A China faz o mundo girar
(Todos juntos: EUA, Brasil, África, Irã…)
Aqui nos EUA, a imprensa fala compulsivamente a respeito da viagem da secretária de Estado Hillary Clinton à China. Há muito o que se falar. Internamente, há uma difícil batalha entre Hillary e o secretário do Tesouro Timothy Geithner sobre quem comandará a relação entre os dois países. (No governo Bush, considerava-se que a Fazenda, não a diplomacia, devia ditar o tom desta relação.) A China, afinal, é o maior credor externo dos EUA.
Ontem, quarta-feira, chegou ao Brasil o vice-presidente chinês Xi Jinping. Ele traz na pasta uma linha de crédito de 10 bilhões de dólares para a Petrobras, em troca da garantia de fornecimento de petróleo para seu país. Foi há exatos 35 anos, em 1974, que o Brasil restabeleceu relações com a China. Durante o governo Lula, as trocas de visitas entre os dois país se intensificaram: Lula viajou em 2004, seu par Hu Jintao retribuiu a cortesia no mesmo ano. Em 2005, o vice-presidente José Alencar foi. Em 2006, veio o presidente do Congresso. Quase todo ano, desde então, meio que sem a imprensa brasileira dar muita bola, uma visita de alto nível destas ocorre.
O objetivo não é apenas fortalecer a aliança diplomática Brasil, China, Índia que vem conseguindo algumas vitórias no cenário mundial. O principal objetivo é dinheiro. Nos últimos oito anos, o comércio entre China e Brasil cresce num ritmo de 30% ao ano. Em 2008, a China ultrapassou a Argentina como segundo maior parceiro comercial do Brasil. Só perde para os EUA. Hoje, a China é responsável por 9% das exportações brasileiras. Os EUA, aproximadamente 18%. Mas o comércio com os EUA está diminuindo. E, bem, 30% de crescimento ao ano é um bocado.
Os chineses não param. Enquanto recebem Hillary em Beijing e Xi Jinping aterrissa no Brasil, o presidente Hu Jintao está viajando rumo à África. O comércio entre seu país e a África Subsaariana cresceu 1000% nos últimos dez anos. Mas ponha o comércio de lado e observe o itinerário da viagem de Hu e o padrão da diplomacia chinesa começa a se revelar. Primeira parada: Oriente Médio, Arábia Saudita. Faça o elo com o acordo China-Petrobrás.
No início do ano, pires na mão, o presidente de Angola José Eduardo dos Santos foi dar em Beijing. Queria renegociar sua dívida para com os chineses e ainda levar um troco para casa. O governo Santos apostou que o preço do petróleo continuaria alto, perdeu. O governo da Namíbia fez o mesmo – e também pede compaixão chinesa. A princípio, não recebem muito mais do que um olhar frio com vaga esperança de ajuda. Em relação aos países realmente pobres do mundo, a China age como se fora um misto de poder imperial e FMI dos anos 1980. Ao mesmo tempo, conta com estes países. Afinal, na ONU, ou na OMC, a China é só um voto. Contar com a possibilidade de manobrar votos africanos conforme seus desejos é útil.
Não é à toa que os responsáveis pela economia dos EUA considerem que eles, não os diplomatas, deveriam ser responsáveis pela relação. Também não é à toa que um dos consensos positivos a respeito do governo Bush, na equipe Obama, é que a política para a China estava certa: reclama de vez em quando de direitos humanos (nunca a sério), busca ajuda para negociações delicadas (Coréia do Norte, Irã) e discute negócios, negócios, negócios. Business makes the world go ’round.
Hoje, a China é o maior importador do Irã. Nenhum tipo de negociação afetará realmente o país de Mahmoud Ahmadinejad se a China não estiver disposta a fazer pressão. E, por enquanto, os chineses não estão muito preocupados. Sua relação com quem provê combustível é mais importante do que suas preocupações com violações de direitos humanos. Sudão que o diga. Com a Coréia do Norte, é diferente. A Coréia do Norte serve aos chineses para manter japoneses, sul-coreanos e mesmo EUA assustados. Mas a relação com os EUA é considerada fundamental para Beijing, sacrificar a Coréia do Norte não é problema. O Irã tem algo a lhe oferecer. A Coréia do Norte, não. A moeda de troca dos EUA é Taiwan. A relação amistosa entre potência e ilhota é mantida para irritar os chineses.
O principal desafio dos dois países é aquilo que têm em comum: são os maiores fornecedores de carbono para a atmosfera. Com tanto petróleo que consomem, não é surpresa. E ambos os governos estão cientes de que, economicamente, o Aquecimento Global é mau negócio. O problema é que, em tempos de crise, é difícil encará-lo.
Mas é sempre engraçado quando alguém sugere que a China é uma futura potência. A China já é.
Ainda sobre o assunto:
- China, África: parasita, hospedeiro? A edição que está nas bancas dos EUA da revista FastCompany traz uma interessante análise das atividades chinesas na África....
- Índia, China, o preço do crescimento
e as culpas de nós todos Há um elefante no meio da sala geopolítica. O sempre excelente Gideon Rachman, editor de internacional do Financial Times, o... - No Brasil, somos todos corruptos Ainda não destaquei com o destaque que merece, cá no Weblog, o Notícias da Corrupção do Pax. Documentar é importante...
- EUA, Brasil, China, Japão e
quem deve quanto a quem Os maiores compradors da dívida norte-americana não estão mais tão disponíveis a serem credores do que costumavam. De acordo... - O mundo visto pelos leitores: China Por Zictor O ano novo chinês é a maior festa do ano. Todos os chineses retornam para suas províncias, querem...



PD - Não se se os dados de 2008 já sairam, mas pelo menos até 2007 a Balança Comercial com os EUA nos era favorável em mais de 6 bilhões de dólares. Pelo menos até Julho de 2008 nos era favorável em mais de 2 bilhões de doletas…
A fonte está no meu nome…
Pablo Vilarnovo, tirei a informação do site do State Department, mas agora não consigo mais achar a página… na dúvida, vou tirar a informação.
Potência a China já é há bastante tempo. Sociedade desenvolvida, não.
fico imaginando o que seria da China se ela não tivesse voluntariamente se fechado ao mundo no início do Século XV. Naquela época, a China era incontestavelmente o país mais rico e poderoso do mundo, com frotas de navios mercantes fazendo viagens constantes pelo mar da china, indonésia e oceano índico.
Daí, uma destas dinastias (Ming?) resolveu que o Reino do Meio não devia se sujar comerciando com nações inferiores e mandou parar todo o movimento, fechando a China por quase trezentos anos ao comércio exterior.
CNN - clique no meu nome [wikipedia em inglês]
pois é…mas a crise atual esta demolindo a estabilidade interna chinesa…desemprego, downsizing selvagem, etc
sem falar da bolha imobiliaria, fudida…
Post que pede obrigatoriamente comentários do Zictor. Acredito que o nada será como antes também pode contribuir bastante.
Quando alguém sugere que a China será uma futura potência, na verdade está sugerindo que será uma potência maior do que os EUA.
Sinceramente, acho que quando a China ganhar musculatura suficiente, haverá atritos se´rios com os EUA pela influência internacional. Questão de tempo.
o titulo do post me faz lembrar o tim maia: “eu e você, você e eu, juntinhos!”
#4 - poxa clara, existe isso de sociedade desenvolvida?
cada país tem sua fatia de contribuição na baixaria generalizada que é o “estado das coisas” atual, ou como diz o Tutti, na Turnê Mundial do Fim do Mundo
jjj
Rodolfo - Para mim uma sociedade que permite que meninas sejam mortas apedrejadas por terem sido estupradas mas condenadas por adultérios não é uma sociedade desenvolvida.
Mas isso é apenas minha opinião ;)
Bem, a China se beneficiou do intenso comercio com os EUA para crescer e sair da miséria, mas é dependente do mercado americano. Quem mais vai comprar os conteiners com bagulhos, bugingangase materia plástica chienesa?
“Quem mais vai comprar os conteiners com bagulhos, bugingangase materia plástica chienesa?”
A gente.
Chesterton, como disse o jean, não só a gente como, neste momento, todo o mundo.
“Para mim uma sociedade que permite que meninas sejam mortas apedrejadas por terem sido estupradas mas condenadas por adultérios não é uma sociedade desenvolvida.”
Voltaire:
1) “A civilização não suprime a barbárie, aperfeiçoa-a.”
2) “A mulher foi criada para domar o homem.”
A China ainda não saiu da miséria. Mais de dois terços dos chineses ainda vivem na “Idade Média”, termo inaplicável ao país, mas que dá idéia da intenção.
A China deverá ser fracionada, assim como outras nações agora tidas como unificadas.
Entramos em outra conjuntura, onde os valores de outrora já não têm sentidoe serventia. Misto de social e individual, o mundo caminha para o alvorecer de outros saberes, outros “códigos”.
Grandes revelações nos esperam.
Há mais de um ano, em resposta a confetti, escrevi, aqui, comentário a respeito da China e suas perspectivas.
Não vou procurar aquele comentário, mas ele é atualíssimo.
# 14 a centopéia tem cem pés mas anda devagar.
Jolin Tsai Suan Tian
PD, era uma piada, mas já que insistem, o governo brasileiro já tentou semana pssada impor restrições a importações, principalmente de badulaqus de plástico. O maior cliente são os americanos. Ponto.
Embraer mnda 20% para o olho da rua. Ponto. Faltam clientes. Boing deverá produzir 30% menos.
A única coisa que a China tem de bom é um trilhão de verdinhas na poupança.
É uma tolice ocidental insistir nisso de que os eua e a CHINA “…são os maiores fornecedores de carbono para a atmosfera”
A conta correta a ser feita é per capita.
É a forma mais democrática e correta de tratar a questão.
Nem de longe a CHINA é esta imundíce que são os eua, japão, alemanha, inglaterra…
Com populações “pequenas” estes sugismundos ocidentais é que emporcalharam o planeta.
A China cresce a qualquer preço. Qualquer preço mesmo. Coisas como previdência social. meio ambiente, salários, qualidade de vida e similares são relegados a quinto plano. A economia chinesa é um rolo compressor que embala no seu mercado interno e com isso avança pelo mercado externo. Adquirir embalo num mercado interno de alguns bilhões de consumidores é um fator relevante sim!!!
A necessidade quase desmedida por matérias primas fazem os chineses vasculharem o mundo e a crise atual força estes produtos para baixas que em muito colaboram com a economia chinesa.
Por outro lado, como a China depende muito do mercado externo e se este mercado atingir níveis muito baixos, de nada adiantará a extorsão de matérias primas nos países empobrecidos se estes mesmos pobrezinhos não puderem comprar as quinquilharias chinesas e sem mercado externo não existe mercado interno ( só Lula acha que o mercado interno basta…).
Não sou economista. Não gosto de profissões como astrologia, metereologia, economia e outras que exploram a fé pública…
Tratar qualquer questão chinesa “de forma democrática” só podia sair mesmo da cabeça do Fábio Passos. Bom, nada estranho para quem considera Cuba um paraíso…
Nenhuma análise sobre consumo/poluição vai prosperar se não considerar a avaliação per capita.
Ainda mais em um mundo em que os privilegiados do ocidente apitam cada vez menos.
A verdade é que os eua - os grandes suínos do planeta - precisam se submeter a realidade.
Sua capacidade de interferir ainda é significativa, mas sua capacidade de impor algo a CHINA… é praticamente nula.
Um ser humano não vale mais do que outro.
Um estadunidense não vale mais que um chinês. A medida per capita é uma imposição da realidade.
E muito mais correta e democrática.
Sai a porcada americana e entra a porcada chinesa. Cada século tem a porcada que merece…
A forma mais inteligente, correta e democrática é inclusive atribuir o passivo ambiental utilizando a medida per capita.
Somos bilhões no planeta… credores da destruição provocada por uma minoria.
Submeter esta minoria aos interesses da humanidade é a grande questão.
Esta minoria é uma ditadura sanguinária, capaz de cometer genocídio pelo privilégio de continuar emporcalhando o planeta: são os ricos. Tanto nos eua quanto nas demais nações superdesenvolvidas. Majoritariamente do ocidente.
A qualidade da turma aih é terrivel.
Ainda bem que o Governo Brasileiro, inclusive os do futuro, não vai precisar dêles para negociar com a China.
Os americanos nos chamam de “happy Monkeys”(não sei se está certo em inglês), ou, macacos alegres. Mesmo assim tem gente que acha que eles são a solução. Esqueçam…
fabio, você é pobre?
“fabio, você é pobre?”
Não sei o Fábio, mas eu sou e eu sou limpinho.
Pô chest!!! O Fábio não deve ser pobre. Pobre tem que trabalhar e não tem tempo de ficar pensando nas maravilhas do comunismo. Deve ser rico pois parece ter vivido em Cuba por muitos e muitos anos e deve pagar um plano de saúde caríssimo por conta do longo, caro e até agora inútil tratamento psiquiátrico…
nada #16,
lembro de sua analise,
e é um prazer reencontra-lo, querido carinha dos doces ! :-))
josua #21,
bem dito !!
@ Darwinista,
Muito obrigado, fiquei lisonjeado. Agora vou fazer um comentário geral sobre o post e depois comentarei sobre os comentários. Aviso logo que o comentário de nada foi muito bom.
O maior problema do Brasil no tocante à sua política externa sempre foi a falta de foco (ou excesso de foco em EUA e Europa).
Infelizmente, esquerda e direita transformaram o debate em mentalidade terceiro mundista versus mentalidade colonizada, o que é uma pena.
A China não quer dominar o mundo, não quer espalhar o comunismo, a China quer apenas ficar na sua e se desenvolver. Não deve ser visto como um inimigo, nem como uma ameaça. A China é um país como qualquer outro que simplesmente quer fazer parte do mundo.
Fazendo parte do mundo, a China é um país que, como qualquer outro, vai defender seus interesses. A grande diferença é que realmente eles não fingem ser bonzinhos ou ter falsas morais, como EUA e Europa muitas vezes o fazem.
Prefeririam comercializar somente com os “bons países”. Mas, os “bons países” já vendem todo o seu petróleo para EUA e Europa, isso complica a situação chinesa. Entre desagradar um pouco o mundo e por a perigo o desenvolvimento que sustenta o partido, não precisam nem pensar na hora de saber a resposta.
Na hora de fazer comércio com países africanos, os chineses não estabelecem todas as metas e exigências que o ocidente impõe. Os africanos sabem que os chineses não são bonzinhos, mas estão cansados da hipocrisia ocidental.
Realmente, há a possibilidade de os interesses chineses e americanos entrarem em conflito, como entram, já entraram e continuarão entrando à medida que a China aumenta sua esfera de influência.
Mas a China não é o único país que cresce. A Índia também cresce. Ela e outros países do Sudeste Asiático já estão roubando fábricas da China. As indústrias de mão de obra barata, como a têxtil já estão saindo. Trabalho com isso e visitei várias fábricas de roupa aqui na China que estavam funcionando bem abaixo da capacidade produtiva.
A correlação da Coréia do Norte com Taiwan é muito interessante, por causa da relação histórica onde as duas questões se cruzam, mas a forma como se desenvolveram as separou.
A China Comunista estava prontíssima para invadir Taiwan e expurgar as tropas nacionalistas, terminando de uma vez por todas a guerra civil. Havia muita controvérsia nos EUA sobre o que deveria ser feito, mas a tendência era deixar invadir porque Chinag Kai-shek (Jiang Jieshi, em mandarin) era um pé no saco, e um incompetente.
Quando a China apavorou-se com a Guerra da Coréia e resolveu se meter no meio, os EUA resolveram defender Taiwan. Taiwan tornou-se a “China livre”, e houve um forte lobby para proteger a ilha.
Hoje, a Coréia do Norte é um Estado falido que incomoda muito o mundo. Taiwan tornou-se um governo democrático que está amadurecendo bem as liberdades individuais, com boas marcas e economia semelhante à Coréia do Sul.
O mais importante para a população da ilha é manter a identidade enquanto se evita a guerra. O custo interno e externo de os EUA abandonarem Taiwan ainda é altíssimo. Há congressistas e figuras políticas influentes que ainda acham que os EUA devem apoiar a separação formal. Não é tão simples como PD colocou. A questão é MUITO complexa MESMO.
A China é uma potência, mas ainda não manda no mundo, nem chegará tão cedo ao nível de poder dos EUA (isto é, SE chegar um dia). Mas um amigo meu uma vez me disse: A China nunca será pequena. E eu acho que ele estgá certo.
@ Radical Livre,
Sim, foram os Ming.
@confetti,
bom te ver de novo por aqui. A crise ainda não começou a demolir a estabilidade interna. Ainda não chegou nesse ponto, mas a situação tá feia.
@ Fábio Passos,
Eu acho que o ecossistema que é o planeta terra não está tão preocupado assim com “per capitas”.
salut zic ! abraços e amizade !
continuo sem dividir alguns de seus pontos de vista, mesmo sabendo que from inside vc sabe melhor do que esta falando !
Confetti (31),
Eu imaginei que você se lembraria.
E é meu o prazer de reencontrar você e seu querido nick por aqui. Quer um pedaço de bolo de chocolate?
@Confetti,
abraços e amizade pra você também, mas deixe de bobagem.
Não gosto dessa de ter de concordar com os “sábios” acadêmicos e PhD(euses).
Se quiser mandar um e-mail com perguntas mais específicas, eu teria o maior prazer em responder. PD tá autorizado a dar o meu gmail para Confetti se ela quiser.
A cada 5 anos, a China coloca aproximadamente 100 milhões de pessoas na classe média.
Isso implica enormes necessidades de consumo a atender.
A demanda chinesa já garantiu a triplicação da planta da cadeia alumínica brasileira. Negócio de algumas centenas de bilhões de dólares/ano.
O crédito chinês para a Petrobras é altamente competitivo. Além do mais, alia dinheiro barato à garantia de demanda para a produção. O melhor dos 2 mundos: na maior parte dos casos, a abertura de crédito é descolada da compra de produtos; você consegue os créditos e, depois, tem que sair mundo afora catando compradores pros seus produtos (o quê, num momento de crise é, no mínimo, problemático).
Num contexto assim, comprar algumas toneladas de badulaques chineses baratos é mal menor.
Afinal, nada é de graça. Depois, se há quem goste e consuma, qual o problema?
Mas eu sempre achei que a China seria o melhor mercado do futuro para o álcool carburante brasileiro.
Como a China polui muito — mais que a maioria dos países — aumentar o consumo de combustível não poluente e renovável melhoraria a pose na foto. E facilitaria um monte de coisas pra ela, em outras esferas.
Vivo imaginando que a cana de açúcar poderia ser cultivada na própria China e o Brasil entraria com a tecnologia (que é o que temos de melhor).
Zictor, como você vê essa possibilidade?
Zictor,
Como faço parte do ecossistema… eu estou.
Pedro Dória, caro,
Por que Guantánamo é inaceitável - e a violação dos direitos humanos na China ´” è uma questão de negócios”?
Como se essa viagem de Hillary fosse uma versão moderna da cena de Cabaret, aonde Liza Minelli e Joel Grey’ cantam seu inesquecível Money makes the world go around para uma plateia indiferente enquanto o nazismo toma conta da Alemanha.
Ora, por esse prisma pode-se aceitar que Guantanamo é ” uma questão de terrorismo, de segurança nacional”
Hillary declarou que essas questões incomodas dos direitos e Tibete não devem atrapalhar um consendo geral, mais amplo….
O que, em bom português significa que ela aceita violações para não atrapalhar os negócios.
Veja bem aceito que as relações com a China, de negócios ou não,devam realmente passar por cima das violações várias e da indepêndencia do Tibete. Por uma questão de pragamatismo geo político e de sobrevivência mesmo. A China tem que ser levada em conta caso se deseje um mundo mais estável.
E também por que a China, ao criar uma enorme classe média, educada em universidades e antenada no mundo, tem tudo para, gradualmente, ir saindo desse estado de tirania pura.
Mas, meu caro, não vale tapar o sol com a peneira. Violações existem, são deploráveis, mas as relações com esse país são mais importantes no momento. Essa seria uma declaração mais de acordo com a realidade pantanosa aonde se pisa com cuidado para não se sujar ( muito ) de lama.
Liza Minelli e Joel Grey cantam seu inesquecível Money makes the world go around no meu nome.
marco, os EUA são uma democracia moderna. A China é uma ditadura.
Acho absolutamente natural cobrar os EUA por outros padrões. De uma ditadura não dá para esperar tanto.
Pedro, sem querer polemizar, mas querendo, e se um grupo de generais desse um golpe de estado e transformasse os USA em uma ditadura sem escrúpulos, o mundo deveria aceitar ” que não dá para esperar tanto de uma ditadura ” e continuar negociando normalmente com ela?
Não seria o caso de vir á boca de cena e declarar : Os EUA são uma ditadura inaceitável, mas temos que negociar com a primeira economia do mundo, sabe ?
Assim, vamos apertar as mãos da Junta Militar lá em Washington DC.
la nave va …levando um rinoceronte moribundo felinniano a bordo mais va…
@marco,
A diferença foi muito bem explicada por Eddie Izzard, aquele comediante inglês: “Veja Hitler, quando você agride e detona o povo dos outros, o mundo fica com medo de ser o próximo. Veja Mao ZeDong, quando você agride e detona seu próprio povo, ninguém tá nem aí.
Vou dar um passeio, tirar umas fotos da Muralha coberta de neve. nos falamos daqui a pouco.
Os eua são uma ditadura descarada!
… governada por uma minoria inescrupulosa e corrupta.
Um regime que promove sequestros, prisões sem direito a defesa, tortura, guerra e genocídio… para roubar dinheiro.
A vida humana não vale nada para estes maníacos assassinos… e ladrões ordinários.
São as grandes corporações que controlam os eua… negar é demonstração de profunda ignorância.
Fábio Passos, alô….
Você tem razão. Realmente desta vez o queniano rastejou mais do que cobra grávida no deserto do Arizona.
O Gigante Chavez humilhou o fantoche de wall street…
Venezuela 10x usa 0
We are the champions camaradas…
Por falar em queniano…
Mohamed El Baradei - Chefe da Agência Internacional de Energia Atomica - alertou o “relações públicas” da máquina de matar estadunidense, que fingir que israel não tem armas de destruição em massa… dá a maior bandeira.
O queniano pensa que ninguém percebeu que os eua são os patrocinadores do terrorismo de iSSrael.
os eua não passam de uma ditadura corrupta e sanguinária…
E será que o queniano já leu a carta enviada pelo Hamás?
A superioridade moral da resistência palestina deve ser um verdadeiro tapa na cara dos terroristas israelenses.
Veremos se o queniano terá coragem de permitir a investigação e punição dos criminosos:
George Bush
Tzipi Livni
Dick Cheney
Ehud Olmert
Donald Rumsfeld
Ehud Barack
Condoleezza Rice
Shimon Peres
Aliás, leiam lá no Azenha:
“Israel declarado culpado por crimes de genocídio”
”
A condenação é do Tribunal Internacional sobre a Infância. É a primeira sentença internacional contra os crimes de Gaza; 450 crianças palestinas morreram…
“
Zictor,
Você diz que:
A China não quer dominar o mundo, não quer espalhar o comunismo, a China quer apenas ficar na sua e se desenvolver.
Você poderia me explicar qual o contexto ou justificativa não expansionista para a explosão do cinema Chinês no sudeste asiático?
Na minha humilde opinião, fotografia à parte, o cinema Chinês é tão panfletário quanto Rambo III ou Rocky IV.
Ainda contra essa sua visão, eu acho muito interessante como Singapura, Austrália e outras nações próximas à China tem investido pesado na expansão de suas forças armadas. Será mera coincidência?
@Fucs (Credum Fas),
Nunca ouvi falar de uma “explosão do cinema chinês” no sudeste asiático. Manda uns links aí pra eu dar uma olhada se possível.
O cinema chinês em geral é bem fraquinho. Os temas dos quais eles sequer podem tratar são tão limitados que eles ficam apavorados de fazer diferentes. E a toda a mídia aqui na China é muito panfletária.
Militarmente falando, os chineses ainda têm um poderio muito fraco para quem quer ser potência. O exército é grande, mas a aeronáutica e a marinha são uma piada. Estão expandindo, mas estão longe de serem uma ameaça aos EUA.
Provavelmente você sabe mais das notícias na Austrália do que eu, já que mora por lá. Mas uma coisa eu posso dizer, quem conhece a China sabe muito bem que os países que têm que se preocupar com uma China militarmente forte são Japão, Coréia, Rússia, Índia, Taiwan e EUA. Esses estão sempre preocupados.
Mas Singapura? Austrália? Mesmo que estes países estejam investindo nas forças militares, não conheço nenhum ponto de tensão geopolítico nas histórias das relações destes países com a China para que eles se preocupem. Você poderia, por favor colocar alguns links que indicassem o que o levou a tirar essa conclusão?
Claro que países que são potências sempre expandem seus interesses. Mas não acho que ficar morrendo de medo da China seja o caminho.
Zictor,
Não há links. Essa é uma perpeccão minha. Em países como Singapura, Indonésia, Filipinas o número de salas mostrando filmes chineses era impressionante.
Dei uma olhada no IMDB e os filmes chineses (isso inclui HK) podem não faturar tanto quanto os filmes norte americanos mas impressionam pela quantidade. Na lista deindicados no ASF por melhor filme dos seis, três são chineses.
Mas muito me surpreende que você diga que o PLA é um exército fraco. A marinha chinesa, piada ou não, conseguiu recentemente emergir um submarino no meio de um exercício da US Navy para espanto dos presentes.
A Austrália é um continente de minérios, gás e petróleo habitado por 20 milhões de pessoas. Os centro populacionais são concentrados… melhor impossível. :-)
Dados em geral apontam que a Austrália está entre na parte superior do ranking de investimentos em defesa com base no % do PIB. A situacão dis vizinhos não é distinta. Não fosse o suficiente, Austrália e Japão vem aproximando seus esforços em defesa. Os dados você encontra no The Military Balance 2008 do IISS.
Será que o motivo da escalada é a Indonésia ao invés da China? Pode ser. Ainda assim, Singapura tem demonstrado alinhamento mais ocidental em termos de defesa, incluindo uso de bases pelos EUA, etc. Nesse contexto, natural que assim como Taiwan, Singapura vislumbre o potencial de atrito com a China.
Eu sinceramente não acho que o atual século irá chegar ao fim sem mais um banho de sangue mundial mas sabe como é, eu sou pessimista. ;)
zic, quando te vejo dizendo isso :
“Nunca ouvi falar de uma “explosão do cinema chinês” no sudeste asiático. ”
me pergunto se você vive mesmo na china, ou se o “filtro” entre os habitantes e a realidade existe…:-))
“credun fas” dr andré ??? ah, perdi mesmo muitos capitulos…:))
perdeu preiboi… perdeu