Que é sustentável?
Que é sustentável? O jornalista Denis Burgierman – um dos mais antenados de nossa geração – encarou o desafio de tratar do tema em blog. Sustentável não é apenas ecológico. Não é apenas um conceito econômico. Tampouco é só palavra bonita para políticos e marqueteiros usarem.
É um bocado repensar o mundo do zero e começar a produzir instrumentos mais eficientes. Por eficientes, diga-se, mais baratos, que provoquem menos danos ao ambiente, que facilitem a vida. De trivial, não tem nada, até porque o mundo de alguma forma já funciona como está. (Ou será que não funciona?)
Em apenas três posts, Denis já deu noção do tamanho do problema. Devemos trabalhar mais em casa? As cidades devem ter mais centros? Se descentralizadas demais, as cidades não perderão um pouco os pontos de encontro, a vida que faz delas interessantes? Então, como nos mover por elas?
Reinventar o mundo não tem nada de simples: cada pedaço dele que alguém se aventure a melhorar sai desenterrando camadas e camadas de significados, mudanças, possibilidades. Mesmo que não reinventemos tudo, ou que reinventemos muito pouco, só o exercício de pensar sobre como as coisas são e o porquê e suas conseqüências já é um feito e tanto.
Sustentável é pouco será um blog fascinante de acompanhar.
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PEDRO DORIA
Grande texto, pelo fato de a palavra em questão, tão honrosa, é constituinte tão somente do vocabulário de jornalistas e marqueteiros. Tão importante quanto a ciência de seu significado, SUSTENTABILIDADE deve ser ato e não um vil potencial.
Acho, ademais, que sustentabilidade é uma carência de cunho mundial cuja existência em ato até a mim questiono: ser-me-ia pertinente o escrito acima? Não só a mim, mas em parcela a você e aos comentaristas do blog.
Grande abraço
A idéia de sustentabilidade depende, antes de mais nada, de se saber quais são as reais necessidades do ser humano. Até o fim do ano passado, a regra tão difundida e reverenciada pelos que se julgam modernos e sofisticados, era o “greed is good”, a velha acumulação irracional do capitalismo. Os iluminados, depois de matarem a história, repetiam esse mantra como os camponeses repetiam o latim incompreensível da missa, como papagaios, mas com a autossuficiência dos pavões.
Bem, a história deu o ar de sua graça e a realidade se encarregou de fazer desabar a mentira capitalista. Embora todos os governos estejam se empenhando em remendá-la, com o dinheiro do povo, claro, ela não sairá do desastre sem inúmeras cicatrizes.
A sustentabilidade já foi dita, de forma simples e sem sofismas, pelo velho Marx: de cada um conforme sua capacidade, a cada um conforme sua necessidade. O resto é firula.
A grande aliada da sustentabilidade, hoje, é a ciência; a inimiga de sempre é a ganância. Vamos ver qual vencerá.
Pedro, muito bom o blog. Pena que, por ser abrigado no site da Veja, daqui a pouco o Fábio Passos, o Surfando na Jaca e congêneres, vão dizer que trata-se de mais uma manobra espúria da mídia golpista contra o retorno do Lada, esse verdaeiro prodígio, que só o nova homem socialista poderia ter inventado…
digo: verdadeiro e novo homem
puro papo neo-marxista.
Menos, chest, menos…
Chest, desculpa, pensei que você estava se referindo ao bolg indicado pelo PD. Só agora vi a lorota do João Daltro, que de neo não tem nada. Bastou-me ler o comentário para tomar dois anti-histamínicos, tal a quantidade de bolor…
hm, se está na veja é porque é reacionário
Manejo sustentável da floresta amazônica.
Eis aí um projeto de grande futuro.
Racionalizar a extração de madeira, a coleta de frutos, a criação de peixes, pesquisas de medicamentos, etc. as opções são imensas.
O Brasil deveria criar grandes estatais para realizar tão gigantesco empreendimento.
1) “Sustentabilidade”, “sustentável” tornaram-se buzzwords que o verbete da wikipedia no link a seguir ajuda a melhor focalizar. Podem associar-se, por exemplo, ao substantivo “cidade” e embasar uma seqüência interessante ao bate-papo no outro posto sobre Rio de Janeiro, natureza e intervenção humana. Esses dois conceitos, homem e natureza, parecem aliás indissociáveis nos vários contextos em que são empregadas as tais buzzwords. Técnica, portanto, é um terceiro que decorre incontornavelmente. 2) Não era o velho Heidegger quem falava em “sentido do ser”, variável em épocas sucessivas como aquela “episteme” que graduandos de ciências humanas, lendo “As Palavras e as Coisas” do Foucault, habituaram-se a identificar vagamente como condição de possibilidade para ciência/conhecimento numa determinada situação histórica? 3) Pois bem, tentando não viajar além do necessário com o Senhor Michel, se os compararmos com o que eram há uns duzentos anos, “homem”, “natureza” e “técnica” estão em vias de articular-se de maneira distinta no tempo em que vivemos. Do meu ponto de vista e de alguns torcedores do Botafogo, o desafio bacana ao tratar de sustentabilidade é construir (ou inventar, desenterrar) significados que os articulem de maneira, como diria, menos compartimentada do que na cultura da razão instrumental em que vivemos. 4) Ou seja, o desafio é ir além de “começar a produzir instrumentos mais eficientes. Por eficientes, diga-se, mais baratos, que provoquem menos danos ao ambiente, que facilitem a vida.” Por que? Não porque eficiência e custo-benefício não sejam importantes. Mas porque a lógica, a maneira de falar que lhes confere primazia em qualquer discussão “séria”, mesmo jornalística, é a mesma que tornou necessário repensar o que significa “sustentável”. É uma lógica sobredeterminada por um sentido de ser, um pano de fundo que dá sentido às coisas, pouco poroso a considerações alheias a jogos de poder-domínio, a um tipo de humanismo exclusivista perigosamente inclinado a disciplinas sociais autoritárias. “Sustentável é pouco.” 5) Boa vacina contra isto e contra papos-cabeça como este seria quem sabe focar no basicão; não apenas naquilo que fosse mais eficiente, mas ainda no que viabilizasse para valer a construção de esquemas de convívio subjetivamente atraentes para grande número de pessoas muito distintas. Um exemplo entre “n”: o que é que contribuiria para uma Copacabana sustentável, partindo de sua concretude agora?
http://en.wikipedia.org/wiki/Sustainability
Até o aparecimento da industria e do capitalismo toda cultura humana era da devastação da natureza. O extrativismo produziu catástrofes que dizimaram civilizações, só comparáveis a acidentes da antiga URSS.
O capitalismo proporcionou a classe media mundial um nível de vida SEQUER IMAGINADO por Luis de França. E agora vocês querem ensinar sustentabilidade aos capitalistas?
Ora, cresçam e apareçam.
Séculos após Descartes, a racionalidade ainda é mercadoria rarefeita nas relações humanas.
Sustentabilidade, ou alguma expressão equivalente, significa o manejo racional de produção e consumo, da mesma forma que a acumulação de riquezas deve ser proporcional às expectativas econômicas.
O sistema financeiro, que existiria para gerar recursos à produção, adquiriu “autonomia” e, distanciado de sua finalidade, sucumbiu, vitimado por sua própria irracionalidade. Essa ruina demonstra a necessidade de a Economia Política, que é muito mais ampla e complexa do que fazem crer as publicações e jornalistas do ramo, se adequar à realidade.
A Economia Política é o âmbito em que as questões ambientais, as produtivas, as sociais, as de trabalho, as de comunicação, de educação, de financiamento, dentre muitas outras, devem ser planejadas, posicionadas e praticadas.
O discurso ambientalista, quando desprovido da articulação com as necessidades vitais, é vazio e meramente retórico, pois nada oferece como contrapartida de seus juizos e admoestações.
A propalada busca de avanços educacionais, se descolada da perspectiva de absorção dos capacitados, pode gerar apenas frustração.
Sustentabilidade é algo que transcende a visão tradicional e setorial. A vida contemporânea é demasiado complexa para merecer apenas análises recortadas e parciais, que pouco fazem além de transformar a essência das coisas em meros objetos de lucro.
O decadente capitalismo, além da riqueza para poucos, trouxe a miséria da maioria, gerou as maiores crises da História, as disputas e guerras mais sangrentas e, agora, acena em busca de maiores sacrifícios da humanidade.
Chegou a hora de aderir à racionalidade. O sistema irracional deve ser desmontado.
O decadente capitalismo, além da riqueza para poucos, trouxe a miséria da maioria, gerou as maiores crises da História, as disputas e guerras mais sangrentas e, agora, acena em busca de maiores sacrifícios da humanidade.
chest- esse é um exemplo de descolamento da realidade. Por isso os socialistas sempre vão à lona, apesar de todo marketing e toda violência.
“Este blog aqui parte desse princípio: o de que precisamos urgentemente encontrar um sistema novo de idéias e de crenças. Não espere encontrar aqui, portanto, nenhuma daquelas velhas discussões – por exemplo, a arqueológica divisão entre “esquerda” e “direita”, duas palavras que não significam mais nada. ”
Curti.
Esse flaxflu não serve p/ mais nada.
Volta e meia aparecem umas palavrinhas que viram moda e enricam muita gente. Já teve “deus” ( aliás, continua enricando muita gente), apareceu também “democracia”, depois “comunismo”, mais recentemente “bug do milênio” que não é uma palavra só mais enrolou muitos e enricou poucos… - como aliás todas demais citadas aqui.
Agora na onda do aquecimento global (outra palavra enroladera e enricadera) surge “sustentável”. Essa tem se revelado uma mina de ouro que vem enricando a intelectualha verde e forrando os bolso de ongeiros de fachada sem falar em milhares de dólares do já combalido orçamento das nações que escoa pelo ralo da papagaiada sustentável.
Sustentabilidade é asneira pura. A matemática - uma das poucas verdades indiscutíveis do universo - já provou por A + B que a humanidade tá ferrada agora e vai se ferrar mais ainda nos próximos 50 anos.
Somos seis bi e caquerada de humanos. Uns poucos até que vivem bem mas a maioria vive mesmo é na merda ou perto disso - e não me venham com galhordagens ideológias para explicar isso - Seis bi e pouco!!! É muita gente!! são quantos peidos por dia? quantos arrotos? tudo isso é gás nocivo ao ozônio ou outra coisa qualquer. São milhares toneladas de merda e milhares de litros de mijo produzidos todo o dia e pra que essa imensuralidade seja cagada e mijada teve que ser comido e bebido e dê-lhe ferrar o planeta para produzir comida…
Tem bilhões de pobres que vivem nos cafundós do mundo - Rio de Janeiro inclusive - e estes pobres querem mesmo é computador, moto, roupas boas, e tudo o mais e que se foda a mãe natureza para que eles tenha isso tudo.
Repensar o modo de vida humano para vivamos em equilíbrio? Só se morrerem aí uns quatro bilhões de humanos ( incluídos aí os 5.000 esquerdistas que ainda insistem em existir no mundo) e os que ficarem que se virem com bicicletas e jirinquinchás com PCs. acionados a pedal e a internet como nos tempos do Poney Express.
Não adianta. A matemática está contra nós e nem mesmo deuses ou demônio podem com a matemática…
E se alguem disse que Hugo Chávez tem a solução daí eu parto prá porrada mesmo!!!
E em tempo: Jornalista “antenado” é aquele que saca qual matéria vai vender bem e se aperfeiçoa nela…
Me desculpe a ignorância, mas não perco o meu tempo com nada que está abrigado sob os cuidados de tal publicação.
Somente o total boicote a este lixo é que vai fazer com que perca sua “força” entre a classe média burra brasileira.
É nessas horas que eu não seria um bom jornalista, a causa país fala mais alto.
Dizendo não àqueles que praticam o mau-jornalismo podemos talvez um dia separar o joio do trigo, hoje anda muito difícil.
Pedro Dória,
O José Eli da Veiga, sob o aspecto econômico, vem abordando esse assunto com muito conhecimento. Sou leigo, mas recomendo os escrito dele que podem ser encontrados no site junto a USP. Ele publica os textos no jornal Valor Econômico e há dois textos sobre o PIB que são muito bons. O primeiro de 15/04/2008, intitulado “O que o PIB tem a ver com o Natal” e o segundo intitulado “A força que o PIB tem” de 02/09/2008. A abordagem que ele publicou mais direta da sustentabilidade foi sobre o ecnomista romeno (creio que de ascendência judia) Nicholas Georgescu-Roegen, com o título de “Reabilitar Georgescu” de 08/02/2008. Vale a pena dar uma olhada. No texto José Eli da Veiga faz menção à dissertação de mestrado sobre Georgescu que seria defendida por Andrei Cechin, mas no Programa de Ciência Ambiental.
Posteriormente, em setembro de 2008, quando da defesa houve repercussão na imprensa. Luis Nassif no blog dele fez chamada com o título de “A termodinâmica da sustentabilidade” de 16/09/2008 às 10:15.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 16/02/2009
XAVANTE, besteira a sua… o Denis é bom, tem história própria e que eu, pessoalmente, respeito muito. E é funcionário da Editora Abril, que tem publicações as mais diversas.
Leia o cara e tire suas conclusões a partir do que eles escreve, não a partir do rótulo que dá nome ao site no qual escreve.
“Sustentabilidade é asneira pura. A matemática - uma das poucas verdades indiscutíveis do universo - já provou por A + B que a humanidade tá ferrada agora e vai se ferrar mais ainda nos próximos 50 anos.”
Oba! E você vai querer estuprar quem?
Sem objetivar desqualificar a matemática, mas se eu tivesse a prova científica do fim da nossa raça ou a concretização de simulacros de FC ciberpunk para o nosso futuro imediato, eu já montava a minha gangue, conquistava um território, erguia uma fortaleza, parafusava uma máscara de metal na cara e botava p/ quebrar na profanação satânica.
Ou pelo menos, num gento de piedade, afogava a minha esposa grávida na banheira.
Pô, tem fente que pensa assim e fica escolhendo o colêgio p/ gêmeos que estão programando p/ ter com ajuda da clínica de fecundação.
Que saco!
sustentabilidade também é tentar nao consumir nada que tenha sido plantado ou produzido a mais de 200 kms de seu lugar de residencia….evita-se transportes e gasto de combustivel inutil, etc
utopia ? mas so o fato de tentar, ja da lugar a mais consciencia… eu ia dizer civica….:-)
Oi, Confetti, por onde você andou este tempo todo?
Fiquei até um pouco apreensivo.
É isso aí, a utopia de ontem é a realidade de hoje.
alo patriarca da paciencia ! nos conhecemos ?
nada será como antes
Em essência acho que você disse tudo. Parabéns.
O resumo preciso é a necessidade de mudança das nossas consciências. Pode-se mudar um bocadinho aqui e outro acolá, mas sem mudarmos nossa racionalidade nada acontecerá.
Só trocaria o tom mais político. Há muita irracionalidade em qualquer sistema de governo.
Bom, Confetti, chegamos a trocar algumas idéias.
Mas acho que naquele tempo eu assinava como Dom Casmurro. (uma ousadia tremenda)
“O capitalismo proporcionou a classe media mundial um nível de vida SEQUER IMAGINADO por Luis de França. E agora vocês querem ensinar sustentabilidade aos capitalistas?
Ora, cresçam e apareçam.”
Chesterton, ninguém está querendo ensinar sustentabilidade a capitalistas. Todos nós sabemos e estamos usufruindo dos avanços no nosso modo de vida que foi proporcionado pelo capitalismo.
O problema é que esse avanço está gerando uma demanda por recursos naturais - em sua maioria, finitos - gigantesca e cada vez mais crescente. E o principal desafio está sendo fazer o melhor uso desses recursos e a criação de outros - de preferência, renováveis. E isso minimizando os efeitos nocivos - ambientais e socio-econômicos.
É ese o caminho a ser tomado pelo capitalismo. Pelo menos na minha visão. Se parece com alguma forma de socialismo, aí é apenas consequência.
ô Frangão, ou Chesterton, ou ainda, mais apropriado O Quarentão à Toa, membro da fraternidade dos fracassados da meia idade a caminho, se você gosta de beber água podre, comer DDT e jogar lixo pra baixo do tapete. Bom proveito. Aliás, seu pensamento e cabeça parece ter aquela substância que circula entre os esgotos …
Mas no final tendo a concordar com certas coisas: o capitalismo é verdade, desenvolveu formas predatórias de exploração dos recursos, diferente de outros tempos …
Porém, é o único que pode, por meio das “leis do mercado” (que chavão lindo, não?), proporcionar novas tecnologias mais sustentáveis e racionais do ponto de vista ambiental.
Carros menos poluentes (e até com poluição zero) estão em desenvolvimento, a P&D para a energia solar está muito avançada e será uma realidade para inúmeras cidades no futuro, aparelhos caseiros para captação de água purificada já existem e serão massificados em poucos anos …
Tudo isso, com o desenvolvimento da pesquisa científica de ponta e de uma perspectiva de mercado eficiente e estratégica.
Curioso entretanto, é a defesa que o frangão, ou chesterton, ou Quarentão à Toa, faz do capitalismo, mas como valor, não como o sistema que permitiu o maior avanço da pesquisa científica.
Como já vimos em outros posts dele, e sua rejeição a Darwin e outros, além de ignorar a ciência enquanto ação e atividade, ele a rejeita, pois no cerne do fazer-ciência, os mitos e a estupidez religiosa são questionados e colocados à prova, sempre …
Por isso, não espere jamais do quarentão à toa, uma defesa do capitalismo enquanto “pesquisa & desenvolvimento”, mas como valor civilizacional abstrato, frequentemente recheado de idiotices religiosas ….
XAVANTE, besteira a sua… o Denis é bom, tem história própria e que eu, pessoalmente, respeito muito
chest- nem imagino qual seja a “história própria”…tem a ver com “sofisticação”?
O problema é que esse avanço está gerando uma demanda por recursos naturais - em sua maioria, finitos ..
chest- nunca foram tão abundantes s tais recursos finitos, cada vez que se diz que vai faltar algo o preço desaba.
ô Frangão, ou Chesterton, ou ainda, mais apropriado O Quarentão à Toa, membro da fraternidade dos fracassados da meia idade a caminho, se você gosta de beber água podre, comer DDT e jogar lixo pra baixo do tapete. Bom proveito. Aliás, seu pensamento e cabeça parece ter aquela substância que circula entre os esgotos …
Mas no final tendo a concordar com certas coisas
chest- sei , vocë deve gostar de beber água podre com DDT. Mas isso não é concordar omigo.
Curioso entretanto, é a defesa que o frangão, ou chesterton, ou Quarentão à Toa, faz do capitalismo, mas como valor, não como o sistema que permitiu o maior avanço da pesquisa científica.
chest- você é idiota ou está só fingindo?
Como já vimos em outros posts dele, e sua rejeição a Darwin e outros, além de ignorar a ciência enquanto ação e atividade, ele a rejeita, pois no cerne do fazer-ciência, os mitos e a estupidez religiosa são questionados e colocados à prova, sempre …
Por isso, não espere jamais do quarentão à toa, uma defesa do capitalismo enquanto “pesquisa & desenvolvimento”, mas como valor civilizacional abstrato, frequentemente recheado de idiotices religiosas ….
chest- meu Deus, ele não finge….
“nunca foram tão abundantes s tais recursos finitos, cada vez que se diz que vai faltar algo o preço desaba.”
Chest, não é abundante, está abundante. Principalmente em vista da retração do consumo provocado pela crise financeira. Mas crises, assim como períodos prósperos, passam.
A questão da “sustentabilidade” não passa apenas pelos recursos naturais, e sim pelos modelos de produção industrial, modos de vida, distribuição espacial, e muitas outras coisas que não me vêem à cabeça.
Não vou cair na bobagem de querer culpar o sistema capitalista ou a sociedade de consumo (da qual eu faço parte, e com gosto) pelos incêndios e enchentes na Austrália, pelas ondas de calor na Europa ou pelas enchentes de Santa Catariana. Mas deve-se, sim, avaliar o tipo de terreno - e nisso incluo o que citei no parágrafo anterior - em que o nosso sistema está fundado. Para evitar problemas futuros.
Frangão, ou quarentão à toa, não adianta recorrer ao teu deus … Ele não vai te ajudar da ignorância e da estupidez, pois ele não existe.
Recomendo que, nos teus quarenta anos, vá ler alguma coisa sobre ciência e tecnologia e procure ser mais competitivo e produtivo.
Monte uma empresa, ainda não é tarde, e ganhe dinheiro de verdade.
Pratique o capitalismo enquanto prática (vale a redundância) e não como aulinha de moral e cívica (acho que era assim que se chamavam estas aulas na tua época).
O problema é que caras como o frangão, nos seus quarenta anos, pensa em termos da esquerda e termina reproduzindo a escala de valores que os esquerdistas usam, só que de modo inverso…
É como um espelho. O esquerdista levanta a mão esquerda, o reflexo, direitista, levanta a mão direita … Simples assim.
Não vi jamais um defensor moral do capitalismo, aqueles que defendem a moralidade da coisa, ser substancialmente diferente de um esquerdista. O pensamento é similar, as limitações e ignorância idem.
Aliás, creio que até tem uns esquerdistas por ai que se ajeitam melhor no capitalismo que muitos defensores morais do capitalismo.
O caso concreto parece ser o do nosso querido quarentão à toa, membro da liga dos fracassados da meia idade próxima.
só podeser gozação. rabalho 12 horas por dia, provavelmente faturo em um dia o que este idiota ganha em 2 meses, e ainda tenho que ler isso? Alguem avise o incauto.
Chest, não é abundante, está abundante. Principalmente em vista da retração do consumo provocado pela crise financeira. Mas crises, assim como períodos prósperos, passam.
chest- é abundante, o que falta é capital para explorar e gente para manter o consumo elevado. Pode dormir tranquilo que nem arranhamos a casquinha da Terra.
Bom, uns dez bons anos da minha vida trabalhando com meio-ambiente e afins.
Conclusão?
Faço minha parte, penso dez vezes antes de adquirir um bem, principalmente duráveis (se é que existe isso hoje em dia mas…), primeira coisa que me vem na cabeça: vou usar isso?
Procuro reciclar e conserto muito do que estraga.
Nem tudo que aparece como “novidade” é necessário, a maioria é consumismo descarado.
Se posso morar perto do serviço, ir a pé, pra que preciso de automóvel? Se não tenho automóvel porque alugar uma casa com garagem?
Sustentável, creio eu, vai muito mais de bom senso que outra coisa.
ei dom c.p. ! bom reve-lo
Seja benvinda confetti. (pela nova ortografia essa é meio confusa, troca-se o “m” por “n” ou mantém- o o hifen?).
Você já está na França?
Nossa!!!! Como esse blog pratica o jornalismo ágil! Fiquei impressionado!
22 anos depois da palavra Sustentabilidade ter sido definida pela Gro Brundtland, o PD e seu amigo blogueiro da Veja a descobriram. Legal! Incrível!
caceta bobo pra caceta, folgo em saber que vc já sabe tudo sobre sustentabilidade.
O mundo só está começando a aprender agora. Me pass por email seu nome, telefone e email que, tenho certeza, as dúvidas serão muitas daqui pra frente, as incertezas várias, é bom saber que ao menos alguém tem o mapa claro na cabeça e possa nos ditar o que escrever a respeito do tema.
“só podeser gozação. rabalho 12 horas por dia, provavelmente faturo em um dia o que este idiota ganha em 2 meses, e ainda tenho que ler isso? Alguem avise o incauto.”
Uau.
As primas devem adorar o coroné!
dom cp, eu …continuo aqui, sim ..e vc ?
confetti,
Mudei de casa mas continuo na mesma cidade e acho que nunca sairei do Brasil.
Tenho certeza que este é o meu lugar.
Gostei do Brancaleone #16.
Falou e disse.
Só não curti a alusão pejorativa à bicicleta. Independente de sustentabilidade ou o que quer que seja, é o meio de transporte mais rápido, ágil, inteligente, barato e saudável nas metrópoles.
Podiam inventar o carro elétrico-movido-a-ar-e-não-solta-um-grama-de-fumaça que ele continuaria sendo uma porcaria de um carro.
Fico com minha fixed gear.
As primas devem adorar o coroné!
chesterton- pelo menos não me chamou de veado……
“A brasileira Paula oliveira, de 26 anos, que tinha dito que foi atacada no dia 9 de fevereiro de 2009 na estação de trem de Stettbach, em Zurique, voltou atrás em suas afirmações à polícia”, diz o comunicado da Promotoria. De acordo com a nota, no dia 13 de fevereiro de 2009, ela explicou que não houve ataque e que ela própria infligiu os ferimentos em seu corpo.Após ver os resultados dos exames ginecológicos, Paula também teria dito que não estava grávida. A nota diz ainda que a Promotoria Pública investiga, juntamente com a polícia, quais teriam sido os motivos que a levaram a fazer as declarações falsas, “se e o quanto ela planejou tudo antecipadamente e se havia outras pessoas envolvidas”.
ainda sobre o assunto,
uma boate em Rotterdam, a Watt, é o primeiro club europeu “sustentavel”;
investiram 6 milhoes de euros em reformas para economizar 30% de electricidade, 50% de agua e reduzir pela metade o lixo…
os copos sao reciclaveis, nos banheiros é usada agua recuperada de chuva e o aquecimento recicla o calor dos amplificadores…interessante tbm a ausencia de poluiçao sonora : cada frequentador recebe headphones na entrada…
mais detalhes aqui, na rubrica “sustainable”…
http://www.watt-rotterdam.nl/
Creio, e o Denis também pensa assim, que sustentabilidade está se tornando algo que não é mais apenas relativo ao meio ambiente. Está ligado também às nossas relações pessoais e sociais, diz respeito a todo impacto que causamos no mundo, seja ele físico ou não.