Silêncio no Tibete
Na quarta-feira, os tibetanos celebraram seu ano novo.
Ou melhor: o governo chinês fez de tudo para que o celebrassem. Numa cautelosa desobediência civil, ficaram em casa. Não viam motivo para festa.
Ainda sobre o assunto:
- Na China, no Tibete, presa enquanto bloga E já que hoje falta exatamente um ano para o início das Olimpíadas em Beijing, um grupo de seis canadenses...
- O Tibete, a China, o boicote
e uma sinuca de bico Que protestos tibetanos eram esperados às vésperas das Olimpíadas de Beijing, não há dúvidas. Do governo chinês aos diplomatas estrangeiros,... - Dalai Lama: ‘independência, não;’
O Tibete quer autonomia O que diz Tenzin Gyatso, o 14o Dalai Lama, em sua entrevista à Newsweek desta semana: O que o senhor... - Shaolin, ninjas e a credibilidade na Internet Ouça, gafanhoto, esta história que ora conto: houve pois, que há muitos e muitos anos, um ninja japonês pôs-se perante...



Não gosto dos movimentos “Free Tibet”. Também não gosto da forma como o Partido Comunista Chinês (PCC) lida com a Região Autônoma”.
A questão do Tibet me entristece por muitos motivos. Um dos principais é o fato de que pouca, pouquíssima gente se preocupa de verdade com a situação do povo tibetano. Querem mais é fazer barulho e forçar seu ponto de vista nos outros.
No início deste ano eu fiz uma viagem com minha namorada (Francesa) e um amigo (EUA) à provincia chinesa de Yunnan, que possui a maior quantidade de minorias étnicas da China.
Especificamente, fomos para uma área perto da fronteira com o Tibet, no Vale do rio Nu (Nujiang). Essa região possui diversas minorias étnicas (incluindo tibetanos) e tem causado um certo bafáfá porque estão construindo represas no rio, o que pode fazer com que seja riscada da lista de patrimônio ambiental da UNESCO.
Numa de nossas paradas, na vila de Dimaluo (perto de onde estão terminando a primeira represa), nos hospedamos na casa de um tibetano católico. O cara é muito inteligente e bastante aberto, estava tentando tentando aprender inglês e nos perguntava palavras o tempo todo. Quando perguntei a ele sobre a situação do Tibet, eis o que ele me disse:
“Como sou católico, não me importo muito com as coisas do Dalai Lama, também não me importo muito com questões políticas e quem está no governo, se o Tibet é ou não parte da China. Mas eu sou tibetano, e tenho minha cultura quero que meus filhos possam estudar minha língua também.”
A maioria dos movimentos Free Tibet idealizam um Tibet que nunca existiu. Esquecem que antes da invasão chinesa, o Tibet era uma teocracia escravocrata onde monges que se comportavam tão bem como certo padres católicos, pastores evangélicos e clérigos muçulmanos que tão bem conhecemos.
Historicamente, o Império Chinês e o Tibet tiveram muitas idas e vindas. O suficiente para que seja difícil oferecer suporte histórico tanto para um lado como para outro.
Além disso, o governo chinês trouxe melhorias REAIS para a vida de muitos tibetanos. Não estou falando de crescimento econômico abstrato. Estou falando que havia lugares onde antes, se alguém quebrasse uma perna, precisaria de dias, talvez semanas para chegar a um local com atendimento descente. Provavelmente, essa pessoa teria uma gangrena e morreria. Agora, serão provavelmente horas (talvez um ou dois dias em casos realmente extremos).
Mas os chineses realmente acham que esse crescimento econômico deles é o suficiente. Eles ainda têm o mesmo pensamento de 50 anos atrás. Acham que se cederem um milímetro, podem perder tudo. Por isso que continuam reprimindo.
A questão não é tão preto no branco como alguns querem fazer parecer. Além do mais, o que aconteceria com o Tibet se se desligasse da China? Viraria parte da Índia? É, talvez não fosse uma idéia tão má assim.
Mas o fato é que temos duas máquinas de propaganda dos dois lados da questão. A de Beijing, controla o dinheiro da empresas que estão mais preocupadas com ganhar dinheiro na China do que qualquer outra coisa. A de Dharamsala manipula as ONGs, idealistas em busca de uma causa, e o pessoal que leu um livro de auto-ajuda od Dalai e ficou enfeitiçado.
Conseguir a verdade fica no meio-termo entre os dois extremos, e é um exercício difícil, muito difícil.
Ainda consegui ser o primeiro a comentar, RÁ!
Cliquem no meu nome para ler um ensaio do historiador Michael Parenti sobre a história do Tibet.
Toda vez que alguém fala no Tibet, vejo um chinês citando esse link como justificativa para a invasão, mesmo que Parenti não defenda a política chinesa no Tibet de hoje.
dei uma lida rápida sobre o cara na wikipedia, mas ainda não li o artigo todo. Não vi nada questionando a integridade do cara, mas me parece que ele é meio esquerdista.
Alguém aí sabe mais sobre esse cara?
Em tempo, parabéns aos tibetanos por desmostrarem tão bem seu descontentamento com a forma como os Han os têm tratado.
“A maioria dos movimentos Free Tibet idealizam um Tibet que nunca existiu. Esquecem que antes da invasão chinesa, o Tibet era uma teocracia escravocrata …”
zic, francamente, fico puta quando leio essa bobagem basica !
pra mim é como dizer “cuidado com os alemaes ! eles sao assassinos de judeus, mataram 4 milhoes durante a WWII, blah blah blah…
sans blague….
zictor
como é isso de que a verdade está no meio termo, nessa como em tantas outras questões?
a verdade não estaria em outro lugar, longe, bem longe dos tais dois pontos de vista?
Sei de nada… Só queria detonar unzinho no Tibet e trocar idéia com a turma de lá.
Em tempo:
Só pra elogiar a eficiência da desobediência civil. Independente dos objetivos, essa parece ser a mais forte arma de uma população.
Pena que no Brasil não funcione. Talvez em grupos menores…
Seria o nível de alienação que impede tal atitude?
@confetti,
Primeiro, o caso do Tibet não tem nada a ver com o da Alemanha.
Segundo, o movimento Free Tibet só tem a força que tem no mundo por dois motivos: 1) o mito de Shangrila criado pelo romance “Lost Horizon” de James Hilton e 2) Dalai Lama best-seller. Triste realidade, mas eu acredito realmente que uma parcela significativa do movimento “Free Tibet” é de ex-hippies e esquerdistas em busca de uma causa.
Se não é assim, me explique por favor por que ninguém presta atenção na luta dos Uyghurs de Xinjiang ou dos Mongóis no norte da China? A situação é praticamente idêntica e os movimentos independentistas organizados de forma semelhante.
Volto já, vou ver um filme com minha namorada.
bjs
zic, eu nao comparei o tibet com a alemanha………………………………
bem, deixa pra la……
Comentário interessante (1).
Nós temos a tendência a agir como se estivemos num bang-bang dos anos 60 quando analisamos assuntos que nos apaixonam.
Esquecemos que os dois lados (três, quatro…?) tem várias motivações, histórias diferentes ou as vezes nem tanto, idealizações contras e a favor, que não é um povo inteiro envolvido, é parte dele, que podem ter desejos diferentes, etc,etc,etc.
De novo, a tal da objetividade/subjetividade.
@rabbit,
good point….
Zictor, caro, sou eu o co-autor de seu atual nick quando falei que por mim você poderia ser uma Suiça de neutralidade em contraste com meus ( em sua opinião ) extremados comentários á respeito do tema onipresente : Aquele versus …Você sabe quem.
Porém, depois de ler seus comentário sobre China e Tibet, acho que o amigo abandonou Berna de vez. So faltou chamar a China de ditabranda e os tibetianos com fratura exposta sofrendo dois dias para chegar a um hospital de chatos e ingratos.
fora isso tudo bem
Bom, o Zictor quebrou o glamour da Confetti nessa.
Sempre achei que, a bugrada que anda de avião e cobra pela madeira e minérios nas áreas indígenas e, se veste de tanga e cocar em Brasília a mesma coisa que se em comparando com os tibetanos (aliás, tirando os trajes, lá frio pacas e aqui quente, têm a mesma fisionomia).
Não é racismo, é constatação (como sempre digo, melhor tudo bem explicadinho por aqui).
Confetti, deixe de ser babaca, o pau come pra qualquer minoria, o Compadre Brancaleone que você tanto endeusa fala a mesma coisa, se toca.
De boa, aqui a gente encontra muito mais informação delicada que noutros cantos.
Um depoimento como esse do Zictor vale ouro pra mim.
:-)
@marco,
Ditabranda o cacete, o Partido Comunista Chinês é brutal e insensível. A única preocupação deles é manter-se no poder.
A ocupação deles no Tibet é feita de uma forma errada. Eu creio que o motivo principal para isso é porque os Han (etnia marjoritária da China) se acham superiores ao resto do mundo e não estão nem um pouco preocupados com as culturas dos povos ocupados. Na verdade, em alguns casos, eles ativamente adotam uma política de destruição cultural (não oficial).
Na verdade, existem 56 etnias na China. 55 delas são conhecidas como “minorias étnicas”. Muitas delas são simplesmente pessoas que moravam do “lado errado” quando as fronteiras artificiais de Estados nacionais foram desenhadas (Russos, coreanos, Cazaques, Uzbeques, Tadjiques, Mongóis, Kyrgys, etc.). Outras, são simplesmente pessoas de etnias ou antigos reinos que são pequenas demais, ou já haviam sido tão incorporadas que não faz o menor sentido lutar por independência (Manchus, Bai, Nakhi, Hui, Drung, Zhuang, etc.). E você possui o caso daqueles que mais ou menos possuiam um território que parecia uma país na fronteira da China (Tibet, Turquestão Oriental/Xinjiang e Mongólia Interior).
Essas três regiões possuem movimentos separatistas mais fortes e são observadas mais cuidadosamente. Não posso falar por todas as etnias, mas tive contatos com algumas e eles todos pareciam se identificar bem com o fato de serem chineses.
Tive contato com diversos Uyghurs (de Xinjiang) um povo que tem sido tão oprimido como os Tibetanos, ou mais, mas não possui apoio internacional.
Apesar de crer que a defesa das culturas é importantíssima e essencial, não me preocupo tanto com disputas geopolíticas (jogos de poder, basicamente). Eu quero que o povo melhore de vida.
Por isso que considero o pessoal do Free Tibet um bando de hippies desocupados que não sabem exatamente do que falam.
Mas são uma massa de manobra importante, porque encorajam os governos ocidentais a se mexerem. Só acho também que eles exageram tanto que erram a mão, então tanto eles como os chineses erram e fica difícil alguém saber a verdade.
Especialmente porque a mídia ocidental já escolheu uma opinião para ter. Então, qualquer tentativa de analisar o lado chinês da questão é vista como pró-China, exatamente como você acabou de fazer comigo.
VIVA o TIBET LIVRE!!!!!!
Não concordo com o Zictor no seguinte aspecto:
Tanto o povo Tibetano como os de qualquer país que a China anexou tem o direito de serem livres…..
E isso é o que a Confetti quer passar!
Se ecoa mais o protesto dos tibetanos, que nós que desejamos que todos os povos tenha o direito de deliberar sobre seus destinos inflemos a luta daqueles outros povos sobre os quais escreveu o Zicto……..PAZ, LIBERDADE E FRATERNIDADE!
Zictor caríssimo,
Começando pelo fim.
zictor - ” Especialmente porque a mídia ocidental já escolheu uma opinião para ter. Então, qualquer tentativa de analisar o lado chinês da questão é vista como pró-China, exatamente como você acabou de fazer comigo.
marco- não sou a mídia ocidental.
Acho que as relações com a China, por uma questão de sobrevivência do planeta, além de um certo bom senso pragamático, devem ser as mais estreitas possíveis.
Em minha modesta opinião esses contatos levarão a China a longo prazo para o caminho da liberdade.
( otimismo? talvez. mas é melhor do que uma suicida política de confrontação. O que não impede de pressionar aos chineses, sem morder, mas também sem assoprar)
Quanto a sua frase - ” exatamente como você acabou de fazer comigo” - sai desse clima amigo. Você é articulado, inteligente e conhece profundamente o tema.
Opinião contrária não é motivo para desanimo tipo - o mundo imundo não me entende, então fazer o quê ? Pelo contrário, faz pensar. Pode servir para reafirmar mais ainda seus pontos de vista ou não. Mas, se fizer pensar, já é um ganho e tanto.
vamos a algumas de suas opiniões -
Zictor - ” A ocupação deles no Tibet é feita de uma forma errada. ”
marco- Imagine se a Argentina invadisse e ocupasse o Uruguai. Pra todo o sempre. Anexação pura e simples, destruição da cultura uruguaia e outras maldades. Você falaria - a ocupação dos argentinos no Uruguai é feita de forma errada?
E emendaria - ” o motivo principal para isso é porque os Argentinos se acham superiores ao resto do mundo e não estão nem um pouco preocupados com as culturas dos povos ocupados ?
Voltando a essência, Zictor - a ocupação e a destruição cultural de um país não são aceitáveis. Repito, isso deve ser dito aos chineses.Preserva-se a moral, ao menos.
É pouco, mas é tudo que podemos fazer no momento. ( e continuar estreitando relações, é claro, pelos motivos que falei acima)
Zictor - Não posso falar por todas as etnias, mas tive contatos com algumas e eles todos pareciam se identificar bem com o fato de serem chineses.
marco - Beleza. Mas parece que não é o caso dos tibetianos.
Zictor -Tive contato com diversos Uyghurs (de Xinjiang) um povo que tem sido tão oprimido como os Tibetanos, ou mais, mas não possui apoio internacional.
marco- nunca tinha ouvido falar, amigo. Mas é triste que essa opressão passe em branco.
Zictor - Apesar de crer que a defesa das culturas é importantíssima e essencial, não me preocupo tanto com disputas geopolíticas (jogos de poder, basicamente). Eu quero que o povo melhore de vida.
marco - todo mundo quer que o pvo, qualquer povo, melhore de vida. Sem ocupaçao fica melhor ainda.
Zictor - Por isso que considero o pessoal do Free Tibet um bando de hippies desocupados que não sabem exatamente do que falam.
marco - não conheço, Zictor. Mas pelo que você fala deve ser mais uma espécie de ongismo que vive da miséria alheia.
Zictor - Mas são uma massa de manobra importante, porque encorajam os governos ocidentais a se mexerem. Só acho também que eles exageram tanto que erram a mão, então tanto eles como os chineses erram e fica difícil alguém saber a verdade.
marco- O Uruguai deve ser livre, Zictor. Os argentinos devem respeitar a integridade desse país.
Um abraço, e não deixe de nos mandar detalhes do que acontece aí.
Pequim, está atrás do minério. Simples assim, o resto é estória…
@marco,
Obrigado pelos elogios, sinto-me lisonjeado. Mas não sou conhecedor profundo da questão. Eu simplesmente compartilho aqui informações que adquiri através de conversas (com chineses e estrangeiros), livros, fórums de internet, etc. Naturalmente, repasso também minha opinião aliada a tais informações. Dessa forma, quem quiser ler sabe exatamente o que eu penso e pode filtrar da forma que quiser.
A propósito, vou trazer aqui algumas conversas que tive a respeito do tópico no fim de semana. Mas antes vou levantar alguns tópicos que (querendo ou não) têm a ver com o Tibet:
1) Fronteira com a Índia: China e Índia tiveram uma guerra de fronteira (não me lembro quando). O Tibet é considerado um bom buffer em caso de conflito, especialmente agora com as novas ambições da Índia. (não entendo muito sobre essa parte)
2) Integridade territorial: Esse é um dos maiores dogmas do Partido Comunista Chinês, manter a integridade da pátria mãe. Perder qualquer centímetro seria vergonhoso e ameaçaria a legitimidade do partido.
3) Depósitos minerais no Tibet: Um bom bônus, mas não o motivo principal. Acho que Paulo G Muller deveria checar suas fontes ou elaborar um pouco mais o argumento.
4) Questões históricas: China e Tibet têm uma história complicada, que pode ser usada tanto por um lado como pelo outro para justificar qualquer coisa.
5) Incapacidade dos chineses de enxergarem que tão fazendo merda: Fato, eles se acham superiores ao resto do mundo.
6) Forma como grupos pró-Tibet agem: Só irrita os chineses, que enxergam isso como tentativa de humilhar a China (considerando os últimos 200, não é difícil imaginar por que eles pensam assim).
Continuando…
As conversas que tive esse fim de semana forma interessantes:
Uma foi com um amigo escocês, que fala chinês e está na China há bastante tempo. Me contou quando ele viajou para Lhasa e ficou uma semana lá. O grupo era constituído de 3 rapazes ocidentais e 3 moças chinesas. Um deles namorava uma delas.
Ele me contou como nos restaurantes o staff ignorava solenemente as moças e falavam somente em inglês com o staff. As meninas ficaram revoltadas e isso freqüentemente gerava discussões no grupo.
Ele também comentou como muitas vezes as pessoas “ocidentalizadas”parecem proferir certas opiniões por pensarem que é isso que estrangeiros querem ouvir, mas que soam falsas (críticas ao partido, etc.). Isso acontece tanto com tibetanos como com chineses.
Voltando à situação durante a viagem, ele tinha a impressão que muitos tibetanos agiam desse jeito porque achavam que era isso que os turistas queriam. Isso não quer dizer que não era patente que eles não amam os chineses.
No meio dessa conversa, entrou um alemão que chegou há pouco tempo e estagia na parte de direitos humanos da comissão européia. Ele reclamou que é quase IMPOSSÍVEL conseguir informações e fatos a respeito da situação atual no Tibet.
De um lado temos o governo chinês com suas agências de notícias e seus “tours” informativos para jornalistas estrangeiros no Tibet, onde cada palavra que eles trocam com os locais são monitoradas.
Do outro, temos a turma de Dharamsala e as ongs, que através de contatos com o primo de sétimo grau do vizinho de um fulano, que ainda mantém contato com os parentes de um cunhado que moram no Tibet, e informam a “verdadeira verdade” sobre o que acontece.
Ele também comentou que o South China Morning Post (jornal de Hong Kong que é um dos melhores da Ásia) tem um repórter no Tibet que escreveu um artigo a respeito. O alemão pediu para entrar em contato, mas depois que o cara escreveu, o governo começou a procurar por ele e ele tá tentando manter um low profile.
Por último, houve uma conversa ontem durante o almoço com um amigo inglês que concorda com minha opinião de que a maioria dos movimentos “Free Tibet” é um bando de hippies desocupados, ongismo que vive da miséria alheia, como você bem colocou (confesso que isso é uma opinião minha baseada na forma como eles conduzem as coisas).
Mas ele não se importa tanto com o assunto e acha que é impossível conhecer a verdade debaixo de tantas camadas de manipulação dos dois lados.
E ele tem um ponto de vista um pouco Darwinista para o meu gosto. Ele diz que culturas tem sumido desde que o mundo é mundo e tudo continua indo. De certa forma, ele não está totalmente errado. Algumas árvores caem mas a floresta continua de pé.
Mas mesmo esse ponto de vista dele não nega que os tibetanos têm todo o direito de lutarem pela sobrevivência da sua cultura, pelas formas que eles conseguem. Incluindo a porra do Dalai Lama best-seller.
salut zict ! gosto de ler essas historias “vividas”….bem mais que consideraçoes morais sobre o passado tibetano…
entao…viu falar em cai mingchao ? aquele colecionador de arte que comprou 2 bronzes imperiais do séc 18 ( cabeças de rato e coelho ) no leilao da christie’s em paris ? sao objetos que pertenciam à yves saint laurent et pierre bergé…
o cara se recusa pagar os 28 milhoes €, argumentando que as peças foram roubadas da china pelas tropas franco-britanicas….
aqui so se fala nisso, todos querendo saber os proximos capitulos da novela….:-))
A-DO-REI!!!!
AHAHAHAHAHA!!!!
Aqui na China os jornais chineses fizeram o maior drama, dizendo que a França estava novamente ferindo os sentimentos franceses…… blábláblá.
Pra ser sincero, eu me importo pouco com esculturas dos outros, mas que isso foi engraçado foi, caloteiro é caloteiro em tudo quanto é lugar do mundo.
Semana passada eu também tive a chance de jantar com um egípcio casado com uma francesa e que mora na França. Ele disse que sempre diz que o obelisco em Paris foi roubado…
zic, suiço nefasto !! :-))
e a lhadon tethong….conhece ?
http://beijingwideopen.com/
Não, não conheço.
É o blog daquela menina que mora em HK, né? Ela mesmo admite que conseguir notícias do Tibet é difícil.
Como disse antes, os Tibetanos tem todo o direito de lutar pela sua independência e para defender sua cultura, mesmo que eu não concorde com tudo.
Meu problema é com hippies ocidentais que não sabem do que estão falando.
E olha que esse nem é meu tópico favorito.
Ah, o blog é bloqueado aqui.
Beijo!
zic, lhadon tethong é a moça que fala no video desse post ! :-))
nao me surpreende seu blog ser bloqueado na china, ela é bem mais radical que o dalai lama ! nasceu no canada, filha de canadense e tibetano e vive em nyc….esta preparando um grande happening em alguma parte da asia ( secretissimo, por enquanto)
pra comemorar os 50 anos da revolta tibetane, terça que vem !
se pudesse eu ia dar uma xavecada por la com outros ripongas ….:-)