A lista de jornalistas de Protógenes Queiroz
Na segunda-feira, o Consultor Jurídico publicou a lista de 25 jornalistas grampeados pelo delegado Protógenes Queiroz.
Não está claro, ainda, se ele teve autorização judicial para interceptar as conversas telefônicas dos 25. Pelo menos no caso da arquiteta Manuela Rampazzo, filha da colunista da Folha de S. Paulo, Eliane Cantanhêde, a escuta não foi autorizada.
Quando, nos EUA, as conversas de jornalistas passaram a ser alvo dos arapongas da CIA, durante o governo George W. Bush, de presto a formação de um Estado policial foi acusada pela sociedade civil organizada. Porque é isto do que se trata: quando um delegado começa a pinçar jornalistas para espionar suas ações, trata-se de um Estado policial vigiando a imprensa.
Antonio Carlos Magalhães costumava dizer que existem três tipos de jornalista: um quer emprego, o outro quer dinheiro e o terceiro quer notícia. Político capaz de perceber quem é quem faz boas relações na imprensa, ele sugeria. ACM estava certo. Existem jornalistas corruptos. Existem veículos de imprensa corruptos. Mas a maioria dos jornalistas não é corrupta e a maioria dos grandes veículos tampouco.
Se o delegado estava investigando Daniel Dantas, deveria ter se fixado em seu foco. Se a polícia considera necessário investigar algum veículo, que o faça: legalmente, com relatórios claros e objetivos pré-determinados. Num Estado de Leis, é assim. Polícia não faz freelancer para dar uma investigadazinha ali ao lado.
Polícia não tem por função ficar bisbilhotando conversas de cidadãos livres que não foram acusados de nenhum crime e muito menos deve teorizar a respeito do que pode ser e o que pode não ser. Polícia investiga para levantar provas. Se levanta, leva à Justiça. Se não levanta, se cala. O delegado não levantou qualquer prova, inventou suspeitas de sua própria cabeça e delas extrapolou conclusões.
Corporativista? Considero o diploma de jornalismo um artefato de tempos passados, obsoleto faz pelo menos dez anos, só o sindicato não percebeu. Considero boa parte dos jornalistas uma turminha danada de conservadora, dentre as profissões menos dispostas a aceitar mudanças que pode haver. Não sou corporativista. Mas sou jornalista. Quando a polícia começa a rondar quem está legitimamente exercendo seu papel de ouvir fontes e publicar o que ouviu, meu alerta interno começa a apitar alto.
É claro que qualquer um que levante a espada prateada e saia como dom Quixote à caça de corruptos chamará atenção. Se parte contra instituições com poder, o serviço é mais fácil – mega-empresas, bancos, Congresso e grande imprensa estão entre as instituições com poder. Mas paladinos da moral estão entre os seres mais perigosos em uma democracia. Ainda mais quando têm, eles mesmos, alguma forma de poder. É quando os abusos de autoridade ocorrem.
Jornalistas não estão à prova de investigação. Mas, como qualquer outro cidadão, é preciso que a investigação tenha um objetivo claro. Não pode ser feita de banda, em paralelo, contrabandeada no meio de outra investigação. A polícia não pode se achar no direito de sair ouvindo as conversas de qualquer cidadão. Um policial, quanto mais um delegado, não é um inocente: é um braço do Estado. A polícia é uma forma particularmente crua de poder, tem o poder de interceder pela liberdade ou não de uma pessoa. Quando a polícia parte contra a imprensa, ameaça aqueles na sociedade que têm por missão informar.
Não se pode ameaçar a imprensa para desenvolver ‘teorias’ – e, em seu relatório, era só isso que Protógenes Queiroz diz querer: teorizar a respeito da corrupção da imprensa. Não faz uma única acusação. Não diz que um único jornalista ganhou um centavo para publicar algo. Não mostra um único favor. Insinua, denigre, bisbilhota ameaçador, quebra a privacidade de cidadãos livres arrogantemente. Não levantou um único fato. Mas o delegado não precisa de fatos. Basta insinuar.
É claro que Protógenes Queiroz tem fãs: é só ler na Internet. Basta ler, aposto, nesta caixa de comentários aqui abaixo. E isso é apavorante.
Ainda sobre o assunto:
- O delegado Protógenes, a revista Veja
e o método Hoover de investigar É preciso ler mais de uma vez a resposta do delegado Protógenes Queiroz à reportagem de capa da Veja para... - José Dirceu sobre Protógenes e Veja Quem discorda dos métodos ou denuncia as ilegalidades cometidas nas investigações, inquéritos e processos, seja por delegados, seja juízes...
- Janaína Leite e o quebra-cabeças
do delegado Protógenes Janaína Leite, ex-Folha de S. Paulo, é uma das repórteres grampeadas pela Polícia Federal em conversas com Daniel Dantas. Em... - Blog do Protógenes no ar Por enquanto não há muito por lá. Só uma citação de Gandhi, recortes de jornal, uma curta autobiografia e espaço...
- Daniel Dantas vai contar tudo? Atualização às 17h35 - Gilmar Mendes manda soltar Daniel Dantas. De novo. Atualização às 20h - A assessoria de imprensa...



Me incomoda muito que nao se faça um verdadeiro escandalo na sociedade por conta deste fato. Mas a verdade é que no Brasil se relativiza muito tudo. Com certeza alguém vai comentar algo como “quem nao deve nao teme” e passar batido. Até o dia que um araponga destes resolve grampear o vizinho, que pode ser qualquer um de nós.
Aqui na Espanha um dos temas mais quentes do momento é um escândalo de espionagem dentro do Paritdo Popular, que manda na cidade e na comunidade de Madrid. Claro que também pode terminar em pizza - ou paella - mas tá todo o dia na midia.
Pedro Dória,
A matéria da revista eletrônica Consultor Jurídico que você linkou não afirma que a filha da jornalista Eliane Catanhêde foi alvo de escuta telefônica não autorizada. “Monitoramento” da Abin não pode ser traduzido como escuta telefônica ilícita. Pode ser bisbilhotagem, xeretice. Pode ser campana na casa dela. Pode ser segui-la, saber onde vai, onde deixou de ir. Pode, sim, merecer crítica grave. Pode até construir uma defesa da liberdade de imprensa.
Eu também percebo que Protógenes Queiroz tem fãs e esses fãs não me agradam nem um pouco. Aliás, eles me aborrecem. Já li críticas mais e menos consistentes ao seu trabalho à frente da Satiagraha.
Mas eu estou seguro de que é preciso criticar quem o comparou a Hoover (reivindicando para si o futuro desenrolar dos fatos) e agora afirma que ele cometeu um crime grave - promover escuta telefônica sem autorização judicial - sem apresentar fato comprobatório.
Se essa prova aparecer amanhã, durante a CPI, ainda assim, o autor dessa acusação estará errado. Porque não está correto se antecipar a fatos que ainda não foram revelados (e que eu desconheço). A torcida anti-Protógenes é equivalente ao fanatismo a seu favor. Só troca o sinal.
Concordo que um erro não justifica outro. Erros da imprensa não justificam que se jogue as favas os procedimentos policiais.
No caso do Protógenes e da Satiagraha eu ainda espero mais informações. Não se pode grampear um jornalista simplesmente porque deu vontade. Mas se um grampo legal pega uma conversa onde se diz claramente que jornalistas estão atuando no favorecimento de uma quadrilha eu acho que o investigador deve colocar estas informações no seu relatório. Vou esperar para ver se houve grampo ilegal realmente. Por enquanto há muito ruído por aí.
Esse assunto é complicado. Como se abre a caixa-preta da imprensa? Jornalistas não investigam jornalistas (a não ser no caso Mainardi onde existem suspeitas de jogo de interesse). A grande mídia não denuncia nem repercute denúncias contra a grande mídia. Políticos temem a imprensa. O Ministério Público parece esperar sempre que a imprensa grite o que ele deve fazer. Essa situação é um prato cheio para um justiceiro encontrar respaldo popular.
Caro PD,
O senhor leu o Relatório?
As escutas que pegam jornalistas, são escutas em personalidades investigadas e indiciadas(Exemplo Daniel Dantas e Naji Nahas), não foram escutas feitas em jornalistas. Ainda não terminei de ler, mas até agora não reconheci uma que fuja disso. Mesmo que encontre, duvido que as tenha feito sem autorização.
Entendo os motivos que te levam a ter medo. O que deve se comentar nos bastidores dos jornais é que não dá pra contatar mais fonte por telefone, que está todo mundo grampeado, que esses caras podem usar isso para vender informações, chantagear, etc… É por isso que a campanha anti-protógenes na mídia é tão forte. Pq jornalistas entraram numa onda de medo. Alguns provavelmente tem sujeira por trás e tem medo de serem pegos, outros apesar de não terem sujeira, são jornalistas, tem suas fontes, tem medo de expô-las, de ser incluido em algo que não se sabe ao certo o que é. Provavelmente o medo é propagado intencionalmente nesses veículos, pois é essa postura que alguns(os que propagam o medo) querem mesmo. O protogenes queiroz, no relatório, age como qualquer investigador agiria. Em vista, de conversas duvidosas entre pessoas, ressalta uma desconfiança de que a pessoa x esteja em trabalhando para vender matéria pronta para a pessoa y. Porém, não tem provas para confirmar a desconfiança. Não é função do investigador ser isento, e dar direito ao contráditório, e não investigar sem ter provas concretas que o crime ocorreu, uma desconfiaça plausível, como as que o relatório propõe, são suficiente para se investigar. No relatório ele só explica um aspecto das suas investigações e as conclusões que tirou dela. Tanto sabe que não havia provas ainda contra jornalistas que não indiciou nenhum deles, são apenas indícios, que levam seres humanos normais, como eu, você, a desconfiar de que aquilo possa estar relacionado a algo mais, e como Delegado Federal, procurar investigar sobre o assunto(dentro dos trâmites legais). Ninguém foi condenado sem julgamento. Até agora não vi um jornalista grampeado.Não duvido que tenha, um ou outro, mas estes provavelmente foram grampeados com base em indícios fortes de que estavam envolvidos.
Vou terminar de ler para depois entrar mais no mérito da questão
Obrigado.
Meu caro Pedro Doria. O delegado Protógenes é muito mais necessário ao Brasil do que, por exemplo, você. Basta constatar as grandes prisões de corruptos profissionais que ele praticou. Nota 10. O que tem investigar a filha da Cantanhêde, jornalista tucana de carteirinha? É corporativismo seu. Eu, que quero o meu país melhor, sou fã do Protógenes e não ligo a mínima para esses jornalistas mercenários que ele investiga. Agora, quando o grampo é para incriminar e intimidar o Protógenes ele é legítimo, né? Aí, pode o vazamento?! Dois pesos e duas medidas.
Hag Pessach Sameach pra todo o povo que entendeu o que significa Hag Pessach Sameach!!! E pros que nao entenderam tambem.
E PD, eu sei que eh fora do tema, mas Pessach eh sempre fora do tema para ateistas :-D
Abracos!
PD,
Sem querer defender ninguém em particular, me parece mais correto ir diretamente até a fonte (o relatório escrito pelo delegado) do que através de intermediários como o site Consultor Jurídico, que podem ter interesses diversos do que simplesmente refletir a verdade.
Do mesmo jeito que não gosto da tendência dos fãs do Protógenes de quererem santificá-lo, ignorando as falhas processuais na operação Satiagraha, tampouco posso aceitar que se jogue uma cortina de fumaça para proteger os principais acusados da operação, nem que se faça prejulgamento com base em informações de terceiros e não no relatório escrito por ele.
Abs
ESSA LISTA É UMA CORTINA DE FUMAÇA. A LISTA QUE IMPORTA É A LISTA DAQUELES QUE TRABALHAVAM PARA DANTAS. ESSA LISTA QUE VALE. O RESTO, É DIVERSIONISMO. TODOS PODEM SER INVESTIGADOS EM UMA SOCIEDADE DEMOCRÁTICA, DESDE O PRESIDENTE ATÉ O GARI.
Particularmente, uma das coisas que mais me incomoda em nosso país é que aqui a noção de sigilo é uma peça de ficção. Tudo, absolutamente tudo vaza. Não existe investigação sigilosa, não existe fonte mantida em segredo. O público e o privado se misturam em todas as esferas — mas me refiro aqui principalmente a ideia de “privado” como “íntimo”, que não está à mostra, que está indisponível para os demais. Quer um exemplo banal, bem distante do que se está discutindo neste post, mas que tem a mesma dinâmica? A relação entre doadores e receptores de órgãos, onde os segundos não deveriam saber nada sobre os primeiros, e os familiares dos primeiros sequer deveriam ter contato com os segundos…
Aqui no Brasil tudo é exposto em algum momento, e parece que isso não incomoda muito. Tudo é meio Big Brother, e me espanta como isso é encarado como normal e até desejável — desde que não seja comigo ou com os meus; mas se for comigo, que seja para me dar notoriedade…
Voltando ao tema do Protógenes, quanto às investigações policiais e seus preceitos legais, ficaria agradecido se os doutos por aqui explicassem, de maneira razoavelmente compreensível aos leigos, a questão dos grampos: que critérios os norteiam, quais os seus limites, o que se pode e não pode fazer com os dados coletados, como eles são “guardados” e o que se faz com eles uma vez terminadas as investigações e discriminado o que diz e o que não diz respeito à investigação, só para começar.
Ah, como vc vaticinou, Pedro, não demorou nem 6 comentários para que se falasse “quem não deve não teme”.
O relatório afirma que fez grampos em jornalistas ou apenas os cita? Esta distinção é importante, Pedro.
Estado policial. Tudo a ver com tipos como Protógens e PSOL, turminha stalinista que morria de vontade de ver o Brasil satélite da URSS. São a vanguarda do atraso! E tendo como fundador e “mentor intelectual” tipos como Achille Lollo não poderia ser diferente mesmo!
E será que não passa pela cabeça de certas pessoas que essa conversa de suas ações que colocaram “grandes corruptos na cadeia” seria para disfarçar e encobrir os corruptos a quem responde?
Cadê os processos contra Palloci, que quebrou o sigilo bancário de um caseiro sem mandado judicial? Em um país decente seria o suficiente para retirá-lo definitivamente da política para uma cela de cadeia.
Que o PD pense bem nisso agora, já pisaram em seu calo, quando avalia o governo Lula como um dos melhores que o país já teve. Se bem que não está errado pois dizer que é um dos melhores não significa que de fato seja bom pois, utiliza o parâmetro brasileiro que corrobora a tese de quanto estamos mal, e o que ainda temos de caminhar em direção de dias melhores.
Protógenes foi muito idiota em não ter deixado como “MNI” no caso da arquiteta.
Sugiro veementemente a leitura do blog do Idelber Avelar. O post sobre o assunto é um excelente contraponto ao do Pedro Doria.
E, apenas pra deixar claro, ainda não me posicionei a respeito desse assunto. Pretendo fazê-lo quando entender um pouco melhor o imbróglio.
Textinho bem corporativista esse…
Ah, então tá combinado. Você faz um post dando credibilidade absoluta ao post do Consultor Jurídico. E pra se garantir conclui, espertamente, o seu post afirmando que as críticas dos comentaristas que certamten virão em baixo são de fãs do delegado Protógenes. Sinto muito, PD, o jornalismo na internet, como você já ter percebido, ao contrário do jornalismo monolítico dos jornalões, é democrático, interativo e permite outros pontos de vistas que não o do jornalista ou dos donos do espaço. Não precisa se estressar. O jornalismo não morreu. Só é diferente. Isto significa que outras pessoas, além dos jornalistas, também partilham das informações. Aliás como sempre foi. Só que agora com possibilidade de contraditar a “informação”. Penso, se é que posso sugerir, que você como bom jornalista deveria ir à fonte. Ou seja, ao próprio relatório do Protógones. Não que seja a fonte da verdade. Até porque o delegado pode ter se enganado em alguns fatos. Porém muitas das informações ali contidas vem amparadas em escutas autorizadas pela Justiça. Portanto legais. Agora pinçar uma frase do inquérito para descaracterizar todo o trabalho da PF fica claro que existe outros interesses aí que não os republicanos. Daí que aguardamos que você, dada sua credibilidade, apresente outras conclusões de outros sites acerca dessa investigação da PF diferente dessa do Consultor Jurídico. Aliás até mesmo pra confirmar o espaço democrático que é seu blog. Abraços.
PD, só faltava voce ter dito que se baseou em materia da veja. Porque consultor juridico é dose. É um site uzeiro e vezeiro de vazar informação sigilosa (aí pode), de forma seletiva, apenas nos pontos que insinuam razoes para declarar a nulidade da satiagraha (sempre a satiagraha). E normalmente essas insinuações não resistem ao menor exercício de crítica. Só pra ficar na mais básica: o que voce (baseado no CJ) define como “grampo” na jornalista pode simplesmente ter sido interceptação de um investigado (esse sim grampeado) conversando com a ilustre. O CJ não se preocupa em esclarecer isso, pelo contrário, faz questão de não esclarecer.
Darwinista,
Todo mundo tem direito à opinião própria e também o direito de não ter opinião. Quero sublinhar que não estou criticando o senhor. Não mesmo. Mas ninguém tem direito a fato próprio, como escreveu certa vez o mestre Luis Weis.
Pedro Dória afirma que a arquiteta Manuela Rampazzo foi alvo de escuta telefônica sem autorização judicial. Mas ainda não apresentou o fato aos leitores. Estou chocado. É um erro muito grave para um jornalista - ainda mais um jornalista talentoso como ele é.
Fábio Carvalho,
Ninguém tem direito a fato próprio, nisso estamos plenamente de acordo. Os fatos são o que são.
Retificando: Pedro Dória ainda não apresentou o que ampara o que ele apresentou como fato.
Putz,
Consultor Jurídico??? E isso lá tem alguma credibilidade???
E digo mais: jornalista pode ser grampeado sim, desde que haja a auitorização judicial. Me parece, pelo que tenho acompanhado até aqui que não descobriram ainda nenhum grampo que tenha sido ilegal. Se tivessem descoberto (e eles estão procurando com lupa, poded acreditar que estão) o inquérito já teria sido inavlidado, Priotógenes demitido e Raul Jungman eleito presidente com o Itagiba como vice.
Leia o relatório, Pedro, leia o relatório. O que esse site Consultor Jurpidico fez foi uma vejice. Pegou uma notícia e a editorializou.
Abçs.
Hag Pessach Sameach para você também, Gabriel.
Na boa, por mais que o gramepado tenha sido a fonte, e não o jornalista, o relatório lança suspeitas sobre jornalistas. É todo construído para comprovar a corrupção do jornalismo. E lança suspeitas sobre o dia a dia da profissão. Estão lá afazeres diários da profissão, como agendar almoço com fonte.
Imagine se fazem isso no jornalismo político. Por tabela, O CQC seria suspeito de ser agente do Maluf, e todo colunista político seria agente do Roberto Jefferson e do José Dirceu ao mesmo tempo.
Além disso usa dois pesos e duas medidas. Afinal, agente da Abin bisbilhotar é dia a dia da profissão, mas jornalista ligar para a fonte é corrupção? Faça-me o favor.
O relatório do Protógenes é o que é: uma ilação.
Aliás, gostaria de dizer que conheço o Tognolli, autor da matéria do Conjur. Ele foi orientador do meu TCC na ECA, e o respeito muito. É um dos jornalistas que mais entendem o Poder Judiciário e o Ministério Público.
Pedro Doria
por que você distorce os fatos sempre que fala de algo que se relaciona ao Protógenes?
ao jornalista não é exigido certo grau de isenção?
ou aqui no blog você é um “cidadão comum”?
por que usar a palavra “grampo” num ambiente como o deste blog? para acirrar a discussão?
onde está comprovado que ele determinou escutas nos jornalistas citados?
como outros já disseram, os objetos das escutas eram outras pessoas?
não seria jornalismo querer saber por que alguns reportres ligam tanto para personagens obscuros?
jornalistas e advogados que ligam duzentas vezes para o fernandinho beira-mar, por exemplo, sem produzir uma reportagem ou uma ação jurídica não causam estranheza a você?
quais são as fontes para a existência desses grupos, ou você está especulando? (fontes mesmo, diretas, não alguém que disse que leu que alguém falou que ima revista disse…)
NÓS NÃO ESTAMOS NOS APROXIMANDO DE UM ESTADO POLICIAL
NOSSA POLÍCIA MAL SE APROXIMA DO PODER E DA AÇÃO DE POLÍCIAS COMO A DOS STATES OU DA INGLATERRA, SÓ PARA DAR DOIS EXEMPLOS
abçs
grupos = grampos
PRS
eu também li o relatorio, e, na boa, achei os relatos objetivos, não achei ali nenhuma acusação, nem mesmo insinuação, contra nenhum jornalista
ilação é o que o PD faz aqui!
aliás, só para não perder o foco: DANIEL DANTAS, DANIEL DANTAS, DANIEL DANTAS
PD
nenhuma de suas fontes sabe o que está fazendo o Daniel Dantas? Ou estão todas elas focadas no protógenes?
porque nenhum jornal no Brasil fala do cara?
como não fala - e isso é de interesse jornalístico - de como anda o tratamento médico da ET!
É verdade que ela está doente?
abçs
Entre os fãs do Protógenes, está o picareta Idelber Avelar, seu ex-amigo.
Rabbit,
Confirmo totalmente o que você falou.
Tive a mesma impressão.
“eu também li o relatorio, e, na boa, achei os relatos objetivos, não achei ali nenhuma acusação, nem mesmo insinuação, contra nenhum jornalista
ilação é o que o PD faz aqui!”
toda vez que ouço alguém espernear com medo de “um estado policial” me dá vontade de rir. onde está isso? cadê? moramos no mesmo país?
agora, pedro dória, ainda não consegui entender porque você comprou com tanta rapidez o protógenes como grampeador maluco.
se ele cometeu alguma arbitrariedade nas investigações (isso não tá provado por a+b até agora) que pague por isso, mas não consigo ver o que isso tem a ver com estado policial & esse medo todo que você vem destilando nos posts relacionados.
não sou fã do protógenes, não acho que os fins justificam os meios, mas acho muito estranho quem, nos tempos de hoje, compra uma versão que tem uma cara tão arrumadinha por outrem. tem cheiro de cortina de fumaça mesmo, porque tem um monte de gente por aí que se borra de medo do daniel dantas (aquele que ninguém ousa falar o nome, muito menos investigar com afinco).
sei não.
Sem autorização judicial, não faz diferença se a pessoa foi “grampeada” ou “monitorada”.
É ilegal.
A comparação com Hoover, se houve, não pode ser elogio. Pelo menos, não deveria.
Hoover bisbilhotava a vida privada de um monte de gente para usar as informações em proveito próprio. Pessoal. No caso, a manutenção dele mesmo, Hoover, à frente do FBI.
Tentou intimidar Martin Luther King Jr., para que este recuasse em sua luta pelos direitos civis dos negros, usando, para isto, o levantamento de aventuras extra-conjugais do líder negro (fazendo o FBI desempenhar o papel de araponga de aluguel, investigardor de adultérios).
Usou e abusou de informações desse tipo contra JFK e mais uma pilha de políticos.
E por aí afora.
É preciso ser muito mau caráter pra ver algo elogiável em alguém com comportamento tão nojento como Hoover.
Hoover era homossexual. Manteve um longo relacionamento com um de seus subordinados (o que não o impedia de manter casos fortuitos com rapazes que ele considerava “interessantes”).
Hipocritamente, perseguia homossexuais e várias vezes forjou “provas” da homossexualidade de inimigos políticos.
Desonestamente, usava recursos do FBI para viajar e se hospedar em hotéis de luxo com seu amante titular.
Ou seja: além de hipócrita, Hoover era corrupto.
É necessário ser muito baixo e pouco exigente em questões morais, pra se sentir elogiado ao ser comparado com alguém como Hoover.
A menos que a pessoa seja, mesmo, igual (ou pior) que Hoover.
Sempre que um policial realiza uma investigação não autorizada, desprende no ar um fedor de chantagem.
Quando um policial pisa fora do caco, deve ser tratado a pau.
Os portadores de armas — policiais e militares em geral — têm que atuar sob estrita vigilância do Poder Civil.
Quem não consegue conviver com isso, não deve escolher a carreira policial ou militar.
É o mesmo que ser bombeiro com medo de fogo ou sofrendo de vertigem de altura.
Não serve.
P.D.: Que decepção! Confiar no “Consultor Jurídico”, ao invés de ir direto à fonte (o relatório de Protógenes) depõe contra a qualidade do jornalista. Até as pedras do caminho sabem que o “Conjur” faz parte do esquema ACM (Attuch, Chael e Mainardi), para fazer o jogo dos interesses empresariais (e agora criminais) de Daniel Dantas. Aliás, chamar essas prostitutas da informação de “jornalistas” é ofender a classe dos bons jornalistas. No caso em questão, foi pinçada a dedo uma informação, fora do contexto geral, no qual os jornalistas citados nas escutas autorizadas judicialmente poderiam ser objeto de investigação. Isso não deveria ser escândalo: jornalistas que divulguem, pública ou privadamente, informações sigilosas da justiça e/ou polícia, para ajudar um dos investigados/suspeitos, está interferindo diretamente no trabalho de investigação e acumpliciando-se aos suspeitos. Deve, portanto, ser responsabilizado por seus atos. Aliás, é o tipo de matéria plantada que que poderá ser usada amanhã contra o delegado em seu depoimento, ou pior, integrada ao processo contra Dantas, para desqualificá-lo.
P.D., você é um jornalista bem informado e sabemos que o que você conhece sobre o tema muito mais do que é possível divulgar. Você chama o que o “Conjur” faz de jornalismo? Não creio que você colabore para este esquema tão nefasto.
O tal ‘relatório’, PD, não passa de rascunho.
E outra:
“Isso é apavorante”
Apavorante porque estão de olhos em vocês agora, o de vocês está na reta. Corporativismo mais chinfrim…
Porque não é nada apavorante a polícia, braço do Estado, com função única e exclusiva de manutenção da desigualdade e controle social. Aliás, contra isso, nem um mísero arfar de vossa senhoria.
Sugiro o documentário Notícias de uma Guerra Particular, de João Moreira Salles com a fala espetacular do ex-secretário Hélio Luz.
Polícia boa é que mata bandido e controla favela.
É apavorante mesmo, PD. A previsão do fim do texto não poderia ser mais verdadeira. Esta ideologia imbecil irá acabar com o mundo.
“Mas a maioria dos jornalistas não é corrupta e a maioria dos grandes veículos tampouco.” A que país o senhor se refere????
Protogenes é uma figura típica, que podemos encontrar na Stasi, Gpu ou ao lado do falecido diretor do FBI, Edgar Hoover.
É o burocrata de capacidade intelectual mediana que tem obsessão por colecionar informações, não importa como foram obtidas. É, igualmente, daqueles fanaticos por teorias conspiratorias, assunto predileto de pessoas sem senso crítico e de pouca instrução. Esse é o delegado Protogenes, o nosso Stasi tupiniquim.
Apavorante é alguem acreditar em tudo o que a midia diz sobre o Protogenes. Onde estão as provas que ele grampeou esse povo? Ou será que forma pegos com a boca na botija e os coleguinhas estão correndo a socorrrer? Patético.
Para mim, quem apresenta preocupantes delírios de grandeza e baixa tolerância a ser contrariado é o Dr. Gilmar Mendes.
“O senhor leu o Relatório?” [2].
“PD, só faltava voce ter dito que se baseou em materia da veja” [2]
“Ah, então tá combinado. Você faz um post dando credibilidade absoluta ao post do Consultor Jurídico. E pra se garantir conclui, espertamente, o seu post afirmando que as críticas dos comentaristas que certamente virão em baixo são de fãs do delegado Protógenes”
“agora, pedro dória, ainda não consegui entender porque você comprou com tanta rapidez o protógenes como grampeador maluco.” [2]
“por que você distorce os fatos sempre que fala de algo que se relaciona ao Protógenes?
ao jornalista não é exigido certo grau de isenção?” [2]
“P.D., você é um jornalista bem informado e sabemos que o que você conhece sobre o tema muito mais do que é possível divulgar. Você chama o que o “Conjur” faz de jornalismo? Não creio que você colabore para este esquema tão nefasto.” [2]
“Meu caro Pedro Doria. O delegado Protógenes é muito mais necessário ao Brasil do que, por exemplo, você” [2]
Isso, no blog do Pedro Dória, imagine o que não ocorre na caixa de recados em blogs de corneteiros polemistas por aí…
A população tem uma mania tosca de apoiar a truculência policial, como se dela pudessem surgir resultados mais justos, ou qualquer coisa do tipo.
Assim como se apóia batidas policiais em que o cidadão tem armas de direções diversas apontadas para sua cabeça para saber se ele representa algum perigo, há quem acredite que escutas telefônicas ilegais sejam um pequeno pedaço da liberdade que se possa pagar para que se tenha segurança.
Daí um jornalista resolve escrever que não acha o preço justo, e só falta ser preso por isso. Aliás, tem gente acima que, com o tradicional pedantismo do juridiquês, se manifestou tão chocado que já deve ter registrado queixa contra o blogueiro por conta do texto.
Citar polícia que mata brasileiro em metrô ou polícia de um Estado que acredita que pena de morte pode mesmo resolver alguma coisa prova quão disposto alguém está pra trocar suas liberdades pelo que acredita ser segurança.
Permita aos outros discordar disso. Vai ver que , a partir do ponto de vista de quem não encontra grandes vantagens em ter vigiados seu telefone, internet , correio e afins , para que supostamente seja protegido, a situação toda é bem desagradável.
e um ps.: jornalistas são egocêntricos demais para serem corporativistas, a Fenaj é a prova disso.
outro P.S.: Quantos de vocês que acusam jornalistas de estarem sendo corporativistas são advogados ou estudantes de direito? é mera curiosidade…
Caro Pedro Dória, acho que é hora de você dar uma boa olhada no tal relatório e não só na matéria do Comunique-se.
O Consultor Jurídidico, desde a primeira prisão de Daniel Dantas, se colocou na frente das denúncias contra o delegado Protógenes Queiroz. Você deve saber disso, também acompanha o caso.
Não se trata de torcida, mas a remodelação na PF foi responsável pelo desmantelamento de dois importantes elos do crime organizado: Law Kin Chong (em ação comandada por Protógenes) e Carlos Abadía (em ação comandada por Carlos Saad). Os procedimentos utilizados na prisão dos dois foi bem similar.
O que muitos acusam é que Protógenes passou a nutrir sentimentos de grandeza no decorrer das investigações sobre o esquema BrT-Oi. Esses sentimentos se deviam ao fato de que a investigação resvalava em pesos pesados da política, do empresariado e da imprensa brasileira. Gente com muito poder.
Sentimento de grandeza e confusões mentais a parte. A lista divulgada pelo Cláudio Júlio Tognolli (que apesar de ótimo repórter também é conhecido por algumas “confusões” com fontes bem difíceis de serem checadas) tem de tudo, de Diogo Mainardi a Mino Carta, de Leonardo Attuch a Elvira Lobato. A matéria no Consultor Jurídico mistura fontes de informações, não como braços de Dantas. (como escreveu bem o Idelber Avellar em seu blog)
É óbvio que se trata da espetacularização de um documento, por quê? Porque são todos jornalistas que em algum momento trataram do caso.
A imprensa não necessita ser corrupta para impôr viés e colocar um ponto de vista na matéria. A imprensa o tempo todo toma partido de determinados grupos na discussão econômica. Às vezes, tal tomada de partido tem a ver com coloração política, outra com afinidade com a proposta empresarial e outras vezes com corrupção mesmo.
De qualquer forma, o delegado pode investigar a movimentação da imprensa, uma vez que os julgamentos das disputas empresariais de Daniel Dantas sempre tiveram matérias (pró e contra) como lastro da defesa e da acusação.
No documento apresentado pelo Consultor Jurídico o que se vê são séries de anotações pessoais. Não há documento algum. Nesse caso quem teve a privacidade violada foi o delegado.
Ninguem aqui defende um estado policial, muito longe disso.
O que é absurdo é compararem o estado brasileiro a um estado policial típico contemporâneo.
É má-fé, manipulação.
E isto somente ocorreu após a Polícia Federal, com muita ousadia, iniciar seu levante contra os que enfiam as garras no erário.
Ela é focada em crimes de colarinho branco e contrabando: quem está chiando nesta história?
Essa gritaria toda de ‘Estado Policial’ só depois dos ricos passarem a ser tidos como suspeitos, o que já ocorre com a maioria da população brasileira? Conta outra, elite.
Caro PD.
Não ponho a mão no fogo por Protógenes, se ele cometeu ilegalidade, que responda na justiça. Agora, que existe uma movimentação de jornalistas, revistas e grandes jornais, com a intenção de desqualificar o delegado e anular a Sathiagarra, isso é FATO. Estão trabalhando SIM a mando de Daniel Dantas. Tem audio LEGAL falando que mainardi, lauro jardim e roberto dávila estão do “lado” de DD. Você com certeza não leu o relatório, se tivesse lido saberia disso e esse fato grave vc não comentou. Eu também estou apavorado, PD. Apavorado com a imprenssa que trabalha pra BANDIDO !
well…..lamentável como muitos aí em cima acham que uma pessoa pode e deve ser “monitorada” por ser…..jornalista tucana de carteirinha!!….já outro acha que por ser “ligado” ao tucano fulano de tal, tudo é permitido para “averiguar” a vida pessoal de alguém.
Eu só queria saber de onde surgiu o DNA totalitário desse povo.
Pedro,
É impressionante como essa história toda provoca, na internetosfera, um buzz de opiniões fervorosas.
Dantas foi transformado num símbolo de banditismo inédito e compreensível, por tudo o que aconteceu.
Mas é muito doido constatar que a maioria não percebe que o jogo para influenciar processos judiciais não parte apenas do lado dele. O lado de lá (e em cada contenda onde Dantas se meteu, há um concorrente diferente: Demarco/Gushiken, Jereissati/Gutierrez, Telecom Italia/Citibank, etc)) também faz uso das mesmas táticas que ele. E usa jornalistas/veículos da mesma maneira.
São todos iguais para mim.
Agora, ver os inimigos de Dantas posarem de paladinos e usarem mentes sãs e bem intencionadas (todos os leitores do Nassif, por exemplo, que mal sabem estarem sendo conduzidos de maneira magistral por ele) é muito triste.
Não há mocinhos nessa história. Tampouco Protógenes, que confunde os seus ideais com a sua profissão. Ele ultrapassou todos o limites.
Só que quando ele começou essa investigação, ele tinha carta branca. Paulo Lacerda agia com a complacência de seus superiores, tanto para coletar informações importantes relativas às diferentes contendas, quanto para conseguir construir algo de concreto que pudesse destruir os inimigos de seus superiores.
O que não se fala, é que seus superiores foram sendo dizimados pelos acontecimentos.
Aí é que reside toda a questão. Protógenes , considerado louco nos bastidores do planalto, continuou com sua missão ideológica e acabou enrolando gente muito próxima do Grande Chefe, nosso presidente. Virou uma metralhadora sem rumo. Paulo Lacerda foi afastado. E o delegado será o próximo deputado federal mais votado pelo PSOL.
Tudo isso me dá nojo. Todos eles.
Tá na hora de começar a ver além das notícias galera. Levantem os véus!
Pedro Dória, indique no arquivo PDF, disponibilizado no site do Conjur, onde aparece o grampo ilegal da Manuela Rampazzo.
Fato: O Brasil vive um momento delicado no que se refere ao assunto Corrupção. Muito delicado. É só olhar o noticiário geral.
Opinião: Já faz um tempo, o termo Ditadura da Corrupção expressa minha minha opinião sobre essa questão. São aproximadamente R$ 200 bilhões de desvios todo santo ano no Brasil, de toda ordem. Pública e privada. Um bom dinheiro que poderia ser aplicado pra realmente mudar o país. Por outro lado, onde há verba pública, grandes obras etc, há corrupção. Não é uma mazela exclusivamente brasileira. Mas a impunidade generalizada que vivemos é um mal tremendo. Um perigo para a Democracia. Tanto quanto viver num estado policialesco à moda Hoover. Corrupção gera miséria e morte.
Fato: Protógenes comandou a Operação Satiagraha. Essa operação levantou muitas questões sobre corrupção dos poderes, públicos e privados.
Opinião: Protógenes pode ter cometido ou não ilegalidades nesses levantamentos. Não se sabe ao certo, até agora algumas questões levantadas sobre tais ilegalidades, como o grampo entre Gilmar Mendes e Demóstenes Torres não apareceram.
Fato: Há uma CPI sobre os grampos ilegais. É uma consequência da Operação Satiagraha.
Opinião: Alguém acredita piamente nas CPIs do nosso pior Congresso de todos os tempos? A Polícia Federal tem prestado um desserviço generalizado ao país? O Congresso precisa de uma renovação e moralização? Em termos de prioridade, qual seria maior: moralizar o Congresso ou a Polícia Federal? Qual das duas entidades de supra importância do Brasil está mais em evidência na questão da corrupção?
Fato: Protógenes foi muito elogiado por Lula e Tarso Genro. Em pouco tempo tudo mudou. Num átimo. Foi de um dia para o outro.
Opinião: Por quê? Um pouco além, Fausto de Sanctis e Rodrigo de Grandis passaram a sofrer frituras também, ou seja, o Juiz Federal e o Promotor Público Federal envolvidos. De tudo que já vi desses servidores públicos, não me parecem venais, pelo contrário. Alguém tem posição contrária? Dados e fatos que comprovem que esses cidadãos estão num descaminho? Que querem o mal do Brasil? Não me parece.
Fato: Luiz Eduardo Greenhalgh, fundador do PT, trabalhou para Dantas.
Opinião: Será que os levantamentos da Satiagraha levaram até algumas questões que envolvem o PT? Não sei. Só sei que envolvem de Norte a Sul, de Leste a Oeste, da situação à oposição.
Fato: Dantas é um dos homens mais poderosos do Brasil. Há fortes indícios que utilizou de expedientes fora das leis brasileiras em seus negócios. Há dinheiro do Opportunity bloqueado nos EUA, em Luxemburgo e não sei mais onde. Provas das ilegalidades cometidas em lavagem de dinheiro, segundo o Promotor Público em noticiário recente.
Opinião: Dantas, pelo que algumas evidências demonstram, utilizou do artifício “polvo” ligando tentáculos para todos os lados e envolvendo gente da situação e oposição. É uma boa forma de se proteger para cometer crimes.
Fato: Alguns jornalistas foram grampeados, como várias outras pessoas.
Opinião: Jornalista, empresário, políticos, cidadãos comuns, todos, estão sujeitos às leis.
Resumo opinativo: Discordo do post do Pedro Doria. Não acho que todos da lista apresentada sejam corruptos, mas pouco importa o que eu acho ou não, porém gostaria muito que separássemos o joio do trigo. Acredito que a imprensa é um poder e deve servir ao povo e não ao poder corrupto. Cuidar para que tenhamos uma imprensa o menos corrupta possível é, pra mim, um ato de cidadania, uma postura democrática. Viva a imprensa livre, sim senhor, mas viva a imprensa livre e limpa, acima de tudo. Torço pelo Protógenes? Prefiro dizer que torço pelo nosso Brasil. E nosso Brasil não é dos corruptos. A maioria do povo brasileiro não é corrupta.
Então, melhor ficar com fatos, e não com boatos. Podem ser plantados.
Desculpem-me quando falei Carlos Saad, queria falar Ricardo Saad que é o delegado que substituiu o Protógenes nas investigações da Satiagraha
Mariana: concordo inteiramente.
Parece que realmente essa estada na California está tornando o PD numa pessoa séria, uim verdadeiro profissional. pena que os comentaristas desse blog (alguns) não tenham a mesma oportunidade.
Bla bla bla… Lá vem o PD fazer o coro do Consultor Jurídico (que faz o coro da Veja, do Gilmar Mendes, do Daniel Dantas…) e bradar contra o “Estado policial” do qual ainda não apareceu nenhuma prova. Nenhum áudio de grampo ilegal, sequer transcrição.
Engraçado que o Prótogenes está sendo indiciado justamente por vazar informação, e só o que tem saído nos últimos tempos são vazamentos que ele não fez, feitos muitas vezes pelo próprio corregedor da PF que o indiciou por vazamento…
Como diriam os Ramones, “Mondo bizarro”!!!!
André, não tenho a íntegra dos relatórios de arapongagem da operação do delegado Protógenes. Segundo o ConJur, o relato da investigação de Manuela Rampazzo está no arquivo ‘Turma do Cebolinha’, que eles não dispobilizaram.
Não importa se foi um grampo, como disse o Elias, ou se foi campana. Existe um Estado de Leis: polícia não investiga porque decidiu investigar. Tem que ter motivos claros, deixar evidente seus objetivos, ter autorização Judicial e tudo tem de seguir o mais estrito rigor. Polícia não cria teorias. Polícia prova ou não prova.
Cadê o audio?????????????????????????????????????????????????????????Mais um grampo sem audio. Mostra o audio. E tem que ser de telefones não autorizados judicialmente. O resto é lero lero da midia comprada. Duro é ver o PD embarcar nessa canoa furada.
Pedro Doria,
Se um cara poderoso encomenda matérias para um comentarista econômico que planta uma que altera a bolsa de valores dado sua influência e faz o cara poderoso ganhar algum bom dinheiro quando outros perdem, é legal, ético ou moral?
Você acha que não existe isso?
Coloca aí pra nós tua opinião sobre a questão base desse assunto: a corrupção no jornalismo.
Esquece a Satiagraha, Dantas, Protógenes. Fala de Jornalismo. É um pedido.
Pedro Dória, então você admite que a única prova que teve para escrever essa lauda condenatória contra o delegado e repercutir o famoso “Estado Policial” é um arquivo que o Conjur, com todo o seu histórico, “alega” existir? Você é o mesmo Pedro Dória que na questão palestina evitava tomar posição até que as informações viessem de multiplas fontes confiáveis? Até o Gravataí Merengue (que já perdeu o equilíbrio faz tempo) foi mais cuidadoso que você. Se você tem alguma coisa objetiva contra o delegado, ou alguma prova do Estado Policial, apresente. A maior prova que você está equivocado foi o elogio do Chesterton.
Consultor Jurídico e suas mentiras
Um garoto com razoáveis aulas de interpretação de texto em nível de segundo grau não teria muitas dificuldades para desmontar a farsa armada pelo site Consultor Jurídico, de conhecidas ligações com Gilmar Mendes, a partir dos rascunhos (pdf) arrancados do computador do Delegado Protógenes Queiroz durante a recente ofensiva contra ele. Não surpreende, evidentemente, o timing da “matéria”, bem na véspera do depoimento de Protógenes ao arremedo de CPI, aquela presidida por Marcelo Itagiba, que declarou que vai pedir o indiciamento do delegado por falso testemunho caso ele não diga a “verdade” hoje. Resta saber qual é a “verdade” que o Sr. Itagiba, de conhecidas ligações com Dantas, quer realmente ouvir.
A farsa do Consultor Jurídico começa com uma manchete escandalosa, ao estilo Veja: “Quem são os jornalistas perseguidos por Protógenes”. Mas ao ler os rascunhos de Protógenes, não se nota perseguição nenhuma, e sim uma série de anotações acerca de escutas telefônicas realizadas legalmente, ou seja, uma investigação. Não há obsessão em perseguir nenhum jornalista em particular, só tentativas de compilar e analisar informações que sustentem uma hipótese que vai se mostrando, aliás, bem verossímil na medida em que se avança na leitura: a de que Dantas usou setores da imprensa como cúmplices.
A primeira frase da farsa do Consultor Jurídico também é uma mentira deslavada: Pelo menos 25 jornalistas de renome, que atuam em grandes veículos de comunicação, foram acusados pelo delegado federal Protógenes Queiroz de fazer parte de um esquema conspiratório a favor do banqueiro Daniel Dantas… Mas se você ler os rascunhos, verá que não há acusações contra “25 jornalistas”. Há suspeitas contra alguns, mera menção de outros, utilização de reportagens feitas por outros na sustentação dos fatos etc. O Consultor Jurídico, em manobra retórica de extrema pobreza, tenta confundir tudo sugerindo que há “acusações” contra 25 jornalistas. Não há. É só ler o texto.
Daí em diante, o Consultor Jurídico arrola muitos adjetivos, poucos fatos, bastante distorção do texto de Protógenes e o coroamento triunfal: um quadro em que se listam “os jornalistas citados no relatório”, como se todos eles tivessem sido acusados por Protógenes. Não foram. A matéria publicada pela Carta Capital no dia 09 de abril de 2008, por exemplo, é citada pelo delegado como evidência de que os tentáculos de Dantas na mídia estavam, também, sendo analisados por alguns veículos. Mino Carta e Jonathan Wheatley, do Financial Times, são citados nos rascunhos de Protógenes como fontes de informações, não como braços de Dantas.
O Consultor Jurídico faz um quadro misturando os nomes de todos sob o anódino particípio “citados”, talvez com a esperança de confundir o seu leitor. Assim:
nomes-citados-relato1.png
Luiz Antonio Cintra, da Carta Capital, um dos jornalistas “citados” na montagem do ConJur e supostamente defendidos por eles contra o orwelliano delegado, já se manifestou:
A lista de jornalistas, da qual o meu nome faz parte, trata de misturar suspeitos e não suspeitos, de modo a desqualificar o trabalho do delegado Protógenes. A mesma estratégia da defesa de Dantas.
No texto, o autor afirma que a lista refere-se aos jornalistas “acusados” de receber dinheiro do DD. Ao ler o relatório, percebe-se que em nenhum momento o delegado fez tal acusação. Trata-se, obviamente, de difamação, pela qual o site terá de responder na Justiça.
Note-se que a divulgação da tal lista ocorreu no mesmo dia em que a CPI confirmou o depoimento do delegado para amanhã. Mera coincidência ou estratégia jurídica?
Saudações,
Luiz Antonio Cintra
CartaCapital
O site Consultor Jurídico continua mentindo no segundo parágrafo: No relatório, o delegado parte da premissa de que o banqueiro Daniel Dantas armou um esquema para corromper jornais, revistas e jornalistas em geral para que todos trabalhassem a favor de seus objetivos escusos. Ora, o-pdf-ao-que-o-ConJur-teve-acesso-não-se-sabe-como não é, evidentemente, um “relatório”, já que ele não estava pronto para ser entregue a ninguém. Eram anotações pessoais, rascunhos, trabalho em processo.
E assim caminha a farsa armada pelos representantes de Gilmar Mendes na internet jurídica, ao ritmo de uma mentira por frase. Tomados de pânico corporativo, os jornalistas da grande mídia repercutem a manobra acriticamente, linkando a mentirada do ConJur e não oferecendo sequer o link direto às páginas confiscadas do computador de Protógenes, onde, diga-se, não existe “lista” nenhuma.
Eu mencionei que tudo isso aconteceu na véspera do depoimento de Protógenes ao arremedo de CPI de Itajiba e um dia depois que a turma de Gilmar Mendes derrubou um prefeito legitimamente eleito em Diamantino, no momento em que ele iniciava a auditoria nas contas do antecessor, Chico Mendes, irmão de Gilmar?
Cadê as provas PD??????????? Cadê as provas PD??? Pratique jornalismo de verdade!!!!!!!!!! Cadê o audio dos grampos?????? O Conjur ou a Veja escrever não torna o grampo real.
O Nassif é muito defensor do Protógenes. Mas olha o post dele sobre isso, com inclusive um e-mail de um dos jornalistas que está na lista: http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/04/07/o-relatorio-de-protogenes/
quem é esse DANIEL DANTAS? Eu somente ouço a mídia falar do Protógenes. E do De Sanctis. Por que será? A lei do silêncio, a lei do silêncio não está na constituição.
Estou lendo o relatório. Falar que ele não faz acusações e insunuações contra jornalistas é dose.
A lógica mais simples diz que se alguém é citado em um relatório que tem como objetivo explicitar os “INDÍCIOS DA MANIPULAÇÃO DA MÍDIA PELO BANQUEIRO DANIEL DANTAS”, é acusado.
Vamos aos fatos?
2) Marcelo Tognozzi
“Ao longo dos diálogos, fica claro que Tognozzi agiu em favor do Opportunity visando a uma oportunidade de emprego na instituição financeira.” (pag. 3)
Em um capítulo grande, Protógenes não apresenta nenhum indício de crime ou sequer de manipulação. Apresenta sim várias provas de como qualquer assessoria de imprensa funciona. Em qualque emprega em qualquer lugar do mundo.
3) Ney Figueiredo
“No e-mail, Figueiredo demonstra claramente trabalhar para o dono do Opportunity e exorta o
“chefe” a ser expor mais diante das pessoas que mantêm negócios com o banco.”
2) Diálogo entre o jornalista Leonardo Attuch e a secretária de Naji Nahas (10 de março de
2008)
“Este diálogo é importante porque evidencia a existência de contatos entre o jornalista, um dos
que mais freqüentemente escreve sobre o caso Brasil Telecom, e Nahas, amigo e colaborador
de Daniel Dantas.” (pag. 9)
Pronto. Bastou ser jornalista e falar com algum suspeitos para ser, automaticamente, um manipulador da mídia.
3) Diálogo entre duas secretárias, sendo uma delas a de Naji Nahas (10 de março de 2008)
“Neste breve diálogo, a secretária do investidor Naji Nahas telefona a outra secretária, de pessoa
não identificada, para agendar um almoço entre Nahas e a jornalista Vera Brandimarte, diretora
da Revista Valor Econômico (…)”
“Salienta-se, uma vez mais, que Naji Nahas é suspeito de atuar em conjunto com Daniel Dantas.” (pág. 9)
Mais uma vez. Bastou qualquer contato para já ser taxado como manipulador da mídia.
============
Uma das coisas mais engraçadas desse povo é esse pequeno “detalhe” retirado do relatório (pág. 12). Na verdade uma nota de rodapé:
“4 Uma explicação mais detalhada sobre a participação de Nahas no caso Telecom Italia pode ser encontrada na análise do livro “Lula é Minha Anta” e da reportagem da revista italiana “Panorama”, ambos neste trabalho.”
O livro “Lula é Minha Anta” é de autoria de (que rufem os tambores, soem as trombetas)….
…Diogo Mainardi!! Aquele que segundo muitos daqui está no bolso de Daniel Dantas…
Percebem como a coisa não casa? Não fecha??
E isso se repete no relatório inteiro.
Ilações são indícios, indícios são provas. Suspeitas são condenações.
E, realmente, é bom ler o post do Biscoito Fino E A Massa sobre o assunto: http://www.idelberavelar.com/archives/2009/04/consultor_juridico_e_suas_mentiras.php
Fato: Protógenes foi muito elogiado por Lula e Tarso Genro.
chest- só isso já mostra que o protó é uma besta…..
ah, pedro, por favor… vc tá abraçando a “turma do cebolinha” não disponibilizada pelo conjur. por favor… como diria muhammad ali, “eu esperava mais de você”.
Há vários anos as ações policiais têm sido utilizadas para produzir espetáculos.
No governo anterior de SP, a mídia se prestou ao
papel de amplificação de inúmeras ações de farsa protagonizadas por agentes da polícia civil, com a especial colaboração de muitos jornalistas, estes em estreita e inadequada colaboração com agentes policiais.
As atividades do delegado que ilustra este post são do mesmo tipo das usadas e abusadas em outros setores policiais. As facilidades das espionagens telefônicas em mãos de policiais já resultaram, há pouco tempo, na venda de escutas a interessados e corruptos.
Escrevi aqui, há alguns dias, que as “investigações” policiais se resumem à sigla GGP (grampo, ganso e pau-de-arara) e isto é sintomático do baixíssimo nível dos membros das diversas polícias e de suas “técnicas” de atuação.
Para piorar a situação e, talvez, perpetuar o enorme e despropositado poder que é conferido a agentes despreparados, boa parte da população, certamente incentivada pela mídia e muitos jornalistas, celebra com fervor as repressivas e ilegais ações policiais que, não raro, atingem covardemente pessoas inocentes.
Não existe sociedade democrática em ambientes policialescos e onde agentes com distintivos podem invadir vidas, particularidades e, por ironia, afirmar que defendem a lei.
A única maneira de tolher as arbitrariedades policiais é através do controle externo e civil de todas as polícias.
nada será como antes - Que isso homi?? Caiu e bateu com a cabeça???
Cadê os audios dos grampos nos jornalistas?????Cadê os audios dos grampos nos jornalistas?????Cadê os audios dos grampos nos jornalistas?????Cadê os audios dos grampos nos jornalistas?????Cadê os audios dos grampos nos jornalistas?????Cadê os audios dos grampos nos jornalistas?????
#58, elucubrações, agora, são condenações e provas?
[...] Continue a leitura da opinião do Pedro Doria, em seu Blog [...]
“..Essa gritaria toda de ‘Estado Policial’ só depois dos ricos passarem a ser tidos como suspeitos, o que já ocorre com a maioria da população brasileira? Conta outra, elite. ..”
Como disse antes, o ministro Palloci quebrou o sigilo bancário de um simples caseiro sem mandado judicial e não aparecem paladinos da justiça para defender o caseiro mas, para defender o “pequeno burguês” Palloci ou o delegado aloprado cheio de “ideiais” aparecem aos montes.
Simplesmente porque o caseiro testemunhou contra gente de confiança de Noço Guia??!? Onde estão as provas de recebimento de propina por este caseiro? Este sim foi condenado pois sua vida está complicada até hoje por causa do epísódio enquanto o sr. Palloci se reelege, ajuda outros a se eleger, escreve livro, leva uma vida normal.
O DNA dessa turma vem de Stálin……
Pablo Vilarnovo, e quanto aos demais 22 jornalistas, quais são as acusações?
Pablo Vilarnovo (63),
Qual é a dúvida?
William - Pergunte ao Protógenes!! Pergunte ao Protógenes!! Pergunte ao Protógenes!!Pergunte ao Protógenes!! Pergunte ao Protógenes!! Pergunte ao Protógenes!! Pergunte ao Protógenes!! Pergunte ao Protógenes!! Pergunte ao Protógenes!!
Pedro Dória, sugiro que você faça um adendo no seu post especificando que suas acusações se baseiam no que disse o Conjur, sem apresentar provas.
André, continua na mesma tocada. Na verdade alguns jornalistas são citados e não acusados.
Até mesmo o Nassif reclamou do relatório!! E olha que o homem do BNDES não costuma falar mal dessa gente.
Mas sem dúvida o caso mais engraçado é o de Mainardi.
Uma hora ele está no bolso de Dantas, outra ele - e suas reportagens - são usadas como provas contra Dantas.
Isso só demonstra o grau de loucura e idiotice de muitos.
nada será como antes - Fazia tempo que não via você escrever algo tão sensato.
“O que tem investigar a filha da Cantanhêde, jornalista tucana de carteirinha?’ O fato de que alguém faça essa pergunta achando que tem um argumento a ser levado em conta é assustador.
É de gente com pensamento assim que se constroem as ditaduras.
E pior que vai ter gente sofismando sobre ditaduras e ditabrandas para defender a idéia.
A Veja teve acesso a 567 áudios, 4567 fotos 34567 documentos do Protógenes que demonstram o Estado Policial. O Conjur diz que há 8GB de provas. Ninguém mostra nada, mas o Pedro Dória acredita em tudo.
André - Você leu o relatório?
Perguntinha básica: “A quem interessa?” Portanto, meus queridos defensores da legalidade, arautos da ética jornalística (ah, esses Catões que defendem as conquistas democráticas nas redações da Veja e nos escritórios do Conjur), campeões do estado de direito, vóis que sois tão brilhantes me deem apenas a resposta a essa pergunta: “A quem interessa desmoralizar o delegado?” É pra ele que vocês trabalham (quer queiram, quer não queiram).
Pablo Vilarnovo, “Na verdade alguns jornalistas são citados e não acusados.” Então o quadro que aparece no Conjur tende mais a confundir do que explicar? É por esse pessoal que devemos por a mão no fogo? Sinto muito, mas vou continuar esperando as provas dos crimes cometidos pelo delegado e do Estado Policial. Não acredito nas afirmações da Veja e do Conjur, a menos que venha acompanhadas de provas.
Pablo, li e não encontrei nada de ilegal, nem provas do Estado Policial nem menção à filha da Eliane Catanhede.
Cadê os audios dos grampos nos jornalistas?????Cadê os audios dos grampos nos jornalistas?????Cadê os audios dos grampos nos jornalistas?????Cadê os audios dos grampos nos jornalistas?????Cadê os audios dos grampos nos jornalistas?????Cadê os audios dos grampos nos jornalistas?????
Perguntar ao Protogenes???? Deixa de ser ridiculo Pablo. Estou perguntando ao PD, ao Conjur e a Veja. Estes são os que acusam o PQ, tem de provar.
Caríssimo Pedro,
A investigação do Protógenes, se tiver um peido fora do lugar vai ser invalidada. Ao que me consta não acharam esse peido até agora - e estão procurando. Os melhores advogados, deputados, juristas e jornalistas que o dinheiro pode comprar estão procurando. Mas até agora nada. Nadica de nada. Podem falar que o homem é maluco, quixotesco, stalinista, Hooveriano, paranóico etc etc etc. Mas até agora não conseguiram desmontar a bomba que ele armou. E tomara que estoure - ah, tomara.
Paulo Vilarnovo (72),
Meus comentários são, sempre, sensatos.
“Muito provavelmente, Lobato seja uma das jornalistas de confiança de Dantas para implantar, na mídia, tais reportagens.”
É, isso aqui também não deve ser uma acusação.
Desculpe, errei. É Pablo.
Muito bons os posts do bom SLeo sobre o tema. Faz contrapontos ao bom Idelber.
A discussão é boa. Bom jornalismo e bom bloguismo podem nos ajudar nesse inferno astral que vivemos no tema da corrupção.
E o Pedro Doria nos deve (já estou convocando todo mundo, um bom truque) uma opinião sobre sua visão na base de toda a questão A Corrupção no Jornalismo.
Pedro Doria, não corra da raia!.
Antonio M (67)
Uma coisa não tem nada a ver com a outra.
Não houve gritaria de “Estado Policial” quando Palloci cometeu o crime de quebra de sigilo fiscal do caseiro. Nem levantou-se essa hipótese.
Agora há. Isto foi o que escrevi, nada mais, nada menos.
Acho que é bem simples de entender : dispensa-se até o seu ‘pulo do gato’.
Poderíamos discutir tranquilarmente Palloci. Mas não é este caso, agora.
” Ao que me consta não acharam esse peido até agora (…)”
Olhe direitinho… Não demora nem 2 segundos no google… Procure pelo nome do corregedor Amaro Vieira Ferreira.
Pedro Doria: O “apavorante” nisto tudo é que você nao tem provas de nada. Aproveita uma sacada mentirosa de um outro site para fazer um libelo contra um delegado que faz o seu trabalho de investigaçao. E que foi certamente autorizado a fazê-lo (isto será provado), até que chegou à podridâo, àquilo que de fato nos confronta com as falhas escandalosas de nossa “democracia” de araque.
De arapongagem e arapongas o Brasil sempre esteve cheio e ninguém - mesmo jornalistas - reclamou ou denunciou o tal “estado policial”. Por que será que as “vestais ofendidas” só botam a boca no trombone agora, quando delegados e juízes honestos e persistentes remexem na merda e se aproximam do ninho das ratazanas?
Sugiro que dê uma olhadinha no site do seu amigo coleguinha Idelber Avelar. Quem sabe descobre algo que nao sabia antes de publicar a sátira aí acima?
PD, seria interessante você rever comparar o seu post anterior com este. Se Lula fosse tão bom assim, a PF não teria se descontrolado como aconteceu nos últimos anos.
PQ exemplifica bem o aparelhamento do estado, gente que como alguns comentarias só se pergunta ” a quem interessa?”, acha que sabem de tudo e não tem regras ou ética de conduta.
Lula não foi o mandante de PQ, mas a mentalidade petista, exemplifica por alguns comentaristas aqui justificando as escutas de jornalistas - está correando a noção de moral pública. Basta lembrar do mensalão e da volta de deputados culpados à assembléia. O problema é quando o PT sair do governo, os petismo ficará nele.
Essas escutas são caso sério, desde a invasão da Folha pelo pessoal do Collor, a imprensa não foi tão atacada. A supressão de propaganda federal na Veja e o favorecimento da Carta Capital é outro absurdo. Acorda, gente!
hilaria a reação dos comentaristas
Caramujo, o PD pode tudo, menos o que é proibido. O Protógenes não pode fazer nada, só o que é permitido. A diferença entre um cidadão e o estado representado pelo policial..
Inútil no #80 e Pax no #84: Boa! Uppercut no queixo!
Veremos o que diz o Pedro Doria…
Mariana e Pedro Dória, dois exemplares de inteligência superior, de perspicácia infinita, de honestidade e ética a toda prova, portadores até de mediunidade poderosa, capazes de entender o que se passa em mentes inferiores como as nossas e as de servidores públicos equivocados…
Nós, que somos menores, vos saudamos no aguardo de outras pílulas de esclarecimento como as que nos foram fornecidas hoje…
estou, como pediste, oh Mariana, tentando retirar os véus que me obscurecem o entendimento, buscando a luz que tua revelação nos trás…
obrigado, muito obrigado, muito obrigado
só peço um favorzinho, pequeno para seres iluminados e desinteresasdos como vocês:
o que o DANIEL DANTAS anda fazendo?
abçs
Gabriel, Andre, Pedro e todos os demais - Chag Pessach Sameach !!!!
“desde a invasão da Folha pelo pessoal do Collor, a imprensa não foi tão atacada”… taí o roberto (#88) que vive em um estado policial, né. ele vive no medo junto com o pedro dória.
olha, realmente, só não consigo entender como um bando de gente inteligente compra esse tipo de manchete sensacionalista à la veja. isso sim é apavorante.
ou falta bom senso ou sobra ingenuidade.
Não tem jeito. Jornalista é a “vaca sagrada” da sociedade.
Rabbit querido,
Quem sabe se vc tirar a cenoura da sua frente, vc consegue chegar aqui no Paraíso!!!
Quanto ao Orelhudo, aqui de cima dá pra ver que ele tá bem fodido. Como disse o PD, o cara perdeu a guerra. Agora é contar os corpos e esperar os dias até que a masmorra chegue.
O Cacciola tá esperando por ele!!!!
abs para além dos véus!
95, errado. Jornalismo independente é um pilar da sociedade de direito.
Chesterton #90, descreveu perfeitamente a diferença entre o cidadão e o servidor público e
pq a exigência em cima do Protógenes é maior que sobre o Daniel Dantas.
Em tempo, espero que nosso querido DD pague por tudo que têm de pagar. E se as provas do Protógenes prestarem eu até ajudo na campanha para ele se candidatar à presidente.
Mariana, só discordo num ponto, ele não perdeu a guerra, DD está perdendo uma batalha, mas até o momento tudo leva a crer que vai sobreviver poderoso o suficiente para lutar em outro dia.
De qualquer forma, espero que ele esteja em seus estertores, como espécie.
ABC, me referi ao PD, não ao DD.
Antônio M, sobre o Palocci, que me lembre a quebra do sigilo do caseiro custou-lhe o cargo de ministro da fazenda e muito provavelmente a vaga que hoje está com a Dilma. Pq, convenhamos, ele tinha muito mais chance do que ela em 2010.
Ok não é suficiente, a quebra de sigilo deveria ser punida de acordo com a lei, nem menos nem mais. Mas ele não saiu limpinho dessa história não.
Brasil é o pais dos grampos sem aúdios.
Também foi o que entendi Chesterton, o segundo parágrafo sobre o DD é mais minha opinião sobre o assunto como um todo.
A minha curiosidade é saber quantos recursos, quantas pessoas, quantos especialistas estão hoje sendo dedicados e direcionados para descobrir o grande erro. Aquele erro que terá o condão de “melar” toda a investigação.
E já estou preparando um protetor de ouvido porque quando encontrarem, se encontrarem, o estrondo será tremendo.
Não tenho memória de nenhum caso que tenha arregimentado tantos recursos. De fato esse caso conseguiu “deitar na mesma cama” estranhos amantes.
Pois então, Pedro Doria, Elias e Nada Sera Como Antes, sou maior de idade, comi a filha de 15 anos anos da vizinha e ela engravidou.
O que devo fazer?
Pedro Dória,
Sabe o que é assustador? Ver você afirmar com todas as letras que a escuta feita na filha da Eliane Catanhede não tinha autorização legal, sem nem saber se a escuta ocorreu ou não.
Chag Pessach Sameach aos meus amigos judeus e não judeus também.
Ok, off topic. Agora vou lá em cima brigar com o Pedro Doria. Ele é um menino do bem, sim. Assim, pelo menos, me parece. Caso contrário estaria em outros blogs de má fama por aí.
Dom Pedroca Doria,
seus argumentos estão corretos neste post, mas o que se encontra fora do tom ponderado é a conclusão apressada de que vc. sempre é useiro e vezeiro. Parece o Fiuza defendendo o casal Nardoni, antes das investigações, ou seja, antes de termos informações mais precisas sobre a matéria. É o caso do Protógenes, esse herói nacional, esse novo Tiradentes. Ora, se agiu por abuso, sem critérios, saberemos. Por enquanto, tudo é especulação e, seja como for, o império do Dantas Gilmar Mendes ficou abalado. E essa gente já deu provas suficientes de serem venais e corruptos. Existe a hipótese do nosso herói estar mancomunado para impedir o sucesso da investigação. Mas pela reação dos incomodados, para mim, se trataria mais de um erro de procedimento ou mesmo de perseguição política. A sua inclinação em atacar o Protógenes me faz desconfiar de que vc. está sendo engambelado pela própria banda podre do jornalismo nacional. Cuidado com seus julgamentos apressados.
PD,
RW Miami,
PAX,
Hag Pessach Sameach ! ! ! ! !
Hoje no consultorio atendi um partizan que deu um livro com fatos in loco.
RW
Chag sameach pra ti também e divirta-se com os kneydlach…
Tá com medo tabaréu? é de linha de carretel
Vamos aposentar o termo Estado Policial? Porque, como é óbvio para qualquer um com um pouco de senso crítico, é evidente que para que haja um ‘Estado Policial’ é necessário VIGIAR e PUNIR. E, sei lá, o ponto do Vigiar certamente é discutível (falem num Estado Voyeur ou qualquer coisa, fica até mais mudernoo como a imprensa gosta ;D) mas o de PUNIR, pelo menos quanto a gente rica, a regra é a impunidade.
Então eu sugiro que você(s) deveriam adiar a grita e o chororô até que comecem a enviar jornalistas para gulags no sertão nordestino ou algo do tipo, porque talvez aí alguém se importe.
Isso mesmo Jack. Quem vai para o xilindró é o delegado por cumprir com sua missão. E os jornalistas faceiros esqueceram do Dantas, da filmagem do suborno (ô000, coitadinhos…Pegos com as calças arriadas, botando a bufunfa nas cuecas), etc. Eu prefiro acompanhar o Protógenes no cadafalso.
“Meu caro Pedro Doria. O delegado Protógenes é muito mais necessário ao Brasil do que, por exemplo, você.”
Que horror!
Isso não é comentário, é criança batendo o pé .
Que horror !
Bom, desde tempos remotos qualquer funcionário (público ou não) pode supunhetar a vida alheia.
Seja delegado ou jornalista.
O que pega hoje é que quem supunhetou foi o delegado.
hehe.
Bom, desde tempos remotos qualquer funcionário (público ou não) pode “supunhetar” a vida alheia.
Seja delegado ou jornalista.
O que pega hoje é que quem “supunhetou” foi o delegado.
hehe.
Vejo uma inspiração da campanha de 2002 na sua última frase do post, já o resto do post inpiração é unicamente do conjur, que vale tanto quanto um cruzado hoje.
Caro little peter
essa repulsa pela figura do Protógenes se dá pelo fato dele ter prendido algum conhecido seu fumando maconha na crackolandia? … Ou molestando alguma velhinha em beira de estrada? Pára de perseguir o cara, ele só fez a própria obrigaçao… Bom, mas na verdade isso nao vem ao caso…. se nao quer fazer o mais difícil que é ler o relatório vazado, que nao vai te tomar muito tempo, pelo menos pare de brindar os internautas repercutindo essas reportagens picaretas do consultor jurídico e da Veja…. Procure ler um pouco mais. Procure variar as fontes de informação…. Felicidades…
ps. gosto muito do seu blog… principalmente - e exclusivamente - por causa das moças de segunda…. Permita-me também um pitaco: menos arte, voce está pegando pesado. Menos Paris demodé, e mais mulher melancia…..
Um abraço….