Bolívia: Arábia Saudita do Lítio
Deu no New York Times.
Na pressa de construir a próxima geração de carros elétricos híbridos, um fato se impõe perante a indústria automobilística e os governos que buscam independência do petróleo: quase metade do lítio do mundo, o mineral usado na confecção de baterias para os carros, é encontrado na Bolívia – um país que não vai vendê-lo com facilidade.
Empresas do Japão e da Europa estão trabalhando duro para conseguir contratos que lhes permitam exploração do recurso, mas um sentimento nacionalista com relação ao lítio está tomando o governo do presidente Evo Morales.
As reservas de gás bolivianas estão nas províncias próximas ao Brasil, onde vivem aqueles que Evo Morales costuma chamar de elite branca. A nova Constituição dá alguma autonomia às províncias. O lítio, por outro lado, está na terra ocupada pelos índios. São eles que ditarão as regras de quem, como e quando vai explorar o mineral.
É uma estupenda oportunidade para a Bolívia – mas o país corre o risco de jogá-la pela janela.
As baterias mais duráveis são, sim, feitas à base de lítio. Hoje, existe uma grande indústria no mundo que funciona a base de petróleo e gás. Ainda não existe uma grande indústria que depende do lítio. Mas pode vir a haver. Uma quantidade imensa de dinheiro só será investida nessa possível nova indústria por EUA, Japão e Europa se todos tiverem certeza de que terão lítio à disposição e uma noção razoável de quanto ele custará.
Aí entra a delicada tarefa de Evo Morales. Por um lado, ele não pode, e não deve, entregar um recurso natural de seu país de mão beijada para a exploração estrangeira. Por outro, deve agir como homem de negócios responsável. Deixar claras as regras e os custos claros. Não deve ameaçar ninguém. Se não tiver condições tecnológicas de fazer a exploração com uma empresa estatal, deve firmar contratos com quem souber fazê-lo.
A questão, no fundo, é a seguinte: em algum momento nos próximos anos, uma série de decisões a respeito de combustíveis alternativos serão tomadas. Investir pesadamente em alternativas a baterias de lítio é uma opção. Se Morales parecer instável demais, continuará sentado sob uma quantidade imensa do mineral e quase ninguém estará interessado. Há uma alternativa.
Infelizmente, se a história recente da Bolívia é guia, Evo Morales muito provavelmente a jogará fora.
Atualização – O Hermenauta escreveu mais sobre o assunto.
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A minha pergunta é se, mesmo querendo, o Evo pode fazer esse tipo de coisa sem ser chamado de traidor pelo seu eleitorado e, mais importante, pela Venezuela.
O hermenauta falou disso lá no blogue dele e lembra que boa oparte dessas reservas ficam numa das maravilhas naturais bolivianas, o Salar de Uyuini. Tem um problema ambiental nessa história aí também.
No final das contas, a decisão não será somente dele, haverá outras.
O negócio é torcer pra que a Bolívia não tenha um surto de doença holandesa.
Pois eu não só “acho”, como tenho certeza, que o Evo vem sendo subestimado.
Toda a política do governo boliviano é no sentido de garantir o seu direito às riquezas minerais.
Será que isso não quer dizer nada?
Quem viver verá.
@Patriarca da Paciência,
Eu entendo o porquê de você dizer isso. Lembro-me de uma entrevista de Morales no Daily Show, a imagem que ele passou (que era a pretendida pelo programa) era a de um líder indígena eleito num país onde a classe branca explorava os povos nativos. É uma simbologia semelhanta à de Lula no Brasil ou de Obama nos EUA. Vale também lembrar que até Pervez Musharraf parecia simpático na entrevista que deu a John Stewart.
Mas a questão é que a “classe dominante” quando vê concorrente vindo das partes mais pobres, geralmente subestima e comete erro (vide novamente os exemplos de Lula no Brasil e Obama nas eleições dos EUA).
Como sabem os freqüentadores do blog, eu entendo mais de Leste Asiático do que de América do Sul, mas, aos meus olhos, Morales não disse ainda a que veio.
Ele começou com uns arroubos muito metidos a chavistas, mas ainda não atentou contra a democracia da mesma forma que o menino que mora no apartamento número 8.
Talvez tenha sido simplesmente necessidade política, uma vez que o pessoal que estava no poder antes com certeza não o apoiaria. E ele precisaca de algum tipo de apoio.
Talvez ele seja esperto o suficiente para não alienar-se completamente do mundo como fazem muitos ditadores e aspirantes do mundo.
Talvez tenha sido uma estratégia inicial de falar grosso no início e aliviar e equilibrar depois.
Nesse caso, ele terá sido um gênio.
O tempo dirá, o tempo dirá.
Detalhe importante para aqueles que reclamam da atitude do Brasil de “subserviência” no caso da Petrobrás:
Milhares de empresas do mundo inteiro (inclusive a EMBRAER) têm aguentado trapaças muito piores na China porque acreditam que a presença no mercado chinês no futuro compensa algumas perdas. Talvez valha a pena para o Brasil ceder um pouco para melhorar (ou não danificar) suas relações com os vizinhos sulamericanos.
Talvez o mesmo valha para o caso de Itaipu.
Só uma idéia para complicar mais o pensamento.
A perspectiva não é boa…
@MaGiOZal
Também estava lendo o mesmo artigo. (como faço pra colocar links?)
http://en.wikipedia.org/wiki/Dutch_disease
uma Bolívia próspera, democratica e em paz. Ótimo para o Brasil.
Assim é a América Lat(r)ina. Espera que o maná caído do céu vá trazer prosperidade para os seus países. Venezuela, México, Equador e Argentina nadam em petróleo. Bolívia está inundada de gás e o Chile de cobre.
Nenhuma das soluções para o desenvolvimento parece passar pelo investimento em pessoas. É interressante como os partidos des esquerda, que estão no poder na América do Sul, abominam a idéia de investir em educação e adoram a idéia de investir em matérias-primas.
O governo brasileiro fica fascinado ao falar do Petróleo do Pré-Sal, ao mesmo tempo em que reduz os orçamentos dos ministérios de Ciência e Tecnoligia e de Educação. Por nunca terem investido em educação, todos os países que exportam petróleo (com exceção da Noruega) são pobres.
Um novo Hugo Chávez, agora sentado no lítio, surge?
Tomara que não. O atraso da América Latina agradece.
Zictor,
É bem por aí.
E esse pessoal do “bateu levou”, “se me aplicar um chute na canela eu te arrebento a cabeça com um porrete” ainda pensa que é o cúmulo da “esperteza”.
Homero,
o que o Brasil está tentando é justamente investir na verdadeira educação e não apenas copiar modelos prontos da Europa e Estados Unidos. Modelos que muitas vezes implicam em abandonar a própria cultura. Modelos que muitas vezes levam à alienação mais embrutecedora. O mundo todo reconhece os grandes esforços brasileiros na educação.
Todos os países exportadores de petróleo são pobres, com exceção da Noruega?
É mesmo?
De onde você tirou isso.
Não são os Emirados Árabes que têm uma das maiores rendas “per capita” do mundo?
vários outros países árabes têm rendas altíssimas.
A análise faz sentido e ficou bem esclarecedora. É preciso proteger os recursos minerais do país, mas também que haja compradores pra eles.
Homero
Li ontem mesmo sobre um aumento de 9 bilhões de reais pro Ministério da Educação, mas não lembro onde (foi site de jornal grande). Acho que sua informação tá defasada.
Infelizmente, se a história recente dos EUA é guia, Evo Morales será apeado do poder por um bombardeio apocaliptico que irá levar a democracia à Bolívia de modo que ela se torne um modelo para a America Latina. Sem falar que isso irá acabar com o arsenal de armas de destruição em massa do índio ditador e enfraquecerá a Al-Qaeda.
Na verdade, os EUA apoiarão um ditador na Bolívia, pró-Casa Branca.
Anos mais tarde, algum parente desse ditador cometerá uma ataque terrorista em Miami Beach.
O Hermenauta lembrou bem: o Congo é rico em outro mineral precioso, o tântalo, usado em equipamentos eletrônicos. Um dos motivos de viver em guerra civil. Ihhh…
Pedro Doria, lembro de um artigo no extinto NO sobre o Congo, logo após a morte do presidente, falando justamente disso. Era seu por acaso?
Pedro Doria, acho que há algum problema de configuração no blog, pois o tamanho da fonte do texto está menor do que o usual.
Olha o screenshot: aqui.
O problema que Evo não tem dinheiro disponível para investir no lítio. Veremos de onde sairão os recursos necessários.
Patriarca - Quem dera que nosso modelo de educação tivesse sido copiado dos EUA e da Europa. Quem dera amigo…
“O mundo todo reconhece os grandes esforços brasileiros na educação.”
Conta agora a do papagaio perneta… vai.
Conta aí.
ACORDA garotão. Nós ficamos SEMPRE nas ÚLTIMAS colocações das provas internacionais. No último relatório da UNESCO estamos na 80ª posição atrás de POTÊNCIAS educacionais como Bolívia, Azerbaijão, Paraguai, Equador e Venezuela. E caindo sempre. Cada ano despencamos mais um pouco. Em 2007 estávamos na 76ª posição.
O que temos somos ilhas de excelência que nem de longe podem ser chamadas de regras e sim de excessão.
Que piada…
Aliás, amigão, utilizar renda per capta para analisar qualidade de vida da população… tsc tsc tsc…
Nada que uma invasãozinha america não resolva. Quem sabe não “descobrem” que Bolívia tem algumas saltenhas de destruição em massa? Os suspeitos de sempre daqui võ apoiar…
Mas quando descobriram petróleo no Brasil foi a mesma coisa. Não explorar, tem que deixar os estrangeiros cuidando disto…papinho de colonialista.
Eu ia perguntar sobre essa questão ambiental… o Sérgio Leo respondeu.
Imagina a dificuldade de segurar a fome dos capitalistas internacionais, no sentido de regular, de restringir, de segurar mesmo a exploração desse Lítio.
O histórico dos capitalistas internacionais é dar um jeito de pegar o que eles querem pelo bem ou pelo mal. Já os índios terem representatividade política e voz no processo é mais ou menos novidade.
Destruir a Bolívia para fazer bateria para carro (dos outros ainda por cima!) não parece uma “boa oportunidade”.
Se eu fosse um cidadão boliviano, eu ia apoiar meu presidente no sentido de ser bem amarrado com esse lítio, pode explorar só um pouco, e pagando muito por isso.
No mais, anda a pé, de bicicleta, cria formas alternativas de energia, pára com essas máquinas ultrapassadas da era industrial. Evo Morales devia investir direto no teleporte, na bicicleta voadora movida a hidrogênio.
Minha opinião.
“Por nunca terem investido em educação, todos os países que exportam petróleo (com exceção da Noruega) são pobres.”
Veja aí Pablo, se o Homero se referiu a IDH ou simplesmente riqueza.
Aliás, pelos critérios dele, (e de muita gente) educação é uma simples forma de obter riqueza.
“Quanto mais falas da tua aldeia, mais serás universal”.
O nosso Machado de Assis é um grande exemplo.
Nosso progresso cultural começou com a Semana de Arte Moderna, momento em que o Brasil resolveu criar uma cultura realmente brasileira e não apenas cópias mal feitas de modelos europeus e norte-americanos.
Daí surgiram os grandes nomes da pintura, música e literatura, artes em geral. Guimarães Rosa hoje é considerado um dos maiores gênios da literatura moderna mundial.
Aprender e digerir sempre, simples cópias, jamais.
Temos nomes fantásticos na cultura, começando pelo Padre Antônio Vieira, que apesar de português, foi um grande brasileiro.
Complexo de vira-lata é o pior caminho que o Brasil pode tomar.
Patriarca - Estas a confundir MODELO de educação com CULTURA.
São coisas distintas.
Matemática é a mesma em qualquer lugar do mundo. Física também. Química idem…
Encher a cabeça dos alunos de física, química, matemática etc, sem quaiquer noções de finalidade chega a ser quase um crime.
Como ensina o grande educador Paulo Freire:
“A educação nunca pode ser desvinculada da ética. Os seres humanos dever ser preparados para comparar, valorizar, intervir, escolher e decidir.”
Pedrinho Lobato,
ótimo seu comentário.
Quaisquer noções de finalidade
[...] Sêo Pedro Dória escreve mais a respeito disso, aqui. [...]
“O mundo todo reconhece os grandes esforços brasileiros na educação.”
Só se forem esforços na direção do fracasso. Em todo e qualquer “ranking” de desempenho escolar que o Brasil participa, os alunos brasileiros ocupam as piores posições.
O paulo Freire é uma máquina de analfabetismo. Ele só é conhecido na America Lat(r)ina, lugar do mundo com os piores índices de alfabetização. Pergunta a algum educador europeu ou americano quem é Paulo Freire. Eles não o conhecem.
Se os Emirados Árabes Unidos são um lugar bom para se viver, as mulheres não parecem concordar com você, pois são consideradas cidadãs de terceira classe.
#27 - “O Paulo Freire é uma máquina de analfabetismo. Ele só é conhecido na America Lat(r)ina, lugar do mundo com os piores índices de alfabetização. Pergunta a algum educador europeu ou americano quem é Paulo Freire. Eles não o conhecem.”
Falou besteira cidadão.
Paulo Freire é mais conhecido por educadores na Alemanha do que aqui…
Xiii, Homero, falou mal de Paulo Freire…
Estás frito…
Se falar mal de Niemeier você vira algo preferencial…
:)
Olha, sei que parece difícil de acreditar, mas a educação - ao menos a básica - nos Estados Unidos é realmente ruim, muito problemática, e os próprios estadunidenses sabem disso. Mais inacreditável ainda é que houve uma melhora considerável com a lei “No Child Left Behind”, proposta por Bush. Não sei como é na Europa, exceto, claro, nos países escandinavos, que dão um show em qualquer país.
O Brasil, porém, é muito, muito pior que os Estados Unidos, e dificilmente isso vai mudar tão cedo. A educação é a primeira vítima da cultura de patriarcalismo, loteamento de cargos e corporativismo nesse país.
Quanto a Paulo Freire, eu sou obrigado a discordar do Homero, #27. Por mais que eu mesmo não goste do que ele virou na boca alheia, ele é, sim, reconhecido internacionalmente - embora eu não possa dizer, por naõ saber, se é reconhecido nos lugares onde a educação é boa. Eu nunca li Paulo Freire, mas parece que ele é um continuador reconhecido da proposta construtivista de Piaget, Vygotsky etc. etc. É muito fácil falar mal deles porque, afinal, eram “comunistas” etc. e tal, mas como educadores, negar a importãncia é polêmica e negar a relevância é estupidez. Se até o RA elogiou Graciliano Ramos na Veja, acho que os maccarthistas saudosos podem fazer uma força para não falar besteira sobre o que não sabem.
Paulo, #29, eu precisei fazer a ressalva sobre Paulo Freire, mas estou na linha de frente para falar mal de Niemeyer. Eu passo muitas horas da minha vida em prédios projetados por ele, e isso deveria ser considerado torutura :(
Gostei do texto do PD.
/dev/null #31
Pelo menos você tem um argumento para não gostar das obras do Niemeyer. :o)
Voltando ao Lítio, as baterias feitas com este material são perigosas e explodem com uma certa facilidade durante a carga.
Vai ganhar a “guerra” da tração elétrica quem desenvolver a solução de células de combustível com menor custo e pouca geração de calor.
Homero,
você é daqueles que não conversa, simplesmente faz discursos.
Você não tem a menor noção do que a gente fala.
Você é que não sabe distinguir o que seja IDH e o que seja riqueza.
Eu nunca falei que as mulheres dos Emirados Árabes vivem bem.
Dizer que Paule Freire é uma “máquina de analfabetismo” é simplesmente uma coisa surrealista.
Vivemos em planetas totalmente distintos.
Falou besteira cidadão.
Paulo Freire é mais conhecido por educadores na Alemanha do que aqui…
chest- isso é papo de petista.
“Falou besteira cidadão.
Paulo Freire é mais conhecido por educadores na Alemanha do que aqui…”
Engraçado, eu fiz o meu doutorado na Alemanha e ninguém jamais citou o Paulo Freire por lá. ;-)
Mas o que eu acho é irrelevante. O que importa é o resultado.
Qual é o resultado alcançado pelos sistemas educacionais baseados no método Paulo Freire? As crianças passam a ser capazes de escrever, ler, fazer contas?
Os dados internacionais de programas como o PISA mostram que não. Então, eu posso não gostar do Paulo Freire e um monte de gente pode adorar o Paulo Freire, mas isso não importa. O que importa é que as ciranças que são “educadas” segundo o método Paulo Freire se tornam analfabetos funcionais.
O Homero é mais um desses direitobas infelizes que adoram regurgitar as asneiras que seus gurus blogueiros bostejam por aí, sem conhecer um mínimo do assunto.
Do blog do Antonio Guimarães:
O Prof. Denis G. Rancourt, da Universidade de Ottawa, se inspirou no educador brasileiro Paulo Freire, autor de Pedagogia do Oprimido, e em outros pensadores para desenvolver sua prática de pedagogia crítica. Ao implemetá-la em seus cursos na universidade, encontrou grande aceitação e sucesso com os alunos, mas provocou a ira dos administradores que buscam agora arruinar sua brilhante carreira científica e educacional. Seu grupo de pesquisa foi terminado, seu posdoc demitido, seus alunos de pós-graduação designados para outros orientadores, sua demissão anunciada e foi proibido de entrar na universidade. Na última sexta-feira ele foi preso ao tentar participar de um evento dentro da universidade.
Do rabble.ca:
JF: If readers want to understand you and your ideas on pedagogy, what or who have been your inspirations?
DR: Paolo Freire is the first major influence that has helped me understand what my pedagogy needs to be about. The book that he is most known for, Pedagogy of the Oppressed, is an incredible masterpiece. It’s academic, it’s intellectual, but it’s deep and based in experience. You can read it over and over again and get more out of it each time. Jeff Schmidt wrote a very important book that is not well known called Disciplined Minds, which talks about how professional employees are formed. Lastly, as an anarchist, I have found a great deal of inspiration for my education from Mikhail Bakunin.
“Engraçado, eu fiz o meu doutorado na Alemanha e ninguém jamais citou o Paulo Freire por lá. ;-)”
Mentir é feio….
Namber Uam,
Ele pode não ter mentido. Afinal, se ele fez doutorado em Física Nuclear, porque ele ouviria Paulo Freire?
A única coisa criada pelo Brasil que faz sucesso na Alemanha responde pelo nome de “Intimrasur”. Como também faz sucesso no resto da Europa e nos EUA, é mais conhecido mundialmente com o nome de “Brazilian Wax”.
Citar um Professor Universitário canadense como evidência de que o Paulo Freire é conhecido na Alemanha é realmente muito engraçado. ;-)
Mas o fato de que “A Pedagogia do Oprimido” é enrolação é que o charlatão que tentou implantar no Canadá foi demitido da universidade. Isso só prova que onde há trabalho sério, o charlatanismo tem dificuldade de penetrar.
Mas a pergunta ainda permanece: em que lugar do mundo o método Paulo Freire tirou as crianças do analfabetismo?
Na verdade, os planos de exploração do Lítio já começaram na Bolívia. A COMIBOL está construindo com recursos próprios uma fábrica de beneficiamento que permitirá exportar o lítio bruto a partir de 2010. O plano do governo é exportar uma pequena quantidade bruta por algum tempo para fazer caixa e investir numa fábrica de industrialização do produto na segunda fase, objetivo para o qual já tem algumas conversas relativamente avançadas com Japão, França e Alemanha para atuar em parceria, com transferência de tecnologia e controle estatal boliviano. Esperemos que dê certo. Parece uma estratégia razoável.
Homero,
Você não falou apenas da Alemanha:
Pergunta a algum educador europeu ou americano quem é Paulo Freire. Eles não o conhecem.
Você não entendeu absolutamente nada (o que não me surpreende) do caso do professor canadense. Ele sofreu uma perseguição e demissão absolutamente estúpidas e injustas por usar um método que demonstrava resultados, mas não eram ortodoxos.
Por fim, você manja tanto de Paulo Freire que nem mesmo sabe que a principal contribuição de seu trabalho é na alfabetização de adultos.
Vai ler mais antes de escrever, meu caro.
Mas afinal o tema do post é o lítio na Bolívia ou o Paulo Freire?
Homero, #39, você fez doutorado em quê? Pergunto por curiosidade mesmo, não é parte do debate nem nada…
Por fim, acho que o papo sobre Freire já deu o que tinha de dar. Quero só deixar um último exemplo de educador mundialmente famoso influenciado por Freire, que é o Seymour Papert. Eu li isso das próprias mãos dele no livro “The Children Machine”.
Por fim, eu não sou antifreiriano porque naõ posso ser contra o que não li, mas sei que Freire é, sim, referncia mundial. Calma, Homero, o Brasil continua sendo ridículo em praticamente todos os campos de pesquisa, não é um Paulo Freire que vai estragar a imagem de país patético ideal que você tem - justificadamente - do Brasil.
Mas também não gosto muito de freirianos, que, se são bons pedagogos - e digo isso empiricamente -, são péssimos administradores e políticos. O problema da educação do Brasil não é Freire, ou Piaget, ou Vygotsky, é o processo administrativo, que não treina os professores nem os premia por seu desempenho. Mas, enfim, isso é outra história e, como eu disse, já deu o que tinha de dar…
O problema da educação do Brasil não é Freire, ou Piaget, ou Vygotsky, é o processo administrativo, que não treina os professores nem os premia por seu desempenho.
Perfeito.
Tender, o assunto é interligado. Enquanto existirem pessoas que acham que o ensino de matemática, química ou física é totalmente dispensável (#25), como é que se pretende discutir soluções tecnológicas para substituir a energia que usamos (#36) e quem vai lucrar com isso (tema do post)?
meus caros comentaristas,
o artigo retrata a visão americana objetivando a exploração futura do lítio na bolívia.
faltou informar a posição do governo detentor do mineral.
o resto é especulação boba e, se não estou enganado, de comentaristas que continuam com o complexo de viralata definido pelo saudoso nélson rodrigues em priscas eras.
então, essas observações sobre educação demonstram total ignorância , ou uma reles gaiatice, daqueles que nem sabem por quanto anda o investimento nessa área dos países latinoamericanos.
quanta estupidez! se manquem!
Nhé,
vou repetir meu comentário, corrigindo o pequeno erro de digitação e pergunto, onde eu escrivi que é dispensável o ensino de matemática, química ou física?
Pelo jeito você é da turma do Homero:
Não entende nada do que os outros dizem.
Encher a cabeça dos alunos de física, química, matemática etc, sem quaisquer noções de finalidade chega a ser quase um crime.
Como ensina o grande educador Paulo Freire:
“A educação nunca pode ser desvinculada da ética. Os seres humanos dever ser preparados para comparar, valorizar, intervir, escolher e decidir.”
Os seres humanos devem ser preparados para comparar, valorizar, intervir, escolher e decidir.
É isso que os obtusos capitalistas invasores de países não querem compreender.
Entendi sim, Patriarca, e isso me parece muito o pensamento típico adolescente: “ah, que coisa chata, onde vou usar isso na minha vida?”
Então tá, já que vc tomou liberdade de me julgar a bel prazer, vou julgá-lo também: vc parece da turma que não entende nada do que dizem pq a professora não explicou direito. Ou seja: a culpa é dos outros.
Nhé,
você entendeu mesmo que eu escrevi que o ensino de matemática, física e química são dispensáveis?
Para evitar qualquer dúvida vou tentar escrever melhor, são importantíssimos, apenas não devem ser ensinados de maneira alienada.
Ok, Patriarca, agora vc foi mais claro.
Patriarca,
como seria ensinar matemática, física e química de maneira desalienada? Como ensinar criticamente matéria que estão sujeitas a leis - não aquelas formuladas pelos homens e que estão sujeitas a revogação na medida em que a sociedade (representadas por seus parlamentares) assim decide - mas leis naturais que, se desobedecidas, não permitirão que um prédio seja erguido ou que a água se forme ou que o fogo queime? É possível ensinar leis tão absolutas de maneira crítica, ideologizando-as?
Ou você está se referindo a um ensino feito de maneira a facilitar a apreensão dessas leis imutáveis?
No que se refere ao lítio, que é o tema do post, o problema vai ser administrar a abundância, que é muito pior que administrar a escassez…
Dida
Permita-me a intromissão.
Um dos fatores que afasta muitos jovens da matemática, da física e da química, é justamente a maneira como é ensinada.
Jogam-se fórmulas e mais fórmulas nas apostilas e livros de exercícios e se esquecem de ensinar como se chegou e com qual finalidade às tais formulas.
Dificilmente encontra-se escolas que ensinem história da ciência ou da matemática.
Poucas escolas têm um laboratório decente para se aplicar na prática, muito da teoria que se tenta ensinar.
Tudo isso somado ao desinteresse dos pais (e do país) pela cultura, cria condições desfavoráveis ao ensino.
Desculpa o off-topic PD…
Dida,
faço minhas as palavras do Number Uam.
Pedagogia do Oprimido. Sei.
Uma pergunta que não quer calar: como seria a pedagogia do opressor? 2+2= 4 USS ?
Quanto a Bolivia,se o NYT estiver certo aí está a grande oportunidade de um país que sempre perdeu. Ganhar rios de dinheiro e tornar o povo boliviano feliz, com saúde, educação, moradia.
Caso Evo sente em cima do lítio em nome sei lá do quê, os índios vão contiunuar sua triste mascação de folhas de coca e andar de lhama montanha acima e depois montanha abaixo, sem destino ou futuro.
Coisa incrivel mesmo são os “profetas” que dizem saber exatamente o que o Evo Morales está pensando e o que pretende fazer.
Pedagogia do opressor:
Se você tem minerais que me interessam em seu solo, dividiremos em partes iguais: 50% para cada.
Mas, cobro a taxa de extração = 20%, mais o beneficiamento=10%, mais o transporte = 20% e finalmente, a taxa de exportação ao custo mínimo de 25%
No total, você ainda me deve 25% do que for extraido do seu país. :o)
Ao que me parece, os países que vivenciaram um salto qualitativo no seu nível educacional, fizeram-no independentemente da “pedagogia do oprimido” (alguém com mais conhecimento acerca desse assunto poderia constribuir mais para esse debate).
Talvez seja esse um dos nossos grandes males: querendo fazer da “utopia” (a la Freire) nossa realidade, não crescemos nem na utopia e muito menos na realidade. Temos a mania infantil de nos isentarmos da responsabilidade. A gente esquece que quem quer aprender, o faz indepentemente do método. Penso que para um país ser bem sucedido nesse setor, algo muito além do método vai influenciar. Algo que tem mais a ver com a moral e a ética que imperam nele. Talvez fosse bem mais eficaz dizer que o futuro de um país passa pelo ato de estudar , questionar, investigar (ações concretas) do que dizer que esse futuro depende da educação (que é um processo, mas é também uma abstração). Aqui, estudar é visto como uma praga, uma torração de saco, uma coisa sem finalidade. Parece que o que a gente gosta mesmo é reforçar o estereótipo: brasileiro só gosta é de vagabundagem e, se possível, com a grana dos outros… Estudar é coisa para nerd, para babacas, para quem quer sublimar seus complexos. Tenho certeza que a grande maioria dos que comentam aqui, tem de 35 para frente. Ou gostaram de estudar genuinamente (dado o nível dos comentários - apesar de muitos véus ideológicos, pelo menos primam pela gramática, pela ortografia, pelas regras mais básicas de concordânia), ou então, seus pais fizeram um excelente trabalho. Pergunto-lhes, então: o que mais influenciou, o método ou o clima que imperava nesse processo educativo?
Caros,
atendendo a pedidos de muitos e pedindo desculpas do PD por falar de um assunto estranho ao Post, encerro a minha participação por aqui.
Antes de encerrar gostaria apenas responder os que me perguntaram diretamente.
Clara,
Os orçamentos anunciados no início do ano são cortados ao longo do ano e no final o governo acaba gastando uma parcela pequena do que anuciou no início do ano. Procure pela execução dos orçamentos da Educação e da Ciência e Tecnologia nos anos de 2008, 2007, 2006 e todos os anteriores e você descobrirá o desinvestimento na Educação e na Ciência e Tecnologia.
Dev/Nul,
Doutorado em economia, portanto não tão longe assim da educação ;-)
Eu não sou especialista em Paulo Freire. Mas em qualquer ciência, por mais desacreditado que um teórico seja, se a sua teoria é consistente, 20, 30, 40 ou 50 anos depois de a sua teoria ser anunciada, ela passarar a ser adotada simplesmente por que funciona.
Quanto tempo faz que o Paulo Freire elaborou a “Pedagogia do Oprimido”? Eu só acho que se ela é realmente tão boa como os seus fãs dizem ser, ela já teria ganho o mundo. Não porque o seu criador era comunista, socialista, nazista, fascista ou adorava ouvir a Britney Spears, mas simplesmente porque ela funciona.
A Bolívia tem um enorme e trágico histórico de espoliação de seus recursos naturais.
Os depósitos de guano e as jazidas de salitre foram garfadas pelo Chile, a ferro e fogo.
As riquezas do Chaco foram pelo mesmo processo.
A prata de Potosi foi-se por um tipo de exploração que nós, brasileiros, conhecemos muito bem.
Há alguns anos, levei um pesquisador norte-americano, amigo meu, a conhecer a área de Curionópolis, no sudeste do Pará.
Fica juntinho à Serra Pelada. De lá foram retiradas toneladas de ouro.
O saldo: nenhuma rua asfaltada; nenhuma escola pública construída; nenhum hospital; nenhum sistema de abastecimento de água; nenhuma rede de esgoto sanitário; nenhum programa de habitação. Nada!
Só uma imensa favela no coração da Amazônia.
O pouco que Curionópolis hoje tem de infraestrutura urbana foi feito não graças a Serra Pelada, mas apesar dela.
Igual ou pior do que aconteceu com Itabira (MG), quando acabou o ferro (esta, pelo menos, ficou deserta, doendo, mas só como um retrato na parede).
Igual ou pior do que está acontecendo com Porto Trombetas (PA), agora que esgotou a jazida de bauxita, que seria explorada em 50 anos e não durou nem 25, por conta da demanda chinesa.
Igual ou pior do que aconteceu com a Serra do Navio (AP), quando esgotou a jazida de manganês (ficou só o buraco do Navio, o vazio, a miséria de sempre e a natureza devastada).
Acontece que, como o Brasil é grande demais e rico demais, vai absorvendo esses desastres, um após o outro, com resignação bovina. Os índios mansos a tudo vêem e tudo aceitam, sem tugir nem mugir, e vão empurrando a busca de soluções para o futuro.
E assim será até que não haja mais futuro. Ou não, quem sabe?
A Bolívia é outro papo. É pequena, e a maior parte da sua riqueza que poderia ser garfada já o foi. Se vacilar agora, não terá outra chance.
O PD está corretíssimo. De um lado, a Bolívia não tem por que entregar graciosamente o pouco que lhe resta de seus recursos naturais. De outro, não pode perder o bonde, estocando o que ninguém tem interesse em comprar.
É um desafio e tanto para Morales.
E uma tentação pro pessoal que prefere resolver tudo de maneira mais simples. Por exemplo: dando a Evo Morales um apartamento no mesmo condomínio onde hoje mora Juan José Torres.
Ainda uma pergunta sobre a pedagogia do oprimido. Como distinguir entre cem crianças de 7 anos de idade quem é oprimidinho e quem é opressorzinho?
Os primeiros ganham balas e e os segundos ficam de castigo na sala do diretor?
respostas para a redação, por favor.
Elias,
Perfeito!
Como, aliás, a maioria das suas intervenções.
Tenho certeza de que Morales tem plena consciência da história de espoliação de seu país.
Só o que me preocupa é o andamento que dará à questão do lítio. Porque há que negociar, de alguma forma.
Deprimidos de todo o mundo, uni-vos.
Evo Morales vai estatizar o lítio.
Ei, PD, não quer nos presentear com um Open sobre educação? Sei que um Open com tema não é Open, mas você entendeu :)
Quanto à Bolívia, eu simplesmente não tenho esperanças na capacidade política do Evo Morales para tratar um colosso desses. Ele me parece bem intencionado e até capaz de aprender algumas coisas, mas claramente é politicamente incompetente. Mas, enfim, o melhor é torcer pelo contrário, que não é tããããão difícil assim.
Seria legal se o Brasil ajudasse a lidar com os problemas, vendendo know-how - mas há o risco de chamarem isso de “imperialismo brasileiro” ou algum delírio assim. Bem, o Brasil tem uma forte tradição na diplomacia do deixa-disso (que é a diplomacia que conta, né? :) ) então, quem sabe, a gente não consiga dar uma mãozinha e levar uns trocadinhos? :)
Receber um tesouro desse tipo, sem fazer nada por ele, de graça, caído do céu ou desenterrado da terra é o mesmo que um sujeito receber um premio da Mega Senna (já temos um leitor premiado aqui) ou uma herança de um parente desconhecido.
Pode dar certo? Pode. Pode dar errado? Pode.
Depende fundalmente de alguns fatore relacionados ao(s) beneficiário(s).
1. educação
2. tradição
3. respeito a propridade privada
4. respeito aos contratos firmados
5. ambiente favorável aos negócios
6. liberdade
1. educação é fundamental para quem recebe a bolada, porque uma vez de posse da grana, ninguem (estatisticamente falando) vai se sujeitar a ficar anos ao lado de jovens e á frente de professores que ganham uma mixaria (ch?) para dar aulas. A tendencia é que o felizardo se ache imediatamente superior ao resto da humanidade. As exceções serem para confirmar a regra.
2. tradição- aqui entra tb a familia, o respeito pelos mais velhos e suas opiniões e idéias. Nas mãos de um aventureiro, dinheiro na mão é vendaval. Se os hábitos da comunidade são “poupalinos” é mais fácil para o felizardo preservar o capital e multiplicá-lo, se habita ambiente de esbanjadores, aí dinheiro na mão também é temporal. Nunca canso de ralatar o caso das vacas de raça que o governo deu aos indios xavantes iniciarem uma criação. Em 6 meses tinham churrasqueado a boiada inteira, isto é, faltou tradição cultural e educação.
3- respeito a propriedade privada- bem, começa pelo respeito ao direito da(s) pessoa(s) continuarem de posse da bufunfa, se chega um governo com impostos escorchantes ou um tirano com milicias armadas, já era. Menos drástico, mas até mais preocupante é o caso que ocorre de pensarem em estatizar a economia local para “distribuir” equalitariamente a bufunfa. A entidade estatal vai cobrar comissões da ordem de 50% para “administrar” a parada, e tal qual montepios da familia militar, em 2 décadas acaba todo e qualquer fortuna.
4, contratos firmados- não se pode pensar que ao contratar empressas para gerir o negócio, desde o pequeno comerciante de alimentos até a multinacional que compra o produto (e que vai querer ficar como sócia, o que é muito bom para todo mundo), os contratos firmados fiquem ao sabor dos ventos ideológicos do momento….os ismos, que ferram com as américas latinas há 2 séculos. Por causa desse problema corremos o risco hoje de ficarmos sem luz de Itaipu.
5- ambiente favorável- relacionado a segurança, pois esta riqueza vai atrair a bandidagem, e sabemos todos que bandido bom é bandido m…ops, digo, preso. A segurança jurídica tb importante se confunde com os compromissos com os contratos firmados.
6- liberdade- finalmente acho importante neste ítem a liberdade de o dono da bufunfa fazer o que bem entende com o dinheiro dele, mas fundamentalmente poder deixar para seus herdeiros sua riqueza. A herança é um dos fatores fundamentais que criam poupança interna (porque trabalhar para deixar herança para meus filhos e netos se o governo vai tomar tudo? Vou farrear pelo jet-set) , que mantem a riqueza no local gerado e as familias estaveis. Depois que as utopias se mostrar ….inviaveis (utópicas?), até petista de 16 anos de idade sabe disso.
Consciente que o quadro é apenas um esboço, aceito sugestões a críticas.
Elias, iso é inevitável, recursos naturais são finitos, portanto o aglomerado humano em torno deles tb é. Outras coisas criam cidades.
Tem até uma ilha que vão extrair todo adubo dela que os donos (habitantes) pegaram a grana que ganharam e compraram predios em Nova Iorque. O país tem data marcada para acabar. É ruim? Acho que não.
O Olavão é du Carvalho
CNN - clique no nome
Cara, eu me sinto o cachorro do Dilbert lendo os comentários;
Não por razão ou falta de razão de cada um, mas pelas “jogadas no ar” de argumentos, sem possibilidade de confirmação;
Paulo Freire ?
Acredito que se vc for perguntar para profissionais da área de humanas, com viés de esquerda, em qualquer parte do mundo, eles vão saber que é;
Acredito que se vc for perguntar a profissionais igualmente qualificados, mas que não se interessam pelos “Diarios de Motocicleta”, eles vão perguntar WTF?!
Como tirar a dúvida ?
Acho que vendo na listas de livros recomendados das faculdades mais prestigiadas na área, talvez…
Não adiantar procurar na UCLA, que é de ponta em outras áreas, porque o departamento de folclore e latinismos estará designado a um Idelber da Vida, muitas vezes objeto de um fascinio que só é superado por aquelas fotos de índios do alto Xingú…
Quanto ao Litio : O Brasil também tem as maiores jazidas mundiais de … como é mesmo… quartzo, sei lá… eu sou da área mas me deu um branco… é aquele mineral parecido com vidro…silicio !! Utilizado em eletronica. E nao fabrica um capacitor (fora a Epcose uns nanicos, mas vcs entenderam a licença poética…); Tb tem Nióbio e Uranio, mas tb tem as usinas mais incompetentes do mundo em geração de energia nuclear, além de não fabricar uma bombinha Caramuru…
Concordo com os que dizem : não adianta ter riqueza embaixo do solo; é viver sonhando; E nem tirá-lo, vende-lo e o pais ter a capital mais violenta da américa latina, como Caracas…
Sou a favor do modelo dos EUA - exploração particular com dividendos regulamentados para o governo; e o governo deixa setores das forças armadas prontos para tomar o controle dos setores estratégicos, se e quando for necessário.
Lembram do apagão Canadá-EUA, quando o exército tomou tento in loco de todas (+/-) as barragens/usinas ?
Mil desculpas !!
Como direitista de carteirinha, esqueci de falar mal do Niemáier !
Fora as viagens mentais de mumia esquerdista apoiadora de Castro e de outras tiranias;
Manos, eu vi um documentário que me atingiu como um raio !! E disse tudo o que gostaria de expressar mas não sabia.
Mostrava que, na escola de design/arquitetura contemporanea, existem duas correntes principais : a do(s) Niemáier(es), que priorizam as formas,
e as de outros lá longe, que ALÉM das formas, acham necessário levar em conta o conforto e praticidade de uso das edificações.
Sempre achei que os projetos de Nier uma bosta. Alem de esteticamente feios (sei que gosto cada um tem o seu) , são uma bosta em uso.
Já foram à Assembleia Legislativa / Camara dos Deputados? Simplesmente nao tem um lugar para parar e ler um jornal sentado, nem nenhum comodo que nao precise de ar condicionado / circulação forçada de ar !
Tanto que QUASE em nenhum outro pais se ve armações de cimento como as por ele projetadas;
Aliás, passou estes dias no Discovery -megaconstruções- a construção de um estádio o qual os americanos do programa clamavam ter os maiores vaos livres de concreto armado do mundo; mas eles nem chegavam perto das barbaridades que o Nier cometeu !!
Agora, já viram o edificio-vela-de-barco, de Dubai ? e por dentro ? (nem eu, mas vi na tv…)
É show de bola e agradabilissimo !!
Sempre que vejo alguém defendendo premiação por desempenho para os professores eu fico me perguntando porque eles não defendem simplesmente um salário decente?
pague-se bem, pague-se muito. os melhores virão. é assim na coréia, onde os professores primários são recrutados entre os universitários de melhor desempenho - e pagos a peso de ouro.
Quanto à Bolívia, até agora Evo levou todas em que entrou. Reajustou os preços do gás com Brasil e Argentina, aquietou os separatistas do Leste do país (sem dar porrada, incrível) - e, se tiver timing, leva esta também.
Segundo eu havia lido, ele não quer entregar o minério cru, mas se incorporar de alguma forma à cadeia de produção da tecnologia das baterias. Me parece uma boa ideia. Não sei se há competência para tanto lá pelo altiplano. tomara.
Exxon teve um lucro de 47 bilhoes de dólares no meio da crise….aí um internationl-petist di:z-
- obsceno, um disparate, um absurdo!
De um faturamento total de 477 bilhoes…
- 10% ao ano, abusrdo, obsceno, um disparate, cadeia nesses imperialistas exploradores da kiseria humana e causadores do aquecimento global!
os impostos pagos pelas Exxon aos diversos páises em que atua somam 116 bilhoes de dolares.
- um absurdo, um dispa…..como é que é? Tudo isso? Bem, er ……..pois é.
Uma empresa dessas teve um custo fora impostos de +- 65% do faturamento. Os estados arrecadaram em impostos 2,5 vezes mais que o lucro dos acionistas. Sem fazer nada! Zit, zero, nadie, rien de tou, nothing, kaputz. VINTE E CINCO POR CENTO de impostos direitos ao caixa.
Uma questão: o que cada um desses acionistas, os privados (10%) e os estados (25%) farão com essa grana?
O que um “bolivariano” faria com uma empresa dessas se pudesse?
2. Um bolivariano estatizaria a empresa, que pelo histórico das estatizações provocaria uma queda de faturamento de 40% (de 447 bi cairia para algo em torno de 265 bi) e aumentaria o custo em uns 5% imediatamente com contratações de apadrinhados e a empresa de um custo de 310 bi iria custar uns 325 bi, apresentando prejuizo de 60 bi. Quem pagaria esse prejuizo? Os impostos que seriam aumentados para custear a besteira monumental. O povo alem de não receber impostos teria que colocar a mão no bolso para cobrir as cagadas bolivarianas. Alguem em sã consciência duvida?
radical Livre, os professores coreanos vivem sob intensa pressão para obter resultados. O sinsuficientes são convidados a se retirar e procurar outra atividade produtiva, como quebrar pedras (rs).
Frangão, seu guru O.C. está em dúvida a respeito das verdades e mentiras do nazismo.
Clique no meu nick.
1. os acionistas privados da Exxon (que receberam a parcela de 10%) provavelmente vão gastar uma parte e poupar outra, talvez investindo em outras empresas que acreditam que possam dar lucro. A poupança, um bem que o Brasil ainda não aprendeu a montar, é essencial para investimentos em estrutura e outros que atraiam empresas lucrativas e aumentem o noivel material das pessoas do país, os investimentos, muitos de risco, essenciais para produzir mais e mais riqueza, construindo um círculo vicioso de riqueza.
Os impostos pagos (25%) da parcela seria imediatamente investidos em programas sociais e custeio da máquina pública. As pessoas que recebem seu quinhão como bolsa, pensões etc fazem parte do extrato da sociedade que não tem a cultura de poupar (exceções servindo apenas para confirmar a regra), e detonam a grana na exta medida em que ela entra no bolso. Isso alimenta o comercio, mas não faz nada contra o desperdício. É uma questão de mentalidade, rico fica quem ganha mil e poupa 50 e não quem ganha 10.000 e gasta 10.050.
80, isso só pode ser saudável, desde que com respeito e sem antissemitismo.
como é que você entrou neste blog?
mas o texto é do Olavão?
Frangão, por acaso estava procurando algo mais sobre o bispo Richard Williamson, para saber a respeito das suas posições revisionistas e eis que achei no google, om link direto pro Olavão.
Breio eu que o texto seja dele, afinal, está no blog dele e não consta o nome de mais ninguém.
Breio = Creio.
Acho que é de alguem que escreveu para ele, pelo papo.
Quem não gosta de uma história dessas?
A grizzled old man was eating in a truck stop when three Hell’s Angels bikers walked in.
The first walked up to the old man and pushed his cigarette into the old man’s pie, and then took a seat at the counter.
The second walked up to the old man and spit into the old man’s milk, and then he took a seat at the counter.
The third walked up to the old man and turned over the old man’s plate, and then he took a seat at the counter.
Without a word of protest, the old man quietly left the diner. Shortly thereafter, one of the bikers said to the waitress, “Humph, not much of a man, was he?”
The waitress replied, “Not much of a truck driver either. He just backed his truck over three motorcycles.”
os motociclistas seriam os árabes vizinhos a |Israel ( os brasileiros não tem a maluquice destes), e o truck driver seria os israelenses.
Caso não esteja enganado o médoto de alfabetização Paulo Freire foi aplicado em Cuba.
abs.
Os responsáveis por simples construções confortáveis para moradia são engenheiros civis.
Não me consta que a Cadetral de São Pedro no Vaticano seja confortável para morar.
Tampouco o Museu Louvre, Palácio Versalhes etc.
Ninguém espera que o Congresso Nacional, a Cadedral de Brasília, o Palácio do Itamarati, sejam moradias confortáveis.
Como diaz o próprio Niemayer: “Eu não vou me meter nessa discussão provinciana.”
Eu concordo inteiramente com o Elias e o Radical Livre.
O Evo Morales pode até fracassar, mas que até agora tem feito a coisa certa e também tem ganhado todas tem.
Chesterton,
Essa história de imposto que a empresa paga é conversa pra boi dormir.
O que você quer? Que a empresa não pague imposto? Burrice! Vai sobrar pra você. O imposto que a empresa não paga, acaba sendo pago pelas pessoas físicas.
Faturou? Lucrou? Então paga imposto e não me enche o saco!
Mas não é disso que nós estamos falando. Nem é disso que trata o post do PT.
Estamos falando da Bolívia usar o lítio da melhor forma, de modo a que isso contribua para elevar a qualidade de vida de sua população.
Ao contrário do que ocorreu com a prata de Potosi, o ouro de Serra Pelada, o manganês do Amapá, a bauxita de Porto Trombetas, o ferro de Itabira e um porrilhão de etcs.
Isso ocorrerá na razão direta da extensão que for ocupada pela Bolívia na cadeia produtiva do lítio. Quanto maior essa extensão, melhor para o país.
Ou seja, trata-se de verticalizar ao máximo a produção dentro da própria Bolívia. Exportar minério em natura é babaquice de brasileiro. O correto é agregar valor ao minério e, só então, exportar.
É disso que estamos falando, Chesterton.
Para que eu não tô entendendo mais nada!
Os esquerdistas daqui estão dizendo para a Bolívia tornar-se CAPITALISTA?
“Se eu fosse um cidadão boliviano, (…) pode explorar só um pouco, e pagando muito por isso.”
Mesmo que isso não colabore com o meio ambiente ?
” Destruir a Bolívia para fazer bateria para carro (dos outros ainda por cima!) não parece uma “boa oportunidade”.
Será que é verdade aquele negócio do “socialismo no zóio dos outros não arde” ?
Sobre, o off-topic, é claro que a Lei de Goodwin aqui do blog não falha: esquerda x direita com Paulo Freire e Niemayer no meio. Não esqueçam do Jorge Amado e do Darcy Ribeiro.
Se bem que ver o Patriarca citando o reacionário e direitoba Machado de Assis até dá uma esperançazinha…
Elias, post do PT? E sim, imposto é o lucro que o estado recebe pelo simples fato de existir. Claro que quero que ela paga imposto.
O que você deturpa é que caso ela vire estatal pagará muito menos imposto ~porque não terá lucro. E só com lucro haverá a possibilidade de melhorar a qualidade de vida da população local ( ainda há o risco dos governantes desviarem o lucro mpara seus bolsos).
Lembre , imposto sobre o lucro só é recolhido se ele existir.
Mas não é PAGUE E NÃO ENCHA O SACO. Tem que haver um ambiente de respeito , uma cultura empresarial para que haja lucro.
Todos os exemplos citados deram lucro e pagaram impostos. Se a população local não se beneficiou, a culpa não foi do lucro, asm do governo que deveria ter repassado parte dos impostos para esses locais e NÂO FEZ.
Elias, se o EVO conseguir atrair empresas que usam o Litio para a Bolivia, vou ter que tuirar o chapéu para ele. O mais provavel é que forme a BOLITIO- Empresa boliviana do Litio, onde empregará um monte de indizinhos que nem ler sabem muito menos administrar empresas. Enfim, o melhor seria abrir e transformar a Bolivia num polo tecnologico onde empresas de microprocessadores e fabricantes de baterias viessem se instalar. Mas aí o Evo não seria o Evo.
Pois eu duvido muito.
apón comienza gestiones para explotar el litio
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Un legislador, un funcionario de la Cancillería y ejecutivos de las empresas Sumitomo y Mitsubishi se reunieron el lunes y martes con los ministros de Minería y Relaciones Exteriores a fin de analizar la posibilidad de explotar el litio del Salar de Uyuni.
El ministro consejero de la Embajada de Japón en Bolivia, Hayime Naganuma, calificó a los encuentros como “muy importantes para profundizar las relaciones bilaterales” entre ambos países.
El diplomático confirmó que uno de los temas abordados en la oportunidad se refirió a la posibilidad de que ambos gigantes industriales nipones exploten el recurso mineral no metálico.
Naganuma explicó que todavía no existen proyectos específicos japoneses para desarrollar esta tarea.
Los japoneses se reunieron el domingo con los colonos del norte de Santa Cruz.
Un artículo publicado recientemente por el New York Times da cuenta de que, según el Instituto Geológico de Estados Unidos, se pueden extraer alrededor de 5,4 millones de toneladas de litio en Uyuni, en comparación con tres millones en Chile, 1,1 millón en China y 410.000 en Estados Unidos.
Según el rotativo neoyorkino, existe un frenético empeño por construir la próxima generación de autos híbridos o eléctricos y “casi la mitad del litio del mundo, el mineral clave para impulsar a los motores, está en Bolivia”.
El litio es, además, el componente básico para la fabricación de baterías de celulares de nueva generación.
Entrevistado por ese medio, Francisco Quisbert, dirigente de la Federación Regional Única de Trabajadores Campesinos del Altiplano Sur de Bolivia (FRUTCAS), dijo que “sabemos que Bolivia puede llegar a ser la Arabia Saudita del litio. Nosotros somos pobres, pero no somos campesinos estúpidos. El litio puede ser de Bolivia, pero también es nuestra propiedad”.
La Constitución aprobada el domingo 25 establece que “los recursos naturales no metálicos existentes en los salares, salmueras, evaporíticos, azufres y otros son de carácter estratégico para el país” y que “la explotación de recursos naturales en determinado territorio estará sujeta a un proceso de consulta a la población afectada”.
Da edição de hoje (05/02) do jornal boliviano La Prensa…
Chesterton,
Post do “PD”, e não do “PT”. Ato falho.
Grato pela correção.
Faturou? Lucrou? Então, paga imposto e não me enche o saco, pô! CQD.
A questão não para por aí, criança. Extrair minério e exportá-lo in natura gera impostos. Mas isto não significa que a exploração esteja sendo potencializada.
O que potencializa são os efeitos à montante e à jusante da exploração. São esses efeitos que agregam valor à matéria-prima e geram riquezas — trabalho e renda — no território produtor.
Veja o caso do Brasil. Exportar minério de ferro, cobre, bauxita alumínica, etc., in natura, gera emprego e renda, sim, mas não no país exportador e sim no país de destino. Junto com o minério em estado bruto, o país exporta a riqueza que o beneficiamento desse minério poderia gerar.
Exportar riqueza é doidice. Exporta-se pra ganhar e não pra perder riqueza.
Como se trata de recursos não renováveis, fazer isso é mais doido, ainda, ou, mais freqüentemente, má fé.
Cada tonelada arrancada se vai para sempre. Daí porque é preciso tirar dela o máximo que ela pode dar.
Trocando em miúdos: o negócio do lítio só será interessante pra Bolívia se ele for beneficiado em território boliviano.
Qualquer outro desenho é papo furado de entreguista vagabundo, que deveria ser chicoteado em praça pública, pra tomar vergonha na cara.
Só os muito tolos acreditam que haja um determinismo histórico, colocando um sinal de igualdade entre estatal e prejuízo.
Exemplo, aqui mesmo, no Brasil: a Vale, na Amazônia. Findo o período de maturação — que foi, basicamente, o período de implantação da 1ª fase de um único projeto, o “Ferro Carajás” — a Vale começou a dar lucro. Ainda como estatal. Coloquei nela boa parte do que consegui poupar e quase todo o meu FGTS. Nunca me arrependi.
É que o Estado brasileiro nunca esteve sozinho na Vale, rapaz.
Havia — como ainda há — capital privado japonês em larga escala. Qualquer vacilo, ele dava o fora e a Vale escoaria pelo ralo.
A gestão da Vale sempre foi orientada ao lucro. E lucro alto. Que ela nunca deixou de dar.
Ao contrário do que você pensa, a Vale se tornou um investimento de risco agora, como empresa privada. Ela se endividou horrores pra comprar a Inco (canadense), e ninguém sabe no que isso vai dar.
Hoje, eu não colocaria um centavo nela. Mas, se você quiser colocar, vá em frente.
Notadamente durante o governo Lula, a Petrobras tem batido recordes de lucratividade e rentabilidade.
Claro que a Bolívia não tem pernas pra beneficiar o lítio. Não tem capital.
Terá que se associar a outros países.
E, como ocorre há muito tempo, a melhor alternativa para a Bolívia chama-se… Brasil.
Entendeu, Chesterton?
Elias,
1. Lucrou, etc… Não é assim, precisa ver se o imposto é do tamanho justo, etc… Casos seja imposto apenas pra sustentar corja a lá Paulinho, fazemos protesto, pressão na camara, meios de comunicação, etc. Como ganhamos no caso da cpmf. Não estamos (ainda) em estados totalitários comunistas;
2. Beneficiar aqui ou no exterior: só vc que gosta de verticalizar e exportar o produto final , né ? Falta combinar com os russos… Quando dá, se beneficia aqui, quando não, o que fazer ? - Esta é a pergunta. Afinal, quantas empresas de componentes eletronicos trouxemos pra cá, mediante apoiar a China, Japão, etc. ? E a afirmativa no artigo citado pelo PD e Hermenauta é valida : SE perder o bonde, negociando decadas a vinda de empresas que NAO VIRAO, perde a chance de vender o litio, niobio, silicio, etc… alias, se como vc disse os governantes usassem os impostos das vendas para melhorar a educação algumas cidades do RJ, que tem royalties de petroleo, com uma renda per capita altissima, teriam educação da Suecia, e não favelas pra todo o lado…
3. Estatais que dão lucro : perai, vc esta mesmo discutindo isso ? Deixa eu desenhar - Numa democracia Capitalista, nos pagamos o imposto pro estado, pro estado cuidar de certas areas da sociedade. Outras areas, que a contituição ou os representantes eleitos determinam como sensiveis, e nao minorias ou a propria burocracia do estado, sao de participação do Estado atraves de Estatais sim, mas atraves de modelos que privilegiem a iniciativa privada para investimentos. Quer estado empresario, vai pra Cuba ou pra Africa, lá tem varios com grande sucesso… Agora, no capitalismo, as empresas vao mal e vao bem. Umas abrem e outras fecham. O estado, pago com os impostos destas mesmas empresas, age quando necessario, dentro de regras. Qual a parte que vc nao entendeu?
4. Notadamente, no governo Lula a administração da Petrobras tem sido uma merda. A adm descuidou dos negocios para apoiar ações de cunho propagandistico. Aumentou os custo de operação. Mesmo com o descobrimento de gigantescas areas de exploração, a Petrobas tem tido perdas, baixa no preço de ações, quando deveria subir. Pegou ate emprestimos (sem explicações xurumelentas, please). Empregou em cargos de confiança incompetentes que repetiram no concurso da empresa. Pagou xou do Zeze de Camargo. Qual noticiario vc anda lendo ?
jose:
1. imposto eh imposto. paga e nao reclama. se voce nao concorda com o uso de seus impostos, muda de deputado ou senador, vota diferente, faca pressao, crie uma ong para fiscalizar etc. mas pague e nao reclame.
2. combinar com os Russos? ok - a gente vira para os russos e diz assim: a partir de hoje so vendemos minerio beneficiado. quer? ok. nao quer? tah cheio de gente querendo.
3. vou desenhar para você - você parte da premissa conservadora que o Estado nao tem papel na economia. Eu nao concordo com isto, acho que ha areas em que a iniciativa privada nao tem vontade ou capital necessario para entrar. nestes casos, o Estado tem que suprir o buraco.
4. a Petrobras eh considerada pelo governo lula como uma empresa publica e estrategica. Azar dos acionistas, ok, mas longe da logica burra de todos os lucros para os acionistas e zero para o Pais.
ou seja, voce tem uma visao de vida conservadora e tacanha, absorvida dos reacionarios abundantes pela rede. repete igualzinho os argumentos deles e ainda nos xinga de burros, desinformados. que noticiario voce anda lendo?
alias, mais um ponto. compare as curvas de valorizacao das acoes da Vale e da Petrobras nos ultimos cinco anos: sao praticamente iguais.
José,
Confesso que minha análise da Petrobrás não saiu de noticiário jornalístico. Peguei, apenas, os balanços da empresa (na Internet). E acompanho — é quase um vício — a evolução das cotações de ações das principais empresas brasileiras.
Por esses elementos, a Petrobrás está bem na foto. Melhor que há 7 anos.
No mais, também confesso: nada sei sobre o tal Zezé de Camargo. Aliás, nem quero saber. Com todo o respeito, claro. Não tenho nada contra ele, nem a favor.
E não estou discutindo o assunto em termos ideológicos.
Estou, apenas, argumentando com fatos: a Vale lucrou, sim, quando era estatal. Distribuiu, sim, dividendos. Eu os recebi. E vendi bem meus papéis.
Como estatal, era uma empresa pra lá de sólida.
Quanto à verticalização, se você ler com atenção o que escrevi, perceberá que, desde o início, eu disse que era um desafio e tanto, para o Evo e para a Bolívia.
De um lado, porque os países importadores vão preferir agregar valor em seus próprios países. Aliás, ao que eu saiba — e sei pouco — a cadeia do lítio é meio que orientada locacionalmente para o mercado consumidor (porque perde pouco peso na industrialização). De outro, porque a Bolívia não tem capital nem tecnologia pra bancar a verticalização.
No entanto, a Bolívia necessita verticalizar ao máximo. Se não, vai perder o bonde.
Daí porque é um desafio. E tanto!
Também pensei ter deixado claro que o Brasil não é um bom exemplo. Mesmo quando pôde, o Brasil não se empenhou em buscar a verticalização.
Veja-se o caso da cadeia alumínica. Somente agora, em 2009, está se dando os primeiros passos para a implantação de uma segunda usina de alumina no Pará (a Alunorte processa uma fração da bauxita alumínica que o Brasil produz).
Só pra se ter uma idéia: o preço do frete desse minério é mais alto que o preço da mercadoria.
E a Albrás (que fabrica alumínio a partir da alumina), não dá conta da produção da Alunorte. Ou seja, boa parte da alumina que a Alunorte produz é exportada.
Mesmo a produção da Albrás não vai além do lingote. Nenhum produto final sai do complexo Albrás/Alunorte, mesmo que seja para o mercado interno. E o Brasil importa produtos finais de alumínio.
Acontece que, no Brasil, o cidadão comum não se toca pra isso. É desinformado e quase se orgulha disso.
Boa parte dos que se dispõem discutir o assunto, prefere enfiar tudo num esqueminha qualquer, político ou ideológico, pensando que assim vai bem pra caramba.
Não vai.
Na Bolívia, creio que, por circunstâncias históricas, a percepção é diferente.
Lá morreu muita gente tentando defender as jazidas do país, os depósitos de guano, etc. E o pior é que, mesmo assim, o país perdeu.
Ficou, portanto, uma amargura muito grande relacionada ao assunto, e isto permeia todo o espectro político e ideológico boliviano.
Na Bolívia, quando se trata de recursos naturais, os conceitos de esquerda, direita e centro se embaralham por completo.
Aí, o esqueminha analítico que, no Brasil, já não funciona, na Bolívia se torna uma piada doida. E burra.
“1. Lucrou, etc… Não é assim, precisa ver se o imposto é do tamanho justo, etc… ” (José)
José,
Dia desses, reuni com alguns empresários, e lá vieram eles com a porra do factóide do “Custo Brasil”. Houve um até que — muito original! — falou do “apedeuta”, como se eu tivesse alguma coisa a ver com o chibé.
Disse a esse um que o grau de instrução do atual presidente está para mim assim como a herpes genital do amante da mulher de qualquer empresário. Não tou nem aí, caceta!
O que importa é que o cara acerte mais do que erre. Se 84% dos brasileiros dizem que ele está indo bem, algum valor o cara tem. Não que eu seja propriamente um fã dele.
Custo Brasil? Se eu achasse que a tributação brasileira é, assim, tão insuportável, sabe o que eu faria? Iria pra Alemanha. Ou pra Inglaterra. Ou pra casa do diabo que o carregue.
Perguntei ao cara se ele sabia qual era a taxa máxima de seguro de acidente do trabalho que se paga no Brasil. Ele respondeu, na bucha: “3%”.
Correto, disse eu. E na Alemanha, Itália, Espanha ou Inglaterra?
Ele ficou calado. Informei: de 12% a 16%. Vai pra Alemanha, e brinca de fazer lá o que tu fazes aqui e vê o que te acontece…
No Haiti, em Uganda & afins, quase não há impostos. Por que essas pragas não vão de vez pra lá, e param de azucrinar as holandas da gente com esse chororô de puta virtuosa?
Claro que o sistema tributário brasileiro necessita ser revisto. Mas não no sentido de reduzir a carga tributária, e sim no sentido de distribuí-la de maneira mais justa, seja na esfera da captação (entre os contribuintes), seja na esfera da repartição (entre os entes da Federação).
É até possível que, aumentando a base contributiva, dê pra reduzir um pouco a carga média. Mas, quem acredita sinceramente numa redução substancial deve ser urgentemente encaminhado a um psiquiatra.
Elais, v. é engraçado, repete a minha ideia e pergunta se entendi.
Sim, a Bolivia não tem capital para agregar valor ao seu tesouro, ou arruma socios ou pede emprestado para se arriscar no mercado.
A Petrobras só deu lucros porque o pre~co do petróleo foi às alturas, é ineficiente para caramba, e v. sabe disso.
A melhor coisa para o estado é uma empresa lucrativa .
A Vale comproiu a canadense com dinheiro de acionistas, lan~cou aquele plano no inicio do ano passado e arrecadou uma baba. Se alguem perder são os acionistas.
meu Deus, Elias quer mais imposto…só pode estar do lado que consome impostos, um parasita funcionario publico.
Chesterton,
I
A Vale comprou a Inco com dinheiro emprestado. Do BNDES inclusive, mas, principalmente, com empréstimos externos.
Aliás, pouco antes da compra, a Vale devolveu capital aos acionistas, alegando excesso de capitalização (devolveu a parcela capitalizada com incentivos fiscais — isenção temporária de Imposto de Renda).
A CVM americana pediu explicações e a Vale saiu do mercado de ações dos EUA e do Canadá.
De qualquer modo, até 2008 a Vale foi bem. Deu lucro de 2 bi. Distribuiu a rodo, o que demonstra que tá com medo.
Se você não sabe, tá por fora. Se tem dinheiro na Vale, tá marcando bobeira, criança.
II
Que o preço do petróleo aumentou, todo mundo sabe. E aumentou em todo o mundo, né?
Mas, responde: quantas petroleiras no mundo, estatais ou não, cresceram tanto quanto a Petrobras?
E não estou falando somente em crescimento patrimonial. Estou me referindo, principalmente, em crescimento de lucratividade e rentabilidade.
Ora, Chesterton. Eu poderia dizer: a Vale só deu bom lucro porque a demanda da China foi pros píncaros.
E daí, cacilda?
III
Não quero mais impostos, bobinho.
Digo somente que é irreal supor que seja possível uma redução da carga tributária média brasileira.
Já que a discussão está se dando sobre que jornais nós estamos lendo, copio uma parte da extensa reportagem publicada pelo Wall Street Journal antes desta estupenda crise mundial provocada pelas ineficientes estatais norte-americanas:
“Hoje, a Petrobras tem mais reservas de petróleo que a Chevron Corp, custos menores de prospecção que a Exxon Mobil Corp, e é listada na Bolsa de Valores de Nova York - com um valor de mercado de cerca de US$ 130 bilhões.
“Para o “WSJ”, várias razões explicam o sucesso da Petrobras: tecnologia de prospecção em águas profundas, conselho diretor independente e atratividade para jovens profissionais de talento.” BBC Brasil.com em 30/08/07
abs
Elias,
Vc parece concordar com tudo que eu disse, e ainda assim diz que é o contrario;
1. Não existe cala a a boca, isso é pra comunistas; Nao gostou do imposto, aciona seus representantes pra mudar, entra com uma ação de inconstitucionalidade, ou ate paga em juizo… as opções são muitas na democracia capitalista - concorda ou nao ?
2. Poxa, a Vale… Segundo seu critério nao temos saida : se a Vale vai bem, é porque deveria o lucro ser do governo; se vai mal é porque foi mal gerida pela iniciativa privada. Tá muito confuso…
Acho que o Estado tem mais do que cuidar, e foi bem privatizada. Depois, o que aconteceu no mercado - lucro ou crise - so a Mae Dinah pra saber. Se vc nao aplica la, é problema somente seu. É a beleza do capitalismo…
3. “Mas, responde: quantas petroleiras no mundo, estatais ou não, cresceram tanto quanto a Petrobras? ” Bem, segundo o balanço da EXXON MOBIL enviado ao escritório dos meus advogados… rs ! Vc nega os aumentos de custo da Petrobras ? As gastanças em projetos de propaganda ? O cabide de emprego ? Acontratação de empresas como a do Silvinho Land Rover, que geraram enormes gastos para a Petro? Valei-me…
4. Materias primas : aluminio, etc. Que bom que VC Concordou COMIGO. Todos querem o filé. Mas vc NÂO RESPONDEU como traze-lo. Vc acha que pode obrigar a iniciativa privada a agir? Só no comunismo, camarada. O Evo vai ter de oferecer LUCRO DO BOM pra botarem dinheiro e empresas em projetos de seu país. A nao ser é claro que ele conte com o LULA e o CHAVEZ para gastarem dinheiro de seus compatriotas sem ganhar nada em troca.
5. Paliativos distribuidores de renda: Quem dá sustento sustentável (boa!) ao país são os empresários, que pagam impostos e geram empregos. Pede pro Vicentinho gerir alguma coisa (não estatal, pelamordedeus !) pra ver quantos empregos ele gera…
6. Ame-o ou Deixe-o : Não, no MEU país não se vai embora porque os impostos estão altos, muda-se os impostos, pra horror da corja de populistas… Quem vai embora são os desejosos de controle do estado, os totalitários, os comunistas (se bem que tem o Cesare que ficou…)
7. Como sou do ABC minha vida inteira, sei das estórias do Lula de trás pra frente. Sei que ele não é inteligente. É ixperto. Demais. Como já disseram, se inteligencia desse dinheiro, todo professor de universidade era rico. É um cara que nunca geriu nada, nem no sindicato. Sempre teve cargos de conchavista politico. Alias, deixou de ser classe média baixa já na época do sindicato, com xx anos. Nunca mais teve preocupação com trabalho ou contas pra pagar. Sei de estórias de várias barbaridades, já adulto, durante piquetes e greves. Sei que boa parte das greves foram prejudiciais aos funcionarios das metalurgicas. Sei que o ABC se esvaziou de empresas por causa dos sindicatos (nao pelos aumentos de salario de 2,5%, por favor nao enveredem por ai). Sei que o Lula não fez lhufas como deputado, o unico cargo de trabalho real em mais de trocentos anos. Sei que ele é querido pelo povo na sua profissão, como o DATENA, o RATINHO e o SILVIO SANTOS são. E eles, igual ao LULA, são MILIONARIOS. Agora, querer dizer que o Lula é algo mais que um espertoman da política, por favor. Tão esperto e estadista, entendedor da dinamica economica quanto sarney, inocencio de oliveira, jader barbalho, etc. POPULARES e REELEITOS em seus estados paupérrimos. Graças a Deus ele segue a cartilha deixada por FHC. Ou diga as ações da cartilha do PT que ele tomou - que deram certo, please. O Lula apenas tem abrangência nacional. Pergunte dele no Bar do Zélão, o Rei do Caldo de Mocotó, perto do sindicato dos metalurgicos de sbc e vc descobrira estorias interessantissimas.
Ah, e pra efeito da 5º B x 5º C : se eu sou direitoba vc é esquerdopata :-p
José,
Se você acha que concordei com você, então devo ter me expressado mal.
Vamos lá, por tópico:
I - Lucro e imposto
Faturou? Teve lucro? Então paga imposto e não enche, pô! É assim em qualquer país de respeito. Nas repúblicas de bananas é onde se sonega e não acontece nada.
Acha que o imposto é alto? Procura outro terreiro. Isso acontece todos os dias.
II - Lucro da Vale
O que eu disse: a Vale dá bom lucros desde que era estatal. Comprei ações da Vale, elas renderam bem e as vendi por bom valor.
Agora, privatizada, a Vale se tornou um investimento de risco (tanto que teve que sair das bolsas americanas e canadenses), porque elevou brutalmente seu endividamento para financiar sua expansão.
Não é que ela tenha se tornado menos lucrativa. Ela se tornou mais vulnerável.
Entendeu, agora?
III - Lucro da Petrobras
Não nego aumento de custo coisa nenhuma. Nem me referi a isso, caramba!
Eu disse, apenas, que a Petrobrás é, hoje, muito mais lucrativa e rentável que era há 7 anos.
Isso tá na cara, caceta! É só olhar os balanços!
Deixei implícito, também, que ela tem desempenho melhor que o da maioria das petroleiras do mundo.
Daí por que perguntei: quantas petroleiras, etc, etc.? Poucas tiveram desempenho melhor que o da Petrobras nos últimos 7 anos. Pouquíssimas, aliás!
IV - O Evo vai ter que dar lucros dos bons…
O Evo não tem que “dar” lucro droga nenhuma! Quem dá lucro é o negócio.
O que o Evo tem que fazer é atrair parceiros para o negócio.
Isso é desafiante, pra ele, por um porrilhão de razões, dentre as quais destaca-se a imagem que ele tem. Que não ajuda e ainda atrapalha.
VI - “Sustento sustentável”
Essa é toda tua. Jamais escrevi tal barbaridade.
VII - Quem paga impostos são os empresários
Não no Brasil!
A maior parte dos impostos recolhidos pelas empresas brasileiras é formada por impostos INDIRETOS que NÃO são pagos por empresários. Quem paga é o consumidor. Os empresários apenas os recolhem (quando os recolhem).
Quem paga impostos no Brasil são as pessoas físicas. Classe média, principalmente, cuja carga tributária chega até a 60% (na classe média alta).
Daí porque uma reforma tributária digna deste nome, teria que, na esfera da captação, redistribuir essa carga.
Empresas de comunicação, p.ex., têm imunidade tributária, mesmo que lucrem centenas de milhões por ano. Isto faz com que a padaria da esquina pague mais impostos que a Rede Globo.
Entendeu, agora, o que eu quero dizer com “redistribuição da carga tributária”?
VIII - Direitoba?
Acho que o que você fumou tava estragado.
Eu não o chamei de direitoba nem de coisa nenhuma. Eu jamais uso esse termo pra qualificar quem quer que seja.
Você pode ter a ideologia que quiser. Não ligo a mínima pra isso.
Eu discuto idéias e propostas. É só o que me interessa.
VIII - Bar do Zelão & outros
Não quero saber de fofocas do Bar do Zelão, do Caldo de Mocotó, do Buraco da Zélia, do Chifre do Pita ou do raio que parta.
Moro a milhares de quilômetros desses lugares e não tenho o menor interesse em frequentá-los.
Onde moro, tenho meus botequins preferidos, onde as histórias que ouço são tão ou mais cabeludas que as mencionadas por você.
Não dou a mínima! Conversa de bêbado serve pra divertir. E só!
Elias
1. bla bla só se fica quieto é em país comunista;
2. tudo certo, capitalismo é isso;
3. confirmado (pouquissimas, mesmo pre-sais);
4. sim, a bolivia vai ter de oferecer um bom percentual de participação;
(pulou o 5)
6.
7. ok, ficou melhor;
8. que pena, ia ser legal;
8 e 1/2. coisas para entrar em biografias;
fui!
“A Bolívia vai ter que oferecer um bom percentual de participação” (José)
Besteira!
Estamos falando de lucro. LUCRO, CARAMBA!
A participação no lucro SÓ PODE ser proporcional à participação no capital.
É a velha história. Falou besteira, já sacou que falou besteira, mas não tem coragem de reconhecer.
Elais, você é aquele funcionario atrás do guichê quando se vai pedir alvará? É aquele que dá licensas? Aquele que revista a bagagem particular dos viajantes no aeroporto?
Não tenho ações da Vale, naõ vendi tudo no pico mas salvei o suficiente para esperar a nova onda - que virá com certeza.
Com0 a Bolivia vai atrair capitais sem segurança jurídica e sem ambiente favorável aos negócios, meu tio, como? só pagando ágio muito grande. Ou então encontrando um pato como o Brasil do PT.
Aqui Elias, o desespero Argentino
http://www.youtube.com/watch?v=R9V–1fDOD4
Elias,
Realmente, quem nao quer reconhecer é vc, vamos de novo :
Vc enrola, mas nao diz claramente : a bolivia vai ter de oferecer mais que o usual (em outros paises) para atrair parceiros, alem de novas garantias, dado o seu historico de nao cumprimento de acordos, e de que quem precisa do investimento é a bolivia, e nao as empresas de eletronica, pode olhar nos exemplos ja citados - africa, brazil, etc - o que aconteceu, mais das vezes : NADA. Ponto. Eita.
Elias, talvez, seu problemas seja que que vc ate concorda comigo, e, alias, com os artigos citados pelo PD.
Mas vc quer torcer os fatos para tenta dar um viés bolivariano na coisa…rs
Só que o Mundo de negócios não é Bolivariano.
O mundo de negócios é o caso da China na soja : fazer acordos com o Brazil, depois dar-lhe um chapéu, revisando os mesmos…
dizendo de uma outra forma :
o que vc chama de “Evo terá de ter habilidades de negociação”
eu chamo de “Evo terá de abrir as pernas (agir como capitalista da gema) se quiser investimentos, fazendo o contrário da visão bolivariana (totalitária) que ele prega aos seus seguidores”
O que, graças a Deus, foi o que Lula fez (ou não fez…) na economia e na adm do banco central do Brasil, imagina onde estaríamos se ele seguisse a cartilha dos partidos que o elegeram : PT, PSOL, PCO, etc…
José & Chesterton,
1 - “Bolivariano”, eu? Nem pensar! Aliás, considero o tal do “bolivarianismo” um embuste.
2 - Claro que concordo com a avaliação do PD. Deixei claro desde o início.
3 - Os investidores externos certamente EXIGIRÃO que a Bolívia crie uma estatal, com a qual eles se associarão.
Esse, crianças, é que é o mundo dos negócios.
No Brasil, se a Vale não fosse estatal o capital japonês não teria vindo para o Ferro Carajás.
Essas coisas, garotos, são investimentos de longa maturação. Você leva vários anos gastando, até tirar seu primeiro primeiro centavo de lucro.
No caso do Ferro Carajás, p.ex., mais de 10 anos.
Foi necessário construir cidades inteiras, com aeroportos, escolas, casas, clubes, ruas, sistemas de abastecimento de água e esgoto sanitário, etc.
Isso só no quesito “apoio”.
No quesito “produção” (o mais importante), foi necessário construir estradas, pontes, portos, ferrovias, uma hidrelétrica, etc.
Também foi necessário adquirir equipamentos, como mega-locomotivas, mega-caçambas (com capacidade para até 500 toneladas — um motor pra cada roda, cujo diâmetro é superior a 3 metros), mega-pás mecânicas, e vários outros “megas”.
Isso tudo custou uma baba, gasta ano após ano, sem um mísero centavo de receita.
Que grupo empresarial brasileiro investiria por 10 anos, antes de tirar seu primeiro centavo de lucro? Nenhum. Tanto que nenhum entrou nessa.
O capital privado só mexeu em direção à Vale na privatização, quando ela já estava operando a plena carga.
E, assim mesmo, na condição de minoritário. A Vale é privada somente do ponto de vista formal. Na prática, seus donos são fundos de pensão estatais.
Entenderam, crianças?
Tal como ocorreu no Brasil, nenhum investidor estrangeiro concordará em investir na cadeia do lítio boliviano se não for associado ao Estado.
É isso que segura a barra de um planejamento a longo prazo. Coisa que nenhum grupo empresarial boliviano é capaz de bancar.
O que vocês pensam que surgirá por motivos ideológicos (a estatal boliviana do lítio), virá, na verdade, por imposição dos parceiros externos.
Assim são as coisas. Entenderam, meninos?
Tio, vocë é gozado para caramba. Reafirma o que os outros dizem como se fosse o contrario……
Chesterton,
É que você lê mal, neném, ou tem memória fraca.
A polêmica entre nós era sobre a verticalização na cadeia do lítio na Bolívia.
A ala ideológica mandou as falas de sempre, sobre estatização e o escambal.
Pela última vez, vou resumir o que eu disse até aqui:
1 - A única maneira da Bolívia ganhar alguma coisa com o lítio é verticalizando a produção. Se vai conseguir ou não é outro papo. Conseguindo, ganha; caso contrário, dança, como das outras vezes.
2 - A estatal boliviana do lítio não é uma questão ideológica. É uma questão prática. Sem ela, os parceiros externos não dão as caras.
Você, Chesterton, e o José, é que me contestaram. Eu não fiz nenhuma observação sobre o que vocês escreveram, exceto para responder às contestações de vocês ao que eu escrevi.
E, ao que eu saiba, fui o primeiro a escrever nesta lista sobre verticalização.
Não “reafirmei” nada, portanto.
O que o Elias dissertou acerca da Vale, vale para a Petrobras. Não havia nos primórdios de nossa industrialização capital privado suficiente em nosso país ou interesse do capital externo em investir na produção de petróleo por aqui, muito menos promover postos de abastecimento pelo interior, quando a frota ainda era insipiente e os pólos comerciais e industriais deveriam ser fomentados ao longo das estradas, era muito mais vantajoso simplesmente comercializar derivados importados ou refinar o petróleo importado produzido à flor da pela nas arábias.
Jamã gastar fábulas em pesquisa e prospecção, principalmente nas profundezas abissais, os caras achavam simplesmente que não valia à pena. A lógica destas empresas não tem a ver com nossos interesses estratégicos e de longa maturação, não que estejam errados ou estejam certos, é assim que funciona cada um que procure o seu próprio o interesse. Muitas vezes os interesses imediatos de mercado, do lucro alavancado etc, conflitam com os interesses ecológicos, sociais, nacionais e mundiais conforme esta crise sistêmica mundial mais que comprovou.
Hoje são outros quinhentos, todo mundo quer se associar com a Petrobras já que detém tecnologia de ponta em águas profundas, os campos foram por ela encontrados e mapeados.
Agora é o seguinte, tem licitação para algum bloco? Tomo dentro.
abs.
prezado pd,
a bbc já tinha falado sobre isto antes do nyt
http://news.bbc.co.uk/2/hi/business/7707847.stm
de qqer maneira, uma ‘dependencia universal’ do litio tem mais a ver com uma ‘nova matriz’ digamos ‘eletricista’ dos irmãos do norte.
biocombustiveis são mais flexiveis (sem trocadilho, pf)
mas ‘the sow will twist her tail’ quando comecar,
pra valer, os disturbios da água…
amplexo,
kalil
http://www.la-epoca.com/modules.php?name=News&file=article&sid=677
A casi dos décadas de que Bolivia ingresó en la mira y el interés del mundo industrializado por la cantidad de reservas de litio existentes en su territorio y tras el fracasado intento de la trasnacional Lithco Corporation, el tema ha vuelto hoy al escenario económico tras el renovado interés nacido en el exterior.
Es que las trasnacionales volvieron a la carga en procura de acuerdos para ingresar a la explotación e industrialización del litio existente en las salmueras del salar de Uyuni, en el departamento de Potosí.
El debate se ha reiniciado por el interés extranjero, pero también nacional porque este recurso puede convertirse en uno de los principales sostenes de la economía y el desarrollo social del país en el próximo futuro.
Institutos geológicos de Estados Unidos informaron que en Bolivia existirían 5,4 millones de toneladas de litio, frente a las 3 millones de Chile, 1,1 millones de China y las apenas 410.000 toneladas de Estados Unidos.
Han sido varios los intentos de los grandes inversionistas extranjeros por ingresar a Bolivia para cerrar negocios con sus sucesivos Gobiernos y tomar a su cargo la explotación y la industrialización del litio, aunque pretendían hacerlo en forma ventajosa para sus intereses y en desmedro del país.
En la década de los años 90 la empresa Lithium Corporation (LITHCO) de Estados Unidos estuvo a punto de lograr su propósito durante el Gobierno del entonces Presidente Jaime Paz Zamora. Pudo más la vigorosa defensa de los recursos naturales asumida por las organizaciones cívicas de Potosí para impedirlo ante la evidencia de que se pretendía entregar un negocio redondo para los inversionistas sin que beneficien a la región y a la nación.
Cabe recordar que la Lithco quería hacerse del negocio solamente con el pago de un impuesto de apenas el 10 por ciento al Valor Agregado (IVA), mientras que el restante 90 por ciento iba a llenar sus arcas a costa del país. En ese entonces el Estado solamente les exigía pagar el 13 por ciento del IVA, lo que no fue aceptado por los ejecutivos de la transnacional que optaron por hacer sus pilchas e irse a Argentina a invertir.
Esa empresa no pretendía dar las suficientes garantías para que sus inversiones signifiquen un aporte sustancial al desarrollo de regiones abandonadas y empobrecidas en Potosí y en todo el país. En los hechos solamente veían a las reservas bolivianas del litio como una veta de explotación de recursos naturales que iban a arrasarlas con todo y dejar a esa zona de Bolivia convertida en el mediano plazo en un desierto sin posibilidad de desarrollarse, algo parecido a lo sucedido con la plata de Potosí, explotada sin compasión por los españoles.
Transacionales vuelven a la carga
Los ojos de los inversionistas extranjeros se han vuelto a volcar sobre los recursos evaporíticos del salar de Uyuni. Entre ellos se encuentran principalmente las transnacionales de la industria automotriz, hoy sumida en una crisis financiera en Estados Unidos, Europa y Asia que les hacen temer por su disolución. En los primeros embates de la crisis estas empresas ya se vieron obligadas a despedir a miles de trabajadores y a limitar sus operaciones industriales.
Estas empresas consideran que producción de vehículos híbridos o eléctricos que funcionen con baterías de ion- litio reducirá sus costos y les permitirá encarar la preservación del medio ambiente con medios de transporte adecuados, una vez que los nuevos vehículos eléctricos tendrán cero emisiones de dióxido de carbono. Las baterías de litio son más leves y no contaminantes como las que funcionan actualmente.
También toman en cuenta que, en el mediano plazo, el litio rebasará en importancia al consumo del petróleo y sus derivados debido a que su costo será inferior cuando sea industrializado y utilizado en diversos rubros de la energía. Además, la demanda mundial del litio se incrementará en más del 500 por ciento, si es que no se encontraran otras alternativas viables de provisión de energía.
En la actualidad, el litio es utilizado para la fabricación de pilas secundarias recargables, empleadas en la industria del automóvil y la aeroespacial. Bajo la forma de carbonato sirve para los cables eléctricos para bajar las temperaturas en las operaciones de fusión y de resistencia, además es utilizado en los reactores electrógenos de fusión nuclear con el fin de producir tritio, un combustible nuclear. Este mineral se utiliza para elaborar grasas, lubricantes, gomas sintéticas y productos farmacéuticos.
Interés nacional
Los especialistas nacionales coinciden en que, pese al interés que tiene Bolivia por captar inversiones extranjeras para sustentar el crecimiento económico y los programas sociales de lucha contra la pobreza, los potenciales socios deben llegar al país con una mentalidad diferente para trabajar no solamente en beneficio de su peculio sino también en el desarrollo nacional, en el marco de lo que establece la nueva Constitución Política del Estado.
La diferencia está en que el actual Gobierno ha plantado con energía las banderas de la defensa del patrimonio nacional frente a los poderes económicos mundiales que, como en el pasado, pretenden usufructuar de la pobreza de un pueblo como lo hicieron en el pasado.
Según el ex ministro de Minería, Dionicio Garzón, en este momento hay un escenario favorable para que Bolivia capte inversiones extranjeras destinadas a la explotación e industrialización del litio, pero en base a acuerdos que velen por los intereses del país, pero que tampoco impongan condiciones draconianas.
Garzón dijo que Bolivia debe lograr acuerdos con las trasnacionales que manejan el mercado internacional del mineral para asegurarse la captación de importantes ingresos, no solamente conformarse con producir carbonato de litio en una planta estatal, sino asegurarse que llegue a todos los mercados. Agregó que el gobierno debe tomar en cuenta que el monopolio mundial de la explotación del litio con patentes de explotación está actualmente en poder de las trasnacionales Fute y Lithium Corporation.
Planta piloto de industrialización
En cumplimiento de la estrategia nacional de desarrollo, el Ministro de Minería, Jorge Echazú, ha confirmado que se iniciaron los trabajos para la instalación de la planta de procesamiento que demandará una inversión estatal de 5.730.540 de dólares, con un desembolso inicial de 255.478 dólares, cuya producción en el mediano plazo, puede generar ingresos mensuales de 300.000 dólares.
La planta producirá inicialmente unas 1.200 toneladas de litio anuales que aumentarán en un período de cuatro años a 30.000 carbonato de litio y posteriormente elaborará litio metálico e hidróxido para la fabricación de baterías metálicas. Otros subproductos que serán obtenidos son ácido bórico, cloruro de potasio, sulfato de potasio y cloruro de magnesio. Esas operaciones requerirán de mayores inversiones calculadas en 300 millones de dólares.
Según el ex ministro Garzón, las reservas bolivianas de litio podrían ser mayores aún, por lo que es necesario realizar nuevos estudios para conocer el verdadero potencial. Dijo que en el Salar de Uyuni no solamente existen reservas de litio, sino también de potasio, bórax y otros que en la actualidad son demandados por industrias de alimentos y agropecuarias de los países industrializados, lo que puede convertirse en una nueva fuente de captación de inversiones y de recursos.
Las autoridades ya dieron claras señales al mundo que Bolivia no es reacia a inversiones extranjeras, pero siempre que se sujeten a las leyes nacionales para suscribir acuerdos estratégicos, como podría ser la explotación del salar de Uyuni.
El ministro de Minería, Alberto Echazú, ha manifestado que las trasnacionales mundiales deben estar conscientes que “se acabó la secular irrestricta explotación de los recursos naturales en Bolivia sin respetar el interés nacional”.
Tras la experiencia con la Lithco Corporation, los propios pobladores de la zona son reacios y aún ven con resquemor la reactivación de un proyecto que beneficie a Bolivia antes que a las empresas transnacionales.
Por ello, las transnacionales automovilísticas tendrán que pasar por la decisión del Gobierno boliviano de captar inversiones extranjeras siempre que éstas se acojan a las leyes nacionales y sirvan al interés del país.
De acuerdo a las leyes nacionales, el Estado tomará a su cargo el pleno control de los sectores estratégicos del desarrollo y no como en el pasado cuando fueron entregados al sector privado extranjero. Así sucedió en el pasado con las empresas de hidrocarburos, telecomunicaciones, electricidad y transportes aéreos y ferroviarios. Se ha establecido que esas empresas eran exportadoras de capital nacional más que generadoras de desarrollo.
Desde que inició su gestión el gobierno ha decidido tomar al toro por las astas y procedió a la nacionalización de Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) y de la Empresa Nacional de Telecomunicaciones (ENDE) y anunció que seguirá esos mismos pasos con otras empresas que aún están en poder de sectores privados internacionales, como los servicios básicos.
Queda claro que ese mandato será cumplido igualmente con el litio, si es que las trasnacionales insisten en lograr acuerdos. Los negocios solamente serán posibles si es que el Estado controla los mismos en beneficio nacional y las empresas privadas solamente actúen como socios.
Además la Carta Magna establece que tendrán participación en este tipo de definiciones los pobladores en las diferentes regiones del país susceptibles de existir posibilidades de inversiones en base a acuerdos con empresas extranjeras.
no futuro bem proximo os brasileiros teran que migrar a bolivia por causa da riqueza fantastica.