Fernando Gabeira, passagens dos deputados
e a ‘ilusão patrimonialista brasileira’
Dois de vocês me cobraram por email, pelo menos um nos comentários. A vontade de evitar o assunto é tremenda – mas não é certo. Tenho uma dívida com todos.
Há coisa de um ano e meio, iniciei cá no Weblog uma campanha para que o deputado federal Fernando Gabeira saísse candidato à prefeitura do Rio de Janeiro: “O Rio precisa de um candidato”, escrevi. “De um político que assuma a tarefa. De um homem de bem. Meu amigo tem razão: é hora de Gabeira se apresentar.” Gabeira se apresentou e o Weblog, assim como muitos outros blogs, saíram em seu apoio.
Agora, Fernando Gabeira está envolvido em um escândalo na Câmara. Ele comprou “um ou dois bilhetes para familiares”, conforme disse a Josias de Souza, na Folha. Deputados abusam a toda hora de seus privilégios. Se têm direito a passagens, são para trabalho.
Minha primeira reação é – se os prezados leitores me permitem a carioquice extremada: porra, deputado, qual foi?
Passei o dia ruminando qual deveria ser o tom deste post. Pensei em ligar para Gabeira, mas não espero que ele me dissesse qualquer coisa diferente do que já disse a Josias. Com duas passagens, ele sequer apareceria nos jornais e sites se não fosse, afinal, um dos raros parlamentares de quem se espera um comportamento reto. Não me incomoda em nada o que Gabeira quiser fumar em casa; o que ele faz com patrimônio público é outra história.
Gabeira anunciou que fará um discurso ao plenário, hoje. Espera-se que, além do pedido de desculpas, anuncie que devolverá o dinheiro ao erário.
Isto posto, não sou moralista. Não acho que um episódio feio, ou mesmo dois, destruam um homem. “Vou lutar com todas as minhas forças para mudar isso”, disse a Josias a respeito da política frouxa de uso de passagens aéreas da Câmara. “Não vou jogar 50 anos de vida pública numa porcaria dessas.” Ele continua no Josias:
‘Vou falar como um deputado que errou’, disse Gabeira. ‘Mas que não se compromete com o erro.’
Visto como integrante da banda ética do Parlamento, Gabeira não se constrange com o novo papel: ‘É preciso desfazer um pouco esse negócio de reserva moral…’
‘…Somos todos limitados. E se queremos mudar alguma coisa, vamos ter de contar com essas pessoas que, sendo limitadas, reconhecem as limitações e mudam…’
‘…Talvez não tenha na Câmara quem não tenha feito [mau uso das passagens]. Mas alguém tem que enfrentar. O fato de errar não quer dizer que não vou enfrentar.’
Gabeira vai fundo no reconhecimento do pecado: ‘Agi como se a cota fosse minha propriedade soberana. Confesso que caí na ilusão patrimonialista brasileira.’
‘A ilusão patrimonialista brasileira’, pois. A ilusão de que o público é privado. É o deputado que se vê no direito de emitir uma passagem aérea para mulher e filhos passarem a semana em Nova York. É o carro oficial com motorista usado para assuntos não oficiais. Mas, observe aí em sua cidade: é o carro estacionado em cima da calçada. É o dono da cobertura que fez um puxadinho. É o botequim que avançou sobre o caminho do pedestre.
‘A ilusão patrimonialista brasileira.’ Grande frase. O que remete ao professor Bolívar Lamounier: No Brasil, somos todos corruptos.
Não que lhe sirva de desculpa, deputado. O senhor foi eleito, sua responsabilidade na condição de representante público é maior. Seu abuso do que é público custa mais à nação do que o abuso do cidadão comum. Custa não apenas em dinheiro: custa em exemplo, custa em esperanças, o preço que pagamos é em futuro.
Hoje, em seu discurso, ninguém precisa de político à moda norte-americana indo a público fazer cara de arrependido. Conserte o erro indenizando o erário e combata a prática.
Todas as notícias a respeito deste escândalo estão listadas no blog do Pax, agora rebatizado de políticAética.
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Pedro, irretocável. Parabéns por seu caráter em criticar aquele que havia apoiado, sem abrandar. (não que sua atitude seja surpresa, claro)
Esperemos que o Gabeira se redima em relação a estes erros, o que, convenhamos, já o colocará em outro nível em relação a outros políticos. Pode-se discordar de seus (dele) posicionamentos políticos, mas que ele apresenta uma moral muito maior que a de muitos de seus colegas, isso é fato.
Sinto desapontamento e cansaço. Ainda assim, acho que Gabeira pode se redimir. Devolva o dinheiro e lute com todas as suas forças contra esse tipo de prática e outras piores.
O provável presidente da Africa do Sul tinha 16 processos contra ele-inclusive estupro-todas retiradas às vésperas da eleição. Será eleito.
O presidente do Paraguai, um sacerdote, agora descobre-se que se aproveitava da fraqueza de espírito de fieís jovens, belas e pobres.
Gabeira merece ser ouvido. Ele ainda tem a minha confiança porque vai encarar de frente esse erro e dar a volta por cima,. É o que realmente espero.
Acho uma bobajada isso tudo… É claro que éticamente não deveria ser usado para viajem de parentes, porém, se não queremos que aconteça devemos cobrar regras claras de funcionamento que não permitam. Agora, aqueles que usaram estavam agindo dentro da legalidade.
Existe cota para esse tipo de coisa, não é algo que se dá indiscriminadamente, se o deputado dá para outra pessoa, perde parte das passagens que tem direito.
O dinheiro público está ali, correto, é inegável. Não acho correto que o dinheiro público seja usado para levar Adriane Galisteu pra Camarote de Deputado, como não acho correto o serviço notarial e de registros em que se confunde o público e o privado na exploração da fé pública com fins de lucro, como não acho corretas todas as práticas patrimonialistas ainda enraigadas no país.
Mas esta é uma questão institucional. É preciso mudar as estruturas burocráticas.É preciso mudar a regra. Porém não se trata de corrupção.
É patrimonialismo, sim, mas não é Corrupção, as coisas se deram dentro da estrutura estabelecida, estava na regra, era a regra. Existem, ainda hoje, no país muitos resquícios de patrimonialismo institucionais, porém confundi-los com corrupção não é correto, pois quem se utiliza deles está dentro do que foi permitido.
É triste que vc e outros jornalistas tratem diferente disso. No caso DD, damos o direito da dúvida, inocente até que se prove o contrário, é uma disputa pelo controle do estado em que o pobre dantas perdeu, só isso. Agora quando deputados usam legalmente suas cotas, por mais que de modo imoral, é corrupção.
O patrimonialismo é uma praga. Não defendo-o de modo algum. Porém sou contra condenar alguém sem lei que tipifique o crime. Ninguém agiu contra a legalidade, num país em que vivemos isso chega a ser raro.
No mais, que cobremos as mudanças, apesar de achar que essa questão é papagaiada perto das milhares de coisas que deviam mudar…
politico e tudo a mesma merda e so questao da quantidade.
gj
concordo com chico motta ! nao vamos apedrejar gabeira por isso…nao se trata de relativismo ( pax vai ficar furioso comigo) mas ha uma hierarquia entre os roubos…o filho do presidente ta la, livre, leve e solto….
gabeira continua tendo minha confiança…mas se houver recaida, vou apedrejar, sim !
Gozado… Os filhos do patrimonialismo, como o Tio Prudente, saíram pobres da presidência. Floriano, um gangster, morreu paupérrimo numa casinha da Gamboa. Pedro II nunca permitiu que lhe aumentassem os subsídios, em quarenta anos de reino - e os usava até para pagar bolsa de estudos a garoto talentoso.
Tem muito preconceito político aí: “os patrimonialistas são gente malvada,” “a udn era um partido reaça.”
O estado disponibiliza essas molezas e o sujeito usa sem, contudo, incorrer em corrupção. É errado, é excessivo, claro, mas está dentro das regras do jogo.
Que sejam mudadas, pois.
Não sei se vocês lembram do discurso de Renan Calheiros naquela lambança toda. Fez uma referência enviesada a coisas do tipo que seriam desfrutadas por Pedro Simon e Jeferson Perez. Os dois não foram tão enfáticos na condenação do ínclito senador.
Pedro, a situação é um pouco diferente, não podemos ser seletivos ou moderados em criticar quem se apropria do bem público como seu próprio
É muito fácil falarem que não sabiam das limitações do uso dos recursos ou que agora devolverão ao erário, deveriam não ter se apropriado
Até o presidente da Câmara está envolvido, membros do Tribunal de contas e muito mais, se fossemos olhar outros casos, já teriam ao menos meia dúzia de pedidos de cassação no conselho de ética, mas… como muita gente tá suja, até os que queriam emplacar uma campanha anti-corrupção, algo mais moralista do que de fato iniciativas buscando limpar a sujeira
Afinal o que diferenciaria um politico dou outro entao? e preciso dizer que as passagens dveriam ser usadas para o politico no exercicio do mandato?
isso nao seria uma coisa natural, no caso ta valendo a velho ditado ’se os outros fazem eu tambem posso fazer’.
na verdade para ser um politico diferente ele tem que fazer diferente, senao torna-se igual a todos.
nao basta ser honesto tem que parecer honesto.
enfim e tudo farinha do mesmo saco a questao e a proporção , nao existe meia virgem ou e ou nao e.
gj
A bem da verdade para quem é meio viado, meio mentiroso, meio traidor, amigo de italiano meio assassino, meio elitista e preconceituoso, agora nada mais normal que a posição de meio honesto, meio ético, nomeado pelos seus meios amigos…
Um passo inicial, atrasado, porém e infelizmente inicial, seria o de todos reconhecerem que recursos advindos de impostos são públicos. São recursos dos cidadãos, recolhidos compulsoriamente. Caso haja excedente não utilizado, o mesmo não pode ser considerado como crédito, mas sim, devem ser devolvidos ao Erário automática e compulsoriamente. Assim, os proventos deveriam ser também intransferíveis. Devolver depois pode até ser bom, mas é insuficiente. Os recursos não poderiam ter sido utilizados dessa forma sob quaisquer pretextos.
Chico Motta, meu filho, o Direito Público é diferente do Direito Privado. Sem falar de Ética e Moral…
dona maria…kk*
Também não é considerado corrupção gastar 30% da verba indenizatória em um mesmo posto de gasolina na baixada fluminense, inclusive está dentro da norma, incrível mesmo é encher o tanque de um mesmoVectra 4 a 5 vezes por dia no mesmo posto. Esses também entram para o rol dos meios honestos, junto com os comedores de sushi.
Pois é.
É um que usa as passagens para mandar a família passear.
É outro que empresta o celular para a filhinha falar pelos cotovelos.
É outro que usa carro oficial para pegar os filhos na escola.
E mais ‘n’ exemplos…
Quando pegos com a boca na botica, dizem que foi um lapso, uma escorregada na casca da banana, que todos fazem isso, que vai devolver o dinheiro, que vai fazer um discurso arrependido, que vai mostrar serviço e usar bem o nosso dinheiro, blá-blá-blá whyskas sachê…
A mesma ladainha.
Até a próxima, então.
Eu sou da seguinte opinião: a corrupção não será derrotada enquanto se lutar contra a corrupção dos outros. É necessário que existam políticos dispostos a lutar contra a própria corrupção, tentando evitar se corromper. Enquanto a corrupção for apenas um bandeira de confronto entre situação e oposição, teremos sempre vestais da moralidade chafurdando na lama enquanto acusa a sujeira alheia.
Tadinho! Tão bonzinho, vai até pedir desculpas e devolver ao erário o troquinho que ele usou indevidamente e aí então, fica tudo bem.
Este vagabundo, arrogante, demagogo é o típico político brasileiro, se veste de santo para enganar os (muitos) otários. Mas, como sempre, daqui a pouco ninguem lembra mais, pois outra roubalheira maior ainda virá a tona. Transparência já!
isso prs ! nem so politicos…no dia à dia, entre “pagar uma cerveja” pro guarda, furar uma fila, acionar conhecidos para conseguir uma escola melhor pros filhos, etc…
corrupçao ?? nao, a priminha mais nova dela….
vamos parar com a hipocrisia !!
Estão tratando o Gabeira como uma criança ou adolescente que não sabia o que estava fazendo?!?!?! Vão afagá-lo bastante e chora junto?!?!?
Collor e Sarney já conseguiram nénão?!?! Até o Suplicy foi pedir desculpas ao Collor !!!!
Se o Maluf pedir perdão e se redimir, poderemos votar nele tranquilamente então?!?!?
Esse negócio de “o meu ladrão é melhor do que o seu” é uma das facetas do tal jeitinho brasileiro……
Infelizmente Fernando Gabeira caiu no ParlemenTurismo, sim. Termo que cunhei para catalogar as notícias colecionadas sobre esse assunto. E lá coleciono notícias da Corrupção, Desvios e Anomalias. Nenhum desses verbetes tem uma definição consensual. Uso da forma que entendo. Deveria usar de forma que todos entendessem sem ambiguidades. Mas não é um fato.
Infelizmente, segundo a opinião de um colega, do blog que leio Colafina & Casca Grossa, do meu amigo virtual Alexandro (Pedro, sugiro relacionar aí do lado que vale a pena, o cara é escritor e o blog muito bom), outro Fernando também caiu na armadilha, o deputado Fernando Coruja, líder do PPS. Segundo o comentário lá no políticAética, comentário do Alexandro, que conheço já faz um tempo e que é sempre coerente, Coruja fez e faz um bom trabalho. Na Câmara já tinha visto alguma coisa, mas Alexandro afirma que é “Médico endocrinologista de bom conceito, inteligente, despojado, de boa índole e bom caráter, ex-prefeito em cuja administração privilegiou a saúde, a educação, e a cultura em suas diversas manifestações. Há anos é um dos mais assíduos parlamentares.”
Nessa situação em que nos encontramos, temos que admitir, então, que qualquer um que seja conhecido do Fábio Faria possa justificar que ele enviou sua sogra, namorada Galisteu, cachorro, defunto e o diabo a quatro, para compras em Miami e carnaval fora de época em Natal, com passagens do Congresso. Ou os por volta de R$ 500.000,00 que Tasso Jeireissati usou para alugar jatinhos e por aí afora. Ou então os R$ 14.000,00 da conta telefônica da filha do Tião Viana no México. O tal cofre da Viúva tem se prestado para todo tipo de desvio que possamos imaginar. Criou-se, segundo o noticiário e ao que tudo indica, até uma máfia envolvendo parlamentares, assessores, agências de viagem etc. Vale investigar. Vale não, urge que sim.
E, olha, se não formos relativistas, temos que aceitar as colocações do Pedro Doria, que acreditamos, do Alexandro, que acreditamos também, mas terei, por obrigação, que aceitar todas as desculpas de outros que não conheço. Tão simples quanto isso. Ou, segundo meu entendimento, estaria sendo injusto, parcial, com dois pesos, mas com duas medidas diferentes.
Acabaria tendo que aceitar a tal verdadeira máfia que se formou em cima das passagens aéreas do ParlamenTurismo.
E aceitando a máfia do ParlamenTurismo, teria que aceitar a máfia das Emendas Orçamentárias , e talvez chegasse ao ponto de ter que aceitar, então, os dutos do Mensalão Mineiro e do Mensalão do PT, e assim por diante, se quiser carregar nas tintas.
Gabeira tem, entre outros momentos, uma passagem que ficou marcada na História do Congresso Nacional, ao apontar o dedo em riste e dizer para Severino Cavalcanti (aquele que levava um trocado do dono dos restaurantes): “O Senhor envergonha essa casa”, ou algo parecido. Teria hoje, a mesma capacidade de fazê-lo? E se o Severino retrucasse dizendo “Vai levar a família pra passear em NY e não enche o saco”.
A vida é dura.
Mas afirmo: é bem mais dura para quem precisa de Escolas, Hospitais e policiais nas ruas.
Só vejo uma solução para essa questão: controle e transparência. Coloquem, como já disseram, tudo na Internet. Cada centavo gasto no Congresso, de forma simples e direta, com todas as regras definidas e rediscutidas, e fácil de acessar e de entender. E que a Sociedade Civil acompanhe. E cobre. E sempre com esse a priori: se a gente não ficar de olho, eles metem a mão mesmo. Nesse momento não vejo como ser diferente.
E deixo meu elogio maior ao site Congresso em Foco, pelas coberturas. Há vários sites e jornais fazendo coisas boas por aí. A imprensa tem prestado um enorme serviço nesses momentos de absoluta crise ética e moral em que vivemos. Como diz Villas-Bôas Corrêa, “o pior Congresso de todos os tempos”. Mas precisamos dele!
Termino dizendo o triste para muitos, onde me incluo: Gabeira caiu no ParlamenTurismo”.
E não estou pedindo para que todos sejam santos pois, se a gente em certas situações não der propina para o guarda, para o fiscal etc. simplesmente não vão deixar você trabalhar, por mais que implore e mostre que é honesto.
Se não comprar um software pirata não pode aprender algo que não tem condições de bancar em curso ou licensa mas, que pode lhe dar ou manter um emprego mas, alegar não ter conhecimento dos próprios privilégios e que não sabe que são mantidos com $ público e ainda, para viagens de 1ª classe quando o transporte público no Brasil é uma piada, fica difícil aceitar um pedido de desculpas. Quero ver aprovar uma lei fazendo os deputados obrigando-os a usarem o transporte, saúde e educação públicos e quando precisarem de algo acima, pagarem do próprio bolos. Óbvio que tal tentativa ocorrerá mas, como sempre será armado o teatro onde as tais forças do bem e da ética (PSOL p. exe. nénão?!?!? Bancando passagens para o Protô!!!) ficará “evidente” que a força da banda podre, do mal, agarrando-se ao seus privilégios os manterá. E os resignados santos guerreiros contra o dragão da maldade, tristes mas também sem abrir mão desses privilégios. Por que deixar de locupletar não é mesmo !?!?!?
As regras são frouxas, as punições inexistem, por uso e costume os distintos nada fazem de errado.
Estacionar em cima da calçada é excelente exemplo, aliás, com carros somos ótimos. Tem também o som em alto volume, o pum no elevador, o xixi na rua, a carteira não assinada do funcionário, a consulta ou prestação de serviço sem nota e, claro, a mentirinha e o balãozinho no conjuge, afinal, a carne é fraquíssima irmão! Apesar de serem transgressões, algumas legais, não transformam ninguém em marginal. São (maus) hábitos que rejeitamos, criticamos e reincidimos.
Sem relativismo: é o que somos. Gabeira errou, deve se corrigir, sem dúvida, mas ainda creio que esteja civicamente entre o que há de melhor, não só no congresso, mas em nossa sociedade.
Com relativismo: não dá para quem reelegeu o animador de auditório, e ainda se ofende com as
críticas, jogar pedra em congressista.
Tudo bem, temos que estar em constante vigilância conosco mesmo, evitando cada oportunidade de nos corrompermos. Agora, pum no elevador é demais. Neste caso, eu sou pelo fim da prisão de ventre.
Pedro,
Concordo que foi um baita escorregão do Gabeira. Ele tem mesmo de devolver o dinheiro. É o mínimo que pode fazer, num primeiro momento. Vou continuar confiando nele. Brasília ludibria as pessoas; aquilo é um mundo à parte. Tem de ter muito cuidado para não se encantar com as “tetas do Estado” - que são generosas. Que ele se recupere desse erro. Vamos torcer.
[...] por Pax em 22/04/2009 Pedro Doria fala sobre o ParlemenTurismo do Gabeira em seu blog. Sugiro a leitura e agradeço a refe…Reproduzo os primeiros parágrafos [...]
Ora vamos, PD…
Com a quilometragem que ele tem de parlamento, não venha o Gabeira dizer que não sabia o que estava fazendo.
Todo parlamentar e assessor de parlamentar sabe que as passagens colocadas ao dispor do parlamentar se destinam a atividades desenvolvidas por ele, parlamentar — ou à sua ordem — no exercício do mandato.
As passagens aéreas estão incluídas na chamada “verba de gabinete”.
Quem pode usar essas passagens? O parlamentar e os membros de sua assessoria que mantêm vínculo com a Casa (da Noca) na qual o parlamentar exerce seu mandato.
Então o deputado fulano — Gabeira, ou quem quer que seja — não sabia que a viagem à Nova York da Dona Encrenca dele não tem nada a ver com seu (lá, dele) mandato?
Então o deputado fulano — Gabeira, ou quem quer que seja — não percebeu que a viagem da Dona Encrenca dele é despesa pessoal, e não pública?
Se ele não consegue perceber uma coisa elementar como essa, não tem condições de exercer qualquer cargo público.
Está, como no dizer do Millor, confundindo a vida pública com a privada.
Aí vem o deputado fulano com esse palavrório vazio — “ilusão patrimonialista” — que nada explica nem justifica.
No que consiste essa “ilusão”?
O deputado estava sendo “iludido”? Por quem? Ele seria Nas entrelinhas, ele quase se apresenta como “vítima” dessa “ilusão”?
Não deixa de existir uma ilusão, nesse embrulho.
Mas, no caso, o ilusionista é o deputado que fez o que fez.
E os iludidos são o que, um dia, acreditaram que o deputado, por mais porralouca que fosse, era, pelo menos, honesto.
Esse negócio de “verba de gabinete” é um convite à safadeza. Principalmente num país como o nosso.
O correto é pagar uma boa remuneração ao parlamentar.
Daí, desconta-se os impostos e, o que ele fizer com o saldo líquido, é problema dele.
Claro que isso não vai acontecer. E o Gabeira nada fará para que isso aconteça.
Sei como isso vai acabar.
Vão criar uma comissão permanente para funcionar como corregedora das aplicações da verba de gabinete.
A comissão vai prestar consultoria aos parlamentares, para que eles elaborem com mais ciudado suas prestações de contas e, assim, não sejam apanhados de calças curtas. Como agora.
Vai continuar tudo como está e o pessoal da comissão permanente ainda vai ganhar jeton.
Elias, pra variar, não olha para os pés, mas tem visão panorâmica.
Com Temer & Sarney nas presidências, que já se mostraram fracos em moralizar nosso Congresso, infelizmente acho que vão acabar:
1 - aumentando o salário dos Deputados e Senadores
2 - não deixando transparente as contas e dificultando cada vez mais as informações, como já dito pelo Alexandre Gazineo, diretor geral do Senado
3 - estimulando mais desvios e mais custos recorrentes para os cofres da Viúva de forma mais escamoteada
4 - paralização continuada do Congresso completamente imobilizado, inoperante, ineficiente e se defendendo de mais e mais escândalos, pois há vários já elencados e muitos mais por vir, mesmo com a questão (2)
5 - idéias idiotizadas de fechamento das Casas
Vejam essa pérola de ACM Neto: “Acho que está na hora de a Casa ter coragem de se defender. Estão colocando nomes de pessoas sérias como se fossem bandidos! Acho que a imprensa quer fechar o Congresso.”
Licença concedida para vomitar.
Elias, não acho que o Gabeira esteja fingindo que não sabia ou qualquer coisa do tipo. Vc implicou com a palavra ilusão. Pode chamar de miragem ou tentação. É o todo mundo faz, então tudo bem. Faz parte do ser brasileiro.
Concordo com sua leitura. Mas ninguém está fingindo que o cara é coitadinho, nem o próprio.
[...] servir pra trabalhar e mandou a família passear. Que beleza. Comentários do sempre alerta Pedro Dória [...]
Nunca tive ilusões com nenhum dos parlamentares e/ou partidos, especialmente dos que atuam com base em denúncias policialescas, pregação contra a corrupção e que insistem em transformar o Congresso, via CPIs, em tribunal permanente da moralidade. “Mutatis mutandis”, percorrem o caminho de Robespierre e acabam na guilhotina.
Inúmeros escândalos concretos vicejam no país. A prefeitura de São Paulo e o metrô, as obras do rodoanel, as merendas absurdas e a assembléia terrorista do mesmo estado são antros de variadas atividades. No entanto, os olhos são desviados para atitudes para atitudes questionáveis, sim, mas legais, como afirmaram alguns comentários acima.
A quem interessa a paralisia do Legislativo ? É razoável que legisladores se transformem em juizes, para percorrer procedimentos que, a rigor, são do Judiciário ?
Mídia e Congresso, mais uma vez, jogam para a platéia, produzem diversionismo e obstruem o avanço político do país.
Menina Confetti, sabe o que é vara de bilosca? Então… apanhava-se duas vezes: uma pela “arte” feita, outra pela justificativa “NÃO sabia que era errado fazer”. Era uma boa e eficente lei… Ah! A vara de bilosca costumava ser bom psicológo também.
Que feio né, de bunda suja apontando o rabo dos outros. Mais uma vestal que cai.
Duas cositas.
1. a quem interessa desmoralizar o legislativo? Quem mais desmoralizou o legislativo nos últimos anos? O Lula e o PT. Interessa a eles a presente situação. O legislativo deve fazer 2 coisas.
a. corrigir seus desmandos
b. catar os desmandos do executivo e deixar de ser servile subserviente
2. se Gabeira deu passagens para filha correr campeonatos mundiais, tem minha simpatia
a. a menina ganhou
b. representa o Brasil lá fora melhor que qualquer puitro desportista (numa fase de Ronaldinho e Adriano, pouca coisa para o Brasil não é
c. ela é linda ( as feias que me desculpem).
Como o Pai do Doria não entende de história, não irei dizer que o Dom Pedroca II distribuía benesses aos amigos e era pedófilo. Claro que monarquistas como o encasacado José Murilo de Carvalho dirá que era incorruptível como um Robespierre. Mas aqui é assim, safado rouba e povo leva a fama de corrupto. Depois é só fazer uma frase exdrúxula dessas do Gabeira e se possível chorar lágrimas de crocodilo, e está abençoado e pronto para receber a hóstia sagrada da corrupção outra vez. Ele podia ter arrematado o perdão com a frase: roubo mas combato a corrupção, sou da banda ética!
Eu disse… você que não me leram!
O NPTO escreveu um ótimo arrazoado sobre o assunto, sem os costumeiros maniqueismos a favor ou contra e sem relativismo moral, para usar a expressão que alguns adoram usar por aqui.
E é uma pena que o Dino, cujas posições respeito mesmo quando delas discordo, faça sua crítica ao Gabeira (coment. # 10) enfiando nela (sem trocadilho) um monte de adjetivos preconceituosos. Enfraqueceu uma crítica legítima. Pena.
Quem diria, hein? Logo o bambambam do moralismo cair numa dessas. ê povinho!
http://riopolitica.blogspot.com
Quem diria que o bambambam do moralismo, o deputado federal que chegou como “jesus cristo” na candidatura a prefeito do Rio caisse numa besteira dessas. ê povinho! Vivendo e aprendendo.
http://riopolitica.blogspot.com
Seu Raymundo, o senhor andava sumido, há tempos não lhe via.
Mas… voismicê escreveu o próprio nome errado =)
O congresso do Brasil nao precisa de ninguem para desmoraliza-lo, que babaquice e essa agora?
Certos parlamentares mereciam uma passagem só de ida pra qualquer lugar.
Descobri na capa da Revista Caras a elite brasileira que o Fabio Steps tanto critica
cnn
Que diferença há entre o que o deputado fez e abrir o cofre da União e roubar, sei lá, 5.000 reais?
Repare: é nenhuma.
Infelizmente são atitudes assim que corroboram aquele velho lema de taxista: “são todos uns ladrões”.
Luiz Cláudio Canuto Lobo: diferença do ponto de vista ético? Nenhuma.
Do ponto de vista legal é diferente… emitir estas passagens é legal. Roubar 5.000 reais dos cofres da União é ilegal.
será legal mesmo?
Ricardo Cabral, chamar de meio viado é somente meio preconceito de minha parte, mais tarde irei fazer um meio discurso (fazer um “meia” culpa) me desculpando do meu meio preconceito e o PD por ser meio amigo meu, irá me absolver.
Dom Pedro 2 pedófilo?
Incrivel como no Brasil ou o cara é corrupto ou fazem paracer como tal.
É por isso que hoje esse país se contenta com o menos corrupto, afinal todos o são. Se vc cita uma figura brasileira como exemplo, aparecem 10 para dizer até os minímos erros que ela cometeu.
Essa história pegou gente de todos os lados, Psol, PV, PMDB, PSDB, DEM; o que demosntra que nesse saco de gatos o nível de culpa e de dolo não pode e nem tem como ser igual entre eles.
Assim como outras figuras da nossas história, tá hora de sujar o Gabeira também, afinal isso acaba com o valor político mais forted dele e e de outros.
Corrupção dá audiência, discussão de projetos para o país não dá, simples assim.
po gente nao se trata de corrupcao, ninguem falou isso.
gj
Nao existe político honesto, e F. Gabeira nao é exceçao. Onde há político há corrupçao. Corrupçao zero nunca existirá em absolutamente nenhum sistema político; o que é necessário é exigir a correçao dos desmandos com CONTROLES EFICAZES + demissoes, cassaçoes, prisoes para os deliquentes.
O poder corrompe, e o poder absoluto corrompe absolutamente - seja quem for. É possível mudar a natureza do estado patrimonialista brasileiro? É, só que levará alguns milênios, visto a safadeza, mau-caratismo e sem-vergonhice da raça - seremos todos Macunaímas?
Quem punir o Gabeira deveria, logicamente, fechar a Camara, Senado e Assembéias Legislativas brasileiras (e mesmo várias prefeituras). Alí só há ladrao, pequenos e grandes, fazendo a festa com os impostos pagos pelos cidadaos. Cabe ao povo e à imprensa denunciar, exigir controles, vigiar o grao. Sempre, sempre, sempre. Se o povo nao exercer sua cidadania e a imprensa nao tiver a coragem de denunciar o arbítrio, como acontece em países mais avançados, esqueçam, o bacanal em Pindorama continuará para sempre. Nao existe auto-correçao em sistemas políticos e financeiros. Tá vendo a crise aí? A conivência entre políticos, especuladores e banqueiros? TODO SISTEMA INVENTADO POR HUMANOS TEM QUE SER REGULADO. Porquê? A ganância nao tem freios; a necessidade, o instinto de acumular sao inatos no ser humano.
46. acho que o PD vai dar meia desculpa apenas.
Dino, tua réplica foi meio engraçada… :-P
Caramujo, da última vez que o congresso esteve por baixo a população chamou os militares….
“População”, Chest? Não force a barra!
E tem mais, PD.
O pessoal do corrupturismo não praticou ato legal, não.
Veja o que diz o Código de Ética da Câmara dos Deputados (Resolução nº 25, publicada no Diário da Câmara dos Deputados, edição do dia 11-10-2001, página 3:
“Capítulo IV
DOS ATOS ATENTATÓRIOS AO DECORO PARLAMENTAR
Art. 5º Atentam, ainda, contra o decoro parlamentar as seguintes condutas, puníveis na forma deste Código:
……………………………………….
VII - usar verbas de gabinete em desacordo com os princípios fixados no caput do art. 37 da Constituição Federal;”
………………………………………..
Agora, só falta a cambada do corrupturismo dizer que as passagens aéreas não fazem parte da verba de gabinete.
Vai ver, as passagens aéreas fazem parte de uma certa porção da anatomia da Mãe Joana…
A mesma Resolução 25 estabelece as seguintes punições:
“Capítulo V
DAS PENALIDADES APLICÁVEIS E DO PROCESSO DISCIPLINAR
Art. 10. São as seguintes as penalidades aplicáveis por conduta atentatória ou incompatível com o decoro parlamentar:
I - censura, verbal ou escrita;
II - suspensão de prerrogativas regimentais;
III - suspensão temporária do exercício do mandato;
IV - perda do mandato.
……………………………………….
Art. 13. A suspensão de prerrogativas regimentais será aplicada pelo Plenário da Câmara dos Deputados, por proposta do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar , ao deputado que incidir nas vedações dos incisos VI a VIII do art. 5º, observado o seguinte:
……………………………………….
V - são passíveis de suspensão as seguintes prerrogativas:
a) usar a palavra , em sessão, no horário destinado ao Pequeno ou Grande Expediente;
b) encaminhar discurso para publicação no Diário da Câmara dos Deputados;
c) candidatar-se a , ou permanecer exercendo, cargo de membro da Mesa ou de Presidente ou Vice-Presidente de comissão;
d) ser designado relator de proposição em comissão ou no Plenário,
VI - a penalidade aplicada poderá incidir sobre todas as prerrogativas referidas no inciso V , ou apenas sobre algumas, a juízo do Conselho, que deverá fixar seu alcance tendo em conta a atuação parlamentar pregressa do acusado, os motivos e as conseqüências da infração cometida;
VII - em qualquer caso, a suspensão não poderá estender-se por mais de seis meses.”
Sentiram a barra?
O carinha usa verba de gabinete em desacordo coma Constituição e tudo o que acontece é a suspensão de prerrogativas parlamentares (não necessariamente todas, a depender da folha corrida do elemento). E, assim, mesmo, por não mais que 6 meses.
Concordo com o Chico Motta (e em muitos outros posts também). Era uma regra imoral mas legal, encerre-se a discussão pois se trata de cortina de fumaça.
“Não me incomoda em nada o que Gabeira quiser fumar em casa.”
A mim incomoda sim. Um congressista não deve violar a lei, mesmo que a ache errada.
Como era de se esperar, o esperado discurso do Gabeira hoje foi de uma fraqueza e infelicidade descomunal.
Alguns detalhes do mesmo:
““Eu arranhei a minha imagem espontaneamente. Eu procurei a imprensa para dizer que tinha utilizado a minha passagem e isso me dava condições morais para trabalhar aqui dentro para que isso se modificasse”
“Sinto-me um vitorioso, embora levemente ferido como em toda a batalha. Acho que avançamento na questão das passagens”
É o que da quando pegam a gente com as calças curtas.
Pô, Gabeira, teve um monte de gente esperando que você fizesse um discurso super apropriado hoje. E isso….?
Sorry, perdeu, playboy, perdeu. Um monte. Sinto informar. Sinto mesmo. Sinto em mim. Assim como senti quando vi o PT entrar nessas. Assim como senti ao ver o PSDB entrar nessas. Assim como sinto ao ver que tá todo mundo nessa. E as desculpas mais esfarrapadas de todos os lados.
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Há um ponto ainda não dito acima, no post e nos comentários, que vale conferir: precisamos lembrar quem era o Primeiro Secretário do Senado anterior. O que “estufou” o mesmo com tudo que se pode imaginar. Vocês lembram quem foi?
Mario Morona em seu blog:
“Gabeira: a morte de um vestal
Fernando Gabeira também presenteou parentes com sua cota de passagens como deputado federal.
O que dizer?
Acaba de morrer um discurso convincente em defesa da ética pública. “
Pedro. Gostei pracas. Não se trata de apedrejar Gabeira. Longe disso. Do seu texto reproduzo “Visto como integrante da banda ética do Parlamento, Gabeira não se constrange com o novo papel: ‘É preciso desfazer um pouco esse negócio de reserva moral…’”, que veio do Josias. Ok. Esse negócio de reserva moral cansa pracas. Foi essa a bandeira do deputado? Devolva o dinheiro e vamos ver se, futuramente, as passagens que ele tem de sobra serão repassadas para uma de suas filhas. A confusão entre público e privado acontece. Assim é se lhe parece?
Bem. quem tem telhado de vidro… E o PUTA DEPUTADO que vi estampado nas camisas dos eleitores cariocas?? Acho que ficuo o o puta mesmo. Gabeira hoje se torna um político padrão brasileiro como a grande parte dos que conhecemos, e morre entre cotas de bilhetes aéreos o “Paladino da ética”. E na tentativa de ressuscitar-se admite o erro e diz que irá travar uma batalha por mudanças… ja ouvi isso antes de um outro Fernando.
Ah, o Brasil e seus Fernandos
Clint, é bom deixar de vestir santos e jogar fora esse personalismo da vida política brasileira, que exatamente, não se interessa por discutir projetos para o país, mas faz concurso em puteiro (Congresso Nacional) para ver quem é mais virgem.
Procure um livro chamado O monarca da fuzarca, com reproduções sobre o escândalo amoroso daquela família de sifilíticos de Orleães e Bragança.
Agora o resultado de tudo:
Michel Temer quer aumento salarial para nossos ilibados deputados para que haja alguma moralização, como por exemplo o fim das verbas indenizatórias, outra das farras descomunais dos digníssimos.
Caramba. Onde esses caras vão parar?
Vamos cair na real. E a realidade é:
O Senado hoje é presidido pelo Sarney, mas quem articula tudo é o Renam, o Collor é o pai do PAC por lá, o Almeida Lima é o presidente da Comissão Mista de Orçamento, o Almeidinha do Renam.
O que vocês esperam? Eu espero que seja um excelente Senado e uma excelente Câmara. Claro que sim.
E só existe uma condição: que a gente fique de olho em Gabeiras, e todos. Por eles a gente paga as farras. Por mim, não. Eu quero um Congresso, mesmo com eles.
Se para isso o preço é vigiá-los como crianças arteiras, então que assim seja.
Tudo na Internet já.
Pax,
O discurso do Gabeira, e de todos os demais envolvidos, é mal intencionado.
Eles querem apresentar a coisa como um desvio ético, e não como uma ilegalidade. Como algo ilegítimo, mas não ilegal. Como um pecadilho.
Tem muita gente boa caindo nessa.
Está errado. O procedimento é ilegítimo e ilegal. Aliás, inconstitucional. Fere o princípio constitucional da impessoalidade da despesa pública.
É o mesmo que um diretor de um órgão público pagar passagens aéreas para um parente ou aderente seu. Como ordenador de despesa, ele tem o poder de usar a dotação para compra de passagens a qualquer tempo, porém no interesse público e nos termos da lei.
Não tem essa de dizer que, já que a dotação existe e está disponível, ele pode usá-la a propósito de qualquer coisa.
O valor das passagens deve ser devolvido, e os infratores devem ser multados, além de se sujeitarem às demais implicações de natureza penal.
“Arranhei minha imagem” é papo furado.
Não temos nada a ver com a imagem dele ou de quem quer que seja. Ele que faça com a imagem dele o que achar melhor.
Agora, temos tudo a ver com o uso que ele ou qualquer outro faz dos recursos públicos.
Lamento dizer mas, quanto mais o Gabeira se explica, mais se complica.
Coitados daqueles que acreditam na possibilidade de encontrar uma virgem na zona…
Pior é dizer que ele foi diferente, Elias, dizer que foi ele mesmo que se denunciou e, por conta disso, é menos culpado.
Não é.
É tudo irrelevância, é tudo hipocrisia!
Eu é que não vou perder tempo com isso!
Atire a primeira pedra…
abçs
Que tal passarmos um mês sem falar em corrupção!
Acho que o astral vai melhorar muito.
Essa conversa é deprimente!
abçs
Elias e Pax, estou com vocês. Desta discussão, ficam algumas coisas para pensarmos:
1) O regime democrático de 1988 cooptou e corrompeu parcela expressiva das lideranças políticas do país. Não há agrupamento político que não tenha algo mal explicado em sua biografia. Da esquerda à direita, são todos uns safardanas.
Exemplifico: até o governo Sarney, movimento estudantil se fazia sem dinheiro, na raça. Depois que surgiu a meia-entrada vinculada à carteira de estudante, começou a circular muito dinheiro neste meio. Junto veio a corrupção. Vi, quando estive neste meio, muito grupo de extrema-esquerda pagando dívida do partido com dinheiro da meia-entrada. E não eram do grupo dirigente da UNE.
2) Discurso de combate a corrupção é mais bandeira política contra adversário que compromisso político
3) Não precisamos de vestais da moralidade para vigiar os outros. Precisamos de gente disposta a moralizar a si mesmo. Quando aparecer um candidato assim, terá o meu apoio.
Elias, você está errado, o desvio em questão é ético, verba de gabinete é destinada ao pagamento de assessores parlamentares, o desvio de função desta, é que incorre em ilegalidade, a verba em questão é verba de passagens mesmo, existe outras verbas como auxilio moradia, verba postal e telefônica e verba indenizatória para combustível e despesas diversas, etc, etc,etc…
Em um mês eles vão nos surrupiar em quanto?
Acho caro demais.
Com as verbas indenizatórias a farra é maior ainda. Ou igual. Nem sei.
A última notícia é sobre os absurdos dessas verbas nos Estados. Só em Alagoas é de R$ 39 mil por deputado estadual.
Tá na hora de berrar mesmo. Acho que sim, é minha opinião firme. E que me dá algum otimismo nesse lixo todo.
Penso que ao contrario da maioria o salário dos deputados é baixo e provavelmente por dois motivos, para não onerar a câmara com a aposentadoria dos deputados e não indispor ainda mais a população assalariada contra os parlamentares, daí esses por foras para complementar o rendimento, devia haver só a verba de gabinete direcionada aos assessores e o resto deveria ser pago com o salário do parlamentar que deveria ser o suficiente para tanto, com o que ele gastasse o salário, aí sim seria problema particular.
Incrível como o fato de ser legal, justifica o ato. Se direito e ética andassem juntos, tudo bem… Há muito que descolaram um do outro. Nesse nosso quadro nacional com a qualidade moral e ética de quem legisla e dos responsáveis pelo respeito às leis, então…Legisla-se em causa própria, depois argumenta-se que sem respeito às leis não há estado democrático e respeitadores que somos desse estado democrático, somos obrigados a ouvir que todas essas malfeitorias ( prá quem aprendeu e tenta viver eticamente) são legais. a assistir Paulo Maluf, Orestes Quércia e a corja toda, livres,leves e soltos dizendo com a maior cara de pau que a justiça até agora só conseguiu provar sua inocência. Uma nação sobrevive a um distanciamento tão grande de ética e direito? A tantas legalidades imorais?
Esse estado de coisas me lembra uma cena do filme O destino bate a sua porta em que e os personagens interpretados por Jack Nicholson e Jessica Lange planejam o assassinato do marido desta. Questionada sobre a gravidade do ato ela responde: Quem se importa com o que é certo ou errado? Num cenário diferente estamos vivenciando isso., com o agravante de que além da indiferença para com a ética, temos ainda a lei, ou sua interpretação a nos proteger.
Quanto ao Gabeira, algumas críticas furiosas me lembram os fariseus do Evangelho que mesmo com uma trave no olho criticavam o cisco no olho do vizinho. Claro que acertar sempre seria desejável, mas somos humanos, porisso precários. Se errou que se arrependa e que pague. Há uma diferença imensa entre errar uma ou duas vezes e viver na esbórnia.
Escândalo da Ponta Aérea: http://twitter.com/manuvlad/status/1588485745
Sugiro uma olhadela no Terra Magazine. Ou aí no link.
O Severino Cavalcanti subiu nas tamancas.
É o que dá.
Dino, a remuneração do parlamentar não é baixa. Um presidente de grande empresa chega a receber R$ 1 milhão por ano, somando salário e bônus. Contudo, este executivo trabalha seis dias por semana, em jornada de mais de dez horas por dia, e tem menos benefícios indiretos que um parlamentar. E boa parte desta remuneração está vinculada aos resultados da empresa em que trabalha. Ou seja, ganha tudo isso quem chefia empresas com lucros superiores a R$ 5 bilhões por ano.
Um executivo nível inferior ao board ganha um salário similar ao do parlamentar, e tem menos benefícios indiretos. Trabalha muito mais.
E isto considerando que a média de remuneração dos executivos brasileiros é 21% superior à média européia, considerando salário mais bônus.
Eu não acho que parlamentares e executivos sejam compatíveis. Mas acho que a remuneração dos parlamentares precisa estar adequada à realidade.
Francamente Pedro Dória… como é que você gasta tanto palavreado com um post sobre tamanha irrelevância?
Mas você é mesmo um direitista-enrustido-puritano-fajuto-neo-udenista-moralista-d’araque!
O fato merecia duas linhas:
”
Gabeira tungou umas passagem aérea. Merece censura pública e precisa devolver o dinheiro.
”
Imagine quando você descobrir que a gangue privata do daniel dantas tá com USD2 BILHÕES de dinheiro roubado bloqueado pela justiça!
Aí você vai ter um ataque e tascar fogo nos cabelo?
O diabo mesmo é ver o gabeira andando de mãos dadas com o jungmann rapaz…
corrupção grossa… daquela que causa fome e doença no Brasil… aí é tudo uns boca-de-siri.
Pedro Dória,
Não vejo diferença entre o que o deputado fez e abrir o cofre da União e roubar 5.000 reais pelo simples motivo de que ele é um legislador.
Para os simples mortais, a omissão de uma regra pode suscitar um benefício implícito. Para um legislador, qualquer omissão legislativa deve ser cuidadosamente zelada. Na dúvida, o bom senso deve nortear.
Do ponto de vista estritamente legal, o uso dessas passagens pode até ser imoral e não ser “condenatório”, mas afronta, SIM, a letra da Lei.
Fernando Gabeira, SIM, roubou uns 5.000 reais dos cofres da União. E tanto tinha consciência disso que se antecipou à notícia e fez o mea-culpa. Ninguém que age dentro da lei faz isso, certo?
Até.
(E eu sei muito bem que o juridiquês considera a omissão legislativa algo suscetível a comportamentos condenáveis, mas dentro da lei, mas um legislador não pode se dar a esse direito, até porque a brecha, SE FOI CRIADA POR ELE, é assim por algum motivo que SÓ ELE sabe. Uma omissão é criadaa para tornar compulsória a prática de um ilícito. Por isso é crime. PARA UM LEGISLADOR É, SIM, CRIME. Para os demais mortais, que não participaram da elaboração daquilo, jamais.)
Causou-me grande surpresa quando vi o Dep. Gabeira tb envolvido nesta grande lama que caiu sobre o Congresso Nacional, especialmente por haver votado do Dep., esperava dele uma justificativa mais plausivel para o fato, que não veio, agora a noite ficou pior ao ver o Dep. com largo sorriso (JORNAL NACIONAL) dando impressão que debochava dos cidadãos cariocas que acreditaram nele, por ocasião da última eleição no RJ, ao que parece trata-se de um novo Collor, caçando marajá.
Gabeira disse que “está sofrendo um pelotão de fuzilamento pela Internet mas que não foi o primeiro nem será o último”. Apareceu no Jornal Nacional, como diz o Luiz Cezar Freitas acima.
Mas, deputado Fernando Gabeira, o Sr gostaria que a gente ficasse calado? Não se tocou ainda que é na Internet que uma parte significativa da inteligência brasileira discute?
Porque o Sr não vai lá na frente e obriga todo mundo a devolver o dinheiro que o Michel Temer, num rompante de valentia, disse:
“Este assunto está encerrado, o que passou passou, solicito que nenhum deputado toque mais nesse assunto”.
Como é que é? E o dinheiro da pobre da Viúva não volta não? No meu simplório entender, de pagante de impostos que sustenta isso tudo, tem que voltar sim senhor!
Quê que é isso, companheiro?
Vai lá, Gabeira, salva um pouco do que sobrou do teu passado, mostra mesmo que se arrependeu do erro e não venha rir da gente não.
Ou então, realmente saia da política porque não me fará mais falta alguma. Já causastes o prejuízo das minhas esperanças.
Do Michel Temer e do José Sarney já sei que não posso esperar mais nada, haja vista esse mês inteiro de escândalos e atitudes pífias, senão ridículas.
Não caia nessa, Fernando Gabeira.
Acho que o “deslize” se deve a algo que é culturalmente normal para eles. Mas a atuação foi correta e com a devolução dos valores o assunto deve se acabar.
Paulo Roberto, salário de CEO de grandes empresas nacionais e multinacionais são negociados em segredo e dificilmente você terá uma base correta sobre esses valores, onde alem de salário, participação nos lucros, ações da empresa, bonificações e demais mordomias, tipo helicóptero, carro blindado e etc, engraçado que é mais fácil saber quanto ganha um gestor nos EUA que por aqui, (país da sonegação, ou pensam que só político é corrupto?). Mas descendo bem mais abaixo, para o terceiro escalão de empresas de grande porte, cargos de gerencia e supervisão, ganham facilmente o dobro que um deputado R$ 12.000,00. Não adianta fazer a idiotice de somar a verba de gabinete R$ 50.000,00 que se o parlamentar meter a mão nela, passam o cerol nele rapidinho, esse negocio de contratar assessor e ficar com parte do salário é furada. As demais verbas são mais fáceis de se desviar, tem deputado de Campos (RJ) que consegue encher o tanque de um Vectra, quatro vezes, todo dia, rodar 2000 Km dentro de Campos é que é mais difícil, e mais complicado então é parar com seu tanque vazio sempre no mesmo posto. O problema de meter a mão nestas outras verbas é que se descoberto, de bancada da ética, você passa para a bancada da é titica.
Mandou bem, Fábio Passos.
Gabeira rindo e dizendo que provavelmente ainda enfrentará outros pelotões de fuzilamento. Pelo visto vai ter mais para o futuro. Sei lá, esse cara está gagá. Pegou forte no gererê, incinerou um charrão manga rosa.
O problema não é devolver ou deixar de devolver, o problema é que esse não coloca o dedo em riste para mais ninguém… Já era… Foi para a bancada da é titica…
Tavarich Jaca, pelotão de fuzilamento enfrentou o Gilmar Mendes, foi fuzilado pelo Joaquim Barbosa, o negão não estava para brincadeira… Assista no youtube.
Camarada Dino,
muito me orgulha ver o Sr. Juiz e pai Joaquim Barbosa dizer o que gostaria de repetir lascando uns tabefes naquela cara sem-vergonha do gm (vou abreviar em minuscula o nome do meliante togado). Claro que não perdi essa, mas vou ver mais uma vez para lavar a alma nessa noite.
Abraços sinceros ao camarada da hegemonia gramsciana.
Gabeira, afinal era só uma petequinha…
Do Gabeira sobrou a bagana?
Na boa, não tenho nada contra o Gabeira. Desde que ele compre a briga pra sanar seu problema com o ParlamenTurismo. Mas ao comprar a sua, compre briga com todos os 261 deputados que fizeram o mesmo. Só para viagens internacionais.
Se o Fernando Gabeira fizer isso, conseguir todo esse dinheiro de volta aos cofres da Viúva, passa meu rancor de hoje que não tá fácil.
Vamos companheiro. Acende de novo. E não estou sacaneando por conta de um baseado ou seja lá o que for. Que atire a primeira pedra que nunca fumou, tragando ou não.Isso não tem nada de nada. Pode fazer o que for. Mas com o dinheiro da Viúva não.
Então, pra encerrar, fica o desafio pro Gabeira: São 1.883 viagens internacionais dos deputados que custaram R$ 4.765.946,91. A gente acompanha daqui, centavo por centavo voltando ao erário.
Valeu, Gabeira? Topa?
Agora quero ver aquele cara de novo, dedo em riste. Acredito que é capaz. Tomara que sim. Vai melhorar um bocado. E, na boa, era isso que devia ter feito hoje no Congresso, acho eu. Não fez.
“OAB quer que deputados devolvam dinheiro público gasto com passagens para amigos”
Marco Antonio Soalheiro
Agência Brasil.
Ou seja, não sou o único que quer o dinheiro de volta para o cofre da Viúva.
Go Gabeira, Go!
Dino,
O desvio é TAMBÉM ético, tanto que está previsto no Código de Ética (Resolução nº 25, de 2001, artigo 5º, que transcrevi acima).
Mas não é SOMENTE ético. Trata-se, também, de um procedimento ilegal e inconstitucional.
Outra coisa: esse negócio do Gabeira falar em “uma ou duas pasagens aéreas” é cinismo. É cálculo.
Afinal, foi uma passagem ou foram duas?
Dita como ele disse, a coisa parece menos importante. Tão desimportante que ele nem lembra direito e nem se deu ao trabalho de verificar com precisão.
Se é verdade que ele pensa como diz que pensa, e é desmemoriado, deveria ter verificado, antes de sair boquirrotando pela imprensa.
Claro que ele lembra. Ele não é doido…
Falar em “uma ou duas passagens” foi um ato calculado, de quem quer que a coisa pareça menor ou menos importante do que é.
Isso faz de Gabeira pior — e não melhor — que os outros.
Um parlamentar paraense, o Vic Pires Franco, do DEM, está entre os deputados que mais cometeram essa irregularidade. Foram 7 viagens.
Cutucado pelos blogs paraenses, Vic deu o serviço. Não disse que foram “seis ou sete”. Listou uma a uma as passagens e por quem foram usadas (filha dele, noivo da filha e até um compadre!). Assumiu o pepino e pediu publicamente desculpas aos seus eleitores e à população em geral.
Não sei se Vic se dispõe a devolver o dinheiro (o que não lhe será difícil, porque ele é rico).
Mas sei que, até aqui, Vic está se saindo um tanto melhor que o Gabeira. Bem melhor…
Sim, Dino, salário de CEO é negociado sob sigilo (embora as regras estejam mudando para isso tb), mas eu me baseei em estudo do Hay Group, consultoria responsável por boa parte destes contratos negociados em sigilo.
Quanto ao nível gerencial, desculpe-me, mas R$ 16.000,00 por três dias de trabalho na semana é igual a R$ 20.000,00 por cinco dias de 10 horas na semana. Calcule a hora trabalhada. Dá R$ 100,00 tanto para o gerente quanto para o deputado. Só que o gerente se desgasta mais e tem menos benefícios indiretos.
Dino,
Mais uma: a verba de gabinete NÃO é destinada ao pagamento de assessores parlamentares.
Os assessores parlamentares são, em sua maior parte, servidores temporários, de livre nomeação e exoneração.
Durante o tempo em que ocupam o cargo, são pagos na folha da Casa à qual estão vinculados. Com descontos previdenciários, IRRF e tudo o mais.
É comum que parte dos assessores parlamentares seja composta por servidores efetivos (concursados), da própria Casa ou, eventualmente, cedidos por outros Poderes, com ônus para o órgão de destino. Mas a maioria é servidor temporário, mesmo.
A verba de gabinete existe para outro tipo de despesa: viagens, publicações (livros com discursos parlamentares, revistas e folhetos explicando o conteúdo de leis ou projetos de leis, “jornais do mandato”, etc, e mais um monte de etc.
O correto seria simplesmente extinguir a verba de gabinete. O deputado deveria receber uma determinada remuneração, que já viria descontada dos impostos e contribuições devidas. O que ele fizesse com o saldo, seria problema dele.
Já foi assim no passado. As publicações, por exemplo, eram bancadas diretamente pelo Legislativo.
A coisa foi mudando aos poucos. É que os parlamentares da oposição se queixavam que a Casa só publicava os livros, as revistas, os folhetos, etc, do pessoal que apoiava o governo. As publicações de interesse da oposição amargavam uma longa e congestionada fila de espera.
Foi quando se estabeleceu uma cota de mesmo valor para todos os parlamentares.
A porta foi entreaberta. Aí foi sendo cada vez mais escancarada, escancarada… até que arrombou geral.
Ontem, assisti um senador, entre outros, chorando pitangas. Que seu salário não dava para se sistentar em Brasília, que era um miserável da pior espécie e só faltou pedir dinheiro emprestado para os que estavam ao redor. Disse que assim terá que aceitar suborno de empreiteiras, ser corrupto. Pois até as passagens para a família eliminaram e ele vai ter que tirar do próprio bolso. Ora, o salário dessa gente é simbólico, acho que um terço do valor que recebem, além dos jetons, horas extras não feitas e feitas etc e etc. O que é preciso é que a remuneração para o Congresso seja compatível com a responsabilidade do cargo e transparente, como é o salário de qualquer um. Que paguem com seus proventos suas passagens etc., como qualquer cidadão. Um quer que o Estado pague sua enfermeira, pois precisa de uma, outro que financie as vindas da esposa à Brasília como se fossem um direito. Isso configura é privilégios às custas do herário público e eles defendem isso como se fosse uma coisa normal. Como se qualquer cidadão gozasse de tais favorecimentos. Isso é incrível e pela composição do Congresso, acho que eles é que estão devendo as cofres públicos o que roubaram e nem de graça contratava essa cambada para trabalhar para minha empresa.
Existe uma forma muito simples e que ha anos é usada pelas legislações penais mais primitivas. Serve muito bem para esse e todos os casos de ursupação:
Não roubaras.
Uma outra forma tambem muito simples para acabar com o roubo:
Paredão.
Deputado teria leis diferenciadas para legislar e para ser executado.
Pedro Dória,
Você põe um post “No Brasil, somos todos corruptos” 09/04/2009 às 1:45, sem definição de corrupção e delimitando sua afirmação ao Brasil. Depois faz um post sobre Gabeira. Por que se dedicar ao que não tem importância? Ou eu estou enganado e o plural em somos excluia alguns?
Pax,
Alvíssaras pelo seu novo site! Tenho dúvida, entretanto, da possibilidade de junção desses dois termos. Na prática, política só ocorre em democracia e democracia só se for a representativa, pois a direta, por ser pontual torna-se ditadura da maioria. Democracia representativa não existe sem barganha, sem trocas, sem fisiologismo. Democracia representativa e fisiologismo e política são termos praticamente sinônimos. Assim outro título para seu site seria FisiologismoÉtica.
Fisiologismo é luta, é defesa de interesses de outrem. Ética em oposição poderia ser tomada como renúncia. Não vejo como conciliar os dois.
É bem verdade que política, democracia e fisiologismo devem se submeter ao império da lei. Se é isso que você toma por ético, tudo bem.
Nesse caso, entretanto, o título mais apropriado para o site seria PolíticaLegalidade.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 23/04/2009
Depois o faraó reprova os paredões dos regimes comunistas, fala mal do Fidel etc.
Senhor Clever (que nome… Se fosse comigo, corria para a justiça para trocar por surfando na jaca), acho que entendi o Pedroca Doria. O último incorruptível do povo brasileiro, detonou uma chibaba alagoana e passou a distribuir passagens para a família passear em Nova York, já que ele não pode por ter ficha suja nos EUA. Assim, O Pedroca generalizou, pois o último bastião da moralidade ruiu. Que será que o Doria anda afanando ou subornando??????
Do blogueiro paraense Juvêncio Arruda (5ª Emenda), sob o título “Encontro de Genis”:
“O blog sugere, com todo o respeito, que os parlamentares paroaras que viajaram ao exterior, ou mesmo dentro do país, usando patrimonialmente, segundo Gabeira, suas cotas de passagens, ofereçam um jantar ao colega Vic Pires Franco (DEM), sobre cujo lombo recaiu a justa e indignada grita do populacho.
Permitam-me a sugestão do local: o Porcão de Brasília, fascinante espaço de degustação de bovinos e correlatos.
O poster gostaria muito de assistir ao encontro mas, sem dinheiro para a passagem e avesso a cotas, agradeceria se algum parlamentar enviasse uma foto pelo celular. Seria publicada, com os devidos créditos.”
A bancada parlamenturista carioca bem poderia oferecer o mesmo mimo ao Gabeira. Ele fez por merecer.
O PD daria a foto no Weblog.
Eu estou esperando ser subornado pelo Dantas para receber habeas do Gilmar de lama Mendes.
Surfando na Jaca,
Um dia você chega lá. Imagino você comprando livros na Amazon e aparece “If you are Surfing on the Jack-fruit clique here” e só você poder cair lá no buraco.
Pax,
Não prestei atenção à forma como estava escrito o nome do seu site. Agora percebi: é PolíticAética. Ai, no meu entendimento, você está certo. A política é sem ética. E mais, penso que estão equivocados os que querem levar a ética para a política. Com ética não haveria política. Como mencionei no email anterior a política deve ficar submetida ao princípio da legalidade. Ao que for feito fora da legalidade cabe a sanção prevista na lei. A lei é a imposição heterônoma de um comportamento. A ética deveria ser a imposição autônoma do comportamento. A ética heterônoma eu a denomino de a ética da soberbia.
Quando são éticos, eu sempre considerei soberbos os que proclamam uma ética para a política. Há muitos, entretanto, que não são soberbos, pois utilizam o discurso para se esconderem. Pela dificuldade de distinguir um do outro, faço ouvidos moucos a essa lenga-lenga
Clever Mendes de Oliveira
BH, 24/04/2009
Os heróis do Cazuza morriam de overdose.
Os meus de overbooking.
Deputado brasileiro clicado no momento exato em que recebia a notícia do corte de passagens aéreas para o exterior, com a família e amigos.
Pedro Dória,
Não dou muita relevância para as questões de corrupção. Creio que já escrevi aqui no seu blog que a venda da Vale do Rio Doce, que não foi corrupção, mas ato de incompetência, a desoneração da Lei Kandir, e a não aprovação da CPMF obedecendo todos os princípios orçamentários constitucionais causaram mais prejuízo que todo o histórico de corrupção no Brasil.
Em relação ao Fernando Gabeira, vou colar aqui o comentário que enviei em 21/04/2009 às 15:18 para o blog do Luis Nassif para o texto dele intitulado “Santo Gabeira do pau oco” de 21/04/2009 às 11:35:
“Luis Nassif,
Eu tinha o Gabeira como referência. Essa referência acabou quando ele ficou contra a transposição do São Francisco. Tivesse ficado contra a construção do gasoduto que espoliava os bolivianos e devastava o ambiente por onde passava para fornecer gás a preço subsidiado para o empresariado paulista, ou ficado contra o Rodonel também por se tratar de obra que devasta o ambiente, eu admitiria que ele ficasse contra a transposição. A seletividade dele, entretanto, era de pior qualidade.
Tive certeza que ele se guiava pela vontade dos poderosos quando, após a entrevista de Severino à Folha de S. Paulo em que Severino dizia que não acreditava que tinha havido Mensalão e a Folha de S. Paulo ter deturpado a declaração de Severino em chamada de primeira página afirmando que para Severino Mensalão não existia (A Folha de S. Paulo deveria ter posto a frase completa: Ou seja, Severino não acredita que o Mensalão exista, que é bem diferente de para Severino Mensalão não existe), em vez de criticar os patrões dele por fazer mau jornalismo optou por criticar o Severino.
Bem, em relação aos gastos do Congresso com a passagem área ninguém lembra qual é a origem do problema. No governo de FHC para que os juízes e promotores não reivindicassem aumentos de salários, o salário dos deputados foi fixado bem baixo e se criou o benefício da conta própria de despesas (A única vantagem disso é que, não sendo essas despesas tributadas, os deputados não fazem muito esforço em combater a aplicação de uma alíquota mais alta de Imposto de Renda para os salários mais elevados). Trata-se de excrescência que não deveria existir e se deveria conceder ao Deputado o salário justo. A discussão, entretanto, faz-se pela via do fraude: a normatização da excrescência.”
A data e hora do envio como mencionado acima foi 21/04/2009 às 15:18.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 23/04/2009
[...] e ética como Gabeira, mesmo depois desse incidente. Também fiz campanha pra Gabeira, assim como Pedro Dória e sempre que puder farei. Ainda acredito que no final das contas, os pingos serão colocados nos [...]
Elias, você é muito orgulhoso é não gosta de ser chamado atenção quando erra. Daí segue errando…
Folha Online, em Brasília
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), anunciou nesta quarta-feira o reajuste da verba de gabinete paga aos 513 deputados federais. Com o reajuste, a verba passará de R$ 50,8 mil para R$ 60 mil mensais.
O novo valor passa a vigorar a partir deste mês. O dinheiro da verba de gabinete é destinado ao pagamento dos funcionários não-concursados empregados no gabinete dos deputados. Cada parlamentar pode empregar de cinco a 25 servidores para seu gabinete.
Passagens são pagas com verba de passagem e publicações, adivinhe? Com verba de publicações, existe ainda verba postal e telefônica, de combustível e sabe Deus quais mais…
A de gabinete é a única, que se o maroto passar a mão, dança.
Elias é mesmo orgulhoso, não dá o braço a torcer. mas é do bem, camarada Dino.
( salut clever ! vc escreve num “old fashioned style” que me deixa toda sorridente ! :-))
Dino,
A FSP está longe de ser a melhor alternativa pra se aprender finanças públicas.
Sei do que estou falando. Sou do ramo.
A despesa com pagamento de salários e encargos sociais de servidores públicos — sejam eles temporários, efetivos ou estáveis — se integra à despesa de pessoal do órgão ou ente a que esses servidores estejam vinculados.
Nas Casas Parlamentares, o membro do poder escolhe uma determinada quantidade de assessores, que são nomeados em comissão, se for o caso. Aí esses assessores são nomeados pela Casa.
Essa despesa é paga na folha de pagamento da Casa. Os assessores são servidores públicos, e não empregados do parlamentar. Eles podem ser temporários, efetivos ou estáveis.
São temporários quando indicados entre pessoas que não fazem parte do quadro funcional da União.
São efetivos quando concursados, na própria Casa ou em outro órgão ou ente da União (caso em que terão sido cedidos, com ônus para a lotação de destino).
São estáveis aqueles que, tendo sido admitidos sem concurso público no prazo de até 5 anos antes da data de vigência da atual Constituição Federal, se encontravam em exercício nessa data.
Se o servidor efetivo ou estável for nomeado em comissão, permanecerá nessa condição até à data de exoneração. A partir daí, retornará ao cargo e lotação de origem.
Se for temporário, com a exoneração cessa o vínculo com o Poder Público.
Já a “verba de gabinete” propriamente dita, é desembolsada de 2 formas:
a) suprimento de fundos (também conhecido como “adiantamento para despesa”), nos termos da Lei Federal nº 8666;
b) cota de despesa que, embora ordenada pelo órgão ou Poder concedente, é mobilizada pelo beneficiário.
No primeiro caso, o parlamentar recebe uma importância em dinheiro, executa os gastos e presta contas à Casa.
No segundo, o parlamentar simplesmente mobiliza a despesa que foi contratada pelo Poder concedente.
É aí que se enquadram as pasagens aéreas. O Poder concedente promove a licitação para escolher a agência (ou agências) que fornecerá as passagens.
Em seguida, coloca as cotas à disposição dos parlamentares. Estes se dirigirão à agência e usarão as passagens, segundo as cotas que receberam.
O mesmo esquema costuma ser usado para pagamento de gráficas que imprimem livros, folhetos, jornais, etc., de interesse do mandato.
E por aí afora.
Dino,
Insisto: as cotas de passagens aéreas FAZEM, SIM, parte da verba de gabinete.
Seria absurdo supor que o pagamento de remuneração a assessores integra essas verbas e a cota de passagens aéreas não.
Só mesmo o interesse em deixar por menos a farra das passagens está fora do alcance do conceito “verba de gabinete”.
Neste caso, fará parte daquela porção anatômica da Sra. Mãe Joana.
E, aí, não se poderia aplicar nem mesmo as pálidas sanções que a Resolução 25 amorosamente estabelece, para os parlamentares apanhados em flagrante delito de malversação de fundos públicos.
Que regulamentação ou legislação seria, então, aplicada? Nenhuma! Até porque não há outra.
Analogicamente, qualquer ordenador de despesa de órgão ou ente público poderá, então, querendo, comprar uma passagem aérea para sua esposa ou filha.
Numa boa. Se os srs. deputados podem, por que não esse ordenador?
A menos que a lei faça exceção aos deputados.
Mas, que lei é essa, Dino? Nunca a vi.
Fernando Gabeira, hoje em seu blog, acusa o Executivo e o Judiciário, ONGs, licitações, insinua que não nos interessamos em saber como o MP e o Judiciário gastam o dinheiro público etc.
Ok, interessante. É verdade. Pelo menos para alguns que só acompanham por alto o tema.
Gabeira parece ter sentido o golpe que seu deslize lhe trouxe. Compreensível para um homem público que pautou boa parta da sua vida clamando por uma política mais limpa.
O que reclamo é que Fernando Gabeira ainda não me parece o antigo revolucionário, o cara que pegou em armas e foi lá lutar, mesmo sabendo que ia perder, pela nossa Democracia, nos tempos da Ditadura mais dura que a Folha de São Paulo parece supor. Gabeira soube salvar inúmeros colegas àquela época, mas não sabe, hoje, salvar a si próprio, segundo meu entendimento.
O que espero do Fernando Gabeira numa hora dessas? Pegue suas armas, o palanque e o microfone, e reaja à altura daquele passado. Peça que todos devolvam o dinheiro do ParlamenTurismo, encare a turma. Tenha essa coragem à luz e semelhanda da coragem passada.
Não digo que as acusações de Gabeira sobre os outros poderes não sejam corretas. Tudo indica, o noticiário é vasto, que Gabeira tem razão.
Mas perde o foco ao tentar se defender do que não tem defesa. Errou, ok, encara. Quem sabe não dá pra continuar?
Se liga, Gabeira, o foco é outro agora. É limpar a casa, sem varrer nada pra debaixo do tapete.
Terá uma galera ao teu lado se comprar essa briga, acho eu. Mesmo com teus arranhões. Não digo por mim. Tenho uma memória de elefante pra coisas chatas. Quem sabe, nunca é tempo demais no meu vocabulário. Mas creio que um monte de gente que votou em você e hoje diz que não faria isso de novo, voltaria atrás e olharia melhor o novo Gabeira que imita o velho Gabeira dos bons tempos.
Juro, torço por isso. Torço que Gabeira, no meio da dor, vire um leão. A sociedade e os cofres da Viúva estão precisando.
Pax, gabeira nunca pegou em armas.
é um engambelador e você cairam na dele.
gostei do severino passando um sabão nele :-)
Boa, Pax.
Ainda acho que o Gabeira pode vir a ser um bom deputado.
Até aqui, creio que ele não tem sido. Uma das funções básicas do legislador é legislar. E não sei de praticamente nada relevante feito pelo Gabeira nesse campo.
Outra função é fiscalizar o Executivo, no cumprimento das leis e no atendimento ao interesse público.
Mas, para isso, o parlamentar não pode ser do tipo “faz o que eu digo, não o que eu faço”.
Gabeira está com a posse da bola. Cabe-lhe mostrar o futebol que sabe jogar.
Elias,
Aguardemos, o que disse, foi de coração. Aí pra cima sentei o sarrafo e acho que tinha esse direito.
Depois de umas noites dormidas, quem sabe a gente não provoca o Gabeira pra voltar a ser o Gabeira que ele parece que quer ser.
Que se pronuncie. Como você bem disse, a bola está com ele agora. Aliás, sinceramente, bem que poderia dar o ar da graça no blog do Pedro Doria que fez maior força por ele nas eleições passadas.
Abraços, bom Elias.
Gabeira, pobrezinho. Nunca deixou de ser o estafeta dos sequestradores do embaixador americano.
Nada como um dia após o outro, não faz muito tempo fomos testemunhas do Sr. Gabeira, lépido e fagueiro, chutando cachorro morto (Severino) em nome da ética na política. E êsse cacoete dêle de contextualizar a mão na cumbuca utilizando jargão sociológico convenhamos, é de amargar!!!
Gabeira tão somente pegou na manivela do mimeografo do MR-8…
Elias, peguei o texto da FSP aleatoriamente, posso pegar outros 100, verba de gabinete, como o nome já diz, é para constituir o gabinete do parlamentar, ou seja, pagar funcionários em cargos de comissão, que por sua vez pode ser constituído por indivíduos da casa ou externos, assessores da casa sempre são obrigatórios pois é necessário que tenha alguém realmente capacitado a formular os PLs, no entanto abrigar parentes é mais lucrativo, pois o dinheiro reverte no mínimo para o clã, mas inventaram uma chatice de acabar com o nepotismo…
E sim, o deslize é por assim dizer “somente” ético, pois não se aplica nenhuma sanção sobre esse tipo de comportamento, uma vez que não são totalmente claras as limitações de utilização destes benefícios, existe a consciência que em direito publico tudo que não está explicitado em lei, não é permitido, mas aí é só fazer aquela cara de coitadinho… Não existe lei, mas existe a execração publica, que para mim é mais que suficiente. (Até gerou no PD uma certa aversão a vestais)
Certo Dino,
Então você acredita que, no Brasil, não é ilegal usar recursos públicos para financiar viagem particular da esposa ou filha de membro do Poder Público.
Lamento que você pense assim.
Saiba que você está errado.
Os deputados envolvidos no embrulho vão fazer de tudo para enfiar essa noção goela abaixo das pessoas.
Mas eles sabem que estão sendo desonestos.
É ilegal, sim! Por lei, os recursos públicos só podem cobrir despesas realizadas no interesse público.
Qualquer coisa fora disso, é ilegal, e pronto.
O problema é que as simpatias pessoais por tal ou qual político — pego com a mão na massa — por vezes, acaba interferindo no juízo de valor das pessoas.
Na prática é o nosso velho conhecido: “aos amigos, os favores da lei; aos inimigos, os rigores da lei.”
[...] or without clear rules, bloggers think that many people lacked decorum. Pedro Dória [pt] was surprised to see the name of Fernando Gabeira, a champion of ethics who has had the [...]
[...] or without clear rules, bloggers think that many people lacked decorum. Pedro Dória [pt] was surprised to see the name of Fernando Gabeira, a champion of ethics who has had the [...]
[...] ou sem regras claras, faltou decoro por parte de muita gente. Pedro Dória se espanta de ver o nome de Gabeira, paladino da ética que contou com o apoio da blogosfera na [...]
a real é que precisa alguém íntegro cometer um erro pra que esse erro cometido pelos politicos protegidinhos ,pela milésima vez, apareça em praça publica!
se for assim, quero o gabeira cometendo outros erros, grandes ou pequenos, em pequena escala pra que a merda toda cometida pelos reais corruptos , de anos e mais anos, e podres de tanto encher os bolsos da nossa grana, apareça novamente!
grande gabeira(ele só precisa mais do que nunca do nosso apoio agora), na saude ou na doença, na alegria ou na tristeza , para sempre…amém1