Israel vai às urnas e um cenário de
pesadelo se arma para quem busca a paz
Pouco mais de cinco milhões de israelenses estão votando neste momento e aproximadamente um milhão estão indecisos. O regime é parlamentarista: os votos são para deputados e o partido que eleger mais deles será convidado pelo presidente Shimon Peres a formar o governo.
O Likud, de direita, liderado por Benjamin Netaniahu, está à frente nas pesquisas, com aproximadamente 25% dos votos. O Kadima, de centro, do atual premiê Ehud Olmert e liderado por Tzipi Livni, está logo atrás, com 22%. O tradicional Partido Trabalhista tem parcos 14%.
Para formar um governo, o vencedor terá que fazer acordos com partidos o suficiente para garantir metade mais um dos votos no parlamento, o Knesset, que elegerá sua 18a legislatura. E aí está o maior problema.
Um dos mistérios do resultado de hoje é se o Kadima conseguirá ultrapassar o Likud, por certo. Mas o mistério maior é com o terceiro colocado desta disputa: o partido de extrema-direita Yisrael Beiteinu, liderado por Avigdor Lieberman. Racista, anti-árabe, periga chegar bem próximo dos 20% dos votos e será uma grande força no Knesset.
Lieberman está sendo investigado pela polícia por um escândalo de corrupção envolvendo a aprovação de um cassino em Jericó. Ele era ministro do então governo Ariel Sharon quando teria recebido o dinheiro. (Sharon, em coma há anos, foi condenado por ter recebido suborno de 3 milhões de dólares no mesmo caso.)
Mesmo que o Kadima consiga ultrapassar o Likud, parece inevitável que Israel tenha um governo que tenda à direita. O melhor cenário é uma aliança entre Likud, Kadima e Trabalhistas.
No outro lado da fronteira, nos territórios do futuro Estado palestino, a população assiste a tudo indiferente. Também lá os mais radicais estão bem politicamente. Após o bombardeio seguido de invasão a Gaza, o Hamas está em alta. Até na Cisjordânia a população o tem em boa conta. Há dois meses, o cenário eleitoral era completamente distinto. Para quem espera por paz, o pesadelo é exatamente este: um governo chefiado pelo Likud e sustentado pelo Yisrael Beiteinu de um lado, com o Hamas pelo outro.
Enquanto isso, Ehud Olmert, em seus últimos dias de governante, parece ter enfim acertado um esquema com o Hamas para trocar prisioneiros pelo soldado seqüestrado Gilad Shalit. Já cedeu, informa a imprensa, que até prisioneiros considerados terroristas perigosos estão na mesa de negociação.
Se era para chegar a esta conclusão, poderia ter sido bem mais cedo. Teria contribuído para poupar um milhar de vidas.
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de novo? outra vez? quantas vezes esse tal de Doria de um blog de merda ainda vai apelar…
Pedro,
“Enquanto isso, Ehud Olmert, em seus últimos dias de governante, parece ter enfim acertado um esquema com o Hamas para trocar prisioneiros pelo soldado seqüestrado Gilad Shalit. Já cedeu, informa a imprensa, que até prisioneiros considerados terroristas perigosos estão na mesa de negociação.
Se era para chegar a esta conclusão, poderia ter sido bem mais cedo. Teria contribuído para poupar um milhar de vidas.”
PIEGAS!!!! Dessa vez eu sou obrigado a concordar com o GAIVS IVLIVS CÆSAR do comentário anterior.
Apelou de vez.
A leitura das eleições chega a ser primária, fico me perguntando se o ensino de Stanford é tão fraco assim ou se você está com uma preguiça cada vez maior de reler esses seus artigos antes de publicar.
Desde quando Gilad Shalit foi motivação do último conflito em Gaza? Eu posso jurar que o Min. da Defesa negou essa associação mais de uma vez.
Se não me falha a memória a única operação militar cujo motivo declarado era libertar Gilad Shalit foi a Summer Rains em 2006, antes da Guerra com o Líbano em 2006.
De resto, sinceramente, acho que o artigo é tão fraco em relação à política local israelense que não merece comentário. Conseguiu superar o post sobre a História de Israel e aquela barriga ridícula em relacão à morte do Grão-Mufti.
Disse no ano passado e infelizmente repito, para alguém que defende com tanta convicção “all politics is local” o artigo parece saído de um nota de rodapé do “O Dia”.
Um pena.
Como se diria por ai, eh menas verdade, Pedro.
O Lieberman ja foi cantado em verso e prosa por analistas aqui e quase todos afirmam a mesma coisa: ele adora falar, nunca fez NADA. Como vi um israelense arabe mucumano falando indiferente ontem na televisao: “ele nunca fez nada pelos judeus, e na verdade nunca fez nada contra os arabes. Que disperdicio de voto!”.
Alem do mais, o problema maior no proximo ano, como em todo o mundo, eh de ordem economica. Nao da para aprovar pacotes sofisticados e decisivos com um governo fraco, de coalisao capenga. Vai dar briga. Muita briga. E pra variar nao vai acontecer nada, porque o Nataniahu eh um lider incompetente. E assim estamos todos aqui esperando mais uma eleicao para daqui ha 1.5, 2 anos.
sem comentários.
Pedro,
Eu li em algum lugar uma vez que o tal ataque de Israel contra o Hamas tinha pouco a ver com os mísseis que ele manda todos os dias contra Israel, e muito a ver com as eleições que se aproximavam. Até que ponto isso é verdade? Nesse assunto, complexo que é, não consigo pescar nas entrelinhas.
GAIVS IVLIVS CÆSAR,
Vou te dar uma dica valiosa. Toda vez que seu computador acessar o blog do Pedro Dória misteriosamente, aperte a tecla ALT do seu teclado (segure-a, issso), agora aperte F4.
See ya.
Cidadãos árabes se revoltam nas eleições israelitas!
Valeu moçada!
E os foguetes continuam caindo. Para que serviram as mortes daquelas centenas de crianças mesmo?
Credun Fas, eu jamais disse que o conflito foi por causa do Shalit. Mas o Shalit tem um bocado a ver com a tensão crescente entre Israel e o Hamas em Gaza. O verbo ‘contribuir’ não foi usado à toa.
Seu problema, como o de vários aqui, é que a única coisa que te interessa ler é algo que confirme suas opiniões. O fato de que outros possam fazer leituras diferentes lhe incomoda profundamente. Por fim, o Grão Mufti: citei de cabeça, errei, não afeta a leitura que fiz, corrigi a informação. Às vezes erro, nem é tão raro assim.
O bode no meio da sala continua lá: se ia trocar prisioneiros considerados de alto risco, poderia tê-lo feito desde o início, não precisava ter deixado a escalada de violência e desacordo subir e subir.
Gabriel, eu sei que o Lieberman não é lá muito de ação… mas é apavorante que tanta gente esteja disposta a votar no discurso do ódio. =(
tá difícil, viu. assim nem o super obama poderá enquadrar os reaças de eretz israel. pd, se a maioria em israel quer a paz e o fim dos assentamentos - como vc e outros dizem ( e acredito - só as circunstâncias da ofensiva em gaza não dão conta desta que deverá ser uma hiper guinada à direita. abratzo
Essa guerra toda e esse milhar de mortos só serviu para satisfazer a frustração sexual do Frangão e do resto da reaçada doente…
PD, será que é um pesadelo tão grande assim? Digo isso porque parece que foram justamente os governos israelenses nominalmente menos propensos ao diálogo que avançaram mais nas negociações, enquanto os declaradamente mais interessados numa solução pacífica, como os trabalhistas, têm falhado… ou estou errado?
Ademais, tenho ouvido falar muito do Lieberman, mas, sinceramente, não vi nada tão fascista no discurso dele. Sim, vi posições extremas, como forçar árabes a entrarem no exército para combater palestinos, mas não fascistas e quetais. Tudo bem, só conheço o que ele diz através de citações, mas… teria alguma fonte de ele se posicionando, por exemplo, contra a solução dos dois estados ou pedindo, digamos, extermínio, expulsão ou algo parecido dos palestinos sitiados?
Até!
Pedro - Uma reportagem recente do Haartz diz que o Hamas está caindo nas pesquisas tanto em Gaza quanto na Cisjordânia, diferente do que afirmas…
Entretando a maior parte da população culpa Israel pelo conflito. Vou ver se consigo encontrar a reportagem.
Kritsy wohl!
Acho que isso tudo tá muito dramático, nem sei mais o que pensar.
Pedro, entendo que você tenha uma quedinha por questões do Oriente Médio. Mas não dá pra variar um pouquinho, não?
Tá cansando e atraindo muito radicalismo esse tema. Pega alguma coisa da África.
Achei:
Survey: Only one in four Gazans supports Hamas
By Haaretz Service
Tags: IDF, Israel News, Hamas, Gaza
Only a quarter of the Palestinians in Gaza support Hamas, Army Radio reported Monday.
According to the findings of a new poll conducted in Gaza by the Palestinian Center for Public Opinion, support in the ruling Hamas government has drastically gone down following the Israel Defense Forces offensive in the coastal strip.
Only 28% of the Palestinians now say they support Hamas, compared to 51% who voiced their support for Hamas in November 2008.
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Palestinian President Mahmoud Abbas’ moderate Fatah party has seen a rise in favorability rate, with 42% of the Palestinians in Gaza now supporting Fatah, compared to 31% in November.
Despite the findings of the poll, more than half of those questioned said they hold Israel responsible for the recent escalation in Gaza.
O melhor cenário é uma aliança entre Likud, Kadima e Trabalhistas.
É o que provavelmente vai acontecer, com a bonitinha Tzipi Livni como premiê.
O direitista Lieberman deve ter aprendido conosco quando fala “Israel, ame-o ou deixe-o”.
Credun, o que PD e outros pacifistas “sofisticados” não entendem é que a mente dos radicais islamicos, revolucionarios de esquerda e afins não funciona de modo racional. Eles não compreendem gestos de boa vontade, não cumprem acordos, não tem interesse nem mesmo na paz, pois vivem da guerra.
Lembro até hoje, pois vivia nos EUA, era uma criança, mas a época Carter foi bem essa conjunção de boa intenção , bom mocismo, wishfull thinking e incompetencia.
Esse pessoal só entende a FORÇA! Relações de poder. Se o Obama der um peido, toma uma base americana no grito, se der um arroto, tomam uma embaixada. O PD vai nessa onde, provavelmente seus professores todos seguem essa linha (estou chutando) de negar a realidade dos fatos e entrar no pacifismo utópico. Vai dar merda, sem dúvida, mas até lá eles tem tempo de arrumar uma desculpa.
No caso dos prisioneiro de alto risco a liberar, eu sou a favor de implantar cirurgicamente um chip, de modo que se possa saber direitinho onde andam. Não seria “cool”?
#20
Excelente método nazista.
Que tal usar estes prisioneiros como cobaias para experiências extravagantes?
Em vez de chip, que tal implantar um transmissor valvulado?
Mais barato seria se expusessem este mesmo prisioneiro à radioatividade e utilizassem contadores geigher para monitorar por onde o sujeito anda.
Mais “cool”, seria pintar ele todo de laranja pra se destacar em meio aos escombros da destruição em Gaza.
Frangão, nem se você fosse médico legista e eu estivesse morto, eu teria coragem de ser seu “paciente”.
visto numa perspectiva de tempo longo, o que assistimos em Israel e na Palestina ocupada é a progessivo avanço do fanatismo religioso na política, ocupando o lugar das forças laicas. Mantidas a atual evolução, não importa se Israel ou Palestina, o que teremos por lá será um regime parecido com uma mistura de Arábia Saudita, Irã e estados dos EUA como Utah e Arizona. Será que Egito e Síria irão resistir? Tel Aviv está na mira dos fanáticos religiosos israelenses, assim que eles vencerem uma eleição, será enquadrada. Que triste esse lugar.
israel com governo pendendo pra extrema-direito é assinar o atestado de óbito da região.
vocês são tão puros…..e conhecem aqueles colares que apertam o pescoço caso o sujeito não se comporte? Passou um filme do Star Trek que tinha.
PD,
Nessa o Andre esta certo - a operacao em Gaza nunca foi para liberar o Shalit, e sim para parar os foguetes (rojoes segundo seu “amigo” Idelber).
E eu li o mesmo artigo que o Pablo cita acima - acho que, ao contrariodo que voce diz, o apoio dos palestinos ao Hamas esta diminuindo,
Ao longo de minha longa vida, aprendi que os humanos são muito interessantes. O populacho, a ralé (também conhecida como “povo”) precisa de líderes. Não importa muito a ideologia, o caráter ou o objetivo destes líderes. Uma boa retórica, por mais cretina e belicista que seja arrasta multidões de otários dispostos a explodirem-se em escolas ou atacar cidadãos palestinos indefesos.
Alguns venusianos ( é o que parecem ser) vem por aqui pregar a fraternidade entre as nações e um pacifismo que beira a servilidade (tipo os “Viva (com medo) Rio” esquecendo que vivem num planeta dominado por humanos e a pior variação da espécie humana, o “povo”…
Eu por mim aceito as cretinagens e imbecilidades humanas por serem estes traços característicos da raça, tanto quanto é característico ao micos comerem bananas…
Israel rumo ao radicalismo? Inevitável. Nas circunstâncias atuais, com a besta do Armedinajade do Irã jurando (e bancando) o extermínio do estado judeu, só mesmo radicalizando…
E se alguem vier com aquela hipocrisia de “reação desproporcional” de Israel, eu parto prá retaliação. O único que pode invocar este argumento é o Fábio Passos porque o psiquiatra dele proibiu a gente de contrariá-lo enquanto durar os tratamento à base de eletrochoque e demerol…
Eita, começou a aparecer os mais realistas que o rei. Se é pra tudo ficar como está, pra que vir aqui encher o saco? Volta pra debaixo da cama!
Concordo com o Gabriel.
O mote dos próximos anos será a economia.
Pelo andar da carroça, das eleições de hoje sairá, no máximo, um governo de transição.
A poeira vai baixar e haverá novas eleições daqui a mais um tempo (um ano e meio a 2 anos, como disse o Gabriel).
Aí a coisa vai. Pra direita, esquerda ou centro.
A menos que o milhão de indecisos resolva encarar a parada já. Acho difícil, porque pouca gente tem clareza do que deve ser feito pra superar a crise econômica (que ainda não mostrou totalmente a carranca).
RW in Miami, eu não disse que a operação em Gaza tinha por objetivo liberar o Shalit. Eu disse que o Shalit contribuiu para a crescente tensão entre Israel e Hamas.
Pablo Vilarnovo, minha fonte para o crescente apoio ao Hamas é o Financial Times. Como a fonte do Haaretz é o exército de Israel, por enquanto prefiro o FT.
“a pior variação da espécie humana, o “povo”… ”
Brancaleone,
francamente,
perto do que a elite faz, o povo é santo.
Quem mandou a economia atual para o buraco foi a elite, não o povo.
o povo vive dentro do senso comum, isso é fato, mas não é a pior humanidade. A elite é bem pior, tem consciência do que faz e meios para fazê-lo. Muitas vezes a opção de fazer diferente.
Pedro - Faz sentido. Abraços.
Jorge:
Não fosse a elite (seja lá quem ou o quê você denomina de elite) o povo estaria bem pior…
O povo vive mal graças a elite. Não fosse a elite, viveria muito pior…
apesar do jogo de palavras, o post só me faz torcer para que os radicais da potência colonizadora ganhem as eleições com folga.
os comentários subsequentes, em sua grande maioria favoráveis a política de extemínio do povo palestino, concretizam minha torcida.
governo novo eleito, aí sim, sem meio termo na ortodoxia judaica, é esperar pelo conflito total na região. o pau cantará solenemente de uma vez por todas.
jeová versus alá, feito final de campeonato.
quem viver, verá e acompanharei pelo you yube.
abçs
dane-se israel
dane-se palestina
eu moro é no Brasil
Se a politica de Israel fosse exterminar palestinos, eles não seriam milhoes.
Queres a paz? Prepara-te para a guerra.
isso é um clichê. Mas é a pura verdade.
Aí, PD, sguindo seu raciocinio , os ataques do Hamas empurram o eleitorado de Israel para a direita? Em caso afirmativo, não é um tiro no pé para que deseja a paz? O que vale para Alfredo vale para Godofredo?
outra falácia muito influente era a que sustentava que a ação israelense em Gaza só fortaleceria o Hamas. Militarmente, é óbvio, ele está mais fraco. E a sua popularidade despencou: em novembro, antes da guerra, era apoiado por 51,5% da população da região; agora, por apenas 27,8%. O Fatah, que, em novembro, tinha o apoio de 32,5%, agora conta com 42,5%. A facção de Mahmud Abbas, no entanto, perdeu prestígio da Cisjordânia: o respaldo de 68,6% caiu par 39,2%, mas ainda muito acima dos índices do Hamas: 23,7%. O levantamento foi feito pelo Centro de Opinião Pública Palestino. Até os palestinos da Faixa da Gaza reconhecem a responsabilidade do Hamas na tragédia que os colheu. Só nas universidades, na imprensa e no governo brasileiros é que a popularidade do Hamas chega perto de 100%…
Por Reinaldo Azevedo
Num programa Roda Viva com o ministro José Gomes Temporão, da Saúde, que fazia a defesa da legalização do aborto, indaguei se não poderíamos garantir aos fetos os mesmos direitos de que gozam os ovos de tartaruga. A minha intervenção foi considerada agressiva.
Pondé
o cara defende um feto ainda não vivo e não se importa com a morte de centenas de crianças.
e ainda é médico.
vai entender…
Sempre que leio esses comentários do Brancaleone, cheios de insultos contra o “povo”, eu lembro da fábula das uvas verdes.
O grande sonho do Brancaleone era ser um político bem sucedido e popular, tal qual o Lula. Mas como não teve competência para tal, fica aí a vomitar todas as suas frutrações e arrogâncias contra o povo.
Também não existe essa história de “reação proporcional” porque o que Israel fez foi simples covardia ou, pior ainda, um massacre.
É muito fácil armar-se com um tanque de guerra super moderno para “combater” civis desarmados.
Mas Israel está tomando um caminho muito perigoso e o que as pessoas de bom senso desejam é apenas “abrir os olhos” dos adeptos da violência de que truculência pode levar a uma reação muito truculenta também.
Depois não se queixem.
Fica a vomitar todas as suas frustrações e arrogâncias contra o povo.
Pedro Doria: Você está absolutamente certo na sua excelente análise. Todavia, seja o Bibi, Livni ou Lieberman (cruz-credo!) no comando, só existe uma incógnita no processo: O que farao os USA. Israel depende deste para sobreviver - militarmente, economicamente, financeiramente e nao pode contar para sempre com o beneplácito perpétuo do Tio Sam. E o Bucha de canhao fundamentalista e cretino nao está mais lá.
Daí, a alavanca que têm os USA, se decidirem usá-la, é uma puta alavanca. Pouco importa quem seja o premier de Israel. Se o patrao mandar, Israel obedece. Obama poderá se revelar uma desagradável surpresa para os nazi-sionistas israelenses, sobretudo se chegar a um acôrdo com o Iran. Veremos.
Total desrespeito pela vida, sentimentos e propriedades dos outros, não era assim que os nazistas agiam?
Vou mais longe: O Iran tem enorme influência no Iraque e Afeganistao. E exerce influência no Paquistao e também na Síria. Se o Iran ceder um pouco no quesito nuclear e passe às maos do Katami, além de contribuir a acabar com a farra da Al-Qaida na regiao e pressionar o Hisbolá e o Hamas a ficarem quietinhos (se quiser agir muito estratégicamente, é capaz de fazê-lo), garantindo assim o petróleo da gringaiada pelo estreito de Ormuz e além, Israel se tornaria praticamente um aliado prepotente e - porque nao? - dispensável.
O mundo já se cansa da prepotência de Israel; a farra está chegando ao fim.
Daqui 60 anos, haverá um post semelhante a este.
Acreditem, mas nada vai mudar naquela região. Piorar até pode mas mudar. duvido. :o(
Corrigindo:
Piorar até pode, mas mudar, duvido. :o(
Vejam que interessante: a Anistia Internacional acusa o Hamas de levar a cabo uma “campanha mortal” contra seus oponentes e criticos em Gaza, com sequestros, assassinatos, torturas e ameacas de morte. Deu la no Haaretz (cliquem no meu nome).
E ai, gente… vamos fazer um abaixo assinado contra o Hamas ? Fabio PaSSos, posso contar com sua assinatura ?
19 h (Brasília) A apuração das eleições em Israel segue apertada. Por enquanto Kadima lidera com 30 cadeiras e o Likud com 28, segundo o Channel 1.
O leilão por lá já começou. Pode ser que a Livni, mesmo com mais votos, não leve. Tudo dependerá do nível de extorsão que ela vai sofrer do Lieberman. Bibi deve pedir que o assento seja embrulhado pra presente.
Caramujo:
concordo com você, companheiro. Entretanto, não acho que os EUA se importará com a situação de pacifismo social pelas bandas de lá. Contanto que continuem usurpando de recursos essenciais e exclusivos do Oriente Médio, para os americanos já está de bom tamanho. Esta é uma visão estereotipada criada até então dos EUA. Para quem aspira resguardar um pouco de otimismo, rezem para Obama dar um baile de ética e mostrar compaixão, colocando como prioridade a paz de irmãos isralenses antes das necessidades econômicas da maior potência mundial.
EUA se importarão***
o cara defende um feto ainda não vivo…
ué, feto não vivo? Então está morto. Porque ainda? O feto morto vai ressucitar?
PS: mas a inguinorancssia astravanca o pogressio.
“…Após o bombardeio seguido de invasão a Gaza, o Hamas está em alta. …”
Se é verdade o que mais pode querer um povo desses? Será que o voto é de cabresto e para não morrerem com tiros no meio da rua dados pelos “radicais que não podem ser controlados” do Hamas, preferem votar e tentar uma sobrevida?!?!?!?!?!!? Ou é fanatismo, que na verdade é o radicalismo da burrice?
“…Se era para chegar a esta conclusão, poderia ter sido bem mais cedo. Teria contribuído para poupar um milhar de vidas. …”
Quer dizer que a iniciative é obrigatoriamente de Israel? Por que o Hamas não tomou a iniciativa? Não gostaria de ser simplista mas, deve-se ceder à chantagem do sequestrador sempre? Também serve para nós, caso algum ente fosse sequestrado pelo PCC ou dos navios sequestrados pelos piratas somalis !?!?
Frangão, com toda a sua benevolência em favor dos que poderão nascer, quantos fetos rejeitados e posteriormente nascidos, você já adotou?
Antoni M, se fosse o seu país invadido, você serviria café com bolinhos para o invasor que te subjulga?
PD não resiste a um bandidinho, como vai resistir a uma quadrilha que sequestrou um povo inteiro?
São todos vitimas da sociedade burguesa, do imperialismo, do colonialismo, do cristianismo, enfim, crianças irresponsáveis, não emancipadas que não endendem aprofundidade de seus atos.
Alias, tem uma novela aqui onde um pai recebe a noticia sobre uma briga do filhoe pergunta se está batendo ou apanhando. Aí, quando sabe que está batendo fala: meu filhão. Será que o rapaz foi educado pelo Hamas?
adoção de fetos? Mas eles não tem uma mãe?
Namber, nem se fosse invadido ou, se tivesse sido colocado e mortos em campos de concentração ou, trabalhado de graça durante anos para o faraó ……
Frangão, lê direito:
Todos os fetos rejeitados (os que quase foram abortados mas que concluiram a gestação) e posteriormente nascidos (mas que continuaram rejeitados) , você adotou?
“10/02/2009 - 21h20
Ultradireita mostra força e ultrapassa trabalhistas pela primeira vez em Israel..”
Que beleza de trabalho deve ter feito a esquerda em Israel nénão ?!?!?!?!
é que nem seu amado líder, o RA. defende com unhas e dentes a vida de uma semi-morta em coma há dezessete anos e aplaude a morte de centenas de crianças. “Foi desproporcional e daí? eles pediram.”
agora eu tenho que adotar bebes rejeitados? Não estou entendendo….eu sou o pai? se for, avise-me, pois me interessa saber.
Pedro Dória, se a fonte do Haaretz é o exército de Israel, qual seria a do FT? O Oráculo de Delfos? Um rapaz bom e sincero que mora perto da redação? Uma moça ruiva,de covinhas, que trabalha num pub aonde todos os jornalistas do FT encarregados do OM vão comer um sanduíche na hora do almoço?
Um alfaite grego que mora perto do Parlamento e tem como clientes muitas pessoas que viajam com frequência para a região?
O exercito de Israel não é uma das fontes do FT?
E o que dizer das inúmeras vezes que você citou esse jornal de nome quase impronunciável aqui, como fonte de informação confiável?
respostas para a redação, por favor.
marco,
você se deu ao trabalho de ir ao FT para ver como foi feita a pesquisa? foi feita por um grupo de mídia independente, segundo o artigo lá no FT. para vê-lo:
CNN - clique em meu nome.
Radical Livre, caro, fui lá.
Obrigado pela dica. Não constesto nem um tantinho o FT. O que estranho é a súbita desqualificação de um jornal ( que não leio mas que o PD cita pacas ) como se fosse uma Caras do exército de Israel.
Só isso.
Tzipi Livni, parece que ela ganhou. Logo atrás, dois partidos de direita.
O Chacra entrevistou um historiador que afirma que essa forte guinada para a direita é puro desancanto do povo com os fracasso diplomáticos seguidos de guerra.
E que a maioria da população não quer voltar ás fronteiras de antes de ‘67.
Ah! Ia esquecendo. O historiador, o israelense Tom Segev,disse que israel está doidão.
Zipi Livni disse que estava cansada de tanta chantagem e pedidos de dinheiro do Shas, agora ela vai ter que ser extorquida pelo Yisrael Beiteinu do nazi-judeu-russo-moldavo para montar um gabinete de governo? Será que esse pessoal não entende que a profissão da moça era espiã e não a mal afamada mais antiga do mundo?
marco,
o problema não é o haaretz, é a fonte utilizada pelo haaretz. o exército de Israel não é parte desinteressada.
Ahhhh?
quem tá trabalhando de graça pra mim?
Aqui tá todo mundo dando chute, todo mundo dando palpite, todo mundo aproveitando pra meter o malho que é o esporte preferido dos recalcados.
Enquanto falam de Israel, paisinho menor de que Sergipe (20.000 km2), com 60 anos de idade, o Brasil com 509 anos e 8.500.000 km2 vai ficando mais pra trás.
Se dor de cotovelo matasse… não fica nenUAM.
Parece que ganhou a Livni, parece que a situação tende a ficar o mais parecida com o que já é.
Radical, caro, e qual parte nessa triste história que não é parcial a seu favor?
O FT não bebe de água mais pura que os outros jornais, revistas, blogs, e afins.
Por outro lado é muito difícil, se não impossível, aferir com precisão razoável a opinião de uma Gaza bombardeada, por um lado, o que causa ódio aos israelenses, e, ao mesmo tempo aterrorizada pelos homens do Hamas, - armas nas mãos, nada nas cabeças a não ser manter o poder a qualquer custo, prontos a matar qualquer um que lhe pareça ” suspeito”.
Medo. Dos dois lados da fronteira.
Em Israel medo do Irã nuclear e com mísseis de ” alcançe Tel Aviv “. Resultado: vitória da direita e ascenção da extrema direita.
Você me deu uma dica eu te dou outra, leia no Últimas o blog do Gustavo Chacra.
Ele tem um jeito calmo de nos dar notícias de arrepiar.
Uma amostra.
” Livni teve mais votos, mas Netanyahu ainda pode ser o premiê de Israel
por Gustavo Chacra, Seção: Geral 19:40:06.
O Kadima, da candidata Tzipi Livni, venceu as eleições israelenses, segundo pesquisas de boca de urna. Mas esta vitória não garante que ela será a próxima premiê de Israel. O problema é que existem dois blocos atualmente na política israelense. O primeiro inclui o Kadima e partidos de centro e de esquerda, como o Trabalhista e o Maretz, além de agremiações árabes. Eles são a favor de uma solução de dois Estados para o conflito entre israelenses e palestinos.
Já o outro bloco, de direita, é contra a criação de um Estado palestino. Apesar do Likud, do ex-premiê Benjamin Netanyahu, ter ficado em segundo lugar, os direitistas, se somados, conseguiram mais do que a metade das cadeiras no Knesset. Assim, mesmo sem ter sido o mais votado, Netanyahu teria chance de voltar a ser primeiro-ministro.
Caso a apuração confirme o resultado das pesquisas, o presidente Shimon Peres consutará os líderes dos partidos para saber quem é o líder com mais condições de formar uma coalizão. Agora, depois de competirem por votos, Livni e Netanyahu disputarão o apoio dos partidos”
Pedro Doria
Você diz:
Credun Fas, eu jamais disse que o conflito foi por causa do Shalit. Mas o Shalit tem um bocado a ver com a tensão crescente entre Israel e o Hamas em Gaza. O verbo ‘contribuir’ não foi usado à toa.
RW in Miami, eu não disse que a operação em Gaza tinha por objetivo liberar o Shalit. Eu disse que o Shalit contribuiu para a crescente tensão entre Israel e Hamas.
Mas note novamente aquilo que você escreveu
“Se era para chegar a esta conclusão, poderia ter sido bem mais cedo. Teria contribuído para poupar um milhar de vidas.”
Note como o verbo contribuir, o qual segundo você é peça chave da sua afirmacão, sequer é aplicado no contexto ao qual você se refere em suas respostas citadas.
Seja ao menos digno o suficiente de assumir essa sua lógica pacifista tosca.
Seu problema, como o de vários aqui, é que a única coisa que te interessa ler é algo que confirme suas opiniões. O fato de que outros possam fazer leituras diferentes lhe incomoda profundamente.
Camarada, respeito tem limites e nesse fórum, apenas o Gabriel possui tantos detalhes quanto você sobre minha opinião pessoal acerca do conflito entre Israel e Árabes. Saiba que essa sua afirmacão, vindo de você me é especialmente ofensiva. Nada posso fazer se você não lê sua caixa postal.
Eu respondo à sua grosseria com outro tapa:
Antes tivesse você alguma opinião para dar nesse artigo!
Diabos Pedro, você já teve opinião, hoje em dia se satisfaz em escrever abobrinhas.
Cuidado camarada, não tarda muito e a sua opinião será especialmente insossa. Quem sabe você vire uma espécie de Reinaldo Azevedo centrista, que ao invés de escrever com bílis escreverá com tinta de chuchu.
Acho perfeitamente possível ler opiniões diferentes e se você observar o histórico da caixa de comentário notará que já nos primeiros dias do conflito eu estava divulgando a possibilidade de assistir a Al Jazera em inglês via Internet. A Al Jazeera está longe de repetir opiniões similares às minhas.[1]
Agora, acho curioso quando você fala ao Gabriel que “é apavorante que tanta gente esteja disposta a votar no discurso do ódio”.
Como você gosta de dizer all politics is local mas você, como a maioria aqui, é semi-analfabeto na língua local, além de não morar no país em questão.
Eu imagino que você depende essencialmente da opinião de terceiros, das notícias vinculadas por jornais estrangeiros, e das notícias publicadas pelos 3 jornais israelenses em inglês para se atualizar em relação à política Israelense. Isso por si só já afeta seriamente a sua análise.
Ainda assim, você poderia ter se dado ao trabalho de ler mais do que as manchetes antes de formular aquilo que você descreve como “opinião”.
Ilustrar a forte votação do Israel Beytenu como uma simples vitória da extrema direita anti-árabe pode colar fora de Israel mas há uma série de fatores locais que são relevantes à essa votação.
Se você visita a página do Yisrael Beytenu em inglês, verá que o conteúdo gira ao redor de terrorismo, conflitos, etc. O conteúdo é claramente direcionado à platéia do sionismo de direita norte americano. Essa movimentacão já havia sido observada pelo Jerusalém Post anteriormente.
Já a página em russo dá destaque para o número 3 do partido Stas Misezhnikov - nascido em Moscou e a manchete não poderia ser mais ilustrativa:
Bibi capitulated to the Shas party!
“…In fact, it means surrender Bibi to religious pressure and neglect the interests of secular people in general, and Russian-speaking community in particular.”
Há em Israel uma massa de cidadãos cujos direitos familiares encontram-se em um limbo. São os cidadãos que não conseguem casar: Seja porque os indivíduos do casal possuem religiões distintas ou porque esses cidadãos apesar da origem judaica, não são considerados judeus pelo Rabanut, o establishment político-religioso fruto das doideiras do Ben Gurion e do Mapai(ambos de esquerda…).
O russos são de longe os cidadãos mais afetados por essa situação e segundo consta, o Israel Beiteynu ainda é o partido mais alinhado com essa massa de eleitores, segundo o Haaretz, 50% dos eleitores do partido têm origem “russa”.[2]
Alguns analistas locais observam que independente da guinada à direita, a forte votação no Yisrael Beytenu tem o potencial de mudar um pouco a cara do poder local, após anos de considerável influência dos partidos de orientação assistencialista e religiosa como o Shas.
Se isso ocorrer, há uma grande possibilidade de mudanças em relação aos direitos civis da população israelense e mais do que isso, do enfraquecimento do establishment político-religioso, odiado pelos russos.
As declaracões do Rabino Ovadia Yossef do Shas nas últimas semanas, deixam claro que o desentendimento ainda é a marca dos relacionamento entre Shas e Yisrael Beytenu.
De acordo com os últimos boletins, Livni segue a mais votada mas dificilmente irá conseguir compor um governo estável. O caixão do sistema político Israelense, notoriamente falho, acaba de receber mais um prego.
Há mais de uma década Israel vem tentando resolver o imbróglio eleitoral e mais uma vez Netanyahu é o ícone da baderna. Netanyahu, Barak e Sharon foram os únicos israelenses a serem eleito por por voto direto, experiência que não deu certo e foi desfeita antes das eleições de 2003.
Enfim, havia muita possibilidade para se fazer uma análise, para se falar do assunto, para entrevistar especialistas, ou seja, efetivamente escrever opinião, você escolheu o caminho mais fácil e quem perde são os leitores que confiam no teus escritos.
A eleicão de 2009 já criou fenômenos interessantíssimos:
- Os partidos árabes anti-sionistas da extrema esquerda aumentaram o número de cadeiras no knesset.
- Os drusos saem das eleições com quase 5% dos membros no parlamento apesar de representarem apenas 1.6% da populacão (note que a lista final inclui 4 nomes ao invés dos 5 previstos) [3]
Se vale outro tapa, até mesmo a Al Jazeera procurou cobrir as eleições de forma menos maniqueísta.[4]
Em tempo, secular por secular eu voto no Meretz que infelizmente ficou apenas com 3 votos. :-\
O bode no meio da sala continua lá: se ia trocar prisioneiros considerados de alto risco, poderia tê-lo feito desde o início, não precisava ter deixado a escalada de violência e desacordo subir e subir.
Isso só é válido se você considerar que não foi obtido nenhum ganho real desde o início das negociações e ainda é cedo para se responder essa questão.
Lembre-se que negociar não significa que ambas as partes irão sair do escambo sem ganho algum.
Você trata do assunto como se os termos obtidos pelo Hamas fossem idênticos aos termos iniciais.
O Hamas entrou na disputa pedindo a libertação de 1400 prisioneiros e até onde foi noticiado está saindo com cerca de 450 nomes, ainda que alguns deles sejam polêmicos.
Na questão das fronteiras o Hamas obtém a abertura das fronteiras mas fica sem cimento e aço, relatos anteriores falavam em monitores internacionais e presença de pessoal da ANP na fronteira, algo contrário à vontade inicial do Hamas.
Só o tempo dirá quem se sairá melhor na mesa de negociação e bricando com o preconceito, a disputa deve estar para lá de acirrada…
[1] - Credun Fas em 4 de Janeiro de 2009 às 1:37 em Open thread de sábado 52
[2] http://www.haaretz.com/hasen/spages/1062611.html
[3] http://haaretz.com/hasen/spages/1060848.html
[4] http://english.aljazeera.net/focus/israelvotes/
Pedro
Sem querer provocar, mas porque Israel tem “prisioneiros” capturados e o Hamas tem “reféns” (soldado sequestrado)?
Pedro,
Na verdade, “um cenário de pesadelo para quem busca a paz” já havia se formado quando o Hamas ganhou as eleições para a Autoridade Pelstina. E este cenário ficou pior quando o Hamas fez uma mini-guerra civil em Gaza e trucidou os partidários do Fatah. Portanto, não venha jogar o peso de um eventual fracasso do processo de paz nos eleitores de Israel.
Grande analise, Andre’ ! Clap clap clap.