O mapa do carbono no Brasil
O Brasil estaria bem na fita do combate ao aquecimento global se não fosse o desmatamento e as queimadas. Nossos carros a álcool e nossas usinas hidrelétricas dão ao Brasil uma das energias mais limpas do mundo. Se não fosse a destruição da floresta, cada um de nós brasileiros estaria emitindo na média 5 toneladas de carbono por ano, um índice muito mais baixo que a maior parte do mundo. Mas, como tem desmatamento, nossa média per capita sobe para 12 toneladas de carbono por ano, equivalente à de países muito mais industrializados que nós. Aí você fala assim: então o problema não é comigo, é com o pessoal lá da floresta. Nada disso, meu chapa. Você come carne de boi, usa madeira ou come soja? Então me desculpe, mas o problema tem a ver contigo, porque são esses os causadores do desmatamento.
O Denis tem, em seu blog, um quadro da McKinsey mostrando quais são os pontos nos quais o Brasil (e os brasileiros) devem atacar o problema do Aquecimento Global, qual o custo deste ataque, e qual o impacto na diminuição das emissões de carbono que cada área pode representar.
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Bom seria o pessoal criar vergonha na cara e REALMENTE tomar uma atitude.
Especialmente o governo. Porque não podemos nos acomodar com números, uma vez que a floresta não dura pra sempre.
Nessa conta entrou a queimada da cana para fazer o álcool do carro flex?
Quanto à soja e à madeira, ficou um cheiro de esquecimento da agricultura familiar: é ela, sobretudo, que gera produtos para o consumo humano. A grande responsável pela ’soja, madeira e carne’ seria a produção industrial.
Só digo uma coisa, os bifes continuarei comendo mesmo as custas da floresta. É melhor arranjarem uma alternativa pq poucos vão deixar de comer carne.
Taí, o frangão pediu e veio. Aliás, creio que o frangão deve estar congelado neste verão, já que pra ele, o mundo caminha para uma glaciação. Por falar nisso, veremos que este verão na Europa e nos EUA será o mais “frio” dos últimos 5 mil anos.
PD, acabou o Aquecimento Global, agotra é Climate Change.
Fora de tema – PD
Fora de tema – PD
O interessante é que o Estado é tão corrupto e a Sociedade Civil tão desmobilizada que meia dúzia de bandidos conseguem afetar centenas de milhões de brasileiros e bilhões de habitantes do planeta sem que nada aconteça.
Hoje mesmo tem notícias da corrupção da justiça no Pará, um dos estados que mais desmata, junto com Mato Grosso.
E o plano do Mangabeira? Parece cabeça de bacalhau e enterro de anão - ninguém vê.
A maior parte da soja plantada não é para consumo humano, é para a fabricação de ração animal. Ou seja, o problema não é quem come soja, é a carne mesmo. Aliás, pouca gente come soja, que em geral é uma massa indigesta e sem sabor.
Não quer parar de comer carne? Pelo menos reduza o quanto você come. É fácil pedir para a China e EEUU reduzirem emissões industriais, mas na hora de cortar (n)a própria carne (desculpem a infâmia) a história é diferente.
E abaixo os Blairo Maggi da vida.
Oi, é a primeira vez que passo por aqui e achei seu blog muito legal com posts bem escritos.
Eu acho que esta na hora das pessoas terem conciencia dos problemas que estamos causando e fazer algo sobre isso.
nesse site tem umas coisas bem legais sobre aquecimento, se voce quiser ver: http://www.natgeo.com.br/br/voce-sabia
valeu!
Pax, When Will Atlas Shrug?
Soja= bilhoes de dolares em reservas, que impedem um colapso da moeda e por consequencia da economia. Eu gosto muito do Ades.
Não sei, mas acho que há uma falha lógica no texto. O autor fala em emissão de carbono no Brasil que com o desmatamento iria para o dobro…
Mas isso considerando que o desmatamento é feito através de queimadas. Sem as queimadas, não haveria emissão de carbono.
Ou seja, temos que avisar aos assentados do MST e da reforma agrária (sim, porque até mesmo o governo admite que são eles que mais desmatam) para quando desmatar não o fazer com queimadas.
Assim todos ficaremos felizes para sempre amém.
Tirem o traseiro da cadeira e vão conhecer um pouco do Brasil, antes de criticar “os Blairo Maggi” da vida.
Ecologista de Ipanema é dose.
Vão fazer passeata em favor do cativeiro do garoto do garoto Sean…
Chest - Ayn Rand?? Aqui?? Esquece.
o livro dela está vendendo em todas livrarias, com destaque e edição nova…porque será”?
Está vendendo?? Onde? Em Português?
Fora de Tema – PD
Pablo Vilarnovo, a relação desmatamento/carbono é mais complexa.
Não é apenas o aumento do carbono provocado pelas queimadas que produz aquecimento. Não esqueça que árvores capturam carbono para seu desenvolvimento. Queime uma árvore e vc estará lançando seu carbono na atmosfera e também impedindo que ela capture carbono por anos.
A captura por árvores é fundamental. A razão da existência de carbono em excesso são os combustíveis fósseis. Eles eram carbono que a Terra um dia teve na atmosfera mas, ao longo dos milênios, ‘capturou’ e colocou lá dentro do solo, modificando a composição química da barreira de ar que nos separa do Espaço e nos protege do Sol. Mais árvores tiram mais deste carbono que lançamos de volta na atmosfera. Menos árvores aumentam o problema.
Por último, desmatamento… desculpe: você já foi à Amazônia? É claro que, de inocente, o MST não tem nada. É corrupto pacas. Mas os desmatamento não é obra do MST. É obra dos Blairo Maggis da vida. Os sem-terra se corrompem, mas quem faz dinheiros infinitos é quem já tem muito dinheiro por lá.
Sim, em portugues, no Rio de janeiro inteiro.
A floresta amazonica consome o oxigenio que produz, e seu apodrecimento produz tanto CO2 quanto capta. Ele é neutra, como já dizia o professor Tuiskon há décadas.
Ora, Pedro Dória, do jeito que você fala, os “Blairo Maggi” da vida pertencem a uma oligarquia atrasada e detentora do poder, que vem sugando o Brasil há décadas.
Aliás, quem mora na região de Diamantino, Nova Mutum e etc, sabe muito bem a diferença entre os “Mendes” e os “Maggi”.
Pelo que sei, a história pessoal do Maggi e de muitos brasileiros que migraram para o MT [e nem todo Estado pertence a Amazônia lega] foi de trabalho e luta, incentivada inclusive pelos governos federais passado.
E daí que eles ganham dinheiros infinitos? Isso é crime?
Na verdade, quem ganha é quem recebe herança. Corrija.
E, se você,realmente, viajar pelo MT, saberá que a imensa maioria das fazendas de soja localizam-se em áreas de cerrado, ou transição para a Amazônia.
Se você inquirir os primeiros migrantes que foram colonizar o MT, saberá que a maioria, queria se estabelecer em áreas ao norte do MT, porque a mata era mais densa, o que na visão deles, era sinal de que o solo era mais fértil.
Áreas mais ao centro do MT, eram desprezadas, pois ninguém acreditava que aquele cerrado pobre produziria alguma coisa.
Com o desenvolvimento de tecnologia, e algumas apostas desbravadoras, a agricultura começou a dar certo, e muitos colonos fizeram a vida por lá - uma ínfima maioria com o cacife de um Maggi, entretanto.
Claro, que com a ocupação das áreas antigas, a pressão sobre novas glebas torna-se cada vez maior, principalmente aquelas, ao norte, inicialmente usadas só para o gado - esse, sim, o verdadeiro devastador da Amazônia.
Essa pressão torna-se maior, ou menor, conforme o preço do soja no mercado mundial.
Engana-se quem pensa que plantar soja na Amazônia seja um infindar de “ganhar” dinheiro: o custo é extremamente alto em lavouras prontas, quanto muito onde tem-se que preparar um terreno ruim, distante de vias de escoamento. Verdadeiros refugos das primeiras levas da fronteira agrícola.
Alissa Rosenbaum é top mesmo. O princípio da razão é fundamental e seu otimismo em relação à humanidade é básico.
Estranho mesmo é que um picareta pessimista como Olavo de Carvalho, pirateie as idéias da Rosenbaum de modo tão descarado …
A respeito do MST, nada mais ridículo e até um verdadeiro crime, querer assentar um bando de miseraveis em áreas remotas, sem um mínimo de estradas, muitas vezes sem luz elétrica, e, ainda mais sem querer que eles desmatem para criar seu gado, ou fazer carvão. Carvão que até pouco tempo era vendido para as grandes siderúrgicas do Sudeste.
Eles vão viver de quê? Só se for de caçar paca e pescar matrinxã.
Em menos de dez anos, não ficam 5% no local.
PD - Não de acordo com o relatório do próprio governo. Isso deu até problema entre o Incra e o Ministério do Meio Ambiente.
(ainda não consegui utilizar o Apture)
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u450130.shtml
Chest - Acabei de ler um artigo que fala que florestas antigas captam muito carbono.
http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3201560-EI8278,00-Florestas+antigas+capturam+muito+carbono.html
Diogo, assentado não quer formar novas fazendas? quer é tomar as que existem? Ora, que moleza! Luz elétrica? Mas será que não querem uma massagista japonesa para no fim do dia mitigar as dores de trabalho tão árduo (no sindicato, é claro).
Vida no campo é dura, tem que ser macho, não serve para um bando de maricas como o MST.
Chest - Estou procurando “Quem é John Galt?” a mais de três anos. Só encontro em sebos pela internet a um preço exorbitante.
Na Siciliano e na Saraiva não tem. Você sabe alguma livraria no Rio que venda?
“Você come carne de boi, usa madeira ou come soja? Então me desculpe, mas o problema tem a ver contigo, porque são esses os causadores do desmatamento.”
Acho que seria extremamente mais produtivo se mantivessem o foco no método de produção nacional do que alimentar o discurso eco-cafona segundo o qual quem consome é responsável. É o discurso eco-cafona responsável, por exemplo, pela idéia de que quem come soja ao invés de carne está freiando a expansão da fronteira pecuária e salvando os bichinhos. E tome croquete de cidadania.
O ministério da Agricultura faz projeções segundo as quais a exportação de carnes irá dobrar em 2018, a exportação de soja vai de 26 milhões a 36 milhões de toneladas. Enfim, é preciso questionar a administração dessas projeções… e mesmo que você continue fazendo a sua parte como bom cidadão não-deglutidor de picanhas e cereais, o governo que te foge continuará exportando alimentos pra fora e carbono pras suas narebas.
Outra maneira legal pacas de liberar carbono é se locomover por intermédio de veículos que utlizam combustíveis fósseis, a exemplo do querosene de aviação. Portanto, enquanto não inventarem o avião flex, sinto muito, mas todos os que habitam essas paragens blogueiras seremos culpados.
Aliás, em termos de culpa, há um vasto cardápio a escolher, dependendo do pecado de cada um… Vejamos: os vegetarianos (hummm, será que a soja que eles consomem vem de plantações manejadas pelo pessoal da agricultura familiar ou dos criminosos plantadores extensivos?), os anoréxicos do Greanpeace (os navios deles serão flex, também?) e todos os outros habitantes do planeta que meramente vivem e produzem gás sulfídrico (que dizem ser o maior responsável pelo aquecimento global). Vou me enforcar num pé de alface…
Diogo, não sou ecologista e não sou de Ipanema, mas considero sim os Blairo Maggi da vida um problema. Quem o condenou por ganhar rios de dinheiro? Por mim ele pode encher os tubos de dinheiro, mas é uma pena que confunda os papéis de governador e plantador de soja.
Pelo que me lembro, até o prêmio motosserra de ouro o cara levou. Visão tacanha, do mesmo tipo que leva chineses a sacrificar qualquer escrúpulo ambiental em nome do desenvolvimento, como se fossem coisas excludentes.
Você reagiu como se meu comentário fosse uma ofensa ao MT e seus cidadãos. Não é.
Outro dia li uma entrevista com o PM da Nova Zelândia, dizendo que tinha problemas com os ecologistas de seu país que não queriam aceitar que ele não poderia acabar com o rebanho de vacas que tinham por conta de sua flatulência.
o titulo em portugues é outro, veja na Livraria da Travessa. 135 reais
E, se você,realmente, viajar pelo MT, saberá que a imensa maioria das fazendas de soja localizam-se em áreas de cerrado, ou transição para a Amazônia.
Desmatar o cerrado e tão grave quanto derrubar a Floresta Amazônica. Se não for feito de maneira planejada, como aliás não é e nunca foi , também causa prejuízos ambientais incalculáveis.
O que estão vendendo em português é o “A Nascente” (FOUNTAINHEAD em inglês).
O “Quem é John Galt?” (Atlas Shurgged) só em inglês…
é vero
qual era o tema mesmo?
o cerrado brasileiro sempre foi considerado uma terra condenada, era ácida e árida. A Embrapa desenvolveu sementes de soja adaptáveis ao solo e a gauchada levou calcareo comprando as terras a preço de banana. Tornaram-se produtivas, os capiaus da região viram o tram bala passar e nem sabem como. Aí aparecem os messetianos qurendo as terras formadas por outros…que molezinha né?
Pelo q eu sei a maioria da soja produzida na floresta amazonica ee exportada. SE aqui comemos carne europeia, acho q o caro Denis taa certo. Alias a soja no cerrado/amazonia deu certo pq eles jogam muitos insumos por laa e pelo seu ciclo hidrologico. Deste jeito nao precisa ter terra fertil, ee soo ter um local haja um ciclo hidrologico bem definido.
Chest 28
Cara, a questão do MST no MT, que é a parte da Amazônia que eu conheço, é muito mais complexa do que parece.
Tem muito mais a ver com novas áreas de colonização, do que ocupar fazendas “improdutivas” no Sul-Sudeste do Brasil.
Realmente, sempre que vejo acampamentos do MST em beira de estradas asfaltadas, penso a mesma coisa - vão para o MT se querem terra.
O problema é que o modelo proposto pelo Incra não se sustenta financeiramente, ainda mais na Amazônia - onde se você não tiver dinheiro, terra - muita terra - e tecnologia, não sobrevive.
Para que dar[que aliás, não é dada, é cobrado um preço, simbólico, mas é] terra?
Incrivelmente, acontece que a cessão de terras para reforma agrária no MT, muitas vezes, é uma forma de desbravar novas glebas: muitos acampados são “financiados” por fazendeiros, comerciantes, parentes que posuem terra no Sul p. ex, que garantem a posse da terra.
Conheci lugares, que antes pertenciam a “grileiros”, verdadeiros coronéis da Amazônia, que hoje estão começando a se desenvolver em pequenas vilas e cidades, devido a esse fenômeno.
Certamente, isso acontece porque a venda e compra de lotes é uma pratica disseminada em todos os assentamentos.
É contraditório, o lugar só começa devido ao “socialismo” do Incra, mas, também , só vai para a frente, se o “capitalismo” acontecer.
Quem já viu a série Deadwoods, pode imaginar como é o surgimento de locais assim, em pleno sertão brasileiro.
Um detalhe: essa realidade só esta presente em locais relativamente perto de centros estabelecidos, estradas e etc.[200-300km]
Em assentamentos no “fim do mundo”, onde ninguém acredita no desenvolvimento, a sina é esperar um progresso que nunca chegará.
Bruno 32
Pelo que sei, os plantadores de soja, tem tanto direito de serem políticos, como outros qualquer.
E, veja bem, nem moro no MT, não.
Tenho certeza que eles são os maiores interessados na preservação das terras, do ciclo das chuvas, e da aceitação da soja no mercado mundial, e por consequente dos seus lucros.
Ah, mas eles desmataram mais do que era permitido. Ora, lembremos que há 20-30 anos, ninguém se preocupava muito com isso. O governo até incentivava a prática.
O que nós todos fizemos pelo meio ambiente, aliás, nesse tempo todo? Motossera pra nós também, então.
Outro fato, é que, quem for ao MT nesses tempos, em áreas de fronteira agrícola, certamente verá helicópteros, e agentes, seja do Ibama, Sema ou da PF, fiscalizando. Sem contar os satélites que monitoram tudo.
Deixando de lado a corrupção, e o suborno de agentes públicos, seria muito difícil desmatar grandes fazendas, sem as autoridades ficarem sabendo. É uma suposição,minha, pelo menos.
O problema é justamente os assentamentos do Incra, pois como a terra é do governo [só será cedida em definitivo com o título - e hoje, de posse do georeferrenciamento obrigatório.] E isso se arrasta por anos.
A multa irá para quem afinal, para a União, para o Incra, para o assentado? É uma confusão só.
35.
Concordo com você Darwinista, o cerrado muitas vezes é preterido nas paixões ecológicas da maioria das ONGs, principalmente estrangeiras.
Vai ver que é porque não arrecade tantos donativo$ quanto o tema Amazônia.
O Brasil é o único país do mundo que destina 2/3 do seu território para reservas florestais, unidades de conservação, territórios indígenas, áreas de proteção ambiental etc., etc., etc..
Eu disse 2/3 de um território de quase 9 milhões de km², mas é um pouquinho mais.
O Brasil é o único país do mundo onde o próprietário (ocupante) da terra fica responsável pela reserva florestal. Em toda a região amazônica, p. ex., de cada 10 hec.adquiridos o proprietário (ocupante) somente pode explorar dois. A China também tinha este modelo (não na proporção absurda da amazônia brasileira), mas a lei foi abolida. Motivo: a pena pra quem produzisse na área destinada a reserva era a de morte e estava morrendo muita gente por conta de uma sandice legal.
Queria que os ecochatos do blog me apontassem um outro país inserido na economia global com tamanhas restrições ambientais.
Sem dizer, Pedro Dória, que esta onda do aquecimento global tem suas controvérsias.
Mesmo com todas restrições, boicotes e babaquice onguista, os brasileiros fizeram seu país ser um player mundial na produção de alimentos.
Os agricultores brasileiros batem de longe os americanos no quesito produtividade.
Enquanto alguns de nós ficam batendo palminha pro príncipe Charles e mocréia e fazendo o jogo do Greenpeace, o governo da Tailândia decidiu arrancar toda sua floresta tropical pra fazer reflorestamento.
O código florestal brasileiro é inaplicável com a realidade fundiária do país, o que vai gerar eternos e constantes conflitos entre fazendeiros, sem terra, índios e ambientalistas.
Mas, pra não parecer inflexível, é muito simples de fazer todos os brasileiros aderirem a essa insanidade de preservação (deixar intocado) ambiental: basta mostrar como ganhar dinheiro com isso.
Alguém se habilita?
O problema é que o modelo proposto pelo Incra não se sustenta financeiramente, ainda mais na Amazônia - onde se você não tiver dinheiro, terra - muita terra - e tecnologia, não sobrevive.
chest- não se sustenta em lugar nenhum, esse papo de desenvolvimento sustentável depende de cestas báscias…amazing!
Bob - Ganhar dinheiro dá… primeiramente instalaria um instituto de pesquisa de DNA e farmacêutico em Manaus. No coração da Amazônia. Os motivos nem preciso explicar…
Desenvolveria muito mais o turismo que emprega muito.
Faria remanejo floresta e com as árvores nobres faria móveis e um monte de coisa que não fazemos. Geralmente exportamos toras para que sejam industrializadas em outros lugares.
Mas sem dúvida o futuro da floresta está no DNA lá presente.
instituto baratinho esse…..
Chesterton,
Melhor você continuar com seus Copy & Paste. Quando você tenta emitir uma opinião tua sobre esse assunto só sai coisa como essa pérola acima que “esse papo de desenvolvimento sustentável depende de cestas báscias…amazing!”.
Vá lá nos trazer os textos do Olavo de Carvalho, do Reinaldo Azevedo e do Mainardi que, pelo menos, há alguma coisa a ser discutida.
bob,
As principais oportunidades na Amazônia são:
- Potencial da biodiversidade
- Madeira
- Minérios
- Água
- Energia
- Turismo
- Etc etc.
Além disso a vocação para exploração econômica comunitária, tendo como alguns bons exemplos a borracha, a castanha etc.
Se você procurar um pouco de informações, disponíveis em abundância pela web, talvez teus argumentos sejam um pouco mais fortes que chamar os outros de ecochatos.
Pablo Vilarnovo,
Nunca soube de ninguém do governo (que governo?) dizendo que é o MST quem mais desmata.
Se algum funcionário público idiota disse isso, esse asno deveria ser exonerado por excesso de imbecilidade.
Os assentamentos do MST são merreca, perto de projetos empresariais que implicam o desmatamento de centenas de milhares de hectares.
Estou falando de centenas de milhares de hectares, Pablo. E, cada hectare, como você deve saber, são 10 mil metros quadrados. Estou falando de centenas de milhares de hectares de terra contínua arrasada. Com um ultra leve, você passa horas sobrevoando, e não consegue dar conta de tudo.
Isso tudo feito por um único sijeito; uma única empresa.
E são dezenas delas.
MST? É preciso ser muito doido pra falar uma besteira dessa. E muito desinformado pra dar algum crédito a essa asneira.
Não que os assentamentos do MST sejam um primor de respeito pela legislação ambiental. Em boa parte dos casos, estão longe disso.
Só que o MST é uma sardinha, e estamos falando de tubarões gigantes.
O MST não consegue desmatar em 10 anos, o que esses tubarões fazem em 6 meses.
No segundo semestre de cada ano, você roda durante horas numa estrada como a PA-150, a 130 km/hora, debaixo de uma névoa constante. É a fumaça das queimadas.
Em algumas cidades, como Marabá, o fumaceiro impede o pouso de aviões. O aeroporto fica interditado e as companhias aéreas mudam os horários dos vôos. Os aviões só pousam pela parte da tarde, quando o sol quente faz com que a fumaça suba um pouco.
MST? Piada…
Chamar de projetos empresariais é meio forçado, Elias.
Se forem realmente projetos, eles são aprovados pelo Ibama, portanto estariam dentro da lei. Estariam, não quero dizer que estão.
A maioria das queimadas, ainda acho que sejam ilegais.
Quanto a fumaça, nem toda é da queima da floresta, porque o pasto já formado também é queimado. De qualquer forma é fumaça - tem dias que nem consegue-se ver o sol direito, o dia inteiro.
E, claro, não da para comparar as queimadas do MST, com a dos grandes fazendeiros, mas também não podemos menosprezá-los: existe assentamento no MT com mais de 115.000 (cento e quinze mil) hectares.
Dá para fazer uma fumaceira razoável, não acha?
No Brasil de hoje, quem mais desmata é a Amazônia.
Na Amazônia, quem mais desmata é o Pará.
No Pará, quem mais desmata é o pessoal ligado às guseiras.
Tome-se o montante de gusa exportado pelo Pará nos últimos 10 anos.
Em seguida, tome-se a quantidade de carvão vegetal necessário para produzir mil toneladas de gusa, e multiplique-se pela quantidade de mil toneladas exportadas.
Aí se terá a quantidade de carvão vegetal insumida, em mil toneladas.
Depois, tome-se a quantidade de madeira verde necessária — em mil metros cúbicos — para se produzir uma tonelada de carvão vegetal e multiplique-se pela quantidade de carvão vegetal insumida.
Aí se terá a quantidade de madeira verde insumida, em mil metros cúbicos.
Agora, levante-se a área — em mil hectares — de floresta plantada em todo o Brasil.
Depois, calcule-se — tomando-se por parâmetro a produtividade máxima possível — quantos mil metros cúbicos de madeira essa área seria capaz de produzir em 10 anos.
Aí se terá uma estimativa do tamanho do buraco.
Mesmo que todas as florestas plantadas do Brasil houvessem sido mobilizadas somente para produzir carvão vegetal (ou seja: nada de exportar madeira plantada, nada de fabricar móveis nem casas de madeira plantada, etc, etc), ainda assim, essa madeira não seria suficiente pra bancar nem 10% da quantidade de gusa exportada.
E não precisa nem meter na conta o gusa industrializado dentro do país.
MST, peido e bosta de vaca e tudo o mais é fichinha, perto disso aí.
Outra imagem que o Brasil tenta vender, inclusive a nós, compatriotas desavisados, é que o etanol brasileiro não agride a floresta e não acupa áreas destinadas a produção de alimentos.
Omissão descarada da verdade!
Existem muitas áreas de pastagens que estão sendo substituídas pelo cultivo da cana-de-açucar, principalmente no Mato Grosso do Sul.
Agora, adivinhem onde esse gado irá ser criado?
Certamente na Floresta Amazônica.
“…chamar de projetos empresariais é meio forçado, Elias..”. (Diogo)
Pois eu chamo de projetos empresariais, sim, Diogo.
Não são empresocas, não.
São imensos grupos empresariais, com ações nas principais Bolsas de Valores do país (e algumas do exterior).
Esses grupos mantêm algumas áreas de floresta plantada, ligadas ao ao empreendimento, e montam dezenas de outras empresas, usando testas de ferro, pra fazer o desmatamento ilegal e, depois, a carbonização da madeira.
Pra você torrar (literalmente) centenas de milhares de hectares em pouco menos de 10 anos, é necessário ter estrutura, Diogo: tratores, serrarias, barcos, balsas, frotas de caminhões, etc. Estou falando de milhões de R$.
Fazendeiro pega o rascaldo, só. Não que seja santo…
E MST, peido e bosta de vaca, servem pra desviar as atenções e engabelar incautos.
MST é sardinha e fazendeiro é cação. Mas o jogo do qual estamos falando é infinitamente mais pesado. É pra tubarão branco gigante.
Pela Internet, dá pra sacar algumas coisas. Pegue a produção de um desses grupos, compare com a área de floresta plantada que ele mantém e já terá uma idéia do déficit de madeira.
Em 2007, a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Pará chegou junto e exigiu que as guseiras comprovassem a origem do carvão insumido.
Sabe o que aconteceu? As guseiras pararam.
Acontece que o Pará banca, sozinho, quase um terço do superávit da Balança Comercial do Brasil.
E a exportação do Pará é, quase toda, proveniente do setor mínero-metalúrgico.
Daí que é melhor se masturbar com peido e bosta de vaca, né?
Realmente a produção de ferro-gusa consome infinidades de carvão vegetal.
Mas, falando em metros cúbicos de madeira, acredito que isso não chegaria nem a 0,1% [é só meu ponto de vista, nada científico] do que é simplesmente descartado, e queimado para limpar áreas de pastagens e lavouras.
Retira-se a madeira nobre para o comércio, e o resto literalmente vira cinza.
Se bem que estamos falando de realidades diferentes, Elias: o que eu conheço da Amazônia é somente o norte do MT e sul do Pará.
Nessas áreas a produção de carvão, que eu conheço, é ínfima.
Diogo,
Hoje, a realidade é bem outra, em especial no sudeste do Pará.
A maior parte do desmatamento ocorre, mesmo, em função das guseiras.
Queima-se até mesmo madeira de lei, como o angelim, o jatobá, o pau marfim, o acapu, a macacaúba, a andiroba, o pequiá, a castanheira, etc, e madeiras raras, como o mogno.
A castanheira sofreu uma devastação tão grande que, hoje, a castanha-”do-Pará” que o Pará exporta não é mais coletada no Pará. Ela vem do Amazonas, onde a depredação ainda não atingiu os níveis escandalosos do Pará. Ainda…
É uma loucura!
A exploração racional dessas espécies poderia render milhares de empregos e milhões de dólares em divisas.
Em vez, disso, essas madeiras viram cinza. Literalmente.
Quando se fala em Amazônia, a primeira imagem que vem à cabeça das pessoas é a de uma floresta, entrecortada de rios, especialmente rios de ombreiras largas.
Mas o fato é que a Amazônia é muito mais complexa e diversificada.
A rigor, não é necessário derrubar floresta pra criar gado na Amazônia. Aqui, o que não falta é pasto natural.
Creio que o Pará já tem o maior rebanho bubalino e o 2º ou 3º maior rebanho bovino do país.
A derrubada de florestas para implantação de pastos e capineiras, na maior parte dos casos, não é muito lucrativa, pelos altos investimentos que demanda.
A Volkswagen tentou implantar um projeto enorme de criação bovina. Sua queimada foi tão grande que um astronauta norte-americano a fotografou, lá de cima.
Deu num escândalo, que a ditadura militar tratou de abafar.
Hoje, o que sobrou do projeto da Volks? Nada! Só os danos ambientais, pelos quais ela jamais foi punida.
Tirando os efeitos anti-ecológicos do peido e da bosta de vaca, creio que a expansão da bovinocultura e da bubalinocultura na Amazônia ocorreria — como já vem ocorrendo, em certa medida — nos campos naturais do Marajó (no caso do Pará), e da Amazônia Ocidental, como é o caso do Roraima (onde aliás existem pradarias com cavalos selvagens, que vale a pena preservar).