, prayed on this land. Just as the roots of our past are intertwined with the roots of your past, so is our future connected to your future.
Today, unfortunately we are witnessing radical forces which threaten the stability of the Middle East. The struggle in the Middle East is not a struggle between nations, nor is it a struggle between religions. It is a struggle between moderates and extremists, between those who desire life and between those who spread violence and death. While we seek to sow, nurture and build, others seek to burn, destroy and kill. As both Israel and Egypt desire to build a future of hope and peace, it is incumbent upon us to build cooperation between us, to secure and reinforce it. I believe that it is in our power to restore the splendor of the past and the hope of tomorrow to the region. I believe that we can restore to our children the hope of a better future for Jewish and Arab children alike.
Mr. President, I want to thank you for your generous hospitality and for your friendship and Egypt’s friendship throughout the years, and also during this visit. Thank you.
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The Israel Project is an international non-profit organization devoted to educating the press and the public about Israel while promoting security, freedom and peace. The Israel Project provides journalists, leaders and opinion-makers accurate information about Israel. The Israel Project is not related to any government or government agency.
Mari,
Excelente a sua indicação em (13). E parece que o Ladislau Dowbor tem o histórico em defesa de uma nova olhada para o PIB. Isso é importante, porque agora estão chegando neófitos que fazem a mesma alegação apenas para desmerecer o crescimento econômico que o Brasil passou a desfrutar nos últimos anos.
Enviei para texto de Pedro Dória “Entrevista de Lula no Newsweek” de 1/04/2009 um comentário (118) em que faço a indicação de vários textos do José Eli da Veiga com essa mesma abordagem e referência ao economista romeno Nicholas Georgescu-Roegen que provavelmente quando as idéias dele forem adotadas estaremos entrando no crepúsculo do capitalismo (Para os que conseguirem chegar até lá).
Clever Mendes de Oliveira
BH, 11/05/2009
PD,
não entendi o ‘gancho’ da entrevista. Esta matéria aqui do Xinhua News diz que o Armadinejá está em franco favoritismo para ganhar as eleições. Afinal, corre o risco de não chegar ao segundo turno ou corre o risco de ganhar já no primeiro?
http://news.xinhuanet.com/english/2009-05/12/content_11362701.htm
Ahmadinejad leads Iran’s presidential election poll by big margin
http://www.chinaview.cn
2009-05-12 23:48:06 Print
TEHRAN, May 12 (Xinhua) — A recent poll shows that Iran’s president Mahmoud Ahmadinejad is leading Iran’s presidential election poll by big margin, Iran’s satellite Press TV reported on Tuesday.
A recent nationwide poll showed that the Iranian president’s popularity has grown among the electorate, while support for his rival, Mir-Hossein Mousavi has remained unchanged, the report said.
Julio — a imprensa oficial do Irã, controlada pelo Ali Khamenei, defende justamente isso. E só a imprensa oficial chinesa a cita…
Escuta… apareceu alguém com críticas ao discurso fabuloso do Mahmoud Ahmadinejad na conferência da ONU?
com argumentos, naturalmente…
Não?
Nenhum argumento?
Nada?
pfff…
Então… tá na hora de colocar a viola no saco.
Vocês precisam admitir que na questão Ética estão em evidente posição de inferioridade…
Mais uma vez… só prá deixar registrado quem, de fato, defende princípios humanistas e universais:
”
Aqui, nessa importante conferência, entendo que já possa declarar a todos os líderes do mundo, aos pensadores e a todos os povos de todas as nações do planeta aqui representados, e que anseiam por paz e bem-estar econômico, que aquela ordem injusta que comandou o mundo já chega, hoje, ao fim de sua caminhada. É fatal que aconteça, porque a lógica desse poder imposto sempre foi a lógica da opressão.
(…)
Construir uma sociedade global é, afinal, alcançar o alto objetivo de estabelecer um sistema global comum do qual participem todas as nações do mundo, ouvidos todos em todos os processos de decisão, com vistas a esse mesmo objetivo.
”
Discurso do Presidente Ahmadinejad, do Irã, na “Durban Review Conference” (20-24/4/2009), Genebra, Suíça
Sejam francos… o queniano até agora não teve capacidade de dizer algo tão bom assim.
Só não vê quem não quer…
Já passou da hora de tomar simancol.
fabinho, fala gigante sumido ! :))
Fabinho,
Financiar grupos terroristas como Hezbollah ou o Hamas é “Construir uma sociedade global é, afinal, alcançar o alto objetivo de estabelecer um sistema global comum do qual participem todas as nações do mundo”?
Varrer Israel do mapa é “Construir uma sociedade global é, afinal, alcançar o alto objetivo de estabelecer um sistema global comum do qual participem todas as nações do mundo”?
A única coisa que leio de você quando o assunto é ahmadinejad é o “famoso” discurso na conferência da ONU, de sinceridade duvidosa, que provavelmente te faz gozar, porque é o único assunto que leio de você em muito tempo.
Você não reparou que esse discurso pra torcida não colou com ninguém?
Rodolfo,
Não colou, é? Você não circula muito pela rede , não é?
Fosse verdade você não estaria preocupado…
Colaborar com a resistência é ato digníssimo.
Foi algo muito importante contra os nazistas do passado e agora também contra os nazistas do presente… iSSrael.
Pedro Dória,
Em (48), na pressa ficou um tanto deslocado o parágrafo a seguir:
“Parece a declaração do Romário justificando porque passaria de Lula para FHC em 1994: “o Plano Real foi muito bom para os pobres, só é ruim a valorização do real”. Alias o Romário é o cara. Muito antes dos economistas ele apontou as virtudes e defeitos do Plano Real.”
O que eu quis dizer era que a declaração de Abbas Milani:
“Como administrador, Ahmadinejad é de uma incompetência fenomenal”
com a complementação que ele dá no parágrafo seguinte:
” . . . . Ahmadinejad também teve ideias estúpidas, como a dos empréstimos para geração de empregos . . . . Em vez de criar empresas, a classe média tomou os empréstimos e comprou imóveis. Isso gerou uma inflação galopante no custo de apartamentos. Um imóvel em Teerã, hoje, é mais caro que um em Nova York. Com US$ 1 milhão não dá para comprar sequer uma quitinete na capital”,
transmite a sensação que ele está enfurecido com as perdas em possuir dólares com a valorização dos imóveis em Teerã. Por isso me fez lembrar o Romário em 94, voltando da Espanha.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 13/05/2009
[...] de quem. No coração do governo, os políticos têm pesquisas à mão. Há dois meses, tive acesso a uma delas, que indicava o início do crescimento da candidatura de Mir Hosssain Mousavi. Foi por aquela [...]