O Brasil de Lula e Fernando Henrique
Se bem que o Brasil em alta é uma pauta à parte. Já é tempo de tratar do efeito combinado das presidências Fernando Henrique e Lula - e das suas pessoas - para a nova apreciação do país no exterior. Já são catorze anos de uma paradoxal continuidade que aqui dentro os dois lados se recusam a reconhecer, mas que lá fora é vista como um ciclo sui-generis de expansão da presença brasileira, ancorado em duas figuras incomuns, somando-se aos fortes ganhos de modernização da economia nacional. Fica o registro.
Do mestre Luiz Weis, no Observatório da Imprensa.
Num post recente, argumentei que Fernando Henrique e Lula devem estar entre os melhores presidentes que o Brasil já esteve. Estes dois homens, muito mais amigos entre si do que muitos fazem parecer, fizeram governos de certa forma bastante diferentes. Em ambos, houve excessos de corrupção. E gafes. E erros.
Weis está certo. Esta é a terceira vez que vivo nos EUA. Uma foi quando criança; a segunda, na adolescência. Some-se viagens várias à experiência e me acostumei aos estereótipos de Brasil: samba, futebol e mulheres bonitas. Quando o interlocutor era mais sofisticado, Bossa Nova e capoeira entravam na sopa.
Não mais.
Primeira coisa que se fala a respeito do Brasil: etanol. A segunda: o país está crescendo, não? Já ouvi isso, literalmente, dentro de ônibus em San Francisco. Quando o interlocutor é mais sofisticado, não é mais com cultura que ele aparece. É com independência energética, com a sigla BRICs, ou então com perguntas a respeito de como lidar com Hugo Chávez.
Não é raro que as pessoas conheçam o nome do presidente do Brasil.
A percepção do Brasil, no exterior, mudou nitidamente. As conversas informais, nas ruas, têm sua contrapartida nas mesas que realmente importam, aquelas onde decisões estratégicas internacionalmente são tomadas.
Temos uma imprensa, e uma Internet, particularmente polarizada. Então poucos gostam de reconhecer os méritos do governo Lula, de um lado, e do governo FH, do outro. Elogiar a ambos é particularmente impopular. (Elogiar governo é coisa que jornalista não devia fazer jamais.) O governo Lula não sabe – ou não tem coragem – de enfrentar a questão da Amazônia com a seriedade que cabe. O governo FH perdeu dinheiro de grande monte numa alucinada política de manutenção de câmbio.
Mas é só olhar para nossa história: estes dois governos, em conjunto, fizeram o país subir um degrau e mudar de relevância. O que eles ainda não oferecem é uma visão futura de Brasil. Ainda não há aquele sério investimento em educação para solidificar as transformações sociais que já aconteceram. Ainda não há uma política que facilite o acesso à casa própria para pobres e classe média.
Falta tanto.
Ainda assim, há que se reconhecer o valor do que já foi feito. O artigo de Weis vale ser lido.
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Você (e o Weiss) estão sacaneando o Lula ou elogiando o FHC? sim, pois os conservadores a vida toda falaram que o porgrama do Lula é o PSDB sem oposição petista e os “pogrecista” chiavam….
“Não é raro que as pessoas conheçam o nome do presidente do Brasil”
Em um albergue de Londres, há uns 3 anos, um espanhol me perguntou como andava o governo Lula. Respondi (nem vem ao caso agora) e depois me deu um branco: não consegui lembrar o nome do equivalente espanhol. Fiquei com vergonha naquela hora.
O Brasil ainda é uma camadinha de civilização sobre um enorme acúmulo de improviso.
Dá muita vergonha ver a educação que a maioria das pessoas recebe. Um exemplo?
No CQC de hoje, um jogador tenta responder à pergunta: “Oriente” está relacionado com a) Leste b)Oeste
…e o sujeito simplemente não soube responder.
É daí pra baixo, por toda a parte e ninguém está fazendo nada a respeito.
“O Brasil ainda é uma camadinha de civilização sobre um enorme acúmulo de improviso.”. Gostei da frase. Não deixa de fazer sentido. Longe de serem textos-refência para tal assunto, mas os textos “Turbulência em voo tucano” e “Lula cai no samba” oferecem análises indiretas para o tema tratado.
Além de obviamente tratar das minhas opiniões sobre tal tema. Leiam.
certa vez quase fui linchada por “alguns” aqui, por dizer que fhc foi a etapa sine quoi non para o sucesso do governo lula….o grande shift do brasil começou ali .
Como vc disse.. o que falta a esse país é um projeto de nação.
Um pacto em vários pontos relevantes (educação, tecnologia, desenvolvimento, diminuição da diferença de renda etc…) entre as forças políticas de ambos os lados para levar esse país a uma nova etapa.
Mas ao que parece… a vaidade a ainda é muito alta para que isso venha acontecer um dia.
Confetti, agora que Lula é neo-liberal pode falar isso….
“…Já é tempo de tratar do efeito combinado das presidências Fernando Henrique e Lula - e das suas pessoas - para a nova apreciação do país no exterior…”
Eu já sabia!!! E Palloci disse isso em um discurso em 2005 e a militância fingiu que era surda.
FHC com o plano Real começou a dar uma resposta ao problemas econômicos mas, na minha opinião, também perdeu a chance de soterrar políticos como ACM e Sarney. Sei do poder do coronéis mas podia ter tentado, coisa que aliás nem Lula fez. Ah sim, e criar a maldita CPMF foi de amargar também.
E o maio acerto de Lula foi eleger-se depois de Sarney, Collor e Itamar pois se ganhasse antes, teria fundado o país pois declarou mais de uma vez que não tinha plano econômico nenhum. E o maior mérito na presidência dar continuidade ao plano Real. A promessa de campanha que poderia ter cumprido era a de acabar com a CPMF mas ao contrário, virou seu defensor e ainda convidou um psdbista para o BC, prova mais do que suficiente de que nos quadros do partido só havia teóricos.
correção: “…teria afundado o país …”
Seriamos um grande Paraguai. rsrsrs!!!
Companheiros de esquerda, maoistas e bolivarianos
Eu, josef mario, devo dizer que, francamente, comparar os governos dos companheiros lula e fhc so pode ser brincadeira. Este companheiro fhc, se não bastasse a sua condição de ateu, chincheiro, branco de olhos azuis, direitão, reacionario e fascista, promoveu uma privativação absurda e criminosa a começar pela vale do rio doce vendida, como todos sabem, a preço de banana. Sua politica de manutenção de cambio quase levou o brasil a insolvencia. A corrupção e o nepotismo atingiram o inimaginavel com alianças espurias e absurdas com companheiros do naipe do acm, jader barbalho, orestes quercia, sarney e outros menos votados, sem falarmos do proprio mensalão cuja origem deu-se no seu nefasto desgoverno. O povo, com sua sabedoria infinita fez-lhe justiça: o indice de aprovação de seu governo foi um dos mais baixos ja registrados na historia republicana deste pais-continente. Em contrapartida, o companheiro lula, apesar da herança maldita deixada pelo companheiro fhc, com o dolar as alturas e o pais desmoralizado internacionalmente, promoveu a estabilidade economica com a criação do plano real, saneou as finanças publicas, mandou o fmi a merda e fez um verdadeiro choque de gestão, moralidade e transparencia administrativa. Hoje em dia, aclamado pelo povo brasileiro com um indice de aprovação jumenticio tem o reconhecimento e a admiração de todos os poderosos, a começar pelo proprio companheiro obama que, humildemente, se curva a seus pes qual uma prostituta para um boquete.
Muito obrigado
É isso Pedro. Apesar das diferenças, no escopo geral ganhamos com FHC e Lula, sobretudo com Lula substituindo FHC, por que se Lula ganhasse em 94…
E todos esquecem do Itamar Franco. Foi lá que acabou com a inflação. E começou uma nova etapa, melhor sim.
E um dos governos com menor histórias de corrupção.
Caro Doria,
Sim, a inflação e a dívida externa impediam o país de pensar o seu futuro. FHC e o seu sonho de ser presidente eterno, tendo como base o terrivel governo de Lula, impediu o país de ter plano ou planejamento. Mesmo assim ambos conseguiram dar um norte ao país, mérito de Lula, mérito do periodo de ouro da economia mundial, etc.
Hoje podemos e devemos pensar um planejamento a longo prazo. Lula tem ensaiado mas não será ele que nos dará. Caberá ao seu sucessor, para mim a Dilma.
Este será o grande debate de 2010, que cada um de nós deveremos participar.
Cabe dar uma olhada neste link: http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/04/07/a-revolucao-na-gestao-publica/
E mais curto tb…
Eu acho o seguinte;
Fazer o que FHC fez foi facílimo, vários países latinoamericanos o fizeram.
Mexer com a economia é moleza!
Agora, fazer o que Lula fez, colocar o governo voltado para mudanças sociais, quero ver quem faz, e isso ele teria feito em qualquer momento em que fosse eleito, como o fizeram as diversas administrações municipais petistas (não apenas, há administrações populares em diversos partidos).
Agora mesmo, a mudança no vestibular será um ponto de inflexão social, mas podemos conversar sobre isso depois.
O PD e vários comentaristas aqui são “homo econômicus”, só pensam nisso.
Aí, realmemte, admito, fica uma semelhança, uma continuidade, que vem do Collor.
Mas acabo de tomar café da manhã com a faxineira aqui em casa e ela, que é muito culta, teve uma boa formção familiar… não preciso descrever a visão dela sbre o Brasil, todo mundo tem seus exemplos
Falar que Lula só conseguiu o que conseguiu por causa de FHC é uma especulação, válida, mas apenas isso, uma especulação
Aceitá-la levaria a necessidade de aceitar que o FHC só chegou lá por sorte, pois um homem razoavelmente digno como Itamar aceitou ser vice de Collor
Se não fosse isso, FHC continuaria seu caminho descendente na política, pois nunca teve votos seus, e na academia
O que eu não aceito é dizer que o FHC iniciou algo!
Por que não podemos achar Lula original, temos que achar que tudo começou com o FHC?
abçs
Para FHC, de martinho da vila
Na aba do meu chapéu
você não pode ficar
meu chapéu tem aba curta
você vai cair e vai se machucar…
“…Fazer o que FHC fez foi facílimo, vários países latinoamericanos o fizeram. Mexer com a economia é moleza! …”
Engraçado. Então por isso que Lula/PT não tinham plano econômico algum, se é tão fácil assim? Por que outros governos não fizeram isso antes?
Mais engraçado ainda. Como implantar benesses sociais sem um mínimo de base econômica, com uma inflação galopante que corroia os salários e etc.?
Muito fácil é vir agora arrotar as tais conquistas sociais, inclusive iniciadas também com FHC, usando em pleno vapor as faculdades mentais bipolares. E olha que falta muito ainda, as reformas trabalhista, tributária, penal, fiscal etc. que ainda não vejo chegar a nenhum debate pré-eleitoral ou como conteúdo/promessa de campanha e governo.
“…Fazer o que FHC fez foi facílimo, vários países latinoamericanos o fizeram.
Mexer com a economia é moleza!…”
Posso ajudá-lo sr. coelho:
Plano Real: 1994 (O Mercadante disse que não iria durar quinze dias. Dura quinze anos! Por isso que Lula colocou o Meirelles no BC!)
Bolsa escola, vale-gás e bolsa- renda: 1996 (foram somados no govrno Lula e se transformou no Bolsa Família). Não sou totalmene a favor pois acabam criando uma dependência enorme dessas pessoas do Estado, do modo com está feito, se obrigar e oferecer qualificação profissional, estudo. Mas sempre é muito lembrado, uma máquina de angariar votos!
E viu como é fácil?!?!? É só se esforçar mais um pouquinho e perceber que 1994 e 1996 vem antes de 2003 ok ?!?!?!?
Tanto o artigo de Weis como o texto de Pedro Doria omitem uma importante questão.
Não se trata de afirmar se o governo atual teria ou não continuado a política econômica do governo anterior. A rigor, a condução da economia no atual governo é bastante diferente da realizada no anterior. O regime do câmbio, o enfoque exportador, a pequena mas sensível política de distribuição de renda e, no aspecto macroecnômico, a busca de superavit primário adequado resultaram em mudança qualitativa. O panorama atual da economia é muito diferente do observado na gestão anterior.
A continuidade se resume à política de Estado implementada, entre outras medidas, pelo chamado Plano Real. Aquele plano, como se sabe, foi gerado durante um governo transitório e resultou de convergência de forças mais amplas do que a então base de sustentação do governo.
O plano de estabilização da moeda não foi obra de governo, mas decorreu de necessidade de Estado. Qualquer governo posterior obedeceria suas linhas gerais, a menos que utilizasse de subterfúgios “golpistas”.
Alguns argumentam, com certa razão, que o ministro signatário daquele plano foi posteriormente eleito presidente e isso seria a confirmação de sua paternidade. A posição de ministro foi circunstancial e se inscreve dentre as medidas políticas então tomadas com vistas à eleição futura e significou, eleitoralmente, uma junção da política de Estado a um nome específico. Foi um lance tático de grande esperteza.
A menos que ocorra uma hecatombe política, os próximos governos, sejam quais forem, seguirão as políticas de Estado vigentes, que incluem, por exemplo, as medidas de distribuição de renda atualmente realizadas.
Políticas de Estado são permanentes. O transitório, representado pelos sucessivos governos, é restrito à condução dessas políticas.
Lula entre os melhores presidentes que o Brasil já teve? É ironia?
A capacidade que os brasileiros têm de se afastar de seu objeto de análise e fazer uma análise o mais isenta possível, sem que vire comentário de jogo de futebol, é espantosa, negativamente espantosa … não que seja fácil, mas a maioria nem tentativa faz… ainda bem que o Pedro e alguns outros fazem este esforço …
Antonio M
você aceita substituir onde aparecer FHC por ITAMAR?
Aliás, PD, por que você não muda o título do post para o Brasil de Itamar, FHC e Lula?
Parece bobagem, nas tem a ver com preconceito, com paulistocentrismo, com tucanismo.
colegas
O mote da campanha Lula 2002 foi mudança.
O mote do Serra será mudança?
abçs
Antonio M!
E ainda tem gente que cre em Duendes!
“O que eles ainda não oferecem é uma visão futura de Brasil. ” É aí que “mora o problema”. Faltam perspectivas para o país principalmente na questão educacional. E nesta questão o governo FHC foi particularmente muito ruim e o governo Lula vem sendo “tímido”, porque ao passo que há programas como o PROJOVEM há também um descaso para com a educação básica e educação superior, embora o atual ministro Fernando Haddad esteja bem “midiático” com essa história de fim do vestibular.
Pax, Itamar foi FHC.
Groo Veiga,
A educação básica não é responsabilidade do poder federal. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação estabelece os parâmetros, mas sua condução é de responsabilidade dos estados e municípios.
Não cabe cobrar do governo federal a melhoria da educação básica.
rabbit - “Fazer o que FHC fez foi facílimo, vários países latinoamericanos o fizeram.
Mexer com a economia é moleza!”
Essa foi dose… Só quem não vivem o Plano Bresser, Plano Verão, corta zero, congelamento, inflação em 2000% ao ano e otras cositas más, pode falar isso…
PD, eu já até desanimei de insistir nesse argumento. Mas é verdade: FHC e Lula foram presidentes bem acima da média mundial de seus respectivos períodos. Com todos os problemas que já conhecemos, ainda assim, o progresso foi indiscutível.
Aliás, tirando o Chile, qual seria o outro país latinoamericano que conseguiu uma estabilidade econômica tal qual o Brasil nos seus últimos anos (sim, incluindo o governo Lula)?
E o Pablo aí em cima tem razão, “mexer com a economia é fácil” é de chorar.
“..Antonio M
você aceita substituir onde aparecer FHC por ITAMAR?…”
Não. Itamar é mediocre demais. E chorão demais também. Vide o que fez de sua carreira política depois de sair da presidência. Arrumou briga dom FHC para ganhar holofotes e por isso ganhou a simpatia do PT e Lula. Assim ganhou férias de luxo na embaixada de Roma como embaixador monolíngue!!!! Nem português sabe falar direito!! E mesmo assim brigou com Lula para novamente ganhar holofotes e assim vai cavando a própria cova. Resumindo, é um bobão.
Corrigindo meu post #18. O comentário a que me referi era:
“…O que eu não aceito é dizer que o FHC iniciou algo!
Por que não podemos achar Lula original, temos que achar que tudo começou com o FHC?..”
E que foi respondido baseado nessa questão.
O Plano Real foi um conjunto de medidas para estabilização monetária, foi deflacionário. Os problemas agudos naquele período eram a superinflação crônica e a falta de credibilidade nas políticas monetária e fiscal. Foi bem sucedido naquilo que motivou sua implementação. Foram criadas regras institucionais para manutenção da estabilidade e controle das contas públicas nas três esferas de administração pública. A demarragem econômica só poderia ser realizada posteriormente, pois bases mais sólidas estavam lançadas e institucionalizadas. O pior que poderia acontecer seria o desmonte daquilo que foi criado. Apesar de gritas contra a LRF, o fundamental foi mantido, apesar de uma das pernas da estabilização, o lado fiscal, estar hoje sob pressão forte. Depois de ver e conviver com efeitos de planos como Cruzado I e II, Bresser, Verão e Collor I e II, seria de bom augúrio, preservar o que foi obtido e mantido ao longo de 14 anos em termos de estabilidade política e econômica. Se o que se almeja é protagonismo em termos internacionais, deve-se manter o que comprovadamente deu certo e aprimorar. É isto o que está chamando a atenção ao País. Caso contrário, quando a presente crise amainar, o que terá sobrado?
nada será como antes,
“A educação básica não é responsabilidade do poder federal. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação estabelece os parâmetros, mas sua condução é de responsabilidade dos estados e municípios.”
Perfeita observação. A condução, inclusive das verbas, sim,mas os parâmetros inclusive curriculares vem de Brasília, de onde saem até boas ideias como os parâmetros para a Educação de Jovens e Alunos, por exemplo - e nisso vemos a contradição entre a crescente modalidade EJA ( com modelos mais flexíveis) e os PCN’s (que são modelos centralizado).
O “desmoronamento” que falo não é apenas em relação à estrutura física, mas também uma questão curricular e até mesmo de incentivo à carreira do magistério.
abs!
Porque não admitirmos o óbvio?
FHC começou as mudanças no sistema econômico, consolidando o plano real e impondo um primeiro modelo de poder (o da terceira via do consórcio PSDB-Dem).
Lula manteve o modelo e mudou sua ênfase, dando prioridade aos pobres e mostrando o segundo modelo de poder (o da social-democracia petista).
Deles se dirá, em 30 anos, que foram os fundadores da moderna democracia brasileira; outros, no entanto, deverão consertar os demais problemas, mas esses dois fizeram a base - e esse mérito ninguém poderá tirar de ambos, capisce?
Tvz dentro de uns 200 anos, alguém consiga avaliar esse período de duas décadas de modo mais racional q no próprio contexto.
Não acho q seja possível cortar períodos históricos como se corta bife e depois avaliar o sabor como se avalia o corte de um bife.
Algum dia, alguém vai ver q Lula é um FHC com visão de conjunto e de contexto. Quero dizer com isso q Lula, com base na experiência de militância trabalhista q rompeu com a metodologia da esquerda ativista soube se fazer lider, coisa que desde Getúlio, não acontecia, visto as fraturas tradicionais das elites brasileiras.
Assim, não acho q Lula se diferencie de FHC nos pontos q são apontados. De fato, como disse alguém aí em cima, “mexer com a economia é fácil”. Vejamos: FHC teria sido FHC sem as políticas de estabelecimento de uma base industrial de Getúlio e Juscelino? Ou teria sido FHC sem a política de diversificação da inserção no mercado externo dos militares (particularmente Geisel)? Ou teria sido FHC se Collor não tivesse chegado arrebentando com os paradigmas de organização econômica estabelecidos pelos militares e mantidos por Sarney? Quem começou a vender empresas? Quem começou a entrar na onda da internacionalização da economia? Não foi a turma collorida? Não se pode esquecer que Collor tentou criar uma nova arrumação e uma nova base de poder fora do esquema tecnocrático-financeiro; FHC continuou essa tendência enqto aprofundava outras - alguém esqueceu q a base de FHC era São Paulo por um lado e a oligarquia baiano-nordestina por outro?
FHC se estrepou, em gde medida, por achar q poderia se tornar ator no panorama internacional respondendo às crises pela via do esquema ditado nas potências centrais, e sem mexer nada aqui dentro.
E Lula? Claro q continuou a política de FHC. Se continuando, tem a imprensa (q é a ressonância das diversas oligarquias, atrasadas ou avançadas) fazendo o canarval q faz, imagina se tentasse mudar alguma coisa… Qdo a gente estuda técnica militar, chama isso de “consciência situacional”: saber como se estrutura o campo de manobra, q espaço vc tem pra manobrar e quais os movimentos que poderão colocar seus recursos em posição mais vantajosa.
A consciência situacional é parte da tática: a de Lula foi seguir em frente tirando vantagem da “herança maldita” e colocando a culpa no outro pelos problemas, enqto ganhava tempo para lidar com eles. É projeto da dupla de marxistas-leninistas Dirceu-Pallocci. Se alguém ainda se desse ao trabalho de consultar Lenin, de vez em qdo, encontraria tudo lá, em um texto curtinho chamado “Duas Tácticas da Social-Democracia na Revolução Democrática”, onde se explica o q é uma “vitória decisiva”, em política e como alcança-la. Esta seria a estratégia; a tática seriam os diversos movimentos q o governo tem feito de modo a se consolidar no poder - q, em última análise, é o q eles buscam. Assim, enqto mantinha a oligarquia satisfeita, comendo a carne, Lula deu um jeito de transferir renda diretamente, de forma q essa transferência se tornasse bem visível.
É claro q o objetivo agora não é mais fazer revolução, e tal. Lula não seria Lula se ainda visasse esse objetivo. Esse é um dos pontos q mostram a percepção soberba q ele tem do campo e da própria situação no campo.
Aqui se trata de discutir política, e política interna. A posição relativamente vantajosa com relação à economia começou em FHC, assim como a relativa vantagem em certas áreas científicas começou com os militares - algumas das pesquisas de universidades e laboratórios começaram em meados dos anos 70; o programa Pró-Alcool, q economicamente não foi lá mto bem sucedido, gerou um conjunto de inputs científicos e metodológicos q renderam. Isso começou com os militares e com a percepção estratégica da crise do petróleo e do pragmatismo responsável de Geisel, Guerreiro e Zappa. Lógico q as diversas conjunturas, nesses 30 anos, mudaram a direção, mas não o rumo.
Enfim, acho q a coisa toda vai ficar mm divertida ano q vem, a acho q a mudança de paradigmas vai se tornar cada vez mais visível então. Vou acabar sendo bombástico: dentro de 200 anos, Lula vai ser lembrado. Os outros estarão nos livros; Lula estará no imaginário.
Chesterton, velho e bom Chesterton,
Itamar foi Itamar, FHC foi FHC, Lula é Lula.
Presidente é Presidente. Não tem essa como o Sarney que é presidente do Senado e diz que “questões administrativas” não são com ele. Claro que são. O que está embaixo do chapéu de um presidente, seja do que for, é responsabilidade sua.
Agora, agora, “this very moment” todas as suspeitas de improbidades do Senado, segundo o noticiário, estão sujeitas a dar em pizza, uma enorme pizza. Dá uma sacada geral nas coisas. Quem está cuidando de cuidar das uvas? A própria raposa.
Estão sujeitas não, minha suspeita é que vão dar numa enorme pizza de gosto bem amargo.
O tal PDE foi um frankestein fetio para agradar a Cristovam Buarque e PDT para darem apoio ao governo.
No plano de Cristovam, a federalização seria em termos de salários dos professores e nos equipamentos em sala de aula. O conteúdo pedagógico teria obviamente uma linha mas, também inserindo os regionalismos.
Não posso dizer que seira o melhor para o país mas, era o único que apresentou um plano concreto, até com o valor que precisaria.
A falta um pacto para salvar a educação básica, mais ou menos como fez a Coréia do Sul que nos anos 60 também se assemelhava ao Brasil em termos econômicos/ sociais e hoje está em níveis bem acima, mostra o tempo que perdemos.
bitt - Lula já está no imaginário. Desde que foi eleito.
Olha…..o Chile vive da exportação de uns tres produtos , comodities ou vá lá o que seja…….tem um conjunto economico legal, mas é o segundo país(pasmem) com a maior concentração de renda das américas, surpreendentemente próxima do Brasil(ONU).
E isso está minando a fé do povo na democracia.
Além do que trocou de sistemas previdenciários umas tres vezes.
cuidado com os elogios.
Groo Veiga (34),
Os parâmetros curriculares são definidos no nível federal devido à necessidade de estabelecer uniformidade nacional para a educação básica. Esse é o objetivo principal da LDB.
O problema é que a condução do ensino básico é estadual e municipal e o poder federal não tem instrumentos para intervir na área, a não ser com procedimentos indiretos.
Boa parte das pessoas, inclusive entre os comentaristas deste blog, costuma atribuir a baixa qualidade do ensino ao governo federal e não menciona os governos estaduais e municipais, que são os responsáveis diretos.
O governo federal é responsável pela condução e supervisão dos níveis de ensino universitário e técnico.
Quando Fhc foi FHC ( com seus meritos e demeritos) Lula foi Lula, mas quando Lula foi FHC, FHC continuou sendo FHC.
Vou dizer o óbvio (e ninguem vai gostar). Lula e o PT apostavam no caos economico, em crises para vencer eleições. Os conservadoes tem mais vontade de uma economia sadia que sede de poder, por isso apoiam politicas economicas sensatas (anti-PT) de ex-petistas (Lula). A grande vantagem do Lula é que não tem um PT (sabotador) na oposição.
Haa 2 grandes meritos do gov. Lula. Um foi o q o caro Doria escreveu, houve uma progressao dos gov. anteriores. E ai nao ee soo do FHC, mas tb deve-se incluir o Itamar, Collor e atee o Sarney, q mesmo fazendo um plano economico horrivel, sacramentou a democracia depois das diretas jaa. O Collor (mesmo c/ as falhas de carater) pela abertura do mercado, e o Itamar seria o “pre-quel” do gov. FHC. Foi um processo (tortuoso) q muitos gostam de esquecer. O outro merito, foi a transformacao do Lula de um sapo barbudo p/ um tucano envergonhado. Ao jogar fora o programa petista e assumindo a continuidade do prog. economico, o Lula nao precisou refazer o governo, nao precisou dar nenhum “cavalo-de-pau” e conseguiu surfar na mare boa da economia mundial. Porem, haa os petistas, e o perigo de aparemelhamento do Estado, q o falecido senador Jefferson Perez jaa tinha alertado, a PRIzacaco do pais. Ainda espero uma maior maturidade do PT, q nao seja mais do tal “qto pior, melhor”, vamos ver…
o divisor de aguas é o collor. para o bem e para o mal.
foi ele q iniciou a abertura comercial, o papo das privatizaçoes e etc.
sua aventura megalomana nao durou, felizmente, e o inexpressivo Itamar fez apostas mais felizes e sensatas, já beneficiado pelas alterações trazidas por aquele de quem era vice.
o Real vingou, com um time econômico de primeira, bancado por um ministro da fazenda com expressão de estadista. isso incomodou e ainda incomoda muita gente. era muita aposta contra, e nunca se viu antes na historia… tanta inveja diante dos bem-sucedidos envolvidos na criação e execução do plano.
eleiçoes vencidas em primeiro turno, já em meio a crise externa, logo em seguida as privatizaçoes, e o pais realmente ja havia melhorado muito, mas muito mesmo. um salto enorme na qualidade de vida.
bem, qd rolou o papo de reeleiçao a coisa começou a ruir, e o resto…
grande parte ficou, mas marquem: o collor foi fundamental, nenhum dos dois citados no texto acima tinha ideias capazes de alavancar tantas mudanças neZte paiZ.
Uma coisa é fato. O PSDB criou a cartilha e o PT a seguiu, fazendo alguns ajustes.
Há méritos e deméritos para ambos os lados. O maior demérito de ambos, foi serem coniventes com a corrupção.
A grande contribuição do Itamar foi a volta do Fusca.
Palhaço - Tenho todo o cuidado com os elogios. Você deveria ter cuidado com suas fontes. O Chile sim tem um sério problema de Concentração de Renda, mas (pásmem) é ainda melhor que o Brasil. O sistema previdenciário do Chile não mudou três vezes. Tem sido ajustado. Foi privatizado e continua privatizado e é muitas vezes mais sólido (e justo) que o brasileiro.
Na Argentina sim houve mudanças. O governo passou a mão na poupança das pessoas. Prefere o esquama de pirâmide… fazer o que…
Não existe isso que você falou de “minando a fé do povo na democracia”. A Democracia Chilena vai muito bem obrigado. Para terror de alguns.
A popularidade de Bachelet tem crescido, a despeito de ataque iguais aos seus. Parece que parte da esquerda carnívola latinoamericana ainda possui uma grande dificuldade de entender o mundo…
Todo cuidado com “whisful thinking”.
bitt#37
clap clap clap!
Gente, estabilidade não é só política econômica. Até porque, do ponto de vista da política econômica, houve quatro fases neste período:
1) 1994-1999: Mallan e Gustavo Franco, com câmbio fixo, política deflacionária e arrocho fiscal
2) 1999-2002: Mallan e Armínio Fraga, com câmbio flutuante, regime de metas de inflação e arrocho fiscal
3) 2003-2006: Palloci e Meirelles, com câmbio flutuante, regime de metas de inflação e início de medidas microeconômicas, como a implantação do microcrédito e do crédito consignado.
4) 2006-hoje: Mantega e Meirelles, com câmbio flutuante, regime de metas de inflação e afrouxamento da política fiscal.
O que houve de 1994 para cá foi estabilidade política e econômica. Ou seja, não vivemos:
- pacotes indecifráveis anunciados de madrugada
- golpes de estado
- correções radicais de rumo
- ruptura da ordem institucional
Por isso o país cresce hoje. Porque, na prática, houve um pacto entre os diversos atores sociais de não levar sua beligerância aos níveis que poderiam resultar em um novo 1964 ou um novo 1992.
o pessoal aqui vai logo subindo no palanque,de bandeirinha na mao pra defender
o presidente! é isso aê , nunca na historia deste pais fomos tao esperançosos . .. ))
…e isso é um perigo…..
vade retro chestow
coloco minhas esperanças no pax … so falta ele acabar ca corrupçao no brasi l, para sermos felizes para sempre, né painho?
bitt
parabéns pelo #37
abçs
Alguém poderia me refrescar a memória, porque eu não me lembro dos grandes feitos do FHC.
Andre, é que quando esteve no partido fizeram a lavagem cerebral e deixaram somente o “Fora FHC!”…………..
Antônio, talvez seja um choque para você mas eu preciso te contar um segredo, nem todo mundo que pensa diferente de você é petista (ou petralha). Aquilo que você crê que seja a verdade pode não ser. Você pode estar certos em seus pontos de vista, mas pode não estar. Você pode citar as grandes obras de FHC ou sua argumentação se resume a me filiar ao PT?
Outra coisa, basta ler o que disse o Pablo #28.
Se não viveu, não leu, não perguntou sobre aquela época, então não adianta mesmo ……
FHC não lançou um plano econômico mirabolante num fim de semana nem deu um golpe de estado. Concordo, ele não fez isso. Mas isso é o mínimo que se espera de um democrata. O mundo está em constante evolução, uns países melhoram muito outros melhoram pouco e alguns poucos até pioram. Na média temos um saldo positivo. Para que um país se sobressaia é preciso que ele melhore acima da média mundial. Nos anos FHC o Brasil evoluiu mas não se destacou, diria até que perdemos importância. Sinceramente, a única obra do período FHC digna de nota é a Lei de Responsabilidade Fiscal (que se não me engano é obra da Rita Camata).
Pedro,
Como sempre, você é bastante lúcido.
Abraços.
Pois é André. E Lula surfou em cima de tudo isso aí. Lula/PT nunca tiveram plano econômico, ele mesmo dizia em entrevestas e vê um pouco de sua popularidade cair justamente quando enfrenta sua primeira crise grave no governo. No governo FHC poram pelo menos três grandes . Se Lula ganhasse as eleições antes de Itamar/FHC o Brasil corria o risco de virar um grande Paraguai.
Antonio, se minha vó tivesse bigode eu teria dois avôs. Se Lula tivesse sido presidente no lugar do Floriano Peixoto hoje seríamos uma Alemanha, ou uma Zambia, ou qualquer outra coisa. FHC enfrentou 3 crises, os efeitos de cada uma delas eram sempre os mesmos e ele nunca conseguiu tomar uma atitude preventiva qualquer. Lula enfrentou uma única crise, que talvez seja a pior crise econômica da história do capitalismo, e o Brasil não está tão mal. Mas Lula surfou em cima de quê mesmo?
Independente do Flaflu, acho que a democracia brasileira melhorou muito o país. Só gente sem perspectiva histórica não percebeu
Lula governa na base do markting á maneira do século XXI. Coisa rasteira, sem deixar de ser uma forma mais elaborada da velha demagogia e do populismo além do coronelismo e caudilhismo, chagas de sempre
O ” austronauta brasileiro ” é o melhor ( pior ) exemplo desse marketing.
Para o povo o BRASIL foi ao espaço. Igualzinho os países adiantados cientificamente. Ponto.
Esse mesmo marketing oficializou a normalização do roubo.
Para o povo fica caro que a moral dos políticos ladrões compensa. E que Lula não sabia de nada. Ponto.
Não vou continuar não. O assunto é tedioso.
Quem ainda tiver paciência que continue.
Eu tô fora.
well…fic difícil sair desse rame-rame pseudo ideológico que (des)qualifica o debate político no Brazil. Ou é FHC ou é Lula. Quem não está contra está favor, etc.etc.
Mas é inegável que os dois governos, apesar de aparentemente opostos, se complementam. O imperador FHC deu um norte de desenvolvimento ao país, traçando metas e preparando o caminho para o sucessor dos seus sonhos: o gabola Luís Inácio. Esse soube continuar no rumo e no ritmo de FHC e, apesar de toda parvoice e rapinagem petista, o país cresceu.Ok, beneficiado por uma conjuntura internacional então favorável. Mas essa porra cresceu.
Luís Inácio só existe porque existiu FHC, essa é a verdade. Não há a menor diferença entre a metodologia e a estratégia dos 2 governos. Um complementa e totaliza o outro.
Infelizmente a alcatéia petista tenta vender a idéia de que o Brazil foi fundado em 2003 e tudo que se alcançou foi obra única e exclusiva de Luís Inácio. Para os meliantes petistas, antes de 2003 o Brazil não existia…
A maior obra de Luís Inácio foi afastar-se do PT, ocupando a quadrilha sindicalista com cargos e benesses. Deu corda a todo mundo e alguns se enforcaram. Dirceu, Genoíno, Palocci e Delúbio se fuderam.Também soube esfacelar a oposição, que nunca foi de porra nenhuma e agora não tem discurso prá eleger ninguém.
OBrasil experimenta hoje um surto de “mediocrização” acelerada, isto é, não há mais a sensação, a noção de que é preciso melhorar, crescer, mudar a mentalidade. Jeca Tatu governa.
Vão me chamar de elitista, eu sei, mas enfim, deve haver “diamonds in the rough”.
FHC traçou metas de desenvolvimento? Quando aconteceu isso?
Antes de 2003 o Brasil já existia. Diversos governos deixaram uma marca. Os militares destruiram a cidadania mas deixaram empresas estatais de peso (uma coisa não compensa a outra), Sarney achou que ainda estava no Maranhão e deu no que deu, Collor deixou a abertura econômica e deixou a Globo em uma saia justa, Itamar deixou o plano real e o passa-moleque no ACM (sua maior realização), FHC vendeu patrimônio público e ainda assim deixou a maior dívida da história. Lula fez um governo mediano, mas comparado aos anteriores fica parecendo excelente. O que contribuiu para o resultado foi muito mais o potencial represado do Brasil que a situação externa favorável. E o mérito é dele, não queiram dividir com FHC. É fruto de aumento real do salário mínimo, bolsa família e aumento do crédito. Foi dinheiro injetado onde ele faz a economia girar. Nesse sentido, Lula foi o mais capitalista dos presidentes brasileiros pois descobriu que os consumidores são a base de uma economia capitalista.
Putz… que lástima.
Só a ultra-direita do esgoto - quadrilha veja / globo / fsp / estadão - ainda qualifica fhc como algo bom.
Seguramente o governo fhc foi o pior do Brasil após redemocratização.
fhc foi um mero pilantra entreguista.
Não é por outro motivo que o crápula é odiado pelo povo. Um saco de estrume é mais bem quisto que fhc.
E se investigada a privataria… fhc vai em cana.
PD, o que vc quis dizer com isso?
“O governo Lula não sabe – ou não tem coragem – de enfrentar a questão da Amazônia com a seriedade que cabe.”
Votei no Lula 3 vezes, e fiz campanha. Não gosto, e não gostava do FHC. Mas na comparação acho o govêrno FHC bem melhor(seria mais correto dizer menos ruim).
O govêrno Lula é uma #@*&. Lula só fez distribuir dinheiro, aproveitar a maré mundial favorável e mentir.
Ma os dois são melhores que os militares. Não que isso seja vantagem.
Minha visão é bem próxima a do Bitt e o André.. O mundo, desde de que éramos primatas, evolui, nem tudo vem para o bem, mas é mais o menos assim. Não vou repetir as sequências já descritas acima, mas até mesmo os planos econômicos anteriores que ratiaram, ameaçaram pegar, mas no fim afundaram, certamente serviram de aprendizado para o plano Real. Entre os prós e contras de todos os governos ainda fico com o lado mais social que o Lula deu ao governo, não como eu gostaria, mas ainda melhor que os anteriores. Já passou da hora de uma poltica de educação mais efetiva, e o governo federal tem que participar sim da educação fundamental, principalmente porque muitos municípios simplesmente não tem condição de dar uma educação básica com a qualidade que gostaríamo.
fazer justiça aos pobres aposentados,que foram massacrados quando governo fhc e esquecidos no de agora lula !
fhc e lula dois pulhas!
Meu, esquece esse assunto. Não se trata de ficar comparando FHC com Lula. O barbudo é o presidente mais popular da história da República e ponto final. O cara é feio, mutilado, sem-diploma, ex-metalúrgico,ex-operário e corintiano roxo. Bebe cachaça, joga pelada, e a mulher dele não abre a boca para não errar. Ele é a cara do Brasil e da maioria dos brasileiros. Tem resposta pra tudo, é bem humorado, gozador,esperto,aprende rápido,é articulado e o maior embromador desde o descobrimento. Lula é o “Gerson dos Gersons”. O rei do “acerto” e do “jeitinho brasileiro”. Leva vantagem em tudo, sobre todos e em qualquer assunto, situação ou fato que ocorre no País ou no mundo (até queda de avião). Até o Obama se rendeu ao seu charme nordestino. Sua popularidade o torna imune e impermeavel a qualquer escândalo de seu governo. O cara é capaz de reverter até a crise do Sarney. Só não aprova o 3° mandato no Congresso porque não quer, sabe que elege a cumadre Dilma e depois volta em 2014. Quase todos no Congresso Nacional comem nas mãos dele, e temem perder pontos com os seus eleitores se ousar falar mal “do homem”. Lula é um caso à parte. Será objeto de estudos e livros até o final dos tempos. Se botar uma farda e virar o Fidel Tupiniquim fica no poder até morrer ou botar um cumpanheiro em seu lugar. Parem de perder tempo. Ou vocês aceitam esse carma de cabeça erguida ou se mudam do Brasil, e ficam sabendo das vitórias de Lula lá no exterior. O PSDB faria uma grande economia se deixasse de lançar candidato e apoiasse o Lulinha em troca de alguns Ministérios. Não se trata de gostar ou não do cara, nem de entrar no mérito de seu governo. O Lula é o presidente que os brasileiros podem ter até que o Brasil não seja mais o Brasil que aprendemos e conhecemos. Ele não quer mudar o Brasil ou os brasileiros (como os tucanos querem). Apenas governar e desfrutar do Brasil e dos brasileiros que ele conhece muito bem. Dos banqueiros aos usuários do Bolsa Família, dos bicheiros aos evangélicos, dos narcotraficantes aos semiraristas, dos contrabandistas aos empresários…todos querem a continuidade do Lulinha. Essa cara vai “beber” o Brasil até se afogar no próprio vômito. Ele está acima do bem e do mal que pode ser percebido pelos simples mortais. Terminar a carreira política de Lula é uma missão que somente Deus pode cumprir. Ele elege a Dilma, ou qualquer outro parasita de seu governo. Ele volta em 2014 para mais oito anos e torna a fazer seu sucessor. Ele acabou com Maluf, FHC, ACM,Serra, Geraldo, Aécio e toda aquela fidalguia do Senado Federal que come livros e peida discursos mentirosos e demagógicos. Calou as Forças Armadas e desanimou adversários políticos.Perdeu até o medo de avião, e já comeu e bebeu os melhores cardápios do mundo. Até foto com a realeza britânica já tirou. Cale-se toda a carne e todos os que ainda pensam neste País. Fiquem quietos todos os qua ainda são capazes de se indignar com tamanho poder na mão de um brasileiro comum. O Lula vai ganhar eleições até depois de morto, através de qualquer panaca que saiba chorar ao citar suas metáforas. O Brasil acabou, agora é só o “Lulil” que interessa. Até o pré-sal conspira a seu favor. Se fizer uma pesquisa nacional a maioria será a favor de fechar o Congresso, acabar com os ministérios e com o judiciário, e transformar o Lula numa espécie de Salomão ou Moisés, com poderes de julgar a tudo e a todos (sem conselheiros) e decidir o que fazer com as miseráveis vidas dos brasileiros que comem farinha com palma e bebem cachaça com o dinheiro do Bolsa Família. A única saída para quem não aguenta mais ouvir falar do Lula é estourar os próprios tímpanos e não olhar para a boca de ninguém para não correr o risco de ler lábios amorosos dizendo VIVA O LULA! Alternância de poder??? Somente para depois de uns 10 anos após o Lula partir em sua última viagem. Suas viúvas políticas ainda vão conseguir sobreviver no poder apenas usando sua imagem no horário gratuito, com toda emoção que o Duda puder produzir. Bem feito para todos aqueles que, ao longo de décadas, ajudaram a aumentar a desigualdade social e a miséria no Brasil. Lula, marcola e fernandinho beira-mar são o produto acabado do caos social, moral econômico e político do Brasil desde tempos imperiais. Talvez alguém consiga exportar o Lula para Honduras. Lá ele assumiria o poder já no aeroporto. Hahahahahahahahah…Fui!!!!!
[...] ao exterior não tem como não reconhecer que os esforços para mudar a imagem do Brasil estão surtindo efeito. Em 2001/02, enquanto estive em Londres, eu dizia que era portuguesa. Escondia a minha [...]