Ahmed Rashid: negociar com o Talibã
é fácil; Difícil é fazer todo o resto
Negociação com a cúpula central do Talibã não será possível. Os homens liderados pelo mulá Omar estão mais radicalizados do que antes do Onze de Setembro. Estão, também, engajados no compromisso com a jihad global de Osama bin Laden. Com os comandantes Talibã em campo é diferente. É possível cooptá-los. Mas esta será uma negociação complexa: será preciso participação ativa do Paquistão, da Índia e um amplo engajamento internacional que terá de incluir Europa e China. Sozinhos, os EUA não conseguirão.
Na última terça-feira, estive com Ahmed Rashid, talvez o maior especialista em Talibã que existe no mundo. Jornalista paquistanês, educado no Reino Unido, já tinha escrito um livro sobre o grupo muito antes de o Onze de Setembro tornar seu nome conhecido internacionalmente. A conversa foi centrada no plano do presidente norte-americano Barack Obama de negociar com o grupo e sobre os novos dilemas do terrorismo. Hoje, vamos de Talibã.
Cooptar os comandantes do Talibã em campo, no Afeganistão, não só é possível como fará toda diferença. Cada comandante destes controla 500 homens e, com eles, umas 3.000 famílias. São estes que lutam a guerra. Mas virar-se contra o Talibã envolve risco pessoal para os comandantes. Não é raro que suas famílias morem no Paquistão. Muitas vezes, têm terras no país vizinho. O Talibã é tão bem relacionado com a ISI, serviço secreto paquistanês, que a decisão de abandonar o grupo envolve risco pessoal. As famílias e as terras dos comandantes são reféns.
Não é apenas isso: a ISI facilita o fluxo de dinheiro para o Talibã, de dentro e de fora do país. Com dinheiro fácil na mão e armamento, o grupo segue forte.
Portanto, antes de uma negociação em ampla escala com o Talibã ser possível, será preciso convencer a ISI de que renegar o grupo do mulá Omar é de seu interesse. Só que, aí, há um problema. A ISI é quem define as diretrizes e a estratégia das forças armadas do país. No Paquistão, as principais empresas estão nas mãos de generais. Aliás, boa parte da economia.
A história do Paquistão toda pode ser contada em um ciclo: uma ditadura militar termina desmoralizada, é substituída por um governo civil corrupto e ineficiente. Um golpe militar o derruba, mas após anos termina desmoralizado. Como no regime militar não surgiram novas lideranças políticas civis, os velhos líderes são reconvocados e retornam como salvadores que têm as mesmas fraquezas que culminaram com golpes 10 ou 15 anos antes. É o ciclo paquistanês que, sem democracia contínua por longos anos, não consegue se renovar. Os militares são tão fortes na estrutura interna que raramente são controlados pelos governos. E os militares fazem o que consideram ter que fazer: defender seu país da Índia. 80% do currículo da escola de preparação de oficiais do Paquistão é Índia.
A maneira de combater a Índia vem sendo há umas duas décadas alimentar radicais islâmicos na fronteira do país, principalmente na região da Caxemira. A fronteira indiana sempre foi o problema do país aos olhos de suas Forças Armadas. A fronteira afegã, não. O Afeganistão era o quintal paquistanês. Mas, nos últimos anos, dinheiro indiano financiou uma longa estrada que parte do Afeganistão e termina no Irã. Por sua vez, o Irã oferece os maiores incentivos aos afegãos: tarifa zero, armazenamento gratuito. O Paquistão era a única via de escoamento, não mais. A Índia provoca – e gosta de provocar.
Mas não interessa à Índia o colapso do Paquistão. E o país está próximo de entrar em colapso completo. Há outros países ingovernáveis no mundo. Potência nuclear, não. E assim é o Paquistão. A Índia precisa retroceder e dar garantias ao Paquistão. Sem garantias excepcionais, a difícil tarefa de aplacar a paranóia do Exército paquistanês é impossível. Sem aplacar tal paranóia, o apoio da ISI ao Talibã persistirá. Sem o fim deste apoio, esperar deserção de grandes comandantes do Talibã é difícil.
E a deserção seria apenas o primeiro passo para o fim do conflito no Afeganistão. O país não tem qualquer infra-estrutura. Precisa de estradas, de rede transmissora de energia, água encanada. Sem tais elementos, a nação não será uma nação e os conflitos carniceiros persistirão. Portanto, é preciso dinheiro – muito dinheiro. Os EUA não têm este dinheiro em 2009. Talvez não venham a tê-lo durante o primeiro mandato de Obama, tamanha é a crise. Daí, Washington não conseguirá resolver tudo sem apoio chinês e europeu. Mais gente precisará contribuir para o caixa afegão para que o país tenha alguma chance.
Negociar com o Talibã? É possível, claro. Este, no entanto, é o menor dos problemas que o Afeganistão apresenta.
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Pedro, me desculpe… entendo de literatura e não de poítica, mas, poderia me explicar o que os Estados Unidos “da América e do norte desta américa” têm a ver com isso?
Onde está a ONU, que vai deixar o Obama, assim como deixou o Bush, enfiar o nariz onde não é chamado?
Ah, Pedro… me desculpe. Não é nojo aos americanos, mas penso que o Obama deve cuidar só dos EUA… afinal: as coisas por aí não estão uma maravilha, ou estão?
E do mais: qualquer país que se pôr para “ajudar o Paquistão” não estará fazendo isso por caridade e sim por interesses próprios… e, se a ONU não tem capacidade para cuidar destes assuntos, ela serve para quê?
O Mulá Omar ainda tá vivo? Caramba…
Ainda corre solto o trafico de drogas pelo dominio Taleban?
Acho que esse detalhe dará muitas dores de cabeça aos negociadores, ou não?
A economia Taleban vive do trafico?
Hiago Rodrigues, a ONU não serve para nada já há tempos. É somente um bando de burocratas ( com raras excessões ) viajando de cá prá lá, refastelando-se em almoços, jantares e power brunches. Não sei quanto pagamos para fazermos parte deste clube de golfe, deve ser caro.Devia-se fechar a ONU e criar outro organismo de regulação internacional. Uma vez já foi feito - Liga das Nações - por que não outra?
HRP, não sei muito sobre os talibãs a não ser que detonaram estátuas de Budas com canhões, atiram ácido na cara de moças que querem ir à escola, a opressão às mulheres é brutal etc. Devem viver do cultivo de papoulas sim. O post do PD é bom e mostra como a coisa é enrolada e a complicada situação do Paquistão e Caxemira ( atletas assassinados são apenas a pontinha do iceberg ). Salman Rushdie escreveu bem sobre estas questões. A India não engole a partição até hoje. PD tem razão: sem a China, nada feito.
Meia dúzia de idiotas, umas duas décadas atrás, afirmaram com estardalhaço o fim da História. Como esses idiotas eram dos EUA, a turma de basbaques que, aqui no Brasil, repete tudo que seu Mestre mandar passou a jurar pelo fim de tudo, da história, das ideologias, das esquerdas, do cafezinho com nome em português. Só que a história, como já ensinaram dois poetas, é um carro alegre que atropela indiferente todos os que ficam à sua frente. Agora que seu Mestre está com os cofres vazios, a história voltou a vigorar.
A História sempre mostrou que o Afeganistão era um problema. Bushinho nunca soube disso, o que não surpreende, pois Bushinho nunca soube de nada, em que pese seu diploma em História por Yale (você gastaria uma fortuna para que seu filho estudasse lá, sabendo disso?). Obama, formado em Direito, parece saber das coisas e pretende, a crer no que nos conta o tópico, enfrentar o problema no Afeganistão em termos afegãos, não em termos texano-marlboros.
Há um problema, como lembrou o HRP acima, as drogas, a heroína. A heroína nunca esteve sob “domínio” do Talibã, seu domínio envolve gente muito grande, da Europa, dos EUA, da Índia e, obviamente, do Afeganistão e do Paquistão, Talibã incluso. Ainda poucos dias atrás, o blogueiro de Cabo Verde lembrava aqui o papel da cocaína na crise que envolve nações da velha Costa da Mina, embora a produção esteja na América do Sul e o consumo nos EUA e na Europa. A heroína tem caminho igualmente longo, passa, por exemplo, pelo problema Rússia-Geórgia-Ossétia, embora se fale apenas de petróleo ao se analisar a anexação pretendida pela Geórgia. O Ocidente rico “queima” drogas com o mesmo afã com que queima petróleo.
Por causa do petróleo Obama não vai sair do Iraque, não importa o que se diga para a platéia. A balela de que o Iraque está muito melhor, estável e governável, é desmentida toda semana pelos fatos. Assim que as forças de invasão deixarem o terreno, o Iraque explode. Então a solução fica sendo encontrar “jeitinhos” para levar em frente o Afeganistão, agora que o capitalismo “vitorioso” não consegue gerir a própria crise. O que acontecerá naquelas montanhas nebulosas? Não tenho a menor ideia, mas vai ser engraçado de ver. Afinal, como já disse um velho poeta latino, é agradável assistir a um naufrágio estando seguramente sentado nas areias da praia. E graças à idiotice pré-histórica do companheiro Lula, que não seguiu a superioridade incontestável do pensamento neo-liberal, o Brasil ainda é uma praia segura e agradável.
Olha eu já achava que o taleban mandava no cultivo da papoula…..se há mais um grupo decisório , complicou!
Então os fatores complicadores de uma possivel negociação a la “concertacion!” são muitos mais do que eu pensava.
Essa coisa dos americanos sairem do Iraque é bem mais grave em termos numericos do que se eles saissem do Afeganistão.
Vai explodir mesmo o Iraque no vácuo norte americano.
Os dois lados do islamismo iraquiano, as etnias minorias, os desacordos tribais e o petroleo.
Há também a poderosa influencia Iraniana, hoje abrandada pela presença dos EUA, mas que se redobrará na ausencia deles . Hummmmmm…
Pobre povo iraquiano e pobre Afeganistão…..
Livrar os talibãs da face da terra é obrigação de toda a humanidade, não só dos americanos. Se é para pedir uma coisa impossível, Obama poderia ter solicitado ajuda dos Russos para exterminar essa corja. Afina foram os americanos os grandes responsáveis pela derrota dos russos para os fanáticos talibãs.
O que tem a ver os talibans afegaos com o 11 de setembro? Eles já eram radicalizados dentro do islâ fundamentalista bem antes desta data.
Os talibans afegaos podem representar o demônio em pessoa para os regimes ocidentais - que necessitam fazer passar vários oleodutos pelo Afeganistâo e instalar várias bases militares por lá para ajudar a garantir o petróleo nosso de cada dia - mas nunca praticaram terrorismo em países estrangeiros. Tampouco nunca foi provado que praticam terrorismo no Paquistâo.
Nao se deve confundir talibâ com Al Qaeda, os dois nao sao sinônimos. A Al Qaeda é aliada do talibâ no combate deste contra as tropas estrangeiras que ocupam o Afeganistâo e solidária com o objetivo final dos talibans que é o de reinstalar no país um regime islâmico de caráter fundamentalista. O resto é conversa fiada e manipulaçao jornalística.
A única maneira de dobrar - talvez - a resistência talibâ é botar um milhâo de soldados da OTAN lá dentro, ocupar o país por 50 anos ou mais e gastar umas dezenas de trilhoes de dólares na brincadeira . Qem tem peito? E olhe lá que talvez nâo funcione! Várias potências do passado tentaram, mas nunca conseguiram vencer aquele povo. A História se repete…
Negociar com os cabeçudos, cooptá-los? Talvez, mas nos termos deles. É melhor esperar sentado pra nao cansar…
“Mais gente precisará contribuir para o caixa afegâo…” Dá vontade de rir. Pra quê? A dinheirama vai toda pro bolso da patota corrupta - nao importa quem desgoverna o pedaço - e pros reizinhos do ópio. Onde foram parar os bilhôes de dólares “de ajuda” enfiados lá na guerra infinda? Pro bolso do Karzai e seus cupinchas produtores de ópio que dominam o país; o povâo miserável nao viu nem a cor.
“Amplo engajamento internacional” ?? Mas que piada! Europa, China e o resto do mundo têm outras sarnas pra coçar. Quem meteu na cuca de explodir e invadir aquilo alí foram os ianques, sob o falso e escandaloso pretexto que os talibans explodiram as torres gêmeas e, quem sabe?, fabricando umas “armas de destruiçao massiva”. Que se virem sozinhos! E que ganhem a guerra se forem capazes…
Senti falta dos links anexados. Pelo menos de um mapinha. Deu pau aquele programa?
Caramujo, Talibã e Al Qaeda são sinônimos sim.
Não nos envergonhe falando qualquer positiva sobre o talibã.
Talibã é também sinônimo de tudo o que não presta na humanidade.
Acho até que a iniciativa de exterminar esses
monstros deveria partir dos próprio muçulmanos, pois é a imagem dos muçulmanos que sofre mais com a existência da corja talibã.
Hiago Rodrigues Reis de Queirós, alguém tem que resolver o problema no Afeganistão. A jihad global atacou Nova York, Washington, Madrid e Londres. Não acho que sejam os EUA sozinhos. Mas este problema é do mundo.
Off topic:
O lobby judaico mostrou mais uma vez quem realmente manda na política externa americana
http://www.juancole.com/
tinha que ter passado a ripa na hora certa.
Tenta-se passar a ripa por lá desde os tempos do império inglês e nunca funcionou.
A produção de ópio continua a mesma e não vai mudar. O país também não.
Chesterton, concordo que tinha que haver eliminado a chefia do Talibã e da al-Qaeda na hora certa… mas aí a trupe se distraiu com outro país, não foi mesmo?
Todo o fanático radical é um imbecil que é explorado por algum líder esperto.
O pessoal do Talibã não é exceção. As fileiras guerrilheiras são compostas por analfabetos, desempregados, ladrões e estupradores que usam e saõ usados pela ideologia de jihad ou outra merda qualquer.
Alguns pensam que guerrilheiros são cultos, politizados e que qualquer um que exploda alguém é uma espécie de Che. É uma visão dos “revoltados” daqui que acham que este bando de desocupados são “cavaleiros” de alguma nobre causa. Bosta nenhuma. Inúteis que se tornam úteis graças a esperteza de uns liderecos. O Hamas não é diferente, nem o Hezbolá.
Hoje em dia qualquer néscio imbecil que empunhe uma arma e grite “abaixo a globalização” ou ” iankes go home” é rapidamente alçado a categoria de “guerrilheiro” e a turmelha de esquerda sofre orgasmos solitários ao saber que as farcs sequestraram mais um…
Por isso é difícil negociar com radicais. Todo o radical é uma besta.
Alguém fala bem do Talibã?
pelamordedeusné!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
é muita falta de conhecimento.
Só pode ser coisa do Fábio Passos. Aliás, acho que nem ele é assim tããããããão ingênuo.
O Talibã é tão ou mais filha da puta e criminoso quanto qualquer outro grupelho terrorista, seja de esquerda ou direita.
Mas é graças a gente assim que liderecos vigaristas arrebanham gente para serem otários que explodem e se explodem.
Engraçado, para mim o Taleban havia diminuido a quantidade de papoulas e não aumentado.
Uma ditadura militar corrupta ao extremo com generais comandando a economia, simbiose entre o serviço de inteligência de um país e grupos gerrilheiros/milícias tribais do outro lado da fronteira utilizando a produção de ópio e heroína para manutenção de um status quo idealizado por um fundamentalismo religioso que prima pela crueldade como norma de conduta.
E mais: potências econômicas e militares que parecem ter percebido a insuficiência das ações bélicas no equacionamento do problema, mas que agora não têm o montante de dinheiro para gastar em programas civis e mostrar outra realidade aos nativos.
O Barão de Itararé concluiria:
“De onde menos se espera é que não sai absolutamente nada”.
Acho que vc tem razão Pablo, o que significa que a OTAN e os EUA são mais favoráveis aos traficantes e produtores.
15. tiveram os caras na mira e refugaram…..Django não,perdoaria, nem John Wayne. Mas o multiculturalismo reinava na época.
Obama ainda pode tentar, se culeões tiver.
Chest, Bush inventa uma guerra num país que não tem nada a ver com o 11 de setembro, deixa de alocar material humano e militar aonde realmente importava e vc ainda vem dizer que a culpa é do multiculturalismo?
Cara, vc realmente faz questão de fazer papel de palhaço…
ACT
as análises internacionais são ótimas, mas falta Brasil nelas. Faltam análises no blog que se relacionem mais diretamente com os interesses do Brasil no mundo. Senão, fica muito a reboque da perspectiva dos Eua.
Vai conversar com os talibãs e as mulheres como sempre vão levar a pior.
Então faz o seguinte: negocia o êxodo das mulheres do Afganistão, Paquistão e quiçá India, para formar um estado independente na Caxemira!
Jorge, há muita gente falando sobre o Brasil na web. E, se vc me permite, a perspectiva neste post não é dos EUA… é do Paquistão. Que eu saiba, o Brasil não tem lá muitos interesses na região…
23, Antonio, sua mãe acha graça.
de qualquer modo, o Iraque é um sucesso.
O Iraque? Um sucesso? Fala sério, Chesterton!!
Serissimo, o história dirá. Alias, Obama já disse.
Chest,
E o pior é que ela acha mesmo!
:-)
ACT
Fala-se muito sobre o Brasil, mas análises, são poucas. Voce poderia contribuir bastante. Note que o México está se esfarelando e nada é dito em lugar algum. Uma notícia e outra na Bbc. Nenhuma análise. É um assunto que interessa muito ao Brasil: drogas, Eua, livre-comércio, uma grande população, Igreja Católica, rede de TV poderosa. E parceiro comercial. E o país está afundado em uma crise sem fim.
Japão. Interessa muito ao Brasil. Por que o país se afundou também. Será por causa do partido único que ocupa o poder há anos?
Quanto ao comentário, o foco pareceu a mim que é o que tem que ser feito para o Paquistão ajudar os EUA a derrotar seus inimigos no Afeganistão… É interessante. Instrutivo. Conhecer os EUA interessa ao Brasil e ao mundo.
lagrimas correrão com Obama….
Jorge, o Brasil não é o Japão e, que eu saiba, não está afundando.
O México é interessante, sim, e estou buscando um ângulo para escrever sobre o país… mas o México tb não é o Brasil. Como eles próprios dizem, ‘tão longe de Deus, tão perto dos EUA…’
pronto, os mexicanos colocam a culpa de suas mnazelas nos outros…..
Pedro, aguardo com interesse sua análise sobre o México. O Japão me parece que está afundando sim. Lentamente. É uma crise grave. Civilizatória. Eles não conseguem se renovar politicamente, não conseguem se renovar economicamente - estão patinando há decadas, embora segunda economia no mundo, estão perdendo espaço relativo. E a sociedade vive um período de grande desnorteamento, o que pode ser bom ou ruim, dependendo do que irá provocar. Há, por exemplo, uma nova cultura nas escolas, o fim daquela hierarquia severa e opressora. Mas parece que eles caminham para o modelo brasileiro, da total severidade, passaram para a fase alunos atacam professores, como o apoio dos país - é a geração filho único. A grande igualdade social também começou a diminuir na última década. A sony perdeu mercado com o PS3 para o Bill Gates - dominava absolutamente com o PS1 e 2.
Putz… depois de falar c/ o tal especialista, o caro Doria nao soube q nao haa um taliba, mas varios talibas. Alias, a tatica das forcas ocidentais ee de negociar c/ um grupo dos talibas, q estaria c/ disposicao de negociar… uma coisa q nem se passava na cabeca dos militares americanos anos atras. Haa uma outra parte do taliba q nunca vai querer negociar c/ as forcas ocidentais.
[...] texto, Pedro Dória – jornalista brasileiro que está morando nos Estados Unidos (veja um pouco do [...]