Luiz Antonio Cintra, da Carta Capital, escreve
Luiz Antonio Cintra, da Carta Capital, me escreve este email e pede que o publique:
Pedro,
Em nenhum momento fui grampeado. Fui citado no relatório da PF devido a uma matéria publicada na CartaCapital, onde trabalho, relativa à saída da Marina Silva do governo. A leitura do seu post deixa evidente que vc não teve tempo de ler o relatório, mas apenas a distorção criada pelo site Consultor Jurídico. É lamentável.
Quem afirma que os 25 jornalistas mencionados no relatório estão sendo ‘acusados’ pelo delegado Protógenes é o site, não o relatório da PF. Basta ler o material, disponível em vários sites.
Ao ler, ficará evidente a má-fé do jornalista que assina o texto e dos editores do site. Texto, aliás, que vc ‘linkou’ de modo acrítico e mesmo irresponsável.
Ao misturar suspeitos e não suspeitos em um mesmo balaio, o site buscou desqualificar o trabalho do delegado. E reforçar a tese (furada, na minha avaliação) do ‘Estado policial’. A mesma estratégia da defesa do Daniel Dantas, por sinal.
Por tê-lo até aqui em alta conta, espero que tenha sido apenas um deslize da sua parte, o que será compreensível. E que o meu e-mail seja reproduzido em seu site com o destaque dado ao seu post.
Luiz Antonio Cintra
Carta Capital
Não sei qual a tese da defesa de Daniel Dantas. E li, sim, o capítulo sobre mídia do relatório, a respeito do qual escrevi dois posts, em julho de 2008.
Em alguns casos, que cito nos posts, o delegado extrapolou completamente suas funções ao dar início a conjecturas mil e sugerir suspeitas sem base. Em outros, ele chega ao ponto de declarar que a excelente repórter Elvira Lobato, da Folha, buscava ‘apontar Naji Nahas como agente a serviço da Telecom Italia no Brasil’ o que fazia dela uma pessoa ‘da confiança de Dantas para implantar, na mídia, tais reportagens’.
Tenho o maior respeito ao trabalho do Cintra e respeito dobrado a sua opinião. Não tenho qualquer compromisso com a qualidade ou não do Consultor Jurídico. Não estou, sequer, dizendo algo que já não tenha dito antes. Acho que a discussão virou uma briga de torcidas que esconde a complexidade do assunto.
E, não custa repetir o que já escrevi em outro post: Em 1997, trabalhei no consórcio montado por Globo, Bradesco, AT&T e Telecom Italia para disputar um naco da privatização das telecomunicações. O consórcio perdeu. Entre 2000 e 2002, fui editor de internacional e colunista do site NO. que pertencia à Telemar, à época sob administração do Banco Opportunity de Daniel Dantas. Entre 2002 e 2007, fui colunista, repórter e blogueiro do site NoMínimo, patrocinado pela pela Brasil Telecom, por um período comandada pelo mesmo banco. Jamais tive contato direto com Dantas ou com a administração da Telecom Italia.
Ainda sobre o assunto:
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- Consultor Jurídico publica íntegra do relatório
da Polícia Federal sobre Daniel Dantas O furo é de Claudio Julio Tognoli. São cinco arquivos PDF. Atualização - Todo o capítulo sobre mídia está no... - Janaína Leite e o quebra-cabeças
do delegado Protógenes Janaína Leite, ex-Folha de S. Paulo, é uma das repórteres grampeadas pela Polícia Federal em conversas com Daniel Dantas. Em... - A imprensa e como ela reage Por certo causaram muita surpresa a alguns as seguintes palavras de Diogo Mainardi: Hoje, terça-feira, bem cedinho, olhei pela janela...



ta bom, a gente acredita que vc nunca levou “algum” do DD.
Mas, o que o cintra quer saber é de onde vc tirou que tinham 25 jornalistas sendo investigados pelo delegado.
Além disso, falta vc admitir que fez o post apenas a partir do post do CJ…vc não leu o relatório.
caceta bobo pra caceta, li o relatório inteiro cerca de um ano atrás, virando uma noite, como trabalho para o Estadão.
Alguns detalhes chamam a atenção neste documento:
1) Este relatório aparentemente trata somente de uma parte das operações de Dantas: a da sua relação Brasil Telecom e a sua venda;
2) Não se sabe se ele é definitivo ou parcial e se conclusivo. Não possui data, pode até ser um rascunho ou esboço ou até um ensaio sobre uma possível e futura investigação. Mas parecem notas relacionadas, levantamentos que podem levar a algum lugar, porem superficiais demais para serem consideradas de forma consistente;
3) As análises que ele faz se limitam somente a este universo, pequeno diante do emaranhado de negócios e tramas de Dantas / Opportunity;
4) Certamente o delegado deve ter mais informações sobre jornalistas extraídas em outras interceptações / investigações. No Roda Viva ele disse que já haveria prova material da participação de pelo menos um jornalista e prova de recebimento de pagamento por isto;
5) Apesar de colocar no condicional, possivelmente teria (suponho eu) outras informações que qualificaria a Jornalista Elvira Lobato como peça, senão integrante ativa, periférica do esquema. Respeito a sua opinião, mas não esqueçamos que ela faz parte da FSP, com tudo o que isso significa;
6) Tendo em vista o carater seletivo e parcial dos conteúdos, não me sorpreenderia que este seja o documento menos importante e/ou incriminatório de todos aqueles apreendidos dentre seus pertences;
7) Ao contrario do que li em alguns comentários dos blogues, o Mino Carta não é considerado suspeito, apesar de ser visto um empresário com bom relacionamento no meio politico, o que não caracteriza nada fora de lugar;
8) A Veja e o pessoal do Conjur insistentemente tem batido somente nesta operação da Brasil Telecom, esquecendo-se dos demais negócios escusos de Dantas (evasão, lavagem, fraudes, etc), acredito que por apostar todas as suas fichas que com isto também atingirá o Governo, com evidentes intenções de barganha ou chantagem;
9) Protógenes analisa desde a sua ótica de Delegado, primeiro porque não é jornalista e segundo porque num relatório “presumidamente oficial” não caberia colocar-se numa posição interna ao meio, restando nesse contexto somente a sua visão externa dos fatos constatados. E também para não contaminar a sua análise, colocando-se somente como mero agente observador dos movimentos;
10) Protógenes pelo que sei é especialista em crimes financeiros, não é expert em midia (como seria alguem do meio), quem sabe por isso não se aventurou muito nessa área na Satiagraha (até onde sabemos) e este documento estaria sendo elaborado (ou se elaborou) para servir de base à futuras investigações.
É tudo nebuloso, um terreno pantanoso, com inúmeros interesses aqui e acolá e informações plantadas.
Ok PD, de qualquer forma vc mantém o meu respeito em não se esconder atrás blog ou de piadinhas, como alguns blogueiros fazem. Acho louvável sua deferência com seu público em ser transparente
De qualquer modo, creio que não ficou claro se vc corrobora, ou não, a informação da Consultor Jurídico.
puxa, pedro. não precisa ser blogueiro de esquerda ou de direita, não precisa levantar bandeira pra ninguém, e muito menos calar. ainda mais você que é um cara inteligente e sensato. mas que você se precipitou com essa história do consultor jurídico, isso lá é verdade. foi feio.
e continuo sem entender porque vc embarcou nessa do grampeador maluco (não acredito nessa do corporativismo, claro, vc não se prestaria a isso).
A coisa está meio feia…..e muito cheia de meias verdades.
Mar infestado de mentirosos e tubarões.
só assim para eu ler carta capital. PD, aguente fiorme, vem campanha de difamação contra você aí.
fiorme=firme.
Se vc leu o relatório, deve lembrar que não existe lista de 25 jornalistas suspeitos… é isso que o cintra quer saber:
de onde vc tirou que tinham 25 jornalistas sendo investigados pelo delegado.
vc comprou o post do CJ como verdade…e isso por si só já é lamentável.
Outra coisa: vc sabe quem é o pai da tal manuela?
Já respondo:
o publicitário Gilnei Rampazzo, que gerencia a filial de Brasília da produtora GW, a mesma que fez as campanhas de Geraldo Alckmin e José Serra. Ele é sócio de Luiz Gonzales, o marqueteiro do PSDB. A moça pode estar limpa, mas o pai pode não estar…
Nunca imaginei ver o dia em que o Chesterton estaria defendendo o PD…
caceta bobo pra caceta, por um acaso, sei que é o Gilnei Rampazzo, sim. Qual o problema de alguém ser publicitário do PSDB? Partidos têm publicitários. O Duda Mendonça é (ou era) o do PT. É um trabalho legítimo.
Eu aproveito a oportunidade para garantir-lhes que o Paulo, citado pelo Protógenes, também não sou eu.
Diferentemente, da música do Raul Seixas, não nasci há dez mil anos atrás.
Quem dera, pois afinal quis o destino que viesse ao mundo quando um líder político monstruoso, usando a imprensa da alemanha e cercado por abomináveis figuras repugnantes, abriam a barriga das mulheres judias grávidas para verem ao vivo e a cores, o processo divino da gestação, em animais humanos , não arianos.
Não aplicavam anestesia, para não interferir no processo.
Quem dera ter nascido há dez mil anos atrás e não ter vivenciado o ataque japonês a Pearl Harbor e a resposta em seguida do povo norte-americano, despejando sobre a cabeça dos habitantes de Hiroshima e Nagasaki uma bomba atômica que, descobrimos, também, ao vivo e a cores que, quando não derretia as pessoas, as tornava pré-defuntos e se escapassem,eternos vodus escalpelados pela irradição irreversível.
Por lá, nunca mais nasceram os lirios do campo e, sim, até hoje ,bichos imensos como escorpiões e lacraias saem do solo.Uma visão apocalíptica e aterradora.
Quem nasceu nesta época sabe que a imprensa é o único ar da democracia, e depois de tudo que eu ví, não ser um democrata de carteirinha, seria pior do que dar um tiro no próprio pé.
E depois de tudo do que eu vi, passei a ter na imprensa e seus profissionais a minha própria - neste caso terceirizada - cota de oxigênio democrático, sem o qual eu , particularmente, não conseguiria sobreviver.
Abomino ditaduras, seus nojosos e infames ditadores, qualquer regime de excepcionalidade democrática que seja, e corro para o banheiro com intensas cólicas de diarréia político-existencial, quando o único responsável pelo ar que consigo respirar, começa a ficar poluido: a imprensa!
Seja verdade, seja mentira, boato ou entendimentos errôneos, interêsses em oposição ou situações explicitas de corrupção, o meu vulcão Vesuvio entra em erupção.
Pois sou , em termos de aderência à livre imprensa, igual aos vulcões, sempre estou aparentemente extinto.Faço fogo e fumaça, no entanto, sempre qua a democracia, leia-se imprensa, começa a entar na roda dos entusiastas de 64.
Se lhes dissesse que não acredito em nada que se anda falando sobre a imprensa do meu país, estaría sendo leviano, pois se 99% for mentira e 1% verdade, então era verdade.
E aí começo a fazer ilações alucinadas, terrorismo de raciocínio explícitos e as paranóias , no melhor estilo” tá tudo dominado “, começa a derreter meu senso lógico.
E ainda ontem pensava:O Obama diz que Lula é o “cara, o líder mais conhecido no mundo…, é assim por que é boa pinta”, a rainha-mãe da Inlaterra abraça pela cintura a mulher do Obama e senta (ainda?) ao lado do torneiro-mecânico e molusco inculto, como o denominam às oposições, o “cara” vai emprestar dinheiro o FMI, construir 1 milhão de casas, está botando bilhões de dólares nas mãos dos empresários da construção civil, fora os bilhões empenhados nos programas sociais.
Então, como não nascí há dez mil anos atrás, fico lembrando dos brasileiros da oposição derrotada que foram bater à porta dos generais pedindo para que a Redendora salvasse o país do mais sórdido e indesejável regime prestes (sem trocadilho) a instalar-se nas terras de Monteiro Lobato.
E enfatizavam , madriugada a dentro, nas casas dos militares,que nos livrassem daquela figura perigosa, de um outro monstro, agora dos trópicos, chamado João Goulart, voltado para uma política popular ou populista dependendo de quem a via, e aí a imprensa contaminou-se, o ar começou a ficar irrespirável, veio o golpe de 64 e Vladimir Herzog, “é suicidado” dentro da cadeia, e a imprensa asfixiada por 20 longos anos.E eu com ela.
Tenho a impressão que estas forças pró 64, estão começando a querer a asfixiar novamente a imprensa, pois o Jango Goulart da vez, chamasse:Luiz Inácio Lula da Silva.
Se calhar, salva-se pouca ou nenhuma mídia (ou jornalista) dos tentáculos de DD.
Pedro, independente de discordarem de você ou não, é bom tê-lo de volta.
Posts sinceros como os de hoje é o que, esse seu humilde leitor , que te lê há quase seis anos, espera.
Grande abraço.
Pedro Dória, a questão do Luiz Antonio Cintra e do caceta bobo pra caceta continua de pé: de onde você tirou que tinham 25 jornalistas sendo investigados pelo delegado?
O que levanta mais suspeitas é o fato de PD não responder às perguntas de forma direta e sem subterfúgios às questões de Cintra… parece que ele já tem lado.
A revista Carta Capital não é comandada por Mino Carta, amigão de Lula e Paulo Henrique Amorin? Lembram que ele saiu do IG em solidariedade ao PHA por causa das críticas que fazia a fusão da Telemar/OI com as bençãos do governo?!?!? Acham que eles vão comprometer alguém do governo-amigo dizendo “sim, fui grampeado” ainda mais por um delegado que é simpático ao poder central?!?!?!
PIG pouco é bobagem…..
“…Tenho a impressão que estas forças pró 64, estão começando a querer a asfixiar novamente a imprensa, pois o Jango Goulart da vez, chamasse:Luiz Inácio Lula da Silva. …”
Forças ocultas ?!?!?!? De novo ?!?!??! Vai ser então Goulart ou Jânio Quadros ?!?!?!?!?!
Bem, ele se acha menos apenas do que Getúlio Vargas. Então porque não um novo GV, com suícidio e tudo mais?!?!?! rsrsrsrsrsrsrsrs!!!!!!!
‘Triste do povo que precisa de heróis’ pouco é bobagem…….
Retificando: O que levanta mais suspeitas é o fato de PD não responder de forma direta e sem subterfúgios às questões levantadas por Cintra… parece que ele já tem lado.
afetadissimo esse cintra, hem!?
Essa ladainha de imprensa golpista é francamente ridícula. O que há aqui são interesses opostos e cachorro grande dos dois lados, cada um trabalhando com o que pode. Não é golpe o que se quer, é plata mesmo. Por terem colegas que participaram efetivamente das brigas pelos dois lados, posso dizer que ninguém é flor que se cheire. Protógenes pode acreditar que está no “lado do bem” na história, e defendo firmemente a necessidade de apuração, punição, etc, mas que ele não se engane: a derrota de Dantas significa apenas a vitória do outro lado, que no fim, para nós, é a mesma coisa.
Essa necessidade de polarizar e dividir tudo em direita e esquerda é o que cega. Nesse sentido, parabéns ao PD por fugir desses antolhos.
Outra coisa: se Protógenes fosse especialista mesmo em crimes financeiros, não teria dito que o Naji Nahas tinha informações privilegiadas sobre a mudança da taxa do Fed. Ali eu perdi a confiança.
Não sei de onde saíram esses 25 nomes. Do relatório divulgado no próprio site do Conjur, só posso concluir que o nome de Cintra e outros tantos saiu de um clipping de matérias em que Daniel Dantas e o Grupo Opportunity são citados. Não são, portanto, suspeitos de coisa alguma, tampouco alvo de grampos ou “perseguição”. O mais curioso é que o mesmo documento apresenta transcrições de escutas telefônicas e troca de e-mails, que, de maneira justa ou descabida, levam o delegado a acusar alguns de conluio com o famigerado banqueiro. Mas estes nomes não encabeçam a lista do Conjur. Fato curiosíssimo, porque a matéria coloca no mesmo patamar “suspeitos” e jornalistas que simplesmente fizeram matérias sobre o tema ou citaram Dantas. Pode ser apenas deficiência de leitura ou interpretação de texto. Mas não teria uma pontinha de má-fé?
Já está errado um deputado dar margem a tantas manchetes, a PF está virando o quinto poder.
Assusta ainda mais, esses jornalistas (?, mais para comentaristas) defendendo esse absurdo de escutas de jornalistas.
Protógenes parece ser um membro de diretório acadêmico, esquerdinha e paranóico, a quem foi dado poder demais. Pobre Brasil.
Eu bem que avisei no post anterior sobre o assunto: não havia 25 jornalistas grampeados, mas 25 jornalistas citados, o que é muito diferente. De qualquer forma, parabéns por ceder espaço para o contraditório de um dos citados, com tamanha rapidez.
Pedro Doria:
O Luiz Antonio Cintra nao o acusou de nada, e muito menos de ter tido contato algum com o Daniel Dantas. O último parágrafo de sua resposta acima nao tem sentido algum. Pior: Sua resposta nao convence.
“… Ao ler, ficará evidente a má-fé do jornalista que assina o texto e dos editores do site. Texto, aliás, que vc ‘linkou’ de modo acrítico e mesmo irresponsável.”, escreve Cintra.
Rapaz, você se precipitou e agora procura escapar numa cortina de fumaça. Nem precisa; apenas reconheça o êrro. Para nós, seus leitores, já basta. Aos nossos olhos, você continuará sendo um bom jornalista. Reconheço, nao obstante, que você foi honesto e digno em publicar a mensagem do Cintra na íntegra, tal qual ele pediu.
Pedro Doria,
O que você acha da questão de fundo:
A Corrupção no Jornalismo?
Pule Dantas, Protógenes, Satiagraha e o diabo. Mas fale. Para (agora sem acento) de dar uma de sabonete.
Nenguinho aí falou e disse, seu esforço de transparência e dignidade jornalística com seus leitores é demaisão. Em tempos que a imprensa e a catiguria só tomam pau (merecido, diga-se), vc e o sleo, entre tantos outros, compram o boa briga, aquela que vale a pena ser travada. Vai daí que eu fico aqui.
sei que deve ser osso ter o chester-frangão no seu calcanhar, elogiando cada passo, mas é isso. ossos do orifício
Caro Pedro, entenda a posiçao do Cintra como autodefesa. Ele sabe que o site (te es) Conjur é do Marcio Chaer. Nos meios jornalisticos, depois de dizer isto, nem precisa dizer mais nada, por obvio.
Vc tem credibilidade, nem precisa se preocupar que ela jamais foi posta a prova. Vc conhece muito bem a divisao do meio juridico, e este site representa o SUPREMO GILMAR. Se quiser informaçao de qualidade deste meio, recomendo o Blog do Fred na Folhaonline.
Te esConjuro, Marcio Chaer
caceta bobo pra caceta, pense no que você escreve, caceta. Pode haver mais algum publicitário além de mim aqui e ele pode se ofender.
Sobre a questão da Elvira Lobato, só observar o texto para perceber que ele somente retrata a desconfiança do Naji Nahas. Em nenhum momento vi nada sobre escutas na Elvira Lobato. Além disso cito tbm o Mino Carta, que também é citado, Naji Nahas diz que ele estava no bolso de DD se não me engano. Também em nenhum momento isso foi motivo para grampeá-lo…. PD, preste atenção, toda a nevoa que criou-se em cima da questão está te dando uma visão nublada das coisas. Protogenes não tem que ter consciência da idoneidade de jornalistas brasileiros, ele só reproduz o que a investigação passou. Nahas achava que a Elivira tava querendo ferrar ele, dizia isso na gravação, achava que podia estar ligada a Dantas. E foi isso protogenes colocou no relatório. Que não INDICIOU NENHUM JORNALISTA!!! NÃO SAIU COLOCANDO GRAMPO EM TODO MUNDO ALEATÓRIAMENTE!! Só constata o que as pessoas gravadas dizem.
Em certo momento ele mesmo supõe que talvez se soubesse que estavam grampeados, e que possível seria se estivessem jogando informações falsas para confundir a investigação.
Vou parar de defender protogenes para entrar no Coro do Pax..
Como ele pediu a tempos.
Quem são os jornalistas vendidos PD?
Não dá mais para se calar!!
Transparência, verdade, a democracia vive disso. Para mim este blog tem credibilidade, embora nem sempre eu concorde com o jornalista responsável. Mas isso não é problema. O debate aberto e respeitoso faz avançar o conhecimento e o espírito crítico de todos.
Pedro Doria,
Você poderia me responder?
Continuo esperando. Respeitosamente. Sempre.
Obrigado.
Obrigado, Chico Motta,
Não custa cuidarmos das informações e opiniões que recebemos dos jornalistas. A priori os respeito, mas quero saber quem é joio e quem é trigo.
Sim, quero sim.
E o Pedro Doria nem precisa começar com listas, não precisa fazer esse papel, a não ser que tenha fatos que possa provar.
O que quero, sim, quero, exijo do jornalista que prestigio: Qual a sua opinião sobre a corrupção de jornalistas?
Fala, Pedro Doria. Desembucha. Vai te fazer bem no final.
Pax, só pode ser uma. Ponto.
Eu não defendo ou ataco o PD. Nada tenho contra ele ou a favor dele que seja pessoal.
Defendo meus principios, se o PD está do lado desses principios, eu o elogio, se está do outro lado, aí sai de baixo.
Não li a matéria do Tognolli, mas se ele for o mesmo daquela história de “máfia do dendê”, que preguiça viu
PD, tô contigo, e acredito realmente que você joga no lado dos fatos (o único lado certo nesse Fla-Flu). Mas essa galera do Conjur é barra pesada mesmo. Tem que filtrar, ferver e jogar larvicida em qualquer coisa deles antes de publicar.
Oi, Pedro Doria,
Tudo bem com você? Posso ajudar em alguma coisa que te faça me responder?
Um abraço, Pedro Doria, bom jornalista Pedro Doria.
Ah, antes que me esqueça, bom Pedro Doria: se coça e me responde, pô!
Pax: sinceramente, não entendo sua pergunta. O que vc quer que eu diga a respeito de jornalista corrupto? Jornalista corrupto é corrupto como qualquer outro corrupto.
Se recebeu para publicar algo, tem que ser demitido. Se cometeu crime, tem que ser julgado, sentendiado, punido. O que vc quer que eu diga?
Pax, acredito que o PD deu sua opinião sobre corrupção dos jornalistas no post anterior, ao mencionar o caso Schincariol.
Pax, isso que você faz é diversionismo. Esse papo de caçar corruptos equivale ao Collor caçando marajás….
Pedro Doria,
Me desculpe, jornalista Pedro Doria. Acho muito mais que isso, meu caro. Talvez esteja forçando a barra, talvez querendo que você ache o que eu acho, sei lá, mas vamos desenvolver o assunto, se você me der esse privilégio:
1 - Corrupção é um problemaço no Brasil de hoje. O custo está alto demais para o país. Meu número, que não deve estar muito longe da realidade, é de R$ 200 bilhões por ano. É grana em qualquer país do mundo. Daria pra resolver um bocado de problemas nossos. Educação, Saúde, Polícias etc. Até aqui estamos em paz?
2 - Se você concordar com o item acima, vamos andando no raciocínio. Hoje temos impunidade acima de tudo. No Brasil cadeia é pra pobres. Ok, é uma extrapolação, mas foge assim da triste realidade? Acho que não. Estamos em paz aqui?
3 - As estatísticas nos dizem que os maiores problemas encontrados, se olharmos para a coisa pública é mais ou menos assim (veja no Transparência Brasil), quase metade nos Executivos (47%) em todos os âmbitos (Federal, Estadual e Municipal), Legislativo (46%) (idem) e Judiciário (5%) e Ministério Público (2%). Esses dados, tabulados, são do noticiário produzido, ou seja, matérias produzidas por jornalistas, colegas teus, sobre o assunto. Pesquise e verás. O sítio é “deunojornal.org.br/estatisticas”. Continuamos em paz?
4 - Jornalismo é um poder, dizem por aí que é o quarto poder. Estamos em paz até aqui?
5 - O povo brasileiro, vis a vis nosso pior Congresso de todos os tempos (opinião do Villas que eu concordo literalmente) anda bastante incomodado, desesperançado, não sabe o que fazer pra mudar o rumo do descaminho. Concordamos até aqui?
6 - Transparência é, parece ser, uma das formas de combater a corrupção. O povo, que desmobilizado não cobra, sabendo dos problemas passa a mudar de atitude, passa a participar. Não vejo outra solução senão uma mobilização popular que queira mudar o tom dessa prosa. Ok, é uma tese, hipótese ou sei lá o quê, mas te parece plausível?
7 - Se nosso pior Congresso de todos os tempos, hoje, declara que não vai dar mais informações pra jornalistas -veja noticiário no bom Correio Brasiliense-, matéria que o novo diretor geral, Alexandre Gazineo, declarou que agora informações para jornalistas só com pedido formal, 5 dias para respostas e com todas as dificuldades que puderem produzir), este povo, de novo, fica desesperado, querendo saber.
8 - Os Jornalistas, Pedro Doria, esses que a gente escreve com J maiúsculo, tem um papel social acima de produzir matérias e levar o arroz com feijão pra casa. Tem uma obrigação bem maior que essa. Ok, aqui é uma torcida desse teu leitor, pode criticar se quiser, mas gosto de pensar assim, pelo menos dos que leio e respeito.
9 - Quando sabemos que há jornalismo corrupto, caímos da escada, ficamos sem chão. Não sabemos mais pra onde correr.
10 - Isto posto, Pedro Doria, um dos que ainda considero Jornalista, junto com Villas-Bôas Corrêa e mais um monte de gente boa e competente, é o que me interessa saber de vocês. Se estão tão incomodados quanto eu. Ou não? E se sim, não vale a pena também sabermos e separarmos joio do trigo?
Entendeu, Pedro Doria. Ou quer que eu faça um desenho de tudo?
Chesterton, velho e bom Chesterton,
Entendo que não. Entendo que é um direito meu e uma obrigação também.
Cara, confesso que estou de saco cheio de tudo isso. Não levo nada com isso, você também não, 99% da população também não. E esses 1% que levam arruinam um bocado, estragam o país que eu vivo. Posso ficar calado, claro que posso. Mas me incomoda ficar calado. Muito.
Não sou jornalista, polícia, advogado, juiz ou promotor. Sou um cidadão. Tenho direitos, mas também tenho deveres.
Um deles, me parece, é, no mínimo, não dar guarida pra jornalista corrupto, entre outros colegas de desvio.
Diz logo, com todas as letras, de quem você está falando.
Teste.
:-/
well,Pax…please tell me….a corrupção é um delito público ou privado?
Zé Bush, bom tema. Alguns pontos abaixo, mas há muito mais a ser discutido. Veja, em especial, a questão do elo social. Lembre que antes, nos estados religiosos, o elo era a religião. Se você não confessasse sua fé como a mesma do Estado, você era corrupto. Com o estado laico a coisa muda. Muito.
Verbete Corrupção: Ato, processo ou efeito de corromper; Deterioração, putrefação; Adulteração das características originais; ato de subornar um ou muitos para si ou para terceiros; Emprego de meios ilegais, por parte de pessoas de serviço público ou privado, que acarretam crime de lesa-pátria; Disposição apresentada por servidor público de agir em interesse próprio ou de outros, não cumprindo suas funções, prevaricando etc. (uma leitura minha do dicionário Houaiss).
Agora algumas considerações do filósofo Renato Janine Ribeiro, peguei algumas partes de um texto que você acha aqui: folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u467595.shtml
“Qual a sua idéia de corrupção? É quase certo que você fale em desvio, por um administrador desonesto, do dinheiro público. É a idéia que se firmou hoje em dia. Mas, antes disso, a corrupção era termo mais abrangente, designando a degradação dos costumes em geral.
Como a corrupção veio a se confinar no furto do bem comum? Talvez seja porque, numa sociedade capitalista, o bem e o mal, a legalidade e o crime acabam referidos à propriedade. Por analogia com a propriedade privada, o bem comum é entendido como propriedade coletiva - e até como bem condominial, aquele do qual cada um tem uma parcela, uma cota, uma ação.
Mas o bem comum é diferente, por natureza, do bem privado. No estatuto de uma sociedade comercial, é obrigatório incluir o destino a dar aos bens, caso ela se dissolva. Se constituo uma firma com um sócio, caso a fechemos repartiremos os bens que pertencem a ela. Mas isso é impossível quando se trata da coisa pública”.
“Pensar o mau político como corrupto e, portanto, como ladrão simplifica demais as coisas. É sinal de que não se entende o que é a vida em sociedade. O corrupto não furta apenas: ao desviar dinheiro, ele mata gente. Mais que isso, ele elimina a confiança de um no outro, que talvez seja o maior bem público. A indignação hoje tão difundida com a corrupção, no Brasil, tem esse vício enorme: reduzindo tudo a roubo (do “nosso dinheiro”), a mídia ignora - e faz ignorar - o que é a confiança, o que é o elo social, o que é a vida republicana.”
“A corrupção continua, porém, sendo um tema republicano - só que com outro sentido, outro conteúdo. Ela ainda é o grande perigo para a república. Como esta valoriza o bem comum, todo desvio dele para o particular a ameaça. Mas nossa idéia de corrupção é mais fraca que a antiga.
Chamamos de corrupção o furto do patrimônio público. Ora, isso faz esquecer que o bem público tem natureza distinta do bem particular ou da propriedade privada. Muitos se referem ao Estado como se fosse equivalente a um indivíduo ou empresa. Com isso, ficam na perspectiva patrimonialista, cujos problemas vimos no capítulo anterior.”
Mas, cara, sugiro ler o texto de apresentação do livro na íntegra. Melhor que eu ficar aqui nesse copia e cola.
Pax: as redações estão demitindo gente, as empresas jornalísticas estão para entrar, no Brasil, na maior crise de sua história e o leitor confia cada vez menos na imprensa embora, na minha opinião, diferentemente do que aconteceu com o Congresso, temos a imprensa menos corrupta do que jamais houve na história do Brasil.
Esta é a percepção? Não, não é. De onde vem a percepção negativa? Ela é insuflada por uma briga de egos entre meia dúzia de blogueiros, contribui para ela o jornalismo nada isento que alguns ógãos promovem. Não correspondem ao todo. Principalmente, em todo o mundo, as pessoas estão confiando muito pouco em instituições. Muito pouco mesmo.
Mas vc parece estar pedindo que eu parta para uma caça às bruxas, que cite listas ou nomes que não conheço, quando o que o problema exige é uma análise muito mais profunda do que apenas dizer corrupção é feio.
Pedro Doria,
Sempre te provoquei pedindo confesse o que você sabe, quem são os vendilhões. Mas sempre foi irônico, meu caro.
O que estou pedindo agora é que você diga o que acha da corrupção de alguns poucos jornalistas. Como isso te incomoda.
Bem diferente. Você está se tornando um teimoso maior que o Chesterton. Será que nosso velho e bom Chesterton está de influenciando tanto assim.
Mas, vá, nem precisa mais. Deixa quieto. Não quer responder, não responda.
Não quero caça às bruxas, caro Pedro Doria. Erro teu de interpretação. Quero, sim, que saibamos que há sujeira e que possamos professar essa fé que isso acaba com os elos sociais, como dito acima. E aí, meu camadara, companheiro virtual de tanto tempo, a geringonça vai pro brejo sem volta.
A imprensa, meu caro, é um dos poderes que nós, mortais, ainda temos fé.
Pedro Doria: confesse!
Zé Bush,
Estou me dedicando ao assunto. Já faz algum tempo. Acho que corrupção, como já disse até eu mesmo cansar de mim, é um dos maiores males do Brasil de hoje. Ok.
Mas você provocou uma boa discussão: O que é Corrupção. É boa, mesmo. É bom que todo mundo discuta isso. Há corrupção em todo lugar, em atos que nem percebemos. Bem, deixando minhas filosofias baratas, e querendo te responder melhor, estudar mais, digitei no Google “definição de corrupção +filósofo”. No fundo queria achar um dos que li recentemente. Olha onde acabei caindo.
estadao.com.br/suplementos/not_sup225310,0.htm
Pois é. Então, tá.
Pax, você realmente está ficando chato e sem foco…( e olha que em materia de chatear o PD….sei não, é difícil me vencer).
Com relação a imprensa, é interessante que ela se preserve criando mecanismos para punir os jornalistas e veículos que coloquem em risco a credibilidade de todos. Neste caso, caro PD, o corporativismo é um tiro no pé. Concordo que o possível erro de um delegado em fugir de suas atribuições e investigar jornalistas deve ser combatido. Mas a imprensa ficou calada esse tempo todo sabendo que tinha coisa errada acontecendo no meio. O judiciário, legislativo e o ministério público não fizeram nada.
O Protógenes colocou o dedo na ferida. Indevidamente, mas colocou. A gritaria de boa parte dos leitores não é em defesa do Protógenes. É um questionamento geral à imprensa: - Porque nunca trataram esta ferida?
Eu não quero emitir juízo de valor sobre quem está certo DD,CJ, Protógenes ou Dória. Mas eu acho a posição do Cintra perfeita. O relatório do Protógenes não dá nenhuma evidência de grampo ilegal, ele simplesmente faz uma análise de fatos publicados na imprensa. O relatório não era público, já que foi apreendido no computador do delegado.
Ou seja, Protógenes está sendo execrado publicamente baseado em um monte de suposições. Com qual interesse?
Precisamos ficar atentos, pois, uma das principais táticas de defesa de qualquer acusado é desqualificar o acusador. E para isso, o DD tem muita munição.
O Cintra matou a pau. PD tá passando uma vergonha tremenda. O Protogenes pode ter a opinião que quiser mas cadê as provas de que ele grampeou o povo????? Eu só quero uma prova da sua conduta ilegal. O TRF até agora não achou nada ilegal. Cadê os audios dos grampos???????
Pedro,
Respeito o seu trabalho e suas idéias, mas confesso minha decepção com o seu post e, principalmente, sua falta de humildade em admitir um deslize que, se não chega a ser gravíssimo, tampouco é uma coisinha de nada que o exima de responsabilidade pelas coisas que diz e escreve…
Pedro, seu remendo saiu pior que o soneto.
Abraços
Pedro Dória
o senhor não sabe nem se o que foi divulgado faz parte do relatório do inquérito ou se eram apenas anotações pessoais. Não sabe ouve grampos ou não, e de que investigação e circunstâncias são provenientes
para mim o senhor virou suspeito, e até a sua cobertura internacional, que é uma das melhores , não tem mais valor
adeus, e até nunca mais
Caro Pedro. A alegação do Luiz Antonio Cintra é de que o site Consultor Jurídico teria falsificado a lista misturando alhos com bugalhos. Eu acredito no Jornalista Luiz Antonio. Todos os que conhecem Carta Capital sabem que a publicação foi a primeira a posicionar-se contra Daniel Dantas publicando dezenas de reportagens contrárias ao banqueiro e nenhuma favorável. O DVD está inclusive processando o Sr. Mino Carta. Ora, não faz sentido que os jornalistas de Carta Capital frequentem uma lista de jornalistas “perseguidos ” pelo Delegado Protógenes. Quando interrogado a respeito por um deputado que leu os nomes na CPI o Protógenes disse, com todas as letras, que o site Consultor Jurídico não tem credibilidade. Agora, se o site quiser defender sua credibilidade arranhada basta matar a cobra e mostrar o pau ou seja, apontar a localização da lista no relatório do Protógens… Será que eles fariam isso?