Ahmed Rashid: como (e por quê)
cresce a al-Qaeda
Há um mecanismo nos arredores do Afeganistão que está alimentando e fortalecendo a al-Qaeda. Este post é o segundo (e último) que sai a partir da conversa com Ahmed Rashid, o primeiro foi sobre o Talibã. A al-Qaeda está mais forte e intimamente ligada à cúpula do Talibã, mais até do que antes do Onze de Setembro,. O grupo liderado por Osama bin-Laden tem proteção na região em que vive, a fronteira do Paquistão e Afeganistão, por causa da influência do Talibã ali, pelo surgimento nos últimos anos de um Talibã paquistanês e pela proteção da ISI, serviço secreto do Paquistão.
A ISI é a responsável pelo desenvolvimento e execução da política externa do Paquistão. Como se trata de um braço das Forças Armadas, tal política se resume a ser contra a Índia. Daí, consideram adequado insuflar o radicalismo islâmico. A tranquilidade concedida à al-Qaeda nos últimos anos reverteu uma tendência inicial de diminuição e permitiu um retorno à expansão. O único fracasso do grupo terrorista nos últimos dez anos foi no Iraque. Hoje, a al-Qaeda tem bases no Iêmen, no Sudão e grupos afiliados em todos os países da Europa. Nos últimos seis meses, houve prisões de membros da organização na França e na Alemanha. Mas haverá um novo ataque em solo europeu. O grupo está forte.
O que isto diz a respeito da Guerra ao Terror imposta por George W. Bush? Há dois argumentos que os partidários do ex-presidente norte-americano usam para defendê-lo. O primeiro, de que ele realmente evitou novas tentativas de ataque em solo dos EUA. E o segundo de que, afinal, ele venceu a al-Qaeda no Iraque.
Rashid explica assim: o Iraque foi um caso particular, onde a população sunita não é radical do ponto de vista religioso. É mais difícil envolvê-la por muito tempo numa guerra em nome de Deus. Lá, o problema é nacionalista. Mas, de qualquer forma, o Iraque foi o único lugar no mundo em que os homens de bin-Laden realmente enfrentaram o exército dos EUA numa batalha aberta. Tais homens, hoje, vivem no Afeganistão e estudam dedicados as circunstâncias daquela derrota. Aprenderam muito sobre como o maior exército do mundo funciona em batalha. E estão prontos para um novo confronto armado no Afeganistão. O Afeganistão, não custa lembrar, é onde Alexandre, o Grande, o Império Britânico, e a União Soviética caíram.
E quanto a ataques diretos aos EUA? Rashid os considera mais difíceis pela natureza do país. Não só os EUA são mais isolados – estão a um Atlântico ou Pacífico de distância – como é um país de imigrantes. As comunidades islâmicas, nos EUA, estão integradas à sociedade. Sentem-se norte-americanas. O discurso da jihad simplesmente não pega. Esta integração não é algo que os europeus tenham conseguido fazer. E é do sentimento de exclusão social que são reforçados os laços com o país original e a raiva da nova terra. Ironicamente, as críticas ao ‘multiculturalismo’ que nasceram dentro do movimento neo-conservador dos EUA ignoraram o fato de que são os próprios EUA um dos maiores exemplos de multiculturalismo bem sucedido do mundo. (O Brasil certamente está na mesma lista.) É porque os muçulmanos norte-americanos sentem-se norte-americanos mais do que iraquianos, paquistaneses ou o que for que a al-Qaeda não encontra solo fértil para se implantar.
Outros fatos explicam o recente fortalecimento da al-Qaeda e o primeiro é o tráfico de drogas baseadas em ópio, principalmente heroína. O Talibã já protegia, quando estava no governo afegão, os fazendeiros de papoula, o que lhe rendia 200 milhões de dólares anuais. Mas o envolvimento é mais profundo, agora. O grupo e a al-Qaeda estão envolvidos não só com proteção mas com o tráfico. Lucram alto fazendo o escoamento da produção, seja via Dubai, Tashkent (Uzbequistão) ou Islamabad (Paquistão). Ninguém sabe ao certo quanto o negócio dá. Mas é muito.
O Islã não permitiria este envolvimento, mas os mulás da al-Qaeda o justificam seguindo um raciocínio tortuoso: não se envolvem com haxixe, baseado em cannabis, porque há um histórico de uso de maconha por muçulmanos. Com heroína não é assim – já que muçulmanos não a consomem, só os outros. Simplesmente não é verdade. O uso de opiácios por afegãos e paquistaneses vem crescendo e é um portentoso problema social.
Por outro lado, Ahmed Rashid não espera que ocorra, com a al-Qaeda, aquilo que aconteceu com as FARC. De um grupo de guerrilhas comunistas e de esquerda, após se envolverem com o tráfico foram corrompidas ao ponto de se transformarem, agora no fim de sua existência, em um mero grupo de bandidos. A ‘ideologia’ islâmica é mais forte do que isso e os homens ligados a bin-Laden são totalmente centrados no objetivo da jihad. O tráfico pode financiá-los, mas não vai virar atividade fim.
O outro elemento que fortalece a al-Qaeda é o empobrecimento da região, reforçado agora pela crise econômica mundial. Não é só o Afeganistão. O sul do Tajiquistão passou boa parte do inverno sem luz – é uma região pobre, profundamente pobre, e gelada. Há passeatas motivadas pelo preço dos alimentos no Uzbequistão e no Quirguistão. Pobres, famintos, sem quaisquer perspectivas, jovens muçulmanos destes países descem ao sul em busca da al-Qaeda e abraçam a jihad. O número de soldados está aumentando.
Ainda sobre o assunto:
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Hoje as 20.00 hs daqui (UK) o Channel 4 daqui vai passar
“Pakistan’s Taliban Generation” - Pakistani journalist Sharmeen Obaid-Chinoy investigates how the war on terror is creating a generation of child terrorists in her homeland - children prepared to kill both inside and outside Pakistan.
No meu nome o endereco para mais informacoes sobre o programa
Creio que a presença do Irã também foi fundamental para barrar a Al qaeda. Além do citado nacionalismo laico de fundo socialista - ambos visto como hostís pelo Eua pelo menos até a era Obama.
1- Não adiantou nada sair torturando e matando a torto e a direito?
2- Muçulmano não é a mesma coisa que terrorista? Ué? Mas como é que a Al-qaeda não se criou no Iraque?
Tem uma coisa que eu não tenho bem certeza, se eu estiver enganado por favor me corrijam.
Consta que o talibã havia tentado erradicar o plantio de papoula durante o período de seu domínio e que a produção foi retomada após a invasão dos EUA.
Isso é correto? Porque pelo o que eu me lembre, a produção de heroína estava até se transferindo para o México um tempo atrás.
Rodrigo, o Talibã chegou a tentar a erradicação do plantio de papoula no final do século passado, sim.
Pretendia, com isso, ganhar reconhecimento internacional e a ONU começou a se mexer nessa direção… mas a explosão das imagens dos Budas e os maus-tratos das mulheres e crianças e execuções por motivos fúteis embarreiraram quaisquer chances.
Bem antes do Onze de Setembro as plantações já haviam sido retomadas.
Que post sombrio, PD.
Rodrigo, eu também tinha essa informação, mas nos últimos posts parece que a história é outra. Infelizmente outra.
Ironicamente, as críticas ao ‘multiculturalismo’ que nasceram dentro do movimento neo-conservador dos EUA ignoraram o fato de que são os próprios EUA um dos maiores exemplos de multiculturalismo bem sucedido do mundo.
chest- nananina nina não, PDezinho. Os muçulmanos que você descreve tiveram que se aculturar para se integrar aos EUA.
Como sempre, a miséria abre as portas para fanatismos, religiosos, políticos ou de qq natureza. Por enquanto, aqui, é o banditismo puro que corre à solta. Sem ideologias, sem bandeiras. Será menos ruim? Pode ser que desta forma não fortaleça uma união direcionada por conversas de ponto comum. Banditismo pulverizado e corroborado pela corrupção dos governantes.
Chesterton: ignorância a sua.
As muçulmanas aqui andam com véu e os corpos cobertos, casam-se entre si, só comem carne Halal, rezam tantas horas quanto cabe todo o dia… não são típicos americanos, destoam nas roupas e nos interesses. Mas são bem-vindos, trabalham nos mesmos ambientes, estudam nas mesmas escolas… e são respeitados.
Bom,
Não é difícil perceber que o verdadeiro combate contra o terrorismo internacional (com ou sem “War on terror”) é um batalha de propaganda.
Não adianta mandar exército, tem que conquistar o povo. Ao mesmo tempo pesquisar os motivos que levam pessoas a se tornarem terrorista e a deixarem de ser terroristas. E investir.
O principal problema é que uma explicação complexa de um mundo complexo não vende.
Estou chocado! Chesterton escrevendo sem saber?
@ Rodrigo [ no primeiro comentário]
1. Torturam as pessoas erradas e faltou matar as certas.
2. Sim, muçulmano é sinônimo de terrorismo. Mesmo laico o tipo de ataques que acontecem no Iraque são terroristas.
Pesquise sobre a revolta dos malês no Brasil. Veja como a jihad quase aconteceu no Brasil.
No fim de semana, a Globo, por descuido, exibiu uma notícia que mostrava uma enorme favela se formando nos arredores de Los Angeles, de tendas de lona, não de barracos, e seus habitantes, todos da classe média, egressos de casas retomadas por bancos que não recebiam as prestações ou proprietários que não recebiam o aluguel, afirmavam depender do sopão dos pobres, que o governo local distribui, para se alimentar. Pouco depois, a notícia sumiu das demais edições dos noticiários e não foi distribuída mais a nenhuma filiada. E daí? A realidade não mudou.
O mesmo se pode dizer do Iraque. Não adianta repetir e repetir e repetir mais uma vez que as forças de invasão venceram e o país está maravilhoso e totalmente estável. Toda semana, sem exceção ocorre um atentado matando dezenas de pessoas. Se os invasores saírem, o Iraque explode, pois sunitas, xiitas, curdos e outros menos votados foram suficientemente espezinhados e só esperam a hora de mostrar os dentes. Dizer que a Al Qaeda perdeu no Iraque é ridículo. Ela não atuava por lá antes da invasão. Depois da invasão, fez-se presente e plantou as sementes que tinha de plantar. O tempo está a seu favor. E está contra o “maior exército do mundo”.
Também nos jornais do fim de semana, um articulista estadunidense contava que Bush ignorou a advertência da CIA sobre a Al Kaeda e o ataque planejado aos EUA, pouco antes do 11/9, por estar se dedicando todo ao discurso que faria no Congresso sobre a proibição de pesquisas com células-tronco. Bem, até o mais cético dos mortais tende a desconfiar que essa indiferença ao perigo iminente foi ditada pela esperteza de conseguir uma desculpa perfeita para seus propósitos bélicos. Mas, sandice ou esperteza, ainda assim o tiro saiu pela culatra.
As duas guerras indigestas em que os EUA se meteram, que já lhe custaram 1 trilhão de dólares (cálculos do Paul Krugman, não meus), assim como o total descuido com a economia interna devido à obsessão com o sonho belicista, levaram às favelas e aos sopãos por todas as grandes cidades estadunidenses. O que foi ganho? Assassinaram o Saddam Hussein. Grande coisa. Há vários outros semelhantes na fila, só esperando o “maior exército do mundo” sair de cena. O exército inglês, que dizem sairá ainda neste semestre, está por lá contrariando a vontade da maioria dos britânicos, conforme pesquisa divulgada hoje. A data marcada para a saída estadunidense é 2012, ou seja, não há data marcada, pois até 2012 tudo pode acontecer.
Enquanto isso, assegura o guru entrevistado pelo PD, a Al Qaeda prospera. Conclui-se que o ataque de 11/9 foi uma estratégia perfeita por parte do pessoal da Jihad. Também se conclui que não deve haver novos ataques nos EUA, não pelas razões geográficas apontadas, mas porque o Bin Laden (ou quem quer que seja que mande, visto que ele é muito mais um mito do que uma pessoa real) não é burro. O Império apodrece por dentro. É só esperar. Quando faltar o sopão (e os prefeitos já estão berrando que não dá para bancá-lo por muito mais tempo) quem vai querer saber que o governo gasta dinheiro com tropas no Iraque e no Afeganistão? E o povão de lá tem mais armas em casa do que várias Al Qaedas juntas…
E eu vou morrer de rir / que esse dia há de vir / antes do que você pensa…
Paz e amor. Os extremistas temem isso demais. Em qualquer parte. Paz e amor é o sonho da maioria das criaturas humanas, em todas as culturas. É preciso um certo esforço para que elas desistam disso em nome do que quer que seja.
9, a poligamia é aceita? Sexta feira eles não trabalham?
Apedrejam as adúlteras (eu sei que um decapitou a mulher, mas vai em cana), praticam a clitoridectomia?
Eita, Daltro,
Relaxa, sai dessa, abre um Skol, relaxa com os amigos…
Quem precisa ser “aculturado” nos EUA são os neocons e os fundamentalistas cristãos.
Os caras querem transformar aquilo numa Arábia Saudita…
Chesterton, a poligamia não é aceita na maioria dos países muçulmanos. O mesmo é verdade para apedrejamento ou clitoridectomia… clitoridectomia, aliás, nem em países como Afeganistão e Arábia Saudita. E… vai em Dubai numa sexta-feira para ver se não estão trabalhando…
Olá…. Sou leitor assíduo, mas é a primeira vez que posto.
Com os 200 anos da Teoria da Evolução, comecei a ler novamente sobre ela. E também sobre a Criação, os criacionistas e por aí afora. Se existe uma terceira via, desconheço. Então, ou Deus criou ou tudo evoluiu. Ambas são complexas e ambas atendem perfeitamente um tipo específico de interesse, de crença propriamente dita: ciência ou fé, ou outra coisa que esteja direta e intimamente ligada a uma das duas. MAS estou escrevendo isso neste post pelo seguinte: na Criação, o primeiro assassinato da história acontece na disputa entre dois irmãos, por disputa de atenção (quem teve atenção tinha, tecnicamente, o poder, ou mais poder); na Evolução, toda e qualquer espécie de vida “inferior” ou mais fraca acaba por desaparecer, sempre em prol da mais forte ou sufocada literalmente pela mais forte (e isso sempre é justificado como essencial para a manutenção da vida futura). Me assustei em concluir que de maneira alguma existe paz ou harmonia, em nenhuma das duas. Então, será que no final das contas, seja de onde quer que tenhamos vindo ou saido ou criados, será que não somos mesmo apenas animais com necessidade de derramarmos sangue, de um jeito ou de outro? Porque se for assim, não conseguiremos mudar nem com a mais alta educação nem com a mais refinada cultura… E, por fim, nas duas teorias o mais forte sempre vence, o que na prática talvez possa ser resumido como, infelizmente, um pobre muçulmano ou um pobre qualquer de qualquer parte vai sim continuar sendo massacrado por um mais rico, mais poderoso e pro aí afora… (Pedro, sei lá, se viajei demais, desconsidere este)
Ops, acho que errei acima: Darwin é 200 anos, a Evolução creio que 150 anos…
19, a isso se dá o nome de ocidentalização dos costumes islamicos. Obrigado por me dar a razão.
Só uma coisa: a Al Qaeda se organiza e se fortalece nos últimos meses. Gostaria que ficasse mais claro o objetivo do grupo na região. Tomar o poder?
Outro ponto: essa declaração do Ahmed Rashid que haverá um atentado em solo europeu proximamente só faz beneficiar a propaganda terrorista - tão presente no governo Bush…
@ clitoridectomia e apedrejamento.
Em compensação, no Egito cerca de 92% das mulheres tiveram os clitóris arrancados, na faca, no melhor dos casos.
Uma recente matéria no NYTimes, atesta o tradição até entre os curdos iraquianos, aliás a reportér testemunhou o ritual.
Fora do Egito não é muito comum, mas acontece em todos os países muçulmanos.
Já quanto ao apedrejamento, continua acontecendo, raramente pela mão do estado como no Irã. Mas nas bairros mais pobres, são chamados de crimes de honra, aonde a apedrejada geralmente é mulher. Agora mesmo uma mulher iemenita esta sendo julgada… por ter tomad um chá com um homem que não é da familia dela.
Moral da história: mesmo não sendo politica de estado, os dois ‘rituais’ rolam solto !
Deus do céu… a gente escreve rápido e atropela o português.
Desculpa, amanhã não vai ter pão!
Malz aê !
em tem mais, se o cara que cortou a cabeça da islamica sua esposa e começar a comer as partes do corpo da dita cuja , aí sim será considerado ocidental (rs)
Chesterton, se essa é sua definição de ocidentalização, ela começou pelo Oriente Médio e a África uns dois séculos atrás. =)
Lapidação é a exceção, não a regra. E poligamia é praticada, nos EUA, por brancos que rezam em nome de Jesus.
Andrea, ele sugere que haverá um ataque na Europa porque as tentativas são muitas e, possivelmente, alguém conseguirá. É uma realidade policial, não propaganda de guerra. Até pq tudo o que o Rashid diz, essencialmente, é que o governo Bush fez tudo errado.
O objetivo político da al-Qaeda é o mesmo que sempre foi: instaurar um governo islâmico seguidor da Sharia (lei islâmica) no conceito wahabita/salafi em toda terra islâmica, do Marrocos ao norte da Índia. O califado renascido. Imediatamente, eles desejam o retorno do Talibã ao governo afegão.
Verdade. Todo mormón que se preza é casado com dez garotinhas de 11 anos. !
Pedro, vc acredita que radicais islâmicos geram minoria no mundo muçulmano ?
Suporta esse clichê ?
mas que bicho teimoso. Usa os mormons, uma minoria, para caracterizar a sociedade secular ocidental.
Creio que há um descuida na argumentação. Muçulmanos nos EUa e em países da Europa vivem de forma quase igual (usam ou não burka, dependendo do rama, se casam segundo seus critérios, seguem ou não a sharia etc.). os muçulamnos dos EUA não estão mais integrados do que os Europeus coisa nenhuma. Se uma mullher de Burka ou um sujeito de turbante andar por certos lugares dos EUA receberá uma sova ou será maltrado igual em certos países europeus. O que ocorre, com relação ao perigo de atentados, é fruto de uma diferença no peso de sua minoridade, digamos assim. Nos EUA os muçulmanos estão bem atrás de negros e hispânicos. Não chegam a criar um grupo espacialmente e populacionalmente concentrados e relativamente grandes. E no caso da Europa há casos e casos, o que reforça isso do tamanho da população. É difícil haver atentados islâmicos em Portugal ou Bélgica (ou EUA) porque as comunidades lá são mínimas, terrenos pouco fértil para jihadistas. Já na GB, França, Itália ou Alemanha não. Não só os jihadistas têm maiores probabilidades de encontrar um público, como os grandes bairros de muçulmanos em todas as cidades grandes daqueles quatro países fornecem uma boa proteção.
E há mais, a distinguir essa idéia de “ah. na Europa é diferente”. A imensa comunidade árabe-muçulmana da França não é tão “perigosa” quanto a muçulmana inglesa, que adota o mesmo “multiculturalismo” americano, já que a França prefere a “integração” republicana. O árabe pode se sentir excluído, mas dificilmente adota aquele hifenismo anglo-saxão que leva o excluído a preferir a nacionalidade-identidade de seus ancestrais à nacionalidade em que nasceu, se formou e luta para adotar.
conheço as analises d’ahmed rashid lidas no herald e no wash post; discordo bastante de algumas…joao daltro e jp rodrigues me parecem mais perto da “realidade” que ele, sobretudo em relaçao ao irak e europa
João Paulo Rodrigues: eu moro nos EUA. E não ando apenas pela Califórnia, ando pelo país todo. Em toda cidade grande se vê muçulmano, dá para ver de longe pela maneira como se vestem…
Não usam burka. Mas em quantos países muçulmanos usam burka? No Afeganistão, no interior do Irã… quantos lugares mais? Pois é, quase nenhum outro canto.
Agora, se vc quer acreditar no contrário, por favor, pode manter sua fé no que vc bem entender. Só que se trata de fé, não de fatos.
PD, você toma o detalhe pela essencia, a aparencia pela substancia. Assim não dá. Compare como uma sociedade com intenções verdadeiramente multiculturalistas como a Holanda trata a questão islamica. Eles se rendem as leis islamicas. A França admite que varias esposas de islamicos venham morar com o cara as custas das Alocations Famillialles, em alguns paises da Europa leis são mudadas para se adaptarem aos habitos islamicos. Onde se vê isso nos EUA? Que eu saiba, em lugar nenhum, neguinho maometano tem que se adaptar aos costumes locais.
Aí diz você, eles andam entre eles (quais imigrantes não andam em grupo?), eles usam roupas exóticas (aparencia). Ta certo que jornalista não pode se aprofundar, mas vocé abusa da superficialidade.
fora de paises musulmanos ,
em tooting beck, suburbio sul de londres, ja estive num mercado onde a unica que nao usava burka, era eu…em bruxelas tbm é comum…em paris é mais raro. . ..
“As muçulmanas aqui andam com véu e os corpos cobertos, casam-se entre si…” (PD)
Nos EUA as muçulmanas casam-se entre si?
Então o GLS americano já penetrou (epa!) na comunidade árabe?
Quer dizer: véu, corpo coberto, mas, por debaixo do pano — no caso, literalmente — rola a maior sacanagem.
Perto de onde eu moro, há uma família vinda do sul do Líbano.
Nos primeiros meses, a mulher — muito bonita — saía pra passear com o filho do casal. Ela sempre vestia uma bata preta, fechada até o pescoço, mangas compridas e saia até os pés. Na cabeça, uma espécie de chale, também preto. De fora, só o rosto, as mãos e os pés.
O vestuário não resistiu ao climazinha ameno desta banda do mundo. A moça já iniciou o processo de “ocidentalização”. Passou a usar saia e blusa.
A marmanjada torce pra evolução continuar e — quem sabe? — daqui a um tempo ela brindar a distinta plateia com um fio dental maneiro.
PD,
Acho que estava claro que usei um exemplo in extermis. Aliás, você mesmo levantou o exemplo de muçulmanos nos EUA que mantém traços culturais de seus países de origem. Pode ser só véu ou qualquer outro. O caso é que, a despeito de ver aqui e ali muçulmanos andando em ruas de grandes cidades americanas, o percentual de muçulmanos nos EUA é bem menor do que, pelo menos, GB e FRança. Isso ao é fé, são dados. Posso estar errado, mas desconheço bairros tão grandes e homogêneos de imigrantes excluídos (aí inclusos os muçulmanos), como os que existem na França, nos EUA, ou tão homogêneos e grandes quanto os dos “pakis” ingleses, que permitem aquelas mesquitas onde pregadores radicais podem se sentir isolados e protegidos.
Correções:
Acho que estava claro que usei um exemplo in extermis no caso da burka (assim como dos turbantes).
Isso não é fé, são dados.
Você recebeu o Prêmio Dardo. Este prêmio é atribuído em corrente na web, por blogueiros que premiam os blogs que mais lêem. Eu o atribui ao seu blog. Veja como funciona em http://augustocvp.wordpress.com/2009/03/12/premio-dardo/
outros “aliados”entrando no jogo:
http://www.atimes.com/atimes/Central_Asia/KC12Ag01.html
João Paulo Rodrigues, eles existem em menos número, sim… 2,7% da população britânica é muçulmana; 0,6% nos EUA.
Chesterton, é vc que está misturando detalhes com o todo. O fato é que, nos EUA, assim como no Brasil, imigrantes sempre se sentiram em casa rápido. Vc acha que ser muçulmano quer dizer, por exemplo, lapidação de adúlteras. Não quer, não. Isso não acontece no Líbano, na Síria, na Jordânia, na Palestina, no Egito, na Indonésia… não acontecia no Paquistão até dez anos atrás. Acontece em algumas ditaduras.
Vc está chamando de aculturação o espírito democrático. E não é. Não é preciso abrir mão da identidade muçulmana para conviver num ambiente democrático, assim como não é preciso abrir mão da identidade cristã, judaica, budista etc. É preciso, isto sim, aceitar a separação entre Estado e Igreja, mas isso não é natural para nenhuma religião.
Isso, não se esqueça, foi imposto à Igreja. Não veio por boa vontade do Vaticano. Ele não teve escolha.
Ahmed Rashid, pode ser resumido assim.
A culpa é dos outros.
A Al Quaeda fez tudo certo. ( o 11 de setembro foi uma pintura)
Os EUA, tudo errado. ( reagiram )
A única coisinha que os Al fizeram de errado, perder a guerra do Iraque, já está sendo devidamente corrigida. ( o futuro será de pura glória)
Quanto a lapidação ” é um detalhe” ( alguém aí lembrou de alguma coisa parecida? Pois é. )
A milenar miséria daquele lado do mundo fornecerá novos soldados para a Al. ( a culpa é dos outros. sempre. Os governos islamicos são totalmente inocentes pela pobreza de seu povo )
Portanto, finaliza Ahmed Rashid, falando de sua Munique mental - rendam-se !
Se este é um dos maiores especialistas de talebãs do mundo imaginem os piores. Na realidade Mr. Rashid é mesmo o maior chefe de torçida do Talebã nos EUA . Cheerleader.
Enquanto Ahmed divaga o mundo real gira.
Obama enviou mais tropas para o Afeganistão.
Obama enviou mais destróiers para o Pacífico depois que alguns navios de guerra chineses ameaçaram fazer maldades com uma belonave americana.
Obama mandou realizar exercícios militares conjuntos com a Coréia do Sul, usando munição de verdade, a pouca distãncia da Coréia do Norte.
Obama mandou abater um avião não tripulado iraniano voando sobre território iraquiano.
Obama mandou renovar por um ano sanções ao Irã.
E o genocídio - em - andamento - no - Sudão continua, firme e forte. 300 a 500 mil mortos.
Com a benção e as orações comovidas do Hamas, aquele movimento que pede ajuda do mundo para sua situação de oprimidos por um exército hostil.
Silêncio profundo nos EUA.
E no resto do mundo.
Inclusive na Europa. Que em breve será ” punida” com uma ataque espetacularmente mortífero por não apoiar de maneira mais decidida o nobre povo sudanês e suas gloriosas forças armadas estupradoras a continuar, incansáveis, em sua tarefa de limpreza étnica, tão trabalhosa e tão incompreendida.
Um último comentário- Se Alexandre, o Exército Imperial Inglês e Exército Vermelho, foram vencidos por um bando de barbudos primitivos, talvez fosse o caso de Obama destruir todo aparato militar americano e imitar os métodos invencíveis desse exército do deserto. Obama iria prestar um grande favor aseu país.
Tornaria os EUA invencíveis também, e iria economizar uma grana preta em armamentos.
Ora faça-me o favor…
Bah, mas esse chesterton é mais quadrado do que pensei.
Ele pinça o que há de pior no mundo muçulmano e quer generalizar.
Por esse raciocínio, e de muitos europeus, diga-se de passagem, todo brasileiro é travesti e toda brasileira é prostituta [com todo respeito aos tais].
E, me permita PD, todo israelense pertence a máfia responsável pela escravidão sexual de mulheres do leste europeu.
Esse engessou a cervical, só pode.
Não é preciso abrir mão da identidade muçulmana para conviver num ambiente democrático, assim como não é preciso abrir mão da identidade cristã, judaica, budista etc. É preciso, isto sim, aceitar a separação entre Estado e Igreja, mas isso não é natural para nenhuma religião.
chest- exatamente esse atraso em aceitar a secularização que é a caracteristica mais ….deixa para lá, você não quer crescer. Venceu a discussão pelo cansaço. Tchau. Está de alta, PD.
Jonathan a. Diaz
Vc caiu no velho conto em que a maioria dos brasileiros caem.
Leem algo no New York Times e acreditam nisso como verdade absoluta.
Essa reportagem sobre 92% das egipcias serem sem o clítoris é a maior falácia do planeta.
quando li essa reportagem, eu me assustei e fui conversar com egípicios e egipicias que eu conheço, não conheço poucos não.
Foi Uníssono, isso não existe, quando raramente acontece, é lá na fronteira do suldão.
Não fique igual Chest, ele já nem sabe o q diz mais e eu nem perco o meu tempo com ele.
chesterton, se seu problema é com o tipo de regime, então seu problema é com as ditaduras, não com o Islã em particular.
Concordo inteiramente: que caiam as ditaduras do planeta.
Caros, duas observações:
1. Alexandre não perdeu no Afeganistão (chamada então de Báctria, junto com partes do atual Paquistão). Ele a atravessou e chegou à India.
2. O Afeganistão ainda é, para muitos estudiosos no mundo, um mistério: foi o único palco na história de uma derrota (em guerras, não em batalhas, bem entendido) do Exército Vermelho, da URSS, nos anos 80. Eles abandonaram, simplesmente porque não conseguiam combater um inimigo invisível, que se escondia do combate direto (no deserto!), lutava em células de guerrilha e se misturava à população do país (alguma semelhança com o Vietnã?). Nada a ver com aquela história dos americanos terem dado suporte em armas, aquilo é coisa do filme Rambo III…Os americanos foram avisados pelos seus “attachés” russos da encrenca em que estavam se metendo quando invadiram.
Pior: o mercado negro da Ásia - as tríades chenesas - sempre usaram estas vastas regiões quase inacessíveis (bem como o sul do continente) para o plantio de ópio, que é severamente combatido hoje em solo chinês. Então, o comércio da papoula sempre existiu, muito antes da Al-Qaeda. A análise do sr. Rashid é boa, consubstanciosa, mas aponta apenas para o seu universo de compreensão, que é o Islã.
@ Theo
O NyTimes usou como base várias ongs que trabalham para evitar essas mutilações. Em bairros pobres - que são a maioria no Egito, é endêmico.
Vários intelectuais egípcios também concordam com a alta cifra.
Lembro-me de uma resposta a um leitor em q o caro Doria escrevia q os talibas nao atuavam no Iraque. Agora vem este post, onde o caro Doria escreve q os talibas estao intimamente ligados ao Al Qaeda. E como fica a primeira premissa? SE A -> B -> C, entao A->C, nao vale? Outra coisa, o neo colonialismo ingles, e o imperio Macedonico nao cairam no Afeganistao… eles pararam de expandir. No caso dos sovieticos, pode ter sido um dos fatores p/ a queda, entre varios. Alias, faco uma adendo, o problema nao ee tanto o Taliba, ou a Al Qaeda, q sao recentes. O grande problema das forcas ocidentais sao o povo e a cultura dos pashtuns, um povo c/ varias tribos (q tb nao sao laa muito unidos) q mantem boas relacoes c/ os talibas. Foram os pashtuns q pararam o expansionismo ingles e macedonico.
Outra coisa, este negocio de dizer q “O outro elemento que fortalece a al-Qaeda é o empobrecimento da região, reforçado agora pela crise econômica mundial. ” pode ser uma tremenda de uma besteira. A crise mundial realmente “pega” para os paises q estao altamente “globalizado”. Por exemplo, ee uma checada em 2 paises dos BRICS. A China q esta totalmente associada ao mercantilismo internacional estaa numa crise danada. Jaa a India, a crise estaa mais amena - pois haa um mercado interno mais intenso. Dai vem os paises q nao entraram na onda da globalizacao. Eles nao estao sendo MUITO afetados pela crise, pois jaa eram pobres antes mesmo da globalizacao.
O Exército Vermelho abandonou o Afeganistão por que não valia mais a pena o preço da ocupação.
Ajudaram nessa decisão armas, dinheiro e suporte, que Paquistão, China e EUA deram aos guerrilheiros.
Inclusive os mísseis Stinger americanos.
Como a URSS não queria combater diretamente USA, China, Paquistão e afins, ( inclusive dinheiro saudita ) gramou uma batalha de guerrilhas sem fim.Aquilo era mais uma batalha da Guerra Fria.
Pensar que um bando de barbudos portanto rifles de caça derrotou os russos é puro delírio.
Os russos perderam 5.000 soldados durante os nove anos de combate. Tiveram 20 mil feridos. Não valia mais a pena, Não havia o que vencer, de forma clara e definitiva, assim pegaram o boné e foram embora.
Igual ao Vietnã, ocasião em que os USA lutaram contra vietcongs armados e financiados pela URSS, China e outros menos votados. Mais uma batalha da Guerra Fria.
O grande perigo dessas guerras é o fator ideológico.Gente boa fica com a certeza de que barbudos e vietcongs, de turbantes e sandálias, podem vencer potências militares de primeira linha, graças a fé em Alah ou em Marx.
Caso um desses países, Russia e EUA se mobilizem de verdade, e deem um calro aviso de guerra para “paises ajudadores da guerrilha ” atropelam camelos e sandálias sem contemplação.
Não custa lembrar que 5.000 mortos nada para uma nação que sacrificou 20 milhões de pessoas para vencer o nazismo. E sacrificaria mais 20 milhões caso fosse necessário.
E que os EUA tinham 16 milhões de homens em uniforme em 1945.
Fora a maior marinha do mundo, a maior força aérea do mundo e a maior bomba do mundo.
Resumindo: em situações pontuais, em contextos aonde a segurança da nação não está em perigo mortal, uma super potencia pode desistir de uma guerra e sair do país ocupado mais fraco.
Caso contrário, é fogo.
Obama é cria dessa ideologia fake. Como os russos foram embora, como os EUA nada faziam mesmo sofrendo sangrentos atentados, como o Irã manteve pelo tempo que quis americanos reféns, como soldados americanos foram arrastados pelas ruas poeirentas de paises bandidos sem reagir, Von Laden imaginou que o Ocidente, russos incluidos, eram tigres de papel.
Chavez e Cuba estão nesse perigoso caminho. Declaram que bombardeiros russos com - Armas Nucleares - podem contar com bases nas nobres terras dos povos de seus paises.
Isso é testar um novo e jovem presidente que acredita em diálogo e outras coisa boas. Tomara que seja mais um delírio dos ditadores.
Caso seja para valer podem se preparar para assitir uma nova crise dos mísseis ao vivo e a cores,
Isso se Obama tiver um quê de Kennedy.
Se tiver um quê de Carter é capaz de ajudar a construir as pistas em nome do diálogo com o inimigo, que como todos sabem, é extamente com quem se deve dialogar.
Veremos.
Finalizando .
Francamente, achar que talebãs em treinamento no deserto - depois de uma profunda reflexão sobre o que deu errado na guerra perdida do Iraque - ” estão preparados para vencer o maior exército do mundo ” é salvador dali direto nas veias abertas do pobre leitor.
fora isso, tudo bem
53:-))
Odracir Isnarqi Silva, o Talibã não atua no Iraque.
A al-Qaeda atuou no Iraque.
O Talibã protege a al-Qaeda no Afeganistão e na região de fronteira com o Paquistão.
Agora há uma novidade: há um Talibã paquistanês que não havia antes.
O Talibã continua a milhares de quilômetros do Iraque.
obama- ossama ) sem trocadilhos por favor..eu não tenho culpa do nome que a mamãe do obama escolheu para o filhote)
“..eu não tenho culpa do nome que a mamãe do obama escolheu para o filhote”
Filhote???
É velado o preconceito, mas é preconceito…
Errado, Uam.
Chamo minha filha de filhota.
Carinho, conhece?
Confetti*, baci carina.
Caríssimo Marco,
Se tua análise de que os EUA são “o maior exército do mundo” e os Talebãs “um bando de barbudos portando rifles de caça” fosse correta, os EUA não teriam perdido a guerra do Vietnã, nem o maior gênio militar do séc. XX teria sido Ho Chi Mihn…
Numa guerra, ardor e estratégia valem muito mais do que recursos militares de última geração. Lembre-se, sempre, que as tropas dos EUA evitam confrontos diretos com estes grupos do Afeganistão em igualdade de condições - a tática é de ataques à distância seguidos de avanços graduais de infantaria altamente mecanizada, e não um vis-à-vis de homem contra homem, por mais avançados que seus equipamentos individuais (rifles, metralhadoras, óculos de visão noturna, equipamentos de comunicação á distância, etc.) sejam melhores e mais modernos. Este confronto homem-a-homem - MESMO COM TODA TECNOLOGIA FAVORÁVEL - seria uma tática temerária. Não sou eu quem diz: são os especialistas das forças armadas norte-americanas.
Haha, caro Doria, eu acho isto extremamente elementar. Se o Taliba suporta o Al Qaeda, entao indiretamente atua no Iraque. Alias, se for levar em conta o seu raciocinio, entao as forcas ocidentais nunca deveriam invadir o Afeganistao, n’est pas?
Olha, se for p/ ter q apontar somente uma razao p/ a queda da CCCP, eu colocaria aa politica armamentista (louca de passagem) do Reagan. A corrida armamentista quebrou a economia sovietica. Porem, ele se aproveitou da invasao sovietica no Afeganistao, entao pode-se dizer q a perda do exercito vermelho no Afeganistao fez parte da doutrina Reagan.
Mas certamente o caro Doria nao vai concordar q os EUA atuaram contra os sovieticos… pois nao havia nenhum gringo por laa qdo o exercito vermelho lutava contra os mujahedins.
Waldyr Kopezky, caro, obrigado pelo comentário. Divergimos, mas em paz.
abs,
ma
ridiculo