José Sarney
Incrível. Fantástico. Extraordinário. E ninguém melhor descreve o tudo e o todo quanto o Sarney Watcher oficial do Brasil, Marcelo Tas:
Ele está no poder há exatos 54 anos. Deu ao Brasil a maior taxa de inflação do mundo. Voraz como uma cobra caninana, repartiu com a escória política verde-amarela o maior lote de canais de rádio e TV da história. Matreiramente, montou um império de comunicação no Maranhão, onde atingiu status de semi-deus imortal (lá, até sua tumba já foi construída com dinheiro público!). Com a morte de Tancredo, chegou à Presidência da República. Depois, diante de queda moral vertiginosa, teve a cara-de-pau de criar domicílio falso no Amapá para poder continuar aboletado no carguinho de senador em Brasília.
O Brasil anda, muda, se transforma, enriquece, se corrige, o mundo nem o reconhece. Brasília, no entanto, continua no mesmo lugar.
Atualização importante – Li nos comentários que quem colocou Sarney na presidência do Senado foi o presidente Lula. É talvez verdade, mas esta é uma leitura superficial. Se o presidente fosse FHC, o resultado não ia ser diferente. O Brasil é uma democracia e voto tem conseqüência. Sarney é presidente do Senado porque ele é importante dentro do equilíbrio de forças do PMDB. O PMDB tem a presidência do Senado porque demonstrou ter um estupendo apoio popular após as últimas eleições municipais. Os cariocas que votaram em Eduardo Paes puseram Sarney no comando do Senado. Quem votou em José Fogaça em Porto Alegre ou em João Henrique em Salvador, elegeu Sarney. Mesmo quem votou em Gilberto Kassab, cujo vice é do PMDB de São Paulo, teve lá seu quinhão de responsabilidade por fortalecer o PMDB em 2008. Sarney é, certamente, o ícone do atraso político no Brasil. Mas voto tem conseqüência. Quem vota no PMDB alimenta a máquina PMDB e é a máquina PMDB que mantem o poder de José Sarney no Brasil.
Atualização 2 – O Paulo Bicarato puxa do Estadão e lista como é viver no Maranhão dos Sarney.
Ainda sobre o assunto:
- O inacreditável fim de José Sarney? Não faz muito tempo, pesquei do Marcelo Tas – nosso Sarney Watcher extra-oficial – o seguinte post: Ele está no...
- José Sarney sem bigode José Sarney, sem o bigode, em reunião da cúpula da UDN em 1959. A história desta foto está contada...
- Império e República no Brasil de Sarney Presidente do Conselho de Ética, o senador Paulo Duque (PDT) usou o que chamam ‘direito imperial’ na sessão que arquivou...
- De como José Dirceu intermediou
a relação Brasil-EUA No Valor Econômico, via Sérgio Leo: O ex-ministro José Dirceu virou um interlocutor privilegiado do governo americano no primeiro mandato... - José Dirceu sobre Protógenes e Veja Quem discorda dos métodos ou denuncia as ilegalidades cometidas nas investigações, inquéritos e processos, seja por delegados, seja juízes...



Tenho quase certeza que o Tião Viana perdeu devido ao apoio do Arthur Virgílio.
O Arthur Virgílio é o maior pé frio.
A primeira tentativa de aproximação entre PT e PSDB não deu resultado.
Pedro Doria,
Muito bom! Tanto a idéia do post quanto o excerto do Tas.
Realmente beira o inacreditável, colocar a casa mais importante do legislativo mais uma vez na mão do Coronel.
O concreto realmente já rachou, e faz tempo.
olá pd
segue algo que achei a propósito deste famigerado sarney. seus artigos na folha são dignos de leitura, só para mostrar a desfaçatez que este sujeito chegou. fala quase como um mártir vivo(desculpe pelo óximoro), exaltando suas qualidades como chefe da nação que foi um dia.
link: http://wr.colunao.ma.sites.uol.com.br/outras1.htm
“WALTER RODRIGUES –– COLUNÃO no 315 –– SÃO LUÍS (MA 17/7/05)
Rezando no convento
E brincando bumba-meu-boi com a associação dos bons meninos
Os espetáculos de bumba-meu-boi fora de época no Convento das Mercês, Vale Festejar, financiados pelo Banco do Brasil e Cia. Vale do Rio Doce, com patrocínio espiritual da senadora Roseana Sarney (PFL), têm uma característica singular. Ocorrem da noite para a madrugada, quando as crianças devem estar na cama. Entretanto são promovidos por uma entidade devotada ao bem-estar infantil, a Associação dos Amigos do Bom Menino das Mercês (Abom), fundada em 2000 na Escola de Música do Bom Menino do Convento das Mercês. A assembléia inaugural da associação foi aberta com todo mundo rezando a Oração do Memorial José Sarney. Afinal, que diabo é isso? Que tem a ver convento, Vale, Roseana, bom menino, oração e bumba-meu-boi?
Vejamos. O convento é uma das mais antigas e valiosas pérolas da arquitetura luso-colonial de São Luís. Além do estilo caracteristicamente austero legado pela Ordem Real e Militar de Nossa Senhora das Mercês da Redenção dos Cativos, distingue-se por ter sido inaugurado em 1654 com um sermão do padre Antônio Vieira, um dos mais notáveis pregadores da Cristandade em qualquer tempo. Estava quase em ruínas no final dos anos 1980 (depois de ter sediado o comando geral da PM), quando o governador Epitácio Cafeteira investiu quase US$ 10 milhões na sua recuperação. Abre parêntesis para louvar Cafeteira como benfeitor do patrimônio histórico de São Luís –– 200 imóveis restaurados num período de dois anos. Fecha parêntesis para censurá-lo pela autoria do projeto de doação do convento à Fundação da Memória Republicana, instituída poucos meses antes pelo presidente José Sarney. A Assembléia Legislativa aprovou por larga maioria o projeto, sancionado alguns meses depois pelo sucessor de Cafeteira, o ex-governador João Alberto de Sousa. Tudo isso no período de três meses antes e três depois da eleição de 1990, quando a Constituição proibia a doação de bens públicos.
Rezam os estatutos da fundação que o instituidor é o presidente vitalício da entidade e de seu conselho curador, e que este é composto de um representante do Governo do Maranhão; um da Academia Brasileira de Letras; um da Academia Maranhense de Letras; um da Universidade Federal do Maranhão; três representantes dos fundadores; três dos colaboradores; três dos mantenedores; e um da família Sarney.
Não parece tão mal. Mas isso apenas até se saber que o instituidor nomeia de seu livre arbítrio os representantes dos fundadores, colaboradores e mantenedores, e que esses nove, mais o próprio Sarney, na condição de representante da família, precisam “referendar” a indicação dos outros quatro. Por precaução, Sarney vota duas vezes (como membro do conselho e como presidente) e ainda detém o poder de veto sobre improváveis e quase inimagináveis rebeldias dos demais conselheiros.
As promessas estatutárias da fundação relacionam-se com a guarda dos arquivos do ex-presidente Sarney, o estudo das características institucionais da Presidência da República, a colaboração entre as nações da América Latina e o desenvolvimento da amizade dos povos de língua portuguesa. Dessas, somente a primeira vem sendo cumprida, a tal ponto que a instituição mudou de nome para Fundação José Sarney. O imóvel também: graças a um projeto bajulatório do deputado Manoel Ribeiro (PTB), aprovado quando ele mandava na presidência da Assembléia, passou a chamar-se “Convento das Mercês Memorial José Sarney”. A Assembléia aprovou por larga maioria, confirmando a sentença ético-escatológica de que o papel aceita tudo, ainda que cheire mal.
Sarney transformou o convento num espaço cultural movimentado por coletivas de pintura e escultura, espetáculos de música e dança, recitais de poesia, a exposição dos 500 anos do Descobrimento e outros eventos. Mas nem tudo é gratuito. A fundação fatura um dinheirinho com simpósios e convenções e outros eventos comerciais. Bem menos que os R$ 40 mil mensais de despesa, segundo uma fonte, mas poucos lhe verificaram a contabilidade. Em todo caso, Sarney não ficou com o convento por ambição patrimonial. O que ele deseja é alimentar e realimentar a própria glória, póstuma, inclusive. A eternidade o espera ali, numa tumba de granito guarnecida por palmeiras imperiais. “É costume que o vigário maior dos conventos seja sepultado no próprio local”, justificou certa vez, como se a Fundação Sarney fosse descendente direta da Ordem dos Mercedários.
A Associação do Bom Menino derivou da Fundação Sarney. São filiados, entre outros, o ex-prefeito Aluízio Lobo (Caxias), o engenheiro Fernando Sarney, o advogado José Carlos Sousa e Silva e os jornalistas Pergentino Holanda e Benedito Buzar. Todos comprometidos com a “promoção social dos meninos carentes”, objetivo essencial de mais essa ONG. Não fica claro é o que isso tem a ver com bumba-meu-boi.
Para quem reza, a Oração do Memorial Sarney –– de autoria do próprio, naturalmente –– começa assim: “Em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo. Em nome da Senhora das Mercês. Dai-nos consolação dos males, das angústias, da pobreza, do desamparo, das doenças e das aflições.” E termina assim: “Valei-nos, senhora dos contemplativos, dos desencaminhados, dos meninos, das meninas, dos doentes, dos injustiçados, da luz, do Carmo, do Desterro, da Vitória, Virgem das Mercês!”. No meio, pede proteção a “poetas, pintores, músicos, atores e todos aqueles que se dedicam à literatura”. Amém.”
Patriarca
Sarney ganhou porque teve apoio do Lula.
Agora sim, garoto Doria!
E acrescente à lista a perseguição à criadora da campanha Xô Sarney.
Agora cabe ao Gabeira passar uma descompostura nele igual a que passou no Severino Cavalcanti.
O pior é que todo mundo fala mal do cara mas quando morre é aquela falsidade: os inimigos vão no velório e no enterro e lamentam sua morte. Igual ao ACM e ao Brizola.
Discordo com o Tas dizendo que a maior taxa de inflação foi brasileira: é do Zimbabwe-we-we-we!!
Um gigantesco passo para trás.
Grandes Obras” de Sarney pelo Maranhão
Não é verdade que Sarney nada faça pelo Maranhão. Sarney fez MUITO pelo Maranhão:
No primeiro dia, Sarney criou o céu do Maranhão. As águas da bahia de São Luis cobriam o vazio.
No segundo dia, Sarney levantou as terras do Maranhão das águas.
No terceiro dia, Sarney criou as dunas do Maranhão
No quarto dia, Sarney criou as matas do Maranhão e os bichos do Maranhão
No quinto dia, Sarney criou o maranhense, já com título de eleitor para votar na Roseana
No sexto dia, Sarney chegou ao ápice máximo da criação. Criou a Mulher e governadora perfeita, Roseana Sarney.
No sétimo dia, Sarney descansou com uma abonada pensão de senador do Maranhão pago pelo eleitor maranhense.
No oitavo dia, Sarney morreu e o eleitor descansou.
Grandes Obras de Sarney pelo Amapá
Sarney também fez grandes obras pelo Amapá
No primeiro dia, Sarney criou o Amapá com uma sobra do Pará e um pedaço da Guiana Francesa.
No segundo dia, Sarney se elegeu senador pelo Amapá.
No terceiro dia, Sarney se reelegeu senador pelo Amapá.
No quarto dia, Sarney se reelegeu senador pelo Amapá.
No quinto dia, Sarney se reelegeu senador pelo Amapá.
No sexto dia, Sarney se reelegeu senador pelo Amapá.
No sétimo dia, Sarney se aposentou com pensão completa de senador pelo Amapá.
+ Quem tem a audácia de revelar que já foi, um dia dia, de um específico ano,Fiscal do Sarney levante a mão.
{Se e perguntei, tenho que levantar também ou estou isento?}
Porque que tem gente que cisma em não morrer? Até o ACM já foi…aff….
Foi justamente pensando que “voto tem consequência (sem trema, lembra? :-) )”, que não votei no Gabeira.
Assim “enfraqueci” o PSDB, que considero uma ameaça muito maior que o bigodão do Sarney.
Aliás, como anda o Gabeira? Acho que o jornal O Globo já esqueceu dele.
o pior de tudo é que em breve ele será o vice-presidente do país.
e se o lula escorregar no banheiro e quebrar o pescoço?
Doda,
Os tambores de Codó devem estar a mil por hora…
Que Alá nos proteja…
Muito boa a atualização. O que me deprime são as consequências disso para a próxima candidatura do PT. Caminhamos para um cenário em que o PMDB será para o PT o que o PFL era para o PSDB. O que é péssimo.
Agora, eu não sei se foi boa idéia, do ponto de vista da carreira dele, o Sarney se candidatar, não.
Rato, se seu objetivo era enfraquecer o PSDB, certamente andou nessa direção.
Eu, pessoalmente, não considero o PSDB um mal. Assim como não considero o PT um mal. Já o PMDB… o Brasil precisa de mais partidos como PSDB e PT, que têm objetivos mais ou menos claros do que PMDBs que vivem de sugar as tetas da viúva. O PMDB é o atraso, é o fisiologismo, é o não importa quem está governo, o que importa é que eu tenha poder.
Você tem todo o direito de não considerar o Sarney uma ameaça grande. É certamente porque não mora no Maranhão ou no Amapá.
Vendo o comentário não excessivamente esclarecido do Rato, me lembrei de comentar outra coisa: isso tudo só valeu pela aliança PT-PSDB contra o Sarney.
O Serra é que não deve ter gostado muito. Dizem que o Sarney tem umas contas pra acertar com ele desde o episódio Roseanna em 2002.
Difícil dizer quem é pior: Sarney ou Michel Temer.
Vou bem ali vomitar…
Afaste-se um pouco, Luiz, porque vai ter vômito que não acaba mais ao lado do seu!
Queria dizer que estou surpreso, mas já era esperado. Num é!?
“No segundo dia, Sarney levantou as terras do Maranhão das águas.” (Biógrafo)
Sugestão para esse Gênesis:
“No segundo dia, Sarney levantou as terras do Maranhão das águas e disse: eis que me faço proprietário das terras e das águas do Maranhão, e de tudo o que nelas há, e do que, nelas não havendo, haverá, se eu houver por bem que haja, com dinheiro da Sudam e da Sudene.”
PD, é muito pior.
Sarney organizou e comanda a maior rede de corrupção do Governo Federal. Hoje, não existe qualquer cargo público no segundo ou terceiro escalão que ele não interfira. Desvio de verba pública e caixa 2 é pinto.
Deprimente, absolutamente deprimente. Mas, como eu ja’ desisti desse pais, eu estou “Comfortably Numb”
Sem contar que aqueles dias de março de 1985 ainda não foram muito bem explicados…
Muito pelo contrário.
Considero Sarney o pior presidente do Brasil em período democrático (e pior até do que alguns em período de exceção, como GV, Castello Branco e Geisel). Até Collor algum legado positivo deixou (pequeno, mas deixou). Sarney, nada. Só terra arrasada.
El Torero,
Um remédio fulminante contra ânsia de vômito, pelamordedeus.
Precisa contar ao Marcelo Tas que Brasília continua, mesmo, no mesmo lugar, e que o problema são os políticos do resto do país, que mandam para cá.
Voto de Brasília, só, nem elege nem elegeu o Sarney. Garanto que ele contou com muitos votos de São Paulo.
Pedrão, dê uma olhada nisso:
http://alfarrabio.org/index.php?itemid=2727
Sem comentários…
sleo, justiça seja feita, o comentário sobre a localização geográfica de BSB está fora das aspas, é meu. E era uma Brasília metafórica, não a cidade, mas a estrutura do poder político nacional.
Mas, na atualização do post, procurei ser mais claro.
Biografo #9 e #10
Genial, KKKKKK
Tô em cólicas de tanto rir. kkkkkk
Não sou formalista e não costumo sacralizar instituições. Mas acredito que o Senado e seu presidente, para aprimorar a qualidade, devam ser tratados com seriedade. Afinal, naquela Câmara Alta são tratadas questões de importância capital para o país.
Já é tempo de os assuntos políticos serem analisados como devem, isto é, pelo crivo das forças atuantes. Brincadeiras e diversões devem ser restritas a publicações dos respectivos gêneros.
O “jornalista” mencionado no post transita, quase sempre, entre o humor mal acabado e a inconsequência. Resta saber se, para além da ironia que acentua seus textos, aquele senhor tem algo palpável para contribuir à sociedade. Para ser jornalista, não é preciso usar de ironias e lançar piadas sofríveis. Para ser humorista, não é necessário informar e se apoiar no jornalismo.
O Legislativo e o Judiciário brasileiros ganharão respeito e serão dele reféns quando a sociedade angariar maturidade e tratar as instituições (e seus eventuais deslizes) com a seriedade conveniente.
Enquanto as instituições forem disseminadas e discutidas como chacota, continuaremos a colecionar políticos e humoristas sofríveis.
Luiz, para este tipo de ânsia de vômito, vinda de um constante ‘engolir sapo’…creio que não há Nausedron ou Plasil que resolva.
Esteban Vianna #28
Sarney não foi presidente em período democrático.
Ele foi vice de Tancredo que foi eleito pelo voto indireto. :o)
nada será como antes, tendo a concordar um bocado com vc. Mas nem sempre.
Não me incomoda em nada a mistura entre humor e jornalismo. O DailyShow faz isso aqui nos EUA, o Tas o faz no Brasil. Na tevê ou em outras formas, como a charge, é uma maneira de comentar a política.
Concordo inteiramente que o Legislativo e o Judiciário devem ser respeitados. Sarney foi eleito pelas regras e lá ficará enquanto as regras o estabelecerem. Ninguém está pregando o Golpe.
Mas criticar, espernear, reclamar e fazer graça do Poder é um direito garantido em todas as democracias e, não à toa, apenas nas democracias. Às vezes, a realidade é tão absurda que só o humor dá conta. É o caso do Sarney.
De qq forma, o Tas não estava fazendo humor. Estava apenas descrevendo o currículo do novo presidente do Senado. Qualquer graça é involuntária.
Buenas, vamos aos fatos mais sinceros. O que estava em jogo era o orçamento de 2 bilhões do Senado, hoje administrado pelo Efraim com 5 investigações do Ministério Público. Ele mesmo - lembram? - aquele que ganhava - ou ganha ainda? - 48 mil para colocar um banner igual a esse “Publique” aqui da caixa de comentários no seu site que muito contribui para o bem do povo brasileiro (sic), além de mais umas coisinhas aqui e acolá. Aqueles cargos da mesa mexem com muito mais dinheiro que imaginamos.
Essa é a moeda de troca. Sarney não quis negociar com o PSDB esse e outros cargos da lá, fez bico, disse que era pilhagem da turma dele. Aí o PSDB bandeou pro lado do Tião. Lula, esperto, sartou de lado, não quis meter a mão na cumbuca, sabia que teria problemas se estivesse apoiando abertamente algum lado. Preferiu sair fora. Lula é inteligente pacas, sabe o que está fazendo, mas, pra mim, uma mancada e uma afirmação que moralizar o país está muito longe dos seus propósitos, mesmo com essa última do PT elaborar um Código de Ética. É pra inglês ver.
E o PMDB é isso aí que o jornalista falou, é a escória da política nacional, é o fisiologismo estampado, escarrado, desavergonhado. É como patricinha maria gasolina, quem chegar com carro mais bonito leva a noitada e o boquete. Mas deixa o carro de brinde.
Alí, na mesa do Senado, e também na mesa da Câmara, rolam bilhões e bilhões. Nosso sistema joga a maior parte do dinheiro público pra União e são eles lá em cima que decidem pra onde vão nossos patacões. Claro que com umas e outras comissões as coisas andam mais azeitadas. Coisinhas, agradinhos, digamos assim.
Ok, tem gente que diz que a culpa é do povo, que vota nessa corja (a expressão é forte mas é a mais correta verdade). Será? A máfia lá de cima investe alguma coisa em Educação para que esse povo saiba ao menos o que está fazendo ao dar o ENTER na urna eletrônica? Acho que não. A máfia tem um esquema bonito de se sustentar. Na ignorância, na desmobilização. Deixa o povo vendo BBB, depois dá o Carnaval, o Futebol e pronto, nada de pensar em política.
Isto posto, vamos agora pagar os boquetes da rapaziada por mais um bom tempo. Sim, que dá a volta por cima nessa eleição do Sarney, não esqueçamos disso também, é o grande Renan Calheiros. Mônica Veloso deve estar marcando uma limpeza de tártaro pra voltar à ação.
Agora é olhar pra 2010. Com quem o PMDB vai ficar? Agora ficou com o DEM. E o PSDB com o PT. Na boa, se essa configuração permanecesse, o que acho praticamente impossível, seria melhor, daria pra ter uma torcida pela aliança “menos pior”. Quer dizer, na minha opinião. Claro que os Chestertons e Mr X da vida optariam pelos coronéis.
Mas não será assim. Não sei o que será. O que será que será?
Receio, Pedro, haver uma confusão entre o local e o nacional, em sua primeira atualização. Quem votou em José Fogaça o fez contra Maria do Rosário. Isto serve para outros estados. Se você falasse que quem votou em Pedro Simon alimentou o poder de Sarney (ok, este não foi um bom exemplo, porque Simon votou em Tião), mas enfim quem votou nos Deputados Federais e Senadores do PMDB alimentou a máquina de Sarney, aí tudo bem. Quero dizer: o PMDB tem peso no congresso não pelo número de municípios que possui. Aqui em SC, todos rejeitam Sarney, mas aprovaram os governos pmdbistas de Dário Berger e Luiz Henrique. A relação entre os votos populares e a eleição no Senado não é nem um pouco assim direta. A primeira requer, sim, popularidade. Já à segunda basta cacife interno, exatamente o que restava a Sarney.
[...] controverso fenômeno PMDB By Leandro Damasio Abaixo uma pequena crítica feita ao comentário do excelente jornalista Pedro [...]
Pedro Doria,
Para mim, jornalismo é bastante diferente de humor. Humor deve divertir e o outro deve informar.
Aquele Severino de Tal, quando eleito para a presidência da Câmara, foi tratado com condescendência, no princípio, visto como folclórico. Quando a mídia e os setores políticos deixaram de lado os critérios iniciais e passaram a exigir seriedade, o referido caiu. Se o tratamento à base de humor continuasse, aquele indivíduo teria continuado até o fim do mandato.
Qual o significado dessas palavras? Parlamento exprime a realidade dos eleitores e, exatamente por isso, deve ser tratado respeitosa e seriamente. Na mesma medida, seus membros devem ser exigidos. Humor, principalmente quando inserido sob o manto da informação, traz indolência no lugar da severidade.
O Legislativo brasileiro não é, a rigor e apesar de em boa parte conter inexpressivos membros, uma instituição cômica. As comissões e as votações tratam e aprovam questões muito importantes, sejam quais forem seus dirigentes. Não consta, que me lembre, nenhuma aprovação de projeto ridículo ou risível. Ou seja, podem ser criticados e até ridicularizados alguns de seus membros, certos andamentos, certos fisiologismos. Mas, no geral, a instituição é séria e, afinal, é essencial ao modelo claudicante de democracia em vigor.
Banqueiros, industriais, financistas, organismos empresariais, grupos de pressão levam muito a sério o andamento das casas legislativas, independente de suas conformações e mesas diretoras. Não fazem piadas, enviam lobistas. Não disparam frivolidades, mas negociam.
Os estratos médios da sociedade brasileira, infelizmente, ainda trafegam no perímetro rasteiro, onde as lamúrias ocupam o lugar da mobilização e onde o desprezo modula o espaço para que grupos mais aptos ocupem os lugares privilegiados.
Considero o humor essencial no cotidiano e inclusive gostaria que houvesse em maiores quantidade e qualidade. Mas o espaço do humor precisa ser delimitado e não ocupar, jamais, o espaço das questões sérias. Vejo muito humor e pouca análise política.
O problema, Leandro, é que é a política local que sustenta a nacional.
Se políticos locais, ainda que bons, não são punidos pelos eleitores por pertencerem a um partido como o PMDB desde o início de suas carreiras na vereança e por aí em diante, o PMDB nacional continua forte.
É muito fácil ser do PMDB e dizer ’sou diferente’. Não é. E isso vale até para o Simon. A estrutura que mantém seu poder é fundamentalmente corrupta.
nada, #41, concordo plenamente! Vamos todos ficar sisudos e bravinhos! Pô, liberdade de expressão é legal, mas tem de expressar a coisa certa, né?
Por outro lado, ainda bem que o Tas e o PD falaram sobre o José Sarney, e não sobre o Senado, né?
nada será como antes, diferentemente de você, eu acho que o humor tem que se meter em tudo quanto é assunto e à toda hora.
Mais do que graça inocente, o humor muitas vezes revela muito mais do que qq artigo sério.
Discordo em partes com vc, NADA SERÁ COMO ERA ANTES.
Até o ponto que você redigiu como o jornalismo para INFORMAR e o as comédias para entreter, tudo bem, isto é fato!
Como PD bem disse, há ocasiões que NOTÍCIA e COMÉDIA de interpenetram, não restando outra alternativa abordar o fato mediante a GOZAÇÃO. Daí o brilhantismo de Tas e seu programa.
Concordo com o seu raciocínio. Mas você sinceramente não acha um tanto refinado para o eleitor comum? Cada vez mais, ouço pessoas que votam em pessoas e não em partidos… Essa punição relacionada à visão partidária não seria um pouco utópica?
*se interpenetram
Pedro Doria,
Para haver sentido no humor, é preciso compreender o drama. Sem esse crivo, o humor não produz graça, mas ingenuidade e diversionismo, sendo este o teor último do tratamento jocoso que parte da mídia dispensa ao “noticiário” político.
___________________
Ricardo Chapola,
Quando “NOTÍCIA e COMÉDIA se interpenetram”, temos o insólito, que requer tratamento diferenciado, mas não se presta à “GOZAÇÃO”.
____________________
/dev/null (43),
Sinceramente, não consigo discernir se você realmente concorda com meu comentário ou faz ironia.
Mas Leandro,
o problema é exatamente este. Votar em pessoas e não em partidos.
Na minha humilde opinião, o Brasil só vai avançar em direção a uma democracia não-fisiológica no dia em que houver mais partidos fortes e com (alguma) capa programática e ideológica. Não se trata de utopia, mas o caminho para uma democracia verdadeira.
Quanto ao eleitor comum, eu sei, é difícil, até nós caímos neste raciocínio personalista de vez em quando. Mas o objetivo final tem que ser melhor do que este.
nasca,
eu não concordo com o seu comentário, nem um pouco.
Nada é sagrado para o humor, nem o Papa. Por que o congresso ou o judiciário seriam? e porque você não mencionou o executivo - fazer graça com o Lula pode?
Eu acho que a gente trata com respeito quem se trata com respeito. Pelo resultado de hoje, não é o caso do senado.
Leandro, agora recordando:
eu não votei no PMDB nem quando ele fez chapa com o PT para vice-governadora, com a Benedita e o Garotinho encabeçando a chapa. anulei, com todo o prazer.
NADA SERÁ COMO ANTES,
insólito, sim. Mas é inquestionável que vários fatos de seu conhecimento receberam tratamentos com teores de humor (algumas vezes deveras refinado). As palhaçadas do mensalão, o caso Dantas, e outra infinidade deles.
Concordo, no entanto vc deve convir com o que eu disse. Então você diz que CQC está no ar somente por dar este tratamento INSÓLITO? Juro (e vc também vê) humor em quase tudo; mesmo assim aquilo sim também é um tipo de jornalismo (se não me falha a memória, oriundo dos EUA)
E o “melhor” de tudo, deu ao Brasil Marimbondos de Fogo.
hahahaha
Aliás, segundo me consta até por relatos de catarinenses que frequentam por aqui, o PMDB em Santa Catarina está também tão sujo como pau de puleiro de galinheiro, assim como no resto do país, Leandro Damasio.
Tua informação e/ou percepção difere desta?
Talvez valha a pena olhar o Curriculum do moço que tem essa aliança poderosa com o Luiz Henrique.
“Durante a campanha, o prefeito foi incluído na chamada “lista suja” da AMB (Associação de Magistrados Brasileiros), por responder a cinco processos na Justiça por improbidade administrativa.”
Folha de São Paulo - www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u460546.shtml
Além dessa, mais essa:
“Operação Moeda Verde da Polícia Federal - O prefeito, agora reeleito, foi enquadrado em quatro crimes: formação de quadrilha, advocacia administrativa, corrupção passiva e falsidade ideológica. Como possui foro privilegiado, Dário Berger será indiciado junto ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, e não mais em Florianópolis.”
Realmente, são nomes que fazem juz ao PMDB, o Dário Berguer e o Luiz Henrique. É só procurar que esse noticiário sobre os dois é bem maior.
Ah, sim, Dário era antes do PFL - hoje DEM, o DEM do Efraim. Piora ainda mais sua condição.
Radical Livre (50),
Só concordo com você a respeito do humor com que o papa (o atual e outros) deve ser tratado. No mais, insisto em que o humor deve existir, sim, sempre, mas claramente delimitado e sob chancela explícita.
Tente, por exemplo, saber se as leis emanadas sob determinada presidência legislativa serão humoradas. Garanto, por antecipação, que todas deverão ser analisadas com seriedade.
O objetivo maior de meus comentários não é afastar o humor, como deixei bem claro. Mas se queremos que os poderes de Estado funcionem com seriedade e eficiência, as críticas devem ter a mesma proporção.
A política brasileira é tradicionalmente enfocada com desdém. Isso contribui para distanciar a sociedade das reais discussões e permite facilidades de manobras. Aqui mesmo, neste blog, na coluna dos “NOMÍNIMOS”, consta um blog assinado por certo jornalista que, há décadas, produz pouco além de impressionismo pessoal e, parece, desconhece questões elementares da política, sem humor, mas com intelecto deficitário, que é outra modalidade de desdém.
Boa parte do que é apresentado como humor, na atualidade, não passa de paródia e mera imitação, formas estereotipadas e infantís da comédia. Insisto que faltam humor e análise política, em quantidade e qualidade.
Pedro Doria,
O problema não é o PSDB-sigla (o social democrata), é o que o PSDB lamentavelmente se tornou: Um suporte para a dupla FHC-Serra
e a muleta do DEM e do PPS (senão eles não andam…).
Aliás, não gosto do PMDB… só que lamentavelmente, eleição, atualmente, é escolher o mal menor. O mal que a Globo não apoiou.
E eu, realmente, não moro no Amapá, nem no Maranhão. Moro no Rio de Janeiro, e tenho que lidar com outras ameaças. A manipulação da imprensa, por exemplo. (não é só no Maranhão que existe isso, né?)
eu tento desacreditar numa imprensa controlada num país que se diz democrático…porém, às vezes, vejo não ser bem assim infelizmente
Sarney é exemplo vivo de governabilidade no pais. Desde Cabral Sarney vem governando o pais. Tomou posse como Deputado em 1959. Foi garçon líder do boteco Governo de Jânio Quadros. Quando da ditadura, Sarney estava lá ao lado dos Militares. Quando da redemocratização, Sarney estava lá e era vice presidente do governo democrático. Finalmente ele chegou lá, chegou embalado pelos sons dos zabumbas e tarós de Codó (um dos currais da fazenda Maranhão)onde encomendou aos feiticeiros codoenses uma passagem de ida para o velho Tancredo. Tancredo trancou-se e o Zé de Riba assumiu e ainda pediu mais um ano de mandato.
O próprio imortal, depois de ter sido Presidente da República, não quer largar o osso e se aposentar. Enquanto não faz isso, Sarney exerce com fome sua influência política. Escreveu até um livro intitulado “O Dono do Mar” O que será que ele quis dizer? “O Dono do Mar(anhão)”Percebendo que o Maranhão não o elegeria, se elegeu pelo Amapá. Foi aliado de FHC e Lula, provando que pode-se SIM acender uma vela para o Diabo e Satã. Sarney tem bom trânsito político, conversa diariamente com Deus, com o Diabo e com o responsável pelo purgatório, e indicou ministros e secretários para todos eles.
Finalmente, num golpe de mestre, deixou o PFL e migrou para o PMDB, mas deixou sua rebenta, a grande Roseana Sarney no PFL para governar em seu nome a colônia da família, o estado mais atrasado do pais, Maranhão.
Ricardo Chapola (52),
Agora você misturou quase tudo.
Quando mencionei o “insólito”, tentei contrapor ao que você (no # 45) dispensou a conjunção merecedora de “GOZAÇÃO”.
Pelo que percebi, em poucas ocasiões, o “CQC”, que você menciona, não produz “tratamento insólito”, mas faz paródia e tenta produzir ironia.
Insólito, a propósito, não é o tratamento que se dá a algo a ser noticiado, artificialmente. Insólito é a condição original de algo, que ocorre, em princípio, involuntariamente.
Paródia e ironia, convém notar, são recursos estilísticos que podem e devem ser utilizados com requinte e elegância, para produzir efeito estético. Quando vulgarizados, o resultado costuma ser o pastiche.
Meu Deus, esse Coronel é o Highlander. Uma articulação bem feita termina nisso! Isso é um replay de uma situação nada inusitada. Deixa as coisas irem acontecendo pra ver onde vai chegar. Tem Sarney no senado e Calheiros por trás. Brasil acorda para vida, pq desse jeito não dá.
Aqui em Santa Catarina as eleições oscilaram por anos entre PMDB versus a dobradinha PFL+PP.
Nesta última eleição, com o DEM apoiando PMDB e PSDB e sendo a outra alternativa o eterno candidato Amin o resultado não poderia ser diferente. Mas dizer que a população aprova o governo Luís Henrique não me parece a verdade. Oque falta são alternativas…e de peso, pois que ninguém quer votar para perder.
NADA SERÁ COMO ERA ANTES
Entendi.
Entretanto ainda não consigo concordar com a sua insistência em não aceitar a vulgar gozação!
Algumas coisas merecem tratamentos bem distintos, se é que me entende…Tão distinto até chegar ao ponto de satirizar.
Não que eu esteja totalmente discorde de você.
haha - admito ter misturado as bolas lá em cima
Leandro Damasio, é claro que a maioria dos eleitores nem pensa nisso. Mas é assim que funciona. É justamente porque a maioria das pessoas não pensarem isso que o PMDB é forte. E é porque a maioria das pessoas não percebe a consequência de seus votos que escrevi.
Na verdade mesmo, O sonho, o objetivo e a motivação dos Lulas e Zés Dirceus da vida é serem Sarneys. Aliás, o sonho de qualquer político, seja lá de que ideologia for é serem Sarneys ou Toninhos Magalhães da vida ( e em especial do Brasil)…
Bom, é claro que gente assim só existe, prolifera e é bem sucedida graças a uns e outros que travestidos de eleitores são mesmo é cúmplices otários, ou seja: Votam, põe esta canalhada no poder e não ganham porra nenhuma com isso. Esta aliás é uma das maiores deficiências da democracia: permitir que imbecís que se julgam cidadãos (mas que não passam de povo) garantam através do voto a existência de crápulas …
Ricardo Chapola,
Felizmente você, como rapaz inteligente, admitiu a pequena (mas crucial) confusão.
E entenda, não tenho absolutamente nada contra a gozação e o chamado humor escrachado, o besteirol e outras modalidades. Tenho senso de humor bastante amplo e realmente me divirto com quase todos os tipos de comédia.
Minha insistência é quanto ao fato de que o suposto humor, no trato de questões sérias e importantes, serve de “cortina de fumaça” para obnubilar a essência de certos temas. Essa prática, historicamente utilizada no país, contribui para a superficialidade analítica.
Você agora traz outro conceito, a “sátira”, que é coisa diversa do que tratamos mais acima.
Já o Lula apoiar Sarney é apenas corporativismo…
nada será como antes: Henfil e a trupe toda do Pasquim ficariam sem emprego no seu mundo ideal.
Desculpe: eu acho que jornalistas podem fazer humor. E acho que os bons leitores entendem bem a diferença.
nasca,
quanto à qualidade da análise política brasileira (que pouco passa do comentário diário do fisiologismo), concordo com você. rasa e cotidiana, tem pouco cacoeto para ir além do óbvio.
quanto ao humor, seus usos e sua qualidade atual - aí eu discordo.
n desejando o mal(mas já desejando), pelo jeito esse aí só larga o sso depois que estiver debaixo da terra,e espero que isso seja logo.faltou vc mencionar que os sarney tentaram rachar o maranhão em 2 estados quando notaram um certo enfraquecimento…
*cacoete
Claro, se as pessoas pensassem votariam no PT, ou num partido bolivariano que aparecesse. Claro, Sarny (Sir Nei) não é de esquerda, logo representa o atrazo (como se a esquerda fosse o adianto.
Critiquem o PMDB ‘a vontade, mas o PMDB ocupou o espaço do PT, um feito a festejar. Se for para acabar de vez com o projeto hegemônioc petista (ah tarso genro) vivas ao Sarney.
NADA SERÁ COMO ERA ANTES:
concordo plenamente com o seu último comentário, camarada.
Acredito ter me expressado mal em dizer a gozação. Um termo muito chulo utilizado cujo significado gerou intenções outras no entendimento do que eu realmente quer-lhe-ia transmitir.
~
Dispenso piadas u o humor vil feito por parcela de profissionais do ramo. Neste ponto, acredito no “obnubilar” questões importantes de acontecimento. Sou partidário do humor usado inteligentemente (não fique você pensando coisas enganosas a meu respeito…hahahaha)
E a superficialidade analítica, só como adendo, é muitas vezes encontrada em coberturas sérias de decorrências - além de quando são imbuídas daquele humor bruto.
Em meias palavras, escolhi mal o léxico ao abordar-lo sobre o assunto. Mil perdões
Pedro Doria,
Henfil eo O Pasquim foram essenciais para mim, entre o final dos anos 1960 e meados da década de 1970. Até recentemente mantive a coleção desde o número 1 ao 100, sem exagero. Tive de abrir mão da coleção devido ao ataque dos insetos costumeiros, que transformaram parte das páginas em pó e “estradas” entre as letras e artigos.
Mas convém lembrar que o tratamento que a turma d’O Pasquim dava às notícias era devido aos tempos sombrios e à censura. Paródia, ironia, humor eram a única tônica que permitia a sobrevivência precária e o trato de temas então perigosos. O próprio título do hebdomadário, o tratamento editorial, a diagramação e a seleção de colunas e seções dava o tom assumidamente paródico e, para os “iniciados”, eram a senha para entender o conteúdo.
Atualmente, não existe impedimento para as questões políticas serem tratadas com seriedade e rigor.
Leia o que respondi (no # 66) ao Ricardo e você, tenho certeza, entenderá minha posição.
O ranço contra a classe política, justificável até certo ponto, compreensível por completo e com humor, impagável, pode levar a situações de todo indesejáveis. Basta ver como o Evo na Bolivio trata a classe política, como o discurso anti-políticos leva a totalitarismos. De todo espectro. Quem aqui ouviu falar que o Pelé dizia que o brasileiro não sabe votar? Ou as acusações que o Coloor fez para subir ao poder contra “marajás” , que incluia a classe política?
Tenho uma amiga com pretensões intelectuais (psi) que implica com meu gosto por programas humorísticos “C” , ela crê que nunca poderia imaginar que eu gostaria desse tipo de entretenimento.
Desde Carlo Bronco Dinossauro até Lady Kate observo influências de programas da Radio Farroupilha, única distração em determinada época. Humor é essencial, rir o melhor remédio e quanto mais politicamente incorreto mais necessário. Os músculos usados para sorrir são os mesmo para demonstrar raiva, alguns estudiosos da psico-biologia (o Pasquale não vai admitir a reforma orográfica até 2012, por dela discordar, então vou continuar “hifenando”) notaram que o mecanismo do riso “pode” ter se originado mcomo arma, ou melhor, como método para desarmar o adversário momentaneamente e aí vencê-lo. Se faz parte do jornalismo ou não, não me interressa, até no livro O Nome da Rosa há menção a um livro desaparecido de Aristóteles sobre o papel do riso e o humor que o Frade criminoso (e turrão) queria esconder provocando o incêndio na Abadia(?).
jornalismo é isso (CNN- clique no nome)
A sisudez analítica do Nada Será Como Antes o impede de ver que a pocket biografia que o Tas fez do Coronelzão, além de fazer rir, dá muito o que pensar também. Desperta um riso melancólico, mas não alienado. Aliás, o humor inteligente pode sim ter profundidade de análise. O exemplo do Pasquim diz tudo (e não me venha com a lorota de que os tempos eram outros…). Porra, levada a sério a tese do NSCA, a tríade Francis-Lessa-Millôr estaria calada. E o Henry Louis Mencken? O que seria da fina ironia de um Orwell ou de um Huxley? Sei não, desconfio que para o NSCA humor só com os outros. Já que o Sarney foi eleito com o sub-reptício apoio d’O Demiurgo…Um amigão meu mesmo era fã do pessoal do casseta e Planeta. Tirava a maior onda com a história do Viajando Henrique Cardoso e tal. Com a chegada d’A Verdade Encarnada ao poder e a continuidade das piadas, passou a detestar o programa, chamando-o de preconceituoso e elitista…Censurar o humor é matá-lo. Tentar aprisioná-lo, além de inútil, é de uma burrice extrema. Quanto a tese de que o humor pode ser diversionista, digo-lhe que análises supostamente sérias também podem servir para tal objetivo, é só ver a quantidade de asneira sobre política que certa parte da imprensa escreve, principalmente aquela regiamente paga para servir de eco para o discurso diversionista do oficialismo sempre que as coisas apertam. Já a acusação de que o humor pode provocar torpor e alienação, o que dizer de eventos sérios como o FSM?
Abraço
Radical Livre, concordo que é inevitável a uma democracia haver partidos transparentes e sólidos, nos quais os cidadãos confiem. Pena que não estamos caminhando nessa direção.
El Torero, o nível de aprovação de LHS, não sei exatamente o quanto as pesquisas andam indicando, parece ser alto. Porque ele se reelegeu com facilidade. Verdade que a coligação foi brutal. E também vejo o fato da eleição municipal, a vitório pmdbista, ter sido esmagadora. E, poxa, quem aqui em Floripa gosta do Sarney, Renan, Garibaldi. Nem do Lula os catarinenses gostam. Alckmin fez 56% dos votos no segundo turno aqui. Pelo menos nas eleições municipais, considero a lógica local radicalmente distinta da nacional - embora, como Pedro saliontou - aquela acabe sustentando esta.
o sarney vai complicar a vida do serra? o temer a da dilma?
Alguem tem idéia de quantas pessoas o senador ja matou no Maranhão de fome, doença e de morte morrida mesmo?
Jorge, sabe que essa é outra dúvida que me vem: afinal das contas, qual o supremo poder o presidente das casas legislativas adquirem para influenciar nas coligações presidenciáveis? De longe, parece bem clara essa relação, na medida em que galgam um degrau na hierarquia informal partidária. Mas, na prática, como isso pode acontecer? Quem deteria mais poder? Parece que o Senado, mas por quê? Não é a Câmara que possui mais representantes e mais poder econômico? Pedro, qual sua visão sobre isso?
Concordo com o “nada sera como antes” #66.
PD, você diz que no mundo ideal do “nada sera como antes” o pessoal do Pasquim ficaria desempregado. Eu não interpreto o que ele disse dessa forma. Acho que existe espaço para todos porque existe diferentes tipos de leitores.
Existem leitores que não estão interessados em discussão séria. Mesmo os leitores sérios podem cansar de ser sérios o tempo todo e procurar o humor. Só não concordo em colocar no mesmo nível os humoristas e os jornalistas sérios. São coisas diferentes.
O humor normalmente procura exagerar algum detalhe e isso atrapalha o leitor a enxergar a realidade com moderação. Existe também a ironia que é largamente utilizada por jornalistas engraçadinhos para falar aquilo que querem mas não conseguem provar.
O humor é uma ótima ferramenta para manipular e convencer as massas mas é péssima para discussão.
Leandro Damasio, além de um senhor orçamento, o presidente do Senado tem controle sobre o que vai a votação e o que não vai, o que sai com urgência e o que não sai… o Executivo depende do parlamento para que leis saiam, orçamentos sejam aprovados, CPIs sejam emperradas… é uma contínua negociação aquela entre Executivo e Legislativo. Quem comanda uma das Câmaras tem muito poder de barganha com o presidente… e pode pedir muito em troca de boa vontade.
Muito pertinente o post, PD.
Só discordo de um dos comentários-resposta que você fez aí para cima: não creio que nem o PSDB nem o PT tenham, atualmente, projetos políticos tão diferenciados dos dos outros partidos. A realpolitik já os agarrou pela perna desde, pelo menos, 1994.
PSDB e PT são, hoje, mais legendas que partidos políticos. Como o são praticamente todos os outros “partidos” (todos os partidos sérios, o que exclui de cara os PSTU’s e PCO’s da vida). E eu acho que a ação “pragmática” de PT e PSDB é tão ou mais nociva à política brasileira que o fato do PMDB ter inserção eleitoral local na qualidade do “anti” (anti-Gabeira, anti-Rosário, anti-Marta, anti-Pinheiro, etc.).
E isso é uma pena.
nasca, não só entendo como concordo plenamente com seu raciocínio, o humor fora de lugar, transforma em lugar-comum, folclore, o que deve ser combatido de forma séria, veja no episódio Cavalcanti-Gabeira a fragilidade destes considerados caciques da política. O humor nestes casos só leva a criar uma blindagem de graça no que deve ser tratado com seriedade e repelido com veemência. Não vejo graça nenhuma nestes personagens em cargos elevados da nossa republica e acredito piamente que poderiam ser desbancados se gente séria se unisse com esta finalidade. O problema todo começa aí, quem perdeu a disputa, agora tende a ficar bem quietinho, ainda mais se tratando do senado… Daí restará realmente somente o humor, mas acredito que os palhaços seremos nós…
Em tempo, não vejo a mínima correlação entre eleições municipais e para presidência das casas. Acho que o PD nunca irá digerir a derrota do Gabeira e tudo que acontecer de ruim no mundo terá alguma relação com isso.
Eu nasci, ele já tava lá, tio
Humor político, no Brasil é confundido com humor com o político, o que era satirizado na época do FHC era suas viagens e sua soberba, já sua adesão incondicional a políticas neo-liberais que o resultado está aí na atual crise, a renuncia ao verdadeiro ideal social-democrata com políticas de inclusão social, com seu “esqueçam o que disse e escrevi”. Isso ninguém fez chiste, se é que sai piada daí ou tenhamos alguém capacitado para tanto e publico idem para entender.
Kbção (78),
Você menciona minha “sisudez analítica”. Minhas análise são, realmente, sérias, porque elas dependem de método, coerência, atenção e disciplina. Fora desse âmbito o risco maior é o da produção de palpites enfeitados com dados e remissões.
Mas não sou sisudo, pessoalmente. Os que me conhecem sabem de minhas atitudes cronopianas, se você pode entender do que se trata. Às vezes sou tomado de compulsão e escrevo textos humorísticos; tenho vários, inéditos. Aprecio bons autores, conheço a gênese filosófica do riso, tenho formação literária e, talvez principalmente, consigo discernir, com certa perspicácia, a oportunidade do humor, da ironia, da paródia, da farsa, da sátira e a mera imitação estereotipada.
A tríade que você traz à discussão (Francis-Lessa-Millôr) está, realmente, calada. Considero Paulo Francis o melhor jornalista que este país conheceu, independente de concordar ou não com todas as posições que defendeu; morreu e não deixou seguidores à altura, apenas imitadores sem talento. Mas os dois ainda vivos deveriam, sim, estar calados.
Ivan Lessa, nos tempos d’O Pasquim, era um portentoso colunista, com fina erudição e estilo incomparável; hoje, é lastimável expressão da decadência, falta de assunto e preguiça.
Millôr Fernandes, como autor teatral, escritor e humorista, criou genialidades que desafiavam a inteligência de leitores. Atualmente, para produzir gracejos, não hesita em oscilar entre a grosseria, o conservadorismo, até as imediações do preconceito. Millôr não é mais engraçado, é apenas caquético e luta contra a aposentadoria, que seria mais honrosa.
O outro grupo que você menciona (Casseta e Planeta) é exemplo de que número de integrantes, financiamento e facilidades produtivas não redundam, automaticamente, em talento e criatividade. O “humor” desses rapazes é repetitivo, afeito aos bordões, às vezes preconceituoso e com fortes amarras à paródia. É uma trupe tradicional, disfarçada de contemporânea. A antiga PRK-30, que cheguei a ouvir, era exemplo mais talentoso do que esse grupo.
Talvez você tenha interpretado minha defesa da seriedade na análise política como defesa do presidente eleito do Senado. É um equívoco, porque não tenho a menor simpatia por aquele senhor, não tolero o grupo que ele representa e discordo frontalmente de suas práticas. Busco seriedade como contraponto à miséria do jornalismo político, que costuma lançar humor e ironia tanto para esconder os temas reais como para disfarçar a incapacidade.
_____________________
Roberto F (83),
Felizmente você entendeu. Congratulações.
Popperiano que sou, louvo o aparecimento do Dino, pois trata-se da ” prova científica” da minha tese: “Humor no … dos outros é refresco”. Dino, já parou pra pensar que A Verdade Encarnada viaja mais que o Boca de Suvaco? Ou que, num discurso, intercalar entre uma e outra oração uns dez “nunca-antes-antes-nesse-país” é prova da inegável soberba do emissor? O pior (ou melhor, sei lá) de tudo é o humor involuntário. Por a culpa da atual crise mundial nas costas do Príncipe Sociólogo é melancolicamente engraçado…
Dino (86/88),
Eu sei que você tem capacidade analítica e consegue discernir as verdadeiras questões obscurecidas pelas supostas tiradas de humor.
Alguns interpretam nossas restrições como exemplos de mau humor. Mas apenas queremos que as questões sérias e importantes tenham tratamento equivalente.
nsca, né por nada não, mas esse seu debate sobre humor e política parece mais uma cortina de fumaça para não debater o Sarney, a prova de que tudo será como antes, mesmo com seu presidente preferido.
E olha que os textos do PD e do Tas não são mais piadistas que o humor involuntário de apenas descrever o que é o “Sarneísmo”.
O pior de Sarney foi ter inventado alguém chamado Bresses, junto com Mantega os dois piores Ministros da Economia da história desse país.
Interessante:
Os norte-americanos já tiveram um senador do calibre de um J. William Fulbright — o principal autor por trás do Programa Fulbright de intercâmbio estudantil, tendo, até hoje, mais de 280.000 pessoas se beneficiado através do programa.
Nós, brasileiros, temos o Sarney… Quantos analfabetos a Família Sarney ajudou a criar no Maranhão?
Famílias como os Barbalhos, os Magalhães (clã do ACM), os Sarneys, os Maias (ex-prefeito do Rio de Janeiro) e afins representam o nosso atraso com a maior perfeição.
Querem outra prova? Basta olhar o país que os tomadores de decisões do passado legaram a nós…
é Dino, Lula nunca poderia dizer “esqueçam o que escrevi”. Lula tambem não pode ser acusado de neo-liberal, mesmo fazendo exatamente o continuismo de FHC, pois ele é “petista”.
Quero ver agora o que Lula vai falar, o neo liberalismo acabou e só há prejuizo à vista.
A questão de usar humor ou ironia não tira a seriedade do assunto.
E o assunto é o PMDB do Sarney, do Renan etc. É esse PMDB, o maior partido do Brasil, que é levado pelas marés de dinheiro público.
Isso tem solução?
Lula é um presidente que foi de esquerda e se bandeou para a centro esquerda, e que ao contrário do que dizem vozes histéricas, mantém o país dentro de um rumo bastante aceitável em resultados econômicos e sociais, com aprovação majoritária do povo brasileiro em todas as classes. Com vários erros e vários acertos.
Mas vive tendo que pedir favore$ ao PMDB. É seu calcanhar de Aquiles. Não é só com o PMDB como bem sabemos. É que o PMDB como um bezerro maior, mama mais nas tetas do governo, quer dizer, nas tetas do dinheiro público.
Tão simples quanto isso. Vale lembrar que nas cenas televisionadas de ontem, quem sentou ao lado de Sarney para acompanhar todo o processo de votação foi Renan Calheiros. É essa turma que volta para direção das casas do Congresso Nacional. E pra essa turma o Executivo deve muitos favores e precisa ocultar muitos segredos. Ou não?
E o assunto é sério demais. As eleições para as presidências da Câmara e do Senado abrem as discussões sobre as composições para a disputa de 2010.
Disse acima e repito agora. Prefiro uma aliança do PT + PSDB combatendo uma aliança PMDB + DEM que o contrário, ou seja, uma aliança do PT + PMDB contra o PSDB + DEM. Em essência acho melhor, com alguma expectativa de trabalharmos a maior mazela do país: a corrupção. Ou menos pior, caso prefiram. Mas, vejam, tanto no PT quanto no PSDB sabemos que há em seus quadros o que de pior há na política nacional. É que do outro lado a coisa é bem mais perigosa, numa imaginária média aritimética.
Pax, notou que na sua preferencia o PT está sempre presente? E quer ainda falar mal do PMDB achando que o PT presta?
Olha, sobre essa história de humor e política, eu só sei que semanalmente o Primeiro Ministro de sua Majestade discute assuntos sobremaneira sério com o líder da Oposição no Parlamento á base de ironia, sarcasmo, chacota, trocadilhos e piadas. E que os comentaristas das BBC reverberam o assunto com mais desse humor que marca o sisudo povo britânico, vide, por exemplo, Jeremy Paxman.
Chesterton, velho e bom Chesterton,
Sabemos que você é de direita. É um direito teu. Desde que respeite o meu.
Monte seu lego. Montei o meu.
Chesterton, velho e bom Chesterton, para montar seu lego, sugiro antes dar uma lida em vários bons jornalistas por aí.
Um deles, em especial, faz um bom relato de ontem, o Krieger. Aqui.
dzai.com.br/krieger/blog/krieger?tv_pos_id=31202
Veja lá e extraia o bom dito popular: diz-me com quem andas que dir-te-ei quem és.
Mas aqui você usa de 2 pesos e 2 medidas, teu Lego vai cair.
vou ler
pronto, já li. Traições e traições, inimigos que ficam amigos desde criancinha..cadê a novidade?
Diga-me teu Lego, velho e bom Chesterton. Coloquei uma proposta, coloque uma.
Arrisco: a tua seria DEM+PSDB+PTB?
Sou mais a minha.
NSCA, obrigado pela resposta. Mas é que, depois de anos de discussão na blogosfera, dá pra pegar a “manha” de certos comentários. Olha, discordo veementemente de suas análises sobre o Lessa e o Millôr. O primeiro, é fato, parece enfastiado, o que lhe confere um certo ar de preguiça.No entanto, o fastio dele tem mais a ver com nosso país, que, por exemplo, ainda tem como figuras de proa da política, ggente como Sarney e Renan. Que isso enfastia, ah, enfastia…Quanto ao Francis, apesar dos elogios, vejo que vossa senhoria, de uma forma mais pomposa e carragndo nas entrelinhas (hehehehe) sugere o nome do Mainardi. Eis uma tese cara à esquerda tupiniquim, o Diogo seria uma caricuatura do Paulo. Fale a verdade, você só gostava dos tempos trotskistas do Francis, quando ele amadureceu passou a odiá-lo, não? Seja sincero…Pra quem acha o C & P preconceituoso (como se humor pudesse se render ao politicamente correto…), o Francis é um prato cheio. Sua vekada crítica ao Fiúza, sem ousar mencionar o nome dele, diz muito sobre sua seletividade. Já o Millôr, desconfio que o comentário negativo tem a ver com sua ida para a Veja, a nova bete noir da esquerda, alvo de uma espécie de jihad, pós governo Lula. Toda essa pompa, esse simulacro de rigor de análise cai por terra com a expressa concordância ao comentário do Dino. Humor sim, desde que tenha alvos pré-determinados, né?! Esse parece o lema de vocês. Comigo não! Por exemplo, sempre admirei o Veríssimo e fui leitor assíduo de seus brilhantes textos, apesar de achá-lou idiota político e de ter achado um ato de extremo oportunismo coverde o assassinato da Velhinha de Taubaté justamente após a chegada ao poder do petê. Como se vê, o Veríssimo (que é excelente, repito) é o arquétipo de sua teoria e do Dino, humor só contra os adversários. Com “os nossos”, servilismo e boca calada…
Sarney..? os indicadores sociais do Maranhão já dizem tudo..
Uma outra boa análise é a da Cristiana Lôbo. Essa mais mantenedora do status quo afirmando que a aliança de Lula com o PMDB é uma parceria que deu certo. E que há uma boa parte do PT que não se conforma com isso.
Não sou do PT, votei no Lula sim, e concordo com essa boa parte do partido. A ambiguidade dessa tal “boa parte” fica para quem quiser tecer suas divagações.
Por mim, um bom ponta-pé em Renans e Sarneys, viria numa hora mais que apropriada.
Outra boa análise é do Ilimar Franco. E porque olho todas?
Porque esse é assunto de 2010. Minha preocupação.
Ilimar é mais enfático ainda. E afirma o que não queria ouvir no seu último ponto da análise. Que, pra mim, é triste.
” 5. A vitória de Michel Temer na Câmara, no primeiro turno, consolida a parceria PT-PMDB naquela Casa. Esta aliança, que inclui a ala do PMDB que manda, fortalece a união entre os dois partidos para 2010. ”
oglobo.globo.com/blogs/ilimar/post.asp?t=o-pmdb-fez-barba-cabelo-bigode&cod_post=158252
well….mas é evidente que ainda temos oligarquias por´vários estados do Brazil. O coronelismo atual é moderno, digital, tem relações públicas, claque na imprensa e na intelectualidade (ô nomezinho escroto), amparo legal e ideológico ( ético é questão de cultura) e tudo mais que faz o Poder ser o Poder.
Tem Sarney no Maranhão, tem Jáder Barbalho no Pará, tem Tasso Jereissati no Ceará, tem Calheiros em Alagoas, tem Garotinho no Rio, tem Maluf e Quércia em Sumpaulo…. enfim, é uma instituição puramente nacional.
E como já dizia o grande Rui Barbosa: ” o coronelismo é o fio-terra da política.”
Pax - O problema não é exatamante o Lula depender dos favores do PMDB. É tudo um caminho de duas vias. O real problema reside no nosso sistema de governo.
Temos um presidencialismo com leis parlamentaristas e uma Federação que mais se assemelha a uma República centralizadora.
Ou seja o Presidente manda muito pouco e depende demais dos deputados que por sua vez para conseguirem verbas para seus municípios dependem da União.
É a figura do toma-lá-da-cá. O PMDB não funcionou só com o PT com vai funcionar com qualquer um.
Discordo da análise de Ilimar. É muito prematura. Essa análise só poderá ser feita daquia a algumas pesquisas para ver para onde vai a candidatura da Dilma. Se essa estiver afundando o PMDB tem duas alternativas:
a) Ou tenta convencer Acécio a se candidatar pela legenda.
Nesse caso o PT iria virar mais um partido da base do PMDB e seu futuro seria bem incerto sem as polpudas verbas que permeiam o PT de seus quadros espalhados pela máquina pública.
Ou:
b) O PMDB se bandeia para o lado do PSDB.
Acho o mais provável. E nesse caso o futuro do PT seria bem incerto.
A análise do Ilimar, nesse quesito especificadamente, para mim está mais para um “wishful thinking” do que uma análise objetiva.
Atraso é quando um jornaleco de um estado pobre esconde as mazelas do governo porque o jornal pertence ao próprio governante.
Moderno é quando um jornalão de um estado rico faz a mesma coisa, mas por afinidade.
Zé Bush,
Faço apenas uma ressalva em seu comentário. Quercia e Maluf, ao contrário dos outros por você citados, são coronéis completamente decadentes. Sua influência política é mínima em São Paulo, especialmente na capital.
Sabe o futuro do PMDB? Uma parte vai apoiar o Serra e outra parte vai apoiar a Dilma. Periga uma terceira corrente lançar candidato próprio. O que não tem a menor importância já que no final todo mundo vai acabar apoiando o governo, regiamente pagos.
Pablo Vilarnovo,
Você tem um bom ponto: ou Dilma se sustenta nas pesquisas nos meses que virão, ou alguma coisa muda. Se ela não sair do “um dígito”, Lula a abandona. Vejamos a seguir.
Sobre o sistema de governo: bem, perdemos o bonde, Reforma Política, foco em Educação, já são coisas do passado para esse governo. Lula perdeu esse bonde. Poderia ter se tornado um excelente estadista. Não é. É um político inteligente, muito. Sabe como poucos navegar nos esgotos do Planalto.
Mas para estadista falta um bocado.
Kbção (105),
Você produziu uma salada quase completa a partir de minha resposta.
Estou com vários assuntos para resolver e escreverei tréplica dentro de 2 horas, acredito.
Até lá e desculpe a demora.
Pax - Falta muito. Estadista não quer dizer popularidade. Grandes estadistas foram impopulares em suas épocas.
Ser um estadista quer dizer fazer o certo mesmo que isso vez por outra contrarie a população. Lula é incapaz de fazer isso.
Vide sua “dupla personalidade” que faz enquanto o mundo cresce visitar Davos, em momento de crise visitar o FSM. E muito bem comprado por alguns milhões de reais no sonho do “novo mundo é possivel”, contanto que seja pago pelos impostos dos otários…
Aliás a presença de Lula e Dilma e a forma que foi tratada e as manifestações realizadas no FSM se fossem em um país sério seriam alvos de investigação. Está na cara que isso foi campanha além de antecipada, bancada com dinheiro público.
Mas na nossa república bananeira tudo vale.
Lula carece tanto ce firmeza moral quanto intelecutual o que o faz refém de seus supostos comandados. Para mim o caso Battisti é bem escalhecedor. Se Lula soubesse analisar o caso e decidir por si próprio duvido que teria aceitado o refúgio. Lula gosta de ser apreciado principalmente internacionalmente. Nesse ponto sua inveja de FHC é bem clara. Só que agora sua máscara caiu perante ao mundo.
115 # Beleza. Esquenta não. Primeiro o trabalho.
Abraço
(108 e 109) Pax, é sério que vossa senhoria confia em análises que sustentam que a parceria PT-PMDB está consolidada? Santa inocência, Batman! Quem conhece a natureza do partido sabe que isso não passa de mera especulação, haja vista parte dele já estar flertando com o Serra. Zé Bush, seu comentário (109) está perfeito, faltando apenas incluir os neo-coronéis como o Geddel e o Ciro Gomes. Quanto ao PMDB, sempre que ouço falar nessa confraria de caciques sedenta de cargos e verbas, lembro-me de um excelente post, publicado no endereço: http://atorredemarfim.apostos.com/archives/2008/10/
PMDB, a nossa mais perfeita tradução
Leio no Alon (me pegaram lendo Alon de novo, eu sei, o que fazer?) que o PMDB foi o grande vencedor das eleições, e sou tomado por uma epifania cognitiva. Então é isso, é isso! O PMDB é o Brasil! Os pensamentos pululam na minha cabeça e não é sem considerável e desgastante esforço que consigo organizá-los em fila antes de vertê-los em texto.
Eu costumava achar que o sistema partidário iria se organizando em torno da polaridade PT/PSDB, os dois no centro (como convém nos tempos modernos), o PT um pouquinho mais à esquerda, e com um DEM convertido em centro-direita séria (para o que bastaria a substituição de 100% dos quadros do partido) para ajudar o PSDB a equilibrar as forças contra um adversário de maior apelo populista. Nesta visão, o PMDB era uma excrescência, um câncer de um tipo muito especial, um resquício de uma organização primitiva que cresce em vez de encruar rumo ao desaparecimento. Me incomodava no PMDB o inchaço, a uterina falta de ideologia, a mescla muito vagabunda de corrupção generalizada com um ou outro suposto luminar de ética, o eterno apoio fisiológico a todos os governos desde a redemocratização. Imaginava que PSDB e PT poderiam aos poucos ir absorvendo os destroços aproveitáveis desta gelatina pútrida que sobrara como um cagalhão não removido na transição da ditadura para a democracia.
Pois eis que me dei conta de que, como de hábito, viajei. O PMDB não desaparecerá jamais. Ele não será absorvido por outros partidos que sejam ao menos nanamente ideológicos. Não, meus caros, é o PMDB que vai absorver os outros partidos, até que toda a nossa política se resuma a um imenso PMDBão.
O processo já está em andamento. Quando vejo o Quércia fotografado junto a outras lideranças demo-tucanas (esqueçam a briguinha intestina, a aliança continua de pé) a caminho de sufragar o Kassab, fica claro que é o PSDB que está regredindo a PMDB, e não o PMDB que está evoluindo para PSDB. Na origem tucana, a idéia toda não era se diferenciar do Quércia? E quando vejo a turma petelha animadíssima comemorando a “onda vermelha” em vitórias como a do Iris Resende em Goiânia, que tem como vice um petista do grupo do Delúbio, também compreendo que não é o PT que arregimentou o PMDB em um projeto de esquerda, mas o PMDB que infectou o PT para o eterno não-projeto chamado Brasil (ou PMDB, os termos são sinônimos).
No futuro, quando tudo for PMDB, não haverá mais política, briga, disputa, ideologia, nada disso. As lideranças do Brasil se reunirão numa enorme sala, e tudo será resolvido por consenso, seguindo uma regra básica: decisão boa é aquela que não incomoda ninguém. Lá estarão juntos esquerdistas e direitistas, corruptos e honestos (os primeiros em grande maioria, é claro), comunistas e liberais, putas e freiras, assassinos e santos, torturadores e torturados. E todos sairão felizes de cada deliberação.
O Brasil é cantado em versa e prosa como o país da miscigenação e do sincretismo cultural e religioso. Ora, o PMDB é o sincretismo supremo, o partido da direita, da esquerda e do centro, de apoio e de oposição (porque vota contra tudo que não for fisiologicamente correto, mesmo fazendo parte da base), o partido das alegadas exceções honestas, como um Pedro Simon, e dos Jáderes Barbalhos, do qual o mais perfeito exemplo é o Jáder Barbalho.
No PMDB, a proposta cultural brasileira pode se aprofundar em busca da fusão última de todos os contrários, que culmina no sincretismo entre corrupção e probidade – sem dúvida, o Santo Graal da nacionalidade.
O PMDB é o Brasil, na sua forma inutilmente complexa e enjoadamente corrupta de não ser nada
Sarney.
Vamos voltar ao passado, depois do desastroso governo Sarney, com pacotes contra a inflação e onde afundamos . Saney é pau mandado faz o que manda para continuar no poder. Lula assim o quer, para poder destronar os projetos do Brasil. Estamos parados no tempo nesse governo. Uma filha que tinha tudo para ser a Presidente do Brasil caiu em desgraça , mas continuam comprando o Maranhão e Amapa. E assim teremos de amargasr 2 anos de sarneismo no poder de snosswo senado. Alias essa casa já deveria ter fechado a muito tempo , um parlamento só ta muito bom.
………… isso tudo que foi escrito e ainda tem o caso do BANCO SANTOS, onde o nosso “honroso” Senador, conseguiu “sacar” seu dinheiro exatamente 01 dia antes da intervenção……………. das duas uma, ou ele foi avisado (hummmm) ou o santo dele trabalhava no banco…….
[]s
Sarney, o Brasil já esta farto dos mesmos, sem inivação sem idéias novas, pessoas como estas já acostumadas a este ritmo sem novidades.
54 anos na politica e nada de novo, é um dos tantos sugadores da politica, Sarney, Simon, e entre tantos pelo AMOR DE DEUS , saem de cena, o tempo de vcs ja acabou. Vão pescar que pelo menos o Brasil ganha e muito.
Esse homem é o Ícone do mau político, sua carreira política foi toda pautada em conchavos, corrupções e abuso do Poder Econômico, Financeiro, Público e Policial. Detesto esse sujeito, consegue ser mais asqueroso do que o próprio Lula.
Com o correr dos anos, depois da morte de Sarney – enterrado com pompa e circunstância no seu mausoléu no convento das Mercês -, sua fama percorre o Brasil. Milagres acontecem: gente humilde consegue construir sua casinha, paralíticos se levantam e andam, desenganados vivem além do vaticinado pelos médicos. Seu túmulo é visitado por mais e mais gente. O Vaticano envia um bispo (Rugendas, seu nome) para auscultar, in loco, a opinião das pessoas e averiguar os milagres citados (o relatório está no Vaticano para ser apreciado por uma comissão de beatificação). Turistas, nordestinos (alguns sulistas também) e gente humilde em peregrinação, fazem romarias em busca de alívio, quem sabe, de um milagre pois sabe-se, a fé move montanhas.
Ali, os visitantes (fiéis?), em pequenos grupos, se quedam em silêncio ou, no máximo, murmuram uma oração agarrados ao terço, enquanto olham a imensa lápide de granito negro onde se lê, singelamente, a frase “Maranhão, minha terra, minha paixão”.
As filas são imensas, quilométricas. Saem do Convento e dão a volta ao quarteirão, acertada e coincidentemente, chamado de Desterro. Sob o sol calcinante, ambulantes vendem pipoca doce e salgada, suquinho e água. Bike lanches oferecem seus salgados, e sucos aos romeiros que aguardam horas nas filas para alguns momentos de recolhimento. Vez por outra um frêmito percorre as filas, desassossegadas ao ouvir os gritos longínquos de “Milagre! Milagre!”…
Ao som desse burburinho, o movimento dos ambulantes aumenta automaticamente, alguns arriscam-se e vendem miniaturas do busto de Sarney, porta chaves com a sua foto e até, uns bonequinhos dele fabricados no Paraguai. Arriscam-se, porque o direito de vender peças com a grife Sarney é exclusivo da Associação dos Amigos do Bom Menino das Mercês. E assim, entre palmeiras e sabiás, as aves continuam a gorjear e o caixa a tilintar. Como nunca.
Brincadeiras à parte, em vez de ser lembrado pelos 80% de inflação ao mês ou pela farta distribuição de concessões de Rádio e TV por seu 5º ano de presidência ou até (por que não?), pelo programa do leite, Sarney poderia ser lembrado por outros feitos. Quando declarou moratória da dívida externa, achei que poderia ser um grande momento. O momento em que o Brasil daria as costas ao mercado internacional e se viraria para dentro, para si mesmo. Finalmente o Brasil olharia para o Brasil. Como a China antes e durante a revolução cultural. E aí, apesar do ônus, do custo – sim, porque nada é de graça, muito menos uma moratória -, em quinze anos o Brasil emergiria com todo o mundo comendo, alimentado e educado e, correlativamente, com saúde. Mas parece que as pressões foram maiores, e assim, continuamos à mercê do deus mercado. Essa loucura ávida e esquizofrênica que dá crédito para o Brasil se argolar cada vez mais e exige que se exporte o que, às vezes, nem excedente é, para fabricar superavit’s e pagar os juros da dívida. Foi assim que Sarney perdeu (talvez) a grande oportunidade de entrar para a história como o pai dos pobres, o construtor do Brasil de verdade, verde e amarelo, sem faixas vermelhas e brancas a atravessar-lhe o caminho. Utopia? Provavelmente. Mas que seria de nós sem utopias?
oque ele e todos os cupinchas fizeram pelos brasileiros ? O bigodudo pelo menos apoderou-se do Maranhão , o estado mais “rico e prospero” da nação! Não podemos DELETAR esta cambada toda?
Os maranhense tem que arcar com a vergonha de onde chega lhes perguntaresm” você é da terra do Sarney ” é isso aí, o Maranhão não quer , mas o Dom bigodon mas o Lula querem na marra que o Maranhão continue sendo do Sarney. O povo maranhense lutou, ( apesar do Lula com o seu Bolsa Familia ) terem vindo até aqui prá diz que a Roseana era a sua companheira. Ih… que nojo ), e conseguiu barrar a chegada da sarneyzinha no poder. Contudo eles querem tomar na marra essa vontade que é do povo, cassando o governador eleito e impondo a moça de qualquer jeito no poder.
Pobre povo do Maranhão… acho que o resto do Brasil nem imagina o que é ter essa espada na cabeça. Ter o Sarney no poder aí em Brasilia já ´é doloroso, imagina ter ele aqui no Maranhão de novo.
Também acho que o Maranhão deve desculpas ao Amapá, ninguem merece ter um Sarney por perto.
Quanto ao LULA, eu espero que a história dâ ele o que merece .( o retorno á sua insignificancia e a mérito por impor velhos coronéis ao um povo que luta desesperdamente pela liberdade ). O Maranhão vai cobrar dele isso na próxima eleição da sua candidata PAC/BOLSA FAMILIA.
Quanta ao Sarney, desejo-lhes mil vezes o que tem feito ao Maranhão, ao Amapá , ao Brasil.
Sarney parabens,
“todos tentam mais só voce consegue”, vivas ao maior politico do brasil. aos invejosos resta o puta que parril deu ele de novo e nós quando?
quando usarem a mais, se tiverem a inteligência e sabedoria que ele tem.
Parabens ao sarney ganhou mais uma,
Incrível essa pessoa chamada José Sarney, ranso de uma República doente é o pior exemplo para a educação de nossos filhos e netos. Ele e o “Partido” que o apoia. Que volte rápido para seu Estado e fique por lá!
Sarney é o retrato do Maranhão, um dos piores estados, se não for o pior do pais. Não dá para aguentar tanta lambaça e irresponsabilidade.
Aproveitando, lula (minusculo - não merece maiusculo), por não ter capacidade de fazer nada, pelo menos não atrapalhou o desenvolvimento do processo implantado antes.
Só sabe empregar sindicalistas e distribuir dinheiro como esmola em vez de criar oportunidade de trabalho e produção.
Boa a reportagem, concordo com a opinião, porém afirmar que os mais de mil por cento de inflação anual são recordes mundiais é ignorar a atual situação enfrentada por países africanos como o Zimbábue! Agradeceria pela consideração.
Barbaridade , que atraso. Que pais pobre de cultura é o nosso . Se bem que analisando friamente , este tal de Sarney é mesmo um dos grandes culpados por tudo isto que de ruim acontece com o povo brasilçeiro . A corrupção , a politicagem , a arrumação, a sem-vergonhice são partes integrantes e importantes da “politica” e dos velhos politicos brasileiros . Lamentavel que oportunidades aconteceram , mas o povo se encontrava tão sem pespectiva , tão sem cultura politica , tão cheio do que fazer para não passar fomo ; que militares deixaram se lambuzar pela politicagem e todos os demais adjetivos perjorativos que lhes cabe . Numa revolução (1964) chamada pelos espertos , pelos de alguma cultura como “ditadura” ; eles a utilizaram para enrriquecerem e empobrecerem o povo a ponto de se perpetuarem no poder a custa deste mesmo povo . Lamentavel . Alguyem saberia dizer o quanto a chamada ditadura e a famosa revolução custa hoje aos cofres publicos em indenizações , em aposentadorias e em rolbalheiras perpetuadas por baixo dos lenções da previdência ? Alguns bilhões anualmente .Precisamos dar estudo de qualidade e culktura verdadeira aos nossos filhos e irmãos , para que um dia possamos visualizar uma luz no fim do tunel deste Brasil “nação do futuro “. Alguem saberia dizer quantos anos ou mesmo quantas decadas o PT vai continuar na máquina publica , após terem criado e indicado milhares e milhares de “servidores” colaboradores de carteirinha do caixa do partido ? A Brasil tu não mereces tanto sofrimento e tanta ruidade por parte de seus famigerados dirigentes ; teu povo é trabalhador , e capaz , mas tuas leis são fracas e principalmente feitas por poderosos gigantes corporativos .
Deus abençoe , mais este grande atraso de seus legisladores .
Ronaldo Nicolau
Pedro,
Nunca se esqueça que tenho aquele retrato de seu avô materno, quando senador udenista pelo Amazonas, junto com Magalhães Pinto, Sandra Cavalcanti - e Zé Sarney, SEM BIGODE.
Te dou - ou você me deixa passar para o Ancelmo?
O falecido Presidente da República JOÃO BATISTA FIGUEIREDO dizia que a pessoa mas falsa e mal cárater que ele conheceu na política chamava-se: JOSÉ SARNEY. Esse cidadão mamou nas tetas da ditadura e na hora de apoiar a candidatura do PAULO MALUF foi ser vice na chapa do TANCREDO NEVES.
Outro fato que aconteceu foi mais uma rasteira do LULA na família VIANA e no ACRE. Prometeram que o JORGE VIANA ia ser Ministro do Meio Ambiente, mas o LULA nomeou o MINC. O LULA deixou de apoiar o Senador TIÃO VIANA, homem honesto, que os inimigos dizem ter uma única falha, a de não ter apoiado o RENAN CALHEIROS (para o povo isso é uma virtude), para ficar do lado do SARNEY. E vem mais, o MINISTRO DOS ESPORTES já descartou a candidatura da CIDADE de RIO BRANCO a ser uma das sedes da Copa do Mundo de 2014,Foi a única decartada. O ACRE deve estar muito arrependido de ter lutado para fazerparte do BRASIL. Deveriam ter continuado um país independente
Tudo tem seu preço, se Tião Viana ganha a presidencia do senado, aquele, o Jorge que tambem é Viana abocanharia a Suframa. Vá de retro Satanás.
Que Sarney, como tambem Gilberto Mestrinho, Pedro Somon e todos os nossos veneraveis vivam bastante para a gloria do povo e do Brasil
eu gostaria de saber de alguem que pudesse me responder. até quando nomes como:josé sarney,michel temer ,fernando collor e etc,vão ficar mamando nas tetas do governo hein?!!!
haja paciência,isso tem limites chega!! o povo nao quer mais estes caras ai nao,cai fora!cadê o disconfiometro destes caras?!
eu gostaria de saber de alguem que pudesse me responder. até quando nomes como:josé sarney,michel temer ,fernando collor e etc,vão ficar mamando nas tetas do governo hein?
haja paciência,isso tem limites chega!! o povo nao quer mais estes caras ai nao,cai fora!cadê o disconfiometro destes caras?!
Este partido e o maior atraso do brasil, ora joga com governo ora com oposicao , sempre atras de cargos, quem vota nos candidatos do PMDB fortalece tudo que que ha de ruim em brasilia ja que ninguem consegue governar sem estes demonios nenhum partido seja ele PSDB, PT ou os demais governara em paz por que estes terroristas nao deixarão, nao honram os acordos veja a forma como els se comportaram neste episodio lastimavel quebrando o acordo com o PT que mesmo sabendo manteve o acordo de eleger temer aconteceu com oPT que teve de engolir esta mais amanha pode ser com PSDB e os demais
O Brasil merece melhores homens a lhe dirigir seus caminhos….Más onde estão?Enojados por gerações os “bons homens” não mais acorrem às lides políticas.Ou morreram ou nada mais os identifica com os atuais”moldes”de governar….
Pobre Pátria Amada,morre por anemia,pois ao invéz de se lhe doarem bom sangue,os \draculas
de plantão se revesam há centenas de anos nos corredores dos Bancos de Sangue nacionais!!!!!
Pano de palco cerra-se rápido,eis que os próximos protagonistas ,já se acotovelam para entrar rápido para as suas doses do bom sangue
do povo brasileiro….
Ao fundo,percebe-se musica de réquiem por todos nós….
E A POLITICA DO ATRASO, DESTE NOSSO QUERIDO BRASIL, QUE NÃO MERECE ESSES POLITICOS.
O Brasil é um país de doidos…
1. A Independência de Portugal, foi feita por um PORTUGUÊS, e não por um brasileiro.
2. A Liberdade dos Escravos foi feita por um Movimento de Brancos, e assinada por uma Loira, e não por um negro revoltoso.
3. A Proclamação da República foi feita por um Monarquista, para derrubar um Imperador que seria republicano!
4. José Sarney é re-re-eleito presidente do Senado.
Mais patético que a presidência do senado nas mãos do Sarney, é o efeito que ela provoca na sociedade brasileira, ou seja, nada!
Apenas comentários tão inúteis quanto o fato.
Nesse país so nascem covardes e vampiros!
Vida longa ao Hamas!
Sou amapaense e posso afirmar que muitos eleitores deste Estado não querem Sarney como seu representante. Na última eleição em que ele concorreu recebi dois telefonemas com a mesma gravação, que pedia que eu votasse no “Senador do povo”. Um mar de panfletos inundou o Amapá, pois as pesquisas não eram tão favoráveis à candidatura do ex-presidente. Abuso do poder econômico? Há um circulo político local (PDT, PSDB, DEM…) que apóia cegamente Sarney. Ele tem interferido de forma ostensiva no jogo político local e ajudado a formar uma super situação, cuja hegemonia envolve pactos insidiosos com vários setores da sociedade civil. O crescimento vertiginoso da pobreza no Amapá (fruto de grandes ondas imigratórias, vindas sobretudo do Pará e do Maranhão) e a inércia da justiça e da imprensa dificultam a formação de uma ampla autoconsciência crítica nos que hoje habitam a esquina do rio Amazonas com a linha do Equador.
Vaso ruim não quebra. Ele vai viver mais que a Dercy Gonçalves. A diferença é que a Dercy nos dava alegria…
Kbção (105)
Como prometi, tentarei a tréplica.
Você transformou, parece, um debate de princípios em tema partidário.
Nos comentários anteriores, mantive uma única linha diretiva : assuntos sérios devem ser tratados com seriedade, especialmente em temas políticos ; humor é sempre benvindo, mas em nichos específicos e claros, para evitar distorções e diversionismo.
Diretamente aos pontos tratados em seu comentário. Não tenho “manha” alguma para comentar. Procuro, aqui, nos trabalhos, nas conversas, na vida, manter coerência. Como humano, sou sujeito falhas, que procuro corrigir, sem “manha”.
Você discorda “veementemente” do que afirmei sobre Lessa e Millôr, mas concorda que Lessa está “enfastiado” e que o fastio dele teria a ver com este país. Primeiro, Lessa vive, há décadas, na Inglaterra e seus escritos focam, principalmente, aquela ilha. Segundo, se você concorda com o fastio dele, então não discorda “veementemente” do que afirmei, mas parcialmente.
Sobre Paulo Francis, gosto de seu jornalismo em todas as épocas. Surpreendentemente, tive mais simpatia pelo seu trabalho em sua última década de vida. Sempre apreciei seu estilo, a verve, a racionalidade, a maneira de defender posições e a própria figura. Portanto, você está equivocado ao afirmar que prefiro seu período trotskista, porque não politizo preferências estético-literárias.
Quando mencionei (no # 89) os imitadores de Francis, não pensei no Mainardi, que você recita. Não leio Mainardi nem a revista em que escreve ; considero ambos apenas desprezíveis. Um dos imitadores que tive em mente, para satisfazer sua curiosidade, é colega de jornal de Pedro Doria e, por mais que se esforce, é apenas um imitador empobrecido, em estilo e conhecimento, de Francis. O nome é Daniel Piza.
Quando mencionei (no # 56) um dos blogs expostos na coluna “NOMÍNIMOS” deste blog, o reparo sobre a baixa qualidade jornalística não é referente ao “Fiuza”, como você suspeita. Considero o blog de Fiuza simplesmente banal e dispensável, nada mais. Meu comentário é acerca de outro.
Não critico Millôr por estar naquela revista que, aliás, não leio. Minha crítica é sobre o conteúdo de sua produção, independente do veículo de mídia.
Você sugere que eu seria favorável ao humor utilizado contra alvos pré-determinados, algo como uma seletividade calcada em critérios políticos. Errado !!!! Deixei claro, sob diversos ângulos, neste post, minha posição.
Espero ter esclarecido os pontos eventualmente obscuros.
Esse tal de ( sarnei ) coloque s/nome em minús -
la, pois é um estrume do cenário político nacio-
nal ele e s/ familia se é podemos classificar como
tal são verdadeira marginais.
A bem da verdade, o culpado desses lixos é o po-
bre povo que nem se lembra em que votou,e pra
quem votou.
Foi assim ,que esse ( simon ) e outros tantos es-
tão sempre no cenário político. ( PODRE ).
Eu cinto vergonha de ser (brasileiro) e até,acho
que o Brasil deveria chamar, ( O PAÍS DO ALÍ-
BABA ), e um monte de ladrões,pois o n/judici-
ário é corruptor em todas as esferas.
Agora,podem falar no tal de ( lula ) presidente
que vergonha,mas como todo povo tem o pre-
sidente que merece,nada mal pois, o mesmo di
vidiu o país onde gera DINHEIRO, p/alimentar
essa QUADRILHA.
Já estamos acustumado a escutar falar que o Brasil não é país sério isto está confirmando.
Esse tal de ( sarnei ) coloquei s/nome em minús -
la, pois é um estrume do cenário político nacio-
nal ele e s/ familia se é podemos classificar como
tal são verdadeira marginais.
A bem da verdade, o culpado desses lixos é o po-
bre povo que nem se lembra em que votou,e pra
quem votou.
Foi assim ,que esse ( simon ) e outros tantos es-
tão sempre no cenário político. ( PODRE ).
Eu cinto vergonha de ser (brasileiro) e até,acho
que o Brasil deveria chamar, ( O PAÍS DO ALÍ-
BABA ), e um monte de ladrões,pois o n/judici-
ário é corruptor em todas as esferas.
Agora,podem falar no tal de ( lula ) presidente
que vergonha,mas como todo povo tem o pre-
sidente que merece,nada mal pois, o mesmo di
vidiu o país onde gera DINHEIRO, p/alimentar
essa QUADRILHA.
Já estamos acustumado a escutar falar que o Brasil não é país sério isto está confirmando.
Porra, NASCA, Daniel Piza imitador do Francis? Poupe-me. Dois estilos diametralemnte opostos, apesar das afinidades, ideológicas inclusive. Poupe-me. O resto das definições. inclusive a priliferação dos adjetivos “desprezível” e “banal” diz muito sobra suas afinidades, assim como o silêncio ensurdecedor sobre a covardia oportunista do assassino da Velhinha de Taubaté… Se queres que o humor não trate de coisas “sérias” (porra, quem disse que a eleição do Sarney e a ressureição de Renan são eventos “sérios?”), queres nada menos que mutilá-lo. Nada deve escapar ao humor, nem a morte, o mais sério dos assuntos.
Abraço
Abraço
Kbção (147),
Política é, sempre, assunto sério. As ações políticas delimitam vidas, espaços, possibilidades sociais, vias econômicas….
Vocé afirma que …”Nada deve escapar ao humor, nem a morte, o mais sério dos assuntos.”
Afirmação infeliz, muito infeliz.
Não sei se você tem sistema de gradação da morte. Para mim, a morte não é, jamais, peça humorística. Não consigo imaginar graça em chacinas, mulheres e crianças estupradas e mortas, terremotos e suas vítimas, atropelamentos ou cirurgias encerradas prematuramente.
Talvez você não tenha entendido nenhum de meus comentários. Mas tenho certeza de que possui senso de humor peculiar, bastante diferente do meu.
Atrasado só para dizer: Bingo, Pedro!
Meu discurso é sempre: o atraso naõ é fruto do acaso. É construção humana.
[...] de Suas Excelências é clara: o PMDB é corrupto. Cada voto no PMDB sustenta a corrupção. Projetos políticos pessoais, não um projeto pelo [...]