Reinaldo Azevedo e como ele vê Obama
Em Washington – Reinaldo Azevedo tem um bom post sobre a posse de Barack Obama em seu blog. É bom porque Reinaldo não vem com argumentos do tipo ‘Obama é comunista’ ou ‘Obama é queniano’. Discutir fica sempre mais fácil quando os argumentos vêm com os pés no chão.
O ódio a Bush começou a ser construído de modo virulento já no dia seguinte ao 11 de Setembro de 2001, com oito meses incompletos de mandato. Nasceu nas eleições de 2000, quando, acredita-se, ele roubou a vitória de Al Gore. Nem a reeleição, em 2004, foi o suficiente para lhe conferir legitimidade.
É verdade – foi no momento em que o resultado das eleições de 2000 foi definido que nasceu o ódio de alguns a Bush. A eleição de Bush em 2000 não é a única, nos EUA, que terminou sob suspeita de fraude. Pode-se dizer o mesmo da eleição de John Kennedy. Se ele não tivesse sido assassinado, até hoje haveria muita gente lembrando os mortos que ‘votaram’ em Kennedy contra Nixon em Chicago.
Mas é importante ressaltar que, após as eleições de 2000, era o ódio de alguns a Bush que havia nascido. A maioria dos norte-americanos estava aliviada com o fim da novela.
Não creio que, fora da extrema-esquerda, alguém questione a eleição de 2004. Mas aquela também foi uma eleição apertada apesar da popularidade do presidente.
Os EUA são um país polarizado. Não existe uma América correta e uma errada, mas existem dois Estados Unidos que pensam diferentemente. Um não é mais americano do que o outro, como sugerem os radicais à esquerda e à direita. Pelo contrário: esta é a nação que inventou a democracia moderna. O convívio de opiniões diferentes é a essência do ideal americano.
Eleito por um país dividido, Bush governou pela extrema-direita. São inúmeras questões: o casamento gay, a estranha decisão de abandonar o Afeganistão e partir contra o Iraque, o Aquecimento Global, o estudo de células tronco embrionárias, Guantánamo, defender o ensino do criacionismo nas escolas públicas, a apologia dos castigos físicos de prisioneiros, o abandono de sua excelente política para imigrantes, a demissão de procuradores por motivos políticos.
Num país dividido, a maneira de governar de forma a representar a maior quantidade de pessoas é procurar moderação. Não é preciso sacrificar tudo, mas é preciso ceder às vezes. Nunca foi o caminho escolhido por Bush. Suas posições, em alguns casos, iam contra aquilo que é mais ou menos considerado mainstream na maior parte das democracias ocidentais. Bush governou como um radical. Não é sem motivos que tantos se irritaram. A eleição de 2000 não explica tudo.
Ainda assim, Bush viveu seu momento de extrema popularidade. Perdeu-a por conta de sua incompetência.
Procurem o noticiário sobre os ataques terroristas e vocês encontrarão lá, entre as supostas causas, a política dos Estados Unidos para o Oriente Médio. Bem, tal política era, então, ainda a mesma do democrata Bill Clinton. Pode-se até sustentar que Bush piorou tudo — O QUE É MENTIRA —, mas ainda não era possível recitar mantras como “unilateralismo”, “isolacionismo”, “belicismo”, “desprezo aos aliados” etc.
Bill Clinton e George W. Bush não tinham de forma alguma a mesma política para o Oriente Médio ou a Ásia Central. A observação é factualmente incorreta. A crítica inicial, aliás, era justamente essa. Durante o governo Bill Clinton, Osama bin-Laden era o inimigo Número 1 dos EUA. Bush fazia graça da idéia de que um homem no deserto dentro de uma barraca poderia servir de qualquer ameaça. Seu inimigo Número 1 era Saddam Hussein.
São, conceitualmente, doutrinas muito diferentes. Clinton via como ameaça à segurança nacional os representantes do radicalismo islâmico. Bush via como ameaça um ditador cruel, porém laico, que demonstrou no passado a aptidão por invadir países ricos em petróleo.
Na época, podia-se argumentar que Bush tinha suas razões.
Depois do Onze de Setembro ficou claro que o radicalismo islâmico era no mínimo tão perigoso quanto.
Depois de o governo Saddam virar pó em três segundos, sem que sua terrível guarda republicana sequer cogitasse agir, ficou claro que ele não tinha mais condições de ser ameaça para nenhum vizinho.
Bush estava errado. Clinton estava certo.
Reinaldo aí mistura uma segunda questão absolutamente diferente que é a do ‘unilateralismo’. É verdade que Bill Clinton foi acusado do mesmo. A Europa não se move militarmente. Alemanha e França não se mexem mesmo quando devem e Barack Obama também terá de enfrentar isso. Mas quando Bill Clinton se mexeu ‘unilateralmente’, foi para impedir o genocídio que se ensaiava na ex-Iugoslávia. Alemanha e França não se mexeram, mas também não reclamaram. Sua vergonha pela inação era nítida. Clinton fez o que tinha que ser feito.
É fácil esquecer, hoje, que a manchete do jornal francês Le Monde, em 12 de setembro de 2001, era ‘Somos todos americanos’. Ninguém no mundo discutiu a invasão do Afeganistão. Era a guerra certa, necessária. Ninguém discutiria se, ainda que ‘unilateralmente’, os EUA invadissem o Sudão, hoje. Como no caso da ex-Iugoslávia, outras nações apenas se envergonhariam de não ajudar.
O problema é que o Iraque nada tinha a ver com a história.
E a política dos EUA em relação ao Afeganistão contribuiu, sim, para a formação da al-Qaeda. E isto não tem nada a ver com qualquer teoria conspiratória, é história oficial. Quem conta é o ex-ditador paquistanês Pervez Musharraf, aliado de Bush: foi dinheiro da CIA e treinamento da ISI paquistanesa por intermédio norte-americano que armou e preparou os árabes que lutaram contra a União Soviética durante os anos 1980. Não era uma operação secreta. Foi uma operação pública, documentada pela imprensa na época.
Foram estes mesmos árabes que formaram a al-Qaeda.
Donald Rumsfeld e Dick Cheney idealizaram essa política de alimentar os radicais islâmicos contra a URSS no governo Reagan – assim como foram eles que financiaram e armaram o governo Saddam Hussein para que combatesse o Irã. Foram Rumsfeld e Cheney que fizeram pouco da idéia de que bin-Laden pudesse ser uma ameaça nos primeiros meses de 2001.
Eles estavam errados. São terrivelmente incompetentes e não perceberam a implicação de seus atos. Aliás, no final de 2006 Cheney deixou de ser ouvido e Rumsfeld foi posto para fora. Para isso, foi necessária a intervenção de Bush pai e seu (competente) secretário de Estado, James Baker.
Um bom presidente teria demitido Rumsfeld e parado de ouvir seu vice após o Onze de Setembro. Bush só fez isso anos depois, quando o fracasso no Iraque já estava evidente para todos.
Mas também é importante lembrar: a ira nas ruas árabes tem muito mais a ver com a incompetência e brutalidade de seus próprios governos do que com o bode expiatório no qual o ocidente foi transformado. Isso não desculpa a incompetência do governo Bush.
Andando sobre as águas
Obama, claro, cumpre o seu papel. Escrevi, certa feita, que há nele muitos quês de terceiro-mundismo. As parcas e os porcos logo entenderam que me referia à sua origem e à cor de sua pele. Não! Incomoda-me nele essa vocação para inaugurar auroras, para gáudio de seus mistificadores midiáticos, numa espécie de demonização retórica do passado, sem alvo definido. E também não dá para negar os apelos messiânicos de seus discursos. Ontem, falou em ‘reconstruir a América’. Ela foi destruída? Lamento: esse tipo de fala mais me assusta do que me agrada. Ele é, em mais aspectos do que se imagina, uma novidade na política americana. Precisamos saber se boa. Está na dele: vai construindo a sua lenda. Irritante é o obamismo da imprensa… mundial, que só falta lhe atribuir milagres. Questão de tempo.
Inaugurar auroras? Foi Ronald Reagan quem usou, como slogan de campanha, a idéia de que traria o ‘amanhecer de novo à América’. Se Reagan podia, por que Obama não pode? Se isso é terceiro-mundismo, em que Reagan é diferente? Reagan ia além: se referia à União Soviética como o ‘Império do Mal’. Sua metáfora para os EUA era – essa precisa ir em inglês – ‘the shiny city on a Hill’. A cidade brilhante no alto da montanha. Reagan é chamado até hoje de ‘o grande comunicador’ e Reinaldo certamente sabe disso.
Isso é só má vontade do colunista de Veja com o novo presidente dos EUA. É ser do contra pelo prazer de ser contra, coisa que aliás tem muito valor na imprensa e garante leitores.
Reinaldo conhece política. Respira política. Entende a história política. Certamente sabe que Obama não é o primeiro, não é o segundo e não será o último presidente dos EUA ou de qualquer país do primeiro mundo a falar com uma linguagem rica em metáforas e com traços messiânicos. ‘Sangue, suor e lágrimas’ ecoa de imediato. ‘Nada temos a temer senão o próprio medo.’ Se não há mais políticos que usam esse tipo de linguagem o problema é outro: o problema é que nem todos conseguem falar assim sem cair no ridículo. É uma linha muito tênue entre o ridículo e a inspiração. Quando Reagan falava, inspirava. Obama faz o mesmo.
A capacidade de inspirar é uma arma muito poderosa na mão de políticos. Cria boa vontade popular e boa vontade popular é um excelente incentivo na hora de mobilizar parlamentares, aliados ou mesmo adversários.
É evidente que boa vontade não basta. É preciso capacidade gerencial e política. Durante a campanha eleitoral, quando comparado com Hillary Clinton e John McCain, Obama demonstrou capacidade de gerenciamento de pessoas e recursos muito além da de seus adversários. Quando alguém de sua equipe falava besteira, era imediatamente desligado. Obama dominou o jogo político do início ao fim, mesmo quando, antes do pico da crise econômica e após o anúncio de Sarah Palin, parecia estar para trás. Deu mostras de que compreendia o xadrez político melhor do que todos e por isso, junto com a capacidade de inspiração, venceu.
Essas qualidades não bastam para ser um grande líder. É preciso também uma compreensão contínua, realista e permanente de todos os problemas de um país grande, sensibilidade para sentir a percepção popular, ter noção de quando é hora de perder para vencer na frente. É um trabalho difícil. É preciso controlar o próprio ego o que, naquele cargo, é tentadoramente delicado. É impossível saber se Obama será um bom presidente.
Sugerir que ele lembra um ditadorzinho por causa da linguagem não faz jus à profundidade do conhecimento político de Reinaldo Azevedo.
Religião sem Deus. Como é mesmo? Um dos problemas de não acreditar em Deus é acreditar em qualquer coisa. Tanta gente que lê horóscopo já tentou me provar que Deus não existe e que as cores interferem na nossa aura… É uma ironia, quase uma piada. O fato é que sempre considerei que as religiões sem Deus, especialmente a da Razão, costumam ser as mais sectárias.
Sabem por quê? As outras sabem que há um fundo irredutível e inexplicável que é a fé. Por mais que você tente explicar a alguém os motivos de sua crença, haverá o momento parecido com uma escolha (só que o crente é que é escolhido): tem ou não tem fé? E não há explicação para isso. O crente sempre se queda um tanto intimidado, como quem fica devendo ao outro a ‘prova dos noves’.
Mas aquele que não acredita em Deus e pode acreditar cegamente em homens não se intimida, não! Obama pode não andar sobre as águas — porque, segundo leis físicas, ninguém pode fazê-lo. Mas já é o grande responsável por uma subversão do tempo. Explico.
Reinaldo parece sugerir que a maioria daqueles que defendem Obama são ateus. Como existem muito mais crentes do que ateus no mundo, não deve ser fato. Também não conheço qualquer ateu que acredite em astrologia. São os crentes que acreditam. Ateus, por natureza, não crêem.
É um clichê dizer que quando não se acredita em Deus se acredita em qualquer coisa. É um clichê que não faz jus à profundidade dessa discussão, que Umberto Eco e o cardeal Martini já travaram num livrinho com mais sofisticação do que eu seria capaz. Mas ateus têm mais dificuldade em acreditar em coisas do que religiosos, não o contrário. O que ateus talvez tenham é mais conforto com a existência de dúvidas e com o fato de que algumas não serão respondidas jamais. Os que crêem atribuem uma explicação ao mistério, lhe atribuem um nome e, às vezes, dizem até que o mistério vem à Terra, tem filhos, fala com gentes. Ateus dizem: não sei.
Obama não é ateu. O fato de ateus estarem nessa discussão tem mais a ver com as preocupações de Reinaldo do que com as de Obama.
Se, no entanto, Reinaldo tivesse passeado pelas ruas de Washington e conversado com alguns dos mais entusiasmados eleitores do novo presidente, sairia com uma impressão muito diferente daquela que seus pré-conceitos sugerem. Talvez se surpreendesse. Eles não esperam milagres. Estão muito felizes com o fato de que o presidente é negro – a maioria na multidão da posse eram negros – mas não esperam milagres. Não esperam o fim instantâneo da crise econômica. Não esperam para amanhã o fim da guerra no Iraque. Isso é muito, muito claro: ninguém vê em Obama o messias.
Esperam competência.
O que Reinaldo não parece perceber é que os 27% de popularidade de George W. Bush não têm nada a ver com 2000. Tem a ver com seu radicalismo e, principalmente, com sua incompetência.
Bush pena por seus pecados, não pelos de outros.
Todos os sinais que Obama está passando são de moderação e competência. Manteve o secretário de Defesa de Bush – isto é moderação, não uma guinada radical. Foi o secretário posto por James Baker para corrigir as besteiras de Rumsfeld. Trouxe um Nobel para a pasta de Energia. Entregou a uma adversária nas questões internacionais para desafiá-lo intelectualmente a delicada pasta que é a das relações internacionais. Fez uma transição sem sobressaltos, entregou os nomes ao Congresso para aprovação com tempo de sobra, se afastou de imediato de um escândalo de corrupção em seu estado natal. Bush jamais teve essa habilidade política. Nem Clinton. Nem Bush pai. Carter certamente não a teve. Se bobear, nem Reagan.
Se conversasse com muitos dos eleitores de John McCain, Reinaldo talvez se surpreendesse em descobrir que até eles estão esperançosos. Não a direita radical, claro que não. Os outros eleitores de McCain. A maioria.
O governo Obama está apenas no primeiro dia. Ele gerou esperanças e boa vontade. Nos próximos meses e anos, saberemos o que teve competência para fazer com o que tem nas mãos. Mas não vamos misturar os fatos: que tenha gerado esperança e boa vontade não é demérito. É justamente um dos tipos de habilidade que todos os grandes líderes têm. Quer dizer que ele será um grande líder? Descobriremos. É só um começo.
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22?
26, Nhé.
Darwinista, não acho que a ciência tenha, ou deva ter, dogmas - strictu sensu. Tem alguns pilares que a sustentam, mas estes podem ser trocados sem prejuízo da ideia central de Ciência, pelo menos aos que sabem o que é.
Avatar,
Concordo contigo quando diz que a ciência não deveria ter dogmas. Mas o fato é que alguns desses pilares são constantemente nomeados como tais.
Um exemplo é o Dogma Central da Biologia Molecular, que vem recentemente sendo desancado por descobertas importantes.
Poxa que bom que concordamos !
Pelamordedeus! É profundamente irritante perceber que depois de uma estadia em Washington para a posse de Obama, em que quase nada foi escrito e pouco (mal) filmado, a sua grande inspiração venha de um texto de Reinaldo Azevedo.
Não estou nem discutindo a argumentação -putz, nem leio aquele senhor - mas, pô, é muita falta de inspiração tomar como base um texto do colunista para escrever a sua própria coluna.
Cara, muito decepcionante…estou realmente surpresa.
Mas é o tal “Dogma” que o proprio Crick ficaria contente em ver derrubado, já que não desmente sua sequencia, põe até mais luz sobre ela.
Acho que a sugestão do nada no #140 merece ser considerada pelo Pedro.
Pedro, bem sei que a má vontade do carola contra o Obama está exagerada. Dizer que ele possui uma aura de caudilho terceiromundista só porque imprime um certo tom de new age nos discursos é forçar a barra. Todos os discursos políticos dignos de nome possuem eese tom. Além do mais, o RA pinçou trechos isolados do discurso da posse, descontextualizando-os, pois, ao contrário do que quer fazer crer o articulista, a parte boa do discurso não possui nada da idéia de “mito fundador” ou do messsianismo que nós latinos conhecemos tão bem (particularmente nós, brasileiros, que temos um presidente que repete ad nauseam lorota do “nunca antes neste país…”, mesmo sabendo que grande parte dos mérito e sucessos de seu governo se deve à manutenção das bases deixadas pelo antecessor). Pelo contrário, a parte mais consistente e mais elogiável da fala de Obama não prega a inauguração de uma nova era, MAS FAZ UM CHAMADO AO RETORNO DAS TRADIÇÕES QUE TORNARAM OS EUA A POTÊNCIA QUE É. Até entendo o ponto do RA, a correta crítica que ele faz de uma certa aura mítica que se formou em torno do atual presidente americano e de como é nefasto encarar a política como um ersatz da religião, mas creio que o Obama não lhe dá motivos pra isso, basta ver os seus primeiros atos como presidente eleito e agora como presidente de fato, todos carregados do mais puro pragmatismo. O ceticismo em relação a qualquer governo sempre é uma postura louvável, acho principalmente quando nos deparamos, pelo outro lado, com posturas ridiculamente otimistas, como as de um Jabor, por exemplo. Nesse aspecto, o Pondé, ecoando Oakeshot, escreveu um artigo bem mais interessante na Folha. A postura do carola é exagerada sim (parece estar com os quatro pés atrás…), à medida que não reconhece as qualidades do Obama e, o que é pior, sua inegável superioridade a Bushinho, mesmo sem ter governado ainda.
Para que discutir com o Colunista da Veja. Ele manipula tudo mesmo, não adianta. Não lerei o restante desta discussão por não acrescentar em nada a nada.
Estava lendo o texto do Marcelo Coelho, e não precisa ser um gênio pra saber que a idéia proposta no texto é óbvia. É o tipo de texto que você lê e não tem nem como contra argumentar. Mas não pro gênio do Reinaldão que anda pegando aula com os adolescentes rebeldes do orkut. Primeiro ele corta o texto ao seu bel prazer, corta onde ele pode inventar alguma coisa, e se ele não inventa ele coloca frases como:
‘Oba! Agora conheceremos “a verdade”’
Um tipo refutação que vai entrar para os livros. É de dar dó como uma pessoa se rebaixa tanto.
Olá, pessoal.
Long time no see…
Pedro, parabéns pela maratona!
Nossa, é espantoso o quanto o Reinaldo é fantoche dele mesmo, ao ponto de usar a competência do governo Bush como base de sua personagem…
Sobre o laicismo dse Saddam, na verdade ele se converteu ao Islam. Interessante seria lembrar quando isso aconteceu, se foi quando percebeu a sede dos falcões, entre Bush e Clinton.
Sobre a tal cidadela iluminada na cumeeira da colina, sugiro um textículo do Demetrio Magnoli na Revista Pangea [google], que não é muito atualizada, infelizmente. Seção Relações Internacionais.
Saravá.
Antônio (116), o governo de Obama será tão “de esquerda” quanto o de Lula… ; ) No campo dos costumes e do apoio ä pesquisa científica, por exemplo, haverá, claro!, muitas, dada a obtusidade do antecessor. No campo econômico, idem, dada a necessidade de enfrentar a crise. No entanto, no front internacional não espere mudanças bruscas. Outro ponto do qual discordo do PD é essa diferença toda que ele enxerga entre as políticas externas de Bushinho e do Clinton. Ora, a mim me parece, e o post do PD referenda isso, que a distinção se dá apenas na escolha dos inimigos, não na forma de lutar. Gostaria de ver a postura clintoniana ante um 11/09. Acho que não seria muito diferente da de Bushinho. O problema todo é que, mesmo tendo o diagnóstico certo (Osama), o charuteiro não usou a medicação correta, tanto que houve o 11/09. Já o Bushinho, mesmo tendo feito uma análise errada (achar que o Iraque era poderosa fonte de instabilidade na região quando esse papel cabe ao Irã), atabalhoadamente tem conseguido algum resultado, afinal desde o 11/9 não há atentados no EUA. Oxalá Obama faça o diagnóstico certo e use a terapia adequada…
Dida 103, não concordo. Ele é lógico. não é emotivo.
106…Ou seja, o cara foi incapaz de perceber as novas dinâmicas da vida e de redirecionar o perfil editorial da revista …
chest- ele apenas não é nojento como toda mídia baba-ovo petista. Ora, vocë critica o que o cara tem de melhor, o caráter.
Dória, você é tão fraco em atrair publico em massa para o seu blog que só o consegue atacando outros blogueiros.
Seu estilo dá sono, por isso seu publico é esse sempre os mesmos conquetinhas xexelentos puxando o seu saco.
Vá rapaz, ataque mais, quem é o próximo? Mainardi? Faça um post sobre Paulo Francis, cite que Paulo Autran deu uma catarrada na careca dele. Só assim mesmo fazendo papel de palhaço pra duas duzias de esquerdistas que você chama atenção. E mesmo assim, bem pouco.
uma serie de sitações a pensadores,
108, isso aqui foi O gaspari que escreveu?
jac 126, pelo menos você [e honesto.
162, pois é…..já denunciei esse velho truque do PD.
É Chesterton, denunciou mas não sai daqui né?
Caríssimo Leonardo (#107)
Gostei do seu comentário. E como você parece manejar Descartes e outros filósofos para além da perícia própria a um cabrito (você bem sabe que isso é, realmente, um elogio), creio que a conversa possa ser alçada a outro nível (para além de RA’s e similares, bem como para além de PD’s).
Dessa forma, não compreendo muito bem adicotomia que você estabelece entre a “posição dos tolos” e a “Razão”. Confesso que já me soa estranha a grafia de razão com “r” maiúsculo. Isso pode ser aceitável nos comentários de vários dos parvos que passam por aqui. Mas é lastimável vindo de alguém que ataca erros lógicos (como tomar o inexplicável como evidente). Das duas uma: ou você crê mesmo na Razão (como “nõus”, para os íntimos) e vai ter problemas em jogar para o lado de lá (dos tolos), arcanos da Razão como Kant (”O” homem da Aufklärung que TEM de reabilitar “Deus” através do absoluto do dever pela Razão Pura Prática) ou Hegel (que reabilita inclusive o argumento anselmiano, que animais como Dawkins não conseguem refutar posto que nem conseguem compreender) ou então vai ser mais (pós/hiper) contemporâneo e deixar essa coisa de “R”azão pra lá.
Veja, não quero aqui iniciar um debate ou coisa do gênero (já que não é nem lugar nem há espaço para isso). Apenas apontar que a distinção entre os tolos (porque crentes) e os apologetas da Razão não corresponde muito bem à realidade histórica nem filosófica, como se a “Razão” fosse faculdade ativa apenas entre os não-tolos, ou seja, os não-crentes.
Grande abraço.
PS: Vá com calma com G. K. Chesterton (o escritor, não aquele que por aqui comenta). Não é um diletante. Debateu com grandes de seu tempo (B. Russel, B. Shaw etc) e influenciou outros tantos como C. S. Lewis, Borges, Hemingway. Seu livro sobre S. Tomás é altamente elogiado por ninguém menos que Étienne Gilson. Tratar de um homem desse com tamanha displicência é de se esperar de alguém como PD, mas inadmissível para alguém que chama Descartes para a conversa com tanta propriedade.
Outro abraço.
“Nós não vamos pedir desculpas por nosso estilo de vida nem vamos hesitar em defendê-lo. E, para aqueles que buscam aumentar seus alvos induzindo terror e assassinando inocentes, dizemos a vocês, agora, que nosso espírito é mais forte e não pode ser quebrado. Vocês não irão nos ultrapassar, e nós os derrotaremos.”
Quem disse isso? Quem? Quem?
166, e vou rir de quem?
168…Bush?
Chesterton, 160:
O RA é lógico, sem dúvida, e a razão ele consegue controlar. A emoção é com o que ele não consegue lidar, daí apelar para as fontes de controle comportamentais externas. Repare que não é apelar para Deus - que não tem código nenhum publicado (exceto aquele veiculado por Moisés …) - mas apelar para a religião católica, rígida em seus princípios, em seus dogmas e em suas estruturas, criados a partir de interpretações feitas por homens com esse perfil.
Leitura minha, of course. Mas, um fato muito interessante a embasar meu pensamento é que ele é leonino, com ascendente em escorpião. Emoção pura, com uma exímia acuidade de raciocínio e uma vontade extrema de aniquilar eventuais adversários, principalmente aqueles que não o reconhecem como o Rei que ele se julga…
Dida, vocë não acredita em Deus, né?
E o OLAVO DE CARCALHO o que pensa sobre OBAMA?
“Mas, um fato muito interessante a embasar meu pensamento é que ele é leonino, com ascendente em escorpião. ”
Ai…. essa doeu. E desde quando essa baboseira chamada astrologia serve pra embasar qualquer coisa que não seja a ignorância de quem acredita nela??
Cópia, cola – PD
caraca, Obama imitou o discurso do Bush”!!!!
(cliquem meu nome)
O odio a Bush comecou ja’ em 2000, em 11 de setembro o pais estava tao chocado com os ataques terroristas que houve ate’ uma boa vontade maior com o sujeito, a guerra no Afeganistao teve aprovacao popular. O horror a Bush se intensificou com a invasao ao Iraque, em 2003.
Sobre a questao das liberdades democraticas, eu acho engracado que os supostos “liberais” tenham defendido Bush quando o governo dele tomou diversas medidas que atentaram contra direitos de privacidade, tentou se imiscuir na saude reprodutiva feminina, promoveu tortura, escondeu documentos e informacoes que normalmente eram abertas ao publico.
Enfim, nao considero o Reinaldo Azevedo uma fonte bem informada sobre assuntos americanos.
http://www.youtube.com/watch?v=ryJ9IfUTpXI&feature=related
Eleitor de MacCain, em WDC, expressando a PD, também in WDC, seu entusiasmo com as perspectivas do governo eleito.
http://i207.photobucket.com/albums/bb125/Cheeriotown/innocent.jpg
Chesterton: o atoleiro está aí.
Gabriel, #169
Eu apenas embarquei na maionese do Reinaldo. Repare no texto recortado por Pedro. Ele grafa “Razão” assim mesmo. Do mesmo modo, é dele a dicotomia a que você se refere. Eu apenas sublinhei como, naquela observação, aparece manifesto o anacronismo de pensar que a alma e todo o espectro divino é o mais evidente. De substancializar o inexplicável, a fim de fazê-lo depor — num tribunal racional — contra os que creem no homem. É como se do nada pudesse se inferir alguma coisa, objetivamente — e não qualquer coisa. É no tribunal da “Razão” que os crédulos vem legitimar a fé, estranho não? A fé de Reinaldo é apenas uma face de seu ranço, de seu veneno, de sua inveja, de sua doença. “É preciso proteger os fortes dos fracos”.
Gabriel Ferreira, vá ao dicionário, descubra a definição de clichê.
João Carlos: mas eu adoro Paulo Francis…
Esta de que os EUA são uma democracia é uma tolice enorme… este cara da veja - um notório fascista - é muito fraquinho mesmo.
Sensacional!
Oferecida recompensa para quem capturar o maior terrorista do planeta: george “genocida” bush:
“Prêmio para quem capturar o criminoso de guerra bush”
http://blogdobourdoukan.blogspot.com/2009/01/prmio-para-quem-capturar-o-criminoso-de.html
PD, o Iraque é um sucesso internacional.
Aí Pedro, aproveita que você tá por aí e lima os comentários clonados lá do Open.
Ninguém relevante dá a mínima pelota para este pistoleiro da quadrilha veja… estes tipos são motivo de chacota.
Este psicopata-azedo vai levar umas sapatadas tal qual o genocida bush.
O grande legado de george “genocida” bush - terrorista psicopata que já está inclusive com a cabeça a prêmio - foi desmascarar a verdadeira face dos EUA: Uma ditadura sanguinária.
O novo “relações públicas”, pertencente a comunidade queniana nos EUA, vai penar muito para tentar limpar a barra do regime… que aliás está caindo de podre.
Tal qual sua máquina de propaganda… a mídia-corporativa.
… aqui no Brasil, inclusive, a quadrilha veja já foi prá cucuia.
Fabio Steps, volta da lua….
É tão legal ver o Raivoso Azedo, quer dizer, o Reinaldo Azevedo, representante da liga dos beatos inimigos da humanidade, se sentir acuadinho de medo do poder dos Ateus.
É isso aí!
Pode tremer de medo.
Vai ter que engolir direitos civis, pensamento lógico, conhecimento científico como a pauta objetiva do mundo.
Já Deus, Cristo e outras assombrações como a explicação de cada fato humano ou natural, podem guardar para suas festinhas privadas.
Anti-cristo, teu nome é horizonte…
Cópia, cola – PD
chesterton, nem o Bush diz que o Iraque é uma história de sucesso.
Cópia, cola – PD
Agora o Chiliquento não gostou que o Obama mandou fechar o campo de tortura de Guantánamo.
E sabe o que seria engraçado? Era se um governo americano ensinasse ao governo de esquerda brasileiro (de esquerda, mas que se caga de medo) como é que se faz e começasse a processar os responsáveis pelo o que ocorria lá.
E eu acho que se os americanos começarem a fazer isto eles não iam parar nos soldadinhos que nem aconteceu em Abu Graib…
” nem o Bush diz que o Iraque é uma história de sucesso.”
PD.
Ele até diz. Mas aí ele acorda, percebe que está em sua cama suado, olha para o teto e grita:
_Oh! Senhor, por que me abandonaste?
Bom artigo. Fiquei interessado também no livro do Umberto Eco. Se eu clicar no link postado aqui para a livraria Cultura, você leva comissão? Seria bom, já que a indicação foi sua. Se for assim vou comprar por aqui.
Mais do que ser de direita, o Azedo é contra qualquer coisa que seja considerada de esquerda, mesmo que vagamente, ou que seja notoriamente apoiada por pessoas que são de esquerda.
Obama tem um discurso que soa mais ou menos de esquerda. teve a preferencia unanime entre os esquerdistas, e é negro, o que lembra a defesa das minorias, que é coisa de esquerda. É o bastante para que conte com a sua má vontade e critica em relação a qualquer coisa que o Obama seja ou faça. Se ele fala bonito, falar bonito passa a ser demérito e etc. Se fosse um cara de direita a falar bonito, plim, falar bonito passria a ser uma virtude. Enfim, o fim é sempre contrariar os esquerdistas, passando por cima de qualquer nuance, e os fim justifica o meio, qualquer meio, mesmo que ilógico, mesmo que contraditório, mesmo que mentiroso.
Putz!
Eu odeio quando o negócio fica longo desse jeito, com 20000 comentários sem noção do chest.
PD, por que você não cria um fórum com botão de ignore?
Dalton Campos, qualquer compra na Livraria Cultura vinda de um clique que sai do Weblog gera 4% de comissão.
Quem é Reginaldo Azeredo ?
Aos ateus, vou apenas reafirmar o PD, dizendo que seria bom que lessem algumas discussões de gente mais gabaritada a respeito de estado x religião, contribuição filosófica da religião vs ateísmo, contribuição de gente ordenada em religião com a ciência - vamos aos velhos exemplo da genetica, do vinho, e das universidades mantidas por fundos de religiões, mas que tem centros de pesquisa, e etc…
Qto. a que tem mais poder, ateus ou crentes, não é preciso falar…
Agora, tem um tipo de retórica que só depõe contra o debatedor. É quando vc usa seu campo de conhecimento específico, em que vc supera o seu adversário, para “enquadrá-lo”, mas não para rebater seu argumento central na questão.
O melhor exemplo de debatedor assim é o Milton Neves. Começa uma discussão sobre se o Garrincha é melhor que o Pelé.
Lá pelas tantas, quando a coisa tá quente, o Milton apela :
” - E vc, sabe qual a escalação da seleção na copa de 58 ? Não ? Então te digo : é fulano, beltrano, etc. e no banco era Magrinho, Gordinho, etc… Não aceito um cara que quer discutir e nem sabe disso…”
Observe que nada tem a ver com o centro da discussão - as habilidades e contribuições dos atletas…
O próprio Reinaldo vive dizendo que não tem medo de debater com advogados, historiadores e etc., porque mais vale uma argumentação lógica que uma “demonstração de conhecimento catedrático”, uma pavonice (existe tal palavra? rs).
Também não sei se esta “técnica” esta naquele manual de como ganhar discussões…
Mas diz muito não só sobre o debatedor que a utiliza, como de sua capacidade de ganhar - ganhar não, elucidar - uma discussão com seu conhecimento : “Olha, fulano, o que se tem estabelecido é que Pelé fez mais gols, participou de eventos mais importantes, dos quais eu posso citar… etc… discutir se esta ou aquela jogada foi mais bela é questão de gosto.”
Um bom dia !
O Iraque está ótimo, não tem mais Saddan, o regime é pró-ocidente, o Talibão nãom fez mais nenhuma tentado, está completamente desmobilizado. Por qualquer criterio deu certo.
Ótimo texto!
“O Iraque está ótimo” é a piada do dia.
Já foi lá pra ver ou tá falando só por falar mesmo? Muda pra lá então. E não esquece de contar pra gente como é bom, pra fazer inveja!
Rios de prata, pirata
Vôo sideral na mata
Universo paralelooooo
Chesterton: você não tem rigorosamente nenhuma idéia do que está falando. Estou não só surpreso, estou chocado.
Ter posto o Talibã no meio do Iraque é só uma prova disso.
Já na fornteira entre o Afeganistão e o Paquistão, o maior problema é justamente que o Talibã está mais forte do que jamais esteve desde que foi derrotado. E quem diz isso é o general David Petraeus. (Talvez vc saiba quem é.)
Grande Oliveira!!!
Será esse Oliveira o canalha da redação? Tenho quase certeza que sim.
vocë chocado? Mas isso é viadagem.
Chesterton, volta pro hospício. A falta de medicamento já lhe está fazendo mal.
Rodrigo (178):
se tem gente, com pós-graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado que acredita que Jesus andou sobre as águas, qual o problema em acreditar que um determinado alinhamento de planetas vai influenciar na maneira de ser das pessoas? Absurdo por absurdo, prefiro o mais poético…
[...] 23, 2009 in reinações dos reinaldinos E lá no post do Pedro Dória sobre o Tio Rei, a comentarista Dida _ que aparentemente nunca comentou por aqui _ após um longo exórdio, termina [...]
Ai que preguiça!!! Discutir se o copo está meio cheio ou meio vazio. Obama é isso aí. Um copo meio cheio, meio vazio, dependendo de quem e da forma como se quer observá-lo. PD está entre os que acham que está meio cheio, RA está com os que o vêem 1/2 vazio.
Eu prefiro não ficar nem à frente e nem atrás da boiada. Fico ao lado (de fora). Achava que no séc. XXI a capacidade de atrair multidões (no ocidente) ficasse restrita aos popstar. Me surpreende ver isso ocorrendo de novo na política. As imagens de delírio coletivo, quando relacionadas à política, sempre me levam a uma comparação com os performáticos discursos de Adolf.
Não. Não estou dizendo que Obama seja totalitário ou represente alguma ameaça. Não. Estou apenas lamentando o espírito do tempo, pra usar um termo em voga, que alça a política ao primeiro plano. Sinceramente, prefiro quando os líderes políticos são bocós a ponto de nem nos lembrarmos de seus nomes.
Faz sentido, bob.
Mas quando líderes políticos são bocós que passam sem que os percebamos, deixamos de nos importar com questões importantes.
Afinal de contas, a democracia é - ou deveria ser- representativa. Não é uma seleção de imperadores.
Lógico que políticos devem ser políticos e estrelas pop devem ser estrelas pop, mas, quando alguém parece estar fazendo as coisas com alguma ética, depois de tanto tempo que este valor esteve abandonado, convenhamos, é de se permitir alguma alegria, não acha?
É um momento histórico, e Obama tira do poder um cowboy idiota, tem muitos símbolos na coisa toda.
Daqui dois anos, se o presidente dos EUA mantiver o status de superestrela , aí a coisa muda de figura.
Se bem que o Lula , consideremos as astronômicas proporções, devido a popularidade que atinge, mesmo com as polêmicas nas quais se envolve ou é envolvido , é um caso interessante de superestrela.
No caso do Reinaldo Azevedo os argumentos vêm com os quatro pés no chão.
Caro PD, haa uma relacao “carnal” entre os Talibas e o Al Qaeda, entao nao ee tao absurdo assim dizer q uma coisa ee uma coisa, outra coisa ee outra coisa.
Mas ateus têm mais dificuldade em acreditar em coisas do que religiosos, não o contrário.
Mas o que explica então a imensa massa de ateus e anti-religiosos que apoiou cegamente o comunismo de 1917 a 1989, dizendo que ele era “regime perfeito” e “inevitável, segundo as profecias de Marx?”
O nome que me vem à cabeça agora é o de Jean-Paul Sartre, defensor de Stálin…
Nao faz sentido o q escrevi (mais um p/ a colecao). O q quis dizer, nao ee absurdo dizer q os talebas nao estao envolvidos c/ a Al Qaeda… e por consequencia, c/ os atentados no Iraque (o q ainda ocorre, mas devido principalmente ao cansaco dos iraquianos, e da tregua dos xiitas, ficou bem menos frequentes).
Odracir Silva, de maneira alguma.
O Talibã não existe fora do Afeganistão e do Paquistão. O Talibã tem por objetivo governar o Afeganistão e lá instaurar uma teocracia islâmica salafi. O Talibã já governou o Afeganistão e lá instaurou uma teocracia islâmica salafi.
Nada disso tem qualquer coisa a ver com o Iraque. Nada. Zero. Misturar uma coisa com a outra é dar mostras de não entender sequer o mais básico da situação.
MaGioZal: touché.
Entendo o q vc quer dizer, mas haa uma relacao intima entre o Al Qaeda e os Talibas, isto ee fato. Haa uma relacao sim, a partir do momento q os dois sao aliados. Vamos aos fatos… os dois sao sunitas extremistas. A estrutura organizacional do Al Qaeda ee similar ao Taliba (as tais celulas). O Al Qaeda surgiu no Afeganistao, onde o Bin Laden apareceu por laa p/ construir as cavernas c/ o dinheiro dos americanos p/ os talibas. Os Talibas deram abrigo ao Al Qaeda. O q nao havia antes da invasao americana era uma relacao entre o gov. do Sadam Hussein c/ o Al Qaeda. Depois da invasao americana, o Al Qaeda comecou atacar e fazer atentados no Iraque.
Odracir Silva: existe uma relação entre o Talibã e a al-Qaeda.
Não existe uma relação do Talibã com o Iraque.
E vc tem razão… a al-Qaeda na Mesopotâmia é pós-Saddam.
Alias, nao quero misturar o basico, mas o q nao existe ee uma participacao forte ou direta do Taliba no Iraque. Dei um googlada, peguei o terceiro artigo de uma longa lista, da CBC… FYI, http://www.cbc.ca/canada/story/2004/09/16/taylor040916.html
Faco uma analogia… ee como q vc querer dizer q os criminosos do Rio nao se misturam c/ os criminosos de SP. Por exemplo, q o PCC nao entra em acordo c/ as faccoes criminosas do Rio (ADA, por exemplo).
Odracir Silva, essa é a opinião de um jornalista canadense, publicada em 2005, jamais confirmada…
“Não existe uma relação do Talibã com o Iraque.”
Outra analogia, ee como vc dissesse q a China (Taliba) nao tivesse nada a ver c/ os vietcongs (Al Qaeda)…. guardando as devidas proporcoes.
“…Estão muito felizes com o fato de que o presidente é negro – a maioria na multidão da posse eram negros…”
Na única ocasião em que concordei com o Diogo Mainardi foi no Manhattan Connection, em que ele falou os seguintes números, que não sei se são verdadeiros:
95% do eleitorado negro votou em Obama.
É ou não é racismo?
Bodhi, 95% do eleitorado negro vota no Partido Democrata sempre.
Acho bonito toda a patrulha ideológica que permeia esse blog. Se Reinaldinho tivesse colhões de não apagar comentários no blog dele ia ser mais divertido. Mas… essa direita tão libertária diz que não dá conta da massa de comunas acerebrados - mas não sabe distinguir um argumento de um trolling, coisa na qual, aliás, eles são bons.
A “cristanidade” daqueles que se dizem de direta é evidente: eles acham que vão converter alguém com seus comentários - como pessoal do MSM no começo. Pena que 90% é falácia e os 10% que restam são obviedades.
O Muro de Berlim já caiu queridinhos, parem de caçar comunistas.
Na verdade o Azevedo tem um texto único com pressupostos que ele acredita ser de direita. Recheia aqui e ali com citações catadas no Wikiquote. Atrapalha-se quando precisa de argumentos mais sofisticados. Seu sucesso pode ser também por causa do seu jeitão caipira já que temos uma massa de 1ª geração que freqüentou a universidade. É como novela de TV, que vemos vez por outra pra não ficarmos desenturmados.
Talvez mais interessante fosse o dono do blog escrever sobre o jornalismo político de opinião: colunistas e blogueiros. Tenho a impressão que os homens e mulheres que escrevem sobre política ainda utilizam velhos conceitos sobre democracia, república e burocracia. Muitas deles parecem que fizeram aqueles “lato sensu” tão comum nas Ciências Políticas. Até a Lucia Hipólito, que já foi professora, é fraca nas suas analises. O Clovis Rossi parece um tio avô sentado na cadeira de balanço, lendo El Pais e reclamando do mundo.
Talvez faltem a eles leituras complementares e certa atualização no plano teórico.
Algumas exceções como o Alon, a Nacif e o Azedo que mesmo que não concordando emitem opiniões mais fundamentadas.
“Durante o governo Bill Clinton, Osama bin-Laden era o inimigo Número 1 dos EUA. Bush fazia graça da idéia de que um homem no deserto dentro de uma barraca poderia servir de qualquer ameaça. Seu inimigo Número 1 era Saddam Hussein.”
Até os atentados contra as embaixadas no Quênia e na Tanzânia em agosto de 1998, na segunda metade do mandato de Clinton, Bin Laden era praticamente desconhecido, enquanto o Iraque era bombardeado de forma sistemática.
E vale lembrar que havia um plano de invasão ao Iraque no final da administração Clinton, mas que envolvia 400 mil soldados, bem mais que Bush usou.
“95% do eleitorado negro votou em Obama.
É ou não é racismo?”
Michael Steele, um negro republicano, conseguiu apenas 25% dos votos dos negros contra Ben Cardin, um branco democrata, pelo Senado em Maryland em 2006. No mesmo ano, pelo governo de Ohio o negro republicano Ken Blackwell conseguiu 20% dos votos contra o branco democrata Ted Strickland.
“Bodhi, 95% do eleitorado negro vota no Partido Democrata sempre.”
Na verdade, geralmente oscila entre 75% à 90% do voto, dependendo da eleição. Kerry, por exemplo, teria tido 88%.
“Aos ateus, vou apenas reafirmar o PD, dizendo que seria bom que lessem algumas discussões de gente mais gabaritada a respeito de estado x religião, contribuição filosófica da religião vs ateísmo, contribuição de gente ordenada em religião com a ciência - vamos aos velhos exemplo da genetica, do vinho, e das universidades mantidas por fundos de religiões, mas que tem centros de pesquisa, e etc…”
Maldição! Descobriram nossos agentes infiltrados!
“O Iraque está ótimo, não tem mais Saddan, o regime é pró-ocidente, o Talibão nãom fez mais nenhuma tentado, está completamente desmobilizado. Por qualquer criterio deu certo.”
Sim. A população iraquiana tá diminuindo sem políticas de métodos anticoncepcionais (coisa de comunista).
Que sirva de exemplo!
Sabe quanto tempo a borracha de um preservativo leva pra desaparecer? Séculos!
A bomba se destrói rapidinho.
Portanto, não use camisinha, use bombas de fragmentação.
Toca em muitas pessoas, mas não é promíscuo.
Palavra do falastrão.
PD, o problema é que você levou anos para notar, o chest é uma anta, eu sempre mencionei isso, só que vocês tem mania de me achar excessivamente grosseiro. Libera o copia, cola, baba do rapaz, se não vão ficar sem oponente com quem debater…
o Dino está certo.
Andre Kenji, o governo Clinton não tinha apenas plano de invasão do Iraque. Tinha plano de invasão do Irã. Da Coréia do Norte. Da China. Se bobear, até do Brasil. O Pentágono tem planos para a invasão de qq país que vc puder imaginar, e quanto maior a tensão com tal país, maiores os detalhes no plano. Nunca se sabe.
É evidente que, no início do governo Clinton, Saddam estava no topo da lista de inimigos. A Guerra do Golfo era recente. É evidente que a al-Qaeda só subiu ao topo da lista após seus atentados mais mortais.
Osama bin-Laden só decidiu partir para a Jihad Global após o governo saudita ter recusado a ajuda de seus mujahedins e preferido a presença dos EUA na época em que o Kuwait foi invadido. A al-Qaeda só começou a aparecer com presença internacional mais tarde, quando Clinton já era presidente.
As questões fundamentais são: 1. O governo Clinton reagia a informação. Se o mundo mudou, suas preocupações mudam. 2. O governo Clinton via o Oriente Médio e a Ásia Central de forma muito diferente do governo Bush. Peguei apenas a questão do inimigo número 1 porque é a mais fácil. Poderia ter ido muito além… ninguém no governo Clinton acreditava que dava para impor democracia no Iraque e de lá espalhar pelo OM. No governo Bush, isso era matéria de fé.
Sei nao, Ioio, mas acho q o Nassif tb nao ee muito coerente, e acredito q o blog chega atee ser messianico. Se nao falar o mantra da “comunidade”, anatema! Vide o caso contra a Janaina Leite (havia um bom post do (extinto) imprensa marrom q desmontava a “tese” nassifiniana). Dai o Nassif vem, e defende o Ricardo Boechat… dois pesos, duas medidas.
O Odracir tem razão.
O Nassif mais de uma vez patinou na lógica e no bom senso, respondendo hostilmente quando criticado.
O que é uma pena.
1. Deixei pra fazer esse comentário no final, qdo o calor dos fatos já tivesse esfriado. Gostei mto de alguns dos posts - ainda bem q, apesar do que diz RA, a academia não deixou de ser lugar de pensamento - continua, e continua firme.
2. PD, ler o q vc escreve é um prazer. E não acho q polemizar com RA seja perda de tempo. Pelo contrário - é tempo ganho. Polemizar com OdC foi jogar conversa fora. RA é um tipo perigoso, assim como o “órgão de imprensa” no qual ele atua.
3. Além do mais, os comentários desses posts são instrutivos pra caramba… por exemplo:
“criacionismo- bem , teoria por teoria, evolucionismo é teoria. Cadê a prova? Cadê a duplicação em laboratórios? Cadê a síntese da vida em laboratórios? Sei, não existe….”
chesterton, filho, pensei ter ouvido vc dizer, inúmeras vzs que é “cientista”. Qual a especialidade? Já ouviu falar em um troço chamado “matemática”? E “simulação”? Tenho alguns amigos físicos, astrônomos e paleontólogos q teriam, diante da brilhante afirmação acima, duas reações, ou uma ou outra: cairiam na gargalhada ou te dariam porrada.
Pensando bem, tvz as duas coisas… :c)
Ah, e Pedro, governos não têm “planos de invasão”, têm “planos de contingência”, que, por sinal, são exatamente, para os diplomatas e militares, aquilo q o chesterton não sabe existir - simulações. Nenhum governo teria “planos de invasão”, pq esse é o desfecho militar de uma situação q pode começar de diversas outras formas. Os estudos de “intervenção militar” geralmente são feitos por estudantes de escolas de estudos superiores de estado-maior, e, caso aprovados, submetidos ao estágio de “jogo-de-guerra”, uma espécie de “War” prá profissionais. O “National War College” em Washington e pelas escolas de estado-maior das três forças armadas. no Brasil, esses planos são estudados no Itamarati, na Escola Superior de Guerra e nas escolas superiores de estratégia. Se bem que a ênfase aqui seja mais em questões de defesa.
Não faz diferença? Faz sim. Esses planos de contingência são bolados geralmente, pelos diplomatas e pelos serviços de informação. Nos anos 80, um general inglês escreveu um romance chamado “A terceira guerra mundial” no qual expunha, de forma meio floreada, os planos de contingência da OTAN para o caso de uma invasão soviética na Europa Ocidental. O livro mostrava as preocupações principais da época, q eram com uma invasão soviética na Iugoslávia. A confusão começava lá.
Pedro Dória Ateus dizem: não sei.
Pelo contrário Pedro, ateus sabem tudo.
Em primeiro lugar, que não existe Deus.
Ou qualquer Mistério. Ou qualquer coisa diferente de um táxi que passa pela rua à cata de fregueses.
E que tudo começou dentro de uma sopa cósmica, aonde um vírus cruzou com uma bactéria embaixo de um edredon de elétrons, zions, quaks, bits, chips, e pimba, fez-se a vida.
O que existia antes? O ateu boceja, e não responde.
O que acontece depois da morte? O ateu levanta uma sombrancelha e diz- acaba, e acaba o papo.
O que estamos fazendo aqui? - respirando meu caro, respirando, responde o ateu com insdisfarcácel tédio, sem responder verdadeiramente á pergunta feita.
Em resumo, ele sabe tudo.
Geralmente é uma amante de dinossauros e sabe exatamente, tin tin por tin tin, o que aconteceu há 200 milhões de anos atrás. Ou a 400. Bilhão. Números é com ele mesmo.
Caso alguém lembre o amigo ateu que ainda não se sabe bem o que aconteceu em Dallas, ontem, na década de ‘60, quando do assassinato de Kennedy, o ateu dirá que uma coisa é uma coisa e que outra, bem diferente, - é um meteoro caindo a velocidade xyz, em uma angulo de 0.00089 graus, causando um mega impacto equivalente a 801.006.035, 064 toneladas de TNT de dinamite sueco, puro, do bom, matando todos aqueles bichinhos pelo inevitável inverno que tirou exatamente 0.888769 de luz das plantas….e por ai vai.
Certeza de tudo, e absoluta.
Caso alguém cite mesmo que docemente a palavra onipotência, a ateu tem um ataque de Razão. Coisa séria. Palpitações acima do limite normal, suor nas mãos, boca seca, mas a mente AH! a mente…lúcida, sabendo tudo.
Embora não acredite em milagres ele acredita piamente que um africano, há zilhões de anos começou a andar, andar, andar, ás vezes nadar, e, conforme ia chegando a certos lugares, seus olhos iam ficando iguais aos dos japoneses, sua pele clara igual as dos suecos.
Caso alguém diga, ainda docemente, que essa é uma teoria ainda não plenamente aceita, que é difícil o senso comum acreditar nesse script certinho demais, - que talvez o homem tenha surgido em vários lugares ao mesmo tempo e…- o ateu simplesmente tem um troço. Desmaia. Entra em coma auto induzido.
Não é capaz de suportar o fato de que alguém seja capaz, em pleno século XXI !!!!, de não aceitar a VERDADE!!!!
Enfim, Pedro, como eu gostaria que o ateu fosse uma pessoa que dissesse - não sei.
…desde a ‘polêmica’ com o OdeC venho visitando esse site regularmente sem entender como algumas pessoas podem considerar o blog ’sua fonte de análise política’, afinal o PD posta textos numa taxa bem baixa….acho que o atrai é justamente esse fórum onde cada um pode dar vazão ao que lhes vier na telha e interagir com seus semelhantes…..para esse último post, vou repetir o que já disseram:
- a frase de GK Chesterton está longe de ser clichê, é um pensamento e tanto condensado em uma frase que dá margem para bastante reflexão, a história do século XX a levou as últimas consequências….
- estudar as definições de ateísmo e agnosticismo faz bem…pode-se começar pelo dicionário.
-Bush = extrema direita….o que dizer? a esquerda usa a expressão a sua conveniência, pensem bem, que primarismo, que lógica infantil em buscar simetria em tudo……afinal se tem ‘dois lados’ cada ‘lado’ deve ter o seu ‘extremo’ né? …patético
- alguém acha que o PD realmente realmente acha que: “Reinaldo conhece política. Respira política. Entende a história política.” ou na “profundidade do conhecimento político de Reinaldo Azevedo.”? Duvido muito: como todo bom esquerdista que se preze, e como muitos dos posts dos colegas acima mostram, o que realmente PD pensa do RA (ou de qualquer outro conservador) passa longe disso…
Rafael Silva, deixa ver se entendi seu raciocínio… radicalismo de direita não existe, é isso?
Se é isso, entendi.
… essa classificação direita x esquerda leva a confusão mesmo, afinal, imaginando um segmento de reta, com um traço no meio, imaginamos poder ir do centro para as extremidades, contando unidades iguais para cada lado…é tentador então ir pondo os governos em cada uma dessas marcações…bom, se é para pensar unidimensionalmente, fiquemos com a dualidade conservador x revolucionário! fica bem mais lógico, afinal, como se pode ser ‘radicalmente conservador’ ? O conservadorismo tem limites próprios, se baseia na natureza humana: desde que a nossa espécie surgiu todos os trilhões (pesquisem este número) experimentaram o nascimento e a morte, o mesmo planeta, e mais uma infinidade de condicionantes idênticos, inalterados por quaisquer mudanças culturais ou tecnológicas. Não tem como ir mais fundo nisso, agora os revolucionários são algo recente, com origens no medievo europeu, e não se resumem a mudar ’sistemas de governo ou econômicos’, e sim a própria natureza humana! depois disso não existem limites….me ocorre agora até uma analogia com a escala de temperatura, existe um zero absoluto, mas não estou certo que exista um ‘máximo absoluto’.
Essa é a nova escala: uma semi-reta em que o ponto inicial é o conservadorismo e as sucessivas marcações que se afastam desse ponto vão, unidirecionalmente, sempre para a revolução, para a ‘esquerda’ :)
esse esqueminha bobo é facilmente dedutível da mania esquerdista em classificar o nazismo como ‘extrema direita’, quando isso é negado por um conservador, vem logo a réplica: ‘ahh então nazismo é de esquerda?!’ ora, não é esquerda nem direita, é revolucionário e pronto, novo homem, nova sociedade, novo tudo! como isso pode ser visto como ‘conservador’?
Portanto a ‘direita’ vai ser tão ‘extrema’ quanto os movimentos revolucionários tenham puxado a sociedade de seu ponto natural de partida. Isso é demonstrado em um sinônimo para a ‘direita’: reacionário, afinal se não existe uma ‘força puxando’ não existirá reação! Como se pode ser de ‘extrema-reação’? A idéia de que uma tendência reativa possa se extremar, ir para baixo do ‘zero absoluto’, é fantasiosa…tem até uma lei de Newton sobre isso!
Toda essa digressão geométrica, ficarei surpreso se alguém tenha lido até aqui, mas resumindo a motivação original, desafio(!) o PD, que deve acreditar que o nazismo foi ‘extrema-direita’ a listar as semelhanças significativas deste com os 8 anos do governo Bush …
Ufa! Que bom que o Rafael descobriu esse novo conceito de revolucionário sem calça… Sem causa… Sem ideologia…Assim da para jogar Stalin, Pol-Pot e afins nessa descrição… Eram apenas revolucionários, nem de esquerda nem de direita… Novo homem… Nova sociedade…Novo tudo.
Rafael, você nunca pensou em classificar as construções sociais e políticas por outro prisma, sem usar geometria analítica ou mecânica de Newton? Tente por exemplo economia ou sociologia. Talvez aí você descubra a que segmento pertence o nazismo e qual ligação com governos de extrema direita.
Usando seu próprio raciocínio eu poderia lhe afirmar que uma sociedade de extrema direita ou “conservadora” é aquela que tenta manter ou regredir o ser humano a construções sociais ultrapassadas pelo desenvolvimento social e derrotadas pelo antagonismo das classes sociais oprimidas e exploradas, tipo: Escravagismo e feudalismo. Essa era a “natureza humana” até então, até ser derrotada pelos “revolucionários”. E talvez os revolucionários também sejam conservadores, pois afinal desejam reconstruir em patamar elevado pela ciência, a primeira das construções sociais que seria o comunismo primitivo.
“não se resumem a mudar ’sistemas de governo ou econômicos’, e sim a própria natureza humana!”
Agora me lista aí, por favor, qual seria a natureza humana ao seu ver. Quem decidiu isso e porque essa descrição seria a correta?
“esse esqueminha bobo é facilmente dedutível da mania esquerdista em classificar o nazismo como ‘extrema direita’, quando isso é negado por um conservador, vem logo a réplica: ‘ahh então nazismo é de esquerda?!’ ora, não é esquerda nem direita, é revolucionário e pronto, novo homem, nova sociedade, novo tudo! como isso pode ser visto como ‘conservador’?”
Que feio! Só porque os nazis perderam a guerra (e os “cristãos do mal” de sempre, que podem ser anti-semitas, mas adoram a graninha dos judeus ricos), o nazismo foi expulso dessa grande família que é a Direita.
E como aquele parente que tava se dando bem e que de repente perde o emprego:
O pessoal não visita mais, não telefona, não convida p/ festinhas…
1. Tvz fosse razoável esclarecer que “direita” e “esquerda” são representações que posicionam atores políticos em relação à organização da sociedade. Cada um pode então interpretar como quiser, mas existe uma “ciência política” q trata disso, e mtos cientistas políticos acham q a matemática é um método para tratar desses temas.
2. Me parece mais razoável considerar “de direita” o sujeito (ou grupo) que postula por um individualismo radical como fonte da organização política. Isso é uma ideologia: nessa forma de ver o mundo, as capacidades do homem em “produzir” e “desenvolver-se” não devem ser obstaculizadas por sistemas de caráter metafísico ou corporativo e por normas políticas; a política deve ser apenas uma forma de corroborar a livre aplicação e expansão dessas capacidades - daí a ênfase na “liberdade” como manifestação sistematizada do individualismo possessivo e do voluntarismo.
3. Por diversos motivos, geralmente associados ao caráter da expansão do capitalismo, essas posições são geralmente associadas à uma defesa extremada do liberalismo político.
4.Já as posições “de esquerda” postulariam que a política seria a forma de garantir que a riqueza, decorrente da produção e possibilitada pela organização da sociedade e pela capacidade de pressão (e não necessariamente de “capacidades individuais” inatas), seja distribuida de modo mns desigual (e não de modo “equilibrado”), possibilitando o desenvolvimento de capacidades individuais e sua colocação ao serviço da coletividade.
5. Nesse sentido, “conservador” é o cara que postula a permanência de um sistema político, independente de qual. É interessante observar que, dentro dessa lógica, o conservadorismo caberia inclusive dentro dos regimes comunistas - o regime soviético pós-queda de Krushvev seria, dessa ótica, profundamente conservador. Certos analistas, como Rudolf Bähro inventaram, inclusive, uma “direita” comunista”, os regimes do período de Leonid Brezhnev.
6. Assim, acho que, dentro de sua análise totalmente capenga, o Rafael acerta apenas em tomar “revolução” como “um processo [que] não se resumem a mudar ’sistemas de governo ou econômicos’, e sim a própria natureza humana!” Eu diria que talv o aspecto mais interessante e temerário de qq revolução é exatamente lidar com “a própria natureza humana”. O nazismo era, sim, um processo revolucinário de extrema-direita: lidava com a “natureza humana” tentando canalizar e organizar as energias individuais e colocalas ao serviço total e incondicional do Estado; os regimes chinês eram processos revolucionários de extrema-esquerda, buscando criar um “homem novo” através da eliminação, inclusive física, do “regime burguês”, incluindo-se aí a “mentalidade burguesa”. Todos eram processos sociais amplos, que romperam limites socialmente estabelecidos pela tradição e que eram vistos como “de opressão” e “do passado”. A diferença, me parece (e q joga no ralo tentativas de caracterização tipo q o Rafael fez) é que o primeiro se apoiava no capitalismo e não pretendia modificar esse aspecto da organização da sociedade (mas ai do capitalista q desse um pio contra…), os outros pretendiam varrer do mapa a organização capitalista da produção. Dá pra negar isso?
Corrigindo, item 6…
… os regimes chinês E CAMBOJANO KMEHR VERMELHO eram processos revolucionários de extrema-esquerda, buscando criar um “homem novo”…
bocejo…
- “e derrotadas pelo antagonismo das classes sociais oprimidas e exploradas, tipo: Escravagismo e feudalismo”
me diz o nome do ‘revolucionário’ que acabou com a escravidão…William Wilberforce né? …a teoria marxista deve explicar essa figura…
continuo esperando ver a comparação Bush e Nazismo….
Rafael, o escravagismo sumiu como construção social, (se bem que a escravidão ou situação similar, perdura como pratica social até hoje) por força da baixa eficiência produtiva e pelo perigo representado por revoltas constantes decorrentes das condições de vida dos escravos, acima de qualquer fator e não pela boa vontade de nenhuma alma generosa em particular. Não reduza a história politica e social a conto de fadas.
Agora, se você me explicar qual é a natureza humana imutável dos primórdios, eu faço um comparativo entre o governo de W. Bush e de Lucifer se for do seu agrado.
“O que existia antes? O ateu boceja, e não responde. ”
Os ateus trabalham para descobrir. Controem máquinas de “buraco negro”. Avançam em cálculos matematicos. Devassam o atomo. Perdem o cabelo dentro da coerência…
Quem boceja é o teologo que pensa:
“Aonde vou pescar uma referência p/ inventar uma lorata sobre essa m…”
“Não é capaz de suportar o fato de que alguém seja capaz, em pleno século XXI !!!!, de não aceitar a VERDADE!!!!”
Como a tortura faz falta na divugação da verdade, né?
Pedro
As únicas ações que Clinton de fato teria feito contra Bin Laden teria sido o bombardeio de uma fábrica de aspirina no Sudão e de supostos campos de treinamento no Afeganistão. Fato, Bin Laden por volta de 99 já tinha a recompensa mais gorda oferecida pelo FBI, mas é inexato dizer que Clinton se ocupava mais com ele que com Saddam.
Também fica difícil saber o que os democratas fariam se estivessem no poder em onze de setembro de 2001, com uma maioria frágil no Senado e muitos incumbentes vulneráveis no Sul. Pelo discurso de Gore em 2000 seria difícil acreditar que ele não tomaria nenhuma ação no Irã/Iraque/Síria.
Por fim, creio que todo mundo se esquece é que a grande razão pela qual os americanos atacaram o Iraque é que acharam que seria fácil(Mesmo Edward Herman, um crítico de extrema-esquerda, achava que isso seria um massacre). Não foi.
..geralmente a esquerda diz que a escravidão acabou porque ‘os capitalistas ingleses queriam vender mais seus produtos industrializados ‘ sic…essa de que o “perigo representado por revoltas constantes decorrentes das condições de vida dos escravos, acima de qualquer fator ” é totalmente nova…quer dizer que demorou milhares de anos para os donos de escravos perceberem isso? esquisito pois Roma teve Spartacus e uma série de outras revoltas, sua população de escravos era imensa, um perigo e tanto, mas ninguém lá cogitou em terminar com a escravidão….
“Os ateus trabalham para descobrir. Controem máquinas de “buraco negro”. Avançam em cálculos matematicos. Devassam o atomo. Perdem o cabelo dentro da coerência…”
quer dizer que todo físico nuclear é ateu?
“quer dizer que todo físico nuclear é ateu?”
Não.
Mas a Física Nuclear é.
(A não ser quando dá aquela preguiça e aparece o rabisco metido a esperto. )
Rafael, não são donos de escravos que os libertam nem princesas, nem nobres. O escravagismo (senhor-escravo) como sistema social já não existia ha bastante tempo, mesmo enquanto em algumas regiões perdurava a pratica da escravidão, ela foi substituída pelo feudalismo em que a relação entre senhor-servo era mais de dependência e dever que de propriedade. A diferença é tênue, mas veja que um dos principais intuitos, era não ser necessário pesado aparato de repressão para coibir revoltas e fugas e sim para a proteção do feudo. Era inclusive menos produtivo, no entanto, mais seguro e foi justamente essa tênue diferença mesmo que de pouca liberdade que possibilitou a criação do pré-capitalismo com a expansão dos burgos e de mão de obra de artesãos. Interessante que um dos principais fatores da decadência do império romano escravagista foi exatamente falta de mão de obra escrava.
Agora tem como você me descrever qual é a natureza humana imutável dos primórdios que esses “revolucionários” querem mudar?
olha…. o mundo não se resume a Europa, o que vc descreveu se aplicou(com reservas) para o medievo de lá, no mundo muçulmano não existiu tal transição, nem na África negra, etc…até o século XIX embarcações muçulmanas capturavam europeus para escravizá-los!
“Agora tem como você me descrever qual é a natureza humana imutável dos primórdios que esses “revolucionários” querem mudar?”
- Não tenho como descrever detalhadamente o que é a tal natureza humana mesmo, falta de estudo, mas pela simples experiência de poder entender um texto escrito por alguém a milhares anos, de notar semelhanças notáveis entres culturas separadas no espaço e no tempo, de estarmos todos aqui no mesmo planeta e com corpos semelhantes, de ler um pouquinho sobre a idéia de arquétipos, dá confiança que o conceito possa(já foi, eu que não li) ser muito bem definido…qual a negação(por absurdo) disso? Que somos alienígenas quando comparados com as pessoas de 3000 a.C?
…quanto aos revolucionários que querem altera-la, bom, é só ler sobre a URSS, a Alemanha Nazista, a China de Mao, etc…chegando até o Brasil de hoje…citando a discussão presente sobre o ateísmo, a negação do transcendente, que cultura, por cruel que tenha sido, educou, torturou e matou milhares para que essa mesma noção fosse extirpada a força dos indivíduos? A minha ênfase não está nem no ‘torturar e matar’ constantes na história humana, (inclusive por motivos religiosos) mas na própria pretensão em conceber a extirpação da religiosidade como uma anomalia…perceba a diferença de grau nessa ‘ideia revolucionária’ mesmo quando comparada a, digamos, a perseguição dos cristãos pela Roma Imperial ou a Inquisição queimando hereges…
Física nuclear é atéia? Será que ela é solteira também?
“Física nuclear é atéia? Será que ela é solteira também?”
Assim:
Vive uma união civil estável com sua companheira, a Matemática. Porém vive dando umas escapadinhas com o Empirismo e a Filosofia.
Matemática não reclama, visto sua sáfica vida amorosa liberal( Libertina conforme as más línguas) com a Arquitetura, a Engenharia, a Química, a Biologia e a Música ( com as quais também manteve contrato matrimoniais).
A História, cheia de conflitos e traumas, nega qualquer coisa com essa insaciável lésbica numérica, porém, sua irmã gêmea melhor resolvida, a Geografia, declarou com certa malícia:
“Hi! Da devassa matemática ninguém escapa, meu bem!”
jean,
“O que existia antes? O ateu boceja, e não responde. ”
Os ateus trabalham para descobrir. Controem máquinas de “buraco negro”. Avançam em cálculos matematicos. Devassam o atomo. Perdem o cabelo dentro da coerência…
marco- perdem o cabelo mas não conseguem responder nada. O que não é crime.
Mas SABEM que a resposta não está na fé. E, não raro, fazem disso um ato de fé.
jean,
“Não é capaz de suportar o fato de que alguém seja capaz, em pleno século XXI !!!!, de não aceitar a VERDADE!!!!”
Como a tortura faz falta na divugação da verdade, né?
marco- quem usa capuz e atiça brasas da fogueira para os que não creem na VERDADE quase sempre são ateus politicamente corretos.
jean : Mas a Física Nuclear é. ( atéia)
marco- e como tal não consegue responder as três perguntinhas básicas: como começou? o que estamos fazendo aqui? o que acontece depois da morte?
Vá lá que ” o que estamos fazendo aqui ” é meio filosófico. E o ” depois da morte ” é meio baixo astral.
Mas o começo…Ah! o big bang !
E antes do big bang?
Bem, antes existia o xyz…..
E antes de tudo? E antes do nada?
Quem pode responder essas coisas?
“Mas SABEM que a resposta não está na fé. ”
Ô dó!
Quem disse que a resposta não está na fé?
A fé em seu Estado natural de Absurdo, em sua natureza emocional, intuitivo, partindo de um pressuposto construído em uma base imaginária, tem todas as respostas. Responde tudo. Tá lá. Pergunta o que você quiser e você acha.
É válido, afinal, fé é uma questão pessoal e coletivo cultural.
Porém, quando a gente transporta essas respostas para o reino desencantado do pensamento científico, onde a dedução lógica e o empirismo são o fiel da balança…
Bem, a gente só tem que pegar a fé e botar na estante, ao lado daquele vaso horroroso que a tia Cotinha deu de presente de casamento.
“marco- quem usa capuz e atiça brasas da fogueira para os que não creem na VERDADE quase sempre são ateus politicamente corretos.”
A Santa Sé abriu abriu cota para contratação de “ateus politicamente corretos”?
“como começou?”
Começou? Quem disse que começou? Prrova que um dia começou, vamo lá, quer ver!
Assim, na lata!
“o que estamos fazendo aqui?”
Acidente.
Sinto muito acabar com suas prenteções de grandeza sobre nós diante da natureza. Se aquele meteoro gigante tivesse desviado, teriamos raptors evoluídos discutindo sobre o Deus e tra-la-lá.
” o que acontece depois da morte?”
Sua majestade, o Rei Verme, pasta.
Na boa, se há espírito, corre-se o risco de quando confirmar cientificamente, de esquartejá-los em laboratórios e abrirmos fast -food no paraíso e corrompermos os corações puros dos anjinhos com cordura hidrogenada.
“Vá lá que ” o que estamos fazendo aqui ” é meio filosófico.”
Nada, bem objetivo, eu tô teclando, e vc?
“E o ” depois da morte ” é meio baixo astral.”
Eu adoro umas lolitas góticas requebrando faceiras em masoléus…
“Mas o começo…Ah! o big bang !
E antes do big bang?
Bem, antes existia o xyz…..”
Na verdade, dizem uns que era o universo em outro estado, mas deixa quieto…
“E antes de tudo? E antes do nada?”
De qual nada você tá falando, afinal?
“Quem pode responder essas coisas?”
Na ciência, um monte de gente trabalha para responder e arrumar outras perguntas.
Agora, pra que se preocupar com o fato da ciência ignorar Deus a priori?
Se há Deus, ele será encontrado pela ciência em seu avanço…
Ou a fé dos cristãos é tão meia boca assim para temer alguns homens e mulheres ocupados com números e atomos?
Hã?
A impresseão q eu tenho é q Obama incomoda o RA por lembrar Lula, com um discurso (ao q parece) “messianico” e por sua origem “inusitada”, com nome muçulmano e negro. Ou então é pura nóia do RA metido a patrulheiro ideológico (ironicamente, ele chama os petistas de patrulheiros ideológicos).