Nos 45 anos da ditadura
Hoje não é o aniversário do golpe de Estado que interrompeu o fluxo democrático no Brasil, em 1964.
O aniversário é amanhã. Primeiro de abril.
A democracia foi retomada em 1985. Hoje, 24 anos após, o Brasil vive o período mais longo de democracia continuada de sua história. É um país melhor. Os primeiros presidentes foram um desastre. José Sarney, que nem eleito foi. Fernando Collor de Melo. Itamar Franco, o presidente acidental, não fez mal governo. É verdade que houve corrupção tanto no governo Fernando Henrique quanto no governo Lula. Houve erros, também. Mas, lentamente, o Brasil está ficando menos desigual. Está crescendo economicamente e desenvolvendo tecnologia. FH e Lula, ambos, deixam um país melhor do que o que pegaram.
Faltam mudanças incontáveis. Uma reforma tributária. Uma reforma política. Mais transparência e eficiência no Judiciário. Um Congresso não apenas transparente como minimamente decente. Partidos políticos sólidos. A maioria dos governadores de Estado não têm a qualidade dos dois últimos presidentes. Educação pública precisa de mais e mais investimentos com uma urgência absurda. O mesmo pode-se dizer da Saúde.
A cada eleição, os brasileiros votam um pouco melhor do que votaram antes. Tanto se malha a Constituição de 1988 – muitas vezes, com razão – mas o Ministério Público criado por ela é uma das instituições mais sólidas e reformistas e importantes do Brasil atual. PT e PSDB ensaiam partidos com cara de partidos políticos de verdade, não apenas agremiações de políticos. Uma real disputa ideológica, a respeito de qual o melhor caminho para o Brasil futuro, também está sendo ensaiada. Via Internet, um grupo gigantesco de pessoas se envolve diariamente na conversa política.
A Ditadura roubou do Brasil um futuro ao qual ele tinha direito. Democracia é coisa que se aprende de eleição em eleição. É um costume que pai ensina para filho. O direito do cidadão de agir politicamente, de conversar política, de brigar por idéias, aquilo que forma consciência e faz pensar um país é o que a Ditadura interrompeu.
Esses 24 anos não foram suficientes. Mas já são mostra de que democracia funciona. E, discussões à parte – sei que muitos discordarão de mim em vários dos pontos que listei acima – acredito que já vivemos num país melhor e que a tendência futura, com governos conservadores intercalados com governos progressistas, é de um país melhor, e melhor.
Até lá, tem muita coisa pra consertar. Mas, amanhã, não custa lembrar o que roubaram de nós um dia, 45 anos atrás.
Ainda sobre o assunto:
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O regime cubano (sim , é uma ditadura) é de outra ordem e não pode, de modo algum, ser comparado aos trágicos modelos impostos pelos militares covardes em outros países.
chest- e que ordem seria essa exatamente?
Nossa… essa foi de relatividade moral em estado puro…
ditadura de outra ordem…agora fiquei curioso (rs).
chesterton (151),
Se o senhor não consegue entender as diferenças, o caso é mais grave e não ministro aulas pela Internet.
ditaduras são feias, a não ser ditaduras de outra ordem (rsrsrsrsrs)
nada será com antes - Desculpe mas essa realmente foi difícil de entender… eu também gostaria de saber a outra ordem da ditadura cubana.
Ditadura é ditadura, e vice-versa.
Quando fiz referência, no 5º parágrafo de meu comentário # 11, aos estragos causados pela ditadura, na educação, meu objetivo foi, justamente, apontar os resultados observado, por exemplo, nos comentários # 151, 152, 153 e 155.
A destruição didático/pedagógica teve, entre outras, a finalidade de gerar conhecimentos parciais.
“Itamar Franco, o presidente acidental, não fez mal governo. ” (PD)
Também acho que o Itamar não fez MAU governo.
No mais, ditadura militar é sempre garantia de retrocesso.
É ruim para as instituições militares e pior, ainda, para as instituições políticas.
Na esfera política, foi o que o PD resumiu, com muita propriedade. Quase 2 décadas e meia de deseducação política. Um custo altíssimo, pelo qual ainda estamos pagando e vamos pagar muito mais.
Na esfera militar, a ditadura resultou na manutenção de uma estrutura caduca (o Ministério da Defesa só veio com a redemocratização, e do jeito que veio…), no retardamento da profissionalização (que ainda não veio), uma doutrina voltada pro Cone Sul (quando o jogo já estava virado pra Calha Norte), e um monte de etc.
Um dos poucos avanços na área militar foi a instituição da “expulsória”, pelo Castello Branco. Acabou com aquele monte de matusas que se eternizavam na (in)ativa, nada faziam pelas corporações, ficavam cultivando malquereres e conspirações e só devam baixa por morte.
O outro durou pouco. Foi a Engesa, empresa de tecnologia de ponta, que chegou a fabricar o melhor tanque do mundo, em sua época: o Osório. Mas aí…
…aí começou a incomodar a indústria norte-americana. O governo dos EUA entrou no lance (como sempre faz, em defesa dos seus), o governo brasileiro abriu as perninhas (como sempre faz, em desfavor dos nossos), a Engesa acabou e…
…e, hoje, as Forças Armadas brasileiras usam tanques de 2ª mão, importados dos… EUA, naturalmente.
Ditadurazinha mais vagabunda, essa nossa…
correção= meu comentário # 111
Ah… então você quer dizer que o Cubano é bem educado??? Tem uma educação exemplar??
Você acredita mesmo nisso? Ou acha que alfabetização é a única coisa que um ser humano precisa na área educacional?
Pablo Vilarnovo (161),
Discutir educação, nos sentidos estrito e amplo, em Cuba ou outros lugares, demanda senso de orientação e conhecimento.
Portanto, conforme os vários exemplos disponíveis, você não é interlocutor capacitado.
Elias não entendi… E Engesa faliu não foi no governo militar e sim no de Collor. Não usamos só tanques americanos. O M-60 é americano mas o Leopard é de origem germânica mas compramos dos belgas.
A história do Osório é longa. Mas colocar apenas nas costas americanas é simplificar e muito o assunto. E mais uma vez encontrar um culpado para esconder nossas falhas.
Nada será como antes - E você é completamente qualificado para discutir isso…
Mas percebo que prefere mesmo encerrar a discussão… ficar sem argumentos é mesmo uma coisa chata.
Até porque educação ampla é coisa inexistente em Cuba.
Mas continuaremos no aguardo da “outra ordem” da ditadura cubana.
E sem essa de dizer que o golpe veio em defesa da democracia brasileira, que estava em perigo e blá, blá, blá…
Claro que perigo havia. E o perigo era, justamente, o que veio: a ditadura militar.
Se a boquirrota esquerda brasileira estivesse minimamente preparada pra alguma coisa, o golpe militar não teria sido o passeio que foi.
Teria corrido sangue.
Os únicos tiros disparados no golpe, foram as salvas de canhão, feitas — com o golpe já vitorioso — pra festejar a visita de Castello Branco ao Forte de Copacabana.
Parece que iam dar as 21 salvas regulamentares. Mas os moradores da vizinhança reclamaram e a coisa parou lá pelo 5º ou 6º tiro.
Pra mim, a imagem que mais bem representa o golpe militar de 1964 é a daquele tanque que, pela manhã, deu proteção ao Jango e, à tarde, atravessou a praça e foi dar “proteção” ao Lacerda.
Nada mais justo e certo, para um 1º de abril…
Pablo Vilanovo (164),
Na área de Educação, tenho menos conhecimento do que gostaria e muito mais do que você imagina.
Discuti o tema várias vezes, neste blog, em debates interessantes e que foram reconhecidos por Pedro Doria que, inclusive, ano passado dedicou post a respeito de um desses memoráveis debates.
Se você quer discutir Educação e afirma que ela é “inexistente em Cuba”, claro está o caráter improdutivo da insistência.
Pablo,
Usamos PREDOMINANTEMENTE tanques americanos de 2ª mão.
Mas, que não fossem americanos. Que fossem da França, da Alemanha, do Haiti, do Zâmbia ou do diabo que os carregue… nada disso teria a menor importância pro meu raciocínio.
O que interessa é que, depois de investir uma grana no desenvolvimento de tecnologia militar de ponta, a ditadura militar brasileira fez xixi pra trás, quando pressionada pelo governo dos EUA que, muito conveniente e adequadamente, fazia e faz o que podia e pode pelos seus.
Aí a Engesa começou a definhar.
O Osório tinha, em sua época, algumas características que só seriam alcançadas pela consorrência no final dos anos 1990. Ele estava vários anos à frente (claro que, nessa época, blindagem reativa era só uma possibilidade teórica, logo, não dá pra falar nisso, em se tratando de Osório).
Mantenho, assim, o que eu disse.
A Engesa foi inviabilizada ainda no regime militar, embora tenha se mantido insepulta por vários anos mais.
Mantenho, também, o que disse, quanto a que a ditadura militar virtualmente impediu a modernização das Forças Armadas brasileiras, em termos de estrutura de organização, equipagem e, sobretudo, doutrina.
nada será como antes - Eu em momento nenhum falei que educação em Cuba era inexistente. Em momento algum. Não utilize coisas que não falei apenas para fugir do debate.
Isso é sinal além de falta de argumentos como também de covardia.
Mas para deixar bem claro meu ponto, vou te falar que não confio em um Sistema Educacional onde não há a menor possibilidade do contraditório, onde os alunos aprendem APENAS aquilo o que Estado impõe.
Educação pressupõe diversidade de informações, de culturas, de experiências, de opiniões. E isso é impossível em um regime que não tolera opiniões diferentes da dele, onde o regime controla as informações que são disponibilizada aos alunos e professores. E aí de quem quiser fugir disso.
A educação em Cuba serve para perpetuar o regime, apenas isso.
Sim, em Cuba as pessoas recebem alfabetização no sentido mais amplo possível.
Agora dizer que com isso recebem uma boa educação passa longe de ser verdade.
Seu Chesterton: Você copiou isso do Girafa ?
Pablo Vilarnovo (168),
No seu comentário # 164, na 5ª linha de texto, está bem legível :
“Até porque educação ampla é inexistente em Cuba.”
E você me acusa de portador de falta de argumentos e de covardia? Leia o que você escreve.
Eu não fujo do debate, apenas afirmo que você não é qualificado.
Puxa Elias, discordo um pouco.
A ENGESA sempre teve muito sucesso. Seus tanques são utilizados até hoje em diversos países (Cascavel e Urutu).
O principal motivo da falência da ENGESA foi que apostou o seu futuro no Osório. Ele foi desenvolvido com recursos apenas da empresa, sem participação do governo (o que é comum em se tratando de equipamentos militares).
Grande parte das peças utilizadas no Osório eram importadas: suspenção inglesa (Dunlop), transmissão da ZF, motor alemão, canhão GIAT francês…
O protótipo do Osório enviado à Arábai Saudita ficou pronto em 1987. Dois anos depois do final da ditadura militar. Em 1988 o Osório venceu seus concorrentes. Os EUA atuaram e com a eclosão da Guerra do Golfo trocaram bases militares na Arábia Saudita por Abrahms.
Ora, foi algo político? Foi. Foi a primeira vez que isso acontece no mercado militar?? Negativo.
O problema foi que o Osório era um tanque caro na época para o exército brasileiro.
E depois da redemocratização duvido que algum político estaria disposto a gastar milhões de dólares na aquisição de material militar. Duvido. Tanto que não fizeram. O mercado internacional chegou a conclusão que se nem mesmo o exército brasileiro iria comprar o tanque eles mesmo que não iria.
Isso envolve cadeia produtiva, logistica, produção de peças sobressalentes, assistência técnica, treinamento etc… etc…
Dificilmente um equipamento militar encontra sucesso no mercado quando ele não é adotado pelo país que o produz. Eu, pelo menos, não conheço nenhum caso. Principalmente em se tratando de equipamentos caros como um MBT.
E como empatou dinheiro do próprio bolso a ENGESA faliu.
Nada como será antes - A omissão do “ampla” foi de propósito ou simples esquecimento. Pois é uma palavra chave para entendimento do assunto.
Ou você não acha que mudar o que foi escrito “esquecendo” de certas palavras para formar algo totalmente diferente do que foi dito não é covardia?
Pablo Vilarnovo (173),
Pois é, quem não entendeu o assunto foi você.
A palavra “ampla”, que você utilizou no # 164, decorre da expressão “nos sentidos estrito e amplo”, que escrevi no # 162, que tem significado muito diferente do que o dado no seu texto.
Mantenho integralmente as palavras dos comentários # 166, 170 e 171.
Falta punir os torturadores, os mandantes e os financiadores dos crimes contra a humanidade praticados pela ditadura…
E democratizar a mídia… antro de oligarcas corruptos que apoiaram abertamente o golpe.
E o FHC coitado… um saco de estrume é mais bem quisto pelo povo que este velhaco.
Com total justiça.
A diferença entre FHC e Lula, é que um disse para esquecer tudo aquilo que havia escrito no passado.
E o outro nunca precisou desmentir sua história acadêmica…
161
Pablo Vilarnovo (161),
Discutir educação, nos sentidos estrito e amplo, em Cuba ou outros lugares, demanda senso de orientação e conhecimento.
Portanto, conforme os vários exemplos disponíveis, você não é interlocutor capacitado.
chest- mas é um imbecil notório dando uma de ixperrto….
nada será como antes,
Você está admitindo que existem ditaduras e ditabrandas? Pelamordedeus!! Quem foi que decidiu que ditadura com alfabetização e saúde é “melhor” que outras ditaduras??
Que escola de ciências sociais ensinaria uma barbaridade dessa?
nada será como antes,
Para uns eu sou direitoba; para outros, esquerdopata.
Costumo dizer que sou sãopaulina e ando para frente.
A ditadura - QUALQUER DITADURA - é indefensável.
“Evoluir”, contemporaneamente, poderia ser (eu defendo isso) a ampliação do livre arbítrio do cidadão, a menor interferência do Estado na sua vida privada.
O que quer dizer isso? Que eu decido se aborto ou não, se faço tratamento com células tronco ou não - nada disso é pertinente ao Estado.
pequena capitalista tentando esconder a prova física de sua culpa….
Pedro Doria,
Só pra lembrar, como o post é sobre a ditadura, fico cá preocupado com imprensa livre etc.
Então, se não for incômodo, passa aí pra gente a lista de jornalistas vendilhões.
A mídia-corporativa que apoiou a ditadura é esta mesma que está aí hoje.
globo, estadão, fsp, veja… são estas oligarquias atrasadas o maior risco a nossa democracia.
Quem não conhece a folha corrida destas organizações golpistas?
Estas empresas tem como finalidade impedir o debate plural e democrático em nossa sociedade.
Estes pulhas tentam até fraudar eleições!
Sistematicamente mentindo, manipulando e sabotando para fazer valer os interesses dos ricos na marra.
Democratizar a mídia é o primeiro passo para consolidar uma democracia séria.
Não tem cabimento um monopólio privado de informação: TV aberta, cabo, rádio, jornal… não pode.
É preciso questionar a concessão pública explorada pelos marinho.
Concordo com Fábio e digo mais: É preciso escancarar todos os segredos e arquivos da ditadura para que o povo brasileiro, que todos dizem quere proteger, tenha acesso e descubra essas coisas nojentas que ocorreram.
Vocês viram o clube dos militares do RJ?
Chamando a revolução de democrática?
Não sei, nos EUA, que são uma Democracia, os jornais são politizados. Uns democratas e outros republicanos. Declarados.
É ruim?
Não sei. O Pedro Doria poderia explicar pra gente, de novo. Afinal estamos bancando o cara lá, então ele que produza informação pra gente aqui.
Diga, Pedro Doria, como que é por aí.
E aproveita, já que você vai falar, conta pra gente: tem jornalista vendilhão nos EUA? Como que os pares tratam esses caras?
E, então, já que você entrou no assunto, conta pra gente quem são os do Brasil.
Se o “fluxo democrático” não nos tivesse sido roubado 45 anos atrás pelos milicos e seus apoiadores, o teria sido pela esquerda. Na segunda hipótese, ainda hoje estaríamos sem democracia.
Pax,
Você tá querendo comprometer o cara.
Sabe muito bem que se ele abrir a boca, o negócio pode ficar feio pro lado dele.
Cricket, deixa de conversa fiada.
Virou moda agora sair com essa para desviar o assunto e deixar por isso mesmo.
TODA ditadura deve ser condenada por quem se considera um democrata.
Pedro Doria é inteligente, bom Zictor.
Não se preocupe.
Pode até ser flamenguista, mas é inteligente, um paradoxo da vida cotidiana.
O que não posso admitir é que ele esqueça desse débito que tem com seus leitores.
Abaixo , a transcrição do final da mensagem do General-de-Divisaõ e Vice-presidente do Clube Militar do Rio de Janeiro Clovis Purper Bandeira, celebrando os tais 45 anos de um golpe pelo qual o país ainda paga um preço altíssimo. Pelo atraso, pelo que poderia ter sido , pelas vidas perdidas, pelo tempo perdido.
Chega dá uma tristeza ler um troço desses.
“Após tanto tempo, Novos Camaradas, rememoremos os graves acontecimentos daqueles idos de 1964. E homenageemos a memória dos bravos patrícios que venceram suas dúvidas e tiveram a coragem de ficar ao lado do verdadeiro interesse nacional, evitando que a nação mergulhasse na treva comunista que ainda infelicitaria tantos povos.
Sobretudo, permaneçamos atentos.”
pimentel,
Essa doeu até em mim.
nvestigando as atividades do doleiro Kurt Paul Pickel, os agentes federais empenhados na Operação Castelo de Areia descobriram uma verdadeira caça a um tesouro esquecido. Trata-se de supostos 20 milhões, talvez de dólares, depositados em contas bancárias secretas abertas na Suíça possivelmente pelo ex-presidente Jânio Quadros. Quem procurava a fortuna eram os advogados Marcos Henares Vilarinho e João Mendonça de Amorim Filho, que receberam dos herdeiros do ex-presidente a missão.
A descoberta foi feita durante o monitoramento dos e-mails enviados pelo doleiro. Em 25 de março de 2008, Pickel enviou ao advogado Patric e Le Houelleur, com escritório em Genebra, na Suíça, uma mensagem em que diz estar atrás dos fundos “provavelmente substanciais (excedendo $ 20 milhões) do senhor Jânio da Silva Quadros, antigo presidente do Brasil e antigo prefeito da cidade de São Paulo, morto em 1992″.
Em falando em ditadura:
Prendam o Bashir!
[...] O Brasil está melhor. Está? Depende do ponto de vista. Como sempre dependeu. [...]
É preciso reiterar umas das grandes cagadas da ditadura militar. Se não ficassem os 20 anos no poder, hoje em dia não teriamos ocupando cargos no governo federal quem está lá. Seriam torneiros mecânicos, faxineiros, policias, anotadores de jogo do bicho, professores, garis, agiotas e olhe lá…..
E viram que a PF “esqueceu” de cita o PT como recebedor de doações da Camargo Corrêa?
‘O que é bom a gente divulga o que é ruim a gente esconde ‘ pouco é bobagem …..
Diogo (#176), de fato, o Lula nunca teve que desmentir o que aprendeu no Senai.
Antonio M,
Com tantas coisas que podem ser criticadas no governo, tu ainda apelas para o mais fraco, vazio e preconceituoso xingamento? O fato de o cara ser torneiro mecânico?
putz, meu, vaite!
Antonio M (#193), numa democracia que se preza qualquer cidadão tem condições de se tornar presidente da República, seja ele advogado, jornalista, engenheiro, sociólogo ou torneiro mecânico, isso apenas se atendo a uma lista de profissões de nossos últimos presidentes.
Antônio, essa é a poesia da democracia, cada cabeça vale apenas um voto e todo mundo pode ser votado.
E por falar em ditaduras o presidente se recusou a sentar ao lado do ditador do Sudão. O conflito naquele país já matou mais de 300 mil pessoas. Recentemente o Brasil se recusou a condenar o regime sudanês na ONU.
Chavez por sua vez criticou o Tribunal Penal Internacional por ter condenado o ditador sudanês por crimes contra a humanidade. Quem tem, tem medo.
Aliás a crise no Sudão demonstra claramente a hipocrisia de muitos no mundo. Na verdade o silêncio fala mais que muitas palavras.
Flamenguista é quase gente, Pax.
Só precisa evoluir mais uns dois mil anos.
Pablo,
Mas é exatamente disso que estou falando!
A Engesa ficou falando só. O governo não meteu um centavo no desenvolvimento do Osório. E, nessa época, Pablo, o governo era a ditadura militar.
Me desculpe, mas isso não é muito comum, não. Nos EUA, o Estado banca o desenvolvimento. No Brasil, a ditadura, já com as perninhas devidamente abertas, puxou o tapete.
Não se tratava apenas de comprar equipamentos da Engesa. Tratava-se também — e, no caso brasileiro, principalmente — de abrir crédito para clientes da América do Sul, p.ex. E não somente pro Osório. Havia outros produtos de boa qualidade, como o Cascavel e o Urutu.
O fato é que, quando o desenvolvimento do Osório foi concluído — já na segunda metade dos anos 1980 — a Engesa estava exaurida. Não tinha como enfrentar o jogo bruto que teria pela frente.
Não minimizo a irresponsabilidade do Sarney e do Collor nesse embrulho todo. Mas eles apenas mantiveram bem abertas as pernas do Brasil, para que a concorrência fizesse a festa.
Eles mantiveram as pernas abertas. Mas, que abriu as pernas foi ditadura militar.
Pelo amor de deus, parem com essa papagaiada de que o regime militar foi instaurado para combater a guerrilha. Esse argumento é simiesco.
O governo derrubado pelos milicos não era do PCdoB. Os milicos derrubaram o Jango. Que era um mau presidente, mas não era maoísta.
E, se só a ditadura consegue combater a guerrilha, então vamos dar asilo ao Battisti, porque a Itália conseguiu combater uma guerrilha muito mais forte que a nossa. Devia ser uma ditadura, mesmo, não?
Tem um carinha que comentou muito por aqui que se submetido ao poligrafo, ficaria claro que “ele” é a favor da ditadura , mas está envergonhado em sair do armário……
era só dar um apertãozinho que ele confessaria!
Elias - Eu não tenho tanta certeza. O desenvolvimento do Osório partiu de um requerimento do exército. Porém esse requerimento estava aquém da intenção da ENGESA. Lembro que não apenas a ENGESA estava disputando esse contrato, a BERNADINI também estava disputanto com o TAMOYO III que na verdade atendia muito mais o requerimento do exército que queria um carro de combate médio ao exemplo dos TAM argentinos.
Isso se deu ao fato que os MBT possuem um peso acima da capacidade ferroviária e rodoviária brasileira. Mas mesmo assim o exército aumentou o peso no seu requerimento para 42 toneladas. O Tamoyo III se manteve na casa de 31 toneladas.
Também devemos considerar a doutrina de utilização de um MBT que é um tanque de projeção militar e a doutrina do Exército sempre foi de defesa.
A ENGESA faliu por uma dívida relativamente pequena, de US$ 56 milhões. Uma dívida negociável e financiável. Faliu por conta, na minha opinião, de uma aposta de alto risco e porque os governos civis não lhe deram a menor bola.
E o nick dele não termina com X!
shirlei horta (178/179),
Em nenhum momento afirmei sobre a existência de “ditaduras e ditabrandas”.
Afirmei (e repito) que a atual e temporária ditadura em Cuba é de OUTRA natureza e, portanto, não deve ser comparada às ditaduras militares havidas nos demais países da América Latina, com á única exceção PARCIAL, TALVEZ, do período de Velazco Alvarado, no Perú.
Também não se trata de qualificar como melhores ou piores as respectivas ditaduras, mas como DIFERENTES.
_______________________________
Sobre sua indagação a respeito de “Que escola de ciências sociais ensinaria uma barbaridade dessa?” :
As que prezam as discussões adequadas à formação de sociólogos preparados para o entendimento, sem preconceitos, da realidade social e política.
_________________________________
Quanto à suposta dúvida sobre sua posição como “direitoba ou esquerdopata”, parece estar bem claro : você é de direita.
As que prezam as discussões adequadas à formação de sociólogos preparados para o entendimento, sem preconceitos, da realidade social e política.
chest a realidade ou a utopia?
O PD não vai mudar de tópico não?! Eu estou cansado de ver a mesma coisa sobre o mesmo tópico… gostaria de ver a mesma coisa pelo menos sobre um tópico diferente.
Chesterton (207),
A resposta é : a realidade, que permite compreender a miséria moral que ataca certas mentes, incapazes de participar de debates sem fazer uso de agressões, xingamentos e tentativas de manipulação.
Pedro Dória, você poderia fazer um post sobre a questão do Sudão. Afinal a grande imprensa não tem o menor interesse em tentar entender o conflito e a posição da comunidade internacional em relação a ele.
Pablo,
Os melhores tanques no mercado internacional estão mais próximos do Osório que do Tamoio III.
Em termos de peso, o Osório era mais leve que a maior parte dos melhores tanques em atividade atualmente.
Por isso, sua velocidade em estrada, ao final dos anos 1980, só foi atingida pela concorrência no fim da década seguinte.
Ora, pra atuar na ponta, a Engesa teria que desenvolver produtos com os olhos na tendência mundial, e não somente nas especificações locais.
Esse era o conceito do Osório. E foi acertado. Tanto foi, que incomodou a concorrência. Tanto incomodou que o governo dos EUA teve que atuar politicamente, pra defender os seus.
O que fez com sucesso.
Quem atuou lamentavelmente foi o governo brasileiro. Tanto o governo militar (dos últimos anos), que estabeleceu a escrita, como os governos civis que o sucederam, que mantiveram essa escrita.
Não contesto as restrições relativas à capacidade ferroviária.
Aliás, o peso que se dá a esse aspecto apenas reafirma a resistência em se atualizar a doutrina militar brasileira.
Atribuir peso determinante à capacidade ferroviária só tem sentido para quem tem os olhos voltados para o Cone Sul, em termos estratégicos.
Não para a Calha Norte, como deveria.
Acho que esse é o ponto. A ditadura militar pensava estrategicamente em termos de Cone Sul.
Além disso, fez o que pode para manter as Forças Armadas manietadas por uma estrutura senil, típica de uma república de bananas e absolutamente dissociada das demandas da segunda metade do século passado.
As exceções a essas regras, insisto, foram duas: a “expulsória” do Castello Branco e os primeiros anos da Engesa.
Um dos legados mais duradouros da ditadura tem sido a preservação de uma cultura autoritária no interior das Forças Armadas, com as academias militares papagaiando as idéias heteronômicas senis dos ditadores de 1964 e ecoando os auto-elogios repugnantes dos velhotes de pijama do Clube Militar do Rio. O resultado é que o establishment político não confia nos militares, mas não tem a coragem de querer impor-lhes novas regras de formação, obrigá-los a assumir um compromisso sequer com a democracia liberal-burguesa. Então ficam as forças armadas aí, inúteis e imprestáveis, sobrevivendo a base de verbas roídas ao máximo, e o país sem uma política de defesa, de produção de armamentos, uma doutrina militar adequada ao surgimento do Mercosul, à defesa do subcontinente latino-americano contra as aventuras dos EUA na Colômbia, e por aí vai…
Elias - Com certeza. Eu não discuto que um Leopard III, um Chalenger, um M1A1 ou qualquer outro MBT seja superior ao Tamoyo III.
Só comentei que o requerimento do Exército se encaixava mais no perfil do Tamoyo do que do Osório.
Só não consigo encaixar muitos a ditadura militar na questão quando o protótipo do Osório ficou pronto após a ditadura ter terminado. Enquanto estavam na ditadura os militares inclusive alteraram seu requerimento justamente para se adequar às necessidades e anseios da ENGESA.
“Atribuir peso determinante à capacidade ferroviária só tem sentido para quem tem os olhos voltados para o Cone Sul, em termos estratégicos.
Não para a Calha Norte, como deveria.”
Não entendi. Tanques são transportados principalmente por meio ferroviário. Ao se estudar logistica de transporte militar coisa como capacidade de peso e até mesmo bitola ferroviária deve ser levada em questão.
E mesmo se considerarmos a Calha Norte. Imagine um tanque de 40 toneladas ultrapassando uma ponte que não tem capacidade para um caminhão.
Isso sem contar que, embora factível, o uso de tanques na Calha Norte é prejudicado pelo terreno (áreas alagadas como o Pantanal, e densas florestas amazônicas).
Inclusive, recentemente o 3º Regimento de Carros de Combate que era sediado no Rio de Janeiro foi extinto e suas unidades foram divididas entre o 1º (Santa Maria) e o 4º (Rosário do Sul).
O 2º RCC foi transferido de Pirassununga para Ponta Grossa.
Enquanto o Norte do país tem sido povoado pela Brigada de Operações Especiais (Goiânia) e Batalhões deInfantaria de Selva.
Na Calha Norte é mais vantajoso a compra de helicópteros tanto de transporte quanto de ataque ao invés de MBT.
Carlos - Enquanto ficamos nos preocupando com aventurar americanas na Colômbia as fronteiras do Brasil são cruzadas diariamente por narco-guerrilheiros em busca de material e recrutas.
Inclusive com mortes de soldados brasileiros (Caso do Rio Traira). O que mais me revolta na decisão, não só desse governo, mas do anterior também, em não classificar as FARC como grupo terrorista.
Zictor,
Óbvio que toda ditadura é condenável. Mas ninguém pode negar que as ditaduras de direita têm prazo de validade. Já as de esquerda são mais longevas (veja URSS, Cuba, Vietnam). Sabe por que? Porque as ditaduras de esquerda eliminam o único elemento capaz de confrontá-las: o indivíduo.
Ditadura ou ditabranda, de direita ou de esquerda, com alterância de pessoas no cargo maior ou sem alternância, apenas atrasa os países e destrói as sociedades.
Como diria Churchill, a democracia é o pior sistema de governo que existe, exceto todos os demais…
miséria moral x realidade…tudo a ver.(rs)
Pablo,
I
O projeto do Osório é de 1982. O desenvolvimento do projeto começou bem antes.
Ditadura militar, portanto.
Não deve, portanto, existir dificuldades para encaixá-la no processo.
II
O requerimento é super importante, mas não é tudo.
No caso, estou me referindo a apoio financeiro às fases de pré-projeto, projeto, produção e comercialização.
Não houve, né?
III
A logística existente não deve determinar o projeto do equipamento.
Se você encaixa a questão na doutrina, ela o conduzirá na direção do equipamento mais adequado e na logística que ele demandará.
Caso contrário, no limite, você chegará à conclusão de que não deve comprar — ou construir — aviões, porque não tem aeroportos suficientes.
IV
Saia do Cone Sul, e verá que a logísitica de transporte não se resume a ferrovias.
Que tal pensar em balsas?
V
A Calha Norte não é só pântano e densas florestas.
É, também, amplíssimas planícies, provavelmente as maiores do mundo, em termos de área contínua, muitíssimo bem servidas por cursos d´água de ombreiras largas e navegáveis ao longo de todo o ano.
A depender do cenário que você tenha em mente, essas planícies poderão desempenhar importante papel na estratégia.
VI
De qualquer modo, insisto em lembrar: o Osório foi desenvolvido com os olhos voltados para o mercado internacional.
Salvo raras exceções, nenhum equipamento militar voltado exclusivamente para as peculiaridades brasileiras teria facilidade de comercialização no mercado internacional.
Assim, vincular o apoio ao Osório, exclusivamente ao uso que dele faria as FAs brasileiras é se desviar um pouco do centro da questão.
A Engesa não era, simplesmente, uma fábrica de tanques.
Ela era, sobretudo, uma empresa de alta tecnologia militar.
Um mínimo de apoio naquele momento — e, veja, estamos falando do apoio ao melhor produto do mundo, de sua classe, em seu tempo, que estava sendo massacrado por manobras políticas externas! — teria garantido a sobrevivência e o fortalecimento da Engesa e, por extensão, viabilizado o crescimento e a autonomia de nosso país nessa área.
Não é pouco, para um país que não se destaca exatamente por avanços em tecnologia.
ih nada….esse tom de desprezo nao combina com vc ! vamos fazer uns docinhos pra relaxar a conversa ? :))
I
Sim, mas foi decisão da ENGESA usar recursos próprios no projeto. Não dos militares.
II
Novamente foi decisão da ENGESA. E discordo sobre sua opinião aos requerimentos.
III
Claro que deve ser um componente. Qual seria a lógica de desenvolver um equipamento que não pode ser transportado ou tenha sua logística inviável?
Para você ter uma idéia um das dificuldades apresentadas no projeto do A380 da Airbus foi justamente a capacidade de aeroportos de atendê-lo.
IV
Transportar MBTs em balsas? É possível, mas isso implicaria em muitas dificuldades e casos bem específicos.
V
As planícies da região norte são quase todas de terrenos que durante as cheias ficam alagados. O uso de tanques pesados nesses lugares não é aconselhavel. Tanque necessita de terreno duro para aproveitar sua mobilidade, senão vira alvo fácil.
VI
“De qualquer modo, insisto em lembrar: o Osório foi desenvolvido com os olhos voltados para o mercado internacional. ”
Concordo.
“Salvo raras exceções, nenhum equipamento militar voltado exclusivamente para as peculiaridades brasileiras teria facilidade de comercialização no mercado internacional.”
Aqui discordo. Nossos maiores sucessos de vendas de equipamentos militares nasceram de requisições do exército visando nossas necessidades.
O Cascavel e o Urutu (versão anfívia do Cascavel) assim como o Sistema Astros da Avibrás nasceram de requisições do exército. E são os nossos maiores sucessos comerciais em termos de vendas de equipamentos militares.
O Sistema Astros recebeu atenção especial dos EUA na Guerra do Golfo I. Sua destruição era prioridade da aviação americana junto com os SCUDs.
Veja bem, não estou tirando os méritos da ENGESA. Acho uma pena o que aconteceu com a empresa. Até hoje tenho, por meio de outros fóruns, contato com alguns engenheiros que lá trabalharam.
Agora, para podermos não repetir os mesmos erros, temos que analisar a questão de maneira desapaixonada e reconhecer que a Engesa teve grande participação na sua falência. Que fez apostas que deram errado. Nenhuma empresa que se prese apostas todas as suas fichas no lançamento de um único produto caso não tenha CERTEZA de sua aceitação. Isso se chama sustentabilidade.
Confetti (219),
Marque local e horário. Eu levo os ingredientes.
Vamos lá, Pablo:
I
“foi decisão da ENGESA usar recursos próprios no projeto. Não dos militares.”
Melhor seria dizer: foi o que restou à Engesa.
Os militares tiraram o corpo fora. Ou a Engesa metia os peitos ou ficaria fora do jogo.
Não se sustentaria, de qualquer modo.
II
“As planícies da região norte são quase todas de terrenos que durante as cheias ficam alagados. O uso de tanques pesados nesses lugares não é aconselhavel. Tanque necessita de terreno duro para aproveitar sua mobilidade, senão vira alvo fácil.”
Não, Pablo. Você está enganado. Vivo na Amazônia desde que nasci. Conheço um pouco o pedaço. Não é assim como você diz.
A coisa depende do cenário com o qual você trabalha para elaborar sua estratégia.
Para algumas hipóteses, você teria que desdobrar tropas em vastas áreas de planícies firmes, altiplanos, etc.
E claro que a balsa funciona, sim. Melhor e mais segura que qualquer ferrovia.
Claro que não é trabalho só pra tanque. Aliás, hoje em dia, o melhor “tanque” é o helicóptero, independentemente do terreno ser firme ou não.
Se você ler novamente o que escrevi, verá que não encaro a Engesa simplesmente como uma fábrica de tanque.
O que lamento é ter sido inviabilizado, no Brasil, o desenvolvimento de tecnologia militar de ponta.
Não tenho a menor dúvida que o apoio ao Osório teria muitos outros desdobramentos.
III
“Nenhuma empresa que se prese apostas todas as suas fichas no lançamento de um único produto caso não tenha CERTEZA de sua aceitação.”
A Engesa não apostou todas as fichas em um único produto.
Tanto que — como você bem notou — a companhia tinha vários outros produtos de sucesso no mercado.
Ela apostou o que era necessário apostar no Osório. E chegou lá: produziu o melhor tanque do mundo, à sua época.
O que conspirou contra o Osório foram suas qualidades, não seus defeitos.
O Osório foi derrotado por manipulações políticas.
E, aí, não haveria Engesa que desse jeito.
O governo brasileiro teria que entrar no jogo. Como o governo dos EUA entrou (como sempre entra, aliás), pra segurar a barra dos seus.
Aqui, a escrita é outra…
O Estadão apoiou a ditadura, Fabio Passos????
O Estadão apoiou o golpe. Como o Correio da Manhã, no Rio. Como quase toda a imprensa e a classe média.
Mas o Estadão *não* apoiou a ditadura. Muito pelo contrário… apanhou pacas por seu contínuo enfrentamento e, alguns sugerem, perdeu sua liderança… deixa pra lá.
Pedro Doria,
Compartilho da visão que o estadão é menos lesivo a democracia do que globo, quadrilha veja e fsp.
Mas que quer dizer? Que devemos relevar a participação ativa do estadão no golpe porque depois foi censurado?
“deixa prá lá”… uma ova.
Esta mídia-corporativa, controlada por oligarcas inescrupulosos, é a principal ameaça a democracia no Brasil.
Todo mundo sabe da folha corrida destas empresas…
São meras agências de propaganda a serviço da elite.
Desprezam a democracia e a pluralidade de pensamento.
São o sustentáculo do Apartheid Social no Brasil.
Passou da hora de acabar com o monopólio da informação no Brasil.
Claro que citei oras, que mal há em ser um torneiro mecânico ?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?
E eu que sou preconceituoso?
Estão vendo como que se derruba um hipócrita?
“…numa democracia que se preza qualquer cidadão tem condições de se tornar presidente da República …”
“…essa é a poesia da democracia, cada cabeça vale apenas um voto e todo mundo pode ser votado….”
Ahh, os utópicos. Ou Seria U top-top icos ?!?!?!
E se há um “torneiro mecânico” como presidente, soi somente por causa de sua sorte. Do movimento sindical, que entro quando já nã trbalhava aum bomtempo, para cria de intelectulóides de um partido de pequenos burgueses, sendo tutelado no intuito apenas de concorrer a cargos chave. Nunca ocupou um cargo administrativo público, para não desgastar sua imagem. Somente uma vez como deputado federal constituinte que nada fez, não apresentou projetos e assim foi ficando no partido ganhando sua mesada e candidatando-se conforme a conviniência de seus mentores. O tal presidente operário é uma farsa.
Antonio M
Vejo que você é totalmente contra aberturas, mas, um ferrenho defensor e apreciador da DITA-DURA verde oliva.
Mas voltando ao caso do “torneiro” inexperiente e inescrupuloso (na sua visão), conseguiu manter o país nos eixos do crescimento e com redução da divida externa e melhora social “nunca antes vista neste país”.
Foi mais competente que o ociólogo, o playboy das Alagoas e o topetudo de Minas.
Isso tudo, sendo “torneiro” e sindicalista.
Imagine então se fosse PHD em qualquer coisa…
Vai preparando a goela que 2010 tá aí e vai ter que engolir uma perereca depois do sapo barbudo. kkkk
Quanta bobagem….
Olhem o que nós fizemos com nossa democracia. Corrupção generalizada, e não só na classe política.
Ensino de péssima qualidade, vejam o que escreve nosso colunista:
“Itamar Franco, o presidente acidental, não fez mal governo.”
mal governo
O que é isso??
Pergunta que nao quer calar:
caso a esquerda vencesse no BRASIL, como venceu na URSS, na CHINA em CUBA, etc, alguem acredita teriamos menos violencia, que teriamos hoje eleicoes livres?
diz ai Fabio Passos.
A verdadeira pergunta que não quer calar é se Getúlio, Juscelino, Jango e até Carlos Lacerda eram comunistas…
Tonto.
No Brasil o povo é cheinho de melanina.
Porque diabos aceitamos uma mídia-corporativa completamente branquicela… que só faz defender privilégios da minoria corrupta do olho azul?
Tem de democratizar a mídia… como lutava o Brizola. Que aliás queria o Socialismo Moreno!
A ditadura caiu mas a mídia golpista ainda está aí… bandidos.
[...] post recente, argumentei que Fernando Henrique e Lula devem estar entre os melhores presidentes que o Brasil já [...]