Luiz Antonio Cintra, da Carta Capital, escreve

Brasil · 8/04/2009 - 13h15 - 60 Comentários

Luiz Antonio Cintra, da Carta Capital, me escreve este email e pede que o publique:

Pedro,

Em nenhum momento fui grampeado. Fui citado no relatório da PF devido a uma matéria publicada na CartaCapital, onde trabalho, relativa à saída da Marina Silva do governo. A leitura do seu post deixa evidente que vc não teve tempo de ler o relatório, mas apenas a distorção criada pelo site Consultor Jurídico. É lamentável.

Quem afirma que os 25 jornalistas mencionados no relatório estão sendo ‘acusados’ pelo delegado Protógenes é o site, não o relatório da PF. Basta ler o material, disponível em vários sites.

Ao ler, ficará evidente a má-fé do jornalista que assina o texto e dos editores do site. Texto, aliás, que vc ‘linkou’ de modo acrítico e mesmo irresponsável.

Ao misturar suspeitos e não suspeitos em um mesmo balaio, o site buscou desqualificar o trabalho do delegado. E reforçar a tese (furada, na minha avaliação) do ‘Estado policial’. A mesma estratégia da defesa do Daniel Dantas, por sinal.

Por tê-lo até aqui em alta conta, espero que tenha sido apenas um deslize da sua parte, o que será compreensível. E que o meu e-mail seja reproduzido em seu site com o destaque dado ao seu post.

Luiz Antonio Cintra
Carta Capital

Não sei qual a tese da defesa de Daniel Dantas. E li, sim, o capítulo sobre mídia do relatório, a respeito do qual escrevi dois posts, em julho de 2008.

Em alguns casos, que cito nos posts, o delegado extrapolou completamente suas funções ao dar início a conjecturas mil e sugerir suspeitas sem base. Em outros, ele chega ao ponto de declarar que a excelente repórter Elvira Lobato, da Folha, buscava ‘apontar Naji Nahas como agente a serviço da Telecom Italia no Brasil’ o que fazia dela uma pessoa ‘da confiança de Dantas para implantar, na mídia, tais reportagens’.

Tenho o maior respeito ao trabalho do Cintra e respeito dobrado a sua opinião. Não tenho qualquer compromisso com a qualidade ou não do Consultor Jurídico. Não estou, sequer, dizendo algo que já não tenha dito antes. Acho que a discussão virou uma briga de torcidas que esconde a complexidade do assunto.

E, não custa repetir o que já escrevi em outro post: Em 1997, trabalhei no consórcio montado por Globo, Bradesco, AT&T e Telecom Italia para disputar um naco da privatização das telecomunicações. O consórcio perdeu. Entre 2000 e 2002, fui editor de internacional e colunista do site NO. que pertencia à Telemar, à época sob administração do Banco Opportunity de Daniel Dantas. Entre 2002 e 2007, fui colunista, repórter e blogueiro do site NoMínimo, patrocinado pela pela Brasil Telecom, por um período comandada pelo mesmo banco. Jamais tive contato direto com Dantas ou com a administração da Telecom Italia.

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