Por que Dilma não será (ou não
deve ser) candidata à presidência
Vocês me pediram para explicar a afirmação. Não sei se devia, afinal é uma aposta. Colunas sempre fizeram apostas do tipo nos jornais. Talvez no tempo da Internet não nos sejam mais permitidas apostas assim.
Mas há um raciocínio por trás da aposta.
Na entrevista coletiva que anunciou a doença, a doutora Yana Novis informou que se trata de “um linfoma B de grande célula”, segundo o Estadão. Cânceres Linfáticos existem de vários tipos. Células B são aquelas que produzem anticorpos para combater vírus e bactérias – linfomas que atacam as células B estão entre os mais comuns dentre os cânceres linfáticos. “Linfoma B de grande célula” é provavelmente o Linfoma B de Célula Grande Difuso – DLBCL. 40% dos linfomas entre adultos são deste tipo. Que ninguém se engane. É um câncer bastante agressivo.
O prognóstico médio é o seguinte: 40% dos pacientes deste câncer se livram da doença. Não é uma média terrível, mas certamente não é boa.
O caso de Dilma é melhor.
Os médicos dizem que ela está no Estágio 1. Isso quer dizer que o câncer foi localizado em apenas uma localidade do corpo. Os médicos também disseram que o lugar foi um linfonodo e não um órgão. Também conta a favor da ministra. Isto quer dizer o seguinte, de acordo com um artigo publicado no British Journal of Haematology: suas chances de viver mais dois anos são de 86%. As chances de viver mais 10 anos são de 63%. Em média, pacientes diagnosticados com DLBCL em nódulos linfáticos no Estágio 1 vivem 180 meses. São 15 anos.
É o que a estatística colecionada por médicos ao longo dos anos diz. Do ponto de vista prático, quer dizer que Dilma não cumprirá sua promessa de “trabalhar normalmente”. Nem pode. Sua vida nos próximos meses será consumida pelo tratamento de quimioterapia. Químio cansa, derruba. Nos meses seguintes ao tratamento, ela ainda terá que esperar. Vai ser uma espera angustiada, difícil e dolorosa. Vai um mês ao hospital e vê se surgiu novo traço de tumor. Volta no mês seguinte. E no outro. Quem já conviveu com câncer próximo conhece o tormento. Engloba a vida toda.
Daqui a um ano e meio, dois, se nenhum outro traço de tumor for localizado, a ministra poderá respirar aliviada. Aquele se foi. Se outro surgirá, quem há de dizer?
Só que dois anos é muito tempo. Seu tratamento de químio inicial vai durar 4 meses. Termina em agosto. Quando dezembro chegar, nenhum médico terá condições de dizer se houve cura ou não. Só que, a essas alturas, as discussões a respeito de alianças políticas já estarão a pleno vapor para a eleição presidencial de 2010. O PT não pode se dar ao luxo de ter dúvidas a respeito de quem o representará.
O PT não vai lançar como candidata alguém que corre o risco de ficar dando entrada no hospital a cada dois meses durante seu mandato, em caso de ser eleita. Quando câncer exige combate continuado, coisa que neste caso só ficará claro no futuro, o tratamento ocupará a vida da ministra.
Ninguém pode ocupar o cargo Executivo máximo e tratar câncer ao mesmo tempo. São ambos serviços que ocupam atenção integral.
Mas digamos que o PT decida não fazer o responsável que é deixar Dilma se cuidar e não jogar o futuro do país numa roleta.
Então aí virá a eleição a discussão de alianças e a escolha do vice.
A praxe no Brasil é oferecer o cargo de vice-presidente para um partido que traga votos importantes em regiões específicas. A praxe brasileira é buscar vices apagados: Itamar Franco, Marco Maciel, José Alencar. Seu motivo de existência é apoio eleitoral em troca da garantia de cargos que o vice impõe.
Com Dilma, o PT não poderia escolher seu vice em paz. Teria que ser um nome importante, conhecido, com quem todos fiquem tranquilos. Imprensa e população observariam com atenção dois candidatos e não apenas um. São duas pessoas frágeis a qualquer pequeno escândalo em suas vidas passadas. Duas pessoas contra quem fazer insinuações. Uma dupla exposição da candidatura que produz um processo eleitoral mais difícil. Um vice forte é também alguém com quem a futura presidente Dilma teria que dividir o poder muito mais do que a praxe.
Então viria a campanha.
Se, durante a eleição, Dilma tiver que ir a um hospital uma única vez, mesmo que nada tenha a ver com a doença, ninguém acreditará. Vai criar insegurança que pode afetar seriamente sua capacidade de se eleger.
Do ponto de vista pragmático, não faz sentido para o PT correr esse risco quando tem outros candidatos tão capazes quanto de disputar a eleição.
Só há um argumento que justificaria lançar Dilma candidata perante a dúvida: ela sairia fortalecida após vencer uma doença. Tal vitória daria algum tipo de charme. O problema, aí, é o tempo que lhe falta. Câncer não se cura, câncer deixa sobreviventes. Se tivesse tido um câncer que nunca mais apareceu, dez anos atrás, Dilma seria uma vitoriosa. Enfrentou um dos mais difíceis dramas humanos e sobreviveu. Mas, em abril de 2010, nenhum médico poderá falar que a ministra está livre de qualquer risco porque ela não estará. Ela será ainda considerada uma paciente de linfoma em tratamento e observação.
A ministra Dilma Roussef acaba de entrar nesta viagem. Ela não sairá a tempo de pegar a eleição de 2010.
O Brasil já tem uma história de candidato que manobrou o quanto pode e fez de tudo para fingir que uma doença grave em nada afetaria o futuro. O resultado foi termos ganho cinco anos de José Sarney.
Não é questão de torcida: Dilma Roussef não sairá candidata. A partir do momento em que o linfoma foi anunciado, seu futuro foi posto em dúvida e os riscos de sua candidatura tornaram-se sérios demais.
Evidentemente, posso estar errado. O PT pode calcular mal seus riscos, por exemplo. Terá sido uma aposta irresponsável, que joga o futuro do país numa roleta e cria a possibilidade de haver alguém na presidência que não possa lhe dedicar a atenção necessária.
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Caramba, isso é que é um agouro macabro, o resto é otimismo. Pega leve, caro PD.
João Daltro, não é agouro. É entender que a doença é grave e gera dúvidas demais. É compreender que certas apostas não devem ser feitas.
Acho muito fortes teus motivos.
Sempre pensei que Tancredo tivesse ficado doente depois da eleição. De qualquer forma, é muito diferente: Tancredo não era candidato numa eleição direta, o que faz muita diferença - e que eu saiba não ficou sendo internado durante a campanha.
Eu acho que a Dilma não deveria ser candidata por outros motivos.
Primeiro, não disputou cargos eletivos importantes. Começar disputando a presidência é uma temeridade. Se eu tivesse alguma influência no PT tentaria dissuadir essa candidatura.
Segundo, acho muito ruim um partido do tamanho PT e com a história que ele tem decidir candidaturas dentro de palácios, sem passar pelas bases do partido. Acho pior ainda essa postura tola de achar que tudo que vem do Lula é bom - “se papai Lula indicou, vou apoiar”.
Terceiro, se é da turma do José Dirceu, boa coisa não pode ser.
Quarto, ela demonstrou que pode ser uma bom ministro, quiçá primeiro-ministro. Presidente é outra coisa, não basta ser bom gerente - tem que ter tarimba para negociatas variadas, contemporizar um monte de coisas. Não me parece o perfil dela.
Espero que se recupere plenamente. Mas que não seja ela a candidata do PT. O pior é que o partido não construiu outra alternativa.
E se decidir que o candidato não será ela, acho que será o início de uma disputa cruel pelo posto de candidato petista. Não imagino como o partido sobreviveria a isso.
Interessantíssima a tua linha de raciocínio, Pedro, inclusive os links que disponibilizastes.
O problema é que se ela se concretizar, temos grande chance de ver na presidência um político como Michel Temer, nome cogitado hoje para vice-presidência.
Você tem razão seu PD. Eles, os do PT, não tem plano B….mas todas as suas( deles) correntes tem seus candidatos. Agora é ir propau!!!
well…não vamos aqui dar uma de Omar Cardoso ou Mãe Diná. Mas a situação da ministra Dilma não é tão confortável assim. Terá que submeter-se a um tratamento longo e razoavelmente desgastante.
O tratamento do câncer segue todo um planejamento e estratégia. Em certos casos, retira-se o linfoma, trata-se com quimio e aguarda-se o resultado. Outra vertente é não mexer no que está quieto, pois a “coisa” pode generalizar-se e a batalha é perdida. Claro que tudo isso depende de caso a caso, reação a reação. Como atingiu linfonodos,a tendência (eu disse tendência!) é espalhar-se. Mas para isso temos a quimio no vasto arsenal terapêutico.
Perde o PT e ganha Luís Inácio, que experimentará a tentação de um terceiro mandato. O PT não tem ninguém, é um bando de preguiçosos corrompidos por cargos de confiança e verbas surrupiadas e outras amenidades. Dali não sai mais nada que preste.
Resta a Luís Inácio duas opções: lançar Ciro Gomes ou compor com Aécio, não sem antes conversar com Serra.
Acho que o PD acerta tanto na informação médica quanto na análise política, apenas é um pouco pessimista quanto a vida do paciente que trata câncer, mas ainda assim pode estar certo.
Chesterton, sua especialidade é câncer, não é? Se vc achar que deve me corrigir a respeito do processo de tratamento, eu mudo o post.
Posso estar cruelmente enganado, mas algo me diz que a essas alturas, um certo deputado casado com uma atriz famosa está tecendo os planos do seu bote
Razoável explicação. Aposto junto.
http://formigueirocomunista.com/2009/04/dilma-vs-cancer-san-sobrinho-do-tio-san/
a pior cosia para um conservador como eu é chegar a conclusão que sem aDilma as coisas podem piorar…..
(não sou oncologista, mas lido com cancer, PD)
Caso uns cobres nessa aposta do PD .
A Dilma é o proverbial candidato-poste, ou seja, aquele que não tem nenhuma luz própria , cuja eleição depende inteiramente do seu padrinho.
Então, mudar de candidato não deve ser nenhum grande problema para o PT , a rua está cheia de postes.
A dificuldade é achar entre os postes do PT um que não tenha sido manchado por um xixi de cachorro da corrupção .
Pelo pouco que eu sei de câncer, o caso da Dilma é complicado, mas ainda está para se provar que é um impeditivo da sua candidatura. As estatísticas epidemiológicas que você apresentam são interessantes do ponto de vista de como o câncer se manifesta no mundo, quais são as suas incidências e como deve ser o seu tratamento, mas não se aplicam a nenhum paciente individual.
Quando vai se tratar do câncer, a coisa merece ser um pouco mais detida e nenhum Journal tem esses dados. Eu não tenho a menor ideia de qual é o estágio da doença da ministra.
Mas, no caso da gravidade ser mesmo essa que o Pedro Dória descreve, o plano B de Lula e do PT deve ser o ministro Patrus Ananias.
Voce parte do pressuposto que ela ainda estará lutando contra a doença no ínicio do ano que vem. Pode ser que mesmo que não haja cura total, a Dilma apresente um quadro estável e seguro. Pelo que eu vi, não havia tanto pessimismo no anúncio.
Acredito que se a Dilma não for candidata, perdemos todos nós. O PT não tem outro candidato decente e com chances eleitorais.
Patrus Ananias?! Quem o conhece?
Amyr, ela ainda estará lutando contra a doença no início do ano que vem. Por um motivo muito simples: nenhum oncologista dirá que ela está livre da doença no início do ano que vem.
É característica deste tipo de câncer.
E, claro, é evidente que o anúncio foi feito pelos médicos para não criar este tipo de pessimismo.
PD correto está. Quimio não é ”remedinho”, é um cocktail de venenos que acabam com qualquer resistência. Há efeitos colaterais variados, o mais conhecido deles é o enjôo, que os antieméticos amainam mas não resolvem. A pessoa fica com aquela sensação terrível, como se fosse uma ressaca permanente, indisposta e sonolenta. Até a recuperação plena do corpo, vai um ano. Quem viveu com um paciente de câncer pode corroborar.
Além disso, há a CAMPANHA. Uma campanha majoritária é um exercício muito pesado. Os envolvidos têm que ter saúde e estamina, do marqueteiro ao ajudante de ordens. Quando existia apenas o horário do fechamento dos jornais, era fácil, hoje com o tempo real-twitter, caminhadas com o povo, almoços com lideranças, cafézinhos sem fim, beijação de crianças, barqueada no Solimões, café da manhã em Bangu e os stresses variados & acumulados, imaginem se alguém recém saído de uma quimio vai suportar. Pensem a Dilma passando mal num comício? é assunto que não acaba.
PS: Em tempo: Desejo à D. Dilma o que disse o Sr. Spock: Longa Vida e Prosperidade. Que os anos lhe sejam muitos e alegres.
Agora sim, Pedro. Você embasa tua opinião, e aí fica claro o teu raciocínio, sem parecer que vai ganhar uma aposta.
Por que afinal, se a Dilma anunciou publicamente sua doença(também não tinha muita opção, é verdade), não vejo motivo para não haver transparência nas análises por parte da imprensa de igual forma.
Pode ser. Mas você pode se surpreender também.
Não há garantias para ninguem, nunca. Não que isso invalide a tua análise.
O nome mais visível e carismático do PT no momento, na minha humilíssima opinião -fora o Lula e a Dilma, evidentemente - é o Carlos Minc.
Se ela responder bem ao tratamento, o que é mais provável, ela pode sair com o Minc de vice, porque ele está com energia sobrando e poderia ajudá-la bastante. Mas creio que o trânsito dele no PT não é leve e solto. Uma chapa puro sangue sinérgica, porque ninguém está conseguindo engolir o PMDB, e o Ciro Gomes, para utilizar suas palavras(dele), “é o c@ralho”.
Precisamos de uma eleição em alto nível no Brasil em 2010.
A ironia evidente, é que a maior publicidade conquistada pela Dilma até aqui, gera ao mesmo tempo boa dose de carisma e insegurança política.
De todo o modo, será muito triste ver esta doença ganhar apelo político. Ou para fortalecer a candidatura da ministra, ou para indicar um substituto que se aproprie de seu drama.
PT e Lula não tem outro candidato.
Eleição de alto nível com Carlos Minc de vice?
Como diria o Ryff: nonsense…
PD, como eu fui um dos que cobraram no post anterior, agradeço a resposta. Mas eu não posso deixar de notar que rolou um draminha no primeiro parágrafo. Na época dos jornais não tinha caixa de comentário em baixo da coluna uma aposta dessa certamente motivaria um ou duas cartas. A cobrança que você recebeu é apenas sinal dos tempos. Você podia tranquilamente mandar todos nós tomar banho e dizer que não explicaria coisa nenhuma. Felizmente você é um cabra educado.
Espero não ter ficado off-topic nesse comentário…..
A Dilma não deve ser candidata porque alem de ser uma prepotente, arrogante, metida, que fala como se dirigisse a um bando de imbecis (ou de petistas) nunca foi eleita para nada, nunca administrou porra nenhuma, alem da cozinha da sua casa.
O fato de ter sido uma guerrilheira de esquerda combatente da ditadura a habilitaria para um cargo de combatente de esquerda da ditadura. So isso.
Mas como o Lula acha o que acha, então qualquer coisa serve. Afinal de contas, se ele serviu, por que um ze qualquer tambem não pode servir?
Esse post é bom para que na hora das eleiçõs tb prestarmos atenção no vice.
Se bem que José Alencar está aí entrando e saindo dos hospitais toda hora…
faraó 24# só repetiu meu comentário 3#, mas numa versão mal-educada.
Lauro Mesquita 13# lança a candidatura do Patrus Ananias, e Clara 18# lançou o Carlos Mink. O Patrus é realmente um grande ministro, seria um ótimo candidato. O duro é fazer a turma do PT aceitar isso. Ninguém sai candidato sem ter a bênção do PT paulista, o que significa hoje pelo menos dois grupos fortes - a turma do Zé Dirceu e a turma da Marta.
Se fosse para escolher o nome de mais desenvoltura, eu apostaria no Tarso Genro. Aliás, tanto a Dilma como ele ou o Patrus são absolutamente fiéis ao Lula, o que hoje é pre-condição básica para ser alguma coisa no governo e no PT.
Futurologia é exercício temerário e doenças potencialmente fatais não constituem inexorabilidade. Muitas figuras aparentemente sadias seguramente terão suas vidas apagadas enquanto a ministra continuará em tratamento.
A própria torcida pela substituição da candidatura demonstra seu enorme potencial. O anúncio claro e público do problema é o dado mais substancial e sua repercussão atesta a solidez do projeto eleitoral.
Mantida estabilidade do tratamento, sem sinais nítidos de recidiva, a candidatura estará mais forte e imbatível. Não existe, atualmente, nenhuma articulação para mudança de rumos.
[...] agora, do blog do Pedro Doria Vocês me pediram para explicar a afirmação. Não sei se devia, afinal é uma aposta. Colunas [...]
Pelo seu raciocinio, nem Ze alencar, nem Roseana, Mario Covas, etc…. sairiam candidatos a nada. Acho um certo exagero da sua parte. Mas e’ um caso a se pensar.
“Do ponto de vista pragmático, não faz sentido para o PT correr esse risco quando tem outros candidatos tão capazes quanto de disputar a eleição.”
Pedro, acho que cabe aqui mais uma coluna/texto examinando as outras boas opções do PT.
PS: não acredito que o PT tenha tantas opções assim.
Análise corajosa e eficiente. Não é fácil alinhavar argumentos, em casos assim, em momentos como esse, de forma neutra, informativa, sem margens à paixões ou torcidas. De todo modo, a campanha eleitoral começa a ser colocada em patamares novos e diferentes. A única torcida é para que tais patamares sejam melhores.
Faz sentido, tratamento de câncer não é tratamento de resfriado. A ministra se dispõe a aguentar essa tranqueira toda trabalhando “normalmente”: entrando e saindo de reuniões, despachos, eventos e viagens varando a noite e nos fins de semana. Ela parece uma couraça humana e aparentemente quer manter essa imagem, o que já é um sofrimento à parte.
E seguindo a sua linha pessimista, câncer do sistema linfático foi o que matou Jackie Kennedy e Raúl Julia. Mas a vida é imprevisível, vamos ver o que acontece.
O ponto-chave do teu raciocínio, PD, é mesmo o fator tempo. Não há mau agouro nem torcida contra, só a constatação de que o tempo para tudo “se ajeitar” é curto.
Mesmo que o prognóstico da doença da cidadã Dilma Roussef seja favorável, o de sua candidatura de fato mudou bastante.
Uma análise sensata para um mundo insensato.
Pedro,
Argumentos fortes.
Mas apesar deles continuo achando que ela será a candidata do PT.
Porque:
- a dinâmica do PT é diferente, nestas horas os laços que a história de cada um tem no partido pesam muito.
- eu acho que agora, mas do que nunca, Dilma vai querer provar que consegue. E quase ouso dizer que ela conseguirá. Mas também é previsão, nada mais além disso.
- sim concordo que a dinâmica da escolha do vice mudou, irá ter outro peso, aliás o peso que deveria ter. Não vai ser a jogatina que sempre foi, irá ser um jogo de xadrez.
E cada um reage de forma diferente a este tipo de doeça, por masis grave que seja, ou por mais pesado que seja um tratamento.
Mas será preciso ver o que vai acontecer no próximo mês, como ela vai reagir a terapia.
Muita coisa pode acontecer em um mês.
Leia-se ‘mais’ em ‘masis’.
PD,
só porque vc tem caso na família de cancer debilitante não quer dizer que todos sejam assim. Post ridículo e prepotente, vc nem viu a coletiva e tá chamando todos, inclusive os médicos, de mentirosos. Que babaquice! vá falar sobre israel e puta que é do que vc entende.!
Em um contexto desse tipo, o vice a ser convidado no PMDB não é mais o Temer, é o Aécio.
Boa aposta, realmente. E tem grandes chances de ganhar.
Pode-se até ser ministro (Dilson Funaro conviveu com a doença enquanto ministro) ou vice-presidente. Campanha eleitoral, e para presidente da República, é outra coisa. É tarefa para leão anabolizado.
Uma pena. O povo daqui de casa já tinha definido o seu voto. Boa sorte a Dilma. Imagino o seu sofrimento. Isso é lá notícia de se receber?
Na minha opinião (palpitologia), Ciro Gomes sempre esteve na j0gada. Em que intensidade, ai é outra história.
caceta bobo pra caceta, vc é uma graça de educação e sensibilidade.
O câncer de minha mãe nada tem a ver com o de Dilma. O de minha mãe era de cura bem mais fácil, não deu. É claro que vi a coletiva. Está em vídeo no G1 e noutros tantos cantos. Não é preciso ter tido parente com câncer para conhecer a pancada que é um tratamento de químio. Basta ler… e, se vc seguir os links para sites médicos que incluí, vc conhecerá mais sobre o linfoma específico que Dilma tem.
Seu problema não é minha ‘prepotência’. Seu problema é que só gosta dos fatos que reiteram o que vc pensa.
Bom, como médico gostaria de fazer duas colocações:
1) A chance de cura de tumores em estadio 1-A é muito, muito grande, mesmo em tumores agressivos. Com certeza acima de 90% como os próprios médicos da ministra afirmaram;
2) A quimioterapia nesses casos é preventiva e muito menos agressiva, é perfeitamente possível sim que a ministra continue trabalhando normalmente.
Taí, discordo frontalmente da aposta ( torcida? ) do PD. E é ótimo poder discordar, nem que seja num viés de advogado do diabo, de alguém que constrói tão bem seus argumentos. O fato é que o câncer da Dilma foi descoberto num estágio prematuro, o que é bom pra ela. Outro fato é que oncologistas ouvidos nos últimos dias colocamem até 94 % a chance de remissão total, ou seja, o desaparecimento de qualquer vestígio de tumor. Isto em mente, acredito que Dilma pode sim continuar ungida como a candidata do presidente mais popular da história recente deste país. “Mulher, ex-guerrilheira e com câncer” Taí uma tríade que pode fazer a alegria de muito marqueteiro.
Questão que ganha importância inédita agora é a escolha do vice,admito. Mas Dilma sai candidata sim. E segue favorita, apesar dessas pesquisas iniciais com Serra à frente.
Apagado por mau gosto – PD
Não sou da área de saúde, mas posso afirmar que embora as estatísticas sejam úteis, não dá para assumir que ela vai ter X% de chance apenas olhando para a % geral de sobrevivência.
Seria necessário quebrar por faixa etária, sexo, país, número de casos na família e principalmente analisar o histórico da paciente.
medo do futuro do país…sem dilma o q nos resta?um vice do pmdb?ou um autoritarista,conservador do psdb?…espero que nosso país tenha sorte….
“só porque vc tem caso na família…”
Liberdade de expressão as vezes é uma ‘m….’ …
Ou melhor será dizer ‘liberdade de agressão’ … ?
Concordo com aos pés…. tem é que ter sangue barata…. o tal do manuel #44, também não fica atrás. Isto só acontesse por causa do anonimato…
[...] li o texto do Pedro Doria afirmando precisamente o contrário, isto é, que Dilma não seria candidata por causa dos efeitos [...]
O câncer de Dilma será tratado pelos que estão no Poder hoje como se fora apenas a mais simplória das enxaquecas. A aposta está mantida e não é quanto a chances de cura, mas quanto a chances de morte da ministrona.
O que interessa ao partido e ao grupo do poder atual é que dona Dilma esteja viva até as eleições, independentemente de estar bem ou não de saúde. O caso dela pode sim ser facilmente trabalhado como arma de guerra eleitoral, mostrando-a como mulher, vítima, guerreira, vencedora e preferida dO “cara”.
Ela não vale nada para os que estão no poder, é só um instrumentozinho descartável de carne e osso, mera ponte entre o hoje e a perpetuação deste mesmo hoje pelos próximos 4 anos e pelos próximos, pelos próximos, pelos próximos…
aos pés da cantareira
isso é normal aos que não tem nada a falar a um texto tão claro como foi esse, e como gostam de ser do contrar parte para a agressão,
[...] pelo menos dois bons argumentos que sugerem que estou errado quando sugiro que Dilma Roussef não conseguirá se [...]
É um bom raciocínio… tenho uma grande amiga que acredita que a candidatura da Dilma é uma cortina de fumaça para proteger o verdadeiro candidato do Lula, mas acho que isso é muita teoria da conspiração para mim. Mas que o câncer seria uma saída conveniente isso seria…
Pessoalmente acho que o grande candidato de Lula era o Palocci, mas esse foi derrubado por um caseiro (pq não num país onde o presidente é operário heheh) qualquer outro é apenas um remendo. E como eleição depende muito de carisma e capacidade de negociação eu particularmente duvido da eleição da Dilma, esteja saudável ou não.
André Egg, só para esclarecer, acredito que Dilma possa responder muito favoravelmente ao tratamento, portanto sugeri a chapa Dilma- Minc.
Eu acho ainda que a Dilma é a candidata do Lula, e que ela sai de qualquer jeito. Mas acredito que o Patrus seria o candidato mais forte do PT. É fiel às políticas do Lula, tem confiança da Articulação no PT, é um administrador muito bem avaliado (na prefeitura e no ministério), dirige o programa que é o mais vistoso internacionalmente e entre as populações mais pobres (o Bolsa Família), tem fortíssimas ligações com a igreja católica, nunca sofreu nenhuma denúncia de corrupção, é um nome respeitado por toda base aliada e é mineiro (o que ajuda muito se o Serra derrubar o Aécio nas hipotéticas convenções tucanas).
O Carlos Minc não tem essa história toda e ainda dirige um ministério pobre e desprestigiado depois da saída da Marina.
Mas como disse antes, acho difícil que a candidata não seja a Dilma, quase impossível. E câncer por câncer, o Mário Covas ganhou do Maluf já sabendo que tinha a doença.
Andre Egg,
desculpe mas não li o seu comentario #3.
E novamente desculpe por ter achado meu comentario mal educado.
Porra, me preocupo a beça com essas coisas. Educação faz uma falta do caraio.
tem nada não faraó.
Eu só não escrevo palavrão também porque assino com meu nome verdadeiro.
As vezes também escrevo sem ler a caixa toda, dá um trabalhão…
Gostei do post e do raciocínio. Mas ainda acho que dá para sair candidata.
Se Dilma não sair, eu gostaria que saísse o Patrus também. O problema dele é a baixíssima exposição de mídia - você quase não o vê aparecer em lugar nenhum. Consertar isso em um ano no máximo não vai ser nada fácil. Mas é verdade que as cartas que ele têm na mão (ótima avaliação de sua administração em BH, bolsa-família) o favorecem.
Resta perguntar aos paulistas…
Aí ó PD: é só escolher um “vice bão” e ir prás cabeça. É mais difícil trocar a Dilma agora do que ela enfrentar o câncer. O câncer da ministra lhe dá expectativas. Boas, aliás. Mudar agora, trocar o candidato nestas alturas do campeonato é expectativa “zero” de ganhar as eleições. Aliás, a coligação DEMO-Tucana-QUÉRCIA&CIA quer a troca Já. Ou alguém aqui duvida. Abs
[...] que Dilma Roussef drible o linfoma e seja a candidata do PT à presidência, o anúncio da chapa Serra-Aécio, que [...]
Na realidade o candidato do governo a presidencia deveria ser o ministro Joaquim Barbosa. Não precisa nem de curriculum ou apresentações.
Porque Dilma? Ela tem o filme queimado, não basta apenas o Presidente querer e dizer essa é a candidata, tem que ser legitimada pelo povo, e lançá-la candidata e dar a presidencia de mão beijada para a oposição elitista. Acordem JOAQUIM BARBOSA JÁ!!!!!!!!!!!