Obama acena para os russos?
Conforme as primeiras análises mais aprofundadas do discurso de Barack Obama às duas Casas do Parlamento começam a surgir, um assunto se destaca: o presidente dos EUA pode desistir da barreira de mísseis no Leste Europeu.
Obama não deu detalhes, no discurso disse apenas que é preciso ‘revisar o orçamento de defesa para que não paguemos por sistemas militares do tempo da Guerra Fria que não usamos nunca.’ Bem, só há um grande projeto de defesa que data da Guerra Fria presente constantemente nos jornais. A barreira de mísseis, que seria instalada na Polônia e na República Tcheca, é vestígio do Programa Guerra nas Estrelas de Ronald Reagan. É, também, o maior motivo de disputa entre russos e norte-americanos. Os mísseis, que teoricamente serviriam para derrubar outros mísseis vindo contra os EUA ou Europa do Irã, talvez da China, apontam para a Rússia.
Pelo menos uma deputada, a democrata Ellen Tauscher, que lidera a Comissão de Assuntos Militares, já está trabalhando para extirpar o programa. Pelo menos um ministro, o secretário de Defesa Robert Gates, é a favor de mantê-lo.
Arquivar a barreira de mísseis, no entanto, faria horrores para as relações EUA/Rússia e criaria boa vontade em Moscou na lida com o Irã. Ao menos, isto sempre foi prometido.
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O Obama está certíssimo, cortando gastos onde realmente podem ser cortados.
O orçamento militar dos Estados Unidos é simplesmente astronômico, cortando pela metade ainda fica uma aberração.
Assim como o Brasil dispõe de toda uma infraestrutura para ser realizada, aumentando, em muito, o mercado interno, os Estados Unidos dispõem de um orçamento militar astronômico para ser remanejado.
Piadinha infame: não era a Sarah Palin, que via a Rússia do quintal de casa, que poderia acenar para eles?
Se o Clinton já era agente secreto chinês…
Conforme as primeiras análises mais aprofundadas do discurso de Barack Obama..
chest- isso já uma impossibilidade técnica.
Arquivar a barreira de mísseis, no entanto, faria horrores para as relações EUA/Rússia e criaria boa vontade em Moscou na lida com o Irã.
chest- wishfull thinking brabo….
“Arquivar a barreira de mísseis, no entanto, faria horrores para as relações EUA/Rússia e criaria boa vontade em Moscou na lida com o Irã. Ao menos, isto sempre foi prometido.”
Não seria justamente o contrário?
” Devido às quebras de bancos, queda nas bolsas, alta no dólar, cortes no orçamento, crise nos combustíveis, aquecimento ambiental e pelo racionamento mundial de energia, informamos que a famosa luz no fim do túnel será desligada. “
Esse programa do Obama vai diminuir consideravelmente a capacidade defensiva americana, enquanto os russos, chineses e até iranianos estão se armando calma e consistentemente.
Vai sobrar para Israel, que vai ter que fazer o serviço sozinho, a não ser que alguem remova da cabeça do Obama (ou remova o próprio Obama) a ideia de desarmar no meio do conflito.
Ou Obama veio para destruir os EUA como país e potência?
É boa notícia.
Sinceramente, os EUA não precisam dessa coisa. Têm submarinos estratégicos em todo o planeta, atingem com mísseis quem quiserem, a qualquer momento.
E pelo menos, aliviam a tensão com a Rússia que por sua vez tem alguma (mas pouca) influência com o Irã.
O déficit fiscal norte americano para este ano promete ser o maior desde a década de 90. Se a gente imaginar que o governo não pode parar, e que não podem parar investimentos de qualquer natureza, sobra apenas o descomunal orçamento de defesa para cortar.
O anônimo acima se adiantou à piada que eu tinha pronta… Diacho!
Como o queniano pode manter como secretário da guerra um canalha que defende a tortura como este Robert Gates?
CNN, para ver a opinião do negão
Sempre declarei, nas tertúlias deste arraial, que não via maiores diferenças entre Obama e McCain, o que me valeu muita crítica dos obamistas. Declarei que Obama não sairia do Iraque simplesmente porque os EUA foram lá atrás do petróleo, portanto lá ficariam; e que não sairia do Afeganistão, para não dar parte de fraco, mas que acabaria expulso de lá.
Até agora, tudo que Obama fez foi um jogo para a plateia, fingindo que fechava Guantanamo; suas determinações já foram anuladas, pela Justiça e outros órgãos, como ele sabia que aconteceria. Quanto ao Iraque, não estabeleceu qualquer calendário de retirada, e para o Afeganistão pretende mandar mais soldados. Onde está o “change”?
Brecar o programa de escudo de mísseis é coisa que qualquer um que não seja totalmente energúmeno, caso do Bushinho, faria, pois o escudo não serve absolutamente para nada a não ser para gerar tensão na Europa e riqueza nos bolso dos fabricantes de armas. Quero ver se Obama vai mudar alguma coisa quanto ao Iraque e o Afeganistão.
Como os jornais brasileiros não se deram ao trabalho de noticiar, peço permissão aos colegas de palpitagem para reproduzir aqui partes do manifesto de mais 300 entidades ativistas estadunidenses, que incluem desde veteranos da guerras do Iraque e do Vietnã até a Associação dos Professores Universitários da Califórnia (o PD deve conhecê-los); tais entidades marcaram uma grande manifestação para o dia 21 de março, em Washington. Aqui vai o que foi dito por eles logo após o anúncio do envio de mais 17 mil soldados para o Afeganistão:
“Esta certamente não é a mudança que a maioria das pessoas esperava que viesse após o fim do mandato de Bush. Por que estamos marchando mesmo depois do criminoso de guerra George W. Bush ter deixado o governo? Porque o povo deve protestar pelo que é certo. Mais de um milhão de iraquianos morreram e dezenas de milhares de soldados foram feridos ou mortos. Se a guerra e a ocupação do Iraque foi um ato ilegal de agressão – e foi – como pode o novo governo dizer que somente poderá acabar com a guerra gradualmente ao longo dos anos? Os iraquianos não querem forças militares estrangeiras governando seu país. Ninguém quer!”
“O Pentágono empregou 200 mil mercenários além dos 150 mil soldados para manter a ocupação do Iraque. Eles não têm o direito de estar lá. Alguns milhares estão sendo trazidos somente para serem reenviados para ocupar o Afeganistão. O povo dos EUA quer mudança. Estamos enjoados e cansados de guerras de agressão a países estrangeiros sob o falso lema de ‘segurança nacional’. Essas são guerras que garantem lucros gigantescos para as corporações armamentistas e para a indústria de petróleo com a promessa do controle das reservas naturais do Oriente Médio. Os trabalhadores têm outra definição de ‘segurança nacional’. O que realmente traz ‘insegurança’ para as pessoas? Pergunte aos 2,3 milhões de famílias que estão perdendo suas casas porque não estão conseguindo pagar suas dívidas para os bancos. O orçamento do Pentágono deste ano atingirá um trilhão de dólares. Com essa quantia poderiam ser criados 10 milhões de empregos, prover saúde e educação para todos, reconstruir Nova Orleans. Precisamos de dinheiro para trabalho, moradia, saúde e educação, não para guerras de agressão.”
O que eles estão afirmando, claro, é o óbvio. Para mim também é óbvio que Obama não vai atendê-los. Espero sinceramente estar errado.
absolutamente hilário.
Eu não me lembro de ter visto em momento algum Obama dizendo que sairia do Afeganistão, só do Iraque.
Eu me lembro muito bem da entrevista de Bill Clinton à Fox, quando ele perdeu as estribeiras, e disse que as tropas deveriam estar no afeganistão, não no Iraque.
Eu sempre achei que o entendimento nos EUA é de que a guerra no Iraque deveria parar, mas não no Afeganistão.
Well, como diria um certo chargista: se Obama não mantiver a Rússia sob controle, precisaremos de outro chimpanzé que o faça.
A propósito, há um cientista político russo por aí prevendo que, sob Obama, os EUA terão nova guerra civil e se desintegrarão, dando origem a cinco novos países.
Todos passaram batido pelo trecho “para que não paguemos por sistemas militares do tempo da Guerra Fria que não usamos nunca”
Acho que ele vai usar…
T.T. Cricket.
No meu blog está um texto a respeito desse cientista político russo.
O império, com fadiga material, está em processo de desmontagem. A desmobilização do aparato bélico, das bases, dos sistemas de informação e controle e, consequentemente, da estrutura industrial respectiva, redundará na inviabilidade técnico/política da manutenção da unidade territorial do país.
A crise financeira é apenas a parte visível da decomposição dos outrora USA. Não existe possibilidade palpável para a retomada da produção industrial remanescente porque, nas últimas décadas, a indústria bélica daquele país foi alçada à condição de “atividade base” da economia. Sem ela, ficam prejudicados outros setores industriais, a produção científica, os financiamentos, a perspectiva de geração de empregos e várias outras atividades.
Tem alguns pontos interessantes no posto do PD:
1. “Obama … disse apenas que é preciso ‘revisar o orçamento de defesa para que não paguemos por sistemas militares do tempo da Guerra Fria que não usamos nunca.’ Bem, só há um grande projeto de defesa que data da Guerra Fria … A barreira de mísseis, que seria instalada na Polônia e na República Tcheca…”
Se Obama disse mesmo isso mesmo, falou um monte de bobagens ou estava jogando pra jornalistas não-especializados. Existem vários “projetos da época da GF”: armas estratégicas, submarinos nucleares de ataque, mísseis de alcance médio estocados desmontados na Europa (da época do Reagan), satélites de observação militar, e por aí vai; a doutrina MAD foi modificada, mas ainda está ativa; os EUA ainda mantém capacidade de fabricar ogivas nucleares de oito tipos diferentes (sabe-se lá qtos a Rússia pode fabricar…). O problema da barreira é que não apenas enterraria de vez os acordos SALT como desestruturaria o equilíbrio MAD - esses autênticos produtos guerrafrianos. E não por causa da “fraqueza dos russos”, q tem ligeira vantagem sobre os EUA em termos de capacidade de ataque. O problema é que barreiras ABM só são comprovadamente eficazes à distância relativamente pequena, já que os mísseis anti-mísseis dependem: (a) de que se detecte a decolagem dos vetores segundos após acontecer, com absoluta precisão e (b) vetores só podem ser dirigidos nos primeiros minutos do vôo. Assim, nenhum sistema ABM é 100% eficaz - a capacidade é estimada em pouco mais de 30%. Isso obrigaria os russos a se lançarem numa corrida armamentista, para ampliar a margem de ogivas que atingiriam o alvo de modo eficaz. República Tcheca e Polônia estão a apenas alguns minutos da Rússia européia, onde estão instalados 70% dos vetores estratégicos russos. Desistir da barreira nem seria assim tão econômico, a não ser se os EUA estiver projetando os custos de uma corrida armamentista futura.
2. “Pelo menos uma deputada, a democrata Ellen Tauscher, que lidera a Comissão de Assuntos Militares, já está trabalhando para extirpar o programa. Pelo menos um ministro, o secretário de Defesa Robert Gates, é a favor de mantê-lo.”
O curioso é q uma forma alternativa de observar a coisa é que o ÚNICO sistema de armas que NÃO É da GF é justamente essa barreira - ela é pensada em um mundo onde o sist bipolar foi relativizado - pelo colapso da URSS, pela alteração da geopolítica européia, pela ascensão da China como potência, pela maximização dos interesses regionais . A GF acabou, de fato, qdo a Rússia viu-se reduzida ao papel de potência européia. Por outro lado, para os EUA, forçarem a bipolarização teria uma vantagem q, na minha opinião, é aquela com q sonha a claque conservadora lá (e o chesterton, mas esse aí não conta): colocaria o mundo novamente debaixo da hegemonia n.americana inquestionável, visto que, como em 1977, 6000 ogivas não seriam lançadas só contra os EUA. A por vzs inconveniente independência européia teria de ser repensada - como na época do Reagan, q enfiou IRBMs goela abaixo de ingleses, alemães e po aí vai.
Um arsenal nuclear é um troço gozado. Em termos objetivos ou vc tem um montão de bombas, ou é mais seguro não ter nenhuma - pelo mns em termos de gente gde. Um buscapé nuclear iraniano, p ex, só serviria para chantagear Israel; um traque n.coreano, para chantagear a Coreia do S. ou o Japão - ou alguém duvida da capacidade dos EUA de cremar esses dois inconvenientes em dez minutos? Não são arsenais estratégicos plenos. Num sistema multipolar, pequenos arsenais podem fazer alguma diferença, no que tange a interesses localizados; num onde duas superpotências militares apontem 10000 ogivas, boa parte de 20 megatons (como era em 1977) contra o mundo, um traque nuclear instalado na ponta de um rojão que ninguém sabe onde de fato irá cair (pq bomba A só serve para alguma coisa se puder ser lançada de modo confiável) realmente não serve pra nada.
3. “Arquivar a barreira de mísseis, no entanto, faria horrores [suponho q se deva ler 'maravilhas'] para as relações EUA/Rússia e criaria boa vontade em Moscou na lida com o Irã. Ao menos, isto sempre foi prometido.
Nem EUA nem Rússia abandonarão os “sistemas da GF”; desmontá-los, ao contrário do que pensam pacifistas delirantes, lançaria o mundo numa era de instabilidade semelhante ao q existia antes da 2a GM. Países fracos ficariam totalmente à mercê de países mais fortes, e alianças regionais poderiam ter o mm peso q acordos globais. Aí sim, prevaleceriam os tais “estados-párias”, pq um estado dirigido por um psicopata, como a Coreia do Norte, poderia criar um caso real. O q temos de contar é q armas de destruição em massa fiquem sob controle centralizado de gpos com perspectiva estratégica bem estabelecida. Pode ser q essas perspectivas não sejam justas, pode ser que façam persistir a desigualdade entre os povos, mas por enqto é o q temos.
1. essa acertou em cheio. A menos que Obama esteja planejando gastar secretamente, isto [e anti-produtivo.
2. hahahahaha
2. serve para vender aos terroristasd islamicos, q
que podem provocar um ataque suicida muito preciso.
3. meu Deus, Bitt, de novo em cheio. Vai chover hoje por aí?
A questão fundamental, Bitt, é: quantas bombas nucleares são necessárias para fazer os EUA se renderem, uma vez que os que pretendem lançá-las não se importam em morrer?
Complô dos médicos
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O Complô dos médicos judeus foi, segundo a versão oficial do Estado Soviético, uma conspiração dos médicos judeus, sob órdens do inteligência estadunidense, que teriam como objetivo assassinar os principais quadros do Partido Comunista da União Soviética, inclusive o próprio Stalin.
“Prendam os Médicos Assassinos” - alardeava a manchete do Pravda a 13 de Janeiro de 1953. “Os médicos do Kremlim, judeus em sua maioria, assassinaram os maiores líderes soviéticos, e tramaram contra outros, talvez até contra o próprio Stalin”.
Depois da morte de Stalin, em março de 1953, os líderes da União Soviética assumiram que o caso foi fabricado com o objetivo de prender e executar líderes comunistas que se opunham a Stálin. Em abril do mesmo ano, o mesmo Pravda dizia que “os médicos tinham sido presos sem nenhuma base legal” e acrescentava que os “investigadores super zelosos se haviam esquecido de que estavam a serviço do povo e que sua missão era salvaguardar a lei soviética”[1].
Todos os médicos acusados foram inocentados (com exceção de dois que morreram na prisão) e reconduzidos a seus antigos cargos.
E para mostrar que as más notícias não são apenas para os americanos: a Rússia, que passa por um processo de hipermortalidade, daqui a algumas décadas teria sua população reduzida a 40 ou 50 milhões de habitantes. Diante de tão pouca gente com tanta terra disponível, os chineses arregalariam os olhos e ocupariam parte de seu território.
lebensraum?
T.T., meu lindo
“a Rússia, que passa por um processo de hipermortalidade, daqui a algumas décadas teria sua população reduzida a 40 ou 50 milhões de habitantes.”
A Rússia tem por volta de 250 milhões de habitantes, lindão. Vc sabe fazer as quatro operações? Para ter um “recuo populacional” de 2o0 milhões, seria preciso morrer uns 4 milhões de pessoas por ano, sem nascer ninguém.
Companheiro, se vc quer “defender o Ocidente”, comece não veiculando papagaiadas e pensando no que lê. A Rússia continuará lá e só vc é que passa por idiota.
chesterton, meu bom,
“serve para vender aos terroristasd islamicos,
que podem provocar um ataque suicida muito preciso”
Vc já viu uma bomba A, além daquelas que aparecem na “Superinteressante”? Sabe que bombas desse tipo não podem ser miniaturizadas para caber no colete de um homem-bomba? Sabe q o disparo não é feito com pavio e um isqueiro criquete? Quero esclarecer logo que prefiro um mundo sem bombas, embora isso seja, infelizmente, impossível. Eu espero ter contribuído pra uma compreensão mais ampla de um assunto q estudo, profissionalmente, tem mais de vinte anos, num meio (o WL do PD) onde posso alcançar mta gente e terei mtos interlocutores válidos. Se tiver conseguido, ótimo.
chesterton
Pô, O Obama mal fez um mês de governo e já tem gente querendo “remove-lo”…
Não quero entrar na briga de ninguém, mas a Rússia não tem, nem de longe, 250 milhões de habitantes: Segundo a Wikipedia, em 2008 a população era de 142,008,83 habitantes, bem menos que o Brasil.
e as bombas sujas, Bitt.???
bem, agora que vi, nunca supus que se colocasse bombas em coletes. Mas um time bem organizado como que espatifou os avióes pode sim explodir um pequeno artefato numa cidade portuária qualquer.
Você sabe disso, Bitt, ilustre-nos mais com seu conhecimento a esse respeito.
se alguem está disposto a ver que as contas do Obama, mesmo aumentando os impostos, Não batem…cnn
Legal Frangão, vamo então exportar o CA Sanemberg e a Mirian Leitão pros EUA pra eles ensinarem os gringos a fazer dever de casa!
Não ousaria discordar de nenhuma das informações técnicas que o Bitt nos fornece, visto que não entendo nem de estalinhos de festa junina. Mas será que já não era hora de os líderes dos países cachorros grandes se tocarem de que armas apocalipticamente arrasadoras não servem para nada?
Tirando o folclórico ministro da informação iraquiano (lembram-se dele?), ninguém no mundo tinha qualquer dúvidas de que os EUA poderiam arrasar definitivamente o Iraque em 10 minutos. Mas quem vai querer dominar uma terra arrasada, na qual só se poderia entrar com segurança uns cinquenta anos depois da conquista?
A vitória numa guerra só tem sentido se houver conquista lucrativa, tal conquista depende da ocupação efetiva do território e tal ocupação se faz com homens e armas tradicionais. Por isso o dobrado que os EUA estão passando no Iraque e no Afeganistão.
Então, tirando a possibilidade de que um Bush beba demais um dia qualquer, está claro que nenhum líder estadunidense, russo ou chinês cogita de usar suas mirabolantes ogivas e seus cinematográficos mísseis. Mesmo como dissuasão a posse de tal armas é ferramenta muito duvidosa.
Com a palavra os especialistas.
Anônimo,
tem razão, estava com o número da época da URSS. De acordo com Library of Congress Country Studies, a informação do gov. dos EUA dá 149.909,089 (dados de julho de 1996 - deve ser a mm fonte da Wikipedia). Obrigado pela correção - mas o número não diminui a idiotice do comentário. Apenas corte 4 milhões para 2 milhoes e dá no mesmo.
chesterton,
já q vc quer ser ilustrado…
uma “bomba suja” não é um dispositivo explosivo nuclear. É uma certa qtidade de material radioativo dispersado no meio-ambiente através da detonação de um explosivo comum. Para ter chance real de produzir danos teria de explodir praticamente sem efeito, num lugar discreto - seria algo como o desastre de Chernobyl, só que lá a qdade de matterial radioativoera enorme. Acho q vc superestima terroristas. Qto a um artefato nuclear real, um q seria tvz acessível a terroristas (caso eles conseguissem resolver uma infinidade de fatores), pesa várias toneladas e precisa de cuidados não apenas para ser detonado, mas para ser transportado e preparado. Tvz vc esteja lendo Tom Clancy demais. Eu tamb gosto - a “Caçada ao Outubro Vermelho” é uma aula de tática naval, mas não acredite em tudo q diz lá…
bitt- Um buscapé nuclear iraniano, p ex, só serviria para chantagear Israel;
marco - 1-Um artefato nuclear pode destruir Tel Aviv. Ums oito, ou dez, coisa fácil de fazer, provocariam a ruína total e definitiva de Israel.
Israel seria apenas um lugar onde sobreviventes radioativos esperariam ( em vão ? ) pelo resgate de algum país caridoso.
Caso sim, esse país seria os EUA , ( a Europa estaria transida de medo… )
Os filhos dessa nova diáspora ( solução final ? ) seriam alocados nos EUA em ” locais provisórios ” , onde ficariam apartados da população nativa até que os efeitos da radioatividade não mais fossem um perigo.
Quem lembrou de guettos lembrou bem.
Antes que alguém diga que são necessários mísseis confiaveis etc e tal para lançar as tais bombas, lembro que Scuds antidiluvianos do Iraque cairam aos montões em território israelense, expressando assim toda a contrariedade desse grande humanista, Saddan, obrigado pela força das armas imperialistas a bater em retirada do Kuwait, que como todos sabem são terras iraquianas desde criançinha.
Lembro ainda, - não custa - que prosaicos aviões de carreira da AA foram usados como
” vetores”em setembro de voces sabem quando.
A represália israelense destruiria também o Irã, mas alguém aí já ouviu falar em ” martírio ” ?
Pois é.
bitt - um traque n.coreano, para chantagear a Coreia do S. ou o Japão - ou alguém duvida da capacidade dos EUA de cremar esses dois inconvenientes em dez minutos?
marco- nenhuma dúvida. Mas repito, uma arma nuclear n.coreano poderia destruir Seul ou Tóquio. Nesse caso, os japoneses por exemplo, não ficariam nem um pouco compensados pela exibição na TV, digital, 1.800 linhas horizontais, das imagens da destruição da c. d. norte.
Tóquio tem 20 milhões de habitantes.
Mais ou menos a quantidade de gente que a Rússia perdeu na grande guerra patriótica, como é conhecida por lá a Segunda Guerra Mundial.
Resumo- chamar armas nucleares de traque, rojão, pressupõe uma desqualificação das mesmas, sem sentido.
ps- devo lembrar que armas nucleares são o sonho de todo terrorista?
Uminha delas e bum lá se foi NY. Outrinhas e bum lá se foram Londres, Madrid….Roma?
fora isso, tudo bem.
Antes que alguém diga - já disse - que são extremamante díficeis de serem introduzidas e explodidas basta dar uma olhada no número de TONELADAS de droga que entram de todas as maneiras no país do queniano ( expressão made in fabio passos )
faraó // 25/February/2009 às 6:40
Ontem na capa d’O Globo tinha uma foto do Lula jogando alegremente camisinhas para o povo.
O presidente jogando camisinhas para o povo….
Seria um FODAM-SE ?
marco- destaque merecido para a frase mais divertida do blog nessses últimos meses.
Digna de um Tutty.
Essa história de imaginar “estratégias” para guerra nuclear é totalmente sem sentido.
Einstein disso alguma coisa como “eu não sei como será a 3ª Guerra Mundial, mas a 4ª será com paus e pedras.”
Por “milagre”, talvez sobrassem umas ou outras famílias que por acaso estivessem em algum lugar remoto da Terra e em situação totalmente privilegiada.
Uma cidade como Nova York ou Londres, se atacadas com bombas atômicas, já imaginaram quantas materiais explosivos - depósitos de combustíveis, depósitos de armamentos, depósitos de gases etc.? Seria possível até que a crosta da terra se rompessa e formasse um descomunal vulcão.
Sem dúvida nenhuma, estratégia para guerra atômica é se preparar para o Apocalipse.
Se o queniano tiver um pingo de vergonha na cara ele inicia um grande processo de desarmamento nuclear.
A maior organização terrorista do planeta hoje… é exatamente a mesma que mantém o maior arsenal atômico: EUA.
E a história ensina que há crápulas capazes de usar artefatos atômicos contra seres humanos…
Quem? Eles mesmos: estadunidenses.
Como confiar na conversa do queniano se o seu secretário da guerra - Robert Gates - não passa de um canalha que defende a tortura?
Um pervertido que despreza a vida humana… montado em um monte de ogivas nuleares.
Um perigo avassalador para toda a humanidade.
Primeira vez que acesso este blog e achei interessante e por isso gostaria de tecer alguns comentários.
A barreira de mísseis no leste europeu não sairá do papel. Duvido que ocorra algum conflito nuclear mesmo que muito pontual. Hj em dia as armas convencionais tem um poder de destruição absurdo.
Mas uma coisa é muito interessante, a Rússia voltou a operar seus equipamentos militares nos moldes da época da guerra fria. Frequentemente seus bombardeiros de longo alcance são interceptados no mar do norte por caças ingleses, noruegueses, americanos e dinamarqueses. Recentemente foram interceptados por jatos canadenses na véspera da visita do Obama a este país. Frequentemente estes mesmos bombardeiros testam as defesas dos grupos de batalha da marinha americana em ambos oceanos (um grupo de batalha é composto de um porta-aviões, cruzadores, destróieres, navios-tanque, submarinos e porta-helicópteros). Além disso os principais jatos de combate russos passam por um importante processo de modernização e atualmente são um pesadelo para os oficiais/estrategistas americanos (quem puder pesquisar procure na net os resultados entre as simulações feitas entre caças americanos e indianos). Mesmo com a crise que afeta o tio Sam, a readequação e o reequipamento das forças armadas americanas não tem paralelo em nenhum lugar desse planeta. O único país que pode fazer frente, ao meu ver, de igual pra igual é a Rússia e mesmo assim por tempo limitado. China, Irã, esqueçam. No papel são assustadoramente bem equipadas mas não tem doutrina, material humano deficiente, equipamento deficiente.
Ironicamente, e é aí que os EUA estão “penando” é que eles não estão preparados para guerra de guerrilha, prolongada,que é exatamente o que acontece no Iraque e Afeganistão (isso sim é o pesadelo pra eles).
Segundo a CNN, o Obama disse que retirará as tropas do Iraque até 31/08/2010 e o foco, corretamente, será o Afeganistão.
Bitt, pra vc se divertir, e ver que as informações sobre bombas estao disponiveis para todos:
O presidente iraniano Mahmud Ahmadinedjad disse que o Irão possui já a tecnologia nuclear completa, isto é, consegue enriquecer o Urânio de modo a utilizá-lo como combustível radioactivo em centrais nucleares.
Como signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear, o Irão não está proibido de enriquecer a mistura dos dois isótopos do Urânio, o U-238 e o U-235 que surgem nos óxidos de urânio de minérios como a pechblenda ou a calcolite e a autonite, para só citar os minérios uraníferos da Serra da Estrela.
A mineração do urânio com o primeiro óxido tratado com ácido produz um óxido concentrado de urânio, sendo o U constituído por vários isótopos com 97% de U-238 e 0,7% de U-235 e umas permilagens de outros. Enquanto o U-238 não é radioactivo e não cindível, o U-235 é radioactivo e decisivo para obter uma massa cindível, mas não nas proporções em que aparece na natureza. As últimas notícias dão conta de o Irão ter conseguido transformar o óxido de urânio (U3O2) no gás hexafluoreto de urânio (UF6), cujo urânio se apresenta nas referidas proporções naturais.
Os técnicos iranianos conseguiram enriquecer por centrifugação o gás UF6 para obter nele Urânio com 3,5% de U-235, o que significa um progresso e o domínio da tecnologia de enriquecimento.
Naquela percentagem, a mistura de U-238 e U-235 é suficiente para ser utilizado nos reactores de produção de energia térmica depois de voltar a ser transformado em óxido de urânio. Utilizaram para o efeito 164 centrifugadores do tipo P1, mas para obter a massa crítica de uma ogiva militar é necessário o óxido com Urânio a 90% de U-235, o que será conseguido com nada menos que 56 mil centrifugadores P1 ou uns 10.000 P2 e nunca com os 3 mil citados pelo Secretário de Estado Adjunto dos EUA, Rademaker, que anda a propalar a mentira que o Irão terá a bomba dentro de 15 a 20 meses. Ainda não se sabe se os iranianos conseguiram construir os centrifugadores mais modernos, ditos P2.
Na melhor das hipóteses, o Irão poderá possuir o material cindível suficiente dentro de alguns anos e a bomba não é só o urânio; há mais tecnologia como o explosivo convencional para comprimir as duas meias massas críticas e os detonadores de alta precisão, além do invólucro em aço e berílio nas primeiras bombas, equipamento de rádio, etc.
Uma moderna bomba A é constituída por um invólucro em aço e chumbo com um núcleo central em berílio e polónio. A mistura de 90% de U-235 e 10% de U-238 forma uma estrela encaixada noutra de explosivos convencionais. Os croquis são conhecidos, mas os detalhes de construção têm de ser inventados por quem queira fazer a bomba.
Em alternativa, os cientistas iranianos poderão fazer uma bomba de plutónio com o Pu-239 que resulta da transformação do U-238 nos reactores, mas também é um processo muito moroso, dado que o U-238 ao ser bombardeado com neutrões do U-235 nas varetas dos reactores produz calor e transforma-se lentamente em Pu-239 e logo de seguida em Pu-240 que já não tem serventia militar, pelo que se torna necessário controlar o processo e estar sempre a retirar as varetas para separar o Pu-239 do restante material radioactivo, o que é também uma operação lenta feita com braços telecomandados e centrifugadores especiais, já que a radioactividade é muito intensa.
Durante décadas, o Mundo foi assustado com a existência de milhares de ogivas nucleares na posse dos EUA e da URSS sem que isso correspondesse à verdade, se bem que ao fim de meio Século acabaram de facto por serem fabricadas muitas bombas nucleares. Hoje, sabe-se que nem os soviéticos nem os americanos chegaram alguma vez a ter as tais dezenas de milhares de ogivas nucleares de que tanto se falou e cujos limites numéricos foram negociados nos Tratados Salt I e II e noutros a seguir, sem que qualquer das partes estivesse efectivamente na posse de tanto explosivo nuclear.
Enfim, nada garante que o Irão venha sequer a ter a bomba e depois que a vá usar contra Israel, país que possui duas ou mais bombas nucleares e não as 20 ou 30 que dizem, pois o tamanho das suas instalações nucleares não é suficiente para produzir o material cindível para tantas bombas. A retaliação seria uma certeza e a geografia de Israel com 20 mil km2 de superfície (igual a quatro distritos de Lisboa) e territórios palestinianos no seu centro e sul não permite qualquer explosão nuclear sem afectar por igual os palestinianos muçulmanos. Um holocausto nuclear dos judeus israelitas seria igualmente o holocausto dos palestinianos e, provavelmente, também de jordanos e libaneses.
De qualquer forma, as autoridades iranianas estão na disposição de continuarem no show off de se apresentarem com a tecnologia nuclear, fazendo o contrário da Índia e do Paquistão que enriqueceram o urânio e produziram bombas no mais completo segredo, se é que o fizeram. Há quem diga que o Paquistão comprou duas bombas atómicas à China e fez explodir uma para mostrar o que tem ou que mandou fazer o enriquecimento do urânio na China e que os soviéticos poderão ter enriquecido o Urânio das duas bombas que a Índia possuiu; uma foi experimentada para amostra e a outra está no cofre. Claro, dúvidas há muitas.
O Irão está a mostrar nas televisões o que faz, mas mostra também que as suas instalações de enriquecimento são subterrâneas e bem protegidas contra ataques com explosivos convencionais. Mas, provavelmente não o serão contra as bombas convencionais guiadas anti-bunkers dos americanos.
Para além disso, o Irão em atitude de grande desafio mostrou uma marinha assimétrica, quase guerrilheira, que estaria dotada de armas capazes de bloquearem o estreito de Ormuz mas que não poderão causar qualquer dano às forças americanas, mas, com isso, está a fazer elevar o preço do petróleo bruto para valores astronómicos.
Já os 3,5% provocaram uma notável subida do crude e a ameaça de sanções ainda pode vir a produzir efeitos ainda mais nefastos para as economias mundiais e, em particular, para as europeias; Portugal incluído.
O Irão possui 11% das reservas petrolíferas mundiais, mas participa só com 5% da actual produção mundial. O regime fundamentalista islâmico tem procurado obter tecnologias próprias em vez de exportar muito petróleo e delapidar rapidamente as suas reservas e não quer ser uma segunda Roménia que foi muito rica em petróleo e esgotou rapidamente as suas reservas sem ter encontrado uma substituição industrial para os rendimentos do petróleo.
Enfim, os americanos estão a repetir com o Irão o que fizeram com o Iraque e dar a entender que os 3 a 4% de U-235 são já a bomba e um perigo para o Mundo.
Bitt, Caçada ao Outubro vermelho é um bom filme, mas não se aplica . O filme que se aplica ao tema é sim do Tom Clancy e é bem verossímil. É assim, uma bomba atômica é perdida por um avião israelense na Guerra dos Seis Dias (?) é encontrada e vendida por terroristas e aí levada dentro de um conteiner para uma cidade americana (Baltimore?) onde é explodida causando milhares de mortes. Você não tem telecine não? Parece que existe uma bomba atômica americana perdida na Groenlandia.
cnn para uma palhinha.;
40, pois é, o bitt acha que é ficção…..
A meu Deuso, ele está falando de “A Soma de todos os Medos”. E olha que eu gostei muito do livro, o final ficou emocionante. Também sou fã de Rainbow Six, mas que me lembre os trabalhos do Clancy estão na lista de ficção.
Desde os anos 60 se fala que um grupo terrorista poderia fazer uma bomba a qualquer momento e destruir NY, provavelmente acionadas por comunistas antropófagos que moram debaixo de certas camas.
Fala-se horrores da queda da URSS, mas até o momento se houve desvio ficou na mão de governos. E com certeza não foram para o Irão, senão eles ainda não estariam tirando toda essa onda.
Bitt (olado)… Quem viver verá. A Rússia já perde anualmente (entre mortos e emigrados), 2 milhoes de habitantes.
Bom,
Buscando no google imangens com “little boy”, vemos imagens da bomba atomica de mesmo nome, além de varios tipos de misseis que carregam ogivas e uma figura de comparação de tamanho entre o homem e algumas bombas/ogivas atraves do tempo;
Por essa informação, hoje se fabricam ogivas bem pequenas, mas o sistema de detonação necessário eu não conheço mesmo…
A informação acima, que eu copiei de um site de discussão portugues, bate com o genérico que eu tinha no meu hd cerebral sobre quantidades necessarias de material radioativo para se fazer uma bomba.
E sobre o tempo para obte-las. (muitos dados foram lançados ao ar durante a discussão das centrifugas brasileiras, lembram? É so googlar ).
E ai, Bitt, poderia nos informar qual o menor tamanho de um artefato explosivo nuclear hoje ?
É possivel ter um, assim, dentro de uma kombi, uma station wagon ?
Existe mesmo a possibilidade de compra de arsenal antigo da ex-urss (as bombas nao perdem a validade ? quanto tempo?), ou casos quetais ?
Isso faria as ameaças terroristas factiveis ?
Outro site legal é o globalsecurity ponto org.
Parece press realese americano, mas é só vc filtrar o ruido e aproveitar as informações…
tem outro filme que o John Travolta rouba uma bomba atomica que acaba detonada num deserto nos EUA. Esse é mais fantasioso, mas…..
É isso aí, quem não tem Tom Clancy vai de Jonh Woo mesmo…
ei amiguinhos, a rússia vai renovar todo o seu arsenal núcelar té 2020..
Como esforço a Rússia tem colocado em operação por volta de 18 misseis topol-m, que não tem analogos no ocidente e nem preciso dizer que tem um custo astronomico, ainda no campo nuclear a Rússia está construção 3 submarinos nucleares de 4ª geração Borei, sendo que um desses submarinos está em testes no mar, cada um desses submarinos está avaliado em 1 bilhão de dólares sendo um pouco maior que os submarinos americanos da classe Ohio que são os maiores e mais poderoso dissuadores nuclear do ocidente. Os submarnos Akula (typhoon p/ otan) sofreram um upgrande, esses submarinos são os maiores e mais poderosos submarinos ja construidos no mundo, seu analogo americano tem metade de seu tamanho. Os submarinos da classe delta tb estão sofrendo upgrade, a produção do TU-160 foi reiniciada, cada tu-160 (Rússia tem 18 hoje) tem um valor de 800 milhões de doláres e um custo de 25 mil dólares por hora de vôo.
Chesterton, Bitt e Criket…
Em 2008 eu li uma notícia sobre a redução da pop russa e que ali tinha 80 milhões de cidadãos…
Marcos, atualmente são 147 milhões. A diferença entre o número dos que morrem ou caem fora e os que nascem (e conseguem sobreviver à equipe médica e às más condições do hospital) é de 700 mil/ano. População declinante, portanto. Veja: http://movv.org/2008/06/02/a-hipermortalidade-e-a-evaporacao-demografica-da-russia/
Marcos, atualmente são 147 milhões. A diferença entre o número dos que morrem ou caem fora e os que nascem (e conseguem sobreviver à equipe médica e às más condições do hospital) é de 700 mil/ano. População declinante, portanto. Para ver mais, vá ao Google e pesquise as palavras hipermortalidade + Russia.
Resta saber se a Rússia tem folego pra manter/operar tudo isso, eu acredito que não. Estima-se que a Força Aérea esteja com aproximadamente 2/3 da frota de caças no chão (Air Combat Magazine - Fev-Mar 09), com a frota de bombardeiros de longo alcance não é diferente. Cogita-se o retorno do PA e seu grupo aéreo (Caças SU-33) mas até agora nada. As demonstrações de força são pontuais (testes das defesas aéreas da OTAN no mar do norte e sempre interceptados e recentemente a visita de 2 Tu-160 ‘a Venezuela). A Marinha do Tio SAM está sempre presente com pelo menos 2 grupos de batalha ao mesmo tempo nos dois oceanos (atlântico e Pacífico - este cobre o índico) sendo que termina o cliclo de 1 entra o outro (normalmente um deslocamento dura em média 6 meses) . Todo o ano a Marinha faz um exercício chamado Valiant Shield onde coloca 4 grupos de batalha operando com as unidades da Força Aérea estacionadas na região reforçadas por unidades baseadas no CONUS. Os EUA tem dado atenção especial a região do Pacífico com deslocamentos frequentes de bombardeiros B-1/B-2 e B-52 para a Base de Andersen na ilha de Guam, caças F-22 para a base de Kadena no Japão além de aumentar o efetivo na Coréia (Osan e Kunsan) com o deslocamento periódico de unidades para lá, além de substituir um esquadrão de helicópteros Apache por jatos F-16. Além disso substituiu o antigo porta-aviões Kitty Hawk (aposentado em Jan 09) pelo nuclear George Washington (esteve de passagem pelo Brasil em Abril do ano passado), este o único PA permanentemente estacionado no Japão com todo seu grupo de batalha. Moral da história, dando um recado para Rússia/China/Coréia do Norte e um pouco mais afastado mas não tão longe….Irã/Siria etc., de que estamos aí.
Tb não duvido que em um futuro bem próximo não aconteça a versão iraniana de Osirak (o ataque da Força Aérea de Israel ao complexo nuclear de Osirak no Iraque em 1981) com os EUA dando apoio logístico para Israel.
marco,
não discordo nem concordo. É sua opinião, por si só respeitável. Mas me parece q o erro básico de seu raciocínio é imaginar q o governo iraniano seja constituído por psicopatas religiosos com a idéia obssessiva de destruir Israel. Com isso, não posso concordar - acho que o #45 esclarece alguma coisa sobre o assunto. Qto aos Scuds, não são vetores guiados, mas de trajetória rígida, ou seja, um tipo de FROG (Free Rocket Over Ground) (não muito) melhorado. Um troço assim tem a trajetória calculada mais-ou-mns como a de um tiro de canhão - depende de fatores não controláveis por meio de monitoramento/telemetria. Não vale à pena colocar uma bomba A na cabeça de combate (FROGs não têm ogivas) de uma coisa dessas, visto q quem lança não pode ter certeza de onde a coisa vai cair - dependendo de fatores atmosféricos, pode inclusive fazer meia-volta e cair em cima de quem lançou.
José,
cara, vc deu uma aula. Tomei a liberdade de verificar alguns dados, e arquivei suas observações sobre a fabricação de material físsil. Não sou físico, mas estudante de estratégia e aplicação de tecnologia, de modo q os dados técnicos, costumo a colher no site Boletim Cientistas Atômicos (aqueles do “relógio do juízo final”, não sei se vc lembra…
http://www.thebulletin.org/content/doomsday-clock/overview ). Concordo inteiramente com suas observações sobre o Iran. Porém, não tenho dados para discutir sua afirmação de que não foram produzidas bombas nos números divulgados ao longo de três décadas. Assim, me parece mais produto de teoria conspiratória a idéia de que …
“Durante décadas, o Mundo foi assustado com a existência de milhares de ogivas nucleares na posse dos EUA e da URSS sem que isso correspondesse à verdade, se bem que ao fim de meio Século acabaram de facto por serem fabricadas muitas bombas nucleares. Hoje, sabe-se que nem os soviéticos nem os americanos chegaram alguma vez a ter as tais dezenas de milhares de ogivas nucleares de que tanto se falou e cujos limites numéricos foram negociados nos Tratados Salt I e II e noutros a seguir, sem que qualquer das partes estivesse efectivamente na posse de tanto explosivo nuclear.”
Segundo a fonte q citei, em 1984, qdo o RJF (q atualmente está parado a 5 mins da 1/2 noite) esteve a 3 minutos da 1/2 noite, existiam 11 mil ogivas estratégicas (em mísseis de ataque de vários tipos) mais 2500 q poderiam ser classificadas como “táticas” (instaladas em ATAFs, torpedos e mísseis de cruzeiro). As conversações SALT se basearam nesses números, e não acredito q milhares de especialistas governamentais e acadêmicos não tivessem denunciado um tal embuste, q seria a maior fraude da história, e teria de ser tramada por um acordo entre os governos dos EUA e URSS…
Não sei se a pergunta sobre o “menor tamanho de um artefato nuclear” é ironia, mas vá lá - embora me pareça q um cara com seu grau de conhecimento saiba bem q artefatos mto leves, desde 1953 podem ser feitos com ORaloy, urânio 235 acrescentado por uns 90% de urânio 236, o q resulta numa mistura altamente enriquecida. Sgdo certas publicações, um artefato tático de 0,3 quiloton de potência (dá umas 3000 t de TNT), acionado por explosivo químico encapsulado em blindagem aço/aluminio (regime de implosão) pode pesar 55/60 quilos. Eram a carga de combate disparada por canhões de 155 mm e por mísseis de cruzeiro. Seria a bomba ideal para terroristas, mas essas coisas são dificilimas de fazer e foram desativadas como exigência do acordo SALT II. Atualmente as ogivas termonucleares ativas em misseis de ataque pesam entre 450 kg e 2 toneladas (peso calculado de uma ogiva de 20 megatons). De toda forma, pra quem quiser ver (é necessario saber distinguir, p/ ex entre “bomba” e “cabeça de combate”, ou entre “ogiva” e “MRV”) pode examinar
http://nuclearweaponarchive.org/Usa/Weapons/Allbombs.html
(Diria q é a “enciclopédia do fim do mundo”)
Mogas,
comentar suas observações exigiria mais espaço do q o PD estaria disposta a dar, mas de qq forma, é mto bom ler o que quem sabe o q fala entende…
A única observação q me ocorre é q a Rússia não está tentando reaquecer a guerra fria, mas mudou sua estratégia, e procura “marcar presença” - da forma como vc falou: aeronaves buscam telemetrar os sistemas de defesa dos EUA. A Rússia não parece capaz, no momento, de encarar diretamente os EUA, não apenas pelas deficiências da marinha de superfície como pela falta de bases avançadas. Entretanto, os bombard estratégicos, tipo os TU160 permanecem agora, a maior parte do tempo, no chão; e a maior parte das estações de combate onde orbitavam submarinos de ataque, próximo da costa dos EUA, foram desativadas. O tal “corredor da Guiné também está inativo. Em 1975 eu estive, no D34, na “trombada” com um submarino, a SSE da Trindade. Duas F e um CT estavam em manobra e de repente dão de cara com um submarino q corria a 60 mts de profundidade e 19 knt. Assim q monitorou o sonar das F (na época eram eqtos mto avançados), aumentou a velocidade e correu para “a fossa”. A F22 lançou um Lynx com sonobóias, mas mm assim o bicho sumiu. Qdo sumiu, estava (acredite ou não) a 25 knt.
chesterton,
de fato, aquele filme “Flecha Partida” era uma papagaiada, visto q bombas nucleares não são acionadas por um teclado de laptop. E a parte do filme em q o mocinho foge de uma explosão nuclear?..
ABC,
“Desde os anos 60 se fala que um grupo terrorista poderia fazer uma bomba a qualquer momento e destruir NY, provavelmente acionadas por comunistas antropófagos que moram debaixo de certas camas.”
De um pt de vista mais adequado às discussões aqui do WL, vc disse tudo. Mas não acho ruim q o bom chesterton cite TC com fonte de sua pacífica paranóia - geralmente ele se refere ao mto mais perigoso “filósofo” Olavo de Carvalho. Diria q a única coisa q temos em comum é o gosto por pequenas aeronaves e pelos romances do TC - se bem q não gostei mto de “O afegão”.
bitt
! - citei os scuds apenas para lembrar que existem paranóicos no poder.
2- que não existem defesas confiáveis contra mísseis / ( até um negócio troncho feito o Scud conseguiu voar e atingir Israel.)
É bom lembrar que um belo dia um Cessna voou sobre território da antiga URSS e aterissou ….na Praça Vermelha!
E que Boeings com serviço de lanches e crianças a bordo conseguiram matar um número de pessoas semelhante a de Pearl Harbour.
E que um caminhão da Häagen Dazs pode explodir sua carga nuclear no meio de NY, na maior. ( durante uma época era assim que a máfia colombiana de drogas de NY entregava as ” encomendas ” para os atacadistas dos bairros)
Por último - não é necessário ser um engenheiro nuclear para saber que o Irã deseja poder nuclear bélico.
Veja esta notícia - ” neste domingo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas americanas, o almirante Mike Mullen tem certeza que o Irã já tem material nuclear suficiente para construir uma bomba atômica
Numa entrevista à rede de TV CNN, ao ser perguntado se o Irã já teria material nuclear suficiente para fabricar uma bomba, o almirante afirmou: “Com franqueza, achamos que tem”.
“Há muito tempo acho que o Irã com armas nucleares é algo muito negativo para a região e para o mundo”, disse no programa State of the Union ”
O Almirante Mullen, Chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, deve entender do assunto tanto quanto nosso amigo José.
Pode estar mentindo, é claro.
Isso acontece todo tempo. Mas seria estranho que um Almirante do governo Obama, recém empossado, que se declara disposto a cumprir uma de suas promessas de campanha, ou seja, abrir negociações saudáveis com Irã e Síria visando a paz, esteja dizendo bobagem.
E justo para a CNN, Obama desde criançinha.
fora isso, tudo bem.
desculpem os negritos a mais…ainda não dominei o assunto…
Grato, Bitt,
Agradeço a atençao, mas o merito e so da pesquisa;
não nao sou um estudante do assunto;
So me interesso por ciencias diversas, etc.
E assuntos belicos/militares/historicos são areas de estudo fascinantes;
Os dados eu peguei de um site de discussoes portugues, e como tem uma dimensao racional factivel, pus em discussao;
DimenRacFact quer dizer que, se alguem fala que um aviao voa a 15milhoes de km/seg vc nao acredita, mas se falar em Mach xx, vamos procurar saber se é verdade…
problema dele
deu uma de bom porque quis
va tomar gala de
viado kkk