A entrevista de Lula na Newsweek
Os principais trechos da entrevista do presidente Lula na Newseek:
Você é provavelmente o líder mais popular do mundo, uma aprovação em seu país de 80%. Por quê?
No Brasil há ricos como em Nova York, mas há pobres como em Bangladesh. Então tentamos provar que era possível produzir crescimento econômico ao mesmo passo em que melhorávamos a distribuição de renda. Nos últimos seis anos, tiramos 20 milhões da pobreza, trouxemos eletricidade a 10 milhões de casas e aumentamos o salário mínimo todos os anos. Tudo foi feito sem insultar ninguém, sem comprar brigas. Um homem pobre, no Brasil, hoje é menos pobre. É isso que queremos. [...]
Seus críticos dizem que, no período em que os preços das commodities estavam em alta, você não aproveitou para elevar o Brasil a um nível econômico superior.
Isso não faz sentido. Quando fui eleito, a dívida interna era de 55% do PIB. Hoje está em 35%. A inflação estava em 12%, hoje está em 4,5%. O país é estável economicamente. As exportações quadruplicaram. A economia cresce num ritmo que é o maior dos últimos 30 anos.
A economia brasileira vai crescer este ano?
Estou convencido de que sim. Mas não antecipamos que a crise teria o tamanho ou a profundidade que tem hoje, nos EUA. [...]
Eu estava meio desapontado com minha vida política. Já estou no meu sexto ano de mandato, estava ficando cansado. Mas essa crise é como – uma coisa que nos provoca, nos faz acordar. Está me dando entusiasmo. Quero brigar. [...]
Você é considerado um símbolo importante de democracia nas Américas. E, no entanto, muitos reclamam de seu silência conforme Hugo Chávez destrói a democracia na Venezuela. Por que não denunciar? Se o Brasil deseja um papel mais importante no mundo, essa parte não é importante, a de defender certos valores?
Bem, talvez não concordemos com tudo na democracia venezuelana, mas ninguém pode dizer que não há democracia na Venezuela. Eles fizeram cinco, seis eleições e plebiscitos nos últimos anos.
Não é uma democracia real.
Precisamos respeitar a cultura local, as tradições políticas de cada país. Tenho 84% de apoio popular, poderia propor uma emenda constitucional que me permitisse ter um terceiro mandato. Mas não acredito nisso. Chávez queria ficar… eu acredito que a mudança do presidente é importante para o fortalecimento da democracia.
Ainda sobre o assunto:
- Lula está errado: debate não faz uma
democracia, muito menos na Venezuela O presidente Lula gosta de falar – não raro, quando fala de improviso, vacila. A defesa que fez de seu... - O sucesso e o fracasso de Lula Andrew Downie e Tim Padget fazem um balanço, na Time, do Brasil governado por Lula. Downie não é um correspondente...
- O Brasil de Lula quer mercado aberto,
os EUA de Bush apelam para os subsidios Após o fracasso das negociações na OMC e, provavelmente, o fim da rodada de Doha para liberalização do comércio internacional,... - TV Brasil pública e a segunda
reeleição de Lula Está se consolidando a idéia de que a TV Brasil, a tevê pública brasileira, é má idéia. Talvez seja. Mas... - Lula, Brasil e o FMI Provavelmente não há muito mais o que dizer a respeito do G-20 para o Brasil que o Sergio Leo já...



Quanta besteira , por isssssso voto nele em 2014!
“Bem, talvez não concordemos com tudo na democracia venezuelana, mas ninguém pode dizer que não há democracia na Venezuela. ”
“…eu acredito que a mudança do presidente é importante para o fortalecimento da democracia.”
O Lula quase me pegou nessa! Já estava esquecendo que era primeiro de abril!
Falou, falou, falou… e falou nada!
Não perguntaram nada pra ele.
‘magina, patroa. Pra muita gente que não enxerga um palmo diante do nariz, falou muito.
É o que se espera de um presidente com 80% de aprovação e com a categoria do Lula. Que fale o óbvio porque se passar disso, estraga tudo.
O que está na Newsweek é a transcrição da entrevista para a CNN, mais especificamente o GPS, apresentado pelo Fareed Zakaria.
Que é quem assina a reportagem na revista…
monsoress,
entre “falar muito ” e “so falar besteira” ha um mundo, nao acha ?
nao sou lulista, nem petista, mas francamente nao acho que essa entrevista envergonhe….
Nem mais, nem menos, foi meio que:
“For english to see”.
Enfim, uma reportagem que não cheira e nem fede.
A “marolinha” foi bem pior…
O cara é muito é sortudo:
Esse mes de março a produção de carros bateu nos 280 mil…..recorde de todos os marços.
Confetti,
Você disse tudo.
O Romeu trouxe um dado importante: a produção de carros vem num crescendo, a redução do IPI foi prorrogada… e o trânsito? Nisso aí ninguém pensa?
Quando a venda e produção de autos cresce , crescem juntos outros setores das industria……mas muita gente quer o quanto pior melhor, visto 2010 estar bem próximo…….Lula , burro, falador de besteiras, e sortudão!!!!!.
Voto nele em 2014.
Porra, Darw, mas vc pensa em cada detalhe, hein??
Trânsito, poluição?
Mas a produção vai bem, obrigado!!
EEEEEEEE…..
Darwin…….Transito pesado?
É e ainda mais com o Kassab mandando prender e soltar!
Hehehehe… alguém tem que pensar nessas coisas, Nhé!
Mas é sério, a situação aqui em São Paulo caminha pro insustentável. Bacana o impacto econômico que o aumento da produção automotiva gera, mas não dá pra pensar só num lado da questão.
Romeu,
Os paulistanos ainda vão se arrepender, e eu vou assistir do meio do furacão, de terem votado no Kassab. Daqui a dois anos essa cidade vai estar um caos.
Engraçado… quando Lula faz exatamente o que pouco pedem a séculos (o corte de impostos) e isso traz os efeitos que esses mesmos poucos afirmam a milênios ele é um gênio…
Outra piada: os governistas e seus “idiotas úteis” (aqui tem dois pelo menos), sempre gritavam feito maritacas enlouquecidas que esses mesmos poucos pediam por corte de custos do governo.
A ladinha era a mesma: “cortar de onde? da educação? da saúde?”
Pois bem, o governo cortou mais de 20 bilhões de reais do orçamento.
Onde estão as maritacas agora?
Para o desepero geral, Darw, não é só em São Paulo que a coisa ruma ao insustentável.
Mas é um grande paradoxo pegar um congestionamento com vários caminhões cegonhas…
Na minha opinião, existe uma grande diferença entre “tiramos da pobreza” (na tradução) e “tiramos da pobreza e colocamos na classe média” no original.
Colocaram NO da classe média seria mais exato.
Eu pouco entendo de economia, por isso estou receptivo a correções e repreensões, ok?
Mas me digam: se o excesso de veículos particulares é escancaradamente um problema ambiental e social, não seria o caso de aumentar a taxação dos carros e cortar os impostos de outros setores?
Traduzi essa entrevista na íntegra no meu blog, Pedro… eis o link.
http://jasoncarreiro.wordpress.com/2009/03/25/lula-quer-lutar/
Publiquei no dia 25 - abraço!
Darw - Depende. O problema é que não há alternativas viáveis de transporte de massa. Pelo menos aqui no Rio o Metrô é limitadíssimo.
Aqui há duas linhas apenas. Barcelona possui nove linhas.
Se você não dá alternativas à poupulação acho errado querer penaliza-la com impostos.
E tenha certeza que sempre haverá um político esperto para dizer que o aumento de impostos será utilizado para expandir os transportes de massa.
Tudo balela para nos tirar mais dinheiro.
Achei boa a entrevista, apesar do fora da marolinha não acho que o governo esteja errando em tudo nessa crise como a oposição fraca que mostrar.
O que acho?
Bem, sempre vou reclamar que a promessa de um governo menos envolvido com a corrupção seja cumprida. Promessa é dívida sim senhor.
Se a corrupção é mais ou menos que em governos anteriores não sei dizer, não há bons indicadores que possamos utilizar.
Mas não vi mudanças significativas.
Precisamos é renovar nosso Congresso, isso sim. É lá que somos representados. Pra mim é a grande discussão nacional, o financiamento das campanhas e uma ampla renovação do nosso Congresso que é onde podemos atuar, independente que o governo seja do PT ou do PSDB.
O Congresso fortalecido é bom para o Brasil. O Congresso todo santo dia no noticiário da corrupção é um problemaço. Então: Renovação e Fortalecimento do Congresso Nacional Já!
O problema é a turma que está lá, agarrada nas mordomias ou envolvida com casos e mais casos de desvios de verbas públicas.
Se há desvios e corrupção nos outros poderes? Sim, claro que há. Mas quem nos representa? Quem a gente pode cobrar o voto dado? Na Presidência e no Congresso. Mais ainda no Congresso que na Presidência.
Lula é foco dos maiores desvios de corrupção do Brasil? FHC foi? Não.
É no Congresso que devemos mexer prioritariamente.
Quero ver aumentar a taxação dos carros: a máfia dos sindicatos da indústria automobilística vai a loucura.
E as empreiteiras como iriam superfaturar em cima dos “Rodo Anéis” Brasil afora?
Pablo,
Esse é o outro fio da história. Eu seria capaz de apostar que boa parte dos que hoje usam o carro pra trabalhar só o fazem porque os meios de transporte de massa são limitados e de qualidade ruim.
Portanto, concordo que um aumento da taxação sobre veículos particulares só faria sentido se houvessem opções dignas.
Darw e Pablo, gostei das argumentações e ainda provoco: é justo que os interesses dos particulares se sobressaiam sobre o coletivo?
Diogo, chuta o pau da barraca! +-)
Lembremos que sem maracutais não temos polítca no Brasil.
É, infelizmente o que o Diogo diz é a pura verdade. O cidadão comum é refém dos lobbies desonestos e das maracutaias que envolvem o legislativo e o executivo.
Nhé!, vou adicionar mais uma pergunta: é justo que os interesses de grupos empresariais se sobressaiam sobre os da população como um todo?
Eu não sou Lulista, mas gostei. Representou bem. Eu não falaria melhor.
Não, Darw, não é justo.
Nhé!,
Essa também é minha resposta à sua pergunta. Mas porque prevalecem? Porque seguimos a tendência do bando. Há um macho alfa (empresários inescrupulosos, políticos corruptos etc.) que comanda os demais (povão). E esses comandados (nós) nos acostumamos com as migalhas que o macho alfa nos lança de vem em quando, e nos acomodamos diante do nosso futebolzinho com cerveja de todo fim-de-semana.
Nhé ! - O difícil é identificar o que é desejo particular e o que é coletivo.
Prioridade, pessoal:
Para que o Brasil não afunde na crise, é necessário manter a indústria nacional ocupada, porque isso gera trabalho, investimento e dinheiro circulando no Brasil.
Para isso as grandes obras públicas são extremamente eficazes.
E, se forem, por exemplo, para completar obras como o Metro, o Rodoanel, trens de alta velocidade entre centros urbanos etc, também diminuem o trânsito em grandes cidades.
Só que essas obras sempre são superfaturadas, estimulam a corrupção, são usadas como propagandas eleitoreiras de futuros ocupantes de cargos fundamentais para nos representar lá no Congresso (ref. ao comentário do PAX)
O que vcs preferem?
País sem crise + corrupção - trânsito (possivelmente para um grupo da população) + emprego
ou
País em crise - corrupção + trânsito (para um grupo da população) - emprego
Depois de eleito e antes da posse, Lula viu-se obrigado a dar aval a um empréstimo externo de emergência, que FHC necessitou fazer pra fechar as contas de 2002.
Hoje, a dívida externa está zerada, ou melhor, é positiva. O país passou de devedor a credor.
O endividamento interno, que levava metade do PIB, recuou 30% em termos relativos (que é o que interessa).
Além do mais, a maior parte da dívida fundada interna brasileira é dívida dos Estados e Municípios.
A inflação diminuiu, a exportação aumentou mais de 300% (nenhum outro país da América Latina chegou pelo menos perto disso, no mesmo período).
A produção do país aumentou, ao mesmo tempo em que os endividamentos externo e interno caíram (diferentemente do ocorrido durante o “milagre” do Delfin, quando o crescimento econômico foi financiado com endividamento externo — um porre, que deixou uma ressaca monumental).
Ora, convenhamos: quantos presidentes brasileiros acumularam tantos resultados positivos?
Lembro dos tempos do “NO Mínimo”. Diante de um resultado particularmente positivo da Petrobras, cujos lucros foram para os píncaros, o jornalista Guilherme Fiúza, sentindo-se na obrigação de ser anti-Lula de qualquer maneira, escreveu um texto irônico, dizendo que aquele resultado da Petrobras não tinha nada a ver com o governo Lula. Era o resultado de décadas de trabalho dos técnicos daquela empresa.
Óbvio! Mas, se os resultados fossem negativos, certamente que ele diria que a culpa seria do Lula, que havia emprenhado a direção da empresa com um bando de “cumpanhêros” desqualificados. Aliás, ele já havia dito isso várias vezes.
Com esse tipo de oposição, não é de surpreender a facilidade com que Lula se reelegeu.
Claro que a excelente situação das finanças públicas no nível federal tem muito a ver com o garrote vil aplicado às finanças estaduais e municipais.
Claro que isso só vai mudar com uma reforma tributária que proporcione um mínimo equilíbrio de meios e responsabilidades entre os Entes da Federação. Hoje, os meios estão concentrados na União, enquanto que as responsabilidades foram, em sua maior parte, empurradas para os Estados e Municípios. Outra obra obrada pelo FHC, que o Lula não lavou; continua exposta e fedendo como nunca…
Enquanto isso, não custa reconhecer que Lula foi bem. Pensando bem, foi melhor quando se livrou da política econômica cretina e acovardada do Palófi.
Edu,
Escolha cruel essa que você nos propõe. Claro que seria muito confortável pra mim escolher a segunda opção…
Elias - “Claro que isso só vai mudar com uma reforma tributária que proporcione um mínimo equilíbrio de meios e responsabilidades entre os Entes da Federação. Hoje, os meios estão concentrados na União, enquanto que as responsabilidades foram, em sua maior parte, empurradas para os Estados e Municípios. Outra obra obrada pelo FHC, que o Lula não lavou; continua exposta e fedendo como nunca…”
Negativo. Esse problema tributário brasileiro nasceu com a Constituição de 88 não com FHC.
E uma pergunta: o que mudou na condução económica com a saída de Palocci??????????????
Darw, concordo!
Pablo, aí tu pode ler um pouco de direito para elucidar esses nuances.
Elias,não se esqueça que o Palloci foi o responsável pela primeira redução de IPI concedida às montadoras, em 2003. À época, a indústria vendia 100 mil caros em um mês, não 280 mil.
Nhé! - Você não concorda que o somatório de vários desejos particulares iguais não o torna coletivo?
Edu então você está afirmando categoricamente que é a corrupção é no fim das coisas põe a comida no prato das pessoas?
Pergunto mais: Você não acha perigoso traçar política apenas se guiando por desejos coletivos?
Não Pablo, não concordo que esse ‘desejos particulares’ possuem a mesma grandeza para serem somados.
Realmente, crescimento econômico é fundamental, mas não dá pra ignorar a questão ambiental, no sentido mais amplo. São Paulo é só o extremo. Muitas outras cidades brasileiras, capitais ou não, são um caos.
O triste é que não há governo ou vontade popular que resolva isso no médio prazo (embora ajude, é claro). É um trabalho de gerações, que pode não dar certo.
Taxar carros é tão paliativo para a questão ambiental quanto encher a rua deles o é para a questão econômica. O que os nossos governos já fizeram de consistente, por exemplo, para reduzir o inchaço das grandes cidades? Tem muita cidade vazia e parada no tempo por aí, enquanto outras explodem.
Nhé! - O mais engraçado que as pessoas se esquecem que o Estado só tem dinheiro para bancar essas obras que o Edu fala ao se apropriar de dinheiro dos constribuintes.
Dinheiro esse que nas mãos das pessoas poderia ser utilizado para comprar bens ou mesmo poupar.
Aliás, essa crise nós fez lembrar que poupança é, e sempre foi, o melhor indutor do crescimento. Infelizmente parece que os que estão no comando ainda não cairam na real.
O grau de endividamento está explodindo. Depois vão ficar chorando as pitangas e colocando a culpa em uma desregulamentação inexistene e num liberalismo fajuto.
Pablo talvez se o governo fosse do povo para o povo, sim.
Mas com toda certeza que não deveria ser guiado por desejos particulares que, aqui no Brasil, só representa os interesses de meia dúzia.
Nhé! - Não entendi.
Ué! Você perguntou: “Pergunto mais: Você não acha perigoso traçar política apenas se guiando por desejos coletivos?” e eu respondi no no #49.
Pablo/Darw, o papo está bom, mas preciso trabalhar. Se desejarem continuar o papo depois, talvez em algum open, será um prazer.
Nhé, com certeza meu raciocínio foi muito aproximado, mas quanto mais eu visito o blog do PAX, mais parece que esse raciocínio é verdade. Infelizmente.
Eu só quis dizer q o ótimo é inimigo do bom, se nós fôssemos os governantes (conscientes) , esbarraríamos nesse tipo de dúvidas. Nunca todos estarão satisfeitos.
A pergunta é: dada as decisões que foram tomadas, vcs concordam que sejam positivas de forma global, ou negativas?
Nhé! - Foi vacilo meu… não tinha entendido o comentário #46
Elias,
Corrija-me se eu estiver errado, mas a maior explicação para o aumento das exportações no Brasil foi a taxa de câmbio, em que o real ficou desvalorizado por mais de 5 anos. Infelizmente não tenho conhecimento de que as exportações brasileiras foram por especialização ou diferenciação dos seus produtos no exterior.
Com uma taxa de câmbio assim, exporta mais, importa menos, e a balança comercial fica superavitária.
Só que não é o Lula que controla a taxa de câmbio, é o mercado e o Banco Central, cujo nível de intervencionismo tem que ser baixo, senão perde a credibilidade com investidores internacionais. Então, especificamente em relação à dívida externa, essa tal de política econômica que vc está se referindo não tem a mão do presidente nem da equipe econômica nela.
Aliás, a partir de 2004 o mundo inteiro cresceu a taxas altas. O Brasil também cresceu, mais que países desenvolvidos e menos que países subdesenvolvidos, ou seja, foi arrastado pelo crescimento mundial.
Edu,
Considerando a crise global, é evidente que são positivas. Minha dúvida é se não era possível fazer o mesmo de outra forma, ou seja, reduzindo impostos de outros setores com menos impacto na qualidade de vida das grandes cidades.
Subdesenvolvidos = em desenvolvimento
Darw,
Também não sei, por isso que eu acho que o governo tem que ser transparente nas ações que toma, mas em relação ao indicador certo! Não adianta nada o governo fazer uma baita propaganda falando das maravilhas de investimentos em um setor, sem mostrar pra população o que foi considerado.
Fazendo do jeito que é feito, permite que qualquer pessoa (vc é um bom exemplo disso), questione a efetividade da decisão tomada.
Depois falamos que o Lula é um ótimo comunicador…
Pablo,
Realmente a concentração de receitas não União foi obra da CRFB/88, mas todos os governos que se seguiram a ela fizeram o possível para aumentá-la ainda mais através de leis e Emendas Constitucionais, FHC incluso.
César - Opa! Ai não tem jeito. Sou obrigado a concordar contigo…
Concordo contigo, Edu.
César, Pablo,
Fico imaginando como, dentro dessa promiscuidade política que vivemos hoje, a dívida interna vai ser solucionada:
O povo tá ficando velho
Os impostos terão que ser cortados
Os políticos estão com muitas cuecas para encher de dinheiro
Os investimentos em áreas básicas são cada vez mais necessários
Tudo isso faz com que a arrecadação diminua e a dívida aumente
Tá chegando a hora do “mamou, mamou, não mamou, não mama mais” na teta do governo. Essa trolha vai sobrar pra alguém, não sei quando, mas vai sobrar.
Se o nosso ilustre comunicador profissional não começar a preparar o terreno e tomar decisões “difíceis” vai sobrar pra candidata dele.
Olá,
cantar as loas da “política monetária e fiscal” do governo Lula, opondo-as ao que havia durante o governo FHC, é bobagem. A linha macroeconômica do segundo mandato do FHC foi mantida com o Lula!
+ Permaneceu o superávit primário, aliás, foi ESTENDIDO.
+ Permaneceram os maiores juros reais (ou três maiores) básicos do mundo
Isso tanto é verdade que o presidente do BC foi buscado no PSDB. Guido Mantega não alterou as linhas do paloccismo, que era um aprofundamento do malanismo: houve manutenção ou aprofundamento da política fiscal e monetária. Alguém pode até dizer que a gestão do BC (e da Fazenda) durante os últimos seis anos foi mais competente. Eu não tenho condições para fazer essa análise. Porém, do ponto de vista político-ideológico, o que houve foi uma derrota total das bandeiras históricas do PT. O exemplo mais claro é o total ostracismo do Aloysio Mercadante. Vejam, redução de impostos (no caso, IPI) é bandeira de liberal, não de esquerdista de qualquer matiz.
A real grande mudança foi no cenário internacional, com a ascensão definitiva da China como global player econômico. Lula surfou no crescimento para aumentar o gasto social e o gasto com funcionalismo público.
Daí eu falo que o Lula não é de esquerda, mas sim um político muuuito hábil (não haverá outro tão cedo), e fulaninho fica bravo…
Bem, Edu, pelo menos alguém lê meu blog. Obrigado pela propaganda.
Não acho que necessariamente tua equação: “País sem crise + corrupção - trânsito (possivelmente para um grupo da população) + emprego” seja correta.
Sei que você está provocando e fez isso muito bem, é só ver a reação dos colegas acima. Parabéns por saber provocar uma boa discussão.
Mas, lá vou eu de novo e de novo:
R$ 200.000.000.000,00 - isso mesmo R$ 200 bilhões por ano ajudariam em alguma coisa? Será que não?
E mais os R$ 300.000.000.000,00 isso mesmo, 300 bilhões por ano com juros básicos menores complementariam? (aqui me baseio na afirmação do nosso querido Vice-Presidente José Alencar.
Aliás, taí um nome que vejo praticamente unanimidade. Enquanto esse luta contra o câncer e pelo país, outros lutam contra o câncer e pelos descaminhos. Não é?
Ôpa, esqueci, pra deixar bem claro: 200 bilhões de reais são desviados dos cofres públicos por ano, todo ano, ano sim, outro também.
E não só os políticos não, empresários e pessoas físicas também.
Pax,
Tem razão, foi uma aproximação grosseira, só pra ilustrar que decisões vêm com determinados problemas passíveis de serem questionados.
Pois é, esses números eu não vejo serem amplamente divulgados, muito menos o governo mostrando quais medidas fará para chegar neles.
Deixa ver se eu entendi direito: se os juros fossem baixados, teríamos R$ 300 bi a mais para serem investidos pelo governo, por ano? E se todos recolhêssemos corretamente os impostos e zerássemos a corrupção, o governo teria R$ 200 bi a mais para investir por ano?
Aí sim! Com R$ 500 bi, poderíamos inclusive resolver o problema da dívida interna brasileira. Mas denovo: eu não vejo o governo caminhando em direção a nada disso.
Dúvida: para isso (R$ 300 mi a mais na economia) teríamos que baixar a taxa básica para quanto?
último R$ 300 mi = R$ 300 bi
Edu - A taxa de juros nunca irá cair o suficiente. O título da dívida pública utilizado para financiar o governo que mais vende é justamente o atrelado à SELIC (LTN). E apesar dos esforços do BC para alongar a dívida e vender títulos com valores prefixados (LTF) os títulos SELIC continuam vendendo muito. Hoje, 38,6% da dívida pública é atrelada à SELIC.
O Tesouro está fazendo o trabalho dele. Falta o governo ajudar um pouco.
Desculpem:
Títulos SELIC = LFT
Títulos Prefixados = LTN
Pablo,
Vc entrou numa área econômica q eu não manjo quase nada, então, se eu falar besteira, aponte.
Se a LFT é pós-fixada e LTN é pré-fixada (do entendimento do seu texto), a compra desses títulos depende da tendência da taxa básica: se a taxa básica está diminuindo rapidamente, a LFT vai ser preterida em relação à LTN se a taxa básica está aumentando rapidamente, a LFT será preferida.
Talvez a LFT tenha vendido muito pq não havia uma tendência clara para o mercado de queda da taxa básica de juros.
Se a LFT é pós-fixada, quem segura esse título vê o valor do título e seus juros pagos diminuir conforme a taxa básica de juros diminui. Aí sim o BC poderia fazer a troca de LFT por LTN, porque como a LTN é pré-fixada, o detentor do título saberia de antemão o que receberia de juros.
Enfim eu devo ter esculhambado a economia, mas não vejo porque isso não poderia ser feito, afinal, quem comprou o título sabe que se os juros baixarem, eles vão perder dinheiro, é o risco que assumiram!
Agora: o que o governo pode fazer pra ajudar?
Políticas fiscais mais rígidas: as PF e PJ já estão enforcadas em tributos…
Diminuir gastos do governo: o governo é corrupto e precisa de fazer investimentos em obras publicas (é a bandeira social do governo)…
Sei lá, não tenho mais idéias.
OH MEU DEUS OLAVO DE CARVALHO ESTAVA CERTO LULA VAI SE REELEGER ESTAMOS NUMA DITADURA BOLIVARIANA…
…not!
Edu - Você não está errado não. É por aí mesmo. O Tesouro tem tentado mudar o perfil da dívida.
E porque a SELIC é tão alta? Há algumas teses sobre isso.
Uns dizem que é por conta da política monetária. Os preços administrados (pelo governo como luz) tem uma participação muito alta no IPCA. A inflação desses preços é sensivelmente superior aos preços livres.
Detalhe: esse é um ponto pouquíssimo tocado nos debates brasileiros, principalmente por aqueles que advogam uma maior presença do Estado na economia.
Então é necessário uma SELIC alta para “barrar” a demanda agregada, (que também foi impulsionada pela elevação dos gastos público de maneira real, ou seja acima da inflação) e manter a inflação sob controle. Também podemos colocar a ampliação do crédito como pressão inflacionária.
Uns, como Delfin e Giambiagi, acham que o caminho é o déficit nominal público ser zerado.
Outros falam sobre as incertezas jurídicas no Brasil, onde muitas vezes o credor é penalizado na justiça. E isso realmente acontece. Muitas vezes juízes no Brasil preferem solapar os códigos e leis por uma suposta “justiça social”. Usam a retórica que “ah, a empresa tem dinheiro, pode bancar”. Não percebem que isso há um custo e geralmente quem paga são pessoas bem intencionadas.
Não custa lembrar também que a manutenção da SELIC alta permite o ingresso de reservas cambiais no país. Mas com um alto custo. Fica muito bonito no papel, muito bonito na propaganda mas essa reserva feita através não do comércio (superávit nominal) mas sim no ingresso de investimentos financeiros desaparece com a mesma velocidade que foi criada.
Pablo,
Por partes, como diria o esquartejador de Boston:
“Negativo. Esse problema tributário brasileiro nasceu com a Constituição de 88 não com FHC.”
Negativo, Pablo. A CF de 88 melhorou a distribuição do bolo tributário.
FHC regrediu a níveis piores que os existentes durante a ditadura militar, usando os seguintes expedientes:
a - transferência de responsabilidades aos Estados e Municípios, sem que a participação destes no bolo tributário fosse devidamente ajustada (lembra da “municipalização”?);
b - elevação das alíquotas de itens da receita pára-fiscal não sujeita a compartilhamento com Estados e Municípios e redução das alíquotas de itens da receita fiscal sujeita a compartilhamento;
c - concessão de reduções fiscais sobre tributos estaduais (ICMS principalmente), processo também conhecido como “dar barretada com chapéu alheio” (os efeitos maléficos dessa prática seriam supostamente minimizado pelo mecanismo estabelecido pela “Lei Kandir”, o que jamais ocorreu).
“E uma pergunta: o que mudou na condução económica com a saída de Palocci??????????????”
Dentre outras coisas, em diria a taxa de juro básico, que, em pouquíssimo tempo, caíram pra menos da metade do que eram. Foi só o Palófi sair…
É coisa pra caramba!
Eliás - A taxa de juros caiu sem o Palocci pois o ambiente macroeconômico melhorou muito. As contas do governo melhoraram. Até porque quem manda na taxa de juros é o BC e o Presidente do BC permaneceu o mesmo.
é , O Meirelles é muito bom. O Lula é bom em acalmar os “movimentos sociais” enquanto Meireles implnta uma especie de capitalismo tupiniquim…
a granda cagada do FHC foi azdministrar mal o capitalismo, n|ão pagando a divida com o dinheiro das privatizações.
Lula, deixando Meirelles praticar o capitalismo, faz como Itamar, deixando FHC administrar o plano. E esse foi o ápice do FHC (estou elogiuando o Lula, se alguem ficar em dúvida). O problema é que o PT impedia as coisas de andarem serenamente (queriam, aliás, ainda querem, o poder). Emquanto Lula impedir o porjeto petista, eu dou graças a Deus.
Pablo,
Acredite, se o Presidente do BC do Brasil entender de definir uma taxa de juros básica dissociada do Ministério da Fazenda, ele será demitido antes de soletrar I-t-a-q-u-a-q-u-e-c-e-t-u-b-a.
Quem oficialmente define essa taxa é a diretoria do BC que, pra esse fim, veste mensalmente uma fantasia vulgarmente conhecida pela alcunha de Conselho Monetário Nacional - CMN (diferentemente do que ocorre nos EUA, p.ex., onde o equivalente a esse conselho conta com a participação de representantes da sociedade civil)
Dizer que o “ambiente macroeconômico” mudou não diz nada. A única coisa que mudou foi o Palófi, que já vinha sendo criticado duramente dentro do PT e do próprio governo.
Pra ser mais exato, um dos mais duros críticos de Palófi dentro do governo era o Mantega, lembra? Repercutindo o que diziam técnicos do partido, Mantega sustentava, desde 2004, que o arrocho monetário já tinha cumprido seu papel e que era possível flexibilizar os juros sem o risco de repercussões inflacionárias.
Palófi discordava.
Se você for ler as atas do CMN, encontrará até coisas como “fator chave de instabilidade na América Latina” (alusão velada e pretensamente irônica às variações do preço do petróleo e do gás, como conseqüência das peripécias de um certo Hugo Chavez…), como justificativa para manter os juros nas alturas.
Cruzava cabra com binóculo, pra tirar bode expiatório…
O CMN não elabora política econômica. Ele opera a política monetária, a partir de uma formulação de política econômica feita pelo Ministério da Fazenda.
No Brasil, nunca — e, quando eu digo nunca, é nunca mesmo — a política monetária anda na contramão da política econômica.
Faça um exame, e procure o dia em que o BC e moveu em sentido diferente da política econômica. Não precisa nem que seja contrário; basta que seja diferente.
Creia, não vai achar nada!
Quem toca a música é a política econômica. A política monetária apenas dança conforme a música que estiver sendo tocada.
O que pode mudar é quem formula a política econômica.
Na maior parte dos casos é o Ministério da Fazenda. Durante um pedaço do governo Figueredo essa função ficou no Ministério do Planejamento, porque quem estava lá era o Delfin Netto (que, como de hábito, engoliu politicamente os demais ministros da área e passou a dar as cartas).
No governo Lula, nem tenha dúvida: MF cravado!
“a granda cagada do FHC foi administrar mal o capitalismo, não pagando a divida com o dinheiro das privatizações.” (Chesterton)
Bobagem…
Lula pagou a dívida e se tornou credor sem privatizar nada.
E ainda se deu ao luxo de perdoar dívidas de menor porte, como algumas da Bolívia.
FHC teria feito muito se usasse o dinheiro da privatização em investimento de infra-estrutura.
Ele próprio, talvez, preferisse fazer isso.
Não fez, porque não deu.
Teve que usar o que sobrou da privataria — deduzidas as comissõeszinhas pra quem de direito, porque ninguém é de ferro — pra fechar as contas de seu governo.
Contas que — diga-se — continuaram bichadas até o último dia.
Tanto que ainda precisou tomar emprestado no exterior. E — pior pro FHC — ainda teve que pedir aval pro Lula.
O Elias chega, o nível sobe.
É impressionante. Culpo o comentarista desse efeito sim. Acuso mesmo.
O Elias é um excelente debatedor. Dá gosto ler seus posts.
Fala serio…
“Dizer que o “ambiente macroeconômico” mudou não diz nada. ”
Certamente o caro Elias pensa q (ainda) vai haver somente uma marolinha devido aa crise economica mundial. Na epoca do FHC houve crises especulativas q o Brasil nao estava preparado (ponto p/ o gov. Lula em proteger o pais). Desde q o Lula tomou posse atee esta crise a economia mundial cresceu, e muito (alias, este crescimento tem a ver c/ a crise). Alias durante este crescimento, em relacao aos outros paises do BRIC, vemos q o Brasil ee o q teve a pior performance.
Porem duvido (e muito) se o Lula tivesse ganho as eleicos de 94 o 98 o Brasil estaria em condicoes melhores do q hoje. Alias, acredito q estariamos pior do q a Argentina.
Chesterton
O projeto PTista para o próximo governo pode ser resumido em uma coisa = cargos. É um novo PMDB.
Lula não disse nada mais que seus marketeiros colocam em qualquer discurso dele e nos panfletos.
Outra do caro Elias:
“Lula pagou a dívida e se tornou credor sem privatizar nada.”
Nao sou economista, e atee posso estar falando besteira, mas qual era o ambiente economico mundial nos 2 casos? Pelo q eu sei, na metade dos anos 90, os EUA estavam comecando a sair de uma recessao, no comeco deste milenio, a economia mundial estava crescendo aas custas do credito anmericano. E o q isso tem a ver c/ o pagamento da divida? De novo, em termos de um leigo, o Brasil comecou a ter superavits e comecou a ser um grande exportador. E acredito q os gov. anteriores ao Lula teve muito a ver c/ isso, principalmente atraves do agrobusiness (agronegocio p/ os mais nacionalistas).
Realmente o cenario macro economico nao tem muito a ver c/ isso…
É coincidência ?
O papo alcança um nível legal e começam a aparecer os do contra de sempre?
abçs
e o Sarkozy acaba de elogiar o papel do Lula!
e o Lula ganhou lugar de honra ao lado da rainha!
eu não tô nem aí, mas a irritação de alguns…isso não tem preço!
Pedro Doria, por gentileza, haveria alguma maneira de eu desabilitar esses penduricalhos que puseste no teu blog? Os vídeos e textos que se abrem, quando passo o mouse por cima dos links, deixam o meu navegador lento ou faz com que ele trave, sem dizer que o consumo de CPU vai lá para o teto!
Honestamente, eu prefiro o blog no formato simples, apenas com textos e links. Sem essas cafonices da Web 2.0.
Obrigado.
Eu estou enganado ou já no segundo governo FHC não privatizou nada? Eu fico me perguntando como seria a política econômica do Lula com Vale, Embraer e o sistema telebrás nas mãos do Estado.
E os bancos estaduais…
Enfim, perguntas de leigo.
Já disse isso aqui dias atrás: prestenção na Colômbia. Uribe tbm tem a popularidade nas alturas no meio do segundo mandato. O queremismo está na pauta política do país atualmente. Se for aprovada proposta permitindo a Uribe disputar mais uma vez lá, está dada a senha para movimento idêntico no Brasil.
Digo isso não pq a Colômbia tenha qualquer influência direta nos destinos da política interna do Brasil, mas a onda da reeleições presidenciais no subcontinente, salvo engano meu, começou no Peru com Alberto Fujimori. Chavez e a Venezuela, por conta do tal bolivarianismo e outras patacoadas do coronel. não servem de referência e Lula sabe disso. Uribe é de centro-direita, nunca tentou e nem sofreu golpes, governa relativamente dentro da legalidade e detém respeito internacional.
Eu já votei no Lula uma vez, no segundo turno de 89 contra o Collor. Engoli o sapo barbudo, como sugeriu Brizola. Dificilmente votaria nele na treleição ou em 2014, mas acho que ele seria quase imbatível se puder disputar novamente. Com crise ou sem.
Pretenção na Colômbia. Ali está a chave da porta do inferno…
Quousque tandem, Luís Inácio, abutere patientia nostra (by Milor, by Cícero)
Ele não quis arranjar enguiço com o MACACO Chaves, só isso, o que eu não critico.
E por outro lado, ao declarar não pensar em reeleição, apenas confirmou o que eu sempre pensei dele: é um democrata, por mais defeitos que tenha.
“…Tenho 84% de apoio popular, poderia propor uma emenda constitucional que me permitisse ter um terceiro mandato. Mas não acredito nisso…”
Palavras do próprio Lula, que aliás, foram ditas várias outras vezes, em várias ocasiões.
Quem está mais interessado na reeleição, por incrível que pareça, é a própria oposição.
Políticos fazem declarações conforme as circunstâncias. Tbm acho que Lula não forçaria demais a barra para um terceiro mandato, justamente por conta das suas convicções democráticas. Mas se o cavalo passar arreado…
E a senha, insisto, é o que acontecer na Colômbia. O mesmo cavalo que passa lá, passa no BR tbm.
PS: Se Lula piscasse um olho pra treleição nesta hora, cairia o mundo sobre sua cabeça. E besta ele não é.
E tem mais uma coisa.
A tal da “crise” vai resolver um problema que parecia insolucionável - a famigerada alta taxa básica de juro.
Tudo indica que já na próxima reunião a taxa cairá para um dígito.
Com a economia que o país faz, pagando menos juros, torna-se viável baixar alguns impostos seletivamente.
No fim das contas a “crise” será benéfica para o Brasil.
Quando a febre do etanol estava no auge aqui no Brasil, muita gente correu pra viabilizar projetos de usinas e plantation. O atraso no zoneamento ambiental pra cana/etanol dificultou a liberação das licenças e os projetos ficaram travados.
Daí veio a crise, o petróleo despencou, baixou a febre do etanol. Quem não pegou dinheiro pra investir no negócio ficou aliviado. Santa burocracia!
Darwinista,
Vc está certo, a lógica é esquizofrênica. Mas não é fácil escapar dela. Acontece que a indústria automobilística movimenta demais a economia. Carros são bens valiosos, caros – cada um que se vende significa dezenas de milhares de reais circulando na economia. E a indústria automobilística tem uma cadeia de produção complexa, abstecida por várias pequenas e médias empresas, que emprega uma multidão. Ou seja, carros são ruins pro mundo, mas governo nenhum tem coragem de mexer com essa indústria, com medo da economia toda se desconjuntar. O Obama resolveu trucar. Disse à GM e à Chrysler que elas só tem chance de ser salvas se adotarem uma lógica mais sustentável. Estão chamando o cara de intervencionista. Quem impõe condições para emprestar dinheiro é intervencionista? Mas presidente dos EUA tem bem mais cacife para trucar a GM que presidente do Brasil…
Um dos motivos da crise ser menor no Brasil é o pouco desenvolvimento do mercado acionário.
Outro, é pq banco aqui não corre risco. O melhor negócio do mundo continua sendo comprar dólar e euro baratinho, trocar por reais e comprar títulos do gov. Mesmo com juros de um dígito. Sem risco, não há quem quebre. De vez em quando há alguma ameaça, mas só pq o choro faz parte do negócio.
Pablo,
Saí aquela hora, mas agora estou entendendo melhor. Realmente, as taxas de juros são definidas pelos membros do COPOM que não tem nada de política na decisão. Inclusive apresentam uma ata com as circunstâncias econômicas consideradas para a decisão.
Sei que questões regulatórias, que influenciam sim a política econômica, os gastos do governo, e os impostos formam a parte política da equação econômica.
A inflação pra mim fica no meio disso tudo, porém, o que nós vemos normalmente é sempre a taxa de juros versus inflação, então suponho que seja decisão independente da política, a exemplo da própria taxa de juros.
Se isso for verdade, então repito o que eu disse no post passado: é preciso separar evolução política da evolução política do Brasil. Assim como, se isso for verdade, o governo pouco fez para mexer na sua parte da equação nos 2 mandatos do Lula.
a granda cagada do FHC foi administrar mal o capitalismo, não pagando a divida com o dinheiro das privatizações.” (Chesterton)
Bobagem…
Lula pagou a dívida e se tornou credor sem privatizar nada.
chest- se fhc tivesse paga a dívida (que o Meirelles pagou surfando em morras economicas mundiais- chovia dólares no Brasil) as crises cambiais que deixaram o governo FHC na lama não teriam acontecido, c erto elias…ou você esqueceu?
Tanto que ainda precisou tomar emprestado no exterior. E — pior pro FHC — ainda teve que pedir aval pro Lula.
chest- outra falacia, pois o aval quem deu foi o Bush para o Lula, de modo que seu governo iniciasse com um pouco de normalidade. Lula nada mais fez que renegar o porograma de seu partido em Uma Carta ao Povo Brasileiro…esqueceu Elias?
Putz… este pablo continua defendendo este roubo praticado pelo BC?
Se não fosse política… manter a maior taxa de juros do planeta seria apenas absurda incompetência.
Só que a questão não é essa… trata-se de corrupção. Institucionalizada.
Transferência de renda. Dos pobres para os ricos.
H Meirelles = Larápio.
E o desespero dos mídia prá tentar criticar a Venezuela?
Coitados… a Venezuela é mais democrata que esta asquerosa ditadura estadunidense.
Chamar o regime estadunidense de democracia é uma tremenda fraude.
As eleições são para decidir quem será o novo “relações públicas” dos negócios… do capital.
Assim são os eua… um país controlado por corporações.
As primeiras questões do mídia são melhores do que usualmente vemos no Brasil.
Já no final o mídia estadunidense se equiparou a porcaria que temos aqui: quadrilha veja, globo, fsp e estadão.
Lula deveria ter cutucado e ensinado o mídia que desprezo pela democracia, quem tem mesmo… é esta ricaiada branca de olhos azuis!
O carinha!
Vai chupar o dedão do pé, meu!
O governo cortou e ele delirou, nem percebe o drama da coisa!
Por gente assssssim nós estariamos numa ditadura capitalista a la China hoje!
Que doença!
Ontem, na entrevista coletiva que deu, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, citou o Babalorixá de Banânia. Vá lá: trata-se de uma homenagem, com aquele humor inglês, vocês sabem, um pouco batata, um pouco peixe. E disse o quê? “Estive no Brasil na semana passada, e acho que o presidente Lula me perdoará por dizer isso. Ele me disse: ‘Quando eu era líder do sindicato, eu culpava o governo. Quando me tornei líder da oposição, eu culpava o governo. Quando me tornei governo, passei a culpar a Europa e a América’.”
Acabei de ler (em xerox) um livro q obtive, depois de mto tempo andando atrás (pensei em pedir ao PD…) q me consumiu três meses. Autor?.. Henry Kissinger - A world restored. Ano 1957. A tese de doutorado do cara. Ajuda a entender mto do mundo atual. É espantoso perceber q nós vivemos num desdobramento do mundo construído na década de 1950, no contexto da Guerra Fria. Falamos mto em “globalizaçao”, mas o HK falava em “mundialização da política” e usava uma expressão brilhante (não sei se é dele): “o rabo abana o cachorro”. (Pretendo escrever alguma coisa a respeito, ou tvz traduzir alguns trechos do livro e colocar lá no causa::)
Pois bem: o q quero dizer aqui é o seguinte: os motivos são assunto para especialistas, mas o q importa é q o Brasil de Lula adquiriu certa capacidade de “abanar o cachorro”. Dada a tal “mundialização da política” de q HK fala, e dada a necessidade de “certo grau de estabilidade”, q, diz ele, é condição q deve ser perseguida pelos governos, mas sem se tornar obcessão, as potências centrais não podem deixar de levar em conta as demandas de seus clientes (q ele chama, meio eufemisticamente, de “menores potências”). Na época da GF, eram duas, agora é uma. Assim, enfiado até a goela numa crise sem precedentes, Obama manobra para buscar estabilidade e, nesse movimento, se deixa “abanar pelo rabo”. É um momento em q o Brasil se coloca em posição de extrair algumas concessões lá do patrão; por poucas que sejam, serão grande coisa: uma melhoria de posição no comércio bilateral. Essa melhoria só pode ser em pontos relacionados com a conservação do meio-ambiente, visto q o país não tem nada a oferecer aos EUA e, por incrivel q pareça, os EUA tb não tem nada de tangível a oferecer ao Brasil em função da crise.
Tamb segundo Kissinger, em outro texto (”Years of renewal”), um dos probs da URSS foi o fato de se apoiar apenas em ideologia, e, sem perceber q a ideologia não tinha densidade para justificar os problemas insolúveis do país e de seus clientes - q tinham origem na ideologia como fonte da política prática (ele escreveu isso anos ANTES da crise da URSS). Esse é um resumo-resumo, mas pode-se dizer o seguinte: ao estilo Kissinger-Nixon, Lula é um pragmático. Observar a carreira dele e principalmente os 6 anos de governo são mostra acabada disso. Não hesitou em largar pra trás parte da bagagem esquerdista e se apropriar de parte das práticas e tradições políticas do país. Pergunto aos moralistas de ocasião: seria possível governar de outra maneira? De q outra maneira governaram todos os outros mandatários? Com base na moralidade e na ética? HK diz, em outra tirada brilhante, que “legitimidade não é justiça, e justiça dificilmente sustenta, por si, a legitimidade”.
FHC tb tinha boas condições de fazer política. Em última análise, os dois pegaram condições conjunturais mais-ou-mns parecidas: FHC pegou o plano real bombando, e as crises da época eram marolinhas, comparadas com a atual. Agora, como FHC agiu? Se aferrando ao neoliberalismo, ao discurso de “estado mínimo”, à cartilha “supply sider”. Poderia ter feito o contrário? Poderia, claro. Basta lembrar do discurso de Serra, no início do primeiro mandato, q “o país está preparado para crescer, basta q saibamos administrar a velocidade”. Quem aqui vai dizer o q foi feito de Serra, dentro do esquema político PSDB/PFL? E os que os substituiram, quem vai lembrar? Serra é uma espécie de sobrevivente da CEPAL q não pulou do barco. FHC fez a opção por um tipo de Ocidente - ou seja, por uma ideologia - q não tinha densidade para justificar a política interna. Mas qual o lugar do país de FHC nesse Ocidente? Acho q é uma bela metáfora o Celso Lafer tirando o sapato diante de alguns guardas americanos. O lugar era o de rabo abanado pelo cachorro - e o rabo não arranca concessões do cachorro.
Pelo mns por ora, a situação é essa. Para mim, a maravilha disso é ver certos tipos arranjando úlcera enqto tental provar que seis NÃO É meia-dúzia.
o líder mais popular do mundo, em um país com a mídia em guerra total ao seu governo. E sem inimigos externos para distrair a opinião pública.
Um feito extraordinário!
O Lula é a face escarrada da miséria intelectual brasileira, que vai do povo aos pretensos intelectuais. Como é bom fazer parte do seleto clube dos 20% que acha o Lula um imbecil de pai e mãe!!
Odracir,
Leia com atenção.
Quando eu disse que não havia ocorrido mudança no ambiente macroeconômico, eu estava me referindo, especificamente, ao momento em que o Palófi saiu do governo.
Esse era o tema da minha discussão com o Pablo.
Nada a ver com FHC nem com o que você disse.
Ninguém necessita ser economista pra entender a extensão e a gravidade da crise econômica atual.
Só que não era sobre isso que Pablo e eu estávamos debatendo.
Lual mudou radicalmente a politica ao governar. Se antes os políticos podiam ser acusados de hipocrisia, hoje só resta o cinismo.
Lual =Lula
Mais uma vez Lula peidando pra Hugo Chavez… triste.
Ok caro Elias,
Lendo o seu post tive esta impressao. Porem, ainda acho q nao da muito bem p/ explicar o “sucesso” economico do Palloci e do gov. Lula s/ correlacionar c/ o crescimento mundial. E a baixa das taxas de juros. Alias, haa um contra-argumento empirico… olhando no retrospecto do Mantega, as taxas de juros nao deveriam estar menores? Se ele realmente tivesse mandando na economia, acredito q o Luis Nassif nao estaria nesta grita toda…
Outra coisa, c/ relacao aa “concessão de reduções fiscais sobre tributos estaduais (ICMS principalmente)”… vc estaa se referindo a guerra fiscal entre os estados? SE for isso, acho quem decide isto sao os gov. dos estados, nao? Se correto, isto ee um problema dos governadores, e nao do gov. federal.
Aproveito aqui p/ deixar a minha opiniao sobre o assunto… eu acho q temos q rediscutir o pacto federativo. Acredito, sim, q o poder estaa muito concentrado no gov. federal, porem.
abcs,
Odracir
Chesterton,
O aval de Lula a que me refiro, tem a ver com o comprometimento antecipado de reconhecer a dívida que estava sendo contratada pelo FHC.
É que, na época, especulava-se com a suspeição de que Lula não reconheceria essa dívida, ou seja, que não a pagaria.
O fato foi amplamente noticiado na imprensa, inclusive pelos órgãos mais conservadores, que celebraram a conduta de Lula como “positiva”, “madura”, etc e tal.
E o empréstimo só saiu depois que o Lula formalizou esse reconhecimento.
Você já esqueceu?
Odracir,
Lula zerou a dívida externa e reduziu em 30% a dívida interna em relação ao PIB, sem privatizar, sem inflacionar e mantendo uma taxa elevada de crescimento econômico.
Hoje,boa parte (mais exatamente, a maior parte) da dívida interna compete aos Estados e Municípios, e não à União.
São os fatos.
Claro que houve um contexto internacional favorável.
Mas não é verdade que esse contexto tenha se estabelecido somente depois que Lula tomou posse.
Já existia antes. Se você checar, constatará que uma das críticas que a oposição fazia a FHC é que ele não aproveitara o contexto econômico favorável pra turbinar o crescimento econômico brasileiro.
A aproximação com a China, p.ex., demorou mais que o razoável. Só se intensificou durante o governo Lula.
E isso é só um exemplo. De memória, posso citar vários outros.
O crescimento das exportações brasileiras é fruto de um contexto internacional favorável, claro.
Mas é, também, fruto de procedimentos e negociações feitos com competência.
Até porque havia outros países competindo pelo espaço que, afinal de contas, acabou sendo ocupado pelo Brasil. O contexto não era favorável apenas para o Brasil. Era um contexto mundial.
E, não obstante, quem quadruplicou as exportações foi o Brasil, e não outros.
Leia as análises econômicas de 6 anos atrás.
Quase 15 em cada 10 analistas — brasileiros, principalmente — diziam que o México, e não o Brasil, era a bola da vez. O México é que iria aproveitar mais o contexto favorável.
E, aí, se alinhavava uma extensa rede de “explicações” de cunho ideológico para essa inferência. O blá, blá, blá de sempre…
Minha alusão a reduções fiscais de tributos estaduais, concedidas pela União não tem a ver com a “guerra fiscal”.
Tem a ver com a invasão da União na autonomia dos Estados, concedendo reduções de tributos estaduais. Daí a expressão “dar barretada com chapéu alheio”, cunhada pelo ex-governador do Pará, Hélio Gueiros.
Dentre vários outros Estados prejudicados, destacam-se MG e PA. Este último, perde aproximadamente R$.130,0 milhões/mês.
A “Lei Kandir” acenou com uma compensação que nunca veio.
Chesterton & Odracir,
Não considero positivo o fato de que a maior parte da atual dívida interna brasileira pertence aos Estados e Munícípios.
Pra mim — e pra uma porção de gente que respeito — isso se deve à matriz de distribuição do bolo tributário brasileiro, que é péssima. É um caso patológico!
Aliás, considero a distribuição péssima seja na esfera da captação, seja na esfera da distribuição entre os Entes da Federação.
Na captação, porque penaliza brutalmente a classe média – em especial a classe média assalariada – cuja contribuição efetiva se situa sempre em quase 60% acima da média nacional.
Na distribuição entre os Entes da Federação, porque concentra a arrecadação na União, e, ao mesmo tempo, joga as responsabilidades estatais para os Estados e Municípios (para os Municípios principalmente).
Isso, mais que qualquer outro fator, é que tem contribuído para que as finanças federais gozem de boa saúde, enquanto as finanças estaduais e municipais morrem à míngua.
Logo, minha declaração quanto a esse assunto está longe de ser um elogio a Lula.
Nesse particular, eu o elogiaria se ele houvesse tomado a iniciativa de promover uma reforma tributária que apontasse para a correção das graves distorções a que me referi há pouco.
É como diz o Odracir: o pacto federativo tem que ser revisto.
Quanto antes, melhor.
Não vai demorar os petebas como o meu xará aí em cima, vão defender campos de concentração para as pessoas brancas de olhos azuis.
Caro Elias,
Sobre o crescimento economico, e sobre as relacoes internacionais, devo dizer q isto foi um processo, e q nao comecou no gov. Lula. Reconheco q houve avancos no seu governo, mas nao coloque todo o bonus na conta do governo petista.
A integracao da AL comecou c/ o Sarney, q comecou c/ o mercosul. A entrada na globalizacao (p/ melhor ou p/ pior) comecou no Collor. A entrada do Brasil na OMC como um verdadeiro “player” foi feita no gov. FHC. Se vc for ver a aproximacao Sul-Sul comecou no gov. FHC, e o gov. Lula surfou na onda. A integracao dos paises como Venezuela Bolivia, Equador, comecou no gov. FHC. Discussoes c/ a China sempre houveram.
Concluindo, acho q sua analise peca em nao colocar a conjuntura historica, como foi dito. O plano real foi um plano de estabilizacao, e nao um plano de crescimento. Havia uma inercia em colocar a economia em movimento, alem do fato de q os EUA estarem saindo de uma recessao.
PS: Alias, repito… se formos pegar o plano de governo q o candidato Lula propos nas eleicoes anteriores a de 200o, o Brasil estaria numa situacao muito pior. Portanto, meu caro, tudo isto ee mais uma consequencia, um processo, q o gov. Lula apropiou.
Caro Elias,
“Lula zerou a dívida externa e reduziu em 30% a dívida interna em relação ao PIB, sem privatizar, sem inflacionar e mantendo uma taxa elevada de crescimento econômico.”
De novo, acho q vc esquece de colocar q a economia mundial estava expandindo. Alias, se comparar c/ os outros paises do BRICs, o Brasil teve a pior perfomance. DUVIDO, q se a economia mundial nao estavisse expandindo, o Brasil conseguiria pagar a divida.
Odracir,
Também acho que, se a economia mundial não estivesse se expandindo, o governo Lula não teria alcançado os êxitos que ele comemora.
Mas, veja: a economia mundial não se expandiu só para o Brasil, né? Ela se expandiu pra a concorrência, também.
E, quantos quadruplicaram as exportações no mesmo período?
O problema é que muita gente continua a encarar a coisa pela ótica da rivalidade tribal.
Se a coisa fosse mal, seria culpa do Lula e do PT. Como os resultados são bons, nem um nem outro teve nada a ver com isso.
Aí a discussão acaba empobrecida.
Veja o caso das exportações, p.ex. O Brasil praticamente não avançou na verticalização da cadeia mínero-metalúrgica. O aumento das exportações foi todo à base de matérias primas básicas ou bens intermediários, de baixíssimo valor agregado (o preço do transporte, por tonelada, é maior que o preço do produto).
Vale dizer: vai-se a riqueza, fica o buraco. Literalmente.
E a cadeia mínero-metalúrgica é mais que meio jogo para o superávit da Balança Comercial.
Outra: o Brasil não avançou um palmo na geração de energia, o que limita enormemente sua capacidade de manter o crescimento econômico dos últimos anos.
Enfim, não falta espaço pra criticar o Lula.
O que não cola é o caminho que vocês estão adotando.
Bom caro Elias,
Se vc ler o q escrevi nos comentarios, vai ver q nao critico a atuacao do gov. Lula no campo economico (nos campos politico/partidario/social sao outros quinhentos). Eu fiz uma critica da sua analise. Tenho criticas a politica economica do governo, mas nada q diga q foi um fracasso (pois poderia ser pior se o Lula adotasse o programa do PT em 2001), ou do q sou filiado ao “qto pior, melhor”. Se vc ler os comentarios, a critica negativa foi ao candidato Lula, c/ o seu prog. nas eleicoes de 88, 94 e 98. Pois a melhor metarmorfose do Lula foi virar um sapo barbudo p/ um tucano envergonhado…
Alias, qdo vc escreve “O que não cola é o caminho que vocês estão adotando”, vc propio emprobece o seu raciocionio sobre “encarar a coisa pela ótica da rivalidade tribal”.
Pedro Dória,
Há muitos comentários excelentes para este texto. Pode-se escolher ao léu um comentário e a partir dai fazer considerações intermináveis.
Seja o comentário de Darwinista (13) sobre a produção crescente de veículos e os efeitos no trânsito. Chamo a atenção para isso desde 1982, embora a produção tenha sido boa em 81, mas com as eleições que ocorreram em 82 o trânsito em Belo Horizonte ficou insuportável. Já estamos indo para trinta anos e não há uma preocupação efetiva sobre isso por parte dos governantes.
Há que entender também os governantes. Devem evitar que a economia cresça, pelos transtornos que o crescimento causa? Sobre isso recomendo os textos de José Eli da Veiga que tratam do PIB e que saíram no Valor Econômico. Há dois textos bons sobre o PIB. O primeiro, publicado no Valor Econômico de 15/04/2008, intitula-se “O que PIB tem em comum com o Natal” e o segundo, no Valor Econômico de 02/09/2008, tem como título “De onde vem a força do PIB”.
Antes de ler os artigos sobre o PIB talvez se devesse dar uma olhada em qualquer matéria focada nas contribuições do economista Nicholas Georgescu-Roegen (1906-1994). Com o título de “Reabilitar Georgescu” José Eli da Veiga escreveu artigo no Valor Econômico de 08/02/2008 sobre esse economista.
Todos os artigos do José Eli da Veiga podem ser pesquisados também no site dele.
A idéia é que talvez não fosse bom crescer, mas essa é uma opção que os países só podem tomar em conjunto e jamais isoladamente.
Isoladamente, ou em competição uns com os outros, e observando as particularidades de cada país (Na índia a indústria automobilística não é tão expressiva como parte do PIB como é em outros países em desenvolvimento), é bom lembrar de declaração do Secretário do Tesouro americano John William Snow (substituto no final de 2002 ou início de 2003 de Paul Henry O’Neill). Com os Estados Unidos ainda patinando na crise, ele declarou que a economia americana vai bem quando o setor automobilístico e o setor de construção civil vão bem.
Então, nos Estados Unidos, em que esses setores possuem uma participação no PIB muito menor do que no Brasil, esses setores incentivam ao crescimento, é de se imaginar o efeito desses setores no Brasil.
Dai talvez porque seria de se esperar que, embora a crise na economia americana tenha a tendência de perdurar por mais tempo, ela causará menos diminuição no PIB do que no Brasil. É bem verdade que o setor financeiro, não fazendo parte diretamente do PIB, reflete no PIB pelo lado da renda que as pessoas envolvidas auferem. E nos Estados Unidos esse setor - um setor de serviços - é muito maior do que no Brasil.
E isso é só um naco do tema que Darwinista sugere.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 02/04/2009
Bitt (104)
Gostaria muito de ter mais contato com esse texto do Henry Kissinger. É por diletantismo, mas é interesse real. No seu comentário há dois trechos que me chamam mais a atenção. O trecho em que se faz referência à mundialização e outro sobre a presciência de Henry Kissinger sobre a URSS. Bem, consultando na internet vi que a referência ao futuro da URSS está em livro mais recente. Interessei-me porque pensei que ele fazia as previsões na década de 50. Já havia lido que grandes teóricos americanos já faziam essa previsão na década de 50, embora eu achasse um tanto quanto difícil dada a aparente semelhança no poderio econômico das duas nações naquela época.
De todo modo seria interessante a reprodução de pelo menos a página onde Henry Kissinger usa o termo. Sou muito crítico do termo globalização, não da idéia da maior aproximação das pessoas no mundo. Em decorrência da minha resistência ao termo, costumo dizer que mundo globalizado é um pleonasmo próprio de pessoas anglófilas se opondo ao globo mundializado, mais próprio de pessoas de tendências fracófilas.
Sempre fui muito radical em relação ao termo Globalização e dizia que ele não tinha significado. A meu modo me considerava mais radical do que John Kenneth Galbraith que em entrevista em um jornal italiano e que foi reproduzida na Folha de S. Paulo de 2/11/1997 disse que: “Globalização não é conceito sério. Nós americanos o inventamos para dissimular nossa política de entrada econômica nos outros países”.
Theodore Levitt em artigo na Revista de Administração de Harvard de 1983 lançou o termo globalização de mercados. Seja na embalagem que ele aparecia eu não dava importância ao termo, mas sei que é termo em moda há muito mais tempo. Carlos Heitor Cony fez referência a cartas trocadas no final do Séc. XIX entre um escritor francês e um inglês em que se menciona a globalização que o império britânico estava impondo.
Há um texto do Delfim Netto no Valor Econômico de 17/08/2007 intitulado “Geminiano Montanari” em que Delfim Netto comenta o lançamento do livro “Tratado Mercantil sobre a Moeda”, escrito por Geminiano Montanari em 1683 e lançado pela Segesta Editora Ltda em 2006. No artigo ele transcreve um trecho do livro que ficou famoso nos escritos de Marx. Faço a seguir a reprodução de parágrafo do artigo de Delfim em que há a menção a obra de Marx:
“A sua fantástica capacidade de observação e antecipação (coisa de astrônomo) pode ser apreciada na frase que Marx tornou famosa (”Grundrisse”, tome II, pg. 271, na erudita tradução das Editions Sociales, Paris, 1980) e que abre o capítulo 2 da obra: “Todas as vezes que penso na necessidade que os homens tinham do comércio, e nas comodidades que dele resultaram para suas vidas, não posso deixar de admirar a sabedoria e a bondade divinas que infundiram à inteligência humana as sementes, entre outras, de tão fecunda invenção como foi a da moeda, mediante à qual a comunicação entre os povos se tem expandido em todo o globo terrestre em tal grau que se pode dizer ter-se tornado o mundo inteiro uma única cidade, onde há uma feira permanente de todas as mercadorias e onde cada homem pode, mediante o dinheiro, estando em sua casa (em 1683!), prover-se e desfrutar de tudo o que a terra, os animais e o trabalho humano têm produzido em outras partes. Invenção maravilhosa”! É claro que Marx esqueceu a bondade divina na sua citação…”.
Quis dar um pouco de contribuição com a sua discussão, como retribuição ao que eu aprendi com o seu comentário.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 02/04/2009
Dawinista,
Enviei um comentário (118) em que abordo o questionamento que você lançou no email de 01/04/2009 às 14:22 (13). Havia me passado despercebido o comentário do Denis (94) que é um reforço prévio ao meu.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 02/04/2009
+ Como era de se esperar, a popularidade de Lula em seu país, para os estrangeiros inveja. Esta reportagem maldosa de ALEXEI BARRIONUEVO para o NYT prova isso.
“He has been called the Teflon President, the most popular president in the world, a leader who has *survived scandal after scandal only to see his approval ratings rise* to new heights. But with industrial production slowing badly and unemployment climbing, President Luiz Inácio Lula da Silva of Brazil may be showing some chinks in his seemingly impregnable armor, analysts say.”
Eles não se conformam com isso.
–X–
” Mr. da Silva’s team has impressed some economists with its efforts to try to stop the economic boat from leaking further. And despite the recent drop in popularity, few are counting out Mr. da Silva, one of Brazil’s most resilient politicians. In 2006 he rebounded from scandal to win a runoff and secure his second term. Then the Supreme Court charged two top aides with corruption in 2007, but it failed to affect the president’s popularity, which continued to rise.
Even at the summit meeting in London, his stature seemed to follow him. Even at the summit meeting in London, his stature seemed to follow him. One Brazilian news organization showed video of President Obama reaching over to shake Mr. da Silva’s hand. ‘Here’s my man, right here,’ Mr. Obama said. ‘I love this guy. He’s the most popular politician on earth.’”
Mais sobre a reportagem AQUI.
Chesterton,
O aval de Lula a que me refiro, tem a ver com o comprometimento antecipado de reconhecer a dívida que estava sendo contratada pelo FHC.
É que, na época, especulava-se com a suspeição de que Lula não reconheceria essa dívida, ou seja, que não a pagaria.
O fato foi amplamente noticiado na imprensa, inclusive pelos órgãos mais conservadores, que celebraram a conduta de Lula como “positiva”, “madura”, etc e tal.
E o empréstimo só saiu depois que o Lula formalizou esse reconhecimento.
Você já esqueceu?
chest- não, eu lembrei a você.
O que você não sabe é que Lula foi ameaçado caso bancasse o engraçadinho com os 40 bi de dólares……..FHC já era história.
por que você cortou a parte em que fala das gangues de rua do Hugo Chavez???
Recomendo que leiam a entrevista na integra. É bem mais profunda que esta tradução.
É bom;
Me ajudou bastante na minha pesquisa.
o pessoal q critica lula ainda acredita q o país só deve ser gorvernado por “intelectuais´´. e eu pergunto: o q eles fizeram ? só no plano internacional dá p/ ter uma ideia da dimensão q o Brasil tomou. pelo menos tenho orgulho de um presidente q leva meu idioma pra qualquer lugar e quem quiser é q leve um tradutor. o Brasil agora não é “Maria-vai-c/ as-outra“ e não come pilha dos EUA no caso da Venezuela, apenas respeita os assuntos internos dos outros países.