Havaí, casamento gay, sungas e surf

Um dos assuntos dominantes no Havaí, nesta semana que passou, foi o projeto de lei que circulava pelo Senado estadual para legalizar a união civil entre homossexuais. Ontem, com fanfarra, o Senado de maioria Democrata derrubou o projeto. Fanfarra mesmo: fizeram questão de ter a imprensa presente, de falar à tevê, de alardear ao mundo sua moralidade.
Alguns de vocês por certo já conheceram o Havaí. Eu nunca havia sequer cogitado uma visita, mas a crise, uma oportunidade, e um presente repentinamente lançaram a mim e a Marina, minha mulher, no arquipélago perdido no meio do Oceano Pacífico por quase uma semana.
Assistimos a um protesto contra a lei: umas cinqüenta pessoas com cartazes religiosos sobre o que é e o que não é natural e camisetas vermelhas. Na defesa dos gays, nem um bóton. Ainda assim, não era raro o hotel que tivesse um adesivo com a bandeira do arco-íris, ou restaurantes que a erguessem ao lado das bandeiras do estado e dos EUA. O Havaí é considerado um dos pontos turísticos mais receptivos a gays do planeta e isso é evidente. Casais de lésbicas aos 50 haviam vários circulando pela ilha. Casais de homens, idem.
Entre a sexta-feira passada e ontem, não houve um único dia em que a manchete do Honolulu Advertiser, o principal jornal do estado, não tratasse de como a crise econômica está afetando o arquipélago. Os preços dos pacotes turísticos estão no chão, hotel cinco estrelas derrubando as tarifas para o preço dos de três, os de três concorrendo com motéis de beira de estrada, e estes brigando com albergues.
Política às vezes tem disso: o Senado do Havaí acaba de comprar uma briga pública com o público mais fiel ao turismo que sustenta a região.
Ficamos em Kaua‘i, a segunda menor das oito ilhas havaianas. Ela é conhecida como a garden island: é o ponto de maior incidência de chuvas do planeta e a maior reserva de mata tropical do arquipélago. Só 41 km2, população de pouco mais de 2.000 pessoas. Para padrões cariocas, não é quente: a temperatura não passa dos 35°. Mas é úmido, é praticamente verão o ano todo e tem praia para tudo. Praia de areia grossa e de areia fina, praia de surfista com ondas enormes e praia com piscininha natural para as crianças brincarem. Em tudo quanto é praia, os canudos do snorkel aparecem à distância, onde a água fica mais escura. São os recifes de coral, onde estão alguns peixes espetaculares.
A Lucia Malla, que além de bióloga, vive por ali, sabe disso: a beleza do lugar é atordoante. Fomos acompanhados por golfinhos de barco, nadamos com tartarugas, vimos baleias emergindo e mergulhando a metros de distância. Os pássaros tem todas as cores – deu uma saudade da exuberância dos trópicos que só quem é dos trópicos conhece. Mas deu também um aperto no coração: uma água transparente a que eles têm. No Rio, não há. Mal tem peixe – quanto mais baleia. No entanto, havia até um século atrás. Talvez seja natural que em áreas muito densas, Copacabana, Ipanema, a fauna marinha se afaste. Para lá do Recreio, não faz sentido.
A gente destrói as coisas.
Mas tem coisas de americano. Difícil encontrar um restaurante que faça um peixe cozido ou na grelha; há que ser frito. Há um nítido conflito entre um ideal hollywoodiano de como trópicos deveriam ser e a cultura local. Impossível encontrar um luau – dentre as festas tradicionais da população nativa – que seja original. Tudo espetáculo para haole ver. O drinque favorito é a pina-colada, mais centro-americano do que polinésio. Por outro lado, todas as ruas têm nomes nativos, todas as cidades.
Há uma cultura praiana de andar sem camiseta na rua e com chinelos de dedo. Surfa-se. Mulheres, mães ensinando filhos, adultos no alto do pranchão, remando em pé em direção a onde a onda quebra. Os biquínis, ora pois, são quase sempre enormes. Quase. Aqui e ali se vê uma ou outra com um corte tupinambá. Marina até que não se sentiu de todo deslocada. Já sunga, não há um que use. Me senti, como costumo me sentir na Califórnia, uma espécie de alienígena, um homem com o estranho fetiche de mostrar as pernas. Sentir-se ridículo é inevitável. A alternativa é mergulhar com um bermudão que vai até os joelhos e que deve fazer uma das marcas de sol mais ofensivas que podem existir. Ridículo também, com a diferença que dura até o queimado de sol passar.
O que não é ridículo, apesar do estereótipo no Brasil, são as camisas havaianas. Tem umas que são belíssimas. Trouxe uma, claro. Vai fazer sucesso em Ipanema até o primeiro pivete me assaltar, na esquina, achando que sou turista.
Ainda sobre o assunto:
- O casamento gay na Califórnia
E o futuro que nos aguarda Ao longo da última semana, recebi nos comentários e por email cobranças sobre a falta de menção da vitória da... - Aborto, casamento gay e Washington A Véspera 04. Quem acompanha a eleição nos EUA fica a impressão de que questões como aborto ou casamento gay...



PD, mais cuidado com os títulos dos posts, cara.
Quem não ler o corpo do texto pode pensar besteira…
:-)
Bem-vindo.
Luiz,
Bem observado. Eu já tava achando que o PD tinha se casado no Hawaii, de sunga, com o surf…
Esse post trouxe saudosismo do “mundo visto pelos leitores”.
O que a Memento iria achar, Darw?
:-)
Pedro, parabéns! Dessa vez você contou o que viu de uma maneira bastante ampla, informativa, descontraída. Cara, legal!
Só faltou mesmo o tamanho das ondas. :-)
Luiz,
Ela provavelmente ia achar que isso aconteceu por que o surf passa muito tempo conversando com esses infantilóides descerebrados pedófilos incultos que comentam por aqui…
Impressão minha ou PD foi ao Havaí fazer uma peregrinação ao local de nascimento de São Obama?
‘magina, Danilo. O Obama nasceu no Quênia. Não te contaram? =)
Sim, sim, sim.
Sim, parece que surf e PD casaram de sunga no Havaí.
Sim, bateu saudade d’O Mundo Visto pelos Leitores.
Sim, fiquei de vontade de aproveitar esses preços ‘na chão’. Ou pelo menos dar um pulo em Ubatuba…
=-))
Só não gostei da lembrança negativa do Rio. Lembrar de pivete num paraíso desses, que coisa!
Nhé!,
Tô indo pra São Sebastião hoje. Vamaí?
bem vindo, PD
pois eu hoje dei uma volta na lagoa, lindo, dia belíssimo, tempretura agradável
duas horas de praia em Ipanema vazia, marvilhosa, apesar da água estar longe de transparente
os biquinis, espetaculares,bem como o que eles contém
biscoito globo doce, ainda uma delícia
uma latinha de cerveja estupidamente gelada, perfeita
nenhuma lei propondo casamento gay,ao que eu saiba…
almoço no polis sucos,sem comentários (com sucos de graviola e fruta do conde)
não se compara ao seu passeio, PD, mas é espetacular…
ainda faltam três dias; domingo é um pouco chato, mas eu vou cedinho
(e amanhã, o Flu vai detonar o timinho do PAX, e eu tô lá no maraca!)
fiquem com inveja de mim e doPD!
abçs
Mais uma vez a hipocrisia atrapalha a vida dos estadunidenses. Consta que Nevada é a meca dos casamentos rápidos e folclóricos. O Havaí poderia ter-se tornado a meca do casamento gay. Imagina, com o “décor” tropical já pronto e de graça, era só providenciar ministros vestidos de Carmen Miranda, Marilyn Monroe, Eleanor Roosevelt, assim como existem em Reno os vestidos de Elvis, ET e outras cafonices mais. Quanto dinheiro o Havaí não perdeu com esse “moralismo” de seu senado? E eu me pergunto: quantos gays enrustidos não haverá naquela egrégia assembleia? Vocês sabem: aquele calor, aqueles garotões sarados de bermuda, aqueles coqueiros fálicos… cala-te boca!
Pedro, da próxima vez (sim, venha de novo sem pestanejar, os preços em tempos de crise permitem) te levarei a um luau “roots”, como os havaianos fazem. E q bom q vc curtiu. Aqui é bem bonito mesmo.
[jabá] Eis 2 posts q escrevi há 3 anos sobre o Kaua’i, com algumas fotos p/ ilustrar:
http://www.interney.net/blogs/malla/2006/03/12/dos_momentos_e_locais_que_te_deixam_sem_/
http://www.interney.net/blogs/malla/2006/03/22/as_aguas_do_kaua_i/
[/jabá]
Danilo, os “pontos turísticos” do Obama (onde ele cresceu, a escola q estudou, a casa onde ficou de férias agora no fim do ano passado etc.) estão em Oahu, a ilha principal.
Darw, quem me dera!
=-)
Uai, e você não é turista não, Sô?
Caramba, esta aqui foi boa:
“Política às vezes tem disso: o Senado do Havaí acaba de comprar uma briga pública com o público mais fiel ao turismo que sustenta a região.”
Ou seja, o Havaí é muito mais visitado e tem seu turismo muito mais devido aos gays do que ao Surf e suas ondas!
Confesso que esta vai fazer par à afirmaçào de Pedro Dória de que Sarney foi eleito Presidente do Senado por conta dos votos que o PMDB recebeu nas eleições municipais…
Bem…no Brasil se compensa tudo isso com biquinis menores…
Acho que o PD faz uma “leitura” um pouco distorcida dos fatos - para variar. Se a proibição de casamentos homossexuais vai fazer com que diminua o turismo naquela região, é melhor que diminua mesmo. O homossexual não é na sua maioria gay. Quero dizer, não é fresco, só pratica a sodomia entre 4 paredes. É um individuo, um cidadão privado.
Atrair homossexuais militantes, homossexuais evangelizadores (que querem que todo mundo pratique o homossexualismo) vai acabar com o turismo que rende divisas, isto é, o turismo de familias e pessoas que não gostam de paradas gays.
eu não tinha lido o da CIA a[i em cima, mas concordo em tudo com ele.
O que acontece no caso do Havaí é o que ocorre na maioria dos Estados americanos: uma grande quantidade de pessoas até tolera os gays, mas considera que casamento é entre homem e mulher, e só.
Preconceito? Também, um pouco; mas é também a idéia presente na sociedade de que casamento significa construção de família - papai, mamãe e filhos; talvez seja esse o grande problema nessa questão, admitir que casar-se não é somente garantir a perpetuação da espécie ou fazer um contrato social.
A ver, a pensar …
Sempre que vou a praia aqui em Miami, recebo olhares estranhos qdo veem minha sunga da Blue Man…
A ver, a pensar mesmo. Principalmente agora depois que uma garota, depois de uma tentativa de inseminação artificial, só conseguiu engravidar após ter recebido os óvulos da namorada.
Agora, sunga não dá. Tem que ter muito cuidado com a barriga, senão fica parecendo um caçote (rã de beira de rio).
Anrafel, apesar da idade eu ainda tenho um corpinho sarado… Sacume’, carioca que se preza nao pode fazer feio de sunga… ;-)
PD, vai ficar gato de blusa Havaiana! E vc surfou?
eu achava esse cara um bolha, assisti um mega-concerto com ele e mais 3 superbandas e não valorizei…
CNN
Véio Rabugento, sou turista, claro. Mas repórter nunca é turista de todo… está sempre fazendo perguntas e tentando compreender o lugar, nunca relaxa e curte e basta =)
FPS3000, perceba que a questão não é o casamento gay que foi derrubado. É a união civil, que já existe em vários estados dos EUA.
Da C.I.A., vc é um chesterton com idéias próprias =)
Cometi um erro aí no post: os gays não são o único turismo no Havaí, claro que não. Mas são, sim, uma fonte de turismo maior do que o surf. Surfista não tem dinheiro, cara… =) A Maya Gabeira, que é campeã mundial de grandes ondas, trabalha como garçonete num bar para pagar as contas. Surfista pega carona na estrada, acampa para economizar no do albergue.
A maior fonte de dinheiro de turismo são as famílias norte-americanas, com sua filharada toda.
O turismo gay é um turismo importante sempre, no Havaí, e neste período de crise é mais importante. Pelo seguinte: as famílias grandes não estão viajando. Dá para entender o porquê: é muita passagem, muito dinheiro com comida, muitos quartos para todo mundo e muita gente ficando desempregada. Nessas horas, casais gays são a salvação: não têm filhos, aos 40 costumam ganhar bem e só têm gastos consigo. É o turismo que continua vindo. O que eu falei no post, perceba, não é minha opinião. É o que os gerentes de hotéis e restaurantes estão falando, lá. É o que o sujeito do San Francisco Chronicle que citei no link do post diz… é consenso.
Quanto à eleição do Sarney mais poder do PMDB, a conta é simples e é só bobagem sua achar que seria diferente. O PMDB fez o presidente do Senado porque ficou um partido maior que interessa ao governo ter do seu lado agora e nas eleições presidenciais. Se você acha que política municipal não repercute na política nacional, desculpe, você precisa aprender a lição número zero da política, ditada por Tip O’Neill, repetida por Karl Rove: all politics is local. =)
ana, acredite, gostaria muito… mas não tenho cordenação motora o suficiente para surfar =)
PD, minha irmã acaba de voltar de lá com os filhos, todos surfistas. Agora, que o CIA tem ideia, ah isso tem, aos montes, e no blog dele tá tudo escrito.
Surfar é uma bobagem, você consegue, se tentar.
o turismo que os evangelistas gays querem está no nordeste brasileiro, onde europeus de todo tipo e tara vão para pegar menininhas e minininhos……minha irmã não tem a menor vontade de levar a familia para lá.
CNN
esse é meu sobrinho que está aprendendo…claro que a mãe dele pega muito mais….
É Pedro. Você perdeu o Arpoador neste verão… a água transparente dava chinelada em qualquer prainha tropical insular. Mas concordo que a cidade desavergonhada anda matando o nosso paraíso… As baleias não passaram este ano.
Arpex, você mora no Pavãozinho?
Casamento gay? Pois olha que eu sou do tempo que omosexual era sabão em pó para lavar as partes íntimas, sem falar que viadagem é viadagem, legalizada ou não…
Sunga? Não obrigado. Alem de que não sou assim um Apolo, a visão de homens vestindo quase que tanguinhas é abominável demais e qualquer país decente tem leis severas contra estas aberrações.
Surf? Tá, até que passa.
Bem, do que inferi, o Pedro Doria e o Surf casaram no Havaí e tiveram problemas de consumação por conta da falta de coordenação motora do Surfando na Jaca.
É isso mesmo ou eu me enrolei todo com o post?
chesterton, bacana seu sobrinho, parece que manda bem pegando onda =)
Já eu, bem… está nos planos aprender um dia. Mas acho que o mergulho com garrafa vem antes. De qualquer forma, surfista que a mãe leva não é o típico surfista que vai parar no Havaí ;-) E as famílias, nos EUA, estão sem dinheiro para essas viagens este ano. Talvez vc tenha lido qq coisa a respeito no noticiário…
Jacaré?
Bem, Pedro Doria, não é pra me “gambá” não, mas vamos lá:
1 - duvido que o teu Havaí seja mais bonito que nossa Fernando de Noronha. Pode até ser igual. Aliás, qual o paralelo lá?
2 - Em Fernando de Noronha o tiozão aqui viu uma moça dando aula de surf. E eu tomando cerveja num bar. A moça terminou a aula e foi guardar a prancha no bar, era uma média pra grande que ela dava aula. Perguntei e ela disse que custava 50. Perguntei quanto tempo e ela me olhou e disse: ” até você aguentar”. Marcamos na manhá seguinte. Em menos de duas horas em consegui pegar umas 10 espumonas. É muito bom. Prometi que iria prosseguir. Mas tem um pequeno detalhe. Na roça não tem onda. Detalhinho besta. Mas atrapalha um bocado.
Ok, fiquei com inveja sim, de ir ao Havaí. Mas vá um dia a Fernando de Noronha se ainda não tiver ido. É um paraíso.
E em SC desci umas dunas de snow. Gostoso também.
Pax, Noronha está nos meus planos com Marina… mas vou querer levar a Laura, minha filha, tb… lá no Hawai‘i fiquei pensando nela o tempo todo, tanta coisa que ela ia ter gostado de ver…
É PD, você leu num jornal de São Francisco que as bichas estão cotadíssimas no Hawaii…..acho que o pasquim tá é precisando faturar um troco e resolveu apelar para a comunidade gay “mui gloriosa a abundante” de Sao Francisco.
PD, você que gost tanto de comentar sobre GLS deveria ler esta entrevista
CNN
Não, Chesterton, prestenção: eu ouvi de gerentes de hotel e de restaurantes no Havaí.
motorista de taxi tambem? Quero estatistica seria sobre a percentagem de gays que fazem turismo no Hawaii em relação aos straights, e o impacto da lei sobre a decisão de dar o …..desculpe, fazer turismo, no Hawaii ou outro lugar qualquer.
Tempos de relativismo moral…CNN
Fora de tema – PD
Ô Pax! Quer dizer que em Noronha vc comeu a professora de surf por 50 e durou o tanto que vc aguentou? Tô nessa tbm mermão. Rsssssss
Melhor ir solteiro pra lá, Pedro.
Eu não entendo essa bandeira do movimento gay pró casamento. Conheço uma porção de veados (xô políticamente correto), alguns moram como casal. Sempre que pergunto disso pra eles a resposta uníssona é que ninguém tá preocupado em casar de papel passado. Se homem e mulher (hetero) já não casam mais formalmente, pq diabos os gays agora o querem? Penso que deve ser coisa de veado anglo-saxão, um povo mais formalista. Aqui no Brasil, veado nenhum briga por isso. Nenhum não, devem ter alguns típicos militantes, mas a bandeira de luta está descolada da demanda da ‘catiguria’.
Bom retorno, PD.
Chesterton, não tenho estatísticas… se vc mandar hawaii gay tourism no Google vai encontrar uma penca de respostas, páginas e páginas.
Também não vou procurar os números. Porque, mesmo se eu encontrasse algum estudo comprovando o que eu disse, você não se contentaria.
Só que não sinto que preciso de números. Se quem trabalha com a indústria do turismo dia após dia me diz uma coisa, acredito que eles devam entender do ramo. Se essas minhas fontes não lhe bastam, tudo bem. Eu consigo viver com seu ceticismo. Seu problema é ideológico, não factual. Seu problema é que casamento gay não pode e não importa quais argumentos, se numéricos, se humanos, você não vai aceitá-los.
Eu consigo viver com isso, Chesterton. Sabe por que consigo viver com isso? Porque lá na frente vcs vão perder essa briga. O mundo, graças aos céus, segue à frente, por mais conservadores que morram de medo das mudanças.
PS: em momento algum eu quis dizer que os veados de olhos azuis são os verdadairos responsáveis pela crise do casamento. (rsssss)
bob, esse aí é o meu sotaque, cara… catiguria, diodoro, acadimia…. =)
No primeiro casamento, não assinei papel. No segundo, senti falta do ritual, mesmo que civil. Não quer dizer que seja importante ou que não seja. Isso cada um decide por conta própria. O importante é ter a opção. Quem quiser, pode.
Não falo de religião. Religião cada padre manda na sua. Falo do civil. Do Estado. Se o Estado reconhece que duas pessoas podem assinar um determinado tipo de contrato formal chamado ‘casamento’, o Estado, laico, não pode determinar que essas duas pessoas têm que ser de sexos diferentes. O Estado não pode discriminar. Porque assim é uma sociedade justa na qual todos os direitos são iguais e na qual todos são iguais perante a Lei.
É uma questão de formalidade.
Bacana, não sou contra. Acho que pessoas adultas podem contratar da forma que bem entenderem.
E se eu convencer minha namorada a registrar em cartório que a partir de hoje é minha escrava? Ela é maior de idade, vacinada, dona das faculdades mentais etc., etc.. Pode? O estado laico aceita?
Só pra descontrair…
Dois cumpadres mineiros tinham prometido parar com a marvada.
Marcaram pescaria e um deles chegou na casa do outro com dois borná. O cumpadre perguntou o tinha dentro do primeiro. Quando soube que era pinga, repreendeu o amigo. Este disse que a pinga não era pra beber, mas um remédim pra modi aparece alguma cobra. Aí o cumpadre perguntou o que tinha no outro borná. _É uma cobra, né. Vai que não aparece nenhuma por lá.
bob, claro que não. A escravidão é ilegal.
Casamento é legal. Se casamento é legal entre duas pessoas, não se pode negar este direito a ninguém que opte por ele quando bem entender.
Eu era doido pra comprar umas mulatas…
PD, vc estava de férias, mas por acaso ficou sabendo de uma carta que o Protógenes mandou pro Obama? Ao menos foi atribuída a ele e não houve desmentido.
http://protogenescontraacorrupcao.ning.com/profiles/blogs/carta-ao-presidente-obama
Não sei se já trataram disso aqui, pois tbm fiquei uns dias sem acessar os coments.
Bem que eu era doido pra comprar umas mulatas…
PD, vc estava de férias, mas por acaso ficou sabendo de uma carta que o Protógenes mandou pro Obama? Ao menos foi atribuída a ele e não houve desmentido.
http://protogenescontraacorrupcao.ning.com/profiles/blogs/carta-ao-presidente-obama
Não sei se já trataram disso aqui, pois tbm fiquei uns dias sem acessar os coments.
Desculpe, achei que não tinha mandado a msg e acabei fazendo duas vezes
PD, sem querer te pautar, mas já pautando, parece que tem avançado na Colômbia o queremismo para o terceiro mandato de Uribe.
Eu acho que o que acontecer na Colômbia será a senha para o Lula no Brasil. Ele não seria doido pra embarcar atrás do Chavez sozinho, mas se o Uribe tbm pode, pq Lula não?
Em tempo: antes que me interpretem mal, não sou petista e nem estou defendendo o terceiro mandato do Lula. É só uma análise.
Vcs acham que tem lógica ou não?
Agora vou drumi. Boa noite a todos. Volto amanhã.
PD,
coloquei um apture para a praia do Recreio, para te dar um gostinho dos mares de cá…
Pedro, não sei, não, mas acho q a maior fonte de turismo no Hawaii são os japoneses, não? Vem muita gente do mainland, sem dúvida, mas o número de japoneses (e demais asiáticos) a visitar as ilhas ainda é abusivamente maior, pelo menos em Oahu. E como a crise no Japão parece estar sendo mais arrasadora… vem daí a queda no preço geral pro mainland tb.
Pedro, nada a ver com o Hawai, mas eu parei de usar sunga há um bom tempo. Uso bermuda até o joelho, quase sempre estampada, e acho bem legal. A marca nas coxas elas que se acostumem :0D
Hawaii*
Só que não sinto que preciso de números.
chest- você sente, né? E não precisa de numeros…lógico, está pouco ligando para a verdade, seja lá qual …
Gays são aproximadamente 1% da população mundial (tá bem, talvez 2%), dentre eles uma minoria é ativista, ou pretende lutar por direitos tão caretas como casar de papel passado. E você vem me dizer que uma industria como a do turismo pode se defender numa crise dessas com base nesses numeros ? E não quer saber de números?
Tem gato na tuba.
tem sunga não cavada, tipo boxer.
Meu sonho impossível é ser surfista, mal sei nadar. Mas nunca tive muita vontade de conhecer o Havaí. Parece tudo meio brega (pelo menos a imagem que chega pra nós, que certamente é distorcida). Só tenho vontade de ver aquelas ondas imensas de perto (nem tão perto) e de conhecer as locações de Lost.
“o turismo que os evangelistas gays querem está no nordeste brasileiro, onde europeus de todo tipo e tara vão para pegar menininhas e minininhos”
Chesterton aplicando a demência olavete! Viva! Gays = pedófilos! Gays = pervertidos!
O problema dele nem é ideológico, deve ser proctológico mesmo.
o nordeste já tem problema demais com turismo sexual para se fazer piada a respeito.
E esse turismo sexual, criminoso e nocivo, não é uma invenção nem uma demanda homossexual por excelência. Então, não vamos confundir as coisas, por favor.
( acho que “politicamente correto” tem à ver com respeito pelas pessoas….algumas palavras me constrangem….:-((
que massa adoro casamentos gays….
adoro casamentos gays